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Gudevaldo Pereira aposentara-se pras bandas da capital, onde exercera por mais de trinta anos as funções de delegado. Homenzarrão corpulento, um verdadeiro varapau, de cara própria para fazer cobranças, o velho Pereira voltara para Matozinho, após reformado. Zoadava pelos cantos, berrava nas esquinas e nas rodinhas de bar Gudevaldo costumava dar a última palavra. Conhecia malaca de longe, bastava um simples olhar : nunca dava bote perdido. Cabra com boné cobrindo os olhos, aquele andado molejante , os braços balançando atrás dos quadris como um pêndulo, desconfiado , com medo de sugesta, não tinha erro : pode abordar que tem coisa ! Assim nosso ex-delegado gostava de passar toda manhã pela delegacia, onde dava suas aulinhas e, também, tomava ciências das últimas presepadas da vila. O delegado em exercício o aturava a duras penas , Gudevaldo tinha mania de meter a colher de pau nas investigações e o bedelho nos depoimentos. Possuía, no entanto, uma qualidade que o fazia tolerável: sempre se mostrara extremamente corporativista e defendia a instituição policial com unhas e dentes. Por mais de uma vez andou quebrando cara de gente que insinuava algum desvio por parte dos seus pares. Colega de Pereira só tinha defeito quando a conversa se fazia entre policiais. Do lado de fora se tornavam todos ilibados, de conduta retilínea. Qualquer crítica à instituição, o velho Gudevaldo absorvia ,imediatamente, para si e saltava com um quente e dois fervendo. E tome pesqueiro no tronco da orelha. Havia ainda um epíteto que o levava às raias da loucura. Puxava faca e gatilho de berro se lhe chamassem de Glugludevaldo. Donde surgiu este apelido tão estranho? Vamos por partes.
Suas vaidades se atinham, basicamente , à vida profissional. Gostava de propalar suas espertezas e seu tino para desvendar os crimes mais intrincados. Enveredando neste assunto , levava horas e mais horas contando proezas que encheriam de inveja Sherlock Holmes.
— De uma coisa de orgulho, nunca ninguém me fez de abestado , de Zé Mané !
No mais levava uma vida de missionário. A única exceção: um longo capote que Gudevaldo usava nas ocasiões mais especiais, como uma espécie de sobretudo. Ali colocava um broche vistoso da Polícia Militar e algumas medalhas que terminou por ir auferindo ao longo da sua atividade. Metido no capotão, o velho adquiria um ar nobiliárquico, falava de forma mais pausada e solene. E não cansava de lembrar, periodicamente, o quanto lhe custara aquela indumentária: os olhos da cara , meus amigos ! Dinheiro que gente besta não conta ! Dava pra comprar gado de se emparelhar daqui até Bertioga !
Pois bem, de tanto brotar pelos cantos e contar vantagem, Gudevaldo terminou encontrando a tampa. Um belo dia, o velho , vindo de uma reunião da Maçonaria, entonado no seu capotão, encontrou, uns meninos jogando peteca no patamar da igreja. O ex-delegado entendeu aquilo como uma afronta a Santa Genoveva, a padroeira da cidade e, depois de uns supapos e currulepes nos jogadores, dissolveu a brincadeira. Os moleques , à noite, passaram a comentar a arrogância do militar e como se vingariam do pavoneamento de Gudevaldo. Todos concordaram que a melhor maneira seria enganá-lo, armar uma pegadinha para o “cagador-de-goma”. Mas quem diabos teria coragem de botar o sino no gato ? De repente, , um guri esperto, de uns dez anos, apelidado de “Trocadim” , apostou com os colegas, que seria capaz de enrolar o farofeiro. Os amigos então concordaram em pagar durante todo o ano suas mariolas, seus quebra-queixos e passa-raivas, desde que ele conseguisse engabelar Gudevaldo.No outro dia, cedinho, “Trocadim” pegou um peru no quintal casa e pôs-se a pastorar a casa do delegado, de longe, com o bicho debaixo dos braço, esperando a saída do homem. Quando Gudevaldo ganhou o mundo, o menino esperou mais ou menos uma hora e, depois, aproximou-se da casa e bateu na porta. Atendeu D. Federalina, a mulher de Pereira. O menino, então, desenrolado, explicou:
—- Minha senhora, o Coronel Gudevaldo mandou este peru que deram a ele. Mandou dizer, também, que não vem almoçar, porque vai acompanhar uns depoimentos lá em Bertioga. Disse para a Sebhora mandar o capote dele por mim.
D Federalina, de posse do peru, achou a história do menino muito aprumada. Entrou em casa, pegou o capote, colocou em uma bolsa e disse ao menino para levar com todo cuidado a vestimenta de guerra do delegado. Rápido, “Trocadim” levou a prenda para os colegas que o esperavam num lugar pré-determinado: no sopé Serra do Carneiros. Quando Trocadim por lá chegou os meninos não acreditaram como ele havia conseguido a proeza. Felizes , o parabenizaram por ter ganho a aposta. Ele porém informou que o trabalho custara mais do que pensara, pois teve que dar um peru e negociou com os colegas mais um ano de quitutes grátis, por conta dos gastos adicionais. Disse ,ainda, que a pendenga não estava concluída e precisaria voltar.
Neste ínterim, Gudevaldo chega a casa e, ante a surpresa da esposa, pede que esta ponha logo o almoço à mesa, pois a fome era canina. Federalina explica , então, que não compreende, porque há pouco ele havia mandado avisar por um menino que não almoçaria em casa e enviara até um peru por ele. E ela, conforme solicitação, inclusive havia enviado, pelo moleque, o capote famoso, para a audiência em Bertioga. O velho, matreiro, compreendeu toda tramóia, num átimo: havia sido roubado. Ainda disse uns impropérios à mulher, zuadou e partiu para a delegacia para dar parte do roubo. Em lá chegando, aprontou um verdadeiro teatro e disse aos colegas policiais que o capote para ele era uma espécie de símbolo da sua fantástica carreira militar e que pegar o ladrãozinho que a afanou era uma questão de honra , pois aquilo se tratava de uma espécie de crime de lesa-M atozinho.
Enquanto Gudevaldo armava o barraco na delegacia, “Trocadim” colocou um bonezinho na cabeça e voltou à casa do homem. Bateu novamente na porta e, quando D. Federalina atendeu, ele explicou:
— Sá Dona, o Coronel mandou eu vir aqui, pois eles já pegaram o ladrão do casaco, ele pediu para a senhora mandar o peru por mim, pra poder resolver a questão do roubo.
D. Federalina entregou o bicho e “Trocadim” desapareceu em procura da Serra dos Carneiros. E desde esta época, o coitado do ex-delegado passou a ser conhecido, para seu desespero, como “Glugludevaldo”.

J. Flávio Vieira

Denúncia Grave: Crime contra a Natureza no Cariri – Por Saul Brito

Meus amigos,

Nenhum ungüento me curará das mazelas dessa vida. A dor que sinto é tão imensa e tão revoltante que me falta fôlego. Quando lembro que sou um ser humano, minha revolta cresce, mas logo vem a resignação.

Nós não somos apenas humanos imundos, mas somos além disso… Monstros. Monstros que crescem e reproduzem monstros. Devo explicar-lhes que estou assim, revoltado com os humanos, porque o lugar mais lindo que ja conheci na minha, foi interditado e minado. Será destruído por um monstro hegemônico. Monstro que usa sua supremacia para destruir a vida da NATUREZA. Isso é absurdo. Não somos Deus. Ele não nos deu inteligência pra destruição. Em outras palavras, estamos destruindo o que Deus fez. O que Deus faz, ninguém deve destruir! Para alguns, pode não ser interessante ler tal desabafo. Para outros, porém, a dor é imensa.

Este lugar chama-se Lajeiro. Situa-se em Missão Nova, no sítio Barreiras. O Lajeiro é a fonte afluente de um rio, que abastece muitas casas. Sua água é utilizada por todos. Usam para irrigação e necessidades de casa. É, meus amigos… O Mundo está no fim. Tive a prova. Estou tendo todos os dias de minha vida. A cada dia vejo algo de novo. O ser humano está conseguindo acabar com toda a obra de Deus na terra. Mas, enquanto existir Deus em mim, serei forte e diferente dos humanos que não conhecem a Palavra de Deus. Pensem! Reflitam. Observemos a nossa vida. Vejam…

A vida não se resume a dinheiro. Também existe amor. Se você nunca sentiu, procure! Quando ele chegar na tua vida, sentirás o sofrimento inigualável e incosolável que estou sentindo. O Lajeiro não é meu. É de todos nós. Deus nos deu de presente, para aliviar nossas almas já cansadas.

É como se estivessem matando alguém, algum amigo, parente ou irmão… prefiro a vida do Lajeiro do que a vida de certos humanos monstros que habitam este lugar, chamado Terra. Estes deveriam ser banidos do planeta, do espaço. Aliás, deveriam nem ter nascido.

Segue algumas fotos desse lugar que tanto respeito, e que todos nós habitantes deste planeta, deveríamos respeitar…







Por: Saul Brito

Memória dos festivais da canção do Cariri comprova tropicalismo regional

O Colóquio Tropicalismo no Cariri?, acontecido na noite de ontem, 29, no Centro Cultural Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, respondeu afirmativamente a resposta proposta.
Sim!, repercutiu intensamente no Cariri, na década de 1970, os ecos do polêmico e genial manifesto estético-musical lançado pelo mais criativo núcleo baiano durante a incendiária conjuntura cultural do Brasil sessenta (Caetano, Gil, Capinan, Tom Zé, Gal, Rogério Duarte; mas, com uma grande ajuda dos amigos Hélio Oiticica, Torquato Neto, Rogério Duprat, Nara Leão e Os Mutantes).
O Colóquio teve como debatedores Luiz Carlos Salatiel, Abdoral Jamacaru e José Flávio Vieira – hoje, todos conhecidos pelo trabalho consistente que vêm realizando ao longo das últimas quatro décadas, mas que foram projetados como compositores e-ou intérpretes nos famigerados festivais da canção do Cariri. O professor Roberto Marques, da URCA, autor de um livro sobre o tema, fez a abertura do debate.
O colóquio inaugurou o mais novo programa do CCBNB-Cariri, o Museu Vivo, que segundo o coordenador Anastácio Braga, pretende ser um espaço de discussão sobre questões pertinentes à cultura caririense, que estejam ainda merecendo uma análise e decodificação da sua importância para a formatação do atual cenário regional.
O ambiente, por demais aconchegante, proporcionou uma noite histórica, pelo menos para aqueles que têm uma salutar curiosidade sobre a história recente dos movimentos culturais caririenses e, principalmente, àqueles que têm laços de afetividade para com este evento que ainda hoje é lembrado como o mais relevante e propiciador acontecimento para a definição do Cariri como uma espaço eclético de musicalidade e contextos artísticos diversos, que foi o Festival Regional da Canção.
Para Luiz Carlos Salatiel, os festivais, a partir da qualidade das produções elaboradas na região e pela liberdade com a qual se manifestaram os artista locais, é um exemplo da sincronicidade do Cariri com o mundo.
De maneira, muito mais inconsciente do que previamente formulada, os artistas caririenses estavam antenados com o que acontecia na aldeia global, fazendo repercutir aqui todo o caldeirão efervescente que explodia em vários lugares do planeta.
O Colóquio deixou claro uma verdade: o Cariri faz parte dessa aldeia global, pois traz na sua história um sentimento varguardista, típico das paragens predestinadas a serem locus privilegiado da história.

Blandino, Zé Flávio, Stênio Diniz, Abdoral e Roberto Marques

FOLDER GEOPARK ARARIPE

Cachoeira de Missão Velha – 7 Geotope Devoniano

Situa-se a 4 km da cidade de Missão Velha, próxima à ponte sobre o Rio Salgado, na rodovia que liga o município à cidade de Aurora. É um afloramento da Formação Cariri, com paisagem exuberante, rochas sedimentares de grandes dimensões, cachoeiras e vegetação de grande porte.

Foto: Jackson Bantim Bola.

Lágrimas de um Guerreiro – Escola Agrotécnica Federal de Crato


A noite de ontem certamente que entrou para a história do Jornalismo da região do Cariri. Sob o título: “A voz dos guerreiros do cariri”, a escola agrotécnica Federal do Crato ( antigo colégio Agrícola ), vivenciou alguns dos momentos mais emocionantes do ano de 2007, ligados à radiofonia.

Auditório repleto, a solenidade em si, foi uma grande homenagem à Era do Rádio, mais especificamente ao rádio caririense, lembrando os grandes ícones do rádio, de ontem e de hoje. Praticamente a maior parte dos grandes ícones foi lembrada de algum modo. Mas a festa mais especial rendeu homenagens a 3 dos grandes da atualidade: O Jornalista Antonio Vicelmo ( o maior homenageado da noite ), e os apresentadores Wellington Costa e Henrique Vidal.

A solenidade consistiu de apresentações de painéis fotográficos com a história de cada apresentador, apresentações teatrais ( esquetes ) narrando a história de cada um dos homenageados, suas lutas, conquistas, e a dura realidade de quem pretende se tornar um grande locutor de Rádio, além de discursos e outras homenagens.

Houve vários pontos importantes na festa, com diversos pronunciamentos, após as esquetes, mas um dos pontos altos foi sem dúvidas, quando de cima do auditório dos homenageados, Antonio Vicelmo convidou o Jornalista e amigo Huberto Cabral para celebrar aquele momento junto aos homenageados. Passo lento, porém firme, olhos voltados ao chão, Huberto Cabral levantou-se da sua poltrona e se dirigiu ao palco, sob aplausos esfuziantes de uma platéia que julgava esse convite mais do que merecido, sob frases tais como: “Cabral, a memória viva do Crato! “, etc.

Os homenageados se revesavam em emoções fortes. Vicelmo chegou a declarar que seu safenado coração poderia não sobreviver a uma segunda homenagem daquelas. Fez um belo discurso de improviso, como todo aquele que sabe redigir tão bem quanto ele sabe…

Por tudo isso, a noite de ontem certamente entrará para a história radiofônica da região.
Quero agradecer aqui no Blog do Crato às pessoas que gentilmente me convidaram pessoalmente para a solenidade, e me incluiram no painel dos homenageados da noite, no setor dos controlistas. Para mim também, isso foi uma grande surprêsa e mtivo de alegria !

Eis algumas fotos do evento:




Na foto abaixo: O guerreiro trabalha até no dia da sua própria homenagem. Faz-lhe valer porque está sendo homenageado: Pela garra, ousadia, coragem, determinação, Trabalho incansável e muita humildade !





Fotos: Dihelson Mendonça

Os Atores do Futuro: Colégio ÁGAPE apresenta peça infantil no auditório do Largo da Rffesa !

Na última terça-feira, dia 27 de novembro, o colégio ÁGAPE ESTUDOS apresentou uma peça infantil intitulada “O Livro Mágico”, peça que reune os principais personagens dos contos infantis que se encontram através do encanto de uma fadinha sapeca. Divertida, fantastica e emocionante – é assim que o livro magico entra em cena e encanta.

Desde o ano de 2006 o colegio agape estudos desenvolve dentro das suas atividades culturais oficinas de teatro, além de inúmeras atividades artísticas e culturais. A peça ora apresentada, é formada por um grupo de talentosos jovens atores, e chama-se naturalmente de “Era uma vez oito” (nome escolhido pelas crianças).

Sob direção e texto de Irany Vieira – professora de teatro da educaçao infantil do colegio ágape estudos, o grupo teatral infantil “era uma vez oito” é formado pelo seguinte elenco:

Cicero havi bastos- lobo bom
Giovanna bezerra – bela adormecida
Hellen costa – estudante
Maria beatriz bezerra – princesa
Maria clara damasceno – fada
Mariana bitu- chapeuzinho vermelho
Pedro issac- escritor
Tanizia xavier – bruxa

Realizaçao: Colegio ágape estudos -CAE

Eis algumas fotos do evento ( clique na foto para ampliar ) :







Esperamos ver essa turma brilhar no teatro daqui a uns 15 a 20 anos!
Parabéns!!

Por: Josane Garcia.
Fotos: Dihelson Mendonça

Familiares e Amigos prestam última homenagem ao Radialista Zé Cirilo


Acima: Foto da foto de Zé Cirilo.

Aconteceu na tarde de ontem, dia 28 de novembro em Crato, o velório e o sepultamento de um dos maiores expoentes do radialismo no Cariri, o grande Zé Cirilo, que faleceu aos 87 anos de idade, deixando a cidade consternada. Crônicas e mais crônicas estão sendo escritas dedicadas a esse grande homem, de profunda humildade que dedicou toda a sua existência aqui na terra ao entusiasmo e amor pelo radialismo e pela era do Rádio, alcançando desde os primórdios da sua existência, à moderna era digital.

Amigos e parentes consternados com seu falecimento compareceram ao cemitério municial, onde eu pude registrar essas fotos para a posteridade:


Abaixo: Os grandes amigos e discípulos de Zé Cirilo:



Radialista Jesus de Almeida:



Fotos: Dihelson Mendonça
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É Hoje: A Voz dos Guerreiros do Cariri – Escola Agrotécnica Federal de Crato – CE

Homenagem à Era do Rádio


Exposição de Rádios Antigos, esquetes teatrais em Homenagem à Antonio Vicelmo, e diversas outras manifestações em saudação à Era do Rádio. Simplesmente Imperdível.

“O Rádio se tornou o primeiro aparelhinho eletrodoméstico com capacidade de conectar ás pequeninas e interioranas cidades ao mundo. “O Rádio foi o ovo da Internet.

José Flávio Vieira

Atenção Ouvintes e Profissionais do Rádio! Está no ar: A Voz dos Guerreiros do Cariri – Quem te ouviu, oh não te esqyuece mais ! projeto intercolegial, desenvolvido na escola Agrotécnica federal de Crato-CE e Colégio Wilson Gonçalves.
Antene-se e participe desse evento que ousou adentrar em “outras frequências”.

Hoje, dia 29/11/2007
Local: Auditório da Escola Agrotécnica ( Colégio Agrícola )
Horário: 19 Horas

Nossa Programação:

01 – Abertura
02 – Esquetes teatrais:

2.1 – A Saga do Guerreiro Wellington Costa
2.2 – O Sonho vital de Henrique Vidal
2.3 – Vicelmo, um retrato fiel da nossa cidade !

03. palavra dos Homenageados.

O.B.S – Haverá exposição de rádios antigos, e painéis pelo Jornalista Huberto cabral e a presença dos grandes profissionais do Rádio da região do Cariri.


Por: Escola Agrotécnica de Crato

Colóquio : Festivais da Canção do Cariri : Um Tropicalismo Caririense ?

O maior pianista do mundo vem ao Crato proferir palestra dia 06/12

Resiliência, Superação e Determinação.

O Pianista João Carlos Martins, o único pianista do mundo que gravou a obra completa de Johann Sebastian Bach e é considerado pela crítica internacional como um dos maiores pianistas do mundo de todos os tempos virá ao Crato no próximo dia 06 de Dezembro proferir palestra no Teatro Salviano Saraiva Arraes ( antigo Cine Moderno ).

O pianista, que não consegue mais tocar devido a inúmeros problemas de saúde ao longo da vida com as mãos, é um exemplo de perseverança, de superação e de determinação ( vide biografia logo abaixo ).

João Carlos vem ao Crato por ocasião do quarto seminário de Desenvolvimento estratégico promovido pelo SEBRAE que conta com diversos parceiros incluindo: Cariri Shopping, Prefeitura Municipal do Crato, e Banco do Nordeste BNB.

Os temas a serem abordados na palestra:
- Como superar obstáculos para alcançar seu objetivo
- Os princípios fundamentais da Auto-Estima
- A importância de lutar pelo que você acredita
- Como desistir com humildade para começar de novo
- Como desafiar as probabilidades
- Como alcançar o sucesso respeitando seus próprios limites
- A adversidade pode transforma-se numa oportunidade
- O segredo para assumir riscos
- A relação entre uma orquestra e uma empresa
- A música Venceu !

João Carlos Martins ( fonte wikipedia ):

João Carlos Martins começou seus estudos aos oito anos com o professor José Kliass e após nove meses vencia o concurso da Sociedade Bach de São Paulo. Seus primeiros concertos trouxeram a atenção de toda a crítica musical brasileira. Aos dezoito anos foi escolhido no Festival Casals, dentre inúmeros candidatos das três Américas para dar o Recital Prêmio em Washington. Aos vinte anos estreou no Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi ele quem inaugurou o Glenn Gould Memorial em Toronto.

Um amor tão grande pela música, uma dedicação tão intensa e meritória de admiração e respeito. João Carlos Martins viu-se por diversas vezes privado de seu contato com o piano, quando teve um nervo rompido e perdeu o movimento da mão direita em um acidente em um jogo de futebol em Nova Iorque.

Com vários tratamentos, recuperou parte dos movimentos da mão, mas com o correr dos anos desenvolveu a doença chamada LER, que ocorre devido a movimentos repetitivos e causa o estressamento de nervos. Novamente teve que parar de tocar, e dessa vez acreditou seria para sempre. Vendeu todos seus pianos e tornou-se treinador de boxe, querendo estar o mais longe possível do que sua carreira significava como músico. Mas sua incontrolável paixão o fez retornar, e realizou grandes concertos, comprou novos instrumentos e tentou utilizar o movimento de suas mãos criando um estilo único de tocar e aproveitar ao máximo a beleza das peças clássicas.

Mas ao realizar um concerto em Sofia na Bulgária, sofreu um ataque em um assalto, e um golpe na cabeça lhe fez perder parte do movimento de mãos novamente, e quando quer que ele se esforçasse sofria dores intensas em suas mãos, e novamente pensou que nunca mais voltaria a tocar. João perdeu anos de sua carreira em tratamentos, treinamentos e encontrou novamente uma nova maneira de tocar, utilizando os dedos que podia em cada mão, mas dia a dia podia tocar menos e menos.

Essa paixão de João Carlos pela música inspirou um documentário franco-alemão chamado Martins Passion, vencedor de quatro Festivais internacionais. O documentário franco-alemão sobre a sua vida – “Paixão segundo Martins” – já foi visto por mais de um milhão e meio de pessoas na Europa. Também já foi exibido em algumas oportunidades na TV aberta no Brasil, no caso a TV Cultura.

“Eu estava sem rumo, em 2003, já sabendo que não poderia mais tocar nem com a mão esquerda. Sonhei então, que estava tocando piano, com o Eleazar de Carvalho, que me dizia: – vem para cá, que eu vou te ensinar a reger.” – palavras de João Carlos em uma entrevista.

Em maio de 2004 esteve em Londres regendo a English Chamber Orchestra, uma das maiores orquestras de câmara do mundo, numa gravação dos seis Concertos Branndenburguenses de Johann Sebastian Bach e, já em dezembro, realizou a gravação das Quatro Suites Orquestrais de Bach com a Bachiana Chamber Orchestra. Os dois primeiros CDs já foram lançados (lançamento internacional).

Incapaz de segurar a batuta ou virar as páginas das partituras dos concertos, João Carlos faz um trabalho minuncioso de memorizar nota por nota, demonstrando ainda mais seu perfeccionismo e dedicação ao mundo da música.

João Carlos realiza também, na Faculdade de Música da FAAM, um programa de introdução à música com jovens carentes.

Incrições:
Crato/Juazeiro do Norte: (88) 3523.2025 / 3512-3322
treinamento.cariri@ce.sebrae.com.br

Por: Boanerges/Dihelson Mendonça
Fotos: Divulgação.

História do Cinema Mundial

Uma dica aos interessados na Sétima Arte. Estaremos realizando um minicurso sobre história do cinema mundial, nos dias 4, 5, 6 e 7, no Centro Cultural BNB, em Sousa-PB. Abordaremos os principais períodos da historiografia, desde o primeiro cinema (1895-1915), passando pelas vanguardas dos anos 1920 (expressionismo alemão, impressionismo francês, montagem soviética, surrealismo), seguindo pela gramática clássica do cinema griffitiano (americano), chegando no cinema moderno (neo-realismo italiano, nouvelle vague e cinema novo brasileiro), até a discussão de algumas vertentes contemporâneas. Tudo isto acompanhado de muitos trechos de filmes que exibiremos, incluindo as primeiras imagens dos irmãos Lumière e de Georges Méliès, além de material complementar de leitura (textos). A inscrição é gratuita.

Mais informações: CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE – SOUSA – Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 – Centro Sousa-PB / Fone: (83) 3522-2980 (De terça à sábado, no horário de 13:00 às 21:00) – Imago Mundi, blog: http://glaucovieira.blogspot.com/

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Obituário: Morre o radialista ZÉ Cirilo. – Mensagem pela Internet

O radialismo caririense perdeu hoje um dos seus maiores ícones: O grande Zé Cirilo, que desde os primórdios da era radiofônica manteve-se um grande entusiasta desse meio de comunicação. Se poderíamos nomear alguém que realmente passou a vida inteira ao lado de um transmissor de rádio, essa pessoa seria o Zé Cirilo. Tive o prazer de ser seu amigo, de passar noites e noites conversando sobre princípios de transmissão de radiofrequência, cálculo de bobinas, antenas de toda espécie, etc etc… noites maravilhosas que passei ao lado de alguém que tanto pude admirar, de um mestre dos primórdios da era do rádio. O sepultamento do corpo será hoje às 15:00 no cemitério do Crato.

Minha mensagem para meu amigo Zé Cirilo:

“Amigo Zé Cirilo, transmito-lhe daqui da terra, através das ondas da internet que você, como visionário que era, nos ajudou a construir com seu trabalho grandioso. Transmito-lhe essa singela mensagem para onde quer que você agora se encontre, esse recado que é meu e de todos os seus amigos que muito lhe estimam, muito lhe admiram. Você que em muitas conversas, compartilhou do amor que temos em comum pelo RÁDIO e pela era do rádio.

Transmito-lhe daqui uma mensagem de paz, de alegria e de vida eterna, agora que vc já se encontra em outra dimensão do universo. Como diríamos na nossa gíria de Rádio-Amadores que somos: Amigo Zé Cirilo, um 73/51 à você, extensivo à todo o seu QTH familiar. Que Deus lhe ilumine e lhe estenda o seu manto sagrado, de amor e paz. Estaremos ainda aqui na terra por uns tempos, sempre em QAP e QRV. Cambio final e desligo.”

Por: PT7-DMS Dihelson Mendonça – Rádio-Amador desde 1982
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Amarílio Carvalho vai publicar livro


Jornalista, escritor e poeta, Amarílio Carvalho publicará em breve algumas de suas anotações, com o sugestivo título de “Rabiscos & Rebuscadas”. Nascido em Crato, há mais de 80 anos, ele sempre viveu na Princesa do Cariri. Há décadas é revisor da Tipografia do Cariri. Sócio do Instituto Cultural do Cariri (ocupa a Cadeira Waldemar Garcia), Amarílio atuou no Grupo Teatral de Amadores Cratenses a partir de 1942. Um dos grandes conhecedores da sétima arte no Cariri – produziu programas sobre o cinema para a Rádio Araripe e Rádio Educadora – ele é polivalente, tendo atuado como juiz e técnico de futebol, além de ser um dos fundadores da Liga Cratense de Desporto. Uma grande figura, esse Amarílio Carvalho…

Por: Tarso Araújo – Editor de Notícias do Blog do Crato.
Foto: Dihelson Mendonça

Prefeitura acolhe trabalhadores rurais com atraso no recebimento do seguro safra

Trabalhadores rurais do Crato ocuparam Segunda-feira o saguão principal da prefeitura municipal. Durante a ocupação aconteceu uma reunião entre representantes dos trabalhadores e da Prefeitura. Os trabalhadores reivindicavam o pagamento do Seguro Safra que está atrasado, prejudicando quase dois mil trabalhadores no Crato e mais de 30 cidades no Ceará. De acordo com o secretário de agricultura do Crato Dr. Nivaldo Soares o atraso no pagamento do seguro safra é de responsabilidade do Governo Federal. Por telefone o coordenador geral do programa garantia Safra informou que o atraso no pagamento se deu por conta do novo formato de pagamento a ser feito pela Caixa Econômica Federal. No início de dezembro o pagamento será feito pelo Governo Federal acabando com o sofrimento dos trabalhadores rurais. A Prefeitura efetuou ontem a entrega de cestas básicas para os trabalhadores rurais do Crato prejudicados com o atraso no pagamento do seguro safra.

Por: Tarso Araújo – Editor de notícias do Blog do Crato.

Previsão do Tempo e foto da cidade



Previsão do tempo: Fonte: Climatempo
Foto: Um dos pontos de referência da cidade: A banca de revistas do Juciê, localizada no calçadão. Foto: Dihelson Mendonça

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Última foto da cidade – Rua Dr. João Pessoa agora há pouco…


Foto tirada agora há pouco na Rua Dr. João Pessoa em Crato.
Foto: Dihelson Mendonça

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CCBN – A Verdade da Arte: A Leitura Hermenêutica de Gadamer – Dia 28 – 18:30


Discussão Filosófica no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri.

A Verdade da Arte: A Leitura Hermenêutica de Gadamer
Dia 28 (18:30)

Palestrante: Prof. Ms. Régio Hermilton Ribeiro Quirino, coordenador do projeto de extensão Filosofia na escola. Pesquisador do LIEGS –UFC/Cnpq e do Pesquisas filosóficas UFC/Cnpq. Mediador: Prof. Me. Ericsson Coriolano, coordenador do Curso de Filosofia UFC/Cariri

A arte convoca, interroga; por isso, a experiência da arte é uma forma de compreensão. Esta convocação, este interrogar, na verdade, é um convocar-se, um interrogar-se, pois a existência humana está marcada pela continuidade hermenêutica do ser. A análise da arte pela hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer desvela a experiência da obra de arte na Filosofia contemporânea, fazendo uma contraposição com a análise da estrutura da Filosofia moderna acerca da arte.

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TVCrato – Café Literário na lanchonete Cinelândia – Reunião de Poetas…

Café Lietrário

Com: João Nicodemos, Wilson bernardo, Ulisses, Ruben Mousinho e Dihelson Mendonça.

Parte 01:

Parte 02:

Parte 03:

Produção, edição: Dihelson Mendonça

O drama do Bar e Lanchonete Cinelândia – Homenagem


Tradicional local de encontro dos fins de tarde na cidade do Crato, o Bar e lanchonete Cinelândia, localizado no centro da cidade vai fechar, devido a problemas na estrutura do edifício que está comprometido. O fechamento oficial está programado para o dia 5 de dezembro próximo. Estão programadas diversas atividades nesta última semana de existência, tais como:

Dia 01 de dezembro, diversos encontros e manifestações de caráter cultural. O programa Rapadura Cultural será apresentado no andar superior. Enquanto isso, as pessoas poderão fazer uma última visitação ao local.

O Blog do Crato lamenta bastante que esse incrível espaço, que já abrigou a maioria dos intelectuais do Crato, loucos, bebuns e outros tipos característicos da cidade, lamenta que ela possa fechar.Esperamos que os trabalhos de restauração do local, com o soerguimento de um edifício no mesmo local, cercado de um shopping center, possa trazer de volta esse maravilhoso espaço que a cidade dispunha, e que era verdadeiramente o principal ponto de encontro da família cratense.

Visitando esses locais, cada vez mais acredito que no crato, fazemos parte de uma mesma família. Trago algumas fotos que fiz na tarde e noite de ontem lá na lanchonete cinelândia, e oportunamente, uma matéria completa sobre ela.

Françoá, o proprietário, com sua farda branca característica que tanto nos acostumamos.


As reuniões boêmias nos finais de tarde, onde intelectuais de pé-de-balcão ( ou não ) conversam sobre os mais variados assuntos, ali no “Canto do Senadinho”. Abaixo, na foto de Ruben Mousinho:

Abaixo, artistas, intelectuais, bebuns, doidos, e até o promotor da cidade participam dessa festa de fim-de-tarde. Todos iguais, todos irmãos, todos de uma mesma família. Olha quanta gente aí: da esquerda pra direita: Ruben Mousinho, Manel D´Jardim, Glauco Vieira, Ulisses, José de deus, Abidoral jamacaru, Paulo ( da farmácia ), Jayro Starkey, Dihelson Mendonça ( fotografando ).


Velhos amigos se reencontram…

À noite, com as ruas quase desertas, a luz branca da cinelândia é um contraste na noite, como um farol nos convidando a entrar…


Vê-se em primeiro plano, o grande “Dema“, o sempre simpático funcionário da Cinelândia, que entre outras coisas, é grande apreciador de JAZZ. Ah se todo garçon tivesse esse gosto musical…


O Promotor José de deus conta uma de suas infindáveis piadas para Ruben Mousinho e Tarso Araújo, cuja risada é tão escrachada que se conhece do outro lado da rua…


Mas, enfim, resta sempre uma esperança. Milgares acontecem. Como esse raríssimo momento em que fotografei o Françoá rindo e que sei muita gente vai gostar, pois dizem que isso não existe, eheheh


Saúdo a todos os amigos do peito, Jayro, Ruben Mousinho,Tarso Araújo, José de Deus, Manel D´Jardim, Ulisses, Glauco Vieira, João Nicodemos, Wilson Bernardo, e outros mais que ajudaram na cobertura dessa matéria, e compareceram a esse tradicional encontro das segundas-feiras na cinelândia.

Matéria e fotos: Dihelson Mendonça

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Colóquio : Festivais da Canção do Cariri : Um Tropicalismo Caririense ?


No próximo Dia 29/11/07 , no Centro Cultural Banco do Nordeste, às 18:30 em Juazeiro do Norte estaremos apresentando o Colóquio : “Festivais da Canção do Cariri nos Anos 70 : Um Tropicalismo Caririense ? ” .
O Colóquio será moderado por Luiz Carlos Salatiel, Abidoral Jamacaru e J. Flávio P. Vieira da OCA .
Na oportunidade será feita uma ampla história dos Festivais, com vasto material fotográfico, vídeos e material fonográfico. Convidamos todo público interessado a se fazer presente e participar do enriquecedor debate que será travado.

Colóquio :
“Festivais da Canção do Cariri nos Anos 70 : Um Tropicalismo Caririense ? “

Moderadores:
Luiz Carlos Salatiel
Abidoral Jamacaru
J. Flávio P. Vieira

Local : CCBN em Juazeiro do Norte

Hora: 18:30 H

Data- 29/11/07 ( Quinta-Feira)

Participe !!!!

Fotos: LUIZ JOSÉ DOS SANTOS

Shows !


CIVILIZAÇÃO EUROPÉIA E O CONTINENTE AMERICANO – uma outra realidade estaria abaixo da que se evidencia?

O continente Americano mais que outro é, territorialmente, a confluência de povos originários de três continentes: América, Europa e África. Neste novo mundo, os Europeus chegaram e nunca mais saíram, enquanto que na Ásia e África foram expulsos e as populações nativas voltaram a crescer e hoje dominam seus antigos territórios. A literatura mais atual fala de um fenômeno histórico que envolve o mercantilismo e posteriormente o capitalismo como ordenamento da vida material neste continente, assim como da superioridade cultural da civilização Européia, que impôs seus padrões aos Ameríndios. No entanto este mesmo fenômeno fez parte da expansão européia nos demais continentes e ao final as populações antigas retomaram sua própria história, embora os paradigmas ocidentais sejam marcantes na própria globalização. No entanto o que ocorreu nas Américas ou na Austrália e Nova Zelândia para que os europeus se impusessem de tal forma?

Tudo indica que o fenômeno foi menos de subalternidade cultural do que biológico. O fator biológico se sobrepõe nestes continentes que passaram milhares de anos isolados dos povos dos demais continentes. Enquanto europeus, asiáticos e africanos pelas rotas mercantis milenares trocavam doenças infecciosas, o mesmo não ocorria nas Américas. Mesmo com seus efeitos devastadores, a conjugação epidemia e em seguida a fome por falta de produção, ceifaram enormes parcelas da população européia pela peste, cólera, sífilis, gripes e assim por diante, mas não foram suficientes para esgotar os estoques humanos. No entanto, nas Américas isso levou ao esgotamento étnico. No México, por exemplo, em menos de cinqüenta anos as epidemias de varíola, sarampo, o ingresso da tuberculose, entre outras doenças, reduziram a população a menos de um décimo do que era na origem do contato europeu.

Na verdade hoje o estudo das civilizações Maia, Azteca e Inca apontam para níveis culturais bastante elevados, apesar de não conhecerem a pólvora, tinham escrita, tinham cerâmica avançada, fundiam metais, tinham conceitos de orientação, de estudo celestiais e climático, calendáiros e de edificações ciclópicas como quaisquer outras civilizações antigas. Mas isso não se resumia a estas grandes civilizações, os povos da Amazônia e outros espalhados pela América do Sul trabalhavam bem a agricultura, a cerâmica, a exploração ambiental era comum. Um fato curioso, tudo leva a crer que a mandioca seja uma planta fruto da manipulação genética dos índios, nos moldes antigos de cruzamentos, pois é uma planta que para se reproduzir depende da ação humana. A reprodução natural da mandioca é frágil, depende que a maniva seja enterrada pela mão humana.

O mais importante, os estudos lingüísticos, usando métodos de reconstrução, das principais línguas indígenas do Brasil mostram um passado bastante remoto. Estamos falando que existem troncos lingüísticos de povos vivendo no Brasil central, entre os rios São Francisco e Tocantins que datam de 2 ou 3 mil anos. Os estudos lingüísticos dos povos brasileiros pré-invasão européia, demonstram a existência de quatro (4) grandes grupos lingüísticos: Jê, Tupi, Arawak e Karib. Além destes existem um numeroso grupo de famílias menores e dezenas de línguas isoladas.

O grupo Jê atual pertence ao histórico grupo Macro-Jê que se separou com a expansão territorial dos povos por volta de 5 ou 6 mil anos pelo menos. A origem territorial do Macro-Jê estaria entre as nascentes do Rio São Francisco e Araguaia no Planalto Central brasileiro. A primeira separação ocorreu entre os Jê meridionais (Kaingang e Xokleng) e os demais. Estes meridionais avançaram na direção sul do país. A segunda divisão foi entre os ramos central e setentrional, este se dirigindo para a Amazônia e se expandido para oeste. Esta última diferenciação ocorreu nos últimos mil anos. Nos últimos quinhentos anos ocorreu a diferenciação no interior do grupo central: timbiras orientais e entre vários dialetos. Há a hipótese que o Cariri pertença ao Macro-Jê.

O Macro-Tupi parece ter se originado em algum ponto entre o Madeira e o Xingu. Eram, portanto, habitantes de terras alta a oeste do Macro-Jê. A diferenciação do Macro-tupi, ocorreu primeiramente com a ocorrência do grupo Tupi-Guarani ocorrida entre 2 ou 3 mil anos atrás no mesmo território de origem destes povos. Os Tupi-Guaranis seguiram três rotas territoriais muito extensas: os Kohama e Omágua para o amazonas; os Guaiaki para o sul até o Paraguai e Xirionó para sudoeste na direção da Bolívia. Após o ano 1000 ocorreu a dispersão final deste grupo criando um grupo lingüístico de várias línguas muito semelhantes entre si com ampla ocupação territorial. A esta língua geral se chamou Tupi-Guarani, que não é a mesma classificação daquela dispersão de 2 ou 3 mil anos antes. A família Tupi-guarani da chegada dos Europeus era falada pelos Chiriguano e Guarayo no Paraguai, pelos Kaingwa entre Paraguai, Argentina e Brasil e por grupos que ocupavam a costa do Brasil até a foz do Amazonas: Tupinambás, Tupiniquins e Potiguara.

O grupo Karib se originou em algum ponto das cabeceiras de rios entre a Venezuela e as Guianas. A primeira migração se deu para o nordeste da Colômbia. A segunda ramificação para sudeste da Colômbia e mais tarde os Bakairi foram para a região central do Brasil. Este grupo lingüístico recebeu muito empréstimo das línguas tupis. Há a possibilidade que os Karib e os Tupis tenham tido uma origem ancestral no sul do Amazonas e não ao norte como se imagina a origem dos Karib. O grupo Arawak seria compostos pelo hoje grupo Maipure, o Aruan do sudoeste da Amazônia, a Puquina nas redondezas do lago Titicaca e Toyeri próximos a Cuzco no Peru. A origem deste grupo seria no centro-norte do Peru. São povos que preferem terras altas, entre eles os Parecis, Waurá e Terenas em regiões de planaltos, do norte ao sul do Brasil.

A famílias menores são agrupadas em pequenas regiões: Pano, Guaykuru, Nambikwara, Chapkura, Mura e Katukina ao sul do Amazonas e as famílias Puinave e Yanomami ao norte. As línguas isoladas não possuem ligações com outras famílias lingüísticas. Estas línguas se prestam para que se analisem como se verificaram as áreas de dispersão lingüística na América do Sul. Isso porque tivemos grandes agrupamentos genéticos lingüísticos a oferecer o modo de formação de povos ao modo de outros continentes.

Os focos de antigas dispersões lingüísticas na América do Sul parecem: a) Nordeste brasileiro cujo base seria as línguas isoladas e muito difíceis de se estudar por estarem extintas; b) o planalto Oeste do Brasil e na vizinhança da Bolívia em torno da chapada dos Parecis e da serra dos Pacaás Novos e c) ao norte do Peru e Equador. Deste quadro é que surgiu a hipótese que na origem da dispersão nordestina esteja o Macro-jê, a dispersão do planalto Oeste ligada ao Macro-tupi e a terceira peruana e equatoriana ao Arawak.

O nordeste se destaca por ter essencialmente línguas isoladas e uma família reduzida que é o CARIRI. O mais importante de tudo é que as origens das famílias lingüísticas foram nas cabeceiras dos grandes rios, ou seja, em terras altas e depois migraram para as terras baixas. Portanto, por esse padrão a Amazônia foi ocupada numa fase posterior de dispersão. A ocupação das terras baixas deve ter ocorrido nos últimos mil anos e um fator cultural central foi a mudança de padrão da fase coletara para a de agricultura dos povos brasileiros.

Os estudos das línguas ameríndias revelam diversos padrões culturais. Por um lado a existência de numerosas línguas de dispersão, línguas isoladas e pequenas famílias demonstrando o quão estes povos estavam isolados entre si, como é o caso do Nordeste. Já o padrão do norte e oeste da Amazônia é multilinguístico, como a Karib com inúmeros empréstimos de outras línguas, identificando um padrão maior de trocas entre os povos e provavelmente o surgimento de falares comerciais. Estas trocas lingüísticas podem refletir um fator de integração política como de fato ocorreu com os Incas.

Em síntese a América do Sul era um continente culturalmente com as mesmas formas de evolução de que qualquer outro continente. Nada, do ponto de vista das potencialidades humanas, impediria, a não ser a própria realidade dos fenômenos de expansão européia, que as culturas ameríndias fossem evoluindo por elas mesmas até ocupar um estilo de civilização atual.

Leituras: Civilização Material, Economia e Capitalismo Séculos XV-XVIII, Fernand Braudel, 3 volumes – História dos Índios no Brasil – Organização Manuela Carneiro da Cunha – Milênio – 1000 – 2000 0 uma história de nossos últimos mil anos – Felipe Fernández Armesto – As primeiras civilizações – volume III – Os indo-europeus e os semitas. Pierre Léveque.

CHEGARAM AS CHUVAS…

PRIMEIRO ARCO-ÍRIS DA ESTAÇÃO INVERNOSA NA CIDADE DE CRATO.Chegaram as primeiras chuvas! Com elas, uma paz de espírito! Mas ao contrário do que se possa pensar, há bons motivos para você sair do sofá! Por exemplo: com o tempo ameno, você ir a um cinema num encontro caliente! Marcar uma pescaria! Chegar até a janela para ver a chuva lavando a cidade. Comprar um pãozinho quente depois que a chuva cair e o sol sorrir! Ir para sua aula particular de piano. Fotografar… Isso, fui a Floresta Nacional do Araripe e olha que muitos tiveram essa idéia! Uns Ciclistas foram pedalar, outros foram para respirar um ar puro, relaxar, meditar, uns solitários, famílias, amigos simplesmente! Encontrei três adolescentes fazendo trilha e eles não me deixarão mentir, vejam as imagens:

OS ADOLESCENTES, Abidoral jamacaru, Dr. Zé Flavio e Leopoldo Martins, filosofando em dias de chuva na Floresta do Araripe!

PÁSSARO CONTEMPLATIVO
CLIMA…

PANORÂMICA

Reunião no Calçadão – Hoje, Segunda-Feira ! 17:00


Minha gente,

Hoje, Segunda-Feira, estarei no calçadão, próximo à lanchonete cinelândia para nosso encontro tradicional das Segundas-Feiras. Quem quiser fazer alguma matéria, algum vídeo, fotos, etc e tal… apareça por lá.

Estão convocados previamente: ( rs rs rs )

Jackson Bantim, Armando Rafael, Jayro Starkey, Bagatela, Duclier-Som, Tarso Araújo, Huberto Cabral, Dr. José de deus, e todos os membros do Blog do Crato que puderem comparecer a essa tradicional festa das Segundas-feiras, que é só alegria…

Abração……. vamo lá…

Dihelson Mendonça

Coluna CARIRI (do jornalista Tarso Araújo)
publicada aos domingos pelo jornal O POVO
25/11/2007


DELL ANNO
A Dell Anno, uma das principais marcas de móveis planejados do Brasil, inaugurará sua primeira loja no interior do Ceará, em Juazeiro do Norte. Com 250 metros quadrados e showroom com 10 ambientes, o empreendimento abrirá as portas para atender a região do Cariri a partir de 29 de novembro. Um coquetel para cerca de 150 pessoas marcará a inauguração. Arquitetos, engenheiros, construtores, decoradores e clientes poderão conhecer toda a linha exposta no showroom da loja em projetos para dormitórios, closets, home theaters, home offices, áreas de serviço, banheiros e ambientes comerciais. O principal destaque serão os projetos que utilizam o sistema de prateleiras Fly, tecnologia inovadora e sem fixação aparente, tornando o ambiente mais moderno e sofisticado.

PREOCUPAÇÃO
O deputado estadual Vasques Landim lembra uma preocupação que devemos ter com relação à questão do álcool. Além do aumento do consumo Vasques lembrou que as estatísticas mostram, igualmente, que, em quase todos os acidentes, homicídios e outros crimes, a droga e o álcool estão inseridos no contexto. De acordo com o deputado, a publicidade das empresas de bebidas atrai principalmente os jovens e afirma que, para se inserir na alegria e na diversão, a juventude tem que consumir o álcool. Na opinião de Vasques, deve haver uma preocupação mais forte, principalmente em relação à venda de bebidas a menores. O parlamentar caririense fez essa explanação quando da apresentação do projeto de lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em bares e postos de gasolina localizados às margens das estradas e rodovias do Ceará, de autoria do deputado Ronaldo Martins.

MEIO AMBIENTE
Ocorreu na última sexta-feira em Crato a conferência regional de meio ambiente. O evento foi uma realização do Conselho de Políticas de Gestão de Meio Ambiente, tendo a frente o cratense André Barreto. A conferência cotou com a participação de 28 municípios e mais de 300 delegados.

ANOTE: TOCA DE ASSIS
A Toca de Assis – uma associação católica inspirada nos ensinamentos de São Francisco e no seu zelo eucarístico e amor aos pobres – já tem duas comunidades instaladas no Cariri. Em Juazeiro do Norte, a Toca de Assis funciona numa chácara, na rua Odilon Gomes, 80, bairro Tiradentes. Em Crato, sua sede fica na estrada para o distrito de Santa Fé, na chácara do padre Raimundo Elias. A Toca de Assis é formada por religiosos e leigos, que vivem segundo o carisma de São Francisco, vestindo-se igualmente ao “Poverello de Assis”, a maioria descalços, quando muito com sandálias japonesas.

PADRE CÍCERO: NOVO LIVRO
O escritor Lira Neto, depois de escrever as biografias de Rodolfo Teófilo, José de Alencar, Castello Branco e Maysa Matarazzo, iniciará nos próximos dias seu novo livro. Desta vez biografará o padre Cícero Romão Batista. Residente em São Paulo, Lira Neto desembarcará em Juazeiro do Norte no próximo dia 14 de dezembro. Tendo como cicerone Renato Casimiro, ele fará contatos com vistas à nova obra. Em tempo: por seu escrito sobre José de Alencar, Lira Neto acaba de ganhar o Prêmio Jabuti, um dos mais ambicionados por escritores brasileiros.

PÓLO CARIRI
Mapeado pelo Banco do Nordeste, o Pólo Cariri Cearense ocupa uma área de 6.342,3 km correspondente aos municípios de Abaiara, Barbalha, Brejo Santo, Crato, Jardim, Juazeiro do Norte, Mauriti, Milagres, Missão Velha, Porteiras e Santana do Cariri. Esta área detém considerável potencial natural de recursos hídricos, minerais, de clima e solo que favorece tanto a agricultura diversificada como implantação de agroindústrias. Nesse contexto, a região já possui agroindústrias de derivados da cana-de-açúcar, como aguardente, açúcar e rapadura. Ultimamente, vêm sendo implantadas áreas irrigadas para a produção de frutícolas (banana, mamão, manga, uva, pinha, acerola, graviola, coco e outras), além de olerícolas e grãos.

CAMINHO DO PADRE IBIAPINA
Em 19 de fevereiro de 2008, serão lembrados os 125 anos da morte do padre Ibiapina. Ele morreu em Santa Fé, localidade situada na divisa dos municípios de Solânea e Arara, na Paraíba. Ali é feito o Caminho do padre Ibiapina, um trajeto de 60 quilômetros, nos quais os peregrinos percorrem a pé uma rota inspirada no famoso Caminho de Santiago, na Espanha. Nesta versão nordestina, os andarilhos percorrem estradas de barro e trilhas dentro da mata, passando por reservas ecológicas, engenhos de cana-de-açúcar e várias cidades históricas. No Cariri, sob o patrocínio da Urca, foi feito em 2006, a primeira Caminhada do Beato Zé Lourenço. Com a mudança de administração da universidade, em 2007, esta iniciativa não foi repetida…

CARIRI RURAL
Obteve êxito a feira 2º Cariri Rural, evento que vem sendo promovido mensalmente, em Crato, pela Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e Instituto Agropolos. O evento é coordenado por Francisco Leitão. O 2º Cariri Rural movimentou cerca de R$ 1,2 milhão, volume 50% maior do que o negociado na primeira edição. No início de dezembro, teremos a 3ª versão deste evento.

NOVAS PARÓQUIAS
Foram criadas mais duas paróquias na diocese de Crato: a de São Vicente de Paulo (no bairro Alto da Alegria, em Barbalha) e a do Sagrado Coração de Jesus (no distrito de Palestina, em Mauriti). Com essas, a diocese cratense passou a contar com 48 paróquias. Desde que chegou ao Cariri, dom Fernando Panico criou quatro paróquias. Mesmo assim, quatro municípios do Sul do Ceará ainda não possuem suas paróquias: Antonina do Norte, Baixio, Salitre e Tarrafas.

CONHECENDO O CARIRI
A Floresta Nacional do Araripe – a primeira a ser criada no Brasil – possui uma área de 39.262,326 hectares, abrangendo partes dos municípios Santana do Cariri, Crato, Barbalha e Jardim. Ela tem uma importância relevante na manutenção do equilíbrio hidrológico, climático, ecológico e edáfico do Complexo Sedimentar do Araripe. Entre tantos benefícios, a Floresta Nacional do Araripe possui na sua flora árvores medicinais como a janaguba, barbatimão e faveira. Por que será que a Urca e a UFC ainda não criaram um curso de farmácia para explorar esse potencial?

RONDA DE QUARTEIRÃO
O deputado estadual Nelson Martins (PT), líder do Governo Cid na Assembléia Legislativa, em entrevista concedida a este repórter na Rádio Araripe AM anunciou que o projeto Ronda de Quarteirão irá beneficiar municípios como Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Na entrevista, avaliou o governo Cid e disse que o atual governo é o que mais abriu espaço para a discussão democrática com a sociedade a cerca dos destinos do Estado, basta ver as conferências regionais e estaduais, fóruns e mesas permanentes de negociação estabelecidas pelo atual governo.

BATE-PAPO
RELÍQUIA
Em 2007, o clero da diocese de Crato realizou seu retiro anual em Santa Fé, local da sepultura do padre Ibiapina. O encontro – liderado por dom Fernando Panico – contou com a presença de padres e diáconos. Naquela ocasião, a diocese de Crato ganhou uma relíquia do padre Ibiapina, cujo processo de beatificação foi aberto no Vaticano. Colocada numa teca, essa relíquia poderia ser exposta, para veneração dos fiéis, na capela da Casa de Caridade, construída por padre Ibiapina.

INGRATIDÃO
Raimundo Filho alimenta um sonho: ver uma rua de Crato com o nome de seu pai: o ex-prefeito Raimundo Bezerra. De fato, é muito esquecimento para com a maior liderança política cratense dos últimos tempos. O fato, entretanto, não deve causar admiração. O maior benfeitor de Crato, o 3º bispo da diocese, dom Vicente Matos, também nunca foi lembrado com esse tipo de homenagem. Já outros ilustres desconhecidos proliferam como patronos de ruas da Cidade de Frei Carlos.

JOSÉ AIRTON
O deputado José Airton apresentou à Comissão Mista de Planos, Orçamentos e Fiscalização sete emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA). A primeira delas refere-se ao Apoio à Provisão Habitacional de Interesse Social para estimular a construção de moradias dignas e a melhoria da qualidade de vida da população de baixa renda nas áreas urbana e rural do Ceará, tendo em vista a ampliação da política habitacional. A segunda trata do Apoio a Projetos de Desenvolvimento do Setor Agropecuário, que visa garantir recursos para a construção de unidade da Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa), na região do Cariri.

Música do Player Principal – Smile – Charlie Chaplin

Smile ( sorriso ) foi o tema do último filme de Charlie Chaplin chamado Tempos Modernos de 1936. Em 1954, John Turner e Geoffrey Parsons adicionou letra à música de Charlie Chaplin, e esta se tornou um sucesso na gravação do grande cantor Nat King Cole.

Smile though your heart is aching
Smile even though it’s breaking
When there are clouds in the sky, you’ll get by
If you smile through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll see the sun come shining through for you

Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying


Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you just smile

Modern Times

Música: Smile – Charlie Chaplin

Intérpretes: Lisa Ono – Arranjos: Toninho Horta

Fotografia: Lia Costa Carvalho

( gravado no Japão )

Campo do Cariri

Emerson Monteiro

Nas proximidades da casa de meu pai, no bairro Pinto Madeira, em Crato, onde passei minha infância, havia um estádio de futebol, o Campo do Cariri, todo de terra batida, palco de treinos, no decorrer da semana, e de jogos memoráveis, nos domingos à tarde, fins dos anos 50, princípios dos anos 60.

Um quarteirão ao lado das atuais instalações da Associação Atlética Banco do Brasil, hoje quase todo cheio de prédios, à época, era cercado de avelós e placas de flandres, em forma de muro. Recebia considerável público nos dias de jogo, quermesses vivas dos clubes e suas animadas torcidas.

Início das tardes domingueiras e as pessoas cedo começavam o movimento na direção do estádio. Aproximavam-se os roupeiros dos times, as vendedoras e vendedores e seus tabuleiros de macaxeira cozida, milho verde, refrigerante, suco, tapioca, pirulito, quebra-queixo, cocada, picolé, que iam enchendo as laterais do campo.

Aos atletas, antes da partida principal, reservavam-se lugares à sombra das poucas árvores, sentados no chão de barro vermelho, cercados pelos garotos a lhe escutar as prosas de variados temas. Política, violência, sexo. Amor, pornografia, farras, tragédias, chistes, anedotas.

Pode ser que houvesse outros, mas lembro apenas de quatro times daquele tempo: o Esporte, nas cores do Flamengo; o Cariri, cores do Vasco; o Crato Atlético, do América; e Magarefe, do Botafogo.

As cabines de rádio situadas sobre precários cavaletes, erguidos pouco acima do público, abrigavam locutores altivos a relatar os lances. Às vezes, viam-se na condição de aguardar que a poeira sentasse, nos sururus de pequena área, para assinalar os gols e os lances mais combativos das horas tardias, já escuras, do princípio de noite.

Alguns nomes dos valorosos ídolos do “balão de couro” cratense, no dizer dos narradores, ainda resistem depositados nos arquivos da memória de quem os conheceu de perto: Zé de Buzu, Leiteiro, Anduiá, Ivan, Charuto, Zé Airton, Sibito, Natan, Raimundo Rafael, Moacir (depois prefeito do Município), Tentém, Panqüela, Zé Augusto, Cafinfim, Fruta-Pão, Netinho, Pirró, Bode (depois vereador, em três legislaturas), Sílvio, Néo Moreira, Dario, Zé Maria, Saia, Bacurau, Hélio, Antenor, Chico Curto, Almério, Coco, Gledston, Tonico, Zé de Barba, Sinhô, Tavares, Anum, Pangaré, Doce de Leite, Pescorado, Binda, Enoque, Anjo, Sonha, Almir Carvalho, Alderico Damasceno (estes, dois técnicos), Raimundo Nascimento e Geraldo Preá (dirigentes), Kleber Callou (presidente da Liga) e outros de igual importância.

Por vezes, nos jogos ocorriam lances disputados com maior agressividade, contudo não lembro de qualquer cena de desforço ou das registradas no futebol dagora, de extremo vigor físico, deslealdade e mutilação, diferentes das pugnas mostradas na televisão, que parecem batalhas campais, antevésperas de sacrifícios fatalistas. Observava-se algo de fraternal naquilo tudo. Semelhante a diversão, não a comércio de ossos, carnes e músculos. Algo de humano, festivo. Folguedos de paixão. Os aspectos lúdicos agradáveis persistem das cenas, registros acesos nas trilhas dos bons sentimentos.

Utilidade Pública – Pela não-violência contra a mulher !


“Nós, integrantes do Fórum de Mulheres da Região Cariri Centro Sul aqui representado pelo Conselho dos Direitos da Mulher Cratense, Casa Lilás, Coletivo Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da FETRAECE-Cariri, Pastorais Sociais Sindicatos Urbanos e Rurais e Ongs, estaremos realizando duas atividades dentro dos “16 dias de Ativismo Pela Não Violência Contra A Mulher”, de 25 de Novembro a 10 de Dezembro de 2007.
Convidamos sua pessoa, sua entidade, sua comunidade e afins para se fazer presentes nestes eventos.

Programação:

• Dia 24 de novembro de 2007, às 19 horas na Praça da Sé em Crato-Vigília denunciando a violência contra a mulher e conclamando a PAZ, na região do Cariri. A vigília se estenderá até a madrugada do dia 25 de Novembro-Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres;
• Dia 08 de dezembro de 2007, das 08:30 às 12:30 no auditório do SESI-Crato Seminário Regional sobre Violência Contra a Mulher e a Lei Maria da Penha (Lei-11.340), com a presença de Maria da Penha;
• Dia 09 de dezembro de 2007 Maria da Penha estará no Município de Milagres às 9:00 horas da manhã no Patronato Dona Zefinha Gomes;

“O combate a violência contra as mulheres é um compromisso de todas e todos.”

Telefones para maiores informações:
(88)3521-6317-Conselho da Mulher
(88)3521-3560-Casa Lilás
(88)3521-2426-Coletivo Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da FETRAECE-Cariri.

Por: Alessandra Bandeira.
Foto: Ary dos Santos

Aprenda Inglês Corretamente! – A Dica do Professor

COMPLAINTS (Reclamações)

Não fique surpreso se ouvir que os passageiros brasileiros são os únicos que reclamam dos serviços aéreos prestados no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), pois os estrangeiros não saberão aonde se dirigir para registrar suas queixas. Um amigo britânico chegou a essa conclusão porque um dia ele estava passando por lá quando avistou no saguão principal, uma placa com a seguinte mensagem:

RECLAMATIONS

“Tem algo errado neste aviso”, pensou. Mas não conseguiu identificar prontamente o que o incomodava. Sendo fluente em português, ele levou alguns segundos para perceber que se tratava de português escrito em inglês! Ele presumiu que a administração do Aeroporto, com as melhores intenções do mundo, queria mostrar ao público estrangeiro qual funcionário podia ouvir as suas reclamações.

Engraçado é que ele não viu nas proximidades outra placa com a palavra “reclamações”, para o público brasileiro! Então deduziu que aquilo poderia ser uma economia de avisos. Você também não acha que a palavra reclamations pode ser compreendida tanto por brasileiros quanto pelos viajantes de outras partes do mundo?
Então, vejamos: um nativo de inglês, que não saiba falar português, deve estranhar o fato de haver reclamations dentro de um aeroporto. Esse termo em inglês é restrito ao processo de retomada de posse de terras para fins de cultivo, etc. Você pode reclaim land da selva, do deserto ou do mar (os holandeses desenvolvem essa prática quando constroem seus diques) São land reclamations.
Errinhos bestas que complicam tudo!

(P) Português (I) Inglês equivocado (E) English
(P) Renovarei minha assinatura da SKY.
(I) I Will renew my signature for SKY. (Renovarei a rubrica para a SKY).
(E) I will subscribe SKY once again.

(P) A assinatura da VEJA não é cara.
(I) The signature for VEJA is not expensive. (A rubrica da VEJA não é muito cara).
(E) VEJA magazine subscription is not expensive.

(P) O medico me deu uma receita.
(I) The doctor gave me a receipt. (O medico me deu um recibo).
(E) The doctor prescribed antibiotics for my infection.

(P) Traga um recibo da loja.
(I) Get a recipe from the shop. (Traga uma receita (talvez de bolo, pastéis, etc. da loja)
(E) Get a receipt from the shop.

(P) Estou assinando uma nova linha telefônica.
(I) I am signing a new phone line. (Estou rubricando uma nova linha telefônica).
(E) I will subscribe to a new phone line.

Por: Jayro F. Starkey ( English teacher )

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Templos históricos serão tema de Livro


Resgatar a beleza, história e importância de uma série de templos católicos espalhados pela Região sul do Ceará. Esse é o objetivo de um trabalho que está sendo feito pelo articulador cultural Jackson Bantim, o Bola, em parceria com o historiador Armando Lopes Rafael. O trabalho teve início com a preocupação de resgatar um pouco da história da Região, e não poderia deixar de passar pela própria história da Igreja.

O trabalho em breve será transformado em livro, com imagens de Jackson Bantim e textos de Armando Lopes Rafael. O prefácio é escrito por Dom Fernando Panico bispo Diocesano do Crato, que em um parágrafo diz que “ nesse rastro de memória o livro-álbum vai suscitar lembranças, é claro, de zelosos pastores, de momentos fortes de fé neles celebrados e que marcaram tantas famílias cristãs católicas do Cariri. Nisso enxergo as marcas deixadas, no tempo, por uma presença profunda dos que evangelizaram, daqueles que hoje evangelizam e de tantas gerações de fiéis cristãos. Vejo ainda as marcas de uma religiosidade arraigada em nossa gente caririense, geradora também de manifestações nascidas à sombra da cruz”.

A religiosidade que marca o povo caririense está em seus templos, e também em sua preservação. Com o passar do tempo e a banalização do sagrado, as pessoas parecem perder um pouco de seus referencias, de sua própria história. O trabalho em questão visa exatamente isso, fazer com que todos vejam nesses templos, não a história em si, mas uma parte importante e significativa da história da região, que passa pela história da Igreja, mas também de homens e mulheres, de fé, que querem preservar suas essências e suas origens.

O trabalho será transformado em livro, será um guia para vermos o passado, e também refletirmos sobre o futuro. Um momento para pensar, outro para vermos como no passado, alguns, foram tão cuidadosos com valores religiosos.No livro que será lançado veremos imagens de templos como a Capela do Seminário São José em Crato; a Igreja do Rosário em Barbalha; Igreja Matriz de São Pedro em Caririaçu, Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Milagres, em Milagres, dentre outros templos.
De acordo com Bantin, a idéia não poderia ter surgido em lugar melhor. Foi em uma viagem para Paris,(que beleza!) quando em uma conversa com Calé Alencar e Raimundo Aniceto, Bantin falou da importância de se fazer um resgate fotográfico das igrejas no Ceará. Idéia ficou muito tempo na cabeça, e foi parar no professor Carlos Rafael que apoiou o projeto possibilitando as condições de produção e impressão. Daí foi um pulo para conversar com Armando Rafael e outros historiados do Cariri, como Napoleão Tavares Neves. O livro será uma preciosidade sobre a forte e secular história do Cariri.

Originalmente postado por Tarso Araújo.
Repostagem: Dihelson Mendonça
Fotos: Jackson Bantim

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O Tédio – Henrique Hine

Venho doutor, fazer-lhe uma consulta. A doença que me punge e esteriliza a mocidade e o espírito, Resulta de uma chaga que nunca cicatriza.

Muito embora comum a toda gente, a de que sofro, atroz hipocondria, Tanto me torna pensativo e doente, que já não sei o que é paz nem alegria.. Sendo o mais sábio clínico do mundo, sois também um filósofo notável, do Peito humano auscultador profundo, curareis este mal inexorável.

Que me destrói o organismo fibra-a-fibra

Que me enevoa o cérebro e o condensa.

Eu tenho um coração que já não vibra

Suporto uma cabeça que não pensa.

Autor: Henrique Hine
Leitura: Antonio Vicelmo
Piano: Dihelson Mendonça
Música: O Cisne – Camille Saint Saens

( ouça no player principal )

As voltas que o mundo dá…

As voltas que o mundo dá…

Armando Lopes Rafael

“Você diz que devo morrer e que nada restará do meu nome, mas as canções que cantei serão cantadas para sempre”. (Huexotzin, príncipe asteca – 1484)

Pensei escrever sobre um tema bem ameno para este domingo. Afinal, os leitores dos dias atuais – nos finais de semana – preferem ler sobre futebol, preferencialmente tomando uma cerveja gelada. Mas, criei coragem e resolvi encarar um desafio. Segue o comentário sobre um fato real e histórico…

Em 1917 os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. Por ordem expressa de Lenine, o Czar Nicolau II, sua esposa e filhos foram impiedosamente e traiçoeiramente fuzilados. Com esses assassinatos, Lenine julgava que faria desaparecer, nas brumas da história, a instituição monárquica russa. Hoje sabemos que ele deu com os burros n’água!

Ah! as voltas que o mundo dá…

Os comunistas foram responsáveis pelo mais antinatural e desumano regime político que o mundo já conheceu. Segundo “O Livro Negro do Comunismo” mais de cem milhões de pessoas foram assassinadas para a manutenção desse regime, nos países onde se instalou. De 1917 a 1989, o socialismo real dominou as populações da União Soviéticas (e dos paises vizinhos anexados, que formavam a Cortina de Ferro) à custa do chicote e das baionetas. Nessas sete décadas, os comunistas usaram a tecnologia para escravizar; o poder para oprimir e a mídia para manipular e mentir. Praticaram atrocidades as mais diversas. Uma delas foi o assassinato do Czar Nicolau II. A partir de 1918 ninguém mais, na Rússia, falou sobre a família imperial.

Em 1989, após a queda do Muro de Berlim, o povo russo recuperou a liberdade perdida. Muitos, a partir daí, principalmente nas universidades, (lá, diferente daqui, ninguém quer saber mais de marxismo) se voltaram para restaurar as verdadeiras origens do que eles chamam “Mãe Rússia”. Ocorreu então a volta triunfal da memória do Czar Nicolau II e de sua família.

Primeiro iniciaram uma campanha para localizar os restos mortais do Czar e familiares. Após longas pesquisas conseguiram encontra-los. Depois forçaram o governo de Yeltsin a sepultar condignamente os venerandos despojos, com um pedido de perdão pela atrocidade cometida. Isso aconteceu em 17 de julho 1998, na Catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde estão enterrados os demais Czares. Devido ao interesse pelos Romanov (família imperial que reinou na Rússia de 1613 a 1917) farta literatura vem sendo publicada sobre eles.

Existe até um projeto na Duma (Câmara dos Deputados da Rússia) para que a atual bandeira tricolor daquele país volte a ter a águia bicéfala dos tempos da Monarquia. Em 19 de agosto de 2000 durante a festa da Transfiguração, Nicolau II e a família imperial foram canonizados, como mártires do comunismo pela Igreja Ortodoxa. O cinema adiantou-se à decisão dos bispos com «Os Romanov, Uma Família Imperial», filme de Gleb Panfilov. Ainda mais popular é o último disco de Elena Bogusheskaya, cantora de renome na Rússia, que lhe dedicou todas as canções e ainda pôs na capa uma imagem de Nicolau com uma aura dourada à volta da cabeça.

Hoje sabemos que matando o Czar e sua família os comunistas deram-lhes o direito de voltar. Existe um ditado popular russo que diz: “Tudo volta. Tudo”. Já no evangelho de João 12:24 também está escrito: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, fica ele sozinho; mas se morrer produz muitos frutos”. Maria Stuart, outra rainha assassinada, escreveu: “Em meu fim está meu começo”.

É este o caso de Nicolau II. Recentemente noticiou-se que será enterrada a múmia de Lênin, exposta no Kremlin. Enquanto isso o túmulo do último Czar, na Catedral de São Petersburgo, recebe flores todos os dias por parte das novas gerações russas.

São as voltas que o mundo dá…

Por: Armando Lopes Rafael

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DEZ RAZÕES PARA GOZAR DA AFEIÇÃO DE ALGUNS AMIGOS CRATENSES

No auge da polêmica sobre os ‘comentários ou não dos anônimos no blog CaririCult’, a minha personalidade foi questionada e até a simpatia manifestada de alguns para comigo foi taxada de “bajulação ” inconseqüente. No íntimo me senti gratuitamente ofendido e fiquei quieto, porem aborrecido.

Como sei que o que incomoda é o reconhecimento da minha importância no cenário cultural de nossa cidade, registro aqui, de propósito, a minha interferência direta em alguns projetos (que não os meus próprios) que contribuíram positivament para que o Crato continuasse sendo esta nossa “capital da cultura”:

1- Idealizei (com Geraldo Urano) do Festival Regional da Canção: até hoje o maior responsável pela construção da musicalidade caririense contemporânea;

2- Mantive (com o Grupo de Artes Por Exemplo) os Salões de Outubro: uma seqüência anual de salões de artes-plásticas que envolvia também música, teatro, poesia e dança;

3- Fundei (com Rosemberg Cariry e outros poetas e escritores da região) o Jornal Nação Cariri, depois transformado em revista literária;

4- Fundei (com Carlos Rafael Dias) da OCA-Officinas de Cultura Artes e Produtos Derivados, que até hoje articula e promove movimentos artísticos da cidade e que manteve o literário “Folha de Pequi”;

5- Ainda com Carlos Rafael Dias, pensamos e elaboramos o projeto da Fundação J. de Figueiredo Filho, defendida pelo vereador Ronald Albuquerque, votada e aprovada na Lei Orgânica do Município;

6- Produzi (sem patrocínio externo) o primeiro disco – AVALLON, DE Abidoral Jamacaru, eleito pela crítica especializada o melhor disco independente daquela década, e que recebeu o selo OCA;

7- Produzi, durante algum tempo, a banda “Pombos Urbanos” e que hoje se transformou na maravilhosa “NACACUNDA;

8- Fui diretor cultural da Solibel – Sociedade Lírica do Belmonte- e sob a nossa gestão é que se construiu as salas de aula que hoje existem, recuperamos o auditório Cristina Prata e retomamos todos os convênios com a Secretaria de Cultura do Estado na época. Ainda, trouxemos o maestro Johnatha David (fundador da escola de música Schomberg) para aprimorar conhecimentos dos alunos e regentes e renovar o repertório da orquestra;

9- Ergui o “NAVEGARTE” (poderia ter comprado uma Hilux!): um belo lugar com a galeria de arte José Nornando Rodrigues; sala de referência Artur Bispo do Rosário, com livros, revistas e catálogos de arte para a leitura do público; bar-café; espaço para festas e shows (2.000 pessoas), quando lá desfilaram músicos desde Nonato Luiz (violonista), Zé dos Prazeres, Socorro Alencar, Cacá Malaquias, João do Crato e Manel de Jardim, Corais de Crato, Fortaleza e da Catalunha, Waldick Soriano e uma dezena de bandas de rock de adolescentes do cariri que nas tardes de domingo invadia o lugar para realizar o “Rock, Pop Cariri”;

10- Dirigi, com José Flávio Vieira, a peça “A terrível Peleja de Zé de Matos contra o Bicho Babau nas Ruas do Crato” – uma opereta que é a maior declaração de amor até hoje feita a uma cidade e todos os seus ícones – com mais de trinta apresentações em todo o Ceará;

Prometi-me parar na décima, porque a décima primeira já seria a criação do blog “CaririCult”

Zumbi

Neste dia 20 de Novembro , quando se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, eu, um pretenso branco, pus-me a refletir sobre esta data , escolhida por coincidir com a morte do grande Zumbi dos Palmares, aqui no Ceará, nos idos de 1695. Reconheço que a Nação brasileira tem uma dívida impagável para com a raça negra e quaisquer medidas políticas que se tomem serão insuficientes para limpar a grande mancha de vergonha com que o período escravocrata tingiu a nossa história.
Arrancados de suas casas como animais, sob o beneplácito dos estados laico e religioso, transportados aos milhares , de forma subumana , a partir da primeira metade do Século XVI, aqui aportaram os negros , se transformando na força laborativa brasileira por mais de 300 anos. Construíram, com a força do seu sangue, o estranho país que , apesar de todos os infortúnios, aprenderam a amar. Sem nenhum direito civil, torturados de todas as formas possíveis, a raça negra carregou seu suplício até há pouco mais de 100 anos. A Lei Áurea, no entanto, não conseguiu interromper seu calvário: de repente se transformaram em levas de desempregados, perambulando, agora sem destino certo, e os anos que se seguiram, apenas confirmaram as raízes ainda profundamente excludentes da sociedade brasileira. Ainda hoje , imersos num agora mais sutil preconceito, os negros têm os piores salários, são os mais assíduos nas penitenciárias brasileiras e ainda perfazem as faixas de menor índice de desenvolvimento humano do país.
Na verdade, percebe-se claramente, que se a escravidão acabou oficialmente, a partir de 1888, oficiosamente ela apenas ganhou outros matizes e se arrasta faceira até os dias atuais. A elite capitalista brasileira achou pouco a exploração sistemática de uma raça por mais de 300 anos e terminou encontrando meios de continuar sugando o sangue de tantos, nas novas senzalas do país : as fábricas, as favelas, os presídios, as escolas públicas. Dia após dia, a cidadania da raça negra continua sendo açoitada nos novos pelourinhos : salários de fome, inacessibilidade ao trabalho, à segurança, à saúde e à educação, perseguição religiosa.
O Brasil não deve à raça negra apenas o sangue aqui derramado, num dos períodos mais sombrios e vergonhosos da nossa história. Nossa dívida é bem maior. Apesar de todas as agruras , todo sofrimento e perseguições, os negros conseguiram, de forma fenomenal dar a volta por cima. E nenhuma raça marcou mais a cultura brasileira. O Brasil é hoje um país negro na sua essência. Nossa música, por exemplo, tem profundas raízes afro: o samba, o baião, o lumdu, o maracatu de baque virado, o frevo. Sem o tempero africano a riqueza melódico/rítmica da música brasileira seria um mero espectro . Nossa culinária, também, sem o toque africano, existiria como tal ? E vejam que os escravos faziam sua culinária dos restos que sobravam das mesas dos senhores feudais: o sarrabulho. Deste toque de Midas nasceram : a feijoada, a panelada, o sarapatel, o chouriço, a buchada, a moqueca. A sobrevivência cultural fez, também, com que estabelecessem um sincretismo religioso que terminou por grassar por todas as classes sociais e, hoje, o Brasil é profundamente sincrético. Temos uma religião oficial mas que tem nuances específicas: um pouco de catolicismo, um tanto de judaísmo, um tiquinho de kadercismo, da umbanda e candomblé. A eles devemos também as nossas primeiras organizações de resistência à opressão: os quilombos. E Zumbi é , possivelmente, o primeiro herói nacional.
Assim, todas as reivindicações da raça negra ainda são mínimas se comparadas a tantas vidas que foram literalmente imoladas em nome da cultura brasileira. Eles merecem muito mais daquilo pelo qual lutam. Apenas estão pedindo um pouquinho da grande nação negra que é o Brasil e que eles, mais do que ninguém nesta terra, ajudaram a edificar. E é preciso entender que estão solicitando bem aquém do seu direito a companheiros da mesma raça, já que não existe um único brasileiro no planeta que não tenha o grandioso sangue negro borbulhando nas suas veias.

J. Flávio Vieira

Conferência Regional do Meio Ambiente: Reflexão e ação para salvar o planeta

Aconteceu ontem, 23, no auditório do SESI, em Crato, a Conferência Regional do Meio Ambiente, etapa que antecede a III Conferência Estadual (CEMA), que acontecerá de 13 a 15 de dezembro, em Fortaleza.
O cantor João do Crato abriu o evento, que contou com a participação de cerca de 150 pessoas, representando 14 municípios da região sul do estado. João do Crato interpretou, à capela, a composição A verdade e a mentira, de Pachelly Jamacaru e Patativa do Assaré. Em seguida foi composta a mesa diretora dos trabalhos, integrada por André Barreto (presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do do Ceará), Nivaldo Almeida (secretário de Agricultura e Meio Ambiente do Crato), Eraldo Oliveira (gerente do Escritório Regional do Ibama), William Brito (Instituto Chico Mendes, que proferiu a palestra de abertura), Paulo Ney Martins (prefeito de Campos Sales), Geraldo Pinheiro (presidente da Câmara de Diretores Lojistas do Crato, representando o setor empresarial), Alda Ferreira (Associação Cristã de Base, representando os movimentos sociais) e Pierre Gervaiseau (Fundação Araripe, representando a sociedade civil). Nas palavras de abertura, ficou enfatizado o caráter reflexivo e proativo da Conferência.
Desfeita a mesa, o agrônomo William Brito proferiu uma substancial palestra sobre ecocidadania e mudanças climáticas (tema central dos debates), alertando para as conseqüências do desequilíbrio ecológico que se vem acentuando nas últimas décadas, decorrente da exploração desenfreada dos recursos naturais. Alarmante e preocupantes dados fornecidos na palestra dão conta de que onze dos doze anos mais quentes do planeta desde 1850, ocorreu no período de 1995 e 2006. O superaquecimento global vem acarretando elevação do nível do mar, secas no Brasil (em regiões tradicionalmente não afeitas ao problema climático, como Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Amazônia), desertificação, diminuição da água potável, perda de lavouras e criação, pobreza, fome, doenças, migrações e violência. William Brito alertou ainda para os crônicos problemas ambientais que ultimamente vem ocorrendo com maior freqüência no Cariri, como os incêndios florestais, a biopirataria, que hoje é a terceira atividade ilegal , só perdendo para o tráfico de drogas e de armas; e a questão do lixo e dos recursos hídricos. Neste ponto, William Brito tocou na ferida exposta dos rios Batateiras e Salgado, mas lembrou que os outros rios e riachos da região, como Grangeiro, Carás, Salamanca e Ouro, passam pelos mesmos problemas de barramento e poluição.
A etapa seguinte foi a constituição de grupos de trabalho, divididos por temas (atividades produtivas, terra e água, cidades, macroestruturas e Agenda 21), para elaboração de propostas que serão encaminhadas às conferências Estadual e Nacional.
Após o almoço, houve a apresentação das propostas de cada grupo na plenária e eleição de delegados para a III CEMA.

Obs.: As fotos são de Luiz Carlos Salatiel.

Juazeiro da bahia, 23 de novembro de 2007

Querida craterdã, que saudade! Daqui dos beiços do velho rio são francisco fala um filho teu – não assumido, é verdade – . o que me leva a digitar essa carta é a saudade. De pedaços de tuas ruas, e de gentes que moram em casas nesses pedaços de rua. Falando nisso, quem encontrar poraí com meu amigo manel de jardim lhe digam que eu mandei um grande abraço. Aliás, não digam. Dêem-lhe um grande abraço, e digam que foi o velho lupeu, entre uma cerveja e outra que mandou esse abraço, ou abraços, conforme seja a disposição de quem lhe encontrar primeiro. Quando lembro de manel me lembro de riso, de música de primeira qualidade, de drug´s druidas, e de toques musicais mesclados com gíria, pequenos calotes e muito carinho.
Querida craterdã, pedaço de cariri adotado por mim, nicodemos e tantos outros… que bom é te guardar na memória. Na minha memória, prefeitos imbecis não deixam tuas ruas esburacadas, nem tua cultura descer pelo ralo das efeemes produtoras de dejetos musicais.
Querida craterdã onde o peixe de wilson cheirava antes de aparecer na mesa, e onde calazans passava maluco em sua moto tão bruta quanto ele. Saudade de seu chico callou, que adotou a banda fator rh como apêndice da sua casa. E que teve paciência de ter em sua casa a rádio pirata menos pirata que já existiu: “nave mãe fm” montada por dihelson, que nos doou seu talento e paciência e que disse: “não digam que fui eu quem fez esse troço”, e que logo depois, na primeira transmissão eu disse: “a nave mãe agradece ao prestimoso DIHELSON, que montou a rádio bebendo lexotan com banana.”
Querida craterdã, quando olho no blog do crato os cartazes dos show´s, penso: porra!!! Porque o escroto do mautner não apareceu quando eu estava lá? Fazer o quê né? Acho bom saber do teatro, da música, das tribos, das bandas de rock, das discussões sobre o tudo e o nada. ..
Ei craterdã, aqui as coisa acontecem parecidas: tem quem faça arte, e meia dúzia de gente que vai ver. E tem show´s de coisas tipo “new axé”, “arrocha”, “trip axé” entre tantos outros títulos inenarráveis. Aqui não podemos discutir o sesc – absolutamente tímido comparado com os daí – nem bnb. O que é isso? Temos um festival por ano “edésio santos da canção”, que acontece nesse fim de semana. Adianta de quê? De nada. Ganham os mesmos, e nada muda no cenário. Tem também um festival de curtas. Trinta pessoas olhando filmes, e depois, vinho e discussão sobre o ano que vem.
Saudade craterdã, de dihelson, de pachelly, de abidoral, de salatiel, rafael, nicodemos, marcos lobisomem, manoel do pezão, michel, socorro, glória, e tantas caras cariris…
Saudade craterdã. Te vejo sempre em fotografias. Estou sempre planejando uma viagem: de férias, de volta, de qualquer coisa. Hoje de noite, em qualquer barzinho, abram uma pra mim. Pode ser que eu apareça. E, caso não apareça, bebam por mim. Hasta la vista minha cidade. Hasta la vista meus amigos.

OLHO DA FLORA


Foto: Jackson Bantim (Bola)

Bola Bantim sugere: “Os internautas estão convidados para redigir impressões sobre esta imagem “Olho da flora”, captada na encosta da chapada do Araripe.”

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Que visão estranha!
Vejo um ovo de um Alien daquele tipo de Alien, o itavo passageiro, pronto para sair e atacar as pessoas…
Achei essa foto muito aterrorizante.

Abraços,

Dihelson Mendonça

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A impressão que a foto me passa é que a flora sempre esteve a nos vigiar com seu olhar de mãe protetora nos tentando mostrar que quanto mais nós evoluimos mais voltamos a insignificância de jamais repetirmos tamanha superioridade mostrada na foto.
Parabéns pela sensibilidade.

Saionara Alencar

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é um bola de sorvete de graviola…
deliciosa…

Carlos rafael Dias

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127 anos da Banda Municipal

Olá, gente,

Passando ontem no largo da Rffesa, ouvimos quele som característico. Festa, alegria e o calor da multidão. Tratava-se das comemorações pelo centésimo vigésimo sétimo aniversário da Banda de Música, com direito até a bolo… vimos também diversas pessoas dançando numa espécie de carnaval frenético, principalmente ao som do frêvo pernambucano. Maravilha… diversos fotógrafos documentavam o evento, e haviam vários cinegrafistas. Eis que para minha surprêsa, vejo várias autoridades passando correndo, dançando em meio a multidão, numa alegria contagiante.

Fiz esse registro que trago até vocês do referido evento:





Parabéns à Banda de Música, seus integrantes e ao maestro Bonifácio, pela passagem do seu centésimo vigésimo sétimo aniversário. Uma festa merecida, para uma banda de música que muito gratifica a cidade do Crato.

Abraços,

Dihelson Mendonça
Fotos: Idem

ATENÇÃO DIHELSON

Dihelson: jamais imaginaria que na tua diligente tarefa no Blog do Crato não examinarias isso. De qualquer modo, dado a importância do assunto e ao fato de que já fizeste comentário na matéria que postei ontem sobre os falares cariris no catecismo, estou destacando esta mensagem do pessoal do Blog de Iguatu que foi passada como comentário da mesma.

Olá amigos do Blog do Crato, parabéns pelo belo trabalho realizado, queríamos realizar uma parceria na troca de banners para que possamos divulgar os nossos municípios, se quiser entrar em contato pelo msn iguatu.net@hotmail.com, estaremos a disposição e esperando por um sinal positivo, forte abraço e parabéns pelo belo trabalho.

OS FALARES CARIRIS REGISTRADOS EM CATECISMOS BILÍNGUES – TERCEIRA PARTE.

Os Cariris se confundiram muito com diversos grupos que se dispersaram pelo interior nordestino. Localizando-se no eixo Paraguassu e São Francisco, os Cariris foram em direção à bacia do Itapicuru, ocupando terras dos atuais estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia e Ceará. A conservação de suas crenças dá conta que teriam vindo de um lago encantado da parte norte do país, podendo ser o Amazonas. Segundo Capistrano de Abreu, bordejando o litoral enfrentaram os tupiniquins e os tupinambás que os acossaram para interior no rumo oeste. Dos seus parentes os únicos que restaram no litoral foram os Tremembés que se especializaram em saquear embarcações aportadas no litoral.

Em relação aos povos mais andejos e coletores, os Cariris tinham uma agricultura mais desenvolvida, teciam e faziam redes de algodão e fabricavam cerâmica rudimentar, muito semelhante a de certas tribos do amazonas. Embora acossados pelos povos tupis que dominaram o litoral, os Cariris preferiam as regiões ribeirinhas e apenas se internam nas serras em situações de lutas desiguais. Foram identificados quatro dialetos distintos para os Cariris, sendo que dois deles ficaram registrados e comparados ao português.

O Ministério da Educação e Saúde, através da Biblioteca Nacional, publicou pela Imprensa Oficial, uma edição fac-simile do Cathecismo da Doutrina Christã da Língua Brasílica da Nação Kiriri, no ano de 1942. Foi à realização de uma promessa feita 60 anos antes, quando, em 1877, foi publicada a Arte da Grammatica da Língua Brasílica da Nação Kiriri. Ambas obras escritas pelo Padre Jesuíta Luis Vicencio Mamiani. Destaco a seguir: o autor, suas obras e datas.

Luis Vincencio Mamiani della Rovere nasceu em Pesaro, Itália em 20 de Janeiro de 1652. Era um homem da beira mar, sua cidade natal fica no Adriático, ao largo da rotas venezianas e de frente para a Croácia. Entrou na Companhia de Jesus na Província de Veneza no ano de 1668 e logo que se formou foi morar entre os Cariris. Em 1701 voltou para a Europa com procurador de sua missão e morreu em Roma em março de 1730.

O catecismo foi publicado em Lisboa na Oficina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Majestade no ano de 1698. Já a Gramática foi publicada do mesmo modo em 1699. O padre Mamiani realizou outras obras na Europa, como a tradução para a língua italiana dos sermões quaresmais do Padre Antonio Vieira, seis volumes, impresso em Roma e Veneza.

O catecismo levou tanto tempo para ser republicado devido á falta de um exemplar na Biblioteca Nacional. No entanto era uma obra de referência dos catálogos das grandes bibliotecas Européias, em Paris na Bibliotheque Américaine (1887), em Londres na The Literarute of american aboriginal languages (1858), Leipzig na Martius Beiträge zur Ethnographie und Sprachenkunde Amerika´s zumal Brasiliensis (1892). A contradição, não havia um único exemplar da obra em importantes bibliotecas da Europa, seja no British Museum e nem em Lisboa ou Paris. .

Como a obra chegou aos dias de hoje? Foi encontrada, em 1937, por Luiz Camilo de Oliveira Neto um exemplar do Catecismo na Biblioteca Nacionale Vittorio Emanuele (Fondo Gesuitico), na cidade de Roma. Posteriormente o nosso gênio pernambucano Josué de Castro (autor da Geografia da Fome) confirmou o achado e agiu no sentido que através do Ministro Gustavo Capanema fosse tirada uma cópia fotográfica e enviada ao Brasil.

Houve outro Catecismo em língua Cariri? Sim. Frei Bernardo de Nantes, capuchinho francês, publicou o Katecismo índico da Língua Kariri no ano 1709. E qual o motivo de outra publicação? É que se tem notícias de dois grupos aldeados, os Quiriris da Bahia no ano de 1650, pelos jesuítas, no caso o papel do Padre Mamiani e outros do São Francisco e Paraíba sob a cobertura do capuchinhos, daí Bernardo de Nantes. Acontece que se haviam obtidas diferenças de linguagem entre grupos cariris aldeados como citado, motivo pelos quais se publicaram dois catecismos para um mesmo povo.

Na introdução do catecismo de Bernardo de Nantes ele explica tal diferença: “Amigo leitor, te pareça ser obra inútil à vista de outra na mesma língua que poucos anos há saído à luz; porém se quiseres tomar o trabalho de combinar um com o outro, mudarás logo o parecer; porque verás que, como há na Europa nações de diferentes línguas, com terem o mesmo nome, assim também os há no novo Orbe, como são os Cariris do rio de São Francisco, chamados DUBUCUÁ, que são estes, cuja língua é tão diferente da dos Cariris chamados Kippeá, que são os para quem se compôs o outro Catecismo, como a língua portuguesa o é do castelhano, quer pela distância das paragens entre estas duas nações, que é de centos e tantas léguas, quer pela diversidade das coisas que cada terra cria, como são plantas, árvores, animais, pássaros, peixes, que pela maior são diferentes e pelo conseguinte o nome.


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A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas, reportagens que foram colhidas ao longo de muitos meses pela reportagem do Blog do Crato. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.

HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.

AUXÍLIO À LISTA

Garota Blog do Crato


O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

Como Publicar seu Artigo


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