A musica do vídeo me lembra o maior vexame que passei em toda minha vida. Sempre fui muito encabulado, tirar uma moça pra uma dança nem pensar, passava a festa de um lado para o outro e nada. Um belo dia anunciou-se a festa da cebola no Creva-Clube Recreativo de Várzea-Alegre, falo do Creva antigo que ficava atrás da prefeitura, ao ar livre. Eu sabia lá o que era festa da cebola. Depois é que tomei conhecimento que a dama convidava o parceiro para uma dança, bem ao contrario do convencional. Cheguei junto com o Evaldo Leandro, Ozanan Piau, Bosco Teixeira, colegas do colégio e nos acomodamos numa mesa. Primeira providencia foi pedir um litro de rum ao Nego de Aninha gerente do bar. O conjunto do saudoso Pedro Souza, Os milionários, inicia a festa cantando Pobreza. Chega para me tirar para uma dança a Juracy, minha colega de ginásio, e lá vou eu sem sentir o chão. A sorte é que ela dançava muito bem e foi me levando e quando terminamos a dança eu ainda estava tonto de vergonha. Foi sem duvida o meu maior mico quando a encontrei no ginásio, no outro dia, com os dedos dos pés enrolados de esparadrapo de tanto pisão sofrido. Pois bem, no inicio da década de 70 o programa de maior audiência da Radio Educadora do Cariri era apresentado por Roberval Piauilino Caminha. O programa ia ao ar das 08h da manha as 02h da tarde. Era a coqueluche dos jovens de uma época dourada que deixou lembranças e saudades. Ganha um doce quem lembrar o nome artístico usado pelo apresentador do programa. O vídeo lembra um pouco o programa.
A musica do vídeo me lembra o maior vexame que passei em toda minha vida. Sempre fui muito encabulado, tirar uma moça pra uma dança nem pensar, passava a festa de um lado para o outro e nada. Um belo dia anunciou-se a festa da cebola no Creva-Clube Recreativo de Várzea-Alegre, falo do Creva antigo que ficava atrás da prefeitura, ao ar livre. Eu sabia lá o que era festa da cebola. Depois é que tomei conhecimento que a dama convidava o parceiro para uma dança, bem ao contrario do convencional. Cheguei junto com o Evaldo Leandro, Ozanan Piau, Bosco Teixeira, colegas do colégio e nos acomodamos numa mesa. Primeira providencia foi pedir um litro de rum ao Nego de Aninha gerente do bar. O conjunto do saudoso Pedro Souza, Os milionários, inicia a festa cantando Pobreza. Chega para me tirar para uma dança a Juracy, minha colega de ginásio, e lá vou eu sem sentir o chão. A sorte é que ela dançava muito bem e foi me levando e quando terminamos a dança eu ainda estava tonto de vergonha. Foi sem duvida o meu maior mico quando a encontrei no ginásio, no outro dia, com os dedos dos pés enrolados de esparadrapo de tanto pisão sofrido. Pois bem, no inicio da década de 70 o programa de maior audiência da Radio Educadora do Cariri era apresentado por Roberval Piauilino Caminha. O programa ia ao ar das 08h da manha as 02h da tarde. Era a coqueluche dos jovens de uma época dourada que deixou lembranças e saudades. Ganha um doce quem lembrar o nome artístico usado pelo apresentador do programa. O vídeo lembra um pouco o programa.
Teve início na noite de ontem (27), a terceira rodada do Paulistão com três partidas.No Parque Antarctica, em São Paulo, o Palmeiras com um time misto, venceu facilmente o Marília por 3 X 0.Os gols do Palmeiras foram assinalados por Evandro, Cleyton Xavier e Lenny, este último marqua seu primeiro gol pelo Palmeiras desde a sua estréia. O Palmeiras continua na liderança da competição com tres jogos e tres vitórias.Outra partida que movimentou o Paulistão, o Santto André venceu a Ponte Preta, com um gol do veterano Marcelinho Carioca. Cinco jogos dão continuidade ao Campeonato Paulista nesta quarta feira:
Apenas uma partida movimentou o Estadual do Rio de Janeiro, pelo Grupo A, O Americano venceu o Duque de Caxias por 3 X 0 , no estádio Godofredo Cruz em Campos.Com a vitória o Americano assume a liderança do seu grupo com 6 PG.
Por: Amilton Silva – Editor de Esportes do Blog do Crato
Não, definitivamente aquilo não poderia estar acontecendo! Era caié grande demais para uma paróquia só. Logo no dia da famosa procissão de São Lázaro, quando toda Matozinho se emperiquitava para acompanhar o santo milagroso, como diabos aquilo pode ocorrer? Padre Zeferino, desolado, ruminava tudo isto com os botões da sua puída batina, enquanto contemplava os fragmentos de gesso espalhados pelo chão da sacristia. O relojão de badalo marcava já três da tarde e a procissão deveria sair aí por volta das cinco, percorrendo todas as ruas da cidade, com grande acompanhamento, mantendo a tradição dos últimos trinta anos. Santa Genoveva adorava-se como padroeira, mas os matozenses tinham uma profunda veneração por São Lázaro. A razão encontrava-se na história não oficial da cidade. Aí pelos idos dos anos 20, a vila viu-se assaltada pela lepra e os casos, pouco a pouco, se foram avolumando, adquirindo ares de epidemia. Os pacientes mais graves iam, naturalmente, se isolando na Serra da Jurumenha, aguardando, resignadamente, entre companheiros de infortúnio, o fim inexorável e terrível. O local do leprosário ficou conhecido como “Serrinha do Pitoco”, uma referência popular a tantos e tantos mutilados. Nem médico, nem padre, nem sacristão tinha coragem de andar no “Pitoco”, só lá pisava quem sofria do mesmo mal. Contam os mais velhos que um belo dia por lá chegou um beato da barbona com uma imagem de São Lázaro e passou a viver e rezar com os lazarentos. Em pouco, a peste estava sanada , os casos foram desaparecendo e a “Serrinha do Pitoco” passou a ser apenas mais um acidente geográfico de Matozinho. A vila entendeu aquilo como um milagre e passou a ter São Lázaro como santo de devoção mais arraigada naqueles sertões.
Imaginem, pois, a sinuca de bico em que estava metido Padre zeferino. Minutos atrás, o vigário pedira a “Meia Sola” para retirar São Lázaro do seu altar, limpando-o e preparando-o para a solenidade . De repente, a imagem escapuliu das mãos do coroinha e espatifou-se no chão. O que sobrara fora justamente aquilo: caco para tudo que é lado! E agora? Que fazer? Impossível cancelar a procissão quando todo o povo, piedosamente, se espremia na praça e na igreja, a banda de música já ensaiara seus primeiros dobrados e a sacristia já estava repleta de ex-votos. Como explicar uma tragédia daquelas ao povo? Corriam o risco de linchamento. “Meia Sola”, consciência pesada, pensou rápido e propôs uma saída. Existia um rato de Igreja ali chamado Valadão, um velho baixo, sanguíneo, careca, magricela e que poderia muito bem , posto no andor e devidamente fantasiado, fazer as vezes do milagroso S. Lázaro.O velho, com estas características físicas, tinha um apelido que o tirava do sério e que já o tinha metido em inúmeras emboanças : “Piroca” .
Zeferino achou esquisito, mas não havia tempo e não conseguiu pensar numa saída melhor. Rápido trouxeram Valadão e o explicaram a sua importante missão. Ninguém sabia, mas a imagem se quebrara e ele havia sido escolhido para desempenhar o santo papel de Lázaro na procissão daquele ano. Quem sabe não havia sido um desígnio dos céus? O homem, beato de carteirinha, não podia declinar de tamanha honraria. Pediram que tirasse a roupa, lhe cobriram apenas com uma manta transversal avermelhada improvisada de uma velha colcha de chenile. Com um pincel atômico lhe colocaram várias chagas por todo o corpo. Pediram ainda que ele trouxesse seu cachorro velho pé-duro apelidado de Cruvina. Estava tudo pronto: ator, cenário, figurino.
Zeferino, então, paramentou-se e resolveu celebrar uma missa com o fito de deixar a procissão para um pouco mais tarde, após o entardecer, utilizando, assim, os recursos da iluminação, usando assim cinematográficos efeitos especiais. Acomodaram Valadão no andor, tendo ao lado Cruvina e iniciaram a procissão. Nosso ator fez-se uma espécie de estátua de cera e não piscava o olho. Até Cruvina parecia entender perfeitamente o seu papel. O vigário respirou fundo, as coisas se iam desenvolvendo conforme o esperado. O primeiro atropelo, no entanto, aconteceu nas proximidades da “Botica de Janjão”. Juvenal Fogueteiro lá estava com duas dúzias de fogos e uma tição aceso , pronto a pagar promessa que fizera ao santo milagroso da sua devoção. Quando o primeiro foguete risco nos ares, Cruvina de cá já assuntou e esperneou. Valadão sem mexer um músculo, tentou segurá-lo, mas quando a bomba pipocou nas beiradas da orelha de Cruvina, este fez finca pé e saiu miúdo, rua abaixo, juntando perna e cabeça. O andor pendeu prum lado e pro outro e nosso santo, tentando se equilibrar, abriu o compasso das pernas . Umas velhinhas que vinham logo embaixo, olharam para cima e viram uma santa brecha, por entre a santa manta do santo. A velha Vitalina então, agoniada, sussurrou para as outras :
— Oxente, Vije Santa! E santo tem piroca , meu senhor ? Quando ouviu aquilo que parecia ser a palavra mágica, o abre-te-sésamo do desaforo, Valadão não resistiu e imprecou:
—- Piroca o quê, rapariga velha sem vergonha! Piroca é a puta que pariu ! Diante da santa baixaria , os carregadores derrubaram São Lázaro de cima do andor que caiu de mal jeito, com a focinheira no meio fio . Lá ficou grogue, meio inconsciente. Jojó Fubuia que vinha no séqüito em seu estado normal de embriaguês, aproximou-se do santo e com a voz engrolada, levantou o braço, como um Moisés em frente ao mar morto e gritou a todos pulmões:
—- Lázaro, seu bunda mole lazarento, levanta-te e anda!
Fórum de Circulação da Música Cearense e desburocratização dos editais de incentivo as artes são reivindicações do Coletivo Camaradas ao Secretário de Cultura.
Integrantes do Coletivo Camaradas viajaram duas horas e meia do Crato até Tarrafas aonde foi instalado o Governo Itinerante, no ultimo dia 27, para participar de audiência com o Secretário de Cultura do Estado, professor Auto Filho com o intuito de discutir políticas públicas para área cultural. Entretanto, o Secretário não se encontrava mais na cidade de Tarrafas quando os Camaradas chegaram, mas as reivindicações do Coletivo foram recebidas pela articuladora da Secult, Norma Santana, a qual manteve um dialogo de mais de 30 minutos, aonde foram abordadas várias temáticas num clima de cordialidade. O Coletivo Camaradas foi para audiência a convite do próprio Secretário, depois dele tomar conhecimento da atuação política do grupo e do posicionamento contrário a política financiamento e beneficiamento das grandes bandas que vem sendo desenvolvida pelo Governo Cid Gomes. Os camaradas foram convidados a contribuir com avanço de políticas públicas que favoreçam o povo cearense e entregaram durante a audiência um documento com as seguintes reivindicações: Criação de Fórum da Circulação da Musica Cearense e a desburocratização na politica de editais da Secult e como sugestão colocarão como modelo a política de edital implementada pelos centros Culturais do Banco do Nordeste e da Funarte, que conforme observação dos Camaradas é um exemplo desburocratizante e que possibilita que os artistas sejam beneficiados com recursos públicos. De acordo com o documento encaminhado ao Secretário a atual política de editais do Estado só beneficia os “profissionais de projetos” que entram como atravessadores fazendo da produção artística e cultural um comércio.
Crato, 27 de janeiro de 2009. Ilmo. Sr. Prof. Auto Filho Secretário de Cultura do Estado do Ceará
Senhor Secretário,
Ao longo deste Governo verificamos uma forte tendência ao financiamento público de grandes bandas da indústria cultural de Massa, que estão indiscutivelmente a serviço do mercado em detrimento a vasta, plural e diversificada produção musical cearense que não encontram espaço para popularização (circulação) desta musicalidade.
Nesse sentido, o Coletivo Camaradas vem pautando o debate em torno da democratização tanto do acesso como da fruição da produção musical cearense numa perspectiva plural que possa abarcar ritmos e estilos sem o monopólio do mercado fonográfico e das grandes produtoras.
Isto posto, propomos a criação do FORUM DA CIRCULAÇÃO DA MÚSICA CEARENSE que possa discutir e deliberar sobre políticas públicas, que viabilizem circulação de espetáculos, veiculação da musica cearense nas emissoras de rádio e televisão, prensagem de CDs, eventos de formação, proposição de projetos de leis e demais questões pertinentes.
Defendemos que o acesso aos recursos públicos deve ser viabilizado de forma a garantir a desburocratização e a possibilidade dos artistas serem beneficiados. O que podemos observar é que atualmente os beneficiados com os editais de incentivo são “os profissionais de projetos” (os burocratas), que na maioria das vezes são atravessadores de recursos públicos para os artistas, pois os artistas são excluídos do processo. Por isso, recomendamos que a política de editais da Secult sejam baseadas nas experiências desenvolvidas pelos Centros Culturais do Banco do Nordeste e da Funarte. Ambas se baseiam em privilegiar o conteúdo do projeto (concepção) e caso o projeto seja aprovado é que as obrigações legais são exigidas para contratação. Entretanto, a Política da Secult se apresenta de forma inversa.
Assim sendo, o Coletivo Camaradas se coloca a disposição para construir uma política pública democrática e que atenda as necessidades do povo cearense.
Leonardo Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e ordenou-se sacerdote em 1964. Em 1970, doutorou-se em Filosofia e Teologia na Universidade de Munique/Alemanha. Seus questionamentos a respeito da hierarquia da Igreja, expressos no livro “Igreja, Carisma e Poder”, renderam-lhe um processo junto à Congregação para a Doutrina da Fé, então sob a direção de Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Em 1985, foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso”, perdendo sua cátedra e funções editoriais na Igreja Católica. Em 1992, ante nova ameaça de punição, desligou-se da Ordem Franciscana e pediu dispensa do sacerdócio. Em 1993, foi aprovado em concurso público como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é atualmente professor emérito. Como professor visitante, lecionou nas seguintes Universidades: de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suiça) e Heidelberg (Alemanha). É doutor “honoris causa” em Política (Universidade de Turim/Itália), e Teologia (Universidade de Lund/Suécia). Sua produção literária e teológica é superior a 60 livros, entre eles o best-seller “A Águia e a Galinha”. Suas obras foram publicadas no exterior (a maioria). Atualmente vive em Petrópolis/RJ, com a educadora popular Márcia Miranda. (Fonte: Enciclopédia Wikipédia).
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“Todo poder é autoritário, seja nazista ou fascista, porquanto altamente negador da ternura, da sexualidade, da intimidade. E na Igreja há isso; então é um poder altamente autoritário. No “cânon” que fala dos poderes do papa ele é absoluto, ilimitado, universal, sobre cada cristão, sobre toda a Igreja, e… infalível. Se você risca papa e bota Deus, vale. Ele atribui a si características divinas. Então, é um poder que em teologia se chama totatus dictatus papa, expressão latina que se criou no século XIV: literalmente traduzido, “a ditadura do papa”. Então, é essa a perspectiva de um poder altamente centralizado, piramidal e totalitário, que engloba tudo, não convive com a fragilidade do amor, da sexualidade. A essa estrutura pertence o celibato e também o poder mais imediato: você não tem partilha, não tem herança, não tem de se preocupar com a educação dos filhos ou onde a mulher vai ficar, nada. Você se torna um soldado totalmente disponível à instituição. Quanto à figura de Ratzinger, seja como mestre, como prefeito da congregação ou como Papa, eu diria que não há mudança substancial. Ele sempre manteve uma linha teológica de fundo inalterável, isto é, o projeto de construir a Igreja para dentro, reforçar as instituições eclesiásticas e a autoridade do Papa, revalidar o direito canônico, sublinhar uma leitura dogmática da fé cristã. Eu diria que em alguns destes aspectos ele, inclusive, radicalizou no sentido de que a fala de um Papa é muito mais poderosa do que a fala de um prefeito de uma congregação, porque este tem como objeto as doutrinas, enquanto o Papa tem como destinatário toda a Igreja. Na medida em que esse Papa insiste enormemente que igreja mesmo é só a Católica e continua repetindo que as demais igrejas não são igrejas e que as demais religiões necessitam de salvação, ele toma para si um fundamentalismo light. Por que fundamentalismo? Porque acentua de tal maneira a própria doutrina que exclui as demais e isso não parece ser a perspectiva do cristianismo originário, nem a perspectiva bíblica.”
Autor: Frei Leonardo Boff Postado por: José Nilton Mariano Saraiva
[ Acima: hoje o que restou do prédio da lanchonete Cinelândia, em Crato ]
“É preciso urgentemente que sejam tombados prédios, fachadas, praças e ruas do Crato antes que em nome do burro progresso, a história e a cultura material, daquele caldeirão de costumes do Nordeste, seja deteriorado pela ignorância de seus gestores e insensibilidade dos moradores. Ache bom ou ache ruim, apenas respeito, é isto!”
Tiago Viana ( do Blog Rastreadores de Impurezas – Fortaleza )
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O sepultamento de Zé Sozinho foi na tarde de ontem. Um momento de comoção em toda a Caririaçu, que perde o maior divulgador do cinema da sua história (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS).Mesmo com problemas de doença, o ex-agricultor não deixar sua grande paixão, o cinema, de lado. Caririaçu. Um dos maiores divulgadores do cinema da região morre aos 67 anos, de parada cardíaca. Era um ex-agricultor, apaixonado pela sétima arte, que levou o nome do Cariri ao cenário nacional, recentemente, ao dar entrevista no Programa Jô Soares. José Raimundo Cavalcante, Zé Sozinho, o pernambucano de Pajeú das Flores, veio ainda menino para Caririaçu. O Cine Zé Sozinho trouxe alegria e fama. De bicicleta percorria o chão dos sertões com o seu projetor 16mm e suas latas de filmes pelo Interior, montando seu cinema ambulante e projetando clássicos da Cinédia e da Atlântida e títulos internacionais de aventura, faroeste e bíblicos. No fim da tarde de ontem, seu corpo foi sepultado no cemitério local, cidade que por mais de quatro décadas teve a oportunidade de conhecer cinema. E, por esse ideal, Zé Sozinho percorreu cidades do Interior do Estado e do País. Mesmo com problemas de doença, não se dava ao direito de deixar sua grande paixão de lado. Há três semanas, fazia questão de levar seus filmes ao Centro Cultural de Caririaçu. Ele faleceu na manhã de segunda-feira. A fama se espalhou. Zé Sozinho saia de casa sem data de voltar. O apelido de infância fez jus à sua profissão de fé. Filho de Maria Sozinha, a mãe recebeu a alcunha por chegar em Caririaçu com cinco filhos, viúva. Aos 12 anos, lembra o amigo de infância, Humberto Borges, Zé Sozinho já alimentava a sua grande paixão por cinema. “Ele chegava a ficar emendando a fita e quando não tinha mais o material para finalizar o filme, dava o seu final”, diz o amigo, ao ressaltar sempre o bom humor de Zé Sozinho.
“A cidade está triste. Ele era muito querido por todos”, diz Humberto Borges. Em casa, familiares e amigos davam o último adeus. À tarde o corpo foi levado para a igreja que Zé Sozinho freqüentava. Ele era evangélico. Humberto fala de outra paixão do amigo, que era a leitura. Livros que ele não chegava a entender, repassava para o amigo ler e explicar depois. O último deles o “Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec. “Ele me entregou e disse para eu ler, porque não estava entendendo”, diz o amigo, ao mostrar a página que fala do materialismo. Em casa, amanhece o dia. Uma tristeza no salão. Embaixo do caixão, a cachorrinha Safira também revela ao seu modo a falta de Zé Sozinho. A noite inteira esteve velando pelo seu ex-dono. As crianças perguntam pelo homem que distribuía biscoitos e bombons. O ideal de vida de Zé Sozinho, segundo a sua viúva, Rita Ferreira Cavalcante, custou uma vida também muitas vezes solitária. Foram dez anos sem ter praticamente o marido em casa. Um personagem que ganhou fama. Ocupou dois blocos do Programa Jô Soares, da Rede Globo, para falar um pouco de sua história. Esteve na emissora, por meio do contato de Adriano Lima, que em 2007 lançou um documentário sobre o “Cine Zé Sozinho”. Em 2006, uma grande alegria para o senhor do cinema do Cariri. Ele recebeu do Centro Cultural Banco do Nordeste equipamentos novos para continuar projetando os seus filmes, avaliados em R$ 18 mil. Uma de suas grandes alegrias na vida. Ao mesmo tempo esperto e ingênuo, Zé Sozinho fazia proezas inesperadas, como editar um filme sobre a Paixão de Cristo com cenas de filmes de faroeste, para saciar a vontade por aventura do público de uma determinada cidade. Mesmo com uma estrutura precária de seus equipamentos, e da falta de filmes para projeção que o fim da Embrafilme acarretou, ele cumpria sua missão de levar cultura e diversão para localidades que nunca tinham visto uma tela de cinema. Projetou o seu sonho nas telas e na vida de milhares de pessoas. Em 2001, o diretor Adriano Lima, que não pôde comparecer ao velório, encontrou seu personagem pela primeira vez. Com isso, deu início à pesquisa que resultou em Cine Zé Sozinho. Num pequeno quarto ao lado da casa onde estava sendo velado, guardava seus equipamentos de trabalho. Latas de negativo em deterioração e fitas VHS. Um megafone, a placa do Cine Paraíso. Na Praça Belizário Clementino, de frente, realizava as suas últimas exibições de filmes. A homenagem do Cine Ceará foi em 2003. Zé Sozinho foi presenteado com um projetor digital. A sua paixão por cinema era maior do que todas as dificuldades. Não mediu distância. Pegou carona no sonho e partiu.
Elizângela Santos Repórter
PROTAGONISTA
Sonhador – Zé Sozinho José Raimundo Cavalcante, o Zé Sozinho, dedicou sua vida a exibir filmes no Interior do Estado. Durante anos, carregou seu projetor 16mm e suas latas de filmes, montando o cinema ambulante com clássicos
Núcleo de endemias realiza limpeza em terrenos baldios
Com o objetivo de eliminar depósitos com possíveis focos do mosquito da dengue e de outras doenças, o Núcleo de Endemias da Secretaria de Saúde do Crato, através do Projeto Boa Noite, está realizando trabalho de limpeza dos terrenos baldios, desde o início de dezembro de 2008. De acordo com as informações de Luciana dos Santos Callou – coordenadora de Mobilização Social da Secretaria, no período de 19 a 24 de dezembro passado, foram percorridas 33 ruas, sendo realizada limpeza em 90 terrenos baldios e foram eliminados 5.450 depósitos. Já no período de 05 a 13 de janeiro de 2009 foram visitadas 27 ruas, 124 terrenos baldios trabalhados e 6.756 depósitos, possíveis criadouros do mosquito, também eliminados.
Saúde do Crato promove mobilização e palestras contra a dengue
A Secretaria de Saúde do Crato, através do Núcleo de Mobilização Social, em parceria com o SESC, estará realizando ações educativas de combate ao mosquito transmissor da dengue. No dia 26 de janeiro realizou palestra no Mesa Brasil, próximo a RFFSA, para os funcionários do SESC e grupo da terceira idade. Nos dias 27 e 28, a atividade segue com panfletagens, no centro comercial da cidade, a partir das 8 horas. O trabalho faz parte de uma ação continuada de combate à dengue, desenvolvido por meio de plano de contingência da Secretaria de Saúde, envolvendo diversos órgãos parceiros.
Aberta em Crato semana pedagógica
Aberta às 8 horas do dia 26 de janeiro, pela Secretaria de Educação do Crato, no auditório da Rádio Educadora, no Município, a Semana Pedagógica com a palestra “O Corpo como Instrumento de Relações Sócio-Afetivas para Educação”. A palestra do evento foi ministrada pelo professor Beto Herrmann, arte-educador, músico e jornalista. O evento está direcionado aos professores da rede municipal de ensino, com realização da Secretaria de Educação do Município.
Museus interditados para recuperação de acervo histórico
Com o início dos trabalhos de restauração das obras do Museu de Arte Vicente Leite, do município do Crato, e o iminente início da restauração das obras sacras do Museu Histórico, os espaços estarão interditados aos visitantes, por tempo indeterminado. As dependências do primeiro andar do prédio, onde funciona o Museu de Artes Vicente Leite, estarão voltadas para os restauradores, assistentes, funcionários e pessoas devidamente autorizadas.
O espaço interditado será aproveitado, ainda, para cursos de restauração e de capacitação de funcionários, que passarão por um período de estudo, no que diz respeito ao aprimoramento do conhecimento aprofundado dos acervos dos museus. A finalidade é fornecer melhor e mais eficiente atendimento ao público visitante. Estarão à frente dos trabalhos de restauração, no Museu de Artes Vicente Leite, a artista plástica Edilma Rocha, e, no Museu Histórico, com as imagens sacras, a italiana Gabriella Federico.
Postado por EditorSem categoriaterça-feira, 27 jan 2009, 22:19 | 0 Comentários
Dihelson, viemos fazer uso deste espaço para solicitar a presença do DEMUTRAN no Bairro do Mirandão.
A solicitação se justifica, pois a partir das 17:00 aparecem uns “motoqueiros” irresponsáveis que ficam se exibindo, arriscando a sua própria vida, e a vida das pessoas que fazem caminhada em volta do Estádio do Mirandão.
A administração de Crato anunciou uma boa notícia para a sede do município através do Vice-prefeito Raimundo Filho. A cidade ganhará seis novas praças que irão melhorar ainda mais o belo aspecto paisagístico da “Princesa do Cariri”. Raimundo Filho esteve na Capital do Estado tratando da liberação dos recursos e participar de reunião da diretoria da FECOMÉRCIO (Federação do Comércio do Estado do Ceará). “Essas praças mudarão para melhor o aspecto urbanístico de nossa cidade”, assegurou.
Outra informação passada pelo vice-prefeito cratense é de que R$ 10 milhões de reais serão empregados em obras de orçamento “com parte destinada a encosta do Morro do Seminário”. “Essa é uma reivindicação bastante antiga da população, além de ser prioridade do governo tendo em vista que o Morro do Seminário sempre tem problemas, principalmente em época de inverno” admitiu. Com vistas ao saneamento, lembra que o dinheiro é do Programa de Aceleração do Crescimento e vai beneficiar o rio Batateiras que deságua no rio Salgado.
O.B.S – Taí uma coisa inusitada aqui no Blog do Crato. Proposta do Zilberto Cardoso, de quem acertar quem é a pessoa da foto logo abaixo levará um “Fusca”… repasso o e-mail na íntegra:
“Caro dihelson, solicito postar este artigo no blog do crato. grato, Zilberto Cardoso.
Olá amigos do blog do Crato, em especial os menos jovens e que foram ouvintes da Amplificadora Cratense de saudosa memória. Alguem conseguirá identificar o locutor da foto ? A dica já foi dada, a foto original era em preto e branco, posteriormente foi colorida pela grande fotógrafa Telma Saraiva. Quem habilita-se ?
Atenção: O primeiro que acertar receberá como prêmio um belissimo Fusquinha ano 1964, com apenas 200 mil Kms rodados, uma “Pechincha”.”
Num reino muito distante vivia uma bela princesa. No castelo também moravam três geniais matemáticos que eram apaixonados pela educada princesa. O rei admirava a Matemática e resolveu que sua querida filha seria desposada por aquele matemático que vencesse um desafio lançado ao trio. O rei chamou os três e mostrou um pequeno baú no qual colocou três boinas de cor branca e duas boinas de cor preta. Pediu que eles se postassem em fila indiana e retirou aleatoriamente três boinas do baú e as colocou uma em cada cabeça dos matemáticos que continuaram em fila indiana, de forma que quem estava no final da fila via a boina do segundo e do primeiro da fila, quem estava no meio da fila só conseguia ver a boina do que estava na frente da fila, e este, que estava na frente da fila não via boina alguma. O rei lançou então o desafio: “casará com minha filha aquele que disser a cor da sua boina” e continuou: “aquele que tentar e não acertar será imediatamente degolado”. Deu-se um período de silêncio e em seguida um dos matemáticos acertou a cor da sua boina e dias depois se casou com a bela princesa. Qual dos matemáticos (o primeiro, o do meio ou o último da fila) casou-se com a princesa? Qual era a cor da sua boina? Como ele conseguiu descobrir a cor da sua boina? Como nos desafios anteriores, não tem pegadinha. Este desafio foi baseado em uma das passagens do livro O Homem que Calculava. Mandem suas respostas.
Postado por EditorSem categoriaterça-feira, 27 jan 2009, 13:07 | 5 Comentários
Em uma fria madrugada, seu Lunga voltava de uma viagem à cidade pernambucana de Exu, quando um dos pneus da sua velha rural furou, justamente nas proximidades da casa de Raimundo. Como havia alguns catadores de pequi nas proximidades, logo chegou um deles para oferecer seus préstimos a seu Lunga. – O Senhor está no prego? – Indagou o catador de pequi. – Eu não. Não está vendo que é o carro, seu besta? – Mas eu posso ajudar ao senhor a trocar o pneu, bem ligeirinho. – Insistiu o serrano. – Como, se eu não trago um macaco? Vai bem querer levantar a rural nas costas?– Interrompeu seu Lunga bruscamente. – Bem ali é a casa de seu Raimundo Oliveira. Ele deve ter um macaco, pois tem um carro igual ao seu. Se o senhor tiver sorte, pode ser que ele lhe empreste. – Disse o humilde catador de pequi, na esperança de uma boa gorjeta. – Então eu vou lá acordá-lo, pra a gente resolver logo este problema. – O senhor tenha cuidado, pois seu Raimundo é muito grosso. Sem dar importância ao conselho, seu Lunga saiu pelo caminho, conversando sozinho. Dizia consigo mesmo: vou bater na porta dele, ele vai perguntar quem é, ele é grosso, conforme o rapaz disse e eu não gosto de quem é grosso, pois sou mais grosso ainda; digo logo quem eu sou e que desejo pedir um macaco emprestado. Ele vai me negar e eu vou mandá-lo para os quintos dos infernos. Seu Lunga interrompeu bruscamente o seu monólogo interior, pois já estava defronte da janela do quarto onde dormia Raimundo Oliveira. Deu quatro ou cinco batidas forte na janela, aliás verdadeiros murros, quando uma voz tonitruante ecoou lá de dentro: – Quem diabo está morrendo ai fora? – Sou eu, Lunga do Juazeiro. Quer saber de uma coisa, seu filho de uma mãe. Pegue o seu macaco e soque, que eu não preciso mais dele não. – Encerrou seu Lunga aquele amistoso diálogo. *Extraído de “Histórias que vi, ouvi e contei” à disposição dos amigos do Blog do Crato, com o Dihelson Mendonça. blogdocrato@hotmail.comou pelo telefone: 088-3523-2272 deixe recado na secretária com nome e seu número de telefone.) Por: Carlos Eduardo Esmeraldo
A progressiva e constante dispersão do rebanho da Igreja Católica tem tudo a ver com a manutenção de ultraconservadores conceitos e procedimentos, incompatíveis com os dias atuais. Com isso, cresceram geometricamente seitas outrora tidas como inexpressivas, mas que souberam abrir-se, adaptar-se aos novos tempos, ousar. Como os evangélicos, por exemplo. Um desses óbices responde pelo nome de “celibato”. Vejamos, a respeito, a opinião abalizada do Frei Leonardo Boff.
José Nilton Mariano Saraiva
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“O celibato, para esse tipo de Igreja que temos, é estrutural e necessário. Temos uma Igreja altamente concentrada em termos de poder, que está só na mão de uma mínima parte, que é o clero. Que tem de gerenciar a primeira grande multinacional do Ocidente que é o cristianismo – desde o século IV é uma multinacional, que envolve cerca de 1 bilhão de pessoas. Então, para a Igreja, o celibato é estratégico. Porque você tem uma mão-de-obra diretamente ligada a você e que não tem nenhum vínculo de família, de mulher, de filhos, de herança, e é o intelectual orgânico estrito da instituição. Ele encarna a instituição e, não sem razão, é tirado da família com a idade de 12, 13 anos, levado para o seminário e criado na sua mentalidade, na sua subjetividade, para servir a instituição. Ele é estruturado nessa perspectiva, que vai contra duas tendências básicas da modernidade, que são resgatar a liberdade e a subjetividade. Quer dizer, o ser humano se descobre como sujeito livre, que organiza sua privacidade, sua sexualidade, seu projeto pessoal. Se é casando, se é mantendo-se solteiro, se é sendo gay, não importa, você respeita as preferências do projeto que você tem. E a Igreja nega isso. Ela impõe que quem quer servi-la tem de ser celibatário. Então, frustra todo um caminho, que é um caminho também de realização humana, porque a sexualidade não é só uma questão de troca genital, é o diálogo com a dimensão da “anima” e do “animus”, como um integra a alteridade do outro, mulher ou homem, respectivamente, como trabalho da dimensão da ternura, da fragilidade, do amor, que é uma exposição ao outro. O celibatário trabalha com grande dificuldade isso, porque ele, por força da educação e sua função, é autocentrado. E toda a dimensão do feminino, não só da mulher, mas do feminino no homem e na mulher, é encurtada. No campo, o celibato nunca funcionou, porque o padre era simultaneamente camponês e tinha de arranjar mão-de-obra, e não havia seminários onde se formassem padres. Ele gerava um filho, explicava como era a missa, os sacramentos e tinha o seu sucessor.
No primeiro milênio, o celibato era reservado aos bispos, que tinham de ser monges celibatários. Com os padres era mais ou menos livre. O seminário só veio na polêmica com os protestantes no século XVI, quando a Igreja cria a instituição de formação de seus quadros e aí impõe o celibato rigoroso. É assim até hoje. Agora, isso nunca foi algo que fosse entendido como do âmbito da tradição cristã, ou da revelação. É uma disciplina eclesiástica, portanto depende da vontade do príncipe.”
Esta história foi contada por meu pai, que esteve na reunião…
Conta-se que existiu em Farias Brito um prefeito semi-analfabeto ( a exemplo de muitas cidades do interior ), e foram chamados a uma reunião de prefeitos em Fortaleza com o governador. Papai acabou sendo convidado para integrar a comitiva. Lá já na reunião, acabou que o prefeito de Farias Brito foi convidado a falar sobre o município, e num determinado momento, na presença de todos, lá vem o prefeito derrubando xícaras e enfiando o pão dentro do copo de café:
“Sr. governador, eu vim lá de Farias Brito e vamos fazer tudo certinho, como manda o frigorífico !”
Já existe outra piada também ( essa eu não posso confirmar ), sobre um prefeito de Farias Brito também, em que o governador teria perguntado:
- Sr. prefeito como vai a ZONA urbana ? - Governador, a ZONA urbana tá até boa, chegaram umas meninas novas lá até engraçadinhas…
- E a Rural ?? - Ah! a Rural da prefeitura tá no conserto!
Por vezes nos deparamos com situações que, em um primeiro momento, nos chama atenção, depois desperta sentimentos diversos, nos faz refletir, coadunamos então as idéias, e seguimos em frente. Um exemplo claro disso, apenas para efeito de elucidar o exposto acima, dar-se quando deparamo-nos com um acidente de transito, aliás, o caos que se forma no transito em decorrência dessa fatalidade, é muito mais em função dos curiosos que passam e querem dar uma “olhadinha”, do que o acidente em si. Pois bem, ao visualizarmos esse acidente, principalmente quando pessoas encontram-se ainda no interior dos veículos envolvidos, começamos a proceder a uma espécie de “mea culpa”, apesar de não termos nenhuma relação com o desastre, entretanto, nos vem à mente que bem pouco tempo atrás estávamos além da velocidade permitida, e aquele infeliz acontecimento poderia ter sido conosco. Paramos, damos uma olhada, lamentamos e prosseguimos cuidadosamente, passados alguns minutos (ou quilômetros), pisamos fundo, e lá vamos nós de novo…..
É verdade que esse sentimento ocorre, penso que na mesma intensidade, quando presenciamos um menor na rua pedindo esmolas, ou um idoso sentado em uma calçada de uma rua movimentada qualquer, rogando ajuda para uma cirurgia, ou até mesmo quando vamos a um restaurante e na saída somos abordados por um cidadão implorando um pouco de comida, e o que dirá do vizinho que teve o filho internado em uma clinica para dependentes químicos. Todas essas imagens permanecem gravadas durante algum tempo, todavia, tal qual um quadro negro, apagamos, ou utilizando uma linguagem moderna, “deletamos”, e não mais nos preocupamos com àquelas situações e fatos. Grande parte das pessoas tendem a sensibilizar-se com cenas dessa envergadura, porém, ficam apenas no campo do devaneio, não possibilitam que esse sentimento transforme-se em realidade, tomando corpo, fazendo a diferença, permitindo atenuar a dor do próximo, engajando-se em uma frente para resolver, ou ao menos amenizar, o dilema.
Um numero considerável de pessoas que hoje integram trabalhos assistenciais, passaram a fazê-lo em função de terem sentido o problema na pele, quer seja o próprio ou alguém próximo. Apenas para corroborar essa afirmação, vejamos:
1) Alcoólicos Anônimos (A.A), trata-se de uma comunidade com finalidade totalmente voluntária, formada por homens e mulheres, teve seu inicio por volta de 1935, por intermédio de um corretor da bolsa de Nova Iorque e um cirurgião, ambos com graves problemas de alcoolismo. Hoje, os Alcoólicos Anônimos ajudam milhares de pessoas no mundo;
2) Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), é um movimento que se destaca no pais pelo seu pioneirismo, teve sua origem em dezembro de 1954, em função da chegada ao Brasil da Norte Americana Beatrice Bemis, mãe de uma criança portadora de Síndrome de Dow;
3) Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas (ABCD), nasceu em 31 de março de 1996, por meio de duas mães que tiveram seus filhos desaparecidos;
4) Instituto Anjos da Enfermagem nasceu em 2004, tendo como idealizadora, uma estudante de enfermagem (Universidade Regional do Cariri,), com seu grupo, após ler o livro “terapia do amor”, que retrata a vida do médico norte americano Hunter Adams, bem como presenciar a situação de várias pessoas no setor de oncologia.
Ficaria dias citando trabalhos assistenciais que foram criados em função de se ter vivenciado o problema, ou sensibilizado com o que se viu, o fato é que esses abnegados saíram do papel de meros coadjuvantes e passaram a encetar o de principal responsável pelas mudanças, transformação essa que resultou em um numero incalculável de pessoas que tiveram mais motivos para continuar vivendo, possibilitando que, com ajuda do outro, atentassem que tudo é possível, basta dar o primeiro passo. E esse comportamento funciona tal qual uma corrente, ou seja, aquele que fora ajudado procurará ajudar quem agora precisa, e assim sucessivamente, dessa forma a corrente dificilmente quebrará, ao contrário, seus elos irão adquirir a força mais perene de todas: a força do coração, da solidariedade.
Para se ter uma idéia, o Brasil atualmente é o 4 Pais do mundo em numero de pessoas confinadas ao sistema carcerário, perdendo apenas para os Estados Unidos, China e Rússia, fato esse de fundamental importância e preocupação, se levarmos em conta que o nosso ordenamento jurídico não permite pena que ultrapasse os 30 (trinta ) anos, isso quer dizer, por questão lógica, que essas pessoas retornarão ao convívio social, e se a sociedade, em parceria como Governo, não estabelecer medidas eficazes de reintegração à sociedade desses egressos, teremos uma situação delicada, é como bem observou o Professor Alvino de Sá, quando afirmou, em breve resumo que : “…hoje o condenado esta contido, amanhã consigo…”.
Apenas, e unicamente, ter-se-á o quebramento dessa corrente, quando permanecermos no “interior de nossos carros dando uma olhadinha” no acidente, com a sensação que aquele que ali se encontra preso às ferragens é um desconhecido, um estranho, e como tal, não vale a pena fazer coisa alguma, afinal, o problema não é nosso…
Algumas núvens no céu…calor abafado. Temperatura no momento: 29 graus na Vilalta. Umidade relativa do ar, 62 por cento. pelo jeito, nada da estação chuvosa ainda…
Ceará à frente do CBC: Rosemberg Cariry é novo presidente de entidade que é espaço para discussões sobre audiovisual brasileiro (Foto: GUSTAVO PELLIZZON). Cineasta cearense Rosemberg Cariry assume o cargo de presidente na nova diretoria executiva do Congresso Brasileiro de Cinema. Um cineasta cearense como presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC). Rosemberg Cariry foi eleito o mais novo presidente da associação que reúne mais de 50 entidades brasileiras da área e que já teve no comando nomes como Gustavo Dahl, Assunção Hernandes, Geraldo Moraes, Paulo Boccato e Paulo Rufino. A nova diretoria executiva do CBC foi eleita na última quinta-feira (22), durante o 4º Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual, realizado na cidade do interior paulista até o último domingo (25). Referência quando se fala em cenário audiovisual cearense, Rosemberg Cariry é filósofo de formação, mas foi no universo cinematográfico que consolidou seu nome. Estreou no cinema na década de 1970 com documentários em curta sobre artistas populares e manifestações artísticas do Ceará e do Nordeste. Em 1986, realizou o primeiro longa, ainda no formato documetário, “A Irmandade da Santa Cruz do Deserto”. A primeira ficção veio com “A Saga do Guerreiro Alumioso”. Seu trabalho mais recente é o premiado “Siri-ará”
Promoção de ações
Além da eleição dos novos representantes, o Congresso Brasileiro de Cinema aprovou um novo estatuto de regimento interno e definiu os planos de metas iniciais para a gestão. Entre eles, estão a realização de um mapeamento do audiovisual, intensificação das ações políticas e promoção de ações nos setores de formação e capacitação, difusão, preservação e memória e diversidade cultural. Uma das principais atividades do CBC é um encontro periódico realizado bienalmente, que funciona como um dos mais importantes espaços para a discussão e a reflexão dos rumos políticos, econômicos, culturais e sociais do audiovisual brasileiro.
FIQUE POR DENTRO
O que é o Congresso Brasileiro de Cinema
Fundado em 2000, o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC) é um fórum permanente de debate e proposição de políticas audiovisuais e tem como principais objetivos: promover o desenvolvimento sistemático das atividades cinematográficas e audiovisuais; realizar pesquisas e estudos sobre tais atividades em seus aspectos institucionais, econômicos, mercadológicos, tecnológicos, psicossociais e culturais, entre outros; contribuir para a formulação de políticas públicas para o audiovisual; contribuir para as relações institucionais entre organizações não-governamentais, organismos corporativos e entidades privadas, promovendo reuniões, encontros, simpósios etc.; promover troca de experiências entre os profissionais do setor; e incentivar e promover gestões para o fortalecimento e valorização de festivais brasileiros etc. Um dos frutos do CBC foi a criação da Agência Nacional do Cinema (Ancine).
A Festa da Santa Cruz da Baixa Rasa, no Crato, acontece há cerca de 200 anos, na Serra do Araripe. Os devotos vão pagar promessa ou, simplesmente, rezar (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS). Mais de 200 vaqueiros participaram da abertura dos festejos. Uma missa é celebrada há mais de 15 anos na Serra do Araripe. Crato. Ainda de madrugada os cavaleiros começam a sair de casa, de várias partes do Cariri e até do Pernambuco. É bem lá, na divisa entre os dois estados, na Baixa Rasa, que há cerca de 200 anos morreu de fome e sede um vaqueiro. Dias depois o corpo foi encontrado ao lado do cavalo magro, que continuou ao lado do seu dono. Desse tempo para cá, passou a ser reverenciado, pela fé do povo. São promessas feitas e pagas no dia 25 de janeiro. Todos os anos, a Romaria da Santa Cruz da Baixa Rasa atrai milhares de pessoas. Uma missa é celebrada há mais de 15 anos. Antes era a reza do terço. Dona Luzia foi uma das homenageadas este ano. Morreu aos 90 anos nas proximidades. Evaldo Medeiros (Valdo), falecido, foi outro homenageado. São personalidades importantes, que contribuíram para a continuidade da louvação. A espontaneidade dos participantes é o que mais impressiona, trazendo uma originalidade ao evento. A cultura popular se manifesta. Todos os anos, Antônio Aniceto, dos irmãos Aniceto, participa. “Desde os oito anos, quando o meu pai me trazia para cá”, diz ele. O grupo veio animar e reverenciar a alma do vaqueiro sofrido, perdido no mato e encontrado tempos depois, ao lado do seu cavalo. Grande parte dos participantes sobe a Serra do Araripe, a pé. Além da banda cabaçal, estão grupos de lapinha. O local passou a ser um cemitério, hoje desativado. Algumas pessoas preferiam ser sepultadas ao lado da cova do vaqueiro. Um deles foi Valdo. O irmão, Sinvaldo Medeiros, disse que o desejo do organizador era ser enterrado no local. Mas, o pedido não pode ser concedido pelos familiares. Os vaqueiros, a maioria vestida a caráter, de gibão de couro, aproveitam para fazer suas orações. Este é um momento também de encontro, no qual eles se homenageiam mutuamente, com distribuição de várias medalhas.
Ex-votos Aos pés da Santa Cruz da Baixa Rasa estão muitos ex-votos que se acumulam a cada romaria. São peças de madeira e barro que representam graças alcançadas pelos devotos que vão até o lugar. São muitos os milagres atribuídos à Cruz da Baixa Rasa e, por isso, antigamente, muitos cristãos eram enterrados no local. Esta festa já faz parte do calendário de datas comemorativas do município do Crato.
Lenda A lenda conta que no de 1877, enquanto campeava o gado, um vaqueiro, montado em seu cavalo, se perdeu na Serra do Araripe, em um local de mata fechada e morreu de fome e sede. O corpo fora encontrado por peregrinos 15 dias após o acontecimento, junto ao cavalo fraco e magro, que sobrevivera alimentando-se de terra e das cascas das árvores. Lá foi afixada uma cruz, conhecida como a Santa Cruz da Baixa Rasa, que passou a ser venerada por todos que por ali andavam. Em 1914, uma senhora conhecida como “Pretinha” fez uma promessa para afastar a peste bubônica de sua família, em troca ficou rezando um terço na sepultura do vaqueiro. Desde então, durante as gerações, o ritual vem sendo passado de pai para filho e virou um ritual sacro. Há seis anos, com a intenção de promover uma melhor organização no espaço, uma clareira foi aberta no meio da floresta, Área de Proteção Ambiental (APA). O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e agora Instituto Chico Mendes (ICM) decidiram disciplinar a festa. Para soltar fogos, tem de ser numa área mais distante, conforme o chefe da APA/ICM, Jackson Antero. Alguns homens ficam numa entrada mais distante, há cerca de 2 quilômetros do local da romaria, para não permitirem a entrada de carros e pessoas portando bebidas alcoólicas. É proibida também a venda no local da festa. No último domingo, houve um atraso por conta das chuvas pela manhã. Os vaqueiros seguiram para o Sítio Lameiro somente após as 10 horas. A missa aconteceu por volta do meio dia. Um dos organizadores da parte festiva, José Wilson, afirma que dois dias antes, como uma forma de divulgação do evento, foi realizada a escolha das rainhas da Baixa Rasa e também da Vaquejada.
Cultural Na ocasião, juntou os grupos de tradição e fez aquela movimentação no Lameiro. Um sábado cultural. “É uma prévia para chamar a atenção do povo para a festa”, diz ele. Foram montadas dez barracas, para a venda de comidas típicas, tipo mungunzá com pequi da serra. Ele lamentou este ano a ausência do poder público, já que queria organizar um palco no local, além de transporte para as pessoas chegarem até a área. Também lembrou a importância da presença de guardas municipais, para garantir mais segurança e organização na área. Pela primeira vez, o jornalista Gilmar de Carvalho esteve na Baixa Rasa. Chegou cedo, junto com a mestra da Cultura Zulene Galdino. “Gostei muito. Um dos pontos foi ver que a festa tem um respaldo, organização e segurança”, diz ele. Acrescenta, ainda, que mesmo com essas condições, não coloca na categoria de festa excessivamente organizada, por haver uma espontaneidade do povo. “Não é uma festa para turista, mas da comunidade”.
Elizângela Santos Repórter
ENQUETE
Há quantos anos você participa desta Romaria? Francisco Luiz Ribeiro 49 ANOS Organizador: “Há 28 anos comecei a organizar essa festa. Já vi muita gente pagar promessa e ficar bom. Tenho muita fé”.
Robson Mendes de Oliveira 27 ANOS Vaqueiro: “Esse é o primeiro ano que venho e gostei de tudo. É uma festa bonita e as pessoas têm fé para estar aqui”.
Antônio Amorim 37 ANOS Organizador “A gente junta o pessoal pra vir fazer a homenagem. Este ano vim no meu cavalo. Fiz uma promessa para ele ficar bom”.
Mais informações: Casa Sede do Ibama-Cariri (88) 3523.1999 / 3501.1702
O patrimônio cultural é o legado, a herança, que recebemos de nossos ancestrais e que vivenciamos no nosso dia a dia. A arquitetura, por exemplo, é uma expressão humana que envolve além do aspecto material, referências de uma época, aspectos emocionais de convivência e identidade. A preservação da memória, das referências culturais de uma comunidade, é uma demanda social tão importante quanto qualquer outra a ser atendida pelo serviço público. No Brasil, a preservação patrimonial é regulamentada por legislações federais, estaduais e municipais. A Constituição Federal estabelece que “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural” (Artigo 5º, LXXIII). Em 9 de novembro de 2005, a Prefeitura de Crato e a Universidade Regional do Cariri (URCA) firmaram um Termo de Cooperação Técnico e Científico que – sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – tinha por finalidade proteger o patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, antropológico, ambiental e bens culturais do município de Crato. Àquela época, existia forte parceria entre a URCA/Prefeitura de Crato/IPHAN. Naquela ocasião, o então Reitor da URCA, Prof. André Herzog, lembrou o tombamento – feito pela Secretaria de Cultura do Ceará – dos prédios históricos de Barbalha.
E afirmou que o trabalho a ser executado na Princesa do Cariri possibilitaria a recuperação da memória material edificada pelo povo cratense. De fato, o Termo de Cooperação, assinado em novembro de 2005, trouxe frutos para a Cidade de Frei Carlos. Basta lembrar a posterior restauração do complexo da antiga Estação Ferroviária de Crato, transformada no Centro Cultural do Araripe, uma das grandes realizações da primeira administração do Prefeito Samuel Araripe. A partir da restauração da antiga “Estação do Trem” teve início a conscietização, por parte da população de Crato, da necessidade de preservação do nosso patrimônio histórico, artístico, arquitetônico, antropológico, ambiental e dos bens culturais do município de Crato. Sua nota se insere nessa consciência crítica e representa uma força na luta que é de todos nós, cidadãos e cidadãs, que desejam o melhor para Crato.
“Uma cidade só será limpa, quando a sociedade fizer a sua parte. Não tem prefeito nenhum no mundo que manterá uma cidade limpa, se a sociedade não fizer a sua parte.” Samuel Araripe
Ao ler o blog do Crato mantido por Dihelson Mendonça, deparei-me com esta colocação do Prefeito Samuel Araripe, acima descrita e por oportuno, corroboro, que esta, se reveste de suma importancia capital para a sociedade, não somente do Crato, mas para a sociedade do mundo globalizado. Após uma reflexão, resolvi pesquisar e encontrei nas palavras de Maria de Fátima Abreu, em seu trabalho: “Do Lixo à Cidadania, Estratégias para a Ação.”, belos ensinamentos para a educação sócio ambiental da sociedade. Pois, muito bem! Para os objetivos do Programa Nacional Lixo & Cidadania serem alcançados é necessário que a sociedade brasileira passe por uma transformação: uma alteração nos valores culturais, que levaram o País à situação atual, onde parte da população é compelida a produzir e a consumir cada vez mais, deixando para a outra parte apenas o lixo gerado como fonte de sobrevivência. A educação sócio ambiental é um dos instrumentos mais importantes para promover a mudança de comportamento necessária, transformando os cidadãos de desconhecedores dos problemas para atores e produtores das soluções; de desinteressados para comprometidos e co-responsáveis pelas ações, e de responsáveis, para parceiros nas soluções.
O Governo Municipal do Crato, com a conquista do selo verde, através do trabalho consciente, feito pela Secretaria do Meio Ambiente, tendo a frente o secretário Nivaldo Soares, vem convidando toda a sociedade a participar de um programa de educação sócioambiental para a coleta seletiva solidária. Assim como, fazendo sua parte com eficiência e eficácia, pois, o processo educativo deve alcançar toda a sociedade. Atuando especialmente nas escolas, espaço privilegiado para a educação sócioambiental, considerando que os hábitos das crianças e dos adolescentes não são tão arraigados, maiores serão as possibilidades de mudanças de comportamento. Devem ser alvo do programa sócio-educativo, também, os locais de trabalho, as igrejas, as residências, os clubes, o comércio. A abordagem educativa deve chamar atenção para a necessidade da redução da geração e descarte de resíduos como forma de economizar recursos naturais e energéticos preciosos, transformados em matérias supérfluos e descartáveis que rapidamente vão para o lixo e passam a poluir o solo, a água e o ar. Portanto, Crato! Avante! Continue em seu rumo certo para um futuro ecologicamente correto!
Postado por: Mário Correia de Oliveira Júnior Prof. Esp. Economia Ambiental/ FIP – Faculdades Integradas de Patos.
Pela culatra…suspiros! Claro sentimento inexplicável, etéreo Magia propalada inquieta e calma Sem presente,nem passado… No futuro,quando acho ? Força branda riso quente teu sotaque é diferente Já ouvi, já sei cantar
No sonhar sem macular um escape sem descarte Sombra arte Se é de Marte Vale a pena duvidar ! Afundo passos na areia olho o céu, respiro mar No sertão da maré-cheia mandacaru sempre há.
Avisados, desligados Se Deus quiser não será … Se o Diabo gosta, revolta paixão ,rendição … na devoção vai pousar. Até meados do ano já passou não quis deixar forasteiros, terra estranha um encontro além-do-mar
Teu olhar,meu sonhar rima pobre, prenda rica se vingar, a casa cai… Se calhar é bom ficar. Não ficando é sempre vindo bem ou mal é meu destino !
Pés de vento vou regar lama e luz encontra olhar tempo corre tarde longa distante é te avistar Não sei quanto nem sei como outra vida, outro plano emparelha um caminhar.
Almas vadias… se acasalam sem cruzar tranças minhas tramas nossas se mexer vai enlinhar
Tens o verso, tens a prosa tens o mimo e o penar tempo nosso, eu arvoro , e na lua dos meus olhos te entrego o meu olhar
Olhar cego, olhar terno sem matéria e sem artéria pra pulsar e se elevar… Mas eu pulso, e te engulo nas gotas do meu luar.
Ode a tudo ode ao mundo ode a pedra submundo lá me sento lá me solto pra com ela desabar.
ninho estranho leite e visgo alimento, desumano é engano meu pensar .
Sinto o cheiro sinto o cio ócio etílico trago e grito tranco tudo quarto escuro enlouqueço , me desgrudo… pedaço daquela boca escondo para beijar
beijo curto beijo lento … chuva fina broa e chá crocante é o sentimento meloso é saber amar.
laço forte lance ao norte vento sul … Vem me buscar ? Deixa aqui deixa acolá … Só não quero é te matar.
Doce eterno Pai do céu Parati montanha e mar Nas quebradas das canoas sereias podem encantar
canto novo canto em pranto no pardo do meu solar.
Voltas … contos do colar colar temas colar midis pérola negra perdida ostra viva, jade achar
Quero sempre,quero santo no teu ponto, no teu lume ser a gota do teu mar.
Postado por EditorSem categoriasegunda-feira, 26 jan 2009, 21:26 | 0 Comentários
O Primeiro Passo amplia a oportunidade de jovens no mercado de trabalho através de cursos profissionalizantes.
Alunos da rede pública dos municípios de Penaforte, Jati, Porteiras e Brejo Santo serão atendidos, este ano, pelo programa de capacitação de jovens – Primeiro Passo. Para cada município, serão 25 vagas da linha de ação Jovem Bolsista. A adesão entre as prefeituras municipais e o Governo do Estado foi assinada nesta segunda-feira (26/06) durante o “Governo do Ceará em Minha Cidade” realizado nesta segunda-feira, em Penaforte.O Primeiro Passo, executado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), tem o objetivo de ampliar a oportunidade de jovens no mercado de trabalho com a oferta de cursos profissionalizantes. A modalidade escolhida atende a demanda do município e é previamente discutida com os jovens. Em 2007 foram 3.800 alunos capacitados. Em 2008, o número saltou para 5 mil e a meta em 2009 e atender 10 mil jovens, tanto na Capital, como no Interior do Estado. Os cursos mais procurados são: corte e costura, hardware, serigrafia, teatro, turismo, agente de administração, dentre outros.Para ser contemplado com o programa o jovem precisa ter entre 16 e 21anos e estar regularmente matriculado na rede pública de ensino. A prioridade, é atender jovens em situação de vulnerabilidade e risco social. Para cada município integrante do Programa, o Governo destina os recursos para o pagamento das bolsas de ensino, garante o material didático, o fardamento e o lanche dos alunos.
O Supremo Tribunal Federal, desde o ano de 1986, consagrou a tese, defendida nos cancelos forenses do Brasil, da inconstitucionalidade da cobrança pelos Municípios da taxa de iluminação pública. Com isso os Municípios brasileiros vêm, pouco a pouco, se desfalcando de uma significativa fonte de receita e, conseqüentemente, sofrendo impacto no equilíbrio fiscal da Administração. No caso concreto, a fonte da receita era o contribuinte, que tendo as ruas de suas residências e de prédios outros de sua propriedade iluminados pelas empresas de energia elétrica, lançava-se-lhe a obrigação de pagar ao órgão público municipal uma taxa por essa iluminação. Tal como se fosse uma compensação por essa perda de receita, os Municípios tentam reverter a situação, atirando o prejuízo contra as empresas fornecedoras de energia elétrica, através da cobrança de valores pelo uso de seu solo urbano, com o assentamento de postes que recebem as redes de eletricidade. Estranhando a cobrança pelo uso do solo, pois mau acostumadas, as ditas empresas têm ingressado em Juízo com Mandados de Segurança contra a medida do gestor público, sob o fundamento de ilegalidade do que chamam de tributo, invocando, para tanto, o art. 153, § 3º, da Constituição Federal, que proíbe a incidência de tributos sobre operações relativas a energia elétrica e serviços de telecomunicações, à exceção do ICMS, dos tributos federais de importação e exportação relativos à energia.
Diante desses argumentos, alguns Prefeitos Municipais, deficientemente assessorados por suas Procuradorias, recuam na cobrança às empresas de energia elétrica pelo uso do solo urbano público, com o assentamento de seus postes e, com isso, cometem a infração político-administrativa e até crime de responsabilidade, do que se poderia tipificar de renúncia tácita e injustificável de receita, chocando-se com as determinações expressas do art 14, incisos I, II, da Lei de Responsabilidade Fiscal, enquadrando-se o gestor público no crime de responsabilidade dos Prefeitos, na infração político-administrativa e em ato de improbidade administrativa, tipificados respectivamente no art. 11, nº 5, da Lei nº 1.079/50,; art. 4º, VIII, do Decreto-lei nº 201/67, e art.11, I, II e X, da Lei nº 8.429/92.
Os gestores municipais têm de tomar consciência de que a cobrança às empresas fornecedoras de energia elétrica, pelo uso do solo público municipal, nada tem de ilegal, pois se trata de tarifa pública, cujo fato gerador tem natureza administrativa e não tributária, em nada se chocando com a imunidade virtual a que se refere a Constituição da República, no seu § 3º, do art.155, que é de caráter eminentemente tributário. Essa imunidade diz respeito tão somente às operações de energia elétrica e não a todas as atividades exercidas pela empresa fornecedora. Caso contrário, as anteditas empresas não seriam tributadas sobre sua renda, sobre sua propriedade predial e territorial urbana, sobre a transmissão de seus bens imóveis, etc. Por conclusão, diante da autonomia municipal concedida pelos arts. 18 e 29, da Constituição Federal, os Municípios podem, e devem, cobrar das empresas de energia elétrica o preço público pelo uso do solo urbano no fincamento dos seus postes e no de reserva de áreas de segurança na extensão da rede de sua elétrica energia.
Por: Aglézio de Brito MEMBRO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO ADMINISTRATIVO
Particularmente, não compactuamos com o velho adágio popular que, de forma equivocada e inconsistente, prega que “política, religião e futebol não se discutem”, porquanto considerados temas por demais polêmicos. Advogamos, sim, que se existem argumentos convincentes e consistentes, devam ser brandidos e utilizados na elucidação de dúvidas e querelas a respeito. Assim, como o Morais oportunamente recolocou a Igreja de volta ao centro do debate (vide matéria abaixo) e partindo-se do pressuposto que de bom alvitre será sua discussão (sem paixões exacerbadas, por favor), permitimo-nos exibir, a partir de hoje e até sexta-feira, algumas questões pontuais a respeito da instituição Igreja, proferidas por alguém que a vivenciou em toda a sua plenitude, porquanto por muitos anos um dos seus principais e badalados pastores: Leonardo Boff.” José Nilton Mariano Saraiva ****************************
Doutrina Cristã – Igreja, a Grande Madrasta
“O padre, o seminarista, é educado para ter um verdadeiro casamento com a instituição Igreja; aquilo que a pessoa dá em termos de libido, de amor à sua companheira, à sua mulher, ele é educado a dar à sua Igreja. Agora, há uma fase em que o padre desperta. Geralmente quando cai na vida real, como pároco, como agente de pastoral, aí ele se dá conta de que essa Igreja é uma grande madrasta. Que usa a força dele, sua libido, sua inteligência em favor dos interesses institucionais dela e não das pessoas humanas. Que ela, Igreja, não se interessa muito pelos problemas do homem da rua, que tem problema com limitação de natalidade, com eventual aborto, com fracasso no matrimônio e a vontade de começar um outro. Ela, a Igreja, não se interessa, ela é fria e sem piedade e aplica a doutrina. E aí o padre entra em crise, fica entre o pastor que sente o próximo e a subjetividade que foi criada nele de ser o representante da instituição, da doutrina; e entra num conflito e muitos sucumbem nesse conflito. Ou ele abre e entra num novo estado de consciência e é um pastor que viola as doutrinas, ou ele se enrijece, recalca aquele mundo e fica o homem da instituição, do poder, da palavra rígida e até se transfigura. Ou então a terceira alternativa: muitos abandonam. E vão atrás das causas profundas que podem ser, digamos, o encontro com uma mulher. Não é apenas o encontro com uma mulher, quer dizer, ao encontrar a mulher e descobrir o mundo da intimidade, da ternura, da compreensão, do companheirismo, da vida como todos os mortais vivem, que é carregada de valores, e que isso foi tolhido a ele, conclui: “Puxa, mas Deus não pode ser inimigo disso, Deus tem de ser pensado como um prolongamento disso ao infinito e não como corte disso”. E muitos então saem, profundamente frustrados com a instituição Igreja. Então, a educação é levada nesse sentido, por força do celibato você não pode ter o intercurso sexual. Então, a mulher se torna a tentação próxima. E você é educado a não olhar nos olhos da mulher, porque ela é tentadora, de nunca conversar com ela sozinho, mas sempre acompanhado de outros”.
Autor: Frei Leonardo BoffPostado por: José Nilton Mariano Saraiva
Estou pisando nos ladrilhos da Dr. João Pessoa. Da Casa de Dona Benigna até a Praça Siqueira Campos… justo de onde , a troca de olhares entre os brotos, nasciam grandes amores. A casa permanece do mesmo jeito: jardim encantando um santuário. A casa das cinco mulheres : Dona benigna, Dona Anilda, Dona Alda e Dona Almina. …e uma ruma de meninos ( os filhos de Dona Almina), isso sem contar com a turma dos primos. Boas energias, boas prosas , bons cuidados. Muro com muro , morava Dona laís. Mais uma das Arraes… Era bela. Cabelos negros, pele clara, olhos cor de esmeralda. Mãe de Everardo Norões ( notável escritor), “Donaciano” e Fernando .
Depois , a casa da Dra. Josefina. Um casarão sombrio…Meus olhos lá nunca penetravam …Parecia-me que as luzes estavam sempre apagadas .Mas era uma personalidade que me intrigava. Uma médica, nos anos 60 era coisa rara.
Lado oposto , moravam , numa casa minúscula, eu e a minha família. Dormíamos uns em cima dos outros… aperto em todos os sentidos. Dias de chuva , a casa ficava inundada. Boiavam , os nossos utensílios… Eles sabiam nadar , gozar o prazer de um banho de chuva. Meu pai adormecido , nos seus sonhos de boemio , conseguia nos lembrar: Cuidado com o meu sapato de cromo alemão… Enquanto isso as mulheres adultas ficavam puxando e enxugando as águas. Parede com parede , Dona Irismar e Seu Antonio; Seu Luiz (enfermeiro) e Dona Albertina ; Dona Zeneuda ( prima de Dr Aníbal e Letícia Figueiredo).Tinha quatro filhas : Antonieta ( a mais bela), Elisabete, Ermira e Elisa… Vida de viúva…Modesta, parcimoniosa, mas feliz !
Na esquina , a pensão Hermes. Janelas e portas abertas. Mesas bem forradas, ervas azeitadas …Viajantes, forasteiros… e o cheirinho dos temperos.
Praça Juarez Távora , Escola Técnica de Comércio , sob a direção do professor Pedro Felício cavalcanti. Movimento constante. Quem não podia estudar no Colégio Diocesano ou no Santa Teresa, formava-se lá.E naquela Instituição , muita gente se instruiu , e conquistou seu lugar. Berço natural da Faculdade de Economia do Crato.
Até chegar na Praça Siqueira Campos, a gente tinha que pisar na calçada de Dr. Meudo, casa de Maria Ormecinda , casa de Dr. Aníbal, Seu Eunício Dantas , Armazém Recife , Alfaiataria de ” Rivadave “, consultório de Dr. Derval Peixoto, sobrado de Joaquim Patrício ou seria de Antonio Luiz ? Armarinho dos Vilar, Casas São José ( ainda permanente…ainda vende chapéus); Livraria de Seu Ramiro Maia. Ronald no atendimento. Meu olhar a cobiçar livros, notadamente ,os Romances; Tipografia Cariri de Seu Raimundo Maia e Dona Conceição ; Casa Vênus, Casa Abraão, Casa Alencar, Livraria Católica de José do Vale e Vieirinha… ( aposto que viviam por lá , Do Vale e Zé Flávio , quando ainda eram meninos…); Ernani Silva , “Sal Míneo”, Anísio Calçados…e O Grande Hotel.
Lado oposto , a partir da Pça de S.Vicente, lembro da relojoaria Nonato, Casa do Pintor,residência de Seu Felipe Ribeiro( avô de Magali); Ótica aonde Sofia ( irmã de Maildes Siqueira ) trabalhava; Tércio Vidraçaria ( ainda no mesmo lugar, e do mesmo jeito… ! A Babilônia de Wilson , sobrinho de Cícero Coló, Casas Pernambucanas, Banco Caixeiral… Seu Pedro , Augusto Gonçalves( meu padrinho de batismo), Ésio Braga…Na memória, ainda trabalham por lá; A Cratense de Seu Euclídes Lima Barros e Dona Neném ; consultório de Dr, Herbert Teles; Juvêncio Mariano, Loja Azteca, que calçava a nossa elegância ; Thomaz Osterne de Alencar… e a praça ! A praça, a Frigidaire, Bantim e o Cassino… Essa rua era o nosso Shopping, nosso passeio público, nossa vitrine, nossas luzes de néon, nosso caminho !
* Não confiem plenamente , na memória de uma menina. A intenção é atiçar lembranças , e torná-las mais completas. Acrescentem. Cada nome citado , merece um conto !
Os comentários do Armando Rafael ajudou-me a fazer algumas correções. Obrigada, menino!
Durante um século, o Instituto Antonio Provolo, foi visto como um exemplar modelo de caridade da Igreja Católica. O centro da Congregação da Companhia de Maria para educação de surdos mudos oferecia ensino grates e meios de inserção no trabalho para dezenas de crianças com problemas de surdez e de fala, originadas de famílias pobres e camponesas do miserável nordeste italiano.Esta semana, cerca de 70 ex-alunos do Colégio, agora homens e mulheres de 41 a 70 anos, decidiram romper décadas de silencio e revelaram que sofreram de forma sistemática abusos sexuais e maus tratos em mãos de sacerdotes e leigos. Os testemunhos detalham dezenas de casos de sodomia, masturbações forçadas a sós ou em grupos, surras e ameaças. Um inferno de proporções espantosas que durou ao menos 30 anos e que agora se abate sobre a Santa Sé, responsável direta pela congregação. Segundo revelou o próprio bispo de Verona, Giuseppe Penzi, entre os acusados de sodomia está Giuseppe Carraro, que foi bispo da cidade entre 1958 e 1978. Carraro morreu e está em adiantado processo de beatificação, um estagio para depois ser proclamado Santo.
[ Acima: Vista parcial do Centro Cultural do Araripe, em Crato - Antiga Reffesa ]
Zelar pelo patrimônio histórico de um município, é dever de toda administração que se diz correta,e que realmente se preocupa com a preservação da história de sua cidade, e guarda o legado destas para as gerações posteriores. Um povo sem a sua história, é um povo arruinado, porque não tendo história, perdeu seu bem mais precioso: As suas raízes. E assim como uma grande árvore, se perder suas raízes ela estará morta, um povo sem vínculos às suas raízes, estará fadado à destruição e à incorporação por outras civilizações oportunistas. Valorizar a história, as tradições e o patrimônio histórico, é manter acesa a chama da existência das civilizações.”
“Uma cidade só será limpa, quando a sociedade fizer a sua parte. Não tem prefeito nenhum no mundo que manterá uma cidade limpa, se a sociedade não fizer a sua parte.”
“Mas eu estou entusiasmado mesmo, Dihelson, é com um consórcio de 9 municípios para implantar aqui um aterro sanitário com uma usina de reciclagem de lixo. Uma coisa extraordinária, que já existe em cidades mais desenvolvidas…a coisa é tão empolgante, que você passa lá no aterro sanitário e o que vê é um grande gramado! É um negócio de primeiro mundo…o terreno vai ser na divisa do Crato com Juazeiro, e o município que ficar, vai receber ICMS…ambiental” Samuel Araripe
ENTREVISTA SOBRE A USINA DE RECICLAGEM DE LIXO:
B.C = Blog do Crato S.A = Samuel Araripe
B.C - Vamos falar um pouco sobre os seus projetos em relação ao lixo, ao reciclamento do lixo, ao destino final do lixo na nossa cidade. O Sr. não acha que seria também necessário fazer uma grande campanha de conscientização ( da população ) nesse sentido ?
S.A – Grande pergunta! “Uma cidade só será limpa, quando a sociedade fizer a sua parte. Não tem prefeito nenhum no mundo que manterá uma cidade limpa, se a sociedade não fizer a sua parte. O que é que eu quero dizer: muitas vezes aqui no Crato, o caminhão passa, a pessoa tá ainda enxergando o caminhão coletor de lixo, e chega, coloca ali seu lixo na calçada. Daí a pouco vem um cachorro e morde o saco de lixo. Espalha o lixo todo. Vem um veículo e sai carregando, e é isso que realmente acontece aqui em algumas localidades. Eu acho até, Dihelson, que já melhorou muito, mas o Blog do Crato…
B.C – Quando não queimam, o que é pior, que gera fumaça com gases tóxicos…
S.A – …É. Quando não queimam, exatamente, criando gases tóxicos. Então eu gostei muito aí da tua colocação. Todos os meios de comunicação que querem bem ao Crato, que amam essa cidade, que querem ver a qualidade de vida do nosso povo, deveria fazer uma campanha nesse sentido. Veja a hora em que o coletor passa, e só coloque o lixo naquele momento. Se possível ainda, separado. Mas eu queria tecer aqui alguns comentários sobre esse assunto porque é de muita importância. Eu já avancei algumas coisas aqui.
Primeiro: Caminhões coletores de lixo. São todos compactadores. Antigamente você via uns caminhões da década de sessenta, o gari jogando lixo em cima, metade caía na carroceria, a outra metade caía no chão. ( Agora ), todos os caminhões coletores. Todos os caminhões com aparelho para monitorar se passou ou se não passou, que é para quando o habitante “- Não passou…” a gente vai lá e vê se o motorista está enrolando…porque tem essa também, a culpa não é só da população não! A empresa também às vezes tem culpa. Fizemos aí os coletores.
O Lixo hospitalar em 2004, era coletado num trator a céu aberto. Hoje é num caminhão-caçamba apropriado…e quero chegar no antigo lixão que hoje é um aterro sanitário controlado. Muito bem. Lá fizemos um trabalho importante. Separamos onde fica o lixo hospitalar do restante da coisa, fizemos uma campanha de tirar as crianças lá no ( local ), as pessoas que estavam trabalhando lá, fizemos um disciplinamento, mas eu estou entusiasmado mesmo, Dihelson, é com uma coisa que eu estou participando junto ao governo do estado: É um consórcio de 9 municípios para implantar aqui um aterro sanitário com uma usina de reciclagem de lixo. Uma coisa extraordinária, que já existe em cidades mais desenvolvidas…a coisa é tão assim empolgante, que você passa lá no aterro sanitário e o que você vê é um grande gramado. É um negócio de primeiro mundo, já participamos de 4 reuniões, já assinamos o protocolo de intenções dos 9 municípios dizendo que desejamos fazer isso, o terreno já foi ali olhado, que vai ser na divisa do Crato com Juazeiro, o município que ficar vai receber ICMS…ambiental – E o crato ganhou o sêlo verde agora, já que outra conquista importantíssima. Então eu estou muito entusiasmado, e aí eu me encontrei com um pessimista… sabe como é que a gente identifica um pessimista ?
B.C – Não.
S.A – O Pessimista olha pra você, eu assim empolgado, falando sobre esse aterro sanitário, aí o pessimista olha pra você, coça a cabeça, olha pro chão, e diz: “- Isso não vai dar certo não…” Corra dessa pessoa! É azar pra 7 anos…você tem que conversar é com otimista, pessoa que crê naquilo que está fazendo, sabe, que fala com emoção, que fala assim realmente com o coração. Então essa coisa vai ser, vai dar certo. É Banco Mundial, Governo do estado, e os municípios. Aí chega um e disse: “Não…mas não vai dar certo não porque Farias Brito assinou o documento, e como é que vai ficar esse transporte de lá pra cá, 30 e tantos Kilômetros ? Aí eu olhei para o pessimista e disse: “Olha, rapaz, essa coisa não é “INVENTADA” assim sem ter um planejamento não. A coisa funciona assim: O prefeito continua coletando o lixo em sua cidade. E a 5 Km da sede do município terá um ponto de apoio pra receber esse lixo, e será deslocado até a sede, e lá será processado e devidmente separado e processado. Dihelson, se Deus quiser, essa coisa vai sair, porque olha, a qualidade de vida do Crato vai melhorar bastante!
Foto e Entrevista: Dihelson Mendonça para o Blog do Crato
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Blog do Crato
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Histórias que Vi, Ouvi e Contei”, da autoria de Carlos Eduardo Esmeraldo, é uma coletânea deliciosa de histórias engraçadíssimas que aconteceram no Crato ao longo do século XX. Figuras características, situações engraçadas, esse livro, elogiadíssimo pelo público é imperdível para todos aqueles que procuram conhecer a história da nossa cidade através de seus inúmeros “causos”. O próprio autor, Carlos Eduardo Esmeraldo nos presenteou com seus últimos 25 livros disponíveis, a fim de que o valor da venda se reverta para a manutenção do Blog do Crato no ar, e para a expansão do nosso tão sonhado estúdio de produção audiovisual, que será a base para o Acervo Digital do Cariri, ou Museu da Imagem e do Som. Assim, além de adquirir um exemplar do livro “Histórias que vi, Ouvi e Contei, você também estará ajudando a manter o Blog do Crato e a nossa construção.
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Moradores da beira do Riacho Seco, em Barbalha, se arriscam na travessia do canal, enquanto a obra não é concluída. No final do trecho, o lixo se acumula e há possibilidade das casas serem invadidas pelas águas das chuvas (Foto: Elizângela Santos). Em áreas de risco de municípios do Cariri, a natureza sinaliza que as cidades têm construções inadequadas para chuvas. Juazeiro do Norte. Para alguns, a estação das chuvas no Cariri é um momento de alegria, fartura neste rincão de terra. Outros se detêm à preocupação, por conta das moradias e obras de alto risco, que há anos não são muitas vezes concluídas ou corrigidas, gerando prejuízos ao erário público e à sociedade. Em Barbalha, o Canal do Riacho Seco, que teve sua construção iniciada em 2006, ainda está por ser concluído. Os moradores do bairro Nossa Senhora de Fátima, já na desembocadura da obra, quase no encontro do Riacho Seco com o Riacho do Ouro, estão apreensivos quanto às fortes chuvas. Alguns estão em estado de alerta constante. O medo é que as casas à beira da vala sejam invadidas com a água fétida, cheia de lixo e areia na porta de casa.
Os moradores fazem um apelo às autoridades para que a obra seja concluída o quanto antes. O que durante esse período se torna quase impossível. O máximo a ser feito, admite o secretário de Infra-Estrutura de Barbalha, Magno Coelho, é retirar o lixo e areia das áreas, o que já iniciou em toda a cidade, principalmente nos bueiros. Segundo ele, o trabalho foi emergencial por conta das chuvas. O secretário destaca a sua preocupação em relação à obra. Disse que todas as providências estão sendo tomadas para que os trabalhos sejam concluídos. Ao longo do percurso, uma vala de quase dois metros de altura já foi coberta por uma laje de cimento. Mas o problema se agrava por conta das bocas de lobo, que não foram concluídas. A terra continua entrando na vala e resta apenas pouco mais de um metro para a água que entra com força das cabeceiras da Serra do Araripe e atravessa o Centro da cidade. Outra grande preocupação, e risco iminente para os condutores de veículos e pedestres, se encontra a quase dois quilômetros da sede de Barbalha. A estrada que segue para o distrito de Arajara, no município, está cedendo. O trecho se encontra sem asfalto e não há espaço para a passagem de dois carros. Com a intensidade das chuvas, há forte possibilidade da estrada ficar interditada. Segundo o secretário, uma ordem de serviço está para ser assinada pelo governador do Estado para a construção de uma ponte no local e recuperação de vários trechos da estrada. O secretário prevê o início das obras ainda em fevereiro. Mas em todo o município também vem sendo feito um levantamento completo para recuperação de ruas e calçamentos. A limpeza tem sido abrangente, já que a zona rural foi incorporada para que fosse feita a limpeza e melhoria de algumas áreas para facilitar o escoamento das águas.
Em Crato, o Canal do Rio Grangeiro, que atravessa toda a cidade, coloca em alerta os moradores, principalmente das margens. A água que desce com toda força do alto da serra, muitas vezes vem com um poder de destruição surpreendente. Uma das moradoras, Selma Geraldo Vilar, 70 anos, há 35 anos mora à beira do canal. A avenida separa a sua casa dos paredões de cimento.
Providências urgentes
“Enquanto o clima de inverno dá tranqüilidade para muitas pessoas, para nós é um momento de preocupação. Ficamos, principalmente durante o mês de janeiro, praticamente sem dormir à noite. Quando dá uma neblina, vamos tomando todas as providências imediatas”, diz a moradora. As portas têm proteções especiais, para as casas não serem inundadas pela chuva. Em anos anteriores, as cheias do canal — por conta de uma obra considerada pela Prefeitura um erro de engenharia que precisa ser corrigido — já provocaram vítimas fatais. No início da década, um morador da cidade chegou a ser tragado, junto com uma camionete Hylux, para dentro do canal e foi encontrado sem vida alguns quilômetros depois. A recuperação de todo o canal, segundo o secretário de Infra-Estrutura do Crato, Jéferson Felício Júnior, pode custar até cerca de R$ 20 milhões. Uma obra que só pode ser feita em parceria com o Governo Federal, segundo admite o prefeito, Samuel Araripe. Os prejuízos causados com trechos da obra destruídos são incalculáveis ao longo dos anos. E vários deles ainda necessitam passar por melhorias e serem fortalecidos para que não cheguem a arrebentar novamente. Tanto que durante esta semana, conforme o Felício Júnior, foi encaminhado ao Ministério da Integração Nacional projeto solicitando recursos da ordem de R$ 1,25 milhões para recuperação de vários trechos, onde o cimento já foi levado e a parte inferior está oca. O secretário destaca que nos países desenvolvidos, como o Japão, atualmente não se faz mais canais de cimento. “É um tipo de obra ultrapassado”, diz ele. A visão dá Engenharia é dar uma adequação mais natural à área, com pedras e plantas, sem causar tantos prejuízos à natureza, além de proporcionar uma melhor paisagem — o que não aconteceu com o Canal em Crato. O que poderia ser um dos cartões postais da cidade, virou um grande paredão de cimento, que não tem como amortecer a passagem da água que vem com toda força do alto da Serra do Araripe.
Como é ter que conviver em áreas de risco?
José Marcos de Sousa. Pedreiro: Estamos todos com medo, mas não temos para onde ir. A água do riacho pode entrar nas casas. É o nosso temor
Vicente Alencar de Sousa. Servente de pedreiro – É um risco, mas não temos outro lugar para ficar. O medo é de uma chuva forte. Estamos na parte mais crítica
Selma Geraldo Vilar. Aposentada. Aqui é um sofrimento. No mês de janeiro, ficamos de alerta noite e dia. São 35 anos e não dá para se tranqüilizar
Elizângela Santos Repórter
Mais informações: Secretaria de Infra-Estrutura de Barbalha Rua Miguel de Freitas, 184 Bairro Cirolândia (88) 2532.0422
VESTIBULAR CONSIDERADO TRANQUILO NOS TRÊS DIAS DE REALIZAÇÃO
Terminou na última sexta-feira, com aplicação das provas de Língua Portuguesa e Brasileira, Língua Estrangeira e Redação, o Vestibular 2009.1 da Universidade Regional do Cariri (URCA), com mais de seis mil participantes. Todo o trabalho desenvolvido por uma equipe de quase quinhentas pessoas resultou num bom desempenho do Processo Seletivo da Instituição. Mais uma vez o curso de Enfermagem, que recebeu avaliação ‘A’ dos alunos durante o Enade, foi o mais concorrido, com 22 concorrentes para uma vaga. Em segundo, Direito, com 16 inscritos para uma vaga. No município de Iguatu, atualmente com mais de mil alunos, a concorrência maior ficou para o curso de Direito, com 12 para uma vaga e em segundo, Enfermagem com 9,88. O Reitor da URCA, Plácido Cidade Nuvens, esteve acompanhando nos locais de realização das provas todo o processo. Ele visitou os Campi de Iguatu, e, no dia seguinte Crato, Barbalha e Juazeiro, onde constatou normalidade nos trabalhos. Além de Crato, Juazeiro e Barbalha, foram realizadas provas nos municípios de Iguatu e Brejo Santo.
REITOR DA URCA VISITA LOCAL DA FUTURA SEDE DO CAMPUS DE IGUATU
O Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Plácido Cidade Nuvens, esteve visitando o local que irá sediar o Campus de Iguatu, as instalações da antiga CIDAO, no referido município, na última semana. O prédio foi recentemente adquirido pelo Governo do Estado e se encontra em processo de desapropriação. Cerca de R$ 6 milhões serão investidos, incluindo a compra do prédio. Esse novo avanço da URCA, que ano passado conseguiu obter a gratuidade para os alunos, na então Unidade Descentralizada de Iguatu, representa uma ampliação significativa de seu espaço no âmbito do Centro-Sul do Estado e uma conquista importante na vizinha região, hoje com mais de 1.200 alunos, nos cursos de Direito, Enfermagem, Educação Física e Economia O Campus Multiinstitucional abrigará além dos Cursos da URCA, a sede da UECE como também a FATEC em Iguatu. O Projeto Arquitetônico do Prédio destaca o local como um dos maiores Centros Universitários do Estado do Ceará. O Processo de desapropriação da CIDAO já está em fase de conclusão e o Governo do Estado pretende iniciar a Construção do Centro Universitário já neste semestre.
Contato: Assessoria de Comunicação Universidade Regional do Cariri – URCA (88) 3102-1212 ramal 2617 www.urca.br Elizangela Santos Crato, 26 de janeiro de 2009.
A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas e reportagens. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.
HOMENAGEM DA SEMANA
CORREINHA
O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura
Jornal do Vicelmo
Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.
Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.
Agora você pode entrar em contato conosco diretamente. Se vc deseja publicar algum artigo que julgue importante para o Cariri, entre em contato conosco. Todos os artigos aprovados serão devidamente creditados aos autores. Os melhores artigos merecerão destaque, e se continuados, os escritores e cronistas poderão se tornar membros permanentes doportal Chapada do Araripe. Contatos:MSN e E-mail: blogdocrato@hotmail.com
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