Anoitece em nossa cidade…
diversas quinta-feira, 31 jul 2008, 22:25 | 4 ComentáriosFoto: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”
Foto: Pachelly Jamacaru
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Teve início ontem dia 30, a fase final do campeonato Cearense 2008, na sua segunda divisão com tres jogos.O Tiradentes surpreendeu o Trairiense vencendo-o por 3 X 0, Em Sobral A equipe do Guarany perdeu jogando no junco por 3 X 1 para o Maranguape.O representante caririense o time do Crato jogando em Maracanã, conseguiu um bom resultado ao empatar com o Maracanã em 0 X 0.Com esses resultados a classificação ficou assim:
1º Tiradentes 3 PG
2º Maranguape 3 PG
3º Guarany 3 PG
4º Crato 2 PG
5º Trairiense 2 PG
6º Maracanã 1 PG
O Guarany começou o hexagonal com 3 pontos de bonificação por ter sido a equipe de melhor campanha na fase inicial, o Trairiense com 2Pg ,e o Crato com 1 pg.O próximo jogo do Crato será no domingo dia 3 contra o maracanã, no estádio Mirandão às 16:00h.Espera-se o maior público na competição, ja que, o Crato representa o Cariri.
Por: Amilton Silva – Editor de esportes do Blog do Crato.
Com a saída de Gilberto Gil do Ministério da Cultura, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “perde seu trovador”, afirma uma reportagem do jornal espanhol “El Mundo”.
O artigo da versão online do diário –que também registra brevemente o fato na versão impressa desta quinta-feira– diz que Gil deixa o Ministério com um balanço positivo, ainda que isso o tenha impossibilitado de fazer tantos shows quanto gostaria.
“Gil, de 65 anos e um dos mais emblemáticos representantes da música popular brasileira, disse que pretende deixar que as coisas ocorram com normalidade”, disse o jornal, em artigo intitulado “Lula perde seu trovador”.
Segundo o “El Mundo”, Gil adotou um “claro tom de despedida” ao falar em um evento no Rio de Janeiro, antes mesmo de apresentar sua demissão a Lula.
“Espero que tenha sido importante para o Brasil que um artista tenha desempenhado com relativa facilidade o papel de ministro”, disse o cantor, de acordo com o jornal.
A reportagem ressalta que, durante sua gestão, Gil “incluiu no patrimônio nacional expressões culturais como a capoeira, o frevo, o samba de roda e a pintura corporal dos índios”.
Ao deixar o Executivo federal, o artista apenas realiza um desejo –o de voltar aos palcos– que já vinha alimentando desde o ano passado.
“[O ministro] já havia deixado claro que renunciaria em 2008 devido a que os discursos estavam prejudicando [sua voz]“, escreveu o “El Mundo”.
Fonte: Folha On Line – 31.07.2008
O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan aprovou no dia 15 de julho o tombamento da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, do século XVII, que deu origem e nome à cidade de Fortaleza, no Ceará. O evento aconteceu no dia 15 de julho em Salvador (BA) durante a reunião do Conselho, que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional.
O parecer técnico do Iphan incluiu a fortaleza nos três Livros do Tombo: Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico; Histórico e das Belas Artes. A proposta foi uma iniciativa do professor José Liberal de Castro, da Universidade Federal do Ceará (UFC), a pedido do Comando da 10ª Região Militar. Ele é também integrante do Conselho e o responsável pelos estudos históricos e arquitetônicos que acompanharam o processo de tombamento.
Base da 10ª Região Militar, a fortaleza está localizada ao lado do Passeio Público, monumento já tombado pelo Iphan. A edificação foi erguida numa área onde vários fortes foram construídos desde as primeiras tentativas de colonização e o local deu origem ao primeiro povoado da região, atualmente a capital do Estado.
Atualmente sua estrutura é constituída por pedra, cal e tijolo, e a edificação se encontra em boas condições gerais de construção. As maiores alterações produzidas em seu conjunto foram realizadas após a segunda guerra mundial, quando as instalações passaram por novas adaptações e reformas.
Breve histórico
A partir de 1649 foram construídos vários fortes, que passaram por sucessivos desmoronamentos, no local. Até então conhecido como Forte Schoonemboch (em homenagem ao governador holandês), em 1654 o forte foi tomado pelos portugueses e nomeado Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.
Em 1812 começou a ser construída a atual fortaleza, que foi praticamente concluída em 1817. De 1857 a 1860 outras obras foram realizadas, e a edificação passou então à categoria das fortificações de segunda classe.
A velha fortaleza foi desarmada pelo governo da República em 1910 e passou a ser considerada apenas como dependência do quartel ali instalado. No início da primeira guerra mundial seus canhões de bronze e importantes relíquias foram comercializadas e fundidas.
Mais informações:Assessoria de Comunicação – Iphan
Fones: 61 3326 8014 / 3326 6864 e 9972 0050
helenabrandi@iphan.gov.br
carine.almeida@iphan.gov.br
ascom@iphan.gov.br
Fonte: Ascom – http://portal.iphan.gov.br
Com 98 anos de atraso, o governo declarou na quinta-feira 24 que está anistiado o marinheiro João Cândido Felisberto, o famoso “Almirante Negro”, que liderou em 1910 a Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro – dois mil marujos insurretos ameaçaram bombardear a cidade exigindo o fim dos castigos corporais nos navios. Na época, o presidente Hermes da Fonseca negociou o fim da revolta com a anistia que nunca foi dada. João Cândido morreu em 1969, aos 89 anos.
Por Tatiana de Mello
Fonte: Revista ISTOÉ N° 2021
http://www.terra.com.br/istoe/
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Saudações, España !!!
Acima: Foto da Igreja da Sagrada Família – Barcelona.
Acima: Foto do Arco do Triunfo – Barcelona – España.
Para Judy e toda a turma do Crato e amigos que moram em Barcelona – España, o meu mais caloroso abraço. Fui contactado pelo amigo Araújo, da Araújo Sat sobre a sua irmã Judy e um grupo de amigos que moram em Barcelona e que diariamente lêem e escutam o Blog do Crato.
Para todos vocês, um grande abraço aqui do Brasil.
Dihelson Mendonça
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Acima: Foto do Cristo Redentor, na praça Francisco Sá ( praça cristo-rei ) em Crato.

Acima: Foto da Igreja da Sé em Crato – CE.
Fotos: Dihelson Mendonça
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Eu entrevistei esta semana o Secretário das Cidades do Ceará, Joaquim Cartaxo (foto). De forma exclusiva a este blogueiro, ele falou sobre vários assuntos como o projeto Cidades do Ceará, e em especial à sua execução na Região do Cariri. Segundo Cartaxo, o “CRAJUBAR” será a segunda Região Metropolitana do Ceará. O Secretário das Cidades diz ainda na entrevista que o Governador Cid Gomes, a partir de parcerias, irá entregar o Centro de Apoio ao Romeiro em Juazeiro e o Centro de Convenções em Crato.
A entrevista está no BOLETIM REDE DE BLOGS DO CARIRI que traz ainda outras matérias retiradas de websites do sistema. Para ouvir é só acionar o player ( lembrando de que primeiro, deve-se parar o player da Rádio Chapada do Araripe, para não ouvir duas coisas ao mesmo tempo ) :
Por: Beto Fernandes. Locução e Produção.
“Essa gente não tem mais o que inventar ?
Aqui no Ceará, terra das redes de dormir, o Jornal Diário do Nordeste publica na edição de hoje uma coisa no mínimo curiosa: A construção da maior rede de dormir do mundo. Os cearenses então, podem até não ter o maior arranha-céu do mundo, mas certamente nessa rede aí só o Godzilla poderia dormir…veja a seguir a matéria do DN:”
A rede possui 30 metros de comprimento, 12,5 metros de largura e 10 metros de altura. O artefato é 30 vezes maior que uma rede comum e pesa uma média de 700 quilos.
A rede de dormir foi apresentada na manhã de ontem, pela empresa Jobek do Brasil Indústria Têxtil, e já foi desmontada para ser enviada à Alemanha. De acordo com a gerente administrativa da Jobek Luciêda Kopf, foi preciso ter a participação de 45 funcionários para a produção da rede de dormir gigante. “Todos os anos a gente leva uma novidade para a Alemanha e a idéia surgiu ainda no ano passado, quando estávamos na feira”, conta.
Além disso, desde o momento em que se teve a idéia da rede de dormir até a sua produção, foram necessários seis meses de intenso trabalho. “Aumentamos em dez vezes o tamanho original da rede”, diz Luciêda. Se uma rede de dormir simples, nas medidas padrões, custa até R$ 200, quanto se pode esperar de uma rede gigante? “Não posso informar o valor de produção da rede”, informa Luciêda, mesmo sabendo que a produção terá apenas finalidade de exposição para a feira na Alemanha. A produção da fábrica é exportada para vários países, como Estados Unidos e Austrália, além da União Européia, Ásia e Caribe. Apesar de todo esforço e dedicação para produzir a rede gigante, a parte mais difícil estaria em conseguir tirar aquele famoso “cochilo”. Para dormir na rede, uma ajudinha não vale. Só será possível após enfrentar uma boa escalada de 10 metros, imprópria para quem tem muito medo de altura.
Comparação
Mesmo que não seja incluída no Guinness Book, a maior rede de dormir fabricada em Maracanaú já pode usufrir deste título no Ceará. Pelo menos é o que se pode esperar quando comparada com outras redes fabricadas no Estado. Uma iniciativa semelhante aconteceu em 2006, no município de Irauçuba. Lá, os artesãos acreditaram que teriam produzido a maior rede medindo apenas 15 metros de comprimento e 4,80m de largura. Diferente do objetivo proposto pela empresa alemã Jobek, que prioriza o reconhecimento no Guinness Book, a rede de dormir produzida em Irauçuba foi motivada pelo sonho de se livrar do estigma da seca, ao mostrar que a realidade pode ser modificada onde existe vontade, trabalho e criatividade. Sendo que isto não falta no Estado do Ceará.
MAURÍCIO VIEIRA
Repórter
Fontes: Jornal Diário do Nordeste
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Juazeiro do Norte. Com a participação de cerca de 1.500 pessoas de sete estados, está sendo realizado, no Ginásio Poliesportivo, neste município, até amanhã, o Congresso de Educação do Cariri. Além de profissionais da área de educação, estão psicólogos e psicanalistas de várias cidades nordestinas. Segundo os organizadores do congresso, educadores de 120 cidades nordestinas estão inscritos. Deste total, 64,7% são do Ceará; 13,3% do Piauí; 12,5% de Pernambuco; 9,8% da Paraíba; e os outros 1,4% são da Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas.
O Congresso de Educação do Cariri tem como objetivo principal compartilhar experiências na área de ensino, contribuindo para a formação continuada de professores da região e trazendo reflexão. Especialistas de todo o País estarão presentes no evento.
Entre os palestrantes, está o médico e professor Içami Tiba, que já realizou mais de 80 mil atendimentos psicoterápicos a adolescentes e suas famílias, escreveu diversos livros sobre educação e ministrou milhares de palestras em escolas e programas de TV.
Destaque também para Cipriano Luckesi, graduado em Filosofia, mestre em Ciências Sociais e doutor em Filosofia da Educação. O educador traz para o congresso uma palestra que enfoca a importância do afetivo e do cognitivo na educação, questionando criticamente o foco no cognitivo pela prática educativa tradicional e propondo a necessidade de voltar a atenção das pessoas para a afetividade.
Atividades
Durante os três dias de congresso, serão desenvolvidas várias atividades, dentres as quais, palestras, mini-cursos e oficinas – abordando temas ligados à educação, especialmente questões ligadas a valores e emoções no contexto da prática pedagógica.
O coordenador do evento, Francisco Evangelista, afirma que a escolha do município de Juazeiro do Norte para ser sede do congresso foi por conta da grande demanda de educadores em eventos realizados em outras cidades da região Nordeste. Outro motivo é por ser uma cidade pólo, referência e com capacidade de trair grande público.
“As pessoas têm curiosidade de conhecer o monumento do Padre Cícero. A questão turística é mais um atrativo que agrega valores”, diz Evangelista.
Caravanas
As caravanas começaram a chegar na tarde de ontem de outros estados. São gestores educacionais, professores e coordenadores, de escolas públicas e privadas e há, também, a grande participação dos pais, já que, conforme Evangelista, os temas são também relevantes para os pais.
Temas relacionados a limite, afetividade são assuntos atrativos para essa categoria do público. A palestra “Quem Ama, Educa. Formando Cidadãos Éticos”, abriu o Congresso no fim da tarde de ontem, pelo médico Içami Tiba.
Interesse
O coordenador afirma ser o médico um dos palestrantes que desperta o maior interesse do público, por ser de grande renome em nível nacional, principalmente, pelo trabalho que desempenha na questão voltada para limites e sua especialidade é trabalhar com adolescentes.
Francisco Evangelista destaca a importância da formação da prática continuada, indispensável no sentido de contribuir com a melhoria no desempenho dos professores.
Grandes palestras, de interesse geral e também abertas ao público, serão realizadas até hoje. Já no Hotel Verde Vale, serão realizadas atividades específicas para a prática didático-pedagógica, destinadas mais especificamente aos professores das escolas.
Mais informações:
Ginásio Poliesportivo
Rua Catulo da Paixão Cearense, s/n, Bairro Triângulo
Anderson Lima
(81) 3269.0005/ (81) 9974.5055
Por: Elizângela Santos. – Para o Diário do Nordeste.
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– Olá, meu grande amigo Jurandir! Como o senhor tem passado?
– É Amaury, capitão.
– Oh! Desculpe-me. Eu tenho esse triste hábito de confundir o nome das pessoas. É possível o senhor desconsiderar minha gafe, professor Jurandir?
– É Amaury, capitão.
Esse rápido bate-papo, descontraído e cheio de desencontros, passou-se nos corredores duma universidade. Os interlocutores, dois professores bacharéis. O professor Amaury é um cidadão brasileiro de excelente lábia – prolixo, pra ser sincero. É boa gente, de boa estirpe. O capitão é o inconfundível Capitão Aurélio, oficial ímpar das fileiras de uma briosa instituição militar. Homem culto, carismático é um excelente professor de Comunicação Social.
Resolveu plenificar seus estudos em Matemática, acreditando ser menos traumático e vergonhoso passar por situações do tipo: ‘professor: resolva esta questão aqui, por favor…’ E, depois de muita suadeira em busca de uma solução intangível aos saberes do mestre, dizer que não sabe responder.
– O senhor já pensou um aluno olhar pra mim e comentar com outro colega que eu não respondi corretamente ou mesmo que não sabia uma questão de Português!? Como é que pode um professor de Português não saber Português!? Matemática não… É difícil mesmo! Ninguém nem nota… (e tome n) – dizia o bom capitão Aurélio, justificando sua opção de plenificar em Matemática.
O que, porém, mais chamava a atenção no capitão Aurélio era a sua enorme capacidade de esquecer nomes e fisionomias. Havia outros relances de amnésia em sua história de vida. Já esquecera diversas vezes assuntos e tarefas bem claras e explicadas a ele anteriormente, mas trabalhar com nomes e fisionomias para ele era o fim. Certo dia, quando se dirigia à universidade, esqueceu para onde ia. Vendo-se ‘perdido’, utilizou-se da tática militar do ESAON: estacionar, sentar-se, alimentar-se, orientar-se e navegar. Parou e ficou matutando: Para onde eu vou, afinal de contas!? Pensava. Pensou. Pensou. E nada. Até que, olhando para o banco da moto em que estava, viu a apostila da professora Carol de Psicologia. – Ah, rapaz! Estou indo à Universidade! Essa minha cabeça! – E seguiu. Até aqui, tudo bem. Agora escutem essa:
Quando ainda cadete, o hoje capitão, durante uma folga, tomou uma condução para a sua residência. Ao tomar o segundo coletivo, sentou-se ao lado de um rapaz que começou a observá-lo atentamente, em silêncio. Cadete vibrador de Academia Militar começou a suspeitar do jovem, passando, a partir de então, a olhar de soslaio de quando em vez para o rival em potencial.
Num determinado trecho do itinerário, levantou-se. O garoto fez o mesmo. Dirigiu-se para perto do motorista. O jovem o acompanhou, sempre atrás dele. Na segunda parada, dá sinal para descer. A mesma atitude é executada pelo companheiro de viagem. A essa altura, o então Cadete Aurélio já estava com uma pulga atrás da orelha: Isso não vai acabar bem – pensava. Desceu do coletivo. O garoto o acompanhava. Sempre atrás. O Cadete Aurélio apressa o passo. Dobra numa esquina, à direita, como se estivesse num filme de faroeste americano e fica à espreita do jovem que teimava em segui-lo. Tão logo este aparece, segura firmemente o estranho à altura do antebraço e pergunta, exasperadamente:
– Por que você está me seguindo, hein!? Não tem medo de levar um tiro não, rapaz!? O que você quer atrás de mim, fala!?
– Eu tô indo pra casa. Esqueceu que sou teu irmão?
Por: Nijair Araújo Pinto
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Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)
Festejaram bastante os setenta anos da morte de Lampião. Uma festa parecida com o louvor a um mito. Todos parecem esquecidos do medo em que viviam os estados nordestinos, nos anos em que o cangaceiro reinou. Em Serra Talhada, onde ele nasceu, até pensaram em erguer estátua. Pode? Se na França cultuam a memória de Napoleão, porque negar esse direito aos conterrâneos de Virgolino Ferreira da Silva?
No Houaiss, bandido é o indivíduo que pratica atividades criminosas; pessoa sem caráter, de maus sentimentos. E também assaltante, bandoleiro, cabra, celerado, larápio, malfeitor, salteador e por aí afora. Por mais que a literatura de cordel e o cinema novo tenham lapidado uma outra imagem de Lampião, ele será sempre um bandido. Por mais que os sociólogos de esquerda como Rui Facó analisem as causas do cangaço, vinculando-as à fome, ao isolamento, à miséria da região, ao coronelismo e à política latifundiária, mesmo assim os cangaceiros continuarão bandidos.
No Brasil, tendemos a transformar bandidos em heróis, a simpatizar com salafrários que burlam a lei, enriquecem com o crime e sobem na vida a qualquer custo. Nenhuma comoção nacional aconteceu com a prisão de Daniel Dantas e seus asseclas. Ninguém saiu às ruas para manifestar-se, nem houve ameaças de linchamento como no caso da menina Isabella. Crimes de corrupção, mesmo que cheguem à cifra de dois bilhões de reais, são abstratos demais para os brasileiros. Gostamos do espetáculo do sangue e da carnificina.
A história de Lampião é um exemplo de que o Brasil globalizado ainda guarda resquícios do Brasil rural. Em 1926, Virgolino, acompanhado de seu bando, visitou a cidade cearense de Juazeiro do Norte, para se encontrar com grandes proprietários de terras, A Liga dos Coronéis, e receber a bênção do Padre Cícero Romão Batista, o Padinho Ciço. Os políticos, os latifundiários, o clero e os bandidos juntos, parecido com hoje.
A simpatia por Lampião se deve ao poder que ele alcançou desafiando autoridades e poderosos. Suas façanhas alimentavam o imaginário das pessoas que também sonhavam em romper com a miséria sertaneja. Mas Lampião nunca foi um herói como o lendário Robin Hood, roubando dos ricos para ajudar aos pobres. Sua crueldade só fazia distinção com os fazendeiros que pagavam para não serem molestados, nem terem as propriedades invadidas. Eram os coiteiros, protetores de criminosos e passadores de informações. Tudo igualzinho a hoje.
Quando visitou Juazeiro, além de receber armamentos, munição e a bênção do Padrinho, Lampião foi incumbido de ir ao encontro da Coluna Prestes e atacá-la. Mas ele tomou um rumo contrário ao dos comunistas. Sua vida era de bandoleiro e não de político. É falso politizar suas façanhas. Brigas de família por disputa de terras eram comuns naquele nordeste agrário e medieval. A escolha de Lampião pelo cangaço se deu por vários motivos, e não apenas por ele ter presenciado a morte dos pais. Centenas de cangaceiros entraram na vida errante, e não passaram pelo mesmo trauma.
O romancista russo Dostoievski criou um personagem que justifica o crime de assassinato cometido por ele, comparando-se a Napoleão. Bonaparte levou centenas de milhares de pessoas à morte, pilhando e destruindo cidades em nome de um sonho imperialista. A história o transformou em herói. É possível que as gentes nordestinas tenham enxergado em Lampião não o imperador expansionista que converteu a França ao seu delírio, mas alguém capaz de um grande feito: inverter a ordem do medo e do terror, assumindo o lugar de tirano. Se abstrairmos os discursos políticos, Lampião e Napoleão são metais do mesmo quilate. Afinal, bandido é o indivíduo que pratica atividade criminosa, segundo Houaiss.
Fale com Ronaldo Correia de Brito: ronaldo_correia@terra.com.br
Foto Ilustrativa: Fonte: website spintravel.blogtv.com.pt.
O Brasil possui a terceira população jovem mais religiosa do mundo, segundo estudo da consultoria alemã Bertelsmann Stiftung: pelo menos 95% dos brasileiros entre 18 e 29 anos declararam que seguem uma religião. Esse índice coloca o País entre os mais religiosos do planeta – estamos apenas atrás da Nigéria e da Guatemala. Marrocos e Indonésia (países muçulmanos) têm os mesmos índices do Brasil (predominantemente católico). Os jovens brasileiros também estão entre os que mais rezam: 74% declararam fazê-lo diversas vezes ao dia, embora um terço deles tenha admitido que não vive totalmente de acordo com os preceitos da religião
Por Tatiana de Mello
Fonte: Revista ISTOÉ N° 2021 – http://www.terra.com.br/istoe/
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