Diocesano realiza Noite Lusitana

Nesta terça-feira, dia 30 de outubro, o Colégio Diocesano do Crato promoveu uma série de atividades enfeixadas com a denominação de Noite Lusitana, somatório de manifestações artístico-culturais desenvolvidas e levadas a público por alunos e professores.
Em uma seqüência de apresentações relativas à presença de outras culturas na colonização brasileira, considerando aspectos da influência de Portugal, África, Espanha e Itália, no idioma, na religiosidade, culinária, dança e outros costumes, foram mostrados trajes típicos, músicas, elementos de culto, danças e pratos tradicionais dessas nações. A promoção somou esforço didático-pedagógico da sala de aula em um espetáculo que reuniu pais e mães no pátio do colégio, a vivenciar o desempenho dos filhos em práticas modernas do exercício das disciplinas estudadas.
Compuseram a mesa diretora dos trabalhos do evento os padres Rocildo Alves Lima Filho e Vaudênio Nergino, atuais administradores do tradicional educandário cratense, além dos professores Ricardo Correia, Lázaro Alves do Nascimento, Graça Oliveira, Sebastiana Gomes Job (Bastinha) e do assessor de Comunicação da Universidade Regional do Cariri, Emerson Monteiro.
No decorrer das várias situações caracterizadas na moda e nos hábitos dos povos referenciados, houve declamação de poemas, exibição de cartazes com palavras originárias de outras línguas e que constituem o português falado no Brasil; desfile de faixas, flâmulas, placas; enquanto alunos, vestidos com indumentárias típicas das várias culturas, demonstraram a riqueza dos costumes trazidos pelas populações que integraram as bases civilizatórias do país e alimentam a força da nacionalidade verde-amarela.
Iniciada com a caracterização de procissão alusiva a Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Portugal, desenvolvida pelos estudantes, verificou-se também a demonstração dos tipos elementais dos santos provenientes da cultura africana, os orixás mais conhecidos, Iansã, Iemanjá, Oxalá, Oxossi, Ogum, Omulu e Oxum, testemunho da liberdade de crença desta Nação.
Em prosseguimento, alunos vestidos com roupas próprias dos mestres de cozinha dos países enfocados na mostra exibiram pratos típicos produzidos no fiel padrão de receitas culinárias originais, preparados pelos participantes e familiares, o que, em seguida, foi exposto aos componentes da mesa dos trabalhos, inclusive para sua degustação.
O brilhantismo da noitada teve ponto alto com a exibição de danças folclóricas africanas e européias, pelos alunos do colégio, e de luta de capoeira, sob a responsabilidade de membros do Projeto Nova Vida, de Crato, numa indicação clara do talento de quem, por dias sucessivos, ensaiara coreografias e evoluções dos grupos envolvidos nas performances.Digna de nota, portanto, a beleza dessa promoção de alunos e professores do Colégio Diocesano do Crato, instituição que guarda extensa folha de serviços prestados à educação brasileira, no momento de outras homenagens relativas aos seus 80 anos.

Xangai realiza show nesta quarta 31

O Cariri terá mais uma vez a presença do mestre das cantorias do sertão. Xangai apresenta os seus maiores sucessos e ‘causos’ em forma de canção, neste dia 31, às 21 horas, no Auditório da Rádio Educadora do Crato, próximo à Universidade Regional do Cariri (URCA). Sempre prestigiado pelo público caririense, o músico tem dado uma amostra de sua simpatia pela região. Em cada show uma história, em cada história uma canção. Xangai, um cantor, um artista, um menestrel.
Eugênio Avelino, o baiano de Vitória da Conquista, recebeu como nome artístico Xangai. Tornou-se conhecido em todo o Brasil, como o raro talento de levar as coisas simples do sertão, da natureza, para os encantos das cordas musicais. É um dos principais representantes da música agreste.
No show, o cantor transita pelos repentes, forrós, dos rodeios ao teatro, sempre tocando com as mais diversas formações. Iniciou sua carreira em meados dos anos 70. Tem em seu currículo parcerias importantes como o primo Elomar, cantor e violeiro de renome, o paraibano Vital Farias, e o pernambucano Geraldo Azevedo. Cantoria é um dos grandes registros de shows de sua carreira. Disco de cabeceira de todo calouro de universidade. Mas é sozinho, com seu toque único de violão e brincando com a voz, que ele se solta melhor. Os ingressos para o show em Crato podem ser adquiridos no restaurante Lá na Praça – Comidaria e Sanduicheria, de frente à Praça da Sé, e Trilha Sonora. Em Juazeiro, nas lojas Vip Shop, Centro e Cariri Shopping. Maiores informações, ligar para o fone (88) 3523 3333.

Vida !

A vida tem duas faces:
positiva e negativa.
O passado foi duro,
mas deixou o seu legado:
sobreviver é a grande sabedoria.
Que eu possa dignificar minha
condição de mulher, aceitar suas limitações
e me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes,
aceitei contradições, lutas e perdas
como lições de vida e delas me sirvo.
Aprendi a viver.
Cora Coralina

SOS Rio Batateiras e Sítio Fundão

Canção para o Rio Batateiras (Réquiem ou Balada?)

Por Carlos Rafael
Hoje te visitei e tu estavas agonizando no leito, pois no teu leito não corria uma fiozinho d’água sequer. Lembrei, nostálgico, quando, depois de longas e sábias conversas com Seu Jefferson, proprietário e benfeitor do Sítio Fundão – a tribo urbana, da qual eu fazia parte, mas que era fascinada pelo mato, descia pelas veredas, até enxergar, maravilhada, aquela que era uma das nossas maravilhas: teu pequeno cannion, esculpido pelas tuas correntezas, aparentemente apressadas, mas que , na verdade, eram pacientes pela grandeza da tarefa, realizada através de milhões de anos. Passávamos tardes inteiras banhando-nos nas tuas águas e fartando-nos com as bananas, mangas, ingás e cocos que Seu Jefferson nos autorizava comer. Na volta, sentíamos as almas leves e fagueiras, descendo a acrópole pela escadaria, já com as luzes dos postes acesas, iluminando o centro do Crato.
Passaram-se décadas desde que te visitei pela última vez, quando Seu Jefferson ainda ocupava o posto de Guardião do Sítio e da parte do teu corpo, meu Rio, que repousa naquele santuário ecológico.

Antes, ao lado de Seu Jefferson, dediquei um bom tempo de minhas visitas ao Sítio, manuseando empoeirados documentos cartoriais que tinham celebrados acordos de partilhas de telhas d’água entre os proprietários rurais, verdadeiros régulos, já em meados do século XIX. Seu Jefferson reclamava da água que diminuía. O acordo estava sendo desrespeitado.

Hoje, voltei ao Sítio. A sua entrada, tão bucólica nas minhas reminiscências, a ponto de compará-la a um pórtico de acesso a um mundo mágico e misterioso,- já não é mais a mesma: uma grande fábrica fica-lhe ao lado, tendo-lhe tomado uma grande parte de sua área, agora arroteada e cercada de alambrado. Parte da mata, na entrada do sítio, está estorricada, calcinada que foi por um incêndio criminoso ocorrido poucos dias atrás. Dos males o menor, pois a mata recuperar-se-á com as chuvas de dezembro que se aproximam (a cigarra já começou a cantar). O problema são os piromaníacos irrecuperáveis.

Pior, no entanto, foi ver o teu estado, meu Rio, agonizando no leito, pois teu leito hoje é só de pedras. Pior, ainda, foi saber que a tua agonia não é natural, vítima de um cataclismo à inversa, como se o apocalipse estivesse próximo e o superaquecimento global resolvesse antecipar o fim do mundo. Nem poderia ser também o agourento canto da acauã, que ouvimos lá da mata, enquanto caminhávamos no teu leito seco e Ed Alencar (*), – esse Dom Quixote que insiste em vencer os moinhos “d’água” (quanta coincidência histórica e ao mesmo tempo quantas ironia do destino, meu Rio!) – nos dava o teu diagnóstico. Mas, não! Triste foi saber que tua morte anunciada é por conta da ganância daqueles que, se considerando os donos da terra e aliados do poder, se arvoram a ser donos das águas também.

Vimos como isso vem acontecendo. Tuas nascentes estão sendo desviadas por canos que estupram as entranhas da serra, sugando grande volume do precioso líquido que, de forma tão generosa, a Mãe-Terra oferece indistintamente a todos. Não satisfeitos, antes mesmo das águas molharem teu leito, mais canos e levadas desviam o resto da água que teima escapar do vampirismo.

Lastimável, meu Rio, é saber que tu estais em estertor, e estertorante também está todo um ecossistema que depende diretamente de ti, formada por vegetação ciliar (desde pteridófitas, como samambaias e plantas afins, até árvores de grande porte) e animais silvestres (veados campeiros, tatus, guaxinins, tamanduás, pássaros, cobras etc). Os animais que não podem migrar perecem, tanto por sede e fome como por se tornarem presa fácil de inescrupulosos caçadores. Homens e mulheres, que formam a população ribeirinha, sofrem e nem entendem porque o rio já não é mais aquele de outrora.

Mas, meu Rio, ah, meu Rio! Sua recuperação deste estado crônico é possível, e isso sem nenhuma panacéia ou plano miraculoso. Basta que os pretensos donos de tuas águas, liberem o líquido durante a noite, quando todos estão repousando, comendo, bebendo, contando dinheiro, assistindo televisão, dormindo ou ocupados em atividades nem sempre produtivas ou essenciais. Basta, pois, que liberem as águas, desviadas de ti durante o dia e que as liberem das seis da noite às seis da manhã e, pronto!, tu voltarás a viver e farás com que toda uma cadeia vital também sobreviva.

É fácil, é simples. É questão de inteligência, bom senso e consciência, pois a vida e suas maravilhas são muito maiores do que interesses menores, individuais, oligárquicos.
Vamos te salvar, meu Rio. Agüente firme!

Rio, não vamos chorar! Vamos lutar!

(*) Edmundo Alencar, conhecido por Ed Alencar, é neto de Seu Jefferson e está à frente da campanha para salvar o Sítio Fundão e o Rio Batateiras. Entre nesta campanha. O contato de Ed é (88)9233.7241. Para movimentar a campanha, Ed vem realizando uma série de eventos com vistas à mobilização da sociedade organizada em prol da causa. O próximo será a celebração de uma missa, que acontecerá nesta terça-feira, dia 6 de novembro, às 8 horas da manhã, no leito atualmente seco do Rio Batateiras, localizado no Sítio Fundão, em Crato.

EXPOMORTE 2007

Com a proximidade do dia finados, algo inusitado acontece na Praça do Cristo Redentor, a praça dos pombos como é conhecida. Trata-se de uma exposição, cujo título é: EXPOMORTE 2007. O curador é o Taxista: Roberto de Souza Brito, conhecido por “Calango”.
Nessa curiosa exposição, porque não deixa de ser, o visitante poderá “rever” um ente querido ou simplesmente deparar surpreso com um amigo ou pessoa do convívio da cidade que por ventura não sabia está no andar de cima!
Há um rodízio de visitas impressionante!
Lá pude ver pessoas que eu estimava, parentes e amigos dentre outros que me deixaram saudades! Vi: O meu professor Zé do Vale, meu tio Zé Sampaio. Grandes, grandes, grandes amigos como: Elim Feitosa, Alan Paiva! O bilheteiro Zé, do Cine Moderno! O desportista Tomé! Muitos e muitos que como falei, deixam saudades aos que por aqui ficam! Os de antigamente e os de recentemente.
Até tomei um susto, pensava haver morrido o cantor Abidoral!!! Até disse, Abidoralzinho meu irmão, tu subiu sem avisar pra nós homi!!! Claro que não! Olhando bem de perto, tratava-se de um caso raro de homônimos para esse nome.
Era alguém que em vida atendia pelo nome de Abidoral! Mas era o falecido: ABIDORAL PINHEIRO LEITE, que Deus o tenha!
A exposição ficara até o dia 02, dia de finados, é ir lá e conferir!



Música de Qualidade - 24h!



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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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