Do Rio para o Crato!

No Rio mais antigo (Rua da Assembléia, Lavradio e arredores) a gente encontra um casario que me lembra a Rua Miguel Limaverde que não foi preservada. O que seremos nós se o nosso coração não preserva a nossa memória afetiva?.

Últimas fotos do Crato ! 13/08/2007


Foto acima tirada na praça Siqueira Campos.
Dia 12/08/2007
Foto: Dihelson Mendonça


Foto acima tirada do alto do seminário, olhando para a praça da prefeitura. Dia 12/08/2007 Foto: Dihelson Mendonça


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Em nome do pai, em nome do filho.

Li uma vez que o Budismo defende que a vida tem seu sofrimento implícito. Que ele faz parte dela, e vice-versa. São parceiros, algo assim. E que através da meditação, assim como de outros rituais singulares, podemos viver em contato com essa verdade essencial. E aceitá-la.

Claro que o que escrevo acima é uma consideração superficial. Não saco porra nenhuma da tal religião oriental. Nunca tive um real interesse no assunto. Travei contatos com amigos praticantes. Li um livro bacana de contos Zen, chamado A Tigela e o Bastão – cheio de fábulas belas e estranhas pro meu entendimento meia boca. E, vez ou outra, fantasio que posso algum dia me entregar a rituais. Tais como meditação.

Deve ter algo a ver com aquela fase genial dos Beatles indo pra Índia e prostrados na capa do Sgt. Pepper’s. Ou com os pés descalços do Paul na capa do Abbey Road.

***

Quando meu filho nasceu, não tive tempo suficiente pra nenhum pensamento semelhante a este. Cheio de referências e bobagens. Foi a mais pura emoção, em estado bruto. O maior momento da vida de um sujeito, um ápice. Eu flutuei sem ter que, necessariamente, articular o famoso “Aoooooooooooon”.

As pequenas coisas ganharam uma proporção maior. Dilatavam-se, explodiam. E eu mantinha meu querido silêncio ruidoso; zilhões de coisas sendo ditas em meu olhar falsamente sossegado no corredor daquela maternidade.

Lembro-me que pensei o quanto seria foda dali em diante manter velhas escolhas. Tatuagens, salutares hábitos etílicos, uma vida dotada de alguma alegria, os meus discos do Jethro Tull. Por mais que isso pareça estúpido, no momento citado acima foi o que me veio à mente: eu nunca mais seria o mesmo; estava enfiado num caminho sem volta de sisudez, seriedade e um bocado de tédio.

Pensava nessas coisas que qualquer um pensa quando saca que tem pela frente uma responsabilidade desse porte.

Porém, no momento em que eu me achava – ou seja, uma confusão dos diabos -, avistei outras possibilidades. Sendo a principal delas a de que meu menino vai me conhecer do jeito que sempre fui. O melhor de mim, o que quer que isso signifique.

Então fiz uma viagem inversa. E busquei amigos de bairro, velhos “souvenirs” esquecidos, músicas, sonhos. Redescobri na minha “persona” o sujeito desassossegado de sempre. Voltei a pensar nas minhas futuras outras tatuagens. Em cervejas, discos do Jethro Tull e do Ira!, fotos onde meus cabelos eram longos, carteiras de cigarro, quadrinhos do Frank Miller, conversa fiada no banco da praça em frente à minha rua e os livros.

Compreendi que o ele precisa de um pai que seja sincero consigo mesmo. E, como conseqüência, se torne um cara menos rasteiro.

***

O nascimento de Bernardo me ligou irremediavelmente à vida. Terei de aceitar o que vier dela. Assim como pregam os budistas de cabeças raspadas e longas túnicas vermelhas e amarelas. A nos dizer, com aquele risinho transigente, que não temos lá tantas escolhas assim. Mas que, apesar de tudo, esse negócio chamado vida pode ser algo mais autêntico. Seja ela o que for: uma piada divina ou um rascunho mal feito; uma puta diversão ou uma eterna guerra.

Eu terei de estar ligado às coisas que me cercam, de uma forma menos contemplativa – apesar de que não fui um cara de muita “contemplação”: meus momentos de reflexão sempre tiveram um traçado mais firme, um pé fincado nos acontecimentos e nas coisas que vivenciei. Nada mais de especulações vazias enquanto as coisas rolam debaixo do meu nariz. Nada mais de momentos chatos e Sartreanos.

A vida não é ruim nem boa: ela é.

A era das lamentações estéreis acabou. Não vai adiantar fechar as cortinas da janela quando estiver chovendo ou sem nuvem alguma. Vai ser preciso colocar a cara pra fora e emitir alguma opinião – nem que seja um ronronar mal humorado. Pois meu filho vai querer olhar lá pra fora e se divertir.

Só espero que essa tal vida Zen sem muitas escolhas venha pra nós de forma diferente. Com a certeza de que, caso seja realmente um troço inevitável e cheio de sofrimento, a gente possa tomar umas cervejas no dia do Juízo Final. Enquanto uma canção antiga se insinua num céu prestes a desabar sobre nossas cabeças.

Vídeo da hora: Reunião Musical no MariaCafe em Crato…

Olá, Amigos,
Trago para vocês uma pequena matéria que eu e o Glauco Vieira fizemos ontem no “MariaCafé”, o novo “point” da cidade, que pretende reunir os artistas, intelectuais, num ambiente agradabilíssimo, aconchegante, onde as pessoas são super bem atendidas.

Ontem, sábado, foi o primeiro “happy hour” movido a muito Chet Baker, Ella Fitzgerald, Coltrane, e os modernos também. haverá espaço para diversos estilos de música boa, até porque só há dois tipos de música no mundo: A música boa e a música ruim, e isso pode ser em qualquer estilo musical.

Ficamos muito contentes com a receptividade da Sabrina, e de todo o pessoal do MariaCafe, no bom-gosto, atendimento e diversidade de opções culinárias também.

A previsão é que esses encntros aconteçam com o Jazz pelo menos uma vez por mês.
Bem, e porquê com o Jazz?
O Jazz não é um ritmo, é uma filosofia musical. É uma das palavras mais abrangentes da música, que pode envolver de Tom Jobim, à Louis Armstrong, o que importa é que haja a liberdade e a criatividade do intérprete em dar sua própria versão a temas já consagrados.
E os temas utilizados ontem lá no MariaCafé foram mais ao estilo de baladas com sax, trompete, e cantores também, tornando o ambiente luminoso, bem ao clima do filme “Por Volta da Meia-Noite” de Bertand tavernier…Foi uma noite memorável!
Estiveram presentes diversos artistas, intelectuais e até pessoas que raramente saem de casa como o Abidoral jamaracu, compareceram também…

A seleção musical ficou a cargo do Lamar Oliveira, e Dihelson Mendonça. A animação mesmo, ficou por conta do Glauco vieira, nosso repórter louco, já cheio de cerveja… rs rs
Confiram a matéria no vídeo!

Abraços,

Dihelson Mendonça

BLOW UP


FAVELA

Pois é , amigos, vivendo e aprendendo ! Confesso que a imagem crua e assustadora que surge aos meus olhos, todo santo dia pela TV, das intermináveis batalhas nas favelas do Rio de Janeiro, entre policiais, traficantes, milícias , me aturde como se acontecesse aqui no Grangeiro. Existem inúmeras razões para que me sinta assim. Primeiro por que sempre tive uma visão colorida do morro, colhida possivelmente da poesia de Zé Kéti, Ismael Silva, Ataulfo Alves, Cartola, Nélson Cavaquinho, Sinhô e tantos outros. Como se a lua vivesse eternamente “furando nosso zinco e salpicando de estrelas nosso chão”. Por outro lado, inconscientemente, percebo que o morro está prenhe de sangue nordestino , daqueles que tiveram que deixar sua terra, em busca do Shangri-lá, da terra prometida e, entoando a Triste Partida, foram se acumulando como lixo humano na periferia das capitais. Mas talvez o mais importante para me sentir tão próximo ao morro, tenha sido meu deslumbramento em descobrir a força de tantos contra a adversidade. Pessoas simples, sobrevivendo em casebres, dependurados em encostas, sem emprego, sem saneamento, acossados pela polícia e pelo estado, mas que conseguem arrancar, a fórceps, a alegria da vida e explodir no Samba, no futebol, no Pagode e na dionisíaca celebração do Carnaval.
Pois bem , fui revolver a história da favelização no país e minha admiração só aumentou. No Rio , os primeiros registros de pessoas vivendo em casebres improvisados datam de 1860, nos morros de Santo Antonio , Castelo e do Senado, no Centro da então capital federal. Desde o início , o estado perseguia os cortiços e tentava a todo custo destruí-los, máxime os mais centrais, que a seu ver poluíam visualmente a cidade. No final do Século XIX , houve a absurda demolição de um grande cortiço central chama de Cabeça de Porco e seus moradores, expulsos como animais, se mudaram para o Morro da Providência, onde construíram aquela que é considerada a primeira favela. Neste mesmo período, após a Guerra de Canudos, muitos soldados e fugitivos vieram bater no Rio de Janeiro e, esperando algum apoio governamental, terminaram desamparados e foram se estabelecer nas encostas do Morro da Providência. E, pasmem vocês, eles mesmo apelidaram o local de Morro da Favela, em homenagem a um morro baiano , da zona de combate, e que recebera este nome por ser revestido deste tipo de vegetação. A tendência de esconder a pobreza continuou na República, quando Pereira Passos destruiu inúmeros cortiços com o fito de abrir ruas imponentes , com características européias e sem qualquer visão possível de miséria. Os humildes foram se dependurando pelas encostas mais inacessíveis. A visão da elite dominante , desde esta época, foi de associar o morro não como residência dos mais humildes, mas como um antro de vadiagem, de concupiscência e marginalidade. Lima
Barreto, de origem paupérrima, entendia muito bem do assunto e denunciou que Pereira Passos queria dividir a cidade em duas : uma européia e a outra indígena. A partir dos anos 20 , agravando-se o Aparthaid , o estado buscou desesperadamente extinguir as favelas, com a expulsão seguida dos moradores e o Código de Obras do Rio de 1937, considerava a Favela uma “aberração urbana” e propunha a eliminação de todas existentes e a proibição de construírem-se novas. Ao invés de enfrentar a dura realidade social da favelização , o governo mais uma vez buscava apenas eliminá-las , sem procurar caminhos para apagar o rastilho da imensa bomba social que tinha nas mãos. A política de remoção seguiu até os anos 60 e fez com que neste período os moradores, incentivados por D. Hélder Câmara, se organizassem em associações e resistissem algumas vezes à expulsão. Durante a Ditadura Militar a organização popular foi silenciada e a partir do anos 70, o morro deixou de ser um lugar poético e lírico, com a chegada do narcotráfico. No processo de redemocratização, continuando a orfandade de governo nas favelas, o crime organizado se firmou e criou raízes. Em 1992 , cento e trinta anos depois, quando um milhão de pessoas já morava nas favelas é que começaram as primeiras políticas de urbanização. Talvez já tarde demais.
Basta beber um pouco desta história para perceber que a simples repressão policial não vai resolver o problema. Repetir simplesmente o que se vem fazendo há mais de cem anos, sem efeito, não parece ser a melhor conduta. Fechar os olhos simplesmente para a miséria, não vai fazer com que ela desapareça. Alguém já disse que se antes a cidade empurrava a favela, agora é a favela que empurra a cidade. Para se trilharem veredas que possam levar à solução, a longo prazo, o governo precisa assinar a promissória desta incalculável dívida social e buscar saldá-la com políticas sociais sustentáveis: moradia, emprego, saneamento, saúde, educação. Atualmente é o tráfico que faz esta função nas favelas e torna-se impossível combatê-lo se ele tem a justa cumplicidade de todos os moradores.
Mas a principal lição que a história nos traz está ligada à denominação de Favela. Percebam que ela vem de Canudos. Simplesmente, Canudos não acabou quando se utilizou a mesma técnica tentando destruí-la. Hoje existe um com arraial em cada cortiço, em cada morro, em cada esquina. Os novos Antonio Conselheiros respondem pelo nome de Marcelo VP, Fernandinho Beira-Mar, Meio Quilo, Escadinha. O mar já virou sertão, agora só falta mesmo nossas brenhas virarem mar.

JFLÁVIO

Limite (*) – clip ( De CaririCult para o BlogdoCrato, com amor e carinho)

SE FALTA ESPAÇO
AOS PASSOS QUE DOU
ME FAÇO PÁSSARO
E
EM PLENO VOO
VOO MAIS ALTO
QUE O HOMEM QUE SOU

(*) fonograma do CD- Contemporâneo -Luiz Carlos Salatiel: Violão visceral de Manel d´jardim; gaita de feira (aquelas de plásticos, pequenininha), de Lucio Ricardo tri-bêbado; voz emocionada de Luiz Carlos Salatiel e cortina de cordas(teclados), Ibbertson Nobre. Arranjo: Manel d´Jardim.

Happy hour com Jazz no MariaCafé

SESC – Cultura !


Última Foto da Cidade !


Foto tirada da calçada da praça Siqueira Campos, olhando para a lanchonete Cinelândia.
Dia: 08/08/2007
Autor: Dihelson Mendonça

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ZOOMCARIRI.COM – O Blog da Fotografia do Cariri !

Olá, entusiastas da fotografia no Cariri!
Está inaugurado o ZOOMCARIRI, o Blog que pretende reunir o pessoal ligado à fotografia no cariri, compartilhar experiências, conhecimento, fotos, técnicas, etc…
Todos são bem-vindos, mesmo os principiantes, e os grandes profissionais, pois trataremos de inúmeros temas.
Acompanhe as postagens, embarque nessa onda!

Nosso endereço provisório:

http://fotografiacariri.blogspot.com

Um grande abraço,

Os Organizadores:

Dihelson Mendonça
Pachelly jamacaru

"As flores do centro da mesa pegaram fogo"

Vivemos num mundo de falsas tolerâncias. A gente tolera tanta coisa, tanta merda, e, muitos de nós, pensamos em fugir disso. Ir para um lugar distante, onde as coisas sejam reais, fortes, bruscas e surpreendentes.

São poucos os momentos em que eu enxergo um novo caminho. Uma possibilidade de nova vida, um novo recomeço. Pode ser com uma mulher legal; lendo algum livro; escrevendo, como faço agora; triste, pensando em alguém ou algo que se foi. Existem várias maneiras de sacarmos que não estamos sós. E que este tal mundo novo é possível.
Escrevo tudo isso aí em cima, simplesmente para lhes dizer que amanheci na segunda-feira com tímidas lágrimas nos olhos, ao assistir o DVD Year Of The Horse, do diretor de filmes louquíssimos, Jim Jarmusch.
O DVD trata de imagens de shows, depoimentos, sobre e do próprio Neil Young.
Meus caros, vocês que sempre pintam por aqui, já leram muitas coisas legais. Mas lhes garanto que, de fato, me comovi com a performance do Neil, do Billy Talbot, Ralph Molina e da figuraça – sempre enigmático, com seus óculos escuros e sua barriga proeminente, falando coisas engraçadas e verdadeiras – Frank “Poncho” Sampedro. Como não poderia deixar de sentir algo com alguns depoimentos sinceros, filmados em Super-8? Aquela imagem meio granulada, quase cor, mas viva, pulsante, explosiva.
É massa bruta. O centro da terra tremendo com as guitarras. É Neil Young detonando tudo, pulando feito entidade num palco, para milhares de pessoas. Luzes espocando, nuvens de final de tarde, cigarros, uma multidão em transe. É o pai do Neil falando, sóbrio, lentamente, numa cadeira bem centralizada – algo de equilíbrio na loucura e força do filme – , tendo por trás uma máquina de lavar (?).
É o “Poncho” dando o toque ao diretor do filme que tudo que eles falassem, nem aranharia a ponta do iceberg, para poder descrever a energia que rola entre aqueles músicos.
Eles estão perto do centro de alguma coisa mágica, como disse o produtor, falecido e homenageado magistralmente, com seu rosto quase desaparecendo, fumando um cigarro, enquanto um silêncio providencial se estabelece.
É ouvir Like a Hurricane e sacar que, enquanto a música tocava, um vento forte entrou por minha janela, e levantou a cinza de meu cigarro, papéis escritos, poeira, tristezas – e isso realmente aconteceu, juro!
É Neil Young, meus queridos. E nada mais que isso!

Year of the Horse (Idem, EUA, 1997)
Direção: Jim Jarmusch

Elenco: Neil Young e banda Crazy Horse
Duração: 107 minutos

Últimas fotos do Crato !

Crato. Anoitecer do dia 05 de Agosto de 2007.
Vista à partir do Alto do Seminário, olhando em direção à Juazeiro do Norte.
Foto: Dihelson Mendonça


Crato. Cruzamento da rua Dr. João pessoa com Bárbara de Alencar.
Dia 05 de Agosto de 2007
Foto: Dihelson Mendonça

Um dia de Domingo na Praça da Sé:
Foto: Dihelson Mendonça


Casal passeia com seu filhinho pela praça da Sé. Uma bela noite de Domingo!
Clique para ampliar.


Abraços…

A TAM e o PAN

A imprensa tem se dedicado, nas últimas semanas , a revolver notícias que pendulam entre o Pan-Americano , o trágico acidente envolvendo o avião da TAM e as CPI´s do Apagão Aéreo. Mais recentemente saltou aos olhos de todos o caos na Saúde com a demissão voluntária, e em massa , de médicos funcionários do estado em Pernambuco e Alagoas. Vamos nos imaginar na Praça Siqueira Campos — que o Rádio é uma espécie de Praça gigante e virtual — e , na pele de Rui Pincel, refletir um pouco sobre estas manchetes. É possível que o leitor já nem agüente falar nestes assuntos, mas não custa nada um taquinho de paciência, prometo que acabo antes do pirão que já cheira na panela. Então deixemos de potocas e de cerca-lourenços e adentremos no currupio da história.
O terceiro lugar do Brasil no PAN encheu de orgulho o país. Nunca havíamos obtido um resultado igual. É preciso, no entanto, não esquecer que as delegações do Canadá e dos Estados Unidos não trouxeram seus atletas principais. Sequer deu notícia o nosso PAN nos países mais ricos, considerado um evento esportivo de menor importância. Fica, no entanto, a lição do que seríamos capazes se houvesse uma política pública e privada de apoio aos esportes no Brasil. Exemplo disso é Cuba que historicamente nos tem dado lições de como vencer obstáculos, inclusive fora das quadras. E as vaias do Lula e do Sérgio Cabral ? Aceitemo-las pelo espírito democrático, mas me pareceram despropositadas. Primeiro porque possivelmente foram encomendadas pelo pefelismo do César Maia e, depois, porque nossos problemas internos temos que resolver entre nós mesmos e num importante evento internacional, não tínhamos o direito de lavar nossa roupa suja no meio da Avenida Vieira Souto. Parecíamos um casal que, no desentendimento, vai trocar tapas no meio da rua.
E o caos no atendimento médico em Pernambuco e Alagoas ? A bomba estava armada e com o rastilho aceso há muito tempo. Todo o serviço de atendimento emergencial no Brasil está colapsado há muitos anos. Com o advento do SUS tivemos uma melhoria significativa no atendimento básico de Saúde. O setor secundário, o hospitalar, foi totalmente esquecido e vive em fase pré-falimentar há muitos e muitos anos. Mais de duzentos nosocômios fecharam no ano passado no país. O salário básico do médico no último concurso feito no Ceará era de irrisórios R$ 550,00. Os médicos, com salários ridículos, trabalham em serviços sem nenhuma estrutura, com terrível carga horária, exercendo uma Medicina de Guerra. A Escolha de Sofia é preciso ser feita a todo momento : salve-se quem puder ! Cansados de promessas inglórias, preferiram não mais ser cúmplices do crime : mais de duzentos profissionais pediram demissão em massa, só em Recife e mais de 150 em Alagoas.Outros estados, certamente, seguirão o exemplo. Se nossa atividade é considerada como essencial pela sociedade, por que não temos salários dignos da nossa função ? Se há dinheiro para mensalão, para sanguessugas, para corrupção de toda espécie , por que não sobra um pouco para nossa cueca ? Esta atitude desesperada há de delinear soluções. Enquanto isto o povo brasileiro, que trabalha quatro meses do ano para pagar impostos, vai morrendo nas filas e nas portas dos hospitais.
A última reflexão , antes da comidinha quente à mesa, gostaria de fazer sobre o caos aéreo. O governo tem parecido pusilânime e incompetente para resolvê-lo, possivelmente porque o setor tem muitos donos. Terminou-se por mexer com a caserna que é muito corporativa e tem sensibilidade à flor da pele. Tudo explodiu depois do acidente da Gol em setembro passado que foi apenas a ponta do iceberg: certamente a questão dos controladores já vinha se arrastando sem solução. No Brasil só depois do ladrão saltar pela janela é que se fecha a porta. A repercussão do problema, também, deve-se à privilegiada classe que se encontra prejudicada. Se a questão fosse nas rodoviárias do país a cobertura jornalística seria mínima. Simplesmente porque sofrimento em pobre, na visão da nossa elite, é como coceira em macaco, uma coisa natural, comum, normal. O acidente da TAM , agora em julho, deixou o país em polvorosa. Quase duzentos brasileiros , num átimo, vendo carbonizados suas vidas , seus sonhos e ilusões. Mas se a gente reparar bem com nós também é assim, estamos sempre embarcados na nave da vida, vezes em vôo de cruzeiro, vezes com muitas turbulências mas sempre em direção a um paredão que se encontra logo a nossa frente. Próximo ou distante ? Como o nevoeiro é denso , nunca sabemos bem onde ele se encontra, por isto é mesmo é preciso curtir a viagem sem ansiedade e sem olhar para muito para frente.Bom Apetite cambada !

J. Flávio Vieira

Programa CaféBRASIL – Música Popular Brasileira !


Programa CaféBRASIL

Rádio Portal do Jazz – Crato – CE
www.portaldojazz.com
Com: Dihelson Mendonça
Todo sábado, às 18:00

Nova edição.
Clique no Player abaixo para tocar ou parar de tocar!


Portal do Jazz

Prefeito vai discutir biblioteca pública com Secult

EDUCAÇÃO
Prefeito vai discutir biblioteca pública com Secult
03/08/2007

O prefeito do Crato Samuel Araripe vai estar no início da próxima semana na cidade de Fortaleza, quando participará de reuniões na sede do Governo do Estado do Ceará.

Na secretaria de Cultura do Estado – Secult o prefeito dará continuidade aos entendimentos para que seja construída no Crato uma nova biblioteca pública.

De acordo com o projeto do município a biblioteca terá livros, material em CDs e equipamentos de informática para melhorar o nível de informação dos estudantes e pesquisadores cratenses.

Fonte: website oficial da PMC


POTOCAS. COM


Telegrama enviado pelo Hospital Geral de Lisboa

Exposição de Arte – CCBN

Show do Blues no SESC / Crato – 03/08/07

Programação do CCBNB – 1a. Semana Agosto


I BNB AGOSTO DA ARTE

SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE Dia 03, sex, 18h às 19h30

Trará discussões sobre a arte urbana e suas fronteiras de ação e dominância, como arte-vida, público-privado e o lugar específico da intervenção urbana.

Palestrante: Professora Ana Tavares
Graduada em Artes Plásticas pela FAAP. Recebeu o título de Master of Fine Arts pela The School of the Art Institute of Chicago (EUA). Concluiu o doutorado no Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP – Universidade de São Paulo.

OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Permitido: ações na cidade Vitor Cesar CCBNB-Cariri: Dias 02, qui, 03, sex, 04, sáb,

15h às 19h

Qual o papel do artista hoje em dia? Seus trabalhos devem ser somente apresentados em museus e galerias? Será possível desenvolver projetos para públicos que não esperam um trabalho de arte? Esta oficina de caráter prático procura desenvolver, numa colaboração entre os participantes, pensamentos e projetos que contribuam para a discussão sobre a transformação do espaço da cidade. Inscrições: a partir de 25 de julho, na recepção do CCBNB. Nº de Vagas: 20. Carga horária: 12 horas-aula.

EXPOSIÇÕES

Fotopintura: Encontros Inusitados Franklin Roosevelt

Abertura: 03 de agosto, quarta, 19h

Período da exposição: 04 de agosto a 08 de setembro

A Exposição Fotopintura: Encontros Inusitados surgiu do interesse pessoal pela estética da arte popular, mais precisamente da fotopintura e da importância dessa técnica para a cultura da região nordeste do Brasil. Com o objetivo de promover uma subversão desse trabalho, a exposição procura deslocar a atenção do universo tradicional da fotopintura para os assuntos do mundo contemporâneo, através da manipulação de imagens e a utilização da estética e do imaginário da fotopintura.

Grafite Cariri Frank e Dema
Abertura: 03 de agosto, sexta, 19h

Período da exposição: 03 de agosto a 08 de setembro

A exposição traz o trabalho de dois artistas de rua, Frank e Dema, que utilizam os muros da cidade de Juazeiro do Norte para compor, com grafite, ricos painéis, onde expressam além de sua habilidade artística, seus valores, suas crenças e os aspectos culturais da região. Autodidatas, os seus trabalhos evidenciam influencias do design gráfico, do universo dos quadrinhos e dos tradicionais retratistas nordestinos. A exposição faz um panorama dos seus trabalhos com fotos das diferentes linguagens utilizadas pelos artistas e dois painéis síntese de seu trabalho.

Trailler do filme: ABIDORAL JAMACARU – O Homem e o Tempo

Olá, amigos,

Trago para vocês em primeira mão, um trailler do filme/documentário que resolvi fazer sobre a vida e obra de Abidoral Jamacaru. Começamos a filmar há uns 3 dias, mas pelo trailler dá pra sentir o tipo de filme que este será.

Haverá entrevistas, depoimentos, e curiosidades sobre o artista, além de muita música, é claro…

“ABIDORAL JAMACARU – O Homem e o Tempo”
Produção, Direção, Montagem, Roteiro, Iluminação, Som, Edição:
Dihelson Mendonça ( eheheh )
Além de: Motorista, entrevistador, contra-regra, roadie, e Patrocinador.

Previsão de lançamento:
Primeira metade de 2008.
( versão 1.01 )

Homenagem ao Maestro EDSON TÁVORA no DN !

Uma das perdas mais lastimáveis na história da música instrumental recente, foi o desaparecimento do incomparável acordeonista, compositor e arranjador Edson Távora. Recentemente, o jornal cearense Diário do Nordeste fez uma matéria sobre esse grande Cearense:

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=452157

Acordeonista e pianista falecido em 1999, Edison Távora participou do ´Pessoal do Ceará´, tocou em discos daquela turma e viveu a música nas noites de São Paulo e Fortaleza. Deixou registro de sua obra em um CD e muitas boas recordações aos amigos músicos, acostumados ao perfeccionismo harmônico dos arranjos do ´professor´

Músico extraordinário, figura de bastidores, arranjador perfeccionista, sempre disposto a compartilhar preciosas dicas com os colegas. É assim que alguns dos protagonistas da música cearense recordam Edison Távora, pianista e acordeonista que integrou a primeira geração do ´Pessoal do Ceará´, tocou nos álbuns ´Chão Sagrado´, de Téti e Rodger Rogério, e ´Berro´, de Ednardo. E construiu carreira, principalmente como instrumentista, na noite de São Paulo e Fortaleza. Um amante do cuidado com a harmonia e da descoberta de possibilidades sonoras para o acordeom, além dos gêneros típicos da música nordestina.

Nascido em Pacatuba, aos 20 dias de março de 1940, como o segundo filho do casal Agenor Silveira Távora e Alice Santos Távora, Raymundo Edison Santos Távora formou-se músico licenciado pela Universidade Estadual do Ceará, na década de 70, após ter passado pelo Conservatório Alberto Nepomuceno. Na Fortaleza de ´tempos idos´, referência a uma de suas composições, tocou em bandas de baile, como os grupos de Ivan e Ivanildo. Integrou, ainda nos anos 60, o grupo ´Os Bossa Norte´, criado pelo cantor Emanuel Barreto. A concepção harmônica diferenciada, com acordes dissonantes e frases melódicas jazzísticas sopradas pelos ventos da bossa nova, foram uma influência que mais tarde desembocaria no esmero que o pianista e acordeonista gostava de dedicar às harmonias.

Os Bossa Norte eram um conjunto maravilhoso, de bossa e jazz´, assinala a cantora Téti, então namorada do cantor e compositor Rodger Rogério, também integrante do grupo. ´A gente começou a tocar, ele tocando acordeom, eu no baixo acústico, o Dodô Vieira, que nunca vi guitarrista melhor. O cantor era o Barreto, crooner profissional, cantava muito. Esse tempo foi uma escola musical pra mim´, conta Rodger. ´Eu explorava muito o Edison. As outras pessoas, eu encontrava nos ensaios e na hora de tocar. Mas o Edison era quase todo dia, tocando, explorando ele´, acrescenta, ressaltando ter sido um grande incentivador para que o acordeonista Edison se iniciasse no piano. ´A gente tocava muito no Ideal Clube, fazia as tertúlias. Tinha um piano lá, de gabinete, e eu ficava dizendo pra ele: ´Pô, pega o piano na hora do samba-canção´. Ele ficava fazendo só a mão direita, e na mão esquerda só o baixo. Aí começava a se curvar no lado esquerdo, pra poder ficar o teclado do piano parecendo o acordeom´, recorda Rodger, entre risos.

Mestre, descanse em paz!

Dihelson Mendonça

Vídeo: João do Crato no CCBN – Dona Ciça do barro cru…

Olá, amigos,

Uma pequena homenagem a esse grande homem que leva o nome do Crato até no nome: João do crato.

Música: Dna. Ciça do barro cru.
Autoria: João do Crato e Manel D´jardim.


Música de Qualidade - 24h!



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A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas e reportagens. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.

HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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