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diversas
quinta-feira, 26 jun 2008, 13:58
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Olá, Meninas !
O Blog do Crato convoca mulheres entre 18 e 26 anos que queiram participar do nosso quadro “Garota Blog do Crato“, que visa divulgar a beleza da mulher Cratense. As interessadas podem entrar em contato através do e-mai blogdocrato@hotmail.com ou através do telefone:
3523-2272
Deixando recado na secretária eletrônica com seu nome, número de telefone para contatos. Ou se preferir, envie algumas fotos para avaliação para o e-mail blogdocrato@hotmail.com
As escolhidas por nossa comissão, farão ensaio fotográfico completo gratúito, e farão parte do nosso quadro, receberão um Book Fotográfico gratúito em DVD, além de se quiserem, poderão entrar para o concurso Garota Blog do Crato, que no final do ano de 2008 distribuirá R$ 1.000,00 em dinheiro à primeira, segunda e terceira colocadas. Você só tem a ganhar !
O Concurso Garota Blog do Crato – edição 2008, visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos no mínimo, R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaio com a garota da semana. Ao final do ano, serão escolhidas 24 garotas, e serão realizadas enquetes de rua, e enquetes do Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, em festa dançante num clube da cidade, com todas as 24 garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272.
Visite a seção Garota Blog do Crato para maiores detalhes.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça
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diversas
quinta-feira, 26 jun 2008, 09:09
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Olá, Pessoal,
Agora é que nós saberemos quem é mesmo amigo do governador CID GOMES, e principalmente, de quem Cid Gomes é amigo…
Está havendo um movimento de apoio aos artistas encabeçado pelo grupo “Coletivo Camaradas” conforme a carta publicada abaixo, que já se reuniram na câmara municipal do Crato, e enviaram carta ao Sr. governador Cid Gomes, pelo fato de a Expocrato – antiga exposição do Crato, a festa mais tradicional da cidade, desde muitos anos, com sua entrega ao governo do estado e a terceirização dos shows, há uma total exclusão dos artistas locais no palco principal.
Faz muito tempo que aqui no Crato, alguns candidatos posam de “amigos do governador”, e é nessa hora que precisamos que eles apareçam de fato, afinal, quem vai encampar, ajudar na luta dos artistas locais pelos espaços no palco principal junto ao Governo do Estado ?
Quem é amigo do Governador,
ou melhor,
De quem o Governador é amigo ?
Por: Dihelson Mendonça
Foto: Jornal “O Globo”.
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quinta-feira, 26 jun 2008, 09:06
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Crato, 18 de junho de 2008.
Exmo. Sr.
Cid Ferreira Gomes
Governador do Estado Ceará
Excelentíssimo Governador,
Nós do Coletivo Camaradas juntamente com músicos, produtores culturais e artistas de diversas linguagens entendemos que as festas populares que fazem parte do calendário turístico dos municípios, a exemplo de Festa de Santo Antônio (Barbalha), Juá Forró (Juazeiro do Norte) e Expocrato (Crato) devem ser pensadas com o intuito de fortalecimento da identidade e diversidade artístico-cultural e geração de renda do nosso povo.
Lamentavelmente, o Poder Público vem tratando a questão com descaso e incompetência, privilegiando grupos econômicos e interesses alheios à população.
É preciso estabelecer uma política musical clara, no âmbito dos poderes municipais e estadual que possa pautar as festas populares pela inclusão, valorização ( pagamento de justo cachê), publicidade dos artistas locais e pela diversidade, tendo como critério a seleção pública dos artistas e grupos.
Vale ressaltar que o poder público vem financiando a farra da violência produzida pela indústria cultural, contribuindo para o processo de desumanização e alienação da população. Para o grande público só resta uma opção: músicas que fazem apologia a vulgarização sexual, ao machismo, a homofobia, a bestialidade, a violência e as drogas ( exemplos típicos e vergonhosos: “beber, cair e levantar”, “chupa que é de uva”, “vou jogar uma bomba no cabaré”, “lapada na rachada”, senta que é de menta”, “dança do siri”, “risca faca” dentre tantas outras coisas que chamam de música).
O momento é propicio para essa discussão. Véspera de Expocrato e os artistas da região do Cariri estão “fora” do PALCO PRINCIPAL deste evento. Neste sentido exigimos do Governo do Estado do Ceará abertura imediata de seleção pública para as atrações da Expocrato com reserva mínima de 50% da programação para os Artistas e grupos caririenses.
Queremos o PALCO PRINCIPAL, pois o caldeirão cultural do Cariri respira e produz cotidianamente uma música a serviço da humanização e fincada na identidade local, numa mistura de diversidades musicais, esse sim deve ser o norte das grandes atrações da Expocrato. Não refutamos, por outro lado os Palcos Alternativos ( da Expocrato – não privatizada – Os palcos da URCA, Prefeitura e Fundação Mestre Eloi), que ao longo dos anos garantiram a participação dos grandes nomes da musica caririense com ínfimos cachês e reduzido público.
Texto enviado por Alexandre Lucas
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quinta-feira, 26 jun 2008, 08:56
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A AFAC- Associação dos Filhos e Amigos do Crato, promoverá o III São João do Crato em fortaleza.
DIA: 27 de junho de 2008 (sexta feira)
HORA: A partir das 20:00 horas
BANDA: Oswaldinho do Ceará e Banda (forró pé de serra)
INGRESSOS: R$ 10,00
Bar e Barraca com comidas típicas, fogueira, forró, quadrilha e um maravilhoso encontro com os conterrâneos. Vá, leve filhos, convide amigos, nós estamos esperando por vocês.
Por: Wilton Dedê
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quarta-feira, 25 jun 2008, 23:18
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Atenção: É expressamente proibida a reprodução, utilização do material abaixo sem autorização expressa do autor.
Clique nas fotos para ampliar:











Fotos: Dihelson Mendonça
Se desejar cópia, entre em contato
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quarta-feira, 25 jun 2008, 20:10
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O ex-prefeito do Crato Walter Peixoto entrou com três ações anulatórias com pedido urgente de antecipação de tutela para obter liminar que possibilite o registro de sua candidatura a prefeito. WP está na lista suja do TCM por improbidade administrativa. Teve por três anos parecer favorável do TCM para desaprovar contas de sua gestão, posteriormente desaprovadas pela Câmara Municipal.
Na ação, os advogados de WP afirmaram que a decisão da Câmara Municipal foi política, ele não teve direito de defesa e o TCM teria dado parecer favorável em suas contas.
O Juiz, baseado nas atas da Câmara verificou que o ex-prefeito teve direito de defesa e o TCM em três anos deu parecer pela desaprovação das contas do ex-prefeito do Crato. O Juiz Djalma Sobreira Dantas Júnior da 1ª Vara da Comarca do Crato decidiu por indeferir o pedido do ex-prefeito Walter Peixoto.
As outras duas ações estão na 2ª e 3ª varas e ainda não foram julgadas. Com essa decisão o ex-prefeito WP vê mais distante seu sonho de ser candidato a prefeito do Crato. Até o momento estão confirmadas as candidaturas de Samuel Araripe (PSDB), Pedro Neto (DEM), Sineval Roque (PSB) e André Barreto (PV). O PSTU ainda não informou se terá candidato em Crato.
Por: Tarso Araújo.
Do site: Blog do Tarso – Política
http://tarsoaraujo.blogspot.com
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quarta-feira, 25 jun 2008, 20:07
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Favor divulgar:
O Município do Crato sediará uma das etapas do Ceará Junino nos dias 26 e 27 de junho de 2008. O Festival Regional de Quadrilhas acontecerá na quadra Bicentenário a partir das 19:00h. Participarão do evento os municípios de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Milagres, Santana do Cariri e Farias Brito. O Festival é resultado da aprovação do edital promovido pela SECULT no qual o Crato foi um dos contemplados. Paralelamente, acontecerá no Centro Cultural do Araripe na RFFESA um arraial com mostra de quadrilhas locais e apresentações de grupos folclóricos, muito forró e comidas típicas.
Por: Paulo Fuísca
Nota:
Divulgado!
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quarta-feira, 25 jun 2008, 19:55
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Enviado por: Agenda Cultural do Cariri.
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quarta-feira, 25 jun 2008, 19:53
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Enviado por Valdir Silveira Júnior.
via Blog do Sergio Amadeu by samadeu on 6/24/08
Na última semana, em uma sessão corrida e esvaziada, a Comissão de
Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto de lei (PLC) 89/03
que define quais serão as condutas criminosas na Internet.
Os exageros que constam do projeto podem colocar em risco a liberdade
de expressão, impedir as redes abertas wireless, além de aumentar os
custos da manutenção de redes informacionais. O mais grave é que o
projeto apenas amplia as possibilidades de vigilância dos cidadãos
comuns pelo Estado, pelos grupos que vendem informações e pelos
criminosos, uma vez que dificulta a navegação anônima na rede.
Crackers navegam sob a proteção de mecanismos sofisticados que
dificultam a sua identificação.
Veja o aburdo. Com base no artigo 22 do PLC 89/03, os provedores de
acesso deverão arquivar os dados de “endereçamento eletrônico” de seus
usuários. Terão que guardar os endereços de todos os tipos de fluxos,
inclusive a voz sobre IP, as imagens e os registros de chats e
mensagerias instantâneas, tais como google talk e msn.
O pior. A lei implanta o regime da desconfiança permanente. Exige que
todo o provedor seja responsável pelo fluxo de seus usuários. Implanta
o “provedor dedo-duro”. No inciso III do mesmo artigo 22, o PLC 89/03
exige que os provedores informem, de maneira sigilosa, à polícia os
“indícios da prática de crime sujeito a acionamento penal público”. Ou
seja, se o provedor identificar um jovem “baixando” um arquivo em uma
rede P2P, imediatamente terá que abrir os pacotes do jovem, pois o
arquivo pode ser um MP3 sem licença de copyright. Mas, e se ao
observar o pacote de dados reconhecer que o MP3 se tratava de uma
música liberada em creative commons? O PLC implanta uma absurda e
inconstitucional violação do direito à privacidade. Impõe uma situação
de vigilantismo inaceitável.
Como ficam as cidades que abriram os sinais wireless? A insegurança
jurídica que o PLC impõe gerará um absurdo recuo nesta importante
iniciativa de inclusão digital. Como fica um download de um
BitTorrent? Deverá ser denunciado pelos provedores? Ou para evitar
problemas será simplesmente proibido por quem garante o acesso?
Como fica o uso da TV Miro (www.getmiro.com/)? Os provedores deverão
se intrometer no fluxo de imagens e pacotes baixados pelo aplicativo
da TV Miro? E um podcast? Como o provedor saberá se não contém músicas
que violam o copyright? Se o arquivo trazer músicas sem licença, o
provedor poderá ser denunciado por omissão? Pelo não cumprimento da
lei?
O PLC incentiva o temor, o vigilantismo e a quebra da privacidade.
Prejudica a liberdade de fluxos e a criatividade. Impõe o medo de
expandir as redes.
O artigo 22 do projeto deve ser integralmente REJEITADO.
(iii) Art. 22
Art. 22. O responsável pelo provimento de acesso a rede de
computadores é obrigado a:
I – manter em ambiente controlado e de segurança, pelo prazo de três
anos, com o objetivo de provimento de investigação pública
formalizada, os dados de endereçamento eletrônico da
origem, hora, data e a referência GMT da conexão efetuada por meio de
rede de computadores e por esta gerados, e fornecê-los exclusivamente
à autoridade investigatória mediante prévia
requisição judicial;
II – preservar imediatamente, após requisição judicial, no curso de
investigação, os dados de que cuida o inciso I deste artigo e outras
informações requisitadas por aquela investigação, respondendo civil e
penalmente pela sua absoluta
confidencialidade e inviolabilidade;
III – informar, de maneira sigilosa, à autoridade competente, denúncia
da qual tenha tomado conhecimento e que contenha indícios da prática
de crime sujeito a acionamento penal público
incondicionado, cuja perpetração haja ocorrido no âmbito da rede de
computadores sob sua responsabilidade.
§ 1° Os dados de que cuida o inciso I deste artigo, as condições de
segurança de sua guarda, a auditoria à qual serão submetidos e a
autoridade competente responsável pela auditoria, serão
definidos nos termos de regulamento.
§ 2° O responsável citado no caput deste artigo, independentemente do
ressarcimento por perdas e danos ao lesado, estará sujeito ao
pagamento de multa variável de R$
2.000,00 (dois mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais) a cada
requisição, aplicada em dobro em caso de reincidência, que será
imposta pela autoridade judicial desatendida, considerando-se a
natureza, a gravidade e o prejuízo resultante da infração, assegurada
a oportunidade de ampla defesa e contraditório.
§ 3° Os recursos financeiros resultantes do recolhimento das multas
estabelecidas neste artigo serão destinados ao Fundo Nacional de
Segurança Pública, de que trata a Lei n° 10.201, de
14 de fevereira de 2001.
VEJA O OUTRO exemplo de artigo aprovado no PLC:
(i) Art. 2o (ref. art. 285-A)
Art. 285-A. Acessar rede de computadores, dispositivo de comunicação
ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular, quando
exigida:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Se o agente se vale de nome falso ou da utilização de
identidade de terceiros para a prática do crime, a pena é aumentada de
sexta parte.
Este artigo criminaliza o uso de redes P2P e até mesmo a cópia de uma
música em um i-pod. Ao escrever que o acesso a um “dispositivo de
comunicação” e “sistema informatizado” sem autorização do “legítimo
titular”, ele envolve absolutamente todo tipo de aparato eletrônico.
Se a empresa fonográfica escreve, nas licenças das músicas que
comercializa, que não admite a cópia de uma trilha de seu CD para um
aparelho móvel, mesmo que seu detentor tenha pago pela licença, estará
cometendo um crime PASSÍVEL DE PENA DE RECLUSÃO DE 1 A 3 ANOS.
O projeto de lei é tão absurdo que iguala os adolescentes que
compartilham músicas aos crackers e suas quadrilhas que invadem as
contas bancárias de cidadãos ou o banco de dados da previdência.
Blog sobre comunicação democrática, compartilhamento do conhecimento e
a defesa da cultura livre.
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diversas
quarta-feira, 25 jun 2008, 19:50
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Encontra-se gravemente enfermo e internado na UTI de um grande hospital local um jovem de apenas 28 anos de vida. Este jovem que prometia lutar incansavelmente pelo engrandecimento da nossa da cidade e região foi covardemente ferido pelas costas por pessoas que se diziam seus amigos e companheiros, no dia 20.04.2008, quando o mesmo se preparava mais uma vez para se lançar candidato a prefeito da nossa cidade. O fato causou grande surpresa, revolta e consternação no seio da sociedade local que até o momento não consegue compreender os motivos de tamanha violência contra este jovem que sempre lutou para implantar uma forma ética de fazer política em nossa região.
Segundo informações da equipe médica que cuida do caso o paciente encontra-se em estado letárgico, em profunda anemia e respirando com ajuda de aparelhos. Alguns membros da equipe médica dizem até que o paciente já se encontra em morte cerebral. Como médico, fui fazer uma visita ao mesmo na tarde de ontem. O quadro é realmente muito grave. O paciente não responde aos estímulos externos, não tem mais forças nos seus membros e já perdeu o brilho do olhar. Alguns já falam até em DOAR seus órgãos. Triste, muito triste o que está acontecendo com o guerreiro.
Estamos formando uma corrente de solidariedade e pedindo a ajuda de todas as pessoas e instituições que possam contribuir com algum tipo de auxílio para a mais rápida recuperação do moribundo paciente. Muitos políticos locais e até o Governo do Estado tem entrado nesta luta para salvar a vida deste jovem que é muito importante para a nossa comunidade. Não podemos deixar morrer este que representa um fio de esperança de dias melhores para nossa gente. Rezemos por ele.
Crato- CE, 25 de junho de 2008.
Valdetário Brito.
Médico e membro do DM do PT.
e-mail: valdetariobs@ig.com.br
PS o paciente chama-se PT do Crato
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quarta-feira, 25 jun 2008, 18:25
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Emerson Monteiro
Em 14 de março de 1997, tomava posse na reitoria da Universidade Regional do Cariri a professora Maria Violeta Arraes para um mandato pró-tempora, no qual permaneceu até o final do primeiro semestre de 2003, perfazendo assim seis anos e alguns meses nas funções antes desempenhadas pelos profs. Antônio Martins Filho, Manoel Edmilson do Nascimento e José Teodoro Soares.
Personalidade forte de cearense nascida em Araripe, município do entorno da Chapada, início do sertão, dona Violeta Arraes marcou sua permanência à frente da Urca com o zelo de líder dedicada, criativa, sensível, votada ao desenvolvimento regional, suscitando, através da expansão do Ensino Superior, as contingências responsáveis pela ampliação do espaço físico e das inovações imprescindíveis à atualização do corpo acadêmico. Por seu intermédio se deram concursos públicos necessários à formação do quadro de professores, criação de novos cursos e estudos aprofundados de uma reforma estatutária modernizadora da autarquia estadual, no formato de congêneres melhor aquinhoadas.
Senhora de patrimônio aprimorado nas lutas democráticas pela autodeterminação dos povos nos valores definitivos da cidadania de nossa gente, manteve apreciável histórico de realizações, inclusive no Exterior, com livre trânsito junto a próceres políticos e meios artístico-culturais do Brasil e de outras nações, sábios, pesquisadores, dirigentes, realizadores, artistas e intelectuais de escol.
No decorrer de seu período à frente da Universidade do Cariri, Dona Violeta exercitou com soberania sua devoção à mística de ações pautadas pela correção. Influente perante as autoridades estaduais e federais, conseguiu os recursos de soerguer o aparato físico dos campi, em época oportuna, dado o rápido crescimento do número de alunos, propiciando acompanhamento dos avanços registrados na sua história. Ela agiu com entusiasmo e coração, nos moldes técnicos e de bom gosto que se pode dizer proficientes.
Com o mínimo de senso de justiça, portanto, torna-se, nesta ocasião de sua perda, lhe tributarmos nosso preito de gratidão a quem se rendeu às suas raízes caririenses e aceitou retornar à província interiorana para conduzir o processo de consolidação da Instituição de Ensino Superior do Cariri; reforma e ampliação do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri; instalação da Bacia-Escola do Araripe; aquisição do campus do Crajubar, em Juazeiro do Norte; ampliação e reforma das instalações dos campi do Pimenta e do de São Miguel, em Crato; além da criação do curso de graduação em Enfermagem, na área de Saúde; e dos cursos de Licenciatura Plena para professores do Ensino Fundamental; cursos de pós-graduação nas áreas de Maio Ambiente, Educação, Economia, Geografia, Letras, História e Paleontologia; e dos cursos de mestrado em Sociologia, Direito, Desenvolvimento Regional e Letras; dentre outras tantas realizações apreciáveis.
Sabe-se que uma universidade requer sucessivas gerações a fim de padronizar métodos e tradicionalizar formas de saber. A sólida contribuição que Violeta Arraes veio oferecer ao Cariri, em termos de construtora desse perfil, galvanizando assim o respeito e a integração dos princípios civilizatórios regionais, garantia de tudo aquilo que se realiza para a continuação do nosso futuro.
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diversas
quarta-feira, 25 jun 2008, 10:37
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Alexandre, Dihelson e todos os artistas do Crato e Cariri,
Primeiramente quero agradecer pelas postagens e informativas sobre essa reflexão dos artistas cratenses no que diz respeito a situação da expocrato. A legitimidade dessa temática e sua problemática sao do meu conhecimento e mesmo estando tao longe do Cariri a minha preocupação tem crescido de ano pra ano. É gritante a conseqüência da difusão desses grupos musicais na sociedade brasileira. Todo ano quando vou ao Brasil vejo como esses grupos se profissionalizam em marketing e em falta de compromisso para com uma sociedade mais saudável e digna. Os argumentos dos empresários, dos músicos, dos selos, produtores e consumidores dessa mordaz musicalidade, sao os mais diversos, mas de uma coisa todas eles comungam, a falta de compromisso e engajamento para com a sociedade brasileira. É válido relembrar que todos aqueles nazistas que até o ano de 1945 trabalhavam cumprindo as ordens de Hitler, estavam alí muitas vezes fazendo aquilo como profissionais da sua área, cumprindo o seu papel, e quanto mais profissionais eles eram, mais eles cresciam naquela hierarquia e automaticamente maior era a destruição. Quem acreditar que aqueles soldados se livram da suas covardias perante aquela sociedade, somente ,devido ao fato deles destruírem sob o cumprimento de ordens, pode ser que essa pessoa tenha a síndrome da corrupção, que por sua vez ronda a sensatez da humanidade. Acredito que a sociedade nao somente a caririense, mas a de todo o estado do Ceará, precisa de uma nova concepção de apoio e financiamento a produção de musica e as formas de difundi-la.
Ja basta de consumirmos tanto lixo sem sermos perguntados se queremos consumir ou nao, ja basta saber que nao é ilegal a produção das letras e performance de palco daquelas acéfalas bandas que conseguem um renome nacional vendendo putrefatos. Já basta ver que essas músicas continuam impunemente poluindo as ruas e as nossas mentes através daqueles carros com seus aparelhos de sons desacatados. Já basta ver que há gente entre nós que gosta de ouvir e dançar essas baboseiras e que há meninas que cantam em coro aqueles textos onde elas sao chamadas de putas e sao tratadas como objeto ainda de menos valor que os debilóides dos seus namorados por uma noite. A sociedade brasileira nao merece isso! Quem nao conseguir enxergar o quanto essas músicas contribuem para escassez da serenidade, do respeito, da ética, do bom senso e da lealdade, significa que essa pessoa, sem dúvida, perdeu a sensibilidade dos principais valores que cada um de nós deveria ter.
Seria utópico acreditar que um dia seria possível acabar com esse vírus da futilidade que engoliu o Brasil desde o tempo dele em cima da garrafa até hoje. Na verdade, é positivo que hajam essas diferenças entre as pessoas, elas causam questionamentos, dao uma dinâmica especial e até desdobram a nossa tolerância. Por outro lado é importantíssimo que algumas pessoas tomem um partido (nao partidário), se unam e se organizem em nome da cultura, da arte e da honestidade perante o seu hábitat e os seus valores. No caso do Cariri, a sua música e a expocrato, acredito de coração, que vocês teriam mais êxito nessa luta, se concentrassem o foco no objetivo principal, a “EXPOCRATO”, ja que tentar lutar em nome do Juáforro e da festa de Sto. Antônio ao mesmo tempo, desgastaria a expressão e representatividade desse grito. O mais viável é tratar um assunto de cada vez buscando soluções sólidas que proliferem uma justiça cultural, onde a formação de um ser humano consciente e de senso crítico, seja mais importante do que o lucro da máquina cultural, que por sua vez é sim, ao lado da corrupção, um dos elementos mais maléficos contra a sociedade brasileira. A responsabilidade de mudança, de intervenção e melhoramento da sociedade, encontra-se em cada um de nós, em cada um de vocês, independente da sua função ou do seu status na sociedade. Vale ressaltar que esse apelo nao está ligado a gêneros musicais, nao tenho nada contra o forró, nem rock, nem música sertaneja do sudeste, nem contra o funk ou o pop, a minha causa está ligada a qualidade, ou melhor, contra a falta de qualidade e compromisso para com a proliferação do bem, ja que acredito meramente que essa responsabilidade é um dever de cada um de nós, inclusive daqueles que menos se sentem responsáveis por essas questões ou que talvez nem sequer chegaram um dia a pensar que se pode ter lucros também através de coisas boas!
Diga Sim ao retorno daquela Expocrato, onde os grupos musicais também contribuíam para o nosso crescimento e a nossa formação e diga nao a imposição de consumo automatizado da indústria do lixo musical. Vamos a luta!
Em nome da cultura do Cariri, desejo garra e sorte a todos que abraçarem essa causa
Um grande abraço para as pessoas de bem que fazem essa região.
Atenciosamente
Dada Petrole – Fotógrafo Cratense residente na Alemanha.
Nota do Blog do Crato:
Dada Petrole é um dos grandes fotógrafos renomados que obtém grande sucesso no exterior e é um legítimo embaixador do Cariri na Europa.
Dihelson Mendonça
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quarta-feira, 25 jun 2008, 09:39
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A Associação dos Profissionais do Saúde da Família vem a público divulgar e solicitar publicação do apoio dado pelo O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Ceará – Sind-Saude à nossa causa. Desde já agradecemos a atenção dispensada. APSF-CRATO
Carta de Solidariedade aos Profissionais do PSF Crato
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Ceará – Sind-Saude, através da Delegacia Sindical Regional – Cariri manifesta total e irrestrita solidariedade à justa e digna luta dos Profissionais das Equipes do Programa Saúde da Família – EPSF – Crato ( médicos, enfermeiros e dentistas) por melhores condições de trabalho e aumento salarial, que de forma aguerrida e combativa encontram-se em Greve, desde o dia 19 junho. Concomitantemente repudiamos qualquer forma de coação, ameaça e perseguição aos profissionais por parte da Secretaria Municipal de Saúde, bem como a pratica nepotista e clientelista que vem norteando essa gestão com a criação de emprego para parentes e aderentes e o desrespeito constante a portaria nº 648/Gm de 28 de Março de 2006 que dispõe sobre a Política Nacional de Atenção Básica, em especial no tocante as condições de infra-estrutura e dos recursos necessários para o necessário desenvolvimento das Unidades Básicas de Saúde – UBS. A melhoria nos indicadores na área da saúde no Crato, é prova inconteste da importância deste Programa desenvolvido a nível nacional e que é um modelo da experiência pioneira em Saúde Preventiva do Povo Cubano, importada para o Brasil. Os profissionais das EPSF têm dando ao longo dos anos incalculável contribuição a população de baixa renda, excluída das condições mínimas de sobrevivência digna.
Crato, 24 de junho de 2008.
Carlos Roberto Elias Batista
Diretor do da Sub-delegacia Sindical SindSaude – Cariri
Nota do Blog do Crato:
Recebi hoje umas 10 cópias e pedidos de publicação dessa nota. Nem precisava tanto. Aí está publicada. Como sempre faço questão de frisar, o BLOG DO CRATO é um espaço democrático que sempre faz questão de ouvir os dois lados da história. Gostaria de posteriormente, convidar algum representante do PSF – Crato e também de alguém da Secretaria de Saúde do Município para esclarecermos uma questão um pouco obscura nisso tudo: A denúncia por pessoas do outro lado, que seguram a tese de que os médicos do PSF não cumprem os horários a eles destinados, mas reivindicam melhores salários. Não sei de que lado está a verdade nessa afirmação, visto que há um disse-me-disse nisso, que somente os envolvidos poderão esclarecer à população. Portanto, peço entrar em contato para realizarmos uma entrevista, se for do interesse. Eu pretendo ouvir ambas as partes.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
3523-2272 marcar horário – deixar número para contato na secretária.
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quarta-feira, 25 jun 2008, 09:32
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Por: Beto Fernandes
Em sua edição de hoje o Jornal o Povo de Fortaleza trás matéria com a manchete: Padre Cícero: Estátua precisa de estoques. A notícia é da jornalista Daniela Nogueira e ressalta que “o principal cartão-postal de Juazeiro do Norte precisa de restauração. A estátua de padre Cícero, visitada por milhares de romeiros todos os anos, apresenta rachaduras, buracos e partes descascadas”.
A matéria precisa inicialmente, ser vista como bastante positiva, porque de forma crítica construtiva diz respeito a um dos símbolos da fé e religiosidade não apenas da gente caririense e cearense, mas de todo o Nordeste brasileiro.
Ressalto ainda que desperta a importância e necessidade de se manter o local conservado, entretanto deixa certo ar de
“responsabilidade apenas para a Prefeitura”. A conservação de toda área da Colina do Horto e não apenas da Estátua do Padre Cícero, deve ser realizada através da Administração do local, Prefeitura e os freqüentadores.
É preciso reconhecer que com a administração do Padre Venturelli, a partir de 1999, muita coisa mudou para melhor em função do seu nível de organização. A matéria limitou-se, a saber, dos secretários Mário Bem Filho, de Infra-estrutura e Felipe Figueiredo, de Turismo e Romaria, o que podia ser feito para resolver o problema com a situação de conservação da estátua. Estes então, se limitaram a justificar não citando o que já foi desenvolvido para ajudar na mudança para melhor de toda a Colina.
Sem nenhum comprometimento político, mas por dever de justiça como cidadão, informo que a Prefeitura já realizou a revitalização dos boxes de comércio da Estátua e está atualmente implantando o calçamento em pedras de paralelepípedo em toda extensão da ladeira (2.600m). Antes o calçamento era de pedras poliédricas e bastava uma pequena chuva para começarem a se soltar prejudicando sensivelmente o tráfego de veículo. Toda a Via Sacra onde milhões de fiéis passam na Semana Santa é anualmente recuperada.
Deixo claro, entretanto, que se faz necessária à pintura da estátua e uma conscientização dos romeiros, comerciantes e agentes de desenvolvimento do turismo para conscientizar no sentido de não escreverem na mesma. São salutares, repito observações críticas construtivas que ajudam a aprimorar o turismo religioso na “Terra do Padre Cícero”.

Por: Beto Fernandes – Revista do Beto – Rede Blogs do Cariri.
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quarta-feira, 25 jun 2008, 09:26
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Tínhamos também outra informação. Que ontem ( dia 23 de Junho ), aconteceria uma reunião em Fortaleza para tentar unificar os partidos da base aliada do Governador, em Crato. Walter Peixoto não quer essa aliança, prefere sair sozinho, pois já conta com o apoio de Eunício Oliveira. No Crato, o PMDB não quer saber de base aliada, a não ser que seja para apoiar Walter Peixoto, na sua tentativa de voltar à comandar os destinos da cidade.
Essa reunião em Fortaleza era fundamental para as pretensões de Sineval Roque. O parlamentar tem dito a amigos e colaboradores que apenas unidos os partidos de oposição em Crato, terão oportunidade de vencer as eleições. Pensa correto e com coerência. Mas, tem dificuldades em unir esses partidos em seu palanque.
Fonte: Blog do Tarso.
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diversas
quarta-feira, 25 jun 2008, 09:21
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Garotas de 12 a 16 anos afirmam que se prostituem do fim de tarde até a madrugada e ganham 200 reais por dia
O problema da exploração sexual de crianças e adolescentes ainda faz parte da rotina da Capital cearense e não há perspectiva de que essa mazela social desapareça, pelo contrário, tende a se consolidar. Apesar de diversas campanhas e atividades nacionais, estaduais e municipais combatendo a prática, é cada vez mais comum ver meninas oferecendo seus corpos nas ruas e avenidas de Fortaleza.

Algumas esquinas do Centro ou das periferias já se tornaram pontos fixos para as garotas se insinuarem aos motoristas ou pedestres. A ousadia é tanta que elas chegam a mostrar os seios e até o bumbum a quem passa, sem nenhum pudor.
Nas avenidas Historiador Raimundo Girão e Abolição, na Praia de Iracema e Meireles, meninas dividem espaço com mulheres e travestis na movimentada noite do bairro. Circulando pelas vias não é difícil flagrar as adolescentes debruçadas sobre táxis, acenando para os carros ou provocando turistas nas calçadas.
Ao perceberem o carro da equipe de reportagem, elas viram as esquinas e correm pelas ruas secundárias, se escondendo rapidamente. Os possíveis clientes que conversavam com elas se afastam da esquina com tranqüilidade, disfarçando ou nos encarando com os olhos de reprovação de quem acaba de perder um bom negócio.
Na Avenida Presidente Costa e Silva, no Jangurussu, entre a Estrada do Itaperi e a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, a ousadia é ainda maior. Dezenas de adolescentes se revezam, em plena luz do dia, num jogo exibicionista que chama a atenção dos motoristas, que sempre buzinam ou acenam ao passar pelo local.
Com a chegada da equipe de reportagem do Diário do Nordeste, algumas dessas meninas correm para se esconder em terrenos baldios, mas três delas não se importam com nossa presença e não aparentam nenhum incômodo em falar sobre suas vidas. D.C.L.C, 16 anos, é a mais velha e mais comunicativa do grupo e diz que começou a fazer programas porque soube que uma amiga fazia e arriscou fazer o mesmo. “Comecei há mais ou menos um mês. Eu chego aqui no fim da tarde e fico até 5 horas da manhã. Normalmente volto pra casa com 200 reais”, revela com naturalidade.
Suas colegas, B.K.F, 12, e J.S.P, 14, reforçam as afirmações e dizem que, por noite, fazem de cinco a oito programas. “O preço varia. Vinte reais é o sexo oral e pra fazer sexo é 50. Só não fazemos por trás”, dizem as meninas, absurdamente à vontade, como se descrevessem brincadeiras infantis.
Novamente D.C.L.C. conduz a conversa, afirmando que todas ali usam preservativos. “Nós não somos nem doidas de querer pegar uma Aids. As mais velhas nos ensinam as coisas boas e ruins. A gente está aqui porque quer. A polícia passa e manda a gente pra casa, mas ninguém obedece. O Ronda já me botou no carro pra me levar pra casa, mas dei o endereço errado e voltei”.
A adolescente diz que mora no Conjunto Palmeiras, apenas com a avó, já que os pais foram mortos há quatro anos. “Morávamos eu, meus irmãos e minha vó, que é doente. Agora somos só nós duas porque um irmão morreu e o outro está preso. Eu que sustento a casa”, afirma.
“Nós não abandonamos a escola. Eu estou no 2º ano do Ensino Médio e quase não falto às aulas. Com o dinheiro que ganho, posso comprar minhas coisas, meu xampu, minha saia, tudo o que eu quero”, explica D.C.L.C.
COMBATE
Cresce o número de denúncias
As denúncias de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes em Fortaleza cresceram 480% no ano passado. Além disso, por ter liderado o número de denúncias desse tipo de crime durante o Carnaval do ano passado, a Capital cearense foi escolhida para o lançamento da Campanha Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Carnaval deste ano. Apesar de todo o alerta e da mobilização do poder público, o problema parece não diminuir.
Somente em 2008, o Diário do Nordeste abordou o tema duas vezes, em janeiro e fevereiro, mostrando meninas se oferecendo nas ruas e avenidas, detalhando os programas de apoio e recuperação às vitimas da exploração e atentando para o crescente número das denúncias, em todo o Estado.
Foram ouvidos representantes das entidades governamentais que trabalham a problemática, como a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), ligada à Presidência da República, além da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) e Fundação da Criança e de Família Cidadã (Funci).
Todos avaliam que o Ceará é líder no enfrentamento ao problema e que as denúncias são um fator positivo. Significam que a população está mais incomodada com a situação. Mas ainda percebe-se que cresce o número de meninas se vendendo e a exibição dos corpos acontece com mais ousadia. O que há de errado, então? Falta investimento? As ações são insuficientes? Os envolvidos não são punidos? Só é concreta a indignação de quem se cansou de ver as garotas nas ruas.
Para mudar a realidade das crianças e adolescentes vítimas de exploração e abuso sexual em Fortaleza, existem iniciativas do poder público que mantém espaços de acolhimento e recuperação das vitimizadas. Funcionam, hoje, a Rede Aquarela, o Espaço Aquarela-Serviço Sentinela, o Programa Ação Integrada e Referencial de Enfrentamento (Pair), ações e campanhas sazonais integrando as três esferas governamentais e até uma escola de estilismo formada por vítimas, a Estilo Solidário.
As crianças e adolescentes recebem atendimento psicossocial, são encaminhadas a redes de atenção, ingressam em rotinas educativas, recebem nutrição, retornam ao convívio familiar e comunitário e são acompanhadas juridicamente.
Para denunciar casos de exploração ou abuso sexual de crianças e adolescentes em Fortaleza basta ligar para os seguintes números: 0800.2802808, 3101.2044 (Dececa) e o 100 (nacional).
CONHEÇA A LEI
Legislação
Quem se envolve com a exploração sexual de crianças e adolescentes está infringindo duas legislações:
Artigo 228 do Código Penal Brasileiro – Favorecimento da Prostituição
Induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone: Pena – reclusão, de dois a cinco anos. Se a vítima for maior de 14 e menor de 18 anos, ou se o agente é seu parente, a pena passa a ser reclusão de três a oito anos. Se o crime é cometido com emprego de violência, ou ameaça, a reclusão é de quatro a dez anos, além da pena correspondente à violência. Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.
Artigo 244-A do ECA
Submeter criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual: Pena – reclusão de quatro a dez anos, além de multa.
GUTO CASTRO NETO
Repórter
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Ações do poder público são limitadas
Carlos S. V. dos Anjos Júnior
versiani@ufc.br
Sociólogo e antropólogo
Não podemos considerar que os programas de combate e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes sejam ineficazes. O problema do abuso infantil em Fortaleza ainda existe porque as ações do poder público ainda são muito limitadas. Acredito que até existe a boa vontade dos órgãos que atuam nessa área, mas falta a parte prática, as ações devem sair da burocracia. Esses programas deviam acompanhar o cotidiano noturno dessas garotas.
Apesar de haver programas sociais como o Bolsa Família, nós enfrentamos o empobrecimento e a falta de perspectiva de futuro nas comunidades das periferias da cidade. Falta investimento público em educação e trabalho e a geração dessas meninas que vemos nas ruas se prostituindo não tem perspectivas de como sobreviver. Não existem escolas públicas em tempo integral, que poderiam ocupar todo o dia das crianças.
Para agravar esse panorama, hoje, presenciamos a inoperância da família como controladora social. As famílias não têm mais como controlar as crianças. Assim, essas meninas da periferia, que têm a necessidade de conseguir dinheiro, procuram a prostituição como alternativa. É nesse momento que aparecem muitos oportunistas. Taxistas, recepcionistas de hotéis e até policiais se aproximam das garotas para sair ganhando alguma coisa.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste.
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quarta-feira, 25 jun 2008, 09:18
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Principal causa de morte no Ceará, o acidente vascular cerebral (AVC) faz cerca de 15 mil vítimas por ano. Desses, quatro mil acabam morrendo por conta do problema. Ontem, a Associação Brasileira de Neurologia comemorou o Dia Internacional do Acidente Vascular Cerebral, data estabelecida pela entidade desde 2005.
Conforme Wandemberg Rodrigues dos Santos, superintendente do Instituto Dr. José Frota (IJF), a unidade atende de 200 a 220 pacientes com AVC por mês, causando uma sobrecarga no atendimento. ‘‘O IJF é um hospital de traumas, mas atendemos também ao AVC. No entanto, o tratamento demanda uma atenção mais elaborada ao doente, o que aumenta a demora por leitos, dependendo da gravidade do caso’’.
O superintendente lembra que o AVC pode deixar seqüelas médias, como a paralisação de metade ou de partes do corpo do paciente. Em casos de maior gravidade, pode levar à perda irreversível da consciência.
Segundo o presidente do Comitê Estadual de Atenção à Doença Cerebrovascular, João José de Carvalho, a partir do próximo semestre será implantada uma série de ações para ampliar o atendimento e diagnosticar a incidência de casos.
A principal ação será a abertura de uma unidade voltada exclusivamente para vítimas de AVC, que vai funcionar no Hospital Geral de Fortaleza (HGF). A unidade, que pretende atender uma média de 300 pacientes por mês, será a primeira no Estado com este atendimento.
Para Carvalho, o desconhecimento para identificar um caso de AVC aumenta as chances de complicações e até de morte do paciente. Outro problema é promover a prevenção. ‘‘O controle dos fatores de risco evitam em até 50% a incidência do AVC’’, explica.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste – Hoje.
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quarta-feira, 25 jun 2008, 09:13
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A exposição Impressão de Mundos mostra um universo estruturado a partir da milenar arte da gravura. Cenas, pessoas, ambientes e imaginários são absorvidos pela textura da madeira e formatados pelo corte minucioso de Maércio Lopes, artista caririense que procura na Arte clássica o ponto de apoio de um olhar diferenciador sobre o panorama cultural do nosso povo.
Formado em letras, poeta e professor, Maércio nasceu em Santana do Cariri, mas foi no Crato que cresceu, estuda e vive. Apreciador do desenho e da pintura, encontrou na xilogravura de Carlos Henrique (Xilógrafo–Crato/CE) um caminho para o seu próprio projeto artístico no campo da gravura em madeira. Seus trabalhos já participaram de exposições coletivas em 2006, 2007 e 2008. Recentemente, dez peças suas foram reunidas numa exposição chamada “Cenas de Um Cariri” no coletivo Malungo, na cidade do Crato. A gravura de Maércio Lopes é marcada pela valorização dos detalhes, do jogo dos meios-tons, da expressividade, tudo isso para criar quadros que ressaltam a grandiosidade das coisas e personagens da cultura sertaneja e caririense.
SERVIÇO:
Exposição “Impressão de Mundos” de Maércio Lopes
De 25 de junho a 31 de julho
Das 8h às 20h – Galeria do SESC Crato
Entrada Franca.
Vernissage: dia 25 de junho às 19h.
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diversas
terça-feira, 24 jun 2008, 06:24
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Semana em memória
Violeta Arraes tem história no Ceará, especialmente no Cariri. A partir de hoje, sua figura recebe homenagens
Crato. Nesta terça-feira, às 19 horas, o reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), professor Plácido Cidade Nuvens, fará abertura da exposição dedicada à Violeta Arraes, intitulada “Sertaneja, Cidadã do Mundo”, que permanecerá no Saguão de Exposições da universidade até a quinta-feira. Ontem, foi celebrada, no Rio de Janeiro, às 11h30, missa de sétimo dia para a ex-reitora da Urca, no Mosteiro de São Bento. Durante a semana, a administração da universidade está preparando uma série de homenagens em memória.
A exposição envolverá fotografias contando um pouco da sua trajetória de vida, dentro de um rico contexto histórico e de vivências, que também mostram facetas da história recente do País. Frases marcantes, pensamentos de grandes intelectuais e personalidades que buscavam traduzir um pouco dessa tão importante caririense, que soube valorizar a sua região como poucos.
Na sexta-feira, dia 27, a urna com as cinzas de Violeta Arraes chega ao Cariri, por volta de 1h30 da manhã, no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro. Um cortejo virá acompanhando até o Saguão de Exposições da Urca.
Durante todo o dia serão prestadas homenagens de parentes e amigos, docentes, alunos, funcionários e também instituições regionais.
A paz, a justiça social, a arte, a cultura, o meio ambiente, a educação e a própria Urca, bandeiras constantes de luta de Violeta serão temas abordados, uma forma de reconhecimento e de lição que fica dessa nordestina, que foi, acima de tudo, um ser forte na defesa dos interesses edificantes da sociedade caririense e do Ceará.
Na universidade, a permanência será até às 18h30, quando segue para a Sé Catedral, onde será celebrada uma missa, às 19h30. Após, encerra-se a solenidade.
Na sexta-feira, foi realizada no Rio de Janeiro a cerimônia de cremação, com a presença da família e amigos. A ex-reitora da Urca e ex-secretária de Cultura do Estado faleceu no último dia 17, no Rio de Janeiro, aos 82 anos, vítima de câncer. Durante o evento estão sendo feitas várias homenagens a sua pessoa pelos funcionários e docentes da instituição, amigos e representantes de órgãos onde ela teve uma presença marcante.
Cultura e política
Nascida em Araripe, aos 14 anos, a ex-reitora foi para o Rio de Janeiro, sob a orientação do irmão político, Miguel Arraes. Cursou o Clássico no Sacré-Coeur de Marie e no Colégio Santo Amaro. Conheceu o padre Hélder Câmara, de quem se tornou muito próxima e foi colaboradora formal, como militante do Secretariado Nacional da Ação Católica. Formada em Sociologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Violeta Arraes tem uma vida marcada pela ação cultural e política.
Estagiou um ano na França, no Centro Internacional de Economia e Humanismo, dirigido pelo padre Lebret, onde conheceu seu marido, Pierre Maurice Gervaiseau, com quem se casou em Recife, no ano de 1951.
Na Urca, teve uma presença marcante como reitora, com a ampliação e qualificação da universidade. Ela foi uma das grandes mobilizadoras e articuladoras para o desenvolvimento de vários projetos e instituições na região, inclusive na divulgação e valorização da cultura do sertão caririense e do Estado como um todo.
Retorno
O retorno ao Cariri de Violeta veio após convite do governo do Estado. Primeiro assumiu em Fortaleza, a Secretaria de Cultura, em 1988. Desde a posse até o fim de sua gestão, ela desenvolveu um projeto que contemplou, não apenas a realização de obras e eventos, mas, principalmente, a implementação de um programa cuja pedagogia e filosofia buscavam conscientizar toda a sociedade sobre o real e amplo conceito de cultura. Um dos grandes projetos durante a sua gestão foi a inauguração do Theatro José de Alencar, na Capital.
Também está prevista uma passagem da urna com as cinzas pela Fundação da Casa Grande, no Teatro que leva o seu nome. Uma homenagem será prestada pela entidade. Após deixar a Universidade, ela afirmou ao diretor da entidade, Alemberg Quindins, que sua vida seria dedicada daquele momento em diante à Casa Grande e a sua família.
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
Mais informações:
Universidade Regional do Cariri (Urca), Rua Coronel Antônio Luiz, 1.161, Pimenta, Crato (CE)
(88) 3102.1212/ 3102 1271
urca@urca.br
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terça-feira, 24 jun 2008, 06:13
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Jogando uma péssima partida neste domingo(22), no mirandão, a equipe cratense foi derrotada pelo Maranguape por
2 X 0. A equipe do Crato sentiu muito a falta do lateral esquerdo
Marquinhos.Outros jogos da segundona do Cearense 2008:
Itapajé 0 X 1 Guarany
Tiradentes 1 X 0 Limoeiro.
Outros jogos realizados neste final de semana;
Brasileirão Serie A Sábado dia 21
Coritiba 2 X 1 Fluminense
Botafogo 0 X 1 Portuguesa
São Paulo 1 X 0 Sport
Domingo dia 22
Ipatinga 1 X 3 Flamengo
Vasco 0 X 2 Palmeiras
Santos 0 X 4 Goiás
Vitória 2 X 1 Internacional
Náutico 2 X 1 Atlético MG
Grêmio 3 X 0 Atlético PR
Por: Amilton Silva
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terça-feira, 24 jun 2008, 06:02
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Olá, meu nome é Luís Henrique e visito seu blog constantemente!
Gostaria de saber se você poderia falar alguma coisa sobre a ignorância do povo do crato quando, na época de São João, acendem fogueiras e mais fogueiras deixando o crato totalmente envolto de fumaça. “Ah, mas é tradição!”, algumas pessoas pensam. Mas com essa tradição muita gente vai parar no hospiral, tem problemas de respiração, dos olhos, etc. Eu por exemplo, estou me recuperando de uma gripe forte mas vou pegar esse fumaceiro no processo!
Não tem quem aguente esse fumaceiro!
O certo seria acender fogueiras em lugares abertos (granjeiro ou romoaldo), ou na área rural da cidade!
O que você acha?!
–
Luís Henrique Bentes
God is everything to me
Nota do Blog do Crato:
AmigoLuís Henrique,
Eu particularmente acho um absurdo esse negócio de fazer qualquer tipo de fumaça. Graças a Deus ainda hoje estou em Fortaleza e não temos qualquer sinal de fumaça por aqui. Embora seja da maldita “tradição” fazer fumaça em noites de São João, a cidade do Crato fica um caos com tanta fumaça. É uma barbárie !
Abraços,
Dihelson Mendonça
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terça-feira, 24 jun 2008, 01:26
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A pessoa jamais deveria fazer reflexão, só serve para torná-la infeliz, sem fazê-la melhorar ou torná-la mais sábia; faz com que lamente os bens passados e a impeça de gozar o presente; Apresenta-lhe o futuro feliz, a fim de, pela imaginação, seduzi-la e atormentá-la pelos desejos, mostrando-lhe também o futuro infeliz a fim de, antecipadamente fazê-la sentir. As pessoas que vivem numa ignorância racional, limitam sua curiosidade à extensão dos ensinamentos que receberam, nunca vão além das limitações adquiridas pelas imposições sociais, que são paradoxalmente tiranas e de falso pudor, nunca buscam inovações ou criatividade. Por exemplo: A sociedade impõe um homem “honesto”, sim e daí? De que serve na sociedade um só honesto mas sem talento? Apenas um fardo inútil, uma carga no mundo, etc… determinado apenas a cumprir o processo de procriação da espécie; por isso, quando refletimos, não nos contentamos com aqueles que têm a sina apenas da manutenção da espécie.
A extrema desigualdade na maneira de viver; O excesso de ociosidade de um; O excesso de trabalho de outra; A facilidade de irritar-se e de satisfazer nossos apetites e nossa sensualidade; Os alimentos muito sofisticados e que determinam tantas indigestões; As tristezas; As situações frustres; O esgotamento mental; São todos indícios de que a maioria dos nossos males são obra nossa, e que teríamos evitado se tivéssemos conservado a maneira simples, e prescrita pela natureza.
O cavalo, o gato, o touro, o próprio asno têm, na maioria, uma constituição mais robusta, mais vigor, força e coragem quando na floresta do que em nossas casas; perdem a metade dessas vantagens tornando-se domésticos e pode-se mesmo dizer, que todos os nossos cuidados para tratar bem e alimentar esses animais, só conseguem enfraquecê-los e torná-les: os menos resistentes. Acontece o mesmo com as pessoas. Tornando-se sociável e escravo dos dogmas moralistas do comportamento, acaba por debilitar ao mesmo tempo a força, e a coragem de enfrentar o novo, e os anseios de um porvir ainda não vivido, e como já dizia o velho Freud, “Em algum lugar na criança, em algum lugar no adulto, há um núcleo duro irredutível, obstinado de razão biológica, que a cultura não pode alcançar e que se reserva o direito, e o exercerá mais cedo ou mais tarde ( gosto dessa parte), de julgar a cultura, de resistir, de revisá-la”.
Por: Haroldo Ribeiro – Médico e Músico.
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diversas
segunda-feira, 23 jun 2008, 12:54
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Duas coisas que cultura não é: a) a manifestação isolada de artistas e intelectuais e b) os meios que divulgam a cultura. No primeiro caso se trata, no mundo capitalista, de aspectos ligados ao trabalho, ao trabalhador ou seja, a quem vende seu trabalho no mercado. No segundo caso, igualmente no mundo atual, de um produto que se compra e vende no mercado. Ambos existem como categoria histórica e embora não se possa ter cultura sem tais coisas, um tempo houve que não foi assim e um haverá de existir que assim não será. Então se queremos falar de aspectos teleológicos da cultura, em outro pensamento se encontra.
Duas coisas que cultura é: a) a apreensão da realidade pela humanidade e b) a linguagem humana com a qual se manifesta com sua contemporaneidade em relação às suas percepções intergeracionais. Por isso qualquer apreensão, embora uma qualidade de tempo e espaço de cada povo, não se resume ao modo de adjetivá-las, tentar criar selos de qualidade que afinal são o modo “preconceituoso” com o qual um povo classifica o outro. Os europeus viam a cultura africana e ameríndia como algo primitivo, puramente atrasado e sem valor estético. Aí vieram os cubistas com toda modernidade da arte, inclusive Carl Jung com O Homem e seus Símbolos e tudo se pôs no lugar do não colonialismo. O mesmo argumento se aplica à cultura como linguagem humana, sem a universalidade do pensamento, sem a apreensão da complexidade do mundo e da sua cristalina simplicidade (vejam bem intelectualidade nos tempos atuais é um mero padrão de qualidade, um selo de escolaridade) não se pode compreender o outro. E outro é a base da comunicação. Portanto, neste sentido, cultura é ao mesmo tempo estética (relativa a tempo, espaço e povo) e ética (relativa ao outro).
Agora ao que vem isso tudo. No seguinte sentido: não se formam artistas sem povo e não se constrói comunicação deste povo sem a conquista do espaço de comunicação. Ao falar de conquista é claro que falo em luta, mas é preciso entender a luta necessária em cada tempo. E a luta do tempo no MEU CARIRI é a luta pela expressão do imenso patrimônio que existe (não é só dos outros ou do folclore é de cada humano da região inclusive artistas e políticos) e criação de um público que interaja com a elaboração cultural. No meu entender alguns pontos são necessários:
a) os atuais candidatos a Prefeito (especialmente o Samuel que deseja a reeleição) deveriam elaborar um projeto cultural que financie as manifestações artísticas locais (especialmente os artistas) considerando a liberdade de criação e manifestação; a troca com outras culturas (oficinas, amostras, shows etc.) e pricipalmente a formação de público, especialmente nas escolas. No meu entender a prefeitura tem que criar uma grade de eventos regulares de manifestações culturais variadas (fotografia, música, pintura, escultura, poesia, literatura, teatro etc.) que tanto pode ser intinerante nos espaços da própria escola como podem ser eventos que congreguem várias escolas e os seus familiares.
b) os artistas do Crato (Cariri) têm que politizar os espaços de manifestações e expressão cultural. Para isso duas contradições devem ser superadas de cara: a disputa por hegemonia de grupos e a arapuca da “farinha pouca meu pirão primeiro”. Em seguida mapear os espaços, as fontes de financiamento, as oportunidades não exploradas e criar um roteiro político de ocupação da cultura local. Volto ao tema da EXPOCRATO: aquele é um patrimônio público e da região e não cabe a um só organizador organizar o que é de todos. Os artistas locais devem ter força, conquistada por eles mesmos, na agenda do referido evento.
c) a cultura cearense não existe sem a cultura caririense. O Ceará não terá a mesma força de expressão de Pernambuco e Bahia se não juntar o litoral com o interior. E quando falo em juntar quero dizer de expressão, não de concessão, mas da verdadeira força da voz do Cariri e ela só aparecerá neste pântano de silêncio com a unidade política entre povo, artista e os políticos regionais.
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diversas
segunda-feira, 23 jun 2008, 06:53
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Por uma feliz coincidência, foi registrada essa foto há poucos dias na praça Siqueira Campos; Da esquerda para a direita: Roberto Jamacaru, João Nicodemos, Dihelson Mendonça e Pachelly Jamacaru, que se recupera de umas cirurgias no pé.
Foto: Lania Brito.
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diversas
segunda-feira, 23 jun 2008, 06:48
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diversas
segunda-feira, 23 jun 2008, 02:33
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“Eu sou…sou…eu sou um matuto…sou um matuto do pé da serra do Crato”. E num ritmo discursivo, com pausas centenárias, completou sua homenagem concentrada, composta por três períodos apenas: “Ela foi quem me ensinou. O vento que circula no pé da serra do Crato é um vento com saudade do mar“. Em seguida com a voz tolhida pelo choro retornou ao assento em que se encontrava. Alemberg, com a cabeça baixa e suas lágrimas formando um pequeno lago sobre as lentes dos óculos. Era uma saudade que não dispersava, sobretudo recolhia volume.
Na porta da pequena capela do Memorial do Carmo, o Rio de Janeiro era contemporâneo como o é. Por trás um grande vai e vem de policiais militares, helicópteros sobrevoando a área, a Avenida Brasil caudalosa, contraditória entre um Mercedes Benz conversível e as favelas de suas laterais. Na porta, enquanto esperávamos, o professor Cândido Mendes se espantava: eu não tinha consciência do quanto Violeta era conhecida no Rio de Janeiro. Cândido era um amigo da militância da juventude universitária católica dos idos dos anos cinqüenta de Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau.
Um destaque para Bia Lessa. Desde os momentos críticos do CTI como uma mini deusa, sabendo que poderes não tinha para mudar o curso mortal, mas querendo para a amiga um final de dignidade. E que dignidade era essa? A humanidade de Violeta. Naqueles dias mesmo a pequenina, miudinha, quase nada, Bia tinha dado um valor estético inusitado para a campanha da moda no Fashion Rio. Mas no dia seguinte ela dizia: com um país feito o nosso aquilo não é nada. Era Bia e você esteve na altura de quem a conhece, de quem vai muito longe, pois sabe que o horizonte que esconde não é fim em si, é apenas a curvatura do cosmo.
Entre os depoimentos, ouviram-se os dos filhos. São depoimentos, em quaisquer circunstâncias, muito especiais. Lendo texto de São Francisco de Assis, Eça de Queiroz pela voz de um deles ou o mais jovem reconhecendo que o abandono que a militância da mãe lhe parecera era apenas o processo do encontro dele mesmo com a humanidade. Maria Benigna, Henri e Jean Paul, ao lado de um sofrido Pierre Gervaiseau. Pierre é um europeu muito disciplinado, sabe bem das dificuldades terceiro mundistas, mas por vezes quer uma resposta mais direta deste povo, quem o conhece pode imaginá-lo irritado naqueles embates. Não é bem assim e neste momento tem uma grandeza de compreensão e paciência própria de quem as possui.
Quando a família abriu os depoimentos aos amigos, Turíbio Santos trouxe o depoimento pela interpretação de Villa Lobos. Uma arte apropriada àquela brasileira que pertence a um povo que tantos violonistas teve e entre eles este que tem nome ruidoso, inquieto mesmo. Mas este nome grego, Turíbio, recebeu a bênção de um candomblé sincrético, aquele de todos os Santos.
Zé Almino, um intelectual de peso, escritor sólido, com a difícil missão de conduzir a Casa Ruy Barbosa do Ministério da Cultura, enfim uma pessoa importante. Sai do seu assento em que se encontrava e andou como um humílimo camponês. Posou com a leveza de uma ave sertaneja e do galho em que estava, extraiu a síntese da relação com a tia, repetindo a oração do anjo da guarda, verso a verso, enquanto o professor Cândido Mendes lhe fazia eco. Nisso veio pela capela, como se fazia naqueles terreiros de cantadores, um homem e seu violão. Sentou-se num banco que às pressas lhe deram e tocou uma linda canção, música de seu filho e letra dele, que falava do sertão, do nordeste, destas eternidades que entram como categoria do todo. Caetano Velloso ainda retornou e repetiu, ao final da cerimônia e abriu a voz com: no meu cariri quando a chuva não vem/ Não fica lá ninguém somente Deus ajuda/ Se não vier do céu/ Chuva que nos acuda/ Macambira morre, Xique-xique seca, Juriti se muda. …E em seguida Caetano cantou: apenas a matéria vida era tão fina.
A política nacional, da qual Violeta é matéria, não esteve como mera presença. Apenas oportunidade de mostrar-se. O governo de São Paulo deslocou membros seus, entre aqueles de maior expressão nacional, mas todos com um vínculo pessoal com Violeta: Aloísio Nunes Ferreira e Alberto Goldman. Carlos Augusto e Guel Arraes com suas esposas desde sempre ao lado da tia, estiveram como lembrança do grande amor que ela lhes tinha, sei que sabem, mas fica mais evidente quando dito por um terceiro que sozinho com ela tomou conhecimento de tal. Cacá Digues trouxe duas faces, aquela do nordestino universal igual Violeta e a outra de Nara que se tornou uma espécie de anjo sublime dos dias após em que Violeta ficou sem a amiga. E tantas pessoas fortes do universo estelar de Violeta entre elas, nestas falhas memórias, a Maria Elisa e a Cristina. E o Amir Haddad que entrou silencioso, como um personagem do seu teatro de rua, quase sem falar com ninguém, veio até a amiga, a fixou por algum tempo e, terminada a cerimônia, foi-se.
O texto central da cerimônia foi a narrativa do contexto histórico de Violeta na visão do professor de filosofia, diretor do museu de arte moderna, ex-dominicano, humanista e pensador Blanquart. Um ser como a humanidade de vez em quando extrai de seu movimento. Um francês que filosofa com o corpo, aliás isso é bem francês, só poderia ser de quem da filosofia extraiu uma imensa revolução social, política e econômica e desta resulta o seu modo de capturar a vida nos séculos XIX e XX. Lendo em francês enquanto Cândido Mendes relia em português, aquele texto deveria retornar para o nosso silêncio reflexivo quando os fatos podem se alongar mais do que momentos.
Para completar Violeta o padre que realizava a cerimônia. Era um homem vindo dos sertões de Pernambuco, largado na periferia do Rio de Janeiro, junto ao ministério de capelas esquecidas. Recebeu a incumbência do ofício assim como uma rotina de sua vida. Por todo o tempo em que oficiava sua rotina se mantinha. Mas a partir de um certo momento, parece ter reconhecido Cândido Mendes, Alberto Goldman e Caetano Velloso e como ele mesmo humildemente repetiu: a ficha lhe tinha caído. Oficiava uma cerimônia para alguém muito importante.
Mas de todas as importâncias que pude extrair, uma que todos sentimos, mas talvez algumas pessoas do Crato não saibam. O quanto Violeta levou o nome desta cidade para a cultura brasileira. Talvez na cidade já “tenha caído a ficha” do quê ela representou para si. E falo deste “já” por saber que não é incomum que pessoas se alienem da sua própria realidade, cultivando um individualismo utilitarista que as reduz ao invés de ampliá-las.
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diversas
domingo, 22 jun 2008, 13:23
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Adorei ter feito este ensaio. Primeiro porque são João é uma festa rica com um simbolismo bem Brasil. Depois, porque tive a sorte de encontrar uma quadrilha com um figurino bem arretado, sem aquela coisa padronizada que vemos hoje em muitas por aí! “Viva São Soão minha gente”! Arrocha menino…
Fiz até uma músiquinha assim:
Festa de forró que é boa
Sempre tem mulher bonita
Um sanfoneiro nato, um zabumbeiro
Forró, fogueira e faísca
Quem se arrisca na morena
Tem que saber dançar bem
Não pisar no pé da moça
Não pender pro lado errado
Dá de conta do recado
Bem colado num vai e vem!
Se o baile é perfumado
Eu vou por lá
Tem-se forró bem marcado
Eu vou ta lá
A noite inteira nessa brincadeira
Pelos arraiás deste meu país
Onde as bandeirolas
Onde o povo for feliz
Onde uma sanfona lembrar Sr. Luiz!
Pachelly J.

São João II

São João III

São João IV

Fotos: Pachelly Jamacaru
Protegidas pela Lei: 6.910
“Direitos Autorais”
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diversas
domingo, 22 jun 2008, 04:43
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Os presidentes de 26 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) decidiram solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o serviço de envio de torpedos, por meio das páginas das operadoras de telefonia na internet, seja suspenso na semana das eleições. A medida foi proposta nesta sexta-feira pelo TRE do Rio de Janeiro, durante o XLI Encontro de Presidentes dos TREs, na capital fluminense. “Às vésperas da eleição, fica impossível aos candidatos se defenderem de propaganda negativa”, explicou o juiz e coordenador estadual da Fiscalização da Propaganda Eleitoral no Rio, Luiz Márcio Pereira.
O juiz informou que o TRE-RJ já entrou em contato com as operadoras de telefonia móvel. De acordo com o juiz, elas se mostraram dispostas a acatar a determinação, desde que seja nacional, pois, só assim teria utilidade. As informações são do TRE-RJ.
Fonte: TRE Rio e Blog de Iguatu – Afiliado da Rede Blogs do Cariri.
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diversas
domingo, 22 jun 2008, 04:14
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Entendendo as Eleições
A VIDA PREGRESSA DE CANDIDATO DEVE SER LIMPA E PROBA PARA O DEFERIMENTO DO REGISTRO DE CANDIDATURA
O questionamento sobre a vida pregressa de pretenso candidato a cargo eletivo teve sua origem no TRE-RJ, no caso emblemático do conhecido político brasileiro Eurico Miranda. A síntese da decisão do TRE-RJ, que indefere o pedido de registro de candidatura de Eurico Miranda é a seguinte: sob o argumento de que o candidato não teria vida pregressa idônea que o habilitasse a exercer cargo público. Ele não teria “postura moral” para exercer cargo público por responder a processos criminais.
A observância da tese da vida pregressa tem origem no próprio texto constitucional no art. 14, §9º. O cerne do questionamento é se a norma constitucional é ou não auto-aplicável.
O questionamento da vida pregressa elencada no texto constitucional visa, exclusivamente, a observância da moralidade e da probidade administrativa, e tenta afastar da ge rencia da coisa pública, pessoa que não tem condição moral e ética, por ter em seu currículo processos criminal, de improbidade administrativa e contas desaprovadas pelo órgão competente. Vejamos como leciona Manoel Gonçalves Ferreira Filho, sobre o tema: “A intenção é clara e louvável: trata-se de impedir que disputem eleições – e por estas se elejam – pessoas cujo passado – a vida pregressa – sugira que ameacem a probidade administrativa e a moralidade”. Curso de Direito Constitucional. 31. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Saraiva, 2005 p. 119. Destaque meu.
O entendimento dominante do Tribunal Superior Eleitoral é que haja Lei Complementar para conceituar a vida pregressa, regulamentando e dando eficácia a condição de inelegibilidade.
Djalma Pinto, defensor ardoroso da observância da vida pregressa antes do registro de candidatura, se posta em lado contrário ao posicionamento do TSE, e com inteligência de quem defen de a moralidade administrativa, elenca, que basta, somente, emprestar eficácia aos princípios constitucionais que exortam a probidade administrativa, para efetivar e dar aplicabilidade à tese. Para uma melhor compreensão, transcrevo a lição deste atuante advogado eleitoral:
“Não se pode afirmar que o nosso sistema jurídico não se ache equipado com normas aptas a repelir o acesso aos cargos públicos de pessoas comprovadamente sem probidade. Em absoluto. Há até excesso dessas normas, falta apenas colocá-las em prática com a determinação e firmeza [...]. Basta, simplesmente, emprestar eficácia aos princípios constitucionais que repudiam a improbidade”. Destaque meu.
Reforçando o que foi firmado na doutrina do Djalma Pinto, que empresta proteção a probidade administrativa, vem o pronunciamento do Ministro do TSE, Cesar Asfor Rocha, que com maestria leciona:
“(…) sob pena de se banalizar o comando constitucional do art. 14, � � 9º, que preconiza a proteção da probidade administrativa e da moralidade para o exercício de mandato eletivo”. RO nº 912. Destaque meu.
Ressalta-se a brilhante contribuição do Ministro Cesar Asfor Rocha, no sentido da evolução da jurisprudência do TSE, que em processo de sua relatoria, modifica a interpretação da Súmula nº 1, que exigia, somente, a propositura de ação desconstitutiva para habilitar ex-gestor ímprobo, a ter um passaporte que lhe possibilitava registrar sua candidatura junto à Justiça Eleitoral. Hoje, com a evolução da jurisprudência do TSE, há necessidade efetiva do ex-administrador ímprobo, buscar junto à Justiça, a anulação da desaprovação de suas Contas, através de um provimento liminar ou antecipatório de tutela. A maioria das condutas amoral praticadas contra o Erário Público, não são necessárias maiores diligencias para constatá-las, visto que, se há recurso para construção de uma determinada ob ra e esta ação não é edificada, fato comprovado pelo sistema de controle externo, através de auditoria, não há defesa ampla e técnica que posso ilidir a configuração da malversação do dinheiro público, pois a constatação é insofismável, inconteste e patente. Socorro-me, mais uma vez, do que diz a luminar doutrina de Djalma Pinto:
“Nesse contexto, a exigência de trânsito em julgado de condenação para simples aferição de improbidade, em última análise, significa prestigiá-la estimulando os governantes desonestos a persistirem na sua sina, tornando impotente a ordem jurídica para enfrentá-los, como se o Direito Pátrio, no limiar do terceiro milênio, não dispusesse de mecanismo para dar satisfação aos seus legítimos destinatários: o povo brasileiro. Povo este desiludido e desencantado com as soluções propostas sempre tendentes à preservação dos direitos políticos dos comprovadamente sem probidade”. Destaque meu.
Verifica-se, destarte, que a preocupação dos doutrinadores vem relacionada, sempre, com a probidade e moralidade administrativa, requisitos básicos e efetivos para condição de elegibilidade de pretenso gestor público. O que se quer, com a tese da vida pregressa, não é transformar ou modificar a presunção penal de inocência elencada na Carta Política, mas, somente, a de transferir para o pretenso candidato o dever de demonstrar condição moral e ética para gerenciar a coisa pública, antes é claro, do deferimento do registro de candidatura pela Justiça Eleitoral. Fragmento abaixo, o voto do equilibrado ministro presidente do TSE, Carlos Ayres Brito, referente ao Processo Administrativo nº. 19919 – TRE-PB, que com a maestria de um grande democrata, preocupado com o padrão de moralidade dos futuros gestores públicos, indica que a Justiça Eleitoral é competente para observar a vida pregressa de candidatos. Vejamos o bem alinhavado voto do ministro:
“(…) Daqui avulta a exigência de uma honrada vida pessoal pregressa como inafastável condição de elegibilidade. Condição de elegibilidade tão necessária, tão da natureza do tema da representação popular que a própria Constituição nem se deu ao trabalho de explicitá-la. Como não precisou explicitar a escolha do candidato em convenção partidária, tampouco o ato em si do deferimento do pedido de registro de candidatura. Candidatura, aliás, que tem o originário significado de candura, pureza, limpeza ética, tanto quanto o vocábulo “candidato” (§§ 2º e 3º do art. 77 da nossa Lei Republicana) não tem outro étimo que não seja o de candidus; vale dizer, cândido, puro, limpo, sob o mesmo signo da ética ou moralidade.
(…)
Resultando de toda essa entrelaçada normação o natural vetor hermenêutico de que a Constituição exige mais de quem mais recebeu dela própria. Tanto quanto a compreensão de que ela, Constituição, não exigiria do exercente do cargo um padrão de moralidade que já não fosse a natural continuação de uma vida pregressa também pautada por valores éticos. Afinal, a idéia-força de que o povo merece os melhores representantes começa com o pleno conhecimento do passado de cada um deles. Conforme, ressalte-se, ocorre com todo membro do Poder Judiciário, do Ministério Público e de quem mais participe de concurso público de provas, ou de provas e títulos (por que os candidatos a cargo político-eletivo seriam diferentes?). Que para isso a moralidade se põe como um dos explícitos princípios de toda a Administração Pública de qualquer dos Poderes de cada qual das pessoas federadas (cabeça do artigo constitucional de nº 37). E ninguém desconhece que até mesmo os titulares de cargo parlamentar podem vir a desempenhar típicas funções de administração pública, dentre as quais um gerenciamento de “dinheiros, bens e valores” (parágrafo ún ico do art. 70 da Constituição) absolutamente incompatível com a tese da não-exigência do prévio conhecimento dos antecedentes éticos de cada candidato”. Destaque meu.
Concluí o seu voto, dizendo:
“Voto, portanto, no sentido de se reconhecer à Justiça Eleitoral o poder de apreciar os pedidos de registro de candidatura a cargo político-eletivo, na perspectiva da vida moral pregressa do pré-candidato”. Destaque meu. A tese da vida pregressa foi defendida pelo eminente Ministro Ayres Brito e acompanhada pelos seguintes ministros: Joaquim Barbosa e Felix Fischer.
A decisão do Processo Administrativo nº. 19919 – TRE-PB – motivou duras críticas à Corte Superior Eleitoral, pois não observou a possibilidade da verificação da vida pregressa para indeferir registro de candidatura, de cidadão que tenha processos criminal, por improbidade e contas desaprovadas pela Corte competente.
Na decisão do TSE – Processo Administrativ o nº. 19919 – TRE-PB manteve a posição já firmada pela Corte, não havendo qualquer modificação de sua jurisprudência.
A Lei Complementar nº 64/90, que regulamenta os casos de inelegibilidade, no seu art. 1º, I, “g” indica que: os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente (…)Grifo meu. Verificando a literalidade do texto da norma, o que mais chama a atenção é expressão: “decisão irrecorrível do órgão competente”. Grifo meu.
Qual é o órgão competente para proferir decisão que interferirá na condição inelegibilidade do pretenso candidato, reduzindo a capacidade de cidadania de ex-gestor ímprobo?
A explicação vem do próprio texto constitucional. Senão vejamos: a Constituição Federal, no art. 71, estabelece que as Contas de Governo da União, Estados e Municípios deveram passar pelo crivo técnico dos Tribunais de Contas, que emite parecer prévio. Por conta da simetria constitucional, a Constituição do Estado do Ceará, determina que as contas de Governo dos Municípios do Estado do Ceará ficam a cargo do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM, que faz a apreciação técnica através de parecer prévio que é submetido ao crivo do Poder Legislativo local. Os Tribunais de Contas tem outras competências, entretanto, não vou demonstrá-las para não alongar o artigo. O Tribunal de Contas, na apreciação das Contas de Governo, somente emite parecer pérvio, o qual se sujeita ao julgamento do Poder Legislativo – julgamento político, que poderá manter a observação de Corte de Contas ou poderá rejeitá-las, julgando-as conforme o seu próprio entendimento. Havendo a desaprovação ou aprovação das Contas de Governo pelo Poder Legislativo tem-se a decisão irrecorrível do órgão competente. A decisão irrecor rível do órgão competente tem validade e eficácia, não podendo o Poder Judiciário adentrar no seu mérito, facultando, somente, a observância dos preceitos constitucionais da ampla defesa, do contraditório e sua regularidade formal.
Vejamos como se pronuncia a jurisprudência pátria com relação ao tema:
TRIBUNAL DE CONTAS. Julgamento das contas de responsáveis por haveres públicos. Competência exclusiva, salvo nulidade por irregularidade formal grave (MS 6.960, 1959), ou manifesta ilegalidade aparente (“MS 7.280, 1960)” (RTJ 43/151). Grifo meu.
Destaco, neste precedente, a lição do Ministro Barros Monteiro, que:
“A segunda questão, de serem preclusivas e insuscetíveis de apreciação pelo Judiciário as decisões do Tribunal de Contas, eu acolho, com reservas, diante do preceito do artigo 150, § 4º, da CF, que reproduziu o dispositivo da Constituição anterior, segundo o qual não se pode subtrair da apreciação do P oder Judiciário qualquer lesão do direito individual. Mas, feita essa ressalva, estou de pleno acordo em que não se pode chegar a outra conclusão senão àquela do acórdão mencionado pelo eminente Ministro Victor Nunes, do qual foi Relator o Ministro Henrique D’Ávila, e que, exprime o pensamento deste Tribunal. As decisões do Tribunal de Contas não podem ser revistas pelo Poder Judiciário, a não quanto ao seu aspecto formal.” (RTJ 43/157). Grifo meu. Sendo assim, com a decisão do Processo Administrativo nº. 19919 – TRE-PB, não modifica a interpretação da Súmula nº 1 do TSE. Que determina a necessidade do ex-gestor amoral, quando tiver suas Contas de Governo desaprovadas pelo o órgão competente, deverá buscar no Poder Judiciário uma tutela antecipada ou uma liminar, passaporte de elegibilidade para conseguir registrar suas candidaturas.
Concluo dizendo, que há mecanismos suficientes no próprio texto constitucional para efetivar aind a neste pleito eleitoral de 2008 a verificação da tese da vida pregressa dos candidatos, possibilitando o indeferimento do registro de candidatura pela Justiça Eleitoral, quando observado postura amoral em sua conduta. Filio-me, aos doutrinados de escol, que demonstram que não será necessária a edição de Lei Complementar para tornar eficaz o instituto da vida pregressa, devendo, de logo, a justiça Eleitoral, afastar o cidadão que não tenham acuidade moral e ética para gerenciar a coisa pública.
Ernani Brigido – Advogado
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domingo, 22 jun 2008, 04:11
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Olá Dihelson,
Acompanho assiduidamente o Blog do Crato, assim como cada vez mais falo dele para todos. Sou uma cratense que mora em Petrolina-PE e, mesmo assim, sou muito interessada com o que acontece no meu amado “Cratinho de açúcar”. Receba os meus parabéns pelo excelentíssimo blog. Que mais e mais ele seja, para os que só querem o melhor, a “porta aberta” para as manifestações e defesas da nossa terra.
Um grande abraço e que continue com a sua mente dotada de muita luz.
Maria do Socorro Brito Carvalho
Petrolina-PE
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domingo, 22 jun 2008, 00:40
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Nessa semana que se passou iniciamos (nos núcleos de estudos NERE e NECEF) na URCA um movimento intitulado MOVIMENTO DO POVO TIBETANO: CULTURA, IDENTIDADE E LIBERDADE. A exposição com banners e vídeos abriu um espaço para reflexão sobre a cultura espiritual tibetana e a história da invasão comunista chinesa no Tibet em 1949. Sobre o pretexto de que os tibetanos viviam numa escravidão ditada pelos monges, os chineses invadiram o Tibet em 1949 onde a partir desta data mataram – pasmem! – 1 milhão de tibetanos dentre eles monges que só sabiam meditar. Um exército muito superior a resistência dos “soldados” tibetanos arruinaram 6 mil monastérios além da carnificina que fizeram nas cidades pacíficas dessa cultura espiritual milenar. Sinto-me impelido de informar a todos os cidadãos brasileiros das artimanhas dessa ideologia criminosa que com argumentos tão insensatos e desumanos mantém sob vigilância implacável (patrulhamento ideológico) os rituais desses monges que ainda conseguem manter a muito custo sua bela tradição espiritual nos poucos monastérios que ainda resistem em pé. Além disso, 110 mil tibetanos vivem exilados na India – na fronteira com a China – sem poderem retornar à sua terra natal e praticarem a sua cultura espiritual. E o seu venerado líder espiritual – Dalai Lama – também não pode retornar e ser adorado ou ter sua foto carregada na carteira de seus liderados. Um verdadeiro crime contra a humanidade!
O quanto ainda ficaremos calados contra um regime que se diz democrático com ações tão vergonhosas como essa? Cadê os direitos humanos? Sinceramente o que nós precisamos mesmo fazer é valorizar todas as culturas porque assim preservaremos as identidades de seus membros. Isto porque um povo sem cultura é um povo sem identidade e, portanto, sem liberdade para expressar suas vocações e tradições. Creio que, devemos todos divulgar essa máxima: “povo que perde sua cultura, perde a sua identidade, perde a sua liberdade, perde também o sentido de viver e existir em paz”. Eu não tenho dúvidas sobre a grandeza da cultura espiritual tibetana, porque entendo por vivência própria a dimensão de suas práticas e valores fundados na meditação, no desapego e no respeito a todos – todos mesmos! – os seres vivos.
Hoje, o mundo se questiona sobre as ideologias e valores praticados pelas superpotências (E.U.A, China etc) que estão destruindo o planeta (e o Brasil com o desmatamento da Amazônia também está nesse grupo). A China, por exemplo, está num processo de destruição ecológica a tal ponto que sua capital está cercada por um imenso deserto com tempestades de areia sem igual no mundo. Lagos, rios e imensas plantações estão sendo poluídos e destruídos. E quando acabarem de destruírem o que têm avançarão, como está fazendo o E.U. A, sobre as riquezas dos outros países (p. ex,: a Amazônia brasileira).
A vida humana só tem sentido na preservação da diversidade de suas culturas materiais e imateriais. Uma vida com uma visão única, um poder único e cultura única é uma grande estupidez. Viva a diversidade cultural e ecológica! Intelectuais do Cariri e do Brasil gritem e se indignem contra essas ideologias totalitárias (de esquerda ou de direita) que querem transformar o mundo numa estupidez de suas visões de mundo infundadas e pequenas, e que jamais conseguirão compreender a complexidade da vida em todas as suas dimensões. Assim, se ficarmos calados a voz da estupidez totalitária um dia estará nos fazendo reféns de suas premissas e suas ordens fundadas no medo, no terror e na morte.
A liberdade é um dom de Deus e está associada a nossa capacidade de preservação de nossas culturas e identidades diversificadas. Abracem essa causa – porque se não fizerem isso o Brasil poderá sofrer como o Tibet está sofrendo desde 1949. Nada acontece por acaso!
A OLIMPIADA DE PEQUIM É UMA GRANDE HIPOCRISIA – VAMOS BOICOTAR – NÃO ASSISTAM PELA TV E NÃO LEIAM NADA SOBRE ELA.
Divulguem esse texto para todos os seus amigos da Internet – a PAZ de DEUS agradece!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – (88) 9201-9234 – bernardomelgaco@hotmail.com
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diversas
sábado, 21 jun 2008, 20:13
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SOBRE O SACI E OUTROS MITOS
Tudo bem, que seja o Saci, a quem tanto admiro e tenho na minha imaginação. Nada contra. Mas porque não lançamos uma campanha que unifique o país através de um mito nordestino-universal? Caipora. Mula. Saci…
Façamos um estudo e um grande plebiscito nacional, envolvendo escolas e comunidades. O Saci ocorre mais no Sudeste. Não podemos “lobatoralizar” a identidade nacional, mesmo considerando a contribuição do grande Monteiro.
Para nós a Caipora seria mais interessante. Perguntem aos sertanejos que vivem “o” sertão e “no” nordeste. Eles viram a Caipora, talvez jamais o Saci.
Sou contra a uniformização pelo modelo das regiões ricas (economicamente). Sou a favor do diálogo e da decisão coletiva.
SACI SIM. CAIPORA SIM. MULA-SEM-CABEÇA SIM. POVO SIM.
Meu voto é para a Caipora. Pés para trás, pode ser comparada à maestria enganadora dos dribles de Garrincha e ou identificar a malandragem dos pés para o sucesso no futebol.
Ainda a respeito: sou contra o dia do Saci. Por que o Saci? Por que não outro mito? Por que não um dia para todos eles, tendo em vista a pluridade cultural do Brasil? Por que os paulistas sempre têm que vir com suas bandeiras e entradas e nós, índios, temos que atender e aplaudir a suas carochinhas midiáticas?
Não podemos desconsiderar/desrespeitar as manifestações culturais de outras regiões.
Quem computará meu voto?
Um abraço.
Cacá Araújo
Presidente da Fundação do Folclore Mestre Eloi
Dramaturgo
Ator
Professor
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sábado, 21 jun 2008, 19:48
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A crônica abaixo – sobre José Bezerra de Menezes – foi publicada no jornal “Ceará em Brasília” nº. 191, maio de 2008. Focaliza a figura de um honrado cidadão nascido em Crato: o patriarca da família Bezerra de Menezes, de Juazeiro do Norte, José Bezerra de Menezes. Sobre ele, assim escreveu, também, o jornalista Temístocles de Castro e Silva: “A família Bezerra de Menezes deve sua projeção e seu prestígio, no século XX, ao seu patriarca José Bezerra de Menezes, que conquistou o respeito e a admiração de sua gente pelo acendrado amor ao próximo e profundo sentimento de solidariedade humana”.
José Bezerra, pacificador
por José Jezer de Oliveira (*)
José Bezerra de Menezes foi figura emblemática na vida social, política e empresarial da cidade de Juazeiro do Norte, encravada no coração do Cariri. À exceção do Padre Cícero, ninguém ali o excedia em respeito, prestígio e admiração conquistados perante os seus concidadãos, mercê das virtudes morais de que era titular e de qualidades outras que o distinguiam como cidadão.
Dotado de extraordinário espírito de solidariedade humana, era sempre solicitado a intervir em conflitos dada a maneira serena com que administrava os ânimos das pessoas em desavença. E as suas ponderações e conselhos eram comumente acatados. No Juazeiro, só não foi o que não quis ser ou o que, por impedimento legal, não pôde ser: Juiz, por exemplo. Mesmo assim, muitas de suas atitudes assemelhavam-se, de fato, às de um “juiz da paz”, tanto é que, carinhosamente, lhe atribuíram o titulo de “Pacificador”.
Pecuarista, agricultor, empresário, banqueiro, foi, também, prefeito, vereador e delegado de polícia, bem sucedido em todas essas atividades, mercê da invejável visão prática que tinha das coisas, o que, sem dúvida, deu-lhe o necessário suporte psicológico para o exercício de cada uma delas da maneira mais justa e equilibrada possível. Com respeitável paciência que lhe era peculiar, soube encaminhar os filhos nos negócios, preparando-os, ao mesmo tempo, para ingresso na política. Tanto em uma quanto em outra atividade se houveram com extraordinário êxito.
Na política, Leandro, o mais velho dos filhos homens, foi o primeiro a disputar cargo eletivo. Foi vereador. Morreu cedo, antes de alçar vôos mais altos. Em seguida, os gêmeos Adauto e Humberto, oficiais do Exército, seguidos por Orlando e Alacoque, estendendo-se à geração dos netos, um deles atualmente deputado federal, José Arnon. Todos conquistaram os mais expressivos postos na vida política: Orlando, prefeito, deputado estadual, deputado federal; Humberto: prefeito, deputado federal, Secretário de Estado, vice-governador; Adauto: deputado estadual, vice-governador, governador, deputado federal; Alacoque: Senadora da República.
Em José Bezerra de Menezes a prudência se sobressaía como um dos traços mais marcantes da sua personalidade.
Um só episódio é o bastante para evidenciar essa qualidade nele reconhecida pela gente do Juazeiro. Era ele delegado quando chegou a informação de que um bêbado estava armando a maior confusão em um bar da cidade. Chamou dois soldados da polícia e ordenou-lhes que conduzissem o homem à sua presença, recomendando-lhes, porém:
– Vão lá e tragam o homem. Mas tragam com jeito. – E se ele não quiser vir? – indagou um dos policiais.
– Com mais jeito ainda – respondeu José Bezerra.
Em seguida, virando-se para um amigo que estava ao seu lado:
– Se eu dissesse: de qualquer jeito, eles iam trazer o homem morto.
Em uma de suas idas ao Crato, a negócio ou em visita a parentes, encontrou-se com Moacir Mota, gerente da agência do Banco do Brasil, a única da região do Cariri, e que o abordou com a notícia de que já existiam recursos disponíveis para empréstimo na Carteira Agrícola do banco.
– Seu Moacir, isto é um namoro! – observou José Bezerra, acrescentando:
– Na hora de assinar o contrato é o casamento. No momento da quitação do empréstimo é o parto. Sou eu que estarei sentindo as dores e não o gerente do banco! Muito obrigado por sua informação.
(*) José Jezer de Oliveira é cratense. Jornalista, ex-presidente da Casa do Ceará, em Brasília e membro do Instituto Cultural do Cariri onde ocupa a Cadeira Ministro Colombo de Sousa.
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sábado, 21 jun 2008, 19:17
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Após grande vitória de virada por 2 X 1 sobre o Tiradentes na ´
última terça-feira, no mirandão, o Crato jogara amanhã às 16:00
no mirandão contra a equipe do Maranguape. A torcida está sen
do convocada para torcer por uma grande vitória da equipe cra
tense. Com a vitória sobre o Tiradentes o Crato passou para terceira posição na classificação geral da segundona 2008.
A rodada será complementada com os jogos:
Tiradentes X Limoeiro no Elzir Cabral
Trairiense X São Benedito no Barrosão
Itapajé X Guarany no Vieirão.
Ja pelo Brasileirão serie A, será iniciada hoje a sétima rodada com os jogos:
18:20 Botafogo X Portuguesa no engenhão
18:20 São Paulo X Sport no morumbi
18:20 Coritiba X Fluminense no Couto Pereira
18:20 Cruzeiro X Figueirense no Mineirão
A rodada será complementada amanhã com mais seis jogos:
16:00 Ipatinga X Flamengo no Ipatingão
16:00 Vitória X Internacional no Barradão
16:00 Vasco X Palmeiras no São Januário
18:10 Grêmio X Atlético PR no Olímpico
18:10 Santos X Goiás na Vila Belmiro
18:10 Náutico X Atlético MG nos Aflitos
Por: Amilton Silva
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sábado, 21 jun 2008, 14:20
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A cidade amanheceu com um lindo céu azul, um clima ameno, digno do dia do Município!
OBELISCO comemorativo aos 70 anos da fundação da: A.: R.: L.: S.:, renascença do Cariri 90

OBELISCO II

Desfile em comemoração ao dia do Município.

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diversas
sábado, 21 jun 2008, 14:07
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FESTIVAL CARIRI DA CANÇÃO
Eu não poderia deixar passar em branco, sem fazer nenhuma espécie de comentário sobre esse evento, mesmo as datas das apresentações não tendo favorecido a minha presença integral, devido ao trabalho. De fato não posso falar das músicas, dos arranjos e das interpretações da mostra competitiva, mas tive acesso aos shows e posso opinar sobre a estrutura como um todo.
Na abertura do evento eu pude perceber logo de imediato que a iniciativa da Prefeitura do Crato em retomar essa movimentação cultural foi vitoriosa e de muito bom grado. A produção acertou em cheio, pois o público foi muito bom e a estrutura como um todo foi satisfatória em muitos pontos.. Iniciativa como essa, de forma solitária, não redime toda a lacuna que existe na produção cultural caririense e o cuidado que o poder público deve ter com esse segmento, mas aponta para uma mudança de atitude muito louvável, deixando no ar uma esperança de que o espaço para futuras parcerias está aberto, ou não?!
Não cabe aqui discutir minhas reservas quanto ao modelo do evento, que particularmente creio já esgotado para os nossos tempos, mas nada me impede de aceitar a proposta do jeito que ela foi colocada em prática. Toda e qualquer tentativa de movimento, de dinamismo, de busca e de ação deve ser recebida a partir de uma concepção positiva. E essa, sem dúvida nenhuma, foi realmente uma iniciativa que caiu como uma luva para acalorar ainda mais a discussão regional sobre os aparelhos culturais, o papel do poder público, a organização dos artistas, os espaços, as intenções da produção cultural caririense, a inserção e valorização da nossa cultura em grandes eventos, como é o caso da ExpoCrato, por exemplo.
Do ponto de vista da aceitação do público, o Festival Cariri da Canção provou que existe interesse sim da população em prestigiar a nossa cultura. Contradizendo os especuladores de plantão e claro, os profissionais da área, preocupados em fazer dinheiro com a cultura de massas, o que já é outra história, que deverá ser discutida em outra instância e sem preconceitos ou ressentimentos.
Como é bom se deparar com uma platéia daquelas que eu vi. Gente de todas as classes, gente culta e educada, gente espalhada por todo o espaço da antiga estação do Crato, que prefiro não chamar de Centro Cultural, pois para isso falta muito. Aquela é a platéia que qualquer artista de vergonha gostaria de ter sempre. Não é de hoje que existe público para isso e esse mesmo público qualificado. O problema é a constância das produções, que são esporádicas. Não falo aqui de música para barzinho, acompanhada de bebida e futilidade. Falo de projetos.
O palco do Festival Cariri da Canção era bom, para uma primeira retomada, para a seqüência pontual do evento com certeza ele será melhorado. O som estava bem equalizado e se mostrou capaz de suportar a envergadura do evento. Já a iluminação era ridícula, muito abaixo do evento e das intenções culturais em questão. Não sei exatamente o porquê, mas a escolha das datas do evento me pareceu completamente equivocada, o que provocou a evasão de um público adicional muito significativo.
Quanto aos shows apresentados, de artistas convidados, achei muito providencial a seleção de nomes, mas com algumas reservas quanto à ausência de outros artistas importantes da nova produção artística da região. Faltaram as bandas de rock, reggae, hip hop e blues. Ficou faltando prestigiar quem já está na cena atual há um bom tempo, já com estrada e serviço prestado à expressão artística caririense, fora do eixo um banquinho, um violão e toda a reverência à MPB ou à chamada música de raiz. O panorama musical cresceu e está aí a apontar para uma direção desafiadora ao que já está estabelecido como consagrado. Basta dar uma olhada na intensa programação do Centro Cultural BNB, são inúmeras bandas e artistas individuais caririenses, já com representação no cenário musical nordestino e brasileiro.
Sei que não é fácil atender a todas as necessidades e isso daqui não é uma crítica gratuita, é apenas um alerta para outras produções futuras. Assistir pequenos shows foi uma experiência nova, mas não estimulante. Gostaria muito mais de todos aqueles nomes que se apresentaram, da mesma forma que gostaria muito mais dos que não foram lembrados de forma imperdoável. O Cariri não é só passado, que isso fique bem claro. No entanto, face ao abandono que havia tomado conta das produções maiores, o Festival Cariri da Canção torna-se já um oásis em meio a tanta porcaria produzida para fazer dinheiro imediato. O testemunho é geral sobre a qualidade das músicas que participaram da mostra competitiva. Da mesma forma que os comentários favoráveis ao evento são provas cabíveis de uma iniciativa bem sucedida.
Marcos Leonel
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diversas
sábado, 21 jun 2008, 07:17
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Creio que nem precisávamos relembrar aos cratenses dessa importante data, pois no Blog do Crato, todo dia é dia do Município de Crato, mas aos que moram fora, fazemos questão de nos congratular.
Abraços,
Parabéns, CRATINHO DE AÇÚCAR !!!
Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
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sábado, 21 jun 2008, 07:03
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UM SHOW!!!
FESTIVAL CARIRI DA CANÇÃO É SUCESSO
DE PÚBLICO, DE ORGANIZAÇÃO E DE QUALIDADE
O Crato está de parabéns!
Terça-feira próxima passada encerrou-se o evento cultural de maior magnitude realizado pela atual administração da cidade: O Festival Cariri da Canção, evento que veio resgatar a tradição dos antigos festivais da canção dos anos 70 e olhando para o futuro, servindo de elo entre o passado e o nosso futuro de Festivais.
O evento, que foi promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do município e pela Prefeitura do Crato, vem se destacando pelo resgate dos antigos festivais do anos 70 e 90 – CHAMA – (Chapada Musical do Araripe). Desde então, várias administrações passaram e nenhuma delas teve a sensibilidade de realizar, digo melhor, resgatar este importante acontecimento musical, dos mais valiosos e necessários, sobretudo nos dias atuais, uma vez que, estamos muito carentes de “qualidade para os nosso ouvidos”.
Vale salientar dentre outras coisas, para manter a tradição dos festivais, ser apresentado pelo magnãnimo JOÃO DO CRATO, que bem representa a cidade até no nome, e animou bastante o festival. Salientamos ainda no primeiro dia, os shows dos veteranos Abidoral Jamacaru, o Trio do músico Dihelson Mendonça, o show do guitarrista Cleivan Paiva, e do Juazeirense Luiz Fidélis que cantou com a platéia. A participação de artistas de várias cidades que formam a macro-região do Cariri, que se apresentaram com tamanha personalidade, passando-nos a impressão de que já são veteranos no ramo da música e de festivais. Entre os artistas cratenses, alguns consagrados nos antigos festivais realizados na quadra bicentenário, representados pela participação visceral de Luiz Carlos Salatiel, quando defendeu “GIRASSÓIS”, de José Calazans Callou Neto, outro da “nova safra”, entrelaçando todas as gerações da nossa melhor música, pelo surgimento de talentos que dormitavam no anonimato, em estado latente, aguardando uma oportunidade como esta.
O local onde se realizou a “festa da música no Cariri” não poderia ser mais apropriado. A antiga RFFSA, a nossa velha estação trens, que há mais de 20 anos havia sido transformada em depósito de lixo. Hoje, a atual administração a transformou no maior complexo cultural do interior do Ceará, com espaços para todas as apresentações artísticas, exposições e mostras de artes visuais, peças teatrais, lazer e entretenimento dos mais diversos. O Centro Cultural do Araripe é o símbolo do renascimento da nossa Cultura, que havia sido literalmente enterrada por outras administrações. É a justificativa maior de que somos realmente “A CAPITAL DA CULTURA”. É a evidência de que estamos no caminho certo.
Os artistas participantes que, diga-se de passagem, foram todos vencedores, pelas belíssimas apresentações, com canções interpretadas por vozes irretocáveis e músicos de altíssima qualidade… Independentemente do resultado, Todos somos vitoriosos – PÚBLICO E ARTISTAS – pela grande reconquista de um espaço que estava apenas adormecido e, que agora, desperta para nos fazer sonhar…
VIVA A MÚSICA DO CARIRI!
PARABÉNS AO GOVERNO MUNICIPAL PELA INICIATIVA!
O CRATO MERECE E AGRADECE!
Por: Dihelson Mendonça e George Macário ( O Democrato )
Fotos: George Macário.
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