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sexta-feira, 21 dez 2007, 08:12
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Proteção à mulher
Cariri ganha Juizado contra violência
População do Cariri conta com apoio do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, no Fórum em Juazeiro
Juazeiro do Norte. A mulher caririense conta, a partir de agora, com mais um equipamento na prevenção e combate à violência, com a instalação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar, no Fórum Desembargador Juvêncio Santana, neste município. A solenidade de inauguração aconteceu na manhã de ontem, com a presença de autoridades do Estado e nacionais, a exemplo do governador Cid Gomes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, César Ásfor; presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Fernando Luiz Ximenes Rocha.
Integrantes do movimento de mulheres estiveram representadas, por meio do Conselho dos Direitos da Mulher do município. Além dos juízes titulares, assistentes sociais e psicólogos, os juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ceará são estruturados com diretor de Secretaria, analistas judiciários, oficiais de justiça, analistas judiciários adjuntos e técnicos judiciários. A implantação das duas unidades é um cumprimento à Lei Maria da Penha, aprovada em agosto de 2006, com o objetivo de coibir a violência contra a mulher.
Resultado
É resultado de um trabalho da quatro meses da Comissão Especial de Acompanhamento e Implantação da Lei Maria da Penha, do Tribunal de Justiça do Ceará, presidida pela desembargadora Maria Celeste Thomaz de Aragão. Segundo o presidente do TJCE, a luta pela paz, pelo direito à dignidade e contra a violência se concretiza pela ação da Justiça. A instalação deste Juizado é um momento muito importante e gratificante para o Tribunal de Justiça do Ceará”, diz Fernando Ximenes. Para Maria da Penha, a implantação dos juizados é muito importante para as mulheres.
Matéria publicada no Jornal Diário do Nordeste – Caderno Regional – www.diariodonordeste.com.br
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sexta-feira, 21 dez 2007, 07:49
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O Cronista do Cariri
Livro resgata história de Menezes Barbosa
Jota Alcides, autor do livro, faz análise da trajetória do cronista Menezes Barbosa na imprensa do Ceará
Fortaleza. Ex-editor-chefe do Correio Braziliense e ex-diretor de Redação do Jornal do Commércio, do Recife, o jornalista e escritor caririense
Jota Alcides estará lançando, no próximo dia 27, em Juazeiro do Norte, o seu décimo livro, “O Cronista do Cariri”, em noite de autógrafos no Memorial Padre Cícero. Com esse livro, que será lançado, também, no Recife e em Brasília, vai comemorar os seus 40 anos de jornalismo. “O Cronista do Cariri” traz o relato e a análise da fecunda e admirável trajetória de sucesso profissional do cronista Menezes Barbosa na imprensa do Ceará, sobretudo no rádio de Juazeiro do Norte.
É o quarto livro de Jota Alcides com foco no Cariri. Antes, no início de sua carreira como autor, lançou “Padre Cícero – O poder de comunicação”, “Padre Cícero segundo Mestre Athayde” e “Manchester do Cariri”. Neste novo ensaio, ele posiciona e destaca Menezes Barbosa na história da radiodifusão no Ceará, sua valiosa contribuição para implantação e desenvolvimento do rádio no Cariri e seu papel de reconhecido líder social e cultural na comunidade regional. Além disso, o autor faz um retrospecto das atividades do cronista desde 1942, quando começou na revista “A Idéia”, publicação do Liceu do Ceará. O novo lançamento editorial de Jota Alcides é uma promoção do Instituto do Ceará, de Fortaleza, Prefeitura Municipal e Câmara Municipal do Juazeiro do Norte e do Instituto Cultural do Vale Caririense.
Com visão histórica sobre a evolução da comunicação de massa no Brasil e no Ceará, Jota Alcides ressalta que Menezes Barbosa, seguindo um dos pioneiros da radiodifusão no País, Roquette Pinto, sempre adotou e estimulou o rádio “como ferramenta de comunicação coletiva motivadora e propulsora do progresso cultural e do desenvolvimento econômico do Cariri”. Destaca a forte influência da personalidade e das virtudes do Padre Cícero sobre Menezes Barbosa e analisa o padrão, o estilo e as características literárias de suas crônicas, sempre envolventes e construtivas. Conclui que Menezes Barbosa, ao longo de seis décadas de ininterrupta atuação, com mais de 25 mil crônicas publicadas, sobretudo no rádio de Juazeiro do Norte, “consagrou-se como intelectual público, observador sagaz de reações reflexivas, capaz de mexer com corações e mentes de multidões do Cariri”.
Homenagem
Jota Alcides é autor de duas outras obras sobre a radiodifusão no País, “PRA-8 O Rádio no Brasil” e “Pernambuco Você é Meu — as crônicas de Menezes Barbosa”. As obras são demonstrativas da força do rádio no Cariri, nas quais ele avalia numa perspectiva do cenário nacional. Os trabalhos justificam o seu novo livro pelo que elas significam em valores histórico, social e cultural numa região de expressiva importância para o Nordeste e pelo que contêm de sentido universal, sociológica e antropologicamente.
Além disso, o autor tem a sua motivação pessoal: “Desejo fazer uma merecida e justa homenagem ao médico, professor, jornalista e escritor Menezes Barbosa, pelos seus abundantes serviços eficazes e dignamente prestados ao Juazeiro e ao Cariri em mais de 60 anos de crônicas no rádio”, diz ele.
Para o autor, o Cariri é o maior celeiro de intelectuais do Ceará, alguns com projeção nacional e até internacional. “Mas ninguém supera Menezes Barbosa em longevidade e produtividade de crônicas, artigos e editoriais abordando os mais variados e palpitantes temas regionais”, completa o autor. Além disso, ele argumenta ainda que Menezes Barbosa pode ser comparado, em dimensão regional, ao que foi o saudoso mestre Austregésilo de Athayde, em dimensão nacional, com mais de 50 mil crônicas e considerado o maior editorialista do mundo. “Com esse livro, também presto, pessoalmente, um tributo de gratidão àquele que, há 40 anos, me abriu as portas para o mundo da notícia”, afirma o autor.
A publicação servirá como forma de estudo e pesquisa para a história da radiodifusão cearense, por incluir Menezes Barbosa como um dos cronistas mais importantes no cenário regional do Estado, pelas produções e por ser um dos pioneiros do rádio no Ceará.
PREFÁCIO
Obra destaca importância das crônicas
Eduardo Campos, autor do prefácio, ressalta os flagrantes do cotidiano característico do cronista Menezes Barbosa
Fortaleza. Quem assina o prefácio do décimo livro de Jota Alcides é o jornalista, escritor, cronista e dramaturgo Eduardo Campos, ex-presidente da Academia Cearense de Letras e do Instituto do Ceará e ex-dirigente nacional dos Diários Associados, recentemente falecido em Fortaleza. Em seu prefácio, Eduardo Campos afirma que “o impecável estudo (e avaliação) do aplaudido jornalista e escritor Jota Alcides é relato conciso, ágil, exato na apreensão do interesse maior do fato de que cuida, não atenuando o julgamento, que emite, e o fazendo independente de adesão emocional, circunstancial”.
Sobre Menezes Barbosa, personagem central do livro, diz Eduardo Campos: “Suas crônicas são expressivos flagrantes do quotidiano, todas de relevantes qualidades jornalísticas, escritas para atingir o audiente não apenas com a beleza das palavras, de que se nutre, mas pelo veemente discurso de adesão social aos anseios comunitários”.
O Autor
Pos-graduado pela Universidade de Brasília em Gestão de Tecnologia da Informação, formado em Jornalismo, especializado em jornalismo impresso, radiojornalismo e telejornalismo, Jota Alcides já exerceu importantes funções na imprensa brasileira. Foi redator do Diário de Pernambuco, noticiarista do Rádio Clube de Pernambuco, editor da Rádio Capibaribe do Recife, editor-executivo da TV Jornal do Commércio, editor-chefe da Rede Globo de Televisão no Nordeste e diretor de Redação do Jornal do Commércio, considerado um dos principais do Brasil. Desde 1979 em Brasília, foi chefe de comunicação social do Ministério da Educação (Gestão do ministro e acadêmico Eduardo Portella), secretário de Redação da Radiobrás e editor-chefe do jornal Correio Braziliense, um dos mais importantes jornais brasileiros.
Fundou, em 2001, em Brasília, o semanário de opinião Fatorama, primeiro jornal fast-news do Brasil, do qual é diretor-geral até hoje. Jota Alcides começou sua carreira jornalísitica em Juazeiro do Norte em 1967, na Rádio Progresso e na Tribuna de Juazeiro. Por isso, decidiu comemorar seus 40 anos de jornalismo lançando seu décimo livro também sobre a região do Cariri. “Será uma noite de homenagem a Menezes Barbosa, o decano dos cronistas do Cariri”, avisa e convida o autor.
Reportagem: Jornal Diário do Nordeste – Seção Regional – www.diariodonordeste.com.br
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sexta-feira, 21 dez 2007, 07:22
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Caros amigos,
É com imenso prazer que convidamos a todos para o lançamento do Grupo XICRA (Xilógrafos do Crato).
Nesta sexta-feira (21/12), a partir das 18 horas no Maria Café.
Exposição com os xilógrafos Carlos Henrique, Guto Bitu e Maércio Lopes.
Esperamos por vocês!
Venha curtir um happy hour diferente!
Atenciosamente,
Equipe Maria Café
Por: Sabrina Souli
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sexta-feira, 21 dez 2007, 07:15
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“Entre Telhas”
Exposição da artista Plástica Josely Carvalho.
Até 6 de Janeiro de 2008 no Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri
Josely Carvalho é uma artista plástica e pesquisadora de vanguarda, trabalha com instalações diferenciadas, onde soluções eletrônicas e digitais se mesclam a materiais artesanais ou industriais, como por exemplo, telhas, tijolos, madeira. Partindo dessa premissa, a artista alimenta sua obra através de componentes como: objeto, gravura, pintura, poesia, vídeo, som, livro-arte, fotografia, instalação e web art. Book of Roofs, sua obra mais importante, é um trabalho em progresso, de alcance amplo, onde a idéia de abrigo é explorada em todas as suas conseqüências e contradições. Segundo Josely a telha é ao mesmo tempo metáfora e materialização dessa idéia: “ela nos protege dos rigores da natureza, da hostilidade dos adversários e oferece refúgio para nossa interioridade, como o casco da tartaruga ou a concha do caracol. Mas ela serve também, nessa obra, como uma matriz geradora de sentidos, a partir da qual se arma uma trama de temas correlatos: o problema dos que não têm teto para se abrigar, as crianças abandonadas nas ruas das grandes cidades, os que deixam seu teto para migrar a outros países em busca de oportunidades, povos que perdem seu teto por invasão estrangeira, e assim por diante”. A idéia, originalmente materializada sob a forma de instalações, fazendo combinar esculturas constituídas de pilhas de telhas e projeções de vídeo sobre elas, migra mais recentemente para o ambiente virtual da Internet. O livro das telhas de Josely Carvalho, agora em formato eletrônico, é construído de modo que cada telha funciona como uma página e em cada uma delas inscreve-se um pensamento, uma imagem, um som, ou uma combinação deles todos, na tentativa de construir uma memória inicialmente individual da artista e, depois, com a colaboração de cada vez mais pessoas se unindo em volta de uma memória coletiva sobre a busca e a perda do abrigo. Desenvolvendo assim uma teia dialogal, através da web.
Josely Carvalho reside em Nova York desde 1976 sendo que nos últimos anos mantém um segundo ateliê no Rio de Janeiro. É constantemente contemplada com um grande número de bolsas e prêmios entre eles; National Endowment for the Arts 1995-96 (NEA); New York Foundation for the Arts 1987 & 1999 (NYFA); Rockefeller Foundation, Bellagio International Study Center, 2000; Art Matters Inc.; Creative Time.
Seu projeto Book of Roofs/Livro das Telhas (http://www.book-of-roofs.net) recebeu bolsa-premio do Creative Capital Foundation 2000-05; artista-em-residência na Harvestworks Media Lab Center, Nova York, 2001 e New York State Council for the Arts 2001-02. Com este projeto, tem participado de muitos eventos e exposições no Brasil, Europa e nos Estados Unidos assim como vários arquivos de web art. Entre eles: Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2000; Des Lee Gallery, Wildwood Press em St. Louis, MO., 2002; ISEA/2002, Nagoya, Japan; VIPER International Festival of Film/ Video and New Media, Basel, Switzerland; File 2002, São Paulo; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, 2003; SESC Flamengo, Rio de Janeiro, 2004; Centro Cultural da Caixa, Brasília, 2005.
Josely Carvalho tem realizado diversas exposições individuais, entre elas: Galerie 1816, Bretenoux, France; Centro Cultural da Caixa, Brasília; Art in General, Nova York; Museu de Arte Contemporânea de São Paulo; Intar Gallery, Nova York; Casa de Las Americas, Havana, Cuba; Museu de Arte de São Paulo; Museu de Arte Contemporânea do Paraná; Tyler Gallery, Tyler School of Art, Philadelphia; Gallery North, Miami Dade College, Miami; Olin Gallery, Kenyon College, Ohio; Insituto de Arte da Universidade de Brasilia; Hillwood Museum, N.Y.; Paço das Artes, São Paulo. Entre suas exposições coletivas encontram-se: Decade Show, New Museum of Contemporary Art; Bienal Internacional de Pintura, Cuenca; Mexican Museum, San Francisco; Museo del Barrio, N.Y.; Museu de Arte Moderna (MOMA), N.Y.; Franklin Furnace, Nova York; Museo de Bellas Artes, Caracas; Bronx Museum of Art, N.Y.
Desde o dia 19 de outubro está sendo realizada uma exposição de obras de Josely Carvalho no Centro Cultural Banco do Nordeste do Cariri na cidade de Juazeiro do Norte. Salientando que a exposição foi visitada por mais de mil pessoas. A artista foi convidada para expor na região a partir de um projeto idealizado por Ana Mae Barbosa*, Arte Educadora Professora Doutora aposentada da USP e uma das pioneiras da arte-educação no Brasil e Fábio Rodrigues**, Arte – Educador Professor Doutor, titular da Universidade Regional do Cariri. Que serão os curadores da exposição.Segundo Josely, – que veio até a região para conhecer de perto as influencias e segmentações artísticas caririenses – a apreciação do convite partiu do desejo de conhecer a região e de reconhecer-se como artista no contexto da terra como um todo. “O artista tem a tendência de querer ficar nas grandes capitais, todavia, é interessante realizar esse tipo de pesquisa in loco para que não haja uma espécie de separatismo em relação a grandes e pequenos centros, afinal para se ter uma real visão de mundo precisamos, no sentido ético, de sentir a interação entre o lugar e nossa obra” ressaltou.
“Entre Telhas”
De 19 de outubro de 2007 a 6 de janeiro de 2008 no Centro Cultural Banco do Nordeste- Cariri- Rua São Pedro 337- Centro- Juazeiro do Norte – CE
Fone- 88-3512-2855
De terça a sábado das 13 as 21horas
Por: Hermínia Rachel Saraiva
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quinta-feira, 20 dez 2007, 22:08
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O CRATO DE LUTA E TRABALHO
O meio geográfico guia, orienta marca e demarca os processos de Luta e Trabalho que os homens devem aplicar ou empregar no aproveitamento racional e produtivo, desse mesmo meio, e poder assim criar um Novo Mundo, modificado, cheio de paisagens humanizadas, de riquezas geoeconômicas ou puramente plásticas, culturais, como o são as obras de arte, materializando os seus planos mentais e ideológicos para o seu progresso coletivo, dependente da atitude dinâmica ou filosofia de vida geopolítica ou mesológica da sua liderança ou elite dirigente.
Os primeiros guerreiros que lutaram e trabalharam para um Crato próspero, foram os “Índios” Cariris, que resistiram à invasão dos estranhos na febre para ampliação do espaço agrícola monocultor. A vinda destes estranhos resultou na expulsão da população autóctone da Missão do Miranda e apropriação de suas terras. Hoje, boa parte dos que detêm o poder de gestão do nosso Crato são estranhos a nossa região, não conhecem a nossa Geopolítica! Cratenses, por que de Tasso para cá o Crato só fez perder? A culpa é de nosso povo que se esqueceu de lutar? Lutar pela Universidade Federal. Talvez a culpa possa ser nossa, que não acompanhamos e cobramos destes que ai estão para nos representar, estes que representam uma ELITE incompetente, covarde, que podem mandar seus filhos às capitais custeadas com o dinheiro do povo. E nós, simples proletários temos que nos contentar com a URCA, que a cada ano ficava mais sucateada e Elitizada. Para tentar ter acesso a ela, o trabalhador tem que desembolsar mais de 20% do seu mísero salário, sem esquecer de que o seu nível de educação caia mais do que a aprovação do antigo FEITOR que a administrava. Felizmente bons ventos trouxeram de volta esperança,e confiamos nesta nova administração, já que ela é constituída de Autóctones e não de Ciganos.
O Crato merece respeito, pois tivemos o primeiro jornal o Araripe a circular no interior cearense em 1855 e em 1875, com a Fundação do Seminário de Crato, a nossa cidade se firmava na posição de cabeça do Cariri, na época cabeças que pensavam e lutavam. E hoje?
As “secas” no interior nordestino foram as grandes responsáveis pela migração para o Crato, hoje temos uma nova migração, a dos incompetentes, que migram da capital e vêm escapar bancando pose aqui e arrotando teorias marcianas no Crato. O nosso povo não precisa passar por isto. Precisamos de um Crato dos cratenses para os cratenses. Essa elite alienígena, que nem no Crato mora ou vive, tem como missão a construção do não-lugar.
Precisamos resgatar e fortalecer a Geografia do Crato, Geografia que especula e comprova cientificamente que o Cariri geográfico é um complexo de forças cósmicas em perpétuo movimento e desenvolvimento com mutações, transformações progressivas, dialéticas ou catastróficas do quantitativo ao qualitativo, controlado por leis causais e efeitos fenomenais múltiplos. Que o Cratense foi, nas suas origens primitivas um produto telúrico, metabolizado de Chapada e Sangue, com um desenvolvimento gregário, atávico, plasmático do seu ambiente. O cratense é um animal geopolítico, geopsíquico, com um sentimento de pertença, daí uma lógica explicação para essas velhas paixões e manias que o cratense devota à terra onde se desenvolveu, cresceu e se multiplicou, emocionando-se com as paisagens geográficas, cheias de lembranças, amores, poesia, cores, perfumes, nativismo e regionalismo, que nada mais são que as marcas estereotipadas, ferradas, deixadas pelas forças naturais e culturais do nosso povo. Isso nada mais é do que o GEÓTIPO, ou antropogeográfico do cratense espalhados pelo Nordeste, Brasil e Mundo, onde são afamados e respeitados perante a vida regional, nacional e internacional. A GEOHISTÓRIA do cratense é um registro comprovante da nossa existência. Cratense é Cratense, Estranho é Intruso.
O Crato nasceu de uma evolução geohistórica das Terras e dos Homens, tendo como força motora o trabalho produtivo ou atividade econômica, modificadora, revolucionária do meio geossocial, que é responsável pela formação atrasada ou progressista do povo, das massas, conforme a intervenção técnica ou cultural da sua elite dirigente ou governante. Se a intervenção é feita sem ciência, sem teoria e prática, sem ideologia ou filosofia do planejamento e principalmente sem autonomia, o meio social, conseqüentemente, será um ambiente atrasado, pobre, desgraçado, desorganizado, vítima da exploração e da demagogia. A Chapada e os Homens, o Povo e Crato serão também atrasados, pois estão sob o domínio dos exploradores e demagogos. Os tiranos vivem às custas do atraso e da exploração do seu lugar, porque a exploração nunca foi trabalho produtivo. Será que vem daí a inércia do dos últimos 20 anos do Crato? Os gestores da nossa cidade insistem em processos de trabalhos atrasados, envelhecidos, rotineiros, vencidos e eleitoreiros. Cada um produz o que quer, ou não produz nada. Não há trabalho social organizado. Não há progresso planejado que venha melhorar as condições de vida do povo. A massa é retardatária e reacionária, chefiada pelos exploradores, demagogos, falastrões. É a geografia da corrupção, da ignorância e dos atrasadões. Embrutecedores. È uma geografia que prejudica o Crato e o Cariri.
Foram centenas de anos deixando sinais, vestígios, marcos, paisagens das lutas e trabalho dos cratenses – sangue, amores, poesia, fé, sofrimentos… Luta e Trabalho, virtudes e vícios, santos, heróis e bandidos. Lutando e Trabalhando os Cariris iniciaram Lutando e Trabalhando e nós continuaremos a construção de um Crato solidário, justo e orgulhoso.
João Ludgero Sobreira Neto
Geógrafo
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quinta-feira, 20 dez 2007, 13:13
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Vigínia Soares vende um Violino novo, nunca usado, pelo valor de R$ 250,00 que pode ser dividido em até 2X de R$ 125,00. Motivo: outras prioridades.
Aos interessados, favor contactar Virgínia Soares.
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quinta-feira, 20 dez 2007, 06:24
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Teatro no Cariri
Peça é premiada com bolsa
Funarte objetiva incentivar a produção literária e teatral. No Nordeste, duas peças foram contempladas
Crato. A peça teatral “A Donzela e o Cangaceiro”, de autoria do professor Antônio Carlos Araújo, conhecido como Cacá Araújo, foi selecionada pela Fundação Nacional de Arte (Funarte) para participar do projeto Bolsa Funarte de Estímulo à Dramaturgia. O concurso tem como objetivo fomentar a produção literária dramática, de âmbito nacional, a partir da concessão de bolsas para o desenvolvimento de projetos de criação dramática visando contemplar a produção inédita de autores teatrais, nas categorias de teatro adulto e teatro para a infância e juventude. Na região Nordeste, apenas duas peças foram contempladas.
A peça de Cacá Araújo é uma comédia teatral escrita em versos populares, característicos dos cantadores nordestinos, herdados de eras medievais, com objetivos estratégicos. Dentre deles está a discussão em torno da necessidade de preservar o Sítio Fundão, uma reserva ecológica que vem sendo degradada.
Ecologia
O intuito, segundo o projeto teatral, é contribuir na discussão referente à ecologia e aos processos de preservação da natureza, fortalecendo a luta em defesa da qualidade de vida a partir de desenvolvimento sustentável não predador nem agressor nem destruidor da fauna, flora, de homens, de mulheres.
O texto reacende a discussão em torno do domínio das águas das fontes perenes da região do Cariri que, apesar de serem públicas, estão sendo utilizadas como propriedades particulares e até comercializadas.
Além disso, tem como objetivo, também, segundo o autor, difundir valores do folclore e da cultura nordestina por meio de estética dramática sertaneja, alinhada ao imaginário popular e ao resgate de tradições ancestrais, que remontam aos processos iniciais de formação do povo brasileiro, a partir de matrizes de origem ameríndia, africana e européia.
Formação de platéias
O autor da peça destaca ainda a formação de platéias, especialmente juvenis, inspirando senso crítico e auto-estima em termos de identidade cultural e desenvolvimento humano, potencializando-as para o convívio e interação com outras culturas e linguagens artísticas.
ELENCO
Algusn personagens que fazer parte da peça:
1 Caipora, profere a sentença contra a Donzela Flor, dizendo que ela dormirá até os 18 anos e somente sobreviverá se alguém de alma pura decifrar um enigma e lhe der um beijo de amor;
2 Cacá Araújo, professor e autor da peça;
3 Donzela Flor, a mocinha da peça, que precisa ser salva da sentença da Caipora;
4 Feiticeira Catrevage é a personagem má, que seduz o pai da Donzela e, por chantagem, o faz cometer as maiores atrocidades: desmatamento, represamento de água, matança de animais;
5 Troncho Sam, estrangeiro norte-americano que tem a intenção de conquistar o território para seu país
Mais informações:
Antônio Carlos Araújo
Telefones: (88) 3523.7430 ou (88) 8801.0897
DISCUSSÃO
Proposta é estimular congregação de estudiosos
Crato. Outra proposta de Cacá Araújo é estimular a congregação de estudiosos, pesquisadores, produtores, atores, encenadores, mestres da cultura tradicional popular, brincantes, autores e técnicos em torno da proposta estética de leitura e releitura da história, das tradições e do imaginário do sertão nordestino como fonte inspiradora de criação em artes cênicas, literatura, música, dança e em outros processos de manifestação da alma indômita do artista nordestino.
Para o cineasta Jakson Batim, conhecido como “Bola”, “a peça dá prosseguimento à determinação do autor em buscar a afirmação de uma dramaturgia nordestina alinhada ao resgate e à difusão da cultura tradicional popular, fundada na expressão do imaginário do povo, nas lendas, nos mitos, nos causos, nas aventuras, nos romances, na história, nos mistérios que habitam a alma afoita e brincante do sertanejo”.
Essa busca iniciou-se com o texto “A Comédia da Maldição”, que trouxe em seu enredo o resgate do mito da mula-sem-cabeça, passando por outros textos como “O Pecado de Clara Menina e As presepadas de Ze Odébe” e, nessa nova investida, será a vez de outro mito, a Caipora, ser fantástico universal que habita as florestas, uma espécie de deusa protetora dos animais, segundo a crença.
Sinopse
Donzela Flor é filha única de Pafúncio Brochado, um rico dono de terras, que não se preocupa com o meio ambiente, e Dona Colombina. Quando Flor nasceu, apareceu a Caipora, e proferiu a sentença: “A criança é cria de quem mata nossas crias. Dormirá até os 18 anos e somente sobreviverá se alguém de alma pura decifrar o enigma de Seu Jefrésso e lhe der um beijo de amor”.
Por: Antônio Vicelmo
Repórter
A reportagem encontra-se disponível no site do Jornal Diário do Nordeste: www.diariodonordeste.com.br
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quinta-feira, 20 dez 2007, 06:09
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Segundo a Wikipédia, a enciclopédia virtual, o Mecenato é um termo que indica o incentivo e patrocínio de artistas e literatos, e mais amplamente, de atividades artísticas e culturais. O termo deriva do nome de Caio Mecenas (68 a.C. – 8 a.C.), um influente conselheiro de Otávio Augusto que formou um círculo de intelectuais e poetas, sustentando sua produção artística.
O comportamento de Mecenas tornou-se um modelo. O termo mecenas, nos países de línguas neolatinas, indica uma pessoa dotada de poder ou dinheiro que fomenta concretamente a produção de certos literatos e artistas. Num sentido mais amplo, fala-se de mecenato para designar o incentivo financeiro de atividades culturais, como exposições de arte, feiras de livros, peças de teatro, produções cinematográficas, restauro de obras de arte e monumentos.
Esse tipo de incentivo à arte se tornou prática comum no período renascentista, que buscava inspiração na Antiguidade grega e romana, e vivenciava um momento de pujança econômica com o surgimento da burguesia.
Ontem, dia 19 de Dezembro, foi o aniversário de um grande Mecenas aqui da região do cariri, Dr. José Flávio Vieira, grande médico, escritor e poeta. Dr. José Flávio ao longo de muitos anos vem auxiliando quando pode ( e até quando não pode ) a produção cultural do cariri, e bancando diversas produções. O Blog do Crato, também patrocinado por Dr. José Flávio, é um exemplo do apoio à divulgação cultural, e às iniciativas que visem a preservação das artes e da cultura.
Queremos dar os parabéns a esse homem fantástico chamado José Flávio Vieira, que possui um grande coração, bolso pequeno, mas uma enorme vontade de ser útil.
Dihelson Mendonça
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quinta-feira, 20 dez 2007, 04:27
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Reportagem:
Kaika Luiz entrevista o presidente do CDL Crato – Geraldo Pinheiro, proprietário da loja PIMACOM. Para escutar, clique no player abaixo:
Por: Kaika Luiz
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quarta-feira, 19 dez 2007, 21:02
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Pois é , amigos , antevendo o capão minguado do Natal, a Cidra espumante nos copos descartáveis , o ribombar das bombas rasga-latas, os presentinhos (de coração) do “Mundão do Real” e os abraços e preces dos familiares , eis , por fim, que mergulhamos nas esperanças de 2008.O ritual de passagem adocica um pouco o amargor passado e entreabre no nosso espírito as venezianas para um novo tempo. É como se passássemos o apagador no quadro negro e o deixássemos virgem , ávido por novas aquarelas. As mãos cerradas durante todo o ano se abrem para o aperto fraternal, os cenhos graves desarmam-se. Todos, de alguma maneira, descobrem a mágica possibilidade do recomeçar. Termina-se por se fazer também um balanço de cada vida, computando-se perdas e receitas, não na área financeira, mas na nossa fina contabilidade interior. Aprende-se com as derrotas , é certo, mas antes de tudo, a passagem de ano administra-nos o bálsamo encantador do esquecimento. O passado cai em exercício findo e esvai-se perdido na sua implacável imutabilidade. O Ano que se inicia surge, sempre , brilhante à nossa frente, como um eldorado perfeitamente visível e alcançável.Esmaecem-se as agruras passadas, as decepções , os devaneios antigos, as ilusões plantadas no inverno anterior e que feneceram antes da colheita prevista. A vida apresenta-se adiante como uma massa de moldar esperando que nossas mãos sábias lhe dêem a forma e o sopro criador: “Parla !”
Este ar de início de jornada, propiciado pelo Ano Novo, torna o caminho cheio de surpresas e expectativas. Talvez, seja por isso mesmo, que medram, nesta época, as pitonisas, os videntes, os Nostradamus. Todos se arvoram de adivinhadores, como se fosse factível prever o destino de um sem número de estradas possíveis que serão abertas , pouco a pouco, por incontáveis operários , através da vária lâmina do sonho e do volúvel gume da vontade humana.Alguns ficarão inevitavelmente à beira do caminho, poucos atingirão a meta traçada e a grande maioria aguardará outros anos e outros recomeços: esta é a única previsão infalível para 2008.
O mais importante de tudo : não perder a dimensão do ritual. A essência da vida resume-se no sonho e não no despertar.O encanto da procura é bem mais completo que a visão efêmera e orgásmica do encontrar.No fundo , talvez, a existência seja apenas uma quimera, um simples devaneio, um sonho com suas fantasias , seus fantasmas, suas oníricas alegrias , vezes com seus pesadelos tremendos e que acaba quando nossa bêbada individualidade se mescla à força sonhadora de toda a natureza. Aí sonharemos junto com todo o universo.
J. Flávio Vieira
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quarta-feira, 19 dez 2007, 19:15
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Cariri na moda
Fotógrafo cratense consegue destaque em prêmio
europeu de design com livro que conta, por meio
de fotos de moda, um pouco das peculiaridades da região do Cariri
O ensaio fotográfico revela influência da cultura do Cariri (Divulgação) Dada Petrole era o fotógrafo oficial de sua turma de amigos. Tinha 22 anos, cursava o segundo ano na faculdade de Letras e não pensava muito em sair do Cariri. Uma paixão mudou toda essa cena e levou o jovem para a Europa. Por lá, queria viver seu amor arrebatador pela jovem alemã, que conheceu nas noites do Crato, por volta de 1997, e veio a ser muito mais do que farra. Era impossível prever ou até mesmo sonhar, como ele mesmo afirma, que dez anos depois, Dada veria o seu trabalho (e, por que não, o Cariri) condecorado pelo ADC – o prêmio é o Oscar do Design entre os países de língua alemã (Alemanha, Suíça e Áustria). Seu livro, Moderatrix Cariri, concorria com 619 trabalhos e conseguiu destaque – premiado pela fotografia e concepção.
Não foi a primeira vez que o projeto virou assunto. Parte prática da tese que Dada defendeu na graduação – sobre a funcionalidade conceitual de unir os estilos de fotografia de moda com a fotografia documental -, o trabalho foi classificado como o segundo melhor do ano da University of Applied Science Design, em 2006. Proporções menores, claro, mas já encorajava o cratense a inscrever o livro na premiação (o ADC – 2007). Entre as 130 páginas, fotos de moda feitas em nove cidades da região do Cariri, textos (em português e alemão) e alguns mapas gráficos das cidades onde os ensaios aconteceram. Como a idéia é misturar fotografia de moda com fotografia documental, Dada faz uso das histórias da cidade, bem como de suas manifestações culturais e até mesmo práticas incorretas (como as queimadas) para criar uma foto de moda, com figurino exclusivo.
Nem de longe é um simples editorial de moda. “O livro é um zoom do Brasil até o Cariri, exaltando os valores culturais, sociais, tradicionais e imaginário popular daquele lugar”, explica. Vale ressaltar que o trabalho foi todo custeado pelo próprio fotógrafo. Sim, o mesmo que há uma década vendeu seu violão, aparelho de som, fez maquetes para estudantes de escolas particulares, fotografou formaturas, aniversários, casamentos e vendeu rifas na faculdade para poder ir à Alemanha. Foram aproximadamente R$ 20.000, fora as passagens aéreas (Petrole veio por duas vezes ao estado).
O trabalho contou com uma equipe 100% local e voluntária – ninguém recebeu nada por isso, mas também não gastou. Mesmo sem recurso para pagar seus colaboradores, Dada Petrole teve de dispensar um grande número de interessados que provinham de outras regiões. Muita gente parecia acreditar na proposta. O bairrismo, claro, foi motivo de uma insegurança, inicial, pois Petrole temia não achar o leque variado de profissionais que o livro exigia. Surpreendeu-se. “No Cariri existem pessoas belíssimas que trabalham bem e que estão abertas para novas idéias. Acho isso muito interessante lá. É um lugar que oscila entre o rústico, tradicional e o contemporâneo e inovador”, exalta.
Mesmo com a disposição do autor, a crença dos envolvidos (cerca de 60 pessoas de forma direta e 150 indiretamente), as boas histórias e as relevantes manifestações culturais do Cariri, o livro ainda não foi publicado. Propostas não faltaram, mas nenhuma em terras brasileiras. Em sua fundamentada teimosia, o fotógrafo bate o pé, diz não ao os gringos, acredita e espera que, enfim, alguma instituição (de preferência pública, já que ele não quer um livro-propaganda) publique seu trabalho no Brasil. Mas ele não espera sentado. Enquanto o sim não vem, Dada trabalha em seu próximo projeto, um livro sobre a Bacia do Araripe. “Será um raio-x na vida do fóssil da formação de Santana, que abordará a importância dele e de quem trabalha lá, a presença dos estrangeiros, dos estudantes e da sociedade local”, adianta. O projeto, segundo ele, será o mais audacioso de sua carreira e ainda não tem parceria.
O fotógrafo acredita que sua intensa relação com a região onde nasceu e viveu até sua juventude se deve à vontade de mostrar o Cariri para o mundo. “A minha idéia é fazer o Cariri sair de lá, sem nenhuma gota de ufanismo, e sim de uma forma verdadeira, fiel e honesta”. Mas basta perguntar sobre sua saudade para entender que é ela que norteia a forte presença de suas origens. “Ah, meu cariri, a chapada com suas fontes, os movimentos culturais, os irmãos Aniceto, a feira, meus velhos amigos e minha família”, suspira. “Um dia ainda volto para o Ceará”.
EMAIS
A moderadora de Petrole
A força feminina é temática presente na obra (e vida) do fotógrafo cratense. Começa pelo título, pois Moderatrix vem do latim e significa moderadora. “Para mim a mulher é o que modera a vida, é o que está entre o homem e a terra. É especial por conseguir manter o equilíbrio mesmo estando entre os extremos”, diz. Nas páginas, a mulher aparece entre o apreciador e a história – as raízes locais formam o plano de fundo da fotografia e ela, a mulher, fica à frente.
SAIBA MAIS
Site de Dada Petrole
www.petrole.de
Jornal O Povo 18/12/07
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 17:28
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Amigos e amigas, participar do Blog do Crato tem sido para mim um desafio e um grande aprendizado. A cada novo dia é um prazer ler os textos, as notícias, as poesias, enfim cada uma das postagens. Ao mesmo tempo, me sinto feliz em poder compartilhar com vocês minhas idéias, meus conhecimentos e meus sentimentos. O Blog tem me possibilitado crescer, amadurecer e atuar para a melhoria da nossa coletividade. Que em 2008 possamos cada vez mais construir e consolidar esse espaço e que nossas idéias cresçam e dêem bons frutos para o nosso querido Crato.
Quisera, Senhor, neste Natal
armar uma árvore dentro de meu coração,
e nela pendurar em vez de presentes,
os nomes de todos meus amigos.
Os meus amigos de longe e de perto.
Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo a cada dia e os que raramente vejo.
Os sempre lembrados e os as vezes esquecidos.
Aqueles a quem eu conheço profundamente,
e aqueles que não são muito conhecidos,
a não ser nas aparências.
Os constantes e os inconstantes.
Os das horas difíceis e os das horas alegres.
Os que sem querer magoei e os que sem querer me magoaram.
Os que pouco me devem e aqueles a quem devo muito.
Meus amigos jovens e velhinhos,
não esquecendo também das criancinhas, ternas amiguinhas,
os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Aqueles que eu conheço, sem me conhecerem,
aqueles que me conhecem, sem que eu os conheça,
que me admiram e estimam sem eu saber,
e os que admiro e estimo sem lhes dar a entender…
Uma árvore de raízes profundas,
para que os seus nomes nunca sejam arrancados do meu coração,
seus ramos muito extensos, para receberem outros ramos.
Sua sombra muito agradável para que nossa amizade
seja um momento de repouso em nossas horas difíceis de vida!!!
(Autor desconhecido)
PS: Vou tirar uns dias de férias, para descansar e visitar familiares e amigos na minha querida cidade de Baturité e em Fortaleza. Assim, vou passar uns dias sem aparecer por aqui. Mas logo no começo de 2008 estarei de volta. Abraços Fraternos.
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 16:45
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POEMAS DE NATAL SERTÃO DAS FOMES.
A FORTUNA É UMA COMPROVAÇÃO SUICIDA!
Diante de todos os prazeres
o homem é um inseto
o dinheiro ao que parece não será
das fortunas um princípio sincero.
o homem dentro da alma consumida em valores
o consumo se faz nascer com os fetos o precipício.
desconhecemos a formação dos prazeres
diante de que o medo é uma regra humana.
os insetos fecundam a eternidade das espécies.
o dinheiro acelera a vunerabilidade
de que somos bacterihumanas desnecessárias.
morte!
a fortuna é apenas uma ideia de quantidade
o prazer da felicidade é bem menor do que os insetos.
a grande revolução do homem é superar
um desejo suicida.
Wilson Bernardo
OS FETOS CONSOMEM COSMÉTICOS!
Diante do espelho
cara a cara
com Narciso
o caramujo se sente príncipe!
Wilson Bernardo
DESCASCAR FRIGORÍFICOS OSSOS.
O milagre das palavras
é a fome das parábolas.
o milagre dos pães
a multiplicação dos peixes.
e no meu sertão urbano
as mulheres se contentam
com a fila dos ossos.
a carne é para quem pode
o poder
comer frutas com rodelas de dinheiro.
o milagre dos peixes
a multiplicação dos pães.
o milagre das parábolas
é a fome das palavras.
Wilson Bernardo
A MORTE É UMA FOME ORGÂNICA!…
As vacas pastam na profundeza
das águas
os peixes confiantes de traquéias
esperam pacientemente os coletores de leite.
a ruminagem dos homens comovem
os comerciantes de mortes.
fome!
sede!
aos filhos conscientes de mendicâncias
de que o pasto e as iscas
serão sempre necessidades orgânicas.
a fome humana nos leva ao saciar
desonesto de que os vegetais
vestem as carnes de luto.
Wilson Bernardo
Por: Wilson Bernardo – Poeta Marginal
Foto: Dihelson Mendonça
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 11:49
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O mais antigo relógio de Crato passa por trabalhos de recuperação

Catedral de Nossa Senhora da Penha – foto de Lia de Paula
Quem passa pelo patamar da Catedral de Crato, pode observar ali uns andaimes de metal. Eles foram instalados para permitir a limpeza e recuperação do relógio existente na torre do lado Norte, por determinação do Cura da Catedral, padre Edmilson Neves.
Retrospectiva histórica
No dia 21 de janeiro de 1863, há 145 anos, o Crato ganhava o seu primeiro relógio público. Naquela data, esse objeto foi assentado na única torre da então Matriz de Nossa Senhora da Penha, pelo operário Vicente Ferreira da Silva. Construído pela firma Ungerer Frères, de Estrasburgo (França), esse relógio, à época, foi considerado um dos melhores do Império do Brasil. Adquirido pelo vigário Padre Manuel Joaquim Aires do Nascimento, o relógio foi oficialmente entregue à população de Crato no dia 12 de outubro daquele ano, por ocasião da primeira visita pastoral feita ao Cariri, pelo primeiro bispo do Ceará, dom Antônio Luís dos Santos.
A empresa Ungerer Fréres na Internet
A empresa Ungerer Frères marcou época na fabricação de relógios no mundo. Quem se der ao trabalho de navegar o site: www.culture.fr/recherche?SearchableText=ungerer encontrará informações sobre essa firma. O texto é em francês.
J. & A. Ungerer … à la société Ungerer Frères, successeurs de Jean-Baptiste Schwilgué (1776-1856) … Fondée en 1858 par Jules (1851-1917) et Alfred (1861-1933) Ungerer, cette société … Alfred Ungerer (1861-1933) et ses deux fils, Théodore (1894-1935) et Charles
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quarta-feira, 19 dez 2007, 11:03
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Como ninguém é de ferro, vou dar uma descansada nestes derradeiros dias do ano e sair um pouco de cena. Antes, porém, gostaria de desejar a todos os autores e leitores que fazem este imprescindível blog– um Natal repleto de paz e um Ano Novo de muitas realizações pessoais e, sobremodo, coletivas. Conclamo, no ensejo, para que assumamos, cada vez mais, o compromisso para com um projeto que torne o Crato uma cidade cada vez melhor para todos.
Estamos caminhando celeremente para uma era onde não haverá, peremptoriamente, espaço para omissão, descaso, negligência ou outras ações que vão de encontro à ordem natural das coisas. O planeta está morrendo e algo precisa ser feito de concreto para salvá-lo. Vamos, pois, salvar, primeiro, nossa aldeia, pois como bem diz Luiz Carlos Salatiel, nossa cidade é o nosso planeta.
Neste sentido, temos muito a fazer: salvar os rios Batateiras e Granjeiro, preservar a Flona, elaborar e realizar projetos sustentáveis de desenvolvimento econômico-social que dêm sustento a uma verdadeira qualidade de vida para a população; valorizar nossa cultura, tornando-a referência principal de nossa identidade histórica etc etc etc.
Que 2008 seja um ponto de partida para a instauração de uma nova consciência, onde o engajamento é peça fundamental.
Enfim, desejo que os desafios que hoje emperram que a nossa felicidade seja plena sejam superados com galhardia e coragem.
Pois, precisamos ser duros e fortes sem perder a serenidade e a elegância jamais!
Fui…
Obs.: A silhueta na foto é do meu filho Paulo Rafael, de um ano e meio, que, para mim, é um símbolo concreto de uma nova geração que depende diretamente do que a nossa geração fizer de prático em prol da vida.
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 10:49
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Hoje, por volta das 6 horas da manhã, começaram a demolir a parte superior do prédio onde funcionava a Cinelândia no esquecido calçadão. Se por acaso você passar por ali, tenha cuidado para não ser atingido por um pedaço de tijolo. Qualquer transeunte pode sofrer um acidente. Não existe nenhum tipo de proteção que é pedido por lei. Será que o órgão competente está sabendo ou “ninguém sabe, ninguém vê”? Ou é moda esquecer o centro como acontece nas principais cidades?
Existem notícias outras além dessas… (?)
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 05:42
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Hora de plantar!
Ação itinerante do governo do Estado lançou o Programa Hora de Plantar ontem no município de Milagres
Juazeiro do Norte. Um caminhão com sementes de milho híbrido foi levado ontem para o município de Milagres. Na manhã de ontem, o armazém da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de Juazeiro do Norte, estava sendo preparado para o recebimento dos primeiros carregamentos, a serem distribuídos na região a partir de sexta-feira, conforme a gerência regional da Ematerce.
O governo investe R$ 12,8 milhões em sementes selecionadas este ano. Serão distribuídas em todo o Estado mais de 90 toneladas de grãos. O milho híbrido, feijão e arroz tiveram um aumento de preço, mas 50% serão pagos pelo Estado.
O Cariri é a primeira região a ser beneficiada com o Programa Hora de Plantar, desenvolvido pela Coordenadoria de Agricultura Familiar, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA). Ainda está sendo consolidado na região o Garantia Safra. A previsão é que até o dia 27, os trabalhos sejam concluídos. Este ano, a meta é atingir o maior número de produtores da agricultura familiar. Os médios agricultores, até o ano passado, poderiam ser beneficiados com até 400 quilos de sementes de milho híbrido. Este ano, a quantidade será até 100 quilos, para o cultivo de até cinco hectares.
Segundo o coordenador de Agricultura Familiar, Itamar Lemos, no momento está faltando as sementes de arroz, mas os carregamentos chegarão em breve às localidades. Após o abastecimento do Cariri, serão repassadas as sementes para as regiões da Ibiapaba, Baturité, Inhamuns e também Centro-Sul.
Agricultores cadastrados no programa aguardam ansiosos a distribuição. Muitos nem se quer esperam a vinda das sementes do governo e se antecipam em plantar com o restante do ano passado. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), de Crato, José Hildo Silva, algumas áreas, principalmente as mais baixas, onde os animais não conseguem chegar, estão sendo cultivadas, no aproveitamento das primeiras precipitações chuvosas.
Atualização de cadastro
Mesmo não tendo participado do lançamento do programa, José Hildo espera que os grãos comecem a ser distribuídos a partir da próxima semana. Este ano, a entidade solicitou uma atualização dos cadastros dos agricultores inscritos e aumento no número de produtores a serem beneficiados. São 540 cadastrados. Para Hildo é muito pouco. Ele espera que um maior número de produtores rurais sejam beneficiados. A previsão é que sejam distribuídos no município 4 toneladas de arroz, a mesma quantidade de feijão e 25t de milho.
Este é o 17º ano de distribuição de sementes, por meio do Hora de Plantar. Itamar Lemos afirma o benefício para o agricultor, no sentido de estimulá-lo a produzir, com sementes de maior produtividade. “São apropriadas às condições climáticas do Estado”.
O Estado é, atualmente, um dos grandes produtores de milho do Nordeste — perde apenas para a Bahia. A cada ano, diz ele, o Ceará aumenta a produtividade do grão.
Ano passado, além da irregularidade da chuva, alguns agricultores chegaram a perder, praticamente, 100% do cultivo. Em algumas localidades, houve denúncias de alguns lotes de sementes estragadas.
O feijão passará a custar, este ano, R$ 4,50; o milho R$ 2,50 e o arroz R$ 2,00. Metade desse custo fica com o governo. A semente de mamona, de R$ 7,00, será distribuída gratuitamente. Itamar Lemos diz que serão distribuídos em todo o Estado 738 toneladas de milho híbrido; 12 toneladas de mamona; 49 toneladas de feijão; 4 toneladas de sementes de girassol e 45 toneladas de arroz. Além disso, 49 mil mudas de cajueiro anão precoce.
Mais informações:
Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Coordenadoria de Agricultura Familiar
Av. Bezerra de Menezes, Fortaleza
(85) 3101.8063
Por: Elizângela Santos
Repórter
Reportagem publicada hoje, dia 19/12/2007 no Jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com.br
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 00:35
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Crato. A partir de hoje, será iniciada a distribuição de abaixo-assinados nas escolas do Cariri, solicitando a inclusão do tema “Violência Contra a Mulher e a Lei Maria da Penha” na Campanha da Fraternidade 2010. A iniciativa é da própria Maria da Penha, que esteve no Cariri participando do Fórum das Mulheres realizado no Crato e Milagres. Católica praticante, ela visitou as principais igrejas do Cariri. Na Serra do Horto, ao pé da estátua do Padre Cícero e no Museu, ela entregou o abaixo-assinado ao padre Venturelli.
O documento justifica que essa seria a forma de divulgar a valorização da mulher e o direito que lhe assiste a uma vida digna e livre de violência, já que os temas aprovados para a Campanha da Fraternidade anteriores sempre retrataram a preocupação com as minorias e com a justiça social.
O abaixo-assinado justifica que “a violência contra a mulher é um problema de saúde pública que assola sociedade. Apesar dos avanços tecnológicos, nossa sociedade não avançou no combate às desigualdades na busca pela justiça, igualdade e amor, permitindo, com isso, que mais e mais mulheres sejam mortas vítimas da violência doméstica”.
O documento também assinala que não é necessário citar estatísticas que demonstrem o quanto este mal é poderoso e está arraigado na sociedade, se justificando e legitimando a cada dia diante das bases de um sistema social machista e patriarcal. “Qualquer um de nós conhece ou pode lembrar de um caso de violência doméstica ocorrido com nossas mulheres independente de classe social, etnia ou credo, demonstrando, assim, que este é o fenômeno mais democrático que hoje encontramos em nosso meio e que atinge metade da população mundial”.
O manifesto adverte que se faz necessário despertar em homens e mulheres os ideais de luta e combate aos preconceitos, injustiças, violências e discriminações que oprimem e violentam a dignidade das mulheres. Recomenda que todos se unam, dêem as mãos em defesa de uma sociedade igualitária e sem medo. “Somente pelo amor, educação, respeito à vida humana, fraternidade e dignidade poderemos, enfim, vislumbrar novas perspectivas de mudanças para essa triste realidade”, destaca
Símbolo
A biofarmacêutica Maria da Penha Maia lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela virou símbolo contra a violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha, o professor universitário Marco Antônio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas menores de idade.
A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena.
O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu apenas dois anos de prisão.
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diversas
quarta-feira, 19 dez 2007, 00:05
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Olá, amigos Comentaristas,
O Blog do Crato, buscando a maior seriedade possível na publicação dos fatos, pede a todos os comentaristas “desconhecidos” que ao realizar comentários em textos contundentes ou polêmicos, antes de tudo, se identifiquem completamente. Como todos os comentários de não-membros do Blog são pré-aprovados para publicação, envie seu NOME COMPLETO, ENDEREÇO para contatos, e se possível, outros, como telefone, etc. Os dados não serão divulgados. Todo o material publicado é de inteira responsabilidade do membro ou comentarista, e por intervenção da justiça, esses dados serão repassados para as autoridades. O Blog do Crato se exime de quaisquer responsabilidades pelos artigos publicados, já que somos mais de 40 escritores, além de inúmeros comentaristas de ideologias diferentes, cada um assume aquilo que escreve, e paga pelo que escreve.
O Motivo da identificação é para evitar-se cair na leviandade dos que sob a proteção do anonimato, possam acusar pessoas reais sem provas, e portanto, sem poder ser contactadas pela defêsa. Ajoelhou, tem que rezar! Quem não conseguir sustentar o que disser, é melhor não escrever! Então, conclamo a todos que evitem usar pesudônimos tipo Chico, Tonho, Gato, Cachorro, Pinico, pois seus comentários NÃO SERÃO PUBLICADOS ! – Nem Adianta!! – depois não nos venham acusar de tendenciosos.
Todos os membros do Blog e os comentaristas costumeiros possuem nome, sobrenome e endereço. Estes estão isentos. Portanto, se vc comentarista anônimo deseja ver seu comentário publicado aqui, seja verdadeiro, identifique-se, venha para a luz e diga o que vc achar que deve ser publicado e assim publicaremos.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça
Administrador – Blog do Crato.
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terça-feira, 18 dez 2007, 23:43
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Rodrigo Moraes
O Projeto de Lei nº 330, de 2006, de autoria da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), visa alterar o Art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 1996), conhecida como LDB, tornando obrigatório o ensino de música na educação básica. A Comissão de Educação do Senado Federal aprovou o projeto, que dará três anos letivos para as escolas se adaptarem às mudanças. O projeto segue para a Câmara dos Deputados. Conclamo a sociedade civil a pressionar nossos parlamentares a aprovarem o retorno efetivo do ensino de música nas escolas.
A LDB indica a obrigatoriedade do “ensino de arte”. Esse vocábulo, todavia, é amplo demais. Permite interpretações diversas, que, na prática, excluem o “ensino de música”. Existem várias expressões artísticas: artes plásticas, música, teatro, dança, cinema, fotografia.. . Essa amplitude existente na terminologia “arte” não pode mais servir de subterfúgio para a exclusão do ensino de música.
Os concursos públicos, quando buscam a contratação de professores de “arte”, ignoram a inviabilidade de especialização nos diversos e distintos setores artísticos. Portanto, sou favorável a uma especificidade explícita e induvidosa. Quero, na LDB, a expressão “ensino de música”, com a conseqüente contratação de professores com formação específica na área musical.
Quando adolescente, estudei violão, no curso de extensão da Escola de Música da Ufba. Sem dúvida, essa formação foi importantíssima para mim. Cresci cultra, espiritual e profissionalmente. Conheci, por exemplo, as obras de Villa-Lobos para violão-solo. E mais, conheci a história desse maestro, que, além de genial autor, defendeu apaixonadamente o ensino de música nas escolas brasileiras. Seu lado de educador merece, aqui, ser relembrado e enaltecido.
Villa-Lobos, inconformado com o descaso com que a música era tratada na educação básica, ergueu as mangas e, convidado pelo visionário baiano Anísio Teixeira, então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, organizou e dirigiu a Superintendência de Educação Musical e Artística (Sema).
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Bahia, presidida pelo ilustre professor Saul Quadros, como órgão comprometido com o aperfeiçoamento da educação e da cultura, enviará ofício a todos os deputados federais, clamando pela aprovação do projeto.
Música nas escolas públicas e privadas! Ela não aumentará apenas o mercado de trabalho dos músicos, mas, também, a percepção musical de nosso povo. Quem tem percepção aguçada, passa a ouvir, também, inevitavelmente, músicas que não são executadas nas emissoras de rádio. Passa a querer conhecer os nomes dos compositores. E, ainda, a querer comprar um instrumento musical.
E, como diz Caetano Veloso, em sua obra “Tigresa”, “como é bom poder tocar um instrumento!” Essa frase merece ser saboreada por mais brasileiros. Que esse sabor-saber faça parte da refeição cotidiana de nossos alunos.
Rodrigo Moraes. Advogado e presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da OAB-BA. E-mail: rodrigomoraes@uol.com.br.
PS. Artigo publicado no Jornal A TARDE, coluna “Opinião”, p. 3, edição de 16 de dezembro de 2007.
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diversas
terça-feira, 18 dez 2007, 05:07
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Nota do editor: “Das muitas mensagens que recebo por e-mail, esta é uma das mais comoventes e verdadeiras declarações de amor à nossa cidade que já vi na minha vida. Porque afinal, Eu TAMBÉM sou do Crato ! “ – Dihelson Mendonça
Por José Hamilton de Lima Barros:
Do tempo de Pedro Felício, de Dr. Ossian e Ferreira de Assis. Sou do Crato de D. Francisco de Assis Pires, frágil e santo. O vigário era o Pe Rubens, o cooperador era o Pe Onofre. Fui aluno de Mons. Pedro Rocha de Oliveira, no Seminário; de Pe Ágio e Pe Davi; de Pe Teodósio, Pe Aquiles, Pe José Honor, Pe Manuel Feitosa, Pe Néri, Pe Maia, Pe Gonçalo, Pe Aldemir, Mons. Raimundo Augusto e meu querido Mons. Montenegro. Fui contemporâneo de João Bosco Cartaxo, João Câncio, José e Francisco Salatiel, Vicente Madeira, José Mota, Plácido Cidade Nuvens, Chico Rocha e Paulo Salviano.
A grande seleção do Seminário era: Eliézer, Parmênio e Emílio. Sobreira, Luis Couto e Francinetti. Tupinambá, Maurício, Bernardo, Bosco Pires e Ivan Marques. Sou do tempo de Tandô, Antonio Cornim e Pedro Cabeção. Sou do Crato de Glorinha, Maria Alice e Viturino. Já dancei bolero no Gesso, ao som do clarinete mágico do mestre Azul, do banjo de Favela e do pandeiro de José dos Prazeres. Sou do Crato do tempo do Tênis Clube e AABB, no futebol de salão. Do Votoran e do Volks. Joguei no Ipiranga, apelidado de “Copinho”, o pior time do Crato. Fiz um gol de tiro-de-meta na AABB. Resultado do jogo: AABB 8X1. Fui beque central do segundo quadro do CREPE. Marquei o “Bode”, que já veterano, jogava nas preliminares do campeonato cratense no Estádio Wilson Gonçalves. Chegava ao meio dia para ajudar a marcar com cal as áreas do campo. E seu Virgílio Xenofonte escrevia o nome “José” no meu braço, que eu orgulhosamente mostrava ao porteiro, na hora de entrar de graça para assistir aos inesquecíveis clássicos Esporte X Cariri. No futebol de salão o Tênis Clube era: Gilton, Paulo César e Zé Vicente; Bosco e Gledson; AABB: Manga, Silvio e Dequinha; Vicentão e João Freire.Fui locutor da Educadora e da Araripe. Gritei muito gol de Anduiá e Doce-de-leite; Bebet e Neo Moreira; Panquela e Tonico. Era torcedor do Cariri, o esquadrão proletário do Clube da Rapadura. Vê esse ataque: Idario, Binda, Bebeto, Sonia e Neo Moreira. Já subi a ladeira da Nascente, na minha lambreta, com uma mariposa na garupa, para tomar banho na casa de força em noite de lua. Quem nunca fez isso não sabe o que é bom. Ouvi o primeiro disco de Chico Buarque no balneário de Seu Chico da Cascata, comendo baião-de-dois com galinha de cabidela. Campari, Ron Montilla e a inesquecível cachaça “Recordação de 40”: (A Banda, Pedro Pedreiro, Olê, Olá, a Rita)
Fui orador oficial da UEC. Fiz 32 discursos em um único dia, na campanha de Geraldo Lemos, presidente. Comprei fiado e paguei em Ernani Silva, Thomaz Osterne e Seu Pierre. Morei na Praça da Sé, na rua das Laranjeiras, no Pimenta, no Barro Vermelho e na rua da Vala.
Assisti ao filme “OS DEZ MANDAMENTOS” no Moderno. Aos filmes de Cantinflas no Cassino. Bati papo com Zé do Vale, Vieirinha, Alderico Damasceno, Huberto Cabral e Lindemberg, na Livraria Católica. Comi o doce-de-leite de Isabel Virgínia. Merendei no Café de Joaquim Patrício, de Seu Roldino e de Seu João Gualberto. Eu sou do Crato das tertúlias nas casas, ao som dos long plays de Valdir Calmon e Billy Voughan. As moças rodavam na Praça Siqueira Campos e nós, de paletó, pelas beiradas, vendo aquelas belezas sem poder chegar muito perto. Zélia Piancó danou-se comigo quando eu disse que ela tinha dado a volta ao mundo, só andando na Siqueira Campos.
Sou do Crato, do tempo que 9 horas da noite era tarde. Tomava-se um cafezinho no “CAFÉ LÍDER” e alguns iam para casa, mas a noite era criança. Era a hora de Alcides Peixoto e de Coló. De Célio Silva e Luiz Soares. Fiz serenata no Crato com Altemar Dutra e Valdick Soriano. Ouvi Bienvenido Granda, o maior cantor das Américas, cantando “Sonhar Contigo”, acompanhado do conjunto “Ases do Ritmo”. Apresentei Nelson Gonçalves na AABB, no dia em que nossa Miss Francy Nogueira voltou do Rio de Janeiro com o título de Miss Brasil número 3. Compus a equipe de “lambretistas” que escoltou a nossa Miss, desde o aeroporto de Fátima até a AABB.
Estudei no Grupo Teodorico Teles de Quental. Fui aluno de D. Terezinha Couto. Lembro de D. La Salette, D. Sila Pinheiro, D. Adalgisa. Fui da Cruzadinha Eucarística, do Pe Onofre. Cheguei a “apóstolo”. Piinha e Neide, Edístia e Tereza; Vicente Madeira e Zé Anauto. Vi Francisco José da Globo desfilando de batina nas procissões do Crato. Ronald Maia, Oto e Bosco Pires, Valdery, Geraldo Lemos, Chico Oliveira, Chiquinho de Quinco Padre, João Vicemar, Osmar, Paulo Salviano, Tibúrcio Granjeiro, Plácido Cidade Nuvens, todos seminaristas. Estudei no Colégio Diocesano e no Estadual. Na Faculdade de Filosofia. Fiz Letras. Dr. José Newton Alves de Souza, Professor Rubens Soares Chagas, Edmilson Felix, tanta gente… Sou da turma de Joarivar e Verinha Brito; Lia e Eloneida; Jurandir Temóteo e Valdery. Sou amigo e admirador de Huberto Cabral, “o comentarista catedrático em todos os esportes”. A ele devo muito pelas oportunidades que me ofereceu. Basta dizer que ele me colocou para transmitir um jogo Esporte X Nacional de Patos pela Educadora, sem eu nunca ter transmitido uma partida, a não ser as dos meus times de botão, quando eu jogava contra mim mesmo (pelos dois times); abria a jornada, cantava o hino nacional e jogava e transmitia ao mesmo tempo. Foi Cabral que me apresentou ao grande radialista Gomes Neto, chefe de esportes da Rádio Jornal do Commércio do Recife, onde trabalhei como narrador esportivo por 5 anos, tendo inclusive narrado o nonocentésimo nonagésimo nono gol de Pelé, na cidade de João Pessoa, naquele célebre jogo em que Pelé foi para o gol, a fim de não completar os 1000 gols no Nordeste.
Algumas vezes substituí Tereza Siébra e depois Leny Sobreira, no programa “Violas e Violeiros”, com João Alexandre e Pedro Bandeira. Em outras oportunidades fiz o “Noite de Serestas”, que era de “Dezim”, com seleção de Almério Carvalho. Durante um tempo escrevi “a crônica do meio dia” na Educadora, substituindo Mons. Rocha, honra maior da minha vida no Crato. Transmiti muito jogo trepado nos muros dos precários estádios de Juazeiro, Barbalha, Missão Velha, Iguatu e Cedro. Edmundo Gonçalves fazia a linha de som aproveitando a linha do trem. Um dia transmiti um jogo Iguatu X Crato, pelo Intermunicipal de Futebol de Salão, pela Educadora, e o som estava horrível. Meus amigos Heron Aquino e Elói Teles da Morais da Araripe fizeram uma dublagem com o som totalmente limpo e ganharam a audiência. Mas o pior é que Seu Elói ficava dizendo que na antena da Rádio Araripe tinha um “coador de som”…
Vi Antonio Vicelmo iniciando a sua brilhante carreira de homem da notícia. Cabral comprou um equipamento para fazer entrevistas no estádio. Campos Júnior perguntou a Pirró:
- Quais são as instruções do técnico para o segundo tempo?
- O Bode disse que é pra nós botar pra fu…
Quase todo mundo era demitido da Rádio. Sou formado numa das primeiras turmas da bodega de Seu Almir. Meu ídolo sempre foi Tutita, embora Zé Flávio cantasse melhor. Mas era o grande Tutita quem organizava as peladas na Praça da Sé e ainda pagava a taça: uma lata de goiabada Peixe para os vencedores. Comi cachorro-quente na barraca “O Cacique” do Carrocel Maia, nas festas de Nossa Senhora da Penha. Ainda não encontrei nada melhor. Compareci aos leilões da festa da padroeira; meu pai arrematando galinha assada e todo mundo bebendo cerveja quente.
- Seu Euclides deu um lance de 20 mil réis pra Seu Bezerra não comer, gritava o leiloeiro. Assisti ao Circo Nerino, quando me apaixonei perdidamente pela “mulher do arame” e me emocionei ao assistir ao drama “OS DOIS SARGENTOS”. Vi Hugo, menino, aprendendo a tocar sanfona. Vi Hildelito Parente tocando com Luiz Gonzaga, na calçada da casa de Manelito Parente na rua das laranjeiras. Acompanhei o trabalho de Vicente sacristão, formando Zé de Zumba seu sucessor. Ajudei enterros de gente importante. Gostava de levar o turíbulo ou mesmo aquela cruz que iniciava o cortejo fúnebre. Ajudei missa de Pe Lauro, na casa de caridade. De Pe Gomes, no cemitério. Ouvi muita história de Seu Ramiro, o homem mais feio do Crato. Diziam que Pe Lauro achava Pio XII um Papa 7%. Afinal de contas era uma boa taxa de juros. Levei esporro de Frei Damião, quando, por ocasião das Santas Missões, troquei as galhetas do vinho pela água. Participei do Teatro de Amadores, com Zé Correia, Salete Libório, Marta Lucena, Paulo Leonardo, Bantim, Raimundo Siebra, Aécio Medeiros e tantos outros. Encenamos no auditório da Educadora a peça “O BEM AMADO” de Dias Gomes, antes de a Globo lançar como seriado e depois novela. Ouvi José Cerqueira, o maior locutor que apareceu no Crato, depois de Heron Aquino. Ele fez na rádio uma “paixão de Cristo” sozinho, fazendo diversas vozes. Todo mundo dizia: como é que pode um locutor desse vir parar aqui? Isso é locutor pra Rádio Tupy do Rio de Janeiro… Um dia, Zé Cerqueira começou a tomar uma, só parou uma semana depois, no Hospital São Francisco. Apanhou um bocado no Gesso. Heron Aquino gostava de dizer que eu imitava Zé Cerqueira, e era verdade mesmo. Geraldo Lemos foi ler uma crônica de Mons. Rocha e onde existia a palavra “melancia”, ele leu “melÃncia”. Ele dizia que não acreditava que Mons. Rocha escrevesse uma palavra besta feito melancia. Colaborei modestamente com “O IDEAL”, de Jurandyr Temóteo.. Fui titular da coluna “Chou da Cidade” no jornal “A AÇÃO”. E conto tudo isso porque, ao ter acesso ao Blog do Crato, me vieram todas essas recordações, como se o tempo não tivesse passado.
E, graças a Deus, vejo que o Crato é o mesmo; renovado, é bem verdade, mas com os valores culturais preservados, com uma gente nova que mantém o mesmo espírito: brincalhão e competente. São os atuais jovens que prestigiam pessoas como Alderico Damasceno, Amarílio Carvalho, Nezim Patrício, Huberto Cabral, Lindemberg de Aquino e tantos outros.
Encontro matérias como as do meu colega de Colégio e de Banco Émerson Monteiro. Não é nenhuma surpresa, mas é uma alegria muito grande ler os seus escritos, bem como os de outros excelentes colaboradores .
Parabéns a todos nós cratenses que moramos fora, mas amamos a nossa terra com o mesmo carinho e emoção.
Talvez os mais velhos ainda se lembrem de mim: eu sou Hamilton Lima, filho de Seu Euclides e Dona Neném da A Cratense.O tempo de locutor esportivo da Rádio Jornal do Comércio e da Rádio Clube de Pernambuco já passou. Já se foram os 30 anos no Banco do Brasil. Nos últimos 12 anos dediquei-me à área jurídica, inclusive na Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco, em cujos quadros ingressei. Por razões profissionais afastei-me há muito tempo do Crato, mas podem ter certeza de que nem o tempo, esse cruel adversário da lógica, consegue afastar de mim o sentimento de gratidão pela minha terra e tudo o que lhe diga respeito. Rendo as minhas homenagens a todos os que fazem o Blog do Crato, porquanto a sua existência é um constante renovar do espírito cratense que tenho incrustado em meu coração.
José Hamilton de Lima Barros
Recife, 17.12.2007
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terça-feira, 18 dez 2007, 04:53
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Pelo menos é o que indica a previsão do tempo do mais conceituado sistema de meteorologia do país, o Climatempo. Vejam só:

Agora vamos ver se o Climatempo acerta mesmo essas previsões. Na semana passada foi acertadíssimo, podem conferir pela previsão das chuvas na semana passada…
Abraços,
Dihelson Mendonça
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terça-feira, 18 dez 2007, 04:43
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Mesmo com a Lei Maria da Penha, as mulheres ainda não dispõem da segurança pública adequada
Crato. A Coordenação do Fórum das Mulheres do Cariri, que reuniu representações de 22 municípios, dentre os quais, quatro da região de Iguatu, encaminhou ofício ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, Roberto Monteiro, denunciando a crescente violência contra as mulheres na região e solicitando o equipamento necessário para o funcionamento das delegacias regionais.
Segundo o movimento, nos últimos seis anos, mais de 100 mulheres foram assassinadas no Cariri. Somente este ano, ocorreram 10 assassinatos. O ofício adverte que um conjunto de fatores impede que as mulheres denunciem as violências sofridas. Cita como exemplo, a falta de recursos humanos e materiais. As delegacias de Crato e Juazeiro não funcionam no fim de semana, período em que, segundo o Fórum, a violência contra as mulheres tende a ser maior.
Sem estrutura
Em Juazeiro do Norte, a delegacia funciona numa sala, sem equipe disciplinar. O prédio não dispõe de banheiro para a delegada. “Falta inclusive material de expediente”, denuncia a entidade no documento. O Fórum das Mulheres destaca que, depois da implantação da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, diminuiu o número de ocorrências contra a população feminina e, consequentemente, o número de inquéritos.
Além de solicitar melhorias de equipamento nas delegacias de Crato, Juazeiro e Iguatu, as mulheres sugerem a implantação de núcleos nas delegacias civis e postos policiais. Instalação da Casa Abrigo em Juazeiro do Norte com abrangência regional, concursos que atendam aos equipamentos da Lei Maria da Penha, bem como a capacitação dos profissionais da área de acordo com as normas da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres também integram a lista de reivindicações do movimento.
Outro pleito das mulheres do Cariri é a instalação de uma sala de espera no Instituo Médico Legal de Juazeiro do Norte, para que as mulheres vítimas de violência doméstica e sexual não fiquem expostas aos olhares dos curiosos, durante quase seis horas.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
Homenagem
O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia que foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo deixando-a paraplégica e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
A lei altera o Código Penal Brasileiro e possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas. A legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio à proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
SAIBA MAIS
Preventiva
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A lei altera o Código Penal Brasileiro e possibilita que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada.
Homenagem
O nome da lei é uma homenagem a Maria da Penha Maia que foi agredida pelo marido durante seis anos.
Vigência
A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
Mais informações:
Mara Guedes, coordenadora do Fórum das Mulheres do Cariri
Conjunto Novo Crato,
bairro do Seminário
(88) 3521.3337
Antônio Vicelmo
Repórter
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terça-feira, 18 dez 2007, 02:28
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No Crato do final do século XIX, o Auto do Boi, também conhecido noutras partes por Bumba-Meu-Boi, foi uma função da cultura popular feita para o deleite do povo, incluindo as chamadas “boas famílias” da sociedade local. Segundo Paulo Elpídio Menezes (1), além do boi, havia outros personagens coadjuvantes.
Seu depoimento é rico em detalhes, por isso mesmo, belo no estilo.
“Depois dos setenta anos, comecei a lembrar-me de tudo que vi e ouvi, quando menino. Agora é o boi, a burrinha, o caga-pra-ti, o babau e os dois vaqueiros (os caretas), o dono do boi e o tocador de harmônica que, muito embora o seu instrumento não desse os tons menores, mexia com a alma da gente, mais do que os acordeões atuais. É o boi que dançava nas frentes das casas de família, durante o mês de Natal que, com tanta rapidez, passava para os meninos.
“O boi era contratado por dez mil réis, para as oito horas da noite, enquanto a meninada estava acordada. Toda a vizinhança era convidada para assistir ao divertimento a que se dava tanto valor. A animação não se descreve. O boi trazia um grande acompanhamento. O grupo de que se compunha estacionava a certa distância. As calçadas se enchiam de cadeiras. O da harmônica, na frente. Os vaqueiros, encaretados, avançavam e, com voz gutural, rouca e escatarroada, perguntavam por meu amo. Referiam-se ao dono da casa, a quem eles queriam vender um boi.
“Realizado o entendimento, voltavam os vaqueiros trazendo a burrinha. Com ela entravam pela abertura do círculo que fazia o povo. O ‘ cabra’ executava, com perícia, uma espécie de rancheira, tocada pela harmônica, montada num cavalo de pau, coberto com u’a manta e com rédeas retesadas. Ligeiramente olhando, dava a impressão de um centauro. Sacudia aos assistentes um lenço branco, que lhe era devolvido com um ou dois dobrões (2)
“Retirada a burrinha, diziam pilhérias engraçadas e diligenciavam abrir mais a roda dos assistentes, ameaçando a molequeira, com seus jucás de relho nas pontas.
“Traziam depois o caga-pra-ti: um homem, com uma roda na cabeça, envolvida em um pano branco que descia até a cintura, onde se prendia a uma saia rendada e aberta por um balão amplo.
“Girava ao som de um pinicado da harmônica, dando pulinhos em meio do baião, dançando com agilidade e perícia. Ainda apresentavam a Ema, não mencionada em começo. Dava uma entrada solene, com passos cadenciados, ao som de uma música apropriada a seu andar pachola. Ao recolher o elegante pernalta, já se ouvia o aboiar dos vaqueiros. Momentos de grande ansiedade… O boi entraria em cena. Arcos de cipó grosso ornavam o esqueleto do animal. A cabeça e o rabo, entanto, pertenciam, realmente, à ossada de algum bovino, comido pelos urubus. Um lençol, comprido e largo, encobria o ‘cabra’ que, dentro, curvado, executava todos os ricochetes exigidos ao rei do brinquedo.
“No começo, ao soar de uma valsa branda e plangente, o boi rendia homenagem ao dono da casa e à sua família, baixando a cabeça, em mesuras respeitosas. Depois, a todos que o rodeavam. No entanto, aos poucos ia embravecendo, chegando a dar nos caretas, espalhando a multidão, ameaçada de levar chifrada.
“Tal atitude induzia os vaqueiros a abatê-lo com forte pancada no cachaço. Após a violência, os matadores sentiam-se triste, arrependidos do ato praticado. Para ressuscitá-lo o único clister… Chega, então, a hora da meninada correr. Porque eles constituíam a droga receitada para levantar o morto, dar-lhe novamente vida. A molequeira fugia em debandada. Mas nem todos escapavam. E os alcançados eram metido no cu do boi (3), fato que constituía uma desfeita. O último a aparecer era o babau, atrevido e deslavado. Uma queixada de cavalo, com uma corda para lhe dar movimento. Corria atrás do povo. Queria morder todo mundo. Batia o chocalho no rabo de palha de carnaúba. O desempenho dessa missão era confiada a um cabra forte e bem exercitado em corridas de cavalo-de-pau. Assim terminava essa função, que tanto empolgava naquela época.”
(1) O Crato do meu tempo, Fortaleza, 1960.
(2) Nota de Paulo Elpídio: “Moeda de cobre do valor de 40 réis”.
(3) Nota de Paulo Elpídio: “Durante muito tempo, a expressão cêdebê significava confusão, arruaça, baderna e parece originar-se da cena que se descreve acima”.
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terça-feira, 18 dez 2007, 01:13
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O natal é a festa da natividade. É redundante a frase, mas o natal é a festa do nascimento, da reprodução humana, é a festa, por excelência, do amor. A festa dos amantes e seus filhos. É bem verdade que os filhos perderam a transcendência única do batismo e se dividiram, também, em registro civil. Assim como ocorreu com o acasalamento dos dois sexos que perdeu muito mais em seus aspectos sublimes e se tornou um contrato entre dois, com cláusulas de rompimento.
O natal é, além de tudo, uma festa do cristianismo, pois o casal José e Maria e seu filho Jesus são os mitos avocados neste dia. Mas o natal que se tornou uma festa de grande parte da humanidade a oriente e ocidente é européia e do cristianismo, inseminado no oriente médio e gestado pelo mundo grego. Mitos pagãos locais se incorporaram à festa através do mundo e finalmente se tornou uma festa do comércio. Padronizada através de alguns ícones, estrelas, árvores, mitos humanos e pela encenação da natividade na pequena lapa.
Como festa comercial, o natal movimenta as economias, assim como todas as festas na humanidade, sejam as da fertilidade pagã como o São João, seja o Carnaval e a festa do acordar como dizem os franceses em relação à pequena refeição após a missa da passagem do ano – réveillon. Hoje é uma grande juntada de pessoas estourando bebidas alcoólicas, vendo os efeitos do foguetório chinês, gritando, cantando e dançando na madrugada do primeiro dia do ano.
Afinal são festas anuais, repetem os ciclos do tempo que parece os humanos pós-modernos já não os possuir. O indivíduo já não é detentor do seu tempo. Desde que nasce o tempo é uma imposição externa ao tempo que cada um deveria ter como atributo de si mesmo. Todo mundo nasce agendado, pela escola, pelo trabalho, compromissos, consumo. Esta loucura: peça um tempo para alguém e ela dirá que não o possui. Seus compromissos tomam –lhe cada célula do corpo. Todos desejam o que não precisam e precisam do que não desejam.
Assim é que, no útero em que o mito do natal foi inseminado, a guerra campeia. Toda a palestina é um açougue sangrando vida e um vulcão preste a explodir numa violência terrível e interminável. Um filme israelense tratando o assunto tem uma música no roteiro sonoro que é a imagem atual da terra da natividade. Uma música que é o ciclo da morte em cadeia, de um pai que comprou uma cabra, que produzia leite que foi mordida por uma cobra que levou a morte da cabra, de um falcão que matou a cobra e assim por diante.
Após o primeiro dia do ano de 2008, uma equação terrível aguarda a palestina no espaço dos filisteus que um dia morreram soterrados em seu palácio pela força rediviva de Sansão. A faixa de Ghaza ferve em fogo nem brando e nem rigoroso, um fogo que queima corpos aos poucos até atingir o ponto de ebulição em que tudo mais se envolve. No mesmo natal na terra de Ur em que nasceu o profeta Abrahão, o saque, a fome, as bombas e as humilhações em forma de grãos da ampulheta que acompanha a passagem do Iraque.
Nesta semana que nos aproxima do natal um insano Inglês arrematou numa loja de de leilões de Nova Iorque, por milhões, um leopardo esculpido nos alvores da civilização sumeriana. Era uma peça saqueada pela guerra do Iraque, e leiloada na sede financeira do país agressor, a ética, a humanidade tombou como as torres gêmeas sob o impacto do terrorismo.
A boçalidade e a insensatez, entre os EUA e o Terrorismo, afinal, fizeram um jogo de trocas cujo resultado foi zero.
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terça-feira, 18 dez 2007, 00:47
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Até a poesia do teu silêncio, me preenche!
O mar…
beber ou atravessar?
O céu…
da Terra aproximar?
E o encontro,na linha do horizonte…
Em que Janeiro será?
Você me oferece um prato de si e uma noite…
Eu te devolvo,num prato vazio…
Cheio de mim e umas noites!
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segunda-feira, 17 dez 2007, 19:06
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Um ônibus da viação guanabara, principal empresa de ônibus que faz a linha Juazeiro-Fortaleza foi assaltado na saída da rodoviária de juazeiro do Norte, às 22:00, à altura do ginásio Poliesportivo. 5 bandidos armados renderam os passageiros que passaram duas horas de puro terror. O ônibus foi conduzido até a altura entre a cidade de Farias Brito e Várzea Alegre, onde os bandidos forçaram o motorista a entrar numa estrada carroçal, aonde o assalto foi executado, levando pertences pessoais e cerca de 5.000 reais em espécie. Depois fugiram do local em um FIAT, que posteriormente foi encontrado em Juazeiro do Norte, aonde se descobriu que o seu proprietário, que pediu para não ser identificado, estava preso no porta-malas do veículo.
Nota: meus amigos do Blog do Crato. Até que ponto a sociedade tem que ser refém da marginália para que as autoridades tomem alguma providência ? Já faz muito tempo que esses ônibus são periodicamente assaltados e não se vê providências nesse sentido. Que tal colocar policiais à paisana dentro dos mesmos ? Ou que tal algumas soluções viáveis ?
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segunda-feira, 17 dez 2007, 18:48
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Olá, Amigos,
Lembrando que a edição de hoje, dia 17 de Dezembro de 2007 do Jornal do Cariri ( Jornal do Vicelmo ), está no ar no player principal, juntamente com as edições dos últimos dias, que podem ser encontradas na página do Jornal do Cariri .
Abraços,
Dihelson Mendonça
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segunda-feira, 17 dez 2007, 06:06
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Por: João Carlos H. Cardoso
Em um de seus momentos mais marcantes, o filme Bye Bye Brasil, de Cacá Diegues, mostra a decepção de um grupo de artistas mambembes, conduzido por lorde cigano (José Wilker), quando se depara na periferia de Belém, com antenas de TV. A “caravana Rolidei” fazia espetáculos para uma população humilde sem acesso a televisão. As antenas ou “espinhas de peixe” nas palavras de lorde cigano, eram as maiores inimigas do artista de circo.
Se tinha antena não tinha público. Era final do anos setenta e Cacá Diegues mostrava um pais em transformação e cuja massificação de hábitos e costumes se dava, fundamentalmente, através dos meios de comunicação, com a definitiva intromissão da televisão no cotidiano das pessoas.
Ano 2007. Qualquer metropolitano que resolva sair da capital em direção ao sertão cearense vai se deparar com uma situação semelhante: de fortaleza a quixadá, pequenos casebres de taipa e palha, espalhados ao largo das rodovias, sem muito a oferecer aos olhos de estrangeiro/curioso a não ser a constatação da sabida miséria sertaneja.. êpa! Uma antena parabólica? Enorme, reluzente refletindo o sol abrasador do sertão. Uma não, são duas, três, são muitas, as parabólicas e de todos os tamanhos. Todas paradas e apontadas para um mesmo ponto no céu, sem nuvem. Bizarro! Há parabólica até em acampamento de sem-terra, disse-me amigo dia desses. O que dizer ?
Primeiro pensamento: contradição. Pobreza absoluta e tecnologia convivendo num mesmo e pequeno espaço. Outra impressão: ameaça. O sertão, o “nosso” sertão, dirão os mais apocalípticos, está sendo invadido por uma cultura estranha e deturpadora de nossas tradições, da nossa identidade cultural, de nossas raízes. Para muitos que, aqui, vivem na grande e cosmopolita Fortaleza, o interior é o guardião da cultura original, de uma saber local que é necessário preservar e aos quais se pode recorrer quando cansamos do mundo globalizado. Esta é a espectativa da maioria. É isso que o homem da capital espera que o sertão lhe ofereça,e é decepcionante que o sertão e o sertanejo se recusem a fazê-lo. Lembro-me de quando, a pedido do meu filho, fui procurar, em Quixadá, um chapéu de couro para comprar. João Antônio, havia visto a exposição do vaqueiro no centro Dragão do Mar: queria ser vaqueiro. Alegria do pai interiorano e decepção na volta. Não havia chapéu de couro para comprar. O homem do sertão não usa mais chapéu de couro; usa boné do New York Yankees, fabricados na China e vendidos na feira-livre. É mais barato e combina melhor com o sonho de consumo do homem simples do interior: a moto.
A antena parabólica é apenas uma amostra das muitas mudanças em curso no interior nordestino. É que só agora começamos a notar isso. Talvez porque ela é mais visível ou por expressar, metaforicamente, a intimidade com que o sertanejo sempre recorreu aos céus pela realização das promessas que não chegam nem pelo inacessível mar, nem por terra (estradas terríveis). Mas se as parabólica estão substituindo as espinhas de peixe, e a moto o cavalo, nada é mais representativo desta mudança silenciosa que o uso do celular vendido, como a parabólica, em dez, doze parcelas. Óbvio que é estranho ver a menina cabocla do sertão de Quixadá com o celular das meninas super poderosas, no bolso de trás da calça jeans entoando o forró eletrônico. Mas é possível criticá-la?
Por: João Carlos Holanda Cardoso
Filósofo, doutor em sociologia e professor da UECE.
Natural de Crato-CE.
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segunda-feira, 17 dez 2007, 05:57
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RELATO DE UM MÉDICO FRANCÊS DR. BARBET, PROFESSOR CIRURGIÃO, SOBRE A AGONIA DE JESUS CRISTO, RECONSTITUINDO AS DORES SOFRIDAS POR ELE EM NOSSO LUGAR.
Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso, portanto escrever sem presunção a respeito de morte, como a de Jesus.
“Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra”. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou “hematidrose”, é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessária uma fraqueza física, acompanhada de…
Continua na seção Crônicas
Por Davi Arruda.
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segunda-feira, 17 dez 2007, 05:34
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Amass (juntar, acumular)
He amassed his papers to his memoirs. Será que ele amassou seus papéis para suas memórias? Não, Ele juntou seus escritos para sua biografia.
He amassed a large amount of money. Ele juntou muito dinheiro.
More or less (mais ou menos)
Uma das expressões que o aluno aprende logo que começa a estudar inglês é: “mais ou menos” que, obviamente, é more or less. Parece fácil demais à primeira vista, mas seu emprego correto exige um pouco de atenção devido as diferenças no uso dessa expressão em português e em inglês.
Aqui no Brasil, “mais ou menos” costuma descrever aproximações, emoções, gostos, sentimentos, indefinições. Não por falta de riqueza de vocabulário, mas por economia e vícios de linguagem que acabam sendo incorporados ao nosso dia-a-dia.
Em inglês, more or less é uma locução restrita para demonstrar ordens de grandeza. Aí, seu uso é idêntico nos dois idiomas. Observe:
. Há mais ou menos 115 mil pessoas morando no Crato.
There are more or less 115 thousand people living in Crato.
. Morreram mais ou menos 15 pessoas no desastre ontem á noite.
More or less 15 people were killed in the disaster last night.
. O preço do ingresso para o show custa mais ou menos R$ 40,00.
The price of the tickets for the show is more or less R$ 40,00.
Agora, veja algumas situações em que a expressão more or less não seria empregada.
P: Como vai você? Q: How are you?
R: Mais ou menos. A: So, so/Not too bad./Not so bad./ it wasn’t much.
P: Como foi a festa no sábado? Q: How was the party last Saturday?
R: Mais ou menos. A: So, so./ It wasn’t much./Middling.
P: Você se lembra do João? Q: Do you remember João?
R: Mais ou menos. A: Yes I do. Vaguely./Vaguely.
P: Está com fome? Q: Are you hungry?
R: Mais ou menos. R: Yes, a bit./ Yes, a little./So so.
P: Você tem dinheiro? Q: Do you have any money?
R: Mais ou menos. A: Yes, I have some, but not much./Yes, a little.
P: O trabalho está pronto? Q: Is the work ready?
R: Mais ou menos. A: Yes, nearly./Almost./Not quite.
P: Você está ocupado? Q: Are you busy?
R: mais ou menos. Q: A little./Not too busy./So so./ Yes, a bit.

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segunda-feira, 17 dez 2007, 02:43
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A ponderação de interesses e o paciente Testemunha de Jeová
Ultimamente fui sabedor da aflição e desconforto emocional de vários médicos da região do cariri, em decorrência de terem que atender Testemunhas de Jeová com necessidade premente de transfusão de sangue, com recusa de seus pacientes seguidores da “Sociedade Torre de Vigia”, Sob a falsa alegação de que é para fazer a vontade de Jeová. Uma má interpretação bíblica gerou essa aberração dogmática.
No nosso entender a técnica de ponderação de interesses irá colocar pesos a princípios conflitantes decidindo quais deverão prevalecer. No caso dos pacientes Testemunha de Jeová que se recusam a receber sangue, se observará o direito a vida e a liberdade de religião.
Além da própria essência da relevância do direito à vida, existem muitas discussões éticas, sociais, biológicas e jurídicas acerca da violação a este direito, ao tempo em que existem muitas situações de difícil solução que envolve a vida.
Um dos grandes conflitos atuais quanto ao direito em questão seria a transfusão de sangue para o paciente Testemunha de Jeová. A Constituição Federal garante a liberdade de religião como um direito fundamental, bem como assegura o direito à vida. Daí haverá um típico conflito entre interesses, entre princípios fundamentais, devendo, assim, ser aplicada a técnica de ponderação para solução desse difícil caso.
Verificada a existência do conflito, é preciso analisar os blocos de normas que estão em lados opostos. Antes de tomar qualquer decisão, é preciso fazer o balanceamento dos valores colocados em cada lado.
Sendo assim, de um lado da balança haverá o direito a liberdade religiosa, bem como o princípio da dignidade da pessoa humana assegurando aos pacientes testemunhas de Jeová o direito a não fazer a transfusão de sangue.
No outro “prato da balança”, encontra-se o direito à vida, prevista no art. 5° caput da Constituição Federal, bem como o dever do médico de cumprir os deveres, cuja orientação se encontra prevista na Resolução n° 1.021/80 do Conselho Federal de Medicina. Assim, deve o médico transfundir o paciente mesmo ele não permitindo, sendo testemunha de Jeová ou não, desde que haja perigo de vida.
Sendo assim, esta corrente parece ser mais coerente, porque seria inadmissível que a vida humana fosse preterida independente do fundamento, da liberdade perseguida, seja de expressão, de religião, de pensamento, de culto ou outra qualquer. Porque se assim não fosse, estaria justificada qualquer situação afim como a eutanásia e o suicídio. Ademais, não devemos olvidar que os humanos são seres mutáveis, bem como suas crenças.
Registre-se, como argumento lógico, que a própria etimologia da expressão “direito à vida digna” pressupõe uma inicial existência de vida, para a posterior obtenção da sua dignidade, sendo esta uma qualidade da vida. Resumindo, poderá haver vida sem dignidade, mas nunca dignidade sem vida.
Outrossim, registramos que não ignoramos a possibilidade de se utilizar outros mecanismos para que não seja preciso a transfusão. O grande problema é que os hospitais não estão devidamente equipados e os planos de saúde, assim como o SUS, não cobrem os aludidos procedimentos.
“No site consultor jurídico deparei com a seguinte matéria: “Pai e filha são presos ao impedir transfusão de sangue”. A ordem partiu da juíza Jaqueline Teixeira, do Rio de Janeiro, após Manoel Barbosa e sua filha Marlene Barbosa terem impedido a transfusão de sangue para salvar dona Irani Barbosa, esposa de Manoel e mãe de Marlene. Pai e filha são adeptos da seita Testemunhas de Jeová. Com certeza a juíza, depois desse fato, passou a ser vista pelos seguidores da seita como possuída pelo diabo. Muitas vidas já foram sacrificadas em nome de uma fé cega que abomina a razão e conduz ao fanatismo. Qual a diferença entre matar e simplesmente deixar morrer?”
Aliás, o Poder Judiciário já teve oportunidade de se manifestar quanto ao tema por várias vezes, verbi gratia: O Desembargador Osvaldo Stefanello advertiu determina vez que: “Não aceito que, por convicção de qualquer espécie, se induza à morte ou se permita que alguém morra.” (BRASIL. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Sexta Câmara Cível. Apelação Cível n. 595.000.373. Relator: Osvaldo Stefanello. 28 de março de 1995. Revista Jurídica, Internet: http://www.jol.com.br).
No mesmo diapasão o Conselho Federal de Medicina – CFM expressou na Resolução nº 1.021/80. Verbis:
Adotar os fundamentos do anexo PARECER, como interpretação autêntica dos dispositivos deontológicos referentes a recusa em permitir a transfusão de sangue, em casos de iminente perigo de vida.
O problema criado, para o médico, pela recusa dos adeptos da Testemunha de Jeová em permitir a transfusão sangüínea, deverá ser encarada sob duas circunstâncias:
2 – O paciente se encontra em iminente perigo de vida e a transfusão de sangue é a terapêutica indispensável para salvá-lo.Em tais condições, não deverá o médico deixar de praticá-la apesar da oposição do paciente ou de seus responsáveis em permiti-la.O médico deverá sempre orientar sua conduta profissional pelas determinações de seu Código.
No caso o Código de Ética Médica assim prescreve:”Artigo 1º – A medicina é uma profissão que tem por fim cuidar da saúde do homem, sem preocupações de ordem religiosa…” “Artigo 30 – O alvo de toda a atenção do médico é o doente, em benefício do qual deverá agir com o máximo de zelo e melhor de sua capacidade profissional”.
“Artigo 19 – O médico, salvo o caso de “iminente perigo de vida”, não praticará intervenção cirúrgica sem o prévio consentimento tácito ou explícito do paciente e, tratando-se de menor incapaz, de seu representante legal”.
Por outro lado, ao praticar a transfusão de sangue, na circunstância em causa, não estará o médico violando o direito do paciente.Realmente, a Constituição Federal determina em seu artigo 153, Parágrafo 2º que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”.
Aquele que violar esse direito cairá nas sanções do Código Penal quando este trata dos crimes contra a liberdade pessoal e em seu artigo 146 preconiza:
“Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda”.Contudo, o próprio Código Penal no parágrafo 3º desse mesmo artigo 146, declara:
“Não se compreendem na disposição deste artigo: I – a intervenção médica ou cirúrgica sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida”.
A recusa do paciente em receber a transfusão sangüínea, salvadora de sua vida, poderia, ainda, ser encarada como suicídio. Nesse caso, o médico, ao aplicar a transfusão, não estaria violando a liberdade pessoal, pois o mesmo parágrafo 3º do artigo 146, agora no inciso II, dispõe que não se compreende, também, nas determinações deste artigo: “a coação exercida para impedir o suicídio”.
Em arremate final entendemos que Em caso de haver recusa em permitir a transfusão de sangue, o médico, obedecendo a seu Código de Ética Médica, deverá observar a seguinte conduta: 1º – Se não houver iminente perigo de vida, o médico respeitará a vontade do paciente ou de seus responsáveis. 2º – Se houver iminente perigo de vida, o médico praticará a transfusão de sangue, independentemente de consentimento do paciente ou de seus responsáveis.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br
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diversas
domingo, 16 dez 2007, 11:09
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José Antônio Maia na única imagem dele conhecida (de um pequeno camafeu pertencente à sua filha Luiza de Marilac)
Gaúcho de São Leopoldo, José Antônio Maia chegou ao Cariri quando os revoltosos da Coluna atravessaram o sul do Ceará, vindos do norte do País, no ano de 1926. Menor de idade, se apresentou ao Padre Cícero e foi encaminhado ao major José Gonçalves, do Crato, de quem ficou sob a custódia, temendo-se até que viesse a sofrer perseguições do Governo, o que não lhe aconteceu.
Uma filha de José Antônio Maia, que desde criança reside em Crato, Luíza de Marilac de Norões Maia, falou à reportagem do Jornal do Cariri a propósito desse personagem que acompanhou a Coluna Prestes desde o Rio Grande do Sul até o Ceará.
Em face de ser menor de idade, pois, de tanto insistir, se agregara à Coluna com menos de 14 anos, no decorrer das lutas e longas jornadas que teve de enfrentar, viu-se em dificuldades para seguir o movimento. Por isso, quando passava na região do Cariri, sozinho, dirigiu-se a Juazeiro do Norte e buscou a tutela do Padre Cícero.
“Não cheguei a conhecer meu pai, pois nasci em 25 de agosto de 1943, mesmo ano em que ele faleceu, no dia 29 de dezembro, vítima da malária. Ainda assim, muitas vezes ouvi minha mãe falar nele e contar a sua história”, inicia Marilac, funcionária do Hospital São Francisco. “As pessoas costumavam chamá-lo de José, o Revoltoso. Nascera em São Leopoldo e tinha familiares em São Borja, na fronteira com o Uruguai, segundo dizia. Em Crato, casou-se com minha mãe, Eulina Moreira de Norões, irmã de Judite Norões, a esposa do major José Gonçalves. Vieram os filhos: o primeiro, João Bosco, que morreu aos 4 anos; Luís Albano, que morreu em um acidente de moagem, no engenho do São José, em 1954, aos 12 anos; e eu, a mais nova dos três.”
Dada a religiosidade da família com quem ficou morando, em Crato, José Antônio Maia batizou-se e crismou-se, na idade de 16 para 17 anos. De acordo com a filha, seu pai tinha boa índole. Homem alto (1m85cm), moreno claro, alfabetizado. Mantinha-se bem informado. Gostava de ler jornais e livros. Idealista, alimentava preocupações sociais. Integrou-se com facilidade ao povo da Região. De espírito alegre, gostava de conversar sobre política e votava especial interesse pelo futebol, esporte que, nos anos 30, praticava ao lado de outros jovens da época. Trabalhou nas Casas Pernambucanas e no Serviço de Endemias Rurais (guarda mata-mosquito), hoje Fundação Nacional de Saúde.
“Há sete anos, recebi a visita de Luís Carlos Prestes Filho, que organizava um museu da Coluna. Ele procurou por mais informações quanto à vida de meu pai, pois soubera de sua existência aqui em Crato. O que pude dispor e transmitir”, completa Luíza de Marilac.
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diversas
domingo, 16 dez 2007, 09:45
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A Polícia Militar do Crato através da RP 214 comandada pelo sargento Paulo e composta pelo cabo Acácio e soldados Reginaldo e André efetuou a prisão do jornalista Marcos Peixoto, ( conhecido por Marcos Fofinho ), responsável pelo site News Cariri ( www.newscariri.com.br).
De acordo com policiais, por volta das 14h30min de ontem (sábado, 15/12) na praça da Sé mais precisamente defronte a antiga Kimel foi preso e conduzido à delegacia de Polícia Civil o jornalista Marcos Peixoto, 44 anos, solteiro, residente na rua Teófilo Siqueira nº 683, no centro do Crato.
Ligações anônimas ao COPOM davam conta que na praça da Sé, Marcos Peixoto estaria consumindo uma substância, que provavelmente seria cocaína. Na prisão do jornalista foi encontrada uma pequena quantidade de um pó branco que foi apresentado na delegacia.
De acordo com o sargento Paulo foi aberto um TCO e será feita a análise de procedimento. Os policias militares informaram ainda que ao chegar no local Marcos Peixoto estava dentro de um carro (Fiat , de sua propriedade) e ao ver a RP jogou fora o conteúdo que foi apreendido e entregue à Polícia Civil.
O delegado dr. Jurandy determinou a abertura de um TCO por uso de drogas.
Por: Tarso Araújo – Radialista.
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diversas
domingo, 16 dez 2007, 05:49
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LAPINHAS
Artesãos do Cariri produzem, em grande escala, peças em barro, madeira e gesso com temas natalinos
Juazeiro do Norte. Os presépios e lapinhas feitos pelos artesãos do Cariri são comercializados na região, vários Estados do Brasil e também no exterior. A região se projeta como um grande centro produtor de temas natalinos em várias modalidades da arte, incluindo cartões de Natal artesanais, produzidos na Associação dos Artesãos da Mãe das Dores.
O Centro de Cultura Popular Mestre Noza, Associação dos Artesãos do Padre Cícero, a cada ano aumenta a produção de presépios natalinos para atender à demanda de pedidos de várias capitais do Nordeste e Sul do País. Um dos Estados que mais tem encomendado nos últimos anos têm sido Minas Gerais, além do Rio de Janeiro e São Paulo. A Itália foi um dos principais compradores. Segundo a coordenadora da Associação, Lourdes Batista, houve um aumento de 30% nas encomendas no ano passado. Isso sem falar que não existe marketing para divulgar o trabalho dos artesãos. Tudo é feito na base do “boca a boca”.
São dezenas de famílias envolvidas na produção das peças. A confecção de presépios natalinos nesta época do ano é uma tradição do Centro. São mais de 20 anos de um trabalho dedicado e a cada ano mais aperfeiçoado, para atender gostos diferenciados. Para isso, cada artista traduz sua característica criativa na arte que produz. Isso fica evidente em trabalhos de artesãos como Manoel Graciano, Mestre da Cultura. Os presépios produzidos por ele foram os mais procurados pelos mineiros, tradição forte no Estado. Os trabalhos do artista são reconhecidos internacionalmente. É um trabalho diferenciado. Tem uma forte característica. Os seus filhos e um neto seguem a mesma trajetória, mas os do mestre são os mais requisitados.
As vendas para o mercado local ainda são tímidas. Alguns pedidos foram encaminhados para Fortaleza. Cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Olinda, Maceió, Salvador são grandes compradores. A alternativa para divulgar o trabalho durante o ano é a participação em feiras e museus. A coordenadora diz, com alegria, da procura crescente pelo trabalhos dos artistas juazeirenses, tanto naturais como pintados. Há presépios de menor porte feitos em barro. A artesã Maria de Lourdes Cândido diz que, infelizmente, não há uma valorização dos trabalhos dos artistas juazeirenses na própria terra, como deveria.
Os preços dos presépios e lapinhas, de diversas formas e tamanhos, podem ser encontrados no Centro Mestre Noza. Variam de R$ 30,00 a R$ 1.200,00. Os do mestre Graciano estão entre os maiores. A composição dos presépios, que pode chegar a 25 peças, inclui a Família Sagrada, os Reis Magos, o anjo Gabriel e os animais. Dependendo do número e tamanho, os preços são alterados. Há também o modelo básico: Reis Magos, Menino Jesus, Maria, José, o anjo Gabriel, e uma vaquinha, representando os animais.
As encomendas começam a chegar no mês de outubro e os artistas se preparam para a longa jornada de trabalho e esculpir os personagens da cena que marcou a humanidade. Um momento em que a sensibilidade para celebrar o nascimento do Menino Jesus está à flor da pele dos artistas talhadores em madeira. Este ano saíram do Centro mais de 200 presépios natalinos produzidos por mais de 60 artesãos. Um trabalho que a cada ano evidencia a criatividade dos artistas de Juazeiro do Norte. A cada ano, conforme Lourdes, se está buscando o aperfeiçoamento das peças produzidas no Centro.
Por: ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
Mais informações:
Centro de Cultura Popular Mestre Noza
Rua São Luiz, s/n, Centro, Juazeiro do Norte (CE)
Fone: (88) 3511.3133
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diversas
domingo, 16 dez 2007, 04:11
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O Homem é produto do meio.
Já tenho comentado muito aqui e noutros fóruns que a ignorância está tomando conta da humanidade, e em relação ao Cariri, Ceará, pode-se comprovar isso na prática ao se ver centenas de carros carregando reboques sonoros cada vez maiores, infernizando a vida dos que ainda possuem ouvidos, numa terra sem lei e sem alma, todos os dias da semana, todas as horas do dia! O mundo está sendo tomado pelos Imbecis…
O Império é do Forró ruim e decadente, de um ciclo vicioso onde o povo enchiqueirado, consome aquilo que um cartel da mídia lhes joga como alimento diário. Não há mais educação, não há mais como criar bons filhos. Os maus exemplos estão em toda parte, entram pela sua casa em letras pornográficas, exaltando o Alcoolismo e a Banalidade. O trabalho dos profissionais da saúde e do AA vem sendo levado para o ralo, e não há mais qualquer princípio de justiça e de educação. A moda agora é ser ridículo. A moda é ser ignorante, botar um chapéu de couro, sentar-se como um Imbecil, abrir o porta-malas e mandar forró para tentar impressionar os outros em qualquer parte.
Esses caras são doentes mentais, tem problemas de auto-afirmação, mas jogam isso em cima das pessoas que querem PAZ. Deveriam estar internados em manicômios! Vc escuta a chamada “putaria” do forró pornográfico para onde quer que vá. Eles enfiam no seu ouvido sem você querer, e você escuta quer esteja dormindo, quer esteja trabalhando.
E as pessoas comuns, desprovidas de qualquer formação educacional e cultural, e sem ter OUTRA coisa para consumir, vão seguindo na onda da estupidez, ajudando a difundir mais a idiotice, aumentando mais ainda o volume do seu som, até que chegamos na Idiocracia, o império dos idiotas, onde a estupidez humana, retratada pelas piores qualidades do ser humano é exaltada como padrão de qualidade, em letras estúpidas como essa que são o sucesso do momento:
Bomba no Cabaré
Mastruz com Leite
Jogaram uma bomba, no cabaré…
Voou pra todo canto pedaço de mulher( + 1x)
Foi tanto caco de puta voando pra todo lado
Dava pra apanhar de pá, de enxada e de colher!
No meio da rua tava os braços de Teresa,
No meio fio tava as “perna” de Raché,
Em cima das telha os “cabelo” de Maria,
No terraço de uma casa tava os peito de isabé!
Aí eu juntei tudo e colei bem direitinho
fiz uma rapariga mista, agora todo homem quer!
Pode jogar uma bomba lá no cabaré,
Que eu junto os cacos das puta
Pra fazer outra mulher!( + 3x)
…
…
Cadê o mundo do futuro das sociedades evoluídas, onde o homem viveria em harmonia com o universo, em PAZ com seus semelhantes, um mundo de cultura e de respeito?
Não vejo isso. Vejo o início da Idiocracia, um mundo controlado pelos idiotas !
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diversas
sábado, 15 dez 2007, 23:26
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MAMÃE ME ENSINOU TUDO !
ME ENSINOU A APRECIAR UM TRABALHO BEM FEITO:
“Se vão se matar, façam lá fora! Acabei de limpar tudo aqui dentro.”
ME ENSINOU RELIGIÃO
“É melhor rezar para que essa mancha saia do sofá.”
ME ENSINOU LÓGICA
“Porque fui eu que disse! E por isso. é ponto final!”
ME ENSINOU A PREVER O FUTURO
“Assegure-se de estar usando calcinha (ou cueca) que não esteja esburacada para o caso de que tenha um acidente.”
ME ENSINOU IRONIA “Continue chorando e eu vou te dar uma verdadeira razão para chorar.”
ME ENSINOU A SER ECONÔMICO
“Guarde suas lágrimas para quando eu morrer.”
ME ENSINOU OSMOSE* “Fecha a boca e come.”
ME ENSINOU CONTORCIONISMO
“Veja a sujeira que você tem no pescoço. Vira!”
ME ENSINOU FORÇA DE VONTADE “Você vai ficar sentado até que coma tudo.”
ME ENSINOU METEREOLOGIA
“Parece que um furacão passou no seu quarto.”
ME ENSINOU MODERAÇÃO
“Já te disse um milhão de vezes para não ser exagerado.”
ME ENSINOU O CICLO DA VIDA
“Te trouxe para este mundo e posso te tirar dele.”
ME ENSINOU PADRÕES DE COMPORTAMENTO
“Deixe de agir como o seu pai.”
ME ENSINOU O CIÚME “Há milhões de crianças menos afortunadas neste mundo que não tem uma mamãe tão maravilhosa como a sua.”
ME ENSINOU VENTRILOQUIA
“Não reclame! Fique calado e responda: Por que você fez isso?
ME ENSINOU ODONTOLOGIA
“Volte a me contestar e eu arrebento teus dentes! ”
ME ENSINOU RETIDÃO
“Vou te endireitar com um tapa só
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diversas
sábado, 15 dez 2007, 22:49
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Hoje, Sábado 20:00, é o dia da Confraternização dos membros e usuários de todos os Blogs do Cariri: Blog do Crato, CaririCult, Democrato, Blog do Tarso, etc. Será lá no Café Estação, a partir das 20:00.
Compareçam!
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diversas
sábado, 15 dez 2007, 17:14
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Esta foto é do glorioso futebol cratense, clicado no Campo do Esporte nos Anos 60. Abaixo alguns dos protagonistas identificados.Peço colaboração dos amigos para ver se conseguimos fechar o quebra-cabeças.
Agachados ( da Esquerda para Direita)
1- Macário monteiro ( do Cine moderno)
2- Kléber Callou
3- Ariovaldo Carvalho
4- Cãndido Figueiredo
5- Almir Carvalho(?)
6- José Justino
7- Tarcísio Leitim
Semi-agachados ( da esquerda para -direita)
1- ????
2- Dr Derval Peixoto
3- Juvêncio Mariano
4- Orestes Barbosa
5- Dr. Gutemberg
De pé no último Plano ( da Esquerda para Direita)
1- ???
2- Wilson da Babilônia ??
3- Joaquim Pinheiro da Bucaina
4- ???
5- ???
6- Dr. Luiz de Borba
7- ???
8- Zé Leitim
9- ???
10- ???
P.S – Sugestão de nomes / retificação nos comentários !!!
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diversas
sábado, 15 dez 2007, 10:59
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Cariri (15/12/2007)
Condições precárias do prédio do Decon leva promotoria a determinar a suspensão dos trabalhos na região do Cariri
Crato. O promotor de Justiça do Crato, Pedro Luiz Lima Campelo, suspendeu o atendimento no Decon, sob a alegação de que o prédio onde funciona o órgão de defesa do consumidor não oferece condições para o desempenho das atividades. Num comunicado à população cratense, o representante do Ministério Público diz que, enquanto não for disponibilizado um espaço adequado, as atividades estão suspensas.
A sede do Decon do Crato estava provisoriamente em duas salas de um prédio cedido pela Urca, ao lado do Juizado Especial e Escritório de Prática Forense, onde funcionou a Delegacia Regional de Saúde, no bairro Pinto Madeira.
“Além da distância do Centro da cidade, o que dificulta o deslocamento dos reclamantes, o forro de gesso está na iminência de cair”, advertiu o promotor numa correspondência endereçada à Procuradoria Geral de Justiça do Estado.
A mesma advertência foi feita junto à Prefeitura Municipal do Crato, que mantém parceria com o Decon.
O promotor lembra que foi firmado um convênio com a Prefeitura, pelo qual, o poder público municipal se responsabiliza pelo pagamento de energia elétrica, água e telefone. Pedro Luiz reconhece que a Prefeitura vem cumprindo a sua parte, mas esclarece que o problema do prédio se arrasta há mais de dois anos.
Começou em 2005, quando o Decon funcionava numa antiga casa, muito precária, na Rua Senador Pompeu, Centro. Depois foi transferido o atendimento para o prédio da Urca.
Contas em dia
A suspensão dos trabalhos do Decon surpreendeu o prefeito Samuel Araripe. Ele disse que a Prefeitura vem pagando as contas do telefone, água e energia rigorosamente em dia, além de disponibilizar dois funcionários para a limpeza a vigilância.
A Assessoria Jurídica informa que nos anos de 2005, 2006 e 2007 a Prefeitura Municipal do Crato pagou do total de total de R$ 29.784,43, referente a telefone e aluguel. “Todas as vezes que os promotores solicitaram audiência junto ao gabinete do prefeito, foram prontamente recebidos”, diz a assessoria, acrescentando que o prédio da Rua Senador Pompeu, citado no ofício 12, sempre esteve à disposição do Decon.
Quanto ao prédio, a Assessoria esclarece que, apesar de ser uma responsabilidade do Estado, o prefeito disponibilizou a sede da Federação das Entidades Comunitárias do Crato, na Rua José Carvalho. Admitiu, entretanto, que a mudança de endereço leva tempo, uma vez que precisa encontrar uma nova sede para a Federação.
Reportagem: Jornal Diário do Nordeste – Regional.
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