REFLEXÕES ELEITORAIS

Emerson Monteiro

Vivemos neste outro ano de eleições municipais fortes motivos para exercitar a prudência. Daí as opiniões quanto ao assunto, a algumas braças do território do embate que já acende os olhos do eleitor, cheio dos pedidos de novidade em termos de independência e desacomodação, num universo lotado de corporações sedentas do vil metal, de ganhar sem fazer força o pão da miséria popular.
Vínculos de lideranças com grupos de interesses financeiros evidenciam a herança colonial dos países atrasados e constrangem séculos da história nacional. Comer mole, mastigado, retrata a elite burguesa que aqui chegou nas caravelas e enfiou os pés na lama da imoralidade pública.
Uma freguesia constante organiza os laços de dominar a presa e o povo esquece da importância do voto, no rumo da libertação, instrumento do progresso das gentes. Quando não havia democracia, há coisa de duas décadas, assim justificavam os omissos a ausência de oportunidade na escolha dos dirigentes honestos. Agora, esse argumento caiu de moda. Sem justas definições do voto na seleção dos melhores nomes da comunidade a fim de gerenciar os destinos comuns e o orçamento sacrificado da sociedade, restam poucas chances às gerações de ver tempos felizes.
Nada muda quando ninguém resolve mudar (frase definitiva). A população organizada através dos partidos políticos estrutura o desenvolvimento e a justiça social. Sobram conceitos balizadores do futuro. Todo partido propõe programa impecável e planos miraculosos antes das urnas. Depois, portas restringem os eleitos a caprichos individuais, negociatas particulares, vale-tudo pecaminoso.
Mas reclamar a quem? Aos mesmos eleitores ou às gerações conscientizadas (onde elas moram?)? Quanta lentidão a história mostra a cada tempo. O peso que possuem os valores materiais, em detrimento dos anseios éticos e necessidades coletivas, impõe séria cogitação de mudança. O déficit avassalador que contempla bem mais os tortos exige providências urgentes dos votantes. A educação chega lenta no plano da qualidade humana e superposição de lideranças.
As virtudes sociais dos regimes democráticos reclamam, pois, refinado discernimento em mais esta seleção de prefeitos e vereadores, neste novo ano eleitoral.

ÁLBUM//CRATO

A CIDADE E O CLIMA
Um tropeiro urbano cruza as ruas, chove bem na cidade de Crato.

No Belmonte, distrito de Crato, denso nevoeiro transforma a paisagem a ponto de esconder a serra do Araripe!

Fotos: Pachelly jamacaru
“Direitos reservados”

Segurança alimentar reduz pobreza no País

Cariri:

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Na solenidade de entrega do restaurante popular, o ministro recebeu uma imagem do Padre Cícero, presente do prefeito Raimundo Macedo (Foto: Elizângela Santos)

A Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional lançará editais para implantação de novos restaurantes populares no País

Juazeiro do Norte. O ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, esteve ontem, neste município, para entrega oficial do Restaurante Popular e lançamento do Programa Compra Direta, beneficiado 240 produtores da agricultura familiar. O ministro visitou o Banco de Alimentos e destacou o crescimento este ano de programas sociais como o Agente Jovem e o aumento da idade escolar de 15 para 17 anos dos estudantes que integram o programa Bolsa Família.

Os programas sociais do governo vão permanecer, segundo assegurou Patrus Ananias, a exemplo do Bolsa Família. Porém, segundo admitiu, com a retirada da CPMF não haverá condições de expansão de outros programas, como estava previsto na política federal para a área social. Ele destacou que a política alimentar do governo Lula tem sido de fundamental importância para reduzir a pobreza extrema e desigualdade social no País. Segundo disse, atualmente 14 milhões de pessoas no Brasil, conforme as últimas pesquisas, saíram da linha de pobreza e de extrema miséria.

“A avaliação é positiva e as políticas mostram que estamos efetivamente vencendo a luta contra a fome e a desnutrição e assegurando aos brasileiros e brasileiras o direito humano fundamental à alimentação, como primeiro degrau à cidadania”, diz ele.

A coordenação do restaurante popular de Juazeiro avalia como positiva a primeira semana de funcionamento. São mil refeições cedidas ao preço de R$ 1,00, de segunda à sexta-feira. Segundo a coordenadora Pautília Araruna, após três meses é que poderá ser solicitado o aumento no número de refeições. O prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, pediu ao ministro esse aumento, além da instalação das cinco cozinhas comunitárias em bairros carentes.

Mesmo com uma romaria iniciando na cidade, a de Nossa Senhora das Candeias, a maioria dos visitantes ainda não sabe da existência do restaurante popular. Com o aumento no número de refeições, a coordenadora informa que será realizado um trabalho de divulgação junto às paróquias, no sentido de também beneficiar o visitante romeiro.

Além de assegurar o direito à comida, o ministro ressalta outras condições da população desfavorecida buscar direitos para melhoria da qualidade de vida como o Bolsa Família, uma renda familiar básica, e políticas de desenvolvimento local e regional, Programa de Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar, conhecido como Programa de Compra Direta, vinculado ao Pronaf.

Em relação ao Bolsa Família, Patrus afirma que o governo federal irá preservar o programa. O Programa de Atenção Integral às Famílias (Paif) seria uma das políticas em expansão, implantada no Brasil com muito êxito. O ministro destacou mais de R$ 47,7 milhões em investimentos do governo nos programas sociais por ano somente em Juazeiro.

A linha de implantação de mais restaurantes populares no Estado e no Brasil está mantida, conforme o ministro. Ele cita os já existentes no Ceará, o de Juazeiro do Norte e Sobral, além de dois que estão sendo implantados em Fortaleza, um no Crato, previsto para ser inaugurado em maio, um em Caucaia e outro Maracanaú.

Serão disponibilizados, brevemente, pela Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério, editais para implantação de novos restaurantes populares e cozinhas comunitárias, Banco de Alimentos e Expansão do Compra Direta e outros programas.

Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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Vitória da categoria DOCENTE – Assembléia da UECE

Ontem por volta das 10 horas da manhã teve início a Assembléia do SINDUECE com a presença significativa de 240 professores, um grande número de estudantes e a participação de representantes do COMANDO DE GREVE DA URCA (professores Zuleide Queiroz, Fábio José e Fábio Rodrigues, além da representante do Movimento Estudantil, Daiana Araújo).

A pauta apresentada pela mesa consistiu em Informes, Esclarecimentos sobre a decisao Judicial (Ilegalidade da greve da UECE) e Avaliação da Greve. Nos informes, o Comando de Greve da URCA, representado pelo Prof. Fábio Rodrigues apresentou um resumo dos últimos acontecimentos na URCA e o resultado da Assembléia do 21 de janeiro que resultou na
ratificação da greve por maioria expressiva de docentes (111 professores) e o apoio massivo dos estudantes.

No item Decisão Judicial, o Inocêncio Uchôa (Assessor Jurídico do ANDES-SN), numa atitude de esclarecer sobre a Ilegalidade da Greve da UECE demonstrou que a referida notificação apresentava inconsistência teórica e juridica, além de lembrar que o juiz que declarou a ilegalidade da greve hoje é o mesmo que em novembro de 2007 assinou pela legalidade da mesma (o que aconteceu???). O referido advogado chegou a conclusão de que mesmo com estas lacunas a decisão deveria ser acatada pelo SINDUECE, porém que no seu entendimento era uma posição política e nao juridica a continuidade da greve.

Logo após tais esclarecimentos, a mesa abriu inscrições para que a categoria avaliasse tanto a decisao judicial como os rumos da greve. Nesta ocasião, um representante do Comando de Greve da URCA soliciou a mesa um tempo para dar um informe da CARREATA que havia conquistado uma reunião de negociação com o governo para esta segunda-feira as 14:30 na URCA. Mediante este informe, a plenária parabenizou as conquistas do SINDURCA e do Comando de Greve.

Logo em seguida muitos docentes numa atitude serena e convicta do valor da greve como um direito legitimo da categoria nao só demonstravam posição fechada contraria a decisao judicial como, também, ratificavam a continuidade da greve, além de fortalecer e legitimar o SINDUECE como verdadeiro representante dos interesses dos docentes da UECE. Estas falas foram pouco a pouco sendo fortalecidas por um grande número de filiações (28 novas adesões durante a assembléia).

Em nenhum momento a categoria demonstrou qualquer interesse por retroceder e atender aos apelos do governo Cid Gomes e tão pouco de se curvar a decisao da justiça o que ficou evidente em muitas falas que resgatavam a falta de coerência da própria justiça em não fazer-se respeitar pelo governo que descumple a decisão de implantação do Piso da Categoria.

Após um amplo debate mediatizado por professores, estudantes e representantes do Comando de Greve da URCA, o SINDUECE levou para votação proposta de continuidade da greve e realização de assembléia da categoria para o próximo dia 30 e uma assembléia unificada das três estaduais logo após o feriado de carnaval. A referida proposta foi aprovada por unanimidade, ou seja, os 240 professores da UECE e 04 professores da URCA presentes ratificaram a greve e deliberaram outros encaminhamentos.

COMANDO DE GREVE

nota: a assembléia aconteceu nesta segunda-feira, deixamos o texto como enviado pelo comando de greve

por: Tarso Araújo, radialista
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Máscaras

O deputado carioca Alberto Brizola apresentou, há uns três anos, projeto de lei na Assembléia Legislativa daquele estado, no mínimo estapafúrdio. Reza o tal projeto sobre a proibição do uso de máscaras durante o carnaval. Na visão do legislador, esta medida arrefeceria a onda ou tsunami de violência que tem contaminado a mais charmosa cidade do mundo. Só num único dia, na baixada fluminense, 30 pessoas haviam sido chacinadas, num massacre praticamente inédito no Brasil. Que culpa tinham ? Uma só: estavam no local e na hora errados. Nossa violência urbana consegue fazer mais baixas que guerras em países conflitados. Aqui o somatório das violências doméstica, do trânsito, do tráfico, das ruas, dos morros é suficiente para nos tornar uma nação em guerra constante. Salve-se quem puder!
É possível que, em meio a esta saraivada eterna de balas, o deputado Brizola tenha gestado esta solução mirabolante. Na visão de Alberto, os assaltantes aproveitam as festas mominas para, mascarados e inidentificáveis, cometerem seus atos ilegais. Pulularam protestos no Rio contra a lei que se mostra, claramente, inócua e tem a função única de desacreditar mais ainda a atividade legislativa neste país. Estes senhores, enfatiotados, pagos regiamente pelo povo, incapazes de destilar uma só gota de suor, deviam ao menos manter um silêncio obsequioso , ao invés de tentar mostrar tão descaradamente, sua inutilidade. Primeiro , os assaltantes do Rio já não têm pejo de cometer delitos à plena luz do dia, de rosto descoberto. Depois, como aquele massacre demonstrou, a violência, infelizmente, não acontece só no carnaval. O sangue de inocentes jorra, todo o dia, de uma fonte perene e contínua. Simplesmente o tráfico tem dado mostras seguidas de que é mais organizado que a polícia( que joga, invariavelmente no mesmo time) ,mais que o governo do Rio, que a Assembléia Legislativa. No Rio, ao contrário do que se divulga, não existe um Governo paralelo, prevalece , sim, um governo único e organizadíssimo: o tráfico.A razão de ele ter se aperfeiçoado tanto administrativamente é uma só: o tráfico assumiu todas as funções sociais que seriam da alçada constitucional do Estado. Ali, como em tantos outros locais do país, absorveu para si as funções de poder executivo, legislativo e judiciário. Tirar a máscara do folião , caro Brizola, é tão inócuo quanto cuspir no rio de lava que escorre do vulcão, na inglória tentativa de torná-lo extinto.
Ademais, se o preclaro parlamentar fosse melhor observador, descobriria que a nobre atividade de dissimular, de vestir vários papéis no palco da vida , quem melhor exerce é o político. Ninguém neste país usa tantas máscaras e desempenha tantos papéis. A mal disfarçada máscara de honesto, o adereço de profundo religioso, a maquiagem de solidário e bondoso, a fantasia de pai dos pobres, o figurino de caridoso – o político faz-se um artista na arte de representar a comédia bufa no nosso pesado cenário cotidiano. Assim, parece esquisito ver o deputado envergar uma cruzada contra suas próprias hostes, querendo proibir aquela indumentária que é a farda básica de qualquer político brasileiro : a máscara.
E não pára por aí, meu caro deputado. Gostamos todos de apreciar a espontaneidade das crianças que, quando não querem , dizem não e quando estão tristes choram e esperneiam. A civilização cobriu os adultos de escudos e disfarces. Os manuais de etiqueta e postura , as diretrizes religiosas, as regras de cunho moral são todos freios que a humanidade nos foi impondo.Assim , dissimuladamente, vamos rindo por fora e chorando por dentro. Somos delicados na superfície enquanto imprecamos palavrões intimamente. Conseguimos até amar sem amor. No fundo, todos carregamos a dualidade do anjo-demônio. Estes artifícios são talvez uma maneira de mostrar apenas nossa face angelical, amenizando o cheiro de enxofre que ameaça escapar dos nossos porões. A máscara está também, meu caro Brizola, nas bases fundamentais da sociedade.Todo mundo é um pouco zorro- Don Diego; às vezes pousa de Clark Kent, outras de Super-Homem. A face que se contempla no companheiro de trabalho, no amigo próximo, na esposa é apenas um reboco preparado para esconder o essencial, o verdadeiro—muitas vezes , talvez, porque não teríamos coragem de olhar para o fundo do abismo.
Sem a máscara, caro deputado, não existiria qualquer organização político-social. Por incrível que possa parecer , os únicos neste mundo que têm a coragem de aparecer sem nenhum disfarce, nus na crueza dos seus gestos e dos seus sentimentos , são justamente aqueles que o senhor pensa em proibir de usar uma máscara inócua num simples baile de carnaval.

J. Flávio Vieira

Vamos enviar notícias do Crato ? – Nota do Editor.


Olá, Pessoal,

Estou formulando a seção: “O Crato em Notícia”, que pretendo apresentar de forma periódica, mas no Crato é meio complicado encontrar as notícias ( Vicelmo que o diga ). Seria preciso contratar repórteres ( essa é sua função – buscar notícias ).

Como não temos repórteres, dependemos de outros sites e blogs.

Peço à todos que para que as notícias não se tornem tendenciosas de só mostrar um lado da história, enviem-me outras notícias da cidade, para que possamos complementar e formar uma espécie de jornal da cidade. Mas um jornal feito com base na imparcialidade e credibilidade. Isso só é possível se todos os setores resolverem colaborar enviando notícias.

Dihelson Mendonça

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Carnaval da Saudade – Um turbilhão de Alegria – Por Álvaro Dantas

O Crato é uma cidade de inúmeras festas e esse carnaval da saudade foi um verdadeiro show de alegria, amizade e simpatia. Várias gerações estiveram unidas no salão do Crato Tênis Clube, neste último sábado, 26, para relembraros velhos e inesquecíveis bailes de carnaval da era de ouro do “Cratinho de Açucar”, onde nos reuníamos com foliões daqui e de outras cidades e a animação era geral e todos, numa só família, sem nenhuma agressividade, pulando, vibrando, cantando, dançando…

E foi exatamente assim o Carnaval da Saudade: um pulo ao passado. Boas lembranças e agradáveis recordações!!! A orquestra Anos Dourados, de Peranmbuco, animou a festa e não parou um só minuto. O salão ficou cheio, a alegria foi contagiante, onde reinou um clima de paz e amizade de toda a família cratense e seus convidados. Revivemos o frevo pernambucano
e as boas e lindas marchinhas antigas. Afora isso, foi resgatado e valorizado os blocos fantasiados, os cordões, as máscaras, os colares, as fantasias e muita chuva de confetes e serpentinas, mantendo viva a alma dos carnavais de antigamente. Destaque especial foi a marca registrada do Bloco Pequifolia, liderado pelos foliões Maninho Lóssio, Bebeto Pinheiro e Antonio Honor Filho, a partir do momento do aquecimento, no bar “Cantinho do Pimenta”, ao lado da pracinha, por trás do Tênis Clube. Com os estandartes nas mãos percorremos as as ruas até o clube, onde todos nós, unifomizados com camisas amarelas, gola vermelha no pescoço e nas mangas, com os dizer “Bloco Pequifolia – O Tempero da Alegria”, entramos no Clube num córdão único. Cumprimentado pelo vocalista da orquestra, atravessamos o salão várias vezes e dezenas de pessoas, gente bonita, sempre alegre e feliz, acompanharam o arrastão. Sem dúvida, a atração da festa!!! Foi o primeiro Carnaval da saudade que participei e, desejando que este evento seja uma tradição no calendário social da cidade, antecipo aos demais e proponho o próximo Carnaval da Suadade para o sábado magro, no dia 14/02/2009. Merece parabéns os serviços de ornamentações do clube com formas e cores vivas, de bom gosto. Kaíka, organizador do baile, e seus colaboradores são dignos de nossos aplausos pela qualidade da festa e por ter resgatado os valores culturais da sociedade cratense em que todos nós, filhos e amigos do Crato, estivemos unidos por laços de amizade, sorriso no rosto, num momento de raro prazer. Realmente este Carnaval da Saudade foi um verdadeiro turbilhão de alegria!!!

Por: Alvim.
(Álvaro Barreto Dantas – Cratense, filho de Moacir Ribeiro Dantas e Irene
Barreto Dantas, residente em Fortaleza-CE).

* Confiram as fotos nos endereços:
www.blogdocrato.com
www.zoocariri.com
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Atenção !! – O Fim das Telefônicas chegou !

A embratel lança a primeira linha fixa livre de assinatura.
A Embratel está lançando o primeiro produto em parceria com a Vésper, após a aquisição da empresa há cerca de um mês.
Trata-se do Livre, uma linha fixa residencial sem assinatura básica,
que custa ao consumidor somente o valor das ligações.
O objetivo é livrar os clientes residenciais do custo da assinatura
mensal, além de ser uma alternativa competitiva às concessionárias de telefonia local.
O Livre estará disponível a partir dos 17 estados cobertos pela Vésper ( SP ,RJ,EN, MG, RS e todo o Nordeste e Norte).
O novo produto da Embratel inclui serviços especiais como secretária eletrônica, identificador de chamadas, chamada em espera e instalação rápida, sem custos extras. Caso o usuário opte pelo pagamento em débito automático, ganha também
“conferência a três” e “siga-me”. Inicialmente, serão comercializados aparelhos das marcas LG (modelos SP110, LEI 1000 e LP 1000) e Nokia, que já podem ser encontrados em red es de varejo (Extra, Eletro, Casas Bahia, Casa & Vídeo, Ponto Frio, Magazine Luiza, Lojas Maia e Yamada, por exemplo).Com o Livre, a Embratel entra definitivamente na telefonia fixa residencial, através de uma alternativa simples e barata, uma vez que a
economia com o novo produto pode chegar a 60% em relação aos planos tradicionais de telefonia fixa , nos quais o cliente é obrigado a pagar a assinatura mensal.
A tecnologia utilizada é a CDMA (Code Division Multiple Access), que permite o uso de aparelhos sem fio com recursos de última geração e com alcance restrito à área da residência onde estão instalados.
E agora Telefônica? Custo da ligação: Fixo: R$ 0,07 p/ minuto Celular: R$ 0,67 p/ minuto
Os interessados terão à sua disposição um call center com atendimento para o Livre pelo telefone 0800-721-2165 ou 4004-4021 (ligação gratuita).
Ou o Site – SE VC É DE OUTRA LOCALIDADE FORA DAS MENCIONADAS LIGUE 0XX 11 4004-4021 E COLOQUE SEU NOME NA LISTA DE ESPERA PARA A SUA REGIÃO SE ACHAR OPORTUNO, FAVOR PASSAR PARA O MÁXIMO DE PESSOAS POSSIVEL E PEÇA PARA LEVAR A CORRENTE ADIANTE, POIS NÃO AGUENTAM0S MAIS A SOBERBA DA TELEFÔNICA.
O adeus à Telefônica… (REPASSEM SEM DÓ ! !!)

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Hoje no DN – Segurança e violência são debatidas no Cariri

Uma das ações dentro do plano do governo é a implantação do Ronda do Quarteirão. Município de Juazeiro será beneficiado

Juazeiro do Norte. A questão da segurança pública e os altos índices de violência registrados no Cariri foram os principais assuntos debatidos, neste município, ontem, em audiência pública com o governador do Estado, Cid Gomes, e sua equipe de secretários e assessores. A preocupação dos caririenses é que novas ações sejam implementadas na região para minimizar o problema.

Uma das ações dentro do plano do governo é a implantação do Ronda do Quarteirão em algumas cidades do Interior e a terra do Padre Cícero será um dos municípios beneficiados, conforme anunciou o secretário de Segurança do Estado, Francisco Roberto Monteiro. Além dessa, a construção da Delegacia Regional do Cariri, com sede em Juazeiro, no valor de R$ 361.555,08 e a reforma da Delegacia da Mulher deste município, no valor de R$ 160 mil e compra de equipamentos para institutos de perícia em várias cidades.

Em Juazeiro, o governador iniciou um novo formato de suas reuniões no Interior do Estado, agora com a participação da população com perguntas direcionadas. Foram entregues, durante a solenidade, 141 cartões do Programa Bolsa Esporte aos beneficiados com o projeto em 14 cidades do Cariri. Também foram entregues veículos para os escritórios locais da Ematerce e assinado o termo de cessão de uso da Casa do Mel e equipamentos da Associação dos Apicultores do Município de Salitre.

Docentes e alunos da Universidade Regional do Cariri (Urca) aproveitaram o momento para fazer protestos sobre o atual momento da categoria e da instituição. Eles reivindicam a implantação do Plano de Cargos e Carreiras (PCC) e do Piso Salarial. A professora da instituição, Cláudia Rejane, destacou a importância de se investir em educação de qualidade para mais tarde não ter que pensar nos altos custos da segurança pública. “Educação, sim. Polícia, não”, gritavam os manifestantes. Cid Gomes abriu espaço para conversar com os estudantes e professores à tarde, na Biblioteca da Universidade.

Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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A Poluição Visual – Por: Mário Correia de Oliveira Júnior – Advogado

A POLUIÇÃO VISUAL, O HOMEM, O AMBIENTE E A NATUREZA DA ECOLOGIA”,

Foi de suma importância o Blog do crato de Dihelson ter levantado a bandeira do combate a poluição visual em nossa cidade. Por oportuno, incluimos também, o agravamento cada vez mais degradante do meio ambiente em nossa região, principalmente a poluição visual nas diveras cidaddes do Cariri. Portanto, discorreremos sobre os diversos Instrumentos Legais, contidos no Ordenamento Jurídico Brasileiro, como Preventivos e Repressivos, os quais, o Poder Público poderá lançar mão, a fim de proteger o Meio Ambiente.

A poluição Ambiental está dividida em diversas espécies: Poluição atmosférica, hídrica, do solo, sonora e visual.

Quais os Instrumentos Preventivos para a proteção do meio ambiente, sob a tutela Administrativa?

De acordo com o emérito Professor, Promotor Paulo Alvarenga, Mestre em Direito Público pela Universidade de Franca, São Paulo; são os seguintes:

-Estudo Prévio de Impacto Ambiental, Licença Ambiental, Desapropriação, Tombamento, Inquérito Civil, Poder de Polícia, Programas de Educação e Conscientização Ambiental, Zoneamento Ambiental e Auditoria Ambiental.

E os Instrumentos Repressivos?

São os seguintes: multas ou prestações pecuniárias, penas restritivas de direitos, prestação de serviços à comunidade, liquidação forçada de pessoa jurídica constituída ou utilizada para ofensas ambientais e perda ou suspensão de participação em linhas de financiamento oficiais de crédito.

Para quem viola as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente, quais as sanções da Lei nº 9.605/98?

Aquele, que violar o artigo 70 da Lei 9.605/98, terá como punição, as sanções do artigo 72 do mesmo diploma legal, conforme a seguir:

- Advertência, multa simples, multa diária, apreensão de produtos, animais, instrumentos ou qualquer bem utilizado na infração, destruição ou inutilização do produto, suspensão da fabricação ou venda do produto, embargo de obra ou atividade, demolição de obra, suspensão parcial ou total de atividade e restritiva de direitos.

Patrimônio histórico, cultural e paisagístico.

O restabelecimento de antigo nome de uma Rua é Proteção Legal a bens de valor Histórico?

Sim. Há admissibilidade através de Ação Civil Pública e a Tutela legal não se limita somente aos bens materiais, mas também, a proteção a bens imateriais, como o antigo nome. A Norma Constitucional assegura a proteção a locais de valor histórico, incluído está, neste dispositivo, o conceito a denominação de ruas e logradouros públicos.

Desmatamento e o meio ambiente.

O desmatamento de área destinada à preservação permanente, isto é, mata nativa da floresta serrana para implantação de projeto imobiliário é crime ambiental?

Com certeza. Admissível uma Ação Civil Pública. A destruição da floresta estando confirmada, através de inquérito civil e demais peças processuais caberá indenização. A infração está caracterizada.

Mário Correia de Oliveira Júnior.

Advogado.

Ao General de Pijamas

Caro General vi o seu rastro num destes forúns da internet. Estou com problema parecido ao que você tinha da época. Tenho uns arquivso .ape e .cue do Thelonius Monk e não consegui ouvir no computador. Pesquisei e vi que alguém te deu uma solução a qual repeti e não funcionou. Você poderia me dar uma dica pelo meu e-mail?

Festival: ALÉM DO JAZZ

A banda cabaçal dos Irmãos Aniceto se apresenta na escadaria
da Igreja Matriz, em pleno sábado de carnaval: encontro de linguagens
(Foto: Elizângela Santos)

Rodolfo Forte no festival passado (Foto: Thiago Gaspar)

Os pífanos dos Irmãos Aniceto e os acordeões dos alunos de Rodolf Forte levam outras cores e sonoridades ao Festival Jazz & Blues

Assim como os shows na escadaria da Igreja Matriz, os cortejos no fim da tarde fazem parte da história do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga. Este ano, o público que subir a serra em busca das harmonias sofisticadas e da improvisação do jazz, das melodias pungentes e rascantes do blues poderá também mergulhar em outras sonoridades e referências culturais. A apresentação dos Irmãos Aniceto e o cortejo com o grupo de acordeonistas comandado pelo professor Rodolf Forte são exemplos dessa vertente mais plural – e menos purista – do evento.

E se é assim, não é de se estranhar que o festival receba convidados como a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, ícone da cultura popular nordestina tradicional, que divide opiniões como rótulo, mas sintetiza bem a atenção que há algum tempo essa produção vem recebendo da mídia, do poder público e da comunidade acadêmica. Tanto que o grupo de músicos que fabricam seus próprios instrumentos e mantêm as origens de dedicação ao trabalho rural, no município do Crato, região do Cariri, já se acostumou a ser destacado em celebrações das mais diversas, shows no exterior, homenagens e solenidades. Entre elas, a da entrega da Ordem do Mérito Cultural, em novembro último em Belo Horizonte, feita pelo presidente Lula ao mestre Raimundo, primeiro pífano da bandinha formada por Antônio (pífano), Cícero (caixa), Joval (pratos) e Adriano (zabumba).

“Tá tudo pronto pra gente ir lá. Já tamo com os pife pronto pra levar e com três qualidades de farda nova. A gente é prevenido”, avisa mestre Raimundo, por telefone, desde o Crato que, para sua satisfação, vem acolhendo as chuvas de começo de ano. “A invernada aqui tá uma maravilha, viu? Tá bom demais, chovendo direto. A roça tá 100%, arroz, milho, feijão, fava, tá uma jóia. Tô cuidando agora, pra na viagem a gente estar mais livre”.

A apresentação na serra, marcada para o fim de tarde do sábado de carnaval, após o cortejo do grupo Tambores de Guaramiranga, chega no momento em que os Aniceto, que já contam com registros em discos produzidos pelo cantor e compositor Calé Alencar, se preparam para gravar seu primeiro DVD. Será no Theatro José de Alencar, com direção do cineasta Sérgio Rezende e palco dividido com a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho. Antes, levam seu baile de cores, gestos e sons ao carnaval jazzístico do Maciço de Baturité. “Lá é um frio danado, né? Diz que tem um cortejo lá, e depois uma representação. Eu penso que vai ser bom demais, viu?”, aposta mestre Raimundo.

Com a mesma naturalidade, fala do projeto com a orquestra. “Já fizemos com eles já umas duas vezes lá no teatro. Mas agora a gente vai passar uns dois dias fazendo a nossa tocada pra eles pegar e fazer o CD”, diz mestre Raimundo. “Tocar com esse povo todo em cima do palco é meio danado, porque eles tocam na letra (partitura), e nossa letra é na cabeça. Então tem que fazer um ensaio pra eles pegar nossas coisas, e nós as deles. Dá um trabalhim, mas a gente consegue”.

E esse negócio de jazz e blues? “Não tô por dentro ainda não. Quando chegar lá a gente sabe como é”, diz Raimundo, cuidando de preparar a apresentação da bandinha. “A gente vai fazer uma parte do nosso pé-de-serra, do folclore, uns benditos das Igrejas… Por aí vai. A gente tem muita coisa boa. O ‘Baião trancelim’, ‘O cachorro, o caçador e a onça’… Vamos fazer uma partezinha do ‘Pulo da cobra’, se der tempo”, promete, contando que as apresentações costumam ser mais rápidas do que o grupo gostaria. “Se der tempo a gente representar tudo, é uma maravilha, é bom demais. Mas os shows, quase não dá nem tempo a gente representar o que a gente sabe. É dois numerozinho, aí tá bom. Meia horazinha”, alfineta. “O nosso show mesmo pega umas duas horas de show. Aí interrompe os outros, né? Se deixar, nós toma a festa todinha”. Então, está lançada a deixa.

SERVIÇO: Os Irmãos Aniceto se apresentam no sábado, 2/2, às 17h, na escadaria da Igreja Matriz de Guaramiranga. Mesmo horário do cortejo de acordeonistas com Rodolf Fort na terça, 5/2. Informações: 3262-7230 e http://www.jazzeblues.com.br/.

Devoção ao acordeão

Dividindo seu tempo entre o próprio trabalho de performance e a educação musical de jovens e adultos, o acordeonista Rodolf Forte é daqueles músicos que não se cansam de praticar, na lida de melhor dominar os segredos e as possibilidades do instrumento. O estudo é uma sempre-tarefa encarada com prazer de quem ama o que faz, mas também com uma boa carga de disciplina. “Nós sempre estamos devendo. Quem não pensar assim sepultou-se como instrumentista. É uma dedicação total”, sentencia, dando pistas das dificuldades enfrentadas. “Dos instrumentos portáteis, o acordeão é o mais problemático, no sentido da disciplina, porque já começa a dificuldade em relação ao peso do instrumento. O mais difícil não é tocar bem; é ter disciplina”.

Todo esse rigor, porém, não entra em descompasso com o carisma de Rodolf no palco, conforme demonstrado na edição passada do Festival Jazz & Blues. Na ocasião, o sanfoneiro conquistou o público em uma memorável apresentação na escadaria da Igreja Matriz. Além de demonstrar as possibilidades sonoras da sanfona, Rodolf também recebeu no palco Glorinha Gadelha, viúva de Sivuca, homenageado no festival de 2007, pouco tempo após o falecimento do acordeonista paraibano. “Eu fiquei muito emocionado. Todos os dias eu faço aqui um curativo na ferida da saudade. Fui muito ligado àquela figura, e nós perdemos assim um referencial enorme, pela dignidade humana e pelo músico que ele foi. Fiquei muito feliz em homenagear meu mestre”, relembra.

Este ano, na terça-feira, 5 de fevereiro, Rodolf puxa pelas ruas de Guaramiranga um cortejo de 20 acordeonistas, seus alunos do município de Guaiúba, município conhecido por “Portal da Serra”. O grupo sai da escadaria da Matriz no final da tarde, após a apresentação do grupo de Fortaleza do projeto Novos Talentos, e segue até a praça do Teatro Rachel de Queiroz. “É uma inovação, uma experiência de quebra de preconceitos, de proximidade das pessoas com o acordeão, em um festival de jazz. O acordeão, embora seja um instrumento corriqueiro na cultura nordestina, as pessoas estão próximas mas ao mesmo tempo distantes. Muita gente ignora a universalidade do instrumento”, afirma Rodolf. “Por décadas, o acordeão foi banido de festivais de música, por puro preconceito. Hoje está de volta, até a festivais eruditos”.

Ressaltando a riqueza da sanfona como “o primeiro sintetizador da música ocidental”, Rodolf destaca que mesmo bons instrumentistas destoam do potencial do acordeão, em sua forma mais tradicional. “Tenho visto pessoas fabulosas, mas que tocam como um teclado de fole. Não evidenciam o concerto, o uso correto do fole, dos timbres do instrumento, dos registros. E o sacudir do fole, a criação feita basicamente por Luiz Gonzaga, que foi também um grande instrumentista”.

E quanto à sanfona em um festival de jazz? “Eu encaro com a maior alegria, porque o jazz é um estilo musical que se emprega em todos os outros. Você pode tocar a 7ª. Valsa de Chopin e depois fazer mil e um adendos, como pode tocar Luiz Gonzaga e jazzificá-lo. Festival de jazz tem que ter essa abertura, porque o jazz está em toda música”. (DM)

DN: CADERNO 3(28/01/2008)

DALWTON MOURA
Repórter

Lançado Blog "Sociedade Cratense" – Fatos e Fotos…


Olá, Amigos,

É com grande satisfação que lanço o Blog “Sociedade Cratense”, parte do Blog do Crato que reúne toda a coleção de reportagens sociais, eventos, mexericos, festas, badalações, e todas aquelas bobagens que vcs já estão cansados de saber… rs rs. Bem, o Crato é uma cidade cheia de badalações ( que os diga os colunistas do passado como Lindemberg de Aquino ). E, claro, cheia de eventos importantes também, afinal. Os eventos que eu puder registrar através da minha cãmera, e aquelas sequências imensas de fotos que de forma alguma poderiam ser publicadas aqui no Blog do crato, serão publicadas lá no “Sociedade Cratense”.

Ah, o endereço é:

http://sociedadecratense.blogspot.com

Abraços a todos,

Dihelson Mendonça
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Postagem número 1.000


Olá, amigos,

Esta é a postagem número 1.000 do Blog do Crato.
Creio que é opinião de todos que constróem esse website, mais de 42 escritores, que é uma grande conquista estarmos aqui reunidos, todos com um único ideal: mostrar o que o Crato tem de melhor para o mundo, discutir seus problemas e encontrar soluções. E nesse sentido, creio que estamos no caminho certo. Resta continuarmos, conseguir mais aliados para essa luta, e buscar o apoio das autoridades e das leis às nossas causas. Que as pessoas que se constituem no poder, possam estar sempre em sintonia do bem-comum, para fazer do crato uma cidade-modêlo, em todos os aspectos de uma cidade de gente civilizada.

Por: Dihelson Mendonça

Crato, cidade visualmente poluída !


Crato, cidade poluída de todas as formas: visual, auditiva, química em seu rio principal…
Mas ainda assim, é essa a cidade que amamos e que queremos o melhor para ela.
Acima: o retrato da poluição visual no centro da cidade.
O Sr. prefeito Samuel Araripe, ou os vereadores bem que poderiam criar uma lei acabando com essa poluição a exemplo do que se fez recentemente na cidade de São Paulo. uma cidade mais bela, menos poluída visualmente.
Os empresários bem que poderiam colaborar com a medida, ajudando a cidade !
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Notícias:


Prefeitura distribui 30.600 livros didáticos

A Prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria de Educação distribuiu entre as escolas da rede pública municipal a quantia de 30.600 livros didáticos.

Os livros foram fruto de uma parceria entre a Prefeitura do Crato e o Plano Nacional do Livro Didático – PNLD programa desenvolvido pelo Ministério da Educação.

Com isto todas as escolas iniciarão o ano letivo com livros disponíveis, viabilizando um melhor aproveitamento pedagógico por parte dos alunos.

Fonte: website oficial da PMC.

MPF propõe ação de improbidade administrativa contra ex-prefeito de Várzea Alegre

O Ministério Público Federal propôs, na Justiça Federal de Juazeiro do Norte, ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Várzea Alegre José Eufrásio Nogueira e José Sátiro de Oliveira Júnior, ex-presidente da Comissão de Licitação do município, localizado a 470 quilômetros de Fortaleza. A ação foi motivada por irregularidades no cumprimento de convênio para a construção de um açude. Em dezembro de 2004, a prefeitura de Várzea Alegre firmou convênio com o Ministério da Integração Nacional para a construção do açude do Medo, na comunidade Fantasma. Conforme o documento, o Ministério repassaria ao município R$ 150 mil diante de uma contrapartida de R$ 7,5 mil. Ainda em dezembro daquele ano, em cumprimento ao acertado no convênio, o Ministério da Integração repassou o recurso de R$ 150 mil para a conta aberta para a execução do convênio. O dinheiro foi sacado no dia 30 de dezembro de 2004 – penúltimo dia do mandato do ex-prefeito José Eufrásio Nogueira, como destaca o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior. A empresa OAP Construções Ltda, responsável pela obra, recebeu da prefeitura R$ 133.837,56. O pagamento foi executado antes mesmo da empresa dar início aos trabalhos de construção do açude, o que contrariou as normas estabelecidas no contrato firmado entre a administração municipal e o Ministério. A prefeitura de Várzea Alegre contratou a OAP Construções Ltda, sem a realização do devido procedimento administrativo. José Sátiro foi o responsável pelo processo de dispensa de licitação para a contratação da empreiteira que executaria a obra. Além disso, um dos cheques utilizados para sacar o dinheiro do convênio foi emitido no nome de José Sátiro. Ficou constatado pelo Ministério da Integração, por meio de diligência, que a obra não foi executada como previsto no contrato de convênio e que deixaram de ser aplicados recursos na ordem de R$ 43.594,68. O sangradouro foi construído menor do que o projetado, e assim o açude corre sérios riscos de arrombamento, caso haja uma forte temporada de chuvas. Para o procurador da República Luiz Carlos Oliveira Júnior, ficou consumada a prática de improbidade administrativa com o enriquecimento ilícito, dispensa indevida da licitação, não cumprimento do Plano de Trabalho, o que acarretou prejuízo ao erário e não atingimento do objeto pactuado no convênio. Em valores atualizados até julho de 2007, o prejuízo chega a R$ 167.000,25.


Banco do Nordeste pretende aplicar R$ 133,2 milhões na Região do Cariri

O Banco do Nordeste apresentou no último dia 25, suas contribuições, ações e estratégias de atuação para o desenvolvimento da Região do Cariri cearense, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento e Integração Regional do Cariri (CONDIRC). A palestra foi proferida pela superintendente estadual do BNB no Ceará, em exercício, Luiza Leene Holanda de Lima, no Auditório do Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte.

Segundo Leene, em 2007 o BNB injetou cerca de R$ 103,6 milhões entre recursos de curto e longo prazo em todo o Cariri Cearense, no período de janeiro a novembro. Desse montante, R$ 63,4 milhões foram de recursos oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). “Em 2008, temos expectativas de contratarmos R$ 133,2 milhões, o que representa 28,5 % a mais, se comprarmos às aplicações do ano anterior”, explicou.

No âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), foram contratados R$ 23,9 milhões na região. “Nossa meta de aplicação para este ano é de R$ 26,0 milhões, ou seja, 8,5 % superior ao ano passado”, ressaltou Leene.

O BNB possui cinco agências no Cariri cearense: Brejo Santo, Campos Sales, Crato, Juazeiro do Norte e Lavras da Mangabeira. Juntas, essas unidades atendem 32 municípios cearenses.


Por: Tarso Araújo – Radialista
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A Grande Defesa 1968 – Por: Hamilton Lima Barros – Recife

Amigos do Blog do Crato.

Segue esta pequena recordação de um cratense saudoso. A decisão de publicá-la fica ao seu talante. Sei que o presente tem prevalência sobre o passado. Um forte abraço, Hamilton Lima Barros.

A GRANDE DEFESA

A Quadra Bicentenário estava superlotada.
Era o ano de 1968.
Decisão do campeonato cratense de futebol de salão.
O Tênis Clube de um lado. Do outro a AABB.
O Tênis Clube era o xodó da cidade.
O goleiro Gilton, inexpugnável, o melhor goleiro do Brasil.
Paulo César e Zé Vicente, dois craques.
Gledson, o cérebro do time.
Bosco, o grande artilheiro.
O goleiro da AABB era Manga, seguro e corajoso.
Silvio era valente. Raça pura. Jogava pela direita.
O maior bicudo da cidade. Ninguém pegava um bicudo de Silvio.
Dequinha era um beque parado excelente.
Vicentão, a cabeça pensante. Prendia o jogo, esperando a hora de lançar a bola.
Do outro lado João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O chute de canhota de João Freire era indefensável.
O jogo estava encardido, já no segundo tempo.
A pequena torcida da AABB apoiava o time.
A grande maioria do Tênis Clube não parava um instante de gritar.
A bola fica com Vicentão.
Ele a esmaga com seu pé direito.
Silvio corre para receber o passe.
Vicentão espera um pouco.
Passa no momento certo.
O bicudo de Silvio é mortal.
Vai no canto esquerdo do goleiro Gilton, rasteiro e forte.
Ninguém sabe como acontece.
Todos olham para ver a rede balançar.
Gilton, como um gato, joga-se ao chão.
Consegue defender aquele chute indefensável.
Silencio total na Bicentenário.
Mas Gilton não consegue segurar a bola.
Ela volta para o pé canhoto de João Freire.
O diabo-louro, o fura-redes.
O chute sai violento. Alto, no canto direito do goleiro.
Gilton estava caído no canto esquerdo.
Acontece o impossivel.
Gilton empreende um vôo em sentido contrário.
Lá vem a bola. Direta para o gol.
Gilton traça no ar uma trajetória inacreditável.
Pula alto, com as duas mãos estendidas.
Uma bola de João Freire ninguém pega daquela distância.
Mas ele pegou.
E não defendeu, apenas.
Ele agarrou a bola.
Esticado, no ar.
E não se sabe como, antes de cair, ele dobra o corpo.
Cai contra o solo sagrado da Bicentenário.
A bola está com ele.
Ele se encurva, protegendo mais ainda o balão de couro.
Silencio total das duas torcidas por uma fração de segundos.
Ninguém chega perto.
Todos respeitam aquele momento sublime.
O grande goleiro supera o goleador.
Na cabine da Educadora eu não sabia o que dizer.
Sensacional! Extraordinário! Impossível!
Olhava para a cabine da Araripe.
Heron Aquino era só emoção.
Seu Eloi, com as mãos na cabeça, parecia não acreditar.
Cabral, ao meu lado, aparentava estar em transe.
Não houve gritos.
A platéia, após aquele silencio de respeito, inicia uma interminável salva de palmas.
É uma confraternização geral. É a apoteose.
Não existem mais duas torcidas.
Todos se juntam para homenagear aquele inesquecível momento.
A Quadra é invadida pelas duas torcidas.
Gilton levanta a cabeça, como acordando de um sonho.
O jogo está parado. Não há sentido continuá-lo.
O goleiro é carregado nos braços das duas torcidas.
E entre os que carregam Gilton estão:
Silvio, o homem do bicudo indefensável,
João Freire, o diabo-louro, o fura-redes.
O resultado do jogo não interessa.
Foi o maior lance que vi e descrevi em minha vida de locutor esportivo.

Recife, 25.01.2008

Por: José Hamilton de Lima Barros

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Foto do meio da tarde

Foto do Sitio Rosto mirado pra Serra, neste domingo nublado que anuncia o inverno

O Carnaval da Saudade – Relembrando antigos Carnavais…

“São lembranças do carnaval que passou…”
Como já dizia a letra do nosso querido Abidoral Jamacaru, o evento de ontem no Crato Tênis Clube promovido pelo Kaika veio para resgatar toda a nostalgia dos belos carnavais de outrora, aquele carnaval de salão, sadio, de confetes, serpentinas, fantasias… nada deixou a desejar em brilho aos antigos carnavais do Crato Tênis Clube, e é muito bom saber que essa tradição continua, agora em novas mentes, com os mesmos propósitos. Na festa, muita gente bonita, muita gente conhecida, na verdade, o Crato É uma grande família. Ainda pude ver lá a presença marcante de Dr. José Flávio Vieira e sua espôsa, bem como a do nosso querido amigo L. C. Salatiel, que estava em mesa com Jefferson Albuquerque. Pude ainda ver a Profa. Diana Pierre, elém de diversas pessoas conhecidas cujas fotos estão em outra câmera que foi usada, mas que falta ainda trazer as fotos aqui para o Blog. Por enquanto estou divulgando essas mais para o final da festa. Peço desculpas se alguém não apareceu aqui no Blog, é que foram tiradas mais de 260 fotos, e é impossível publicar a de todo mundo do clube… rs rs rs…

Primeiramente, Salve, grande Kaika, organizador da festa. Do lado esquerdo, destaque para o Dep. Ely Aguiar.


A alegria foi realmente contagiante, ainda mais com esses dois recepcionando os convidados logo na entrada:

Muita gente boa e conhecida…destaque para o casal da direita, Mônica e Samuel Araripe, sempre prestigiando os eventos de resgate às tradições da nossa terra. Segundo me falou ontem Dr. Orestes: “Esta foi uma atitude de Mestre! eu admiro jogadas de mestre”. Ao que eu perguntei o motivo, ele respondeu: “Samuel mostrou-se um verdadeiro cratense valorizando a Cultura e as Tradições. Aonde estão os outros?”. Realmente, depois desse comentário fiquei a me questionar, porque as outras lideranças não se encontravam lá também apoiando a iniciativa, que ao meu ver, vem para resgatar a nossa tradição do carnaval da cidade.


Taí o homem: Isso é que é simpatia: Dr. orestes Guedes Alcoforado, muito bem servido…

Gatinhas…
Aí estão duas pessoas maravilhosas para mim, exemplos de simpatia, Ninha e Monkynha…


Aí, a Thurma…Iana, Gonçalo, a sua espôsa e Luiz Wellington.

Destaque para o Dep. Ely Aguiar ( à esquerda do pref. Samuel Araripe ) , que ao invés do que muita gente poderia pensar, ao vê-lo na TV como repórter enérgico e brincalhão, se mostrou ao vivo como uma pessoa muito educada, sério e antenado com os acontecimentos. Vale ressaltar ainda do lado direito o grande “Duda”…

E aí está, a orquestra maravilhosa de frevos. Gente que toca muito legal. Uma curiosidade sobre essa orquestra: Vcs não sabiam que o baixista adoeceu ontem de forma que ficou impossibilitado de tocar, e foi substituído de última hora pelo baixista “Milson” que estava por ali, de passagem e tirou de letra sem nenhum ensaio ? pois é, quem sabe, sabe!

Aí está o Milson, reparem que ele está sem a farda da banda, pois entrou de última hora:


Mais gente linda e alegre…



Olha só: Na hora da saída, às 04 da manhã quando todo mundo cansadérrimo ainda iria sair em passeata até a praça: Lá vem o prefeito Samuel Araripe parar para explicar a importância do reciclamento do Lixo para a cidade. Ah, não…isso é que é gostar de falar em trabalho…rs rs


Pois é, e assim e de outros 250 fotos a mais, é que aconteceu essa festa maravilhosa aqui em Crato. Espero que nos outros anos, esse evento sempre possa ser apoiado, e que a revitalização dos nossos costumes e tradições possa estar sempre na pauta de todos os governantes que passarem por esta cidade.

Abraços a todos que estiveram e se divertiram no CTC ontem.

Fotos: Dihelson Mendonça
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Entrevistei João de Barros

De passagem rápida pelo Crato, estive na Batateira ontem e me avistei com João de Barros. Mais velho, as abas dos olhar abaixadas como um toldo para o sol das tardes ensolaradas. João continua disposto, gaiato e malandro como desde sempre. Como velhos conhecidos a conversa recomeça do ponto em que deixamos na última vez em que estivemos juntos. O papo circula, faz a volta das bacias hidrográficas em que a cidade nasceu, cresceu e hoje é algo bem diferente como lembramos. A conversa emergiu para uma entrevista que prazerosa passo adiante.

João e o centro da gravidade? Ainda se encontra por ?

Nein pense nisto. Há munto que deixou de ser o centro e se desamontoou num bucado de coisa deferente. Ninguém nem sabe mais adonde fica o tá de centro. Num é mais no cinema, nas exposições, na festa da Penha e nem nas praça. Num teim mais uma pessoa de quem se possa pedir a opinião que seja a de todos. Nada existe pru modi ler que seja a escrita da verdade de ponto final. Num pregunte mais uma coisa dessa, pois vão cuidar que tu tá ficando abirobado.

E a novidade do final de semana?

De jeito e qualidade. Num tem mais novidade. O sábado é primo carnal da sexta e o domingo é o anúncio do defunto da segunda feira. Inté a feira num é novidade. É tudo de plástico, num teim mais a mistura de coisa de tributo deferente. Hoje tudo veim é duma frábica. E duma frábica . Antigamente vinha da bebida nova, da Baixa Danta, do Ouricuri, do Exu, do Potengi, deste mundo de vereda afora. Agora não é tudo o mermo.

Mas tem para onde ir? Não tem?

Tem um ruma de canto pru modi ir. Tá tudo aqui mermo. Liga a televisão e mude de canal que tu passeia é por munto canto. que tu num faz nada. espia. Os outros é qui fazem o deferente, tu é cuma riqueza de pobi é a merma de tresantonti, de onti e de amenhã.

E nem a missa?

Podi. Isso podi. Num farta é escoia. Teim missa de padre, teim missa de pastor, teim missa de pais de santo, teim missa de baixa espírito. Isso num farta, mas é cuma riacho seco. Tu num vai pru modi beber água, tu vai é pru modi lamentar a sede do dia-a-dia.

E prá beber uma?

Eita macho véi. Isso é uma fartura de Deus me livre. Um prédio não e outro sim que é uma bodega. Em casa a geladeira se tiver um mil réis o que num falta e álcool prá rodar a cabeça que num gira mais. E agora pru aqui tem a maconha, o menino ficam mansim. Se entope daquela fumaça e os ói ficum tudo bambo.

João, resuma tudo.

Num tem mais centro, num tem prá onde ir. É tudo aqui mermo na cabeça parada do camarada. Eita mundo besta, eu pensei que um dia ia dar nisso.

Aviso: as palavras de João estão ditas como ele diz.

A Chave


Herman Hesse, nascido na Alemanha em 1877, partiu deste mundo em 1962, aos 85 anos. Ele deixou uma vasta e sólida obra literária que o levou ao Nobel de literatura em 1946. No vendaval de mudanças dos anos 60, sua arte teve uma profunda sintonia com a geração libertária do pós-guerra. Romances como “Sidharta”, “O Lobo da Estepe” e “ O Jogo das Contas de Vidro”, tornaram-se verdadeiras bíblias dos hippyes, dos beats e dos estudantes. Lembrei-me de Hesse neste sábado que finaliza uma semana mais triste que as habituais, embora , estranhamente , preceda ao período momino. O que preenche uma vila, imantando-a de uma alma ? Os poetas, os loucos, os boêmios. Quem lhe forja no entanto o caráter e a personalidade são seus educadores. O professor tem nas mãos a possibilidade única de construir o futuro, de moldar os dias que virão. E ele não consegue isto ensinando. Ensinar é apenas uma pequena face do complexo polígono que é a educação. O verdadeiro mestre tem a divina capacidade de apertar os interruptores das habilidades e vocações dos seus alunos. Adolescentes na encruzilhada de suas vidas, ante todas as intempéries e vicissitudes do futuro que se lhes abre sensualmente à frente, de repente percebem, as placas de trânsito que sutil e anonimamente lhes vão sendo colocadas nos caminhos e veredas por seus mestres. Percebo claramente que se hoje exerço bem ou mal a Medicina devo isto a uma das minhas mestras do ensino médio. Pensei tantas e tantas vezes em seguir outras carreiras como : jornalista, engenheiro ou professor como meus pais. Devo o médico que sou nos dias atuais à professora Ivone Pequeno que me abriu os horizontes encantadores da Biologia e terminou por me levar a seguir os rumos da Saúde. Pois bem, Hesse veio-me à mente por uma das suas mais famosas frases e que tão perfeita e visionariamente explica a verdadeira arte que é ensinar : “Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”
Herman Hesse, hoje injustamente esquecido, renasceu no meu espírito quando , com toda consternação deste mundo, observamos o vôo de pássaro do querido professor Aguinelo Damasceno. Todos que o tiveram como mestre se recordam das mais fortes facetas da sua personalidade. Organizadíssimo, preparava as aulas com um esmero inimaginável. Tinha mapa de classe, numa época em que sequer se havia pensado nesta geografia pedagógica. Comprometido com sua árdua profissão, nenhum aluno seu consegue registrar uma única aula vaga do mestre e até mesmo um simples atraso. Trabalhava na escola pública com um vigor e uma determinação que não se vê nem nos colégios pagos. Além de tudo mostrava-se sincero ao extremo com seus pupilos, qualquer questão que por acaso não tivesse uma resposta pronta na hora, simplesmente informava da impossibilidade de solucioná-la naquele momento , mas na próxima aula traria a correta resposta à pendência, o que cumpria de forma britânica. Talvez por isto mesmo fosse tão respeitado e estimado por todos seus discípulos. Conseguia de forma doce e cordial ter a necessária autoridade sobre hostes de jovens acicatados pelos hormônios da adolescência, sem ter necessidade, em nenhum momento, de se fazer autoritário. Muitos engenheiros cratenses hoje despertaram para arte pelas mãos sábias do professor Aguinelo Damasceno. Ele envelheceu com a placidez beneditina dos sábios e soube com a mesma sapiência com que colheu os opimos frutos da juventude, juntar as folhas ressequidas da vida e com elas fazer o fogo que veio arrefecer o frio inverno da velhice. Talvez a mais duradoura imagem que nos fique do professor Aguinelo seja justamente o da pasta maravilhosa que trazia para todas as aulas. Parecia a cartola de um mágico e ali colecionava um sem número de utensílios. Alguém se acidentava , ele sacava esparadrapo e gaze. A cadeira de alguém quebrava, o professor tirava da pasta mágica martelo, parafuso e chave de fenda. A luz da sala queimava, ele tirava uma outra da bolsa encantada. Para os roucos : pastilhas; para os assanhados: pentes e grampos; para os famintos : frutas e biscoitos; para os nauseados o plasil; para as dores de barriga: constipantes. O mestre sequer percebia que suas artes de Mandrake iam bem além dos simples utensílios e ferramentas. Dali de dentro ele tirava as chaves que abriram muitos e muitos caminhos e luzes que iluminaram o mundo de tantos. Ele conseguiu tornar nítidas e visíveis as mais coloridas imagens que existiam na alma de um sem número de discípulos. Seguindo os preceitos de Hesse, o professor Aguinelo exerceu suas artes de ilusionista e sem que ninguém se apercebesse foi pouco a pouco nos dando aquilo que havia de melhor em cada um de nós. O mundo fica mais pobre de perspectivas e ilusões quando agora se fecha o zíper da sua pasta miraculosa.

J. Flávio Vieira

ÁLBUM//CRATO

COTIDIANO
As águas rolaram hoje pela manhã na cidade de Crato. O Canal do Rio Grangeiro torna se um atrativo para aqueles que querem ver o volume de águas que desce da serra e cruza a cidade.

Olhar a enchente no canal, uma diversão!
Fotos: Pachelly Jamacaru
Direitos reservados.

CHAPADA DO ARARIPE ERA ASSIM… COMO SERA?

Domingo nublado.
Ouvir uma boa música (Chet Baker ou Dona Ciça do Horto?)…

ler um bom livro(Saramago ou Zé Flávio Vieira?)… que nada!!
Dia de encontrar amigos num desses belos sítios que circundam a nossa cidade e comemorar ao melhor estilo caririense (baião de dois com queijo de coalho, galinha caipira afogada no pequi, cajuina, cachaça e cerveja)

os sessenta anos de um grande amigo: Jefferson de Albuquerque Jr. Só isso? Não. Também participar da produção do seu projeto em vídeo do registro da nossa memória no que sefere à Chapada do Araripe: esse magestoso cenário natural que inspira as nossas canções, a nossa poesia, os nossos espetáculos, com suas fontes,

sua fauna e flora e suas lendas. Foi bom reencontrar estes amigos que transformam o trabalho em fonte de eterna juventude:

: Jefferson Jr. Renato Dantas, Jackson (Bola) Bantim, Abidoral Jamacaru, Blandino Lobo, Catulo Teles, Fernando Garcia (vejam as fotos do dia).

O Jornal A AÇÃO e a Romanização do Catolicismo no Cariri (Parte II)

Conforme salientamos na primeira parte deste texto, o Padre Pedro de Oliveira Rocha, em sua coluna “Alfinetadas”, orientava a conduta dos católicos nas mais diversas situações da vida. Ele dedicou especial atenção ao comportamento dos fiéis durante as festividades religiosas, momentos em que os devotos festejavam os santos padroeiros.

Queremos lembrar que o intuito deste texto é apresentar uma breve discussão em torno do processo de romanização no Cariri cearense a partir do jornal A AÇÃO. Mas o que foi o processo de romanização? Em síntese podemos dizer que o processo de romanização ou de reforma da Igreja Católica foi um movimento de reação ao regime de padroado que vigorou no Brasil, períodos colonial e imperial, que “visava colocar a instituição eclesiástica brasileira em sintonia com as diretrizes da Santa Sé, já estabelecidas desde o Concílio de Trento(século XVI) e reforçadas, mais tarde, pelo Concilio Vaticano Primeiro(final do século XVI)”, escreve o antropólogo Raimundo Heraldo Maués na sua tese de doutorado intitulada: Padres, pajés, santos e festas: catolicismo popular e controle eclesiástico – um estudo antropológico no interior da Amazônia(1995).

Esse processo de reforma assentou-se sobre três pilares: a unidade e autoridade dos bispos, a disciplina do clero e a regeneração da vida religiosa do povo. Em relação a este ultimo aspecto a intenção era purificar o catolicismo brasileiro dos “excessos”, “superstições” e “crendices”. Ou seja, enquadrar o catolicismo popular conforme as regras e normas emanadas de Roma.

É nesse sentido que vamos apresentar e discutir o texto do Padre Pedro de Oliveira Rocha “Festa de Verdade”, publicado em 13 de dezembro de 1942. No texto, Padre Rocha faz uma comparação entre a Festa da Imaculada Conceição, celebrada em Missão Velha e as festas religiosas “profanizadas” pela “mentalidade pagã”. Ele inicia o seu artigo caracterizando a Festa da Imaculada Conceição: “Festa de verdade. Festa cristã. Festa como a Igreja deseja.” Em seguida ele passa a criticar as festividades religiosas que são realizadas de forma diversa da desejada pela Igreja. Nesse sentido escreve: “Festas para muitos católicos, à água de laranjeira, são aquelas em que as avenidas se carnavalizam pelo destonteamento de cabeças de ventos, fazendo das noitadas de alegria cristã noitadas de profanação do sagrado.”

A profanação dos festejos religiosos, segundo o Padre Rocha, consistia na realização de danças e jogos durante os festejos, “muitas vezes às vizinhanças da Igreja”. Seguindo com suas críticas, ele salienta: “A pretexto de maior renda ou da vitória desse ou daquele partido, empregam-se todos os meios mundanos nas festividades, não faltando, em geral, os bailes em benefício da festa promovida. (…) E acontece sempre assim: renda fabulosa, mas o número de comunhões é reduzidíssimo”.

A posição do Padre Rocha refletia a posição dos bispos do Ceará e do Brasil. As “Determinações do Episcopado da Província Eclesiástica do Ceará”, de 1941 e 1944, apresentam no primeiro título, “Santificação das Festas”, as determinações referentes às festas religiosas. Assim se expressam os bispos das quatro dioceses do Ceará (Fortaleza, Crato, Sobral e Limoeiro do Norte): “São dignos de particular louvor os nossos Vigários que têm conseguido – como tanto se tem recomendado – expungir das festas religiosas de suas paróquias a mancha da profanação como que o jôgo, o baile, as bebidas alcoólicas tentavam conspurca-las.”

Após expor suas críticas aos festejos religiosos realizados “à moda pagã”, Padre Rocha enaltece a Festa da Imaculada Conceição ocorrida em Missão Velha, enfatizando o trabalho da comissão organizadora: “A comissão promotora, constituída dos elementos da melhor sociedade e sob o controle do Revdmo. Pe. Silvino Moreira,(..?) correu cristãmente, religiosamente, eucaristicamente, segundo os desejos e o pensamento da Igreja.” E acrescenta: “A ausência dos bailes não tirou o entusiasmo nem o deslumbramento do tríduo, como costumam assoalhar os amigos da futilidade.”

Ele conclui seu artigo, expressando o desejo de que todas as festas religiosas fossem realizadas conforme a da Imaculada, em Missão Velha: “Oxalá ocorressem sempre assim, aqui e noutras paróquias, as festividades religiosas, cheias de encanto litúrgico, saturadas do espírito de fé, espargindo o odor da verdadeira santidade. Como N. Senhor não seria mais glorificado, nos seus santos e nas suas festas, se os católicos compreendessem sempre o significado cristão das celebrações do rito católico!!!”

Como podemos perceber a intenção do Padre Rocha, em sintonia com as diretrizes da reforma, era erradicar das festividades religiosas as práticas que não eram condizentes com o catolicismo romano. Na realidade, o que está por trás desse embate são dois modelos de catolicismo: o popular, vivenciado pelo povo, sobretudo as camadas populares, desde o período colonial, e o oficial, praticado pelo clero. Mas essa discussão fica para um outro momento. Em breve, em novos textos, abordaremos essa problemática.

Por Océlio Teixeira de Souza

DUAS CRÔNICAS DE PEDRO ESMERALDO

Crato precisa de novos líderes

Em priscas eras, Crato foi bafejada pela sorte. Seus filhos ilustres exerceram papel relevante na esfera sócio-político do país. Desempenharam com habilidade e bravura todas as causas referentes a independência e a liberdade. Deram a esta cidade destaque em ampla região nordestina. Iluminados pela força de energia positiva trouxeram melhoramentos, galgando com muita ênfase de um progresso acentuado.
À custa de seu trabalho ativo conseguiram trazer pequenas indústrias, enlarguecendo o caminho do emprego, que foi o pilar do adiantamento favorável ao crescimento equilibrado.
Anteriormente, esta cidade foi grande produtora da cana de açúcar apoiado, pelo reforço do trabalho de seus filhos, manteve-se o centro de apoio comercial da região do Cariri.
Hoje, não temos mais aquela energia física e mental, tudo isso causado pela fraqueza dos nossos líderes, pois com a queda da cana de açúcar já que não souberam orientar os agricultores para modernização técnica de fabricação da rapadura. Daí então Crato caiu no esquecimento político.
Observamos que devemos partir para outras atividades, após a queda da rapadura, devemos substituir pela criação do gado leiteiro. Para isto, basta empurrar o barco, que seremos contemplado com a força do trabalho. Com toda certeza sairemos desta dificuldade. Por certo, aliviaremos a economia afastando-se da pobreza com o fantasma do desemprego.
Se assim fizermos, com força de vontade, afastaremos essa velharia antiquada de nossa administração, substituindo por pessoas dignas seguindo com dignidade avançaremos uma economia ativa, cobrindo de glória, evitando o desequilíbrio financeiro desta região.
Afirmamos que ultimamente, temos muita dificuldade, tudo isto causado pelo desequilíbrio de alguns políticos que permanecem numa acefalia que não é bom falar.
Contudo não há motivos de esmorecermos, temos de lutar e partir para a guerra, com fé e perseverança chegaremos lá.

22/01/2008

Mensagem de Otimismo

Soltamos fogos após o encerramento da apuração de conjunto de votos que o eleitor cratense depositou nas urnas no ano de 2004. Vibramos pela queda de uma oligarquia arcaica que assolava esta cidade.
Por sua vez, voltaremos a repetir esse mesmo ato de rebeldia, se este prefeito continuar com alguns secretários indiferentes, ficando alheio ao desenvolvimento, prejudicando a administração no seu bom desempenho.
Observamos o povo revoltado e desanimado com essa equipe que, até agora, nada fez pelo desenvolvimento do Crato, Suas ruas esburacadas e calçamentos defeituosos impedem o trânsito livre e satisfatório. Para se ter uma idéia da situação dessas vias públicas, há ruas abertas e calçadas pelo ex-prefeito Ariovaldo Carvalho. Queremos afirmar que esses dignos chefes políticos fazem vista grossa e não cuidam de solucionar os problemas com determinação e equilíbrio de força.
Toda administração deve perceber que o bom andamento do seu trabalho depende de sinceridade e qualidade social. A nosso ver, o bom administrador deve ser assessorado por bons secretários, que sejam dignos e tenham amor ao trabalho e consideração aos seus correligionários.
Não esqueceremos jamais das diabruras do secretário de educação que, por pirraça, fechou a escolinha Maria Amélia do Sítio São José. Essa referida escola foi construída pelo ex-prefeito Pedro Felício, serviu de elo cultural de jovens e adultos livrando o pessoal do analfabetismo. Por isso esse secretário deveria ter mais atenção e procurar solucionar o problema, dando condições àquelas crianças estudarem em sua própria localidade.
Por essa razão, queremos lembrar ao ilustre homem público que devem ser colocados para assessorá-lo pessoas capacitadas e versáteis em sua área e não gente vindo de outra parte, sem entender nadinha “no assunto escolar”.
É necessário que haja uma mudança no quadro administrativo, extinguindo algumas secretarias, pois assim poderemos respirar melhor e elevar o Crato com o trabalho sério, determinado, avançado principalmente na educação e na saúde.
Infelizmente, esse prefeito prometeu mudar a face do Crato, não teve sorte na escolha de alguns secretários. Esperamos melhores dias, substituindo os mais fracos e que traga desempenho com trabalho eficiente.
Temos que dar condições favoráveis ao trabalhador cratense, trazendo pequenas indústrias que aliviem o homem do fantasma do desemprego.
Faça isso, senhor Prefeito, pois temos certeza de que, com coragem, futuramente alcançará grande alegria.

22.01.2008

A atual bandeira do Brasil é feia?


Para atiçar mais lenha na fogueira – sobre a nota publicada pelo prof. Océlio Teixeira – transcrevo abaixo informações sobre a Bandeira do Império do Brasil (1822-1889) que foi “remodelada” pelos militares, servindo de inspiração para a atual – a da frase “Ordem e Progresso” – criada após o golpe militar que instituiu a República em 15 de novembro de 1889.

Bandeira do Império, adotada em 1822
Bandeira do Império, adotada em 1822

Em 7 de setembro de 1822 – um sábado de céu azulado -, recusando-se obedecer as ordens das Cortes Portuguesas, D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga (Rio Vermelho – do tupi), em São Paulo, proclamou a emancipação política do Brasil. Depois de proferir o brado de “Independêcia ou Morte!” e de ordenar “Laços Fora!”, arrancando do chapéu o tope português, exclamou: “Doravante teremos todos outro laço de fita, verde e amarelo. Serão as cores nacionais”.

No dia 18, D. Pedro I firmou os três primeiros atos oficiais do Brasil independente.
No segundo decreto, decidiu criar um novo tope nacional e ordenou: “O laço ou tope nacional brasileiro será composto das cores emblemáticas: verde de primavera (cor da Casa de Bragança) e amarelo de ouro (cor da Casa dos Habsburgos da Imperatriz Leopoldina ….”


Escudo do Brasil Império, com os ramos de fumo e café, as
estrelas/províncias, a cruz de Cristo e a esfera armilar lusitana.

Escudo do Brasil Império, com os ramos de fumo e café, as estrelas/províncias, a cruz de Cristo e a esfera armilar lusitanaO terceiro decreto, publicado em 21/9/1922, criou a Bandeira Nacional: “… hei por bem e com o parecer do meu Conselho de Estado, determinar o seguinte: será, dora em diante, o escudo de armas deste Reino do Brasil, em campo verde, uma esfera armilar de ouro, atravessada por uma cruz da Ordem de Cristo, sendo circulada a mesma esfera de 19 estrelas de prata em uma orla azul; e firmada a coroa real diamantina sobre o escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos de plantas de café e tabaco como emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor, e ligados na parte inferior pelo laço da nação. A bandeira nacional será composta de um paralelogramo verde, e nele inscrito um quadrilátero romboidal cor de ouro, ficando no centro deste o Escudo das Armas do Brasil”.

A bandeira de 1822 era verde com um losango amarelo, como a atual, mas com as armas do império no centro, depois substituídas pela abóbada celeste de 1889. As cores verde e amarela representavam as Casas Reais de Bragança (do imperador D. Pedro I) e Habsburgo (da princesa Leopoldina).

O autor dessa bandeira, com a colaboração de José Bonifácio de Andrada e Silva, foi o pintor e desenhista francês Jean Baptiste Debret, que teve grande participação na vida cultural do Brasil, no período de 1816 a 1831.

Por: Armando Rafael
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Chuva no Cariri


Está chovendo na cidade do Crato desde ontem à noite. Agora são 06h07min e a chuva continua. A temperatura aponta 26°. Na imagem o bairro Vila Alta, na rua Antonina do Norte nas proximidades da sede da APAE. Outras cidades do Cariri também estão recebendo boas chuvas. Que Deus abençoe este inverno.

Acredite se quiser: Previsão do Tempo…e foto do dia – Chapada do Araripe


Foto: Dihelson Mendonça
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Hoje no DN – Cultivo de uva no Cariri tem boa produtividade

Serra do Araripe

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Uvas no Sítio Belmonte têm duas safras por ano. De dezembro a janeiro e de julho a agosto (Foto: Elizângela Santos)

O resultado da experiência iniciada no Cariri é uma uva com características praticamente orgânicas

Crato. Uma experiência ousada para uma região que não tem tradição no cultivo de uvas. Há três anos iniciada no município, vem mostrando um diferencial em termos de qualidade e produtividade, fazendo com que o produtor passe de uma fase de pesquisa experimental para investir de fato numa produtividade até voltada para exportação.

O empresário Gilberto Mendonça Filho não só acreditou nas condições produtivas da região, como investiu em pesquisas. Até trouxe um técnico húngaro para verificar a área de cultivo, no Sítio Belmonte, no sopé da Serra do Araripe. Enquanto isso, era chamado de louco pelos amigos e até agrônomos do Cariri que não deram aval para o plantio, onde estão sendo cultivados os dois hectares de uvas. Investiu na visão técnica de pesquisadores de outras regiões, a exemplo de Petrolina, e tecnologia européia, e não deu outra. Hoje já está retirando frutos da segunda safra. São duas safras por ano. De dezembro a janeiro e de julho a agosto. A idéia é dar continuidade por todo o semestre.

Segundo o empresário, poderia chegar a três safras, mas a meta é manter a boa qualidade dos frutos e não estressar a planta. O investimento em cada hectare é de R$ 45 a R$ 50 mil. A técnica usada é de ponta e os consultores internacionais. A cultura vem sendo assistida por técnico de Petrolina, de onde Gilberto Mendonça tirou a inspiração para plantar no Cariri. Ele conheceu diversos plantios bem sucedidos na Bahia, mas sua maior empolgação é com o resultado na região do Cariri. A uva doce, com cachos cheios e pouca acidez é o resultado de um clima favorável e de um solo fértil em relação ao semi-árido pernambucano.

Pequenos produtores

Após dois anos e meio já foi iniciada a fase de produção. Cada hectare envolve mão-de-obra de seis funcionários da própria área, beneficiando os pequenos produtores com uma cultura diferenciada, revertida em aprendizado e emprego, além do pequeno período do ano voltado para a cultura de subsistência.

Algumas variedades foram inseridas no cultivo inicial. O primeiro deles, uma espécie de uva Itália melhorada, não comum no comércio, por ser considerada de alta qualidade. O valor de mercado é acima da média, mas o preço do quilo varia entre R$ 2,00 e R$ 2,60.

A meta é não só cultivar uvas de mesa, mas para uma futura produção de vinho. Atualmente inicia uma experiência com a uva Benitaka.

A pretensão do empresário e produtor é chegar a retirar até 30 toneladas/ha, mas essa meta só deverá ser atingida em 2009. A ordem crescente de produtividade vem com o tempo. Atualmente chega a 5 toneladas. O técnico agrícola Alberto Flávio Silva Amorim veio especialmente de Petrolina para residir no Crato e dar conta da nova experiência. Para ele, conta como uma troca importante. É um clima diferenciado, sem dúvida, e um solo com melhor capacidade produtiva. O técnico afirma que essa é uma forma de enriquecer o seu conhecimento técnico, por ter uma experiência de trabalho no solo pernambucano, com um clima mais seco.

O resultado da experiência iniciada no Cariri, segundo Flávio, é uma uva praticamente orgânica, por não ter outros cultivos por perto, como acontece nas áreas de Petrolina.

Os pequenos produtores da área chegam a colher cerca de 150 quilos de uva a cada dia. Uma oportunidade de ganho favorável. A funcionária Iraneide Nunes trabalha há dois anos no cultivo e é moradora da área. Conhecia apenas milho e feijão. A adaptação no parreiral veio junto com o aprendizado. “É uma forma diferente de cultivo, em que a gente tem de ter um cuidado especial, observando o desenvolvimento do fruto”, afirma ela.

Mais informações:
Sítio Belmonte
(88) 3571.6956
sitiobelmonte@terra.com.br

Elizângela Santos
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com.br
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BlogPoem – Rio Grangeiro – Wilson Bernardo

RIO GRANGEIRO

Enquanto a elite se diverte
em descargas
um rio de fezes corta minha cidade
que no mar desagua
o que o povo simplesmente complementa

des

carga. A carga caga.

Wilson Bernardo
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Três Sodade – Por Cleilson Ribeiro

Três Sodade
Cleilson Ribeiro
a primeira saudade, tinha o sonho
pendurado no cheiro do cabelo,
e um laço de fita, semeado,
num cocó enlinhado em novelo,
que nem rastro de chuva, madurava,
a cheirança da vida dilatava,
e levava o caba ao desespero.
A Segunda nasceu, um certo dia,
Na sangria dos ventos de janeiro,
Pedalava menina passarina,
Com sorriso invultado, flor de cheiro,
Por saber-se, mimosoa tocaiava,
Emboscava, feria, judiava,
E o caba matava em desespero.
A terceira saudade era de morte,
Feito corte de gume de facão,
Que pra mode sarar-se dessa sorte,
uma pá de meizinha dava não,
e da amar e querer se latejava
e a dor mais doída espocava
e cantava cigarra no verão.
da primeira saudade, trago a marca
labareda acesa no olhar
toda noite, vem ela lacerante
dissonante acorde nuclear
semear na viola uma cantiga,
que me faz um carinho de urtiga,
mode a pele em braseiro se queimar.
Da segunda saudade, trago o gosto
em um travo de beijo tão letal,
é um gole cortido no desgosto,
laminado da ponta de um punhal,
que eu sinto a cada novo dia
quando o sal que tempera a cantoria,
me dá um bote de mote tão mortal.
A terceira saudade ainda dói
e me mói o juízo, toda hora
é ingém moedô, que no meu zói
triturando, um engasgo, cantarola,
é por ela que canto o desencanto,
desembaínho, a lágrima dos pranto,
e prendo ela, pra nunca ir simbora.

Enviado para publicação por Wilson Bernardo.

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A Árvore e a Semente de um novo Tempo

Certa vez um pássaro disputou com outro pássaro um pequeno pedaço de pão em pleno vôo. E na disputa deixou cair lá de cima uma pequena semente de trigo. A pequena semente ao cair se chocou contra o chão. E meio atordoada procurou se refazer do susto. Em seguida, ainda assustada olhou para a árvore imensa e disse: “Senhora árvore, por favor me ajude. Eu não sei me defender. Tenho medo de ser comida e morrer. Vejo que a senhora é muito alta, forte e experiente”. Então a árvore respondeu dizendo: “Querida semente tu és muito pequenina, mas não tenhas medo que farei balançar os meus galhos de modo a saltar algumas folhas sobre ti e assim estarás salva dos predadores que existem nessa floresta. Eu tenho mais de um século de experiência”. E assim fez se balançar e várias folhas cairam sobre a semente de tal forma que ainda sobrou um pequeno buraco para a semente respirar e olhar para a grande árvore. A semente agradeceu e dirigiu-se novamente para a árvore e disse: “Puxa vida – cem anos! Por favor, gostaria que me dissesse como é ser um dia uma árvore grande, forte e bonita como a senhora?”. A árvore com muita doçura respondeu: “Querida semente és muito pequenina ainda para compreender essas coisas. Mas, mesmo assim direi algo de instrutivo. Eu sou uma espécie de árvore entre milhares e milhares delas que existem por aí na floresta. Mas, todas – inclusive você será também assim um dia! – são constituídas de três partes básicas: a raíz, o tronco e a copa. Todas elas têm um duplo crescimento: um em direção às profundezas do chão e o outro em direção ao firmamento do céu. Em outras palavras, uma parte sua estará enraizada na escuridão do mundo do chão-terra e a outra estará buscando luz, energia e claridade na imensão do cosmo. Somos assim, ou seja, temos dois impulsos de crescimento. Um nos puxando para baixo que é individual e o outro nos puxando para cima que é universal e holístico. Essa situação nos põe em conflito porque são duas forças que nos remetem para lados opostos. O mundo do chão é escuro, ás vezes úmido, ás vezes sêco, muitas das vezes duro, sofrido e bastante concreto. Esse crescimento é a base de nossa estrutura física. Por isso, temos que escolher com cuidado e prudência as substâncias e os alimentos que a natureza desse mundo nos oferece. Terás momento de fome, sede, calor, frio e solidão. A noite ficarás no escuro e de dia serás aquecida pelo sol; no verão serás alagada pelas águas da chuva; no inverno serás coberta de neve. O cupim e o homem são os nossos maiores predadores, por isso não guarde seu tesouro na terra mas no céu. Mas, não se preocupe porque o nosso criador nos criou com sensibilidade para nos protegermos e selecionarmos as coisas sem errar. Nada é dado, mas tudo é conquistado com perseverança e mérito. O teu esforço pessoal é o caminho para a sua fortaleza no mundo interior do chão. Nunca se esqueça de cuidar da parte superior da copa que liga você ao mundo transcendente do céu. Ela é extremamente importante tanto quanto a parte de baixo da raíz. Terás um desafio muito grande que é alimentar a raíz fortalecendo-a a cada dia, e ao mesmo tempo voltar-se constantemente para a luz transcendente do sol da vida. Agradeça sempre esse aprendizado porque é uma síntese da lei da vida criadora. Terás momentos difíceis e penosos principalmente quando a espécie humana se aproximar de ti. Muitos deles perderam a sensibilidade e não nos enxergam como uma parte sagrada da mãe-natureza, mas como objetos de uso e troca para o crescimento de suas riquezas egoístas. E mesmo que os homens lhe ataquem com serras, martelos, foices e palavras de ordem agressivas entenda que a sua missão é servir com Amor e morrer em vida dando sombras, frutos, alimentos, abrigos e água em suas raízes. Fazemos parte de um grande ecossistema da natureza em busca do equilíbrio cósmico. A vida é uma árvore que deverá dar bons frutos; os homens são árvores também. Muitos deles vivem apenas dentro do chão na escuridão e não percebem o valor da copa e da luz do céu. Um dia o homem perceberá um pouco tarde que o mal está na raiz da consciência. Nesse dia, novas sementes crescerão orientadas pelo céu de um novo tempo. Aceite ser transformada no altar da vida amorosa: é a Lei!”.

Por: Prof. Bernardo Melgaço da Silva
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FESTA DA BAIXA-RASA

Amanhã, dia 25, acontece a tradicional Festa da Baixa-Rasa na Floresta do Araripe. Trara-se de uma festa de cunho religioso/turístico. Pela manhã realiza-se uma missa na capela do Lameiro e em seguida um desfile de vaqueiros sobe a serra onde acontece rezas e festejos com comidas típicas, apresentações de grupos folclóricos e outros entretenimentos. A festa já faz parte do calendário turístico do Crato. Vale conferir.

CAVALGADA DE VAQUEIROS

REZAS NA FLORESTA
Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”.

Jornal "O Povo" – Lula edita MP que proíbe venda de bebidas nas BRs


À partir do dia 1º de fevereiro, será proibida a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. A determinação consta de medida provisória (MP) assinada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Segundo a MP, cujo conteúdo foi divulgado pelo Ministério da Justiça, fica proibida a comercialização de qualquer bebida que contenha álcool em sua composição com grau de concentração igual ou acima de 0,5º. O descumprimento da norma implicará multa de R$ 1.500,00 ao comerciante. Em caso de reincidência, o valor da punição será dobrado e o acesso ao estabelecimento pela rodovia suspenso por um período de dois anos. Os estabelecimentos comerciais situados às margens das rodovias deverão fixar avisos indicando a proibição em locais de ampla visibilidade. Caso contrário, estarão sujeitos a multas de R$ 300,00. Os comerciantes têm até o dia 31 de janeiro para se adequar à nova legislação, cuja fiscalização caberá à Polícia Rodoviária Federal. Segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, a MP representa um avanço importante no combate à violência no trânsito e à mortalidade nas estradas.

Fonte: (jornal O Povo)

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CRATO//ÁLBUM

Para matar a saudade de quem viveu num bosque chamado Parque Municipal! Aqui existiu a famosa “TURMA DO PARQUE”, como existia a “turma da PEDRO II”, a “turma do PIMENTA” e tantas outras. Éramos felizes e não sabíamos.

Foto: Pachelly Jamacaru
Direitos reservados

A Bofetada do Ano na Cara do Brasileiro ! – Necessária


Brasileiro sempre teve mania de reclamar dos seus governantes. Reclamava dos administradores das sesmarias e das capitanias hereditárias; dos governadores gerais e dos imperadores. Reclamava dos presidentes da velha república e da República velha dos militares, de Sarney, de FHC, de Lula. Não reclamaram de Tancredo Neves porque morreu antes da posse!

No próximo ano, vamos ter de novo
presidente, novo governador,
outros deputados…ou os mesmos!

Mas o povo vai continuar a reclamar.
Porque o problema não está nos deputados, senadores, presidente, governador, prefeito, funcionário…
O problema está naquele que reclama: você e eu; nós!
O problema está no Brasileiro.
Afinal, o que se poderia esperar de um povo que sempre dá um jeitinho ?
Um povo que valoriza o esperto e não o sábio ?
Um povo que aplaude o vencedor do Big Blother, mas não sabe o nome de um escritor Brasileiro?
Um povo que despreza a cultura musical do país e aceita o monopólio do forró e de outras idiotices que a mídia lhes impõe sem questionar como um só homem ganhou 50 estações de rádio e canais de satélite ?
Um povo que admira o pobre que fica rico da noite para o dia?
Ri quando consegue puxar TV a cabo do vizinho?
Sonega tudo o que pode e quando pode, sonega até o que não pode !?
O que esperar de um povo que não sabe o que é pontualidade?
joga lixo na rua e reclama pela sujeira ?
O que esperar de um povo que não valoriza a leitura?
O que esperar de um povo que finge dormir quando um idoso entra no ônibus?
Prioriza o carro ao pedestre ?
O que dizer de um povo que elege Maluf de novo ?
O problema do Brasil não são os políticos; São os brasileiros!
Os políticos não se elegeram;
Fomos nós que votamos neles.
Político não faz concurso, ganha votos; o seu e o meu!

Pense nisso!
Um abraço.

( Autor desconhecido )
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DN: Bandeira do Brasil é eleita a 4ª mais feia

Amigos do Blog, vejam esta matéria. Tudo bem que nossa bandeira não seja lá uma maravilha de beleza, mas ficar em quarto lugar é demais. No final, coloco o e-mail do Sr. Josh Parsons, para quem quiser enviar pra ele diretamente seus comentários.

Wellington. Um professor de filosofia neozelandês fez em sua página da internet um ranking um tanto quanto polêmico: elegeu as melhores e as piores bandeiras do mundo, levando em conta apenas o valor estético.

Para ele, a bandeira brasileira é a “mais feia entre todas as nações independentes”. Já a bandeira da Argentina é considerada bela, com “boa escolha de cores”. A das Ilhas Marianas do Norte, que ficou em último lugar, “parece feita de um clip art”, disse. Para fazer sua classificação, Josh Parsons usou critérios como o fato de usar frases e mapas (o que ele considera abominável em uma bandeira) e misturar cores que “não combinam”.

O professor deu notas de 0 a 100 e conceitos que variam de A+ a D – para cada bandeira. As quatro mais bonitas e as quatro mais feias consideradas de acordo com os critérios dofilósofo neozelandês estão expostas abaixo.

Informações: Josh Parsons é doutor em Filosofia pela Universidade Nacional Australiana. Email: josh.parsons@otago.ac.nz

DN: 23/01/2008

RECORDE ABSOLUTO ! – Blog do Crato atinge a marca de mais de 20.000 acessos por Mês !

RECORDE !
O Blog do Crato se consolida como o maior website do Crato na Internet, e um dos maiores do Cariri em volume total de acessos. Que o Blog do crato possui o maior volume de informações ÚTEIS à comunidade cratense, fornecida através dos mais de 42 escritores, isso não resta dúvidas. Estamos próximos de 1.000 artigos escritos. Em retribuição, o povo tem acessado o Blog constantemente. Muitos me contam nas ruas da cidade, que abrir o Blog do Crato para saber das notícias é a primeira coisa que fazem pela manhã…
E é com imensa satisfação que comunico a todos que finalmente ultrapassamos a barreira “psicológica” dos 20.000 acessos por mês, e mais de 80.000 acessos desde o início do Blog. Na verdade, 20134 acessos no mês de Dezembro.

As estatísticas mostram que o mês de dezembro começou um tanto fraco, mas já nos últimos dias, o ritmo de acessos se acelerou e obtivemos o novo recorde. A questão agora é manter o ritmo, e tentar ainda, – se possível – crescer em cima desses números.

Abraços a todos os membros, escritores, associados, comentaristas, e sobretudo, aos leitores.
Vamos em Frente. Sempre !!!

Blog do Crato:

80.000 acessos ( 20.000 por mês )
1.000 artigos
Mais de 42 escritores e Cronistas.
O maior volume de informações do Crato na Internet !

Dihelson Mendonça
Administrador
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A Liberdade no vôo do ser: Chega de poder ideológico sem visão ! – Por Bernardo Melgaço.


A sociedade moderna se intitula como sendo a rainha da liberdade. Os países ditos democráticos se dizem livres para planejarem, organizarem e executarem o plano diretor de seus projetos sociais, políticos e econômicos. Vivemos num mundo veloz e acelerado. A cada dia que passa sabemos menos o que acontece a nossa volta. São tantas as mudanças nas decisões distantes que não sabemos os impactos e que próximas decisões de fato devemos tomar hoje. A parte se perde num todo veloz, dinâmico e em transformação. O dia de amanhã é uma incógnita que temos que contar na equação do tempo linear. O ontem já se foi agora e o amanhã é aqui sem percebermos o sentido de sua orientação. A terra gira sob o seu próprio eixo invisível: o homem gira em torno de sua capacidade de percepção indefinida. Tudo gira e tudo vibra num encadeamento sem fim. O sentido de valor final se confunde e nos confunde na grande maré de ondas de trabalho, produção e consumo. Acordamos com as buzinas dos carros e vamos dormir com a sensação de que o amanhã não será nada diferente e assim nada mudará de fato. Então, nos questionamos: será que podemos mudar o eixo das realizações e valores materiais? Em princípio desejamos romper com o antigo para construirmos o novo. Mas, logo somos assaltados por impulsos de acomodação e nos sentimos presos à cultura como a raíz da árvore nas entranhas da terra; como a mosca que cada vez mais se enrola na teia da aranha. Somos seres da terra e dela precisamos para sobreviver. O céu nos convida para a beleza do infinito desconhecido. Saimos com naves inteligentes pelo cosmo para sondar a vida além dessa vida terrena. Será que existe um mundo melhor do que esse? Se existe aonde encontrá-lo? Em que direção no infinito devemos buscar? A busca humana não tem fim. O que queremos descobrir: novas terras, novos espaços, novas fronteiras, novas verdades? O que precisamos de fato reconhecer? Já não basta sermos dotados de inteligência e sensibilidade? O que queremos acrescentar ao nosso modo de ver e ser? Um vazio bate em nosso ser, um buraco negro se abre em nosso peito. Nos sentimos sós; nos sentimos uma partícula numa dança de átomos na construção quântica da vida. A posição e a certeza da velocidade de nossa trajetória errante nos são proibidas: uma ou outra. Conhecemos aquilo que queremos conhecer; vemos aquilo que queremos ver; descobrimos aquilo que queremos descobrir. A realidade não nos é dada, mas permitida escolher. O que escolhermos, seremos. Não existe padrão, não existe modelo, não existe fórmula, não existe mapa. Então, caimos em si: Não existe vida sem liberdade! Não existe igualdade sem unidade! Ó natureza criadora porque somos tão complexos e indeterminantes! Enraizar a vida na terra material ou transcender numa morte da consciência (metanóia) em direção ao céu imaterial? Então, vem a luta, o conflito e a crise interior. E na crise o risco e a oportunidade de se reconhecer como parte fundamental de uma verdade e um propósito cósmico. A vida não é uma noite tenebrosa, mas um novo amanhecer de verdades jamais ditas ou reveladas. É preciso voar mais Alto, e lutar menos, para ver mais longe e compreender a crise desse mundo. Pois, segundo Richard BACH: “Você conhece o provérbio, que é bem verdade: “Vê mais longe a gaivota que voa mais alto”. As gaivotas que você deixou estão no solo, gritando e lutando umas com as outras. Estão a mil e quinhentos quilômetros do paraíso, e você diz que lhes quer mostrar o paraíso, de onde estão! Fernão, elas nem vêem a própria ponta das asas!” (Fernão Capelo Gaivota, p.101-102). Chega de poder ideológico sem visão! Queremos viver, amar e encontrar a paz do coração. Pois, “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Prof. Bernardo Melgaço da Silva

Hoje no DN – Ceará teve maior queda da mortalidade infantil do Brasil

RELATÓRIO DO UNICEF

Clique para Ampliar

Miséria: 73% dos menores de 17 anos vivem em famílias com renda inferior a meio salário mínimo (Foto: José Leomar)

O Brasil melhorou 27 posições no ranking da taxa de mortalidade em crianças menores de cinco anos

O Ceará é o Estado brasileiro com maior queda da mortalidade infantil entre 1991 e 2006 (56,7%), de acordo com o “Caderno Brasil’, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ontem pela manhã em 180 países. O relatório foi divulgado junto com o relatório “Situação Mundial da Infância 2008”, com tema Sobrevivência Infantil, que faz um diagnóstico da primeira infância (até seis anos) em todo o mundo.

Outra boa notícia para o Estado é que, quanto em todo o País o percentual de mães com menos de 15 anos aumenta (por mil nascidos vivos), o Ceará registrou uma queda de 29,1% entre 1994 e 2005, chegando a uma taxa de somente 9% das gravidez, equivalente à média brasileira.

O trabalho realizado no Estado do Ceará para reduzir os sub-registros de nascimento também vem dando certo, conforme o “Caderno Brasil”, que mostra uma diminuição de 61,7% na quantidade de crianças que deixaram de ser registradas, superior à média nacional, de 58,1%.

Mesmo assim, no ano de 2006, 20% das crianças cearenses não foram registradas, o que é um dado ainda é bastante preocupante.

Os números apresentados pelo Unicef, referente ao Ceará são semelhantes aos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 3 de dezembro último.

O dado que se mostrou alarmante, do “Caderno Brasil” foi referente ao percentual de crianças e adolescentes até 17 anos vivendo em famílias com renda per capta mensal de meio salário mínimo. Aqui no Estado, essa quantidade chega a 73%, média superior a do País (50%) e até a da Região Nordeste (72%).

Além das informações contidas do “Caderno Brasil”, o Ceará foi citado no relatório mundial por conta do trabalho realizado junto à população por agentes comunitários. O Unicef considerou essa ação importante para os resultados na redução da mortalidade infantil.

Brasil

O Brasil melhorou 27 posições no ranking de taxa de mortalidade na infância (crianças menores de cinco anos), saindo da 86ª posição para a 113ª. Em 1990, a cada mil nascidos vivos, 57 morriam até completa o quinto aniversário. Em 2006, eram somente 20 mortes por mil nascidos vivos.

Apesar da melhora registrada, o País foi incluído nos 60 selecionados para serem monitorados e estimulados, com prioridade para a mortalidade infantil, a atingirem os Objetivos do Milênio até 2015.

Isso ocorre, de acordo com a coordenadora do Unicef no Ceará, Tati Andrade, porque a população do Brasil é muito grande ( 180 milhões) e foram levados em consideração os números absolutos.

Além disso, ainda há grandes disparidades entre negros, brancos, índios, ricos e pobres nas melhorias registradas. A Região onde a criança se encontra também modifica bastante os índices.

Tati destaca que, conforme o relatório, as crianças brasileiras pobres menores que um ano têm mais que o dobro de chance de morrer que as ricas. A taxa de mortalidade de filhos de mães negras é cerca de 40% maior que as filhos de brancas. Entre os indígenas, a taxa chega a é 48,5 mortes por mil nascidos vivos, duas vezes maior que a das crianças brancas.

A qualidade do pré-natal é mais uma preocupação. Os números mostram que o grande desafio do País é reduzir a mortalidade nas primeiras semanas de vida, pois 51% das mortes ocorrem na primeira semana e 66% antes de um mês.

Renata Benevides
Repórter

Fontes: Matéria do jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com.br
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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.

AUXÍLIO À LISTA

Garota Blog do Crato


O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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