Artigo do ex-deputado João Alfredo – O POVO, 22-03-2008
diversas sábado, 22 mar 2008, 10:31 | 2 ComentáriosJoão Alfredo (*)
Parece irônico, mas a mesma igreja que torturou, matou, e queimou pessoas vivas na idade média, e segundo diversos renomados cientistas é responsável por mais de 500 anos de atraso no desenvolvimento da ciência, hoje, tomou posição inversa, e entrou para defender um boneco de pano que iria ser queimado em praça pública no largo da Reffesa em Crato simbolizando um dos seus membros. Acontece que o “homenageado” era a figura de Dom Cappio, um membro da igreja, conhecido na mídia global tanto pelas suas greves de fome, como pela sua luta contra a transposição do Rio São Francisco, que ainda é assunto polêmico. No lugar do boneco, agora salvo do fogo expiatório, será usado outra coisa, para simbolizar somente o repúdio contra a luta que Dom Cappio se empenhava, ou seja, a de ser contrário à transposição. É isso que será queimado hoje, sábado, dia 22 de março no largo da Reffesa em Crato, até porque o povo que votou, milhares de pessoas e que foi maioria, precisa de um Judas Iscariotes para a sua malhação. O povo sempre precisa de um Judas…
Vendo as mensagens postadas aqui no Blog, em que alguns se referem ao caso da malhação de Judas, de forma distorcida, como se fosse da crucifixão de Cristo, é interessante notar como os papéis se invertem, pois nessa estória toda, alguns estiveram a comparar o martírio do boneco de Cappio, e este passou de Judas a Jesus.
Se Cappio passou de Judas a Jesus poupado da cruz, Barrabás continua solto. A questão agora é descobrir quem é o barrabás na história toda, e que continua solto. Aliás, Barrabás sempre escapa, né ? Mas fica aqui o pensamento: “Queimar bonecos da igreja em praça pública não pode, mas queimar Joana D´arc e muitos outros naquela época podia. Se estavam certos naquela época, certamente que estariam errados hoje e vice-versa. O leitor escolhe, mas por favor, não peça para o povo escolher, porque senão, Jesus será crucificado e Barrabás será solto novamente.
Por: Dihelson Mendonça
Anselmo é um simpático senhor, na casa dos 60, que mora na igualmente simpática cidadezinha de Missão Velha. Ele mora sozinho, é deficiente visual, sofre de diabetes e não possui mais uma das suas pernas, vivendo praticamente em uma cadeira de rodas. Imaginem só a dificuldade, caros amigos do Blog do Crato, mais ainda quando se é pobre e dependente da ajuda e da boa vontade de alguns vizinhos.
Apesar de tudo ele é muito alegre e nem de longe deve ser visto como um “coitado”, ele tem certa autonomia em relação a condição física e total autonomia mental, tem um amplo conhecimento (mesmo cego, na sua juventude já viajou pelo país, morou até no RJ), é apaixonado por música, radioamadorismo e como não poderia deixar de ser, a informática. Inclusive ele está aprendendo inglês agora graças a algumas lições que um amigo lhe envia, devidamente escritos em Braille. Legal né? Dihelson Mendonça, o líder desta “caravana da coragem”, conhece o Sr Anselmo muito bem, e até pode, nos comentários, falar algo sobre ele.
O computador é, sem sombra de dúvidas, o seu principal artefato. Ele usa o computador para escrever e ouvir seus textos, ouvir musica, aprender e, enfim, passar o tempo, e olha que não acessa a internet, menos ainda sabe da existência deste Blog. Duvidam? precisam ver ele manejando o teclado do computador com tanta destreza, até teclas de atalho do sistema DOSVOX, o programa de assistência que ele utiliza.
Porém, o computador que ele possui é muito antigo (que ganhou via doação por alguns americanos) e está com problemas. Só o fato do computador ser muito antigo já impossibilita o uso de outros programas e recursos sonoros de que ele precisa para usar a máquina. Quando o computador estava funcionando, ele usava o sistema DOSVOX que, através de uma voz sintetizada, “falava” tudo que ele fazia. Agora, nem isso. o Sr Anselmo está triste.
Ele precisa de um computador novo, ou pelo menos mais moderno, para que possa usufruir de todas as maravilhas que a informática nos proporciona hoje, novos programas de assistência, como o Jaws e o Virtual Vision, novas versões do Windows, editores de texto, editores de áudio e quem sabe a tão sonhada conexão à Internet.
Assim, escrevo pela primeira vez neste Blog para pedir, em nome do Sr Anselmo, um computador novo para ele. Um computador novo, nessas grandes lojas de varejo não custam mais de 900 reais, e acredito que a maioria dos leitores e participantes do Blog tenha condições de fazer alguma contribuição, ainda mais em se tratando do Sr Anselmo que tem o computador como seu grande “amigo”.
Para não deixar o post muito longo e não “quebrar o protocolo” deste blog mais do que já fiz, me coloco a disposição para maiores esclarecimentos sobre ele, onde ele mora, endereço e telefone, o que faz, como eu o conheci, o que eu tenho a ver com isso, se isso é verdade ou não, através do meu email: valdirsjr@gmail.com
Espero sinceramente pela ajuda de vocês!
Grande Abraço e Obrigado pela atenção!
Valdir Silveira Junior
valdirsjr@gmail.com
http://enlabs.net/blog
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Ovos de chocolate, coelhos de chocolate, caixas e mais caixas de bombons – de chocolate. Embora a guloseima feita de cacau e leite seja um dos pontos fortes das tradições culinárias da Páscoa, é o bacalhau o rei da festa. O peixe salgado e seco, de sabor marcante, saiu da mesa da família real, em 1808, e ganhou as panelas da plebe brasileira nos anos seguintes. De lá pra cá, o consumo teve altos e baixos, pois o preço da iguaria sempre esteve atrelado ao dólar. Hoje, mesmo com a moeda americana em baixa, os preços ainda são tão salgados quanto o peixe: variam de R$ 30 a R$ 100 o quilo, de acordo com a variedade (cod, ling, zarbo ou saithe) e o pedaço (lombo, lascas, rabo ou pontas). Mas como um prato típico do mar frio da Noruega e da Islândia veio aportar no Brasil? A história do gadus morhua, nome científico do bacalhau, remonta o tempo dos vikings. O peixe abundava nos mares onde os filhos de Thor navegavam lá pelo século 9. Para preservar o alimento durante as longas viagens, eles secavam o peixe ao ar livre até que ele perdesse um quinto do seu peso, endurecesse e pudesse ser comido aos pedaços durante as viagens. Mas foram os bascos, na Espanha, que tiveram a idéia de salgar o pescado para preservar o alimento por mais tempo e facilitar o comércio. A partir de então, o bacalhau ganhou a aparência e o sabor marcante que conhecemos hoje. Mas imagine a revolução na alimentação que a cura e a salga do peixe não provocaram naquela época.
Como ainda não havia geladeira, os alimentos estragavam facilmente, e o bacalhau curado e salgado durava meses.
Claro que tamanha revolução acabou em guerra. No século 16, França, Portugal, Inglaterra e Alemanha lutaram pelo controle da pesca do bacalhau no mar da Islândia. E ao longo dos séculos seguintes, vários tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do peixe. Mas e o Brasil, onde entra nisso? Como todos sabem, o Brasil foi descoberto e colonizado por portugueses, que eram grandes consumidores do pescado na época. Eles usavam o bacalhau como alimentação principal nos navios durante a época dos descobrimentos. Para evitar uma possível falta do produto, os portugueses até tentaram o mesmo processo de salga do bacalhau com outros peixes, mas não deu lá muito certo. Ora o sabor se perdia, ora o peixe curado não durava tanto. O que dava vantagem ao bacalhau é que por ter um baixo teor de gordura, o bacalhau tem seus nutrientes e sabor preservados durante o processo de cura, salga e secagem. Essa característica transformou o bacalhau em hábito alimentar dos portugueses, que até encontraram uma variedade do peixe no Pacífico Norte, lá pelos lados do Alaska (o Cod Gadus Macrocephalus) para suprir a falta do bacalhau norueguês. Até hoje, o peixe é uma das tradições principais.
O bacalhau aportou no Brasil junto com os primeiros portugueses, mas só com a vinda da família real para cá, em 1808, é que ele foi incorporado aos hábitos alimentares brasileiros. De 1808 até a Segunda Guerra, o bacalhau era um produto relativamente barato (mesmo sendo importado da Noruega) e fazia parte até da dieta da população de menor poder aquisitivo. Pratos à base do peixe eram consumidos à farta nas sextas-feiras, nos dias santos e nas festas familiares. Mas com a Segunda Guerra veio a escassez de comida na Europa, e o preço do bacalhau foi às alturas, restringindo o consumo popular. O peixe virou artigo de luxo, e passou a freqüentar as mesas brasileiras somente no Natal e na Páscoa, as principais festas cristãs.
Aliás, a religião é o motivo pelo qual o bacalhau se trnasformou em tradição na Páscoa.
Durante a Idade Média, a Igreja Católica obrigava seus fiéis a jejuar e a excluir de suas dietas carnes consideradas quentes. O número de dias de abstinência era grande e não ficava restrito somente à Quaresma, o período de 46 dias entre a Quarta-feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa. O consumo do bacalhau, uma carne fria, era incentivado nesses dias de abstinência. Os portugueses, católicos e amantes do bacalhau, eram os maiores consumidores. O hábito do bacalhau nos dias de jejum veio para o Brasil com os portugueses. Ao longo dos anos, porém, o rigor do calendário de jejum católico se perdeu, mas nas datas mais expressivas da religião – Natal (Nascimento de Cristo) e Páscoa (Ressurreição de Cristo) – o hábito de comer bacalhau ainda persiste.
O cardápio da Páscoa, porém, mantém outras tradições. Bacalhau na Sexta-Santa, cordeiro e ovos de chocolate no Domingo de Páscoa. E para que você aproveite um pouco dessa tradição, este artigo termina com duas receitas típicas portuguesas para o bacalhau: Bolinho de bacalhau e Bacalhau na brasa com batatas coradas.
Enviado por Alexandre Sales
(Fonte http://lazer.hsw.uol.com.br/bacalhau-da-pascoa.htm)
( Fotos: www.auniao.com e www.zedoqueijo.com.br )
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Por: Cacá Araújo.
Nota do Blog do Crato:.
NOTA À SOCIEDADE SOBRE A ESCOLHA DE DOM LUIS CAPPIO COMO “JUDAS” PELA FUNDAÇÃO DO FOLCLORE MESTRE ELOI, NO CRATO-CEARÁ
Pesquisando sobre a origem da brincadeira do Judas, vimos que sua existência é secular. É, poder-se-ia dizer, uma tradição. Como tem sido, na região chamada de Nordeste e no estado chamado Ceará, uma tradição os papangus, os caretas, a queimação mesmo do Judas — dentre tantas outras manifestações culturais que têm lugar quando da Semana Santa. O que, contudo, nos chamou deveras a atenção, foi a forma como Dom Luis Cappio, Bispo da Diocese de Barra/BA, foi apresentado nessa enquete — que tem toda uma formalização, transformando a brincadeira em coisa séria: ata de instituição da votação (o chamado “Colégio Eleitoral Brincante”), constituição de uma comissão eleitoral, eleição de membros para essa comissão, eleição dos “candidatos” a Judas e toda uma organização para que a eleição transcorra ao longo de bares, restaurantes, escolas, instituições culturais etc. Diferente dos demais, o nome de Dom Cappio, sendo o primeiro da lista, merece não uma ou duas frases, como a maioria dos “candidatos”: são quase 10 linhas de digressão, nas quais se o acusa de: “ser contra a Transposição do Rio São Francisco, fazendo, inclusive, greve de fome, atitude tresloucada que revela a dimensão da mesquinharia dos seguidores do finado baiano egoísta, criminoso e corrupto, Antonio Carlos Magalhães, e dos políticos tucanos paulistas e do DEMo, que não escondem seu ódio pela população do Nordeste. A transposição beneficiará o crescimento econômico e a sobrevivência de milhares de nordestinos, principalmente do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Dom Luiz parece não ter aprendido a lição de Cristo, que pregava a divisão do pão. Dividamos, pois, a água, ‘para que todos tenham vida’”.
E para que se tenha uma idéia mais precisa da lista em que consta Dom Luis Cappio, ele se encontra em meio ao: Trem Cariri, Estuprador, Bush, Cartão Corporativo, Fernandinho Beira-Mar, Drogas, Hitler, Ingratidão e Salário Mínimo — num misto de coisas, sentimentos e pessoas que, a princípio, nos soa no mínimo incoerente. Deveríamos, talvez, nos perguntar o porquê de Dom Cappio ser o escolhido para Judas entre vários personagens da história mundial, antigos déspotas e grande malfeitores da humanidade: o que está por trás dessa proposta direcionada exatamente contra um bispo no Nordeste, grande conhecedor da realidade onde é pastor, há tantos anos?… A despeito das informações equivocadas, tanto sobre o ato quanto sobre o próprio bispo e, mesmo, sobre o objetivo da transposição (que não é, nem nunca foi — e dificilmente será o de “dividir água para que todos tenham vida”), surpreendeu-nos a campanha explícita no discurso da enquete contra a figura de Dom Luis Cappio.
Vale dizer: contra os que são contrários ao projeto de transposição — como se, reflitamos, fossem os sujeitos do Blog do Crato e dessa brincadeira detentores de “verdade absoluta” sobre o projeto de transposição, sobre Dom Cappio, sobre o Nordeste, sobre o Ceará… enfim. E aqui nos posicionamos, uma vez mais, não só contra o projeto de transposição, mas contra todo o tipo de intolerância. Contra o projeto porque a nós ele nos parece o absurdo — já que não intenta de forma alguma a solução para os problemas da chamada seca, mas tão somente a concentração de renda nas mãos de quem já a detém. Contra a intolerância porque ela, sim, é o germe que impossibilita a convivência pacífica entre os povos, provoca o ódio, a guerra, a destruição (palavras que retiramos da própria enquete, num outro trecho do seu texto). Lamentamos, assim, que uma tradição tão bonita quanto a dos brincantes no Cariri se aproveite dessa ocasião para perpetrar a intolerância. Nunca é demais lembrar o papel do discurso para a construção de uma sociedade democrática — que é outro pleito, nos parece, apresentado na própria enquete.
Nesse sentido, repudiamos não a brincadeira, mas o discurso construído em torno da figura de Dom Luis Cappio — ao qual reputamos o maior respeito e a maior gratidão pelo gesto desinteressado e evangélico em favor das populações e do Rio São Francisco! Repudiamos, assim a intolerância, o preconceito, o autoritarismo contido nesta enquete, sua manipulação, seu resultado! Ao mesmo tempo, solidarizamo-nos com todas as pessoas, da cidade do Crato, do
Cariri e de outras regiões do Ceará e do Brasil, que se indignam com esse tipo de arbitrariedade. E dispomo-nos, por fim, ao debate, em qualquer momento, para discutir o projeto de transposição, o modelo de desenvolvimento a que ele está vinculado, as nefastas conseqüências que ele trará — respeitosamente.
FRENTE CEARENSE POR UMA NOVA CULTURA DA ÁGUA E CONTRA A
TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO:
· Associação Missão Tremembé
· Cáritas Brasileira Regional Ceará
· Comissão Pastoral da Terra – CPT/CE
· Conselho Pastoral dos Pescadores – CPP/CE
· Esplar
· Fórum Cearense de Mulheres– FCM
· Fórum em Defesa da Zona Costeira do Ceará
· Instituto da Memória do Povo Cearense – IMOPEC
· Instituto Terramar
· Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB/CE
· Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST/CE
e FÓRUM CEARENSE PELA VIDA NO SEMI-ÁRIDO
Fortaleza, 14 de março de 2008
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Nota do Blog do Crato:
O Blog do Crato se exime de quaisquer responsabilidades ao publicar matérias que defendam interesses contraditórios como esses aí acima. Creio que numa democracia, deve-se dar oportunidades a todos os lados de uma questão. portanto, quero salientar que não aceitaremos ser atacados e inclusos na lista de qualquer lado, porque nossa função é simplesmente publicar uma notícia. Ao realizar a referida enquete, a pedido da fundação “Mestre Elói”, o Blog do Crato realizou uma tarefa de expor à sociedade Cratense a possibilidade de votações em “N” candidatos. Havia muitas escolhas. O povo votou em Dom Cappio. Não adianta culpar a chuva por falta de guarda-chuva, nem a feira ruim pelo fato de ser cego. As opções estavam lá, e se alguém pode ter alguma culpa na votação, são exatamente aqueles que votaram, ou seja, o povo, o mesmo povo que escolheu “Soltem Barrabás”. Portanto, estamos pubicando essa nota fornecida pela “Frente Cearense por uma nova Cultura da Água”, mas fazendo a devida ressalva de que o Blog cumpre o papel de divulgar as matérias pertinentes a todos os lados. Não culpem o jornal pela notícia. Procurem a fundação Mestre Elói que foi quem promoveu e realizou a enquete.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça – Blog do Crato
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Conta-se nos livros de história que os colonizadores europeus ao chegarem em Seattle ( estado de Washington – USA ), descobriam uma região que chovia tanto, mas tanto, que as suas mulheres, desesperadas com tanta chuva, chegaram a rasgar as suas vestes em desespero e em pranto.
Com as chuvas contínuas que caem aqui no Crato, chuva de trovões e relâmpagos o dia inteiro, ou sem hora pra começar e terminar , fica até difícil de se trabalhar com qualquer aparelho eletrônico. Lá vem os trovões, desliga-se tudo. Quando veremos a luz do sol novamente ???
Termino esta breve nota com a letra de Catulo da Paixão Cearense:
SÚPLICA CEARENSE
Oh! Deus, perdoe este pobre coitadoQue de joelhos rezou um bocadoPedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o senhor se zangouE só por isso o sol se arretirouFazendo cair toda chuva que há Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinhoPedir pra chover, mas chover de mansinhoPra ver se nascia uma planta no chão Meu Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,Eu acho que a culpa foiDesse pobre que nem sabe fazer oração Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de águaE ter-lhe pedido cheinho de mágoaPro sol inclemente se arretirar Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o invernoDesculpe eu pedir para acabar com o infernoQue sempre queimou o meu Ceará
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Será na sexta-feira dia 28 de março do corrente,na sede do Instituto Cultural do Cariri – ICC, na Praça Filemon Teles, em frente ao Parque de Exposições, em Crato, o lançamento do livro RÉSTIAS DO TEMPO, de Geraldo Ananias Pinheiro, caririense radicado em Brasília. A apresentação do livro é de Emerson Monteiro.
Réstias do Tempo
Geraldo Ananias Pinheiro
Geraldo Ananias empreende este feliz retorno aos mesmos páramos que lhe inspiraram na formação de sua personalidade agradável, vitoriosa, de pai dedicado, profissional competente, homem precursor de idéias e gestos partilhados. É possível que o tabuleiro que aqui põe em movimento nem exista mais no mundo tangível, vez que as existências passam constantes, no estágio atual das vidas. Contudo reconstitui o caleidoscópio que conhece e guarda nos refolhos mais íntimos, e, de acréscimo, transmite em moldes suficientes para cativar os que leiam. Vamos, pois, adentrar o circo animado das histórias de Geraldo Ananias com a certeza de boas reflexões e momentos profícuos, tangidos pela mão de escritor que sabe do mérito de democratizar a legenda de sua vida pronta a ser conhecida pelos demais.Editado por THESAURUS, 2008, 1a edição, 245 páginas, ISBN 9788570627117

Materia sobre a exposição intinerante de Luiz Gonzaga que sera apresentada aqui em Brasilia.
Cartaz e equipe reunida para ultimos detalhes. Espero ver publicada no blog para todos os que acessão aqui da capital federal possam ir prestigiar.
Erlon Teles
Brasilia-DF
A UGT¨- União Geral dos Trabalhadores, e a Câmara dos Deputados, realizarão a partir de 25 de março de 2008 no espaço do Servidor Público da Câmara dos Deputados, a exposição “ 60 anos de Baião – Tributo a Gonzagão “. Com a presença de “ Os Gonzagas “, grupo formado por Chiquinha Gonzaga ( 82 anos, irmã do Gonzagão),Daniel ( filho de Gonzaguinha ), e os sobrinhos Sérgio e Joquinha, serão mostradas 300 peças inéditas, que pertenceram ao Rei do Baião, e fazem parte do acervo da Fundação Vovô Januário presidida por Reginaldo Silva. Elmano Rodrigues Pinheiro.
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Comunicação Aliança Francesa – PE18/03/2008 – 16:10
Público encanta-se com manifestações em torno do lançamento de Pernambucana
Raquel do Monte
ENTRETENIMENTO: Imagens e perguntas para que os leitores do Blog usem a imaginação e respondam: Na imagem Jesus está com um olho aberto e outro fechado, artimanha do fotógrafo; As perguntas são: Jesus está vivo ou morto? Como seria se Jesus Nascesse hoje, em pleno 2008? O mal na expressão do Careta Verde é necessário para que se discirna o bem? Existe um Judas dentro nós?
As perguntam podem ser respondida aleatoriamente, parcialmente, ou em uma por todas. O objetivo deste post é puro entretenimento. Vamos lá?
Fotos; Pachelly Jamacaru
“Direito Reservados”
A Prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico informa que a Lojas Americanas, empresa de atuação nacional em breve estará instalada no Município. Atualmente, a empresa já deu início às obras de reforma do prédio onde funcionará a mais nova filial da empresa, no Crato, na Rua Santos Dumont (frente) com saída na Rua José Carvalho. A instalação das Lojas Americanas em Crato é fruto da atuação da administração municipal em trazer novos investimentos para a cidade. Esses investimentos visam gerar mais emprego e renda para a população trabalhadora cratense.
DESENVOLVIMENTO ECONOMICO
Lojas Americanas devem se instalar neste primeiro semestre em Crato.
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Matéria publicada originalmente no Blog – O Democrato – Por George Macário.
Editada para publicação no Blog do Crato por Dihelson Mendonça
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Olá, Amigos,
Recomendo esse filme/documentário fantástico, que mostra verdades que muitos de nós já sabem, mas ignoram no dia-a-dia. O segredo é algo ao mesmo tempo tão simples, e que mostra que “o mundo se abre para deixar passar todo aquele que sabe para onde vai”. Definitivamente, vale a pena!
SINOPSE
Ao longo da existência da humanidade, um grande segredo foi protegido a ferro e fogo. Homens e mulheres extraordinários o descobriram e não só alcançaram feitos incríveis como também mudaram o curso de nossa história. Platão, Da Vinci, Galileu, Thomas Edison, Beethoven, Napoleão, Abraham Lincoln e Einstein foram alguns dos grandes homens que controlavam a força desse mistério. E agora, após milhares de anos, o Segredo será revelado para todo o mundo! Confira nesta superprodução histórias reais e incríveis testemunhos de pessoas comuns que transformaram profundamente suas vidas.
Como? O Segredo lhe contará tudo!
FICHA TÉCNICA
Ano de produção: 2006
País de produção: Austrália
Diretor: Drew Heriot
Produtora Executiva/Criadora: Rhonda Byrne
Produtor: Paul Harrington
Duração: 92 minutos
Exibição: Digital
Classificação: Livre
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OS FURACÕES DO CRATO
Se os homens escolhidos pelos cratenses tivessem coragem e disposição para enfrentar o trabalho árduo, hoje estaríamos numa posição bem elevada e não enfrentaríamos esse descaso que estamos vendo agora.
Por isso, recordamos o nosso saudoso pai, Senhor José Esmeraldo, eleito vice-prefeito no final da década de 1950, chegando a assumir o comando administrativo temporariamente por várias vezes, que disse-nos que o povo do Crato ajudava quando o prefeito realizava, mas também ajudava a destruir quando se encontrava com um prefeito apático, desanimado e que pouco realizava. Dizia-nos que isto era uma espécie de revolta do povo, já que não encontrava por parte de prefeitura, nenhuma situação favorável ao desenvolvimento equilibrado.
Atualmente, o povo está desanimado, devido a caturrice do senhor prefeito que teima em permanecer mal assessorado e que prefere trabalhar com pessoas de fora. Não têm amor à terra. Não possui unidade de trabalho, não tem companheirismo; tudo segue ao Deus dará, cada qual puxando brasa para sua sardinha. Não administra com perfeição, não emprega a linguagem acessível ao pensamento do povo. Não pensa no dia de amanhã. Só faz o que for conveniente, só deseja trabalhar para si mesmo, favorecendo alguns bajuladores que vêm de fora. Consideramos esses homens acomodados, visto que não tem interesse em solucionar os problemas da cidade. O povo fica desiludido, sem coragem de enfrentar as dificuldades. Algumas dessas pessoas são tão sem ação pois só se preocupam em fechar escolas, a fim de favorecer os transportes a terceiros; há delas que se dão ao luxo de não fazer nada e viver emburrados, sentados numa cadeira, dizendo grosserias aos contribuintes.
Por isso bradamos insistentemente. Solicitamos, em voz alta, para livrarmos-nos desse quadro sombrio, gritando com todas as forças dos nossos pulmões e com muito amor à terra. Pedimos a esses homens que trabalhem, que tenham coragem. Deixem de lado as armas mortíferas que nos tornam perplexos, desolados, conduzindo para o desespero, já que não vemos esforços desses cidadãos!
É necessário que haja compreensão mútua, afastando de nós o “peleguismo” que contorna o prefeito, levando-nos para o arrefecimento.
E os cratenses não reagem, ficam imóveis, apenas maneando a cabeça, dizendo amém. Agora, citamos a frase do poeta paulista Menotti Del Picchia,: Quietos, dormentes como as águas estagnadas.” Mostram, também, que o Crato está marchando para o abandono político, sem reação, sem lutas, tudo andando vagarosamente . A maior parte desses políticos não vai atrás de solucionar os problemas, deixam tudo correr livremente. Durma com tanto barulho?
Com certeza, não temos representação política nas câmaras alta e baixa do País. Tudo isso causado pela falta de escrúpulos dos políticos, vez que preferem despejar seus votos nos políticos que vêm de fora. Isso consideramos uma traição ao Crato.
Pedro Esmeraldo
Emerson Monteiro
Por causa de uma matéria publicada no Diário do Nordeste em dias do mês de fevereiro, voltou à tona assunto que se repete de tempos em tempos: o jumento e seu abandono nos círculos ambientais desta época automobilista. É que Departamento Estadual de Rodagens estaria recolhendo, em campos de concentração no município de Santa Quitéria, os animais vadios e não ofereceria o alimento necessário à sua sobrevivência, razão pela qual, registrava a reportagem, crise fatal os submetia a sofrimentos e desesperança.
Logo veio ao pensamento a imagem do Padre Antônio Vieira, o escritor cearense que se elegeu advogado dessa espécie de alimária que auxiliara sobremaneira o desenvolvimento do sertão, carregando barro, tijolos, telhas, na construção de açudes, barreiros, estradas, residências, indiferentes ao açoite e aos achincalhes a que se viam submetidos, retribuição da grosseria característica dos rudes e selvagens.
A justificativa infeliz argumenta que ele, o jegue manso dos pecados ocidentais, nada possui no sangue que o engrandeça e credencie como filhote da biologia latino-americana, porquanto veio nas caravelas dos colonizadores para exploração territorial, caminhadas de conquista, extermínio de índios e extração das riquezas originais.
Veio correndo o progresso do petróleo. As velhas e poeirentas sopas das rodovias do passado cederam lugar aos reluzentes automóveis e forçudos caminhões. Nisso, o lombo dos jumentos caiu no desuso. O próprio matuto esqueceu as dificuldades iniciais e cresceu pernas em cima das camionetes de linha.
Tudo indicava que chegaria o sonhado aposento dos muares, que saiam vagando pelas mangas e estradas, jogados ao léu da sorte, desocupados, comendo o que achassem e alheios aos vôos da tecnologia dos asfaltos.
Quem alimentou os avanços dos outros virou só entulho. E de quebra pôs em risco a segurança dos usuários de transportes, em razão da velocidade das máquinas e do abandono a que foi relegado após o ostracismo em que caiu…
De história modesta e sem graça, ainda que detidos para averiguações, os jegues terminam sua longa jornada, que começou no Oriente suntuoso, de jeito melancólico.
De certeza, dos campos em que passeia na eternidade, o Padre Vieira se indigna outra vez perante mais este crime contra o jumento, o qual incluiu na família dos humanos. Antes, se levantou com tamanho furor na sua defesa que conseguiu suspender o morticínio da sanha perversa dos matadouros. Agora, há pouca chance de outros defensores tão dedicados produzirem resultados equivalentes.
Essa espécie dócil, servidora, inofensiva, torna-se, desse modo, símbolo da mesma ingratidão que sofreu o operário fiel da gleba, pau para toda obra e pretexto das soluções apetitosas na boca feudal dos fartos coronéis de barriga cheia.
Muito bom esse texto do Marcelo O. Dantas.
Para entender Paulo Coelho, o mago, é preciso antes conhecer sua encarnação anterior, Dom Paulete, o letrista ― irmão siamês do cantor e compositor Raul Seixas. Eles se conheceram em meados de 1972, em plena era do desbunde, durante uma visita que Raul fez ao jornaleco hippie 2001, editado por Paulo. A química entre os dois malucos-beleza foi imediata. Alguns baseados e viagens intergalácticas mais tarde, estava consolidada uma parceria filosofal, destinada a revolucionar o rock brasileiro. Entre 1973 e 1976, a dupla se provaria o início, o fim e o meio de toda rebeldia.
Juntos, Raul e Paulo gravaram seis LPs, entre eles Krig-ha, Bandolo! (1973) e Gita (1974), que figuram entre os melhores discos já produzidos no Brasil. Algumas canções da dupla, tais como “Al Capone”, “Gita”, “Medo da chuva”, “Como vovó já dizia”, “Tente outra vez”, “Tu és o MDC da minha vida”, “As Minas do Rei Salomão” e “Eu nasci há 10 mil anos atrás”, tornaram-se tão amadas que passaram a fazer parte do patrimônio inconsciente da nação. Havia, sem dúvida, um perfume de magia no ar.
Já de algum tempo dedicado a estudos ocultistas, Paulo introduziu Raul e diversos amigos no credo herético do bruxo inglês Aleister Crowley (1875-1947). Formado no Trinity College, da Universidade de Cambridge, Crowley dominava o grego, o latim e o hebreu; conhecia filosofia e literatura bastante bem; sabia tudo sobre temas esotéricos, e foi um dos primeiros a se aprofundar na tradição mística do Oriente. Em contrapartida, nasceu desprovido de caráter, tendo escolhido para si mesmo o codinome The Beast (A Besta).
Em 1904, enquanto visitava o Egito, Crowley convenceu-se de ter recebido do deus Hórus a incumbência de anunciar o advento de uma Nova Era, regida pelo dogma da “thelema“, termo grego que designa vontade. Em O Livro da Lei, obra escrita por inspiração do filho de Osíris, o novo credo foi sintetizado em dois aforismos:
I. Do what thou wilt shall be the whole of the Law
(Faze o que tenhas vontade ― há de ser a totalidade da Lei)
II. Love is the law, love under will
(Amor é a lei, amor sob vontade)
Segundo Crowley, sua doutrina nada tinha a ver com o primado de desejos inconseqüentes. A Lei de Thelema almejaria conduzir o indivíduo ao encontro de sua “verdadeira vontade”, identificada com a natureza divina e destino espiritual de cada um. Influenciado pela filosofia de Nietzsche, ele via no exercício da vontade a recuperação do homem-heróico, além de um antídoto contra o moralismo castrador da cristandade. Nessa busca, todos os expedientes deviam ser utilizados, a começar pelos experimentos com magia sexual e drogas alucinógenas.
Durante a era hippie, tão cativante pregação fez de Crowley, falecido vinte anos antes do “Summer of love“, figura venerada junto àqueles que julgavam possível fazer a síntese definitiva entre a psicologia junguiana, o livro vermelho de Mao e as profecias de Nostradamus. O líder do Led Zeppelin, Jimmy Page, chegou a comprar uma casa de campo que pertencera ao bruxo, situada às margens do Lago Ness, onde costumava reunir amigos para tomarem todas, descobrirem os segredos do universo e comporem canções.
No Brasil, com a cuca não menos cheia de substâncias exóticas, Paulo Coelho e Raul Seixas decidiram criar um misto de movimento anarquista e comunidade drop-out, a Sociedade Alternativa, que colocaria em prática a utopia ocultista de Crowley. Lançaram-na em grande estilo, com uma irresistível canção-hino.
“Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei! / Da Leeeei!
Viva! / Viva! / Viva a Sociedade Alternativa!”
Durante os shows de Raul, Paulo distribuía o gibi-manifesto A Fundação de Krig-há, no qual a dupla conclamava a rapaziada bicho-grilo a renegar o Monstro Sist e lutar em defesa da imaginação. No palco, após incendiar o público com a “música das esferas”, o roqueiro encerrava a noite com o hino à Sociedade Alternativa. Era a apoteose do delírio. Enquanto as massas cantavam numa só voz o refrão hipnótico, ele pregava a todos o novo credo libertário.
“O número 666 chama-se / Aleister Crowley / Faze o que tu queres / Há de ser tudo da lei / A lei de Thelema / A lei do forte / Essa é a nossa lei / E a alegria do mundo / Todo homem, toda mulher é uma estrela / (Viva / Viva / Viva a Sociedade Alternativa!) / Viva, viva, viva / Viva o Ano Aeon!”
A moçada adorava, vibrava, aplaudia. Mas ninguém cogitava a hipótese de levar aquilo a sério, salvo os trogloditas da repressão militar. Abrutalhados e paranóicos, terminaram confundindo o projeto-pirado de Raul com um núcleo subversivo de protoguerrilheiros. O desastre sobreveio em maio de 74: agentes do Doi-Codi prenderam diversos membros da Sociedade Alternativa e saíram baixando o sarrafo. Dom Paulete, mentor intelectual do grupo, esteve a ponto de virar um desaparecido.
O susto levou a dupla a se exilar por alguns meses, nos EUA, até os ânimos se acalmarem. Voltaram então para o Brasil, tomando de assalto as paradas de sucesso com a imortal “Gita”. Logo em seguida, num drible espetacular à censura, emplacaram o hit “Como vovó já dizia”, um bem-humorado libelo contra a estupidez daquele regime.
“Minha avó já me dizia / Pra eu sair sem me molhar / Mas a chuva é minha amiga / E eu não vou me resfriar / A serpente está na terra / o programa está no ar / A formiga só trabalha porque não sabe cantar / Quem não tem colírio usa óculos escuros / Quem não tem filé, come pão e osso duro / Quem não tem visão, bate a cara contra o muro / É tanta coisa no menu / Que eu nem sei o que comer / José Newton já dizia / Se subiu, tem que descer.”
Semelhante parceria tinha, no entanto, o coeficiente explosivo de uma grande supernova. Seu destino era brilhar forte e depois fenecer. Egos tão gigantescos inevitavelmente terminariam por colidir.
A versão que o escritor Paulo Coelho escolheu contar dessa fase de sua vida não faz jus à realidade. Nas “Palavras Finais” de Veronika Decide Morrer (1998), ele simplesmente ignora a etapa. Já no autobiográfico O Zahir (2005), refere-se ao período ao lado do “cantor” com certo descaso, como se tudo aquilo não tivesse passado de uma grande perda de tempo. Ciúmes, ressentimento, amnésia? Talvez sim, talvez não.
Uma possível pista nos é dada em As Valkírias (1992), onde o autor revela que, no dia 25 de maio de 1974, em diferentes pontos da cidade do Rio de Janeiro, diversos integrantes da Sociedade Alternativa foram surpreendidos por fenômenos macabros, tendo alguns deles estado a ponto de serem tragados por vórtices satânicos de pura maldade. Nenhum jornal chegou a registrar tais incidentes, porém o mago jura ter visto o demo “num redemunho”, em plena sala de jantar.
A narrativa em terceira pessoa começa por esclarecer que os portais do inferno haviam sido abertos pela própria dupla de barbichudos, empenhada em fazer o país inteiro de besta.
“[Sociedade Alternativa] Não era uma música, era um mantra de ritual mágico, com as palavras da Besta do Apocalipse sendo lidas atrás, em tom baixo. Quem cantasse aquela música estaria invocando as forças das Trevas. E todos cantavam.”
Após revelar que o guru da Sociedade Alternativa, Aleister Crowley, concebera um plano mirabolante de dominação mundial que o levara ao extremo de maquinar sua inclusão post mortem na capa do LP Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Paulo Coelho descreve, compungido, o pesadelo que seu antigo self vivenciou, em pleno dia, ao lado da namorada. No apartamento em que os dois moravam, tudo tremia, tudo girava. Objetos ganhavam vida. O mal estava ali.
“Alguma coisa o estava puxando para dentro de um buraco negro que parecia se formar no meio da sala. Começou a ouvir barulhos ― risos, vozes, coisas quebrando. Nunca tinha acontecido aquilo ― nunca! (…) Ele ia morrer ― por tudo o que tinha feito sem acreditar, por tanta gente envolvida sem saber, por tanto mal espalhado sob a forma de bem. (…) Estava no auge do sucesso ― embora poucas pessoas soubessem o seu nome; e dizia que tudo aquilo era fruto dos rituais, dos estudos ocultos, do poder da magia.”
A julgar pelos rituais sugeridos por Crowley em Magick, Líber ABA, Book 4, a turma da Sociedade Alternativa deve ter mesmo aprontado poucas e boas. Muito sangue da lua direto na veia. Muita batmacumba no meio da madrugada. Uma besteirada sem fim. Acabou batendo o revertério, uma bad trip verdadeiramente cavernosa. E, como de praxe em tais ocasiões, a viagem negra de Dom Paulete terminou debaixo de um chuveiro frio, onde ele e a namorada se refugiaram, munidos da palavra de Deus.
“Foi até a estante, e voltou com uma Bíblia. (…) Era fraco, ia morrer, precisava humilhar-se, pedir perdão. O mais importante agora era salvar sua alma. (…) Queremos fazer uma troca. Oferecemos qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa pela salvação de nossas almas. Oferecemos nossas vidas, ou tudo que temos. Aceitai, Senhor.”
Salvo de morte certa e suplício eterno pelo pacto oportuno com El Shaddai ― o Deus de Abraão ―, o autor relata as conseqüências terríveis de sua infausta escolha.
“Sim, houve a troca ― e o castigo veio com toda a severidade. Dois dias depois daquela manhã de 1974, eles eram presos pela polícia política brasileira, acusados de subversão por causa da Sociedade Alternativa. Ficou numa cela escura, igual ao túnel negro que vira em sua sala; foi ameaçado de morte, apanhou, mas era uma troca. Quando saiu, rompeu com o parceiro, e foi expulso do mundo musical por longo tempo. Ninguém lhe dava emprego ― mas era uma troca. Outras pessoas do grupo não tinham feito a troca. Sobreviveram ao “buraco negro”, passaram a chamá-lo de covarde.”
Por detrás da aparente franqueza da narrativa acima, existem imensas inconsistências, nascidas da relação criativa do autor com os fatos de sua vida. É bem possível que o relato da jornada demoníaca de Dom Paulete não passe de fantasia em torno do horror que ele e seus amigos experimentaram nos porões da ditadura. Uma vez libertos, contudo, letrista e cantor mantiveram a parceria. Em 1975, um ano após a suposta entrega de sua alma a Iahweh Sabaoth, Paulo emprestava a um rock visceral de Raul os seguintes versos:
“Me dê um porco vivo pra eu encher a minha pança / Três quilos de alcatra, com moqueca de esperança / Diabo! / O diabo é o pai do rock! / (…) Enquanto Freud explica as coisas, o diabo fica dando os toques.”
Tais versos, conquanto eivados de figuras de linguagem, não ficariam bem em um breviário de missa. Se houve mesmo algum dia a dita viagem negra, ela deve ter ocorrido já no começo de 1976, quando ruiu a parceria dos dois barbichudos. Talvez tenha sido Raul quem mais sofreu com a separação. Sem Paulo ao seu lado, o genial baiano foi definhando, numa lenta e dolorosa agonia pública. Assim, em 21 de agosto de 1989, antes que os canibais-de-cabeça tomassem conta do país, Dom Raulzito se mandou para o além, com sua guitarra a tiracolo. O legado de sua fase áurea, acrescido de alguns clássicos tardios, eternizou-se entre nós.
“Diz que o paraíso já tá cheio, neném / Vou levar um lero com o diabo / Antes que o inferno fique cheio também / Vou rasgar dinheiro, tocar fogo nele / Só pra variar!”
Quanto ao mago, ninguém o perseguiu ou discriminou. Ainda em 1975, Paulo fez-se presente no LP Fruto Proibido, talvez o melhor momento da carreira de Rita Lee. “Esse tal de Roque Enrow”, composição em que uma mãe se queixava ao psicanalista do fascínio de sua filha pelo ritmo das horas, tocou até enjoar nas rádios de Pindorama. No ano seguinte, Paulo tornou a colaborar com a diva no LP Entradas e Bandeiras. O estouro de verdade veio em 1977, com o compacto simples Arrombou a festa, o maior hit do Brasil naquele ano. Em uma letra para lá de malvada, Paulo esculhambava os cardeais da MPB.
“Ai, ai, meu Deus, o que foi que aconteceu / Com a música popular brasileira? / Todos falam sério, todos eles levam a sério / Mas esse sério me parece brincadeira.”
O letrista, contudo, logo mostraria ao mundo que também tinha o seu telhado de vidro. No final da década de 70, contratado pelos tubarões da indústria fonográfica, passou a tratar música feito sabão em pó. Emprestou seus versos a cantores sem talento; ajudou a fabricar o cigano de araque Sidney Magal; fez versões piegas de chatices latinas para Elis Regina; e ainda chegou aos píncaros da venalidade com uma versão totalmente trash de “I Will Survive“, gravada pela divina Vanusa.
“Mas não, não eu / Eu não preciso / Pois aprendi que sem você / Sem seu amor, eu sobrevivo / Tenho sonhos pra sonhar / Tenho tanto amor pra dar / E eu sobrevivo, eu sobrevivo! / Hei! Hei!”
Se, depois disso, despediram Paulo Coelho, expulsaram-no das festas, trataram-no como indigente e negaram-lhe um pedaço de pão, não se pode alegar que o padecer tenha sido imerecido. Quando um sujeito que ridicularizava sem piedade o sorridente Silvio Santos abre um derivativo do programa Tudo por Dinheiro, todo o Universo conspira em seu desfavor. Viver, como diria um feiticeiro lá de Minas, é muito perigoso. Não se troca impunemente a Lei de Thelema pela Lady Laura.
Na primeira metade dos anos 80, Paulo andou sumido, produziu pouco. A temporada de vacas magras durou sete anos. Para muitos, o antigo parceiro de Raul havia perdido a chama criativa e se tornara uma carta fora do baralho. Foi durante esse período que o futuro mago realizou uma viagem à Europa, na qual encontrou aquele que viria a se tornar seu mentor, o misterioso J., mestre da todo-poderosa e secretíssima Ordem de RAM. A confiar na cronologia de O diário de um mago (1987), seguiram-se quatro anos de intensos estudos até o momento dramático, narrado na abertura do livro, em que Paulo fracassou em seu teste iniciático no Parque de Itatiaia, sendo obrigado a viajar para terras espanholas em busca da ambicionada espada do poder.
O que não se encaixa bem nessa versão é a breve encarnação de Paulo Coelho como especialista em vampiros. Em pleno ano de 1985, o então aprendiz dos mistérios herméticos da Tradição sagrava-se no Riocentro como um dos conferencistas mais festejados da 1ª Feira Esotérica. A revista Veja mencionou o “aplaudidíssimo curso ministrado pelo vampirólogo carioca Paulo Coelho”. O sucesso foi tanto, que lhe valeu um convite da editora ECO para escrever, como principal autor, o ambíguo Manual Prático do Vampirismo (1985).
“É impossível combater de uma maneira eficiente o vampirismo astral. (…) A única maneira com que se pode evitar ser consumido por um vampiro astral é transformando-se também num vampiro. (…) Não existe Bem ou Mal em tal atitude. Trocar energia é uma necessidade do Cosmos. (…) Todos os homens estão divididos apenas em duas categorias: os fracos e os fortes.”
Embora tenha sido breve, o surto vampirista de Paulo levanta suspeitas quanto à adequada observância do seu período de formação como mago, fazendo mesmo que se chegue a duvidar da existência da medieval Ordem de RAM [Regnum Agnus Mundi ― ou, Reino (do) Carneiro do Mundo]. Parece estranho que um adepto, em plena época de seu treinamento, tenha cometido semelhante deslize sem comprometer sua credibilidade como homem digno de ser elevado aos graus superiores do conhecimento.
A magia, sustentam os entendidos, é arte que não deve ser ensinada a quem esteja despreparado. Com ela, vem o poder, e com o poder, as tentações. O aprendiz poderá facilmente converter-se, a exemplo de tantos políticos e tecnocratas brasileiros, em um bruxo renegado, que acabará dominado pelo lado obscuro da Força.
Seria a figura do “mago” mero jogo de cena, mais uma invenção da mente imaginosa do autor? Talvez. E qual o mal disso? Afinal, ninguém precisa do diploma de ocultista para publicar livros que tenham como personagem central um praticante de magia. Obras de ficção devem ser julgadas apenas por sua coerência interna e virtudes literárias.
No caso específico de Paulo Coelho, porém, foi ele mesmo quem fez questão de firmar junto ao público a imagem de um iniciado nos mistérios da arte. A doutrina ocultista é o eixo em torno do qual tudo gira nos seus textos ― cuja legitimidade está fundada numa suposta capacidade do autor em manifestar dons e operar milagres. O diário de um mago (1987) surgiu no cenário editorial brasileiro não como a obra de um simples escritor, mas como o relato “verídico” do herdeiro de uma Tradição e detentor de uma sabedoria. Suas histórias são, antes de tudo, fábulas alinhavadas para servirem de veículo a uma verdade revelada.
Já no relato de sua peregrinação a Santiago de Compostela, Paulo Coelho começa a estruturar uma mensagem de cunho esotérico, com matizes levemente gnósticos, a partir dos conceitos de “Bom Combate”, “Ágape” e “Linguagem dos Sinais”. Mas é com O Alquimista (1988) que sua doutrina ganha forma definitiva. Nessa obra, a proposta de “ir atrás do sonho” ganha contornos de dogma, no individualismo exacerbado da “Lenda Pessoal”.
“É aquilo que você sempre desejou fazer. Todas as pessoas, no começo da juventude, sabem qual a sua Lenda Pessoal. (…) Seja você quem for ou o que faça, quando quer com vontade alguma coisa, é porque esse desejo nasceu na alma do Universo. É sua missão na Terra. (…) Cumprir sua Lenda Pessoal é a única obrigação dos homens. Tudo é uma coisa só.”
A fidelidade de Paulo Coelho ao mote de Aleister Crowley ― “Faze o que tenhas vontade” ― seria comovente não estivesse tão incomodamente velada. O mago talvez tenha abandonado os rituais sugeridos por seu antigo guru e buscado aproximar-se de outras tradições místicas. Mas o “Hocus Pocus” filosófico da Besta inglesa ficou de tal modo entranhado em sua mente, que acabou sendo reprocessado de forma talvez inconsciente.
Lendo com atenção a obra do mago tem-se a impressão de que a única coisa que estudou na vida foram os escritos de Crowley. Sob o verniz alquímico de seus ensinamentos, persistem as antigas idéias ocultistas. Mesmo quando tenta ser gnóstico, apoiando-se em interpretações fantasiosas da doutrina sola fide (justificação pela fé) do apóstolo São Paulo, o mago se mostra apenas um antinomista de ocasião, incapaz de libertar-se do jugo da carne e dos apelos da matéria. A Lenda Pessoal é a Verdadeira Vontade, e somente através dela o homem poderá encontrar “Ágape”, o “Amor sob vontade”.
O mago se distancia do credo anárquico da Sociedade Alternativa mais pela renúncia ao bom humor dos velhos tempos do que por uma revisão profunda de suas convicções. Dom Paulete desafiava a caretice dos anos de chumbo propondo que os desejos e quereres (todos eles) fossem vividos com alegria e liberdade. Paulo Coelho, o escritor, abandona essa dispersão hippie, e propõe uma vontade única, a serviço do desejo individual. Ela é boa em si mesma e por si só. Quanto mais intensa, mais legítima ― mais próxima da “Alma do Mundo”. Logo, destinada a cumprir-se.
“E quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize seu desejo.”
O que Paulo prega é a concentração da vontade, eliminando-se qualquer empecilho ao seu cumprimento. Semelhante foco tornaria a vontade tão irresistível quanto uma lei da natureza. Ora, estamos diante de um postulado ocultista. O mago se limita a omitir a necessária “energização” da Lenda Pessoal, mediante a ação ritual dos encantamentos adequados. Segundo sua doutrina, a vontade é uma força tão pura e positiva, que chega a estar imbuída de sacralidade. De fato, o autor eleva o desejo juvenil ao plano de um ato de fé, capaz de abrir ao fiel as portas do Absoluto.
A doutrina de Paulo Coelho atua em freqüências complementares. À primeira vista, irradia uma aura de bondade. O caminho do espírito é belo e gratificante. Cada vez mais pessoas seguirão os seus sonhos e o Bem triunfará ― pois ele nada mais é que o somatório dos bens acumulados por aqueles que seguem a sua Lenda Pessoal. No entanto, em um plano subliminar, essa mensagem atua sobre o lado obscuro do ser, insuflando o ego do leitor, entorpecendo seu espírito crítico, dando-lhe carta branca para agir apenas em benefício próprio. É a lei do lobo em pele de cordeiro. Um hedonismo radical, travestido de metafísica do egoísmo. De acordo com esse credo narcísico, a essência do homem reside na sua vontade: todo desejo é bom e saudável, e o que se quer é exatamente aquilo que se deve ter.
Desde a publicação de O Alquimista (1988), nada de essencialmente novo surgiu na doutrina do mago. O autor parece convencido de que encontrou a pedra filosofal com sua mistura exitosa de conhecimento epidérmico, espiritualidade de butique e erotismo gratuito. Em A Bruxa de Portobello (2006), a protagonista Athena desenvolve poderes mediúnicos e passa a estar em permanente contato com “a centelha da mãe”. Decide então pedir à sua discípula Andrea que invente um novo ritual.
“Ela continuou a despir-se. A blusa, a calça jeans, o sutiã ― reparei em seus seios, os mais belos que tinha visto até então. Finalmente tirou a calcinha. E ali estava, oferecendo-me sua nudez.
― Abençoe-me ― disse Athena.”
É a espiritualidade Sexy Hot, que um dia abrirá caminho para as núpcias alquímicas no Playboy Channel. Semelhante fórmula vem se repetindo nos livros do mago, sem que o público mundial dê sinal de cansaço. Mas, no Brasil, onde tudo começou, as redundâncias doutrinárias e o erotismo suburbano de A Bruxa de Portobello (2006) foram recebidos com frieza. Estaria a curva de sucesso do escritor próxima a um ponto de inflexão? Seria sua 11ª narrativa longa a marca do excesso, na total ausência de renovação?
Talvez. Onze é o número do mago. Sua via-crúcis iniciática ao longo do Caminho de Santiago tem onze estações, marcadas pelas onze práticas de RAM. Na iniciação de Brida, a jovem feiticeira faz uma viagem astral por onze esferas, onde visita os onze templos da Tradição. Veronika (com “k”, letra cujo número na gematria cabalística é onze) decide morrer no dia 11 de novembro. O demônio tenta comprar a alma da senhorita Prym com onze barras de ouro. E o tempo do ato sexual coelheano abandona a marca estabelecida por Irving Wallace para situar-se em exatos onze minutos. Onze é também o número mínimo da médium megalômana Athena, que logo à primeira tentativa encarna o espírito de Hagia Sophia, a Santa Sabedoria. A fixação de Paulo Coelho com a ruptura da dezena vem diretamente de O Livro da Lei, onde a Besta do Apocalipse anuncia, no aforismo 60:
“My number is 11″
(O meu número é onze)
Trata-se, na doutrina de Aleister Crowley, do número da renovação, da dualidade e do poder. Não por acaso, em As Valkírias (1992), a líder das meninas explica:
“Preparo o caminho. (.) Temos que dar onze voltas no deserto, passar onze vezes pelos mesmos lugares, repetir onze vezes as mesmas coisas. Foi tudo que me disseram para fazer.”
A primeira cena desse livro se passa no começo de 1988, quando Paulo apresenta a seu mestre o manuscrito de O Alquimista, ainda inédito. J. (que se hospeda no 11º andar de um hotel) insta-o então a buscar o seu anjo da guarda e aprender a conversar com ele, para “quebrar a maldição” de estar sempre destruindo aquilo que mais ama: o sucesso.
O anjo da guarda mencionado pelo mestre do mago pouco tem em comum com a legião de protetores comandada pelo Arcanjo Rafael. Sua origem está no Livro da Magia Sagrada de Abramelin, o Mago, manual escrito pelo cabalista medieval Abraham de Worms, cuja edição inglesa, de princípios do século XX, foi prefaciada por Aleister Crowley. Nesse volume, o diálogo com o santo anjo guardião é alardeado como técnica que dotará o iniciado de controle sobre os espíritos inferiores e forças materiais. A confissão-com-ficção de Paulo Coelho chega a tais extremos de logro, que o autor jura haver renunciado a seu antigo ídolo, enquanto faz chegar ao público um livro 100% escarlate, verdadeira quintessência do conceito moderno do “besta-seller”.
“Os portões do Paraíso foram abertos de novo ― disse. ― Deus afastou o anjo que estava na porta, com a espada de fogo. Por algum tempo, ninguém sabe exatamente quanto, qualquer um pode entrar desde que perceba que os portões estão abertos.”
Só pode mesmo ter sido isso. Deus afastou o anjo que estava com uma espada de fogo na porta da Academia Brasileira de Letras, e o mago entrou de fininho. Paulo Coelho não quer fazer literatura. Sua prioridade é vender livros. Movido pelas estatísticas da moderna indústria editorial, ele convenceu-se de que o grande público gosta mesmo é de seu ocultismo açucarado, com tramas banais e finais miraculosos. Tal como o Dr. Igor, de Veronika Decide Morrer (1998), que manipula seus pacientes com furor demiúrgico, assim o mago contenta-se em iludir leitores, vendendo-lhes gato por lebre.
“A fé não é um desejo. A fé é uma Vontade. Desejos sempre são coisas para serem preenchidas. Vontade é uma força. Vontade muda o espaço à nossa volta. Mas, para isso, é necessário Desejo!”
Ao publicar seu 11º romance, o mago, qual a serpente Ouroboros, faz a volta completa e retorna ao ponto onde tudo começou. Suas palavras soam, enfim, como Aleister Crowley em estado puro. Mais fiel ao mestre, impossível. Nascido em outubro de 1875, o bruxo inglês julgava ser a reencarnação do ocultista Eliphas Lévi, falecido em maio desse mesmo ano. Paulo Coelho, nascido em 1947, ano da morte de Crowley, parece estar se tornando o herdeiro espiritual de ambos.
Esse retorno às origens revela, contudo, um homem mudado. Dom Paulete, o moleque maravilhoso, letrista de mão cheia, já não existe. A irreverência e bom humor de antanho sumiram. Sua alma conturbada, antes tão criativa, parece haver sido consumida pelo brilho falso do Monstro Sist.
Nota
Texto originalmente publicado na revista Piauí de fevereiro de 2008
By Tiago Viana™ .

E aqui está o “mapa” de como chegar até lá…
O.B.S – da próxima vez, Dedê, envie as fotos como fotos em anexo, fica mais legível e de melhor qualidade. Parabéns pelo evento!
Dihelson Mendonça
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Por muitos anos a população do Crato clamou às autoridades politicas um cuidado maior com o Sitio Fundão. Por ser uma área preservada, resquicios de mata atlântica, uma floresta praticamente na zona urbana da cidade, entre outros motivos.
Pois bem; o Dr. André Barreto, após muito trabalho de convencimento, após várias viagens à Brasilia, enfim, conseguiu o intento do povo cratense. A área do Sitio FundãO(94 HA APROXIMADAMENTE), FOI DECRETADA “àrea de interesse social para desapropriação”. O o DECRETO ESTADUAL foi assinado pelo Governador Cid Gomes e publicado no Diario Oficial em 11 de fevereiro de 2008. Num evento lá no sítio Fundão, sábado dia 15/03/2008, o Dr. André Barreto reuniu-se com a família do seu Jefferson da Franca Alencar, herdeiros do Sítio. Lá estavam também políticos, professores, lideres comunitários, representantes da URCA, da Sociedade Civil, entidades de classe, a imprensa(TV CIDADE, VERDES MARES, RADIOS AM E FM, jornais), estudantes, artistas, trilheiros, professores e, num ato simbólico, fez a comunicação oficial do decreto. Iremos produzir um video sobre o evento.
Por: Wilton Dedê
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RAUL REYES, O HERÓI ASSASSINADO PELO FASCISMO COLOMBIANO
Por – João Ludgero – Geógrafo – Especialista em Geopolítica e Direito Ambiental
Cansado das mentiras e dos absurdos dos que escrevem para justificar a lógica do capitalismo e perpetuação do poder mundial por parte dos EUA, fazendo valer o jargão de Truman A AMÉRICA PARA OS AMERICANOS, publico este belíssimo texto do Jornalista Miguel Urbano Rodrigues, que é esclarecedor. Após analisá-lo me lembrei de FHC – PSDB, que iria alugar a Base de Alcântara no Maranhão para o exército dos EUA. Vixe ! O bicho é mais entreguista do que Uribe.
O governo de Álvaro Uribe assassinou na madrugada de sábado (1/3), em território do Equador, o comandante Raul Reyes das FARC numa operação concebida e executada com o apoio dos EUA.
A notícia foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa de Uribe num comunicado triunfalista que deturpa grosseiramente os acontecimentos, ocultando o caráter criminoso da ação terrorista.
Segundo Juan Manuel Santos, Raul Reyes teria sido abatido num acampamento situado no Equador a 1.800 metros da fronteira durante um bombardeio realizado pela Força Aérea do seu país a partir de território colombiano, para “não violar a soberania” dos países vizinhos. Mas logo esclarece que, posteriormente, tropas do exército atravessaram a fronteira para recolher o corpo de Raul Reyes e trazê-lo para Bogotá, afim de evitar que os guerrilheiros das FARC o sepultassem.
A nota do ministro apresenta assim, pelo absurdo, um toque surrealista. É inimaginável que qualquer avião possa despejar bombas sobre um acampamento, encontrando-se a quase dois quilômetros de distância. E grotesco que essa mentira seja seguida da confissão de que, afinal, forças do exército colombiano violaram pouco depois a soberania equatoriana. As coisas passaram-se de outra maneira.
Através de satélites norte-americanos, Uribe teve conhecimento da presença de um grupo de guerrilheiros das FARC do lado equatoriano do Departamento Colombiano Amazônico do Putumayo.
Bogotá soube através de delação que Raul Reyes se encontrava no local. O dirigente revolucionário tinha a cabeça a prêmio, vivo ou morto, por 2,7 milhões de dólares. A denúncia foi paga e aviões Super Tucan da Força Aérea – a mais poderosa e bem equipada da América Latina – despejaram uma chuva de bombas sobre o acampamento. No criminoso ataque de pirataria aérea morreram, além de Reyes, o cantor revolucionário Julian Conrado (o grande artista da rádio clandestina Voz de la Resistência) e 16 guerrilheiros. Foram massacrados enquanto dormiam, em condições ainda mal conhecidas.
Uribe, ao receber a notícia, felicitou a Força Aérea e o corpo de Reyes, mutilado pela metralha, foi levado para Bogotá. Logo fotografias do cadáver ensanguentado do herói apareceram em televisões e jornais de dezenas de países. Quase o mesmo ritual macabro que envolveu o assassinato do Che em 1967.
Os bastidores do crime
O atentado terrorista ocorre num momento em que a campanha para a libertação da franco-colombiana Ingrid Bettancourt inspira as manchetes da chamada grande imprensa internacional. Nunca se mentiu tanto sobre a realidade colombiana como nestes dias em que, a pretexto do sofrimento da ex-candidata à Presidência, as FARC são alvo de uma montanha de calúnias.
Um dia ficará evidente que no debate em torno do intercâmbio humanitária, as FARC atuaram sempre com transparência e autenticidade revolucionária, movidas por um objetivo humanista e Uribe com hipocrisia e intenções inconfessáveis.
Correspondendo a insistentes apelos de Hugo Chavéz e da senadora Piedad Córdoba, as FARC decidiram numa primeira fase libertar unilateralmente Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo Perdomo. A operação foi aliás adiada por alguns dias porque Uribe intensificou a concentração de tropas na área onde presumivelmente ambas deveriam ser entregues à Cruz Vermelha Internacional e transportadas para Caracas em helicópteros venezuelanos.
As FARC estavam conscientes dos enormes riscos que a operação envolvia. Só quem conhece a geografia da Colômbia – um país com 1.140.000 quilômetros quadrados e 45 milhões de habitantes, sulcado por três cordilheiras, rios gigantescos e em grande parte coberto pela densa floresta amazônica – pode avaliar o que significou conduzir as duas mulheres do desconhecido acampamento em que se encontravam até o Departamento do Guaviare, perto da fronteira venezuelana. É útil, aliás, recordar que o exército colombiano violou o compromisso de cessar fogo e começou a bombardear o local uma hora após os helicópteros terem levantado vôo.
Os satélites americanos transmitiram obviamente a Bogotá minuciosas informações sobre o percurso seguido pelo comando guerrilheiro incumbido de entregar Clara e Consuelo à Cruz Vermelha.
Insistiram posteriormente as FARC pela desmilitarização dos municípios de Pradera e Florida como condição indispensável ao intercâmbio humanitário, exigido pelo povo colombiano – operação que previa a troca de 40 reféns em poder das FARC – entre os quais Ingrid Bettancourt – por 500 guerrilheiros encarcerados em presídios do governo.
Uribe negou-se a atender todas as propostas internacionais recebidas com o objetivo de se chegar a um acordo que permitisse a troca. Não obstante essa atitude intransigente do presidente neofascista da Colômbia, as FARC, correspondendo a um novo apelo de Hugo Chavez, tomaram a decisão de libertar, também em gesto unilateral, quatro deputados em seu poder.
Mais uma vez a operação foi adiada porque o Exército, nas vésperas da data prevista, mobilizou poderosas forças, concentrando-as nos Departamentos do Caquetá, do Meta e do Guaviare, onde as FARC estão bem implantadas, e por onde, presumivelmente, os parlamentares poderiam passar.
Era duplo o objetivo dessa iniciativa. Se houvesse um choque direto, Uribe responsabilizaria as FARC pela morte dos deputados. Simultaneamente, os aviões espiões, equipados com uma tecnologia que Washington somente proporciona a Israel, estiveram ativíssimos.
Os satélites americanos transmitiram informações valiosas a Bogotá. Mas as FARC cumpriram, mais uma vez, o que não impediu uma intensificação da campanha pró-libertação imediata de Ingrid Bettancourt. Essa exigência era, nas condições existentes, de impossível concretização. Uma mulher fragilizada, doente, não podia em hipótese alguma caminhar durante dias através de regiões selváticas, onde as tropas colombianas poderiam interceptar o comando por ela responsável.
Renovaram portanto as FARC a sua proposta para desmilitarização de Pradera e Florida, sem a qual o intercâmbio humanitário é inviável.
O herói caído em combate
O comandante Raul Reyes era, depois de Manuel Marulanda, o membro mais destacado do Secretariado e do Estado-maior Central das FARC. Revolucionário desde a juventude, tinha atualmente 60 anos e travou as primeiras lutas políticas como sindicalista. Elas foram uma iniciação para outras batalhas. Há mais de trinta anos, Luís Edgar Devia embrenhou-se nas montanhas, aderiu às FARC e tornou-se Raul Reyes.
Conheci-o em maio de 2001. Recebi um convite para passar algumas semanas no seu acampamento, próximo de San Vicente del Caguan, capital da então Zona Desmilitarizada. Aceitei com prazer.
Raul Reyes não impressionava pela aparência física. Baixo, levemente grisalho, tinha um timbre de voz suave. Mas logo na primeira noite, após o jantar, quando conversamos no seu posto de comando – um austero escritório, com uma mesa e duas cadeiras, instalado sob uma tenda oculta pelas altas copas da mata amazônica – percebi que aquele guerrilheiro frágil era uma personalidade excepcional. Falamos do mundo em crise antes de me oferecer livros e documentação como prólogo indispensável à abordagem da luta das FARC.
Era o responsável pelas conversações de paz que transcorriam nessas semanas no vilarejo de Los Pozos com os representantes do governo do presidente Pastrana.
Corriam então os tempos em que Pastrana saudava Manuel Marulanda com abraços de Judas, dias em que vi embaixadores de países da União Européia a disputar as palavras e o sorriso do legendário Tirofijo, comandante supremo das FARC.
Viajei com Reyes para La Macarena, onde as FARC libertaram unilateralmente 304 soldados e policiais, prisioneiros de guerra, e tive o privilégio de manter com ele, nas madrugadas mornas da floresta, longos diálogos sobre a sua organização revolucionária, a América Latina e a estratégia do imperialismo estadunidense, o grande inimigo da humanidade. E também sobre a vida.
Escrevi no próprio acampamento artigos para o “Avante!” sobre os combatentes das FARC e uma entrevista também publicada pelo órgão do PCP [Partido Comunista Português].
A atmosfera tinha algo de irreal, porque os próprios textos eram transmitidos pela secretária de Raul para um destinatário que depois os encaminhava ao jornal. A Internet, paradoxalmente, podia funcionar como instrumento a serviço de uma guerrilha revolucionária. Para honra e proveito meu, Raul Reyes manteve o contato comigo. Com freqüência recebia mensagens suas, por intermédio de comandantes amigos, por vezes agradecendo artigos que publicara sobre a luta das FARC.
Recordo que pouco antes do sequestro no Equador do comandante Simon Trinidad – depois entregue por Uribe aos EUA – sugeriu que voltasse à selva colombiana. O projeto foi então a pique porque a fronteira equatoriana se havia tornado muito insegura.
Até ao seu último dia, Reyes foi a voz das FARC no diálogo destas com o mundo. Mas o comandante guerrilheiro, incumbido de incontáveis tarefas, encontrava ainda tempo para escrever artigos, alguns sobre complexas questões ideológicas, para a revista Resistência, órgão internacional das FARC, e para dar entrevistas a jornais da Europa, da América Latina, dos EUA. Nelas o saber e a firmeza do comunista de têmpera tinham como complemento harmonioso a cultura do intelectual humanista.
Uribe festeja agora a morte do combatente que, nas palavras de homenagem de Jaime Caicedo, o secretário-geral do Partido Comunista Colombiano, foi um revolucionário exemplar que “entregou a vida pela causa em que acreditava”.
O triunfalismo do presidente neofascista da Colômbia que financiou o paramilitarismo quando governador de Antioquia e tem o seu nome na lista dos narcotraficantes elaborada pela Drug Enforcement Agency dos EUA, mas é hoje o melhor aliado de Bush no Continente, não tem o poder de fazer História.
A passagem pela presidência dos seus países de Uribe e de Bush deixará apenas memória de atos sombrios e de crimes contra a humanidade. A Marcha Contra o Paramilitarismo e pela Paz na Colômbia, a realizar-se no dia 6 de março na Colômbia e em diferentes capitais da Europa e da América Latina, assume também agora o significado de uma homenagem póstuma a Raul Reyes. A solidariedade com aqueles que se batem e morrem por uma Colômbia democrática e progressista é, mais do que nunca necessária.
Raul Reyes entra ao desaparecer, assassinado, no panteão dos heróis da América Latina. Como Sucre, como Bolívar, como Artigas, o Che, Raul Reyes ultrapassa a fronteira da única forma de eternidade possível – dos homens que viveram para servir a humanidade e contribuir para que ela continue.
Saudações Geográficas!
João Ludgero
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Emerson Monteiro
Dado ser espírita e haver lido, há poucos dias, nos “blogs” Cariri Cult e Blog do Crato, nos quais colaboro, um texto de Dihelson Mendonça a propósito do Espiritismo, me vejo na condição de emitir alguns conceitos a propósito deste assunto.
Antes de maiores considerações, vale argüir o direito à liberdade de culto, apanágio das conquistas democráticas da nossa Constituição, o que significa, em leves toques, se respeitar que cada cidadão disponha de liberdade para escolher o credo que melhor lhe responda às questões básicas filosóficas (De onde se vem? Para onde se está indo? E o que estamos fazendo na Terra?). Portanto, trata-se de questão soberana rumo ao despertar de Si mesmo, das outras liberdades e da felicidade, motivo de toda organização geral da vida social.
Tema por demais íntimo, a religiosidade humana chegou, no andar da civilização e da cultura, aos sistemas religiosos que existem, de variadas formas, ao alvedrio das pessoas que a eles se submete, ao nível das tantas compreensões.
Longe de pretender esgotar tão volumoso caldo de cultura, importa dizer que o mito religioso acompanha os seres humanos desde seus primórdios, analisados através dos primeiros registros pictóricos de caverna detectados e pesquisados.
Caso houvesse, pois, uma resposta definitiva, a saber: um diagnóstico absoluto quanto às escolhas verificadas, se inválidas ou válidas, e nem aqui chegaria a estas teclas. Assim, ao modo como ainda se acham os humanos e sua busca da Verdade, ninguém possui a solução conclusiva, portanto.
Por outro lado, há que se conhecer melhor o Espiritismo de que fala o texto citado.
De início, a palavra Espiritismo passou a existir apenas com a publicação de “O livro dos espíritos”, texto publicado em 18 de abril de 1857, em Paris, França, de autoria do professor Hipollite Leon Denizard Rivail, assinando com o pseudônimo de Allan Kardec. Nesse trabalho, estariam “respondidas todas as perguntas que qualquer cientista de sã consciência faria sobre a vida após a morte”, no dizer dos membros da Sociedade de Ciências de Paris, à ocasião do seu lançamento.
Até essa publicação, inexistiam as palavras Espiritismo e Espírita (havia, sim, Espiritualismo e Espiritualista). Elas foram, só então, criadas pelo Prof. Rivail. Este aspecto demonstra a impropriedade de algumas traduções bíblicas ao afirmar que Moisés condenara o Espiritismo. Tratava-se, isto sim, do mediunismo, função biológica outra, adiante estudada sob o nome de “histerismo” por Sigmund Freud e outros pesquisadores da psiquê.
Depois vieram outras obras de Allan Kardec, quais “O livro dos médiuns” (um tratado clássico da Parapsicologia), “O Evangelho segundo o Espiritismo” (Comentários das máximas morais de Jesus), “A gênese”, “O céu e o inferno”, “O Espiritismo em sua expressão mais simples”, etc., de igual autoria.
Quero informar, a título deste comentário, que o Espiritismo, de passo com a exigência do Positivismo, que permeou o pensamento da segunda metade do século XIX, propõe reunir na sua estrutura doutrinária três abordagens conjuntas: Filosofia, Ciência e Religião. Segundo Allan Kardec, “Fé verdadeira é aquela que pode encarar a Razão face a face em qualquer época da humanidade”. Sua disposição, por isso, é unir a Ciência com a Religião, através do aprofundamento de conceitos e avaliações.
No entanto, com o decorrer da história, não vem tarefa das mais fáceis organizar a informação e que evitar que outras manifestações religiosas utilizem os mesmos termos originais da doutrina para preencher lacunas de denominação que por ventura reclamem palavras correspondentes. Daí, os equívocos que se confundir Espiritismo Cristão, a doutrina kardecista, com outras religiões medianímicas, com ênfase na cultura do Brasil.
Deste modo, em rápidas e despretensiosas pinceladas, amplio o leque de abordagens no que diz respeito a matéria tão vasta, na intenção simples de abrir espaço a uma visão consciente ao se reivindicar um conforto das coisas misteriosas da dor no âmbito da Natureza.
O princípio de tudo isto bem indica a sabedoria e as oportunidades infinitas do vasto universo de perfeição em que nós desenvolvemos o Ser, em cada pessoa por si.
Uma grata surpresa está reservada para quem visitar, durante a Semana Santa, a cidade de Assaré: o excelente estado de conservação e limpeza da igreja-matriz de Nossa Senhora das Dores. O pároco, padre Joaquim Ivo, substituiu os antigos e feios altares de alvenaria por outros, feitos de madeira. Uma beleza! A estátua da padroeira foi recuperada por restaurador especializado. Com a retirada das demãos de tintas – feitas por amadores – descobriram-se na imagem os olhos de vidros, até então encobertos. As novas pinturas – externa e interna – do templo são de muito bom gosto. Padre Ivo serve de exemplo para alguns párocos da diocese de Crato!
Composição: Josilson Lobo Amanheci chorando de sedeE não sei o que fazerPara matar esta saudadeQue eu sinto de você A vida passa, passa tão depressaQue mais parece que tudo terminouPorque tanta rapidezAté a vida não está mas aí Onde está meu caririOnde está meu caririOnde está meu cariri, cariri... Quem sabe um dia tudo volta ao começoPorque tanta solidãoSe a vida não é mais aquelaE você não é mais um cidadão...
Por: Josilson Lobo – Cantor e Compositor Caririense residente em Brasília
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Nota – Faltou o Welton nos dizer qual é o endereço do Blog. Ih!
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Ao Ministério Público Federal
Procuradoria da República no Município de Picos – PI
Picos (PI)
Assunto: Representação (Faz)
Nós, abaixo assinado do Movimento Popular de Apicultores da Grande Picos, vimos através desta representação relatar, denunciar e questionar a situação em que se encontra a nossa atividade e Ao Ministério Público Federal (1)
Procuradoria da República no Município de Picos – PI
Picos (PI)
Assunto: Representação (Faz)
Nós, abaixo assinado do Movimento Popular de Apicultores da Grande Picos, vimos através desta representação relatar, denunciar e questionar a situação em que se encontra a nossa atividade e de modo especifico a vida do apicultor, ao tempo em que solicitamos providencias naquilo que for de competência deste órgão a curto, médio e longo prazo.
Relato:
Nós, apicultores, estamos vivendo na pele uma crise que nos deixa desencantados, decepcionados, desamparados e isolados do acesso a novos créditos do FNE (Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste) e outros créditos por conta da inadimplência, conseqüência de vários problemas, como fenômenos da natureza, queda de preços e perseguições, travando assim o direito a inovar, renovar e investir para continuar crescendo na atividade. Estamos asfixiados, morrendo à mingua, dando os últimos suspiros como se fossemos impotentes. O contrario do que se vê na mídia e no marketing daqueles que nos usam para “promover a apicultura”, mas por trás disso há uma outra realidade, outros interesses, e não a vontade em ajudar o apicultor nas suas necessidades elementares, sempre ficamos a ver navios. Sabemos que os recursos existem, vem muito dinheiro para investir na apicultura, mas nós apicultores não estamos tendo a oportunidade clara, ampla, e transparente para aperfeiçoar nossa atividade através dos recursos federais. O que estamos vendo e vivendo é uma apicultura morta, se desfazendo dos bens adquiridos, como caminhão, barracões e colméias. Na tentativa de sobreviver à atividade, chegamos ao extremo de termos que vender parte das colméias habitadas para poder transportar de um local para outros as que sobraram. Isso é insuportável, é a nossa luta de anos, a nossa história que está sendo destruída por falta de justiça para dar sustentabilidade à atividade. O que nós queremos? Saber por que toda a cadeia produtiva da apicultura (bancos, governo, autarquias, marqueteiros, promotores dos eventos, diretores e presidentes das entidades que nos representam etc.) está muito bem às nossas custas, menos o apicultor?! Este ficou apenas na cadeia, preso às dívidas, ao isolamento, à tortura de não poder fazer novos investimentos, à triste humilhação de não ter condições de dar a devida assistência às suas abelhas, principalmente na hora “H “de migrar para o Maranhão, Ceará e Pernambuco! Saber quem está tendo privilégios, regalias, onde e como estão sendo aplicados os recursos federais da apicultura em nosso Estado, de modo particular em Picos, capital o mel.
Picos (PI) 29 de janeiro de 2008
João Batista de Barros
Movimento Popular de Apicultores da Grande Picos.
Av. Senador Helvídio Nunes de Barros, km 10.
Atenciosamente, nós abaixo assinado:
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( assinaturas )
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QUANDO SE MORDE A ISCA!
O povo merece o governo que tem?
O governo é que é merecedor
Do povo quem tem!
O governo merece o povo que tem!
(Rebanho)
wilson Bernardo
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“Não há lugar no futebol para homossexuais” – disse Telê Santana, bicampeão mundial de futebol com o São Paulo e técnico da emblemática seleção canarinho em 1982. Para que repetir um vitupério destes?
Segundo o psicanalista Tales Ab’Saber, Telê Santana é a síntese do avanço e do retrocesso da sociedade brasileira, porque Telê – excelente técnico – foi capaz de defender o futebol arte e a lisura administrativa nos clubes de futebol, mas ratificou posturas públicas machistas e irracionais; repudiáveis, como esta acima. O psicanalista chegou a estas conclusões após dirigir o Documentário “Esperando Telê”, com uma coletânea de entrevistas deste técnico da seleção brasileira.
Este tema voltou à tona, após o jogador do São Paulo Richarlyson, em 30 de junho, formalizar uma queixa-crime contra um dirigente do Palmeiras, por conta de comentários sobre sua homossexualidade num programa de TV.
Daí o juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho decidiu, no processo criminal, com uma pobreza lógica franciscana, assim: o caso “não reúne condições de prosseguir”, porque “o futebol é jogo viril, varonil, não homossexual”. Ou seja, o jogador de futebol tentou defender-se de uma atitude criminosa e obter a reparação dos danos morais que lhe foram causados, todavia foi frustrado no seu pedido e sofreu um novo dano por parte do juiz.
Veja-se que o maior problema da decisão judicial não é lógico. Trata-se de uma ignorância com o Estado Democrático de Direito, protetor de várias ideologias, raças, confissões religiosas e opções sexuais. Este caso é um completo abuso de autoridade, principalmente no uso das palavras grosseiras e retrógradas, e um desconhecimento dos preceitos republicano e de justiça, que já lhe deveriam ser velhos companheiros.
Note-se que, apesar do machismo imperante na sociedade e de determinados preconceitos irracionais, em todas as esferas e famílias da sociedade pode haver homossexualismo, já sendo inclusive permitida a adoção de crianças por casais homossexuais, bem como os tribunais já lhes reconhecem a igualdade de Direitos no tocante à união civil ou ao “casamento homossexual”, como se casal heterossexual fossem.
Este tipo de caso, no Judiciário brasileiro, deve servir de reforço para demonstrar que juízes não são reis nem deuses, mas recebem punições prescritas em lei quando seus atos são abusivos e descompromissados socialmente. Sem insinuar que o poder econômico do dirigente do Palmeiras influenciou a agressão moral infundada do juiz, decisões judiciais deste tipo devem ser relegados ao nosso passado pré-constitucional, para não dizer pré-histórico.
Por Dr. Orestes Guedes Alcoforado
Cardiologista, pós-graduado na Fundação Jatene de São Paulo
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Este foi o caminho trilhado por muitos jovens da região nas décadas de 50 e 60, quando o Cariri mantinha um intenso intercâmbio com Recife. Antes, a heroína cratense Bárbara de Alencar, ao lado dos seus filhos Tristão Gonçalves e José Martiniano de Alencar, liderou a Confederação do Equador, um movimento revolucionário, de caráter emancipacionista e republicano, ocorrido em 1824 no Nordeste do Brasil. Representou a principal reação contra a tendência absolutista e a política centralizadora do governo de D. Pedro I (1822-1831), esboçadas na Carta Outorgada de 1824, a primeira Constituição do País.
Em entrevista na Rádio Educadora do Cariri, o jornalista lembrou sua infância no Crato. Nasceu e cresceu na bagaceira do engenho do seu pai, coronel Francisco José de Brito, que foi prefeito do Crato. A vida sertaneja, com uma rápida passagem pelo Seminário São José do Crato, fortaleceu sua personalidade, reconhece ele.
Na passagem pelo Cariri, o jornalista pautou duas reportagens sobre o Geopark Araripe e o Pólo Gesseiro de Araripina. A próxima matéria internacional, segundo Francisco José, será na África, sobre os últimos gorilas das montanhas da República Democrática do Congo que, conforme afirmou, estão ameaçados desde que recomeçaram os combates entre o Exército e soldados dissidentes na zona onde vivem esses animais, na região leste do país.
Comunicação
Segundo especialistas, os gorilas conseguem emitir 22 vocalizações diferentes, usam a mímica para se comunicar, e como nós, sentem cócegas, têm ataques de riso, sentem tristeza e alegria, cansaço e medo. Os estudos sobre os gorilas e seus primos chimpanzés talvez acabem por explicar como e porque a espécie humana escapou, um dia, do planeta dos macacos.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste.
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O catador de lixo José Carlos Ferreira de Sousa, de 39 anos, morava no Jangurussu, um dos bairros mais pobres de Fortaleza. Adoeceu, no último dia cinco de março, e procurou o Frotinha de Messejana, onde foi medicado e liberado, à noitinha, mesmo sob os protestos da irmã que não o achava recuperado suficientemente. De volta à casa, foi encontrado morto, na madrugada do dia seguinte, possivelmente por complicações da Dengue. Até aqui o ouvinte, perplexo, há de dizer que não existe notícia. Pobre morrer sem assistência médica neste país não é exceção mas regra. Mas tão próximo da Semana Santa, a Via Crucis de José Carlos não podia parar por aí. A miséria não tem limites para o infortúnio. A família sem posses para contratar uma funerária, tentou retornar com o corpo para o Frotinha, no intuito de conseguir o Atestado de Óbito: em vão. Fortaleza, uma megalópode de mais de três milhões de habitantes , simplesmente não possui um Serviço Público para o traslado de pessoas falecidas de morte aparentemente natural. Uma líder comunitária local deu então a idéia de transportar o corpo do catador, na sua própria carrocinha. E lá saiu aquele cortejo sui generis pelas ruas da cidade, com o corpo de José exposto a um sol escaldante até o hospital, quando, impedidos de entrar, foram informados que teriam que se dirigir ao Serviço de Verificação de Óbitos , na distante BR 116. Mais uma vez o tenebroso cortejo pôs-se a cruzar ruas , sol a pino, diante dos olhos curiosos de transeuntes apressados e indiferentes. José Carlos passou a vida a catar as escórias que escorriam dos esgotos da nossa Sociedade e conseguiu arrancar de tão pouco a sua subsistência, mal percebia que para o mundo à sua volta ele tinha o mesmo valor nominal dos objetos que transportava. Talvez por isto mesmo tenha simbolicamente fechado as cortinas deste mundo na mesma carrocinha que usava para transportar os outros dejetos.
Também na semana passada, divulgaram-se escutas telefônicas feitas em ligações de políticos de uma cidade da Grande São Paulo : Santa Isabel. A 54 Km da capital, ela vem sendo investigada por conta de um esquema gigantesco de corrupção envolvendo políticos locais. Na escuta, secretários municipais combinavam uma maneira sensacional de livrarem-se de mendigos e moradores de rua. Embebedá-los e transportá-los clandestinamente para cidades do Rio de Janeiro, a no mínimo quatrocentos quilômetros de Santa Isabel. Não muito diferente do que aqui no Cariri se tem feito com os jumentos.
Existe um fio condutor aparentemente invisível entre as duas histórias verdadeiras e tão simbólicas. Em ambas o assunto central é Lixo. A borra final da nossa modernidade.Lixo humano que se foi acumulando nas margens das grandes cidades e que de repente começa a poluir nossas mentes e nossos olhos e que precisa de alguma maneira ser incinerado. Igualzinho ao outro que se acumula nos grandes aterros sanitários e que fechamos o nariz ao passar por perto, com medo de contágio. A elite que se ruboriza ao falar do Holocausto, na Segunda Grande Guerra, não tem nenhum pejo em preparar uma Solução Final para aquilo que considera a ralé, a escória, o lixo último da nossa sociedade de consumo.
Para mim a Paixão de Cristo este ano encenou-se prematuramente ali no Jangurussu. Os profissionais de saúde do Frotinha , como Judas, beijaram a fria face de José Carlos e o entregaram para o martírio. O Estado, com Pilatos, lavou as mãos , indiferentemente. Não bastasse isso, assumiu ainda o papel do centurião: martirizando nosso catador de lixo apondo-lhe a coroa de espinhos, cobrindo-o de chibatadas e atando-o à cruz derradeira. Maria José , a irmã do crucificado, se alternou nos papéis de José de Arimatéia e Verônica, trazendo um pouco de conforto no caminho ao Gólgota. O povo, como sempre, embriagado de pão e circo, escolheu o Barrabás da sua própria distante tranquilidade, da sua felicidade restrita e privatizada. José Carlos seguiu , resignadamente seu Calvário, junto com outros tantos condenados de Santa Isabel e de outros muitos lixões deste país afora. Um mundo que há mais de dois mil anos repete diariamente este tétrico ritual , tem alguma possibilidade de ressureição ?
J. Flávio Vieira
Jornal da Globo.
Armando Rafael, taí a matéria que vc nao viu no Jornal da Globo.
Abraços.
Dihelson Mendonça
O Espiritismo e a Mediunidade são Portas para Doenças Mentais ?
Olá, amigos,
Trago hoje um assunto polêmico para discussão, mas que merece toda uma análise à luz da razão. Aos fanáticos, eu sugiro não ler esse texto, que é pesado.
Comecemos assim:
01 – Se eu te disser que converso com o Deus todo-poderoso, como você irá me chamar ? de louco, certo ? vc vai dizer que o sanatório está cheio de doentes mentais que falam com deus todo dia. Bem, saiba que assim como o sanatório, a Bíblia está cheia de homens que conversavam com deus todo-poderoso quase que diariamente e hoje são chamados de santos. A diferença está mais numa questão histórica do que numa resposta à luz da razão.
02 – E se eu te disser que eu falo com os mortos, vejo os mortos, entidades, etc ?
Conheces o termo ALUCINAÇÃO ?
Conheces os termos PSICOSE, DELÍRIO, MANIA ?
Pois bem, trago até vocês o meu testemunho vivo, colhido dentro da minha própria casa, para exemplificar e fornecer material à discussão. Possuo uma única irmã, que hoje mora em Campo Grande – MS, que há alguns anos, na sua juventude, começou a ter “visões”. Ela via pessoas que se diziam já falecidas, conversavam com ela. Como eu tenho um passado de muita leitura na psiquiatria, e tendo para o lado científico das coisas, percebi logo que minha irmã talvez atravessasse um problema de psicose, ou mesmo de início de esquizofrenia. Na época, dávamos pouca importância a esses aspectos, pois se achava também que isso se devia a certos desequilíbrios temporários que muitos jovens passam, e que depois se arrumam com o tempo, até porque em todos os aspectos, minha irmã era totalmente normal, inteligente, e estudiosa.
Mas algumas pessoas ( muito mais desinformadas ), botaram na cabeça dela que isso era sintoma clássico do espiritismo, e que ela precisava “DESENVOLVER“… bem… desenvolver O QUÊ, doenças mentais ?? partiu minha irmã numa carreira por dentro do espiritismo, acreditando em inúmeras doutrinas, e se atolando até o pescoço de crendices.
Passados os anos, estamos aqui envoltos em graves problemas. Minha irmã está com graves crises psicóticas, desorientação, confusão, delírios, mania, já esteve internada em diversos hospitais de Campo Grande, uns deram diagnóstico de Esquizofrenia, outros de Mania, outros de Psicose reativa ao stress. O certo é que minha irmã em estado lastimável, vive a tentar expulsar espíritos de roupas, amarando-se com correntes, e dando banho de refrigerante nos animais domésticos, além de coisas tão absurdas quanto fazer pessoas de refém por achar que elas são espíritos maus. E nessa loucura ela não está sozinha. Todo um conjunto de pessoas igualmente crentes nessa psicose coletiva a amparam na sua loucura, tratando de se solidarizar e confirmar o quadro.
Vejo hoje com profundo desprêzo o quanto a fuga da realidade promovida por certas seitas e religiões podem ser danosas ao ser humano, na medida em que se pega pessoas fracas, pessoas que estão atravessando por problemas ( que na verdae, são as únicas pessoas susceptíveis às religiões, pois os abastados e contentes com a vida muito raramente se questionam se deus existe ), são captadas por essas seitas medonhas que prometem o céu e a verdade, mas encontram o inferno e a mentira aqui na terra.
Quantas vezes você vê aqueles depoimentos em todas as religiões de pessoas que começam dizendo: “Minha vida estava um inferno. Minha vida era horrível, tinha problemas disso e daquilo, até que um dia encontrei um obreiro que me fez entrar na igreja fulano-de-tal, e a partir daí, minha vida mudou…”
A vida pode mudar a qualquer tempo. Até um raio muda a vida de uma pessoa para sempre. Até uma dor-de-barriga, não precisa achar que foi “tocado” pela voz de Deus altíssimo. Será que Deus está mesmo assim tão disponível aos homens como alguns alegam CONVERSAR ( sentido duplo ) com ele tão frequentemente ? Ou será que isso tudo não é apenas mais um delírio das pessoas, acreditar que podem falar com os mortos, ver os mortos e conversar até com deus o criador de todas as coisas ?
O caso é que enquanto se discute isso aqui, porque alguns conversam com deus e estão no manicômio, outros conversam com os mortos e estão soltos, outros mais enriquecem ilicitamente contemplando a miséria alheia que é universal, de todos, uma pessoa que se envolveu com essas coisas está nesse momento em Campo Grande, fazendo-se passar por uma pessoa normal junto a outras igualmente insanas, vendo espíritos, rindo sozinha, falando aos mortos e se recusando a qualquer tipo de tratamento psiquiátrico, mesmo sem dormir há vários dias sem ninguém que a ampare.
E é nessas horas em que se faz a inevitável pergunta:
As religiões e as seitas não seriam apenas um grande delírio dos povos para preencher o grande vazio da alma, o desamparo de não conhecer o seu criador, a paranóia de achar-se perseguido num mundo tão cruel e desumano ?
Comecei o artigo questionando: O Espiritismo e a Mediunidade são Portas para Doenças Mentais ? mas não seria correto se questionar se: Não são as religiões e seitas já uma grande Doença Mental coletiva ?
Pense nisso!
Por: Dihelson Mendonça
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SAIBA MAIS SOBRE O PROJETO:
O governo federal deverá iniciar este ano um projeto concebido há mais de um século, o da ligação do Rio São Francisco com outros rios menores da região semi-árida do Nordeste. Esse projeto tem como objetivo garantir água às populações dessa região e também o desenvolvimento agrícola, comercial e industrial.
Imaginado pelo imperador D. Pedro II no final do século XIX e estruturado na virada do século XX para o XXI, o Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco é cercado de polêmica.
O rio São Francisco é um dos maiores e mais importantes do mundo, estende-se por 2.700 quilômetros. Nasce na região Sudeste, cruza a Centro-Oeste e vai até a Nordeste. Após cruzar três estados, ele desemboca no mar na divisa entre Sergipe e Alagoas. Por isso, o rio ostenta o título de Rio da Integração Nacional e é chamado carinhosamente de “Velho Chico”.
Ao longo de sua extensão, o São Francisco recebe a água de 168 rios afluentes, dos quais 90 são perenes, ou seja, permanentes e os 78 restantes podem secar em períodos de estio.
Seu fluxo é interrompido por duas barragens para geração de eletricidade, a de Sobradinho, que garante a fluência do rio mesmo no período da seca, e a represa de Itaparica, ambas na divisa entre a Bahia e Pernambuco.
Atualmente, 95% das águas do rio desembocam no mar e apenas 5% são usadas pelas populações beneficiadas, em cidades ou na irrigação. Basicamente, o governo pretende aumentar o uso da água para benefício da população.
O projeto prevê retirar água justamente nas duas represas e levar essa água para duas outras bacias de rios menores, mas também importantes: a do rio Paraíba (a leste) e a dos rios Jaguaribe, Apodi e Piranhas-Açu (ao norte).
O Projeto de Transposição do Rio São Francisco já foi feito e refeito ao longo de várias décadas, mas foi ampliado no atual governo, após um planejamento conjunto entre 12 ministérios.
Basicamente, trata-se da construção de dois imensos canais de ligação do São Francisco com as bacias menores e seus açudes e, depois, a construção de futuras adutoras (por canos).
Programa de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido
e da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.
Iconografia Moderna.
O projeto da ligação do São Francisco com outros rios menores da região semi-árida do Nordeste foi concebido há mais de um século. Seu início ainda conta com resistência de ambientalistas e da população que temem a morte do “Velho Chico”, o maior e mais importante rio da região. Apesar disso, a transposição do Rio São Francisco tem como objetivo garantir água às populações dessa região e também desenvolvimento agrícola, comercial e industrial.
O prazo previsto é de 20 anos, a um custo final estimado de R$ 4,5 bilhões. Pelo planejado, ele beneficiará diretamente 60 cidades, somando as que já recebiam alguma água e as que não recebiam nenhuma, e uma população de 12 milhões de nordestinos.
Como cada litro de água pesa um quilo, para as adutoras será preciso construir estações de bombeamento e de elevação para vencer montanhas e desníveis de terreno de até 500 metros.
Junto com a interligação de bacias, será também executado um Projeto de Recuperação do Rio São Francisco e seus afluentes, muitos deles assoreados como conseqüência do desmatamento e da agricultura.
A revitalização do rio é uma reivindicação antiga e permanente dos que se preocupam com o rio.
O projeto ameaça o rio e os que dependem dele?
Transpor e interligar as bacias desses rios parece lógico e muito promissor, mas o projeto gerou e ainda gera polêmicas e críticas daqueles que temem danos sociais e ambientais em razão de variáveis não-previstas.
Ambientalistas, geógrafos, biólogos, assistentes sociais e padres se perguntam: qual será o impacto disso para as espécies que hoje vivem nesse rio ou nos rios que receberão a água?
Se houver diminuição das espécies de peixe, o que acontecerá com as populações que dependem deles? A retirada da água pode comprometer a vazão do rio a jusante (ou seja, nas áreas mais próximas da foz)? Se água sumir em áreas onde ela é abundante, o que acontecerá aos que dependem dela?
O ministério da Integração Nacional, que cuida do projeto, diz que sua revisão e detalhamento foi mais cuidadosa, o que garantirá resultados melhores, e que o volume de água a ser usado é inferior a 1% do que o rio despeja no mar.
Apesar de ser uma das prioridades do atual governo, o projeto deveria ter sido iniciado em 2005 mas foi adiado para este ano.
Fontes:
Ministério da Integração Nacional: http://www.integracao.gov.br
Conselho Indigenista Missionário: http:// www.cimi.org.br
GEORGE MACÁRIO – matéria publicada no Blog O Democrato
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