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diversas
domingo, 31 ago 2008, 15:05
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Hoje, abri o BLOG DO CRATO e vi a postagem de uma foto de São Raimundo Nonato padroeiro de minha terra Várzea-Alegre. Este BLOG é de responsabilidade do Dihelson Mendonça que já o definir uma criação abençoada de Deus e detentor de uma extraordinária capacidade na divulgação de nossa região. Talvez seja o maior deles. Aquela imagem pertenceu a Raimundo Duarte Bezerra e sua esposa Tereza Maria de Jesus, portanto a papai Raimundo. Ficava num altar improvisado num quarto da residência onde eram celebradas as solenidades religiosas ha mais de 150 anos. De mão em mão aquela imagem foi passando e por fim a minha avó Josefa Alves de Morais, madrinha Zefa, doou para a Casa de Saúde São Raimundo propriedade do seu neto Dr. Pedro Satiro. Onde andam os fiés Varzealegrenses? A fé do povo em são Raimundo está acabando? Porque não houve um só comentário? Porque a festa não é mais na igreja e sim nas barracas? O fato é que estão desprezando a doutrina cristã e adotando a doutrina político partidário. Quem são os responsáveis por bendizer uns e maldizer outros ou vice-versa? Ouvir dizer, gostaria que não fosse verdade, que ano passado o Governador do estado pernoitou em Várzea-Alegre, foi hospede da casa paroquial e no dia seguinte a salva matinal foi cancelada para não perturbar o sono do governador. Onde se quer chegar? Em 1921 houve os primeiros desentendimentos entre igreja e paroquianos em Várzea-Alegre. O padre Jose Alves de Lima decidiu vender o patrimônio de São Raimundo e a reação dos paroquianos foi imensa surgindo então o primeiro foco de protestantes desta terra. Ninguém tem coragem de contestar as atitudes de alguns pastores, mas fica a advertência: “não vivemos mais na época do faz o que digo e não o que faço.
Antonio Morais
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diversas
domingo, 31 ago 2008, 09:09
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Alô amigos,
Com um ano de existência, o ZoomCariri comemora convidando mais e mais fotógrafos e entusiastas pela arte da fotografia a participar do nosso website.
Visite, comente, divulgue. Participe:
www.zoomcariri.com
Pachelly Jamacaru
Dihelson Mendonça
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domingo, 31 ago 2008, 08:54
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Olá, amigos.
Bom Domingo! Recebi essa letra aqui para uma música que seria uma homenagem ao Crato, enviada pelo Carlos Zoffo, onde ele assim escreve:
“O blog e a radio , idéias geniais e autênticas, uma forma única de linkar toda essa cultura contida dentro do vale do cariri…. Estou enviando uma letra de minha composição em homenagem a Cidade do Crato, onde cursei aulas de violão na SCAC com o professor Álvaro e de piano com a professora Diana Pierre, posteriormente com o guitarrista Batista, o meu Pai foi arrendatário do “Aquarius” e promoveu durante um bom tempo varios shows com artistas regionais e renomados, vcs estão de Parabens com essa atitude on-line…um abraço para todos..
Carlos Zoffo”
CRATO
VOCÊ JÁ DECLAROU
AMOR A UMA CIDADE
POR TUDO QUE VIVEU E AMOU!!!
POR TUDO QUE VIVEU E AMOU!!!
ENTÃO ME ESCUTA
COM O CORAÇÃO
QUE É VERDADE
O QUE EU TENHO PRA TE CONTAR
AS LEMBRANÇAS
DAS FESTAS!!!, DO CARNAVAL!!!,
DOS CLUBES!!!, DOS BARES!!!
DA PRAÇA FRANCISCO ZABULON
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR
NO PARAÍSO
E VIVER NO PARAÍSO
É DEMAIS
E É COMPARADO A TAL QUAL
PORQUE SE É FELIZ, EU QUERO SER FELIZ, EU POSSO SER FELIZ
EI BABY ME DE A SUA MÃO
VAMOS SAIR PRA CAMINHAR
PELA CHAPADA DO ARARIPE
E NOS BANHAR NAS AGUAS CASCATAS
E SONHAR……
QUE SE É FELIZ
EU POSSO SER FELIZ
EU QUERO SER FELIZ
CRATO….CRATO….CRATO…..
Carlos Zoffo
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diversas
sábado, 30 ago 2008, 06:51
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A via de acesso ao distrito de Arajara, no Crato, continua oferecendo perigo a pedestres e motoristas
Crato. A CE-386, que liga Crato a Barbalha, via Arajara, interrompida no mês de março em conseqüência das fortes chuvas que caíram no Cariri, apresenta buracos, abatimentos de aterro, cortes e quebra de bueiros em cinco pontos. Em alguns trechos, os veículos estão passando pela metade da pista.
A residência regional do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), com sede em Crato, informa que “está fazendo o que é possível” para não interromper o trânsito de veículos. No entanto, para resolver o problema é necessário um investimento superior a R$ 500 mil, o que exige licitação.
O gerente regional, Luiz Salviano de Matos, informou que já foi elaborado o projeto para recuperação da estrada. Na próxima semana, será aberta a licitação. A previsão, segundo Salviano, é de que os trabalhos sejam iniciados em outubro, antes, portanto, do início do inverno. Além da recuperação dos aterros e dos buracos, será construída uma ponte na CE-293, que liga o município de Barbalha a Arajara. Nesse trecho também há um intenso fluxo de veículos, o que merece atenção especial por parte das autoridades estaduais.
A rodovia dá acesso ao distrito de Arajara, uma das regiões mais produtivas do Cariri. A localidade abastece de hortifrutigranjeiros os mercados de Crato e Juazeiro do Norte. A estrada dá acesso ao Arajara Park, principal clube social do Cariri que recebe semanalmente sócios e visitantes.
A motorista Ivonete Fernandes Costa, proprietária de uma D-20, que faz linha Crato-Arajara, adverte que, em conseqüência dos buracos, já houve vários acidentes ao longo da estrada. Alguns veículos desceram os aterros. “Felizmente, não ocorreu nenhuma morte”, afirma a moradora.
Todo dia, a motorista faz 12 viagens, entre idas e voltas, em um percurso de 12km, entre Crato e Arajara. Seu sofrimento é evidente, bem como os prejuízos financeiros.
Risco de morte
Outro motorista que também reclama do péssimo estado de conservação da rodovia é Cícero Patrício, que também mantém uma D-20 na linha Crato-Arajara. Patrício diz que a buraqueira, além de ser um risco para motoristas e passageiros, acaba com os veículos. “Todo dia tem carro quebrado na estrada”, lamenta. Cícero adverte que os acidentes só não são mais freqüentes porque os motoristas conhecem a estrada e são prudentes.
O passageiro Zé Mulato, que mora entre Arajara e o Crato, afirma que sair de casa num destes transportes é um risco de morte. “A estrada é estreita e esburacada. A gente chega à rua, no Centro da Cidade, todo quebrado,” afirma o morador.
O comerciante José de Sales Evangelista, conhecido por “Deda”, proprietário de uma bodega na Vila Lobo, não entende o motivo pelo qual o trecho não foi asfaltado.
“Trata-se de uma avenida com cerca de um quilômetro de extensão com casas e estabelecimentos comerciais dos dois lados e que precisa de melhoramento urgente no trecho”, afirma ele. A reclamação é geral entre a população.
FIQUE POR DENTRO
Chuvas danificaram outras vias no Cariri
De um modo geral, as principais rodovias do Cariri estão em boas condições de tráfego. Os trechos mais danificados são ligações interdistritais como a rodovia estadual que liga a sede do município de Missão Velha ao distrito de Jamacaru. A residência do Departamento de Edificações e Rodovias (DER) acaba de fazer uma operação tapa-buraco na estrada Crato-Nova Olinda, que cruza a Chapada do Araripe. O trecho também foi danificado pelas chuvas registradas no primeiro semestre. O mesmo trabalho foi feito na ligação entre Barbalha e Jardim. O gerente regional do DER, engenheiro Luiz Salviano, adverte, no entanto, que a rodovia precisa de um recapeamento total. Para isso, será aberta uma licitação, tendo em vista o reasfaltamento. Sobre a CE-386, vale destacar que a mesma foi construída em 2002, no final do governo de Tasso Jereissati. A primeira reclamação foi pelo fato do asfalto não ter chegado à Avenida Duque de Caxias, no Crato. A pista asfáltica terminou na Vila Lobo, a quase um quilômetro de distância. O restante da via até a sede do Crato, foi construído em pedra tosca. Em conseqüência das chuvas, o calçamento foi destruído em vários trechos, ficando intransitável.
ANTÔNIO VICELMO
Repórter
Mais informações:
Departamento de Edificações e Rodovias (DER)
Rua Rodolfo Teófilo, 10
Município do Crato
(88) 3102.1224
Reportagem de Antonio Vicelmo para o Jornal Diário do Nordeste
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diversas
sábado, 30 ago 2008, 06:42
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A lenda do Pita
Por que será que todos os que se prestam ao trato com as crônicas vivem revirando as páginas do passado e, de quando em vez, são flagrados em momentos da infância recontando fatos dessa época da existência? Será o mundo adulto assim tão enfadonho e insidioso que somente da infância é que ainda guardamos momentos puros e de real beleza pueril?… Quando leio os mestres dessa arte literária ao rés-do-chão, lá estão as reminiscências de um passado distante, da infância sempre inusitada e pitoresca de cada um: adoro ler a infância drummondiana contada em crônicas; Os Teixeiras de Rubem Braga, então, espetáculo!… e por que não falar da infância do avô de um homem que brinca de ser cronista? Quando criança, lá pelos meus oito ou nove anos, adorava ouvir as histórias contadas pelo meu avô Vicente – hoje com noventa e cinco anos de idade. Eram histórias engraçadas no mais autêntico estilo Viriato Corrêa na obra Cazuza. Ainda hoje, não tive a disposição de perguntar se eram historinhas apenas recontadas por meio de um atavismo anônimo ou obras nascidas da veia poeta de um homem fadado ao anonimato existencial, embora digno de uma notoriedade universal – afinal, é meu avô!
Uma dessas historinhas, apesar de já passados mais de vinte anos desde que a ouvi pela derradeira vez, ainda persiste na minha retina. As imagens criadas quando da última audição da obra solta ao vento por palavras certeiras do meu progenitor ainda mexem, altaneiras, dentro de mim, implorando que as ponha num sólido local, eternizando-as ou repetindo-as de modo furtivo se forem réplicas indevidas de um outrora criador. Apesar do medo, de me consideram um plagiador das palavras, do mundo literário; arriscarei, colocando-as num papel ao meu estilo. Havia num reino mundo distante, além-mar, uma princesa que sonhava casar. Muitos eram os pretendentes, mas aquele que seria o homem digno de desposá-la deveria contar-lhe uma história cujo enigma a bela princesa não soubesse revelar.
Numa casinha, situada à beira de um lago, morava uma família numerosa, era uma prole de onze filhos, todos homens. Um mercador, numa de suas andanças, revelou a todos os moradores do vilarejo onde morava essa feliz família a existência do reino distante e a pretensão da princesa. Os dez irmãos mais velhos foram, um a um, seguindo rumo ao sonho, mas encontraram a morte. O mercador, orientado pela família real, omitia que se o enigma da história fosse descoberto pela bela princesa o contador da história seria guilhotinado para deleite da princesa. E, assim, em cada nova andança, um dos filhos da mãe entristecida seguia rumo ao fim da existência. Findos todos os mais velhos, apenas o caçula ainda permanecia junto à mãe que já conhecia o fim de cada um dos outros dez filhos. Chega-se uma nova embarcação. O filho resolve partir. A mãe, num desespero materno, quer dar-lhe outro destino:
– Se tem que morrer, que morra por minhas mãos! Não suporto mais perder meus filhos sem o direito de sepultá-los!
Prepara-lhe uma alimentação e o orienta:
– Quando sentir fome coma esse alimento. Não faça o mesmo que todos os seus outros irmãos que morreram por má alimentação.
E entrega ao filho uma provisão venenosa que o mataria após a primeira refeição. Chora. Abraça o derradeiro filho e o deixa partir… O menino resolve seguir rumo ao reino por terra. Adorava andar e resolvera criar a história que revelaria à princesa durante o percurso da sua trajetória… Caminha. Caminha. Caminha. Sempre seguido do fiel escudeiro, o cachorrinho de estimação que atendia pelo nome de Pita. Sente fome. Senta-se para comer, mas ao abrir o bornal e segurar a refeição tem o alimento subtraído pelo cachorrinho que salta vorazmente, tomando-lhe o único alimento disponível. O animal, logo após devorar a alimentação, cai desfalecido. O garoto chora e, somente depois, percebe a ação criminosa do amigo que queria apenas salvar-lhe da morte certa. Não tendo coragem de deixá-lo no caminho, resolve levá-lo como a uma caça abatida, preso às costas. E começa a história:
– ‘Pão matou Pita…’
Após horas de caminhada é interpelado por sete caçadores famintos que observam o animal abatido. Obrigam-no a deixá-los com a caça. Ele diz que é o seu cachorro que havia morrido, mas os caçadores ignoram a história. Tomam-lhe o animalzinho. Fazem uma refeição e, após comerem o alimento, caem mortos deixando com o garoto os sete rifles que conduziam. O garoto verifica cada um dos armamentos e escolhe o melhor deles para conduzir no restante da caminhada. E a história prossegue:
– ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor…’
Agora, com munição e armamento, inicia uma caçada a fim de conseguir a alimentação. Observa um pássaro num galho, atirando em seguida na intenção de abatê-lo. Erra o tiro, mas acerta um outro que estava noutro galho, distante da sua linha de visão. E continua:
– ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor. Atirei no que vi e acertei no que não vi…’
Corre. Alcança o pássaro abatido e procura um espeto para cozê-lo. Como não tem faca, resolve espetá-lo numa estaca que obtém ao quebrar uma cruz deixada na floresta, revelando que ali havia um corpo desfalecido e que fora enterrado num ritual comum aos povos civilizados. Faz um fogo. Alimenta-se. E prossegue:
– ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Assei carne com pau santo…’
Agora farto do alimento que a sorte colocara em suas mãos, tem sede. A floresta seca não permite que as fontes límpidas de águas brotem naquela região inóspita. A sede o consome. Nenhuma fonte há para saciá-lo. Quando já se dava por vencido, observa um animal distante. Vai ao encontro dele. O animal, suado, emana sinais de cansaço e de sede… Aproxima-se do animal e, numa atitude de subsistência, sorve-lhe o suor que é retirado com os dedos e, dessa forma, sacia a sede já quase insuportável! Passado o asco da superação humana, conclui por fim a história uma vez que o palácio descrito é vislumbrado por ele, embora ainda longínquo:
– ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Assei carne com pau santo. Bebi água que não era nem do céu nem da terra…’ Pronto. Essa será a história que contarei a princesa tão logo tenha oportunidade.
Chega ao palácio e revela o desejo de ser um dos pretendentes ao trono. Dias depois, é levado ao encontro da princesa que o interpela, friamente:
– Qual sua história, plebeu!?
– Minha história, princesa, é a seguinte: ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor.
Atirei no que vi e acertei no que não vi. Assei carne com pau santo. Bebi água que não era nem do céu nem da terra. E após isso, estou aqui.’ Do que trata essa história, princesa? A princesa, enrubescida, chamou seus asseclas e os mentores da corte. Nada. Não tinham uma explicação para o enredo. Por fim, sentencia:
– Peço um tempo para responder!
– Até o amanhecer, princesa, intervém o jovem plebeu, decididamente.
– Até o amanhecer, concorda a princesa. Se ao amanhecer não tiver a resposta, casarei com você!
Amanhece. O jovem plebeu é levado à presença da princesa. Ela o observa e, sem pormenores, revela:
– Não fui capaz de descobrir do que trata a história e, conforme o prometido por meu pai, casar-me-ei com você. Antes, porém, preciso conhecer a verdade uma vez que se for uma história inconsistente, morrerá como um vilão mentiroso e torpe!
– Que seja assim, princesa. Essa é a história da minha peregrinação desde que saí de minha casa até chegar aqui.
E prossegue:
– Todos os meus outros dez irmãos desfaleceram na esperança de desposar a mais bela princesa anunciada pelos andarilhos errantes. Eu, último de uma descendência, também vim em busca disso e trazia comigo um cão que morreu após comer o alimento preparado por minha mãe que talvez não me quisesse como mais uma das vítimas. Com a morte do cão, iniciei a história: ‘Pão matou Pita…’ A carne do meu animal serviu de alimento a sete caçadores famintos que morreram ao fim da refeição. Dos rifles que traziam consigo apanhei o que me pareceu o melhor. E a história prosseguiu: ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor.’
A princesa e todo o seu corpo de júri assistiam ao relato silenciosamente. O jovem plebeu, alheio a tudo, prosseguia, agora mais convicto de si:
– Com o rifle, tentei abater um pássaro que observei numa árvore, mas errei o tiro, atingindo um outro que não vi. Disso veio mais um trecho da história: ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor. Atirei no que vi e acertei no que não vi.’ Por fim, após depenar a caçar e de não ter com o que espetá-la, fiz um espeto improvisado com os restos de uma cruz que havia no caminho. Após a alimentação senti sede e fui saciado bebendo o suor de um cavalo que surgiu, não sei como, diante de mim. Após isso, vislumbrei o palácio onde agora estou contando toda e história que se resume no que relatei ontem: ‘Pão matou Pita. Pita matou sete e dos sete, escolhi o melhor. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Assei carne com pau santo. Bebi água que não era nem do céu nem da terra.’
Os conselheiros formaram um cerco junto à princesa e sentenciaram:
– Vivas, ao futuro rei!
Será preciso concluir dizendo em tom solene que foram felizes para sempre? Tudo bem. Eles se casaram e foram felizes para sempre.
Fim.
Por: Nijair Pinto

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sábado, 30 ago 2008, 06:39
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Dr. Heládio nos envia hoje fotos de um dos últimos engenhos de Rapadura da Região do Cariri:


Fotos: Heládio Duarte
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sexta-feira, 29 ago 2008, 21:26
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TAJ MAHAL
J. Flávio
Um dia o primeiro primata desceu da árvore e viu-se diante de um meio que lhe era totalmente hostil. Sem a força do leão e do elefante, sem a velocidade do leopardo e a visão da águia, ainda hoje é um grande mistério como sobreviveu competindo com animais bem mais hábeis. Terá sido, certamente, a inteligência que o fez sobressair-se diante da destreza de tantos concorrentes e que muitos anos depois o levou a dominar a terra. Desde as cavernas , um espectro o assalta, o inexorável fim que o espreita a cada esquina da vida. Ao homem parece impossível compreender , como após um glorioso ciclo evolutivo, de domínio pleno do planeta, com avanços imensos na Ciência e na Tecnologia, ainda sejamos seres frágeis, quebradiços e mortais. A morte, assim, marcou profundamente todas as nossas civilizações. Os egípcios construíram pirâmides fabulosas, desenvolveram a arte da mumificação na esperança de se preservarem, junto com todos os objetos e servos ( que também eram sacrificados no funeral), para uma outra vida, um clone perfeito desta travessia terrestre. Os Sumérios enterravam seus mortos com todos os objetos da sua vida particular, no sentido de conservarem a sua identidade ad eternum. Os Gregos incineravam os corpos, mas com uma pompa toda especial para os guerreiros, cujas cinzas se guardavam cuidadosamente para a memória dos heróis. Os Hindus praticavam a incineração, no sentido algo inverso, de apagar, definitivamente ,as histórias pessoais, purificando-as de todos os pecados.
As mais diversas religiões desenvolveram preocupações especiais para com a perspectiva horripilante da chegada da mulher de vermelho que representa a morte na mitologia ocidental. Todas convergindo para um ponto: a vida terrena é apenas uma travessia à espera de um outro mundo, em outra dimensão,onde viveríamos em espírito, em energia ou um dia renasceríamos carnalmente. Os índios eram enterrados em posição fetal já prontos para o renascer. A morte , como um grande desorganizador cultural, necessita de rituais que juntem as pessoas, aplaquem o luto dos que ficam , criem uma condição segura para os sentimentos e afetos e ajudem no processo de confecção do significado. Assim, observando estes ritos funéreos, é possível entender profundamente os valores das mais diversas civilizações.
Quando se ergueram as pirâmides , quando os gregos guardaram cuidadosamente as cinzas dos guerreiros incinerados, quando o Príncipe Shah Jahan ergueu o Taj Mahal para sua esposa Mumtaz Mahal, não foi por mero acaso ou só por meras razões religiosas. Estava clara e evidente a sociedade de castas em que viviam. Ora privilegiando os poderosos , ora os guerreiros. Tentavam quebrar, de alguma maneira, a característica amplamente igualitária da morte. Impossível se conceber um fim exatamente igual para todos: reis e plebeus.
Assim é perfeitamente visível o esfacelamento destes ritos tradicionais na nossa Sociedade de Consumo. Nas sociedades mais primitivas e tradicionais prevalecia a acumulação dos homens, uma economia de subsistência com o primado do valor de uso, a riqueza de sinais e símbolos, a preocupação com as relações pessoais, o espírito comunitário, o papel do mito e do tempo repetitivo. Nas Sociedades Ocidentais modernas, predominam a acumulação dos bens, a riqueza em materiais e técnicas, uma economia com o primado do valor de troca, da mais-valia, a exaltação do individualismo, o papel da ciência, da técnica, do tempo explosivo. Longe da força produtiva, os velhos são marginalizados. A morte deixa de ser um processo natural e passa a ser uma mera questão técnica, um acidente de percurso que um dia será resolvido pela Ciência. Escondem-se os moribundos com vergonha, o luto passou a ser uma coisa do passado. A tristeza dos que ficam é proibitiva e sinal de fraqueza. Não há qualquer pedagogia para o enfrentamento do fim, basta ver que a morte é perfeitamente escondida das crianças. O encontro com a mulher de vermelho transformou-se quase numa contravenção.
Nada , pois, mais representativo dos dias em que vivemos que uma notícia estampada nos jornais esta semana. Os americanos inventaram formas mais glamourosas de enfrentar a despedida terrena. Por que ser enterrado, se você pode fazer parte das estrelas, de Recifes de Coral ou de Carvalhos milenares ? Isto mesmo, amigos, a Empresa Space Services, já com distribuidores na Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, EUA, França, Japão, México e Reino Unido, leva suas cinzas num foguete e as joga no espaço sideral. Ou, se você preferir, a companhia Eternal Reefs , enterra suas cinzas em Recifes de coral , no fundo do oceano. A outra novidade são os enterros ditos ecológicos. Segundo alguns ambientalistas, os sepultamentos são muito prejudiciais `a natureza, por isso propõem inumar as pessoas com caixões biodegradáveis e , para os mais exigentes, aos pés de carvalhos seculares. Já existem inúmeros cemitérios ditos “verdes”, nos EUA.
Até concordo com os ambientalistas. Sem nenhum problema utilizar urnas que se decomponham mais facilmente, já que o conteúdo delas é perfeitamente biodegradável. Pode também até parecer que com isto estamos tornando a idéia da extinção mais natural e palatável e menos angustiante.. No fundo, no entanto, creio que apenas estamos incorporando o Príncipe Shah Jahan e tentando reconstruir ,cada um a seu modo, um Taj Mahal particular. Apegados à matéria , parece que deixamos esfacelar toda esperança de transcendência. Preocupados com o fim da viagem, perdemos toda a possibilidade de curtir a travessia. Olhando fixamente para o marco de chegada, vamos perdendo a paisagem única que passa para sempre do outro lado da janela.
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diversas
sexta-feira, 29 ago 2008, 21:03
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- Quem quiser que eu cante o boi
É de me dar quatro vitém,
A depois do boi cantado (bis)
Todos gostam muito bem.
“O Rabicho da Geralda”.
Quem se detiver um pouco no nosso processo de Colonização haverá de entender que o país foi, pouco a pouco ,ocupado na sua região costeira. A expansão em busca do nosso inóspito interior começou a acontecer , um pouco depois, por conta de do maior impulsionador de aventuras e descobertas deste mundo: a ambição. A mineração fez com que um sem número de garimpeiros adentrassem sertão afora, em busca de ouro e pedras preciosas. No dizer inesquecível do nosso grande Bilac, eles sequer percebiam, na sua busca, o verdadeiro tesouro : iam plantando um colar brilhante de pousos e vilarejos e plantando as pérolas de uma civilização futura. Do outro lado, de importância similar no Brasil, e bem superior em todo Nordeste brasileiro, a atividade pecuária , introduzida pelos colonizadores portugueses, expandiu-se interior adentro, tornando-se imprescindível às atividades econômicas da Colônia. Primeiro por conta da possibilidade de servir de transporte como veículo de tração, máxime nos engenhos de cana de açúcar, depois por servir de alimento básico à população e finalmente por ceder o couro , artefato indispensável ao modus vivendi da Colônia. A criação de gado se tornou entre nós a mais importante atividade de fixação do homem no campo. Nossos centros mais antigos de criatório vinham do Nordeste Canavieiro, se estendendo do Médio São Francisco até o Rio Paraíba , nas fronteiras do Piauí e Maranhão. O Boi, então, tão presente entre nós, nas nossas antigas sesmarias, passou a ser um companheiro próximo, quase um irmão do homem interiorano. E ele rapidamente se mitificou entre nós. Este ato, não poderia ser de todo imprevisível, já que o Boi estava fartamente presente na mitologia de vários povos. Animal sagrado no Egito e na Índia; Guardião do Labirinto de Creta; personificação de Zeus; a primeira letra do alfabeto hebraico é representada pelo boi. Nesta complexa e ambivalente simbologia o Boi representa o espírito macho combativo, o poder fertilizante, vezes ligada à sexualidade, vezes à força espiritual.
No Nordeste brasileiro, pois, é inequívoca a presença do boi na nossa Cultura. Nos nossos romances populares mais históricos e tradicionais pululam a sua figura : “O Boi Surubim”, “O Rabicho da Geralda”, “O Boi Espácio”, “O Boi Liso”, “O Boi Misterioso”; “O Boi Mão de Pau” e tantos incontáveis outros. A maior parte dos nossos folguedos populares, também, contam com a presença mitológica do Boi. Um dos mais importantes entremezes do nosso Reizado, é o boi. O Carnaval de Olinda possui vários bois famosos , como o emblemático “Boi da Macuca”. “O Boi-Bumbá” um dos mais portentosos folguedos brasileiros, uma manifestação típica brasileira, presentes em muitos estados do Nordeste, segundo alguns pesquisadores, nasceu no Piauí , coincidentemente um dos Estados brasileiros onde a atividade pecuária foi mais difundida no Século XVII e início do XVIII. Nos estados do Norte do Brasil, como Maranhão, Pará e Amazonas, o “Boi-Bumbá” é, de longe, a festa mais importante. Talvez muito por conta da atividade pecuária e, um outro tanto, pela profunda colonização advinda do Nordeste brasileiro, onde os cearenses, legitimados judeus brasileiros, se tornaram a parcela mais importante desta diáspora.
O ouvinte certamente já deve ter visto pela TV “A Festa do Boi de Parintins”ou “Festival Folclórico de Parintins”, uma verdadeira ópera aberta, que acontece num grande estádio, chamado de “Bumbódromo”, anualmente, em fins de Junho. A pequena cidade de Parintins , à margem do Amazonas, se entope de gente. O estádio mal consegue acomodar os mais de 35.000 expectadores. A TV transmite o espetáculo para todo o mundo. O Festival acontece desde 1965 , nestes moldes , envolvendo no ritual personagens inúmeros : O levantador de toada, o amo do boi, a Sinhazinha da Fazenda, Porta Estandarte, Rainha do Folclore, Cunhã-Poranga e muitos outros, todos envoltos e embalados num figurino lindíssimo e num cenário de encher os olhos. A disputa se faz historicamente entre dois bois : “O Garantido” e o “Caprichoso” e toda a região se divide entre estas duas agremiações, com toda a rivalidade própria das torcidas de futebol.
Pois bem, amigos, aqui vem o mais interessante, “O Boi Caprichoso” , vencedor das últimas duas edições do Festival, foi fundado por cratenses da gema: Raimundo Cid, Pedro Cid e Félix Cid. Os três teriam migrado do município de Crato, passando pelos estados do Maranhão e Pará, até chegarem à ilha de Parintins, em 1913, onde fizeram uma promessa a São João Batista para obterem prosperidade no novo município. Isso foi motivado pelas influências recebidas pelos Cid durante a trajetória até a ilha, quando puderam conhecer vários folguedos juninos por onde passaram. Duas manifestações folclóricas chamaram a atenção: o Bumba-Meu-Boi, maranhense, e a Marujada paraense.
Tudo isto é sintomático da força da cultura caririense, o coração cultural do Ceará. Os irmãos Cid, que não têm parentesco com nosso atual governador, refizeram ,caprichosamente distante, o mito do testamento do Boi :
“ E pra quem vai a língua
Do nosso Boi Cariri
— Manda lá prá Parintins !
Bibiografia
Alcoforado, Doralice Fernandes Xavier
http://www.anpuh.uepg.br/xxiii-simposio/anais/textos/DORALICE%20FERNANDES%20XAVIER%20ALCOFORADO.pdf
ABREU, J. Capistrano. Capítulos de história colonial. 4.ed. Rio de Janeiro: Briguiet, 1954.
ALENCAR, José de. O nosso cancioneiro. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1952. v. 4.
AMARAL, Amadeu. Tradições populares. São Paulo: Instituto Progresso Industrial, 1948.
ANDRADE, Lauro Ruiz de. Bumba-meu-boi e outros temas. Fortaleza: UFC, 1985.
BRANDÃO, Théo. Os romances do ciclo do gado em Alagoas. In: ANAIS do I Congresso Brasileiro de
Folclore. Rio de Janeiro, 1973. v. 2.
CARVALHO, José Rodrigues. Cancioneiro do norte.
CASCUDO, Luís da Câmara. Tradições populares da pecuária nordestina. Rio de Janeiro: Ministério da
Agricultura, 1956.
CASCUDO, Luís da Câmara. Vaqueiros e cantadores. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s/d.
COSTA, F. A . Pereira da. Folk-lore pernambucano: subsídios para a história da poesia popular em
Pernambuco. Recife: Arquivo Público, 1974.
GALVÃO, Walnice Nogueira. O sertão e o gado. In: As formas do falso. São Paulo: Perspectiva, 1972.
LIMA, Jackson da Silva. O Folclore em Sergipe I: romanceiro. Rio de Janeiro: Cátedra; Brasília: IN
1977.
LIMA, Nei Clara de. Narrativas orais: uma poética da vida social. Brasília: Editora da UNB, 2003.
NASCIMENTO, Bráulio do. O ciclo do boi na poesia popular. In: Literatura popular em verso: estudo.
Rio de Janeiro: MEC e Fundação Casa de Rui Barbosa, 1973.
PRADO, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense.
QUEIROZ, Washington. Vaqueiros e cantadores: vivências e mitologia.
ROMERO. Sílvio. Folclore brasileiro: Cantos populares do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo:
EDUSP, 1985.
J. Flávio Vieira
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sexta-feira, 29 ago 2008, 16:58
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SESC TRAZ DUO MUSICAL CATARINENSE AO CARIRI PELO PROJETO SONORA BRASIL

O SESC apresenta, neste final de semana, a segunda etapa do projeto Sonora Brasil que prossegue homenageando Heitor Villa-Lobos.
Na oportunidade será apresentado show do Duo Eberhardt e Llerena, formado pelos músicos catarinenses Rosenete Eberhardt e Marcus Llerena.
A dupla tem formação seresteira por excelência e participa regularmente de concertos e festivais no Brasil e no exterior.
As apresentações acontecerão no sábado, 30/08 no Teatro do SESC Crato e no Domingo 31/08, no Teatro Patativa do Assaré do SESC Juazeiro e devem ter início às 20h, com entrada franca.
SERVIÇO
Projeto Sonora Brasil – II Etapa.
Show com o Duo Eberhardt e Llerena (Santa Catarina).
Sáb, 30 de agosto/2008, às 20h, no SESC Crato.
Dom, 31 de agosto/2008, às 20h, no SESC Juazeiro.
Entrada Franca.
Mais informações:
SESC Juazeiro
Rua da Matriz, 227. Centro, Juazeiro do Norte – CE.
Fone: 3512.3355.
SESC Crato
Rua André Cartaxo, 443. Crato – CE.
Fone: 3523.4444.
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sexta-feira, 29 ago 2008, 16:52
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sexta-feira, 29 ago 2008, 06:25
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Mensagens de Otimismo:
“Não importa quantos passos você deu para trás. Importa quantos passos você vai dar para frente!”
Décio Melhem
“Qualquer homem pode desejar alguma coisa; mas, só os ousados e destemidos alcançarão.
Renan
“O próprio sol nos mostra que cada dia é uma nova oportunidade que surge para todo aquele que deseja começar uma vida nova. A vida é só daqui pra frente…”
Dihelson Mendonça
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sexta-feira, 29 ago 2008, 06:18
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Nota do BLOG DO CRATO:
“Até que enfim, o IBAMA faz alguma coisa em relação ao problema que é sabido por todos desse Crato. A pergunta agora é: Será que teremos que chamar as Forças Armadas para enfrentar esses Bandidos Armados que retiram madeira ilegal da Floresta do Araripe ?? Até quando as autoridades ficarão de braços cruzados vendo a nossa floresta ser desmatada ??”
Recomendação do MP especifica que as autorizações para manejo devem ser concedidas apenas pelo Ibama
Crato. O Ministério Público Federal do Ceará adotou, em menos de 24 horas, duas medidas importantes para a preservação da Floresta do Araripe. A primeira medida foi a recomendação para o Ibama manter em pleno funcionamento o seu escritório regional no Crato. A unidade neste município, que atende a Área de Proteção Ambiental do Araripe, evolvendo cerca de 30 cidades dos Estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, estava ameaçada de fechamento, o que provocou uma reação de funcionários, políticos e empresários do Cariri. Na época, o eventual fechamento do órgão foi objeto de reportagem do Diário do Nordeste.
Esta semana, o Ministério Público Estadual assinou outra recomendação, advertindo que “somente o Ibama deve conceder autorizações de desmatamento e de planos de manejo florestal sustentável na APA da Chapada do Araripe e na Floresta Nacional do Araripe-Apodi”. A advertência é contra a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) que autorizou mais de 40 desmatamentos e planos de manejos para aquela região.
O Ministério Público orienta que somente o Ibama está apto para conceder estas autorizações e recomenda a adoção de medidas no sentido de que o Ibama assuma, plena e efetivamente, a competência para conceder autorizações de desmatamento e de planos de manejo florestais sustentáveis em locais situados nos limites das duas áreas. O escritório regional do Ibama, com sede no Crato, ainda não recebeu oficialmente nenhuma orientação sobre o assunto. No entanto, o chefe da Unidade, Francisco Sales da Silva, informou que o Ministério Público Federal com sede em Juazeiro do Norte, solicitou uma relação dos planos de manejo florestais atualmente situados na Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe e na Floresta Nacional do Araripe, com a indicação do respectivo detentor e da situação atual de cada um, em exploração, ou suspenso, com a indicação de data.
Planos de manejo
O Ibama autorizou apenas oito planos de manejo. Destes, alguns detentores de autorização respondem a processo por crimes ambientais. Eles foram denunciados ao Ministério Público Federal. O chefe do Ibama no Crato dispõe de uam vasta documentação, inclusive fotos, que foram entregues à Justiça. Sales denuncia que foi devastada uma área de 700 hectares na Chapada do Araripe e isso já constitui um crime ambiental. O Ibama continua fazendo, com freqüência, apreensões de caminhões carregados com lenhas retiradas clandestinamente da Chapa do Araripe. O último flagrante aconteceu recentemente, e o veículo com a carga ilegal continua no pátio do escritório do Ibama no Crato.
A recomendação do Ministério Público determina um prazo de 20 dias úteis para o cumprimento destas medidas. A recusa da recomendação ou a omissão na remessa de informações acerca do assunto à Procuradoria da República, no município de Juazeiro do Norte, pode acarretar a adoção das medidas legais cabíveis, principalmente no que se refere à propositura de ação civil pública e à apuração da responsabilidade civil, administrativa e penal em razão de atos ilícitos eventualmente praticados.
Denúncia
Em procedimento administrativo, existente na Procuradoria da República no município de Juazeiro do Norte, há dados enviados pelo Ibama que confirmam a autorização, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), para exploração de recursos florestais nos municípios de Crato, Barbalha, Jardim, Nova Olinda e Santana do Cariri, em locais possivelmente inseridos nos limites da Floresta Nacional do Araripe–Apodi e da APA da Chapada do Araripe. Uma forma de coibir os crimes ambientais na região do Cariri.
SAIBA MAIS
Código Florestal Brasileiro
O artigo 19, parágrafo 1º, inciso II, da Lei Federal nº 4.771/1965, conhecida como Código Florestal Brasileiro, de acordo com a redação que lhe foi conferida pela Lei Federal nº 11.284/2006, estabelece que compete ao Ibama, e não aos órgãos e entidades estaduais de proteção ao meio ambiente, aprovar a exploração de florestas e formações sucessoras, tanto de domínio público como de domínio privado, nas unidades de conservação criadas pela União, como é o caso da APA da Chapada do Araripe e da Floresta Nacional do Araripe-Apodi.
Suspensão
A Procuradoria da República, em Juazeiro do Norte, por meio do procurador da República Rodrigo Telles de Souza, recomenda que a Semace não conceda novas autorizações e suspenda todas as autorizações de desmatamento e de planos de manejo florestais sustentáveis em locais situados nos limites da Floresta Nacional do Araripe-Apodi e, principalmente, da APA da Chapada do Araripe, ou nas respectivas áreas circunstantes, enviando ao Ibama os procedimentos administrativos correspondentes para fins de revisão.
Mais informações:
Ibama – Francisco Sales da Silva
R. Professor Joaquim Fernandes Teles, s/nº – Crato
(88) 3523.1999 / 3521.1529 / 3521.5138 / 3521.1906
Reportagem de Antonio Vicelmo para o Diário do Nordeste
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sexta-feira, 29 ago 2008, 06:15
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Com o envolvimento das equipes de Saúde da cidade do Crato, será realizado no próximo sábado, o dia “D” da Campanha de Vacinação contra a Rubéola. A campanha nacional se prolonga em todo o País até o dia 12 de setembro. A Secretaria de Saúde preparou as equipes para receberem a população de homens e mulheres, na faixa etária de 20 a 39 anos. A meta é chegar a 36.382 pessoas vacinadas. A Rubéola é uma doença viral, aguda e altamente contagiosa. É de extrema gravidade durante a gestação, pelo risco de má formação crônica que o feto e recém-nascido podem apresentar. A finalidade da campanha é interromper a transmissão do vírus da doença. Em 2007, foi registrado um surto no Ceará com 342 casos registrados em 22 municípios. Somente este ano já foram confirmados 47 casos. Portanto, torna-se importante buscar a prevenção através da vacina. No Ceará, mais de 2,7 milhões de homens e mulheres serão vacinados. Essa é a maior mobilização já realizada em todo o mundo com o objetivo de imunizar indivíduos adultos. Os homens são o principal foco da campanha contra a rubéola. Isso porque, em anos anteriores, os públicos-alvos foram crianças e mulheres. Também terá continuidade o trabalho de vacinação contra a paralisia infantil, em todo o município, podendo ser vacinadas nesta segunda etapa as crianças que ainda não receberam a segunda dose da vacina. As equipes de apoio estarão disponíveis para atender as crianças de 0 a 5 anos. A meta da imunização é vacinar 11.603 crianças.
Matéria publicada no Blog Tarso Araújo.
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sexta-feira, 29 ago 2008, 06:14
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Com uma rodada de antecedência, o Maranguape conseguiu o seu retorno à elite do futebol cearense, a Primeira Divisão, ao vencer o Crato por 1×0, ontem à noite no estádio Moraisão. O gol do acesso foi marcado pelo atacante Danilo Pitbull aos 14 minutos e 43 segundos do segundo tempo.
Com o triunfo, o Maranguape chegou aos 21 pontos e sete vitórias e não poderá ser mais alcançado por nenhum dos concorrentes, o que confirmou a conquista antecipada.
A vitória do Maranguape foi conseguida com muito sacrifício, visto que o Crato foi um adversário difícil, do início ao fim do jogo. Nos primeiros 15 minutos, a partida transcorreu muito equilibrada, mas a partir daí, o Crato foi para cima e o Maranguape procurou explorar os contra-ataques. Assim é que as melhores oportunidades para o time casa abrir o placar só aconteceram a partir dos 41 minutos. Nesse tempo, o zagueiro Carlinhos acertou uma cabeçada no canto, mas o goleiro Romero foi buscar no solo. Danilo Pitbull e Teles também perderam gols no final do primeiro tempo. No segundo tempo, aos 14min43segs, Danilo Pitbull driblou um zagueiro e encheu o pé, no ângulo: 1×0. A torcida invadiu o campo e comemorou no final da partida.
Eis os detalhes: Maranguape 1×0 Crato. Local: Estádio Moraisão. Árbitro: Marcos Sampaio. Assistentes: Thiago Brígido e Marcos Xavier. Maranguape – Jonanthan Kipper; Emerson, Netinho, Carlinhos e Teles (Joãozinho); Non, Leandro, João Neto e Julinho (Danilo Queiroz); Danilo Pitbull e Júnior Mota (Wilson). Técnico: Júlio Araújo. Crato – Romero; Dodó, Cleyton, Everaldo e Thiago (Robério); Maksuel, Denilson, Daniel (Jônatas) e Valmir; Assis e Téo (Diego). Técnico: Oliveira Lopes. Renda: R$ 2.252,00. Público: 613 pagantes. A última rodada será realizada no dia 31/08 às 15h30 e será: Guarany x Maranguape; Trairiense x Tiradentes; e Crato x Maracanã.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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sexta-feira, 29 ago 2008, 06:02
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O nosso prezado Doutor Heládio nos enviou uma série de fotos com temas relativos à nossa terra e nossa gente, que o Blog do Crato faz questão de publicar. Aliás, diga-se de passagem, o Dr. Heládio já está convidado a participar do nosso outro website destinado à fotografia no Cariri idealizado e conduzido por Pachelly Jamacaru e eu, chamado ZoomCariri, cujo endereço eletrônico é:
www.zoomcariri.com
A criatividade inspirada no Regional:

Arquitetura e Folclore de nossa Barbalha:
A fé do nosso sertanejo:

A História colonial de nossas crenças:

Fotos: Dr. Heládio Duarte
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:58
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Fatinha Gomes brota naturalmente do Sopé da Serra do Araripe e traz consigo a garra e a essência dos povos indígenas. Nascida nas frias casas de taipa, dormindo a luz de Candeeiro e aspirando cheiro da terra molhada desse Sopé. A partir de 1997 passa a se dedicar ao estudo prático e teórico musical. Estudou violão com o músico Cleivan Paiva, logo em seguida teve aulas vocais com o professor de música Ricardo Correia, esteve também no coral da SCAC (Sociedade de Cultura Artística do Crato). Já em meados de 2000 estudou teoria em partitura na Escola de música de Padre Ágio, mas sempre se utilizou predominantemente da musicalidade que traz a flor da pele, da intuição e da sua sensibilidade para compreender e vivenciar a música. Brinca com o violão e costuma dizer que “é o adorno do palco mais sensual, musical e amigo que existe para ela”. Atualmente é aluna do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri, tem cursos na área de cinema, fotografia, teatro, dança,faz parte do Grupo de Pesquisa e Ensino da Arte em Contextos Contemporâneos-GPEACC /CNPq, elaborando projetos junto ao IEC Instituto Ecológico Cultural da Universidade Regional do Cariri e sendo pesquisadora da Cultura Nordestina.
Sonha um dia ter essa sua nordestinidade espalhada ai mundão a fora e nunca vai desistir.
Performance Poética
VANÚZIA TAVARES
Vanúzia Tavares, é pernambucana, natural da cidade de Exu e cratense por doação. Sua poesia é povoada de imaginação com boas doses de veneno cotidiano, onde discorre sobre vários temas sejam eles românticos , filosóficos ou de cunho social. Seu lado poético despontou a partir da necessidade de expressar seu ponto de vista a cerca da realidade, e de todas as coisas transitórias que assusta e afaga o seu eu – lírico. Sua poesia é nova na região, pois até 2005 eram compostas como uma forma de satisfação pessoal, uma vez recitada para alguns amigos veio a idéia de ser lançada ao público. A partir de então recitava uma vez ou outra em bares entre amigos e para que estivessem dispostos a ouvir nos corredores da URCA, mas sua maior participação foi na semana de Pedagogia (2007), onde dividiu o cenário poético com a poetisa caririnse Rapunzell.
( Em relação à apresentação realizada ontem dia 28 no SESC Crato ).
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:57
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GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR – SECITECE
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA
URCA INAUGURA CENTRO UNIVERSITÁRIO
DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS DA SAÚDE
Inaugurado, na tarde desta segunda-feira, na Universidade Regional do Cariri
(URCA), o Centro Universitário de Práticas Integrativas da Saúde. O reitor da
instituição, professor Plácido Cidade Nuvens, fez a entrega oficial do Centro,
com a presença da vice-reitora, professora Otonite Cortez, a pró-reitora de
Desenvolvimento Universitário, Antônia Cileide, e a Pró-reitora de Extensão,
Arlene Pessoa, além de coordenadores de departamentos, alunos e funcionários.
O novo espaço será destinado ao atendimento ambulatorial de alunos,
professores e funcionários da Universidade, além de reunir projetos
importantes, como o Amigos da Melhor Idade, já acompanhado pela Universidade,
através do Departamento de Enfermagem, nos bairros Seminário, Alto da Penha e
Gisélia Pinheiro (Batateiras), promovendo também a Saúde do Adolescente e
Saúde do Trabalhador, ao mesmo tempo promovendo o ensino público e de
qualidade através da Urca.
Os estudantes do curso de Enfermagem atuarão no Centro desenvolvendo suas
habilidade de forma prática. Estão na coordenação do Centro as professoras
Maria Eugênia Almeida Coelho e Maria de Fátima Esmeraldo Figueiredo. O reitor
da URCA destacou a importância do trabalho como forma de atingir setores de
universalização da saúde, com melhores condições de prestação de serviço ao
quadro de servidores da universidade. Os alunos que irão desenvolver
atividades no Centro passarão por uma seleção, para desenvolver os trabalhos
de extensão, e serão inseridos numa escala de atendimento. Por meio do Centro
serão repassadas orientações relacionadas às DST/Aids, Gravidez e Sexo na
Adolescência, dentre outras orientações no âmbito da saúde.
REITOR PARTICIPA DE REUNIÕES NO MEC E
COM MINISTRO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA,
SÉRGIO REZENDE, EM BRASÍLIA
O reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade
Nuvens, o Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, Waltécio de Oliveira
Almeida, e a Pró-reitora Especial de Supervisão, Integração e Qualificação,
Antônia Ladislau, encontram-se em Brasília. Na manhã desta quarta-feira, os
representantes da URCA participam de um evento, no Ministério da Educação,
sobre Painel de Oportunidades nas Políticas Públicas do MEC para as
Universidades Públicas Estaduais e Municipais. O Painel é realizado através do
Ministério da Educação e Associação Brasileira dos Reitores das Universidades
Estaduais e Municipais (Abruem).
O reitor participa de reunião com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio
Rezende. A finalidade é apresentar projetos e ações referentes ao Museu de
Paleontologia de Santana do Cariri e na linha da paleontologia. Também estarão
presentes à reunião representantes do Museu do Homem Americano, da Serra da
Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, além do Memorial do Homem Kariri,
da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda. O professor Plácido estará
acompanhado do pesquisador da área da Paleontologia, Alex Kellner e do
pró-reitor, Waltécio Almeida. Dentro das ações a serem desenvolvidas no
Museu, serão apresentados os projetos de conclusão do Centro de Apoio aos
Pesquisadores, no valor de R$ 560.931,70, e o de infra-estrutura da
Pterolândia, orçado em mais de R$ 2,2 milhões, dotado de área de lazer, com
réplicas de dinossauros e pterossauros, e local destinado a estudos.
URCA TEM INSTALADA
ASSEMBLÉIA ESTATUINTE
Realizada, na manhã desta terça-feira, 26/08, no Salão de Atos da Universidade
Regional do Cariri (URCA), a instalação da Assembléia Estatuinte da
instituição. O reitor da URCA, Professor Plácido Cidade Nuvens, fez a
convocação oficial dos integrantes dos trabalhos, iniciado na tarde de ontem,
salientando a importância da participação de todos neste momento no qual passa
a Universidade. A vice-reitora da URCA, Professora Otonite Cortez,
Pró-reitores, funcionários, alunos e representantes de instituições
representativas da região, com a Área de Proteção Ambiental da Chapada do
Araripe (APA-Araripe), e o bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, compareceram
à solenidade. O reitor destacou o momento como a concretização de um
compromisso firmado. Os estatutos e regimentos da URCA datam de 1986. Plácido
lembrou este como um momento de declínio político do poder autoritário no
País. Ele destacou a relevância da participação de todos na criação de um
documento estruturado, que reflita a base de reestruturação da análise
sociológica, que corresponda aos anseios da comunidade acadêmica. “O Estatuto
vai ser o eixo normativo da URCA”, completa o reitor.
Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri – URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br
Crato , 27 de agosto de 2008.
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:54
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A NOTA FISCAL
Paulinho era um bom garoto. Honesto e trabalhador. Verdade que não ligava muito pros estudos. Desde muito cedo começou a trabalhar. Queria ser gente grande e tinha sede de aprender os segredos do mundo dos negócios. Sem estudos e sem posses começou sua vida de “aprendiz de empresário” trabalhando num mercadinho localizado num movimentado trecho comercial da cidade. Ali seria sua escola. Ali aprenderia todas as táticas de venda e um dia montaria seu próprio negócio. Passou cinco anos naquele ambiente que para Paulinho era a sua universidade, cercado por verdadeiros “mestres” na arte de vender.
Então Paulinho, já se sentido seguro, fez um acordo com o seu patrão e resolveu iniciar carreira solo. Recebeu uns trocados e sumiu do trecho. Montou uma pequena venda num bairro mais afastado da cidade e ali começou a acalentar seus sonhos. Se com o Silvio Santos deu certo, comigo também dará, pensava o bom garoto. Uma vez ou outra o Paulinho fazia uma visita aos seus antigos mestres, sempre recebendo apoio moral e demonstrando progresso nos seus negócios. Até que um dia o Paulinho deixou de aparecer. Seis meses depois ressurge o jovem. Agora sem o sorriso no rosto, sem brilho no olhar, mais magro e cabisbaixo. Foi abordado por dois dos seus antigos “mestres”. Dando-se a seguinte conversa:
– E aí Paulinho, quanto tempo! Como é que andam os negócios? – Perguntou o Zeca Balaio, seu antigo patrão e professor.
– Não tenho boas notícias. – Respondeu o aprendiz, no maior desconsolo. É quando vai chegando o Mário Maromba, outro “ex-mestre”, entrando também na conversa.
– Paulin, você ta triste “ome”! O que foi que aconteceu?
– Meu negócio desandou, quer dizer, deu pra trás. Quebrei. – Responde o pobre moço, totalmente desolado.
– Como isso aconteceu? – Pergunta o Zeca.
– Caí na besteira de só comprar e só vender tudo com nota fiscal …
– Como é rapaz?! Repita essa história. – Exclamou o Mário. – Quem foi que lhe deu essa orientação absurda?
– O contador. – Responde Paulinho.
– O contador? ! – Indaga, espantado, o Zeca Balaio.
– Que cabra mais irresponsável, rapaz! Um profissional! Se fosse um leigo vá lá; mas um profissional! Que cabra mais inconseqüente! – Revolta-se o Mário.
– Como é o nome desse sujeito? Pra gente denunciar no Sindicato. – Quer saber, furioso, o Zeca.
– Deixa pra lá. O que passou, passou. – Responde Paulinho.
– De jeito nenhum! Temos que tomar nossas precauções. Esse tipo de gente não pode ficar solto assim no mundo. É um perigo para os nossos negócios. Chega de impunidade nesse país. Pra tudo há um limite. Temos que colocar a casa em ordem. – Discursa, com ar de bom patriota, o Zeca.
– É, o Zeca tem toda razão. Todos nós temos que pagar por nossos erros – Acrescenta, revoltado, o Mário.
Paulinho permanece calado, mas atento ao que dizem seus mestres.
– Olha, Paulin, já lhe disse e torno a repetir: jamais, veja bem, jamais queira saber de uma nota fiscal. A nota fiscal só serve para complicar a vida do comerciante. – Orienta, em tom professoral, o Zeca Balaio.
– É, Paulin, se ela não lhe prejudica hoje com certeza prejudicará no futuro. Isso é uma coisa básica. – Ensina o Mário.
E assim a fila anda.
Dr. Valdetário.
Crato (CE), 27.08.2008
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:51
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O Projeto Verde Vida através da iniciativa Ações Culturais para Povos Rurais conta, esta semana, com a oficina Cultura Pop ministrada por a banda paulistana Bazar Pamplona. As aulas teóricas e práticas proporcionaram aos alunos um contato com o mundo da música independente paulistana em uma filosofia de “faça você mesmo”. MySpace, YouTube, vídeos-convite e a própria experiência da banda, que em maio deste ano lançou o primeiro cd de forma independente, serão temas das conversas e atividades práticas. A oficina de Cultura Pop obteve como produto final a realização de um vídeo convite, totalmente produzido pelos aprendizes do Projeto Verde Vida.
Hosana Régia Quinderé
Assessoria de Comunicação
Projeto Verde Vida – Ponta da Serra – Crato –CE
www.projetoverdevida.com.br
www.bazarpamplona.com.br
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:48
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Banco do Nordeste realizará o I Festival BNB do Vídeo Infantil
Com o tema “Minha Cidade, Meu Mundo”, o objetivo do Festival é estimular a criação e difusão de vídeos realizados com utilização de mídias móveis, por crianças na faixa etária de seis a doze anos, residentes na região metropolitana de Fortaleza; inscrições podem ser feitas de 1º a 30 de setembro na recepção do CCBNB-Fortaleza
FORTALEZA, 27.08.2008 – O Centro Cultural Banco do Nordeste realizará o I Festival BNB do Vídeo Infantil. Com o tema “Minha Cidade, Meu Mundo”, o objetivo do Festival é estimular a criação e difusão de vídeos realizados por crianças na faixa etária de 6 (seis) a 12 (doze) anos, residentes na região metropolitana de Fortaleza, com utilização de mídias móveis (câmeras digitais, filmadoras portáteis, aparelhos de telefonia celular etc.). O evento possibilitará, ainda, a inclusão social e oferecerá oportunidades de informação e educação, através de oficinas e encontros com cineastas e educadores. As inscrições para o Festival deverão ser feitas no período de 1º a 30 de setembro, na recepção do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), de terça-feira a sábado, de 10h às 20h, e aos domingos, de 10h às 18h.
Durante o período de inscrição, o CCBNB-Fortaleza oferecerá, gratuitamente, quatro oficinas de vídeo (criação, edição e produção) voltadas para o público infantil, onde crianças na faixa etária de seis a doze anos poderão aprender sobre o processo de criação, edição e produção de um vídeo. As oficinas acontecerão aos domingos (dias 7, 14, 21 e 28 de setembro), de 13h30 às 17h30.
Exibição no Dia da Criança
No próximo dia 12 de outubro, dentro da programação especial do CCBNB-Fortaleza em torno do Dia da Criança, será realizado, às 16 horas, um evento para exibição pública e gratuita dos 20 (vinte) vídeos selecionados, com a participação das crianças autoras. Cada um dos 20 selecionados receberá troféu e certificado de participação, além de ter seu vídeo incluído nas programações dos Centros Culturais BNB, em Fortaleza, Cariri (CE) e Sousa (PB). A critério do Banco do Nordeste, os vídeos selecionados serão editados em DVD e distribuídos para exibição na rede pública de TVs Educativas e também fornecidos gratuitamente para bibliotecas e escolas públicas e videotecas comunitárias. Os participantes selecionados poderão ser posteriormente convidados pelo Centro Cultural Banco do Nordeste, para relatarem, a outros grupos de jovens e ao público em geral, a experiência de realizar seus vídeos.
Procedimentos para inscrição
A ficha de inscrição está à disposição na portaria do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza e no portal do BNB na Internet (www.bnb.gov.br/cultura). O participante deverá estar atento ao preenchimento completo da ficha de inscrição, incluindo as seguintes informações: nome completo, filiação, endereço residencial, telefone(s) para contato, endereço de e-mail, descrição do equipamento utilizado, título do vídeo, resumo das idéias desenvolvidas no vídeo e declaração de liberação de direitos autorais para o BNB, com finalidades exclusivamente não-comerciais. Cada participante pode concorrer com apenas um vídeo, com duração máxima de cinco minutos. É livre a escolha do equipamento com o qual será realizado o vídeo. Serão aceitos vídeos coloridos ou monocromáticos, sonorizados ou não. A comissão julgadora do I Festival BNB do Vídeo Infantil será composta por 05 (cinco) profissionais da área de audiovisual e atividades artísticas infantis, contratados ou indicados pelo Banco do Nordeste. Os nomes dos integrantes da comissão julgadora serão conhecidos somente após a divulgação do resultado, no próximo dia 12 de outubro.
Informa: Centro Cultural banco do Nordeste
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:46
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Baladinha com o Bazar Pamplona no Coletivo Malungo
Sábado 30/08
22H
GRÁTIS
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sexta-feira, 29 ago 2008, 05:44
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sexta-feira, 29 ago 2008, 00:59
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CARGOS E FUNÇÕES DE CONFIANÇA À LUZ DO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE, IMPESSOALIDADE, EFICIÊNCIA E MORALIDADE.
Por: Leopoldo Martins Filho
A aprovação da súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo é importante, mas esse não é o principal problema a ser combatido dentro da esfera pública. Há motivos para comemorar, mas o principal combate deve ser ao excesso de cargos comissionados.
A população cratense que teve acesso às informações postas no site do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará – WWW.TCM.CE.GOV, no tocante aos cargos comissionados existentes na Prefeitura Municipal do Crato ficaram nauseados e perplexos com a desproporcionalidade entre os cargos de funcionários concursados e os comissionados.
A análise dessa deformação não deve se restringir apenas aos excessos revelados pelos números e aos custos que implicam para os contribuintes. Um dos problemas é que, na maioria das vezes, os ocupantes de cargos de confiança são escolhidos por interesses meramente políticos. Em boa parte, as nomeações não levam em conta um pré-requisito essencial como o mínimo de aptidão para o exercício da atividade. E, o que é pior, muitas indicações baseadas em critérios políticos são para cargos essencialmente técnicos. Essa contradição contribui ao mesmo tempo para inchar os gastos e para reduzir a qualidade do serviço público.
Para se ter a real dimensão do problema basta levarmos em consideração a estrutura de funcionários de alguma secretarias municipais, onde, proporcionalmente a quantidade de cargos comissionados é maior do que os cargos efetivos/concursados, verbi gratia, podemos abaixo delinear:
ÓRGÃO TOTAL DE FUNCIONÁRIOS QUANTIDADE DE CARGOS COMISSIONADOS
Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano 22 15
Secretaria de Desenvolvimento Econômico 29 15
Secretaria de Finanças 25 13
Secretaria de Governo e Planejamento 11 06
Procuradoria Geral do Município 24 08
O Pistolão, ou seja, a utilização de prestígio político em benefício particular é muito conhecida pelos brasileiros. Já não se admite, numa sociedade democrática de direito, que os interesses de um indivíduo, de um grupo, de um partido, se preponham aos interesses públicos. A vontade do povo, tal como se expressa nas urnas, será mais provavelmente atendida se os cargos administrativos forem ocupados à base de habilidades, sem cogitar de convicções políticas ou por conveniência pessoal, e com a criação de um serviço público que siga fielmente as diretrizes de qualquer partido que esteja no Poder.
Na verdade esta artimanha é para converter em substituto de dinheiro na compensação a milhares de trabalhadores que ajudam os partidos a vencer as eleições. Numa operação Pistolão, geralmente se destaca três figuras. O Padrinho, que, conforme a situação adota o prestígio político ou as relações de amizade. O afilhado, quase sempre incompetente, um medroso diante da vida. E o intermediário, um diretor ou chefe, cúmplice, às vezes fraco ante as pressões.
O triângulo é terrível, suas três pontas, agudíssimas, furam qualquer plano correto que interesse ao coletivo.
O excesso de nomeações é anti-democrático, favorece a corrupção, o nepotismo e o tráfico de influência.
É princípio constitucional a investidura dos agentes por meio de concurso público. Como exceção, definiu a Carta Máxima que “as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os Cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento”. (art. 37, V, CF)
Assim, a regra deve ser a contratação após aprovação em concurso público, sendo a instituição de cargos comissionados e funções de confiança exceção limitada a atribuições que efetivamente exijam relação de confiança entre o agente e o Chefe do Poder contratante.
Como ressaltou o Ministro do STF Ricardo Lewandowski, a criação desses cargos deve respeitar ao princípio da proporcionalidade, ou seja, o número de cargos e funções de confiança deve ser o mínimo necessário para o bom exercício da atividade administrativa, ou, noutras palavras, para o atingimento do interesse público primário, sob pena de configurar-se um ato ilegal.
Por fim, salientamos que o excesso de cargos comissionados além de proporcionar uma violação aos princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e legalidade é uma fonte inesgotável de sinecura, pois, verificamos a prima facie constar no site do TCM/CE, ou mais precisamente, na relação de “Agentes Públicos Municipais” lotados nas diversas pastas/órgãos, nomes de pessoas que sequer dão um dia de expediente no paço municipal.
Francisco
Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail:
leopoldo.advogado@ig.com.br
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diversas
quinta-feira, 28 ago 2008, 16:10
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Médicos defendem direito da mulher interromper a gravidez em caso de anencefalia
Piero Locatelli
De Brasília
Atualizado às 12h58
Representantes de comunidades médicas foram unânimes ao defender o direito das mulheres de antecipar o parto de fetos anencéfalos na primeira parte da audiência pública realizada nesta quinta-feira no STF (Supremo Tribunal Federal).
Roberto Luiz D`Ávilla, do Conselho Federal de Medicina, criticou o fato de que, atualmente, as mulheres precisam recorrer a um juiz para interromper a gravidez nesses casos. Segundo ele, é comum a decisão sair somente depois do nascimento e da morte das criança. D`Ávilla ainda disse ser “inadimissível” que um médico seja tomado como criminoso ao realizar a antecipação terapêutica. “Assim como os médicos não estão satisfeitos, os juízes também ficam incomodados em ter que tomar uma deicisão que é médica”, disse.
| Uma junta médica concluiu que a menina Marcela de Jesus, que sobreviveu por 1 ano e 8 meses no interior de São Paulo, não tinha anencefalia. Foi a primeira vez que um grupo de médicos se reuniu com os exames em mãos para analisar e esclarecer o diagnóstico. O caso da criança tem sido utilizado por grupos religiosos como argumento no debate no Supremo Tribunal Federal, que deverá decidir até o fim do ano se a interrupção da gravidez deve ser permitida em casos de anencefalia. |
| CASO MARCELA |
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O fato de pessoas contrárias à interrupção da gravidez terem usado o caso da menina Marcela, que viveu 1 ano e 8 meses, foi criticado por Heverton Petterson, da Sociedade Brasileira de Medicina Fetal. Ele disse que não se trata de um caso de anencefalia, pois houve a formação de uma parte do encéfalo da criança, permitindo uma sobrevida maior. Ele também mostrou, através de estatísticas, que a gravidez de feto anencéfalo é mais perigosa para a mãe. Segundo estudo realizado com 80 mulheres pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), somente 2,8% delas não apresentaram intercorrências na gravidez. O risco de depressão na gestação nesses casos também foi 80% maior.
A única voz destoante, até agora, foi a do deputado Luiz Bassuma (PT-BA). Ele reiterou diversas vezes durante seu discurso que a anencefalia é uma deficiência grave, “mas uma deficiência”. Para ele, isso poderia abrir portas para o aborto de fetos com sindrome de Down ou outras doenças. Ele ainda foi contra o argumento dos palestrantes anteriores, que afirmaram ser possível diagnosticar a anencefalia por meio do ultra-som. “O ultra-som é para os ricos”, enfatizou.
O ginecologista e obstetra Thomaz Gollop, representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, refutou a crítica do deputado, dizendo que o SUS faz cerca de 2,5 milhões de exames de ultra-som por ano, em um universo de 3 milhões de partos anuais. Esse número também seria complementado pelos atendimentos privados o que, segundo Gollop, seria o suficiente para atender todas as gestações.
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diversas
quinta-feira, 28 ago 2008, 04:59
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Crato. Começa a temporada de queimadas no Cariri. Esta semana, a reportagem flagrou uma queimada entre Missão Velha e Barbalha. O fogo é normalmente empregado para fins diversos na agropecuária, renovação de áreas de pastagem, remoção de material acumulado, preparo do corte manual em plantações de cana-de-açúcar e, principalmente, no preparo da terra para o plantio. Apesar de ser uma prática regulamentada por lei, que exige autorização da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), as queimadas se estendem ao Cariri em maior ou menor intensidade. Para os agricultores, trata-se de uma alternativa geralmente eficiente, rápida e de custo relativamente baixo quando comparada a outras técnicas que podem ser utilizadas para o mesmo fim.
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato recomenda outras alternativas. Para a Semace, a queimada, sem autorização, é um ato criminoso que provoca a extinção de animais e prejudica a vegetais, altera o clima, aumenta a erosão, infertilidade, degrada o solo e polui o ar. O líder sindical Zilcélio Alves critica a demora da Semace para autorizar uma queimada. “Muitas vezes, o agricultor perde a paciência e queima sem autorização”, diz.
Outro problema das queimadas é que são uma porta aberta para a propagação de incêndios na região. Esta semana, o chefe da Área de Proteção Ambiental do Araripe (APA), Jackson Antero, suspendeu uma queimada que seria realizada dentro da área protegida, na descida da Serra do Araripe, parte situada em Pernambuco. Estas queimadas ameaçam a Floresta Nacional do Araripe. Uma equipe do Prevfogo, sob o comando do técnico Vicente Alves Moreira, encontra-se na casa no Ibama, instalada no alto da serra, participando de um treinamento para o combate a eventuais incêndios.
O Prevfogo atua no entorno da floresta, onde o fogo, como instrumento de manejo agrícola, é utilizado indiscriminadamente. As ações desenvolvidas, segundo Moreira, estão basicamente voltadas para o controle, pesquisa e educação, buscando reduzir os impactos desta prática a níveis aceitáveis e, ao mesmo tempo, provocar uma mudança de atitude com relação às queimadas. Enquanto as queimadas ameaçam a Floresta Nacional do Araripe, na área urbana, o fogo também é registrado.
Incêndio
Um incêndio irrompeu ontem, às 9h, no bairro Batateira, ao lado do posto de combustível Galeão. As chamas atingiram mais de 50 metros de altura e foram vistas de uma distância de 5km. A atuação do Corpo de Bombeiros evitou que o fogo atingisse o Posto de Combustível. O proprietário do posto, Pitigrilli Peixoto, informou que o fogo começou dentro de um riacho que passa ao lado e se alastrou até um lixão com restos de borracha de uma fábrica de calçados. O major Roberto, do Corpo de Bombeiros, informou que será realizada uma perícia para saber as possíeveis causas do incêndio.
Reportagem: Antonio Vicelmo.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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quinta-feira, 28 ago 2008, 04:55
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A formiguinha e o arroz
No sobrado do seu Raimundo, moravam duas famílias. Na parte de baixo, viviam: o patriarca da família – o próprio Raimundo – que odiava que o chamassem assim. Achava esse nome horrível e preferia ser chamado de Pinto, seu último nome. Morava também a Dona Maísa que adorava dar cascudos nos filhos quando estes ainda eram crianças – depois de vovó, esse hobby foi deixado de lado, graças a Deus. E, completando o terceto inferior dos moradores do sobrado, o jovem Araújo, o filho mais novo de um total de quatro filhos homens do casal. Na parte de cima do sobrado, recém construída, moravam também, três pessoas: um dos filhos do casal com a esposa e a pequena Loah. O sobrado, erguido aos poucos e com muito sacrifício, situava-se entre a rua Beta e a rua Pi. Era um dos mais antigos do bairro e fora construído na década de setenta por um dos tios da pequena Loah. Não era nenhum palacete, mas abrigava duas famílias que viviam felizes e adoravam sorrir com as travessuras da rebenta que era uma verdadeira levada da breca. A cada dia uma novidade. A todo instante, a pequena Loah surpreendia os familiares com seus questionamentos esquisitos, mas perfeitamente compatíveis com sua idade de quatro anos. A mãe já não mais suportava os afazeres de casa uma vez que a maior parte do tempo era destinada aos cuidados com a filha. Pra tudo a menina dava trabalho além do normal: pra tomar banho, pra dormir, pra acordar… Mas a pior de todas as horas era quando se falava em comer. Se quisesse ter dor de cabeça bastava dizer as palavras mágicas: ‘Loah, está na hora de comer!’. A menina se transformava: resmungava, inventava brincadeiras, ia pegar papel, caneta, corria pra buscar a boneca… E ao fim de tudo voltava com aquela cara de quem não está com fome que toda boa mãe conhece! Pronto. Estava armado o barraco.
Agora era só esperar para ver mais uma das doces e louváveis missões de mãe: a de alimentar o filho que nunca tem vontade de comer! O pai da Loah, que raramente estava em casa nas horas das refeições, teve um dia a idéia de assumir essa tarefa diária. Pegou a garota. Colocou-a sentada junto ao colo e começou. A garota, feliz com a novidade, aceitou as primeiras colheradas sem muita rejeição. Passado, porém, o encanto começou a peleja. A mãe da rebenta assistia a tudo sorrindo – sentia-se aliviada e interiormente pensava: ‘agora ele sabe o que eu passo!’… E sorria silenciosamente. Num dos últimos recursos, o pai da pequena Loah tem uma idéia. Contará para a filha uma historinha para desviar a atenção da filha e conseguir concluir a tarefa. Faz a sugestão:
– Você quer que o papai conte uma historinha? A resposta não poderia ser mais animadora! A menina dá um grito de alegria e diz:
– Eu quero! Conta papai!
E segue-se um silêncio…
– Conta papai! Você não vai contar, não!? Esperneia a garota enquanto rejeita mais uma colherada.
Aflito, o pai tenta ganhar tempo. O problema é que pensou na idéia de uma historinha, mas não tem nenhuma pra contar. Não se recorda das historinhas infantis que ouvira quando era criança. Suspira fundo e tenta inventar uma historinha para a felicidade da filha:
– Era uma vez uma menina que morava numa casa muito linda.
– Continua, papai!
– Calma!
E continua – agora mais aliviado por acreditar que o velho recurso do famoso e sugestivo ‘era uma vez…’ estava produzindo o efeito esperado.
– Essa menina era muito danada e não gostava de comer.
Nesse momento, as feições da Loah mostram a identificação com o tema do enredo. Ela arregala os olhos e, após engolir em seco uma colherada cheia de arroz, apresenta mais uma de suas ponderações:
– Viu, mamãe! Ela também não gosta de comer, viu! E faz uma carinha de triunfo.
A mãe que apenas observava à distância tenta intervir, mas é interrompida com a continuação da historinha:
– Essa menina, toda vez que vai comer, deixa cair muito arroz e a mãe fica muito triste com isso porque tem muita gente passando fome e a filha dela destrói o alimento que é feito com tanto carinho.
– Mas por que é que ela derrama, hein papai!?
– Ela derrama porque não abre o bocão bem grande para comer.
– Mas eu abro, não é papai!? Quer ver…
E abre o bocão para mais uma colherada cheia. E a história prossegue.
– Na casa da menina existe uma formiguinha que tem várias formiguinhas bem pequenininhas. Todas moram nos buracos das paredes da casa em caverninhas bem feitas que elas fazem com muito trabalho e dedicação porque as formiguinhas são muito organizadas. A mãe das formiguinhas sai todos os dias procurando alimento para as filhinhas dela.
– Elas têm muita fome, papai!? As filhinhas dela gostam de comer!?
– Sim. Porque elas saíram das casinhas delas na floresta e vieram morar na cidade e aqui falta comida pra muita gente… aqui não tem comida pra todas as pessoas. E falta alimento para os bichinhas também. Por isso ela vai procurar comida na hora do almoço na casa da menina que não gosta de comer e quando ela volta as filhinhas dela ficam muito felizes.
– Mas elas apanham pra comer!?
– Não. Elas comem tudo que a mãe dar pra elas.
– E por que elas vêm aqui na minha casinha, papai!? Por quê!?
A essa altura, a sapeca da menina já se havia apoderado da história e já se sentia a própria criança que derramava o arroz…
– Porque a mãe das formiguinhas descobriu que todos os dias a menininha derrama arroz no chão quando vai comer. Ela aproveita e leva o arroz pras filhinhas dela!
– E como ela leva se o arroz é bem grandão assim, oh!? – e abre os braços como que a mostrar o tamanho de um arroz em relação ao tamanho da formiguinha.
O pai continua – a essa hora, a refeição já estava acabando. Mais umas duas colheradas e pronto, missão cumprida!
– A primeira vez que a formiga viu a menina derramando a comida ela estava sozinha. Tentou levar a comidinha pras filhinhas dela, mas não conseguiu.
Então, ela voltou para a casa dela e pediu ajuda de outras formigas que voltaram para buscar o arroz. Ela levou tudo que a menina tinha derramado no chão e as filhinhas dela comeram tanto e ficaram tão felizes, sabia!?…
E você sabia também que as formigas conseguem carregar coisas muito maiores e mais pesadas do que elas!?
– Que legal, papai! Então eu posso derramar arroz todos os dias, não é!? Porque as formiguinhas gostam! Viu, mamãe!? E por que a formiguinha não está aqui agora!? Eu posso esperar até ela vir pegar o arroz, papai!?
– Se você derramar arroz, Loah, a mamãe fica triste. Interveio a mão mais uma vez.
– Mas a formiguinha não fica feliz!?… Eu derramo só um pouquinho, tá mamãe!
E hoje, as refeições são de dois tipos: as que são feitas com a historinha da formiguinha e do arroz e as sem esse tempero. A e mãe da pequena Loah foi obrigada a aprender a historinha e sempre que foge a algum detalhe da história original é repreendida pela garota:
– Não é assim não, mamãe! Ela chamou os amiguinhos e… A senhora nem sabe contar a historinha!… Vou dizer pro meu pai, viu!
– Vem comer, Loah!
– Oba! Conta a historinha da formiga, mamãe!… Você conta?
– Sim, filha. Era uma vez…
Fortaleza-CE, 09 de abril de 2001.
Por: Nijair Pinto
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quinta-feira, 28 ago 2008, 04:44
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Caro Dihelson.
Estou remetendo uma matéria. Se voce achar que é interessante para o seu blog e para o povo, pode publicá-la. Fiz esta matéria em versos em resposta ao grande Dedé França, quando afirmou nos seus versos que eu deveria rasgar o meu diploma de advogado por não ter ganho uma questão eleitoral.
DIPLOMA RASGADO
AGLÉZIO DE BRITO
Meu poeta Dedé França
Vate mor do Cariri
Guardo na minha lembrança
Seu cordel que tenho aqui
De uma estória que não soma
De rasgar o meu diploma
Inventada na maldade
Nos botequins e esquinas
Por pessoas viperinas
- Os fofoqueiros da cidade
Você, Poeta Dedé
De rima fácil, brilhante
Sabe bem que a estória é
Intriga de meliante
Futrica, inveja, fuxico
Fofoca e mexerico
Pois sou um profissional
Que não faz afirmação
Desse quilate ou jargão
Em um jogo eleitoral.
Você bem disse: é um jogo
Aquele do Tribunal
Eu não boto a mão no fogo
Em sentença eleitoral
Onde o certo não é Direito
Pelo pensamento estreito
Dos que presidem a liça
Atendem mais a um pedido
À suplica de um amigo
Desprezam a lei, a Justiça.
Antes quero esclarecer
Que a questão não foi julgada
O Tribunal por entender
Que a matéria era passada
Indeferiu o recurso
Sem permitir o seu curso
O que achei um demérito
E no maior retrocesso
Não folheou o processo
Nem lhe apreciou o mérito.
Foi uma cômoda solução
De afastar o problema
Já que a corrupção
Em nosso País é lema
Foi melhor silenciar
Do que ter de se arriscar
E demitir o Prefeito
E se reinou a impunidade
A Injustiça e a imoralidade
Defenestrou-se o Direito.
Ainda bem que a decisão
Vai pra Brasília afinal
Em grau de apelação
Em Recurso Especial
Lá se houver inteligência
Não for pedida clemência
Ou perdão para os culpados
O diploma do eleito
Do candidato suspeito
Esse sim, será rasgado.
Mas no Brasil corrompido
Onde a lei não vale nada
Onde quem manda é o bandido
E a Constituição é queimada
Eu jamais eu colocaria
Eu jamais envolveria
O meu diploma em aposta
Pois de bunda de criança
E de sentença, Dedé França
Algumas vezes só sai bosta!
No mar de lama, Brasil
Onde tudo é deturpado
Honesto passa a ser vil
Os bandidos, Deputados,
Senadores, mal eleitos,
Vereadores e Prefeitos,
Que do Povo tudo toma
Deixe -me lutar, meu esteta
Não sugira, meu poeta
Que eu rasgue o meu diploma.
Preciso dessa patente
Como você da poesia
Pra defendermos, valentes,
A nossa Democracia
Eu como advogado,
Você, como intrépido bardo
Um trovador de ação
Como dois homens de fé,
Somente, assim, ó Dedé,
Somos fiéis à Nação.
Mas dizer com o seu poema
“Rasgue o Diploma Doutor”
Não é coisa pra seu tema
Pois conheço o seu valor.
Você é poeta orgulho
Não faz parte do bagulho
Que envergonha que envergonha o Cariri
Você é puro, é um vate
Não dê oiças a quem late
Meu Castro Alves daqui.
Vamos festejar Catulo,
Patativa do Assaré,
Deixemos o verso chulo
Aos cantantes da ralé,
Ouçamos Gonçalves Dias
E outras tantas poesias
Que enaltecem nosso canto.
Uma Cecília, um João Cabral,
Um Paulo Mendes, magistral.
Um Noel Rosa, um santo.
Amemos a boa rima
Glorifiquemos a estética
Laboremos com estima
E com honradez poética
Sem ferir a outra parte
Idealizando a arte
Obedecendo à ética
Dr. Aglézio de Brito – Advogado
Nota:
Muito obrigado por ter enviado este belo poema, Aglézio. O Blog do Crato está às suas órdens para mais publicações. Um grande abraço.
Seu amigo,
Dihelson Mendonça
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quinta-feira, 28 ago 2008, 04:36
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Fotos: Antonio Vicelmo gentilmente cedidas ao Blog do Crato
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quinta-feira, 28 ago 2008, 01:29
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Calunga
Calunga é mar de Angola. Falange de Iemanjá. Divindade do grande cemitério. O mar. A grande massa na qual desaparece a pessoa. O mar a grande e vaga coisa. Calunga, povo banto. Povo de terra. Que atravessou a grande morte e no outro lado do inferno, retornou à terra. Noutra vida, nova ordem, escravo precificado, leiloado, investimento produtivo. Calunga é a borda do Brasil.
O quimbanda disse ka “lunga”, é o Deus dos missionários europeus. Quer dizer: vago como a imensidão dos mares. Vago porque não era preciso como os deuses bantos. Eram representados por figuras e bonecos. Calunga é natureza de nossas vidas.
As bonecas das feiras nordestinas. Muitas de matéria plástica. Brancas e pretas. Toda menina desejaria brincar com uma calunga em seus sonhos induzidos de cuidar. Afinal quando se brinca já se ensaia o trabalho. E as crianças dirigem seu ensaio, de outro modo vira trabalho infantil.
A unidade calunga
Uma teoria ligeira. Frágil. Mas presente como a haste de bambu ao vento. De onde viria a não fragmentação do Brasil em diversas repúblicas lusitanas? Certamente tem fortes raízes na colônia. Quando o país se liberta como a sede de um ex-reino europeu, os diversos levantes provinciais, tanto na regência quanto no império foram controlados pelo poder central. Mas nem sempre a marcha militar teve que se fazer. O controle, em nome central, era local mesmo.
Então esta unidade controlada tem origens na colônia e na própria organização pré-colombiana. Certamente que a unidade tupi-guarani desde São Paulo até o Nordeste contemplava um território por demais extenso e uma cultura tão forte que resultou na primeira unidade lingüística da colônia. Tão sólida e vasta e só superada no período pombalino, entre 1750 e 1777.
A unidade religiosa, inclusive feita através da linguagem indígena, qual seja a tal língua geral com que todas as tribos e os portugueses se comunicavam, especialmente os religiosos de todas as ordens. A fusão entre língua e religiosidade portuguesa (católica) deu origem a este imenso Brasil.
Então quando o mito da nacionalidade se tornou universal, o Brasil imediatamente caiu na vala comum, todos os elementos necessários estavam presentes. As revoluções a moda americana, inglesa ou francesa, não tiveram o povo, apenas uma elite esclarecida e distante da massa amalgamada nesta religiosidade vaga como a imensidão do mar.
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quarta-feira, 27 ago 2008, 18:52
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Pois é, meus amigos. Parece até que estão tentando incendiar o Crato. Quando eu falo que o povo do Crato gosta de tocar fogo em tudo que vê ninguém acredita… Pois é….acordando agora 15:53 meio atabalhoado, ainda leio essa terrível notícia do incêndio com as excelentes fotos feitas pelo Pachelly Jamacaru, mas mesmo assim surgiu um questionamento:
CADÊ OS REPÓRTERES DO BLOG DO CRATO ?
CADÊ AS FOTOS DE OUTRAS PESSOAS DO INCÊNDIO DE HOJE PELA MANHÃ NO BAIRRO BATATEIRAS ( Enquanto eu dormia, também nao sou de ferro, né ? )
Aguardo as fotos de alguém que fez a cobertura de perto. Os créditos serão dados às pessoas que enviarem as fotos!
Isso é para tocar num tema que há muito eu falo aqui:
Seja um Repórter do Blog do Crato, se você possui Máquina Fotográfica!
Os créditos das fotos e das reportagens serão dados às pessoas.
Escreva para o nosso Blog. Envie sua notícia. Envie sua reportagem!
Abraços,
Dihelson Mendonça
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quarta-feira, 27 ago 2008, 13:39
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O Cariri avança nos estudos da paleontologia. Esse é o terceiro grande evento que reúne pesquisadores do Brasil
Santana do Cariri. O Simpósio de Atualidades da Pesquisa Paleontológica da Chapada do Araripe será aberto hoje, no Crato, e reunirá os maiores estudiosos da área no Brasil. O evento, de 27 a 29, tem a finalidade de fortalecer parcerias entre instituições que já realizam estudos e comemorar os 20 anos do Museu de Paleontologia, em Santana do Cariri. O local recebe, a cada mês, em média, 4.500 pessoas, principalmente estudiosos.
Segundo o diretor do Museu, Álamo Feitosa, em número de visitações, perde apenas para os museus de Juazeiro do Norte. O simpósio vem num momento importante, conforme o diretor, por reunir os maiores estudiosos do Hemisfério Sul na área da Paleontologia e pesquisadores que já deram importante contribuição, com a divulgação de interessantes descobertas.
Ele afirma ser esta uma nova fase, por muitos problemas que existiram em relação ao tráfico de fósseis e que, agora, não acontecem mais. Nos anos 70, diz o professor, chegou a presenciar fósseis sendo comercializados livremente em casas de Santana do Cariri e em Juazeiro. Isso também acontecia nas feiras de São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo Álamo, muitos pesquisadores chegaram a ter acesso aos fósseis do Cariri desse modo ilegal. As novas gerações, diz ele, colocam em extinção a figura do “peixeiro” (vendedor de peças fossilizadas).
Com a inauguração do Museu de Paleontologia, onde houve muitas doações de coleções de materiais fósseis, a conscientização em relação ao valor das peças foi se modificando. São mais de 5.500 peças. Com a reforma prevista no local, poderá chegar a 7 mil. “Nossa finalidade com esse evento é proporcionar um fortalecimento entre instituições como a Universidade Regional do Cariri (Urca), Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde estão uma quantidade considerável de peças da região”, explica Álamo, que é doutor na área.
A abertura da solenidade acontecerá no Salão da Atos da Urca, no Campus do Pimenta, com a participação do representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Moshe Dayan Gomes Chaves, que falará sobre o “Programa Nacional de Proteção ao Conhecimento”. Também estará presente Diógenes de Almeida Campos, do Departamento Nacional de Proteção Mineral (DNPM). Ele fará palestra sobre “Viagem pela Pesquisa Paleontológica na Bacia Sedimentar do Araripe do Presente Milênio”. Outros pesquisadores participantes são Alex Kellner, do Museu Nacional do Rio de Janeiro, e Juliana Manso Sayão, da UFPE.
Publicações
Durante o simpósio de caráter nacional serão lançadas publicações sobre a Chapada do Araripe, abordando o Projeto Geopark Araripe, além da recente descoberta de um fóssil no “folhelo piro betuminoso”, identificado recentemente como um macrossófil de dinossauro e não pterossauro como se suspeitava inicialmente. O Simpósio será encerrado no dia 29, com solenidade de homenagem aos pesquisadores que contribuíram com estudos na região e entrega do Título de Cidadão Santanense. Em seguida haverá visita ao museu.
Descobertas
O Cariri tem avançado nos estudos da Paleontologia. Esse é o terceiro grande evento que reúne pesquisadores do Brasil. Para Álamo, essa é uma forma de demonstrar a importância da Bacia Sedimentar da Chapada do Araripe, como o maior museu a céu aberto do período cretáceo do planeta. Ele ressalta que os estudos e descobertas existentes não correspondem nem a 15% do que existe na área. A meta, com o simpósio, é poder sistematizar grupos de estudos, integrando outras universidades. No Cariri, ele destaca a formação de vários pesquisadores direcionados à Paleontologia, que poderão contribuir com novas descobertas.
Para se ter uma idéia desse todo que se estuda, até o momento não foram encontrados fósseis de cobras e nem de mamíferos. A única ave encontrada foi descrita, mas se encontra em um museu do Japão. Há notícia de descoberta de apenas um lagarto, que se encontra no Museu, em Santana, já resgatado de São Paulo. Essas espécies formam a cadeia alimentar do período cretáceo. “Há muito o que se estudar, novas descobertas virão”. Para isso, está sendo trabalhada uma infra-estrutura para manter os pesquisadores na região, como a construção de um alojamento, no próprio Museu. Já há uma estrutura, com laboratório. Há para os visitantes do mundo dos pterossauros, dinossauros, uma pterolândia, área a ser construída no Sítio Conceição, com réplicas de dinossauros, avaliada em mais de R$ 2 milhões.
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter
Mais informações:
Museu de Paleontologia de Santana do Cariri
Rua Dr. José Augusto de Araújo, 326, Santana do Cariri-Centro
(88) 3545.1320
Repórter Elizângela Santos para o Jornal Diário do Nordeste
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quarta-feira, 27 ago 2008, 13:37
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Missa, procissões, quermesses, novenas integram a programação da Festa da Padroeira no município do Crato
Crato. Com uma grande carreta, que saiu do bairro Mirandão para a Sé Catedral, foi aberta a festa de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Crato e da Diocese que, este ano, apresenta uma novidade. A Sociedade de Cultura Artística do Crato e o grupo católico Missão Resgate, sob a direção de Divani Cabral e Geraldo Correia, estão encenando uma peça sobre os 240 anos de evangelização do Crato, a partir de sua fundação, que tinha como padroeira Nossa Senhora do Belo Amor, cultuada pelos antigos índios Cariris.
A partir de 1740, com a chegada do fundador da cidade, frei Carlos Maria de Ferrara, foi iniciada a devoção à Nossa Senhora da Penha, trazida pelos frades capuchinhos.
A Festa da Padroeira será encerrada no dia 1º de setembro, com alvorada festiva, concelebração da solenidade, procissão e bênção do Santíssimo Sacramento. Durante estes nove dias que antecedem o encerramento, serão realizadas novenas, leilões e, ainda, missas com a participação de todos os setores da comunidade.
Congregação de famílias
A exemplo das festas de padroeiros do Interior, o evento religioso congrega todas as famílias católicas da cidade. A Praça da Sé se transforma no ponto de encontro da juventude. Ali foram instaladas quermesses e parques de diversões que funcionam a partir das l6 horas até as 23 horas. É a festa da confraternização das famílias católicas que, este ano tem como tema “Com Maria, Mãe da Penha, Discípula e Missionária, Escolhemos a Vida”.
A imagem da Mãe do Belo Amor, pequena escultura de madeira, medindo cerca de 40 centímetros, foi a primeira padroeira do Crato. Era venerada pelos índios Cariris. Com chegada do então frei Carlos Maria de Ferrara, fundador da cidade do Crato, a imagem de Nossa Senhora do Belo Amor foi substituída por Nossa Senhora da Penha, a atual padroeira.
Nossa Senhora da Penha refere-se a uma aparição da Virgem numa serra denominada Penha de França, local onde o rei Carlos Magno enfrentou os mouros. No ano de 1434, o monge Simão Vela sonhou com a imagem de Nossa Senhora sobre uma montanha escarpada. Durante cinco anos, ele procurou pelo local de seus sonhos, até localizá-lo na serra denominada Penha de França, onde construiu uma tosca capela, mais tarde transformada num grande santuário. No Brasil, o culto à Nossa Senhora da Penha foi trazido no período colonial por marujos portugueses. Foram construídas igrejas em sua homenagem nas cidades de Vitória, inauguradas em 1570, em São Paulo e no Rio de Janeiro, no século XVII. No Rio de Janeiro a festa de Nossa Senhora da Penha acontece todos os anos no mês de outubro, desde 1713.
ANTÔNIO VICELMO
Repórter
153 ANOS
Devotos celebram São Raimundo Nonato
Várzea Alegre. Os católicos desta cidade comemoram, até o próximo dia 31, o novenário em louvor ao padroeiro São Raimundo Nonato. São 153 anos de devoção e a festa é uma das mais populares do Interior do Estado do Ceará. Desde o último dia 22 que centenas de devotos participam de missas pela madrugada, caminhadas para os bairros e, também, das novenas.
Os devotos do padroeiro acordam cedinho para participar de uma alvorada em frente à Igreja Matriz erguida em homenagem ao santo. Muitos fiéis vêm participar do ritual que é popularmente conhecido como salva das 5 horas. Tem queima de fogos, orações e louvor.
Em seguida, começa a procissão matinal em direção a um bairro da cidade. No centro da peregrinação, os fiéis conduzem a imagem de São Raimundo Nonato. O padre José Mota Mendes, pároco da cidade, coordena os festejos há 40 anos. “O novenário é um momento de encontro das famílias e de visitantes”, disse. “Os devotos participam com muita alegria e a cada ano renovam a fé”.
Diariamente, são duas caminhadas pela madrugada e no fim da tarde em direção aos bairros. Em cada lugar, os moradores improvisam capela para receber a imagem do santo. Entre os participantes, há muitos pagadores de promessa que se vestem de branco e vermelho, a cor das vestes de São Raimundo Nonato, considerado o padroeiro das grávidas.
A agricultora Maria Barbosa da Silva tem uma história de fé para contar. “Escapei de um parto de alto risco e batizei o meu filho com o nome do nosso padroeiro”, contou. Os festejos em louvor a São Raimundo Nonato serão encerrados no próximo domingo, dia 31. Pela manhã, às 9 horas será celebrada missa solene com a participação do bispo da Diocese do Crato, dom Fernando Panico. A partir das 16 horas, haverá a tradicional procissão com a condução do andor com a imagem do padroeiro.
HONÓRIO BARBOSA
Repórter
Mais informações:
Paróquia de Nossa Senhora da Penha
Rua Dr. Miguel Lima Verde, 66
Crato (CE)
(88) 3521.0309
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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diversas
quarta-feira, 27 ago 2008, 13:33
| 0 Comentários
Ola, Pessoal,
As notícias acumularam devido a que eu estive sem tempo para postar.
Mais tarde vou tentar postar todas ou a maioria. Temos uns 20 posts para fazer.
Peço também aos internautas que mandem notícias da cidade, fotos, etc, pra gente rechear o Blog.
Não fiquem aí só esperando por mim não… rs rs
Abraços,
Dihelson Mendonça
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diversas
quarta-feira, 27 ago 2008, 13:27
| 2 Comentários
Vocês lembram desta imagem? A história se repete? Vendo de longe, tem-se a impressão de que outro incêndio em menor proporção ocorreu nesta manhã na Grendene, vamos aguardar as fontes oficiais confirmarem ou não.
Imagens de arquivo

Imagens atuais.


Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”
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diversas
terça-feira, 26 ago 2008, 13:35
| 0 Comentários
Reunião de emergência. Todos os filósofos da batateira convocados para reunião de emergência na ágora, uma clareira no meio da mata do Alto do Urubu. A quorum completo, Chico Preto, o maior filósofo da batateira pergunta:
- Quem convocou a reunião?
- Eu! – responde Chambaril com o dedo levantado.
Chico Breca acende um cigarro, Mitonho solta uma bufa fedorenta com a força de acabar reunião em ambientes fechados e João de Barros abre a camisa da protuberante barriga. O maior filósofo então desencadeia a reunião e Chambaril vai aos fatos.
- É sobre o homem de Neandertal!
- O homi nein dental? – Confuso pergunta Zé de Dona Maria.
- O HOMEM DE NE AN DER TAL! – soletra Chambaril.
Olhares cruzados, lábios de dúvidas, palavras presas na antecâmara da explicação. Chico Preto solta o conhecimento:
- Eram como uns homens primitivos, do tempo das cavernas, que viviam na Europa e que se extinguiram por serem inferiores ao homem moderno, este que somos nós.
Todos com atenção redobrada e Chico pergunta a Chambaril que novidade haveria com este tema tão antigo e já definitivamente construído.
- Pois bem, os Neandertal teriam desaparecido por que eram mais burros que os homens, eram uns bichos brutos e totalmente estúpidos. Mas agora descobriram que não. Não eram burros e até construíam instrumentos igualzinhos aos outros homens. Então o que levou os bicho para a desgraça não foi a inferioridade das ferramentas dele, foi outra coisa. E agora?
- Isso é que é filosofia de arromba! Pensar é isso aí – Mitonho entusiasmado com a questão de Chambaril. Os demais não entenderam o fogo de Mitonho e este teve que completar o pensamento: é uma questão muito relevante pois de uma notícia banal Chambaril trouxe uma questão filosófica de lascar. Se não foi a diferença entre eles, se não tinha desvantagem entre si, é outra coisa e isso é o quê Chambaril quer saber.
- Isso tem grande repercussão sobre muita coisa. – Chico Preto ponderando. – Isso leva ao chão a idéia que toda superação ocorre por concorrência, ocorra por superioridade em relação ao outro que foi superado ou extinto.
- Então aquele que supera nem sempre é o melhor que se poderia ter? - Chapa Branca acresce ao debate.
- ISSO – Chico Preto grita de entusiasmo – Nem sempre a superação é para melhor, pode ser imperceptível por que não faz diferença e pode ser muito pior.
- Por exemplo, a vitória dos EUA, superando o comunismo ateu da Rússia, pode não ter sido o melhor? – João de Barros politizando a questão.
- Lula pode não ser melhor que Fernando Henrique, ser apenas igual? – Armadiel provocando. Chico Preto vendo a brincadeira e onde poderia chegar, partiu para a síntese:
- Quer dizer que se o homem de Neandertal não foi superado pela evolução da tecnologia, toda esta bobagem que pregam sobre a superioridade moderna por via dos meios, das técnicas ou ferramentas, quer dizer muito mais do que os meios, deve ter algo de princípio e de finalidade nesta bagunça toda. É que vivemos uma filosofia dos meios, dos recursos, do intermédio, mas filosofia é muito mais: é princípio e fim. Se a finalidade é boçal e destruidora da história das pessoas, nenhum meio é suficiente em si. Se os princípios já são seletivos na origem, nenhuma sociedade tem paz pelas armas.
- Nem toda diferença é embate de superação. Chambaril, o dono da questão, conclui e completa para melhor compreensão e fechamento da reunião: - A luta dos contrários ocorre entre eles e não entre todas as diferenças e categorias. A luta dos contrários é entre tendências de uma mesma raiz.
- Eita danado! E todos foram descendo a mata do alto do Urubu com esta exclamação.
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diversas
segunda-feira, 25 ago 2008, 14:30
| 1 Comentário
Oi pessoal! Se vocês são de Teresina ou têm algum amigo por lá, pedimos por gentileza que ajudem a divulgar essa nossa apresentação! Gratos!
Geraldo Junior e Banda no Teresina Shopping, dia 26/08 às 21hs.
Estaremos apresentando o show de lançamento do CD”Calendário (O Tempo e o Vento)”, dentro do projeto “Armazém de todos os sertões”.
Geraldo Junior – Voz e Flauta
Antônio Queiroz – Baixo
Flauberto Gomes – Zabumba e voz
Ranier Oliveira – Sanfona e voz
Beto Lemos – Viola, violão e voz
Francisco Gomide – Percussões
Contamos com a sua presença!
Abraços
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diversas
segunda-feira, 25 ago 2008, 10:18
| 0 Comentários
Atenção,
Todos os tópicos e Comentários escritos no Blog são de inteira responsabilidade daquele que postou. O Blog do Crato se isenta de quaisquer responsabilidades legais sobre o teor desses comentários. Não amparamos criminosos, nem aqueles que desrespeitam a lei. Muito pelo contrário. Portanto, muito cuidado com aquilo que postam, pois a responsabilidade é toda de vocês mesmos!
Dihelson Mendonça
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diversas
segunda-feira, 25 ago 2008, 09:57
| 0 Comentários
IMPARCIALIDADE
Olá, Pessoal,
As últimas discussões sobre a recente pesquisa realizada pelo IBOPE levou alguns comentaristas a se exaltarem, e manifestarem suas tendências políticas. Sendo que nem eu nem ninguém sabe dizer ao certo até que ponto vai a liberdade de expressão do cidadão aqui na internet nesse tempo de política e temendo as duras represálias e multas da Justiça eleitoral, eu conclamo todos no sentido de que se abstenham de entrar em discussões defendendo esse ou aquele candidato. E as recentes postagens de comentários serão apagadas terminantemente deste website. Já solicitei ao promotor Elder Ximenes através de e-mail, no recente Blog contra a corrupção, instruções de como devemos proceder nesses duros tempos para tentar discutir os rumos da nossa cidade sem ferir os princípios legais.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça
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diversas
segunda-feira, 25 ago 2008, 08:40
| 3 Comentários
Foi criado um blog com o objetivo de possibilitar a comunicação entre os voluntários integrantes do Comitê
Crato. “Bote um corrupto para correr. Voto não tem preço. Tem conseqüências”. Com este apelo publicitário foi criado, no município do Crato, o Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral. A iniciativa é da juíza eleitoral, Geritza Montezuma, e do promotor de Justiça, Elder Ximenes, que reuniram representantes de todos os segmentos da sociedade, igrejas, universidades, associações comunitárias, sociedades de bairros e emissoras de rádio. O objetivo do encontro foi para trocar informação e articular ações para desbaratar os esquemas de compra de votos e, também, atos atentatórios a probidade administrativa. Ao mesmo tempo, foi criado um blog que tem como objetivo possibilitar a melhor comunicação entre os voluntários integrantes do Comitê de Combate à Corrupção Eleitoral.
Na última semana, começou a campanha educativa com a divulgação de jingles nas emissoras de rádio, apresentação de peças teatrais e palestras nos bairros conscientizando sobre a importância do voto.
“Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania”, diz o advogado Geraldo Correia Braga, representante da Missão Resgate e da Rádio Educadora do Cariri e membro do Comitê de Combate a Corrupção.
Ele adverte que “as eleições possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas”. Escolher um péssimo governante, segundo Geraldo, pode representar uma queda na qualidade de vida. “Sem contar que são os políticos os gerenciadores dos impostos que nós pagamos. Assim, precisamos dar mais valor a política e acompanharmos com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, Estado e País”.
Mais informações:
Blog
boteocorruptopracorrer.blogspot.com
Reportagem: Antonio Vicelmo – Para o Jornal Diário do Nordeste
Nota do Blog do Crato:
Prezados Senhores,
Venho por meio desta vos parabenizar pela excelente idéia da criação do Comitê de Combate à Corrupção, que é um ato extremamente louvável, principalmente aqui no Crato onde há campanhas milionárias, e onde provavelmente alguns irão tentar fazer compra de votos.
Estão de parabéns o promotor Elder Ximenes e a Juíza Geritsa Montezuma.
Dihelson Mendonça
- Administrador do Blog do Crato -
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