Utilidade Pública – Secretária de Saúde de Crato esclarece críticas à Saúde no Município

O.B.S – Para não ouvir 2 sons ao mesmo tempo, favor pausar o player da Rádio Chapada do Araripe na entrada do Blog primeiro.

Em entrevista concedida ao Blog do Crato nesta tarde de Quarta-Feira, a Secretária de Saúde Nizete Tavares faz um esclarecimento à população acerca de vários pontos em que tem sido criticada nos últimos dias por alguns setores da imprensa e sindicalistas.

Alguns pontos altos da entrevista:

N.T
“Nós não estamos vivendo uma crise de saúde no Crato. A secretaria de saúde do Crato tem buscado no seu dia-a-dia desempenhar da melhor maneira possível todos os serviços prestados à população. Infelizmente, nós temos um problema que não é do município do Crato. É um problema que podemos dizer que é do Ceará e do Brasil, da falta do profissional médico. Então essas estórias que estão surgindo de que o Crato não tem médico por conta do salário, isso não é verdade. Os salários dos municípios que são nossos vizinhos, o salário de um médico é o mesmo pago nos municípios vizinhos. Os municípios que pagam um valor maior são os municípios de pequeno porte que recebem também do ministério da saúde um repasse maior. Mas o Crato tem o mesmo salário equivalente a Juazeiro, Barbalha, então, isso não é verdade! E a falta de médicos não é só no Crato. Inclusive, a imprensa poderia estender a visita aos outros municípios da região para constatar o que eu estou dizendo, e nós enquanto secretários temos tido várias reuniões e isso é uma preocupação dos secretários da dificuldade que temos tido na questão do profissional, do médico.”

N.T
“A Saúde no Crato está funcionando bem, nossos indicadores de saúde mostram isso, nós temos aí um trabalho bastante efetivo que estamos realizando nesse ano de combate á dengue, temos uma taxa de mortalidade materna que reduziu significativamente na nossa gestão, os indicadores de imunização…”

N.T
“Isso não é ( só ) um problema do município do Crato, isso é um problema do País”

B.C – E a que você atribui toda essa celeuma em torno da chamada crise da saúde no Crato ? Porque essa exploração em alguns setores da imprensa exatamente em cima dessas coisas todas justamente agora ?

N.T
“Infelizmente eu não sei te dizer, eu não conheço as pessoas, inclusive saiu em alguns jornais dizendo que as pessoas me procuraram e teria me negado a dar entrevista… ISSO NÃO É VERDADE ! – tá certo ? todos os canais de televisão, a imprensa falada, escrita que me procura, eu estou aberta para atender, para receber, para prestar informação que se fizer necessária. Eu só não concordo é em eu falar uma coisa e a imprensa colocar outra. Isso eu não concordo !”

Para ouvir a entrevista na íntegra, clique no player abaixo:

Reportagem: Dihelson Mendonça

É Melhor Não Contar…… Por Luiz Cláudio Brito de Lima


Conta-se – e aqui infelizmente não sei a fonte, pois li em algum lugar já há muito tempo – bem como reproduzo à minha maneira, que um determinado político brasileiro, era perseguido diuturnamente por um jornalista, esse, em seus artigos sempre encontrava uma forma de “alfinetar” o seu desafeto, criticar sua atuação parlamentar. Porém, um determinado dia esse profissional da comunicação procurou o representante popular, dizendo que precisava urgentemente de uma reunião. Ao chegar ao gabinete, a secretaria ao vê-lo sentiu um violento acesso de ira, temperado com uma pitada de desespero. Após as saudações de praxe, o visitante rogou falar com o político, nesse momento a secretaria diligentemente pediu que aguardasse um pouco. Em seguida ingressou na sala do chefe, e não conseguindo esconder o semblante de missa de sétimo dia, fato esse que de imediato fora indagado qual o motivo daquele estado, respondendo que o desalmado jornalista, que tanto almejava sua ruína, sua total destruição estava ali, há poucos metros, querendo lhe falar. E completou meio que perguntando e ao mesmo tempo alertando: o senhor não vai recebê-lo , não é? Para surpresa da fiel funcionaria, a resposta foi prontamente positiva, advertindo inclusive que tratasse o visitante muito bem. Sem entender nada, cumpriu suas ordens.

Passados alguns minutos – poucos aliás – ordenou a secretaria que o convidasse a entrar na sala. Ao vê-lo, o político o abraçou, tal qual fazemos quando visitamos um filho que mora longe, acariciou as costas (um misto de tapinhas e deslizamento de mão que ia das vértebras cervicais, passando pelas torácicas, quase chegando as lombares, um perigo…) , gentilmente puxou uma cadeira para que sentasse, perguntou o que gostaria de tomar: água, suco, refrigerante , vinho, enfim , era só “mandar”. Ato contínuo, sentou-se à mesa, olhando nos olhos do seu “grande amigo” e perguntou qual era o problema, como poderia ajudá-lo. O convidado, ainda assustado, sem entender nada, relatou o problema, na verdade o escopo da visita era para fazer-lhe um pedido pessoal, disse que sua situação era delicada, que não estava atravessando uma boa fase, contou seus anseios, o peso que carregava nos ombros. Precisava de sua interseção. O interlocutor ouvia atentamente, tomava nota, fazia perguntas, olhava para o pedinte (não no sentido literal, lógico) o seu olhar inclusive lembrava muito aquele equipamento médico-hospitalar, “ressonância magnética” , pois é como se ele olhasse todo seu interior, vendo seus órgãos, violando sua intimidade, arrancando suas entranhas. Não tendo mais o que falar, o visitante calou-se, emudeceu, apenas aguardou a resposta – que esperava ser desenganadamente negativa – todavia, para espanto geral o todo poderoso falou que ficasse tranqüilo, não se preocupasse, que “seus pobremas estavam resolvidos” , que utilizaria de todos os meios para atender aquela demanda, disse ainda, finalizando, que seu motorista o levaria em casa, ou em outro lugar que quisesse. Não acreditando no que acabará de ouvir, agradeceu imensamente abraçou o político, bateu em suas costas, e foi embora.

Após a sua saída, a secretaria entrou na sala, pálida, atônita, sem compreender absolutamente nada, e perguntou: como é possível, depois de tudo que esse sujeito fez, o senhor ainda vai ajudá-lo? Diante isso, o sábio representante popular, levantou, andou de um lado para o outro, parou em frente a humilde funcionaria e disse: minha querida e dedicada servidora, agora eu sei tudo que esse cidadão precisa, tomei conhecimento de suas aflições, sei de suas necessidades, sei do que precisa, e lhe digo: “… tudo que for possível fazer para atrapalhar e impedir que consiga seus objetivos, eu farei…”.

Moral da história: nunca conte seus problemas a qualquer “um” , pois esse “um” , pode além de não resolvê-los, torná-los ainda maior.

Por: Luiz Cláudio Brito de Lima.

P.S . A ilustração é do personagem Amigo da Onça, criado por Péricles de Andrade Maranhão.

Reivindicação da População – Cadê as Ciclovias na Região do Cariri?


Cadê as Ciclovias na Região do Cariri?

Venho por meio deste fazer uma denúncia do desrepeito das autoridades da região com quem utiliza a bicicleta como meio de locomoção e de passeio. Infelizmente na nossa região não há a presença de nenhuma ciclovia nas ruas e avenidas, principalmente no município do Crato. Também há a carência nos outros municípios da região do Cariri, como Juazeiro do Norte e Barbalha. O fluxo de ciclistas em nossa região é cada vez mais intensa, tanto por aqueles que desejam praticar um esporte como para os que a utilizam como meio de transporte no dia-a-dia. Só para se ter uma noção, observer à tardinha a quantidade de bicicletas que trafegam na estrada que liga o Crato ao Juazeiro, onde estes têm que dividir o espaço do acostamento com ônibus, vans, carros e pessoas.

O uso da bicicleta como meio de transporte é uma excelente alternativa para percorrer pequenas distâncias. Pois, esta ajuda a minimizar a poluição das cidades, melhorar a saúde da população, reduz os gastos da população com transporte, diminui os engarrafamentos, entre diversos outros benefícios. Então a sugestão que tenho seria para o prefeito Samuel Araripe criar um projeto para a construção de ciclovias nas principais ruas e avenidas da cidade do Crato e também nas estradas que dão acesso ao município (principalmente nas zonas mais próximas a cidade). Também, seria muito importante fazer uma campanha, juntamente com o projeto, de conscientização da população para o respeito aos ciclistas e dos benefícios do uso deste tipo de transporte. Aguardo uma resposta do nosso prefeito quanto a isto. Com certeza se o senhor implantasse um projeto deste tipo, todas as classes sociais da cidade iriam aprovar o projeto e o Crato poderia servir de modelo para outros municípios da região do Cariri, ou quem sabe até em nível estadual.

Também gostaria que o nosso Deputado Ely Aguiar tomasse conhecimento desta materia. Tentei contactá-lo através de e-mail, porém não consegui.

Agradeço a Dihelson a oportunidade de expor a matéria no Blog do Crato.

Atenciosamente,
Yuri A. Lacerda
Mestrando em Ciência da Computação – UFCG

Brasília se rende, ao talento e a criatividade dos bons nomes do meio cultural cearense. Por Elmano Rodrigues Pinheiro

O Ceará tem recebido do público brasiliense,
as melhores críticas dos espetáculos apresentados
em tôdas as áreas da cultura do estado.
Começando com a Companhia Carroça dos Mamulengos,
que fez tres apresentações sendo duas no Teatro
da Caixa, e uma no Espaço FUNARTE tendo lotação esgotada.
Fechou-se a semana com um show de Myrlla Muniz
com o maestro Manoel de Carvalho, Sivuquinha
e seus convidados, no Clube do Choro de Brasília.
Para começar o mes, acontecerá dia dois de abril
no Anfiteatro Nove da Universidade de Brasília,
um show de lançamento do cd “VIVA O NORDESTE”
de Babi Guedes e Flôr da Aurora que vem recebendo
as melhores críticas. Fecha-se a semana com o lado
humorístico cearense, de Lailtinho Brega, Skolástica
e Paulo Diógenes.
O público cinematográfico, será brindado com o lançamento
de : Patativa do Assaré – AVE POESIA –
de Rosemberg Cariry, que está sendo aguardado
com bastante expectativa, pelas boas resenhas publicadas.

Esse é o Ceará, que nos enche de orgulho.

E a páscoa tá chegando !!! DÚVIDAS PASCAIS – Por: João Paulo Fernandes

DÚVIDAS PASCAIS

- Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é… bem… é uma festa religiosa!

- Igual ao Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta, vem cá!

- Sim?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos… Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

- Era… era melhor, sim… ou então urubu.

- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

- Que dia e que mês?

- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.

- Um dia depois!

- Não, três dias depois.

- Então morreu na quarta-feira.

- Não! Morreu na Sexta-feira Santa… ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- Ui…

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Ai Coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!

Luis Fernando Veríssimo

Reivindicação da População – Asfalto no Crato – Por: paulo Cesar Ferreira

Sou Paulo Cesar Ferreira, moro no conjunto Padre Cicero, ao lado do conjunto belas Artes, e trabalho na Transportadora Oliveira, que presta serviço a Petrobras. Temos um problema com o acesso a esta empresa, pois a avenida Castelo Branco, que dá acesso aos moteis e ao Terminal da Petrobras, os asfalto é muito antigo, foi feito na época de implantação deste terminal, precisamente no ano de 1977, as conservação, não existe, e a Petrobras que é um dos maiores contribuintes da Nossa Cidade. deve ser vista com mas presteza, pois é uma referencia, de destaque, para os Cratenses, e a alguns prefeitos sempre em campanhas politicas, prometeram, tanto, recuperar o asfalto, como também asfaltar a rua em frente ao Terminal, onde não existe nem calçamento. Será que podemos contar com este asfalto, na segunda etapa de asfaltamento do Crato. Esperamos em nome da comunidade, e dos que fazem a Petrobras na nossa cidade, a compreensão do nosso Prefeito, que vem sempre atendo, as solicitações da População.
Aqui Fico na espera da publicação, e das providencias.

sds/Paulo Cesar Ferreira

O.B.S – O Endereço do autor e telefone não foram publicados para preservar a segurança e privacidade do mesmo.

Previsão do Tempo para Hoje, Terça-Feira, 31 de Março de 2009

Olá, Amigos do Blog do Crato,

Esta é a previsão do Climatempo para hoje: Sol com algumas núvens. Chove rápido durante o dia e à noite.


Fonte: Climatempo

CRIME AMBIENTAL – Operação fecha 30 mineradoras de pedra cariri – Por: Antonio Vicelmo

CRIME AMBIENTAL

A exploração da pedra cariri nos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri é a base da economia na região, gerando emprego e renda para trabalhadores rurais (Foto: Cid Barbosa ). Após prazo de 90 dias, órgãos ambientais mandam fechar mineradoras por falta de regularização do setor.

Crato. Trinta mineradoras fechadas e multadas e quase 500 trabalhadores desempregados. Este foi o resultado de uma operação realizada, no fim de semana, nos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Polícia Federal e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A operação, comandada por uma equipe do Ibama que veio de Fortaleza, deu continuidade à ação do Ministério Público Federal que, em dezembro, estabeleceu um prazo de 90 dias para as empresas que atuam sem licenciamento, causando prejuízos ao meio ambiente, regularizassem a situação, junto aos órgãos responsáveis pelo controle da atividade, o que não ocorreu com a maioria das mineradoras da região. A fiscalização tem continuidade com a presença de três técnicos do DNPM que permanecem na região fazendo um levantamento da situação. No final dos trabalhos, será elaborado relatório conclusivo, com todos os órgãos envolvidos na operação que deve terminar ainda esta semana. O fechamento das mineradoras se restringe a autuação. “No entanto, se algumas delas funcionarem sem autorização, a multa será duplicada e o maquinário será apreendido”, adverte o ambientalista Campelo Bezerra, do DNPM. O presidente da Cooperativa dos Produtores de Pedra Cariri de Santana do Cariri e Nova Olinda, Idemar Alencar, o único a regularizar a situação, advertiu que não tem outra alternativa. “Ou cumpre a legislação, ou fecha. Não adianta recorrer à Justiça, é perda de tempo”, admite. Idemar acrescenta que é impossível cumprir o prazo estabelecido pela Justiça. “A burocracia é grande demais. Além disso, os mineradores estão descapitalizados, sem recursos até para pagar as multas que variam de R$ 1.500,00 a R$ 7 mil, de acordo com o tamanho da área explorada”, lamenta.

Pedido de liminar

O minerador Raimundo José Alencar Bráulio, de Santana do Cariri, amanheceu o dia ontem no escritório do DNPM do Crato, à procura de orientação. Disse que vai entrar com um pedido de liminar na Justiça comum, solicitando autorização para a reativação das mineradoras fechadas. Foi orientado que o caminho jurídico competente para julgamento é a Justiça Federal. A região do Cariri cearense se apresenta como um importante pólo mineral, no que tange a sua rica reserva de calcário laminado que, segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral, possui cerca de 97 milhões de metros cúbicos, equivalentes a 241 milhões de toneladas, e abrange principalmente os municípios de Santana do Cariri e Nova Olinda. A Constituição Federal não deixa dúvidas quanto às particularidades da mineração, ao estabelecer em seu Artigo 17: “As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta do solo, para efeito de exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra”. Desta forma, está assegurado que o subsolo é propriedade inconteste da União. O direito da exploração das substâncias minerais, segundo o geólogo Artur Andrade, chefe do escritório regional do DNPM, está submetido ao duplo licenciamento, à concessão federal referente aos aspectos da exploração da lavra (licenciamento mineral) e à licença ambiental estadual no que tange ao controle e proteção do meio ambiente. O setor deve se adequar às exigências legais, para pleno funcionamento.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Produtores enfrentam burocracia para regularização

Crato. O primeiro passo para as empresas mineradoras regularizarem a situação junto aos órgãos ambientais é entrar com um processo junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para ser analisado. Posteriormente, será liberado um alvará de pesquisa, que tem de 2 a 3 anos de validade, enquanto é feito o relatório final. As explicações são dadas pelo geólogo do Departamento, Arthur Andrade. Em seguida, segundo esclarece, deve ser feita uma vistoria, análise de campo que inclui quantidade do bem mineral a ser utilizado e pesquisa de mercado. Finalmente uma portaria de lavra deverá ser expedida, para autorizar a retirada legal das substâncias minerais. Mas o processo de regularização, que os mineradores chamam de burocracia, não termina com a portaria de lavra. Ainda é necessária a documentação dos órgãos do meio ambiente, tanto federal quando estadual. A cadeia produtiva da pedra cariri, que vai da lavra ao beneficiamento (esquadrejamento), acarreta uma perda de material em torno de 50%. Estes rejeitos são jogados ao lado das mineradoras o que, segundo os ambientalistas, está poluindo os mananciais de água. Parte desse material é aproveitado pela Indústria de Cimento “Ibacip”, de Barbalha. Ainda não existe um estudo conclusivo para o aproveitamento o restante.

Base da economia

A atividade de produção da pedra cariri se constitui na economia básica dos municípios de Nova Olinda e Santana. A utilização desses calcários é feita sob a forma de lajes e utilizadas principalmente em pisos, enquanto que o calcário cristalino dos municípios de Altaneira e Farias Brito são utilizados mais na indústria de cal. Nesta época do ano, de acordo com dados da cooperativa do setor, o impacto do desemprego não é muito grande porque a maioria dos trabalhadores está cuidando de suas roças. A produção da pedra cariri em Nova Olinda e Santana do Cariri é de 80 mil toneladas por ano, sendo a principal atividade da economia dos dois municípios, a cargo de 80 microempresas, das quais apenas 15% utilizam máquinas cortadeiras de placas. Já em Farias Brito e Altaneira, a extração do calcário cristalino constitui uma das principais fontes de renda. Predomina o artesanato na produção, sem emprego de tecnologia mecanizada. O presidente da Associação dos Produtores de Calcário, Lajes e Rochas Ornamentais de Nova Olinda (Asprolarno), Francisco Jackson Nuvens de Alencar, assinala que a lavra utiliza poucas máquinas e, no beneficiamento, apenas são usadas máquinas para esquadrejamento das placas. “Falta inovação tecnológica”, disse Jackson Nuvens. O setor gera cerca de dois mil empregos diretos em Santana do Cariri e Nova Olinda. O objetivo dos produtores, segundo ele, é dobrar a produção e iniciar as exportações, ao incorporar máquinas à atividade para atingir a calibragem de corte com as espessuras de 1 a 1,5 centímetro, exigidas pelo mercado externo. O rejeito da produção somente é aproveitado pela indústria de cimento. Por enquanto, ainda não há alternativas de um aproveitamento desses rejeitos de forma ambientalmente aceitável. Este é um dos pontos que faz da exploração um entrave para plena regularização do setor.

PRODUÇÃO

80 mil toneladas por ano é a quantidade de pedra cariri produzida por 80 mciroempresas em Nova Olinda e Santana do Cariri. Destas, apenas 15% utilizam máquinas cortadeiras.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Mais informações:

Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)
Escritório no Crato
Praça da Sé, S/N, Centro
(88) 3521.1619

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Doctor Zhivago – Por A. Morais

Para José do Vale e estes outros jovens que já passaram o limites dos 50 anos. Voltem ao tempo. Sintam-se no Cine Moderno, Educadora, Cassino. Cheguem até a Sorveteria do Bantim, tomem um sorvete de mangaba com graviola e em seguida durmam em paz e sonhem com o Crato da saudade.

Por A. Morais

Doctor Zhivago – Por A. Morais

Para José do Vale e estes outros jovens que já passaram o limites dos 50 anos. Voltem ao tempo. Sintam-se no Cine Moderno, Educadora, Cassino. Cheguem até a Sorveteria do Bantim, tomem um sorvete de mangaba com graviola e em seguida durmam em paz e sonhem com o Crato da saudade.

Por A. Morais

Proposta de Pachelly Jamacaru divulgada no Blog do Crato é encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado

Mais um serviço de utilidade pública do Blog do Crato:

Ontem, o nosso colega Pachelly Jamacaru apresentou foto-reportagem aqui no Blog do Crato sobre a dificuldade que as pessoas enfrentam para conseguir uma carteira de habilitação no Detran do Cariri. Sensível às fotos e às reivindicações, o Deputado Estadual Ely Aguiar ( foto ) estará dando entrada hoje, terça-feira de um requerimento junto à Assembléia Legislativa do Estado do Ceará solicitando ao Governador CID Gomes a instalação de uma comissão permanente de habilitação do DETRAN no Cariri. Que essa luta se torne uma bandeira do Deputado Ely Aguiar e do Povo do Cariri. E passemos a acompanhar de perto esse processo que é de benefício de todos. O Blog do Crato parabeniza o Pachelly Jamacaru pela reportagem e pela denúncia e o Dep. Ely Aguiar pela atenção em tentar solucionar esse problema, que é grave!

Esse foi o comunicado que recebi do Dep. Ely Aguiar:

“Camarada Dihelson, acatando sugestão do conterrâneo Pachelly Jamacaru, estou dando entrada hoje, terça feira, de um requerimento na Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, solicitando ao governador Cid Gomes, a instalação de uma comissão permanente de habilitação do Detran, na região do Cariri. A matéria deverá ser votada na 6a. feira, e vamos lutar pela sua aprovação. Essa situação registrada no Blog do Crato é comum em outras cidades de médio porte, o que é uma vergonha, sobre o assunto eu já me pronunciei na Tribuna. Acho uma falta de respeito um órgão arrecadador, como o Detran, perdendo apenas em arrecadação para a Secretaria da Fazenda, tratar as pessoas sem o devido respeito. Esse meu requerimento será discutido na sessão de 6a. feira. Vamos ver quem é quem…

Atenciosamente, Ely Aguiar.”

Por: Ely Aguiar – Deputado Estadual

Notícias da URCA – 31 de Março de 2009

Aniversário de 22 anos da URCA será comemorado hoje, no Salão de Atos da Instituição

Será realizado hoje, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir das 19 horas, solenidade de comemoração dos 22 anos da Universidade. O evento contará com a presença do Reitor, Professor Plácido Cidade Nuvens, e da Vice-Reitora, Professora Otonite Cortez, que convidam o corpo técnico-administrativo da Instituição, Professores, alunos e servidores a se fazerem presentes nesta importante solenidade comemorativa. Na ocasião, serão apresentados resultados e avaliação dos projetos desenvolvidos pela atual administração da URCA. Também será feita entrega simbólica dos novos computadores recém-chegados à Universidade. Os equipamentos de informática serão destinados aos diversos departamentos da Instituição, no intuito de promover a modernização dos setores da URCA. São 195 computadores, noteboks e impressoras. Um trabalho foi desenvolvido por meio do Centro de Processamento de Dados da URCA e Pró-reitoria de Desenvolvimento Universitário, no sentido de destinar os computadores aos setores prioritários.

Primeira dissertação do Mestrado de Bioprospecção Molecular da URCA defendida na manhã de ontem

A primeira dissertação de Mestrado do Programa de Bioprospecção Molecular da Universidade Regional do Cariri (URCA), foi defendida na manhã de ontem, no Salão de Atos da URCA, pelo professor da Instituição, do Curso de Enfermagem, Glauberto da Silva Quirino. Com o título “Atividade Cicatrizante e Gastroprotetora de Carvocar Coriaceum Wittm”, a sua tese utilizou como ponto de partida a ação cicatrizante do popular óleo do pequi. Durante a apresentação para a banca composta de três avaliadores, Glauberto Quirino fez demonstrações dos primeiros testes realizados com ratos no laboratório da própria universidade. A idéia é que mais adiante os testes possam ser feitos em seres humanos. Ele também já apresentou sua pesquisa, mesmo antes da defesa, no Congresso da Federação Brasileira de Biologia Experimental e como trabalho precursor durante congresso em João Pessoa, na Paraíba. Segundo Glauberto, foi feita uma avaliação da propriedade de gastroproteção, com o óleo ou polpa, em modelo de úlcera induzida por etanol e aspirina. Para o pesquisador, os primeiros resultados foram bem positivos. “A gente estendeu esses trabalhos, testando quatro mecanismos de gastroproteção, incluindo prostraglandina, óxido nítrico e canal de potássio dependente”, explica ele. Para desenvolver a pesquisa, Glauberto afirma que o seu trabalho partiu do conhecimento já da própria população e com esse dado fez um levantamento bibliográfico. Destaca estudos já realizados quanto a composição química do produto. A do óleo é bem definida com a presença de vários ácidos graxos, essenciais ao funcionamento orgânico, vitaminas A, E, C . “São vitaminas que participam do processo anti-oxidação, renovando as células”, explica. No caso de aumento de colesterol, Glauberto destaca que pode ser improvável, já que os ácidos graxos são benéficos ao funcionamento do organismo. Vale salientar que o Mestrado de Bioprospecção Molecular da URCA é o único do Brasil no gênero e vem contribuir de forma determinante para o desenvolvimeno de importantes pesquisas na região.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri – URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br Elizangela Santos (88) 9915.3450
Crato, 31 de março de 2009.

31-03-2009
Vigilância Sanitária do Crato inspeciona comércio e escolas

O setor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Crato está realizando desde ontem visitas as escolas particulares do município. O intuito dessas visitas é analisar como andam as cantinas das escolas e as instituições como um todo. De acordo com Assilon Freitas, coordenador da Vigilância Sanitária todas as escolas do Crato passarão por essa vistoria: as particulares, as estaduais e as municipais. É importante salientar que também estão sendo feitas visitas no comércio local onde os técnicos averiguam as condições de funcionamento em relação à higiene e conservação dos alimentos. As visitas são monitoradas pela bioquímica Anita Brito e pela tecnóloga em alimentos Jussara Cruz.

Prefeito diz que inicia melhorias das ruas até o final de abril

Até o final do mês de abril, será iniciada em Crato uma grande operação para melhoria das ruas da cidade, principalmente aquelas afetadas pelo inverno e que passaram por recuperações, por parte da Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (SAAEC). A informação é do próprio prefeito do Crato, Samuel Araripe, ao salientar os poucos recursos disponíveis para realização dos serviços, mas ao mesmo tempo a sua preocupação em proporcionar o bem-estar dos munícipes além da segurança nas principais vias de tráfego da cidade. Dentro do projeto de asfaltamento de ruas da cidade, foram recuperadas e receberam nova camada asfáltica mais de 90 ruas do município, incluindo ruas do centro da cidade e bairros. A meta de se chegar a 114 ruas vem sendo perseguida pelo prefeito. Ele disse que lutará para que mais ruas passem por melhorias, e vem lutando pela liberação dos recursos para conclusão desse projeto, que se configura como um dos maiores programas de asfaltamento da história do Crato.

Plantio Direto começa a ser implantado pela Secretaria de Agricultura em áreas experimentais do Crato

Está em fase de implementação na zona rural do Crato o sistema de Plantio Direto de Milho. A informação é da Secretaria de Agricultura, que pretende ampliar o cultivo através da técnica. O objetivo é reduzir o uso de máquinas que provocam impacto direto sobre o solo, com a aração e gradagem. Segundo a assessora da secretaria, a engenheira Agrícola Ana Lúcia Monteiro de Sousa, a intenção é inserir o Plantio Direto a longo prazo. Os plantios experimentais serão implantados inicialmente em 3 localidades do Município. O projeto começa pela Bela Vista, Assentamento Malhada e no Monte Alverne. São dois hectares em cada uma das áreas, incluindo localidades com a presença de assentados, agricultura familiar e produtor de grande porte. Com isso, irá atender todos os segmentos de agricultores. Ela destaca as vantagens do Plantio Direto, que mantém a cobertura do solo com palhado, preparando-o antes do início das chuvas, mantendo também a umidade. Com essa técnica, a engenheira destaca várias vantagens, principalmente a diminuição de evaporação e um aumento no teor de matéria orgânica. Mesmo com a aplicação de produtos químicos no início do plantio, principalmente do desenvolvimento da técnica como dissecante e desfolhante, ela afirma que isso diminui a incidência de plantas daninhas e destaca não haver comprovação científica de que a forma de cultivo seja prejudicial ao solo.

Fonte:
PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO
Assessoria de Imprensa
Contato : (88) 35217069
e-mail cratoimprensa@gmail.com

Artistas e estudantes se mobilizam para criação do CUCA no Cariri

No Cariri será criado o Centro (Circuito) Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes – CUCA da UNE, na verdade os CUCA´s tratam-se de coletivo de artistas e estudantes universitários que discutem e promovem ações que tem como intuito viabilizar a troca de experiência das manifestações artísticas e culturais desenvolvidas dentro e fora das universidades. Outro aspecto importante é o intercâmbio e a circulação nacional da produção de cada CUCA. O Instituto Cuca atualmente é Pontão de Cultura do Programa Cultura Viva do Minc. O Instituto também mantém o PIA – Programa de Interferência Ambiental, o qual funciona como rede-coletivo de intervenções urbanas, do qual o Coletivo Camaradas, tendo inclusive participando da 6º Bienal da UNE, no início deste ano em Salvador-BA. Na Região do Cariri, a UNE vem mantendo contatos com artistas e estudantes desde 2008 para criação de um CUCA, tendo inclusive mantido contatos com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri. Na oportunidade, a Pró-reitoria de Extensão, Arlene Pessoa se prontificou para ajudar na instalação do CUCA, tendo inclusive discutido a possibilidade de criação de um cine-clube, no Parque de Exposições aonde funciona o estande da URCA. Nesta próxima sexta-feira, dia 03 de abril, a partir das 9h00, na Sala de Vídeo da Universidade Regional do Cariri será realizada uma reunião para discutir os rumos do CUCA na Região. A Comissão Pró-Criação do CUCA enfatiza que a reunião é aberta para artistas, grupos de reisados, companhias de dança e de teatro, coletivos, poetas, cineastas e estudantes das universidades e faculdades públicas e privadas da região do Cariri.

Serviço:
Instituto Cuca da UNE
Blog: www.cucadaune.blogspot.com

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TEMA DE LARA – por José do Vale Pinheiro Feitosa

O sino da estação de trens em Crato badalou a última chamada. Um tranco metálico moveu-nos sobre trilhos. Lentamente abandonando, em primeiro lugar, as pessoas, em seguida o calçadão da estação, as ruelas no entorno da rua do gesso, atravessando a última via da cidade e avançando sobre o canavial em rumo de Juazeiro do Norte. Assim uma era se encerrava, uma fenda ao infinito se abria, com a irresponsabilidade da juventude, sabendo-se superado, no limite entre o medo e a excitação do perigo.

Não era poesia. Era vida e tinha a certeza que outro mundo mais temperado e justo seria possível. A vontade transformadora da consciência política seguia pelos trilhos como um panfleto revolucionário. Carregava minha bagagem de responsabilidades presumidas em face deste país pobre e desigual. Iria buscar a universidade e nela me fortalecer em vontade e conteúdo transformador. Os contemporâneos, os mais velhos e aqueles ainda crianças, poderiam ter certeza que seria um igual em força, dedicação e luta.

Já na capital e uma música estourou nos ouvidos românticos da época. O filme Dr. Jivago se beneficiava com a pré-estréia do sucesso musical de sua trilha em todas as rádios, especialmente o Tema de Lara. Enternecido pela música, a leveza de lentamente navegar no salão dos clubes com elas de par. De ouvir as vozes femininas cantarolando o tema de um modo que nem Maurice Jarre consegue com toda a potência de sua orquestra. Maurice Jarre conseguia, pois nesta segunda já é fisicamente passado.

Mas a denúncia do velho reacionário Boris Pasternak, agora transformada numa super produção de Hollywood, a mesma da era da guerra do Vietnam, do governo Nixon, atingia os sonhos da revolução. Aquilo era um discurso na contramão da juventude que logo a seguir iria sofrer os efeitos do Decreto Lei 477 e do AI5. Sem contar o enorme efeito da Invasão da Checoslováquia na primavera de Praga. Entre o tema de Lara e a necessidade de superar o atraso social, político e econômico, nossos corações aprenderam as grandes questões da insustentável natureza dos dogmas.

Aprendemos aos trancos, barrancos e por vezes lentamente, sempre tendo o humano como o horizonte último da nossa intenção política. Quando o Tema de Lara toca, os sons de um rock pauleira estão no mundo em igual permanência e datados como dizem os jornalistas. Eis que as normas se pautam por evidências de tempo, quanto mais o mundo é científico e técnico. Mais se diz que as circunstâncias em que isso ou aquilo é válido, depende de até quando outros parâmetros de conjuntura existirem, pois uma vez estes superados, já não é possível afirmar tal verdade.

Hoje na estação de Crato já não param mais trens. Nenhum trilho leva pessoas através dos sertões entre o interior profundo e arcaico e a juventude moderna da borda do litoral. O Tema de Lara só é relembrado na morte de Maurice Jarre, além de que o velho reacionário autor do livro retornou à Rússia como quase um monarquista se desfazendo em saudades do Czarismo. E também cessou de respirar.

Hoje na estação Finlândia que poderia ser a Central Station, ou a Penn Station, outro tema, que não sei qual, deve incomodar os sonhos frustrados dos Yuppes de Wall Street. E neste mundo, como o reverso daquela era na estação de Crato, novamente a consciência humana se torna para si, além e muito além dos dogmas e do entusiasmo de que se imaginava o fim da história.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

PASSARIM DE ASSARÉ, O Filme – Por: Luiz Carlos Salatiel

LUIZ CARLOS SALATIEL e PATATIVA DO ASSARÉ

A manhã de outubro era de sol aceso e céu sem nuvem no cariri cearense. O carro não agüentou o tranco e parou no meio daquela estrada de chão rachado, de barro e pedregulhos que nos levaria pra Serra de Santana, alguns quilômetros depois de Assaré que havíamos deixado prá trás. Foi demais praquele corcelzinho branco ano 72 que arrumamos pra enfrentar a nossa produção cinematográfica amadora. Rosemberg e Serginho aproveitaram a parada pra fazer umas fotos do ambiente árido da caatinga (mandacarus em flor, alguns calangos, uns preás, um gavião branco, uma carcaça de boi, e por ai vai) enquanto Bola e Zé Roberto pelejavam pra descobrir a razão do “prego”. Eu também fiz umas fotos de umas crianças e de um cachorro que nos observavam curiosos sem entender aquele desmantelo. Nada nos tirava do sério naquela bendita semana porque estávamos finalmente – depois de alguns meses de trabalho com muitas idas e vindas de Fortaleza para o Crato e Assaré – tendo a oportunidade de concluir um documentário sobre a vida de um poeta genial e filósofo sertanejo que a nossa geração aprendera a admirar: Patativa do Assaré. O filme já fora batizado como “Passarim do Assaré”, um media-metragem que numa bitola super-8 era a nossa experiência possível de fazer cinema na época. A cada dia de nossa convivência com Patativa a gente se sentia mais animado pelo encantamento que nos causava seu carisma e sua extensa e nobre obra poética. Depois de uma meia hora, Bola deu o veredicto sobre o carro: – A bobina esquentou! Em seguida, comandou: Vai Zé (Roberto), faz uma rodilha de tua camisa e traga ela molhada pra gente resfriar a bobina. Zé era o assistente de produção e contra- regra (faz tudo) do filme e, mesmo a contragosto, não podia contrariar a ordem. Deu certo! Alguns minutos depois retomamos o caminho que nos levaria ao sítio na Serra de Santana pra vivenciar por três dias com Patativa, Dona Belinha (esposa), família e todo aquele ambiente rural de grande beleza, simplicidade, alegria e de completa inspiração praquele menestrel do sertão. Saímos da estrada principal, entramos em sítios, abrimos e fechamos muitas porteiras e cancelas até avistarmos a casa do poeta que se assentava sob um calçadão alto cimentado e um teto de palhas e telhas. A pintura nova de cal amarelado pelo barro vermelho que escorrera do teto no inverno passado, não escondia o reboco na parede torta de taipa. Estacionamos o carro sob a sombra da copa de um tamarineiro frondoso e lá descarregamos nosso equipamento: um tripé bem pesado, uma câmera Cannon super-8, duas folhas de isopor para o rebatimento de luz, uma câmera fotográfica Pentax-35mm com tele-zoom, muitas caixinhas de filme virgens e uma indescritível euforia pelo momento que compartilhávamos. Estávamos ainda no descarrego de mochilas e equipamentos quando no contra luz do sol, alguns metros a nossa frente, desponta a monumental figura do poeta camponês, de enxada no ombro, bornal, cabaça na cintura, caxingando pelo caminho que o levava e trazia da roça. Foi uma correria louca pra registrar aquela imagem. Ao mesmo tempo, todos percebemos a beleza e naturalidade daquele momento e nos aperreamos querendo transformá-la em cena do filme…, mas ficamos tão agitados a ponto de a câmera não aceitar o rolinho da película. Tivemos que só contemplar o momento e memorizá-lo. Patativa se aproximou e com um inefável sorriso foi logo nos dando um carão: – O café esfriou, mas o almoço já ta quente! É que a gente tinha prometido chegar bem cedo no sítio, o que não aconteceu. Contamos a estória da pane no carro e nos desculpamos. Depois de um dedo de prosa debaixo do tamarineiro, o poeta nos convidou pra entrar e ocupamos um quarto dos dois que tinha a casa. Era uma casa muito simples e agradável, com muitos armadores pra redes no salão de entrada que também abrigava a colheita da roça (milho, feijão, andu, jerimum, etc.). Dona Belinha, a esposa, nos recebeu com igual delicadeza e de mesa posta para o almoço de galinha caipira ao molho pardo, feijão de corda com toucinho, farofa de pão de milho, macarrão com muito colorau passado na manteiga da terra e doce de leite ou mamão com coco de sobremesa. Uma mesa farta e generosa como a alma do sertanejo! Sem perder tempo já começamos o registro de imagens desses momentos da vida em família do poeta. Dona Belinha – esposa venerada por Patativa em prosa e verso- era todo o tempo silenciosa, mas, naquele silêncio, passava pra gente o quanto se dedicava e tinha admiração pelo esposo. Nos três dias que ficamos neste convívio aprendemos a admirá-la e criamos uma afeição especial por ela, mulher, mãe zelosa, avó e, acima de tudo, companheira exemplar do tipo que está sempre ao lado do marido “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença…” Foi no café da manhã de um desses dias que comi pela primeira vez uma tapioca misturada com amendoim torrado feita pela Dona Belinha. Uma tapioca com gosto de poesia! Depois do almoço, armamos rede no salão e, como todo sertanejo que se preza, puxamos um leve ronco até as duas da tarde quando uma dupla de cantadores bateu a porta da casa pra homenagear o Patativa e dividir com ele algumas prosas e cantorias. Desarmamos as redes numa ligeireza danada e montamos um “set” no calçadão de lado da casa onde a luz do sol imprimia belas imagens e, naquela tarde inesquecível, gravamos cantorias dos repentistas/violeiros, depoimentos e declamações do poeta até quando a luz nos permitiu. Chegou a noite. Depois de um café forte com pão de milho, leite de vaca fervido, ovos estrelados e queijo de coalho, ficamos de conversa fiada e camaradagem com muitos compadres e comadres do Poeta e de D. Belinha até umas horas. Todos se mostravam curiosos a respeito do filme e queriam saber se o filme ia passar na televisão, na Globo, etc. A gente até admitia, meio sonhador, que “um dia” o filme poderia passar no cinema e na televisão de um Brasil com liberdade de expressão, o que não era o caso daqueles tempos de exceção que vivíamos no final dos anos 70.
No dia seguinte, cedinho, madrugada ainda, acompanhamos Patativa na sua lida de roceiro, uma vida de homem simples que da terra tirava o sustento e também a inspiração pra sua lira nordestina. Depois, gravamos cenas em outros ambientes familiares, sua vida compartilhada com outros camponeses e poetas e a sua empatia e clareza na compreensão da natureza, dos bichos e das plantas e dos homens em comunhão com Deus.
Durante a realização do filme, Patativa nunca reclamou da nossa direção e parecia adivinhar que aquele registro cinematográfico seria o primeiro de muitos que viriam pela frente e que, de outra maneira seu discurso social seria amplificado e se irradiaria mundo a fora e o elevaria a condição de mito.
Somente no terceiro dia é que conseguimos gravar a imagem majestosa do luminar poeta a caminho da roça no contra luz do sol.

A EQUIPE DESTA VIAGEM:
Rosemberg Cariry – roteiro e direção
Jacksom (Bola) Bantim: Câmera 1, motorista e Assistente de produção
Zé Roberto França : Assistente de Produção e contra-regra
Serginho Pereira: still (fotografia de cenas)
Luiz Carlos Salatiel: Assistente de direção, produção executiva, câmera 2 e
still.

NOTAS:

-As imagens originais desta realização constam do filme Ave Poesia- Patativa do Assaré, documentário realizado por Rosemberg Cariry, em cartaz nos cinemas do país;
-A foto que ilustra a matéria é de Sérgio Pereira, e foi clicada durante a realização do filme “Passarim do Assaré”.

Por: Luiz Carlos Salatiel

Vem aí a próxima garota Blog do crato – MARINA

Em Breve, ensaio completo:

Garota Blog do Crato - Marina

Marina 04

Marina 02

Marina 01

Fotografia: Dihelson Mendonça
Atenção: É proibida a cópia e reprodução total ou parcial do material fotográfico.
A cópia e uso não autorizado é crime previsto na lei do Direito Autoral.

Acesse nossa seção Garota Blog do Crato:
www.garotablogdocrato.blogspot.com

Cadê o Asfaltamento da Rua Ratisbona ? – Por: José Carvalho Leite – Zuza

Amigos do Blogdocrato,

Quando a Caixa Economica fez o mapeamento para o asfaltamento das ruas do Crato até hoje a população não entende como foi, por qual motivo, a Rua Ratisbona ficou de fora. Sei perfeitamente que nosso prefeito vem desenvolvendo um relevante trabalho administrativo no Crato. Falaram numa segunda etapa de asfaltamento que envolveria as Ruas; André Cartaxo, Ratisbona, Cel. Antonio Luiz, Cel. Secundo e outras ruas. Resta saber quando será o segundo pontapé. Outro fato estranho é a não conclusão da praça do bairro mirandão.(falta pouco coisa). É pensamento do prefeito municipal, a construção em volta do estádio mirandão de uma pista para os amantes das caminhadas possam se sentir seguros, trasitando distante dos carros numa via própria. Fica aqui meu apelo em nome da comunidade e meu voto de confiança na atual administração.

José Carvalho Leite ( Zuza)

Mônica Araripe convida TODOS para um Bazar na Residência do Dr. Jefferson Felício

A Sra. Mônica Araripe convida TODOS para um Bazar que será realizado amanhã, dia 31 de março, às 09:30 da manhã na residência do Dr. Jefferson Felício e da sua espôsa Milena Felício, à Rua Escultor José Rangel, 105 no bairro Parque Grangeiro. Mônica Araripe e Milena Felício agradecem a todos que comparecerem e participarem do bazar.

Texto enviado por Mônica Araripe

"Regionalismo Zarolho" – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Dá-se um fenômeno interessante na Região do Cariri: enquanto uma só cidade (Juazeiro do Norte) é generosamente aquinhoada com mimos e favores mil por parte do governo estadual em função da sua representação e força política, e até por isso mesmo é também lembrada e escolhida por integrantes da iniciativa privada para instalação dos seus negócios no sul do Ceará (como Sobral ou é ao norte), algumas outras poucas cidades, por não disporem de representantes políticos que influam de alguma forma no direcionamento, implementação e implantação dos novos investimentos, se contentam e se conformam em recepcionar, como se fossem a “salvação da lavoura” ou o “cumprimento de compromissos assumidos”, migalhas e sobras compensatórias desse mesmo governo (um restaurante popular aqui, uma farmácia popular ali e por ai vai); em conseqüência, peca por inconsistência, a demagógica, polêmica e famosa tese da “interiorização do desenvolvimento” (que seria, verdadeiramente, o espraiamento das benesses na contemplação equânime DE e PARA direcionamentos diversos e em diversos recantos, capaz de as alavancarem).
Evidentemente que tudo isso que hoje lá acontece (nas cidades esquecidas ou momentaneamente desprezadas) faz parte de um complexo processo acumulativo histórico (foram anos e anos de completo descaso), e não necessariamente culpa das atuais administrações municipais, que já pegaram o bonde andando; diz respeito à irresponsabilidade factual dos respectivos habitantes que, na hora de utilizarem a sua mais poderosa e preciosa arma – o voto – o fizeram e o fazem de forma equivocada e, diríamos até, desajuizada, delegando a pessoas sem a devida competência, partidárias do “toma-lá-dá-cá” ou do famoso bloco do “eu sozinho”, comprovadamente despreparadas e desprovidas de senso público, o destino das respectivas cidades.
Agora, difícil de absorção e de compreensão, é embarcar na canoa furada manobrada por alguns e nos argumentos fajutos de políticos profissionais de fácil e demagógica erudição, que, servindo-se de “multiplicadores” bem doutrinados, douram a pílula do conformismo e da acomodação, ao ressuscitarem velhos conceitos, dogmáticos ou não, na tentativa de justificar o injustificável ou convencer os incautos, esquecendo propositadamente de trazer o debate para o centro do palco, analisando com a devida pertinência a profundidade e reflexo da situação vigente.
Pois bem, a expressão da moda, o mais novo hobby, o blefe da vez para tentar justificar o abandono a que o Crato foi relegado durante anos, bem como o extraordinário e geométrico crescimento de Juazeiro no mesmo período (mesmo que à custa da exploração desumana dos romeiros), responde pela charmosa e inusual expressão “conurbação” (na verdade, uma “extensa área urbana formada por cidades e vilarejos que foram surgindo e se desenvolvendo um ao lado do outro, formando um conjunto”).
Só esquecem, os partidários de tal “embromação” semântica, que, queiram ou não, a roda do desenvolvimento passa, antes e necessariamente, pela economia, pelos agentes econômicos, pelo temível mas desejado e poderoso vil metal; assim, não adianta Crato e Juazeiro se unirem num futuro próximo, até se “conurbarem”, formarem um só aglomerado humano, se as indústrias, o comércio, a vida pulsante da economia se instalarem depois da ponte que separa as duas cidades, e SÓ em território juazeirense.
Afirmar que o Crato também se beneficiará com isso é uma meia verdade, é querer enganar quem tem um mínimo de bom senso, é tapar o sol com a peneira, e por razões simples e objetivas: a) os muitos empregos, resultantes do assentamento de tais projetos, preferencialmente beneficiarão os habitantes da cidade-séde (pode até que sobre alguns para o Crato), até mesmo porque o processo seletivo será feito por um órgão lá vinculado, que evidentemente priorizará a população local (o corte de custos, como o vale transporte, por exemplo, terá peso); b) o pagamento de uma infindável gama de impostos (ICMS, ISS, IPI, IPTU, IPVA, IR, etc) será direcionado e receptado pela Prefeitura da cidade-séde; c) com o aumento exponencial na arrecadação fiscal, necessariamente se terá um incremento percentual de peso, por parte da cidade-séde, no recebimento dos fundos constitucionais (Fundo de Participação do Municípios-FPM) por parte da administração local; d) a reaplicação desses tributos gerará novos empregos (lá em Juazeiro) e a roda não parará de girar daí por diante (lá em Juazeiro); e) corre-se o risco de a própria população cratense, atraída pela difusão midiática incessante, deixar de priorizar o comércio local e investir em Juazeiro, provocando a debandada e fechamento dos poucos pontos comerciais de peso de que hoje dispomos (Lojas Americanas, Mercadinhos São Luis, etc), por falta de cliente.
E aqui, lembramos o presidente americano Bill Clinton que, ao ser questionado a respeito do expressivo crescimento americano durante o seu governo, deu uma resposta simples, mas clara, objetiva e definitiva: “É a economia, otário !!!”
Portanto, acabem com essa conversa mole, com esse lenga-lenga, com todo esse papo furado de que as empresas instaladas em Juazeiro beneficiarão toda a Região do Cariri, de que estamos a assistir a uma simplória “conurbação”. O que temos, em verdade, queiram os não os deslumbrados de plantão, é um autêntico “Regionalismo Zarolho”, ou de uma só via, onde um só centro receptor e difusor, monopolista e arbitrário, manipula e orquestra, ao seu bel prazer, os pobres “satélites” que giram e vagam em sua órbita.

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Dedicamos esta croniqueta (não agressiva, mas respeitosa) ao senhor Pedro Esmeraldo (que não conhecemos pessoalmente, mas aprendemos a admirar via blog), um cratense com “C” maiúsculo – verdadeiro baluarte na defesa da cidade e da sua gente, a quem saudamos respeitosamente; se tivéssemos pelo menos uns dez “Pedros Esmeraldos” da vida certamente a situação seria hoje bem diferente.

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Reclamações e Denúncias sobre o Crato ? – Traga para Nós !

Quem Tiver alguma Reclamação sobre o Crato…

Olá, Pessoal,

Algumas pessoas estão a escrever aí no Mural ao lado sobre problemas na cidade que eu poderia ajudá-los, mas não colocam dados concretos, não especificam exatamente o que precisam… Assim fica muito difícil ! Eu gostaria que quem quiser fazer alguma denúncia, comunicado, reclamações sobre a administração do Crato, quem tiver problemas na sua rua, no seu bairro, de lixo de esgotos, entrem em contato comigo pelo e-mail blogdocrato@hotmail.com

blogdocrato@hotmail.com

Esse é o nosso e-mail de contato. Reclamações, denúncias, todas elas podem ser enviadas para esse e-mail. Agora, por gentileza, nada de ANONIMATO. As denúncias e reclamações têm de ser específicas. As reclamações devem ser claras, com detalhes sobre as ruas e os problemas, e com a identificação do autor, e dentro dos padrões de educação e do bom-senso. De posse das informações, eu poderei tentar tomar providências com a Secretaria correspondente na cidade, já que tenho pleno acesso a todas elas.

Vamos lá, quero escutar o que o povo do Crato tem a dizer!

Abraços,

Dihelson Mendonça

Cariri inaugura sede regional do PCdoB em Juazeiro do Norte

Na ultima sexta-feira, dia 27, em Juazeiro do Norte foi realizada sessão solene na Câmara Municipal da cidade em comemoração aos 87 anos do Partido Comunista do Brasil – PCdoB, que contou com a participação de diversas lideranças dos movimentos sociais e de partidos co-irmãos, como é o caso do PSB e PT. O vereador Paulo Machado (PSB) que assumiu a vaga do vereador comunista, professor Antonio disse que o seu mandato também é do PCdoB. Estiveram presentes representantes dos comitês municipais das cidades de Araripe, Baixio, Barbalha,Cariaçu, Crato, Jardim e Juazeiro do Norte, além do ex-prefeito de Aurora, Carlos Macedo, o ex-prefeito de Araripe, Humberto Bezerra, a secretária de Cultura de Juazeiro, Professora Gloria, representantes da União da Juventude Socialista – UJS e diversos artistas.

Logo após, a sessão solene foi inaugurada a sede regional do PCdoB do Cariri, que contou com um clima de descontração e animo da militância, que depois de mais de 10 anos consegue novamente ter uma sede. Localizada na Rua Padre Cícero, 1122, a nova sede visa ser um espaço referencial de encontro dos comunistas da região e conta com acervo das publicações do PCdoB e dos seus parlamentares. Para o presidente do PCdoB, de Juazeiro do Norte, professor Aurélio Matias, atual secretário de Esporte e Juventude do Município, essa é uma conquista para o Partido na região e acrescenta que a sede contribuirá para o crescimento e a formação dos militantes comunistas.

Por: Alexandre Lucas

Chegou na noite de sábado ao Crato uma equipe do programa “Som na Rural”, apresentado por Roger de Renor e que é trasmitido pela TV Brasil, todas as quintas-feiras às 20 hs. Eles vieram fazer a pré-produção de um programa exclusivo com os artistas caririenses. Fui contactado pela produtora do programa Pérola Braz que me solicitou indicações dos artistas locais. Ontem eles já fizeram algumas entrevistas, com João do Crato e os meninos da Casa Grande. Hoje estão marcadas mais três, com Mestre Aldemir, com o Padre Ágio e com a banda Dr. Raiz. Viajam de volta a Olinda na terça-feira pela manhã. Eles retornam logo após a semana santa e trarão a equipe inteira, formada por cerca de 20 pessoas, e farão as gravações do programa completo em duas locações: uma na Praça da Sé e outra no Centro Cultural do Araripe (REFFSA). Segundo a produtora Pérola, a escolha da região se deu por conta do grande potencial artístico e folclórico que possui o Cariri, e isso de forma bastante original e criativo. No dia das gravações do programa, serão convidados outros artistas e bandas para se apresentarem.

A Vida É Repleta De Opções – Por – Luiz Claudio Brito de Lima

A vida é repleta de opções, fazemos na sua imensa maioria sem perceber, quer seja por nos faltar discernimento, ou por vontade “imprópria”. Tenho por hábito nos finais de semana aqui em São Paulo, andar pelo centro da cidade, procurando aqueles irmãos que vivem em situações menos favorecidas, ou seja, residem ao relento, sem nenhuma proteção. Em cada 10 (dez) que encontro e que mantenho um dialogo, percebo que somente dois (02) sabem e tem consciência porque realmente deixaram o lar, esses geralmente menores, esclarecem que o fizerem de forma espontânea por serem espancados, molestados e outras atrocidades cometidas , na sua imensa maioria, por seus “Pais” ou representantes legais. Já os demais explicam que o real motivo foi a discórdia em casa, a falta de dialogo, a “incompatibilidade de gênios” , em resumo percebi que o vicio na bebida alcoólica, quando não em substancia entorpecentes, era o grande causador da ruptura familiar.

Diante desses dados comecei a analisar o que poderia ser feito, não só pelo governo, porém, pela sociedade, para amenizar esse quadro assustador. Imaginei se seria possível impedir o comercio de bebidas alcoólicas, entretanto me veio a mente o principio da livre iniciativa comercial , previsão essa constitucional, percebi que não era o caminho. Talvez quem sabe impedir a comercialização de produtos que causem dependência física e psíquica ( entendo que não é somente a droga – aquelas que conhecemos – que age assim) todavia, com relação a bebida alcoólica é impossível, o máximo que se conseguirá é uma advertência anterior a publicidade indicando que aquele produto não é totalmente “confiável”. Não sei até que ponto surtirá efeito.

Não me restando alternativas, lembrei-me da família ou a “célula mater” , onde tudo começa, isto é, o principio, o meio e o fim. Cheguei a conclusão que somente ai, no seio familiar, nada mais, unicamente ela será capaz de alterar esse quadro caótico, essa situação deplorável, esse caminho sem volta. E como podemos utiliza-la a nosso favor? Simples. Comecemos a ensinar aos nossos filhos, que com certeza se bem instruídos transmitirão aos seu filhos – nossos netos – qual a melhor opção: respeito, obediência , retidão, e perseverança. Dificilmente encontraremos uma pessoa bem sucedida – e aqui não me refiro somente a situação financeira, intelectual – que não tenha sido agasalhada por um lar, por uma presença segura e constante de um Pai, de uma Mãe presente, atentos, dispostos a dar tudo que preciso para o sucesso daquele fedelho(s). Isso, por via obliqua, não quer dizer, que um ser sem essas figuras não possa alcançar o “porto seguro” , todavia, torna-sé-á mais difícil, mais enredado, mais obscuro seus objetivos.

Vamos então, cada um , sem preconceito, desnudado de todo tipo de sentimento pré-concebido, com uma visão arraigada na solidariedade, alheio a qualquer tipo de reação adversa, levar a esses irmãos o real sentido de “família” , vamos mostrar-lhes que o que não lhes foi possível ter em casa, é possível ter em coletividade, que do outro lado do muro a esperança existe, a vida é bela, que os sonhos serão alcançados, basta fé, disposição e olhar mais confiante para o alto. Que estamos aptos a recebe-los, a lhes propiciar meios para desenvolver seus potenciais, suas aptidões, que não fecharemos os vidros dos carros nos semáforos da vida, que não aceitaremos “brindes” pendurados nos retrovisores de nossos veículos, pois esses são passageiros, e o que pretendemos dar-lhes é algo definitivo. Vamos , ao fim, possibilitar que sintam o verdadeiro significado de “família” e que no fundo somos partes dessa imensa “família”. Façamos alguma coisa……

Por Luiz Cláudio Brito de Lima

Morre o compositor Maurice Jarre

29/03/2009 – 20h38


PARIS, França, 29 Mar 2009 (AFP) – Maurice Jarre, compositor de trilhas sonoras de filmes que se tornaram míticos e fizeram a história do cinema, como Lawrence da Arábia (1962), “Doutor Jivago” (1965), e Passagem para a Índia, (1984) faleceu na madrugada deste domingo, aos 84 anos de idade, em Los Angeles (Estados Unidos), anunciou à AFP seu filho, Jean-Michel Jarre, confirmando a notícia divulgada pelo site Purepeople.Maurice Jarre nasceu em 13 de setembro de 1924 em Lyon, na França, e compôs mais de 160 partituras cinematográficas para grandes diretores como John Frankenheimer, Alfred Hitchcock, John Huston, Luchino Visconti e Peter Weir.Famoso pelas trilhas sonoras de grandes sucessos de bilheteria, foi vencedor de três Oscars, quatro Globos de Ouros, dois BAFTA, GRAMMY, ASCAP. Possui uma estrela na calçada da fama em Hollywood Boulevard. Além de suas composições para cinema e teatro ele também compôs ballets, concertos, óperas e cantatas.Maurice Jarre começou a se interessar pela música na adolescência, contra a vontade da família. Estudou percussão, composição musical e harmonia no Conservatório de Paris.Em 1961, foi indicado pelo produtor Sam Spiegel para trabalhar com David Lean no filme Lawrence of Arabia. Inicialmente a música seria composta por três artistas, mas acabou totalmente nas mãos de Jarre. Depoise, passou a colaborar com mais três filmes de David Lean: Doctor Zhivago, Doutor Jivago, Ryan’s Daughter, A Filha de Ryan e A Passage to India. Esses filmes também lhe renderam muita popularidade.Gostava de utilizar muita percussão em suas trilhas, chegando a incluir instrumentos étnicos como a cítara em Lawrence of Arabia, e a fujara em A Tin Tambor. Nos anos 80 incluiu arranjos eletrônicos em sua música, e chegou a compor uma trilha totalmente eletrônica para o filme The Year of Living Dangerously (O ano em que vivemos em Perigo).

HABILITAÇÃO, quem se habilita? Por Pachelly J.


A coisa é feia! Muitas pessoas saem reprovadas pela provação a que são submetidas! O efeito traumático de quem espera de um dia para o outro, mexe com psicológico do sujeito de forma tal, que chega a comprometer todo o seu aprendizado na auto-escola! Fica aqui o apelo para que os organizadores repensem e criem uma estrutura mais humana da próxima vez!

Fotos: Pachelly J.

Muda o Disco…!! – Esse Blog não é de Religião, galera !

Tenho visto as postagens recentes do Blog do Crato, e falando com toda a sinceridade, parece até que não há outros assuntos nesse grande mundo para tratar, além de Briguinhas Religiosas ,bem como artigos de ataque e defesas ao Presidente Lula. O que está acontecendo, amigos ? Será que não há outros assuntos interessantes no mundo além de tratar de posicionamentos religiosos ? Eu mesmo gosto do assunto, que é assaz interessante, mas chega ao ponto em que até isso enjoa, minha gente! Enjoa e cria inimizades!

Eu não aguento mais ver postagens contra e pró Igreja Católica. Parece até que estamos num Blog Religioso! – Isso traz muita confusão, afasta os amigos, até os amigos mais próximos já estão se chateando com essa ladainha que não acaba mais! Eu mesmo que sou um cara contrário a muitas coisas na Igreja, já estou ficando cheio de Tédio porque não se fala em outra coisa.

E aqui levanto uma proposta aos escritores:

Será Possível passar 1 mês sem se falar de Religião no Blog sem ser preciso parar de postar ?
Será possível passar 1 mês sem falar sobre o Presidente Lula sem parar de postar ?

Até porque existem outros assuntos interessantes, mesmo dentro da política do que ficar defendendo e atacando daqui o Presidente Lula e o Papa, coisas tão distantes da nossa realidade, que poderiam ser tratadas uma vez ou outra, mas todo dia ???? Todo dia você ver ataques e artigos numa forma sistemática de PROSELITISMO religioso ?

Eu acho, como sempre achei, que a vocação do Blog do Crato é de primeiro dar enfoque a assuntos que tenham a ver com o Crato, seja presente, passado ou futuro. Depois vem as outras coisas. Claro, quem nao reside no Crato, poderá escrever sobre outros assuntos, mas de forma BASTANTE variada. Há milhões de temas a serem abordados. Há notícias, há atualidades, acontecimentos, crônicas sobre a vida e o viver, arte e Cultura, literatura, poesia, gente, artigos científicos, comportamento, história, filosofia, etc…

Assunto não falta!
O que tá faltando é Virar o Disco, tentar deixar um pouco esses assuntos enjoados de briguinhas religiosas que só trazem desconforto até para quem gosta do assunto! Essa pelo menos é a minha opinião de leitor também. Sugiro a alguns lêem o belo Artigo escrito escrito pelo Luiz Cláudio Brito de Lima intitulado “Não ter o que falar”, que foi postado nessa semana aqui no Blog do Crato. Um texto realmente útil e sincero.

Abraços,

Dihelson Mendonça

DE SÃO PAULO PARA O CARIRI – Arquivista troca cidade grande por Interior

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Aristides de Arruda Camargo resolveu sair de São Paulo em busca de tranquilidade e paz. No município de Farias Brito, ajudou a reconstruir a história desta cidade (Foto: Antônio Vicelmo). O arquivista Aristides de Arruda Camargo, natural de São Paulo, se mudou para Farias Brito e fez história. Farias Brito. “Os homens criam raízes, como as árvores”. Sem essas raízes, que os ligam a terra, à cidade, a casa onde moram, eles se sentem perdidos. Foi o que ocorreu com o arquivista Aristides de Arruda Camargo. Neto de um médico oftalmologista, partícipe da Revolução Constitucionalista de 1932, e de uma imigrante alemã e filho de um médico ortopedista e uma escritora e botânica, Aristides tinha tudo para viver no conforto e na bonança da capital paulista. Trabalhou na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, fez parte da equipe que investigou a vida dos presos políticos, na época da anistia, entre os quais, Júlio Prestes. Comprou um apartamento em São Paulo, viveu intensamente todas as emoções de uma cidade grande, como integrante de uma família de classe média.

Mas São Paulo, segundo sua definição, tornou-se uma senhora com 450 anos de idade que, ao tentar abraçar seus filhos termina sufocando-os. Os paulistanos não conhecem seus vizinhos e não sabem quem plantou a árvore que cresce na rua, em frente, ou quem a arrancou. Correm, lutam pela vida, têm bronquite. Enquanto acende um cigarro forte, feito à mão, Aristides reclama da poluição, da falta de saneamento, do barulho infernal, do espaço reduzido para suas crianças, das ruas cheias de valas, de larvas. “As cidades grandes foram desumanizadas. As pessoas estão sempre de passagem, não conhecem seus vizinhos, espremem-se em apartamentos, têm suas vidas controladas pelo síndico”, critica o arquivista. Amores e desamores nasceram e morreram em meio à avalanche de aventuras e desilusões. A síndrome da cidade grande levou Aristides à depressão, a estafa, cansaço mental e, consequentemente, ao consumo de medicamentos controlados. Um psicólogo primo dele recomendou a suspensão de todos os remédios e prescreveu a música como meio de Aristides se encontrar consigo mesmo.

Caminho inverso

Ouvindo músicas, o arquivista descobriu que o seu sentido de vida estava numa pequena cidade do interior. Tomou a decisão de procurar uma cidadezinha do interior de São Paulo, “nem que fosse para criar galinha”, recorda. Na crise existencial encontrou a amiga Irailce Alcântara, natural de Farias Brito, que lhe disse em tom de brincadeira: “Vá para a minha cidade”. Algum tempo depois, ele pediu que o pai da amiga escolhesse uma pequena residência e, em seguida, enviou o dinheiro necessário para quitar o modesto imóvel. Em 1991, tomou o caminho inverso dos nordestinos, que deixam seu torrão natal em busca da cidade grande. Chegou à Farias Brito e, como quem nada queria, começou a consertar a casa situada na então Rua do Açude, uma rua íngreme de onde se avista o leito do Rio Cariús e a Serra do Quincuncá. Na bagagem, havia apenas lembranças dos parentes, um punhado de roupas e alguns documentos pessoais. Sua maior riqueza era a sistematização do trabalho cotidiano, o apego aos bens culturais e o desejo de servir a todos. Sua primeira missão na cidade começaria em um cantinho do prédio onde funcionara o Mercado da Carne e consistia na salvaguarda da desordenada documentação da Prefeitura Municipal. Com destaque para as correspondências oficiais, os projetos de lei, os artigos impressos etc.

Emprego concursado

No início de 1993, aquele paulistano magro, alheio às vaidades e ares estranhos, seria aprovado em concurso público, promovido pela Prefeitura de Farias Brito, com certificados além do necessário. Para ganhar a confiança das pessoas e das autoridades do lugar, o técnico em arquivo dispôs-se a arrumar o acervo municipal em troca de um pequeno valor. Quando alguém menciona o nome Aristides, lembra-se o “louco” trocando os antigos livros de atas da Câmara Municipal, em posse de alguns bodegueiros locais, por livros novos comprados com recursos dele mesmo.

Espírito andarilho

Lembra-se, também, o “doido” percorrendo a rua principal com um carrinho de mão cheio de documentos municipais recolhidos à margem do Rio Cariús. Espírito andarilho e bom de bate-papo, pouco a pouco, ele se transformou em um depositário de informações, em uma referência para outros ousados sonhadores. O comportamento estranho daquele forasteiro chamou a atenção dos moradores. Para Aristides, entretanto, a sua coleção de papéis era uma relíquia, um verdadeiro tesouro particular. E assim o lixo foi se transformando em pequeno museu que conta a história da cidade e de sua gente.

CONTRIBUIÇÃO
Aristides se tornou a enciclopédia da cidade

Farias Brito. Hoje, com 56 anos, o arquivista Aristides de Arruda Camargo é a enciclopédia da cidade. Sabe tudo sobre Farias Brito e o Cariri, a começar pela mudança do nome da cidade que antes era conhecida como Quixará. Como existia muitas cidades no Ceará iniciada com o mesmo prefixo, Quixadá, Quixeramobim e Quixilô, o nome foi mudado para Farias Brito, numa homenagem ao grande filósofo cearense de São Benedito. A mudança do nome está relacionada com a maldição de um antigo vigário da cidade que teria afirmado: “esta vila nunca passará de Quixará”. Entre os documentos colecionados por Aristides, estão inventários, ordens de pistolagens e contribuições que o povo de Quixará deu para a construção de um navio na Segunda Guerra Mundial.

Arquivo público

Preocupado com as pilhas de documentos oficiais, o homem de caminhar trôpego e linguagem alvoroçada, depressa organizou o projeto de lei que criou o Arquivo Público da cidade de Farias Brito. Em seguida, o suposto louco assumiu, por mérito próprio, a direção da entidade e se fez necessário aos servidores e aposentados que lhe procuravam. Para o filho de Farias Brito, Elmano Rodrigues, que trabalha na parte editorial da Universidade Federal de Brasília, Aristides deu uma grande contribuição para a história do Cariri. Deu o maior exemplo de dignidade. Elmano afirma que “só um possuído por acesso de loucura, largaria uma confortável vida na principal urbe do sul do País, para resgatar bens culturais de um torrão tão estranho, que mal se sabe ao que o levou a tantos desafios”.

Respeito

Emano ainda faz questão de destacar que “tenho por Aristides um respeito humano profundo e externo o maior sentimento de agradecimento e de gratidão, por ter tornado possível, clarear mentes e abrir horizontes, no meio de tantos desafios impostos”. Ao fazer este comentário, ele conclui: “Farias Brito um dia irá reconhecer esse amor tão profundo, que só aos loucos, é dado o poder soberano de entendê-los”. Outro admirador do trabalho do arquivista é o professor e pesquisador, Eldinho Pereira. “Quem diz que o brasileiro não tem memória é porque não conhece homens como Aristides Neto, uma figura popular que em 17 anos de trabalho intenso, notabilizou-se pela dedicação à memória e à cultura do Cariri a partir da cidade de Farias Brito”, destaca o professor acrescentando que, em qualquer idade ou lugar, sempre tem alguém colecionando algo, dos objetos mais baratos aos mais caros, dos comuns aos mais raros. “Aristides é um desses garimpeiros anônimos da história”, complementa.

Construção da história

Eldinho, que vem acompanhando o trabalho de Aristides há mais de dois anos, afirma que ele junta objetos bibliográficos, afetivos e simbólicos dos habitantes mais conhecidos, como se fosse a sua própria mobília. Noutra cena, ele dispõe seus bens culturais para conhecidos e curiosos em geral. Para Aristides, a documentação da oralidade do povo é fundamental para a construção da história. “Se nós não documentamos a oralidade do povo, estamos jogando fora os rascunhos de nossa vida.” Em meio a elogios, indiferença e convites para trabalhar em outros centros mais adiantados, o colecionador desprovido de qualquer vaidade, vai cantando a música de Zeca Pagodinho que diz: “E deixa a vida me levar. Vida leva eu…”.

Mais informações:
Aristides de Arruda Camargo
Rua 13 de maio, S/N – Farias Brito
(88) 35441.620

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

A Avenida dos Meus Sonhos – por Carlos Eduardo Esmeraldo

O talentoso escritor cratense e meu amigo Roberto Jamacaru escreveu excelente artigo, aqui no Blog do Crato, sobre a Avenida Padre Cicero. Ele está longe de imaginar como suas palavras caíram tão profundamente no meu íntimo e resgataram lembranças adormecidas há mais de meio século. Em primeiro lugar, porque devemos ter orgulho de ser conterrâneo do Padre Cícero. Ele é o filho mais ilustre do Crato, reconhecido internacionalmente. Infelizmente muitos cratenses não nutrem esse sentimento. Mas agora, graças ao nome desse taumaturgo, as duas cidades estão urbanisticamente se unindo num grande e futuro centro de desenvolvimento das regiões que margeiam os dois lados do Araripe.

Essa avenida teve uma importância fundamental na minha vida. É a avenida dos meus sonhos. Explico: fui criado no Sítio São Jose, em terras que pertenciam à nossa família e se estendiam desde o rio Grangeiro, que por lá tinha outra denominação e iam até a divisa do Crato/Juazeiro com o município de Barbalha. A estrada da qual Roberto se refere e que o Padre Cicero deve ter percorrido em abril de 1872, não foi exatamente esta extraordinária avenida que conhecemos hoje. Ela tinha outro percurso e, em alguns pontos ficava distante até um quilômetro da atual avenida. A partir do viaduto do Rio do Saco, em demanda do Juazeiro, a estrada derivava à esquerda, serpenteando a via férrea. Passava pelo São José, onde ficavam as casas do meu pai, de muitos tios, primos e tantos amigos, até o antigo matadouro do Juazeiro. Havia ônibus na porta de casa, aliás, as “Sopas do Anselmo”, aproveitadas da carroceria de velhos caminhões, daí o nome. Anos depois, vi e andei em Salvador em lotações dos anos de 1960, que lembravam as nossas “sopas”.

Por volta de 1952, creio, iniciou-se a construção da nova estrada. Acho que eu deveria ter uns seis anos de idade e, um dia fui ver a obra da Estrada Nova, como a chamávamos, com o meu inseparável amigo Vicente. Menino extraordinário, Vicente tinha um olho cego, mas pouco me incomodava com isto. Ele era neto de uma senhora que trabalhava na nossa casa, alguns anos mais velho do que eu. Sei bem da confiança que minha mãe depositava nele. Ela estava certíssima. Nunca ouvi dele uma anedota de mau gosto ou qualquer palavrão. Era um alegre contador de histórias, declamava e às vezes até cantava versos de cordel que costumava ouvir dos emboladores nas feiras do Crato e Juazeiro. Há anos que não o vejo, mas sei que ainda reside no São José e é um dos homens de bem que existe no Crato.

Na estrada em construção, eu e Vicente ficamos algumas horas sentados na ribanceira de um corte, para mim altíssimo, observando lá de cima todo o movimento das máquinas operando. De repente, uma camionete novíssima e muito bonita parou na nossa frente. Vi descer um homem de óculos escuro, roupa bonita, botas longas e um comprido rolo de papel nas mãos. Foi arrodeado de trabalhadores e dava ordens a todos. O Vicente me disse: “Aquele ali é o doutor engenheiro.” E de repente eu lhe confidenciei com muita convicção uma idéia que nasceu naquele momento: “Quando crescer, eu quero ser engenheiro.” Hoje quando passo no local, onde fica o antigo Parque Grill, procuro aquele corte com a barreira que não é tão profunda como me parecia, por aquele menino que um dia sonhou alto e agradeço a Deus pelo sonho realizado. Obrigado, Senhor! Aquela criança sonhadora ainda continua vivendo dentro de mim.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ônibus Espacial Discovery retorna à Terra

O ônibus espacial “Discovery”, com sete astronautas a bordo, aterrissou hoje numa pista do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, pondo fim a uma missão de 13 dias. A aterrissagem, às 16h14 (de Brasília), aconteceu uma hora e meia depois do previsto inicialmente, já que a presença de ventos e de nuvens atrasaram o retorno da nave. Um dos objetivos da missão à Estação Espacial Internacional (ISS) foi a instalação de novos painéis solares na plataforma.

Fonte: UOL – Universo OnLine

Exposição sobre o Padre Cícero prossegue até hoje no Cariri Shopping


O sucesso na visitação e o atendimento ao apelo em deixar por mais um fim de semana, motivou a direção do Cariri Shopping Center a estender a exposição sobre o Padre Cícero Romão Batista até a noite do próximo domingo (29). Estimativas apontadas pela central de vendas apontam que até lá cerca de 60 mil pessoas deverão ter visitado a iniciativa que faz parte do Projeto Nossa Cultura. Ela conta com o apoio da Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Turismo e Romarias. A exposição foi aberta no dia 18 de março, na Praça de Eventos, e deveria ser encerrada nesta sexta-feira, mas a grande visitação determinou a prorrogação, segundo a direção de marketing do Shopping. Ao todo, serão 12 dias reunindo fotos, painéis e objetos particulares que pertenceram ao Padre Cícero e recebeu o tema: “Padre Cícero e Romarias”. Além disso, as apresentações culturais tomaram conta do ambiente todas as noites. Segundo o titular da Setur, José Carlos dos Santos, são grupos de dança, orquestra de rabeca, cantores de benditos, reisados, manero pau e exibições teatrais. Ele esteve presente à solenidade de instalação oficial em companhia do prefeito em exercício, José Roberto Celestino, e da Secretária de Cultura, Glória Tavares. Durante esse período, o shopping está colhendo depoimentos dos visitantes os quais farão parte do acervo da central de vendas.

O evento se inseriu na XXVII Semana Padre Cícero, que foi encerrada no último dia 24 de março, após sete dias de atividades intensas. O primeiro ato foi a instalação da ExpoCícero no hall do Memorial, culminando com um show do cantor Zé Vicente na Praça do Socorro. Houve ainda apresentações artísticas, Feira de Artesanato, palestras, abertura da biblioteca de Padre Cícero, celebrações de Missas, seresta, corrida e a tradicional Procissão das Flores.

Fonte: Beto Fernandes – Blog do Juazeiro

Notícias da URCA – Universidade Regional do Cariri

URCA recebe mais de R$ 186 mil em livros didáticos para Projeto de Capacitação de Recursos Humanos

A Universidade Regional do Cariri (URCA), recebeu, na tarde de ontem, uma remessa de exemplares de livros didáticos no valor de R$ 186.662, 86. O material foi adquirido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (SECITECE) e será destinado aos alunos do Projeto de Capacitação de Recursos Humanos para melhoria do Ensino Fundamental e Médio, financiado com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop). Os títulos foram sugeridos pelo Coordenador Geral do Projeto na URCA, Professor Manuel Pina, pelos coordenadores Pedagógicos das turmas dos cursos de Letras, Ciências Biológicas e Matemática ofertados pelo projeto e por professores do Departamento de Educação. Os coordenadores procederam à consulta junto aos professores dos respectivos Departamentos e formularam a listagem. Na próxima semana será iniciado o tombamento dos livros e a Diretora da Biblioteca da URCA, Idamélia Cortez e a Bibliotecária, Ana Paula, vão se reunir com o Chefe de Patrimônio, Expedito Edílcio e o Professor Manuel Pina, para elaborarem a estratégia de acessibilidade dos livros pelos alunos. Inicialmente, os exemplares serão utilizados pelos discentes do projeto e retornarão à Biblioteca Central da URCA à medida em que as turmas forem concluindo os cursos. Serão beneficiados com os livros, alunos do Projeto em 13 municípios da região do Cariri.

Aprovado pelo Governo componente de Educação Ambiental para o Projeto Geopark Araripe

O Projeto Geopark Araripe terá mais um dos importantes componentes de seu desenvolvimento implementados. O Governo do Estado, por meio do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (CONPAM), estará, em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria das Cidades e Universidade Regional do Cariri (URCA), inserindo o componente de Educação Ambiental. Dentro do arranjo institucional do projeto, o CONPAM deverá formar 300 educadores ambientais e 210 gestores ambientais e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado (SEMACE) as populações difusas no entorno dos geotopes. Para o desempenho dessas atividades será elaborado um material didático de educação ambiental com discussão ampla da legislação ambiental e a gestão ambiental, principalmente nos seis municípios que compõe o Geopark Araripe. O material também deverá ser inserido no conteúdo específico do Geopark, contemplando todos os seus aspectos, incluindo geológicos e arqueológicos. O processo licitatório das cartilhas será iniciado em breve, já que passou pela aprovação do Governador.

URCA realiza solenidade pela passagem dos seus 22 anos

Na próxima terça-feira, dia 31 de março, será realizado no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir das 19 horas, solenidade de comemoração dos 22 anos da Universidade. O evento contará com a presença do Reitor, Professor Plácido Cidade Nuvens, e da Vice-Reitora, Professora Otonite Cortez, que convidam o corpo técnico-administrativo da Instituição, Professores, alunos e servidores a se fazerem presentes nesta importante solenidade comemorativa. Na ocasião, serão apresentados resultados e avaliação dos projetos desenvolvidos pela atual administração da URCA.

Abertas inscrições para o Curso de Pós-Graduação em História e Sociologia

Estão abertas as inscrições para o curso de Pós-Graduação em História e Sociologia, da Universidade Regional do Cariri (URCA). Maiores informações, ligar para o telefone: (88) 3102.1212, ramal 2607, nos horários das 8 horas às 12 horas e das 14 horas às 18 horas, de segunda à sexta-feira.

Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri – URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br Elizangela Santos (88) 9915.3450
Crato, 27 de março de 2009.

Utilidade Pública – Reclamação – Teresa Abath

“QUERO PROTESTAR CONTRA A CONSTRUÇÃO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE JERICOACOARA ENQUANTO O AEROPORTO DE JUAZEIRO DO NORTE SERVE A UM NÚMERO SUPERIOR E ENCONTRA-SE NUMA SITUAÇÃO DE PENÚRIA, PISTA PERIGOSA E OUTROS PROBLEMAS. ONDE ESTÃO OS GESTORES E POLÍTICOS DA TERRA? PRECISO DE UMA EXPLICAÇÃO… “

Teresa Abath

Técnica em Assuntos Educacionais
Assistente CIBEC
Relações Públicas da ASSINEP
Titular do PVS no INEP
Membro do Comitê de Gestão do INEP
Suplente Fórum dos Servidores INEP
Delegada Sindical/INEP
Pró-Carreira
21049056
abath@inep.gov.br
abath12@yahoo.com.br

Nota do Blog do crato:

Pedimos sempre às pessoas que nos enviam textos para publicação, que possam escrever em letras minúsculas. Escrever em letras maiúsculas ( caixa alta ) todo o texto significa que a pessoa está gritando.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Conversa de Domingo – Por: Claude Bloc

Domingo geralmente é um dia apático para mim. Creio que por ser véspera da segunda-feira e coisa e tal… Ou é porque nossa alma se predispõe a sofrer por antecipação nessas vésperas, projetando as agruras da semana, o corre-corre e tal e coisa…

Como não saio quase nada, às vezes arrisco, no sábado, uma praia, um caranguejo… e vou de CocaCola mesmo, visto que nunca consegui assimilar e associar o sabor amargo da cerveja a algo prazeroso ou ingerível (neologismo?)…

Então, no domingo prefiro a calma e a curtição dos netinhos, meu verdadeiro alento. No domingo, também me valho de pessoas amigas como Socorro, Tereza Duarte, Edilma, Iza, (dentre outras), para trocar idéias etc. e tal…e a conversa gira, bate, volta e acaba por esbarrar na “incomunicabilidade” das pessoas hodiernas, ensimesmadas e ausentes… Da indiferença de alguns em relação ao que se passa bem ali do seu lado. De como as amizades hoje são banalizadas por umas tantas pessoas… enfim, assuntos que acabam por se fazer presentes no cotidiano, tanto nos nossos “quinhões”, quanto na virtualidade dos blogs e MSNs da vida.

Mas a conversa segue. O Domingo é propício.

Ora, Zé do Vale encerrou seu papo até segunda feira, pois sua conversa é de sábado. José Nilton Mariano, provocando argumentações e debate, nos remete à reflexão… José Flavio se espanta com os tempos atuais. Dihelson publica as fotos da garota Blog do Crato. Pachelly aplaude a arte das fotos nos bastidores… A matemática do Dr. Valdetário nos dá um branco nos miolos e um nó no juízo… E o pior de tudo: Socorro Moreira, está caladinha e isto eu já conheço e sei de cor o que significa… Coisas de sábado ou de domingo?

O domingo também pode nos conduzir à fuga do desatino, ao esvaziamento proposital de nossas dores para uma contrapartida de novas perspectivas. Podemos pensar em quem amamos. Podemos imaginar que lhes conhecemos as verdadeiras cores, mas também que há pessoas que se revelam possuidoras de cores que provocam o afastamento, a desilusão, o completo desencanto. Sendo eu uma pessoa que, no mais íntimo do meu ser, gosta de acreditar que o amor existe, há dias em que este “roubo” de encanto estanca no domingo …

E nesta conversa de dominical, às vezes, me vem uma sensação de vida vivida em vão, a perseguir objetivos que deixaram de fazer sentido e no que neles fiz por acreditar durante tantos anos. Nos demais dias, os castelos de areia se desfazem, as bolas de sabão rebentam antes de chegarem ao céu… Mas isto a gente apaga no domingo. A realidade é muito mais pungente. A vida também.
No domingo sinto mais saudade de tudo o que gosto. O Crato mergulha em mim. Eu mergulho no Crato. Com gosto de buriti…
Mas, o tempo corre. Chega a hora! Pasárgada seria meu outro lar emprestado, em Sobral?.
Mais uma semana se vai. Também se vai mais um domingo. Não, nossos Blogs ainda não estão insípidos nem insossos. Tem gente nova entrando no contexto, e muita gente que não deixa a peteca cair. Os autores estão lá destilando pensamentos. Provendo de novidades as páginas que se alongam até o infinito… Não nos percamos nesse caminho. Não percamos o encanto. Não desviemos nossa nau mesmo se “these days, the stars seem out of reach.”

Porque hoje é domingo!

Por Claude Bloc

É Só O Que Quero – Por : Luiz Cláudio Brito de Lima

Acordei disposto a mirar meu canhão, devidamente municiado e estrategicamente apontado para o além, quem sabe por uma felicidade do destino alcance um alvo semovente, ou estático ou quem sabe invisível. È provável, e necessário, que seja inofensivo, incapaz de esboçar reação, torna-sé-a mais fácil a tarefa, o abate. A indolência é requisito necessário para abastecer o instrumento à causar danos a outro(s), tanto materiais quanto psicológicos, morais. É uma dor que dói. Caso não obtenha êxito na mira, por provável falta de aferição, o alçapão, como segunda opção estará posto, às escondidas, aguardando a queda fatal, amortecida pelas sombras do inimaginável, recepcionado pelo rigor de um coração descompassado.

Quero crer que esse sentimento é resultado de uma noite pessimamente dormida, atribuída , com certeza, àquela “azeitona” da empada, pois a própria empada jamais causaria esse transtorno, outro dia mesmo comi várias, e não continha a maldita “azeitona”, porém a da noite passada tinha, ela estava lá, tenho certeza, eu a vi. Já sei, fácil resolver o dilema: se o problema, apesar de não ter certeza, foi a “azeitona” irei apontar minha fúria em sua direção, não terei piedade serei severo e eficiente. A dúvida é um dos piores sentimentos que acompanha o ser humano, segundo o nosso dicionário dúvida seria, entre outras coisas, hesitação, vacilação, desconfiar, ora, nenhum desses adjetivos me assegura a clareza necessária para estabelecer a responsabilidade da “azeitona”, será correto atacá-la? Não sei, penso que sim, caso se confirme sua inocência, não tem problema, o tempo se encarregará de consertar os prejuízos causados, as dores, serão curadas, o remédio será o interregno entre a fatalidade “provocada” e o esquecimento que nunca virá.

A circunspeção nesse momento falou mais alto, tal qual uma criança que acorda no meio da madrugada e percebendo a escuridão implora pela presença do Pai, refleti que a causadora desse ímpeto de valentia que ora me atormenta, poderia ser não da “azeitona” , e sim da empada, apesar de, mais uma vez nunca ter tido qualquer problema com esse ultimo, todavia, sempre tem a primeira vez, e essa com certeza poderia ser a primeira vez. Decidi-me, ajustei meu canhão, estabeleci a meta, mirei o alvo, estava pronto para destruí-la, não a empada, eu quero a “azeitona”, essa é a grande causadora desse sentimento, aquela outra jamais faria isso, preparei para acionar o botão e de uma só tacada, exterminaria a “azeitona”. Nesse instante o telefone toca, atendo e do outro lado uma pessoa com uma voz um tanto quanto angustiada, falando totalmente arrítmico tenta me dizer a todo custo alguma coisa, peço-lhe que tenha calma e fale compassadamente, esse se controla, retoma a situação e me diz: Senhor, aquele refrigerante que lhe enviei ontem, juntamente com as empadas, estava estragado, por favor, peço que não o consuma. Após ouvir a preciosa informação, uma paz invadiu minha alma, a serenidade se fez presente, a quietação tomou morada, a lucidez me foi apresentada. Permaneci inerte por alguns minutos, entretanto, como que no passe de mágica, nova onda execrável de sentimentos se apoderou de mim, olhei para os lados, procurei o meu canhão, reajustei os seus comandos, agora precisava encontrar novo alvo, estava determinado, procurei a direção, apertei o botão e “bummmmm” , visualizei um clarão imenso, muita correria, muito desespero, alcancei o meu objetivo: a “azeitona”…..

Por : Luiz Claudio Brito de Lima.

Avenida Pe. Cícero – Por: Roberto Jamacaru

Quando a 11 de abril de 1872 o jovem Pe. Cícero Romão Batista percorreu a cavalo a estrada que o levaria, em definitivo, da cidade de Crato para o então arraial denominado de Juazeiro, não imaginou o Patriarca que nas mediações dessa extensão, de aproximadamente oito a doze quilômetros de distância, estava predestinada a ser, no futuro, uma importante avenida cujo batizado seria uma justa homenagem ao seu nome.

Jamais imaginou também que, 137 anos depois, portanto em 2009, esse logradouro começasse a se configurar como o centro de maior referência na economia da região do Cariri.
Se antes essa estrada, quase trilha, era percorrida a pé, em carroças ou em lombo de animais, levando em média em torno de três horas para ser completada no seu circuito, hoje, na era dos automóveis computadorizados, esse mesmo percurso leva tão somente poucos minutos para ser concluído em excelentes condições de trânsito.
Guardadas as devidas proporções em termos de potencialidade sócio-econômica, na mente de um visionário a Avenida Pe. Cícero estará para o Cariri assim como a Avenida Paulista está para a capital de São Paulo. Isto porque é lá onde está acontecendo o “Boom” alavancador de quase toda potencialidade econômica da nossa região.
Modernizada com uma infra-estrutura rolamentada de pista dupla, tendo em seu meio um projeto lumínico de incomparável eficiência, nas suas margens vem sendo implantado um conglomerado (Grupos econômico-financeiros constituídos de empresas de atividades diversas), cujas unidades instaladas, em fase de instalação e projetadas para serem instaladas, são ramificações das grandes empresas locais, nacionais e até multinacionais.
Não há como contestar a supremacia que essa via está assumindo! Tanto é que o metro quadrado dos últimos terrenos, ainda não edificados, está cotado entre os mais caros do interior nordestino. É para lá que as indústrias, pesadas e leves, estão se instalando. Tem sido para lá que os comércios, atacadistas e varejistas, estão fincando suas bases matrizes e filiais. Continua cada vez mais sendo para lá que a expansão imobiliária tem horizontalizado e verticalizado seus projetos. Até os poderes públicos estão se rendendo a esse complexo por entenderem que o centro nervoso regional terá seu nicho maior nessa área de vertiginoso crescimento.
A Avenida Pe. Cícero, que no seu avanço rápido desenha ser o corredor de maior poder econômico da região, tem funcionado como um imã para a ala dos empreendedores. Tanto é que os micros, médios e macros projetos da nossa economia estão sendo implantados lá.
Se levarmos em consideração as mais de vinte cidades do eixo caririense, além das circunvizinhas da Paraíba, Piauí e Pernambuco, cujas ações de compra estão convergindo para esse complexo, o que se espera, em curtíssimo prazo, é um beneficiamento pesado, em primeira instância, para cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha e, por tabela, para as demais cidades da região.

Foi através desse caminho que o Pe. Cícero, ainda no século passado, deu seus primeiros passos rumo à nova, abençoada e progressista terra chamada Juazeiro.
Como um real e verdadeiro milagre, suas pegadas, nos idos de 1872, serviram de marco para a edificação daquela que seria a maior artéria do Cariri chamada, meritoriamente, de Avenida Pe. Cícero!
Senhores políticos, empreendedores e consumidores… Abrolhos para a prosperidade galopante dessa ilha de consumo!

Roberto Jamacaru
, 28.03.09

Meio Intelectual, Meio de Esquerda

Bar meio ruim é lindo, bicho !!!
Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem). No bar ruim, que ando freqüentando ultimamente, o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura. – Ô Betão, traz mais uma pra gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve “petit gâteau” e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de “petit gâteau” do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim fuleiro, autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando “cult”, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual, nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns meio velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro; isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam em cinqüenta por cento o preço de tudo. (eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta; os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o “petit gâteau” pelos quatro cantos do globo.
Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, sacou?).
- Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim; de Salinas, quais que tem?
Autor: desconhecido – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Conversa de sábado – por José do Vale Pinheiro Feitosa

Branco de olhos azuis

Dizer que a atual crise do capitalismo é uma questão étnica (ou racial se preferirem) parece uma “forçação-de-barra”. Um cheiro de preconceito racial. A crise dos louros e olhos azuis deve ter feito muito galego não sair da cama. Como estamos numa “democracia” da poliça, como se diz por aqui quem tem c…tem medo. Eu mesmo se tivesse olhos azuis só usaria óculos escuros, até naquelas noitadas do bem bom a dois. Agora vocês imaginam se, além disso, você é louro, dos olhos azuis e nasceu na Europa ou nos EUA? Deveria cagar de medo desde a fala presidencial.

Hoje fui andar na rua e encontrei Pirrita, um mulato que conserta panela ali na esquina da Jardim Botânico. Dei bom dia e estranhei o ar pachorrento dele, um tanto folgado de personalidade no espaço que o mundo lhe deu. Perguntei o motivo de tanta folga ao que respondeu: pelo menos neste dia nós não fomos os suspeitos de sempre.

Financiamento eleitoral

O Ancelmo Góis falando sobre as doações das empreiteiras para políticos (tanto as “por fora” quanto as “por dentro): há políticos honestos que usam grana só nas campanhas. Mas há políticos ladrões que embolsam parte ou mesmo todo o dinheiro. Entenderam o Ancelmo? Nem eu: então a diferença não é o poder econômico deturpando o processo eleitoral. Por isso que não é freqüente se atribuir ao povo as más escolhas e, no entanto persistir a dúvida, pois as pessoas são compradas pelo poder econômico. Sua consciência é turvada por dois mecanismos no mínimo: a) pela pobreza com necessidades permanentes e b) já que é para empregar o rico, pelo menos eu levo o meu.

Andando na Lagoa uma pessoa esperando um ônibus no ponto: vou me candidatar, empregar todo mundo na campanha financiada e depois viver as delícias do parlamento. Saí andando com a certeza que falar sobre política no sentido grego era um anacronismo imenso no Brasil. Política é uma profissão que se evolui juntando caraminguás e se aliando a poderosos interesses. O jeito foi dar uma corridinha para que o colesterol desta última conclusão não me entupa o cérebro, enquanto este se diluía na paisagem anacrônica da Lagoa (o verde que se perde no concreto).

Os blogs da minha terra deixa a gente….

Os blogs são o que são. Os do Crato, por exemplo, não poderiam deixar de falar em religião. Debater o papa. Falar de excomunhão. Dificilmente poderiam deixar de ter ideologia de esquerda e direita. Claro ter muita saudade. Falar na crise econômica. Levantar as emergências do tempo. Sem dúvida precisam de um pé no governo para sua sustentabilidade. Ter brigas como se na praça. Noticiar as políticas públicas e os eventos de dor, festejo e alegrias. Quanto mais tais feitios se encontrem num verdadeiro painel em formato vertical, mais próximo são os blogs da própria região.

Outro dia troquei e-mails com uma pessoa dos blogs. Olá onde estás escrevendo agora? Não encontrei teus ótimos textos e poesias! Ao que me respondeu: cansei, não tenho saco para aquele ambiente. Estranhei e me fiz entender: mas como? Se o ambiente é diverso, tem tanto debate, há um levantamento contínuo de questões novas? Ele rebateu: é o que imaginas. Tens escrito muito neles nos últimos dias não percebes o quanto minhas razões de ausência estão bem sustentadas. As coisas estão emperradas, rodam sobre o mesmo centro como uma província de amigos. Aí eu parei de rebater o escritor (a). Pensei que exista quem não escreva por ocupação intensa, outros por se dedicar ao próprio blog, mas é certo que outros se cansaram do assunto e dos escritores de lá. Desliguei o computador com a sensação que seria bom, também, dar um tempo. Só um tempo. Afinal domingo é folga e segunda volto.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa


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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.

AUXÍLIO À LISTA

Garota Blog do Crato


O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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