Previsão do Tempo para hoje no Crato

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Fonte: Climatempo.
Bom Domingo!

Estudo aponta baixo açúcar no sangue como causa de Alzheimer

A redução crônica de açúcar para o sangue no cérebro é a causa de algumas formas do mal de Alzheimer, disseram pesquisadores norte-americanos nesta sexta-feira (26). O estudo sugere que a redução do fluxo de sangue, cujo impulso é dado pelo açúcar (em um processo denominado hidroeletricidade), priva a energia do cérebro, impedindo o processo de produção de proteínas –o que os pesquisadores acreditam ser a causa do Alzheimer. Os cientistas dizem ainda que a busca de alternativas saudáveis como exercícios, redução do colesterol e controle da pressão arterial reduzem as chances do Alzheimer se manifestar. A pesquisa foi conduzida por Robert Vassar e colegas, na Universidade de Medicina Feinberg, em Chicago, nos EUA.

“Este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer”, disse Vassar. “Se as pessoas começarem a se cuidar cedo, talvez possam evitar o mal”, prosseguiu. O mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem idéias, memória e linguagem.

Ainda que drogas mais avançadas enfoquem na remoção da substância betaamilóide (ela se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios), pesquisadores também procuram terapias para eliminar substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais). Vassar e os colegas analisaram o cérebro humano, e descobriram que uma proteína chamada elF2alpha é alterada quando o cérebro não consegue energia. Os canais de produção de enzimas mudam bruscamente, e passam a produzir proteínas complexas. O estudo, publicado no jornal “Neuron”, pode ajudar no desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alpha, e também das placas betaamilóides, disse o cientista.

“O que descobrimos é um pequeno passo de um insidioso processo que, provavelmente, levará muitos anos”, disse.

Fonte: Reuters – Londres
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CONFRATERNIZAÇÃO UNIVERSAL – Por A. Morais

Primeiro de Janeiro é dia dedicado à confraternização dos povos onde todos se cumprimentam desejando que o ano que vai nascer, que vai surgir, seja melhor, superior ao que está por terminar, que haja muita saúde, dinheiro, paz, alegria, e prosperidade; enfim! Que todos os sonhos se realizem. São os nossos votos para todos os amigos do Blog do Crato. Agradecemos o carinho, a tolerância e consideração recebida ao longo deste ano, por todos que fazem este veiculo de comunicação tão importante e necessário.

A minha participação no Blog do Crato, em 2008, encerra-se com um comentário do meu dileto amigo Elmano Pinheiro Rodrigues, que na minha avaliação, conseguiu manifestar da forma mais pura, terna e sublime o seu apreço e sentimento pelo mestre José do Vale Arraes Feitosa.
Ei-lo:

“Algumas coisas me tocam fundo no coração. A emoção bate forte e profundamente, sempre que me vem à lembrança a imagem desse que para mim, foi o mestre dos mestres. Guardo dele, o carinho, a amizade, o afeto, o sentimento de honra e da dignidade humana, e a saudade de uma mão amiga, que sempre me fez ver a vida, com os olhos daqueles que conseguem olhar o horizonte com altivez. Essa homenagem, para nós filhos adotivos, é um canto de amor, a todos que acreditam no ser humano, como uma fonte de continuidade de vida”.

Por: Antonio Morais
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Precisamos da confirmação dessas pessoas !

Olá, Pessoal,

Precisamos obter a confirmação de algumas pessoas na participação da Oficina de produção Literária e Confraternização dos participantes dos Blogs do cariri que acontecerá em Janeiro, de 12 a 17.

A lista de pessoas que gostaríamos que confirmasse sua participação na Oficina é a seguinte;

Mônica Araripe
Armando Rafael
Joaquim Pinheiro
Darcy Libório
Lupeu
Kaika Luiz
W.Bernardo
Calazans
Edivânia

Abraços,

Dihelson Mendonça

DICA: Se alguém estiver com dificuldades de contato através do e-mail do Blog

Olá, Pessoal,

Várias pessoas não estão conseguindo contato através do nosso e-mail blogdocrato@hotmail.com

Não sei do que se trata. Eu recebo muitos e-mails. Mas quem nao conseguir através deste, pode usar outro email:

dihelson@yahoo.com SEM BR

Abraços,

Dihelson Mendonça

PARA SABER SOBRE O BRASIL, SÓ NA IMPRENSA ESTRANGEIRA


Transcrevo um comentário de um leitor do Blog do Luis Carlos Azenha sobre um sensacional feito tecnológico do Brasil, que não foi noticiado pela grande imprensa brasileira. (C.E.E.)

Marcos D. (27/12/2008 – 14:42)
“Azenha, o Brasil obteve mais uma vitória significativa, na área da Ciência e da Tecnologia, mas a Mídia brasileira não noticiou.

O Brasil lançou, com sucesso, o VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites).

Mas, sabe onde que li tal notícia? No site do ‘Pravda’! Isso mesmo… num site russo. Agora, é assim, Azenha: para ficarmos bem informados sobre os avanços do Brasil, teremos que ler o ‘Pravda’, pois se dependermos da ‘Veja’, ‘Globo’, ‘Folha’, ‘Estadão’ e cia. estaremos em maus lençóis.”

Veja isso, Azenha:

“Excessivamente preocupados com a crise financeira, os órgãos de informação brasileiros não informaram o sucesso do lançamento do míssil espacial VLS-1, feito com sucesso no dia 20 de outubro de 2008, partindo da base de São José dos Campos, e não de Alcântara, como era costume.”.

http://port.pravda.ru/cplp/brasil/23-12-2008/25666-foguetevls-0

A REVISTA "VEJA"

“O maior fenômeno de antijornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista VEJA. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
De um lado há fenômenos gerais que modificaram profundamente a imprensa mundial nos últimos anos. A linguagem ofensiva, herança dos “neocons” americanos, foi adotada por parte da imprensa brasileira como se fosse a última moda. Durante todos os anos 90 a VEJA havia desenvolvido um estilo jornalístico onde campeavam alusões a defeitos físicos, agressões e manipulação de declarações de fonte. Quando o estilo “neocon” ganhou espaço no EUA, não foi difícil à revista radicalizar seu próprio estilo.
Um segundo fenômeno desse período foi a identificação de uma profunda antipatia da chamada classe média midiática em relação ao governo Lula, fruto dos escândalos do “mensalão”, agravado por um forte preconceito de classe. Esse sentimento combinava com a catarse proporcionada pelo estilo “neocon”. Outros jornalistas utilizavam com talento, nenhum com a fúria grotesca com que a VEJA enveredou pelos novos caminhos jornalísticos.
Outro fenômeno recorrente, esse ainda nos anos 90, foi a da terceirização das denúncias e o uso de notas como ferramenta para disputas empresariais e jurídicas. A marketinização da notícia e a falta de estrutura e de talento para a reportagem tornaram muitos jornalistas meros receptadores de dossiês preparados por lobistas.
Ao longo de toda a década, esse tipo de jogo criou uma promiscuidade perigosa entre jornalistas e lobistas. Havia um círculo férreo, que afetou em muito as revistas semanais. E um personagem que passou a cumprir, nas redações, o papel sujo antes desempenhado pelos repórteres policiais: os chamados repórteres de dossiês.”

Luis Nassif

Arte e Cultura do CARIRI são citadas por 2 vezes em menos de 24 horas no Blog do Nassif. Agradeçamos!

Olá, gente,

Por 2 vezes em menos de 24 horas nosso Blog do Crato e região do Cariri é citada e elogiada em um dos mais conceituados websites do Brasil, verdadeiro campeão de audiência. Basta digitar o nome de Nassif no Google e ver de quem se trata em termos de Jornalismo HOJE no Brasil, e o excelente trabalho que tem realizado. E eles estão de olho no que se está escrevendo aqui.

Trabalho par assim, com tal empenho e dedicação temos nós também realizado voluntariamente em prol da difusão da cultura e Arte caririense para que o mundo veja e reconheça. E nessas matérias postadas no blog do Luis Nassif, o que tenho visto é o carinho, o reconhecimento por tudo que se tem feito aqui, elogios à parte também pela excelente programação da Rádio Chapada do Araripe.

Então, ( um mero pedido meu ), gostaria que vocês, autores, escritores do Blog do Crato, essa grande família nossa de cada dia, desse um pulinho lá no blog do Nassif, cada um, e engrossasse o cordão de agradecimentos que iniciei ontem quando da postagem da Cida Medeiros sobre nosso trabalho. Acho que é o mínimo que podemos fazer para retribuir tal gentileza.

O link para a postagem no Blog do Nassif da matéria da Cida Medeiros logo abaixo:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/26/uma-radio-para-curtir/

Escrevam seus comentários e agradecimentos, por gentileza!


Em meu nome, Dihelson Mendonça, e creio que falo por muitos que compõe o Blog do Crato, a rede de Blogs do Cariri, formada por mais de 30 websites, e mais de 25.000 acessos por mês, agradeço por tão gentil artigo em que exalta a Arte e a Cultura Caririense, que eu, embora em menores proporções, também faço parte como artista, músico e divulgador.

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça
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Pneumotórax – Dedicado a Dr. José Flávio Vieira


Dedicado a um certo Dr. José Flávio Vieira, grande comediante…

Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.
— Trinta e três . . . trinta e três . . . trinta e três . . .
— Respire.

………………………………………………………………

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira
Por: Dihelson Mendonça

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Concurso garota Blog do Crato tem Prazo Prorrogado…

Uma Boa notícia para as garotas que ainda desejam participar do nosso concurso “Garota Blog do Crato”, e de muitas que ainda precisamos fazer as fotos, é que finalmente estou ficando com tempo mais livre após alguns meses de trabalho árduo, para fazer os books de cada garota interessada, e sendo assim, a final do concurso edição 2008 ficará adiado para o novo prazo de Agosto de 2009, mudando de nome. Ao invés de Concurso Garota Blog do Crato – Edição 2008, ficará apenas “Primeiro Concurso garota Blog do Crato“. Em breve, publicaremos as regras, mas basicamente pouco mudou: O Concurso é reservado para as garotas da cidade do Crato, ou de ascendência Cratense,( maiores de idade e menor ou igual a 26 anos ), e visa retratar a beleza da mulher Cratense. As garotas são por mim fotografadas, em estúdio profissional, com auxiliar, maquiadora, e cenários, e todas ganham inicialmente um DVD com as fotografias que liberarem para publicação no nosso espaço “A Garota da Semana”, totalmente grátis. Ao final do concurso, serão escolhidas 12 garotas, e depois as 3 finalistas. R$ 1.000,00 em dinheiro está reservado às 3 finalistas, sendo 500 reais para o primeiro lugar, 300 reais para o segundo, e 200 reais para o terceiro lugar. o conjunto de todas as regras com as novas alterações será divulgado aqui no Blog do Crato em breve!

Aguardamos o seu contato, caso haja interesse em participar, pelo e-mail:
blogdocrato@hotmail.com
Ou Telefone: (088) – 3523-2272 – Telefone do Blog do Crato.

Dihelson Mendonça .

CINEMA – O Esplendor e o Horror da Civilização Maia em Filme.




Olá, Amigos,

Como sempre, na “dica de cinema”, trago um filme interessantíssimo, chamado APOCALYPTO, dirigido por Mel Gibson, de 2006, que embora traga uma história de um guerreiro que tem sua tribo dizimada e levada ao cativeiro, também mostra em algumas partes, a fase áurea dessa civilização, que como alguns sabem, possuía costumes esquisitos, como cortar arrancar o coração de pessoas vivas do alto de uma grande pirâmide e oferecê-lo ainda batendo ao deus Sol. É um filme de muita violência, eu diria, banhado de sangue, mas vale a pena pela imensa produção necessária para retratar a civilização Maia.

Quem Foram os Maias:

A civilização maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (sul do atual México). Este povo nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.

Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos vizinhos. As cidades formavam o núcleo de decisões e práticas políticas e religiosas da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses no Planeta Terra. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.

A economia era baseada na agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação do solo eram muito avançadas para a época. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço arquitetônico. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.

A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.

Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes. Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.

Fonte do texto sobre os maias: Wikipédia.

Por: Dihelson Mendonça
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Volta às compras: após Natal, comércio realiza saldões

SÃO PAULO – A maioria das lojas ficou aberta até as 22 horas do dia 24 para que os brasileiros pudessem fazer as últimas compras de Natal. Menos de 48 horas depois, grande parte delas já está aberta novamente, com mais uma tática para atrair os consumidores: os descontos pós-Natal.

A prática, comum ao varejo nesse período do ano, é responsável por inflar os ganhos dos lojistas, que em 2008 enfrentaram um Natal de vendas consideradas apenas razoáveis – na cidade de São Paulo, o crescimento no varejo foi de 1,1% -, em grande parte influenciadas pela crise financeira, que encurtou os prazos dos financiamentos e elevou os juros do crédito. Além disso, o clima de incerteza levou às compras um consumidor mais cauteloso, que gastou menos com os presentes para a data.

De olho no consumidor que quer gastar menos e que poupou durante as compras de final de ano, Casas Bahia, Extra e Tok Stok reabrem suas portas com diversos produtos em promoção. As lojas virtuais Submarino, Americanas, Ponto Frio, Pernambucanas e Mmartan também reduziram seus preços.

Descontos e facilidade de pagamento

# Casas Bahia: está realizando saldão em todas as lojas dos 10 estados onde atua. A grande aposta da rede para atrair os clientes é facilitar o pagamento. Todas as compras realizadas durante o período de promoção poderão ser pagas em 24 vezes no cartão Casas Bahia ou em 10 vezes sem juro nos cartões de crédito. Quem optar pelo carnê poderá deixar o pagamento da primeira parcela para depois do Carnaval;

# Tok & Stok: sem muitos detalhes, a Tok & Stok enviou aos seus clientes um e-mail marketing informando que realizaria uma liquidação com descontos imperdíveis até o final do estoque. Embora não tenha informado até quanto de desconto poderá ser obtido em suas lojas, em seu site a loja oferece, por exemplo, um banco regulável, que custava R$ 319, por R$ 159 (50,16% mais barato) e um sofá de dois lugares, que antes custava R$ 832, por R$ 388 (desconto de 114,43%);

# Extra: chamado de Saldão do Papai Leléu, o saldão do Extra promete descontos de até 70%. De acordo com a empresa, a promoção é válida nos 107 hipermercados da rede em todo o Brasil e atinge mais de mil produtos. As ofertas, em vigor até o dia 31, focam nos produtos não-alimentícios e atingem os eletroeletrônicos, portáteis, eletrodomésticos, CDS, DVDs, moda, entre outras categorias.

Preços menores e frete grátis

# Submarino e Americanas: essas duas lojas virtuais apostam na mesma fórmula para atrair os clientes: preços menores, frete grátis (para compras acima de R$ 49) e parcelamento em até 12 vezes sem juros. Na primeira é possível, por exemplo, comprar um computador da Semp Toshiba, que custava R$ 1.249, por R$ 999, ou uma bicicleta mountain bike Caloi, que custava R$ 819, por R$ 699. Na segunda loja, um GPS Automotivo Evolute, que estava por R$ 749, agora sai por R$ 499, e o barbeador Philips, que custava R$ 399, agora custa R$ 299;

# Ponto Frio: a loja promove em seu site um saldão de Natal com ofertas nas seções de eletrônicos, eletrodomésticos, cine&foto, entre outras. Além disso, a rede promete frete grátis (sem limitação de valores) e parcelamento em até 12 vezes sem juros. Por lá, uma TV de LCD da Samsung, que está custando R$ 1.299, antes valia R$ 1.599; já a lavadora de roupas Consul teve seu preço reduzido de R$ 1.299 para R$ 1.090;

# Pernambucanas: os consumidores das regiões Sul e Sudeste também terão frete grátis nas compras feitas pelo site das Pernambucanas, além de poder pagar em 12 vezes sem juros e aproveitar os descontos nas lojas de cama, banho, cortinas, informática e eletrodomésticos. Para se ter uma idéia, o notebook Itautec, que custava R$ 2.083,90, sai agora por R$ 1.799, e o Refrigerador Frost Free Eletrolux teve seu preço reduzido de R$ 1.729 para R$ 1.489;

# MMartan: o Saldo de Balanço da MMartan leva ao consumidor descontos de até 50% em edredons, jogos de lençol, colchas, toalhas, entre outros produtos. Além disso, a empresa oferece frete grátis nas compras acima de R$ 200.

Fonte: UOL – Universo OnLine

HISTÓRIA – Ainda sobre a história da Mãe do Belo Amor


Alguns leitores do Blog do Crato telefonaram dizendo que eu esqueci de incluir a história da imagem da Mãe do Belo Amor na postagem final sobre o Geopark Araripe. Na verdade, não esqueci. É que, anteriormente, tinha escrito algo sobre esta importante imagem do imaginário e da história religiosa do Cariri. Por isso, posto novamente o artigo .

Foto de Jackson Bantim

A Mãe do Belo Amor
Armando Lopes Rafael

A história da imagem venerada em Crato


A imagem da Mãe do Belo Amor, pequena escultura de madeira, medindo cerca de 40 centímetros, é venerada, desde os primórdios da Missão do Miranda – origem da cidade de Crato – que data do segundo quartel do século XVIII. Esta estátua sempre foi aureolada por muitos fatos pitorescos e lendários. Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, escrevendo sobre esta representação da Virgem Maria, em trabalho publicado na revista Itaytera, afirmou: “Herdada dos ancestrais indígenas, existia uma pequena imagem da assim chamada Nossa Senhora do Belo Amor, de todos venerada”.

Não nos foi possível apurar as razões que levaram Monsenhor Rubens a concluir que a imagenzinha da Mãe do Belo Amor fora herdada dos indígenas, primeiros habitantes do Vale do Cariri. Entretanto, no artigo já citado, ele menciona um fato que merece transcrição. Na segunda metade do século XX, um conhecido e respeitado ancião cratense, o Sr. José da Silva Pereira, secretário do Apostolado da Oração de Crato, escreveu ao então vigário da Catedral, Monsenhor Francisco de Assis Feitosa, um documento, do qual extraímos o texto a seguir transcrito:
Há na nossa Catedral três imagens que representam nossa padroeira, Nossa Senhora da Penha. O que vou narrar nestas linhas se refere somente à primeira, que é a menor das 3, esculpida em madeira, como as duas últimas. Trata-se de uma bela imagem que honra a arte antiga e a habilidade de quem a preparou. Segundo dizem os antigos, ela tem para mais de duzentos anos, mas nada deixa a desejar às que se fazem atualmente. Pertencendo ao número das imagens aparecidas, ela tem também a sua lenda bastante retocada de suave poesia. Conta-se que fora encontrada em poder dos índios (sem dúvida os Cariris), passando às mãos de pessoa civilizada. Aqui toma vulto a lenda que gira em torno do seu nome, pois afirmava que, repetidas vezes, ela voltara ao cimo de pedra onde os indígenas a veneravam. Este fato miraculoso deu lugar à fundação da Capela, onde hoje é a nossa Catedral, naquele mesmo sítio, tão profundamente respeitado. Quanto à idade que lhe atribuem, provam-na os documentos referentes à fundação da povoação, hoje transformada nesta importante Cidade de Crato. Para mais corroborar o misticismo que a tradição empresta à nossa querida santa, ocorre que esta desapareceu de nossa igreja há mais de cinqüenta anos, voltando agora aos seus penates, onde está sendo venerada por grande numero de fiéis. Os antigos deram-lhe o nome de “Belo Amor”, o que prova a piedade filial dos nossos antepassados. Respeitemos o passado, sua história, suas tradições e suas lendas, que nos falam sempre daqueles que abriram caminho a nossa vida. (LÓSSIO, 1961: 47).

Quanto ao desaparecimento da imagem da “Mãe do Belo Amor”, mencionado acima, o historiador Irineu Pinheiro esclareceu o episódio:

Lá alguns anos, desapareceu (a imagem da Mãe do Belo Amor), mas, a 29 de abril de 1951, restituiu-a ao culto o velho sacristão Zacarias Luís Arnaud, que a retirara da Igreja, durante os anos de reconstrução, e a guardara em casa, carinhosamente. Acolheu-a o povo com entusiasmo e devoção, a beijar-lhe os pés, a rogar-lhe felicidades. Vimo-la na Sé de Crato, de madeira, de uns dois palmos de altura, de olhos azuis, segurando com o braço e a mão direita o Menino Deus, de olhos também azuis, a agarrar com as duas mãos a gola do casaco de Nossa Senhora, puxando-a para si”. (PINHEIRO, 1955: 22).

Não existem documentos sobre a origem da imagem da Mãe do Belo Amor. Também não se sabe, ao certo, se essa pequena escultura já se encontrava no Sul do Ceará, antes de 1740, ano da chegada de Frei Carlos Maria de Ferrara, para catequizar os índios Cariris, quando fundou a Missão do Miranda, embrião da cidade de Crato. Ressalte-se que, antes da chegada do frade, já tinha o Vale do Cariri certa densidade demográfica, embora não possuísse ainda nenhum aldeamento ou povoado considerável, o que só veio a se formar após 1740. Daí ser possível que a imagem da Mãe do Belo Amor já se encontrasse no Vale do Cariri, antes da vinda do fundador de Crato. Presume-se, pois, que até 1745 esta pequena imagem foi venerada na humilde capela de taipa, coberta de palha, construída por Frei Carlos, isto é, até a chegada da segunda imagem que seria venerada como Padroeira de Crato.

Fontes de consulta para o artigo acima:

LÓSSIO, Rubens Gondim. Artigo “Nossa Senhora da Penha de França, Padroeira do Crato” Revista “Itaytera”, ano VI, nº VI, órgão do Instituto Cultural do Cariri. Tipografia A Ação, Crato (CE) 1961.

PINHEIRO, Irineu. Cidade do Crato. Ministério da Educação e Cultura. Rio de Janeiro, 1955.

Dicas para a Publicação de Textos aqui no Blog


Olá, Amigos,

Peço que se alguém enviou algum texto para publicação, ou tentou entrar em contato conosco e não foi respondido, tente novamente e reenvie o texto. Os textos a serem publicados sempre recebem uma resposta da minha parte. O motivo desta postagem é pelo fato de eu estar recebendo em média 80 a 100 e-mails por dia, o que aqui e acolá escapa algum de ser lido e respondido. Peço que ao enviar um artigo para publicação, coloquem no assunto da mensagem as palavras “ARTIGO PARA PUBLICAÇÃO”. Também aproveito para comunicar que no mês de novembro, foi registrado um recorde de mais de 25.000 visitas ao Blog do Crato.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Desejos

Epílogo de ano é sempre assim, caro ouvinte. Bate às vezes aquela capiongueira : tantas coisas que podiam ter sido realizadas e que não foram ! Tantas oportunidades perdidas ! Tantos comensais que já não sentam conosco para a ceia! Tantas aspirações frustradas ! Pomo-nos , então, facilmente, no ataque fazendo projetos para o ano vindouro! Desta vez a coisa vai ! Vou parar de fumar! Em 2009 começarei um programa de atividades físicas ! A partir de janeiro , vocês vão ver: inicio a dieta e perderei essses 40 kilos de excesso ! Esta época de férias e de solidariedade algo superficial mostra-se também especial no quesito desejos : fazemos votos de felicidades e prosperidade para tudo e todos. Feliz Natal ! Felizes Festas ! Próspero Ano Novo! Dezembro traveste-se de um clima aparente de compreensão, de amizade, de fraternidade. Uma espécie de trégua na batalha desigual travada por toda a sociedade com muitos abatidos e feridos, nos outros onze meses do ano. Um escritorzinho bissexto como eu sente-se impelido a emergir nesta atmosfera algo enganosa de sorrisos fartos e amorfos chavões. Os raros ouvintes na rua já me olham com aquele ar interrogativo : será que esse incréu não vai fazer votos de realizações pra ninguém ?
Pois bem, por falar em anseios e em Natal, semana passada me veio à lembrança aqueles desejos tão freqüentes nas grávidas . De repente a buchudinha acorda na madrugada e avisa ao marido que está desejando comer jaca, torta de melancia ou outra iguaria qualquer facilmente encontrável às três horas da manhã. O esposo, coitado, arranca em desabalada carreira em busca da comida solicitada, temendo contrariar a natureza, sob risco da menina nascer com corpo em formato de Jaca ou o menino com uma barriga tipo melancia. Pesquisei – coisa de quem não tem muito o que fazer nesses dias morosos – e descobri algumas constatações científicas interessantes. O velho Vicente Vieira, meu avô, achava que tudo aquilo era encenação das grávidas, charminho pra cima do marido e concluía enfático “ Nunca vi uma desejar coisa ruim, é só chocolate, tapioca quente com nata, doce de leite com queijo de manteiga”! Pois bem, amigos, a ciência admite que estes desejos existem de verdade e devem-se provavelmente às intensas alterações hormonais que acontecem durante a gravidez. E mais , ultimamente sua freqüência tem aumentado muito em todo mundo, pesquisas comprovando que, atualmente, ¾ das gestantes sofrem desta compulsão . Infelizmente para os feios como o Heron, o Vicelmo, o Geraldinho, a Ciência não permite colocar-se a culpa da feiúra nos desejos maternos não satisfeitos : essa cara de carranca do São Francisco , meu amigos, foi azar mesmo e o jeito é se conformar com os erros eventuais da santa natureza. Se servir de consolo : talvez o que faltou em vocês a natureza colocou de sobra na Gisele Bündchen e na Juliana Paes. Valeu a pena o investimento!
Mas o que me despertou, semana passada, nesta época natalina, para os desejos? Uma amiga nossa, aqui de Crato, grávida em Fortaleza, sentiu, subitamente, o desejo irreprimível de comer algo totalmente inusitado. Imaginem o quê ! Um sanduíche do Enoque ! Talvez os mais novos não se recordem do fabuloso cachorro quente de Enoque.. Todo ano ele punha uma pequena barraca na Expô/Crato e vendia um sanduba simplesmente fabuloso que faz parte da memória gustativa de toda uma geração de caririenses, assim como a tapioca com fígado de canena , o caldo de mocotó de Bosquim, o Doce de Leite de Isabel Virgínia. Há alguns anos, inconformado com as altas taxas cobradas pela organização do evento e as misteriosas prestações de contas, ele desistiu. Enoque foi um jogador de futebol dos mais inspirados e ainda vivíssimo reside ali pras bandas da Caixa D´água. As novas gerações acostumadas àquele sanduíche de isopor da Mac Donalds e do Bob´s possivelmente não irão compreender o desejo da minha amiga. A mãe da nossa buchudinha procurou nosso sandwichman e ele preparou com todo gosto e requinte seu inesquecível sanduba que foi mandado de avião no mesmo dia, para a salvação do bebê que , caso contrário, corria o risco de nascer redondinho, insulso, insípido e inodoro como um Big-Mac.
Pois foi justamente esta historinha que me inspirou a escrever esta croniqueta de fim de ano. Todos nós ficamos grávidos de sonhos e aspirações neste período natalino. Pois aí vai também o meu desejo !Ah como seria bom se tivéssemos desejos parecidos como os de minha amiga. Se todos nós acordássemos na madrugada com aquela vontade insaciável de ouvir uma música de Abidoral, dançar um Reisado do Mestre Aldenir, comprar um quadro do Karimai, , sapatear um Coco da Dona Edite, usar uma Sandália do Mestre Expedito das Nova Olinda , botar na sala uma xilogravura de Maésio, deliciar-se com uma poesia do Marcos Leonel. Ah como o menino dos nossos sonhos nasceria bonito e robusto e o Ano novo romperia no horizonte com novos vagidos de paz e esperança !

J. Flávio Vieira

A Arrogância do Ser Humano em se achar ainda o centro do Universo !

Acima: Nossa Galáxia: “Via Láctea”, com 200 Bilhões de estrelas iguais ao nosso sol. No universo inteiro existem Bilhões de outras galáxias iguais à Via Láctea… resultado bilhões de bilhões de estrelas.

O Professor Sílvio Meira afirmou que: “A Internet “globalizou os otários”, ai incluído os ingênuos, capazes de acreditar em tudo que vêem na tela, como autópsia em ETs, discos voadores, milagres de todo tipo, frutas que curam todas as doenças, etc.”

Na verdade, a internet ajudou e ajuda a propagar antes, verdades ocultas, que muitos teimam em não aceitar. Não temos culpa se a ignorância do Sílvio Meira o faz descrer dos “Milagres” que podem verdadeiramente acontecer. E sobre a Vida extraterrestre, gosto sempre de reafirmar que:

Na idade média, o homem se achava o centro do universo. Afirmava que o mundo girava em torno dele ( assim como o Prof. Meira deve pensar ). Com Galileu Galilei e Copérnico, descobriu-se o sistema heliocêntrico e a ciência passou a se chocar com as crenças religiosas, constatando que a Terra era um simples planeta que girava em torno do sol. Até meados do Século XX, os cientistas, com sua arrogância característica afirmavam que “Tudo bem! a terra não é o centro do universo, mas é muito improvável que haja outro sistema solar com planetas girando em torno de uma estrela. De lá pra cá, já foram descobertos MILHARES.

Depois, os cientistas afirmaram: “Tudo bem, existem milhares ou milhões de planetas, mas é praticamente impossível existir um que contenha água que abrigue vida, pois esse é um fator essencial” . Há poucos meses, aqui, nesta porcaria de sistema solar ainda, bem ali num satélite de Júpiter chamado EUROPA, descobriu-se que há um oceano de água embaixo da superfície do planetóide. Será que somos tão prepotentes assim em achar que somos os únicos seres vivos entre milhões de milhões de sóis apenas nesta mísera galáxia, que faz parte de um universo formado por BILHÕES de galáxias muito maiores do que a nossa ?

É muita pretensão, Meu Deus!
O Ser Humano continua no obscurantismo de se achar o centro do Universo !

Dihelson Mendonça
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Estamos no Blog do Luis Nassif !


Olá, Amigos,

É com grande satisfação que trago a notícia de que os links para a Rádio Chapada do Araripe, Blog do Crato, Rede de Blogs do Cariri e outros foram postados em um importante Blog do Brasil, do Luis Nassif, por Cida Medeiros, onde se criou até uma discussão sobre o assunto, principalmente sobre a nossa estação de rádio. Gostaria de cumprimentar também nossos novos amigos do Blog do Nassif, e nos colocamos à inteira disposição para receber comentários e sugestões de como poderemos melhorar a nossa programação.

Aos visitantes, uma dica: Através do Blog do Crato ( ja com quase 4.000 artigos escritos ), e CaririCult ( um verdadeiro celeiro da cultura caririense ), os senhores poderão ter um panorama mais geral da arte e da cultura produzidas aqui na região do cariri, basta ir seguindo as postagens que são muitas, até 2006.

www.blogdocrato.com
www.cariricult.com
www.blogsdocariri.com
www.chapadadoararipe.com

O link para a postagem no Blog do Nassif:
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2008/12/26/uma-radio-para-curtir/

Abraços,

Dihelson Mendonça
blogdocrato@hotmail.com

HISTÓRIA – Santa Margarida Maria Alacoque: relíquias chegam a Crato

A diocese de Crato recepcionará, logo mais às 17:00h, na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, ora percorrendo as dioceses brasileiras em peregrinação. Essas relíquias, compostas de um ossário que contém vários fragmentos de ossos e uma parte do tecido cerebral, conservam-se incorruptas há mais de 300 anos.
A peregrinação que vem percorrendo diversos países partiu da França, onde Jesus apareceu à Santa, no século XVII. Conforme Dom Fernando Panico, bispo de Crato, “O objetivo da peregrinação das relíquias da santa é despertar no povo essa devoção e preparar o Brasil para ser consagrado ao Coração de Jesus”. No Cariri, segundo Dom Fernando, essa devoção já está bem arraigada e faz parte da cultura católica nos 32 municípios que formam a diocese de Crato, todos possuidores da associação de fiéis do Apostolado da Oração.
Para o Cura da Sé Catedral, Padre Edmilson Neves, “As peregrinações contribuem para fazer conhecer a mensagem do Coração de Jesus no mundo, que é uma mensagem de paz, amor e reconciliação, além de reavivar a fé dos cristãos no profundo Amor do Divino Coração pela humanidade”.

Quem foi a Santa

Santa Margaria Maria Alacoque era francesa, nasceu
em 1647 e acreditava que sua missão era dar impulso à devoção ao Sagrado Coração. Ela morreu no dia 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi beatificada no dia 18 de setembro de 1864 e canonizada no dia 13 de maio de 1920.

Palavras sábias

Trecho de uma das leituras da Missa de hoje, delebrada na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, de Crato:

Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão

Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão.

Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais.

Deus criou o infinito para a vida ser sempre mais.

Código de Defêsa do Consumidor – Prazos para Troca de Presentes de Natal

Por: Leopoldo Martins Filho

· O Código de Defesa do Consumidor fixa prazos curtos para que o consumidor possa pleitear junto ao fornecedor o conserto ou reparação dos danos sofridos em virtude de produtos e serviços defeituosos;
· O direito de reclamar perante o fornecedor pelos vícios aparentes ou de fácil constatação (aquele de fácil visualização) caduca em 30 (trinta) dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produto não duráveis (alimentos comprados em supermercado, serviços de organização de festa etc.);
· Se o vício aparente ou de fácil constatação (aquele de fácil vizualização) atingir produto ou serviço durável (carro, TV a cabo, televisão, computador, serviço bancário etc), o prazo para reclamar o conserto é de 90 (noventa) dias;
· Inicia a contagem dos prazos acima a partir da entrega do produto ou da finalização do serviço;
· Tratando-se de vício oculto, os prazo de 30 (trinta) e 90 (noventa dias) começam a contar somente no momento em que ficar evidenciado o vício (ex.: ar condicionado do veículo novo cujo gás vaza por defeito em mangueira após um ano de uso);
· Caso os produtos e serviços causem danos físicos ou patrimoniais ao consumidor, ou seja, não sejam meros defeitos que precisam ser consertados, o prazo para reclamar a reparação dos danos é de 05 (cinco) anos (ex.: veículo novo que, sem freio, faz com que o consumidor colida e se machuque);
. A troca de produtos sem defeitos, só é obrigatória se o lojista fez esta promessa no ato da venda do produto, verbalmente ou mediante escrito anexo a nota fiscal.
. O direito de arrependimento, de 7 (sete) dias, onde o consumidor pode devolver o produto e pedir o dinheiro de volta, só vale para compras feitas por meio de amostras (normalmente as realizadas pela internet).

ATENÇÃO REDOBRADA:

A reclamação feita ao fornecedor SUSPENDE os prazos acima. Assim, é necessário que o consumidor, ao reclamar o conserto ou reparação do dano, procure registrar em algum documento a reclamação. Pode ser até mesmo o recibo de entrega do produto para conserto.

Leopoldo Martins Filho
Pós-Graduado em D. Penal
Especialista em Danos Morais

Torne-se um Patrocinador do Blog do Crato. Invista nessa Idéia !

Ajude a manter quem divulga e promove a cidade do Crato

O Blog do Crato está procurando empresas ou mesmo pessoas físicas que queiram ser nossos parceiros para manutenção e crescimento do nosso website. Oferecemos em troca publicidade, ou espaço para hospedagem de homepages, e se quiser, website personalizado com www, dependendo do cliente. E aos amigos, estamos adotando o modelo de milhões de sites espalhados pelo mundo afora, inclusive a Wikipedia, a enciclopédia da internet: Aceitamos DOAÇÕES também, via conta no Banco Bradesco. Doe quando e como achar necessário. Lembrando que o Blog do Crato registra mais de 25.000 acessos por mês, sendo o maior Portal da Região do Cariri, o que garante a maior visibilidade da sua empresa na Internet.

Valores:


Para empresas e patrocinadores: de 100 a 1.000 reais por mês.
Para pessoa física, doadores e colaboradores: Referência mínima para doações: 50 reais.

Manter um site do porte do Blog do Crato, contendo Rádio Online, servidor dedicado 24h, linha de alta velocidade é preciso bastante investimento. Tenho lutado quase que sozinho por muitos anos e só recentemente apareceram algumas empresas e doadores. Temos hoje 3 empresas parceiras ( apenas troca de serviços ), mas pretendemos conseguir empresas patrocinadoras, em torno de 12 a 14. Pretendemos investir na criação de um estúdio para o Museu da Imagem e do Som do Cariri, se todos colaborarem, além da contratação de profissionais como repórteres, cinegrafistas que tornará realidade nossa TV Chapada do Araripe em breve…

Por isso, conclamo a todos: Invistam nessa idéia !
Torne a sua empresa patrocinadora, ou se pessoa física, um Colaborador, ou Doador do Blog do Crato. Doações podem ser feitas pelo:

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Agência: 0771-4
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Empresas e Pessoas que ajudam a manter o Blog do Crato:

Clínica São Raimundo – Várzea Alegre

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação…

Parceria. Esse é um termo sempre em moda, e muito importante. Principalmente quando se pretende montar um Portal para uma cidade, voltado para a divulgação das notícias, a cultura, a história e os valores de um povo. O Blog do Crato tem feito investimentos elevados em equipamentos para podermos manter toda essa estrutura funcionando e com ampliações que se farão notar em breve, como o nosso canal de TV, a TV Chapada do Araripe ( TVCrato ), o primeiro canal de webTV da região. Já estão sendo produzidos vários documentários para alimentar esse canal de TV, com programas semanais, videoclips, etc. Algumas reportagens já tem ido ao ar, e podem ser vistas na página da TVCrato, mas seguramente, o melhor ainda está por vir, quando inaugurarmos o nosso estúdio B, um estúdio completamente dedicado à produção audiovisual, com todo o aparato necessário: Câmeras, Tripés, Cenários, Iluminação… equipamentos que custam caro ao cidadão comum, e que só nos é possível adquirir mediante o auxílio de patrocinadores. [ Ao lado - Foto de Araújo da AraújoSAT ].


Com a TVCrato, esperamos produzir inúmeros documentários e a construção de um acervo audiovisual para o Museu da Imagem e do Som, e a preservação da memória da nossa era. Inúmeras personalidades de todas as áreas: Artísticas, Políticas, Históricas serão convidadas a ser entrevistadas, e sua vida e obra registradas em DVD com a máxima qualidade. É um projeto ambicioso ? Definitivamente, É. Mas alguém tem que fazer. Já era pra ter sido feito.

Acima: Amilton da loja “Amilton Som”, proprietário da maior loja de CDs e DVDs do Cariri.

Alguém precisa registrar em vídeo o trabalho das pessoas da nossa geração. Com o ambiente apropriado do estúdio, e iluminação controlada, será possível realizarmos também shows e programas de auditório e portanto, valorizar o trabalho dos nossos artistas. E para que isto tudo funcione na prática, é preciso investimentos, parcerias. Estamos começando uma grande campanha para conseguir parcerias para custeio das grandes despesas do investimento, ou pelo menos para a manutenção e ampliação do que temos realizado.

Portanto, quero convidar mais empresas e pessoas que se interessarem por nosso projeto de patrocínio, para que nos procurem, e que possamos explicar em detalhes os benefícios de ser um patrocinador, um parceiro do Blog do Crato.

Acima: Dr. José Flávio Vieira, médico e apoiador do Blog do Crato desde o início.

Quem São Nossos Parceiros Atuais:

Empresas parceiras ( que não contribuem com dinheiro, mas com serviços em troca de publicidade ), ainda poucas, porém valiosas:

Araújo Sat, Amiltom SOM, e Ábaco Informática.

Empresas Patrocinadoras: Clínica São Raimundo ( Várzea Alegre )

Pessoas físicas que contribuem para a manutenção do Blog com doações :
Carlos Eduardo Esmeraldo,
Mônica Araripe,
Dr. José Flávio Vieira,
Zilberto cardoso de Oliveira.

Entre em contato pelo e-mail: blogdocrato@hotmail.com ou pelo telefone (088) 3523-2272. Divulgue seu negócio, sua empresa na nossa revista eletrônica, aonde você terá a maior visibilidade dentro de todo o Cariri, e milhares de visitantes pelo Brasil e pelo mundo: Blog do Crato – Publicidade e Seriedade – www.blogdocrato.com

Por: Dihelson Mendonça
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O SÓSIA – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Certo dia, um cidadão que eu não conhecia, me perguntou a que horas eu retornaria a Sobral. Respondi-lhe que não era de Sobral e então ele insistiu: “Vai me dizer que eu não conheço o doutor Eduardo?” Depois de lhe informar que eu era do Crato, ele se desculpou: “Mas será que haverá alguém que diga que você não é o doutor Eduardo?” Fiquei pensando, quem seria esse tal doutor Eduardo de Sobral, que além de possuir um dos meus nomes, tinha comigo tamanha semelhança física? Teria ele algum inimigo covarde, desses que são capazes de contratar um pistoleiro para exterminar o desafeto? Antes eu nunca havia sido confundido com outra pessoa. Achava que o Criador não faria a tolice de colocar no mundo, ao mesmo tempo, duas caras tão iguais e desprovidas de beleza física, como a minha. Graças a Deus não fui ainda procurado por nenhum pistoleiro, como ocorreu com Chicão, o filho de um comerciante do Crato. Numa manhã de domingo, Chicão entrou apressado na agência da Viação Pernambucana. Ele estava atrasado para sua viagem à cidade de Petrolina, onde iria vistoriar uma loja que o seu pai mantinha naquela cidade pernambucana. Ao pedir uma passagem, um sujeito desses tão asquerosos, que causa arrepio na gente, com amplo bigode, longas costeletas e chapéu quebrado de lado, à moda dos cowboys americanos, postou-se de pé ao seu lado e pediu a poltrona vizinha. Chicão sentiu um friozinho esquisito a lhe percorrer o corpo inteiro. Provavelmente repugnava aquele estranho vizinho de poltrona. Talvez fosse apenas um mau pressentimento, pensou. No decorrer da viagem, os companheiros de assento não trocaram uma só palavra, até que o ônibus fez uma parada no Posto do Exu. Ali, o motorista do ônibus disse para os passageiros a tradicional mentirinha que todos os motoristas de ônibus costumam dizer: “Pessoal, vamos parar uns vinte minutinhos aqui para o café.” Chicão olhou o companheiro carrancudo, reuniu toda a coragem de que era possuidor e o enfrentou: “Amigo, vamos descer e tomar uma cervejinha. É melhor do que ficar aqui sem fazer nada.” O sujeito esquisito aceitou o convite e desceu juntamente com Chicão. Sentaram-se numa mesinha do canto da sala do bar e pediram uma cerveja, depois outra, sempre num silêncio mortal, sem trocarem uma única palavra. Lá pela terceira cerveja o sujeito esquisito rompeu o silêncio entre os dois e arriscou uma pergunta: “De onde você é e o que faz?” Chicão disse que era do Crato, estudava no Recife e estava de férias. Viajava à Petrolina para verificar como andavam os negócios do pai. Então o sujeito asqueroso retirou do bolso uma foto e mostrou ao seu companheiro de bebida. Ao verificar a foto, Chicão tremeu. Parecia estar vendo uma de suas fotos recente, que não se lembrava de onde a havia tirado. Então o sujeitão esquisito lhe disse: “Essa cervejinha lhe salvou a vida! Fui contratado para mandar esse cara de Caruaru para os quintos dos infernos. Recebi informações que ele iria a Petrolina nesse ônibus e confundi você com ele. Agora vou voltar e ficar esperando outro ônibus.”
Diante deste exemplo, em que além da sorte, uma cervejinha gelada salvou a vida do amigo Chicão, só me resta enviar um recadinho ao meu sósia de Sobral. Pelo amor de Deus, doutor Eduardo, não conquiste inimigos, pois eu não sei convidar desconhecidos para partilhar comigo uma cervejinha. E quem sabe se terei a mesma a sorte do amigo Chicão?

Carlos Eduardo Esmeraldo
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ARTESANATO EM PANO – Cariri no mercado internacional

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Bonecas são feitas de pano e podem ser utilizadas como instrumentos didáticos. Brinquedos recordam o tempo de infância, quando as personagens alimentavam os sonhos e as fantasias das crianças (Foto: ANTÔNIO VICELMO)

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Presépio natalino foi uma das novidades criadas pelas ´bonequeiras do Crato´ neste Natal. Panos e linha foram usados para dar vida aos personagens. Uma árvore de Natal também foi feita com bonecas

Depois de reportagem, artesãs passaram a receber encomendas de outros Estados e até de fora do Brasil

Crato. No linguajar cearense, a expressão “botar boneco” significa “encher a cara de bebida” e sair por aí, fazendo desordens, ou resistir a alguma coisa, não aceitar conselho ou instrução. No Crato, porém, tem outro sentido, pois as mulheres “bonequeiras” são um exemplo de superação. Cansadas das atividades domésticas, um grupo de mulheres, com mais de 40 anos, resolveu restaurar uma atividade lúdica que as remete ao tempo de criança, tendo como ateliê a sombra amiga de um pé de manga. A idéia ganhou repercussão nacional e até internacional.

A reportagem publicada pelo Diário do Nordeste, no último dia 12 de julho, sobre as “mulheres bonequeiras do Crato”, desencadeou uma série de encomendas da maioria dos Estados do Brasil. Brevemente, as bonecas serão exportadas também para a Alemanha.

“Muito mais importante do que o crescimento das vendas foi o levantamento da nossa auto-estima”, diz a coordenadora do grupo, Gertrudes Leite de Oliveira, conhecida por “Tuda”, acrescentando que a reportagem incentivou as artesãs do pano que viviam no anonimato. Tuda diz que, antes, o trabalho era apenas uma terapia, uma forma de reunir as mulheres debaixo de uma mangueira para algumas horas de conversa e recordação do tempo de infância, quando as bonecas de panos alimentavam os sonhos e as fantasias das crianças.

Brinquedo didático

Com a reportagem, as mulheres descobriram que a arte pode contribuir para a descoberta de valores reais, desvinculados de modismos ou dos padrões estéticos e sociais da atualidade. As bonecas são utilizadas como equipamento didático de uma geração dominada pela onda dos brinquedos eletrônicos. Ao fazer esta análise, Tuda lembra que muitas pessoas visitam o ateliê com o objetivo de fugir da supremacia dos brinquedos industrializados.

O interesse do público pelas bonecas de pano aguçou a criatividade das mulheres bonequeiras que, além de melhorar a qualidade do trabalho, estão confeccionando outras peças originais. Neste fim de ano, elas fabricaram, com panos, linha e emoção, os personagens de um presépio. Também construíram uma árvore de Natal com bonecas.

Exposições

O mais importante, destaca Tuda, é que as bonequeiras estão sendo convidadas para expor nos principais eventos do Cariri. “Estivemos no IV Encontro Internacional de Negócios Cariri, realizado no mês de outubro, em Juazeiro do Norte. Participamos do Berro Cariri e da Exposição de Raças Nativas”, exemplifica.

O mesmo entusiasmo é reafirmado por Francisca Piancó, uma das integrantes do grupo. A artesã comenta que, depois da reportagem, apareceram outras mulheres querendo um pouco de espaço sob a sombra da mangueira.

A outra novidade é que, nesta época do ano, como a árvore está produzindo mangas, as artesãs se transferiram para um galpão. Não dá para misturar manga com boneca, diz Francisca, advertindo que a mangueira não será abandonada. Quando terminar a safra, elas estarão de volta porque foi a velha mangueira que lhes ofereceu abrigo para a construção dos seus sonhos.

Mais informações:
Bonequeiras do Crato: Avenida Perimetral, 235C, Bairro São Miguel (88) 9911.6617, (88) 8809.6838

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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PRÉ-SAL – Viabilidade Comprovada

Nota do Blog do Crato:

O José Nilton Mariano escreveu esse artigo, mas é muito técnico. Esqueceu por exemplo, de dizer ao leitor comum, o que diabos é pré-sal. Diferentemente do que alguns poderiam pensar que se tratasse de algum tempero usado antes do sal da panela, trago aqui antes, uma definição que ajudará o leitor a compreender esse artigo posterior:

O que é Pré-Sal:

A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo). Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal (que podem ter até 2 km de espessura). Portanto, se localizam de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar.

Artigo do José Nilton Mariano:

Mesmo conscientes que o petróleo é um recurso finito, limitado, não renovável e cujo arrefecimento natural das reservas impõe uma constante busca de novas jazidas, ainda assim a nação brasileira foi agradavelmente surpreendida, em 2007, com a auspiciosa notícia da descoberta dos megadepósitos do pré-sal, com portentosas reservas estimadas em 80 bilhões de barris de petróleo de boa qualidade e potencial de posicionar o Brasil num invejável quinto lugar no ranking mundial de reservas e, até – pasmem ! – elevando-o à condição de futuro exportador.
Ninguém, entretanto, em sã consciência, desconhece um detalhe por demais relevante: será hercúleo e, porque não dizer, monumental o desafio tecnológico para extrair o petróleo dos depósitos situados além das – até então – insondáveis e imperscrutáveis profundezas oceânicas, sob adversas e quilométricas camadas de rocha e sal de difícil perfuração (chega a 7.000 metros a profundidade).


Inconteste recordista mundial e líder absoluta na tecnologia de prospecção em áreas ultraprofundas, a Petrobrás encontra-se, hoje, em posição de vanguarda e liderança na nova província petrolífera do pré-sal, onde é concessionária majoritária dos principais blocos já leiloados.
Por seu respeitável histórico e sua excelência tecnológica, nenhuma empresa ou concorrente está mais preparada e capacitada do que a estatal brasileira para liderar o empreendimento exploratório do pré-sal, realizando o sonho da nossa independência econômica.
Aos que questionam se com a atual derrocada do preço do barril de petróleo de 140 para 40 dólares compensaria se meter em tal empreitada, uma certeza: estudos realizados indicam que mesmo o barril chegando a 35 dólares a exploração tende a ser viável e lucrativa, embora, evidentemente, com uma margem de lucro não muito atrativa.
Como, entretanto: a) a cotação de 140 dólares por barril jamais passou de uma mera bolha especulativa, assim como o valor de 40 dólares é algo irreal; b) nenhuma crise dura “ad aeternum”; c) o produto é essencial à alavancagem desenvolvimentista de qualquer nação, desenvolvida ou não; e d) haverá sempre a possibilidade de redução da produção, pela Opep, a fim de obrigar uma elevação da cotação do barril; acreditamos, sim, na tendência de que os preços se estabilizem na faixa entre 60 a 80 dólares, dentro em breve.
Afigura-se-nos, pois, viável a exploração do pré-sal.

José Nilton Mariano Saraiva

Genocídio Homossexual?

A Folha de São Paulo, neste dia 09 de dezembro de 2008 traz uma carta, no “Painel do Leitor” discutindo notícias recentes sobre assassinatos de homossexuais em uma praça de São Paulo, que vêm sendo correntemente investigados pela polícia. Nela, o missivista fala de um “genocídio de homossexuais” que estaria ocorrendo no Brasil. Obviamente, como cristãos e cidadãos ordeiros dessa nação brasileira, somos contra qualquer assassinato. Acreditamos até que a punição corrente para esses crimes seja por demais suave, quando comparada com as determinações bíblicas que especificam a pena de morte para a retirada da vida de pessoas que são formadas à imagem e semelhança de Deus. No entanto, esse rótulo de “genocídio homossexual” é curioso, estranho e intrigante.

O autor da carta e da expressão é um militante da causa homossexual, de presença amiúde nas páginas dos jornais. Com um currículo impressionante, ele é Chefe do Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia; membro da Comissão Nacional de Aids, do Ministério da Saúde (CNAIDS) e do Conselho Nacional de Combate à Discriminação do Ministério da Justiça. Para que não paire a falsa idéia de que ele é prestigiado apenas pelo presente governo, o Sr. Luiz Mott foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Rio Branco pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ele é um dos principais promotores da chamada “lei contra a homofobia” (PLC 122/2006), que tramita no Senado Federal e que já foi alvo de alguns posts neste Blog (veja aqui, aqui e aqui). Promove, também, outras leis semelhantes que estão sendo aprovadas por municípios e estados desse nosso país. Uma das pérolas nauseabundas de sua lavra é um texto no qual coloca em dúvida a historicidade de Jesus, para, a seguir, afirmar que se há qualquer veracidade nos relatos bíblicos, o que sobressai é um Jesus que é sodomita ativo e um apóstolo João como um de seus amantes. Paro por aqui, sem entrar em detalhes mais obscuros e pornográficos de outros textos de sua autoria e promoção. Informo, em adição, que o Luiz Mott tem contestado algumas acusações que tem recebido, em vários blogs, nesta sua página.

Interessa-me, na realidade, analisar a sua expressão e a divulgação freqüente de que atravessamos um “genocídio homossexual” em nosso país. Uma das estatísticas mais utilizadas (faça uma pesquisa no Google) é a de que “a cada três dias um homossexual é assassinado no Brasil” (veja, por exemplo, aqui e aqui). Essa tem sido a principal bandeira para promover o malfadado Projeto de Lei já mencionado, supostamente contra a homofobia. Recentemente, estive em um evento e ouvi um Ministro de Estado repetir essa mesma estatística, sem pestanejar, nem ponderar. A inferência desse número, é que isso retrataria uma brutalidade e ataque intenso aos homossexuais em nosso país. Os gays necessitariam, portanto, da proteção dessa lei contra tal intolerância. Para chegar a esses números, e afirmar que, no Brasil, “tivemos 122 mortes, neste ano, superando o México e os Estados Unidos”, Mott compilou os seus dados através do método duvidoso de referir-se às notícias dos jornais, por inexistência de “estatísticas oficiais”. Segundo Mott, o Brasil atravessa um “homocausto” (trocadilho que procura associar a morte de homossexuais ao Holocausto)!

Repetindo, acredito na lei de Deus e em seus princípios de justiça, bem como na dignidade humana. Repudio, portanto, qualquer tipo de assassinato ou crueldade contra qualquer pessoa. Sobre essas estatísticas e sobre a terminologia que está sendo utilizada, entretanto, pondero o seguinte:

1. Em primeiro lugar, a utilização da expressão “genocídio” é interessante, curiosa e contraditória. A palavra tem a sua origem com o trabalho do judeu polonês, Raphael Lemkin, que protestava as ações dos “atos bárbaros” da Alemanha nazista. Em 1944, ele cunhou o termo em seu livro “O Domínio do Eixo na Europa Ocupada”. Lemkim pegou a palavra grega “genos”, que significa “raça”, “tribo”, “grupo étnico”, unindo-a ao sufixo latino “cidium”, que significa “ato de matar”, “assassinato” – resultando na palavra genocídio, ou seja, o assassinato de uma raça ou de um grupo étnico. Quando um homossexual se refere a assassinatos de homossexuais como sendo “genocídio homossexual”, está atribuindo um determinismo genético ao homossexualismo (equacionando a prática com “raça”, “tribo”, “grupo étnico”). Ocorre que, curiosamente, eles próprios têm se posicionado contra a noção de que existe uma inclinação biológica ou genética à prática. Afinal, uma das grandes bandeiras do movimento gay é sobre “o direito de opção sexual”: ser-se aquilo que se quer ser, em vez de procurar ser aquilo que biologicamente são. Rebelam-se contra a noção de que Deus criou dois sexos, e não três ou quatro. Colocam na pessoa a definição de sua sexualidade, e não no Criador. Pois bem, ao clamar “genocídio”, contradizem-se em sua própria argumentação.

2. Segundo, alguma coisa está sendo perdida nessa estatística. A cada ano, 50.000 brasileiros são assassinados, o que dá 138 brasileiros por dia, ou 414 a cada três dias. Se a questão é que “um homossexual é assassinado a cada três dias”, isso dá 1 a cada 414 pessoas. Ou seja, 0,25% dos assassinatos totais.

3. Ocorre que “… o movimento gay declara que o número de homossexuais na população brasileira atinge o percentual de 10%…”. Juntando essas duas afirmações, se verídicas (procedem, ambas dos grupos gays) chega-se à conclusão que morrem menos homossexuais do que o restante da população (414 x 10% = 41). Isto é, morrem 40 vezes menos homossexuais do que heterossexuais. De acordo com essas estatísticas distorcidas, a melhor forma de escapar com vida, no Brasil, é virar gay.

4. A questão, que essa discussão evita, é que mata-se indiscriminadamente no Brasil e isso não é restrito a um segmento ou grupo em particular. É verdade que falar genericamente dos assassinatos, da falta de lei, da violência contra os cidadãos, não “dá mídia” nem impressiona tanto, quanto as estatísticas do Mott. Por exemplo, o movimento Rio de Paz fez recente manifestação nas praias cariocas apontando a cruel estatística de que somente nos últimos dois anos, na cidade do Rio, há o registro de 9.000 desaparecidos. Destes, 6.300 foram presumidamente assassinados e nunca retornarão aos lares. Vários desses foram mortos com requintes de crueldade, no chamado “micro-ondas”, onde as pessoas condenadas a morrer são colocadas em pneus nos quais toca-se fogo, carbonizando a vítima. Esse “crematório individual”, praticamente impede a identificação dos restos mortais. Isso é um arremedo tropicalizado, mais sofisticado e mais cruel, daquilo que a gang de Winnie Mandela, na África do Sul (conhecida como Mandela Football Club) praticava contra os desafetos (lá, era um pneu, só, em chamas, colocado ao redor do pescoço), nas décadas de 70/80. Antônio Carlos Costa (líder do Rio de Paz) aponta que se fez um escarcéu enorme com 138 ativistas políticos que desapareceram na época do regime militar, mas ninguém aparenta dar a mínima com esses desaparecidos e essa matança indiscriminada de agora.

5. É curioso, portanto, que um grupo específico, manipule dados e formule estatísticas enganosas. É intrigante, que na contabilidade do Sr. Mott, homossexuais só morrem – eles não matam. É surpreendente como realidades são ignoradas, como no caso desses assassinatos mencionados no início deste texto, no Parque dos Paturis, em Carapicuíba ninguém aponta que o principal suspeito, preso em 10 de dezembro de 2008, um ex-PM, aparenta ser igualmente homossexual. Ele procurava encontros naquela localidade (uma das testemunhas informou que esteve com ele em um motel, nas vizinhanças). A mídia Esquece que os “ativos” são igualmente homossexuais. E assim, com essas frases e “estatísticas” de efeito, contando com apoio e projeção governamental, os gays e simpatizantes procuram impor uma lei da mordaça heterofóbica, sob o suposto manto de uma pretensa proteção à violência social que impera em nossas plagas; quando a violência não enxerga cor, raça ou sexo. Pior, ainda, é que essa lei é voltada contra as convicções e liberdades religiosas; contra princípios de acato à instituição da família, em vez de contra criminosos de verdade e assassinos de fato.

A triste realidade é a de que o governo tem abdicado de suas responsabilidades de proteção à vida, como sendo a prioridade número um de suas funções. Sofrer violência não é característica de um grupo específico, mas é conseqüência da impunidade e da omissão do estado. Provavelmente deveríamos formar um grupo: os OHEBÓrfãos Heterossexuais do Estado Brasileiro. Quem sabe conseguimos promulgar uma lei que nos proteja?

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autor: Solano Portela
Fonte http://tempora-mores.blogspot.com/

Por: João Paulo Fernandes

Encontro dos Participantes dos Blogs do Cariri em Janeiro através de uma Oficina de Escrita Literária.

Confraternização e Cultura

Estaremos organizando um encontro ( uma reunão ) entre as pessoas que fazem parte dos Blogs do Cariri, de 12 a 17 de janeiro em Crato, principalmente do Blog do Crato e CaririCult que se interessam por Literatura. Todos os Escritores, Poetas, Comentaristas estão convidados. Nesse sentido, é que a nossa grande amiga Socorro Moreira organizou para esse encontro, uma forma de nos aperfeiçoarmos na escrita de textos, ampliando nosso conhecimento, através de uma Oficina de Produção Literária que repasso os detalhes para todos, de como participar:

Oficina de Criação Literária de 12 a 17 de janeiro.
Aos amigos e colaboradores dos blogs : Cariricult e Blog do Crato, e outros.
Vagas limitadas : 20

Oficina da Escrita

Uma Oficina da Escrita, que podemos denominar igualmente de Oficina de Criação Literária, pode também ser chamada de laboratório de produção criativa de textos – um espaço de experimentação do pensamento criativo na escrita., e, por extensão, na linguagem literária. O nosso programa tem o objetivo de despertar e orientar o exercício da escrita poética e da narrativa, através da prática sistemática da escrita-leitura em grupo-reescrita. Os encontros são em grupo, durante uma semana, sob a coordenação e supervisão de um professor-orientador.

No decorrer do curso, o aluno experimenta sua capacidade de escrever com criatividade, reencontra a capacidade de imaginar, enquanto constrói uma intimidade com a palavra e a confiança de enfrentar o papel em branco. A frase habitual “Não tenho o que escrever”, vai sendo substituída pela surpresa de ver seus textos acontecendo um atrás do outro, surpreendentemente, prazerosamente, sem os bloqueios costumeiros.

Estabelecida essa amizade com a escrita, aprofundamos então o processo de construção da linguagem propriamente dita, a partir das operações poéticas, chegando até os elementos fundamentais da narrativa aplicados à crônica e ao conto. Nesse momento, o exercício da crítica passa a acompanhar as leituras dos textos, com o rigor devido a uma boa redação (clareza, originalidade, riqueza de vocabulário, coesão, gramática, ortografia, ritmo, etc), porém administrado de modo a se respeitar o desenvolvendo do processo criativo.

A experimentação com texto proporciona resultados muito rápidos quanto ao desbloqueio do medo de escrever, que vêm habitualmente ligados aos tabus culturais que não prevêem a expressão individual, nem tampouco o nascimento da voz singular de cada um de nós. Observamos também, e na mesma medida, um imediato interesse pela leitura de outros autores, assim como uma curiosidade legítima com as questões de gramática ,ortografia , e outros aspectos formais da escrita, até então evitados ou mesmo ignorados. Finalmente, podemos afirmar que todo o mecanismo envolvido no sistema do idioma, nesse modo de trabalhar a escrita, se ressuscita, abrindo caminho para o grande prazer de manejar bem as palavras na descoberta de novos mundos.

OBJETIVOS

* Viver experiências propiciadoras do prazer da escrita.
* Trabalhar uma grande variedade de tipos de texto.
* Melhorar a expressão escrita no plano das convenções gráficas e no plano das regras sintáticas, semânticas e pragmáticas.
* Praticar processos e mecanismos de textualização progressivamente mais complexos.
* Divulgar os textos produzidos em documentos que circulem, sob diferentes formas, de modo a que venham a ser lidos por leitores interessados.

O QUE IREMOS VER:

Textualidade – Diálogo entre textos

PROSA: Textos: Narrativo, Descritivo e Dissertativo.
Crônica
Conto X Romance
Fábula
Texto Jornalístico – Editorial
Prosa Poética
Resumo X Resenha

POESIA:

Verso, Rima, Estrofes, Sílabas Métricas
Ritmo, Versos livres
Trovas
Haikai
Novos Estilos: Duplix, Rondel (e o mote), Indriso

PARTICULARIDADES DA LÍNGUA

Uso do Infinitivo
Porque, por que, porquê, por quê
Uso da vírgula
Reforma ortográfica

LINGUAGEM SUBJETIVA

*Exercícios de Criação Literária

Professora Claude Bloc
Janeiro de 2008
Crato – CE
Período : 12 a 17.01.09
Carga Horária : 20 h
Horário : das 15 às 18 h
Local : URCA

Programação :

12.01.09 – Palestra de Abertura – José do Vale Pinheiro Feitosa – 14 h
12 a 17.01.09 – Oficina da Escrita – Instrutora – Claude Bloc – das 15 às 18 h
17.01.09 – Encerramento – Emerson Monteiro – 18 h.

Ficha de inscrição:
Nome
Endereço e telefone
Atividades profissionais

Pagamento da Inscrição : Através de depósito

BRADESCO:
Agência: 0771-4
Conta Corrente: 10.558-9
Depósito identificado.
valor : 50,00

Maiores informações :
Telefones de Socorro Moreira : 35232867 ou 88089685

Manifeste seu desejo de participar do encontro e Oficina de Criação Literária através de comentários ou por telefone para os números acima, já que as vagas são limitadas.

Por: Socorro Moreira e Dihelson Mendonça
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Frase do dia

Não existe um caminho
para a felicidade.
A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi

Algumas considerações sobre o Geopark Araripe (final)

GEOPARK: encontro da ciência com os ritos, mitos e lendas do Homem-Cariri
por Armando Lopes Rafael (*)
A tradição oral do Cariri
Existe na cidade de Nova Olinda uma ONG denominada Fundação Casa Grande-Memorial Homem-Cariri. Criada em 1992, a partir da restauração da Casa Grande da Fazenda Tapera, que foi construída em 1717 no lugar da aldeia dos índios Cariús-Cariris – onde hoje está Nova Olinda – esta ONG faz um trabalho de preservação das lendas e mitos que contam a história do Homem-Cariri. A Fundação Casa Grande tornou-se uma escola de gestão cultural que tem como missão educar crianças e jovens através dos programas de Memória, Comunicação, Artes e Turismo. Ela divulga fatos guardados e transmitidos oralmente, através dos tempos, pelas populações nativas. São narrações onde se misturam fatos reais e históricos, formando acontecimentos enriquecidos pela fantasia. Essas lendas procuram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Os mitos, segundo o diretor da Fundação Casa Grande, Alembergue Quindins, são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Persiste, no imaginário das camadas mais simples da população caririense, o que acontecia com os povos da antigüidade. Aqueles não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de definições científicas. Por isso criavam mitos, com o objetivo de dar sentido às coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos, defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturavam com fatos da realidade, para dar sentido à vida e ao mundo.
O Cariri é pródigo dessas narrativas, conservadas no imaginário de sua gente. Abaixo falaremos de duas tradições caririenses: uma imaginária (A Pedra da Batateira), outra real (A imagem da Mãe do Belo Amor), ambas entrelaçadas, constituindo-se, ao mesmo tempo, imaginárias e reais.

A lenda da Pedra da Batateira
Rosemberg Cariri (*)

“A Mãe do Belo Amor”, foto de Jackson Bantim

((*) Cineasta. O texto acima foi extraído do livro “Eu Sou a Mãe do Belo Amor”, do Padre Antônio Vieira, publicado pela IOCE, Imprensa Oficial do Ceará. Fortaleza, 1988.)

Não é grande a distância que vai da lenda à História, do mito à realidade. Ambos se mesclam na confluência dos mesmos fatos e circunstâncias, apenas com as variantes definidoras da rotas trilhadas. O mito completa a História, e esta explicita aquele.
Lendo os originais do livro do Padre Antônio Vieira, “Eu Sou a Mãe do Belo Amor”, acudiu-me à lembrança as estórias ouvidas, ainda na infância, sobre a lenda da Pedra da Batateira, e mais tarde se me aguçou a curiosidade de realizar pesquisas para aprofundamento da temática, por ser, sem dúvida, de alta relevância histórica e sociológica.
Através de muitas crônicas históricas, sabe-se que os índios da chamada, Nação Cariri (Kariri ou Quiriri), os primitivos habitantes do Vale do Cariri e dos sertões nordestinos, do Rio São Francisco à Serra da Borborema, segundo versão de Capistrano de Abreu, provieram de “um lago encantado”, provavelmente do Amazonas ou Tocantins, sendo expulsos dessa região como do litoral pelos Tupinambás e Tupiniquins.
Como se vê, a água era predominante na cultura desses silvícolas. Era tradição serem de uma bravura e ferocidade estupenda, e como símbolo e troféu dos seus feitos épicos e homéricos, se ornamentavam com dentes de tubarão, jacaré e onça.
Os colonizadores, na sua gana predatória de domínio dos campos de criação de gado, tentaram eliminá-los nas chamadas “guerras justas”, cujos embates se alongaram de 1683 a 1713, nos cruentos e desumanos combates, conhecidos historicamente como “Confederação dos Cariris” ou a “Guerra dos Bárbaros”. E os conquistadores só conseguiram dominá-los e massacrá-los, graças ao esforço ponderável dos bandeirantes paulistas, em gente, armas e municiamento. Foi uma guerra de extermínio, autêntico genocídio, como se costumava realizar à revelia da lei e dos princípios éticos e humanitários, nas novas terras descobertas.
Os remanescentes da tribo dos índios Cariris, alocados no Vale Caririense, trouxeram codificada, na sua sensibilidade, intuição e memória, a evocação da imensa Bacia Amazônica, das suas enchentes devastadoras, e não foi difícil à sua fértil imaginação idealizar que todo o Vale Caririense fosse um mar subterrâneo, com imenso caudal represado pela Pedra da Batateira; e precisamente onde hoje está situada a Matriz de Crato fosse a cama da baleia ou “Iara”, a Mãe das Águas, e que, um dia, a Pedra da Batateira rolaria, e todo o Vale Caririense seria inundado, e ninguém conseguiria sobreviver.
Os primeiros missionários que catequizaram os índios Cariris, no primeiro quartel do século XVIII, deixaram como lembrança uma imagem de Nossa Senhora, esculpida em madeira, com 40 centímetros de altura, tendo o Menino Jesus nos braços, a quem deram o nome de “Mãe do Belo Amor”, para atenuar os temores fatídicos da lenda e substituir os maus presságios da “Mãe das Águas” pela proteção carinhosa e afetiva da “Mãe do Belo Amor”. E a imagem foi colocada exatamente sobre uma pedra do Rio Granjeiro, debaixo de um nicho de palha. Quando da instalação da Paróquia, mais tarde, a imagem passou a ser venerada com a invocação de Nossa Senhora da Penha, por duas circunstâncias históricas: o fato de ela ter sido colocada sobre uma rocha, e de que os capuchinhos que construíram a capela de palha, onde se encontra a Igreja-Catedral, eram de origem francesa, donde a singularidade da denominação de “Nossa Senhora da Penha de França”.
Outra versão lendária é a de que os índios vencidos, em lutas anteriores, haviam “encantado” (tampado) a grande nascente da Chapada do Araripe com a Pedra da Batateira, e que as águas acumuladas, no subsolo, acolhiam uma serpente sagrada, que faria deslocar a pedra, e todo o Vale do Cariri seria inundado, e que os índios Cariris voltariam a ser uma nação livre, senhores do mar, viveriam na paz e tranqüilidade de um Paraíso.
A lenda ultrapassou as fronteiras do Cariri, e o cineasta Hermano Penna sustenta a tese de que Antônio Conselheiro, quando se separou de Joana Imaginária, vagava pelos sertões cearenses, tendo trabalhado nos engenhos de rapadura do Cariri, onde certamente colheu os elementos lendários da Pedra da Batateira. Tempos depois, o Conselheiro, seguido pelo grupo de camponeses espoliados dos latifúndios, pregava em pleno sertão adusto da Bahia “que o sertão ia virar mar”. E a profecia se cumpriu. Canudos hoje está coberto pelas águas, e a barragem de Sobradinho e Itaparica cobriram meio mundo.
Fato curioso é que os índios Cariris de Mirandela e Saco do Morcego, catequizados pelos capuchinhos, contribuíram com 300 caboclos flecheiros na defesa da cidadela do Império do Belo-Monte: Canudos.
O mito ainda hoje persiste na memória e imaginação do povo, mesclando-se com outras variantes, de tal forma que muita gente adventícia da Paraíba e Pernambuco, de descendência dos índios Cariris, residente em Juazeiro, recusa-se a morar em Crato, temendo a vingança da Pedra da Batateira.
Padre Cícero Romão Batista, filho de Crato, certamente, na infância, deve ter guardado estórias ouvidas que o induziram a desenvolver, mais tarde, como sacerdote, o culto a Nossa Senhora com a invocação de Mãe das Dores.
Por isso é que o poeta João Cristo-Rei, com ares de profeta, anuncia que, quando se sucederem esses fatos lendários:

“Juazeiro fica trancado e seguro
Cercado de muro sem contradição,
Seu grande mistério se estende e cresce
E nisto aparece o Rio Jordão”

Sempre a força mítica da lenda das águas. E este novo tempo, preconizado pelo poeta, tem a mesma visão do profeta Isaías “com uma nova era de mel e fartura, quando pedra será pão, e o mundo viverá do Belo Amor entre os homens”.
É certo o que diz a sabedoria multissecular da gente simples: “Deus fala pela boca do povo”.
Pesquisas científicas atestam, que há milhões de anos, todo o Ceará, que é murado pelos contrafortes das serras, já foi mar, e um cataclismo telúrico determinou a depressão geológica de que temos o documento sedimentário dos fósseis encontrados no sopé da Chapada do Araripe, e as marcas da erosão nas rochas graníticas e faldas das montanhas, ao embate das ondas revoltas do mar.
Podemos concluir parafraseando Shakespeare: “O povo sabe muito mais do que a nossa vã filosofia”.

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(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris” de Salvador (BA).

Humorista "Luana do Crato" recebe Homenagens


LUANA DO CRATO RECEBEU HOMENAGEM DA PRIMEIRA DAMA DO CRATO.
NESTE ÚLTIMO DOMINGO NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ, A PRIMEIRA DAMA DO CRATO MÔNICA ARARIPE, SUPREENDEU A TODOS QUE ESTAVAM PRESTIGIANDO O SHOW DA LUANA DO CRATO, COM UMA HOMENAGEM QUE EMOCIONOU A TODOS PRESENTES, A PRIMEIRA DAMA ENTREGOU UM BUQUE DE FLORES E UM TROFÉU ARTISTICO SIMBOLIZANDO A ARTE E A CULTURA DO NOSSO MUNICÍPIO, MÔNICA ARARIPE, DESTACOU O VALOR E AMOR QUE O HUMORISTA TEM PELA SUA TERRA NATAL LEVANDO O NOME DO CRATO POR ONDE PASSA, COM SUA ALEGRIA E SEU ALTO ASTRAL E SUA MANEIRA DIVERTIDA DE FAZER HUMOR, O CHEFE DE GABINTE, DR CICERO FRANÇA, REPRESENTAVA O PREFEITO SAMUEL ARARIPE, PARABENIZOU E DISSE QUE O CRATO ESTAVA EM FESTA COM A VITORIA DA LUANA DO CRATO. LUCIANO LOPES FICOU EM SEGUNDO LUGAR NO 5 FESTIVAL DE PIADAS NO SHOW DO TOM E GANHOU O TROFÉU DOS MELHORES DO ANO 2008, O PROGRAMA DA FESTA DA RECORD SERÁ TRANSMITIDA NO SABADO COM APRESENTAÇÃO DE TOM CAVALCANTE E ANA HICKMAN.

MISS E MISTER CRATO 2009 SÃO ACLAMADOS

O PRODUTOR DE EVENTOS, ANDRÉ LACERDA, ACLAMAOU A ESTUDANTE, PRISCILA NELICE NOGUEIRA DE MORAES, FILHA DE MARIA VALDETE NOGUEIRA DE SOUSA E DO VEREADOR DEDE DA GRANJA, NELICE FOI ACLAMADA COMO MISS CRATO 2009 ELA É ESTUDANTE SECUNDARISTA E SONHA EM SER UMA EMPRESARIA BEM SUCEDIDA,JÁ O UNIVERSITÁRIO, YURY GUEDES, FILHO DE ANTONIA MARQUES DE OLIVEIRA E HUMBERTO GUEDES, FOI ACLAMADO COMO MISTER CRATO 2009,ATUALMENTE YURY É PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FISICA E SONHA EM SER UM GRANDE PERSONAL TRAINNER, OS DOIS DISPUTARÃO O MISS E MISTER CARIRI 2009, ANDRÉ LACERDA ACREDITA QUE OS CANDIDATOS SE SAIRÃO BEM NOS CONCURSOS, JA QUE OS DOIS TEM UMA BELEZA BIOTIPICA DE NOSSA REGIÃO, A ACLAMAÇÃO FOI REALIZADA NO TATRO RACHEL DE QUEIROZ, COM AS PRESENÇAS DA PRIMEIRA DAMA MÔNICA ARARIPE, LUANA DO CRATO, DR. CICERO FRANÇA, DIVANE CABRAL ENTRE O PÚBLICO PRESENTE.

Artigo enviado por Mônica Araripe
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Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

Olá, amigos do Blog do Crato. Hoje, Natal, 25 de Dezembro. O tempo amanheceu dourado, lindo…Um grande amigo nosso, Carlos Drummond de Andrade, resolveu falar conosco sobre o Natal e através dos laços da imortalidade nos enviou esse excelente artigo sobre o Natal, que eu faço questão de publicar aqui no nosso Blog:

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível. A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã. O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Carlos Drummond de Andrade
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Crise econômica


Petróleo sofre sua nona queda consecutiva em Nova York
O barril do Brent negociado em Londres caiu a 36,20 dólares, seu menor valor desde 13 de julho de 2004

Os preços do petróleo caíram novamente nesta quarta-feira em Nova York, pela nona sessão consecutiva, acentuando as perdas no final do pregão na véspera do Natal, após o anúncio de um aumento dos estoques de gasolina e derivados nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (“light sweet crude”) para entrega em fevereiro fechou a 35,35 dólares, em queda de 3,63 dólares em relação à terça-feira.

O barril do Brent negociado em Londres caiu a 36,20 dólares, seu menor valor desde 13 de julho de 2004. “O mercado continuará pressionando os preços para baixo até que algo concreto o detenha, como uma escassez física de petróleo”, estimou Ellis Eckland, analista independente. Os preços do petróleo abriram em clara baixa e mantiveram esta tendência ao longo da sessão, mas a queda foi acentuada no final, apesar da certa estabilidade nas reservas semanais nos Estados Unidos, segundo Eckland.

Os estoques de gasolina subiram em 3,3 milhões de barris, a 207,3 mb, superando a alta esperada de um milhão de barris. As reservas de produtos destilados (diesel e combustível de calefação) aumentaram em 1,8 milhão de barris, alcançando 135,3 mb, quando os analistas previam a estabilidade.

Já as reservas de petróleo caíram em 3,1 milhões de barris, a 318,2 mb, na semana concluída em 19 de dezembro, o que surpreendeu os analistas, que previam uma alta de 200 mil barris. Mas os números do consumo das últimas quatro semanas revelam uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, confirmando a queda livre na demanda. O consumo de gasolina caiu 2,7% e o de produtos destilados, 5,1%.

Algumas considerações sobre o Geopark Araripe (2ª Parte)

GEOPARK:
encontro da ciência com os ritos, mitos e lendas do Homem-Cariri
por Armando Lopes Rafael (*)

As romarias ao Padre Cícero (um santo não-oficial da Igreja Católica), feitas por populações sertanejas que acorrem, em certas datas do ano, a Juazeiro do Norte são outro forte componente da cultura regional. (Na foto ao lado a Procissão da Romaria das Candeias) Essas romarias começaram a acontecer no final do século XIX, por conta da fama de santidade e de “milagreiro” atribuída ao Padre Cícero. Ao longo do seu processo evolutivo, elas incorporaram e conservam até hoje alguns rituais, praticados nas três fases da peregrinação: a viagem, a chegada e o retorno do romeiro. O principal componente é de caráter religioso: participação nas missas e procissões; confissão dos pecados e a comunhão reparadora; visita aos lugares considerados sagrados pelo romeiro– Capela de N.Sra. do Perpétuo Socorro (onde está sepultado o Padre Cícero), Santuário da Mãe das Dores, igrejas de São Francisco e do Sagrado Coração de Jesus. Também é considerado um local sagrado pelos romeiros a colina do Horto (onde ficam a grande estátua do Padre Cícero e a pedra do “Santo Sepulcro”), visita obrigatória aos que vêm renovar sua fé na cidade-santuário.
Por outro lado, o sagrado convive com o profano. Os romeiros executam uma coreografia, não ensaiada, com chapéus de palha na cabeça e rosários no pescoço. Soltam fogos. Assistem ás exibições das rabecas na Dança de São Gonçalo. Compram, no comércio e nas feiras ao ar livre, imagens de santos, peças artesanais, remédios fitoterápicos e produtos alimentícios, típicos do Cariri, como a rapadura e a “batida” (ambas subprodutos da cana-de-açúcar), doces de buriti, dentre outros.
Como bem definiu o escritor Gilmar de Carvalho: Diante de tanta fé e de tanta festa, que diferença faz que ele (Padre Cícero) seja ou não santo oficial? Poderá haver maior homenagem do que essa canonização espontânea, essa devoção que cresce, cada vez mais, essa cidade que transborda alegria, bodejando salmos, esperando sinais, na atualização desse momento maior que é epifânico, encontro do homem com o divino?

A URCA, ao longo dos seus 20 anos de existência, não se manteve estanque ou isolada das comunidades localizadas no território da sua atuação. A Universidade sempre procurou compartilhar com a sociedade os conhecimentos produzidos na Academia. Para tanto, promoveu simpósios, seminários e palestras. Firmou convênios e realizou pesquisas. E até mesmo quando seu Conselho Universitário outorgou a alguma personalidade o título de Professor Honoris Causa, fê-lo sempre em reconhecimento à contribuição que o homenageado deu para o conhecimento e divulgação do homem e do meio nordestino.
No caso específico do Geopark Nacional do Araripe, uma das preocupações da URCA tem sido o resgate da herança e o redescobrimento do elemento nativo, oriundo da etnia Cariri. Sabe-se que a contribuição indígena foi – e continua sendo – importantíssima para a variegada composição das ricas manifestações populares da região.

O homem da Chapada do Araripe (foto abaixo à direita ) é vinculado umbilicalmente a sua terra, semelhante a uma árvore, cujas raízes sugam do chão os nutrientes para viver.
É obrigação de a Universidade divulgar essa profunda ligação homem-terra, o que, aliás, já vem sendo feito. Urge difundir os saberes e fazeres do Homem-Cariri. Aprender seu conhecimento sobre a flora, o processo da escolha da melhor fibra para a produção de peças artesanais – como a peneira e a urupema – e conhecer o barro utilizado para produzir o melhor pote.

Resgatar as atividades das Casas de Farinha, locais onde os operários entoam canções plangentes, em meio ao trabalho das “raspadeiras” e dos “puxadores” de roda. Outras atividades do homem caririense estão a merecer esse resgate, como o vaqueiro da Chapada, os cortadores da pedra laminada de calcário, os produtores do carvão da serra…

Ritos, mitos e lendas
Na história primeva do Vale do Cariri, ganhou destaque uma cachoeira – localizada no município de Missão Velha – que era apresentada como um lugar misterioso e sagrado para os primeiros habitantes do Vale: os índios Cariris. Estes, naquele aprazível sítio, interagiam com a natureza. Na cachoeira existe a Pedra da Glória, donde, ainda hoje, a voz humana é projetada com sons metálicos. Dizem que essa pedra era o local escolhido pelos silvícolas para suas cerimônias místicas.
O imaginário popular conservou muitas lendas, a partir da Cachoeira de Missão Velha (foto abaixo à direita) Falava-se na existência de passagens subterrâneas que, partindo do local, levariam a castelos encantados, cheios de tesouros. Traços da cultura da Península Ibérica? Na realidade, um contraste com o estado de penúria de parte da população que vivia e vive marginalizada do exercício da cidadania. Nos dias atuais, esta Cachoeira virou local para encontros dos adeptos do Candomblé, religião introduzida no Brasil pelos escravos negros, e que vem crescendo, ultimamente, até nas pequenas cidades do interior brasileiro. Esta outra realidade do presente, da qual o Cariri não pode fugir.

Quem sabe, vem daí esta interação – que perdura até os dias de hoje – entre o Homem-Cariri e a terra que lhe serve de habitat. Dotada de belas paisagens – emolduradas pela Serra do Araripe – a Região do Cariri é muito mais do que um vale fértil, privilegiado de águas abundantes, onde predomina o verde das matas e dos canaviais. Aqui foi plasmada uma cultura sui generis, formada por duas correntes. A primeira é remanescente das manifestações culturais dos índios Cariris. A segunda, que se fundiu com a primeira, teve origem na Península Ibérica e foi trazida pelo colonizador branco. Desta última conservamos as festas do Pau da Bandeira, que abrem as novenas dos padroeiros das cidades do Cariri. Uma coisa uniu essas duas correntes: a simbiose com a terra, que influenciou e modificou os costumes importados.
(continua)

(*) Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris” de Salvador (BA).

UM ANO NOVO ENTRE NÓS

Desejo a todos que o ano de 2009 seja realizado como tempo por nós realizado. Mesmo que nossos interesses não sejam os mesmos, mesmo que divergentes, espero que a cada um lhe caiba a parcela de realizações necessárias ao aprendizado e à sabedoria geral.

Aproveito para lhes oferecer um presente especial: estarei ausente do blog pelos próximos 40 dias. Em fevereiro nos reencontraremos nestas setas que cruzam o éter entre o nordeste e sudeste do país.

Sol, Lua – (Diálogo nos bastidores) – Socorro Moreira X Claude Bloc

Nos bastidores, quando se comenta algum trabalho aqui postado, surge, muitas vezes, a oportunidade de um diálogo entre textos. Isto acontece no exato momento em que a sintonia se estabelece e provoca uma imersão em pensamentos confluentes… Quando a imaginação encontra a percepção da idéia. Quando a palavra salta e se apropria da página. Quando a alma é provocada e interage. Quando o sentimento converge…
.
Poema original em preto por Socorro Moreira / Duplix em azul por Claude Bloc:

Encontros
nos claros e escuros do tempo …
Encontros
nas extensões mentais
nas diagramações da alma…

Acontece
sempre de repente
o fluxo (contínuo) de imagens,
na corrente da mente
Acontece
no sonho , na esquina ,
num ponto de chegada ou de partida …
Música , cheiro , fotografia
a consciência da ausência
das afinidades,
Reencontros …
Até com o desconhecido
gestual e linguagem
que a alma identifica.

Um momento novo
sentimento antigo
ansiedade, vetor temporal
emoção crescente
fogo que abrasa
luz incandescente
nascendo e morrendo …
Sol, lua
Noite e dia !

Lendo você , encontro-me comigo !

"White Christmas"


White Christmas
Bing Crosby

“I’m dreaming of a white Christmas

Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
I’m dreaming of a white Christmas
With every Christmas card I write
May your days be merry and bright
And may all
Your Christmases be white
I’m dreaming of a white Christmas
Just like the ones I used to know
Where the tree tops glisten
And children listen
To hear sleigh bells in the snow
I’m dreaming of a white Christmas
With every Christmas card
I write May your days be merry and bright
And may all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases
May all your Christmases be white
I’m dreaming of a white
Christmas with you
Jingle Bells
All the way, all the way “

Meu filho dorme, como um recém-nascido.

(Estou vivendo o mais quieto Natal da minha vida).

Não espero Papai Noel

Ele chega
com um saco de surpresas
em minha vida ,
todos os dias …
As vezes …
Com uns versos do Barroso
Uma poesia do Sávio
Um conto do Zé Flávio,
Uma discursão filosófica Do Vale
Um episódio histórico do Armando , Rafael
Um comentário musical do Dihelson
Uma foto do Pachelly
Um poema do Leonel , do Bernardes
Um delicioso texto do Lupeu …
Uma lição de vida do Emerson
Os textos dos amigos do blogdocrato
Um toque mágico da Claude …

Não seriam

Salatiel e o Dihelson
o nosso Papai Noel ?

Natal é dia de reflexão

Amor, solidariedade ,
paz e compaixão …
Em pauta …
Programação de vida
-Nosso dia a dia
Escolhemos a arte
- Filosofia de vida
Escolhemos a amizade
- Lar e aconchego
Escolhemos o encontro
- Humor e brincadeira
Escolhemos – nos …
- Eternos parceiros !

Quando eu era pequena , ouvíamos nesta noite , Bing Crosby ( era a música preferida do meu pai). Passeávamos antes de dormir ,na Rua Santos Dumont , Bárbara de Alencar e Dr. João Pessoa. Iluminadas , ofereciam opções de presentes , distribuidos em bancas , montadas caprichosamente. Calungas, bolas coloridas , brinquedos de celulose , em miniaturas … Preços módicos , acessíveis. Em casa , uma galinha ou peru caipiras , assados no forno do fogão à lenha , nos esperavam , acompanhados de uma farofa dos miúdos. Algumas guloseimas entravam no cardápio , naquela noite : biscoito e guaraná champagne , passas , castanhas do Pará , nozes, bolos caseiros ( não conhecíamos o panetone). Depois do passeio e ceia , os adultos nos faziam dormir , e compareciam à missa do galo . Na madrugada , sorrateiramente , colocavam os nossos presentes , no pé da nossa cama. De manhãzinha, as calçadas ficavam repletas de meninos felizes, exibindo patinetes, bonecas, velocípedes e bicicletas.

Minha mãe tinha o carinho de fazer camisolas novas pra gente usar naquela noite. Receberíamos a visita importante de um anjo , representante do povo lá de cima.
Já tínhamos feito o enxoval do Menino Deus , em orações, durante todo o mês de dezembro.
Quando pequena, lá na Fazenda do Piauí, minha avó , arranjava pequenos buquês de flores silvestres , amarrava-os com fitinhas , e lhes presenteavam … a ela e a todos da família.
Fomos acostumados a esses pequenos mimos. Presentes não custam caro. Os mais belos são impagáveis. Os verdadeiros são gratuitos … A gente deseja uns aos outros um Natal de paz e amor. Esse ano eu consegui… Na quietude da minha casa , vou dormir feliz !
Declaro em voz firme , e bem baixinho : Eu amo os meus amigos !

- A todos, a minha paz !

Socorro Moreira

Melhores dias para o Crato

Pedro Esmeraldo

A maior glória é ser filho do Crato, berço da liberdade desta província, pátria dos primeiros soldados da Independência, que conquistaram a liberdade, às custas do seu sangue e sacrifício, não só para si, mas para as províncias do Piauí e do Maranhão. Do Crato, surgiu o primeiro brado pela liberdade: a Confederação do Equador. Por isso são chamados seus filhos Espartanos do Norte. Essas palavras foram pronunciadas pelo Pe. Alexandre Francisco Ceberlon Verdeixa, durante uma sessão da Assembléia Provincial, em Fortaleza, em 1848.
Hoje a maioria dos cratenses não segue esse exemplo do passado, permanece um pouco acomodada. Não reage diante das dificuldades dos insultos provocados constantemente pelos seus algozes. Vez por outra, aparecem de mansinho, pessoas interessadas em levar o patrimônio para outras localidades, sucateando sorrateiramente, sempre imitando o gato: dando tapa e escondendo a unha. São astuciosos, provocam vexames, o que é preciso tomar cuidado de suas posições, defensores de sua região. Isso não passa de artimanhas perigosas. Adquirem o que desejam e levam para si todo o progresso evolutivo adquirido pelo Crato através dos anos.
Lembramos aos cratenses que estejam de olhos abertos, não vacilem, lutem até o fim, pois afirmamos que para tudo que se consegue é preciso ser limitado, trazendo conforme a conveniência necessária. Temos que tomar cuidados, para não cairmos numa armadilha. Lembramos a vinda da Escola Ciências Agrárias; pois recordamos o dito popular: quem tem os olhos fundos começa a chorar cedo, para não acontecer o pior, uma vez que há dúvida da vinda dessa unidade para o nosso meio.
Se não nos falha a memória, recapitulamos os fatos ardilosos da vinda da Universidade Federal do Ceará que seria instalada em Crato, com equilíbrio igualitário para o Cariri. Infelizmente aconteceu o contrário, arrebataram-na para si, nas caladas da noite, sob artífice de alguns cratenses, alegaram que o Crato não tinha representação política para se defender.
Felizmente, houve revolta no seio da população, alguns não se conformaram, e reagiram com repúdio a essa medida arbitrária e o povo ficou atônito sem saber o que fazer. Até hoje as autoridades permanecem ainda arredias, sem nenhum movimento para esboçar uma reação digna, à altura do Crato. Por isso, estamos lembrando para não se deixar enganar pelas diabruras das pessoas vaidosas e sonegadoras do progresso. Todos merecem um lugar ao sol.
Novamente, relembrando os erros do Prefeito Municipal em escolher erroneamente seus assessores. É preciso tomar cuidado para saber selecionar as pessoas certas em lugar certo. Não devemos colocar em cargos de confiança, pessoas que não sejam qualificadas para exercer um trabalho consciente, eficaz, e não sem entender patavina do assunto.
Sabemos da capacidade de trabalho do gestor. Gosta do Crato e é dedicado ao bom andamento da sua gestão. Acreditamos que poderá fazer boas escolhas no seu quadro de auxiliares e que venha a favorecer com pessoas capacitadas e que tenham amor ao trabalho. Pessoas que contribuam para o município nos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais. Na escolha de uma boa assessoria está o segredo de efetuar uma administração de qualidade. Seja coerente, tenha calma, não caia nas lábias desses algozes que nada fazem a não ser atrapalhar o bom desempenho administrativo.

OBS.: Postagem a pedido de seu autor, com a permissão dos responsáveis pelo “blog”.

Círculo

Clique na foto e leia a poesia.

Grato!

PAPAI NOEL NÃO É PAPAI NOEL ???

“O Papai Noel como conhecemos, de roupa vermelha, sacola nas costas e barba branca, é, na verdade, uma modificação moderna da figura do ‘bom velhinho’ original. Inspirador do Papai Noel, São Nicolas era um homem simples, dedicado à religião, que nasceu em 280, na cidade de Patara, na Ásia menor (hoje Turquia). Mitos e verdades se misturam na história desse bispo que se tornou santo. Quando seus pais morreram, ele distribuiu a herança entre os pobres, o que o tornou conhecido na região.
Também ficou famoso por ter ajudado a família de um nobre que entrou em falência. Seus credores queriam, além de todos seus bens, a mão das três filhas em casamento. Sabendo que elas sofreriam agressões e escravidão, o nobre entrou em desespero, pois não tinha dinheiro para o dote que faria suas filhas se casarem mais cedo. Conhecendo o dilema do nobre, Nicolas jogou um saco de ouro em seu quintal. E fez isso com as duas outras filhas. Descoberto, o bispo fez o nobre jurar que não revelaria seu nome até sua morte. Daí partiu a tradição de distribuir presentes anônimos.
As histórias da vida de Nicolas se espalharam pela Grécia e pelo Império Romano. Muitas lendas surgiram, mas foi a distribuição de presentes que ficou conhecida no mês sua morte, dezembro. Em 988, Vladimir, o Grande, príncipe da Rússia, se converteu ao cristianismo e viajou a Constantinopla para ser batizado. Lá ele ouviu a história de São Nicolas e ficou tão impressionado que o nomeou padroeiro de toda a Rússia. As tradições e lendas começaram a se relacionar com histórias bíblicas.
Após a colonização da América, os europeus que lá foram morar levaram suas crenças com eles. Na Pensilvânia, havia muitas referências a São Nicolas. Em 1809, um livro infantil trouxe as referências do bispo turco para os Estados Unidos. Em “Knickerbocker’s History of New York”, o escritor Washington Irving se baseou em São Nicolas para criar um personagem que entrava nas casas pela chaminé.
Na década de 1860, o ilustrador Thomas Nast criou imagens de São Nicolas (que nessa época já tinha o apelido de Santa Claus) para a edição de Natal da revista Harper’s. No século XX, a Coca Cola fez uma série de comerciais com a figura do Papai Noel. A partir daí, a imagem do bom velhinho se popularizou e virou sinônimo da data festiva católica.”
Transcrito do Portal G1

Natal de 1914 – O Dia em que a Guerra Parou !

Ano de 1914, 24 Dezembro, a Europa estava em guerra, na frente ocidental de um lado a França e Inglaterra do outro a Alemanha. No meio do conflito milhares de homens que simplesmente queriam estar em casa a comemorar o Natal com a sua família.

Os soldados alemães decidiram começar a decorar as ávores perto das trincheiras com velas, e cantar musicas de natal, mais precisamente Silent Nacht (Noite de Paz), do outro lado da terra de ninguem os soldados ingleses responderam cantando musicas de Natal em inglês.
(imagem ao lado: local da trégua de 1914). Ambos os lados acabaram por começar a gritar desejos de feliz Natal, pouco tempo depois ouve gritos nas linhas para pedirem para atravessar a “terra de ninguém” e conhecer quem estava do outro lado, foram trocadas pequenos presentes – Whisky, Geleias, Cigarros, o pouco que tinham disponível.

A artilharia parou durante essa noite.

A trégua foi aproveitada para dar enterros condignos a companheiros que se encontravam caídos na “terra de ninguem”, de ambos os lados os soldados prestaram homenagem aos colegas mortos e rezaram em conjunto. A trégua espalhou-se por vários locais da frente ocidental e existem histórias que falam da existência de um jogo de futebol entre os soldados Alemães e Ingleses, que a Alemanha venceu por 3:2 . A trégua durou a véspera de natal e do dia 25, em alguns locais durou até ao dia de ano novo. Esta história mostra-nos soldados que preferiam estar em casa do que a matar o seu semelhante só porque ele tinha uma roupa diferente e falava uma língua diferente. Os lideres que estavam a centenas de quilómetros da frente e que comandavam a guerra não viam pessoas, só números.

Durante a Páscoa de 1916, uma trégua semelhante teve lugar na frente Leste.

Fonte: BBC – London
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Algumas considerações sobre o Geopark Araripe (1ª parte)

Dedicado ao Prof. André Herzog,
implantador do Geopark Araripe
GEOPARK:
encontro da ciência com os ritos, mitos e lendas do Homem-Cariri

por Armando Lopes Rafael (*)

Poucas regiões do Brasil têm, como o Cariri, uma natureza tão pródiga, uma história tão rica e uma cultura popular tão diversificada. Festas, folguedos, ritos, mitos, lendas, narrativas orais, artesanatos, mestres brincantes e de ofício, santuários e sítios sagrados, marcos históricos e conjuntos arquitetônicos, sítios naturais e redutos ecológicos, tradições culinárias, passeios e belas paisagens, feiras e mercados, enfim, um número infinito de possibilidades e atrações a serem exploradas. Junte-se a isto uma vida intelectual e acadêmica em pleno crescimento, com sólidas instituições públicas, universidades, artistas, escritores e um plantel de profissionais técnicos e liberais da melhor qualidade”. (Oswald Barroso)

Resgatar o passado, reinventar o presente

Incentivar as mudanças tecnológicas e, simultaneamente, investigar e preservar as tradições populares, eis o desafio da Universidade Regional do Cariri. O Geopark Nacional do Araripe, que a URCA planejou, insere-se neste desafio. A sua concepção não contempla apenas o desenvolvimento auto-sustentável da Chapada do Araripe. Vai mais além. Inclui a manutenção do potencial ecológico, geológico, histórico e das tradições de uma região considerada das mais ricas do Brasil, no que diz respeito à cultura popular.
Apesar do processo de modernização por que vem passando a sociedade do Cariri, insuflado pelos ventos da globalização que atinge todos os setores da vida, as tradições populares do Sul do Ceará, e seu entorno, não desapareceram no modo de ser e de viver dos seus habitantes. O povo, de forma inconsciente, vem atendendo ao apelo da UNESCO, no sentido da preservação do patrimônio imaterial, este, infelizmente, muitas vezes, relegado em relação à evolução tecnológica. Nossas tradições continuam presentes no cotidiano dessas populações, num processo em transformação, é verdade, mas ainda latentes. Exemplos dessas presenças são as xilogravuras e as poesias narrativas, populares, impressas, mais conhecidas como Literatura de Cordel. Ambas constituem-se em forte componente das tradições populares do Cariri.
Um dos grandes divulgadores da xilogravura e da Literatura de Cordel, no passado, foi Tipografia e Editora Lira Nordestina, localizada em Juazeiro do Norte, que exerceu influente papel de comunicação, tanto no meio citadino como no rural, de vasta área nordestina. Lamentavelmente, ao longo dos últimos anos, a Lira Nordestina foi perdendo sua importância para outros modernos meios de comunicação. A Universidade Regional do Cariri tomou a si a tarefa de revitalizar essa tipografia, resgatando-a como o maior pólo difusor de literatura popular de folhetos de cordel e xilogravura do Brasil. A Lira Nordestina, fundada em 1926, estava praticamente abandonada, quando foi incorporada à URCA. Após o retorno do acervo, dos equipamentos e dos artesãos da Lira e dentro da sua política de valorizar a cultura popular, a Universidade Regional do Cariri reinstalou a Tipografia-Gráfica no Campus do Pirajá, em Juazeiro do Norte. Em seguida, procurou ajuda financeira da Caixa Econômica para reativá-la. Depois de conseguir este apoio financeiro, através de concorrência pública, nacional, a Lira Nordestina foi selecionada, recentemente, pelo Ministério da Cultura, como um dos “Pontos de Cultura do Brasil”.

No Vale do Cariri, a tradição popular mantém-se também através da dança e da música. As bandas cabaçais, herança da musicalidade dos índios Cariris, perduram até os dias atuais. A referência mais antiga às bandas cabaçais pode ser encontrada no livro do naturalista escocês George Gardner (“Viagem ao Interior do Brasil”. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1942. 468 páginas). Ele esteve no Sul do Ceará, em 1838. Na sua passagem pela Vila Real do Crato (localidade nascida de um aldeamento dos índios Cariris), Gardner registrou: “toda a população da vila chega a dois mil habitantes, na maior parte índios ou mestiços dele descendentes”. Ainda em Crato, Gardner teve oportunidade de assistir aos festejos de Nossa Senhora da Penha, Padroeira da cidade, citada por ele erroneamente como Nossa Senhora da Conceição. As manifestações da cultura popular, presentes nos festejos religiosos, não agradaram ao escocês. Foi o caso da banda cabaçal, assim descrita pelo naturalista: “(…) uma banda de música, com dois pífanos e dois tambores, mas a música era desgraçada…”
Antigamente, a banda cabaçal era composta por dois pífanos e dois tambores (zabumbas). Hoje, geralmente, ela é formada por dois pífanos, uma zabumba, tarol e pratos. A mais famosa banda cabaçal do Cariri é a dos Irmãos Anicetos. Seus componentes, residentes num subúrbio de Crato, mantêm a tradição transmitida pelo pai, que a aprendeu com descendentes dos índios Cariris. A terceira geração dos Anicetos já começa a incursionar nesse ofício.

(continua)
(*)Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris” de Salvador (BA).

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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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