diversas sexta-feira, 29 fev 2008, 10:40 | 0 Comentários
http://www2.camara.gov.br/orcamentobrasil/fiscalize/transferenciauniao/municipios/executa.pdf?anomes=01%2F2008&uf=CE&municipio=1385
Caro Dihelson Mendonça e conterrâneos,
Pode, em primeiro momento parecer estranho, deixar essa singela mensagem à respeito de minha terra natal, sou filho desse lindo Estado, em particular dessa maravilhosa cidade, que a cada dia que passa aprendo a admirar, respeitar e dizer aos quatro cantos: SOU CRATENSE ATÉ A ALMA. Sai muito cedo da minha terra, por volta de 1986, à época com quase 17 anos, como não poderia deixar de ser, migrei como vários conterrâneos para a região sudeste do Pais ( alguns insistem em chama-la de sul) São Paulo, aqui chegando, diferentemente de muitos irmãos, fui muito bem recebido e acolhido. Terminei os estudos secundarios, iniciei curso de historia e psicologia, entretanto, apesar de não identificar-me com tais áreas, comecei outro, dessa feita direito, conclui e logo após a conclusão fui aprovado no exame de ordem, hoje advogado, minha segunda paixão, a primeira mencionada acima, minha cidade natal, logicamente sem esquecer que concomitantemente com a primeira paixão esta a minha bela esposa, também cratense. E com relação a esse assunto, após 20 (vinte) anos residindo em outro Estado, a mulher da minha vida estava no meu local de nascimento, retornei para leva-la comigo.
Quando saimos da nosso terra, do aconchego da familia, da proximidade de nossa cultura, acabamos deixando de lado, mesmo que provisoriamente, a importância de nossos laços culturais , haja vista o contato com outra totalmente diferente. Entretanto, quando ingressamos nessa nova etapa da vida ao lado de pessoas da mesma feição cultural, fica mais dificl esquecer a origem. Porém, quando esse contato dar-se em um ambiente totalmente alheio, é como aquele adágio popular: “ não sabe falar o dialeto atual, e esqueceu-se o de origem”, é uma situação complicada, para não dizer deprimente. Confeso que percori todo esse caminho, em um momento esqueci, mesmo não querendo, em outra busquei, muitas vezes não achando, hoje, não creio que guarde relação com a idade ( estou com 37) procuro falar, divulgar, elogiar e dizer o quanto sou feliz por ter nascido na cidade do CRATO, é verdade que com um sotaque um pouco diferente, porém, com o coração cheio de alegria e orgulho em poder verificar que a cada ano que passa, periodo em que constumo visita-la, demonstra uma capacidade impressionante em todos os seguimentos, quer seja cultural, tecnológico, politico, enfim uma sociedade engajada pleiteando melhores condições de vida.
Logicamente que como qualquer cidade brasileira, os problemas são visiveis, todavia também percebemos o empenho de muitas pessoas em tentar reverter o quadro, não só os politicos, porém, o cidadão comum que sabe que essa terra é valiosa, é especial e acima de tudo é nossa casa, e sempre nos receberá de braços abertos. Citando a nossa inspiradora Cecilia Meireles, a arte de ser feliz:
“ Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crinças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refelectidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes um galo canta. Às vezes um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Por fim conterrâneos, que a nossa cidade continue a representar para todos nos o começo de tudo, alegria da vida e a paz em nossos corações.
Por: Luiz Claudio Brito de Lima
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Mais de 1.500 dessas mudas foram encaminhadas para o município de Salitre. O principal objetivo do trabalho da Secretaria do Meio Ambiente do Crato, segundo Nivaldo Soares, é criar uma cultura de produtividade do cajueiro, já que é uma árvore de bom aproveitamento do fruto por inteiro. Já o pau d’arco, além de ser uma planta com diversos usos medicinais, enfeita a paisagem cinzenta da seca nos meses de setembro e outubro, contrastando o cenário semi-árido.
Nivaldo justifica que a finalidade da antecipação da Semana da Árvore “é sensibilizar a comunidade em relação à importância de preservação do meio ambiente”. A iniciativa tem a coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, por meio do Núcleo de Educação Ambiental, em parceria com a Secretaria de Educação do Crato e instituições locais de defesa dos recursos naturais.
Ele lembra que, no Sul do País, a Semana da Árvore é comemorada no mês de setembro. No entanto, no Norte e Nordeste a comemoração é feita na última semana de março, período muito oportuno porque coincide com a estação chuvosa da região e vem logo em seguida ao Dia Mundial das Florestas (21 de março) e Dia Mundial da Água (22 de março). “E florestas e água são tão próximas quanto essenciais à vida no planeta Terra”, afirma o secretário municipal.
Árvore símbolo
No Cariri, a árvore símbolo da região é pequizeiro, uma planta nativa da Serra do Araripe, cujo fruto é muito rico em óleo e proteína, e bastante apreciado pelos caririenses como tempero. Por isso é que quando o pequi começa a soltar os frutos, os campos se povoam de mulheres, homens e crianças. O convite se espalha. Os moradores próximos do pequizeiro levantam cedo — três, quatro horas da madrugada. Os frutos sazonados caem durante a noite. Um pequizeiro pode produzir até seis mil frutos, que vão amadurecendo paulatinamente e caindo. Quem chega primeiro pega maior número.
Nos Estados Unidos, o Dia da Árvore é 22 de abril, data que coincide com o aniversário de J. Morton, um morador de Nebrasca que incentivou a plantação de diversas espécies da flora naquele Estado.
O Brasil foi um dos poucos países que não seguiu o exemplo dos EUA e escolheu o dia 21 de setembro para celebrar a árvore. Existe uma explicação para essa definição de data, tomada há 30 anos: os povos indígenas brasileiros sempre cultuaram as árvores à época das chuvas ou quando se preparava a terra para semear. Então adotou-se a data que marca a entrada da primavera.
No entanto, por razões climáticas, as regiões Norte e Nordeste do Brasil cultuam a árvore na última semana de março, no período referente ao início das chuvas nessas áreas do País, e não como acontece no restante brasileiro, como forma de adaptar o calendário.
ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Vínicius Gageiro Marques era um menino de 16 anos, alto e vistoso, aparentemente normal. Amava o Radiohead, os Mutantes e Vitor Ramil. Inteligentíssimo, um superdotado, tocava vários instrumentos e havia até gravado um CD com suas composições . Filho de um professor universitário do Rio Grande do Sul e de uma psicanalista foi educado em francês e falava fluentemente o inglês. Nas aulas, usava sempre os fones de ouvido, não escrevia nada e nem ouvia os mestres e simplesmente passava por média em tudo. Tirante isto Vinicius carregava consigo, inaparentemente, fantasmas e espectros que o perseguiam sem cessar. Fazia tratamentos especializados, mas por mais de uma vez tentara suicídio, até ter consumado o ato em 26 de Julho de 2006. Podia ser mais um destes casos desesperados de adolescentes autodestrutivos que têm pululado no mundo todo, não fosse por um pequeno detalhe. Vinicius vivia praticamente na Internet, num mundo virtual, talvez mais colorido e dourado que o real à sua volta. Teve, assim, uma ajuda direta, com acompanhamento pari passu do todo o processo, através de um site ( e existem já tantos !) que incentiva, acompanha e ensina meios mais práticos de se chegar à solução final. Uma espécie de Centro de Valorização da Morte. Yoñlu , este era o nome de Vinicius, no mundo virtual , projetou cuidadosamente todo o ritual do fim, com a ajuda de vários internautas anônimos que assistiram on line à sua asfixia por monóxido de carbono. E foi um destes amigos das sombras , no Canadá, que avisou à polícia que nosso Vinicius, por fim, tinha conseguido seu intento desesperado.
O mais preocupante de tudo : o caso de Vinicius não é pontual. Existe uma verdadeira indústria de Suicídio.com na WEB. No Japão , em 2005, houve um aumento de 70% nos suicídios ligados à rede, 91 adolescentes se mataram. Em 2006 houve três episódios de suicídio coletivo de jovens( com treze mortes), combinadas na Internet. Na Grã Bretanha, no ano passado, foram constatadas vinte e sete mortes devidamente incentivadas pela rede mundial de computadores. A função de qualquer cronista , mesmo os rabo-de-galo como eu, é o de fuçar tendências, o de revolver o cascalho, como um garimpeiro paciente, tentando encontrar a pepita no fundo da bateia. A grande pergunta da atualidade é esta : Afinal que mundo estamos legando aos nossos filhos e netos ?
Permitam-me encher um pouco o sábado de vocês com algumas elucubrações dolorosas. O aumento dos casos de depressão na humanidade , nos últimos tempos, é uma constatação científica insofismável. Estima-se , por outro lado, que mais de 60% da tragédia suicida se deve a episódios depressivos. Por que o planeta tem se tornado menos respirável ? Acredito que a questão é multifatorial , mas vou arriscar a pôr um pouco da minha goma neste angu indigesto. Primeiro a população planetária, desde a Revolução Industrial, tornou-se, paulatinamente, mais urbana que rural. Fomos perdendo o contato direto com a natureza que nos imantava continuamente de sua energia. Depois, vivendo em megalópolis, passamos a conviver com a mais terrível das solidões : a soletude da multidão. Os pais , assoberbados a cada dia pelo trabalho, não mais convivem os filhos que terminam sendo criados pelas creches, pela TV, pela Academia, pelo Computador. A sociedade de consumo iniciou uma corrida desenfreada em busca de um Shangrilá de superfície e são jogados todos nesta gincana desesperada. Não existem mais amigos, parentes, colegas, só guerreiros em contínua competição. Como em qualquer modalidade esportiva ,sempre são poucos os vencedores e muitos os perdedores. Vão se amontoando, pelas esquinas da vida, um sem número de inconformados que não conseguiram galgar o Everest de suas aspirações grandiosas, seja porque não aceitaram as regras do jogo ,seja por não se adaptarem aos critérios draconianos. Um mundo profundamente materialista não tem lugar para os artistas, os espiritualistas, os poetas.
Depois, com a globalização das informações, começamos a vivenciar não só nossas agruras domésticas , mas os infortúnios de todos desta terra. Em tempo real , nos espantamos com o 11 de Setembro e com a carnificina iraquiana. As relações tornaram-se muito mais distantes e como no Second Life , todos passaram a ter duas vidas: ora Vinicius, ora Yoñlu. Sequer conheço meu vizinho ao lado, mas converso com uma moça em Copenhague todo santo dia. A comunidade onde vivo e onde devo agir como ser político não é mais minha cidade , meu estado, meu país, mas várias outras do Orkut, do tipo : “Odeio defecar fora de casa”. Talvez, por isto mesmo, por tanta impessoalidade, tantos loucos nos Estados Unidos chacinam colegas e professores em escolas, como se estivessem participando de um Videogame , como o DOOM ou GTA. E , pelos mesmos motivos, tantos loucos incentivem e ajudem a destruição de tantos atormentados planeta afora. Neste espaço de sombras, a confiabilidade é mínima, as pessoas impalpáveis e, neste vale de sombras, falta o toque e o olho-no-olho. Terminamos todos solitários, agora em dois mundos : o virtual e o real, em ambos, perfeitamente descartáveis.
O suicídio de tantos jovens é uma espécie de enigma da esfinge dos nossos tempos. Precisamos, desesperadamente, descobrir como criar um mundo mais palatável para os Vinicius que virão. Talvez, assim, eles não precisem buscar as sombrias e nebulosas paragens pelas quais um dia trilhou um atormentado Yoñlu.
J. Flávio Vieira
Malhação do Judas

E se nessa malhação do Judas que vem aí, nós colocássemos os nomes dos candidatos a prefeito das próximas eleições ? quem ganharia o páreo ? rs rs
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GABINETE DO PREFEITO
Prefeito do Crato apresenta projeto do shopping popular ao BNB O projeto do shopping Popular consta de 335 lojas, com quatro lojas âncoras, área de alimentação, circulação, dois pavimentos e banheiros para os consumidores. O BNB irá financiar a obra. A Prefeitura doou o terreno e elaborou o projeto que foi discutido entre técnicos da administração e os futuros proprietários dos boxes. Fonte: website da PMC. PMC quer dizer: prefeitura Municipal do Crato. .
28/02/2008
O prefeito do Crato Samuel Araripe participou ontem em Fortaleza de uma reunião com diretor do Banco do Nordeste d o Brasil Dr. Paulo Ferraro. Na ocasião apresentou o projeto de construção do Shopping Popular do Crato, onde hoje funciona o camelódromo.
GABINETE DO PREFEITO O prefeito do Crato Samuel Araripe esteve na manhã de ontem visitando as obras de recuperação do Canal do Rio Grangeiro que estão sendo feitas pela administração municipal. Ele esteve acompanhado pelo deputado estadual Ely Aguiar. Ao final ficou acertado que o deputado Ely Aguiar juntamente com o prefeito Samuel Araripe irão trabalhar para conseguir verbas que possam ser utilizadas de forma racional em uma ampla reforma e recuperação do canal, já que a sobras feitas anteriormente com valores superiores a 5 milhões de reais não foram suficientes para que o canal resistisse às chuvas. Atualmente a prefeitura está com uma equipe recuperando a ponte que dá acesso ao Tiro de Guerra e em seguida continuará recuperando o canal nos lugares atingidos pelas chuvas. Fonte: website da PMC.
Prefeitura continuará recuperando canal do Rio Grangeiro
22/02/2008

Dia 28 de Fevereiro ( HOJE ) a partir das 19 Hs no SESC Juazeiro – Entrada Franca.
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Os preparativos para a tradicional festa da malhação de Judas já começaram. O seu organizador, Cacá Araújo, nos sugeriu uma enquete para que os internautas possam votar nos seus candidatos favoritos.
A Cédula de votação para 2008:
8ª FESTA POPULAR
DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2008
Malhação: 22 de março (Sábado de Aleluia)
Centro Cultural do Araripe – Largo da RFFSA – Crato – Ceará
ELEIÇÃO: DE 1 A 8 DE MARÇO
CÉDULA ELEITORAL
1- BISPO DOM LUIZ CAPPIO
Da Diocese de Barra (BA), por ser contra a Transposição do Rio São Francisco, fazendo, inclusive, greve de fome, atitude tresloucada que revela a dimensão da mesquinharia dos seguidores do “já foi tarde” baiano egoísta e corrupto, Antonio Carlos Magalhães, e dos políticos tucanos paulistas e do DEMo, que não escondem seu ódio pela população do Nordeste. A transposição beneficiará o crescimento econômico e a sobrevivência de milhares de nordestinos, principalmente do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Dom Cappio parece não ter aprendido a lição de Cristo, que pregava a divisão do pão. Dividamos, pois, a água, “para que todos tenham vida”.
2 – TREM CARIRI
Por causar grandes transtornos à população, no que diz respeito ao trânsito e à circulação de pedestres, obstruindo ruas, agredindo a rotina da comunidade, e, pior, sem representar qualquer avanço significativo no desenvolvimento econômico-social ou garantir agilidade no deslocamento de pessoas no triângulo CRAJUBAR.
3 – ESTUPRADOR
Por ser uma abominação da natureza humana, responsável pela desgraça de crianças, adolescentes e idosos, violando-lhes a inocência e a dignidade.
4 – BUSH – O ANTICRISTO
Por liderar a destruição de povos e nações no mundo inteiro, promovendo miséria, morte de milhares de inocentes, opressão, preconceito, terrorismo capitalista. Sua ação impossibilita a convivência pacífica entre os povos, provoca o ódio, a guerra, a destruição.
5 – CARTÃO CORPORATIVO
Por ser meio de malandragem com o dinheiro do contribuinte brasileiro.
6 – FERNANDINHO BEIRA-MAR
Símbolo da tragédia representada pelo tráfico de drogas.
7 – DROGAS
Pelo estrago que causa na família e na vida do indivíduo viciado, além de alimentar o banditismo e a violência.
8 – HITLER
Louco, promoveu o holocausto e assombrou a humanidade com a idéia de uma raça “pura”, dando raízes ao preconceito.
8 – INGRATIDÃO
Por ser um sentimento temperado com injustiça e falsidade, e por adubar terreno para a desavença, a inveja e a infelicidade.
9 – SALÁRIO MÍNIMO
Piada (de mau gosto) da sobrevivência do povo, é sempre fator de dificuldades e humilhação para milhares de famílias brasileiras.
PROMOÇÃO E REALIZAÇÃO:
Fundação do Folclore Mestre Eloi
Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato
Sociedade Cariri das Artes
APOIO:
Prefeitura Municipal do Crato
Por: Cacá Araújo.
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A poesia popular de Patativa do Assaré ainda continua como principal ícone do cotidiano do sertão nordestino
Assaré. Para quem pensa que a fonte poética de Patativa do Assaré se esgotou, uma novidade: brevemente, será lançado um livro com poemas inéditos. Os versos, segundo Inês Alencar, filha do artista, estão com o seu sobrinho Geraldo Gonçalves, apontado por Patativa como um dos seus seguidores. Está sendo discutida também a possibilidade de publicação dos poemas eróticos de Patativa que foram deixados com o padre Antônio Vieira, o defensor dos jumentos, e agora estão com o médico e amigo da família José Flávio Vieira.
“Não nego meu sangue, não nego meu nome, olho para fome e pergunto: o que há? Eu sou brasilêro fio do Nordeste”, Sou cabra da peste, sou do Ceará…” Seis anos depois da morte de Patativa, seus versos correm de boca em boca, evangelizando o sertão e enternecendo as academias com seu saber profético. A música “A Triste Partida”, interpretada por Luiz Gonzaga, ainda é a maior descrição da odisséia do nordestino retirante que deixa o seu torrão natal em busca de emprego. A casa onde ele nasceu, na Serra de Santana, município de Assaré, ameaça desabar, mas a sua poesia, extraída da terra árida, se mantém de pé. A partir de sábado, a pequena cidade de Assaré, localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, se enfeita para reverenciar o seu poeta maior.
Localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, a mais seca do Estado, a cidade de Assaré seria mais um município do Ceará, sem nenhuma projeção, se não fosse o poeta Patativa que, em vida, não imaginava que a sua obra poética seria estudada na Universidade de Sorbonne, na França. A humildade do artista é evidente: “Meu verso rasteio, singelo e sem graça/ Não entra na praça, no rico salão/ Meu verso só entra no campo e na roça/ Nas pobre paioça, da serra ao sertão.”
A principal temática de Patativa era a seca e a terra onde vivia, mas as poesias bem-humoradas e as histórias pitorescas da vida sertaneja também estão presentes em seus poemas. Enquanto lavrava a terra com a enxada, fazia brotar do solo árido o lirismo de sua poesia. Foi o intérprete da alma nordestina, cantando suas dores e sofrimentos e também as belezas do sertão.
Na casa de taipa onde viveu, produziu também poemas eruditos comparados pelo reitor da Urca, professor Plácido Cidade Nuvens, com os maiores clássicos da literatura portuguesa, entre os quais Fernando Pessoa, Castro Alves, Padre Antonio Thomaz, Antonio Sales, Camões e Olavo Bilac.
Nas pegadas do Padre Antonio Thomaz, “príncipe dos poetas cearenses”, Patativa produziu um soneto em defesa da prostituta com o título “A Meretriz” que diz: Se alguém te chamas de perdida e louca/Não acredites, pois não é verdade./ Há quem procure cheio de ansiedade /A graça e o riso que tu tens na boca/ Fostes menina, já usastes touca / Fostes donzela, tinhas virgindade/… Alguém te estima e com fervor te quer/… És a fonte de matar a sede / Do desgraçado que não tem mulher.
ENQUETE
Acervo do poeta popular deve ser preservado
Inês Alencar
Filha de Patativa
“Se a maioria de meus irmãos concordar, autorizaremos a publicação dos poemas eróticos de meu pai.”
Raimundo Gonçalves
Genro e sobrinho de Patativa
“Faz medo entrar na casa onde viveu meu tio. Pode cair por cima da gente. Quem for restaurá-la corre risco de morte.”
Huberto Cabral
Jornalista e memorialista
“A preservação do acervo de Patativa é fundamental para o desenvolvimento e enriquecimento cultural de todos.”
ANTÔNIO VICELMO
Repórter
´HONORIS CAUSA´
Unanimidade como mais popular
Assaré. Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. Foi o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Ele casou-se com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos.
Patativa era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, um poema em cada gaio, um verso em cada fulo”, cantava.
Como todo bom sertanejo, começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos 4 anos. Na velhice, perdeu totalmente a visão, mas nunca perdeu a vontade de viver.
Ele só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser “Doutor Honoris Causa” de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Mesmo sem sair de casa, recebeu o troféu “Sereia de Ouro” do Sistema Verdes Mares. O poeta morreu em 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando mais de 10 livros publicados, dentre os quais, “Inspiração Nordestina“, “Cantos do Patativa”, e “Cante Lá que Eu Canto Cá”.
SAIBA MAIS
Programação
De sábado, 1º, até o próximo dia 5 de março uma extensa programação marca o aniversário de 99 anos do Poeta Patativa do Assaré, ´in memoriam´, e abre a festa do centenário do artista, a ser comemorado no dia 5 de março de 2009.
Shows
Um show de Amazan e Cacau Com Mel abre a programação de festa no sábado, na praça central de Assaré. Em todas as noites uma atração especial, como Quinteto Agreste e Joãozinho do Exu.
SÍTIO SANTANA
Parte da casa do poeta desaba
Assaré. A casa onde nasceu e morou o poeta Patativa do Assaré, localizada no Sítio Serra de Santana, a 18 quilômetros da sede do município, já começou a desabar. Uma das paredes do quarto, onde o poeta nasceu, já caiu. O sótão, estrutura de madeira destinada a guardar cereais, está caindo. O mato tomou o lugar das calçadas, impedindo a entrada de pessoas. O último morador do imóvel, o sobrinho do poeta, agricultor Raimundo Gonçalves Alencar, saiu de lá, deixando alguns objetos, dentre os quais, um rádio Semp antigo, uma máquina de costura, e uma galeria de imagens de santos e fotos de parentes do tio artista.
“Faz medo entrar na casa. Ela pode cair por cima da gente”, adverte o agricultor, acrescentando que quem for restaurá-la corre risco de morte. Segundo conta, no início do mês, a Prefeitura de Assaré enviou uma comissão à Serra de Santana, a fim de fazer um orçamento para restauração do único imóvel deixado pelo poeta na localidade. Está previsto o custo de R$ 30 mil.
ACERVO ABANDONADO
1 Já foi ao chão parte do quarto onde nasceu e viveu o poeta Patativa do Assaré, no Sítio Santana, na serra do município de Assaré.
2 Na sala e restante da casa de taipa, ainda restam móveis do antigo morador, o sobrinho do Poeta, Raimundo Gonçalves Alencar, conhecido como Mundinho.
3 O imóvel é uma casa de taipa que guarda memória do menino poeta. Ele cresceu inspirado nas manifestações da natureza.
4 Cartaz que divulga a programação de festa pelos 99 anos do poeta popular e abre comemorações do centenário de Patativa.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com.br
1º – Nós, que temos acesso ao Blog do Crato, somos privilegiados. Podemos ler – aqui – opiniões favoráveis ou contrárias a mais antiga e sangrenta ditadura do continente americano (quase meio século de duração).2º – As estimativas variam, mas os números mais sensatos dizem dizem que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas por Fidel no “paredón” desde o início da ditadura dos Castros; Quem pôde fugiu. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente no Afeganistão, país devastado por trinta anos de guerra civil; 178.000 pessoas morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos;
Os que permaneceram na ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E ão se fale nas “conquistas” na educação e saúde. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter para isso abolido as eleições livres, fuzilado seus filhos, prendido opositores ou impedido seus cidadãos de viajar para o exterior;
A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de alguns direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos.
O governo cubano nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. Restringe quase qualquer tipo de discordância política, e usa avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima mas a ditadura dos Castros interpretam-na como uma “traição” à soberania cubana.
3º – Uma das características mais marcantes da personalidade de Fidel Castro é a de um mentiroso. Sua irmã Juanita Castro – que também fugiu para Miami, escapando da ditadura do irmão – afirmou: “Nunca faltará el actor que hay en el” (Nunca faltará o ator que existe dentro dele). Abaixo, três declarações de Fidel:
“O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).
“Jamais poderemos nos tornar ditadores. (…) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 21).
“Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 26).
Como diria o presidente Lula, o dado concreto, é que os cubanos que permanecem na ilha-prisão vivem há décadas em estado de penúria moral, miséria física e desesperança, o cardápio clássico das ditaduras…
Ontem recebi a visita do meu grande amigo Hugo Linard ( que por sinal, está se preparando para escrever um livro de memórias ). Ele me trouxe uns DVDs com fotos antigas maravilhosas que gostaria de compartilahr com todos:






Fotos trazidas por Hugo Linard para o Blog do Crato.
FONTES: foto 02, 05, 06, 07, 08, 09 e 10 do acervo de Lucia Maria de Oliveira Castro P. Tavares. Fotografias doadas pelo Padre Lauro Gonçalves Pita.
As demais, não sabemos a procedência. Apenas que foram doadas, como todas as outras, ao Blog do Crato por Hugo Linard. Se alguém souber dos direitos autorais das outras fotos, por gentileza, comuniquem. Sou fotógrafo também, com mais de 15.000 fotos já realizadas, e sei bem o que é o problema hoje em dia do uso não autorizado que as pessoas fazem de nossas fotos.
Abraços,
Dihelson Mendonça
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Por que Fidel deixa o poder como um líder invicto
“Fidel Castro não foi ditador e sim um libertador. É o maior líder do seu tempo, se manteve isolado e independente. Mesmo os que o combatem reconhecem que Cuba não é mais a mesma. Exclusivamente pela força, a convicção e a certeza do que pretendia, Cuba deixou de ser a praia de fim de semana de americanos ricos, a jogatina diária desses mesmos estrangeiros que só queriam se divertir: hoje é respeitada, aclamada, invejada”. (Helio Fernandes, TRIBUNA DA IMPRENSA, 21 de fevereiro de 2008)
Depois do que Helio Fernandes escreveu ontem em sua coluna, cuja maior marca é a independência, não precisaria escrever a respeito do fato internacional mais importante deste verão de 2008. Mas como vi por dentro a revolução cubana praticamente desde o seu nascedouro, ouso chamar todos os meus leitores, inclusive os que odeiam Fidel Castro, a uma reflexão honesta a respeito deste líder que foi a grande referência do Terceiro Mundo neste meio século em que esteve à frente do governo cubano.
Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008
Com uma coragem que faz falta aos homens públicos em todo o mundo, Fidel Castro exerceu tal papel na história que sua despedida do poder, aos 81 anos, realmente por razões de saúde, mereceu um caderno especial em “O Globo” e as primeiras páginas nos diários de todos os países, sem falar nos destaques dos telejornais.
Raciocinemos juntos, numa boa: por que desse noticiário tão inflado e rico em informações para registrar a formalização de uma situação que já se arrastava por 19 meses? Afinal, Cuba é apenas uma ilha de 11 milhões de habitantes, BLOQUEADA por todos os lados pela maior potência mundial, cujos governos e grupos econômicos recorreram a todas as armas para desconstruir sua revolução.
Vê se eu me fiz entender: você já parou para pensar, independente de suas simpatias e antipatias políticas, sobre esse feito sem precedentes desde que os Estados Unidos da América converteram-se no temido arsenal militar e no maior poderio econômico do mundo?
Até a URSS caiu
Compare comigo: se até a outrora poderosa União Soviética desmoronou ainda na condição de segunda potência mundial, se até a gigantesca China continental assimilou a economia de mercado para sobreviver e crescer, qual o segredo de Fidel Castro, o romântico de Sierra Maestra, alvo de pelo menos 600 tentativas de homicídio concebidas e patrocinadas pelos órgãos de segurança dos EUA?
O que explica a sobrevivência desse regime revolucionário, senão o amplo apoio popular e o êxito de suas políticas públicas, apesar do castigo quase letal de um embargo econômico impiedoso, em que o governo da grande potência não se limita a suas próprias medidas, mas exige que todos os demais países do mundo mantenham os cubanos a pão e água?
Eu bem sei, porque, como disse nas primeiras linhas, fui lá mais de uma vez, em diferentes momentos de seu processo revolucionário: em julho de 1960, quando ainda tinha 17 anos, estava em Havana participando do I Congresso Latino-Americano de Juventudes, representando a União Brasileira de Estudantes Secundaristas.
No ano seguinte, já como jornalista de carteira assinada na “Ultima Hora”, fui trabalhar lá até julho de 1962, e testemunhei momentos de grande mudança. Voltei a Cuba, como turista, em 1986. Finalmente, integrei uma delegação parlamentar brasileira que visitou Havana em julho de 2003.
Poucos brasileiros tiveram tantas oportunidades de conhecer e avaliar, em fases tão distintas, a revolução cubana e a liderança de Fidel Castro, que venceu as mais olímpicas das provas em situações em que ninguém, a não ser os teimosos cubanos, imaginavam que ele e seu regime socialista tivesse condição de superar, como no chamado “período especial”, conseqüência do desmantelamento da União Soviética e dos países do Leste europeu, cujo marco foi a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.
Nenhuma criança na rua
Quando você olhar para aquela ilha rebelde, a 110 quilômetros da costa da Flórida, antes de buscar motivos para criminalizá-la na mais bem industriada orquestração regida pela potência que não se conforma em ter perdido a guerra contra Fidel, reflita sobre esta frase que ele pronunciou, durante a visita do papa João Paulo II a Cuba, naquele janeiro de 1998: “ESTA NOITE MILHÕES DE CRIANÇAS DORMIRÃO NA RUA, MAS NENHUMA DELAS É CUBANA”.
No dias de hoje, em que o regime democrático representativo não encara com seriedade os problemas mínimos do povo de onde, segundo a Carta, emana o poder, dedicando-se a programas compensatórios de mendicância oficial, onde a Justiça pode ser sede de um massacre como no caso da Varig, entregue a preço de banana a aventureiros internacionais, ou mesmo de um ato de arbitrariedade calçado de formalidades processuais – como a absurda apropriação do meu mandato -, você faria muito bem a seus filhos e às futuras gerações se procurasse entender, como eu entendi, a natureza do “milagre cubano”, onde já não há analfabetos, todos têm acesso ao melhor ensino público do mundo (segundo a Unesco) e o nível de escolaridade média da população é de 12 anos, enquanto os índices de saúde são comparáveis aos dos países do primeiro mundo.
Será que você não acha isso relevante? Fidel Castro não ficou por acaso esse tempo todo no poder, asfixiado perversamente pela potência que faz e desfaz governos, que ainda dita as regras do jogo, que acaba de patrocinar mais uma amputação na fatiada Iugoslávia, que tem um orçamento militar de meio trilhão de dólares, mais do dobro de todo o orçamento brasileiro, que tem bases em todos os continentes, o maior arsenal bélico instalado, que promove invasões como a do Iraque hoje ou da pequena Granada ontem, e que banca as tropas brasileiras no Haiti.
Num país em que um em cada 15 habitantes fez uma boa faculdade, em que a Unesco constata os melhores desempenhos escolares do mundo no primeiro grau, é natural que a população releve o sacrifício imposto pelo boicote e considere emergencialmente inevitável, num estado de guerra permanente, a sobrevivência de um Estado politicamente forte, embora nas eleições para suas casas legislativas (onde os representantes não recebem um centavo pelos mandatos, já que se mantêm em suas atividades laborais) os candidatos saiam de entidades da sociedade e não são obrigatoriamente filiados ao seu partido único.
Como você vê, há muito o que falar sobre Fidel Castro, sem medo e sem rancores, e é possível que eu volte ao assunto, disposto a trocar idéias com você em cima de fatos concretos, que falam mais alto do que qualquer propaganda direcionada.
Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008
O BEIJINHO DAS CUTIAS, Amor y love you!
Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos Reservados”
Nós, integrantes do Fórum de Mulheres da Região Cariri Centro Sul aqui representado pelo Conselho dos Direitos da Mulher Cratense, Casa Lilás, Coletivo Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da FETRAECE-Cariri, Pastorais Sociais Sindicatos Urbanos e Rurais ,Ongs ,em parceria com o Governo Municipal
“O combate à violência contra as mulheres é um compromisso de todas e todos.”
Obs.: Segue programação anexa.
Telefones para maiores informações:
(88)3521-6317-Conselho da Mulher
(88)3521-3560-Casa Lilás
(88)3521-2426-Col.Reg Mulheres Trab. Rurais da FETRAECE-Cariri
Dia 03 de Março -09 Horas- Abertura da Semana da Mulher, na Galeria do Largo da RFFSA, com exposições de artesanatos, cordéis, artes visuais INFOMULHERES de Alexandre Lucas, debate sobre “Mulher, Gênero, Igualdade e Políticas Públicas” com a presença de uma ativista da União Brasileira de Mulheres – UBM e Chá Cultural. Realização Movimento de Mulheres.
De 03 a 07 de março, às 17 horas, largo da RFFSA, Feira de Artesãs com : As Bonequeiras no Pé de Manga, Projeto Nossa Casa, ACA
De 03 a 06 de março, às 19 horas “Mostra Mulher”, Auditório do largo da RFFSA, exibição de Filmes e mesa de debates. Realização Movimento de Mulheres.
03 de março – 19h- “Mostra Mulher” com exibição do filme “PROVOKED – Desejo e Liberdade”.
04 de março- 19h- “Mostra Mulher” com exibição do filme “TERRA FRIA”.
05 de março 19h-“Mostra Mulher” com exibição do filme “MULHERES PERFEITAS”.
06 de março 19h-“Mostra Mulher” com exibições dos documentários “VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E A LEI MARIA DA PENHA”-Globo Repórter e “NO MIOLO DA CONSCIÊNCIA”-Vanderley Tavares.
Dia 07 de março, de 18 as 20 h, local palco da RFFSA “Mulher uma corrente de fé e união”, “Mulher de Fibra” e “Ação Cidadania” – Realização Governo Municipal.
07 de março 20h – no palco da RFFSA, Show Cultural “Pela Vida e Pela Paz” com:
♀ Apresentações das escolas públicas
♀ Coco das Mulheres da Batateira
♀ Afoxé
♀ Fátima Gomes
♀ Eveline Limaverd
♀ Leninha Linard
♀ Auci Ventura
Realização Movimento de Mulheres.
Assaré. Para marcar a abertura das comemorações em alusão ao aniversário do poeta Patativa do Assaré, que se fosse vivo completaria no dia 5 de março, 99 anos, um show de Amazan e Cacau Com Mel está previsto para o próximo sábado. É também a abertura do centenário do poeta. Patativa nasceu em março de 1909, na Serra de Santana, a 18 quilômetros de Assaré e morreu no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos de idade.
A programação terá continuidade até o dia 5 do próximo mês, com a realização de shows em praça pública, todas as noites, com bandas e artistas regionais, entre os quais: Fábio Carneirinho, Quinteto Agreste, Joãozinho do Exu, Zabumbeiros do Cariri, Menina Morena, Mastruz com Leite, Primeiro Beijo e Banda Magníficos. Também fazem parte da programação apresentações de teatro, dança, poesia, artes visuais, músicas e cultura popular.
Além desta programação, o quinto dia de cada mês subseqüente acontecerá uma programação, com o objetivo de dar ampla divulgação à festa de centenário, que será no próximo ano. De acordo com a Secretaria de Cultura do Município, o Memorial Patativa do Assaré, localizado ao lado da Matriz, recebe cerca de 550 pessoas por mês. A informação é da neta do poeta, Isabel Gonçalves, que faz parte da diretoria do Memorial.
A Secretaria de Cultura do Estado liberou uma verba no valor de R$ 150 mil que será aplicada na ampliação e restauração do Museu, para a ampliação do auditório e restauração da instalação elétrica.
Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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A empresa classificou a pista como “acanhada” para pousos e decolagens. O aeroporto teve, nos últimos dois anos, um crescimento significativo, em termos proporcionais, quando comparado aos demais aeroportos brasileiros.
Os ajustes que ainda faltam faz com que vôos de carga não sejam conquistados, incluindo determinado número de passageiros, condições de abastecimento favoráveis e a quantidade de bagagens e cargas no vôo. Atualmente, segundo o superintendente regional da Infraero, em Juazeiro do Norte, Edson Fernandes, todas as aeronaves atuam com restrições.
O aumento no suporte e resistência de pista torna-se indispensável para dar segurança de pouso aos aviões de grande porte. Questões burocráticas também tem sido empecilho para realizações de trabalhos e homologação de mais 150 metros de pista pavimentada. São 1.950 metros de pista, com a parte construída, sem reconhecimento da Aeronáutica. Está fora do padrão para atender aeronaves de grande porte.
Algumas reformas importantes foram feitas no local nos últimos cinco anos, por meio de convênio com o governo do Estado. A Infraero aguarda nesse momento a transferência da área patrimonial por parte do governo para iniciar novas reformas, incluindo melhoria de pista e terminal, hoje com capacidade para 60 passageiros, aumentando para 200 pessoas. Será localizado onde atualmente está a praça, de frente ao atual terminal. “São trâmites legais que estão emperrados, apenas burocracia. Aguardamos aceno do governo”, ressalta Edson Fernandes.
Segundo ele, R$ 30 milhões serão investidos na reforma da pista e na construção do terminal de passageiros do aeroporto. O trabalho está previsto para ser concluído em um ano e meio. As reformas e construção serão bancadas pela Infraero, que investe com R$ 20 milhões. A outra parte será obtida pela bancada federal, no total de R$ 10 milhões. “Nós precisamos ter autonomia para iniciar a obra, e isso só depende de ajustes no convênio”, explica. Com essa adequação, será licitado o projeto executivo do terminal e da pista do aeroporto.
Quanto ao reconhecimento da pista atual pela Aeronáutica, faltam apenas alguns ajustes no projeto. Os parâmetros usados são os antigos. A homologação só poderá ser feita após ajustes no projeto da pista atual. Mesmo com a aprovação, continuará nos padrões antigos. Atualmente, operam no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes as empresas de aviação civil Gol, com uma linha diária; a Oceanair, com duas; e a TAM, com vôos cancelados. Não se sabe ainda se irá retornar. Mesmo com as restrições, a Gol pretende, a partir do dia 24 de março, data de aniversário do Padre Cícero, incluir mais um vôo, às 16 horas, com destinos para Belo Horizonte (MG), São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza.
Ano passado, passaram pelo aeroporto 152 mil passageiros. Em 2006, foram 110 mil. Edson Fernandes destaca o crescimento de 38% nos dois últimos anos. A perspectiva com novos vôos é que esse número chegue a cerca de 200 mil embarques e desembarques.
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
A evolução histórica da liberdade de imprensa confunde-se com a evolução da liberdade de pensamento e, por conseguinte, com a própria evolução das Liberdades Públicas.
O racionalismo, produto do individualismo, estabelece uma nova visão do mundo. O Homem não se convence apenas pela fé. A partir deste momento ganha relevo o aspecto racional, a busca da verdade pela pesquisa, pelo pensamento, sem a influência da autoridade. Neste predomínio da razão encontra-se a base do desenvolvimento da liberdade de expressão.
Conforme esta razão, se terminará reclamando a liberdade de pensamento e de consciência como dado próprio do indivíduo digno, o qual também contribui a levantar os pilares da filosofia dos direitos fundamentais.
A liberdade de imprensa é uma liberdade secundária, no sentido de que amplifica e se funda sobre a liberdade de pensamento. Daí a necessidade de analisar o regime da liberdade de pensamento, a liberdade primária e primeira, para estabelecer o exato sentido da liberdade de imprensa. Desta forma, devemos distinguir entre o pensamento no seu aspecto interior e a sua manifestação. Reconhecendo-se, inicialmente, a existência da liberdade de consciência e de crença, correspondendo ao aspecto interior do pensamento.
Todavia, o Homem não se contenta com o aspecto interior do pensamento. Ele é escravo de um certo princípio de coerência. Se crê em certas idéias é levado a desejar o seu implemento, a conformar o mundo segundo sua visão, necessitando destarte de liberdade para exprimir suas crenças e opiniões. Surge, então, a tutela da liberdade de expressão do pensamento.
Não devemos olvidar que, corolário da liberdade de pensamento, surge o valor de indiferença da opinião manifestada. Impondo o reconhecimento de um dever de neutralidade, segundo o qual o agente na pode sofrer discriminações pelo fato de ter manifestado determinada opinião, respondendo cada qual pelos abusos e prejuízos ao bom nome, à reputação e à imagem do ofendido.
Cabe ressaltar que a Constituição brasileira preocupou-se, também, com a proteção das pessoas contra os abusos do exercício da liberdade de imprensa, consagrando no Art. 5º., inciso V, que: “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”. Nesta mesma linha de proteção a norma do Art. 5º., inciso X, garante a inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem.
Como advertia Cartherein: “(…) A boa reputação é necessária ao homem, constituindo o indispensável pressuposto, por assim dizer, de sua posição e eficiência social. Os homens de bem somente se cercam daqueles que gozam de boa fama. Se alguém adquire má fama, dele se afastam os conhecidos e amigos, e não mais é tolerado nas boas rodas. Estará ele privado da confiança e prestígio com que a sociedade resguarda os homens de bem. Sem boa reputação, além disso, é impossível alcançar ou exercer, com êxito, postos de relevo, influência ou responsabilidade, porque os mal afamados não merecem confiança(…)”.
Embora nos pareça que a liberdade de expressão reconhecida constitucionalmente, seja um direito que deva ser exercido não de maneira absoluta, o que se tem verificado é que parte dos meios de comunicação seja: jornal, emissoras radiofônicas, televisão, blogs, etc, ultimamente, tem se comportado de maneira absolutamente incorreta, TORNANDO-SE UM TRIBUNAL PÚBLICO, DE INSTÂNCIA ÚNICA, SEM APRECIAR PROVAS E NEM SE APROFUNDAR NOS FATOS, AO “TIRO DA PRIMEIRA PEDRA” CONDIZIR O CIDADÃO À RUA DA AMARGURA ASSOCIANDO QUALQUER PERFORMANCE DO CIDADÃO A ATIVIDADE ILÍCITA. PORTANTO, QUEDANDO-SE PELA VIOLAÇÃO DO DEVER DE OBJETIVIDADE, CONSOLIDADA NA HONESTIDADE E SINCERIDADE.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br
OAB/CE 10.129
Têm pululado no Blog do Crato e em outros blogs locais agressões de todo tipo e intensidade sobre o posicionamento político de alguns usuários dos blogs.Esta inflamação era até previsível uma vez que cá estamos em ano eleitoral e as sensibilidades ficam mais à flor da pele. Há alguns pontos, no entanto, que parecem preocupantes e beiram ao total provincialismo.
1- Todos têm o direito sagrado de emitir sua opinião de qualquer teor e intensidade e a dialética é imprescindível para oxigenar os blogs. Que o façam no entanto com lhaneza e respeito pois quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, muito pelo contrário, sua visão se soma à minha para que eu tenha um conhecimento melhor do mundo ao meu derredor;
2- Quem emite uma opinião deve assinar embaixo. Que valor tem um pensamento se até mesmo o próprio autor se recusa a assinar a autoria ? Opinião não assinada não é opinião , apenas mera fofoca;
3- Agressões levianas, blasfêmias que se escondem por trás do anonimato devem ser cuidadosamente investigadas ( não existe anonimato na Internet!) e levadas ao foro legal ( Danos Morais);
4- O associativismo político é garantido por lei. Todo mundo tem o sagrado direito de defender seus candidatos. Dihelson, Salatiel, Marcos Peixoto, George Macário devem escolher seus candidatos e defendê-los publicamente( no blog ou fora dele). Existe no entanto maneiras mais inteligentes e delicadas de utilizar o espaço virtual nesta batalha, embora seja um direito de qualquer um , se assim o desejar, criar sites e blogs perfeitamente chapas brancas, utiliza-os e faz comentários neles, quem quiser;
5- A faceta política é apenas uma mera aresta da complexidade humana. Ser de Esquerda ou Direita , da situação ou oposição não nos faz necessariamente bons ou maus;
6- Dihelson, George Macário, assim, são bem mais que seres políticos e merecem todo nosso respeito e consideração independentemente da inclinação política que possuam.
7- Por fim, segundo Bourdieu, a Liberdade de Expressão não envolve apenas que fala, mas também quem do outro lado escuta. Assim, utilizar palavras para humilhar e ultrajar outros não mais se trata de Liberdade de Expressão, mas de opressão.
J. Flávio Vieira
Todo mês temos surprêsas com o nosso contador e páginas.
Considerando que o Blog do crato tem pouco mais de um ano de existência, e vendo a sua trajetória ao longo de 2007, é com grande satisfação que comunico que a somatória de todos os acessos já passa de 100.000 visitas. No mês de janeiro, tivemos mais de 22.000 visitas, o que caracteriza um excelente crescimento.
Eis os dados do servidor de registro de domínio:
Mês de janeiro/2008:



E pelo jeito, Fevereiro promete ainda mais. Veja o gráfico acima. Os dados oficiais só estarão disponíveis no início do mês de março.
Por: Dihelson Mendonça
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A primeira etapa dos recursos deverá ser liberada no próximo mês, para início da construção dos laboratórios, numa área de 912 metros quadrados, no Campus do Pimenta II. No local, estão em funcionamento algumas salas de pesquisas laboratoriais. O projeto aprovado vem atender a antigas reivindicações de professores e alunos da universidade que antes tinham de se deslocar para outras instituições com a finalidade de desenvolverem seus trabalhos na área de pesquisa.
Segundo o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Waltécio de Oliveira Almeida, os investimentos estarão direcionados aos setores de Biotecnologia e Mestrado de Bioprospecção Molecular, o primeiro no Brasil e da Urca, iniciado no semestre passado.
Estrutura própria
O curso de pós-graduação ainda não conta com estrutura própria. A área de laboratórios será um bloco de primeiro andar com laboratório, auditório, ambiente de estudantes e, também, gabinete de professores.
“Esse é um sonho realizado. Pela primeira vez os docentes terão sala para desenvolver os trabalhos de pesquisa”, comemora o pró-reitor Waltécio de Oliveira. Com isso, segundo ele, haverá condições de realizar plenamente as pesquisas na universidade. Antes, era preciso deslocamento dos professores para complementar seus trabalhos em outras instituições. “Isso significa mais desenvolvimento científico e da própria Urca”, afirma. Após a construção, será realizada a compra dos equipamentos científicos. Os recursos serão geridos pela Funcap e repassados para a coordenação do Projeto Finep/Urca, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário.
Todo o programa de desenvolvimento em pesquisa faz parte da política de governo do Estado, no sentido de dar condições viáveis à universidade de atuar nesse campo. Além da Urca, Uece, UVA e UFC também serão beneficiadas com recursos na ordem de mais de R$ 8 milhões. Na Urca, o projeto foi elaborado pelos professores Plínio Delatorre, Alexandre Magno e Beatriz Tupinambá, do Departamento de Ciências Físicas e Biológicas.
As aulas do mestrado em Bioprospecção Molecular serão realizadas no novo prédio. Em 2009, serão apresentadas as dissertações no local. A meta é inaugurar o complexo de laboratórios no fim deste ano. Waltécio destaca, ainda, a importância do investimento como forma de fixar os professores na Urca. Uma das propostas é concorrer permanentemente aos grandes projetos de investimento na universidade.
Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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JOSERLANDIO GOMES DA FRANÇA
Estimados compatriotas Cratenses.
Nasci no Crato em 1969, ano do AI-5, sai em fevereiro de 2003. Hoje acidentalmente mora em fortaleza, onde me sinto estrangeiro, ainda guardo com orgulho o sotaque do Crato. Sempre escuto falar bem da nossa cidade. Meus professores da UFC e da UECE que visitaram o Crato saíram maravilhados. Principalmente o Prof. Sanzio a maior autoridade em literatura cearense. Aqui na UFC tem um grupo de Reisado, que de tão ruim da dor de barriga, culturalmente, tirando o maracatu não vi nada de bonito. Todos os dias vejo o Blog do Crato. Baixo todas as fotos, fico fazendo memória dos lugares. Sobre o canal do rio Grangeiro, passei minha infância e parte da adolescência morando próximo e todos os anos as paredes desse canal se arrebentam exatamente nos mesmos lugares. Não entendo de engenharia, porem desde criança me pergunto. Deve existir uma solução, nunca entendi o formato côncavo do canal, porque não seria melhor se fosse retangular. E os espaços onde se rompem poderia ter um espaço maior. Como exemplo das piscinas gigantes que existem em São Paulo. Hoje estou baixando uma fotos novas, uma comparação do Crato de ontem, da minha época e o de hoje. Confesso que estou muito curioso para ver essas mudanças que tanto criticava. O prédio da RFFSA perto da minha casa na Rua Ratisbona. A quadra bi-centenária, lembro quando chovia, desde criança que criticava porque não cobre essa quadra. O fizeram. Conversa isso com o Geraldo Urano, que morava enfrente. O Mercado Público imundo. Hoje recuperado.
Fui ver um jogo no Mirandão no dia da inaugurarão, onde o governo Gonzaga Mota só fez uma parte. Hoje esta completa, imagino por quanta essa divida foi paga. Como anda a idéia da construção do ginásio da URCA? Como anda o lugar onde se chamam camelodromo, lugar localizado ao lado da praça da prefeitura. Como anda a idéia da construção do bondinho que levaria pessoa do centro ao seminário. Esse projeto há muito tempo escutei falar, muito ousado. Isso poderia se tornar uma interessante atração turística. escutei isso do saudoso Raimundo Bezerra. Quero ser solidário as criticas feitas pelo o jornalista Marcos não sei das quanta Peixoto, onde esse cara comprou esse diploma. Sei dessa politicagem, esse senhor Valter, junto com o professor vereador Gilson, entre outros são políticos vitalício. Tem que haver uma mudança desses políticos vitalícios. E as compras de votos. Os pára-quedistas que A. Vicelmo tanto citava. A radio de Zé Adega, esse é uma piada. O Joinha. Onde anda. Os jornais que surgem próximo aos anos eleitorais. Isso deve acabar.Termino aqui saudando meus compatriotas da Nação Cariri.
Por: Joserlandio Gomes da França
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Pedimos “emprestado” aqui ao O DEMOCRATO para republicação deste importante documento para esclaecimento de todos sobre os crimes virtuais que estão sendo cometidos aqui na cidade de crato. O blog O DEMOCRATO recentemente adquiriu uma máquina capaz de detectar os hackers.
CRIME VIRTUAL E POLÊMICA NA REDE…
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Atualmente, os mais conhecidos veículos da Internet, principalmente, os que atuam na cidade do Crato e Região do Cariri, a exemplo do BLOG DO CRATO, o nosso O DEMOCRATO entre outros, sofrem diariamente ataques de pessoas “SEM ROSTO”, que não realizam outra atividade, a não ser a de agredir os profissionais que se dedicam ao difícil desafio de manter seus trabalhos, transmitindo novas informações, divulgando eventos, entre outras funcionalidades ligadas ao gênero, cada um à sua maneira de agir.
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Para combater esta espécie de delito, incluído no rol dos crime virtuais, ainda com regulamentação em desenvolvimento no nosso ordenamento jurídico, O DEMOCRATO, parte na ofensiva aos meliantes e adquire um equipamento identificador do IP, que é uma espécie de IDENTIDADE do Computador que emitiu a mensagem codificada e, procurará, dentro de suas possibilidades técnicas, obter as provas e tomará as medidas judiciais cabíveis.
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DIFAMAÇÃO VIRTUAL É CRIME!
ANONIMATO É COVARDIA!
George Macário – editor e advogado
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Dihelson Mendonça – 25/02/2008
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O Blog do Crato
Retornando ao
Com a proximidade das eleições municipais infelizmente vimos desabrochar programas de radiodifusão financiados e/ou manipulados anonimamente por pretendentes a cargos públicos, com finalidade escusa, que visam unicamente desnaturar e alterar a personalidade do opositor político, por meio de publicação de fatos inverídicos e distorcidos para forjar a opinião pública, destarte, transmudando-se, em verdadeiro abuso do direito de liberdade de informação.
Não devemos olvidar que, a liberdade de informação somente se justifica na medida em que existe um direito geral de ser informado adequadamente, com informações corretas e imparciais. Reconhece-se ao dono da emissora e ao radialista o direito de informar ao público os acontecimentos e idéias, mas sobre ele incide o dever de informar à coletividade tais acontecimentos e idéias, objetivamente, sem alterar-lhes a verdade ou esvaziar-lhes o sentido original, através de programas que caem na vala comum do leviano sensacionalismo: do contrário, se terá não informação, mas deformação. A notícia há de ser conforme a realidade, isto exclui as falsidades, entre elas, por definição: as calúnias, difamações e injúrias; os dados inexatos, exagerados e simulados.
A liberdade de informação deve ser sempre construtiva e ética, situando em compasso com a sua finalidade de dar conhecimento correto e veraz dos fatos e da legítima expansão espiritual da pessoa humana, logo dentro do limite do respeito à dignidade e à integridade psíquica das outras pessoas e dos requisitos da convivência pacífica no seio da comunidade política. Não lhe cabe ser destrutiva, turbulenta, difamatória ou subversiva.
Não é admissível que se procurem colher proveitos eleitorais, desencadeando reações desfavoráveis do eleitorado contra os adversários, por meio de programas de radiodifusão voltados ao denuncismo generalizado e de imputação de fatos desprovidos de fundamentação, atribuindo inveridicamente, a candidatos e/ou gestores municipais a participação em certos acontecimentos, à tomada de certas posições capazes de despertar antipatia perante o eleitorado, as increpações infundadas e ausência de prontos corretivos determinam fatalmente a generalização das ofensas, acarretando queda no nível da campanha eleitoral e descrédito para o regime político.
Há que acrescentar que tais programas caluniosos, difamatórios e injuriosos, acarretam efeitos fulminantes e irreversíveis, uma vez que o desvirtuamento das pessoais tem por finalidade como dito suso influir na decisão do eleitorado. Por isso mesmo dificilmente podem ser recompostos efeitos danosos produzidos, beneficiando-se os infratores eleitoralmente dos resultados ilicitamente estimulados e financiados anonimamente.
Cabe aos que têm aviltado sua honra, pleitearem indenização por dano moral e intentarem ações criminais em desfavor dos infratores de normas penais, bem como aos combatentes e altaneiros representantes do Ministério Público estar atentos aos abusos cometidos por algumas emissoras radiofônicas, como forma de procurar cessar as ilicitudes.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br
Crato. “Dona Líu, dá para passar um raminho em meu marido”. É pela janela da casa de esquina que o povo pede a oração. Dona Líu não tem cerimônia, recebe a todos há mais de 20 anos. Depois de uma promessa que fez para a cura do câncer com Santa Edwirges, decidiu seguir o caminho da mãe, de rezar nas pessoas.
Aos 70 anos, é famosa no Alto da Penha, no Crato. Quem chegar procurando por Maria da Conceição, ninguém sabe. Tem dia da casa estar cheia de gente em busca da oração. A orientação é “se pegar com os santos protetores”. No momento, segundo dona Líu, dá para sentir qual vai ser a oração. Isso, a depender do momento de cada um. De preferência, as orações são feitas durante o dia, para aproveitar a presença da luz do Sol.
No quintal de casa a rezadeira tem um jardim de ervas. São plantinhas usadas nas orações. Completam o ritual. “Auxiliam no momento de expurgar os maus espíritos, a negatividade da doença”, diz dona Líu. Os rezadores seguem um ritual próprio, dependendo da forma como aprendem as orações. “Há orações mais poderosas do que outras, e dependo da situação da pessoa a gente escolhe qual vai ser”, diz a rezadeira.
Em um álbum de fotografias, ela exibe as pessoas que foram à sua procura em busca de oração. Uma delas, uma moça que havia perdido a visão. Pediu que ela se apegasse com Santa Luzia, para indicar também um tratamento até a cura chegar. A fé chegou na moça, que acreditou muito mais na oração do que na cirurgia bem sucedida. Voltou a enxergar, mas o seu fortalecimento veio após o tratamento e orientações de dona Líu, também conselheira na comunidade. E tem santo para tudo. São várias imagens deles espalhados pela casa. A família não se incomoda. Em casos mais sérios São Braz, para desengasgar. Nos momentos de aflição e para conter a violência, Santo Amâncio resolve.
Não são apenas leigos que procuram as orações. Há médicos que a procuram com freqüência. Um deles curou dor de cabeça pela oração. “Tem gente que chega aqui e diz estar com dores no corpo, na cabeça, com mal-estar. No momento que a reza começa a gente já vê uma mudança”, diz dona Líu, mas acrescenta que é preciso ter fé. Às vezes, há necessidade de mais de uma reza. É o tratamento espiritual recomendado. E mais reza para o paciente se apegar em casa.
Cruz e cordão
No bairro Batateiras, também no Crato, há um senhor conhecido como Zé do Mel, nome de batismo. José Francisco do Nascimento. Com ele, sempre uma cruz e um cordão no bolso. A cruz, o mistério. Todos somos uma. O cordão, para amarrar os males. Passou a fazer oração nas pessoas desde uma promessa. Se curou da “congestão cerebral”, ocasionada por um café, depois de uma promessa com São Francisco e, depois seguiu a orar nas pessoas. Com o pai aprendeu as rezas, mas tem muitas que ele mesmo faz, dependendo da situação.
“Tem uma voz que me guia. É nossa mãe”, diz ele. E foi essa mesma voz, segundo Zé do Mel, que o encorajou a seguir na estrada de Canindé para pagar a promessa da doença. Saiu a pé do Cariri e no caminho encontrou uma onça. A voz indicou que seguisse e nada aconteceria. “Até hoje ela me acompanha”, ressalta. E continua indicando o que rezar nas pessoas. “Sempre estou viajando para outras cidades, para rezar nas pessoas”.
Cura
Quando começou, diz ter curado, por meio da oração, uma moça com bronquite. A partir daí as pessoas começaram a procurá-lo. “Se tem fé em Deus e no coração de Jesus, coloco a cruz na mão e vejo tudo. É com isso que trabalho”, completa Zé do Mel.
SAIBA MAIS
Feiticeiras
Em algumas regiões do Brasil, as rezadeiras são conhecidas também por ´Curandeiras´ ou ´Benzedeiras´. A curandeira foi vista, especialmente entre os séculos XVI e XVIII, como uma espécie de ´feiticeira´. Erroneamente foram perseguidas, oprimidas, punidas, rejeitadas e algumas até condenadas ao lançamento ainda vivas, nas ´Santas´ fogueiras do Santo Ofício – pelos Tribunais da Inquisição da então Igreja Católica.
Bênção
Os pais e padrinhos dão a sua benção a seus filhos e afilhados. Os católicos se benzem antes de qualquer ação importante ou ao passarem diante de uma capela ou igreja. Os espíritas dão ´passes´ aos que estão com negatividade fluídica. Os evangélicos fazem orações e cultos nas horas alegres e tristes dos irmãos. Tudo é oração e a rezadeira faz a sua ´Benzeção´ em quem vai à sua procura no intuito de curar-se de algum mal.
Resistência
O estudioso das religiões, escritor Giorgino Paleari, em seu livro – Religiões do Povo, 1990, na página 58, define muito bem o pensamento quanto às múltiplas funções das rezadeiras na vasta e rica Cultura Popular: – ´Dependendo de cada situação social ou histórica, a religião assentada numa cultura popular pode ser fator de alienação, de identidade popular, de resistência diante da cultura dominante ou oficial…´ Portanto, essas rezadeiras é a resistência diante desta cultura dominante dos meios de comunicação e das religiões oficiais que as discriminam.
Rezadeiras
As rezadeiras têm algumas coisas em comum: a simplicidade e a fé, por exemplo. Invocam o nome de Deus o tempo todo. Na hora de rezar, misturam orações como o Pai-Nosso, Ave-Maria e o Credo com truques da magia. Em sua maioria, são católicos.
fonte: www.diariodonordeste.com.br
Por: Najla Passos
A renúncia de Fidel Castro à presidência de Cuba vem suscitando especulações diversas em todo o mundo. Confira, na entrevista abaixo, como o professor titular da Universidade de São Paulo – USP, Osvaldo Coggiola, um importante intelectual trotskista da academia brasileira, analisa o fato e tenta antever seus desdobramentos. Argentino radicado no Brasil, Coggiola é reconhecido por pesquisar temas relacionados ao comunismo e à economia marxista. Possui graduação em História e Economia pela Universite de Paris VIII, onde também concluiu sua especialização em história. Mestre e doutor em História pela Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, cursou o pós-doutorado na USP.
1 – Qual o significado prático da renúncia do presidente Fidel Castro?
Ele pode, ainda em vida, aprovar a sua “sucessão”. Se morresse sem fazê-lo, a questão se tornaria mais polêmica (como aconteceu com a morte de Mao Tse Tung, na China, em 1976). O novo governo será eleito pela Parlamento e Fidel deverá indicar a cúpula desta nova composição política. Serão eleitos ao todo 31 membros do Conselho de Estado, além do presidente. O mais provável é que Raúl Castro, seu irmão, seja eleito presidente do Conselho de Estado. Fidel se retira do poder político por própria vontade, depois de 49 anos de bloqueio imperialista de Cuba, de uma invasão (Baía dos Porcos) e de inúmeras tentativas de assassinato por parte da CIA. Isso é uma derrota do imperialismo norte-americano.
2 – Como isso afetará o socialismo real de Cuba? Existe, de fato, uma pressão popular pelo retorno ao capitalismo, como faz parecer a imprensa convencional?Não existe “pressão popular pelo retorno ao capitalismo”. Essa pressão existe, mas não é popular. Na verdade, em Cuba já se vêm os sintomas de um processo de mobilização popular, em cujo caso, América Latina passaria a ter em Cuba seu principal cenário político. Os estudantes da Universidade de Informática interpelaram o presidente da Assembléia Nacional, Raúl Alarcón. O estudante Eliécer Ávila apresentou suas posições com toda energia, reivindicando liberdade de informação e o direito de viajar ao exterior, recebendo aplausos entusiastas. Alarcón respondeu como um burocrata fossilizado. Os meios imperialistas se apressaram em informar que Eliécer tinha sido detido; era uma noticia falsa e interesseira: o jovem não poderia ser sancionado sem suscitar uma mobilização popular. E, nas recentes eleições, com chapa única, a 20 de janeiro passado, vários secretários gerais (do partido comunista) encabeçaram a lista dos menos votados em suas regiões. O repúdio à burocracia e a um regime de cerceamento das liberdades políticas começa a ter uma expressão massiva. Os “cantautores” Pablo Milanés e Silvio Rodríguez, socialistas 100%, reclamaram mais liberdades culturais e políticas nos últimos meses. Esta é a verdadeira chance do socialismo em Cuba, com repercussões para toda América Latina.
3 – E existe o risco de uma intervenção externa, essencialmente norte-americana, em Cuba? O imperialismo aposta num processo de reversão política, de restauração “pacífica” do capitalismo, aproveitando as contradições do regime, mas conserva na manga (e prepara) uma eventual intervenção militar. O imperialismo nunca aposta numa carta só – por isso domina o mundo, caso contrário já estaríamos no socialismo. Várias das reivindicações democráticas que estão se apresentando representam aspirações das camadas superiores da sociedade cubana, por exemplo o direito de sair ou entrar no país. Podem sim converter-se em palavra de ordem de uma política de restauração capitalista. Os socialistas revolucionários – e é claro que em Cuba eles existem – defenderão a responsabilidade e revogabilidade dos funcionários estatais e dos legisladores, a paridade de salários; a liberdade de reunião política, de assembléia e de manifestação; a abertura das contas das empresas privadas internacionais e das empresas estatais, o controle da produção pelos trabalhadores. Isto se opõe à burocracia e também à restauração capitalista.
4 – Do ponto de vista simbólico, a saída de Fidel Castro pode significar o fortalecimento de movimentos contra-revolucionários, tanto em Cuba como nos demais países, como por exemplo a Venezuela?Não. O envelhecimento, e eventual morte, de Fidel, são processos naturais. É claro que se os movimentos revolucionários se limitassem a reivindicar lideranças carismáticas (Castro, Chávez ou qualquer outro) eles não teriam futuro. O poder dos trabalhadores não se confunde com o culto a “salvadores”. O papel revolucionário de Fidel na revolução Cubana de 1959-1961 já está na história. E quem quiser devolver Cuba à situação prévia a 1959, aquela que se vê no filme “O Poderoso Chefão II”, pode mudar de planeta.
5 – Desse mesmo ponto de vista, o fim do governo de Fidel afetará o sindicalismo latino-americano, e em especial o brasileiro?Não vejo como. O movimento dos trabalhadores latino-americanos tem raízes muito profundas. A questão cubana, sua defesa contra o bloqueio e agressão dos EUA é, e será cada vez mais, latino-americana e internacional, de todos os trabalhadores.
6 – Qual o legado que a figura de Fidel Castro deixa para a América Latina e para os povos em geral?Que só é possível se libertar do imperialismo através do socialismo e que, se o imperialismo pôde ser derrotado numa ilha situada a poucas milhas de suas costas, ele pode também sê-lo no continente e no mundo todo. Com coragem, decisão e direção política.
Em 2009 os católicos caririenses vão relembrar 50 anos do falecimento de Dom Francisco de Assis Pires, 2º bispo da diocese de Crato. Ele morreu em 10 de fevereiro de 1959, após governar a diocese por 27 anos (1932-1959). Era baiano, tio do ex-governador e ex-ministro Valdir Pires. Dentre as realizações de dom Francisco estão: Hospital São Francisco, Colégio Diocesano, Patronato Padre Ibiapina (hoje sede da reitoria da Urca), Palácio Episcopal, Liceu Diocesano de Artes e jornal “A Ação” que circulou até a década 70. Devem-se, ainda, a ele a criação de 9 paróquias e ordenação de 47 sacerdotes. Um gigante da fé e da caridade!
ANOTE: EPOPÉIA BARBALHENSE
Barbalha, uma cidade de 60 mil habitantes, tornou-se o centro de referência na área de saúde do Cariri. Lá funcionam uma faculdade de medicina e os hospitais São Vicente de Paulo e Santo Antônio, estes atendendo a população de 90 municípios (localizados no Sul do Ceará e fronteiriços dos estados de Pernambuco, Paraíba e Piauí). Quando escreverem esta epopéia barbalhense, ganhará destaque o nome de Madre Edeltraut Lerch. Trata-se de uma freira alemã que dirigiu por mais de 40 anos o Hospital São Vicente de Paulo. Quando ali chegou – final da década de 60 – a religiosa beneditina encontrou o hospital com um único médico; uma cidade acanhada, cujas estradas de acesso eram de terra. Hoje, Barbalha tem um setor de saúde de Primeiro Mundo…
DOM FERNANDO
Todo o clero da diocese de Caruaru (PE) esteve hospedado, de 2ª feira, dia 18, até 5ª feira última, dia 21, no Centro de Expansão Dom Vicente Matos, localizado no bairro Granjeiro, em Crato. Ali, o bispo de Caruaru – dom Bernardino Marchió – e seus padres participaram de retiro espiritual pregado pelo bispo de Crato. O encontro foi intercalado por visitas a locais sagrados do Cariri como o Santuário N.Sra.das Dores, igreja de São Francisco, Capela do Socorro e colina do Horto (todos em Juazeiro do Norte). Na capela batismal da catedral de Crato (onde o Padre Cícero foi batizado) os padres pernambucanos renovaram os votos sacerdotais. Após o retiro, dom Fernando Panico viajou para Roma, de onde só regressará no próximo dia 10 de março.
SHOPPING POPULAR
Foi apresentado à direção do BNB o projeto do futuro Shopping Popular de Crato. O projeto – orçado em 2,8 milhões de reais – poderá ser financiado pelo Banco do Nordeste e centralizará num único local o comércio de ambulantes de Crato. O shopping terá 335 boxes, 4 lojas âncora, 2 praças de alimentação, rampas de acesso, escadarias, elevadores, um corredor central e 2 laterais. Será construído na Rua Santos Dumont, vizinho as instalações das futuras Lojas Americanas de Crato.
IRMÃ NELI
Aos 82 anos, Irmã Neli Sobreira – uma das figuras mais conhecidas de Juazeiro do Norte – dirige (há 55 anos) o Dispensário Nossa Senhora das Dores, no bairro Limoeiro. Ali, ela tem um grande trabalho de promoção social junto às camadas mais pobres da população, com prioridade para a educação infantil e orientação aos jovens e mães de família. Deve-se à Irmã Neli as gestões (junto ao bispo de Crato) que resultaram na transformação da igrejinha construída por padre Climério Macedo na igreja-matriz da nova Paróquia de São José do Limoeiro.
RESGATE
Padre David Moreira – misto de músico e cientista – um dos maiores valores do clero caririense, teve a memória resgatada. Em 2004, foi publicado o livro “Padre Davi Moreira, vida e obra”. Agora, foi a vez de editar um CD com 8 composições dele. Nesses dois resgates os créditos são de monsenhor Ágio Augusto Moreira, irmão do padre David.
URCA
Ufa! Terminou, enfim, a greve de cem dias dos professores da Universidade Regional do Cariri, talvez a mais longa da curta existência da Urca. Foi o maior desafio enfrentado pela nova administração da Urca, que completou 7 meses. Agora, a dupla Plácido/Otonite pode arregaçar as mangas. Vamos dar crédito a eles! Afinal ainda dispõe de 3 anos e 5 meses. A comunidade caririense torce pelo trabalho do novo reitor. Os esforços devem ser centrados na ampliação de novas ações da querida Urca…
SÃO JOSÉ
Este ano, a data de São José, 19 de março, cairá na 4ª feira da Semana Santa. Por conta disso os festejos a esse santo, na região do Cariri, foram antecipados. O novenário ocorrerá de 28 de fevereiro a 9 de março. Em 2008 a festa a São José, no bairro Limoeiro em Juazeiro do Norte, promete ser a maior do Cariri.
EXCÊNTRICO
O Prof. Aldenor Benevides, recém falecido em Juazeiro do Norte, deixou protocolado no Cartório Machado seu último desejo: “Por ocasião do meu sepultamento, e por motivo subjetivo e muito particularíssimo que passo a expor, tenha meu cadáver por travesseiro uma rapadura de cana-de-açúcar para tornar mais agradável e convidativo o banquete dos irmãos vermes”. Ana Célia e Francisco Fechine Macedo, testamenteiros do prof. Benevides, cumpriram o seu último pedido.
CARIRIANAS
Suyane Moreira, a famosa top model nascida em Juazeiro do Norte, faz parte do elenco da novela “Caminhos do Coração”, da Rede Record (…)
O Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte apresentou denúncia à Justiça Federal contra 8 pessoas por uma série de crimes ambientais contra a Floresta Nacional do Araripe. 7 dos indiciados são de tradicional família do município de Jardim (…)
No vestibular do Campus da UFC-Cariri o curso de Medicina que funciona em Barbalha teve o mais alto índice de competição de todo o Ceará. Com um detalhe: nenhum candidato oriundo de escola pública foi aprovado (…)
Crato. Todas as paróquias das Diocese da Igreja Católica que têm São José como padroeiro estão antecipando a festa para antes da Semana Santa. O vigário da Sé Catedral do Crato, Edmilson Neves, justificou que a antecipação tem como objetivo concentrar as atenções dos católicos para os atos litúrgicos da Semana Santa que visa recordar a Paixão de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém no Domingo de Ramos.
Em Missão Velha, cujo padroeiro é São José, a festa será realizada no dia 9 de março. A abertura será no dia 1º, com o carregamento do pau da bandeira, uma tradição que conta com a participação de milhares de pessoas. O padre João Bosco Lima, vigário da cidade, informou que a festa tem como tema principal “São José, o missionário que percorre os caminhos de Deus”. Em Juazeiro do Norte, a festa também foi antecipada para o dia 9. Na paróquia de São José do Crato, o evento será no dia 15, coincidindo com o Domingo de Ramos.
Equinócio
Tradicionalmente, a Festa de São José é celebrada no dia 19 de março. Além do carisma que o santo desperta entre os católicos, por ser o pai adotivo de Cristo e um símbolo da unidade familiar, persiste a crença de que a data define o inverno no Estado.
A data coincide com a passagem do equinócio, ponto da órbita da Terra em que se registra igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de março e 23 de setembro. Neste período podem ocorrer chuvas que são atribuídas pelos católicos aos poderes de São José.
Este ano, não está havendo muita preocupação com as chuvas. O inverno no Cariri, segundo os agricultores, não está “economizando chuvas” para as plantações. Mesmo assim, não faltam orações para São José que, segundo os católicos, é também um exemplo de pai.
A Sagrada Família levava uma vida modesta, em meio a uma numerosa parentela, constituindo um lar nem pobre, nem rico, ganhando o pão de cada dia com o suor de seu rosto, respeitando as leis administrativas e sociais de seu povo.
A devoção a São José se espalhou no século XV. Em 1479, ele foi colocado no calendário romano com sua festa a ser celebrada em 19 de março. O papa Leão XIII o declarou patrono da justiça social. Já o papa Pio XII estabeleceu uma segunda festa para São José, a festa de “São José, o trabalhador” no dia 1º de maio.
São José é considerado pelos devotos como padroeiro dos carpinteiros. É representado na igreja como um homem velho com um lírio na mão ou com Jesus, lhe ensinando o ofício de ser carpinteiro.
Mais informações:
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Travessa Padre José Marques, 113, Iguatu
(88) 3581. 1221
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É com grande satisfação que anuncio a volta do Blog O DEMOCRATO do nosso amigo George Macário. É preciso que as pessoas de bem dessa cidade e região possam estar unidas como se diz na rádio educadora, na difusão do útil, do bem e da verdade.
Salve, George!
Viva o Blog O DEMOCRATO. Vida longa e próspera.
http://odemocrato.blogspot.com
E agradecemos por seu gentil artigo elogiando o Blog do Crato.
Muito obrigado, amigo !!
Dihelson Mendonça
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Despertou com aquele gosto arenoso na boca, como se tivesse ingerido todas as cinzas da quarta-feira ingrata. Os sons metálicos de um frevo distante e agora quase que ininteligível se dissolviam no ar. As ruas se recobriam com os últimos espólios da guerra dos quatro dias. Confetes e serpentinas se misturavam ao lixo comum , agora já sem asas e magia. Até os rapapés febris dos passistas do “Bacalhau do Batata”, o soldado de Pompéia da folia, pareciam já longínquos e perfeitamente obsoletos.O mundo em volta ia pouco a pouco perdendo seu ar de festa e a vida crua, aguda como a ponta do punhal, voltava a preencher o espaço com um insuportável clima de normalidade. Os homens começavam a arrancar suas máscaras fictícias e, paulatinamente, iam cobrindo a face com aquelas outras mais reais e duradouras. Arlequins sem Colombinas, Catirinas viúvas de seus Mateus , Super-Heróis sem espinafre, amolecidos pela Kriptonita cotidiana, perambulam sem destino num planeta estranho e desconhecido. A La Ursas matracam em compasso ternário as suas matracas. Papangus já sem a proteção do anonimato retornam para casa a fim de prestar contas a suas patroas da fuga do presídio doméstico por tantos dias . Caboclos de Lança fazem a viagem de volta à roça agora já sem o luxo cerimonialista da túnica multi-espelhada e da farta cabeleira multicolor. Como se o ritmo da vida se marcasse agora pelo toque cadenciado, em mantra, do seu chocalho. Os Maracatus, respeitosamente, silenciam seu baque virado e retornam, religiosamente, aos terreiros.
Cuspiu no chão aquele gosto de cabo de guarda-chuva e ficou matutando : a vida se resumia exatamente àquilo : à Festa, à Celebração. A chama acesa e em brasa da existência se consubstanciava no anarquismo inocente do Carnaval. Perdidos todos , sem saber de onde viemos e para onde marchamos, passamos a comemorar a esta louca e misteriosa viagem. Travestidos todos dos nossos desejos mais impenetráveis, abraçando desconhecidos, dançando com figuras aparentemente estranhas e beijando línguas que jamais teremos capacidade de saborear outra vez. Tocamos outros corações com a vara de condão do etéreo e do fugaz e imprimimos um volátil ar de eternidade nos nossos sentimentos. A festa nos abre, quase que imediatamente, a perspectiva sombria do fim-de-festa. O pistão que ataca metalicamente o “Vassourinhas” é o mesmo que logo depois entoará o Toque de Silêncio. A vida se vai escoando assim mais entre bemóis que sustenidos. E adiante, por mais efervescente e estupenda que tenha sido a festividade, as máscaras cairão por terra, as serpentinas perderão sua sinuosidade ofídica e a vida terminará por cobrir-se daquela substância que preenche as gargantas e as quartas-feiras : Cinzas !
J. Flávio Vieira
Apenas
De coragem
Uma força
De vontade
Uma saudade
Pode me dá?
Um pingo
De vergonha
Um pouco
De caridade
Sim, mas me dá
Uma vontade
De correr
Da cidade
Que tarda
Mas falha
Mas voltando
Estou com vontade
Que arde
Dá-me coragem
De um gole
De saudade
Pouca vergonha
Pingo de caridade
Vamos correr
A cidade
Que é tarde
Que valha
À pena
Apenas.

Geraldo Junior e seu Regional, Sabado, dia 23 de Fevereiro no “Espaço Multimix” aqui em Juazeiro. Não percam!
O Espaço Multimix fica vizinho a La Favorita na Av. Leão Sampaio!
Geraldo Junior – Voz e Flauta
Ranier Oliveira – Sanfona
Flauberto Gomes – Zabumba
Francisco Gomide – Percussão
Beto Lemos – Violão e Rabeca
Maria Gomide – Sanfona, Percussão e voz.
- No Palco MP3 vcs podem ouvir e baixar nossas musicas!
www geraldojunior palcomp3 com br
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Show “Palavras Verdes”
O cantor, compositor e violonista Goya traz na bagagem a experiência de quem fez escola nos bailes e bares da vida noturna da capital federal, bebendo na fonte da velha e boa MPB. Compositores como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tom Jobim e Lenine estão entre as suas principais influências musicais.
Com formação na Escola de Música de Brasília, o artista destacou-se na década de 1990 como integrante do sexteto Invoquei o Vocal, grupo que obteve sucesso local, gravando um LP e um vídeo, e obtendo inserção na mídia nacional da época.
Nesse período, Goya apresentou-se em vários programas de televisão como o Som Brasil (TV Globo), Via Brasil (TV Manchete), entre outros. Músico veterano, Goya foi um dos fundadores do primeiro Trio Elétrico de Brasília, o Massa Real, cantando ao lado de Reco do Bandolim e Cássia Eller.
Goya foi contemplado por duas vezes com o Prêmio Renato Russo, promovido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal que garantiu a gravação do seu primeiro disco solo em 1999. Na seqüência, gravou Goya Acústico (2002) e Palavras Verdes (2005).
Hoje, o artista assina uma discografia com três CDs solos, a participação em mais três discos do poeta cearense Ubiratan Aguiar, além da coletânea internacional A Música da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com a canção “A Palavra”, que o levou a se apresntar no show de lançamento em Lisboa (Portugal). Outra oportunidade de representar a música brasileira no exterior aconteceu no 2º Encontro de Bossa Nova, em Buenos Aires (Argentina), realizado em abril de 2006.
Como expoente da cena musical de Brasília, Goya percorre as capitais brasileiras, divulgando seu trabalho autoral. De volta ao Ceará, apresenta-se no Programa Cultura Musical do Centro Cultural Banco do Nordeste, em Fortaleza e nas cidades de Juazeiro de Norte (CE) e Sousa, na Paraíba, com letras e músicas que retratam o cotidiano urbano, ora marcadas por baladas românticas e melódicas, ora por um ritmo dançante. No repertório, composições próprias e releituras de conhecidas canções da música popular brasileira.
· Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), no próximo dia 27 (quarta-feira), às 12h e 18h30
· Centro Cultural Banco do Nordeste-Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro – Juazeiro do Norte (CE) – fone: (88) 3512.2855), no próximo dia 28 (quinta-feira), às 19h
· Centro Cultural Banco do Nordeste-Sousa (rua Cel. José Gomes de Sá, 07 – Centro – Sousa (PB) – fone: (88) 3522.2980), no próximo dia 29 (sexta-feira), às 20h
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CHUVA NÃO É O PROBLEMA
O Direito a água é inclusão social e a inclusão social passa pela “conscientização da sociedade de que a água é fonte de vida, uma necessidade de todos os seres vivos e um direito da pessoa humana, e pela mobilização no sentido de que esse direito à água seja efetivado para as gerações presentes e futuras”.
Pois muito bem! Partindo deste princípio, afirmo que a chuva não é o problema, mas a falta de uma mobilização geral da sociedade, a fim de exigir dos Órgãos Governamentais medidas concretas para minimizar os efeitos danosos das chuvas. E não havendo reação por parte da sociedade, continuaremos a ver nos noticiários e nos meios de comunicação em massa, à chuva e suas conseqüências. Cenas de Cidades invadidas pelas águas, Ruas, Avenidas, plantações, estradas e açudes arrombados, tragédia de grande proporção dizimando toda a lavoura plantada e uma infinidade de desastres à economia do País.
Contudo, a chuva não é o problema, mas, a falta de uma política competente de prevenção para amenizar o sofrimento do homem-consumidor de serviços públicos.
E agora perguntamos: E a sociedade como deve agir? A sociedade deve exigir das autoridades competentes, políticas públicas de prevenção das conseqüências das catástrofes das chuvas.
Revista de renome nacional publicou matéria em que o próprio Governo Federal afirma: “Nós sabemos onde há áreas de risco de enchentes e precisamos atacar antes”.“Vocês são vítimas do descaso que, historicamente, o poder público tem com o povo do nosso país”.
A sociedade precisa está sempre alertar no que concerne as obras públicas e as chuvas, pois, são de uma calamidade, a maioria de suas construções.
Fiscalizar e exigir dos Órgãos Governamentais a correta aplicabilidade das verbas públicas é um dever de toda a sociedade, a fim de que, nas primeiras chuvas não venham trazer desastres à população. Chamemos de obras solúveis, que dissolvem-se ao primeiro contacto com a água. O que eleva sobremaneira, os custos governamentais em suas recuperações.
É o dinheiro do povo descendo de Rio abaixo. Discordo em parte, da afirmativa de que: “A falta de dinheiro para obras de prevenção foi especialmente trágica com o Nordeste. Diria em outras palavras: Não somente a falta de dinheiro, mas a falta de honestidade em sua aplicabilidade. Para o Doutor em Engenharia de Recursos Hídricos da Universidade de Hannover, existem várias ações que podem ser feitas, sem grande custo, para minimizar os danos, mesmo a intensidade das chuvas sendo excepcional, parte de seu impacto pode ser minimizado.
Por último a sociedade deve também, exigir uma política de aproveitamento das águas para uso no período de secas. Sabemos, todos nós, que a falta de uma política competente de aproveitamento de água de chuva, principalmente na região semi-árida é danosa para todo sertanejo.
Logo, a água da chuva não é o problema!
Crato, 16 de Fevereiro de 2008.
Mário Correia de oliveira Júnior.
Advogado e Professor.
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