Dihelson Mendonça Trio – Show “Quebrando Tudo no BNB” – Dia 02 de Agosto.
O Dihelson Mendonça Trio surgiu como remanescente do quarteto formado em 1986 pelo pianista cratense Dihelson Mendonça, chamado Cariri Samba-Jazz Quarteto, tendo portanto, 22 anos de existência intermitente. Diversos músicos da região do cariri cearense já passaram por este grupo, que foi o primeiro grupo do cariri a se dedicar exclusivamente a tocar Jazz e Bossanova em shows de auditório, diferencialmente dos grupos de baile da época. Desde o início, o Cariri Samba-Jazz Quarteto procurou fazer um trabalho autoral, e causou sensação, sendo convidado para diversas apresentações em inúmeras cidades e estados vizinhos. Diversas matérias foram veiculadas sobre o grupo instrumental na mídia. No início, o CSJQ, era constituído por piano, contrabaixo, bateria e Saxofone. Hoje, com uma nova formação, em trio, tendo ao contrabaixo, João Neto e o baterista Saul Brito, a filosofia do grupo permanece a mesma: realizar um trabalho instrumental inovador, autoral, com composições do grupo, bem como tocar os grandes clássicos do Jazz, da bossanova, e a música brasileira de bom gosto com novos e ousados arranjos.
Formação:
Dihelson Mendonça ( Piano )
Músico instrumentista, considerado pela crítica especializada, como um dos maiores pianistas do Brasil, em diversas áreas, seja como músico de Jazz, pianista clássico, ou compositor, e tendo sido elogiado por grandes músicos do exterior. Já tocou e gravou com músicos renomados como Arismar do Espirito Santo ( multi-instrumentista ), Vinícius Dorin ( sax Hermeto Pascoal ), Toninho Horta, Ricardo Júnior ( tecladista ), Márcio Resende ( sax ), Cleivan paiva ( guitarra ), e participou de shows com Hermeto Pascoal além de dezenas de outros. Em incessante carreira musical, trabalha em inúmeros projetos simultâneos, que vão desde a manutenção de um website de apoio à música instrumental do Brasil, chamado “Portal do Jazz”, ao diuturno trabalho de composição e arranjos. Após ter gravado com diversos artistas da música popular Brasileira, Dihelson Mendonça está gravando seu primeiro CD autoral, intitulado “A Busca da Perfeição”, um trabalho complexo e conceitual, que reúne músicos de diversas tendências, que variam desde o Jazz ao Rap, passando bela bossanova e a moderna música do Brasil, e que conta com a participação do mestre Hermeto Pascoal, dentre outros. Dihelson Mendonça possui uma extensa lista de mais de 100 composições instrumentais em diversos estilos, que abrange das formas eruditas aos trabalhos populares de vanguarda, tendo composto baiões, frevos, sambas, bossanova, valsas, mazurkas, além de estudos para piano, e até sonatas para piano e flauta e piano. Recentemente seu trabalho como compositor foi requisitado, ao compor a trilha sonora orquestral para um filme que ganhou diversas honrarias. Suas composições têm sido gravadas por muitos músicos, e suas parcerias, extensas, com músicos como o contrabaixista Luciano Franco, o tecladista Edson Filho, o guitarrista Cleivan Paiva, a cantora Fhátima Santos, a cantora Ana Canário, e o músico Haroldo Ribeiro, dentre inúmeros outros. Participou por 6 anos consecutivos do festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, recebeu diversos troféus pela sua atuação no campo musical, e suas composições para piano solo tem recebido elogios e encomendas de partituras por músicos renomados do exterior para gravar seu trabalho. Dihelson Mendonça recebeu também vários convites para viagens ao exterior, mas tem recusado boa parte, por achar que o momento certo se dará após o lançamento do seu CD “A Busca da Perfeição”.
Francisco Saul Brito Gouveia – Bateria.
Nasceu em Juazeiro do Norte, no dia 21 de março de 1986, músico autodidata, baterista, percussionista e violonista, arranjador e compositor. Revelou seu talento ainda muito cedo, ao tocar numa bateria de lata, por ele construída quando tinha 13 anos de idade. Aos catorze anos, conheceu o seu melhor amigo, e seu primeiro instrutor de música, Laerlling Borges (Karranca), que lhe mostrou os primeiros passos da técnica e rundimentos. Aos 15 anos, começou a tocar na noite caririense, ao lado de músicos como João Neto (baixista), parceiro até hoje. Tocando na noite, conheceu grandes músicos, tais quais: Ibbertson Nobre, Manoel D’Jardim, Cleivan Paiva, entre outros. Com 17 anos, tornou-se amigo de Dihelson Mendonça, sendo apresentado por João Neto ( contrabaixista ). Desde então, trabalhou com grandes nomes da nossa música popular, regional e nacional. Hoje, Saul Brito busca elaborar o seu primeiro disco, com canções de sua própria autoria. É considerado pelos músicos como uma das maiores revelações da bateria dos últimos 20 anos no nordeste.
João Ferreira Neto – Contrabaixo.
38 anos, nasceu em Senador Pompeu, Ceará. Seu primeiro instrumento foi um bandolim. Em seguida, cavaquinho, violão, trompete e clarinete. Porém, logo descobriu que sua paixão era o contrabaixo elétrico. Desde então, iniciou sua carreira musical, viajando pelo país e conhecendo músicos de toda parte. Tocou com grandes músicos do estado do Ceará, tais como: Dihelson Mendonça, Cleivan Paiva, Zé do Norte, Adelson Viana, Saul Brito, Di Stéffano, Luciano Brayner, trio Zero Grau, dentre outros. Compositor perfeccionista, João Neto é também um grande virtuose no seu instrumento.
O Show:
No show, com cerca de uma hora de duração, composições do próprio trio, sambas, bossanova, Jazz, grandes clássicos da MPB, além de diversos trabalhos experimentais.
Divulguem – Avisem aos Amigos! Conto com sua presença! - Entrada Franca -
“O Blog do Crato, no seu dever para com a Democracia e a livre expressão do pensamento, publica essa nota enviada pelo Prof. Bernardo Melgaçco da Silva, mas desde já também adverte para nossa política que já é conhecida de todos: Cada um deve se responsabilizar por aquilo que escreve e envia, inclusive para responder às implicações legais que isso possa incorrer. O Blog do crato é apenas um jornal eletrônico. Não culpem o jornal pela notícia! O Blog do Crato informa outrossim, que está à disposição da mesma forma, para a veiculação da opinião da contraparte envolvida.”
NOTA DE REPÚDIO
SENHOR REITOR, NÓS ESTUDANTES DO CCT NÃO SOMOS MENTIROSOS!
A luta pela defesa da URCA não é diversão e sim coisa muito séria. Os estudantes do Centro de Ciências e Tecnologia – CCT, dos cursos de Engenharia, Física, Construção Civil e Matemática, que funcionam no Juazeiro, sofrem na pele o descaso com a educação superior do Governo do Estado e vêm se mobilizando pela melhoria dos cursos. Juntos construímos uma pauta de reivindicações e quando procuramos uma autoridade representante maior da Instituição, imaginamos que a última coisa a encontrar seja a desonestidade.
No dia 25/06/2008, estudantes dos cursos de Engenharia de Produção (Samuel e Iolanda), Física (Job, César e Adauto) e Matemática (Wedson e Nilton) estiveram reunidos com a Reitoria (Plácido – Reitor, Otonite – Vice-Reitora, Mota – Pró-Reitor de Graduação e Darlan – Chefe de Gabinete) para discutir essa pauta de melhorias para o Campus Crajubar. Ocasião onde o Prof. Plácido prometeu a inauguração do restaurante para o próximo dia do estudante (11/08/2008). Abaixo podemos ver claramente em destaque o recibo de entrega assinado pelo próprio reitor.
No entanto, ficamos indignados quando ao participarmos hoje, 24 de julho, da Mobilização Unificada dos Cursos da URCA no Campus do Pimenta, que reivindicava Concurso para Professor Efetivo, Laboratórios, Restaurante Universitário, enfim assistência estudantil, o Reitor negou as promessas feitas aos estudantes e em alto e bom tom afirmou que nunca sequer esteve reunido com estudantes do CCT, quando perguntado sobre a Inauguração do Restaurante Universitário do Campus Crajubar. O significado dessa negação nos leva a crer que não devemos confiar nessa reitoria. Que essa Reitoria atual, assim como as anteriores, não nos representa.
Por traz de um discurso de democracia e participação, seu real interesses é continuar a política de desmonte do ensino público que sempre foi a prioridade dos governos do estado. Concurso público para professor efetivo JÁ! Restaurante universitário JÁ! Biblioteca e Laboratórios JÁ!
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O Reitor da URCA negou a promessa feita aos estudantes do CCT quanto ao Restaurante Universitário. Disse sequer ter se reunido com alunos do CCT. Nos alunos do Curso de Engenharia de Produção, Física e Matemática, indignados com a postura assumida pelo Professor Plácido, REPUDIAMOS TAL ATITUDE! Abaixo apresentamos recorte da Pauta de Reivindicações dos Estudantes do CCT discutida no dia 25/06/2008 com a Reitoria.
Clique na imagem para ampliar:
Assinatura do Reitor Professor Plácido ( clique na imagem para ampliar )
BossaNova e JovemGuarda. ZonaSul e ZonaNorte. Esquerda e Direita. Duas partes da geografia de uma cidade. Seria fácilassim se não fosse o Rio de Janeiro uma das geografias urbanas mais intrincadas do mundo.
Abordando esta últimaquestão a geografia da cidade. Normalmente as cidadessãocoleções de fases de suahistória. As partes das cidades incrustam suaselites fundadoras numa determinadaárea, a pequena burguesa noutra, a burguesiaemergenteemexpansões, os operáriosemtorno das indústrias e assimpordiante. O Rio de Janeiroporter sido capitalmaisantiga do país e cidade fundadora da nacionalidadenão tem esta geografiaexatamente.
Além de ter sido a capital a cidade, já no seunascedouro, recebeu as levas de escravoslibertos da escravidão, quando o campojánão os absorvia e nenhuma reforma agrária distribuidora de terras foi realizada.Então foi no Rio de Janeiroque no estágio das reformas PereiraPassos, quando a cidade se afrancesou, os negros foram para os morros, no mesmotempoemque os retornados da guerra de canudos adotaram o nome de Favelapara os espaços do barracão. Favela: quem é do sertão do Ceará e Pernambuco conhece a planta.
Com a emergência da revolução de 30, as reformas e a legislaçãoque instituiu novaordemeconômica e social, a cidade do Rio de Janeiro recebeu enormescontingentes populacionais. Assim os antigosespaços da burguesiaclássica foram intercalados porbairrospopulares. Resultado: a geografia da cidade é uma mistura de retalhos populares e da classemédia. A únicaregiãoque foge à regra é a Barra da Tijuca.
A cidade do Rio de Janeiro, para o bem o para o mal, é uma cidadetalhadaparaviverempaz. Qualqueremergênciaeconômica, longosperíodos de concentração da renda e do empobrecimentopopular, eleva a tensão na cidade. A violência se horizontaliza portodos as regiões e ocorre entrevizinhos. Porisso é queela se antecipou emviolênciaemdecorrência da falta de crescimentoeconômico dos últimos 20 anos. Sódepois é que as demaiscidades abriram os olhospara o fenômeno.
A consciênciamédia do carioca a respeito do outro é muitomaiorqueem outras cidades. Inclusivepelasuageografiacom as classesmédias e ricas embaixo e os pobres na vizinhança do alto. Ambos se examinam, ninguém ignora o modo de vida do outro, ninguém pode alegardesconhecimento. E comoconsciência é tudo, daí grandeesperançapara uma sociedadedemocráticacaso a concentração da renda se reduza e os meiospúblicos (educação, saúde, segurança etc.) se tornarem equânimes. De qualquermodo, semisso é guerra de guerrilhaurbanaparasempre.
Agora, voltando ao início. E a questão da ZonaNorte, Sul e Subúrbio (hojeZonaOeste)? Comoisso se refletiu na música?
Não estranhe. Não usarei o sambacomoreferência. Emrelação ao períodoquefalo, o sambajáeraummitonacional, aceito portodomundo. O sambajá havia saído dos guetosnegros, játinha Noel, Ary Barroso, Lamartine, Chico Alves e assimpordiante. O sambajá estava em Hollywood com Carmen Miranda. A músicaAquarela do Brasil jáera uma referência do espíritobrasileiroemtodomundo. Aliás o sambajá havia passadopara a categoria da VelhaGuarda e porissomesmo é que a meninada passou a serchamada de Jovem Guarda.
Sóque nesta época estaremos tratando de uma músicaque se origina noutras classessociais. A classemédia. Aquela mesmaque na ZonaSul da cidade viajava, curtia a música mundial do pósguerraqueera a Americana de linha jazzística, de um ritmismo intimista, de câmara, emboatespequenas. A patota de alguns. Porisso é que a poéticafala de mar, de praias, de amores rítmicos, afinado (ou desafinado), de pequenascoisas, diminutivas,de formação instrumental própria: violão, piano, contrabaixo e bateria.
Já na ZonaNorte uma juventudeigualmente de classemédia tentava se expressar na mesmaonda internacionalista e da grandeprodução discográfica e de broadcasting. Sóquealinãoeramais a músicanegra dos algodoais, de N. Orleans, de Nova York ou Chicago. Jáera a influênciajunto ao centro dos EUA, o Rock, de massa, com a guitarraelétrica, dos grandespalcos, da dança e coreografiaemumcorpo de cabeloslongos, roupas coloridas e óculosescuro. A mesmaqueporaqui entrou na ZonaNorte da cidade caiu no gostopopular mundial, especialmente a partir do Beatles da velha Bretânia.
Na bossanova a classemédia de escritório, de advogados, funcionáriospúblicos, intelectuais, comerciantes que apareciam nas páginas da revistas de circulaçãonacional. Já na JovemGuarda estamos falando da pequenaclassemédiaque se pendurava no bonde, saindo da Tijucapara o centro, da Piedadeou de Madureira, de CampoGrandeouSantaCruzpelotrem. Estamos falando da juventudeque freqüentava a enormequantidade de clubessociaisque espalhavam pelageografiaalémtúnel da cidade.
Quando falamos da bossanova, à exceção da esquisitice do natural de Juazeiro da Bahia, João Gilberto, estamos dizendo de Nara Leão moradora da AvenidaAtlântica, de músicos e artistasque aconteciam e viviam entre Copacabana, Ipanema e Leblon. Claroque o nosso poetinha Vinícius, diplomata e filho da classemédia tradicional da cidade deu uma colorido próprio à fala da bossanova. E comissoela, absorvendo as raízes do samba e do jazz, aconteceu láforacomonovidadebrasileira.
Com a JovemGuardanão foi assim. Esta meninada se dedicou mais à versão. O coração do sucesso deste pessoal foi a versão de músicas americanas, dos Beatles e alguma coisaque fizeram de novocom o mesmomaterial musical. Entre os maioresícones desta guardajovem estão Roberto e Erasmo Carlos queafinalque se tornam originaissobretudopormeio da velhacançãolatinoamericana de natureza romântica, incluindo atémesmo o sambacanção.
Há 38 anos os vaqueiros se reúnem em Serrita. Este ano, a missa será realizada no dia 27 (Foto: Antônio Vicelmo)
A Missa do Vaqueiro de Serrita (PE) é o maior evento sócio-religioso do Nordeste que reúne turistas de todo o Brasil
Crato. Um dos únicos remanescentes do ciclo do jumento, que era formado por Luiz Gonzaga, Padre Antônio Vieira, Patativa do Assaré e José Clementino, o poeta Pedro Bandeira detém mais outro pioneirismo que o projetou como um dos maiores protagonistas da cultura popular nordestina. Bandeira é o único sobrevivente do trio formado por ele, Luiz Gonzaga e padre João Câncio que criou a Missa do Vaqueiro, no meio da Caatinga, no Sítio Lajes, localizado no município de Serrita, no limite do Ceará com o Estado de Pernambuco.
Hoje, em sua 38ª edição, a Missa do Vaqueiro é o maior evento sócio-religioso do Nordeste que reúne turistas de todo o Brasil. No meio da Caatinga, o governo do estado construiu o Parque de Vaquejada João Câncio. Este ano, a missa será realizada no dia 27. Mas, a programação começa hoje, com os shows de bandas de forró, pegas de boi dentro do mato, vaquejadas e, finalmente, a missa, com a participação de cerca de 500 vaqueiros.
Lembrança
Nesta edição, mais uma vez, Pedro Bandeira participa da Missa do Vaqueiro e lembra que a primeira celebração foi feita debaixo de um angico, no meio da mata seca do sertão pernambucano.
Mesmo diante das dificuldades, o grupo de idealizadores do evento não desistiu porque, de acordo com ele, ali estavam o cenário e os personagens perfeitos para uma história nordestina: o sertão, a morte misteriosa de um vaqueiro, um famoso tocador de sanfona, um padre e um repentista.
“Quando Luiz Gonzaga abriu a sanfona branca para tocar a música ´A Morte do Vaqueiro´, o sertão se transformou num santuário de fé”, lembra Bandeira.
De acordo com ele, “a voz do Rei do Baião ecoou no meio da Caatinga, anunciando o início de um acontecimento importante para o Nordeste”, destacou o poeta.
Origem
A celebração teve origem a partir do assassinato do vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, morto traiçoeiramente nas caatingas do alto sertão do Araripe. A primeira missa foi celebrada em julho de 1971. Nos primeiros anos de celebração, o padre João Câncio explicava que o objetivo era pregar a união entre os vaqueiros e denunciar o clima de injustiça reinante no sertão.
Defesa
Em 1976, quando a missa já era mais um espetáculo turístico do que ato religioso, o padre Câncio dizia: “O turista deve entender que o aboio do vaqueiro nessa missa não é apenas folclore, mas, sobretudo, um grito em defesa de toda essa gente sofrida do sertão”. O padre João Câncio, que deixou a batina, morreu em 1989, mas a celebração teve continuidade, por meio da Fundação João Câncio, dirigida pela viúva do padre.
SAIBA MAIS
Mistério
O vaqueiro Raimundo Jacó foi encontrado morto no meio da Caatinga, no dia 8 de julho de 1954. Ele havia passado à noite anterior em companhia do colega Miguel Lopes, juntando o gado para levá-lo a uma região onde a seca ainda deixara algum pasto. Logo após o crime, Miguel Lopes foi apontado como o assassino, no entanto, o caso nunca chegou a ser totalmente esclarecido.
Lenda
A pedra que teria sido usada pelo criminoso, manchada de sangue, foi entregue à polícia, mas desapareceu. Assim, o crime tornou-se um mistério e a história de Jacó virou lenda.
Mais informações: Pedro Bandeira de Caldas Avenida Leão Sampaio, 1190, localizada no município de Juazeiro do Norte (88) 3571. 1999
Fonte: Antonio Vicelmo – Jornal Diário do Nordeste.
Já está agendada a visita do Presidente Lula ao Cariri no início do mês de agosto. Ele fará uma caminhada e um comício em Juazeiro do Norte e em seguida se deslocará até a cidade de Barbalha, depois decola e tchau-tchau Cariri. Nada de vir ao Crato. Nós vamos ficar só lambendo os beiços e degustando o amargo da inveja mesclado ao insosso sabor da indiferença. A visita de um Presidente da República é motivo de orgulho para qualquer cidade. È um fato que coloca o lugar visitado em destaque na mídia nacional e pode resultar em muitos benefícios para a localidade, dependendo de quem esteja recepcionado a comitiva presidencial. Mas, por que Lula não virá ao Crato? Com certeza não será por questões pessoais. O presidente tem um carinho todo especial pelo Crato, mas não é a vontade pessoal do presidente que determina a sua agenda. O que tem peso nesta questão (e nestes tempos) são os palanques.
Assim sendo, o que viria fazer o Presidente em nossa cidade se aqui ele não encontraria o “seu palanque”? Portanto, os culpados são aquelas duas pessoas que num passado muito recente levaram o nosso partido a entrar na barca furada da “não candidatura própria”. A dupla formada por aquele que pensa e age (embora negue) como se dono fosse do PT e aquela que embora seja a presidente abdica das suas funções e obedece a todos os comandos que são emanados da confusa mente do “ditadorzinho”. Pois bem, esta dupla, que bem poderia ser chamada de Sadan-Amélia, é a responsável pela ausência do Lula aqui no Crato. O grave é que ainda vão dizer que o fato do PT não ter candidatura própria é fruto de uma decisão democrática, tirada em um encontro do partido, respeitando as normas estatutárias e coisas do gênero. Tudo um jogo de palavras para iludir os filiados e a opinião pública. O que de fato houve foi um mar de lama, de mentiras, de injúria e de interesses pessoais que culminaram na morte do PT cratense. Essa dupla só pensa e trabalha em causa própria. O verdadeiro motivo que os obrigou a “rifar” o partido no Crato foi um acordo entre a corrente política (DS) da prefeita de Fortaleza e o Diretório Estadual do PV. Pelo referido acordo de bastidores, o PV apoiaria a reeleição da prefeita na capital e o PT apoiaria candidaturas do PV em algumas cidades do interior, nada muito diferente das “táticas” abusiva e escandalosamente utilizadas nos tempos dos coronéis. Como o poder muda as pessoas! O “Sadan”, embora negue (o que lhe é muito característico), empenhou-se em “cumprir a ordem” porque teme perder o cargo (e o emprego) no INCRA que “ganhou” da DS (como ele pagaria as prestações do carro novo se perdesse o emprego?). Portanto, fincou-se a algo mais real e concreto. Já a “Amélia” contentou-se com algo mais abstrato: a possibilidade (muito remota) de eleger-se vereadora. Só estamos no começo da campanha eleitoral, muita coisa ainda acontecerá. Muitas verdades precisam e serão reveladas. A lã cairá, os “carneirinhos” sumirão e as hienas serão desmascaradas. O PT do Crato fica a cada dia mais murcho, pálido e chocho. A cada semana encolhe e ao final da campanha não terá espaço para acomodar tantas “estrelas”. Será preciso acontecer a cisão de direito já que existe de fato. O tempo dirá quem está com a verdade. Enquanto isso ficamos assim, por conta de “Sadan e Amélia”, só lambendo os beiços.
Em cortesia ao nosso grande amigo do Blog, autor, membro, colaborador de todas as horas aqui do Blog do Crato, Pachelly jamacaru, resolvi abrir uma excessão e publicar aqui que ele está vendendo seu carro, um Kadet muito bem conservado. Eu posso atestar isso porque conheço bem o veículo, e muita gente na cidade o conhece também. O telefone do pachelly para contatos é 088-3521-0831.
Aí vão as fotos do “danado” pra quem se interessar:
Um amigo e companheiro de inúmeras trilhas musicais, Aquiles, divide comigo uma mesma opinião: em se tratando de show, o artista tem que ser dono do palco, não pode pedir emprestado a quem quer que seja. Tem que mostrar a certidão de propriedade. Assim foi Cleivan Paiva no show de abertura do III Festival de Música Instrumental do Cariri, promovido pelo essencial, digo essencial, Centro Cultural do BNB.
Não decorei nenhum nome de nenhuma música. Também pouco importa, uma vez que elas são por si inesquecíveis enquanto composição. Fazia tempo que eu não testemunhava esse mago da guitarra em ação. Que força de improviso, em cima de harmonias complexas e andamentos sobrenaturais.
O trio, formado por Cleivan, João Neto e Demontier Delamoni, respectivamente guitarra, baixo e bateria, exibiram técnica e talento. João Neto em noite especialmente inspirada, com trezentas mãos e uma consciência maior do que a Chapada do Araripe, deu um calor a mais. Convenções, harmonias penduradas, improvisos geniais e climas de pura dinâmica fizeram valer a noite.
O som não estava dos melhores, a guitarra muito baixa, inclusive sendo encoberta pela bateria em alguns momentos mais pirados de Delamoni. Agora baixo e bateria estavam bem mixados, sem brechas de timbres. A guitarra de Cleivan, na primeira música, estava muito abafada pelo excesso de grave, logo corrigida, mas permanecendo um pouco abaixo dos outros instrumentos, o que jamais pode acontecer, se o show é exatamente do guitarrista.
Cleivan é um artista único no cenário musical caririense, rápido, criativo, o riginal e preciso, sem deixar notas espalhadas no chão e sem enganações, sem aqueles clichês ridículos de jazz ou da chamada pegada brazuca, meio samba meio bossa, que tanto enche o saco. Só mesmo o solfejo de voz em cima de algumas melodias, que é completamente redundante e perfeitamente dispensável. Cleivan, esqueça o microfone meu velho.
A guitarra limpa, com o som educado do captador do braço engordado pelos registros graves, parece ser a tônica de mil entre novecentos guitarristas de jazz. Da mesma forma que o fraseado rápido e sem bands ou qualquer outro recurso mais sujo. Cleivan apresenta essas características em seu timbre e em seu fraseado, o que eu particularmente acho um verdadeiro desperdício. Nesse ponto eu sinto saudades do som mais agressivo e mais elétrico dos tempos do Ases do Ritmo. Mas nada que possa arranhar o quadro geral, são apenas preferências.
Cleivan abriu com classe e estilo o III Festival de Música Instrumental do Cariri, comprovando o seu grande momento como instrumentista e compositor. A programação promete grandes apresentações, mas com certeza, a de Cleivan será uma das principais.
A 14ª rodada do Brasileirão série A foi aberta ontem(23) com sete jogos:
Coritiba 1 X 0 Ipatinga Fluminense 3 X 3 Vasco Portuguesa 2 X 2 Flamengo Internacional 2 X 0 São Paulo Cruzeiro 0 X 1 Goiás Botafogo 4 X 0 Atlético MG Vitória 2 X 0 Náutico
e será completada hoje(24) com 3 jogos:
Palmeiras X Santos Figueirense X Grêmio Sport X Atlético PR
Pela segundona do cearense 2008 , foram realizados dois jogos ontem(23)
Trairiense 3 X 2 São Benedito Maracanã 1 X 2 Guarany
Hoje (24) será realizado o jogo entre Barbalha X Limoeiro. A equipe do Barbalha depende de uma vitória para fugir do rebaixamento para terceira divisão do cearense.
Posso Ficar te Devendo um Centavo? Quem nunca ouviu esta frase na hora de pagar a conta do supermercado, atire a primeira pedra. Há alguns anos o consumidor brasileiro vem convivendo com esta prática muito comum no comércio, especialmente nos supermercados, a qual se revela, num primeiro momento, até mesmo inocente. Entretanto, discutindo com amigos da área jurídica a respeito, decidi investigar os efeitos de tal prática, não só no bolso do consumidor, mas principalmente no bolso dos fornecedores, e os resultados foram surpreendentes, como o leitor poderá verificar linhas abaixo. Para não correr o risco de escrever besteiras, resolvi confirmar minhas suspeitas junto ao gerente de uma das lojas de uma grande rede de supermercado de Crato – CE, sendo que o estabelecimento é um dos menores da rede. Ao mesmo tempo, colhi informações de natureza fiscal junto a um amigo que é contador de grandes estabelecimentos comerciais, portanto acostumado a lidar com os detalhes das operações fiscais. Segundo o gerente consultado, a loja a que me refiro possui um movimento médio de 10.000 consumidores por mês. Proponho, então, a seguinte situação: se for ao supermercado todos os dias da semana, e ficarem devendo a você, consumidor, um centavo por dia, em uma semana terão lhe tirado R$0,07. Em um mês serão R$0,28 e, em um ano R$3,36. Multiplicando esse número por 10.000 (dez mil), que é o número médio de consumidores que freqüentam mensalmente o supermercado em questão, teremos ao final do ano a soma de R$33.600,00 (trinta e três mil e seiscentos reais). Obviamente, o exemplo acima transcrito levou em conta apenas uma das menores lojas da rede de supermercados em tela, e também o fato de tirarem do consumidor apenas um centavo de cada vez, pois há situações em que o cliente sempre esquece de comprar alguma coisa e retorna ao estabelecimento, que fica, muita das vezes, devendo dois centavos. Quando coloquei a situação para amigos da área jurídica, alguns indagaram: E daí? O comerciante precisa levar em conta eventuais perdas no seu negócio. Contudo, um pequeno detalhe foge aos olhos menos atentos: as eventuais perdas experimentadas pelo comerciante já estão embutidas no preço final do produto, após uma equação denominada cálculo atuarial. A título explicativo, o cálculo atuarial consiste, em síntese, em um processo matemático em que são levados em conta, além de parâmetros puramente financeiros, parâmetros de natureza estatística e probabilística, visando estudar e quantificar os diversos eventos relacionados com a atividade empresarial, a fim de determinar o preço final dos produtos. Ultrapassada essa fase, nova indagação: Mas, qual é a relevância jurídica desta questão, já que R$3,36 ao ano não podem ser considerados um prejuízo substancial no bolso de muitos consumidores? Pode até não ser uma quantia considerável para o consumidor, mas para o fornecedor é algo muito valioso, se levarmos em consideração que toda a atividade fiscal em torno dos seus negócios tomará como base o seu faturamento. Isto é, para fins jurídicos, a atividade do Fisco tomará como parâmetro para o recolhimento de tributos aqueles valores expressos no cupom fiscal que é emitido para o consumidor. Exemplificando: se um produto custa R$1,59, mas o consumidor no ato da aquisição pagou R$1,60, o valor que será faturado e declarado à Receita Federal, como percebido pelo estabelecimento comercial, será o primeiro, ficando de fora o centavo restante que, no final de um ano, irá se transformar numa quantia muito interessante para a empresa, sobretudo em se tratando das grandes redes de varejo do país. Como popularmente dito, é uma grana “de lambuja” para o comerciante. Na situação narrada linhas atrás, envolvendo a pequena loja de uma rede, R$33.600,00 significam, por exemplo, a aquisição de um veículo zero quilômetro para sua frota. E isso porque estamos falando de uma só loja, e de pequeno porte! O fornecedor, então, não desembolsou sequer um centavo (pra ser bem irônico) na aquisição de um bem. Quem desembolsou, claro, foram 10.000 consumidores que nada sentiram no bolso. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor embora não possua nenhum artigo expresso que cuide da questão envolvendo o troco, tem sua sistemática toda orientada no sentido de que o consumidor não pode ser prejudicado nas relações de consumo, permitindo, então, que exija o arredondamento do preço para o menor valor. Além disso, também não é lícito ao fornecedor empurrar as famosas “balinhas” como troco, pois, assim, estará incorrendo em prática abusiva, capitulada no art. 39, inciso I, do CDC, além de incursão no art. 5º, inciso II, da Lei nº. 8.137/90, que define os crimes contra as relações de consumo. Para suprir a falta de legislação que cuide da questão envolvendo o troco, está em trâmite o Projeto de Lei nº. 1.758/07 (disponível em http://www2.camara.gov.br/proposicoes ) , de autoria do Deputado Silvinho Peccioli, que dispõe sobre os procedimentos a serem adotados quando não for possível a devolução integral do troco. Prevê o art. 3º do referido PL: em todos os casos em que surgirem diferenças menores que R$ 0,05 (cinco centavos) e for impossível a devolução do troco exato, a diferença será sempre a favor do consumidor. Contudo, o consumidor brasileiro deve ficar mais atento aos pequenos detalhes que envolvem as transações comerciais, sem que dependa de institutos jurídicos para lhe amparar. Deveria dispor um pouco de seu tempo para analisar pequenas situações que, isoladamente, lhe parecem inocentes, mas que em termos de coletividade ocasionam um lucro enorme para o fornecedor de produtos e serviços. É claro que torcemos para que a regra contida no Projeto de Lei supra mencionado vigore o quanto antes, mas o consumidor educado ainda é a maneira mais eficaz de regular o mercado, pois tem a atividade de consumo totalmente orientada e consciente. Diante da análise proposta neste breve artigo, verificou-se que o consumidor, embora não sinta significativamente o impacto da falta dos centavos em seu bolso, proporciona, lado outro, um lucro injustificado e significativo para os fornecedores no mercado de consumo, pois dá aos mesmos, de forma gratuita, uma montanha de dinheiro que não cai nas malhas da Receita Federal, pois os respectivos valores não são passíveis de tributação, afigurando-se um verdadeiro “presente” para o comerciante.Nunca aquele famoso ditado popular foi dito com tanta propriedade: De grão em grão…
Um belo show aconteceu na noite de ontem no Centro Cultural Banco do Nordeste. O Show do Guitarrista Cleivan Paiva. Muito bem acompanhado pelo contrabaixista João Neto e pelo Baterista Demontier de Lamona, no show foram apresentadas várias composições recentes e os sucessos já consagrados do artista, que está no seu terceiro álbum, e possui mais de uma centena de composições de altíssima qualidade, que de forma alguma pode ser comparada em profundidade musical a muitos trabalhos que se ouve por aí como a “música do Cariri”. A música de Cleivan Paiva não é apenas do cariri. É do mundo ! Não é regional. É universal. Um artista que soube polir como poucos, e com grande esmêro a arte da composição para não percorrer caminhos triviais, e atingiu a plena maturidade musical como tão poucos no Brasil. Desenvolveu grande identidade, o que o torna único dentre muitos. Parabéns a esse grande artista, que dignifica o cariri com sua música exótica e ao mesmo tempo tão ubiquitária, que está num pedestal ocupado por pouquíssimos músicos dentro do Brasil musical.
Placas de propaganda e a ausência do cumprimento da sinalização. Em pleno Centro de Juazeiro, na Avenida Castelo Branco, pode-se constatar o problema (Foto: Elizângela Santos)
O Detran informou que está colocando novas placas. O acesso para o Crato, por exemplo, já foi sinalizado com placas verdes (Foto: Antônio Vicelmo)
Ao invés de placas de sinalização, muita poluição visual nas ruas do Cariri. Os mais prejudicados são os motoristas e pedestres
Juazeiro do Norte. Cerca de dois milhões de visitantes romeiros visitam este município do Cariri a cada ano. As romarias são crescentes e as reclamações de turistas também aparecem na mesma proporção pela ausência de informações destinadas ao turista. Quando diz respeito à sinalização do trânsito e placas indicativas nas ruas para auxiliar quem chega a descobrir o seu destino, muitas vezes o visitante fica entregue a própria sorte. E, ao invés de placas informativas, ainda prevalece nas ruas o uso indiscriminado de placas comerciais, causando poluição visual na entrada e no Centro da cidade de Juazeiro.
Um projeto de sinalização acaba de ser licitado para fase de implantação, nas principais vias de acesso à cidade. Quem sai e quem chega a Juazeiro, de acordo com o diretor social da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), João Almeida de Carvalho, não sabe onde fica a entrada ou a saída da cidade. Ele ainda destaca a lentidão no processo de implementação de melhorias nesse sentido.
Os órgãos públicos como o Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) e a Secretaria de Turismo e Romaria de Juazeiro do Norte reconhecem a deficiência. A assessora da Secretaria, Inácia Mirna Callou, afirma que houve licitação de projeto de sinalização, para colocação de placas indicativas nas ruas, principalmente do Centro da cidade e nas principais vias de acesso. Quem entra na Avenida Padre Cícero não tem orientação de como chegar ao Centro ou se deslocar para pontos com atrativos turísticos, como a Estátua do Padre Cícero, no Horto. Para se chegar até o local é preciso atravessar todo o Centro da cidade.
Desde 2006 que o projeto, de acordo com Mirna, foi feito e se aguardava fechar a parceria com o Ministério do Turismo. Todas as placas serão padronizadas pela Embratur. Quem entra em Juazeiro, via Barbalha, não tem informação de onde possa encontrar hotéis ou restaurantes.
Da mesma forma entre Crato e Juazeiro. São estas as três cidades de maior porte da região e que ainda vivencia problemas básicos relacionados à organização e melhor recepção ao turista. O fluxo de visitantes a Juazeiro do Norte é diário e há somente informações destinadas aos romeiros no período de grandes romarias.
Desordenada
O município juazeirense é uma das cidades que mais tem se desenvolvido na região, e de forma desordenada. Os grande problemas no centro da cidade se acumulam, como trânsito desordenado. Está sendo implantado, em conjunto com a sinalização, para dar mais suporte e organização às ruas, o sistema de estacionamento por veículo. Esse trabalho vem sendo feito entre a Rua São Pedro e a Rua Alencar Peixoto.
Várias ruas de Juazeiro, conforme o diretor de sinalização do Demutran, Wellington Vieira de Morais, estão incluídas dentro de um projeto de sinalização vertical e horizontal e isso também inclui placas informativas relacionadas a quem se dirige ao Centro da cidade.
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local realizou uma reunião para tratar dos problemas relacionados ao trânsito, principalmente pela desordem, sem ter locais adequados.
O diretor social da entidade diz que classifica como descaso das autoridades a falta de atenção com a cidade, principalmente por haver um fluxo constante de turistas.
Durante as grandes romarias, principalmente em novembro, é visível a realidade de Juazeiro diante da ausência de um planejamento permanente a adequado. O trânsito, pela falta de orientação e organização, fica impraticável. “É preciso investimento para que haja melhorias em sinalização nas ruas da cidade”, acrescenta.
O diretor critica a inoperância dos responsáveis por desenvolver e colocar em prática os projetos de melhorias. Há cerca de um mês foram apresentadas propostas de melhorias e os locais onde foram vistas falhas e, conforme Almeida, agora é que vão fazer o plano piloto.
Poluição visual
Sobre a poluição visual, Almeida afirma que a entidade tem orientado os lojistas no sentido de promover uma melhoria. “Muitas vezes o lojista tira a placa e o camelô ocupa a frente da sua loja”, diz o diretor.
Elizângela Santos Repórter
Mais informações: Demutran de Juazeiro do Norte (88) 3571.5826 CDL Rua Padre Cícero, 576 – Centro (88) 5512.2266
VANDALISMO
Sinais de orientação são destruídos
Crato. A falta de placas indicativas nas cidades do Cariri, principalmente em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, está criando transtornos para os motoristas. Os visitantes encontram dificuldade em localizar os pontos turísticos da região. Geralmente, o motorista tem que perguntar ao transeunte. Ao mesmo tempo, está sendo denunciada a destruição de placas colocadas recentemente pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
O chefe da Área de Proteção Ambiental do Araripe, Jackson Antero, denuncia que as placas colocadas, na semana passada pelo Detran, estão sendo destruídas, segundo afirma, por vândalos que serram a madeira de sustentação das placas.
Até o Ibama já foi vítima desta ação danosa. Das 150 placas indicativas instaladas na APA, restam somente 50. O mais grave, segundo ele, é que muitas pessoas atiram com revólver nas placas cometendo crimes: porte ilegal de arma, disparo em via pública e a destruição do patrimônio público.
A ausência de placas criou vários problemas para os motoristas que estacionaram seus veículos nas proximidades do Parque de Exposições do Crato, durante a Expocrato. O turista Antônio Carlos Carvalho, da cidade de Águas Claras, localizada no Distrito Federal, diz que o seu carro foi guinchado pelos guardas do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) a pretexto, segundo afirma, de estar estacionado em local proibido, próximo à Expocrato. “Proibição, aliás, impossível de se perceber, já que não havia qualquer placa sinalizadora no local”, diz o reclamante acrescentando que “foi destratado por um funcionário, que nos ameaçou com a retenção do veículo até o último dia 21”.
O diretor do Demutran do Crato, Luiz Joatan Souza, admite que realmente houve um desentendimento com o motorista. Esclarece, no entanto, que o local onde o carro estava estacionando havia um sinal, bem visível, de estacionamento proibido. A faixa estava destinada aos taxistas que pagaram alvará de funcionamento e prestação de serviços.
A nota do Demutran adverte que o motorista, devidamente habilitado, tem por obrigação saber que quando se estaciona em local proibido existe a medida administrativa de remoção do veículo prevista no Código Nacional de Trânsito que é válida em todo o território nacional. O guarda, segundo a nota, cumpriu a Lei.
Quanto à falha na sinalização horizontal, Joatan justifica que estão sendo asfaltadas 109 ruas do Crato. A maioria do asfalto do Centro da cidade é nova. Portanto, ainda não houve tempo de providenciar a sinalização. Garantiu, porém, que vai entrar em contato com a Secretaria de Turismo para colocação de placas indicativas dos pontos de visitação. Uma equipe do Detran encontra-se no Cariri colocando placas de advertência e cumprimento da legislação no conglomerado urbano formado por Crato, Juazeiro e Barbalha, que conta com cerca de 500 mil habitantes. Ao mesmo tempo, são inspecionados os terminais rodoviários da região. O caminho para o Crato, por exemplo, já foi sinalizado com placas verdes, indicando os acessos para as principais cidades.
Antônio Vicelmo Repórter
Mais informações: Demutran do Crato (88) 3523.5232 Detran (85) 3101.5822
Fonte: Antonio Vicelmo – Jornal Diário do Nordeste .
A equipe do Ceara empatou na noite de ontem em 2 X 2 com o Corinthinas, líder da Série B do Brasileirão. Os gols da partida foram marcados Luiz Carlos 2 vezes para o Ceará, Dentinho 2 vezes para o Corinthians.A renda somou R$ 679.545,00 e o público de 47.308 pagantes, ambos recordes na temporada.
Jogando em Maceió contra o CRB, o Fortaleza quebrou um jejum de 9 partidas,e saiu vitorioso por 3 X 0. Apesar da vitória o Fortaleza permanece na zona de rebaixamento em 17º lugar.
Outros resultados da serie B:
Parana 1 x 0 Barueri Marília 1 X 1 Avaí Santo Andre 1 X 1 América RN Bahia 1 X 1 São Caetano Ponte Preta 2 X 0 Vila Nova Criciúma 3 X 1 Brasiliense Gama 2 X 0 Juventude ABC 0 X 0 Bragantino
Por: Amilton Silva, editor de esportes do Blog do Crato. .
Gostaria de enviar um recado que tem a sua marca, o seu estilo E POSTURA de trabalhar a arte musical. E por extensão aos frequentadores do blog do Crato: “Se existe algo que podemos conciliar diretamente do bem com o que é prazeroso, chama-se música instrumental. Muitas pessoas deveriam oportunizar-se neste momento, verificar a programação do festival BNB de música instrumental para refinar os seus gostos. E por incrível que pareça, certos mitos foram criados de que refinamento é coisa para burgueses, celebridades, etc. Ledo engano. Nunca é tarde para educar-se, seja na música, nas letras ou em qualquer outra atividade humana. Educar-se é uma condição viável para todos. A música é apenas um dos caminhos. E até Platão não se descuidou do termo: A MÚSICA PARA A EDUCAÇÃO DA ALMA.
Para quem gosta de dormir juntinho com a mãe quando esta com medo a noite, não pode deixar de assistir a sessão do CINETÉRIO desta quarta. Vá acomanhad@ que é mais gostoso. Abraços e inté! Claudioreis.
Hoje no Centro Cultural Banco do Nordeste se apresentam grandes talentos do Cariri. às 18:30, show do Di Freitas e Pablo Lerne. às 20:00 show do grande guitarrista Cleivan Paiva
Cleivan Paiva Trio
Violonista, guitarrista, poeta, compositor de música instrumental e vocal, Cleivan Paiva iniciou sua trajetória musical nos festivais da canção da região do Cariri, no sul do Ceará – berço de numerosos e expressivos talentos da música brasileira. Participou de festivais de abrangência nacional, na TV Cultura de São Paulo e na extinta TV Tupi. Também tem experiência em trilha para cinema, assinando músicas originais para os filmes “O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto” e “A Saga do Guerreiro Aluminoso”. Valorizando a música instrumental, já dividiu o palco com mestres como Hermeto Pascoal, Mauro Senise e Gilson Peranzzetta. Mais recentemente, vem apresentando seu show autoral em eventos como o Encontro Internacional de Trovadores e Violeiros em Quixeramobim–CE, a Expo Crato e o Festival BNB da Música Instrumental. Ao qual retorna agora, ladeando seu violão e sua guitarra com o talento de João Neto (contrabaixo) e Francisco Demontiê (bateria).
Di Freitas & Pablo Lerner
Um encontro entre o medieval e o nordestino através do universo do bordão, ou pedal. Uma viela de roda húngara dialogando com as rabecas do Nordeste, herdeiras da tradição de bordão medieval. Sons semelhantes vindos de terras e tempos distantes. Um repertório que inclui o baião, a cantiga de cego e a música rural européia. Essa é a proposta da apresentação de Francisco Di Freitas, instrumentista e luthier egresso da cena musical da região do Cariri cearense, e do argentino Pablo Lerner, no III Festival BNB da Música Instrumental. Com o conhecimento de causa de quem viveu na Hungria para se dedicar ao estudo da viela de roda, Lerner tem aproximado o som da viela ao da rabeca, criando um novo estilo no seu instrumento ao se aproximar de músicos da região sul do Ceará, como os integrantes dos grupos Dr. Raiz e Zabumbeiros Cariris. Como convidados, Jose Evânio (rabeca, pífano, percussão e viola caipira) e Cidália Maria, também na rabeca, ajudam a costurar o repertório que vai da tradição nordestina a canções das escolas húngara e judaica.
CÉLIA DIAS “Célia Dias é muita coisa, mas ainda não se convenceu disso. Compõe, canta, toca, ensina, mas não achou que era suficiente e resolveu fazer poesia. Menos para se mostrar que para enxergar a si mesma. Então, que verem também. Pelo menos, os que “têm olhos de ver”.
Com estas palavras, Claudia Parente, colunista do Jornal do Comercio, conceituado jornal pernambucano da gran-metrópole Recife, faz alusão a esta cratense que como poucas, são donas de uma envergadura artística da maior dimensão! Célia Dias é dotada de uma sensibilidade que como poucas mulheres desta cidade nos orgulham, a exemplo de: Dandinha Vilar e Socorro Moreira, duas grã-mestres da poesia feminina. Dandinha ocupou com propriedade uma cadeira no ICC, (INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI). Socorro Moreira, não tardará… E, num futuro próximo há de se reconhecer o trabalho de Célia Dias, não tenho dúvida! Claro, citei quem citei, mas sou cônscio de que são muitas as mulheres artistas em potencial no Cratinho de Açucar!
NAS TRILHAS DO SOL Célia Dias
Nas trilhas do sol Rebusco as canções Presentes do tempo Que brotam na gente E se espalham no vento…
Nas trilhas do tempo Rebusco as pessoas Presentes do sol Que brilham na gente Em qualquer estação…
Nas trilhas do sol e do tempo Rebusco outros elos Entre o céu e o momento de um lugar…
Precisa engajar-se num sonho maior? Estudar muito para avançar na vida? Ganhar mais dinheiro para ter os meios que deseja? Precisa conquistar o amor de alguém? Deseja ser alguém muito melhor que tem sido? Tais objetivos e metas ocorrem na imperfeição que é a própria vida. Por isso a humanidade raciocina, tem estratégias animais, acumula conhecimento e busca novas informações. Isso tudo é um valor geral da humanidade. Mas não é exatamente o seu. Não se refere a você especificamente, qualquer que seja seu projeto de vida. Nem por isso será menos humano, apenas que a generalidade pode incluir, mas não inclui a sua necessidade específica. Esta será por sua vontade junto aos outros. Mas mesmo isso não explica tudo. O que explica tudo é o território no qual se acorda, realiza a vigília da vida e novamente dorme. No território é que a vida efetivamente é mais humana.
Por isso nesta manhã de julho, quando a tarde for esgotando o que o dia poderia oferecer e a noite vier, pense que o território do Crato é a verdadeira realidade. É nele e em razão dele que a vida flui. E mais ainda, não deixe por menos a representação política do Crato. Se tiver que criticar os atores do jogo eleitoral o faça como apreensão da realidade não para achar que a realidade é maior que você. A apreensão da realidade sobre o território do Crato é o principal papel da crítica política. Por isso, num sistema político em que a representação é o método, busque aperfeiçoar o método. Isso não se encontra fora de você, isso é o que apenas depende de você. Não tem problema se iguais a você forem insuficientes para qualquer mudança, não existem mudanças sem a formulação da mudança.
Não imagine que o território está fora de você, pois você é tudo que é nele e em razão dele. É claro que existe o território/processo dependente de coisas extraterritoriais, mas mesmo este processo tem nascedouros e sumidouros no Crato mesmo. Por isso não imagine que a degradação ambiental das bacias dos rios do Crato não seja um assunto seu. Ele é e nestas eleições esta questão adquire uma intimidade muito maior com o seu comportamento político. Muito maior do que se costuma imaginar. Especialmente agora que parte dos brasileiros e particularmente dos cratenses, parece ter penetrado num limbo existencial: resume-se a criticar a própria representação que elege. Não é incomum que um ser essencialmente político venha, como numa regressão infantil, se queixando da política ou seja, abdicando de si mesmo, dos outros e do seu território.
O futuro da juventude, que parece uma coisa enorme, uma coisa fora das dimensões do indivíduo comum, não é assim que se dará. O futuro da juventude depende da escola pública, da universidade pública e isso tem tudo a vê com as próximas eleições municipais do Crato. Ou então, num jogo de representação política as eleições são uma chave prática de entendimento e transformação da realidade. A saúde pública, cada vez tecnologicamente mais cara e complexa, é uma questão municipal. A própria segurança pública também o é. Assim como são as ruas, a iluminação pública, a oferta de água limpa e a limpeza ambiental.
Se a máquina estatal, prefeitura e câmara de vereadores, já não são suficientes para tanta complexidade da vida territorial, ampliem-se os mecanismos de construção e controle social. É simples, barato e fácil de fazer. Dar debate, discussão, pode cair em miudezas, tudo isso pode acontecer, mas em todas as experiências coletivas sempre se encontrou uma saída mais eficiente para a aplicação dos recursos territoriais. E isso é tão verdade que humanidade e humanismo são coletivos.
Hoje, no Centro Cultural Banco do Nordeste – Juazeiro do Norte.
Trio Sotaque, do Rio Grande do Norte, será uma das atrações do Festival (Foto: Elizângela Santos)
Se apresentarão músicos do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia
Juazeiro do Norte. Será aberto hoje, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), neste município, o Festival de Música Instrumental, com artistas de vários estados. Os músicos caririenses Di Freitas e Cleivan Paiva abrem o evento, junto com o argentino Pablo Lerner. O evento começa um pouco mais tarde na região do Cariri quando comparado à Capital. No entanto, traz um tom diferente com relação à diversidade musical e também a qualidade dos trabalhos.
De acordo com o gerente executivo do CCBN, Anastácio Braga, este ano há uma diversidade maior em relação aos músicos, que antes vinham mais da Capital do Estado. “É uma programação mais encorpada e haverá uma boa participação dos caririenses, tanto na abertura como no encerramento”, diz ele.
O gerente também destaca a participação do músico João Omar, filho do cantor e compositor Elomar. Serão duas atrações a cada dia, a começar de hoje. No sábado será apenas uma. Até o dia 2 se apresentam grupos como Trio Sotaque, Duo Groove e Primata, do Rio Grande do Norte, além de músicos como Costinha.
O instrumentista Manassés estará pela segunda vez no palco do teatro. Já o músico Dihelson Mendonça, na ocasião, apresenta novo show.
Participação
No Cariri estarão se apresentando músicos do Estado do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Rio de Janeiro e Bahia, além do argentino Pablo Lerner. São pouco mais de dois anos do BNB no Cariri. O evento acaba incorporando em sua agenda a participação de músicos regionais, dando espaço para a qualidade musical produzida na região e possibilitando uma integração maior entre os artistas.
O Festival BNB da Música Instrumental chega à sua terceira edição, confirmando a vocação do evento para a promoção da diversidade musical e reiterando a importância da abertura de mais espaços para a movimentada cena instrumental brasileira.
Platéia
Este festival tem uma platéia formada potencialmente por qualquer pessoa com disposição suficiente para rever estigmas arraigados, que procuram traçar limites para a música instrumental, associando-a ao estereótipo de uma linguagem complexa, hermética, elitista, destinada somente a músicos e também a alguns poucos “iniciados”.
Grande porte
O evento se configura como um festival de grande porte, não apenas na quantidade de atrações reunidas para uma mesma realização, mas principalmente pela variedade de sonoridades apresentadas ao público.
O festival no Cariri vai do jazz à improvisação aplicada à música instrumental brasileira, renovando gêneros como o choro, o samba, o baião e a valsa, a um vasto espectro musical, no qual entram e cabem influências tão plurais quanto o rock progressivo. Se apresentarão grupos de metais e madeiras, os instrumentos de cordas e de sopro, a tradição pianística e a inovação em formações aparentemente inusitadas.
Mais informações: Centro Cultural Banco do Nordeste Rua São Pedro, 337 Centro – Juazeiro do Norte (85) 3464.3182
Fonte: Jornal Diário do Nordeste – Repórter: Elizângela Santos. .
Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais. Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituiçõese ncarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética. Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica. Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional.
Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático. Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país. É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção. É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais. Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atosde autoridades federais. Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”. Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”. E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.
A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.
_____ Dalmo de Abreu Dallari, 70, advogado, é professor da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo
Para quem não conhece meu trabalho “popular”, e para afugentar o estereótipo de “pianista clássico” que alguns têm sobre mim, aqui está uma música minha, chamada “Morena Samba”, em parceria com meu grande amigo Haroldo Ribeiro, e a letra de Sílvia Bezzato, belamente interpretada pela cantora paulistana Anna Canário no seu CD: Brasilização. Como músico popular, minhas influências são principalmente o Tom Jobim, o Edu Lobo, e a turma da corrente maior da Bossanova. Mesmo sendo músico do Cariri, meu trabalho é mais universalista, e a bem da verdade, embora valorize o trabalho dos que fazem, não sou muito afeito em nível puramente pessoal, a que o artista caririense tenha que se obrigar a fazer letras e música que falem em mangas e pequis para ser considerado artista caririense. Assim como o cantor João do Crato sempre se reclama de que também, devido a seu nome, as pessoas pensam que por se chamar João do crato, segundo ele próprio: “é esperado que eu suba no palco com um saco de pequi na cabeça e vestido de boiadeiro”… rs rs. Bem, voltando ao assunto, no álbum encontra-se outra música da minha autoria e do Haroldo, chamada “Seu Olhar”. Recebi o link do vídeo recentemente da própria cantora Anna Canário, que foi gravado no Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, e repasso pra vocês.
OBS – creio que para assistir o vídeo seja necessário parar o player da rádio, logo acima, pra evitar ouvir 2 coisas ao mesmo tempo.
Alguns autores insistem, erroneamente, em atribuir ao Padre Cícero Romão Batista a fundação de Juazeiro do Norte. Pelas informações abaixo concluímos que foi o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro o fundador do núcleo primitivo, origem da atual cidade. - o – o – o -
Podemos afirmar, com toda segurança, que a cidade de Juazeiro do Norte – hoje conhecida em todo o Brasil, graças à figura do Padre Cícero Romão Batista – teve seu início como fruto da devoção a Nossa Senhora das Dores. Pois, a exemplo da maioria das cidades brasileiras de antanho, Juazeiro do Norte também nasceu em torno de um templo católico. A escritora Amália Xavier de Oliveira, na “plaquete” Conheça o Cariri, assim descreveu os primórdios desta cidade:
“Os terrenos onde foi fundada a grande cidade que é hoje Juazeiro do Norte pertenciam a um cidadão chamado Leandro Bezerra Monteiro, militante do Exército Nacional, no qual tinha o posto de Brigadeiro. Estes terrenos constituíam uma imensa planície coberta de pastagens férteis e abundantes. Árvores de grande porte formavam densas matas. O proprietário, o Brigadeiro, era possuidor de muitas terras na região; residia no sítio “Moquém” perto do Crato, onde tinha um engenho de fabricar rapadura. Para fazer sua criação de gado, escolheu os terrenos que iam em direção da Serra de São Pedro, hoje Caririaçu.
Havia, naquela planície, uma ligeira elevação do terreno perto da serra Catolé, às margens do rio Salgadinho. Ali, o Brigadeiro construiu a Casa da fazenda, que recebeu o nome de “Tabuleiro Grande”. Ao redor da Casa Grande da fazenda, os escravos foram construindo suas casas; vizinho a casa, construiu um aviamento para a fabricação da farinha de mandioca, de que havia grande cultura nos tabuleiros. Entre as árvores que circundavam o aglomerado de casas dos escravos, havia 3 juazeiros frondosos, de copas quase unidas, formando uma sombra acolhedora. Ali, os transeuntes que viajavam de Missão Velha, Barbalha, São Pedro, indo para a feira do Crato, procuravam abrigar-se. E combinavam: “Vamos botar a baixo (tirar as cargas para repouso) lá nos juazeiros”. Daí a corruptela: vamos descansar no Juazeiro”. (OLIVEIRA, Sem data, 3-4).
A mesma Amália Xavier de Oliveira, noutro escrito de sua autoria, O Padre Cícero que eu conheci, esclareceu o que motivou a construção da capela na fazenda Tabuleiro Grande:
“Ordenara-se Sacerdote o Pe. Pedro Ribeiro de Carvalho, neto do Brigadeiro, porque filho de sua primogênita, Luiza Bezerra de Menezes, e de seu primeiro marido, o Sargento-mor Sebastião de Carvalho de Andrade, natural de Pernambuco. Para que o padre pudesse celebrar diariamente, sem lhe ser necessário ir a Crato, Barbalha ou Missão Velha, a família combinou com o novel sacerdote a ereção de uma capelinha, no ponto principal da Fazenda, perto da casa já existente”. (OLIVEIRA, 1981:33-34).
Alguns autores insistem, erroneamente, em atribuir ao Padre Cícero Romão Batista a fundação de Juazeiro do Norte. Pelas informações – acima citadas – concluímos que foi o Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro o fundador do núcleo primitivo, origem da atual cidade. Deve-se ao Brigadeiro Leandro a iniciativa da primeira urbanização da localidade – ainda conhecida por Tabuleiro Grande – com a edificação da Casa Grande, capela, residências para os escravos e agregados da família. A realidade histórica nos mostra: quando o Padre Cícero chegou ao “Joaseiro”, para fixar residência, em 11 de abril de 1872, já encontrou um povoado formado em torno da capelinha de Nossa Senhora das Dores. Contava o lugarejo, à época da chegada deste sacerdote, com 35 residências, quase todas de taipa, espalhadas desordenadamente por duas pequenas ruas, conhecidas por Rua do Brejo e Rua Grande. No povoado, à época da chegada do Padre Cícero, residiam cinco famílias, tidas como a elite do vilarejo: Bezerra de Menezes, Sobreira, Landim, Macedo e Gonçalves. É verdade, porém, que o povoado só veio a ter alguma projeção a partir da ação evangelizadora do Padre Cícero. E o vertiginoso crescimento demográfico da localidade só começou em 1889, motivado pela ocorrência dos fatos protagonizados pela beata Maria de Araújo, que passaram à história como “O Milagre da Hóstia”.
(*) Armando Lopes Rafael, historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri, Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris” de Salvador (BA) e do Conselho Editorial da revista “A Província”.
O Distrito de Quincuncá, precisamente a localidade denominada de Serra do Pe. Cícero, viveu um momento histórico no último dia 20. O local que já tinha erguida uma estátua do Pe. Cícero ganhou uma Praça em torno do monumento, colocado ali pelo Ex-Prefeito de Farias Brito, João Antero da Silva (Silva Antero), no final da década de 70.Segundo alguns, faz alusão á colina do horto em Juazeiro do Norte, tendo em vista a sua localização geográfica no topo da Serra do Quincuncá. Contam os mais velhos que no ano de 1901, o Pe. Cícero teria visitado a Vila de Quincuncá, para realizar a bênção do cemitério daquela localidade e passando pelo local, teria feito comparações entre os dois locais.
Segundo contam, “afundada a Pedra da Batateira e inundadas todas as áreas baixas, a Colina do Horto, mais tarde transformada em santuário religioso de Juazeiro do Norte, seria um bom porto. Já a Serra do Quincuncá, no município de Farias Brito, seria outro”.
Veja fotos do local:
Visite a Praça do Pe. Cícero e desfrute de uma bela paisagem de cima da Serra do Quincuncá, veja como chegar clicando aqui. – Colaborou: Cícero Menezes cicero.menezes@bol.com.br
Será realizada nesta terça feira dia 22, a 13ª rodada do Brasileirão Série B. O destaque da rodada será a partida entre Ceará e Corinthians no Castelão, onde será esperado um público recorde.
Paraná X Barueri Marília X Avaí CRB X Fortaleza Santo André X América RN Bahia X São Caetano Ponte Preta X Vila Nova Criciúma X Brasiliense Gama X Juventude ABC X Bragantino
completam a rodada. Já a segundona do Cearense será movimentada com os seguinte jogos:
Trairiense X São Benedito Maracanã X Guarany Barbalha X Limoeiro
Todos os jogos serão realizados no dia 23 quarta feira. A equipe de Barbalha, terá a obrigação de vencer esta partida para fugir do rebaixamento.
Informou: Amilton Silva – Editor de esportes do Blog do Crato
A Hora e a Vez da Música Instrumental no Cariri ! De 23/07 à 02/08 no CCBNB – Juazeiro.
Para quem aprecia a arte da música, não pode perder: III Festival da Música Instrumental no Cariri
Os grandes nomes da Música Instrumental se encontram no Cariri para um festival que promete ser um verdadeiro “desfile da arte musical”, contemplando os diversos estilos da música instrumental, desde a Música Clássica, aos trabalhos Contemporâneos de Música experimental, às composições para grupos, num grande festival de música que já se encontra na sua terceira edição, patrocinado pelo Banco do Nordeste, e que acontecerá no Centro Cultural BNB em Juazeiro do Norte, de 23 de Julho à 02 de Agosto de 2008. Grandes nomes da música instrumental Brasileira estarão presentes. ENTRADA FRANCA.
Programação:
Dia 23, quarta-feira
18h30 Di Freitas (CE) & Pablo Lerner (ARG).
20h Cleivan Paiva (CE).
Dia 24, quinta-feira
18h30 Aerotrio (PB)
20h Jefferson Gonçalves (RJ)
Dia 25, sexta-feira
18h30 Manassés (CE)
20h O Quadro (PE)
Dia 26, sábado
19h30 João Omar & João Liberato. (BA)
Dia 30, quarta-feira
18h30 Trio Sotaque (PE)
20h Pádua Pires (CE)
Dia 31, quinta-feira
18h30 Costinha (RN)
20h Duo Groove & Primata (RN)
Dia 01, sexta-feira
18h30 Duo Pianíssimo (CE)
20h Cássio Nobre (BA)
Dia 02, sábado
19h Dihelson Mendonça & Trio (CE)
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E desde já fazendo minha própria propaganda, O Dihelson Mendonça Trio se apresenta no dia 02 de Agosto, Sábado, às 19:00 no III Festival BNB da Música Instrumental, com:
Dihelson Mendonça – Piano João Neto – Contrabaixo Saul Brito – Bateria
Com o show “Quebrando Tudo”, de composições autorais, em show elogiado pela crítica e público, apresentado no SESC crato recentemente. Aguardo vocês por lá. Dessa vez não há desculpas para os apreciadores da verdadeira música de qualidade…
Andam falando pelas ruas do Crato que esta eleição será marcada pela baixaria. Alguns arriscam afirmar que haverá panfletagem falsa, acusações levianas e outras coisas. Muita gente inclusive, está se afastando muito de qualquer coisa que se relacione à palavra: POLÍTICA, por puro nojo do que possa ainda acontecer nos próximos dias.
E nisso é que venho aqui pedir aos candidatos e às pessoas que estão engajadas nas campanhas políticas, que procurem manter o bom nível do discurso. Ninguém gosta de ver baixaria. Ninguém gosta de ver candidatos apelarem para discursos vazios em propostas e cheios de leviandade.
Ouvi um comentário também de que no centro nervoso do Crato – A Praça Siqueira Campos – as pessoas não mais falam em propostas para a cidade, e sim ficam a apostar em quem irá vencer as eleições. Isso é um mau sinal. Um sinal de que os Cratenses não acordaram que o que está em jogo é o futuro da cidade, e não briguinhas eleitoreiras. É preciso acabar com essa mentalidade e pensar no futuro que queremos para nossa cidade, verificando as propostas e os programas de governo de cada candidato, e não apenas ver pelo lado da eleição, afinal, atravessaremos 4 anos nas mãos de alguém.
Portanto, formemos essa imensa corrente em prol da ética na política e nas eleições. Que não haja golpes baixos. Tudo às claras, e que vença o melhor para a nossa cidade.
Cícero Romão Batista nasceu a 24 de maio de 1844, na vila do Crato. Desde cedo manifestou a vocação sacerdotal, vindo a Fortaleza para estudar no seminário da Prainha. Auxiliado por seu padrinho, o coronel Luis Antônio Pequeno, pôde continuar seus estudos, apesar da alerta do pai. Ordenou-se aos 26 anos, e em 1872 foi enviado para o pequeno povoado de Juazeiro do Norte. No seminário não registraram-se fatos estranhos com o jovem estudante, mas ele e seu primo José Marrocos eram vistos como “arrivistas”. José Marrocos foi mandado embora e Cícero ordenou-se padre, por intervenção do bispo D. Luis, apesar da reprovação do Reitor do seminário. A princípio Cícero não se afeiçoou ao povoado, e sua intenção era voltar para Fortaleza. No entanto, conta-se que Jesus lhe aparecera em um sonho, instruindo-o no sentido de cuidar dos pobres. Fixou-se então no lugarejo e lá exerceu o sacerdócio, normalmente, até 1889, quando se deu o primeiro caso de milagre, entre tantos outros atribuídos a ele: a hóstia recebida pela beata Maria de Araújo transformou-se em sangue na sua boca. Logo a sua fama se espalhou, e todos acorriam para o Juazeiro em busca da proteção o “santo milagreiro”. Juazeiro depressa se transformou em um enorme ajuntamento de pessoas, vindas de todos os lugares do sertão. Em breve, Cícero deixou de ser apenas um líder religioso, para se transformar na mais prestigiada liderança política do sertão nordestino. Em vão, a hierarquia da Igreja tentou manter um controle sobre o padre, enviando-o até mesmo a Roma, para entrevista com o Papa; mas isso só fez crescer seu prestígio junto ao povo. Algumas pessoas exerciam grande influência sobre ele; a princípio foi seu primo José Marrocos, jornalista de talento, que soube manipular com habilidade junto ao povo, as notícias em torno dos milagres. Depois, foi o médico baiano Floro Bartolomeu, que articulou a aproximação do padre com os coronéis e a política acciolina. Com a transformação de Juazeiro em município, padre Cícero foi seu primeiro prefeito. A essa altura, o padre já estava mergulhado no complexo xadrez político das oligarquias. Esse envolvimento culminou na “Guerra Santa” que apreendeu contra o presidente Franco Rabelo, causando a sua queda do poder em 1914; foi a sedição de Juazeiro. Mesmo depois de sua morte, em 1934, a influência do Padre Cícero permaneceu muito viva entre o povo sertanejo. Essa influência não se limitou à região do Cariri, nem somente ao Ceará ; ele se estendeu por todo o Nordeste e até além dele. Diariamente a “Meca” do Cariri, Juazeiro, é procurada por romeiros vindos dos mais diversos lugares. Essas romarias são mais fortes nas comemorações do dia da padroeira, Nossa Senhora das Dores, de Nossa Senhora das Candeias e dia de Finados. O turismo religioso tomou-se a maior fonte de renda de Juazeiro, tomando-a uma das maiores e mais prósperas cidades do Estado. No período das ramadas, os hotéis ficam lotados com os fiéis que vêm pagar suas promessas, bem como, adquirir “souvenirs”, para que a proteção do “padim” lhe acompanhe sempre, deixar seu óbulo na Igreja, morada do santo querido. Nos restaurantes não faltam o baião-de-dois com o piqui e a carne de sol. A noite, os repentistas embalam seus ouvirias com histíorias do padre e de outros heróis do imaginário sertanejo. E, como não poderia deixar de ser, junto com os repentes, as rezas. Os locais mais visitados são a casa do Padre Cícero e o Horto. No alto dele, a estátua esculpida em 1969, por Armando Lacerda, com 27 metros de altura. A casa foi transformada em museu e conta no seu acervo com oratórios, imagens sacras, batinas, paramentos, prataria, mobiliário e objetos, doados pelos romeiros. Objetos de peregrinação são também a Casa dos Milagres, onde são depositados os ex-votos, peças de gesso, madeira e plástico, que representam partes do corpo humano curadas por obra das promessas, além de retratos e cartas e a Capela do Socorro, onde o padre está sepultado. Em 1994 comemorou-se o Sesquicentenário de seu nascimento, com realização de romarias, seminários em vários locais do Brasil e apresentação de filmes, peças de teatro, além de lançamentos de livros e cordéis.
Do website: O Crato Virtual – texto de Sérgio Ribeiro Bastos.
A nossa foto do dia de hoje não é do Crato. Pela primeira vez em quase 2 anos de Blog do Crato, a foto do dia não é da nossa cidade, mas de uma região que já foi do Crato também e criou uma vida própria, baseada na fé e hoje é um símbolo para o mundo inteiro. Juazeiro do Norte completa 97 anos de emancipação política do Crato.
Na foto: Igreja dos Salesianos Foto: Dihelson Mendonça
. Após 21 dias de paralisação, os funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) devem voltar a trabalhar normalmente a partir desta terça-feira. A paralisação foi suspensa depois que o governo aprovou o pagamento do adicional de periculosidade, calculado sobre 30% do salário-base.
Segundo a Fentect, (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), 30 sindicatos conveniados à entidade aprovaram o acordo com a empresa nesta segunda-feira (21) e encerram a greve –que se estendeu por 15 dias úteis.
Cerca de para 43 mil carteiros serão beneficiados com o adicional. Outros 16 mil funcionários da empresa receberão abono mensal de R$ 260.
Além disso, o governo aceitou o compromisso de não descontar os 15 dias de paralisação. Em troca, os trabalhadores terão que fazer uma espécie de banco de horas com o tempo necessário para normalizar as entregas.
Serviços
Os Correios estimam que serão necessários cerca de 10 dias para regularizar os serviços de entregas de correspondências e encomendas em todo o país. Durante a greve, cerca de 130 milhões de cartas estão com a entrega atrasada, segundo o último levantamento da empresa.
Até sexta-feira, quando a paralisação completava 18 dias, 420,6 milhões de correspondências haviam sido postadas pelos clientes durante a paralisação, mas apenas 69% haviam chegado ao destino. Entre as encomendas, 96,4%, de 10,2 milhões de pacotes, já haviam sido entregues.
De acordo com os Correios, o volume diário normal é de 33 milhões de objetos circulando pela empresa.
A expectativa para regularizar as entregas se deve ao compromisso dos grevistas em compensar as horas não trabalhadas.
A assessoria da empresa informou nesta segunda que os serviços com hora certa –Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta–, que garantem prazo de entrega, voltará a ser funcionar a partir desta terça-feira.
Reportagem da Folha Online Foto: Jornal O Globo. .
Padre Cícero foi um fundador deste município do Cariri (Foto: Elizângela Santos)
Uma alvorada festiva, a partir das 5 horas de hoje, abre o dia de comemorações, na Praça Dirceu de Figueiredo
Juazeiro do Norte. Uma das cidades do interior nordestino de maior destaque comemora, hoje, 97 anos. Juazeiro do Norte, considerada a ´meca´ dos romeiros de vários estados foi fundada pelo Padre Cícero, também o primeiro prefeito. Emancipada em 1911, antes era a comunidade de Tabuleiro Grande, pertencente ao Crato. Ao longo desse período conseguiu se notabilizar pelo desenvolvimento da economia local, com destaque para o comércio e a indústria de calçados, sendo este um dos pólos mais representativos do Estado. A cultura popular é outro grande atrativo, sendo ambos estimulados por meio do próprio Padre Cícero, que estabeleceu como lema de desenvolvimento trabalho e oração.
Milhares de nordestinos passam a cada ano por Juazeiro, principalmente durante as grandes romarias. Esse é outro importante aspecto em torno da figura mítica do Padim. O comércio local e a indústria do turismo religioso são os grandes beneficiados.
A cidade tem conseguido nos últimos anos ter um crescimento na área educacional, principalmente com a instalação de cursos de nível superior. Será inaugurado em breve o novo campus da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde estarão os cursos de Filosofia, Biblioteconomia, Engenharia Civil e Administração. Cerca de 11 instituições de nível superior, entre particulares e públicas, existem em Juazeiro.
Uma alvorada festiva a partir das 5 horas abre o dia de comemorações, com solenidade na Praça Dirceu de Figueiredo, de frente a Prefeitura, seguida de apresentações folclóricas. Uma missa em ação de graças pelos 97 anos de emancipação será celebrada às 9 horas, na Igreja dos Franciscanos. Haverá pronunciamento ao meio-dia do prefeito Raimundo Macedo, nas rádios locais. Ao final da tarde, o grupo de tradições do município irá recepcionar os turistas da cidade, no Aeroporto Orlando Bezerra e inaugurações do município.
O nome Juazeiro surgiu a partir da árvore com o mesmo nome e “Norte” veio diferenciar a cidade de outras com o mesmo nome. Um dos grandes momentos que mudou a visão de Juazeiro para o mundo foi o milagre da beata Maria de Araújo, em 1889, em que ocorreu o sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero na boca da beata. A polêmica continua até hoje e em torno desse fato a crença do povo num homem santo, que é o sacerdote. O acontecimento até hoje é estudado por pesquisadores.
Por: Elizângela Santos – Para o Jornal Diário do Nordeste.
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HOMENAGEM DA SEMANA
CORREINHA
O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura
Jornal do Vicelmo
Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.
Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.
Agora você pode entrar em contato conosco diretamente. Se vc deseja publicar algum artigo que julgue importante para o Cariri, entre em contato conosco. Todos os artigos aprovados serão devidamente creditados aos autores. Os melhores artigos merecerão destaque, e se continuados, os escritores e cronistas poderão se tornar membros permanentes doportal Chapada do Araripe. Contatos:MSN e E-mail: blogdocrato@hotmail.com
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