Hoje no DN – Fauna Cariri – Incentivando ações de eco-cidadania

Fortaleza. O I Festival Nacional de Cinema Ambiental e Eco-Cidadania – Fauna Cariri acontecerá de 23 a 27 de maio de 2008, na região do Cariri (CE), com sede na cidade do Crato, estendendo-se pelas cidades de Juazeiro, Barbalha e Nova Olinda.

O Fauna Cariri tem a missão de incentivar as ações de promoção da eco-cidadania por meio do audiovisual. O evento pretende também contribuir efetivamente para a conscientização dos cidadãos na busca de uma nova aliança que assegure, a todos os seres vivos e aos ecossistemas, integridade, dignidade e direitos intrínsecos.

O Festival premiará os trabalhos vencedores com o Troféu Soldadinho-do-Araripe. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 15 de março. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.faunacariri.com.br. Maiores informações: (85) 3219.4821, e-mail festival@faunacariri.com.br.

fonte: www.diariodonordeste.com
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Hoje no DN – Malhação de Judas – Comissão se reúne hoje e indica candidatos.

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Judas eleito em 2007 fez alusão à mulher acusada de ser assassina do ganhador da mega-sena (Foto: Elizângela Santos)

A eleição será de 1º a 8 de março. O ponto culminante é a Malhação do Judas no dia 22 de março, Sábado de Aleluia

Crato. A Comissão Eleitoral da Malhação do Judas se reúne hoje. O objetivo é apontar os candidatos a Judas que serão eleitos pela comunidade em eleição direta com urnas instaladas em pontos da cidade. Geralmente são indicados como candidatos líderes políticos que traíram a confiança do povo, ou pessoas que cometeram crimes hediondos de repercussão nacional. No ano passado, o Judas foi Adriana Almeida, assassina do ganhador da mega-sena Rennê Senna, crime ocorrido em janeiro de 2007, em Rio Bonito, na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro.

A eleição será realizada de 1º a 8 de março. O ponto culminante é a malhação do Judas que acontece no dia 22 de março, Sábado de Aleluia, no largo do Centro Cultural do Araripe, antiga Rffsa, que será ornado com palhas de coqueiro, bananeira, bandeirolas e fitas coloridas. O próprio sítio funcionará como elemento de ornamentação, pois é feito com areia sobre o asfalto, varas, estacas, cordas, palhas, galhos, frutas naturais (coco, melancia, abacaxi, laranja, banana, melão etc), além de outras riquezas, como, por exemplo, cigarros, vinho, alimentos diversos.

Espetáculo popular

A tradição da Malhação de Judas se repete no Crato. No Cariri, a participação dos grupos de tradição popular nos festejos acompanha um verdadeiro espetáculo. É programação para a 8ª Festa Popular da Malhação do Judas.

Popular ao pé da palavra. A eleição para escolha do Judas do ano é feita de forma aberta à participação da sociedade. A coordenação das atividades é do professor Cacá Araújo, presidente da Fundação do Folclore Mestre Elói. Em várias localidades do município serão espalhadas urnas.

A Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato, Fundação do Folclore Mestre Eloi e Sociedade Cariri das Artes realizarão a Festa Popular, com culminância no dia 22 de março. No dia 9 de março será a apuração dos votos e proclamação do eleito pela Comissão Especial do Judas 2008. O testamento de Judas, em versos, será elaborado de 10 a 20 de março, além da confecção do boneco gigante. A montagem acontece no Sítio Quinta.

O cortejo terá o acompanhamento dos Caretas do Distrito da Bela Vista e vários grupos de tradição popular, a exemplo da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Às 17 horas, será a chegada ao Sítio do Judas, montado no Largo da Rffsa, onde o traidor permanecerá até a hora de seu julgamento e malhação, sob a vigilância dos Caretas. Às 19 horas, encenação com balé aéreo no tecido “O Cão e a Serpente no gogó do condenado”, com o Circo-Escola Alegria e, em seguida, leitura do Testamento em versos. A Malhação do Judas terá show pirotécnico e artistas circenses com perna-de-pau e malabares de fogo. A festa continua com shows de bandas de forró e será encerrada às 23 horas.

Cacá Araújo explica que, praticamente, todas as grandes manifestações profanas ou religiosas existentes na humanidade foram herdadas dos primitivos cultos agrários surgidos antes de Cristo. “A Malhação do Judas é um espetáculo de grande beleza e significação que revive a festa pagã das Capitales Romanas”, explica.

No Crato, a festa existe desde o início do processo de colonização do Cariri, e, como em outros pontos do Nordeste, o Judas costuma deixar, em versos populares, o seu testamento, passando sua herança para pessoas da comunidade.

É tradição aproveitar a ocasião para retratar personalidades políticas ou pessoas que tenham cometido gestos condenados pela sociedade. É, desse modo, uma forma de fazer protesto popular.

A Malhação do Judas, segundo Câmara Cascudo, é uma manifestação tradicional que se insere no contexto cultural como um ritual de extrema significação e complexidade, simbolizando a expressão do mal e liberando o homem para fazer os destinos comunitários, da qual ressalta-se, também, o aspecto dionisíaco, a folia, a festa.

Mais informações:
Fundação do Folclore Mestre Elói
(88) 3523.7430
folcloremestreeloi@yahoo.com.br
Prefeitura do Crato
(88) 3523.7069/ 3521.8112

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Empresários do Cariri, invistam nessa idéia – Blog do Crato abre espaço para publicidade!

Blog do Crato – Empresário, invista nessa idéia!


Olá, Amigos,

O Blog do Crato em breve fará grandes ampliações físicas. Reforma no estúdio original, que já é bastante eficiente. Estamos programando construir mais uma sala de 8 metros por 4 metros integrada ao estúdio original, exclusvamente dedicada a vídeo, com iluminação apropriada, rede elétrica separada, revestimento de pedra e materiais acústicos. Piso de lambris e palco para apresentações. No novo local, serão produzidos alguns dos maiores documentários para preservação da história e das pessoas do nosso tempo. Por isso, peço o apoio de patrocinadores para levarmos à frente essa idéia, pois será direcionada à criação de um banco de imagens e de sons da cidade do Crato.

Veja algumas fotos do Blog do Crato e DM Studio atualmente:

Acima: DM STUDIO, estúdio principal, sala da técnica, estúdio onde são gravadas entrevistas de áudio, edições, e de onde sairá a ampliação do espaço para o setor de vídeo.


Localizado em outra sala, computador principal, onde são postados os artigos do Blog.

Um dos tripés usados para as filmagens.

Acima: sequênciador usado como auxiliar para gravação de trilhas, vinhetas no formato MIDI.

Acima: Câmera de alta qualidade ( 3 ccds ) da Panasonic, onde são gravadas as reportagens e entrevistas.

Central de armazenamento de dados em HDs externos: Atualmente contendo 3 terabytes em HDs de 500 e 400 gb.
Acima: servidores dos sites do Blog, funcionando 24 Hs. Aqui diversos sites são hospedados, inclusive o Portal do Jazz, com estação de rádio 24hs no ar há 4 anos, e são gravadas estações de rádio da cidade.
Vista traseira dos servidores.

Sistema de backup para se evitar perda de dados de até 4 horas de duração de blackout elétrico.

Vista ampliada dos HDs de 500Gb externos.


Outra visão do armazenamento.


Outra visão do estúdio.


O BLOG DO CRATO ATUALMENTE – Estatísticas:

- Mais de 20.000 visitas por mês
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Devido aos altos custos de manutenção do Blog do Crato com reportagens, vídeos, fotos, entrevistas, reportagens, e a grande ampliação prevista para Maio/2008 para a construção de um estúdio de TV via Internet, estamos convocando os empresários e pessoas que acreditam na nossa proposta de trabalhar para o bem da cidade de Crato, trazendo-lhes notícias, artigos, reportagens em vídeo, buscamos patrocinadores. Divulgue a sua empresa no Blog do Crato. Temos inúmeras propostas para a melhor visibilidade do seu negócio. A partir de 20 de fevereiro de 2008, cada empresa participante do patrocínio do Blog contará com os seguintes benefícios:

01 – Banner na seção lateral do site
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Portanto, cada empresário que investe no Blog do Crato só tem a ganhar.
Aguardo o contato dos empresários, seja através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou através do tele. do estúdio: 088-3523-2272

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
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Afinal: A palavra é Rio Grangeiro ou Rio Granjeiro ???


Pelo que me consta, o nome desse rio é Grangeiro.
A palavra do dicionário granjeiro, vem de granja, mas no caso do rio, este sempre foi escrito com “G” ao invés de “J”… então… se for mesmo com G, tem muito artigo escrito de forma errada!

Dihelson Mendonça
Foto: fonte: Google Earth de vista do satélite de parte do canal do Rio Grangeiro.
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Hoje no DN – Insegurança no Rio Granjeiro

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O último acidente foi no último dia 18, quando um Ford EcoSport capotou e caiu dentro do canal (Foto: Antônio Vicelmo)

Os moradores pedem a instalação de redutores de velocidade ao longo da Avenida José Alves de Figueiredo

Crato. O capotamento de um carro dentro do canal do Rio Granjeiro evidencia a necessidade da instalação de redutores de velocidade ao longo da Avenida José Alves de Figueiredo, que margeia o canal.

Os moradores argumentam que este é o terceiro veículo que é acidentado no mesmo local. Para eles, o motivo é o mesmo: alta velocidade.

O último acidente ocorreu no último dia 18, quando um Ford EcoSport, placa HYM-5768, dirigido pelo estudante Felipe Guedes Leite Silvestre capotou e caiu dentro do canal, a uma altura de três metros. O motorista do veículo sofreu apenas escoriações.

Os moradores da avenida dizem que são comuns os atropelamentos e derrapagens nas curvas. Além de ser um trecho muito movimentado por pedestres que descem do bairro do Seminário, o Colégio Objetivo funciona do outro lado do canal, com grande freqüência de estudantes que utilizam as pontes sobre o Rio Granjeiro. Sem esquecer que o calçadão das margens do canal é utilizado para caminhadas.

A avenida, de quase um quilômetro, não conta com nenhum sinal eletrônico e acompanha as curvas do canal.

Uma das pontes foi interditada, na semana passada, em conseqüência das enchentes que danificaram sua estrutura, o que obrigou a Prefeitura a colocar material de construção no meio da pista.

Os moradores da Avenida José Alves de Figueiredo estão enviando abaixo-assinado ao prefeito Samuel Araripe, solicitando ao Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) a instalação de redutores de velocidade ao logo da avenida.

Manancial

A cidade do Crato nasceu e cresceu nas margens do Rio Granjeiro que, na época, era um manancial de águas cristalinas. Com o tempo, o rio foi sendo poluído com os dejetos que são jogados em seu leito.

Há cerca de 50 anos foi construído o primeiro canal a céu aberto com o objetivo de facilitar o escoamento das águas. Nos últimos anos, o canal de concreto, ferro e cimento foi complementado, mas aumentaram as inundações em razão do represamento das águas na parte de baixo.

O alargamento e asfaltamento da Avenida José Alves de Figueiredo foi uma obra importante que contribuiu para desafogar o trânsito do Centro da cidade. No entanto, conforme a população do local, está sendo transformada em pista de corrida.

Mais informações:
Prefeitura Municipal do Crato
Largo Júlio Saraiva
(88) 3523.7069

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O CANAL DA VERGONHA – Por: Jorge Emicles

O CANAL DA VERGONHA – “Uma visão realista do problema” *

No início da década de cinqüenta, na cidade do Crato, era comum as pessoas se banharem às margens do Rio Grangeiro, que manso acumulava as águas das nascentes do pé da chapada e as direcionava ao rio Salgado, que por sua vez alimentava o Jaguaribe, que morria no mar. Era a diversão, ao final das tardes quentes, de muitas das boas famílias da Vila Real. Hoje somente pensar na imagem de pessoas se banhando no canal do rio Grangeiro simplesmente causa repugnância. Eis um exemplo deplorável, mas ao mesmo tempo induvidoso da catástrofe que a ignorância humana pode causar.

Num tempo onde o homem era ilimitado, que tudo poderia e no qual não cabia consciência do ambiente como um conjunto da vida, que para se preservar exige sustentabilidade, os grandes líderes do Crato na busca da modernidade, literalmente encaixotaram o velho rio, que desde então passou também a ser alimentado com os dejetos da cidade, virando o depósito de todas as podridões da urbe em crescimento. Mau sabiam que o eleito símbolo do progresso na verdade acabaria representando o fracasso de várias gerações de políticos, empresários e pensadores, que na verdade, ajudaram a história a conduzir o Crato para um ostracismo que se infiltrou nas entranhas de seu povo a tal grau que serão preciso mais que várias gerações futuras para apagar-se de sua memória. A sujeira do rio passou também a contaminar a alma do povo cratense, que desde então viveu no mesmo grau do velho Grangeiro, a decadência e a podridão de seguidas e péssimas administrações. O ocaso se formou e chegou.

Não seria de acordo com a verdade a desmemória ao brilhante trabalho realizado pelo ex-prefeito Raimundo Bezerra, quem se incumbiu de encomendar um belíssimo projeto de reurbanização do rio, limpando-o dos dejetos e organizando seu leito. O projeto do saudoso Raimundo Bezerra, além de prever a coleta separada dos esgotos que com a mesma naturalidade da força gravitacional correm para o seu leito, ainda pensou num projeto arquitetônico muito parecido com o idealizado por outro grande cratense, Júlio Saraiva, que já na década de quarenta pensava da necessidade de urbanizar-se o entorno do rio urbano do Crato. Dito projeto, como se percebe, idealizado em harmonioso acordo com as idéias de sustentabilidade e de respeito ao meio ambiente dos tempos contemporâneos, infelizmente somente pôde ser executado anos mais tarde. Pior que tudo, foi executado por um legítimo representante das forças do atraso em Crato, aqueles mesmos que confundiram desenvolvimento com poluição. Por isso não foi nada difícil a deformação do projeto, com a retirada do coletor de esgotos e a baixa qualidade da construção, como hoje é de pública e notória observação. Mas a inauguração foi com estardalhaço e a campanha eleitoral daquele ano trouxe como maior símbolo da administração Walter Peixoto exatamente as obras de reforma e ampliação do canal do rio Grangeiro, as quais ao vultoso preço de mais de cinco milhões de reais na realidade é o símbolo do maior crime ecológico cometido pela administração pública municipal, realizado às claras, financiado com dinheiro público e festejado como um grande feito do ex-prefeito.

Agora que aquela antiga campanha está bastante distante da memória do cidadão (lá se foram mais quatro anos), assistimos perplexos aos correligionário do ex-prefeito indo à imprensa, indignados com o atual estado das coisas no canal do rio Grangeiro, culpando ostensivamente o atual prefeito pela bagunça , falta de estrutura, segurança para a população e feiúra do local. O prefeito até se justifica dizendo que os governos federal e estadual não liberam mais verbas para obra ainda tão recente, mas os franco-atiradores não desistem e persistem cobrando providências. Sabem, então, qual seria a providência mais coerente a se tomar? Respondo: cobrar a responsabilidade política, civil e criminal do executor da obra. Por que ninguém ainda pensou nisso?

Por: Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Advogado, professor e radialista
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"O DIABO E A TERRA DE SANTA CRUZ" – Por: Wilson Bernardo

"O DIABO E A TERRA DE SANTA CRUZ"

CANTO I - O TEMPERO DA CARNE NO FORNO INQUIZIDOR!

No imaginário do velho mundo feudalizadoa alma sacramenta o improvável.Equador dos trópicos de cinco zonas climáticastrês maresdoze ventostrês continentes que se vestiam de especiarias.A velha Í ndia temperada no forno da carne santaa pimenta saboreada na sua intensidadeMagrebEgitona fonte suprema das águas no Niloa argamassa celestial das pirâmides.Alexandre o bem feitor  dos expurgospovos israelitasfortalece a alma de Goge a fantasia de Magog.Além do Índico, muito além do sulcinocéfalosciclopestrogloditashomens-formigas.Os cristões da velha Europa povoavamsuas mentes antinômicaslendárias terras de uma antiga Atlâtica.América portal de proteção imagináriavestida do inusitado medo pela descoberta.

WILSON BERNARDO

AJUDE A MONTAR A CHAPA DE CANDIDATOS A "JUDAS" (CRATO-CE) – Por: Cacá Araújo

Prezado(a),

Avizinha-se a 8ª Festa Popular da Malhação do Judas e, como de costume, realizaremos uma eleição para escolher aquele ou aquela que merecerá nosso mais forte repúdio e será pendurado na forca até a explosão final. Solicitamos, portanto, a leitura do projeto abaixo e, após refletir profundamente, que apresente de uma lista de 3 nomes (com uma breve justificativa) que deverão ser avaliados pelo COLÉGIO ELEITORAL DO JUDAS 2008, que se reunirá nesta sexta, dia 22 de fevereiro, 19 horas, no Bar do Evandro (Escritório Central do Judas), localizado no Centro Cultural do Araripe, com o fim de definir a CHAPA de 10 CANDIDATOS que concorrerá a JUDAS 2008. Sua sugestão deverá ser enviada como resposta à presente mensagem até as 14 horas do dia 22 próximo (sexta).

Atenciosamente,
Cacá Araújo

X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X-X
Fundação do Folclore Mestre Eloi
8ª Festa Popular da Malhação do Judas
DIA 22 DE MARÇO DE 2008 – SÁBADO DE ALELUIA
CENTRO CULTURAL DO ARARIPE – CRATO – CEARÁ
PROMOÇÃO E REALIZAÇÃO
Fundação do Folclore Mestre Eloi
Secretaria de Cultura do Crato
Sociedade Cariri das Artes

Por: Cacá Araújo
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Rosário e seu diário .


O sol …
Quando a sua luz poderá explicar o infinito?
Diário…Sempre inrrepetível!
Noturno…Sempre escondido!
Nasce, brilha, possibilita vida!
Foge do olhar que se apaga…
Queima a planta do destino que se corta
Ilumina no céu, almas que viajam.
Põe-se no horizonte , mar , nuvens …
Verdeja a flora que enfeita a casa.

Foram dias vazios e longosEsperei-te diante da TV, assistindo filmes ou cenas de novelas. Esperei-te em luz, nos finais de tarde. Esperei-te em imagens, em cada aurora que escutei. Falei contigo, só como as loucas encontram os ditos… Até que achei, no canto do meu silêncio, a essência do nosso sentimento, e meu coração ficou aquietou-se !

Acredito na paisagem depois das curvas, nas terras depois das águas, na vida depois da morte, no tempo que nunca é passado!
Maria é essa figura, que você indaga amiudamente… ”Que mulher é essa, que chegou, inesperadamente?” Achou-me num batente de rua, e comigo viveu madrugadas e tardes, mesmo de forma sonolenta…

O arrumar de coisas (querendo nada esquecer), a crescente excitação detonada pelo relógio , enquanto o clarão da lua cheia de agosto, exacerba a emoção. Mistos de sentimentos… Um caos no coração! E eu te acompanho pelas ruas, pelos becos. Hoje eu fico , enquanto você some, como fumacinha de avião. Teu olhar se aparta do meu, teu cheiro de mato volta pro pé de jasmim, nem sei de qual jardim… E teu riso , se esconde na estrada, onde a minha mão te solta!

É a vida? É assim? Terá volta? Quem sabe nos envelhece, ou quem sabe nos renova?Girei nos canteiros da praça… Aqueles mesmos cheiros de pipocas, de filhoses…Sem você sou cega sem guia. Tenho que enxergar teu vazio, e senti-lo em peso!Mas um dia tudo volta… A separação é como um giro numa roda. Se eu conseguir não enlouquecer de saudades, meu amor será teu mais tarde !

Rosário é uma boneca cínica. Minha dor não a comove. Sabe que a nossa casa é uma gaiola sem portas: que as tuas coisas, se acomodam aqui e ali, penduradas como ela… Querendo que o meu olhar as encontre. Aspiro a poeira dos teus sapatos, ainda perto da cama!

Dia comprido. Recebi recadinhos com gosto de mel. Vi a rosa do céu com teu olhar , sempre apressado e astuto. Ouvi teu “tique, taque”, congelando a beleza, apesar de saber que ela é solta ,aberta, nua, e tua! À noite capotei nos sonhos, querendo que os dias corram como atletas. Até você voltar, posso comer tudo devagar, e fazer de conta que, na vida o que conta é ter alguém pra contar!

Estou sem gosto e sem cheiro. Estou sem vontade de música e imagens. Estou querendo tua voz perfurando a minha carne.Abri mão de todas as luas e sóis. Ganhei um novo olhar sempre descondicionado. Precisamos que tu nos aprove. Aprove e prove , a umidade do meu corpo, que a tua lembrança chove!Menino dos meus olhos ,tenho um rosário de beijos pra mordiscar , nesta noite , teu coração estrangeiro!

Ainda é domingo. Chuvisca. A lua é clara e disforme. Desajeitada na luz, ela desloca minha saudade, pro sono chegar. O céu é claro, mas não vejo estrelas. Mudaram todas para enfeitar teus cabelos. Por isso , tanta prata? Teus pezinhos não se arrastam pela casa. Sinto falta dos teus braços madrugados… Cheiro no pescoço, já caído pelo sono … Respira palmeira do terraço, ao som de uma noite calada… Só escuto o motor do ventilador.

Manhã chuvosa. Não avistei Aurora. Acordei com cantigas de galo, pássaros , e o som de vassouras, rastreando folhas dos quintais da quadra. Teu olhar enxergaria os calos, nas mãos femininas das mulheres, jovens e velhinhas, que cheiram a alho, pó de café, lavanda e água sanitária. Acho que vou buscar pão: aquele que tem a crocância do gergelim. Provavelmente, prolongue passos até a feira, olhar aquela misturada de coisas sem fim. Preciso de uns metros de chita, uns pauzinhos de canela, frutas doces, ver pessoas… Procurar teus cachos… Nas bananas, nas espigas de milho, nas uvas, nos molhos de acácias. Quem sabe cruzo com o teu olhar, no moço que debulha o feijão; no azul pálido do céu; no chão pingado de lama, ou nos olhos de uma gato?

Teu dia também começa… O meu muitas vezes foi assim: ruas e rostos estranhos até o olhar harmonizar formas e cores.Bom dia, mi amor!Aperte os olhos. Teu clique vai começar… Num olhar e andar solitários, o que se esconde e parece invisível para todos, pra ti vai descortinar!

Noite de segunda-feira. Ufa! Que dia! Que ginástica danada para vê-lo passar sem angústia ou ansiedade. Final de tarde, assistindo clássicos do cinema… Adoro! Audrey Hepburn, Mel Ferrer, Henry Fonda… Jovens e lindos!

A praça começou a fazer zoada. Escuto fogos, cantorias na igreja, e sinto a poeira do povo. Noutros tempos era dia de comprar pano novo. As costureiras usavam seus dedais, literalmente, para pouparem os dedos. O que eu mais gostava era o caráter de virgindade das roupas. Tinha um só cheiro… (inesquecível!) o cheiro das roupas novas!A partir de amanhã, quem sabe , encontre piedade, pra rezar aos pés da Penha; aspirar aos cheiros do Boticário espalhados no povo… Noutros tempos era “Magriff” ou “Madeira do Oriente”. Os tecidos eram de renda francesa. Não tinham esses fios rústicos que a gente tanto gosta. Adquirimos formas irreverentes de vestir e calçar, ao longo dos anos… Lembro dos meus saltos , meias desfiadas, bracelete egípcio , aliança de tucum …

Bonecas de pano … Eu e Rosário !

Romeiros voltam sem ter conhecido a catedral de Crato – por Armando Lopes Rafael

Hoje, 20 de fevereiro, diversos ônibus conduzindo romeiros que visitam Juazeiro do Norte, estiveram na catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato. Infelizmente, em virtude das obras de colocação do novo piso na igreja-mãe da diocese de Crato, os visitantes não puderam percorrer o interior do vetusto templo. O término dos trabalhos do novo piso da catedral de Crato está previsto para dentro de 30 dias.
Os ossos foram encontrados por operários nas proximidades do altar (Foto: LIA DE PAULA 29/5/2005)

Tem chamado a atenção o crescente número de ônibus – conduzindo romeiros do Padre Cícero – estacionados na Praça da Sé, no centro de Crato. O que eles vêm ver na Catedral de Nossa Senhora da Penha? É que naquela igreja ainda hoje é preservada a pia, na qual o Padre Cícero Romão Batista teria sido batizado em 8 de abril de 1844. Por iniciativa do Cura da Catedral, Padre Francisco Edmilson Ferreira Neves, a histórica pia batismal foi restaurada e numa parede da capela batismal foi colocado um quadro com fotocópia do registro de batizado do Padre Cícero.

Aliás, a vida desse sacerdote é rica em episódios controversos. Um deles é a data do seu nascimento. No quadro que o Cura da Catedral de Crato colocou na capela batismal, fotocópia tirada da folha 61 do Livro de Batizados de 1843 a 1845, consta:

“Cícero, filho legítimo de Joaquim Romão Batista Meraíba e de sua mulher Joaquina Ferreira Castão. Nasceu em vinte e três de março de 1844 e foi batizado pelo pároco solenemente com santos óleos nesta cidade do Crato em oito de abril do mesmo ano. Foram seus padrinhos seu avô paterno Romão José Batista e Antônia Maria de Jesus, do que para constar mandei fazer este assento em que me assino. Manuel Joaquim Aires do Nascimento”.

Como se sabe, o nascimento do Padre Cícero foi sempre comemorado a 24 de março. Quando de sua estada em Roma, em carta datada de 24 de março de 1898, endereçada a sua mãe, o próprio Padre Cícero escreveu: “Hoje, que faço 54 anos e véspera da anunciação da Mãe de Deus…”.

Os que escreveram sobre este sacerdote interpretam esta divergência de data cada um a sua maneira. Otacílio Anselmo via nessa troca um sinal da “vaidade doentia” do sacerdote, com o intuito de vincular seu aniversário natalício ao dia 25 de março, quando a Igreja Católica festeja a Anunciação à Virgem Maria. Já o médico-historiador Irineu Pinheiro, autor de “Efemérides do Cariri” fez ali constar: “Sempre sua família, seus amigos e ele próprio festejaram seu aniversário natalício no dia 24 de março…”.

Controvérsias à parte, o registro no livro de batismo dando a data de 23, ao invés de 24 de março, poderá ter sido apenas um lapso normal, bastante corriqueiro, fruto de engano na informação ao vigário Manuel Joaquim Aires do Nascimento, ou mesmo simples lapso de transcrição.



Espetáculo da natureza – Garças-vaqueiras retornam ao Cariri

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Garças no ninhal em Milagres. Durante o dia, a luta é pela sobrevivência. As aves se espalham nas várzeas do Cariri, alimentando-se de insetos (Foto: Antônio Vicelmo)

O espetáculo maior acontece no fim da tarde, quando voltam para os ninhos a fim de se reproduzirem

Milagres. Um espetáculo da natureza que encanta e emociona. As garças-vaqueiras estão de volta ao Cariri, tingindo de branco a paisagem verde do inverno. Chegaram como a Asa Branca no ronco do primeiro trovão e, seguindo a sina do retirante nordestino, vão embora depois das chuvas, à procura de alimentos noutras paragens. O ninhal está localizado na confluência dos municípios de Brejo Santo, Milagres e Abaiara, no Sítio Cajueiro, nas margens da CE-293.

Ali, as garças montaram o seu espetáculo que é encenado, no fim da tarde, quando voltam para os ninhos a fim de dar continuidade a uma das mais emocionantes cenas da natureza, a reprodução, o mistério da vida, a continuidade da espécie. Durante o dia, é a luta pela sobrevivência. As garças se espalham nas várzeas do Cariri, alimentando-se de insetos. É o controle biológico natural.

O agricultor Pedro Ramos da Silva, que mora ao lado do Ninhal, diz que as garças não incomodam. “Ao contrário, elas devoram as lagartas que prejudicam a lavoura”, afirma o lavrador, acrescentando que, depois que as garças chegaram, não apareceu nenhuma lagarta em sua roça de feijão.

O proprietário do terreno onde está localizado o ninhal, Vianey Sampaio, reclama da onda de moscas trazidas pelas garças. Estes insetos, de acordo com ele, estão impedindo a engorda do gado.

Companhia

Apesar do prejuízo, o agropecuarista gosta tanto da companhia das garças que chega ao ponto de espantar os gaviões, predadores naturais que rondam os bandos, pois eles comem os filhotes. Os biólogos advertem que espantar os gaviões é errado, quebra a cadeia alimentar. E é bom que se diga, apesar de serem milhares, as garças não causam problema ao meio ambiente. Pelo contrário. “Elas acabam atuando no controle da população de insetos”, diz o professor de Zoologia da Faculdade Juazeiro do Norte, Francisco Amarildo Pereira.

A dona-de-casa, Neiane Sampaio Cruz, reclama do mau-cheiro deixado pelas aves. Ela diz que a fedentina é insuportável. “Além disso, as moscas têm uma picada parecida com mutuca. Mesmo assim, o espetáculo oferecido pelas garças é gratificante”.

Esta semana, uma equipe de biólogos da Universidade Regional do Cariri (Urca) esteve no ninhal, fazendo um estudo sobre o comportamento das garças. As pessoas que moram nas proximidades esperam uma informação sobre os males que as aves podem causar à saúde humana.

Aparecimento

O professor Amarildo, que é biólogo, informou que ainda não sabe o motivo do aparecimento dessa espécie na região do Cariri, é uma incógnita, haja vista a escassez de informação sobre essa ocorrência no Estado do Ceará.

“É provável que o seu deslocamento para a região esteja relacionado com o período chuvoso do Cariri e regiões vizinhas, proporcionando-lhes alimentos, formando assim um habitat adequado”.

Apreciar a beleza natural de um ninhal de garças, segundo Amarildo, pode parecer piegas, mas preservar é uma motivação fundamental, já que o perigo representado pelas extinções das espécies pode ser estendido a todos.

Enquete
A importância das garças para os moradores

Neiane Sampaio
Dona-de-casa
‘Mesmo com a fedentina, o espetáculo oferecido pelas garças é gratificante para quem pode presenciá-lo´.

Vianey Sampaio
Agropecuarista
‘Cheguei ao ponto de espantar os gaviões, predadores naturais que rondam os bandos, pois eles comem os filhotes´.

Pedro Ramos da Silva
Agricultor
‘As garças não incomodam. Pelo contrário, estas aves devoram as lagartas que prejudicam a lavoura´.

Francisco Amarildo Pereira
Professor de Zootecnia
‘Apreciar a beleza natural de um ninhal de garças-vaqueiras pode parecer piegas, mas preservar é uma fundamental´.

Antônio Vicelmo
Repórter

Mais informações:
Professor Francisco Amarildo Pereira
Rua Walter Roriz, 80 – Jardim Ceará
(88) 3555.1362

Fonte: www.diariodonordeste.com.br

ITALIANO FAZ BLOG EM HOMENAGEM AOS 60 ANOS DE JOÃO PERNAMBUCO

Abra seu navegador da internet e se direcione para o www.joaopernambuco.com e se emocione com dois eventos ao mesmo tempo: um professor italiano que aprendeu português por conta própria fez um blog dedicado a João Pernambuco.

Angelo Zaniol, nasceu em Veneza em 1937, ensinou Língua e Literatura Francesa e depois se especializou em Organologia e História da Banda Desenhada na Universidade de sua cidade. Na juventude fez por muitos anos estudos particulares de harmonia, contraponto, composição, piano e violão clássico com os melhores mestres de Veneza, o que hoje lhe permite compor e arranjar qualquer tipo de música com segura competência. Nos anos 1976-1991 dedicou-se também, com êxitos notáveis, à (re)construção de cópias fiéis de numerosos instrumentos históricos, quer de sopro quer de cordas. Entrou em contato com a música brasileira em 1947 assistindo aos filme de Walt Disney e Carmen Miranda, quando ouviu Apanhei-te Cavaquinho de Ernesto Nazareth. Na década de 50 tomou conhecimento de Waldir Azevedo através de dois long plays.

Por volta de 1957 assistindo a um concerto de guitarra clássica, ouviu pela primeira uma música de João Pernambuco e tratava-se de Sons de Carrilhões. O compositor brasileiro sempre fez parte do repertório dos grandes violonistas europeus. Na verdade o Brasil e seus músicos necessita aprofundar-se nos conhecimentos do chorinho, pois lá é que se encontra a expressão mais substantiva de uma matriz nacional. Assim como os americanos se abeberaram nos grandes compositores europeus dos séculos XVIII e XIX, os brasileiros que se expressaram melhor, internacionalmente, através de Villa Lobos, devem saber que o mesmo aconteceu aqui. João Pernambuco foi um gênio de sua época em que muitos gênios fundaram uma expressão musical nova e universal.

Para que todos saibamos: a genialidade de um expressão não é matéria de apenas um gênio, é um leito volumoso de artistas criando e recriando seus próprios temas. Por isso, artistas do Cariri, nunca achem pouco o que fazem, não se envergonhem da falta de estilo de salão, e nem achem que o folclore é uma mesmice congelada no tempo.

GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE ( Final)

A Morte Prematura

Foi na casa de repouso Neuria Ellia, residência de Lord Torrington, em Kandy, a então capital do país, que seu falecimento aconteceu. Ele chegou ali no dia 10 de março de 1849, por volta das 3 horas da tarde e, depois do almoço com Lord e Lady Torrington, retirou-se aos seus aposentos para descansar, enquanto o seu anfitrião e o Dr. Fleming foram cavalgar. No dia seguinte, o grupo devia ir a uma excursão as planícies Horton. Lord Torrington e o médico não haviam ido muito longe, quando foram chamados às pressas. Gardner havia sido tomado por um severo ataque de apoplexia. Tudo o que a ciência médica sugeria nesses casos foi feito mas sem efeito. Ele morreu às 23 horas, cercado por um círculo de amigos profundamente pesarosos.

Foto 20 – Monumento em homenagem a Gardner, no Herbário de Peradeniya em Kandy, no Sri Lanka.

Estava no apogeu de sua vida, com apenas 37 anos e, como disse Lady Torrington durante o almoço, nunca tinha estado com tão boa saúde e disposição. Ele foi conhecido a vida toda por sua abstinência intransigente à bebida. Mesmo durante os três anos de viagens constantes, de irregularidades e fadiga, explorando o interior do Brasil, não bebia nada mais forte do que chá, de que ele havia assegurado um bom suprimento antes de sair de Pernambuco.
Lord Torrington, ao comunicar este aflito acontecimento a Sir William Hooker, assim calorosamente elogiou o caráter do falecido:
“ Posso honestamente dizer que a colônia e o público em geral, experimentaram uma perda severa neste homem excelente e talentoso – que era amado por todos – nunca vi uma pessoa tão amiga, tão benevolente e sempre pronto para compartilhar informações com todos aqueles que pedissem.”
Assim a ciência da botânica viu-se privada de um estudante entusiasta, um expositor hábil, no auge de sua vida e do vigor do intelecto. Acreditam aqueles que melhor o conheceram, que seu final foi precipitado pelo trabalho mental excessivo. Entre seus manuscritos, existe um já terminado, que ele estava prestes a enviar para ser impresso, apontado como um trabalho elementar de botânica da Índia e, como declarou Sir W. Hooker ao noticiar sua morte no “Jornal de Botânica”, que ele havia feito vastas coleções sobre uma completa “Flora Zeylanica”. Como fato de interesse geral, não é desnecessário informar que Gardner conseguiu uma patente para preparação da folha do café, conseguindo assim uma bebida, por infusão, “formando um artigo de dieta nutritivo, refrescante e agradável.”

O Testamento

De acordo com o testamento de Gardner, seus livros e o herbário foram oferecidos ao governo do Ceilão para formar parte do estabelecimento em Peradynia; e se não fossem aceitos, deveriam ser enviados a Sir W. Hooker, seu administrador na Inglaterra. O governo, ao declinar da oferta, colocou automaticamente à disposição de Sir William.

O Palíndromo

Como no palíndromo latino, Gardner conseguiu colocar o Cariri cuidadosamente na sua órbita. Hoje é impossível lançar uma visão clara sobre nossa região, sem utilizar um pouco da luz e da clarividência do nosso mais importante naturalista. É através do olho de mágico de Gardner que conseguimos entender as nuances caririenses, 170 anos depois.

Agradecimentos:

Prof Jairo Starkey – Pela tradução do inglês do texto básico biográfico
Prof Glauco Vieira(URCA) – Pela revisão e idéias
Prof Armando Rafael (URCA) – Pela pesquisa subjacente e incentivo
Mister Craig Brough do Information Services Librarian Library, Art & Archives
Royal Botanic Gardens, em Kew, Richmond, pela pesquisa iconográfica sobre Gardner

J. Flávio Vieira

Bibliografia :

Pinheiro, Irineu. Efemérides do Cariri. Fortaleza, Imprensa Universitária, 1963.

Gardner, George. Viagem ao Interior do Brasil. São Paulo, Livraria Itatiaia Editora Ltda. , 1975
Carvalho, Alfredo de, Um Botânico Inglez no Ceará de 1838 a 1839. Revista do Instituto do Ceará – ANNO XXVI , 1912
Brígido, João. Ceará ( Homens e Fatos). Fortaleza, Edições Demócrito Rocha, 2001.

Sites :
http://www.electricscotland.com/history/other/gardner_george.htm
http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevIndiceJoseHonorio/JH-G.html
http://www.srilankaleisureguide.com/botanical_gardens.html
http://www.chadwickorchids.com/Cattleya/laelialobata.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/George_Gardner
http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAno/1912/1912-UmBotanicoIngleznoCeara.pdf
http://www.agridept.gov.lk/NBG/RBG.htm
http://www.agridept.gov.lk/NBG/herba.HTM
http://www.electricscotland.com/history/other/gardner_george.htm
http://books.google.com/books?id=3rQEAAAAIAAJ&pg=PA711&lpg=PA711&dq=Neuria+Ellia++Lord+Torrington&source=web&ots=0Ys1jvlw79&sig=ylP9IerkRQuwgJbHvfIR8H5l_G4
http://educacao.uol.com.br/atualidades/ult1685u297.jhtm
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-59702000000300007&lng=in&nrm=iso&tlng=in
www.flickr.com/photos/studentnetwork/383039729/
http://www.gutenberg.org/files/21324/21324-h/21324-h.htm
http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAnoHTML/1912indice.html
http://www.philadelphia-reflections.com/topic/13.htm
www.hunterian.gla.ac.uk/…/index.shtml
http://apps.kew.org/herbcat/gotoCollectorsPage.do

Prefeitura retira placas que apontavam para administração anterior !

O prefeito Samuel Araripe aparentemente resolveu atender às críticas e aos apelos de muitas pessoas na cidade que reclamaram da colocação das placas na parte do canal que caiu com as últimas chuvas, que mostravam que a obra havia sido mal-construída na gestão anterior, e por isso havia caído. Segundo Samuel “…as pessoas não entenderam que a prefeitura não pretende empurrar com a barriga o problema para nenhuma administração. O nosso dever é fazer o que tem que ser feito. Apenas, alertamos para o fato de que a referida obra, pra quem não sabe, ou não sabia, não foi realizada na nossa gestão. Muito pelo contrário, sempre criticamos aquela obra por achar que ali se cometeu o maior crime ambiental do Crato. Mas estamos cientes do nosso compromisso, e em nenhum momento deixamos de reafirmar que estamos fazendo todo o necessário para recuperar os estragos das últimas chuvas na nossa cidade.”

As últimas fotos do local, onde os trabalhos continuam:



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GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE ( Parte IV)

Rumo ao Ceilão

Ao chegar ao Ceilão ( hoje Sri Lanka), sua primeira providência foi toda dedicada ao Herbário de Peradeniya , onde foi Diretor no período de 1844-1849.

Foto 14 – Localização do Ceilão ( Sri Lanka)


Foto 15 – Colombo, no Ceilão, na época da chegada de Gardner

Ele o consertou, reaparelhou-o e fez grandes melhorias. Então ele começou a fazer excursões na ilha, enriquecendo assim o jardim com os frutos de suas jornadas. Ele os enviava também para os jardins botânicos da Inglaterra, especialmente o de Kew, obtendo em troca produtos de outros lugares – América do Sul, Índias Ocidentais, etc. – para o jardim do Ceilão. Durante suas caminhadas ele descobriu a “upas” (Antiaris toxicaria (Upas ou Ipoh), que anteriormente não se sabia existirem no Ceilão. Um escritor em um dos jornais do Ceilão, cujo artigo foi copiado para o “Chamber’s Journal” diz:
- “Quando retornamos a Komegalle, tivemos a sorte e o prazer de ter em nossa companhia o Dr. Gardner, o eminente botânico, em cuja companhia a mais insignificante planta ou flor passa a ganhar um interesse de nossa parte em relação a ela, pois ele sempre tem algo instrutivo sobre a mesma para nos transmitir. Na nossa jornada de volta a Kandy, ele descobriu a “upas”, que crescia a poucas milhas de Komegalle. Ela não era conhecida antes de crescer no Ceilão.”(


Foto 16 – Kandy no Ceilão , antiga capital, onde Gardner viveu.

O Livro
A posição e eminência de Gardner como botânico o levaram a uma extensiva correspondência sobre suas funções oficiais , ajustando-as de tal maneira que fosse possível, logo depois de sua chegada no Ceilão, terminar a organização dos seus escritos sobre o Brasil, que foram publicados em Londres pela Reeves Brothers em 1846. O trabalho, de 562 páginas e 8 volumes, é intitulado “Viagens ao interior do Brasil, principalmente pelas Províncias do Norte e Distritos do Ouro, durante os anos de 1836-41.”


Foto 17 – Fac- Símile da aprimeira edição do “Travels…”

Foi muito favoravelmente recebido, sendo muito popular em seu estilo, interessando aos leitores em geral, não desapontando assim, as expectativas deste homem de ciência. Republicado em inglês em , 1849 e em 1973.
Lord Torrington, governador do Ceilão, provou ser um amigo gentil e patrono de Gardner, dando-lhe grandes condições de divulgar seus trabalhos botânicos; assim também o fez Sir James Emerson Tennent, o secretário. Esses honrados nomes são constantemente mencionados com grande sentimento em suas cartas.
No Brasil a parte relativa ao Ceará, de seu livro “Travels in the interior of Brazil (1846)”, foi publicada na Revista do Instituto de Ceará (1912), graças a uma tradução de Alfredo de Carvalho. A primeira tradução completa só viria apenas em 1942, traduzido por Albertino Pinheiro, com o título “Viagem ao Interior do Brasil”. (São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1942. 468 p.)


Foto 18 – Capa da primeira edição brasileira (1942)

e reeditada em 1975, pela Editora da Universidade de São Paulo, numa tradução de Mílton Amado(Foto 19).


Foto 19 – Capa da segunda Edição ( 1975)

J. Flávio Vieira

POLÍTICA – Candidatos, não fujam dos debates nem das ENTREVISTAS !!

Blog do Crato – Um Site Imparcial e de todos os Cratenses !

Em resposta a um elogio hoje sobre a publicação da matéria sobre o André Barreto:

O Blog do Crato, como eu já falei inúmeras vezes, é um site imparcial. Aqui divulgamos a notícia de quem chega junto, e responde às nossas reivindicações de entrevistas. Aparece mais quem está acessível. Se publicamos notícias de Samuel Araripe e do André barreto é porque esses são acessíveis, não fogem. Samuel aliás, está para entregar ao Blog do Crato uma lista com as mais de 140 realizações do seu governo. Aqui todos devem ter espaço. E sinceramente, amigos, não é por falta de convite que não há aqui nenhuma entrevista com o ex-prefeito Walter Peixoto e com o Sineval Roque. Já lancei diversos convites via Blog do Crato para alguém ligado a eles, e nunca fui contactado. Esse aqui é mais um convite !!!

Meus amigos, meu e-mail está aí, meu telefone está à disposição. O povo do Crato quer lhes ouvir !! Apareçam !

Mas por outro lado, lembro-me bem durante a última campanha para prefeito que o Sr. Walter Peixoto era desafiado a ir a debates, sendo que outros candidatos até pediam para o próprio Waltim marcar dia e hora, nem que fosse na casa dele, no horário em que ele quisesse, ao que ele sempre se recusou a debater. Creio que ele não responderá ao nosso apelo por uma entrevista.

Sr. Waltim, e Sr. Roque, queremos lhes fazer uma entrevista também! De modo imparcial, sem edições, sem cortes, sem perguntas reguladas. Tudo transparente ! Revelem ao povo do Crato os seus planos para a cidade! O povo quer saber das suas intenções, do seu programa de governo!

NÃO TENHAM MEDO DE NÓS.
Aqui não tem nenhum bicho-papão!

Com o André Barreto e Samuel Araripe até agora, temos entrevistas mais do que confirmadas a serem feitas nos próximos dias. Sinceramente, não consigo entender como alguém que pretende ser prefeito do Crato pode fugir dos debates assim. Por isso reafirmo. O espaço está aí. Sou todo ouvidos. Aguardo o contato. As câmeras estão prontas, e o povo quer saber das propostas !

Atenciosamente,
Abraços cordiais,

Dihelson Mendonça – repórter.
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Carro desgovernado "voa" para dentro do canal Rio Grangeiro !

Clique para ampliar: vale a pena !!




O Rio grangeiro parece que quer dominar as notícias da semana no Blog do Crato. Desse jeito, iremos armar uma tenda por lá…

Estava eu quase dormindo hoje, ( 8:30 da manhã ), quando o farejador de notícias Wilson Bernardo me telefonou para fotografar uma cena inusita. Um Ford Eco-Sport que percorrendo a avenida do canal do Rio Grangeiro, desgovernou-se ao desviar-se de uma senhora que atravessava a mesma. O veículo chocou-se com uma placa e literalmente “voou” para dentro do canal sem quebrar as muretas de segurança. Não houve vítimas. O condutor saiu apenas com leves ferimentos, segundo informações dos presentes no local.

Reivindicação ao DEMUTRAN:

Aqui temos que fazer uma crítica e uma reivindicação ao Demutran, para que sinalize melhor aquele trecho, colocando um detector de velocidade, quebra-molas, mais sinalização, pois já é o segundo carro que cai no mesmo local, além de 2 motos que também foram acidentadas em outra época. O local é perigoso, e os moradores reclamam que sábado à tarde, aquele trecho é uma verdadeira “loucura” de carros e motos trafegando em alta velocidade.

Fica aqui registrado, portanto, a reivindicação dos moradores das circunvizinhanças.

P.S – Ainda bem que não foi num dia de chuva, hein ?

Fotos: Dihelson Mendonça
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Política – Quem? O quê? Onde? – Por: José do Vale P. Feitosa.

As três perguntas que dão título a esta nota não podem ser feitas em ano de campanha eleitoral por qualquer candidato. Este tem de saber quem é a pessoa que lhe fala ou para quem fala, do quê se fala e onde acontece o motivo da fala. Alguém que se encontre neste estágio de perguntas, terá muitas dificuldades. Não sabe como, um dia resolverá e vai falar com alguém para ajudar a resolver, certamente fica fora da disputa. A disputa é grande, as demandas políticas maior e a realidade é mutável e enganadora.

A mutabilidade é maior pelo estímulo dos próprios adversários. Estes agudizam notícias, dão foco aos incidentes administrativos e de alguma forma estampam o quadro da realidade defectiva para que todos vejam. Um candidato a reeleição, não deveria jamais se esconder num passado de adversário remoto, dizer que não tem recursos para resolver o desastre pluvial e que só um sonho de milhões, impossíveis de estarem disponíveis no caixa da prefeituram, para resolver o problema. Um discurso dessa natureza é uma espécie de ato falho: estou fora. Os adversários logo percebem vêm para cima com tudo que podem.

Para se ter uma idéia, qualquer cidadão na internet que entre no site do datasus.gov.br e verá em informações financeira (SIOPS) o orçamento da sua cidade. Lá estão disponíveis o básico de um orçamento, a base orçada, empenhada e paga. O orçado para o Crato, por exemplo em 2006, foi de 32,9 milhões de receitas de impostos e transferências por lei e de 26,05 milhões de transferências SUS. Os mesmos números para Juazeiro do Norte foram respectivamente 77,7 milhões e 27,1 milhões e Para Barbalha 18,3 milhões e 23,9 milhões.

Observem a grande soma de transferências SUS para as três cidades: 77 milhões. Considerem que só Brejo do Santo recebeu 15 milhões, e somando-se mais Milagres e Missão Velha este montante atinge 18 milhões. Sobral, outro grande centro de atenção do SUS, recebeu 58,6 milhões.

Por último o assunto que o blog do crato levantou e repercutiu. A questão da construção do canal do granjeiro. Há um problema de materiais segundo se anuncia, há um problema de projeto (?), há malversação das verbas recebidas (?), tudo isso para responder ao canal que se destruiu em vários pontos durante fortes chuvas. Mas e a questão do lixo deixado no canal ? Se não me falha a memória, aqui mesmo vimos fotos de meses atrás em que o tema era tal. Lixo que represa, que provoca danos e modifica completamente o modo como a vazão ocorre diante de uma enorme massa de águas em curto intervalo de tempo ?

Tem um fato velho em política. Na disputa tentar escalar o adversário. Um adversário que se malha como a um Judas: velho, com doença grave, triste lembrança, a rua Miguel Lima Verde e suas contas sub judice. Isso é parte da política e por isso mesmo é que as disputas eleitorais são tão animadas.

O difícil é conter outras alternativas eleitorais. Elas estão ávidas por fatos políticos, por estratégias para enfrentar o outro lado e táticas para ganhar o voto do eleitor. A campanha eleitoral , como tudo no Brasil, começou tão logo o carnaval terminou. Estamos em plena corrida por corações e mentes. Que o povo do Crato, neste festejo, construa sua verdade para os próximos anos.

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André Barreto confirma sua Candidatura !

Olá, pessoal,

Em conversa com este editor, o Secretário André Barreto dissipa as antigas dúvidas se sairia ou não candidato à prefeito do Crato. Ele diz: “Serei candidato Sim !”
Diz André:

Olá Dihelson,
Prazer revê-lo. Realmente amigo andei sumido… VAMOS JUNTOS! Serei candidato sim, se Deus quiser, aliás já estamos trabalhando na construção dos nossos projetos.
Contamos com Você!

No seu Orkut encontra-se o que ele chama de um compromisso com as gerações futuras…

OS 12 VALORES BÁSICOS DO PARTIDO VERDE

A ECOLOGIA : A preservação do meio ambiente , o ecodesenvolvimento ( ou desenvolvimento sustentável ) , a reciclagem e a recuperação ambiental permanente .

A CIDADANIA : O respeito aos direitos humanos , o pluralismo , a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.

A DEMOCRACIA : O exercício da democracia representativa , através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalização, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta , sobretudo a nível local , através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

A JUSTIÇA SOCIAL : Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos . O poder público como regulador de mercado, protegendo os mais fracos e necessitados , garantindo o acesso à terra e promovendo a redistribuição da renda , através de mecanismos tributários e do investimento público .

A LIBERDADE : A liberdade de expressão política e cultural , criação artística e informação ; o direito à privacidade ; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo e à iniciativa privada , no âmbito econômico.

O MUNICIPALISMO : O fortalecimento , cada vez maior , do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade . Para transformar globalmente é preciso agir localmente

A ESPIRITUALIDADE: A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação , ao livre arbítrio de cada um .

O PACIFISMO: O desarmamento planetário e local , a busca da paz e o compromisso com a não – violência e a defesa da vida .

O MULTICULTURALISMO : A diversidade , a troca e a integração cultural , étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica . Preservação do patrimônio cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial , cultural , etária ou de orientação sexual .

O INTERNACIONALISMO : A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo , etnocentrismo , xenofobia , integralismo religioso , racismo e do neofacismo , a serem enfrentados em escala planetária , assim como as agressões ambientais de efeito global .

A CIDADANIA FEMININA : A questão masculino/feminino deve ser estendida de forma democrática , avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos nos diversos setores da sociedade , visando uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar , como integrantes do sistema social , mudanças e transformações internas , que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo . Maior o poder , maior participação e maior afirmação da mulher, dos valores e da sensibilidade feminina , além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica .

O SABER : O investimento no conhecimento , como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século . Erradicação do analfabetismo , educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida . Prioridade ao ensino básico , garantia de escola pública , gratuita e de qualidade , para todos .

André Barreto
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GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE ( Parte III)

A Viagem
No verão , em 14/03/1836, partiu de Glasgow e já no dia 20, Gardner embarcou de Liverpool (Foto 8) a bordo do barco “Memnon”.

Foto 8 – Liverpool na época de Gardner

Depois de uma travessia sem maiores atribulações, aportou no Rio de Janeiro em 23 de Julho do mesmo ano(Foto 9).


Foto 8 -Rio de Janeiro quando Gardner
desembarcou em gravura de Debret.

A beleza natural da cidade logo o cativou e escreveu para casa com termos ardorosos , descrevendo suas primeiras impressões. No meio de um cenário tão tentador para um naturalista, Gardner não ficou muito tempo inativo. Ele fez excursões freqüentes nos arredores do Rio e especialmente à Serra dos Órgãos. Nestes passeios, ele foi freqüentemente acompanhado pelo Dr. Miers, um cavalheiro residente no campo, de cuja bondade ele sempre falava nos melhores termos. Sua primeira coleção de plantas, sementes e espécies do herbário, foi extraída principalmente desta área. Esta coleção foi trazida para a Inglaterra em excelente condição e mostrou-se altamente interessante. Continha muitas orquídeas(Foto 10), (liliaceae?), palmeiras, etc.

Foto 10 – Catleya walkeria , orquídia descoberta por Gardner.

Subseqüentemente, ele foi ao interior e passou um tempo considerável explorando as regiões dos diamantes. Ele foi infatigável em sua missão, e suas longas e cansativas jornadas apresentavam freqüentemente aventura e perigo. Cinco anos – de 1836 a 1841 –foram passados no Brasil.
Antes de seu retorno em 1841, ele fez uma visita de despedida à serra dos Órgãos, cujo objetivo, conforme ele narrou em uma de suas cartas, foi para “fazer uma coleção de alguns arbustos finos e plantas herbáceas que eram encontradas nos níveis mais altos”, daquela escalada e levá-las vivas consigo. Depois de ir para o interior, ele encontrou dificuldades em enviar estas plantas sem sofrer algum tipo de danos. Mesmo assim, ele continuou a preservar grandes coleções para o herbário, que, com as sementes e plantas vivas podiam suportar a viagem pelo interior e seriam enviadas assim que houvesse uma oportunidade. Algumas das Melastomaceae, como a Pleroma benthamianum e a multiflora podem ser mencionadas entre o número das que ornamentam toda grande coleção de plantas que coletou.

Fósseis e Medicina
Apesar da botânica ser, naturalmente, sua busca principal, Gardner tinha sempre um olho no que seria de interesse a outros departamentos de história natural – portanto suas coleções foram acrescidas com minerais, conchas fossilizadas ou recentes, peles conservadas de pássaros, peixes, etc. ao mesmo tempo, ele não negligenciou as aquisições de espécies relativas à Medicina. Nas suas jornadas longas, ele sempre carregou seus instrumentos cirúrgicos e fez várias cirurgias importantes com pleno sucesso, as quais não somente melhoraram suas finanças, mas também lhe deram bons amigos – assim assegurando um grau de respeitabilidade, conforto e, em alguns casos, segurança entre as tribos nativas.Imaginem a importância de uma espécie rara como um médico no interior do Brasil, na maior parte das vilas, certamente, terá sido o primeiro esculápio a aportar por ali, até 1789 ( meio século antes da sua chegada ao Rio) o Brasil todo só possuía quatro médicos. Enquanto cuidava de seus trabalhos variados, ele mantinha sua correspondência com regularidade surpreendente, escrevendo freqüentemente para Sir William Hooker e Mr. Murray e ocasionalmente para os mais destacados botânicos estrangeiros da atualidade. Muitos dos seus trabalhos e cartas foram publicados por Sir William no “Jornal de Botânica”. Em um desses trabalhos, datado de 3 de setembro de 1840 e enviado da Província de Minas, ele refere-se à morte do seu generoso patrono, o Duque de Bedford, evidenciando a profunda gratidão pela qual ele foi movido. Nem negligenciou declarações elogiosas à conduta do benfeitor, em sua carta, como também demonstrou muito apreço em relação aos seus amigos de juventude tais como o Dr. Joseph Hooker e a família do Sr. Murray.

O Itinerário

Foto 11- Itinerário de Gardner

Gardner desembarcou no Rio de Janeiro e explorou a Serra dos Órgãos, embarcando depois para Salvador, Recife, Alagoas e para a desembocadura do Rio São Francisco. Partiu então para o Ceará onde desembarcou em Aracati, seguindo em lombo de burro para Icó , Lavras da Mangabeira, chegando no Crato em setembro de 1938 e tendo permanecido explorando a região até janeiro de 1939.Seguiu então para o Piauí, percorrendo parte do Maranhão, de Goiás, Tocantins, Minas Gerais ( Diamantina e Ouro Preto) e finalmente chegando ao Rio de Janeiro. Em março de 1841 procedeu ainda à outra excursão à Serra dos Órgãos que durou mais de um mês. Em maio de 1841 retomou o percurso de volta à Inglaterra com uma escala exploratória em São Luiz do Maranhão. Gardner percorrera , no Brasil, cerca de 10.000 Km, visitando regiões inóspitas, sujeito a moléstias tropicais, ataques de índios, aos rigores climáticos , à total falta de infra-estrutura de estradas, trilhas, mantimentos, víveres.

De Volta à Inglaterra
Gardner embarcou a bordo do navio “Gipsey” em 06/05/1841, tendo ainda parado no Maranhão, para carregamento da embarcação, só prosseguindo viagem em 08 de Junho. Chegando por fim à Inglaterra em 18/07/1941, após quase cinco anos de viagem. Em 1842, não muito depois do seu regresso, Gardner foi eleito professor de botânica na Universidade Andersoniana.(Foto 12)


Foto 12- Herbário de Kew , onde Gardner trabalhou após sua volta

Trouxe um rico herbário de mais de 6000 espécies. Enquanto isso, ele se ocupou preparando material para o seu diário sobre o Brasil, com intenção de logo vê-lo publicado. Porém o trabalho ainda estava incompleto, quando, em 1843, ele foi indicado pelo governo colonial do Ceilão( hoje Sri Lanka) como botânico e superintendente do jardim botânico existente ali. Esta indicação deveu-se à influência de seu infalível amigo Sir William Hooker, que havia sido anteriormente promovido ao posto de diretor geral dos Jardins Reais em Kew (um bairro de Richmond upon Thames, no sudoeste de Londres). É famoso por ser a sede dos Jardins Botânicos Reais de Kew, do Palácio Kew e dos Arquivos Nacionais do Reino Unido). Ainda em Londres, recebendo instruções antes do embarque, ele foi tratado com muita bondade por Lord Stanley, agora Conde de Derby. De 1842 a 1848 ele publicou no London Journal of Botany, dirigido por Hooker, sua “Contributions towards a Flora of Brazil”. Gardner ,tendo visitado regiões não exploradas por Karl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) , em muito contribuiu com material e observações para a publicação do clássico definitivo, considerado uma das maiores obras de Botânica de todos os tempos: “Flora Brasiliensis” de Martius ( publicada paulatinamente de 1840 a 1906).


Foto 13 – Von Martins (1794-1868)

J. Flávio Vieira

GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE (Parte II)

George Gardner – Uma Breve Biografia

GEORGE GARDNER, nasceu em maio de 1809 em Ardentinny(Foto 4), na Escócia, onde seu pai , nativo de Aberdeen, atuava como jardineiro para o conde de Dunmore.


Foto 4- Ardenttiny

Quem sabe o sobrenome Gardner não tenha se somado ao da família por conta da atividade profissional do seu genitor? Ele era o segundo filho de uma família humilde. Em 1816 seu pai tornou-se jardineiro em Ardrossan ( a 36 Km de Glasgow e 45 Km de Ardentinny) e lá Gardner freqüentou a escola paroquial até o ano de 1822, quando seus pais mudaram-se para Glasgow( Foto5).

Foto 5 – Glasgow, High Street, Século XIX

Subseqüentemente, ele foi ao interior e passou um tempo considerável explorando as regiões dos diamantes. Ele foi infatigável em sua missão, e suas longas e cansativas jornadas apresentavam freqüentemente aventura e perigo. Cinco anos – de 1836 a 1841 – foram passados no Brasil.
Antes de seu retorno em 1841, ele fez uma visita de despedida à serra dos Órgãos, cujo objetivo, conforme ele narrou em uma de suas cartas, foi para “fazer uma coleção de alguns arbustos finos e plantas herbáceas que eram encontradas nos níveis mais altos”, daquela escalada e levá-las vivas consigo. Depois de ir para o interior, ele encontrou dificuldades em enviar estas plantas sem sofrer algum tipo de danos. Mesmo assim, ele continuou a preservar grandes coleções para o herbário, que, com as sementes e plantas vivas podiam suportar a viagem pelo interior e seriam enviadas assim que houvesse uma oportunidade. Algumas das Melastomaceae, como a Pleroma benthamianum e a multiflora podem ser mencionadas entre o número das que ornamentam toda grande coleção de plantas que coletou.
Fósseis e Medicina
Apesar da botânica ser, naturalmente, sua busca principal, Gardner tinha sempre um olho no que seria de interesse a outros departamentos de história natural – portanto suas coleções foram acrescidas com minerais, conchas fossilizadas ou recentes, peles conservadas de pássaros, peixes, etc. ao mesmo tempo, ele não negligenciou as aquisições de espécies relativas à Medicina. Nas suas jornadas longas, ele sempre carregou seus instrumentos cirúrgicos e fez várias cirurgias importantes com pleno sucesso, as quais não somente melhoraram suas finanças, mas também lhe deram bons amigos – assim assegurando um grau de respeitabilidade, conforto e, em alguns casos, segurança entre as tribos nativas.Imaginem a importância de uma espécie rara como um médico no interior do Brasil, na maior parte das vilas, certamente, terá sido o primeiro esculápio a aportar por ali, até 1789 ( meio século antes da sua chegada ao Rio) o Brasil todo só possuía quatro médicos. Enquanto cuidava de seus trabalhos variados, ele mantinha sua correspondência com regularidade surpreendente, escrevendo freqüentemente para Sir William Hooker e Mr. Murray e ocasionalmente para os mais destacados botânicos estrangeiros da atualidade. Muitos dos seus trabalhos e cartas foram publicados por Sir William no “Jornal de Botânica”. Em um desses trabalhos, datado de 3 de setembro de 1840 e enviado da Província de Minas, ele refere-se à morte do seu generoso patrono, o Duque de Bedford, evidenciando a profunda gratidão pela qual ele foi movido. Nem negligenciou declarações elogiosas à conduta do benfeitor, em sua carta, como também demonstrou muito apreço em relação aos seus amigos de juventude tais como o Dr. Joseph Hooker e a família do Sr. Murray.

Na nova cidade ele foi matriculado na escola gramatical, e, no curso dos seus estudos, adquiriu um bom conhecimento do latim. Logo cedo, ele havia absorvido, provavelmente devido à ocupação do seu pai, um gosto pela botânica, mas foi talvez mais por acidente do que por desígnio que ele, subseqüentemente, devotou a sua vida a esta ciência.

A Medicina
Ele começou seus estudos em medicina na Universidade Andersoniana de Glasgow, e continuou, durante as aulas de verão e inverno de 1829 a 1832 dedicando-se aos seus estudos com zelo e grande perseverança. Terminou por auferir honras acadêmicas de alta distinção. Em 1830 ele entrou para a Sociedade Médica de Glasgow e, durante esse ano, e 1831-32, a sua presença na Real Enfermaria foi muito assídua.

A Botânica
Ainda no meio desses árduos estudos, ele encontrava prazer para entregar-se à sua inclinação primeira : a Botânica. Seus primeiros rudimentos de ciência foram obtidos do Dr. Rattray e continuou a melhorar fazendo passeios de estudos botânicos pelos campos e visitas freqüentes ao Jardim Botânico, junto com o curador deste, o Sr. Stewart Murray com o qual ele criou um elo de amizade que durou até o dia da sua morte. Através do Sr. Murray, descobriu em um dos seus passeios, a rara Nuphar minima ou pulima, no lago Mugdock e tornou-se conhecido de Sir William J. Hooker(Foto6), o eminente professor de botânica da Universidade de Glasgow.

Foto 6 – William Hooker

Então ele passou a freqüentar as aulas de botânica de Sir William que o teve em alta estima, percebendo seu caráter ímpar e seu talento. Como aluno, ele fez várias excursões botânicas às Terras Altas (Highlands) com o professor e sua turma; e a essa intimidade com o professor pode-se atribuir a mudança importante na sua carreira futura.

A Formatura
Gardner obteve seu diploma como cirurgião pela Faculdade de Médicos e Cirurgiões de Glasgow com alta distinção em 1835.

Foto 7 – Universidade de Glasgow
Enquanto isso ele havia se familiarizado, também, com as plantas e flores da Escócia e estudado botânica criptogâmica com tanto sucesso que, em 1836, ele editou um trabalho, intitulado “Musci Britannici ou Herbário de Bolso de Musgos Britanicos”, classificados e nomeados de acordo com a “British Flora” de Hooker. Este trabalho foi recebido com encômios e mostrou-se de grande valor para os estudiosos de musgos. As espécies são graciosamente classificadas e o trabalho alçou importância científica, já que Gardner não só teve acesso livre à esplendida biblioteca de Sir William Hooker, como também alcançou o benefício de sua assistência pessoal.

A Expedição
Uma cópia do “Musci Britannici” havendo chegado às mãos do Duque de Bedford– muito conhecido pelo interesse que demonstrava pela ciência botânica – este se tornou um espécie de Mecenas e encorajou fortemente a sua ambição em proceder a uma missão exploradora no exterior. Após a morte do botânico Drummond, cujos trabalhos no Texas e em partes da América Central haviam enriquecido grandemente o Jardim Botânico Real, os diretores dessa instituição com fins de promover a ciência, se viram na necessidade de empreender acordos e arranjos para excursão de Gardner ao norte do Brasil, a fim de explorar a rica botânica daquele país. Como no caso de Drummond, Sir William Hooker responsabilizou-se em procurar interessados na empreitada, tanto para arcarem com os gastos da missão, como para a receptação das espécies que seriam coletadas. O curador, ao mesmo tempo, concordou em subdividir com equidade as sementes e plantas vivas que seriam enviadas para o país. Muitos jardins botânicos públicos, como também nobres e cavalheiros se fizeram patrocinadores, e assim, por uma quantia irrisória tiveram suas coleções imensamente enriquecidas. Dentre outros, o Duque de Bedford fez-se um contribuinte generoso. Tendo se cumprido todos os trabalhos preliminares para a partida de Gardner, Sua Graça não apenas ofereceu o seu filho, Lord Edward Russel, comandando a estação americana, em seu benefício, como lhe assegurou uma passagem grátis em um dos navios de Sua Majestade . Gardner, porém, educadamente declinou, preferindo a privacidade maior de um navio mercante, onde ele teria o prazer de estudar e, especialmente, melhorar os seus conhecimentos de espanhol e português. Longe de estar ofendido, o duque, magnânimo, enviou um cheque de 50 libras para cobrir a passagem.

J. Flávio Vieira

COLUNA CARIRI 17-02-2008 por Tarso Araujo

BOA NOVA

Repercutiu favoravelmente em Lavras da Mangabeira o anúncio do secretário de Desenvolvimento Agrário, Camilo Santana, sobre a provável reabertura da Escola Agrícola daquele município. No momento, em todo o Cariri, uma única escola agrícola encontra-se em funcionamento: a de Crato.

ANOTE: COM A AJUDA DO SANTO
Os católicos cratenses poderão ter, enfim, a sua “igreja-santuário”: a de São Vicente Férrer, pretendida como santuário de adoração perpétua. O pedido foi apresentado, pelos fiéis, a dom Fernando Panico. No entanto, para elevar o templo a santuário, alguns melhoramentos teriam de ser feitos: novas portas, novo piso, nova iluminação e retirada dos feios azulejos colocados na fachada daquela igreja, há mais de 40 anos. Como tudo isso custa muito dinheiro, espera-se outro milagre de São Vicente Férrer…

BARRAGINHAS
Teve início no Cariri a execução de um projeto destinado a diminuir os efeitos da falta d’água na zona rural. Trata-se da construção de 500 barraginhas. Utilizando tecnologia com baixo custo, elas resultam em pequenos açudes – construídos em poucas horas de trabalho – para acumular água, elevar o lençol freático, controlar as erosões e possibilitar o ressurgimento da vegetação ciliar. O município de Jati partiu na frente, mas as barraginhas serão feitas em todo o Cariri.

MEDALHA
O lançamento da Medalha Mérito do Magistério Monsenhor Murilo de Sá Barreto se constituiu no ápice das comemorações alusivas aos 50 anos da chegada do “Vigário do Nordeste” a Juazeiro do Norte, fato ocorrido em 6 de fevereiro de 1958.

ALELUIA!
Confirmado: Crato vai ganhar uma filial das Lojas Americanas, no próximo mês de maio. O local já está escolhido: antiga Loja F.C.Pierre, na rua Santos Dumont. Outra boa notícia é que a Cidade de Frei Carlos poderá contar, em breve, uma filial do Banco Itaú. Enquanto isso, o BNB aprovou financiamento para construção de um shopping popular destinado aos comerciantes ambulantes do centro do Crato.

GEORGE GARDNER I
Há quase 170 anos, ao final da tarde do dia 9 de setembro de 1838, George Gardner chegava a Crato. Uma vida breve e rica! Assim poderia ser sintetizada a existência de George Gardner, naturalista, botânico memorialista, intelectual, pesquisador, escritor, ensaísta e cientista, nascido em Glasgow, Escócia, no dia 2 de maio de 1812. Após ter cavalgado sobre terra plana e arenosa, de ter contemplado grandes plantações de cana, onde sentiu o cheiro do mel vindo dos engenhos de rapadura, a invadir a atmosfera com seu aroma adocicado, George Gardner avistou o Crato.

GEORGE GARDNER II
Extasiado com a beleza da localidade, ele escreveu: “Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.

A tarde era das mais belas que me lembra ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas.

A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas em paz com tudo em torno”.

BATE-PAPO

VELHA SÉ
Prosseguem os trabalhos de assentamento do novo piso da catedral de Nossa Senhora da Penha, igreja-mãe da diocese de Crato. O novo piso é de cerâmica, da marca Portinari, fabricada no estado de Santa Catarina. O custo total das obras está estimado em mais de R$ 100 mil, bancado com doações dos fiéis cratenses.

DÁ PRÁ ENTENDER?
A pergunta é do jornalista Luiz José dos Santos: “Por que o curso de agronomia da UFC/Cariri não funciona na Escola Agrotécnica Federal do Crato, já que as duas instituições pertencem ao mesmo Ministério da Educação, do Governo Federal?”. Ele ainda acrescenta: “Com o advento do campus da UFC/Cariri o óbvio e lógico é que o curso de agronomia (o único destinado a Crato) funcionasse na Escola Agrotécnica, que possui uma privilegiada infra-estrutura para tal fim, incluindo mais de 180 hectares de área, laboratórios e modernas salas de aulas”. Tudo isso a 5 quilômetros do centro da cidade.

BARBALHA
Com idade avançada, Madre Edeltraut Lerch – a religiosa beneditina que construiu e deu dimensão ao Hospital São Vicente de Paulo – retornou a sua terra natal, a Alemanha, onde viverá seus últimos anos. Durante 40 anos ela viveu em Barbalha onde era considerada uma santa, graças aos atos de caridade que fez, minorando os sofrimentos humanos, principalmente dos mais pobres. O nome de Madre Edeltraut Lerch terá lugar de realce na história e no imaginário popular da Terra de Santo Antônio.


PRECARIEDADE DO TRANSPORTE ESCOLAR NO MUNICÍPIO DO CRATO – Por: Leopoldo Martins Filho

A idéia de debuxarmos sobre este tema surgiu após constatarmos a dificuldade de alguns gestores públicos em perceberem e tratarem o transporte escolar como instrumento fundamental para a garantia de uma educação de qualidade e após constatarmos a não aplicação da Lei que estabelece as condições do transporte escolar – seja por desconhecimento ou por falta de vontade política – o que podem resultar em inúmeras mortes que podem ser evitadas.

No que concerne ao Município do Crato o transporte escolar é ofertado pelo Poder Público, boa parte em caminhonetes abertas e ônibus precários e inadequados para a segurança, saúde e dignidade dos alunos, basta vermos os transportes que saem da praça defronte ao paço municipal, rumo aos distritos e lameiro.

Tal situação periclitante é agravada pela falta de política governamental de expansão de escolas rurais de boa qualidade, obrigando ao governo local transportar os alunos para a zona urbana diariamente. Por não existir escola perto de casa, por falta de vaga nas diminutas escolas localizadas na zona rural, bem como por falta de segurança nos precários transportes escolar, acaba ocorrendo a exclusão educacional a que estão sujeitos crianças e adolescentes de classes sociais mais baixas. Vimos, assim, que o transporte escolar figura como importante elemento para a garantia da educação concorrendo para a aplicação de dois dos princípios do ensino: o da igualdade de condições de acesso e permanência na escola e da gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, que não se reduz à não cobrança de taxas pelas escolas.

Não há como se falar em respeito ao direito à educação sem que se assegure o conjunto de seus elementos materiais constitutivos, dentre os quais destacamos a acessibilidade à escola.

Assim, o Poder Público tem como primeiro dever a oferta da escola perto da residência dos alunos, capaz de atender à demanda da comunidade onde está instalada. Inexistindo essa escola perto de casa, é dever do Poder Público ofertar transporte escolar gratuito e de qualidade para os alunos.

Por ser oportuno e conveniente, salientamos que a Lei 9.503/97 que normatiza e cuida do transporte escolar determina que os veículos devam ter um registrador de velocidade (tacógrafo), passar por duas vistorias especiais ao longo do ano, e possuir autorização especial expedida pelo Departamento Nacional de Trânsito – Detran, ou pela Circunscrição Regional de Transito – Ciretran, entre outras obrigações.
O direito de transporte escolar gratuito é assegurado pela Constituição Federal (Art. 208, VII), como também pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Art. 54) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Art 4°), estando o Estado obrigado a garantir, através de programas suplementares, o serviço de transporte escolar.

A LDB, com as modificações oriundas da Lei n° 10.709, de 31 de julho de 2003, passou a determinar a responsabilidade de Estados e Municípios quanto ao oferecimento de transporte escolar. O sentido dessa inovação legislativa é principalmente encerrar a discussão quanto à competência desse serviço e sua universalidade, ficando Estados e Municípios, respectivamente, responsáveis por assumir o transporte escolar dos alunos de sua rede.

O transporte escolar é serviço de utilidade pública e direito público subjetivo, ficando evidente que o Poder Público deve oferecê-lo gratuitamente para crianças e adolescentes que não tenham escola perto de casa. Esse serviço tem também que ser de qualidade aceitável, para tanto, o Código Trânsito Brasileiro – CTB traz os requisitos mínimos que este transporte deve ter.

Destarte, esperamos que os Órgãos constituídos, Ministério Público, Detran, Cedeca e OAB intentem Ação Civil Pública com o objetivo de compelir o Município a prestar o transporte escolar regular e adequado, em condições de segurança, conforto e dignidade, impedindo que se protraia no tempo a violação dos direitos das crianças e dos adolescentes pondo-os a riscos de vida.

Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais

E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br
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Grangeiro de Rio a Canal – por: João Ludgero

O Crato é uma cidade diferente das circunvizinhas, graças as suas condições fisiográficas que permitem uma humanização maior na paisagem. Localizada na região meridional do Estado do Ceará, sendo a mesma encravada na Encosta da Chapada do Araripe, encosta esta de Barlavento. Por sua localização e vizinhança com o Barlavento da Chapada, ressalto como condições físicas favoráveis, as precipitações e o relevo tabular arenítico da Chapada do Araripe, que contribui de forma decisiva para perenidade de nossos rios, como é o caso do rio Grangeiro. A água é um elemento vital, a água é purificadora, e a cidade que nasce às margens de um rio perene e de águas cristalinas, tem que por obrigação cuidar deste rio, conservá-lo para as gerações futuras. O rio Grangeiro tem participado dos ciclos de energia física, química e biológica que deu origem as diferentes formas de vida nos ecossistemas do sopé da Chapada do Araripe ao Rio Jaguaribe.
No contexto antrópico o rio Grangeiro contribuiu para o assentamento dos primeiros habitantes, segundo George Gardner (viagens no Brasil), a Vila Real do Crato contava com dois mil habitantes, sendo na sua quase totalidade autóctones puros e mestiços, enquanto os intrusos (colonos) em número reduzido ocupavam os postos de mando, exerciam o comércio e eram os senhores da zona rural e do poder público. Sendo estes através dos seus mandos e desmandos os pioneiros no processo de ocupação desordenada e degradante dos elementos naturais de Crato, dentre estes a vegetação de encosta da Chapada e as matas ciliares do rio Grangeiro, iniciando assim impactos ambientais sem precedentes como a erosão e o assoreamento das nascentes e dos rios do Crato.

O quadro caótico, em que se apresenta o Rio Grangeiro para população cratense totalmente explorado de maneira irracional e irresponsável por parte de alguns agentes da sociedade, tem sua defesa na Lei Orgânica do Município de Crato, Promulgada em 03 de Abril de 1990.
Como se segue:

Art. 206 – O meio ambiente equilibrado e uma sadia qualidade de vida são direitos inalienáveis do povo, impondo-se ao Município e à comunidade o dever de preservá-los e defendê-Ios.

Parágrafo Único – Para assegurar a efetividade desses direitos, cabe ao poder público :

I- Exigir, para implantação de indústria ou realização de obras, estudo prévio de impacto ambiental;
II- Fiscalizar as usinas, engenhos, cerâmicas, fábricas e obras existentes, visando reprimir qualquer forma de degradação ambiental;
lII – Tratar as águas servidas a serem lançadas nos rios do município, sobretudo a dos canais e valas existentes na cidade;
IV – Estimular e promover o reflorestamento em áreas degradas, objetivando especialmente a proteção das encostas e dos recurso hídricos , bem como a concessão de índices mínimos de cobertura vegetal;
VII – Proibir o desmatamento de matas ciliares, vegetação próximas a encosta da Chapada do Araripe, que implique riscos de erosões, enchentes e assoreamento;
VIII – Zelar para que as áreas já desmatadas recebam tratamento adequado para sua recuperação, sob supervisão do poder público municipal, aberto, á participação de entidades ligadas á preservação do meio ambiente;
XI – Delimitar áreas, dentro do âmbito municipal, a serem protegidas, criando através de Leis, parques reservas e estações ecológicas, implantando-os com os serviços públicos indispensáveis às suas finalidades;
XIII – Desenvolver ações de proteção aos recursos hídricos do sopé da Chapada do Araripe, de modo especial das fontes que jorram no município, através de meios comuns, de tombamento e desapropriação;

Como deu pra perceber mais uma vez a natureza é agredida pela elite dominante pra fazer valer a lógica do capital, onde em primeiro lugar esta a satisfação do material supérfluo (carros, celulares, TVs etc), em detrimento do material essencial à vida do ser humano que é termos água potável, ar puro, solos férteis e temperaturas suportáveis pelos seres vivos.
Pois bem o desrespeito com o rio Grangeiro é antigo, más ele pode ser defendido juridicamente e os seus agressores (hospitais, industrias, escolas, ribeirinhos, prefeitura, etc.), podem ser punidos basta a sociedade agir pressionando o poder público, para fazer sua parte, ou seja trabalhar e fazer valer o direito de todos e não de meia dúzia.

Saudações Geográficas!
João Ludgero
Geógrafo especialista em Geopolítica e Direito Ambiental

O Jogo Começou – Por: Jorge Emicles

O JOGO COMEÇOU

Segundo o Calendário Eleitoral divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, somente a partir de julho terá início a propaganda eleitoral, época em que cada um dos milhares de candidatos a prefeito, vice e vereador apresentarão ao público suas plataformas de governo, o que facilitará a escolha pelo eleitorado dos novos chefes do executivo e ocupantes do legislativo municipal. A verdade, contudo, é que o jogo já começou e todo os interessados em ocupar um cargo eletivo já se organizam na disputa pelo voto.

No Cariri, por óbvio, a realidade não é diferente. Nos três principais Municípios da Região já é visível a movimentação de todos os candidatos com vista ao pleito que, na realidade, está bem mais próximo do que se imagina. Os três prefeitos atuais são todos candidatos à reeleição. E a história já demonstrou que, ao menos no Cariri, a tradição é a rejeição das candidaturas à reeleição. No Juazeiro do Norte, Mauro Sampaio e Carlos Cruz já passaram pelo dissabor de perderem suas respectivas candidaturas à reeleição. No Crato, foram Moacir Siqueira e Walter Peixoto que passaram pelo dissabor.

Em Juazeiro do Norte, o atual prefeito Raimundo Macedo terá de passar por duplo sufoco. Primeiro terá de convencer os convencionais de seu próprio partido, o PSDB, que o seu nome é o melhor na disputa, e não o do Deputado Federal Manoel Salviano, com quem disputará as chamadas prévias do Partido. Se passar no teste, terá então de convencer o eleitorado local de que o seu governo é pujante e popular e que os altos índices de rejeição apontados em pesquisas de opinião pública são conversa da oposição. São muitos os nomes de possíveis adversários ao prefeito de Juazeiro, sendo as mais pujantes as já pré-confirmadas candidaturas do ex-prefeito Carlos Cruz e do ex-vereador Manoel Santana. Em qualquer cenário dos que possa se apresentar, a disputa promete ser acirradíssima.

Barbalha, essencialmente, repetirá a eleição de quatro anos atrás, onde uma diferença menor que duzentos votos em favor de Rommel Feijó e sérias acusações de corrupção eleitoral e abuso de poder econômico e político em favor do vencedor daquela disputa deixaram muitas arestas, que de tão incômodas permeneceram vivas durante toda a gestão do atual prefeito de Barbalha, sendo resolvidas somente agora com o novo pleito. O desafiante é o mesmo, mas agora em nova conjuntura. Camilo Santana não é mais novidade eleitoral, mas sim uma liderança em plena consolidação e com forte prestígio político em nível estadual, como fica óbvio pela ocupação da Secretaria Estadual de Agricultura e o escancarado apoio do governo estadual.

A melhor situação, sem dúvidas, fica com o prefeito do Crato, Samuel Araripe, único favorito entre os candidatos à reeleição da região. Como adversários principais, provavelmente terá as figuras do ex-prefeito Walter Peixoto e do Deputado Estadual Sineval Roque. Muitos apostam que Walter não será candidato, seja por conta da idade, já avançada, por força de problemas de saúde que vem enfrentando, ou mesmo pelas ações civis por improbidade que responde junto à justiça estadual e reprovação de todas as quatro contas do seu último governo, o que o tornariam inelegível. Já a candidatura de Roque é certa. Não contudo o apoio do governo do Estado, que titubeia entre apoiar Roque, Walter Peixoto e André Barreto (Secretário do Meio Ambiente), todos aliados de primeira hora nas eleições estaduais de dois anos passados.

Só o tempo e o voto dos eleitores em outubro dirá com quem está a razão.

Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Advogado, professor e radialista.

Carta dos leitores: por Teresa Abath

OLA TENTEI DEIXAR UM COMENTARIO NO BLOG MAS NAO CONSEGUI ADOREI O ARTIGO DE JOSE DO VALE SOBRE A PRACA SIQUEIRA CAMPOS. EU SOU A TERESA ABATH E FIQUEI MUITO EMOCIONADA.
SEU BLOG ESTA MUITO INTERESSANTE CONTINUE ESSE TRABALHO….
DESCULPE MEU TECLADO E FRANCÊS E NAO TEM TODOS OS ACENTOS.

ATE BREVE.

Teresa Abath
Assessora do INEP/DACC/ENEM
Técnica em Assuntos Educacionais
Relações Públicas da ASSINEP
Membro do Comitê de Gestão do INEP
Suplente Fórum dos Servidores INEP
Pró-Carreira

GEORGE GARDNER : A LONGA ARTE DE UMA VIDA BREVE (Parte I)

S. A. T. O. R.
A. R. E. P. O.
T. E. N. E. T.
O. P. E. R. A.
R. O. T. A. S.

( Palíndromo latino encontrado por Gardner
em Pernambuco, utilizado magicamente para cura
de mordeduras de cobras, significando :
“O Criador mantém cuidadosamente o mundo em usa órbita”)

Inseridos no contexto político-histórico-cultural brasileiro, os habitantes de Pindorama têm a vista um pouco borrada pela beleza circundante. Atores e atrizes da tragicomédia tupiniquim sequer percebemos as mudanças de cenário, de figurino de adereços ao nosso derredor. O distante olhar estrangeiro sempre se mostrou importante para que nós compreendêssemos melhor os caminhos traçados pela jovem Nação Brasileira. O Século XIX(Foto 1)
Foto 1 – Mapa do Brasil Colônia
talvez tenha sido o período de ouro da vinda destes ilustres visitantes , dentre os quais eminentes naturalistas. O Visconde de Taunay (1800-1892) compilou algumas destas importantes presenças. Lembremos alguns: Langsdorff (1803 e 1813);Henry Koster (albor do Século XIX); Sellow (1814); Saint-Hilaire(1816 a 1822); Spix e Gaudichaud (1817); Lund(1825); Spruce(1849); Franz Müller(1852); Schwacke(1873) e muitos, muitos outros. Para o Ceará e especialmente para o Cariri, nenhum destes viajantes foi tão importante quanto George Gardner ( 1812-1849). Ele esteve no Cariri entre Setembro de 1838 até os primeiros meses de 1839 e simplesmente traçou o melhor retrato da nossa região no segundo quartel do Século XIX. Gardner encontrou um Crato de apenas 2000 habitantes, a maior parte de índios e mestiços. Presenciou ainda a rebeldia dos índios cariris e denunciou a vila por sua baixa moralidade e por perfazer um “esconderijo de assassinos”. A ocupação principal do povo era o carteado e os dois padres da cidade viviam maritalmente, com uma récua de filhos. Descreveu ainda o primeiro comerciante importante da cidade de que se tem notícia : “Francisco Dias Azede e Melo”. A vilazinha possuía, segundo noticiou, apenas um sobrado e as demais casas todas térreas. Irineu Pinheiro acredita que este sobrado provavelmente era na Rua do Pisa , onde nasceu o famoso Padre Cerbelon Verdeixas. Visitou Gardner alguns engenhos de açúcar, máxime o do Capitão João Gonçalves e fez uma detalhada descrição do feitio da rapadura . Ele foi ainda, talvez, o primeiro cientista a explorar os fósseis caririenses. Os fósseis classificados por George Gardner chegaram ás mãos do cientista Louis Agassiz(Foto2),

Louis Agassiz (1807-1873)
ainda em 1841 e este publicou um primeiro estudo sobre os eles: “On The Fossil Fishes Found by Mr. Gardner in the Province of Ceará in the North of Brazil”. Não bastasse isto, Gardner relatou uma Festa da Padroeira N. S. da Conceição e aquele que é o pioneiro relato de uma Banda Cabaçal. Reportou-se ainda àquele que seria o primeiro tratamento médico na região, quando ele curou a esposa do Capitão João Gonçalves de uma Oftalmia. No Cariri visitou ainda Jardim onde colheu vários fósseis numa localidade conhecida por Mundo Novo. Em Carta encaminhada ao presidente da Província de Pernambuco, Francisco Rego Barros- o Conde da Boa Vista( publicada numa segunda feira, em 16/06/1938, no Diário de Pernambuco) , ele narra o suicídio coletivo perpetrado pelos sebastianistas em Pedra Bonita ( hoje, São José do Belmonte, ocorrido entre 14-18 de Maio de 1838) (Foto 3)

Foto 3: Pedra Bonita palco da tragédia dos sebastianistas,
comandado pelo mameluco João Antônio dos Santos em 1838.

Visitou ainda Lavras da Mangabeira, as Guaribas, o Brejo Grande ( atual Santana do Cariri), o Olho D´àgua do Inferno,Poço do Cavalo (cercanias de Nova Olinda?), Cachoeira (proximidades de Potengi?), Rosário ( arredores de Araripe?) e finalmente Várzea da Vaca ( atual Campos Sales) . Não tendo pendores para a pintura, durante todo o percurso fez uma belíssima descrição literária da viagem, além de pontificar com esmero científico, aquilo que se tornara sua especialidade, a grandiosa fauna caririense. Foi no Cariri, ainda que Gardner sofreu na Fazenda Massapê, na Vila do Jardim, o acidente mais dramático da sua viagem. Em 03/01/1838, bateu com a cabeça num galho de árvore, tendo ficado desacordado por vários dias. Teria este trauma ligação com o possível Acidente Vascular Cerebral que terminou por ceifar-lhe a vida prematuramente, dez anos depois ?

J. Flávio Vieira

OAB-PA condena lei que permite contratação sem concurso – por: Leopoldo Martins Filho

OAB-PA condena lei que permite contratação sem concurso
Belém (PA), 17/02/2008 – Está aberta mais uma janela para a entrada de pessoas sem concurso público nos quadros administrativos do Pará. Depois de ter promulgado a lei – que se mostrou inócua – sobre a prorrogação do contrato dos servidores temporários por mais um ano, o presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil, resolveu, na última quinta-feira, promulgar um outro projeto, também polêmico: o que institui a Polícia Militar Voluntária no Pará. O projeto, que partiu do Executivo e recebeu críticas da Seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi aprovado pelo Legislativo, por maioria de votos, no final do ano passado, mas não chegou a ser sancionado pela governadora do Estado, Ana Júlia Carepa.
Fonte: Ordem dos Advogados do Brasil – OAB

"Tropa de Elite" conquista o Urso de Ouro em Berlim

“Tropa de Elite” conquista o Urso de Ouro em Berlim

Da Redação *

O filme brasileiro “Tropa de Elite”, de José Padilha, foi o vencedor do Urso de Ouro de Melhor Filme em Berlim. O Urso de Prata ficou com o documentário sobre tortura em em Abu Ghraib “Standard Operating Procedure”, do norte-americano Errol Morris.

“É difícil expressar sentimentos em qualquer língua. Costa-Gavras é um herói para todos na América Latina, por todos os filmes que fez”, disse o diretor brasileiro ao receber o prêmio das mãos do presidente do júri, o diretor franco-grego Constantin Costa-Gavras.

Apesar da recepção majoritariamente negativa que teve na mídia internacional –a produção brasileira chegou a ser chamada de “fascista” pela revista americana “Variety”–, “Tropa de Elite” desbancou os favoritos “Sangue Negro”, de Paul Thomas Anderson, e a comédia “Happy-Go-Lucky”, de Mike Leigh.

Na coletiva de imprensa após a entrega do prêmio, José Padilha afirmou que o Urso de Ouro era uma “vitória do estilo brasileiro de filmar”. Um dia antes, na sexta-feira (15), o diretor havia respondido às críticas internacionais dizendo que, independente de se gostar ou não de “Tropa de Elite”, o importante é o debate que o filme teria causado.

Além do filme de Padilha, mais uma produção brasileira foi premiada em Berlim: Daniel Ribeiro recebeu o Prêmio Geração 14 Plus, voltado ao público jovem, pelo curta-metragem “Café com Leite”.

O último filme brasileiro a vencer um Urso de Ouro foi “Central do Brasil”, de Walter Salles, em 1998.

Fonte: Uol – www.uol.com.br

Tropa de Elite ou de Esquadrão – "O Fascismo nas Telas" – Por: Elifas Andreato


Por: Elifas Andreato

Em outubro de 2007 publiquei uma crítica ao filme de José Padilha em La Insígnia, sob o título de ‘Tropa de Elite, o encanto da tortura’. Divulgado depois no sítio Novae, na Revista Fórum e no site Nova Cultura, o sentimento que me deixava o texto não era confortável. Eu não teria sido injusto, preconceituoso, ou visionário? A repercussão do filme, do público à crítica especializada, me isolava. Em comentários recebidos, houve até quem me recomendasse a paz dos cemitérios. Ou uma pistola no crânio, pelo menos, para eu saber o que é bandido… Quem escreve corre riscos, dos quais o mais leve é mergulhar em um imenso ridículo. Várias vezes nos equilibramos em corda atravessando um abismo, e jamais teremos certeza se caímos em um vazio sem eco.

Naquela crítica escrevi: “Se o diretor bem entende, embora até aqui não haja percebido, há um abismo entre o ponto de vista de um personagem e o ponto de vista da obra. Um torturador – como personagem – pode narrar na primeira pessoa, em qualquer gênero. Mas triste e mal realizada e infeliz é a obra que se contamina dessa pessoa. Quando o público nos estádios de futebol, numa espontânea manifestação que deixou José Padilha emocionado, quando a torcida no Maracanã dá um grito de guerra que veio de Tropa de Elite, o público apenas apreendeu o realizado em seu filme, a saber: o Capitão Nascimento é um herói, é bom torturar, é justo e ético mandar crânios de bandidos para o inferno. No mínimo, é maneiro asfixiar bandidos até o sangue estourar no saco plástico.’.

E mais: “É natural, diria, é ‘natural’, portanto, que o público veja no Capitão Nascimento um novo herói. Ele é o cara ‘sangue bom’, ele é o cara do bem, porque possui família linda, classe média, ele é um esposo que depois de um dia de sangue e tiros acaricia o ventre da mulher que dorme, ele é o cara que ouve as palpitações do filho no meio da selva da favela, que interrompe uma caçada contra humanos para comemorar, aos gritos, ‘meu filho nasceu!’, ele é um homem que tortura e humilha comandados, mas por uma boa causa, porque, afinal, busca um substituto para um câmbio de vida. Alô, alô, George W. Bush, você precisa de um cinema assim para os soldados no Iraque’.

A estréia de Tropa de Elite no Festival de Berlim, nesta semana, renovou aquele texto do ano passado. Confesso que foi com alegria, vá lá, com uma perversa alegria que li as palavras de Jay Weissberg na Variety: “o longa de José Padilha é uma monótona celebração da violência que funciona como um filme de recrutamento para delinqüentes fascistas… trata-se de uma produção com um inescapável ponto de vista direitista ‘. E mais esta, no Le Monde, assinada por Thomas Sotinel: ‘Tropa de Elite é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano – montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensível para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais’.

Por isso acrescento agora, sem medo: Tropa de Elite é o cinema da barbárie, pela barbárie, para a barbárie. Ele reúne indústria, grana pesada e apelação nessa nova pornografia, que é a exibição sem dó de violência. Fuck, baby, fuck, nada como uma explosão na cara. Para quê reflexão, para quê melhor arte? “O muro de Berlim caiu”, declarou o vitorioso diretor. Ou traduzindo: a fronteira que exigia da arte uma elevação da animalidade caiu, para agrado geral do investimento. Um blockbuster não se faz com preocupações estéticas, ó atrasados.

Enviado por Felipe Barroso
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O PISTOLÃO – Por: Francisco Leopoldo Martins Filho


O Pistolão, ou seja, a utilização de prestígio político em benefício particular é muito conhecida pelos brasileiros. Já não se admite, numa sociedade democrática de direito, que os interesses de um indivíduo, de um grupo, de um partido, se preponham aos interesses públicos. A vontade do povo, tal como se expressa nas urnas, será mais provavelmente atendida se os cargos administrativos forem ocupados à base de habilidades, sem cogitar de convicções políticas ou por conveniência pessoal, e com a criação de um serviço público que siga fielmente as diretrizes de qualquer partido que esteja no Poder.

Tornou-se, por exemplo, prática corriqueira e contumaz, diante da proibição pela Constituição Federal de 1988, de investidura em cargo ou emprego público sem prévia aprovação em concurso público, à celebração de “convênios” com entidades diversas com o fito de o Município contratar estagiário e cede-los ao Fórum de Justiça da Comarca para atender à solicitação de Juizes.
A contratação de pessoal por tempo determinado, conforme disposto na Constituição Federal, art. 37, inciso IX, visa ao atendimento de necessidade temporária de excepcional interesse público. A demanda de ingresso de pessoal para desempenho de serviço público, verificada em órgão do Poder Judiciário, no nosso entendimento, não se constitui em hipótese a ser albergada por lei que regulamente a contratação por município para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, com exceção à prestação de serviço em cartório eleitoral, durante o período eleitoral, desde que observado o prazo de 1 (um) ano, prorrogável, não excedendo a 1 (um) servidor por 10.000 (dez mil) ou fração superior a 5.000 (cinco mil) eleitores inscritos na Zona Eleitoral, bem como as demais disposições legais (art. 365 do Código Eleitoral e Lei Federal nº. 6.999/82).
A rigor, escapa à estrita competência municipal suportar despesas com a cessão de servidores municipais para atender a deficiências de pessoal do Poder Judiciário estadual, porquanto os servidores municipais devem exercer suas atividades nos órgãos e entidades as que estão vinculados e nas atribuições dos respectivos cargos, razão da admissão no serviço público municipal. Ademais, a cessão de servidores municipais ao Poder Judiciário acarreta inúmeros inconvenientes à imagem de lisura do poder judicante já que os susos citados servidores na sua maioria trabalham dando impulso a atos de andamento e expediente processual o que além de favorecer informações privilegiadas aos seus pistolões, podem dificultar o regular andamento dos processos instaurados em desfavor do município ou gestores.
Na verdade esta artimanha é para converter em substituto de dinheiro na compensação a milhares de trabalhadores que ajudam os partidos a vencer as eleições. Os empregados através do apadrinhamento são utilizados para construir máquinas políticas ou serem usados como “delatores” de processos adversos à municipalidade ou até mesmo a gestores municipais.
Eliminada uma possibilidade de pressão, pela Magna Carta de 88, ficou outra. A do Pistolão para a carreira. E ai é que entram em ação os padrinhos de promoção, aos quais se atribui a famosa expressão “o negócio é você entrar, o resto eu arranjo”. Ai em vez de carreira nasce o carreirismo, próprio a postos rendosos, sem nenhuma preocupação pelo aperfeiçoamento profissional. Os efeitos do Pistolão tanto trazem prejuízos à eficácia da organização quanto prejuízo pessoal aos competentes.
Há uma forma de deslealdade e corrupção muito mais sutil do que as formas óbvias de que geralmente ouvimos falar, e que é, até certo ponto, inconsciente. Consiste em uma falta de lealdade ao interesse geral, resultante de lealdades particulares em conflito.
Numa operação Pistolão, geralmente se destaca três figuras. O padrinho, que, conforme a situação adota o prestígio político ou as relações de amizade. O afilhado, quase sempre incompetente, um medroso diante da vida. E o intermediário, um diretor ou chefe, cúmplice, às vezes fraco ante as pressões.
O triângulo é terrível, suas três pontas, agudíssimas, furam qualquer plano correto que interesse ao coletivo.
Eles vêm diminuindo sua área, mas é preciso não esquecer deve ser desmantelado definitivamente. Quando surge a mentalidade de que a democracia só se fortifica na medida em que democracia é impessoalmente eficiente, velhos processos paternalistas entram em colapso.

Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br

OAB/CE 10.129
Fone: (XX85) – 9982-3843 / (XX88) – 3586-2001)
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Vale?


O prefeito Sanderval Bandeira pareceu preocupado naqueles dias. Seus secretários imaginaram que podia se tratar de alguma pendência familiar, alguma infuca de D. Generosa que, apesar do nome, virava uma cascavel de guizo cheio quando descobria alguma tramóia do nosso edil. O prefeito mantinha algumas gambiarras na redondeza, mas eram mais escondidas do que quenga de pastor. Seu secretariado nunca imaginou que as preocupações tivessem alguma causa ligada à administração de Matozinho. Sanderval simplesmente tinha o Fundo de Participação da cidade, como uma mera extensão da sua conta bancária. Montara uma quadrilha e saqueava os cofres matozenses sem nenhum pudor. O contador arrancava todos os cabelos da cabeça para fechar as contas no final do ano, tanto que era conhecido na vila pelo apelido de Mandrake. No último final de ano, já louco com tanto exercício de prestidigitação e ilusionismo , deu com a compra de um touro de raça para fazenda de Sanderval, além de um calção de banho caríssimo, coisa de mais de setecentos reais,feita, como sempre com dinheiro público. Como diabos ia colocar legalmente aquelas aquisições em meios aos afiados dentes da Lei de Responsabilidade Fiscal ? Mandrake procurou o edil e lhe explicou a impossibilidade de enquadrar aquelas compras nas pautas de Contabilidade Pública. Sanderval , resolveu salomonicamente a questão:
— Que besteira é essa Mandrake ? Você é ou não contador ? Coloque a compra do touro na Secretaria de Tourismo e o calção coloque como gasto da Secretaria de Edu-calção! Pronto !
Com tamanha capacidade de contorcionismo, ninguém sonhou que os motivos da sisudez de Sanderval tivessem causa ligada à administração da cidade. À tardinha, o prefeito resolveu, por fim, reunir todos os correligionários que ocupavam cargos de confiança, naquela administração que carregava o auto-explicativo slogan : “Governando para Nós”. Portas fechadas e travadas, um Sanderval com cara de chupão de groselha abriu a alma. Lembrou a todos que há exatamente dois anos, para facilitar os gastos da máquina pública matozense, havia criado o Vale-Vale. De posse de um cartãozinho padronizado, assinado pelo prefeito, todos os secretários podiam fazer vales no comércio de Matozinho e arredores e a prefeitura se comprometia a pagar, após os devidos empenhos, a cada final de mês. Estava implícito que os gastos deveriam ser para as necessidades básicas de cada secretaria , já que Sanderval acreditava , piamente, nos seus funcionários. A experiência havia sido tão boa que aos poucos o Vale-Vale foi se estendendo para os demais escalões administrativos e até Pedro Tripa Velha que era auxiliar de limpador de tripa no matadouro da cidade, possuía um daqueles cartãozinhos mágicos. O problema, explicou Sanderval, é que vereadores da oposição, numa ciumeira danada, denunciaram o Vale-Vale no Tribunal de Contas da capital e como Sanderval não se bicava com o atual governador, mandaram vários auditores para fazer uma devassa miserável nas contas da sua administração, por mera perseguição política. Recebera , naquele dia, uma cópia do Relatório Final da Auditoria e, o pior, os vereadores de oposição tinham em mãos uma outra cópia há mais de dez dias e tinham enchameado em toda Matozinho as pequenas irregularidades encontradas.
Abriu uma resma de páginas que mais parecia uma apostila de Direito Constitucional e começou a enumerar as deformidades. A Secretaria de Igualdade Religiosa , criada para diminuir a briga entre o pessoal do Candomblé, da Igreja Católica e os Protestantes, encabeçada por Pedro Incelença , ligado à Seita dos “Zabelês Encarnados”, emitira em vales, só no ano passado, mais de sessenta mil reais, a maior parte em bares e na Boate Piriquitão , ali na Rua do Caneco Amassado. A Secretaria para Extinção da Pobreza, liderada pela elegante Sra. Matilde Bandeira, lançara mais de cem mil reais em vales , principalmente na compra de maquiagem, de vestidos , perfumes e sapatos e em salões de beleza. A Secretaria de Educação soltara mais de setenta mil reais em vales na compra de Revistas Masculinas, Aluguel de Filmes Pornôs e na aquisição e distribuição de CD´s de Bandas de Forró. O Secretário de Cultura e Esportes , Zequinha Bilu, por sua vez, largou mais de oitenta mil reais em vales principalmente na aquisição de quebra-queixo, passa-raiva, cavaco chinês e cavalos, possivelmente pensando em implementar o hipismo na região. O mais esquisito, no entanto, aconteceu na Secretaria de Saúde, Mundim Cibalena, o Secretário, torrou mais de cento e vinte mil reais em vales na compra de cigarro, pinga e , pasmem vocês, dois milhões de supositórios.Sanderval , então, explicou que o problema maior não se atinha às compras, mas ao desgaste político, pois a oposição já contava e aumentava as peripécias acontecidas com o Vale-Vale , em toda Matozinho. Pediu, então, que todos encontrassem, rapidamente, explicações convincentes para os gastos.
A elétrica língua do povo já chamuscava, àquelas alturas, as autoridades políticas da cidade. À noite, na praça da matriz, Rui Pincel, o filósofo da vila, fez o mais abalizado apanhado da questão do Vale-Vale :
— Só um doido ou um cabra sabido demais, para criar um negócio desses. Estes secretários não têm condição de fazer vale nem com o dinheiro deles, quanto mais usando o dos outros, a fundo perdido ! Com pólvora alheia ninguém toma chegada ! O prefeito Bandalheira desta vez se superou ! A coisa foi tão feia que até Antonio do Vale, dono daquela oficina de consertar bicicleta, depois do Vale-Vale, resolveu mudara o nome, agora só quer ser chamado de Tõin das Bicicletas . De todas estas compras doidas feitas com os vales, pelos apaniguados do prefeito, só existe uma que eu acho que foi extremamente necessária: a dos dois milhões de supositórios. Depois de tanto fumo no povo de Matozinho, é bom um refresquinho no fiofó, num é seu Mundim Cibalena ?

J. Flávio Vieira

Ecologicamente correta

Quando Samanta conheceu Roque, durante um verão na Bahia, foi um espetáculo. O homem parecia um deus de ébano manobrando aquela escuna enorme como se estivesse em um Fusca. Tudo começou depois que a paulista workaholic se permitiu tirar férias após três anos de trabalho estressante numa empresa de importação e exportação. Estava à beira de um ataque de nervos quando seu médico lhe receitou dez dias de natureza pura. Era isso ou embarcar numa futura ponte de safena. E lá se foi Samanta, muito a contra gosto, branca como leite, hibernar na pousada perdida de uma praia deserta.
Na primeira noite, ela se surpreendeu: o barulho do mar embalou seus sonhos por 14 horas seguidas. No segundo dia, meio sem saber o que fazer com tantas horas livres, resolveu explorar a região. Acabou descobrindo um passeio pelas ilhas da redondeza. Estava no cais aguardando para em barcar na escuna “Rompe Mundo” quando um braço de pescador surgiu à sua frente, oferecendo amparo para que ela não perdesse o equilíbrio. A atração entre ela e Roque foi mútua. Samanta sentiu um arrepio ao fazer contato com aquele corpo forte e se dutor. Com um sorriso alvo e simpático, Roque, o capitão, desejou a todos boas-vindas, puxou a âncora e partiu sem tirar os olhos dela. O passeio foi inesquecível. O sol, o céu, o mar, as ilhas, a caipirinha de pitanga, o coco, o peixe na brasa, o bronzeado, a aragem que vinha do mar, o balanço das on das. Ela estava se sentindo no paraíso.
Aos poucos, seu cotidiano em São Paulo tornou-se uma imagem turva no fundo da memória. Nada mais tinha importância a não ser aquele momento mágico que ela estava vivendo. Os dias que se seguiram não foram diferentes. Samanta deu início a um tórrido romance com o capitão, com direito a sexo no convés sob a luz da lua, peixinho assado na areia de uma praia deserta, amor na rede da varanda e até coco tirado do pé. Estava esquecida do tempo e do espaço quando chegou o dia de ela voltar para os números, faturas e índices.
De volta a São Paulo, continuou a se corresponder com o amado. Mas não agüentou de saudade e decidiu mandar uma passagem para o deus de ébano. Foi um desastre. A magia dos trópicos começou a se diluir no aeroporto. Toda a elegância, charme e sedução de Roque tinham ficado na Bahia. Em São Paulo, ele parecia inadequado, não casava com a rapidez da metrópole, era um peixe fora d’água.
Samanta tentou dourar a pílula. Saiu com ele para fazer compras, mas não havia Daslu que desse jeito. O cara combinava só com Havaianas, bermuda e camiseta. Qualquer coisa a mais ficava fora do tom. Além disso, ele não sabia se comportar socialmente e não tinha papo com os amigos dela. Na cama, o tesão foi diminuindo até acabar de vez, quando ele, encantado com os confortos do apartamento de Samanta, começou a trocar o sexo pela televisão.
Depois que Roque se foi, Samanta desabafou seu desencanto com uma amiga que viajava sempre em férias pelo Brasil. Ouviu que namoro regional é namoro regional. Tirar o cara do hábitat destrói a paixão. A amiga tinha aprendido isso anos atrás, quando se apaixonou por um peão em Barretos. Hoje, ela já sabe que mulheres metropolitanas são mais flexíveis a parques temáticos. Entram no jogo e brincam de mulher de peão ou de pescador. Mas o inverso não acontece: “Da próxima vez que você se apaixonar por um cara de outro reino, deixe ele lá, na terra da fantasia. Nunca traga para o seu mundo um príncipe porque ele vira sapo”, aconselhou a amiga.
Samanta, que tinha tomado gosto por férias, prometeu a si mesma que, caso rolasse alguma coisa no próximo réveillon, em Fernando de Noronha, agiria de forma ecologicamente correta: o que for de Noronha fica em Noronha. Romances da fauna e flora locais devem ser preservados e jamais retirados do seu ecossistema.

Patricya Travassos é atriz, apresentadora do programa “Alternativa Saúde”, do canal GNT, e autora do livro “Esse Sexo É Feminino!” (Editora Símbolo/ O Nome da Rosa, 120 págs.)

I Festival Nacional de Cinema Ambiental e Eco-Cidadania – FAUNA


O I Festival Nacional de Cinema Ambiental e Eco-Cidadania – FAUNA acontecerá de 23 a 27 de maio de 2008, na região do Cariri (CE), com sede na cidade do Crato, estendendo-se pelas cidades de Juazeiro, Barbalha e Nova Olinda. O FAUNA CARIRI é um evento com a missão de incentivar as ações de promoção da eco-cidadania utilizando o audiovisual como referência principal. Pretende, também, contribuir efetivamente para a conscientização dos cidadãos na busca de uma nova aliança que assegure a todos os seres vivos e aos ecossistemas integridade, dignidade e direitos intrínsecos. Com um formato que o configura, já nesta primeira edição, como o maior festival audiovisual com temática ambiental do Nordeste, o FAUNA CARIRI terá a “água” como tema principal abordado em cinco mostras de cinema, dentre as quais uma competitiva nacional e uma internacional, cinco oficinas relacionadas ao ofício cinematográfico e à arte-educação, um workshop sobre turismo ecológico e um grande Seminário intitulado “Os Efeitos do Aquecimento Global e a Oferta Hídrica no Semi-Árido Nordestino”, com a presença dos mais importantes especialistas no assunto. Durante o I FAUNA CARIRI serão realizadas várias ações educativas voltadas para incentivar a preservação ambiental e cultural do Cariri, sempre buscando inserir o ser humano no contexto ecossistêmico. As manifestações artísticas como pastoris, dramas, violeiros, bandas cabaçais, grupos de pífanos, mestres cordelistas, xilogravuras, mamulengos, ceramistas são ingredientes desse grande Caldeirão Cultural Nordestino, alicerçado na tradição dos saberes e fazeres populares. Por tudo isso o Cariri se constitui num rico tesouro ambiental e cultural da humanidade, que deve ser preservado. O Festival pretende, ainda, se inserir no calendário cultural do Ceará como um evento com a missão permanente de dar visibilidade e incentivar ações que tratem de temas relacionados ao meio ambiente.

Por: Nívea Uchoa
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Não minto – Eis a Prova colhida por mim !

Contra FOTOS não há Argumentos !

Olá, amigos,

Algumas pessoas se irritaram comigo pelo fato de eu ter dito aqui no Blog do Crato que a reforma do canal do Rio Grangeiro de 2003/2004 teria sido feita com Tijolo Furado. Em OFF até me acusaram de mentiroso. Fui averiguar a questão. Contra fatos não há argumentos. E principalmente quando se está munido da verdade das fotos.

Aqui está a prova de que eu falo a verdade, quando disse que lá foi realizada uma reforma de tijolo furado, num local aonde o canal, quando das enchentes, precisa ser de absoluta SOLIDEZ, e que os recentes problemas por que passou a parte recém-reformada do canal se deve em grande parte ao uso de tijolo furado e frágil. Resta ver e ouvir o que os Senhores engenheiros que projetaram aquela obra têm a dizer sobre o assunto.

Uma das fotos tirada por mim no dia seguinte, de uma das barreiras:


Reparem neste setor que está quebrado e ameaça cair ( foi assim que todos os outros racharam e posteriormente caíram com as enchentes ):

Agora, percebam o mesmo setor da foto de modo ampliado:


Mais ampliada:


E aí ??

A Solução para o Problema:


Procurei saber do atual gestor como irá fazer para resolver o problema. Ressalto aqui que também compartilho da opinião de alguns internautas de que as placas endereçando o problema ao gestor anterior não deveriam ter sido colocadas, e na minha opinião devem ser removidas imediatamente.

Consultado sobre o assunto, o prefeito do Crato Samuel Araripe declarou a seguinte nota:

“As placas foram colocadas no local, não no sentido de empurrar a responsabilidade com a barriga para a gestão anterior, como se não fôssemos resolver o problema, mas no sentido de alertar a população de que aquela obra não ocorreu na nossa gestão. Não queremos que paire nenhuma dúvida sobre isso. Agora, quero aqui deixar bem claro que nós estamos trabalhando no sentido de solucionar o problema, já há homens trabalhando no local, e já estou buscando os recursos para isso. Essa obra, se muito bem-feita, sairia aos valores de hoje, algo em torno de 10 milhões, para a recuperação definitiva. Para que se tenha uma idéia, o IPTU de um município como o Crato é em torno de mais ou menos 400.000 reais. Completamente insuficiente. Temos que buscar soluções na esfera estadual e federal. Não torcemos para que o pior aconteça. Não é verdade! Seria muita incompetência de nossa parte querer o mal para os Cratenses. Seria mais proveitoso ao município se esse acidente não houvesse acontecido. Todos ganhariam. Ganharia o povo, que não teria seu patrimônio destruído. Seria bom até para a administração atual, pois não precisaríamos refazer o que já foi refeito. Mas aconteceu. Paciência. Não foi nossa construção nem no nosso tempo. Mas quero deixar aqui bem claro que estamos aí para resolver todos os problemas da cidade, pois nós estamos aqui para isso. “

Samuel Araripe – Prefeito do Crato.


Resumindo: Espero que agora, os administradores, engenheiros e quem mais for necessário, possam acordar para o fato de que uma construção de um local por onde passa água em grande velocidade, e onde o volume é fantástico, só devem ser empregados materiais de grande durabilidade. Eu diria de primeira qualidade. Pois de nada adianta fazer e a água levar !

Por: Dihelson Mendonça
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A Loucura em Liberdade, um artigo de Cleide Correia sobre a loucura em Crato

Por Carlos Rafael Dias

O nº 5 da revista Tendência – Caderno de Ciências Sociais, publicação do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Regional do Cariri (URCA), lançada em setembro de 2007,- traz um interessante artigo de autoria da professora Cleide Correia de Oliveira(1), sob o título “A Loucura em Liberdade: Vivência e Convivência”(2). A partir da identificação de personagens considerados diferentes, ou “loucos”, que circulavam livremente nos espaços públicos da cidade do Crato, no período de 1930 a 1970, o artigo é um estudo sócio-histórico ancorado no método da história oral. No artigo, “a loucura narrada no cenário de Crato indica a existência de uma multiplicidade que revela a complexidade, a diversidade transcendendo o paradigma psiquiátrico tradicional, cujo princípio fundamental é a idéia de que o louco deve ser isolado da sociedade”. Este paradigma se apóia na idéia de que a intervenção médica para o tratamento da loucura deve prescrever necessariamente o isolamento do doente em casas especializadas – os temidos hospitais psiquiátricos. Somente por este aspecto, o artigo já teria o seu inegável valor como literatura médica. No entanto, para quem viveu em Crato no espaço cronológico escolhido pela autora como recorte de tempo , o artigo vale, e muito, pelo resgate de uma série de personagens que, pela singeleza de suas vidas, nunca interessaram à história oficial, mas que permanecem preservadas indelevelmente no imaginário de toda uma geração. O período abordado foi escolhido por abrigar dois marcos na história da saúde do Crato: a fundação da primeira instituição hospitalar na região do Cariri, o Hospital São Francisco de Assis, em 1936 (quando a sociedade local ainda convivia com a loucura em liberdade), e da criação do Hospital Psiquiátrico “Casa de Saúde Santa Tereza”, em 1970 (quando a loucura foi aprisionada).
Com a coleta de depoimentos de pessoas que conheceram os ditos personagens considerados diferentes, o artigo resgata a história de vida de nove loucos, verdadeiros tipos populares que marcaram época em Crato: Maria Caboré, Pernambucana, Tandôr, Compadre Chico, Dona Joaquina, Baixeirinha, Moipen, Pedro Cabeção e Antonio Corninho. Os relatos, com suporte de fontes secundárias, enfatizaram as características, as vivências e convivências desses personagens e revelaram situações tanto trágicas quanto cômicas. Esses “estranhos” personagens viviam em casas velhas, em ruínas e praças públicas, apresentando comportamentos que fugiam das normas sociais e dos mecanismos institucionais de controle.

SONHOS, MANIAS, DRAMAS E PAIXÕES

Entre esses personagens, alguns chegaram a transcender suas vidas de excentricidade e sofrimento, como foi o caso de Maria Caboré, “uma morena com estatura mediana, que gostava de usar pulseiras, bijuterias e colar doados pelos moradores da cidade. (…) Tinha um desejo muito forte de contrair núpcias com o “Rei de Congo”. As crianças da época conheciam esse desejo e exigiam que ela deglutisse objetos, como bola de gude, frutas pequenas e outros, em troca do casamento. Sendo assim, essa personagem fazia um grande esforço para engolir tais objetos, para casar-se com o referido Rei, fruto da sua imaginação.” Depois de morta, vitimada pela peste bubônica, na década de 1930, Maria Caboré passou a ser venerada como dispensatária de milagres. Até hoje, o seu túmulo, no dia de finados, é visitado por grande número de pessoas, que deposita flores e velas em retribuição às graças alcançadas.
Compadre Chico é outro personagem que merece destaque, pela sua fixa crença de que o regime monárquico seria restaurado no país e pela sua mania de planejar como este fato se daria. Com o seu imaginário subalterno, a quem chamava de Frutuoso, “planejava batalhas, nomeava comandantes, designava o local em que as tropas deviam postar-se para o ataque e, às vezes, marcava a data em que o Crato seria saqueado (…) em prol do retorno do imperador.”
O drama, não como uma ficção artística, mas como uma realidade cotidiana, sempre foi uma constante na vida desses personagens, como aquele vivenciado por Dona Joaquina, que viveu no Crato entre as década de 1940 e 1950. Trabalhava, junto com a filha, como doméstica, mas um dia abandonou a família e foi morar na Praça da Sé, sob um oitizeiro. Diariamente, sua filha deixava-lhe comida e um dia foi buscá-la quando o mal que a vitimou lhe acometeu.
Nas décadas de 1950 e 1960, um homem de estatura alta e de aspecto moribundo vagava pelas ruas da cidade, de porta em porta, com um prato de flandre já gasto, girando em um dedo da mão direita enquanto repetia, com voz diferente, uma locução: Moi… Moi… Moi… Moipen… Moipen… Moipen. Por isso, todos o conheciam por Moipen, sabendo, devido a sua inclinação religiosa, que a estranha palavra era uma corruptela que significava “uma esmola para Nossa Senhora da Penha”.
Para finalizar, não poderia deixar de citar outros dois personagens enfocados no artigo, responsáveis por situações de rara comicidade: Pedro Cabeção e Antonio Corninho.
Pedro Cabeção, assim conhecido devido a avantajada cabeça, ainda mais desproporcional devido ao seu corpo miúdo, tinha dois sonhos, que só veio a realizar depois de passar a perceber uma renda fixa por conta da aposentadoria: conhecer a estátua do Padre Cícero, na vizinha cidade Juazeiro do Norte, e adquirir um aparelho de rádio. Pedro vivia com uma tia que ao chegar em casa viu-lhe quebrando o rádio com uma pedra. Indagado por que fazia aquilo, Pedro respondeu que era por causa do rádio, que não parava de lhe aperrear, perguntando o tempo todo: você viu o cabeção por aí? Na verdade, ele se referia a um refrão de uma canção muito tocada pelas emissoras de rádio no início da década de 1970(3).
Já Antonio Corninho, que tinha ponto fixo na Rua da Vala (hoje rua Tristão Gonçalves), ficava bravo quando lhe tratavam pelo depreciativo sobrenome. Incontinenti, retrucava: “melhor ser corno do que ser prefeito. Prefeito é só quatro anos e corno é pra vida toda”. Não se sabe, porém, se a alcunha foi por conta de algum trauma sentimental, devido a uma infidelidade que lhe foi atribuída. Mas, os relatos sobre ele atestam a existência de um caso amoroso que ele manteve com uma louca a quem apelidavam de Macaúba, “a qual sempre aparecia grávida. Os dois viviam em eterna lua-de-mel, na rua Tristão Gonçalves, nos batentes do prédio onde funcionava o escritório da VASP, causando transtornos aos transeuntes.”

Lembro do dia em que Antonio Corninho morreu e como o fato teve uma grande repercussão na cidade.

Notas
1. Enfermeira. Professora Mestra Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA, Crato – CE. cleide@urca.br.
2. Prêmio Jane da Fonseca Proença, 1º lugar – melhor trabalho de Enfermagem Psiquiátrica, Saúde Mental e Relacionamento Interpessoal – 54º CBEn.
3. Música “O Cabeção” de Roberto Corrêa e Sylvio Son, gravada pelos Golden Boys.

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Rede Blogs do Cariri

Olá, Pessoal,

Dando continuidade ao nosso projeto de expansão, levo até o conhecimento de todos que estamos adotando uma LOGO que já está embutida em todos os novos Blogs por mim desenhados, e podem também ser colocadas em outros blogs da região que o desejem, e possamos fazer a “troca de figurinhas”. O Blog em questão coloca a logomarca ( que no momento está provisória e aponta para o Blog do Crato ), e nós também fazemos periodicamente a sua divulgação no Blog do Crato e no website centralizador.

O Objetivo é interligar os diversos blogs da região do cariri e de uma maneira que convirjam para uma central que dali será possível localizar todos ou a maioria dos blogs do cariri. A logomarca aponta provisoriamente para o próprio blog do crato, mas estou construindo um website centralizador de todos esses Blogs.

A logomarca ( provisória ):


Os Blogs que já fazem parte da Rede Blogs do Cariri:

Blog do Crato – O maior acervo do Crato na internet. Mais de 20.000 acessos mensais. Um blog multimídia, com TV, estações de Rádio, centenas de fotos, entrevistas, reportagens, e a responsabilidade de mais de 40 escritores dentre as mentes mais brilhantes do Cariri. Visite o Blog do Crato.

ZoomCariri. Blog conduzido por mim e o grande fotógrafo Pachelly Jamacaru, que tem por objetivo congregar todos os fotógrafos do cariri que vêm a fotografia como arte. Dicas, fotos, reportagens. Visite o Zoomcariri.


Sociedade Cratense: divulgação das fotos e eventos sociais detalhados, que exigem muitas fotos e uma cobertura ampla. Os mexericos, as novidades, e o glamour ( ! ) da sociedade Cratense. Visite o Blog Sociedade Cratense.


Blog de Wilson Bernardo: Wilson é uma incógnita. Um poeta Sui Generis que faz parte da constelação de poetas do Cariri. Um poeta que não quer ser chamado de diferente. Diferente são os outros. Ele é IGUAL… Visite o Blog Wilson Bernardo.


Blog de Abidoral Jamacaru: Um Ícone da música popular Caririense. Visite o Blog de Abidoral jamacaru.


Dihelson Mendonça. Meu Blog pessoal. Assim como minha vida, uma grande desorganização. O único blog que não pode ser chamado de Blog. Visite o blog de Dihelson Mendonça


Blog de Socorro Moreira: na minha opinião, a maior poetisa do cariri atualmente. Possuidora de uma sensibilidade que não vai só até à flor da pele, mas até os ossos, essa é minha homenagem a essa mulher de fibra, inteligente, e que retrata tão bem as coisas belas da alma. Visite o Blog de Socorro Moreira.


Blog de Mônica Araripe: Sem dúvida alguma, uma das mulheres mais marcantes que conheci nos últimos tempos. Com uma vocação inata para a filantropia, mônica expressa em cada ato, um gesto de solidariedade, sinceridade e amor ao próximo. Este Blog é dedicado a ela e a seus milhares de fãs. Visite o Blog de Mônica Araripe.


Garota Blog do Crato: Divulgando a beleza da mulher Cratense!. Visite o Blog Garota Blog do Crato.


O Clube da Besteira. Esse é um dos meus favoritos. Em parceria com jayro Starkey. Um blog de humor inteligente ( ma non troppo ), com sátiras bem-humoradas sobre a vida do homem moderno e suas inúmeras vississitudes. Visite o Clube da Besteira.


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Em construção, e para muito breve os Blogs de:

- João do Crato
- Luiz carlos Salatiel
- Huberto Cabral
- Cleivan Paiva
- Manel D´Jardim
- José Flávio Vieira

Informo ainda que era minha intenção fazer um Blog para Pachelly Jamacaru também, mas constatei que ele já existe. Pachelly mesmo o desenhou.

Por: Dihelson Mendonça
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Hoje no DN – Sítio Fundão – Reserva será Unidade de Conservação


Sítio Fundão

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O Engenho de Pau, ainda existente no sítio, desativado há mais de 50 anos, é atração turística (Foto: Cid Barbosa)

A 3km do Centro do Crato, o Sítio Fundão é a mais importante reserva ecológica particular da região do Cariri

Crato. O governador Cid Gomes assinou decreto tornando o Sítio Fundão, localizado neste município, Área de Interesse Social para desapropriação e criação de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, denominada “Parque Estadual Sítio Fundão”. A informação é do presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), André Esmeraldo Barreto, que se encontra no Crato acompanhando as negociações para a desapropriação da área e compra aos seus proprietários.

O governo do Estado atende à uma antiga reivindicação da comunidade cratense que estava preocupada com os freqüentes incêndios ocorridos no Fundão e a sua crescente devastação. No ano passado ocorreram dois incêndios. Um deles destruiu cerca de 40 hectares de mata nativa.

Localizado a três quilômetros do Centro da cidade, o Sítio Fundão é a mais importante reserva ecológica particular do Cariri. São 97 hectares de mata nativa, que mantém uma das mais ricas biodiversidades da região. A área é abastecida pela fonte da Batateira, que nasce no sopé da serra. Para o prefeito do Crato, Samuel Araripe, o decreto governamental atende também ao poder público municipal que, segundo afirma, tem se empenhado para conservar este “paraíso” que é o Sítio Fundão.

Além do patrimônio ecológico, o local conserva três equipamentos turísticos apontados como uma raridade. É uma casa de taipa com dois andares que, por sinal, está “caindo aos pedaços”; um engenho de pau, puxado por bois, desativado há mais de 50 anos e coberto pelo mato; e a estrutura de pedra de uma barragem construída pelos escravos.

Interligação

O presidente do Conpam, André Barreto, que é cratense, pretende fazer a interligação da área a ser preservada com outros pontos turísticos localizados no sopé da serra do município do Crato como, por exemplo, a Cascata, formada pelo Rio Batateira e a Nascente, onde funcionou a primeira hidroelétrica do Cariri, que iluminou o Crato antes da energia de Paulo Afonso.

O Sítio Fundão foi preservado graças à consciência ecológica de seu antigo proprietário, Jéferson de Franca Alencar. Enquanto vivo, ele não permitiu a sua degradação. Hoje, com o crescimento da violência, os herdeiros perderam o controle da reserva, que vem sendo utilizada como ponto de encontro de pessoas que usam drogas. Alguns dos incêndios ocorridos na área foram classificados como criminosos.

Mais informações:
Ibama – Praça Joaquim Fernandes Teles, 10, bairro Pimenta, Crato (CE) – CEP: 63.100-000 (88) 3521.1529
Fonte: Jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com
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Cartas dos nossos leitores: Agradecimento – Roberta Machado


Oi amigo Dihelson,

Embora saiba que o Blog do Crato não é utilizado para divulgar assuntos de natureza particular ou familiar, peço licença amigo Dihelson, para oferecer um agradecimentomuito especial, ao grande médico e grande amigo da minha inesquecível e amada avó Elnir Machado, que muito o estimava.
Em sua crônica que gentilmente ele lhe dedicou, nenhum de nós da família teríamos conseguido retratá-la, de uma maneira tão linda, sensível e poética… como ele fez.
Por esse motivo, quero registrar aqui, diante dos leitores desse importante blog e com todo respeito, meus agradecimento de coração a você Dr. JOSÉ FLÁVIO, por tudo que fez por ela em vida – consultas que pareciam uma troca de carinho entre mãe e filho com intermináveis diálogos – e ainda achando pouco, mesmo após ela ter nos deixado, dedicou o seu tempo a escrever tão lindas e sei que sinceras palavras.
Em nome da minha família e em meu próprio no agradeço…
Obrigada “Zé Flávio”

Nota:
Minha cara Roberta, acho que a dignidade humana está acima das regrinhas básicas de qualquer website. Por isso, o que significa uma mera regra diante de um gesto tão sublime quanto esse que o Dr. José Flávio fez ao escrever tão bela crônica, e outro belgesto seu, o do agradecimento?

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça
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Vaga-Lumes, o blog de Geraldo Urano

Geraldo Urano, fotografado por Luiz Carlos Salatiel no início da década de 1980

Geraldo Urano, indubitavelmente, é um dos maiores poetas surgidos nesta plaga. Autor de uma obra pra lá de genial, Urano produziu incessantemente ao longo das três últimas décadas, até quando suas forças psíquicas permitiram. Uma parte desta produção, no entanto, foi publicada em livros, revistas e jornais e outra parte está sob a guarda dos seus parceiros musicais e companheiros de jornada. Sua obra, assim, não poderia ficar guardada ou muito menos esquecida. Desta forma, já está no ar o seu blog, intitulado Vaga-Lumes (título do seu primeiro livro, editado pela Nação Cariri Editora, em 1984).
Fica, então, o convite para os leitores do Blog do Crato visitarem o Vaga-Lumes e se deleitar com a poesia inovadora e bela de Geraldo Urano.

http://blogvagalumes.blogspot.com
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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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