Libertas quae sera tamem – por José do Vale Pinheiro Feitosa

Atenção pessoal do Crato. Pense numa coisa difícil. Continuar num debate que o mediador do blog já deu por encerrado. Mas continuar para apenas ampliar o dissabor do fato em si? Não, e por isso é difícil mesmo. Mais difícil ainda pelo bem equilibrado comentário do Pachelly Jamacaru sobre o assunto. Procurarei fundir as partes. Conseguirei? Eis o difícil.

Tudo começa com a liberdade da arte. Na mesma semana em que o Marcos Leonel faz uma resenha do Peter Gay sobre a quebra de todos os cânones estéticos existentes pela modernidade. Picasso, por exemplo, representou as mulheres e o feminino em todas as fases de sua obra. Seja nas fases de cores; nas representações estimuladas pelas esculturas ibéricas ou africanas ou no Cubismo e a desconstrução geométrica do mundo visível.

A liberdade na arte seria, por força desta era, a quebra da ordem burguesa e o meio fundante de outra possibilidade. Mas seria, também, a própria emergência do artista como sujeito e claro com toda a sua carga de individualidade no seu mundo de relações. Picasso faz o grande salto do cubismo, um trabalho libertador da era moderna, com as mulheres Les Demoisseles D´Avignon. E pinta mulheres com quem se relaciona, seja a Lolita de 17 anos seu modelo Marie-Térèse Walter; distorceu a imagem pictórica da fotógrafa Dora Maar no meio de um conturbado romance; assim como a mulher com quem teve dois filhos François Gilot.

Picasso sempre partiu em sua obra do mundo exterior e da realidade para logo a seguir estabelecer a dicotomia central da modernidade: o amor à realidade e o horror de sermos reais. Uma mistura de sentimentos contraditórios de formas terríveis e desejáveis com que a vida se manifesta. Por isso a arte da pintura é a quebra da ordem, como a burguesia tinha herdado tanto do renascimento quanto do neoclássico. Picasso tinha uma ira artística contra a figura humana e as figuras femininas foram centrais nisto.

Acho que esta linha já está completa. Agora vamos ao outro lado do debate. Daquele que ocorre num tempo e num lugar, especialmente o Crato. Pegue qualquer referência intergeracional de pessoas vivas sobre a fotografia que temos, no mínimo, oitenta anos de história. E a história da fotografia neste tempo sofreu mudanças inimagináveis no princípio. Mas a mudança, seja das lentes, especialmente as grandes angulares que aproximam e afastam deformando o espaço; seja nos filmes, nas velocidades ou no meio digital; como dizia a mudança tecnológica não é absorvida simultaneamente na mesma velocidade da imagem de um tempo.

Pessoas de diversas gerações, por tudo que foi dito, têm a fotografia como possibilidades diferentes. Por exemplo, o ângulo familiar, ou a paisagem, seja o retrato pessoal, seja um instantâneo, ou que outro conteúdo fotográfico tenha. Claro que qualquer pessoa em que idade tenha não absorverá igualmente a fotografia como a pintura. As mudanças estéticas na fotografia são mais recentes que a pintura. Quase todos, mesmo com mais de 70 anos já conheceu as mulheres de Picasso, não igualmente a própria imagem por uma fotografia.

Voltemos à exposição no blog das tais fotos. É claro que a intimidade, mesmo que paradoxalmente de um grupo, estava no espírito das comemorações quando o fotógrafo as publica. Ele a faz como numa espécie de manifestação sincera da sua captura da realidade (não vejo qualquer referência daquela história de Picasso) e com entusiasmo a torna imagem nas telas. É tão verdade que no espírito animado do dia põe uma nota no blog dizendo que o domingo já era em termos de postagem por conta de tanta festa.

Foi aí que um fato animado com uma eventual censura na contramão, deu ao ocorrido uma dimensão maior que na verdade teve ou terá. O direito de contrariedade é universal (ainda mais num blog) e as possibilidades da arte na modernidade continuam como a liberdade de desconstruir algo que, aparentemente sólido, se desmancha no ar. Mas, em minha opinião, não chegamos a muito desta contradição, apenas, quando se trata da realidade pessoal é sempre importante ao fotógrafo contemplar o seu próprio drama com a propriedade: o direito da obra e o direito da imagem pessoal.

José do Vale Pinheiro Feitosa

SABEDORIA INCOMUM (TEXTOS E FIGURAS RETIRADOS DA INTERNET)










DANÇANDO E APRENDENDO A VIVER (TEXTOS E FIGURAS RETIRADOS DA INTERNET)























Roberto Carlos canta…

Roberto Carlos canta…

http://www.youtube.com/watch?v=7bp3mQVOZgY

Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE…

chapada 29-06-2009

www.chapadadoararipe.com

O Diário do Cariri

Notícias do Crato para o Dia 30 de Junho de 2009


30-06-2009

Reunião com mães no CRAS da Vilalta

A Prefeitura Municipal de Crato, através da Secretaria de Ação Social e CRAS Vila Alta, está convocando as mães das creches: Menino Jesus, Manoel Almino e N. Senhora das Graças (SOCICOL), a participarem de uma reunião dia 03, na próxima sexta-feira, às 9 horas, no CRAS Vila Alta, na rua Zacarias Gonçalves, 600, perto do mercado público.
Unidades de saúde em reforma e ampliação

A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Saúde, está realizando reformas e ampliações em Unidades de Saúde, no intuito de prestar um serviço mais qualificado aos usuários de várias localidades do município. No Seminário está sendo iniciada a construção de uma nova unidade de saúde, ao lado do Cemic. A Unidade de Saúde Teodorico Teles, no bairro São Miguel, e Fábio Pinheiro Esmeraldo, estão recebendo manutenção. Já o os postos de saúde da Malhada e São José estão sendo ampliados e o PAM e Centro de Especialidades receberão reforma e ampliação no segundo semestre do ano.

Município dá continuidade ao trabalho de combate à dengue

O setor de Endemias da Secretaria de Saúde do Crato continua intensificando os trabalhos de combate ao dengue em todo o município. O 3º ciclo de combate ao mosquito Aedes aegypti está sendo realizado com a atuação de cerca de 50 agentes, acompanhado por um trabalho educativo e de conscientização, por meio da Mobilização Social. O combate à dengue em Crato tem sido uma das prioridades da administração municipal e este ano os índices se mostram bem reduzidos em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax – (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Deixem o Parque em Paz – Por: Jurandy Temóteo

Causou espanto e apreensão a divulgação pelo secretário Camilo Santana, no noticiário de maior audiência da Rádio Educadora, da pretensa mudança pelo governo Cid Gomes, do Parque Permanente de Exposições Agropecuárias do Crato.

Alegar que aqueles hectares com milhões de reais investidos em sua infra-estrutura seriam destinados à ampliar o Campus do Pimenta, da URCA, e de que o Parque de Exposições tem de sair da cidade, indo para uma área – que não tem nada – anexa ao Juazeiro, são desculpas inconsistentes e inconvenientes aos interesses do Crato.

Contrários a mudança já se pronunciam o prefeito Samuel Araripe, a Câmara Municipal do Crato, a Associação Comercial do Crato, o CDL – Clube de Dirigentes Lojistas do Crato, o advogado e agropecuarista Raimundo de Oliveira Borges, a revista A Província, o cronista Pedro Esmeraldo . . .

Em Uberaba (MG), onde acontece há mais de 60 anos, a maior feira de exposições de Zebu do mundo, o parque é dentro da cidade e só tem causado benefícios para aquela população urbana; nem se cogita em mudá-lo.

Como é que se pretende relegar patrimônio tão grande – o do Parque Permanente de Exposições Agropecuárias do Crato, no Pimenta -, que vem se consolidando por mais de meio século, e é hoje a maior festa popular, no gênero, do interior do Nordeste e a quinta, em importância, do Brasil, para vê-la, a contra-gosto, anexada, impositivamente, ao Juazeiro?

A quase totalidade dos cratenses que não está comprometida com interesses mesquinhos, em detrimento da nossa comunidade, posiciona-se contra esta nociva pretensão.

Respaldar-se nesta falsa premissa de ”beneficiar” a URCA é esconder o problema maior desta universidade. Aliás, ela já tem, dentro do parque, um pavilhão cedido, há mais de seis anos, mal aproveitado, passando a maior parte do ano fechado.

O prefeito Samuel Alencar Araripe ofertou para a URCA alguns hectares, no Muriti, em terreno contíguo onde estão construindo o Centro de Convenções, a Faculdade Católica e o Campus do Crato, da UFC. Por que o desinteresse em receber esta doação?

Respaldar-se numa falsa premissa de ”beneficiar” a URCA anexando o Parque Permanente de Exposições é desviar o foco do problema maior – este sim, angustiante – da Universidade Regional do Cariri.

Que a nossa população agora saiba, sem se esconder a Verdade: o problemão da URCA é o da própria sobrevivência.

Entre as novas exigências do Ministério da Educação, para que a URCA seja renovada sua autorização de funcionamento como universidade, é preciso que ela tenha, em plena atividade, até a próxima inspeção do MEC: um curso de doutorado e três de mestrado.

Mas . . . só existe um de mestrado e nenhum de doutorado. Com o agravante de que, há cada semestre, ela vem perdendo seus mestres e, principalmente, seus doutores, inviabilizando projetos de pesquisas indispensáveis para captação de recursos, credenciamento, credibilidade e sobrevivência desta nossa instituição de ensino superior.

Do contrário, a URCA regride; retrocede de universidade para instituto.
A hora agora é de salvar a URCA e deixar o Parque Permanente de Exposições Agropecuárias do Crato em paz.

Por: Jurandy Temóteo

Aviso aos Navegantes – Cada um é responsável pelas suas postagens!

Alô, Amigos,

Estou vendo que estamos sendo invadidos por muitas mensagens que chegam à beira de denegrir nossos irmãos da cidade de Juazeiro do Norte, por conta das velhas briguinhas de Crato e Juazeiro.

Quero apenas ressaltar o princípio fundamental do Blog do Crato, que é de qualquer Blog coletivo, que a responsabilidade sobre cada um dos textos postados é do autor do Artigo. O Blog do Crato não se responsabiliza por qualquer mensagem, comentário, etc, escrito por qualquer pessoa. Aqui é apenas o espaço para publicação.

Se alguém se sentir ferido no seu direito, e se sentir prejudicado moralmente, que acione a Justiça e todos os meios legais contra o AUTOR da mensagem. Isto digo, porque não se pode atacar a população de uma cidade. O povo não pode ser ferido em seus princípios fundamentais, e a nossa constituição garante a liberdade de culto a qualquer denominação e ampla liberdade sob todos os aspectos .

Atenciosamente,

Dihelson Mendonça

Atenção colônia caririense em Fortaleza

UFAB
União dos Filhos e Amigos de Barbalha

AFAJ
Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte


UFAB e AFAJ convidam V. Sa. e família para o lançamento do livro

HOMILIAS DOS DIAS SIMPLES,

de autoria do
Mons. Francisco Murilo de Sá Barreto,

organizado por:
Inês Tânia Callou de Sá Barreto Sampaio,
Libânia Callou de Sá Barreto Sampaio,
Maria Déborah Callou de Figueiredo.

A obra será apresentada no Centro Cultural Oboé, na Rua Maria Tomásia, 531
Aldeota, no dia 9 de Julho de 2009, a partir de 20:00h.

A apresentação da obra será feita pelo prof. Renato Casimiro.

Na programação:
Tiago Callou de Figueiredo, ao piano;
Autógrafos, pelas organizadoras;
Coquetel.

Com os nossos agradecimentos antecipados por suas presenças,

Francisco Paceli Luna Gomes
UFAB União dos Filhos e Amigos de Barbalha

Odival Limeira Lima
AFAJ – Associação dos Filhos e Afilhados de Juazeiro do Norte

(Postado por solicitação da UFAB e AFAJ)

A restauração da antiga Casa da Câmara de Crato – por Armando Lopes Rafael

A restauração de um prédio histórico é trabalho minucioso que requer seriedade, paciência e critério por parte dos responsáveis por esse serviço. Felizmente isso está ocorrendo no restauro do telhado, madeiramento, instalações hidráulicas e elétricas, além do revestimento parcial das alvenarias da antiga Casa da Câmara de Crato. Naquele edifício funcionou – durante décadas – a Prefeitura, Câmara de Vereadores e Cadeia Pública e hoje abriga o Museu de Artes Vicente Leite e o Museu Histórico de Crato.
O prédio aludido, um casarão da segunda metade do século XIX, teve sua construção concluída em 1883. Lá se vão, portanto, 116 anos quando a deterioração que naturalmente ocorre em toda construção foi sendo corrigida “a toque de caixa”, até que não mais pôde ser “empurrada pela barriga” como se diz popularmente. A atual administração municipal resolveu enfrentar com tino, acerto e responsabilidade essas obras de restauro.
Paralelamente aos serviços citados está ocorrendo a restauração da pintura dos quadros que compõe o acervo do Museu de Artes Vicente Leite, a cargo da restauradora Edilma Rocha.
Fica a sugestão ao Assessor de Imprensa da Prefeitura de Crato, Sr. Dihelson Mendonça, para que divulgue detalhes da restauração, tais como: valores gastos, serviços efetuados, material utilizado, dentre outros, a fim de que a população da Cidade de Frei Carlos fique bem informada deste bom serviço prestado na preservação de um dos mais importantes edificíos históricos da Princiesa do Cariri.
Congratulações ao Presidente da Fundação J.de Figueiredo Filho, George Macário; à Secretária Municipal de Cultura, Daniele Esmeraldo e ao Sr. Prefeito do Município, Samuel de Alencar Araripe pela seriedade e responsabilidade com que se houveram nessa meritória obra de relevante interesse para a cultura e história da heráldica cidade de Crato.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

SOB O CÉU DO DESERTO

Necessário é que nos recolhamos e que fiquemos frente a frente com nós mesmos, não de um espelho, pois a imagem seria invertida.
Falo do mergulho ao nosso interior, buscando nossos motivos, com a alma nua e em silêncio, capaz então de perceber nossos ruídos, nossas dores, nossas culpas e os aplausos pelos nossos acertos.

Não será uma balança, posto que gramas do que fazemos pelo próximo pesam muito mais do que quilos por nós mesmos, quando no nosso prato só a vaidade, o egoísmo, a insensatez, a grosseria, a ingratidão e a cegueira – apesar de tanta luz -, e a mudez quando não gritamos pelo outro diante de uma injustiça!

Isso tudo deveria dar dó na gente!… Mas a percepção de que somos capazes de gestos bonitos, como perdoar ou “fazer o bem sem olhar a quem”, e saber que aquele sorriso que nem é para nós ficarmos felizes à distância, dá-nos esperança. É gratificante!
Entregar-se, doar-se, arriscar-se, não pensar mais em si.

No silêncio, olhar para cima e maravilhar-se com as constelações, tendo a convicção de nossa pequenez e que fizemos o que deveríamos ter sido feito!…Se assim for, ao amanhecer e durante todo o dia, o calor não nos incomodará e á noite o frio cederá lugar á beleza!

De quem temos que lembrar?

Crato (Ce),2009
João Marni de Figueiredo

Assembléia do Coletivo Camaradas será no Gesso

O Coletivo Camaradas promove a Assembléia Geral tendo como pauta principal a discussão e aprovação de estatutos. O grupo discute arte, marxismo, ativismo, cultura, intervenções urbanas e políticas públicas.

Com o intuito de se aproximar e conhecer realidade social, o Coletivo Camaradas realizará Assembléia Geral neste sábado, dia 04 de julho, na sede do Projeto Nova Vida, na Comunidade do Gesso, no Crato, a partir das 14 horas. O intuito da Assembléia é garantir os procedimentos legais para inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ.

A Comunidade do Gesso é um local simbólico para o Coletivo Camaradas, tendo em vista que foi nesta comunidade que esse grupo conseguiu fazer um trabalho consistente que possibilitou realização de oficinas, intervenções, registro fotográfico, produção de documentário, cartões postais, livretos e de uma exposição no Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB Cariri.

Para a cantora Maria Gomes, integrante do Coletivo, a intenção é favorecer o dialogo com o grande público. Ela destaca que a escolha do local para a Assembléia do Coletivo visa fortalecer essa integração com a comunidade.

Rebecca Sedrim, também integrante do Coletivo e acadêmica de Psicologia ressalta que o coletivo visa construir um novo conceito de arte juntamente com a sociedade. Ela destaca que é preciso consolidar o coletivo e formar novas pessoas que acreditam no poder transformador da cultura. Rebecca frisa que a arte não precisa estar relacionada as elites e que deve estar próxima do grande público.

Documentário “Cabaré” será exibido na comunidade
Logo após a Assembléia, a partir das 18h30, será exibido ao ar livre, o documentário: “Cabaré – Memórias de uma vida”. O documentário faz um resgate histórico da Comunidade do Gesso, antiga zona de prostituição que por décadas foi excluída das políticas públicas do Município. Para Alexandre Lucas que dirigiu o documentário apresentar-lo à comunidade é possibilitar que as pessoas se sintam parte do processo deste registro. Ele frisa que o grupo está interessado em fazer arte com o povo e para o povo. “Não queremos fazer uma arte para os artistas, mas para as pessoas que não tem acesso ao processo de fruição da arte”, conclui.

Um pouco da História
O Coletivo foi criado no final de 2007, com o objetivo de discutir arte numa perspectiva marxista. Neste curto período realizou e participou de diversas atividades, tanto na região do Cariri, como nacionalmente. Destacando-se a realização da Mostra desUSA de Artes Visuais, a luta contra exclusão dos artistas na Expocrato, a Exposição Ninho com trabalhos de presidiários da Cadeia Pública do Crato, a participação na Mostra Baiana Arte e Guerrilha, no Encontro Nacional dos Pontos de Cultura em Brasília, integrou a programação da Bienal da UNE em Salvador, participou do Movimento da Parada Gay em Juazeiro do Norte e da Semana da Mulher no Crato e realizou trabalho registro audiovisual e fotográfico na comunidade do Gesso, antiga zona de prostituição da cidade do Crato que resultou na produção do documentário e da exposição no Centro Cultural do Banco do Nordeste “Cabaré – Memórias de uma vida” e atualmente trabalha na produção de um novo documentário que tratará sobre “A festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio” e elabora o Projeto “Coletivo na Periferia”. O Coletivo também mantém o blog: http://www.coletivocamaradas.blogspot.com/ que funciona como espaço aberto para divulgação de textos,eventos e trabalhos ligadas a arte e a cultura, pessoas que não são do grupo podem ser colaboradores do blog.

Fotos do Aniversáro de Claude Bloc

Clique no painel abaixo:

16 anos de claude


Por: Dihelson Mendonça e Pachelly Jamacaru

As mulheres, a Arte e as Vaidades…

Acima: Quadro de Pablo Picasso

Acima: Quadro de Anita Malfati

Acima: Foto de Dihelson Mendonça

“A Arte não está interessada nas convenções de beleza meramente humanas. É o único produto do homem que tem o fim em si próprio. Acho completamente errado o conceito de tratar fotos com photoshop e outros artifícios para deixar as pessoas mais “perfeitas” do que elas são. A arte deve retratar a realidade nua e crua. Sem denegrir nem exaltar. É apenas retratar, segundo os parâmetros daquele que observa o mundo e suas diversas formas de olhar. “

Dihelson Mendonça

Tipos populares do Crato (8)

Anduiá

Por Carlos Rafael Dias

Anduiá ou Antonio Anduiá de Sousa foi um dos maiores craques do futebol caririense. Menino pobre, mulato, viveu na periferia onde teve tempo e espaço de sobra para bater suas peladinhas. Logo cedo já era um habilidoso jogador, de porte franzino e, portanto, leve e ligeiro; um atacante perigoso, de dribles desconcertantes e dono de uma rara inteligência para o jogo.

Almério Carvalho, em artigo publicado na revista A província, edição de dezembro de 2005, descreve o jogador como “hábil nos arremessos ao gol, de uma facilidade impressionante no cabeceio e no drible”.

O tempo áureo da carreira de Anduiá foi toda a década de 1960. Iniciou-se profissionalmente no futebol como jogador do lendário time do Sport Club do Crato, onde marcou época. Jogou ainda no futebol de Juazeiro e de Barbalha e correu mundo, atuando por equipes de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Piauí, além de uma breve passagem no tradicional Ceará Sporting Club, da capital do nosso Estado.

Após encerrar a carreira de jogador, Anduiá atuou como treinador, dirigindo diversas equipes da região do Cariri e do Nordeste, onde ajudou a revelar grandes atletas. Almério Carvalho, por sinal, revela no artigo supracitado que foi Anduiá, quando treinou uma equipe sergipana, quem lançou o atacante Nunes, posteriormente artilheiro do Flamengo e da Seleção Brasileira.

Além de todo o seu glorioso e vencedor passado como esportista, Anduiá se destaca como um pessoa educada e inteligente. É um assíduo leitor de livros, jornais e revistas e, portanto, domina um variado leque de temas da atualidade ou assuntos históricos, a exemplo da história do cangaço, cuja literatura a respeito é profundo conhecedor.

Aurora da minha vida

Engraçado como certas coisas nos trazem lembranças esquecidas, adormecidas dentro da alma.
Ao ver meu grande ídolo,Michael Jackson partir veio a tona lembranças de uma época tão singela.
Momentos vividos aqui no Crato, mas que fizeram muita diferença, lembrei-me de quando vinha de São Paulo passar as férias de Julho com meus avós no Lameiro, onde corria solta, sentia a liberdade em minha face, ia tomar banhos na Levada Grande, na Cascata,curtia as matines de Cid Som no Grangeiro, a exposição com o trio eletrico no picadeiro, os shows no Ténis Clube.
Os dias em que ficava sentada na praça olhando a fonte luminosa e minha mãe contava a história do Crato e amava quando ela falava sobre Dona Bárbara, imaginava que ela era quase uma mulher maravilha.
Lembranças doces de dias que não voltam mais.
Hoje vejo essa meninada tão avançada, tão despregada de suas raízes.
Vejo todo mundo falando da situação física do museu, mas sinceramente o que é difícil de entender e que não é só o prédio do museu que foi por anos esquecido e relegado, mas toda uma cultura, toda a historia do Crato, vem sendo continuamente relegada ao esquecimento.
Sim,Michael Jackson morreu, todos correm para comprar discos, livros e qualquer coisa que tenha a ver com ele, mas enquanto estava vivo foi relegado ao esquecimento.
Será que é preciso morrer para ter seu valor reconhecido?
Lindemberg Aquino, Jurandir Temoteo ainda estão vivos e de certa forma eles escreveram e contribuíram para preservação histórica e artística do Crato, espero que eles não tenham que morrer para ser dado o valor merecido.

Então quero agradecer agora a todos aqueles que de certa forma contribuiu e ainda contribui para o Crato, seja na música , nas artes ou na história:

Abidoral Jamacaru
Lindemberg Aquino
Jurandir Temoteo
Dihelson Mendonça
Salete Liboreo
Ricardo Correia
Caca Araújo
Mestra Zulene e seu esposo Zé Miudo
Jorge Carvalho e a Rapadura Cultural
Divani Cabral
Huberto Cabral
Armando Rafael
Pachelly Jamacaru
Zé Flávio
A todos os mestres e mestras dos folguedos
A todos os artista plásticos
A todos os músicos

Agradeço por vocês existirem e por ter feito e ainda fazerem minha vida um doce mar de sentimentos.

E que vocês continuem a nos brindar com a genialidade de vocês.

Alessandra Bandeira

Reitor recebe Cariri Cangaço



O Cariri Cangaço já se consolida como uma das mais vitoriosas iniciativas culturais realizadas na região. Nesta semana a Curadoria do Evento, representada pelo senhor Severo Barbosa, esteve juntamente com a Secretária de Cultura do município de Crato, senhora Danielle Esmeraldo em reunião com o Reitor da URCA, professor Plácido Cidade Nuvens. Na oportunidade com as presenças da Pró-reitora de Extensão, professora Arlene Pessoa e do representante do IMAGO, cineasta Jacksom Bantim, foi consolidada a participação efetiva da Universidade Regional do Cariri – URCA no Cariri Cangaço. O evento terá a apresentação de um grande painel de trabalhos acadêmicos sobre a temática do cangaço e suas capilaridades, como também serão promovidas pelo IMAGO-URCA, mostras de cinema e vídeo sobre o cangaço, também acontecerá no Salão de Atos daquela Universidade uma das noites solenes do Seminário e um grande debate técnico sobre o tema. Para o curador e coordenador do Cariri Cangaço, Severo Barbosa, “a participação da URCA como parceiro é vital para o sucesso da iniciativa” para ele: “ter a URCA ao nosso lado com certeza dará uma nova dimensão ao evento, ao trazer um tema tão controverso, polêmico e encantador como o cangaço, para dentro da comunidade acadêmica com certeza iremos enriquecer sobre maneira o debate e ampliar nossos horizontes de conhecimento sobre a cultura e tradições do bom povo nordestino através dos muitos trabalhos acadêmicos que se unirão às palestras ministradas pelos grandes pesquisadores e escritores que estarão no cariri em setembro, daí nossa felicidade com o pronto apoio e entusiasmo do grande reitor Plácido Cidade Nuvens e toda a equipe da URCA.”. A programação final do Cariri Cangaço como também todas as informações de como participar estarão disponíveis a partir do início de Julho.

TEXTO: Manoel Severo.

Para ilustrar uma segunda-feira… Por Claude Bloc

Para ilustrar uma segunda-feira com as alegrias do sábado, resolvi postar apenas hoje as fotos colhidas gentilmente por Ricardo Saraiva. Estava aguardando receber algumas mais nítidas e mais próprias advindas de outras lentes, mas antes que a alegria desbote nos lábios e no coração das pessoas que povoaram a melhor festa do ano de 2009, vamos seguindo como podemos essa trilha que nos mostra os verdadeiros sintomas da alegria difundida por entre todos na noite da festa. O motivo principal do evento foi a entrega dos certificados de conclusão da Oficina da Escrita que aconteceu em Janeiro do ano em curso. Por trás de tudo, a comemoração de um aniversário cujo motivo principal era regar a semente da amizade entre mais de 40 pessoas que se encontravam ou se reencontravam naquele momento.
Emoções fortes, alegria intensa, arte, cultura foi esta a têmpera em que foi colhido, semeado e aquecido o sentimento universal partilhado na noite do dia 27.
Roberto Jamacaru e Fanca as pessoas perfeitas para receberem nessa taça a felicidade proporcinada na alma de todos que lá estiveram…
.
Um dia uma festa na casa dos anfitriões Roberto Jamacaru e Fanca na foto ladeados por Edilma Rocha

Além da entrega dos certificados da Oficina da Escrita, a troca de idade da “jovem” aniversariante Claude Bloc

Amigos e colaboradores do Blog do Crato reunidos com o ensejo da partilha da poesia e da música

Edésio declamando suas humoradas trovas

Eleonora ilustrando a festa e apresentando seu projeto de publicação de um livro sobre a Praça Siqueira Campos que será lançado dia 14 de julho próximo.

Peixoto e Abidoral numa performance musical.

Claude e o mano Ricardo Saraiva

Professor Hermógenes lendo seus contos humorísticos

Edilma e o poeta Olival Honor de Brito

Pachelly e sua arte

Trio sorrisos: Peixoto, Edilma e Regina Vilar

O fotógrafo Wilson Bernardo
O escritor maior – José Flavio

Um dueto afinado: “Douce France” interpretado por Claude Bloc e Darci Libório
Salatiel em plena arte: eu não sabia que você existia…

Abidoral, Salatiel, Jefferson Junior e Blandini – o fino da arte e cultura

Prof. Hermógenes e Gorete, Socorro Moreira , Victor e Aline

Uma das rodas de conversa encabeçada por João Marni e Olival
Ulisses, Jairo Starkey e Peixoto em tempo de conversa e reflexão…
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Texto por Claude Bloc
Fotos gentilmente cedidas por Ricardo Saraiva

A magia da vaidade feminina – Por: Claude Bloc

Você sabe o que fere uma mulher?
O que move sua alma desvairada
Quando mexida na sua íntima vaidade
Quando o furor das sombras lhe apetece
De chorar e bradar o gosto e o sumo
Da tristeza e do desencantamento…
Você sabe da sanha desumana
Que machuca e fere os sentimentos
Que corroi o sorriso deslumbrado
Dos sabores adocicados de hoje e ontem…

Não se toca numa mulher impunemente…
Não se deve toldar seu deslumbramento
É pecado toldar-lhe o encantamento
Com as cores da clara covardia…

Você sabe o que fere uma mulher?

Por Claude Bloc

Os governos das Américas e o Golpe Militar de Honduras

Hoje um grande teste para o momento original que vivem as Américas. Com Barack Obama nos EUA, os presidentes de Esquerda pela América Latina. Além do mais eleições para alternância de poder, derrotas e vitórias. As Américas vivem de fato um novo tempo?

Então vem o golpe de Honduras. Irá se sustentar? Sabemos que nenhum golpe de Estado se sustenta sem apoio de Nações Estrageiras fortes. Durante a noite vamos observar as falas dos presidentes das repúblicas nos três continentes. Amahã vamos sentir as medidas práticas.

O grande teste é o seguinte: se de fato os golpistas mantiverem o poder e ele não for restaurado ao presidente eleito, tudo o mais se reverte. Em saltos da história não é possível conviver simultaneamente com a afirmativa e a negativa na mesma frase.

Ensaio Fotográfico – Dihelson Mendonça

TARDE, CIDADE, AMIGAS

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NOTA:

Por uma EXTREMA falta de compreensão dos reais desígnios da Arte, nem da minha visão enquanto fotógrafo, que não se presta a qualquer papel de ressaltar belezas humanas nem retirá-las de quem quer que seja, fui alertado de que há nas ruas do Crato, pessoas debochando das fotos que fiz ontem das minhas amigas Claude Bloc, Socorro Moreira e Edilma Saraiva, e resolvi a total contragosto, retirá-las do ar, para evitar constrangimento para elas. As pessoas não estão preparadas para entender de arte como eu vejo. Pensam em fotografias como meio de eliminar rugas e defeitos. Rugas são marcas do tempo, da experiência, que só alguns privilegiados podem se dar ao luxo de possuírem. Uma pessoa com rugas denota a vida, a altivez de uma existência, o ápice de uma vida. E a arte fotográfica, com seu realismo que ressalta essas qualidades individuais, não está nem aí para convenções humanas de pé de penteadeira…

Sendo assim, para evitar o constrangimento, ainda que eu considere algumas das mais naturais e melhores fotos que já fiz em minha vida, resolvi retirar do ar, bem como prometo também não fotografar mais nenhuma foto de mulher acima dos 45 anos. Deixemos para os que já tem nome como Picasso e Van Gogh, que podiam retratar os maiores horrores humanos e até deturpar ao bel prazer, e serem aplaudidos e justificados, como alguém me disse hoje pela manhã: “PICASSO PODE…”

No Crato, infelizmente, algumas pessoas não estão aptas a apreciar a a arte em todas as suas manifestações. Que reinem os photógrafos de Photoshop. Dihelson Mendonça não usa photoshop para enaltecer nem denegrir imagens de ninguém.

Procuro como Diógenes e sua lanterna, as pessoas que verdadeiramente se assumem. O traço mais difícil da personalidade humana: O ASSUMIR-SE. Assumir o que é, assumir as qualidades e os defeitos. Assumir a cafonice, assumir a feiúra, a beleza interior e exterior, assumir a idade. Graças te dou, ó minha avó Isaura, do alto dos seus 92 anos, que mostra aos visitantes as suas cicatrizes uma por uma. Os seios caídos que amamentaram uma geração. As rugas de quem têve por quem lutar na vida, não sendo estéril. Os cabelos brancos de preocupação pelos filhos e as muitas madrugadas acordadas para benefício do mundo! Amo a tua feiúra carnal com todas as minhas forças. Cada traço de ruga, pois és autêntica, venceste a meninice das vaidades, e soube amadurecer. És IDOSA, mas não és VELHA. Amo-te, minha avó Isaura, por ser tão boa, tão santa, tão pura, tão meiga e tão verdadeira. E nada há mais lindo em ti do que tuas muitas cicatrizes, tuas rugas, teus defeitos, que para mim, são teus troféus, tuas maiores qualidades! Procura-se gente que se assume neste mundo. Mais raro do que ouro. Mais raro do que Petróleo. És uma aula viva para o mundo. Um mundo que vive de farsas e de aparências. Mas afinal, Ó Isaura, nem tudo é perfeito! É preciso existir também o extraordinário.

Mas a Arte é soberana!
A Arte não respeita meras vaidades humanas !

Dihelson Mendonça

E as Notícias de Hoje, Domingo ?

Meus amigos, leitores do Blog do Crato,

É tanta gente ligada no Blog do Crato hoje em dia que seria uma crueldade da nossa parte, não passar para vocês que o Blog hoje anda meio parado simplesmente porque ontem, dia 27, Sábado, foi comemorado o aniversário da nossa querida amiga Claude Bloc,, com tudo que tem direito, lá na residência do nosso prezado Roberto Jamacaru. Foi o que se pode dizer de uma verdadeira “festa de arromba”, regada a muita música de qualidade, poesia, piadas, anedotas, AMIZADE. Lá estavam uns 40 participantes do Blog do crato, CaririCult, e Zoomcariri.

Gente como: Claude Bloc, Socorro Moreira, Dr. José Flávio Vieira, João Marni, Prof. Hermógenes, Luiz Carlos Salatiel, Blandino, Dihelson Mendonça, Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru e Socorro, Roberto e Fanka, Ninha, Edilma Saraiva, Prof. Ulisses Germano, Jayro Starkey, Cantor Peixoto, e dezenas de outros que estavam lá. Parecia uma festa no Céu…tantos amigos…

Foi uma noite como nunca mais havia tido, com toda a “nata” da intelectualidade Cratense, gente que produz, que escreve, que compõe, que representa essa cidade no Brasil e no Mundo, sempre e sempre, presente, passado e futuro. Foram feitas declamações de inúmeros poemas, cantamos, tocamos… à beira da piscina azul maravilhosa do Roberto jamacaru, que apelidamos de Roberto Cabral, em homenagem ao jornalista Huberto Cabral.

Centenas de fotos foram feitas da reunião, e mais tarde serão postadas aqui no Blog do Crato, por mim, por Claude, por Pachelly…

Outra noite dessas será difícil, pois reunir todo esse povo, em que cada um é um universo de arte dentro do Cariri, será difícil. Aproveitei a reunião, para distribuir os primeiros exemplares do meu CD “A Busca da Perfeição”, que em breve estará nas Lojas de Cds, livrarias e afins. O meu mais profundo agradecimento ao casal Roberto e Fanka, por esse feliz aniversário de Claude Bloc ( de 16 anos, rs rs ), e que essa data se repita por longos e longos anos…

Dihelson Mendonça

História que ouvi contar- Por Zilberto Cardoso

S.C.C do Fuinha

Durante muitos anos o garçom apelidado de “Fuinha” trabalhou nos principais restaurantes e clubes sociais do Crato. Em um determinado período de sua vida, passou por sérias dificuldades financeiras e o que ganhava não era suficiente para sustentar sua à sua família que era numerosa. Procurando resolver a sua situação que não era nada boa, encontrou uma solução bem criativa. Sempre que apresentava a conta a seus fregueses, antes do total estavam as iniciais S.C.C e uma determinada importância que o valor dependia da cara do freguês. Mas um dia desconfiado da astúcia de Fuinha, um cliente exigiu uma explicação:

“Que diabo é isso aqui que não sei o que é e nem muito menos pedi? ”

Respondeu calmamente o Fuinha:
Bem, SE COLAR, COLOU!
Desta vez infelizmente Fuinha não recebeu a gorjeta extra.

Zilberto Cardoso
Fortaleza, 27 de junho de 2009

Como (não) comprovar uma falsificação

Ontem, num dos comentários que postamos, referimo-nos aos cuidados que se deve ter quando da interpretação de dados publicados no jornal Folha de São Paulo (e na revista Veja) por jornalistas (???) “corajosos”, “amadores”, “curiosos” ou simplesmentes “pagos” (pelo Daniel Dantas, por exemplo) para tal mister (dispostos ou não a assinar a própria matéria). Hoje, no seu respeitabilíssimo site, o Luis Nassif nos mostra o “modus operandi”, o “jeito de ser” vigente naquele jornal (que já foi um dos melhres do país, diga-se de passagem, como a Veja também o foi). Precisa dizer mais alguma coisa ???
José Nilton Mariano Saraiva
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É impressionante a dificuldade da Folha em dar o braço a torcer, no caso da ficha falsa de Dilma Rousseff. O reconhecimento da fraude sai aos poucos e sempre com ressalvas. E o jornal chega a uma conclusão que revoluciona de vez o exercício do jornalismo: só se pode comprovar que um documento é falso se houver o original para ser comparado. É uma revolução newtoniana no jornalismo. A fraude é facilmente comprovável, sem necessidade de laudo pericial nenhum, a partir do seguinte raciocínio óbvio e acessível a qualquer pessoa com um mínimo de honestidade intelectual:
1. A Folha recebeu a ficha por e-mail. Apresentou como se fosse a ficha de Dilma Rousseff no DOPS paulista. A partir daí, bastaria ir ao Arquivo Público, onde se encontra o material do DOPS e conferir se a ficha existe ou, pelo menos, se o modelo de ficha é o mesmo do spam.
2. Na carta da Ministra ao jornal (que publiquei) é mencionada a afirmação taxativa do diretor do Arquivo Público, de que aquele modelo de ficha nunca existiu no DOPS. O laudo reitera essa afirmação e menciona a inexistência de fotos no arquivo no período 1967 a 1969. Em vez de se render aos fatos, a Folha diz que “poderia” existir esse modelo, foto ou ficha, nos anos posteriores. Então mostre. Mas não vai atrás do Arquivo Público para comprovar a suspeita ou desmentir a acusação. Limita-se a desqualificar as provas em cima de bobagens inacreditáveis (os peritos se basearam na foto que saiu no Blog do Azenha, por estar mais legível, sendo que o Blog é crítico da mídia). Cáspite!
Sinceramente, não sei o que está por trás. Ou se mantém o fantasma pendente para uso posterior. Ou tenta se livrar a todo o custo a cara de quem armou essa jogada. Ninguém da redação mereceria essa solidariedade, do jornal se expor ao ridículo para salvar a cara do autor desse feito. É evidente que o autor não frequenta a redação.
Como muitos pândegos escreveram na época, a partir dessa maluquice da Folha ficam aceitos todos os spams falsos, inclusive todas as falsificações se não se dispuser do documento original falsificado para comparar. (28/06/2009 – 09:26)

Fonte: site do Luis Nassif
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Juazeiro entre a “Farsa” e o “Milagre” (1) – por Renato Casimiro

Ainda hoje há quem assegure que Juazeiro do Norte, não obstante a sua visível e incontestável hegemonia regional no Cariri, é o produto legítimo de uma farsa, de um embuste, resultante da ação nada pastoral de um farsante e embusteiro, o cidadão cratense de nome Padre Cícero Romão Baptista, que responde a milhões de nordestinos pelo codinome de Padim Ciço. Na semana passada me mandaram algumas considerações e cinco questões que até arriscaria responder, sem correr o risco de manifestar a minha “apoplexia”.
Quem as escreveu, as rotulou de “pertinentes”. Pelo limitado espaço, vou fracionando estas alinhavadas, para não lhes encher a paciência. Vejamos:

1) São sérios e merecedores de alguma credibilidade “milagres” anunciados com antecedência? A indagação se diz pertinente porque “…no dia 7 de julho de 1889, por iniciativa do reitor do Seminário do Crato, uma romaria levou até Juazeiro 3.000 fiéis para ver a transformação da hóstia em sangue, fato que não agradou às autoridades eclesiásticas, a ponto de o então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, solicitar ao padre Cícero Romão um relatório sobre o acontecido”.

Relevamos que entre 06.03 e 07.07.1889, o fenômeno aconteceu várias vezes, conforme o registro histórico, documental, expresso no Processo, onde se lê o depoimento do Padre Cícero: “Durante o tempo quaresmal d’aquelle anno e principalmente às quartas e sextas-feiras de cada semana observaram-se aquelles phenomenos; o que deu-se, uma vez também no sabbado da Paixão do mencionado anno, depois do que passaram a ser diarios até a Ascenção do Senhor. Na festa do Preciosissimo Sangue reproduziram-se os phenomenos de que me occupo.”

Que mal havia em se afirmar que ele poderia acontecer mais uma vez? Ora, se os padres lazaristas do Seminário da Prainha já tinham firmado posição que este mesmo Jesus Cristo, redivivo e glorioso, não deixava a Europa para fazer milagre no miserável local do Joazeiro, é até mais lógico descrer que o fenômeno não se repetisse e que parte da charada já estava solucionada: era tudo balela.

Mas, tal não houve. Submetido a tantas leituras rigorosas, mais atualizadas, não obstante a persistência de um barulhento sectarismo e fanatismo cientificista, o fenômeno resistiu e até se converteu em objeto direto de avaliação acadêmica. É intrigante que, desprovidos de melhores argumentos, alguém ainda perca tempo ao sustentar a hipótese de farsa.
Tinha gosto de farsa e embuste a cena ridícula do antigo professor de religião, dos anos 50, pelo menos, que a propósito de desmascarar esta farsa, rotulando-a de embuste, e “química marroquina” da forma mais autoritária possível, escolhia um cristão, de preferência juazeirense, ao qual submetia ao vexame de, perante todos da sala, viver a experiência pífia de salivar uma partícula não consagrada, impregnada de fenolftaleina. Como se sabe, ao contato com meio aquoso, alcalino, o rubro sanguíneo ali aparece, “como por encanto”, instantaneamente.
Ocorre que, para tal, o indivíduo em questão tinha que bochechar solução de bicarbonato de sódio para alcalinizar a mucosa. Pelo menos numa destas vezes, ou não se bochechou o suficiente para o “milagre” ou o cidadão tinha saliva muito ácida. Como o teste falhou, a sala reagiu em estrepitosa vaia que, a rigor, nem serviu mais para consagrar o canastrão professoral. Tantos anos depois, por estes dias de hoje, Juazeiro do Norte é o verdadeiro milagre. A quem enganar mais? Somos, assim, tão ingênuos?

(*) Renato Casimiro, Químico Industrial, Engenheiro Químico, Doutor em Microbiologia de Alimentos, escritor, historiador e memorialista.

No reino da informática – Por: Emerson Monteiro

No filme 2001: Uma odisséia no espaço, o computador de bordo (protótipo de máquina inteligente (Hal 9000, abreviatura de Hardware Abstract Layer, ou Camada de Abstração de Hardware) de uma nave especial resolve, de iniciativa própria, confrontar seus operadores, no que, ao ser descoberto e desligado, antes elimina um dos dois tripulantes.

A propósito dessa película famosa de Stanley Kubrick, em face do acidente momentoso do voo 447, da Air France, percurso Rio de Janeiro – Paris, ao custo de mais duas centenas de vidas, a humanidade presencia hipótese semelhante, de máquina que quebra a linha do resultado previsto, porquanto uma possível pane dos computadores de bordo da aeronave, precedente dos mais perigosos, acha-se no meio das conjecturas que deram causa à ocorrência.

No caso, a possibilidade de falha humana não se descarta, contudo a falha mecânica, ou eletroeletrônica, merece urgente consideração. Enquanto isto, milhares de aviões, a todo instante, alimentados pelos dados e circuitos de tais preciosidades da técnica, circulam o alto dos céus, dentro de condições idênticas às do fatídico voo.

E como abordar esse personagem indispensável do cenário contemporâneo, computador, a onisciência da informática, que tomou o lugar das limitações humanas? Aonde chega o antigo projeto da liberdade, demanda dos sonhos inúmeros da multidão laboriosa?

Isso traz à baila alguma abordagem quanto ao domínio da máquina sobre o ser humano, recorrência da ficção científica desde as primeiras horas da cibernética.

Os comuns adoradores da oitava maravilha tecnológica bem que reconhecem, as melhores máquinas tendem a desobedecer (não por maldade, num juízo de valor) às leis da robótica e, frias, sofisticadas, imperam no mundo percentual dos riscos mínimos inesperados, haja vista série de fatores, porquanto perfeição absoluta ainda inexiste, nas variáveis da ciência e da técnica.

Por refinadas que se proponham peças e equipamentos, margem inelutável de erro persiste, no horizonte do provável.

Os chamados paus das máquinas vez por outra impõeem graves danos às corporações, mais dia, menos dia, conclusão salutar, devido à exaustão dos materiais, às condições atmosféricas, ao inesperado seqüencial do desenvolvimento dos sistemas, dentre outros, e à ação do homem, seu genial criador.

Visto quando na terra, vá lá que se possam reparar os impasses. Contudo nas alturas ou nas profundezas oceânicas, implicariam noutras interpretações e sequelas por vezes drásticas. De tanto ceder território a esse império das máquinas, a história demonstra assim o grau da dependência extrema da civilização a geringonças, no altar do fetichismo, o que reduz as margens da segurança de todo o esforço de geração à cômoda opção de rendição total à inconsciência. A submissão de tais pressupostos conduzirá a sociedade a um comando central (ao Grande Irmão, de George Orwell), ou significará o início da jornada coletiva em prol da consciência clara do que se fará da fabulosa produção capitalista dos objetos industriais.

O Modernismo sob a ótica
De Peter Gay – Por Marcos Leonel

Mais uma vez a editora paulista Companhia das Letras é responsável pela publicação de uma verdadeira obra de arte contemporânea, através da completa acepção da palavra pertinência. Agora a editora celebra a cultura em um calhamaço de 578 páginas sobre a origem e expansão do Modernismo, escritas pela competência e erudição do respeitadíssimo historiador alemão Peter Gay, autor de obras consagradas como “O Estilo na História” e “Freud: uma vida para o nosso tempo”.

“Modernismo – O Fascínio da heresia – de Baudelaire a Beckett e mais um pouco” é o extenso título desse livro urgente para aqueles que vivem de aparências, imprescindível para aqueles que necessitam de uma alimentação saudável e fundamental para quem tem sua parcela de culpa, direta ou indireta, em nosso quadro universal do fracasso escolar, terra em que a pilantragem é matéria farta para teses de doutorado e o exibicionismo de títulos é a legitimação da mediocridade indelével. Nessa obra basilar, Peter Gay despiu a linguagem da cosmética teórica e assumiu corajosamente suas particularidades e preferências.

Dos incontáveis códices estéticos que servem “cientificamente” para fundamentar o arcabouço artístico do Modernismo, Peter Gay se utiliza, de forma minimalista, praticamente de dois axiomas: a heresia estética – como ele chama a transgressão aos cânones artísticos estabelecidos desde o período clássico até a famigerada era vitoriana – e o intenso mergulho psicológico da abordagem da existência do ser e do estar, em que pesem aí a descontinuidade do discurso e a fragmentação da realidade. Para tanto, o autor desvenda com muita habilidade e proficiência, como a história forneceu os motivos e os elementos que proporcionaram uma mudança tão radical, que foi o Modernismo, na forma de conceber, produzir e vender a arte.

“Modernismo – O Fascínio da heresia – de Baudelaire a Beckett e mais um pouco” é um magistral compêndio histórico de segmentos artísticos, de autores e de obras que perfazem a práxis modernista, abarcando de uma só vez literatura, teatro, artes plásticas, música, balé, cinema e arquitetura. Mesmo sem a pretensão de ser uma história social do Modernismo, Peter Gay não deixa de aprofundar as implicações da história, das ciências, da política e da economia, com todos os seus desdobramentos no cotidiano das relações sociais, na formação do paradigma modernista.

O que isso significa, bem como o que isso sugere, o leitor descobre através de uma leitura extremamente agradável e prontamente alertada para outras abordagens complementares, afinal de contas são galáxias complexas para caberem totalmente em um universo de apenas 578 páginas. Já na tomada inicial, quando o autor estabelece a presença de Charles Baudelaire como uma das pedras fundamentais nessa guinada estética, o leitor mais atento sente que um detalhamento do ambiente da segunda revolução francesa, de 1848, fornecerá muito mais subsídios para a aceitação da importância toda do maldito das flores do mal. Nesse caso, se o leitor tiver em mãos o livro “O Velho Mundo Desce aos Infernos”, de Dolf Oehler, também da Companhia das Letras, a festa será repleta de transversais.

A erudição e o refinamento das idéias de Peter Gay nos remetem diretamente à leitura de outros livros cheios de contigüidade tais como “A Emoção e a Regra”, com organização de Domenico de Masi, da editora José Olympio, que aborda os grupos criativos na Europa de 1850 a 1950 e atesta para o leitor que o paradigma modernista nãos se restringiu apenas a arte; e “Pós-Modernidade: a lógica cultural do capitalismo tardio”, de Fredric Jameson, da editora Ática, que mostra para o leitor os desdobramentos culturais, políticos e econômicos que vieram depois do Modernismo. A leitura desses outros livros não indica uma deficiência no livro de Peter Gay, muito pelo contrário, comprovam a envergadura e complexidade dessa obra magnífica.

Seria enfadonho esboçar aqui uma lista de autores e obras, bem como de tendências e peculiaridades expostas por Peter Gay ao longo de sua obra. É bem mais profícuo afirmar que até o mais perdulário dos imbecilóides reacionários, após a leitura desse livro, retirará das suas fuças o ar de parvo e a atitude de beócio diante de um quadro de Kandinsky ou de uma composição de Varèse. Mas se o incauto leitor não souber quem é nenhum dos dois nomes citados é melhor continuar acreditando que questão de gosto não se discute.

Munido de um conhecimento espetacular Peter Gay esmiúça com seu escafandro intelectual como o ódio à burguesia tornou-se um dos instrumentos que solaparam os quadrantes da estética conservadora rumo aos caminhos tortuosos e abismados da arte pela arte, até chegar ao litígio completo com o senso comum, passando pelo viés anarquista do desconstrucionismo das vanguardas, traduzido dramaticamente pela negação da própria arte em obras desconcertantes, como as sátiras prolíferas de um Marcel Duchamp, por exemplo.

Vale ressaltar que uma obra com uma temática dessa desnatureza jamais fugiria da polêmica. Sendo assim, a obscuridade e o enigma, que são próprios do desfazer modernista, se apresentam na obra de Peter Gay justamente através de algumas ausências inesperadas. É paradoxal atribuir uma importância descomunal à poesia de T. S. Eliot, sem fazer nenhuma menção à genialidade poética de Ezra Pound, o verdadeiro mestre do Modernismo e do próprio T. S. Eliot, ou até mesmo nenhuma referência às vertigens abissais de Fernando Pessoa.

Também é surpreendente como o autor alemão detalha o atonalismo musical até Schoenberg, passando por John Cage, sem abranger o concretismo eletrônico de Karlheinz Stockhausen. Outras tangências irremediáveis dizem respeito a nenhuma citação de Jorge Luís Borges e José Saramago, quando Peter Gay constrói uma cádetra justa a outro mestre do Realismo Fantástico, que é Gabriel Garcia Marques. Mas isso é o de menos. O saldo é muito mais superior em informações do que em formações, o que torna essa obra um verdadeiro antídoto à picaretagem, à ignorância e ao achismo provinciano.

Mestre Noza de Juazeiro do Norte


I SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO
De 22 a 26 de Setembro de 2009
Crato, Juazeiro e Barbalha.

A iniciativa é da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, e das prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, com o apoio da URCA e do ICC.

Mestre Noza, ou Inocêncio Medeiros da Costa ou Inocêncio da Costa Nick, como ele gostava de chamar-se, nasceu em Pernambuco no ano de 1897, vindo a mudar-se para Juazeiro do Norte em 1912, aonde chegou como romeiro, após caminhar cerca de 600 km, desde o município de Quipapá, PE, local onde foi criado. Foi soldado de polícia, funcionário da estrada de ferro Rede Viação Cearense e funileiro até a partir de 1930, tornar-se conhecido como artista popular, santeiro e xilogravurista. Sua primeira escultura foi um São Sebastião e sua primeira xilogravura, uma capa de literatura de cordel encomendada por José Bernardo da Silva para ilustrar o folheto de José Pacheco A propaganda de um matuto com um balaio de maxixe. Foi o primeiro a esculpir uma imagem do Padre Cícero e conta que quando a levou para o próprio padre analisar, este havia dito: “Eu sou assim, tenho essa corcunda assim?”. A partir daí fez milhares de imagens do Padre Cícero. Conta a lenda que havia se encontrado com Virgulino, o Lampião, e que havia tomado cerveja com o mesmo e que por pouco não havia entrado para o bando do chefe cangaceiro, não fazendo por medo mesmo.
Mestre Noza se tornaria o precursor da xilogravura decorativa, e seu trabalho foi alvo de estudo de várias universidades, inclusive européias, tendo participado de diversas exposições com obras de escultura e xilogravura em todo o país e até em Paris – França. Mestre Noza morreria no ano de 1983. Atualmente situa-se em Juazeiro do Norte o Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, concentrando obras; esculturas principalmente; de artistas de toda a região do Cariri, sul do Ceará. Os artistas integram a Associação dos Artesãos do Padre Cícero. O I Seminário Cariri Cangaço, promoverá durante o evento visita ao Centro de Cultura Popular e Esculturas Mestre Noza, tudo isso em setembro no cariri do Ceará.

No Centro Cultural Mestre Noza teremos a oportunidade de conhecer mais de perto a talentosa arte e criatividade dos muitos artistas anônimos de nossa terra; quando se adentra ao Centro Mestre Noza se é transportado para o mundo da mais pura e tradicional cultura de nosso nordeste. Seja Bem Vindo ao Cariri Cangaço.

TEXTO: Severo Barbosa

TIPOS POPULARES DO CRATO…GALERIA FOTOGRÁFICA(3)

A diversidade de pessoas e suas múltiplas faces e fases
nos afazeres dos seus dias…são emblemáticas e diferenciadas.

António Vicelmo,radialista,fotografo,rabula e goleiro contador de causo.

Blandino,o mago das ervas xá de flor,decorador e bruxo de Compostela
Wellington cabeleireiro,construtor da beleza e carnavalesco por natureza
Correinha,a multiplicidade em pessoa,carcereiro,poeta ,musico,seresteiro,compositor
cordelista,e a cima de tudo com uma flauta na boca o doce canto da chapada.
Roberto Jacu,comerciante do balneário Nascente,segredos com Tarso
Luís Jacu,proprietário do balneário Nascente e flamenguista com alma vacaina.

O que seremos nos importa interiormente
o que faremos como pessoas.
confinados na ancia da multiplicidade
somos individualmente duvidas
e certezas em nossas diferenças
mas simplesmente pessoas autenticas.
Wilson Bernardo (texto & fotografias)

Agenda Cultural – Marta Aurélia no CCBNB – Cariri – Domingo, 19h30


Local: Centro Cultural banco do Nordeste – CCBNB – Juazeiro do Norte
Data: 28 de Junho – Domingo
Horário: 19h30
Entrada Franca

Evento na Academia Lavrense de Letras


Por proposição do Imortal Barros Pinho, a Academia Cearense de Letras realizou na ultima sexta-feira, dia 19 de junho, uma sessão solene quando reverenciou a memória do escritor e farmacêutico cratense, Dr. Pedro Gomes de Matos, 1º biógrafo de Capistrano de Abreu.

A sessão foi presidida pelo deputado federal Mauro Benevides, integrante daquela Academia, que destacou as qualidades do escritor que nasceu no Crato no dia 12 de maio de 1909, no sítio Bebida Nova, na nascente das Batateiras, completando assim, em 2009, 100 anos caso estivesse ainda vivo.
Lembrou Mauro Benevides, na qualidade de Presidente da mesa, que na semana anterior fizera pronunciamento na Câmara dos Deputados em Brasília, destacando o feito de Pedro Gomes de Matos que em 1953, em concurso em nível nacional, concorrendo com o historiador Hélio Viana, obteve o 1º lugar, na classificação da melhor biografia do grande historiador maranguapense Capistrano de Abreu. Naquele ano comemorava-se os 100 anos de nascimento de Capistrano que na ótica de Silvio Romero, “foi a inteligência mais agura e pronta à serviço da historiografia brasileira”
O imortal Barros Pinho, propositor da homenagem, ao falar das qualidades intelectuais do homenageado, destacou o homem simples que nasceu no Crato mas adotou Maranguape como sua terra natal e lembrou passagens de sua vida quer como político, quer como farmacêutico, quer como jornalista e escritor na terra de Capistrano de Abreu. Mais de 200 pessoas entre familiares, intelectuais, jornalistas acorreram à sede da Academia.
Formaram à mesa além do Deputado Federal Mauro Benevides, O Secretário de Finanças da Prefeitura Municipal do Crato Antonio Olympio Peixoto representando do Prefeito Municipal daquela cidade, o Sr. José Wilton Soares, presidente da AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato, o Deputado Federal Raimundo Gomes de Matos, a Sra. Alice Abreu, neta do escritor Capistrano de Abreu. Dentre outros imortais destacam-se a presença do professor Eduardo Diatay Bezerra de Menezes, o professor Horácio Dídimo, o professor Juarez Leitão, o ex-deputado federal Leorne Belém, o médico Sérgio Gomes de Matos, filhos, sobrinhos e netos do homenageado.

Em nome da família Gomes de Matos agradecendo à Academia a deferência pela homenagem, falou o seu filho, jornalista Pedro Gomes de Matos Filho, citando Peregrino Junior: “Só uma ausência é realmente triste: aquela que nasce da indiferença e do esquecimento”. (Peregrino Júnior). Como filho do homenageado, e após breve histórico sobre a família Gomes de Mattos no Brasil, falou que “ Evocar a lembrança de meu pai é tarefa fácil, difícil é descrever em poucas palavras, sem resvalar para o lugar comum, o legado deixado por ele não apenas aos seus descendentes, mas a quantos dele precisaram no atendimento diuturno como farmacêutico, que às vezes fazia-se de médico, estabelecido durante 40 anos com a Farmácia Santa Terezinha, em Maranguape…
Durante toda a sua existência acompanhei e tive em meu pai as lições de simplicidade, de humildade e de paciência. Dotado de natureza pacífica, acessibilíssimo, ao chegar em Maranguape, impôs-se à estima e admiração do povo que o acolheu, a quem mais tarde, ingressando na política partidária, via UDN, prestou inestimáveis serviços à coletividade. Não havia qualquer evento político-literário que sua presença não fosse requisitada. Seus discursos, fossem em solenidades cívicas ou em campanhas eleitorais, arrancavam das respectivas platéias aplausos efusivos. Até mesmo seus adversários convidavam-no para discursar”.
O Dr. Pedro Gomes de Matos , Casou-se com a filha de maranguape, Salaberga Torquato Campos Menescal, neta de cratense, o Cel. Afro Tavares Campos, segundo intendente do município de Maranguape, com quem teve sete filhos: Lúcia, Ângela, Ofélia, Carmem, Maria das Graças, Pedro e Raimundo.
O jornalista Pedro Gomes de Matos Filho encerrou a sua fala com emocionado, afirmando que “Meu pai amava a vida e, em seu dicionário, não existiam as palavras ódio, rancor e ressentimento. Nas rodas entre os amigos e para os próprios filhos costumava dizer: “Viva o bucho e morra o luxo” e sintetizava sua filosofia de viver ao afirmar: “A maior herança que se pode deixar aos filhos não são bens materiais, mas sim a educação!”.

FOTOS: André Lima.

Publicidade – Mercadinho Matos – Ofertas da Semana


O Mercadinho Matos ( Org. Adiê e Aluísio ) firmou-se na cidade como um dos melhores locais para os Cratenses fazerem as suas compras. Bons preços, excelente atendimento, e variedade. Produtos sempre novos, longe do praço de vencimento. Tudo em: Cereais, enlatados, perfumaria, biscoitos, bebidas e frios em geral. MERCADINHO MATOS – O Prazer de comprar bem pelo melhor preço da cidade, com entrega em Domicílio. Rua Dr. João Pessoa, 73 – Fone (88) 3521-3893 – Crato – CE.

roda



OFERTAS DA SEMANA:
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Creme Dental Colgate 90g———————–R$ 1,25
Absorvente Qualy com Abas pac 3/unid ——– R$ 3,20
Café 3 de Ouros – 250g ———————— R$1,99
Biscoito Cream Cracker Fortaleza —————R$ 1,75
Sardinha Coqueiro ——————————R$ 1,99
Creme Dental “Contente” — 90g————— R$ 1,09
Flocão Dona Clara ——————————-R$ 0,99
Macarrao Imperador Fortaleza —————– R$ 1,29
Waffer Estrela ———————————-R$ 0,99

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MATEMATICANDO.COM Dr Valdetário.

Esta é a quarta vez que este desafio é postado e, até agora ninguém apresentou a solução. Estou postando mais uma vez apenas para que o mesmo “circule” por mais um fim de semana. Na próxima terça-feira, 30.07.09, estarei publicando a resposta.

MATEMATICANDO – Os Três Discos Brancos.
Consta que um professor de Matemática tinha três alunos geniais. O mestre necessitava preparar melhor um deles para substituí-lo durante dois anos enquanto o professor faria um curso no exterior. Para definir quem seria o substituto o professor chamou os três alunos e contou do seu propósito. Combinou então que lançaria um desafio aos três e aquele que primeiro achasse a resposta ocuparia a vaga. O sonho dos três alunos era exatamente um dia sentar-se na cadeira do mestre. O professor pegou então uma caixa que continha vários discos brancos e vários discos pretos e mostrou aos três alunos, depois, propositadamente, retirou da caixa três discos brancos e colou um nas costas de cada estudante. Em seguida colocou o três alunos numa sala de forma que cada um via os discos dos ouros dois mas não tinha como ver o seu próprio disco. Eles podiam andar livremente pela sala. Nesta sala não havia espelho ou algo que o substituísse. O professor disse-lhes então: “Eu, aleatoriamente, retirei três discos daquela caixa e preguei um em cada um de vocês, vence o desafio quem descobrir a cor do seu disco”. Disse isso e saiu. Um bom tempo depois um dos alunos chamou o professor e disse: “Professor! O meu disco é branco”. Vencendo o desafio. Qual foi o raciocínio desenvolvido por este aluno? Ficarei no aguardo das suas respostas. Um grande abraço. Valdetário.

Publicidade – Clínica São Raimundo – Cuidando do Povo de Várzea Alegre !


O Blog do Crato tem o prazer de fazer a publicidade da Clínica São Raimundo, da cidade de Várzea Alegre – CE, que acredita no nosso trabalho como meio de buscar a integração regional. A Clínica São Raimundo é uma empresa conceituada. Comandada pelos renomados médicos Dr. Menezes Filho e da Dra. Ana Micaely de Morais Meneses. Especializada em pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.
Eis algumas fotos da nossa empresa/parceira que fazemos questão de divulgar:


Acima: A Logomarca oficial da Clínica São Raimundo, em Várzea Alegre.


Acima: O Médico, Dr. Menezes Filho em atividade.

Acima: Dra. Ana Micaely de Morais Meneses

Cuidando de seus pacientes com carinho e dedicação…



Clinica São Raimundo.
Rua Dep. Luis Otacilio Correia 129. Várzea-Alegre. Fone (088) 3541-1467.
Especialidade: Pediatria, ultrassonografia, fisioterapia especializada, RPG.

“Cuidando com carinho e responsabilidade do povo de Várzea Alegre !”

Anuncie no Blog do Crato.
Contatos:
blogdocrato@hotmail.com
Tel: 088-3523-2272

Sobre Futebol – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Às vésperas da Seleção Brasileira de Futebol “faturar” mais um título internacional (Copa das Confederações), mais pela fragilidade dos adversários do que propriamente por merecimento, pedimos a compreensão dos amantes do futebol, aqui do blog, para algumas reminiscências (particulares), a respeito do futebol.
Quando o futebol era algo sério, os jogadores considerados titulares levavam às costas a numeração de 1 a 11 e os chamados “reservas” (que ficavam “todos” no banco), a numeração de 12 a 22 (hoje, o perna-de-pau é que escolhe o número que mais lhe aprouver, que tanto pode significar o milhar com o qual foi sorteado no jogo-do-bicho, no dia anterior, como uma tal raiz quadrada de um número imaginário, mesmo que ele são saiba o que isso venha a significar);
Quando o futebol era algo sério, todos os jogadores entravam em campo com um uniforme padrão: mangas curtas ou longas, impecavelmente iguais (hoje, se algum perna-de-pau quer aparecer na TV, ser notado ou “diferente”, entra em campo com uma camisa de mangas curtas (se as dos demais colegas forem de mangas longas), ou com mangas longas (se as dos demais colegas forem de mangas curtas); inclusive em jogos da seleção brasileira, numa total falta de respeito à torcida e à própria pátria);
Quando o futebol era algo sério, os jogadores (todos eles) calçavam “chuteiras pretas”, rigorosamente pretas, se possível engraxadas antes do jogo (hoje, qualquer time que adentre o gramado, mas parece uma escola de samba com suas diversas alas multicores, aqui estampadas nas chuteiras do perna-de-pau posudo);
Quando o futebol era algo sério, não tinha essa de as “maria-chuteiras” da vida serem convocadas à noite e às pressas, à concentração do selecionado nacional, visando consolar o perna-de-pau depressivo ou tremendo de medo do adversário do dia seguinte e, ao sair, após uma noite de sexo, ser tratada pela imprensa como uma heroína nacional (como aconteceu com os “pombinhos” Ronaldo/Suzana Werner, em uma das Copas do Mundo da qual participou);
Quando o futebol era algo sério, os salários eram aceitáveis e situados dentro de um limite razoável em confronto com outras profissões (hoje, o salário mensal de qualquer jogador mediano se situa na estratosfera, permitindo-lhe o luxo de substituir, através de um tal de “aplique”, o cabelo “pixaim” original por volumosa e esvoaçante cabeleira (aqui, o argentino Tevez é o exemplo mais emblemático), enquanto que a remuneração paga ao “astro” principal lhe permite adquirir, se assim o quiser, um big apartamento-cobertura a cada mês ou, ainda, simplesmente fazer algum programa diferente e exótico com travestis anônimos).
Em homenagem ao tempo em que o futebol era algo sério, tomamos a liberdade transcrever a crônica abaixo, de 2006.

José Nilton Mariano Saraiva

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A “CHUTEIRA PRETA”

A chuteira preta não melhora o esquema tático de time algum. Feia e fora de moda, sozinha ela não sabe o caminho das redes nem o da sexta estrela no céu dos comerciais. Mas faltou ela, digna e cheia de lama, amaciada com jornal de ontem, para contar aos jogadores do Parreira as lições de história e civismo dos que vieram antes e colocaram essa pátria mixuruca literalmente em pé nos estádios de todo o mundo. Daria moral.
A chuteira preta, se é que eu me faço claro na vontade de entender a escuridão futebolística em que nos metemos, não ficaria ajeitando as meias na entrada da área enquanto o francês enfia a bola para dentro das nossas redes. Ela vai na bola de qualquer jeito, não está preocupada em mandar mensagens ao pessoal do marketing da Nike.
A chuteira preta, coisa de museu do Maracanã, é prima pobre da chuteira amarela, azul, vermelha, prata, lilás, etc – mas tem vergonha na cara. Não compactuaria com os comerciais da Skol, em que os brasileiros ganham dos argentinos porque a trave se mexe a nosso favor.
A chuteira preta é senhora obsoleta na terra dos bandidos espertos. Ela devia ter feito pelo menos uma preleção aos jogadores-modelo do Armani e acertado, se não o passo, o caráter dessa gente antes bronzeada e agora só patrocinada. Ela estava nos pés do Barbosa contra o Uruguai, no do Toninho Cerezo no Sarriá. Ela sabe tudo dos grandes heróis nacionais que perderam com a cabeça erguida, e ao mesmo tempo calçava também Romário para ele dar o biquinho genial contra Camarões em 94. Viu de tudo e sabe. Faltou tesão. Para falar a língua que os novos jogadores entendem, faltou patrocínio do Viagra na chuteira dourada desses chupadores de sorvete verde da Kibon. Está visto pelos que sofreram com o Brasil e França de anteontem, está definitivamente confirmado pela nossa mais profunda decepção com a apatia brocha desses patetas, que só os tolos acham o futebol um jogo a ser resolvido na bola.
Faltou o “humildificador-macho” da chuteira preta com a inscrição de todas aquelas partidas inesquecíveis que tiraram o Brasil do canil dos vira latas e reinventaram, para proveito de todo mundo, o brinquedo do futebol. Ela não arredondaria o quarteto mágico, não tiraria cinco anos do Cafu ou vinte quilos do Ronaldo. Não é disso que se está sofrendo. A chuteira preta é uma postura de vida. Não canta de galo, não afronta, pois aprendeu ouvindo Noel que o revólver entrou em cena para acabar com a valentia. Sabe, de tanto ver futebol na televisão, que todos os times do mundo jogam a mesma bolinha – e a diferença está no talento e na dedicação ao jogo. O talento brasileiro – viu-se por todo o mês de junho – é exclusivo do Gatorade e da Brahma. A dedicação vai junta no pacote – só serve às bandeiras dos novos donos.
Na simplicidade cromática que a chuteira preta carregava não vinha escrito “nascido para jogar futebol”, como na camiseta Nike-Seleção. Vinham inscritos o vigor do Dunga e a folha-seca do Didi, todos do meio do campo, todos começados por “D”, todos certos de que para cada tempo se vai na bola de um jeito – mas sempre com “Dignidade”. Vontade, hombridade, seriedade, essas caretices que não avançam um passo no que interessa ao jogo de hoje: comer todas as louras, encher todas as burras de euro e ganhar a bola de ouro daquela revista francesa.
A chuteira preta está por fora e isto aqui é só um necrológio a essa dama linda que já se foi faz tempo. Ela não imprime bem no vídeo de plasma ou LCD, fica chapada no gramado verde, não salta aos olhos a marca do patrocinador – mas quanta sabedoria moral ela carrega em cada trava, quanta lição de postura viril em cada costura de seus cadarços.
A chuteira dourada, o laço de fita nos cabelos, os relógios-apartamento no pulso do Roberto Carlos. Esse foi o Brasil na Copa. Acreditamos, Parreira dizia toda noite, que com a Golden Cross ao nosso lado ficaria mais fácil. Tudo mentira. Se Ronaldinho fosse na bola com a fúria que ele passou esses meses todos correndo atrás do desodorante Rexona roubado no vestiário, estaríamos na semifinal contra os portugueses.
Faltou chuteira preta, séria, cívica, nos pés e no lombo deles também. Esse passadismo, só superado pela geladeira branca, está impregnado de Gerson, Brito e Tostão suficientes para ser calçado nos pés das focas do Santander e dar força brasileira, injetar uma overdose de Almir Pernambucano dos mercenários. Daria vergonha na cara dos apátridas. Faria como nos velhos tempos, antes do futebol virar um show de rock globalizado, quando os filhos teus não fugiam à luta nem ficavam olhando como o telão no alto do estádio está divulgando sua imagem para os futuros patrocinadores.
Foi uma tragédia. Trocou-se o quadrado mágico pelo Juninho Pernambucano, o Cafu pelo Cicinho. Não eram esses, vêem-se agora, os problemas. Robinho é da Vivo, Ronaldinho da Oi. Evidentemente não se telefonavam para organizar o movimento, orientar o carnaval e inaugurar um novo monumento em honra ao futebol no planalto central do país. Nada deu certo.
A chuteira preta da humildade, com suas mil e uma utilidades, teria colocado a bola no chão, a cabeça no foco e o coração em jogo. O Ronaldo toma Brahma e a propaganda mostra. Não dá a primeira para o santo. Não dá para ninguém. Nunca fomos tão individualistas, sem sentido de equipe. A pátria da chuteira preta era o contrário e o “sobrenatural de Almeida” do Nelson Rodrigues, que Deus nos tenha a todos, devia atirar um par delas – acordem, muquiranas! – no quengo desses Ronaldo’s de anteontem.
Que pesadelo!
Autoria: Joaquim Ferreira dos Santos (O Globo, 03/07/2006)
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
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Desastre de um transgênico ou um crime ambiental? – por José do Vale Pinheiro Feitosa

O mundo, seja no reino mineral, animal ou vegetal, é um dispersor de diversidades. Especialmente nos reinos animal e vegetal. O papel do homo sapiens sobre a natureza é inquestionável pela global capacidade de modificação que teve e mantém. Uma das mais evidentes é a agricultura e a pecuária.

Ao se tornar sedentário, aquele homem de caça e colheita, foi de encontro à natureza: funcionou como um redutor de diversidades. A monocultura, como a soja, a cana, a laranja, a uva entre tantas, é o exemplo mais acabado e que se encontra na raiz da extinção de espécies e, portanto, da diversidade na terra.

Não é por acaso que os estudos se voltaram para um elo perdido da humanidade, para a pré-história, quando outros alimentos, mais ricos que os atuais, eram utilizados. Um caso clássico é o do Amaranto a grãos.

O Amaranto a grãos foi cultivado há cinco mil anos pelos povos primitivos do México, junto com a abóbora e a pimenta. Na cultura Asteca o Amaranto se destaca como uma grande fonte de nutrientes, de qualidade terapêutica e ritualística. Eram aproveitados os grãos até como farinha para diversos alimentos como os tamales e das folhas se faziam molhos deliciosos.

Como rito a farinha do Amaranto era oferecida no panteão dos deuses astecas e simultaneamente comidas pelos fiéis como se faz com o pão na comunhão com o cristo. Desta mesma farinha se fazia uma pasta com qual se elaboravam artesanatos para as crianças recém-nascidas, com motivos de flechas, arcos etc.

Segundo pesquisadores, o rito com o Amaranto e o abandono do seu cultivo decorreu da perseguição cristã e da imposição seletiva pelas escolhas dos conquistadores europeus. O Amaranto virou uma erva daninha da monocultura do século XX em todas as Américas, especialmente nas grandes extensões de soja.

Mais do que uma vingança vinda da pré-história o que passo a relatar é uma comprovação daquilo que a soberba e a ganância monopolista do capital faz. Falo da questão da agricultura e da criação de animais geneticamente modificados (TRANSGÊNICOS). Como sabemos objeto de grandes discussões científicas, por vezes até mesmo extremadas.

Qual o núcleo duro e racional da cautela com a manipulação e dispersão destes organismos geneticamente modificados? A primeira delas era o monopólio que as empresas de manipulação genética passariam a ter na produção dos alimentos da humanidade. Com isso tornando a iniciativa privada o cárcere dos países e dos povos. Tudo pelo lucro e a humanidade como suserana.

A segunda tinha por base a possível hibridização entre os seres geneticamente modificados e os demais. Em outras palavras, genes modificados poderiam migrar para outros seres vivos, inclusive de espécie diferente. Os grandes manipuladores negaram isso e “compraram consciências”, pois este era, inegavelmente, um fenômeno evidente na natureza: a transferência contínua de genes intra e entre espécies.

A terceira era a seleção natural. Desde muitos séculos (não apenas com Darwin que sistematizou o conceito) que se conhece o poder da seleção natural. Como também se conhece o poder ainda maior num território de monocultura, já que a seleção além de ocorrer velozmente, termina por ser substituída por uma ou poucas espécies.

Mesmo assim grandes Multinacionais como a MONSANTO, velha conhecida das lutas pelo Meio Ambiente, foi em frente e as plantas geneticamente modificadas se espalham pelo mundo todo. No Brasil a estratégia destas empresas foi corroendo por dentro das instituições e dos plantadores até que por força violenta do fato consumado, se estabeleceu.

Agora nos EUA se comprovou a migração de um gene da soja geneticamente modificada, chamada Roundup Ready para o Amaranto. Aquele mesmo que alimentava os Astecas e se tornaram a erva daninha incontrolável da cultura de soja. Como funciona a estratégia da Monsanto?

A Monsanto descobriu e produziu o Roundup, um herbicida que destrói qualquer erva daninha, inclusive a soja. É o que se chama um herbicida total. Num segundo passo a Monsanto manipula geneticamente a soja, introduzindo um gene que resiste ao Roundup. Um negócio das arábias: ganha no grão para plantio e torna cativo o plantador ao seu herbicida.

Aí aconteceu o que negavam, agora se pode afirmar e a Monsanto tem de responder por isso nos tribunais: houve hibridação entre a soja e o Amaranto. Agora só dar Amaranto, muito mais “competente” que a soja no processo de seleção natural. Os campos que antes eram de soja, agora são de Amaranto. Já se identificaram nos EUA cinco mil hectares e outros cinqüenta mil estão sob ameaça.

Tem uma saída. Sem a Monsanto por ganância, a civilização que renegou o Amaranto nos seus primórdios, agora o terá no prato. Modificado geneticamente, mas certamente livre do herbicida e da concorrência com outras espécies.

Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Crato: Administração inicia recuperação da malha asfáltica urbana – Por: Wilson Bernardo


N
este exato momento, às 09:45, a prefeitura municipal e o prefeito Samuel Araripe dá início a recuperação da malha asfáltica das ruas do Crato, concretizando assim, o seu compromisso urbano para o bem-estar dos seus munícipes. Depois do longo inverno, fazia-se necessário a realização desta obra, revitalizando as expectativas de quem conhece o seu compromisso, bem como aos que sempre duvidam de uma gestão participativa e democrática, para o bem-estar principalmente dos bairros carentes e hoje acolhidos pela administração pública municipal.

Reportagem e fotografia:Wilson Bernardo

Notícias do Crato – Dia 27 de Junho de 2009


27-06-2009


Crato conclui mais duas Casas Abrigo

A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Ação Social, está concluindo mais duas Casas Abrigo no município, com a finalidade de abrigar, por período determinado, crianças e adolescentes vítimas de maus tratos. Segundo a Secretária de Ação Social, Liduína Andrade, essa é ima forma de garantir mais infra-estrutura de atendimento às crianças e adolescentes em situação de risco, propiciando mais proteção e segurança.

Continua vacinação contra a pólio nos postos de saúde do Crato

Continua sendo realizada em Crato, em todos os postos de saúde do município, a vacinação contra a poliomielite, que teve o seu dia “D”, no último sábado. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Saúde do Município, Aline Franca, o trabalho das equipes de saúde foi exitoso e a população correspondeu ao chamado, com mais de 70% do cumprimento da meta de vacinação do município, até o momento. Devem ser vacinadas crianças de 0 a 5 anos. Ela reforça a importância dos pais que não levaram os seus filhos para vacinar, a oportunidade de manter as crianças imunes à paralisia infantil, coma primeira dose da vacina nas unidades de saúde.

Crato realiza a 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

Será realizada na próxima segunda-feira, dia 29, 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que este ano terá como tema central “Construindo Diretrizes de Políticas para o Plano Decenal”. O evento acontecerá realizado no Pólo de Atendimento Madre Feitosa, no Seminário, das 8 às 17 horas, e contará com diversas representações da sociedade e entidades com ações direcionadas às crianças e adolescentes do município. A Conferência é uma realização do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Secretaria de Ação Social do Crato.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax – (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

As Drogas e os Paraísos Artificiais – Texto enviado por Mônica Araripe

Drogas: para onde vamos com isso?

Há muita controvérsia a respeito do que vem a ser droga. A conceituação é variada e a postura em relação aos resultados derivados do uso e aos usuários também varia. Só há consenso, ao menos formal, no que diz respeito à convicção de que droga não representa algo bom. Tanto que quem a combate afirma que “droga é uma droga!”

Hoje se diz que droga é toda substância utilizada para produzir alguma alteração nas sensações, na consciência, na emoção. Essas mudanças podem diminuir ou aumentar as atividades mentais, podem alterar a capacidade de percepção. As substâncias podem ser, também, legais (álcool ou cigarro) ou ilegais (maconha, cocaína, mela), e até medicinais (todo medicamento, a rigor, é uma droga!). Alguns são mais rigorosos e afirmam que toda substância industrializada é uma droga.

Em geral há uma certa tolerância em relação às drogas legalizadas, como o cigarro e as bebidas. As eventuais condenações a elas se devem não ao seu poder de produzir dependência, que é uma das características da droga, mas aos problemas de saúde que derivam de seu uso. Essas, “drogas legalizadas” já entraram no mercado e fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Basta observar a reação de uma pessoa ao ver alguém fumando um cigarro de uma marca qualquer e a mesma pessoa ficar sabendo que outro alguém está fumando maconha. Há um que de inquietação com relação à maconha e relativa aceitação para com o cigarro. E isso pode ser aplicado às outras drogas. Dá um certo status algumas latas de cerveja, mas com relação ao crack…

Embora se saiba dos malefícios do cigarro e do álcool, a propaganda de primeira linha leva a população a aceitar que as pessoas usem essas drogas. Como não há propaganda e, pelo contrario, há um clima geral de repressão à cocaína, maconha, crack, heroína, LSD, Ecstasy, a postura geral é de repulsa. E, o que é pior, condena-se tanto o usuário como o traficante.

Essa, portanto, é uma discussão pertinente: o juízo a respeito do usuário. Ele deve ser visto como vitima ou criminoso? E o traficante, pode ser visto como um trabalhador, defendendo seu “ganha pão”? Num mundo de desemprego crescente, servir de “mula” e receber alguns trocados para alimentar os filhos pode ser considerado crime? O crime maior é usar ou vender-distribuir? Como deve ser encarado o pequeno e o grande distribuidor? O que dizer do inegável envolvimento de membros da polícia, uma vez que são presos quase que só os pequenos distribuidores e usuários ao passo que os grandes permanecem quase inatingíveis?

Outro bloco de questionamento é a relação que a família deve ter com a pessoa usuária. Até recentemente a postura era tentar fazer, a todo custo, o usuário deixar seu “vício”. O foco era sempre a Droga e seus malefícios. Mas já se desenvolve um novo raciocínio: ao frisar o ataque contra a droga, na verdade o que acontece é um reforço da mesma. O mesmo raciocínio vale quando se fala nos malefícios. Também aqui a droga acaba se evidenciando mais do que os males por ela provocados.

A nova postura, que se desenvolve na atualidade é de não negar os danos, mas reforçar a necessidade de demonstrar amor e receptividade para com o usuário. É necessário compreender a situação que leva a pessoa ao uso para mostrar que existe algo melhor; que a vida vale mais e deve ser preservada e valorizada acima de tudo; que um problema não se soluciona com outro…

E quais seriam as situações que levam ao uso de droga? Os mecanismos são os mais variados e complexos: carência de amor familiar; desvalorização da vida; problemas aparentemente insolúveis, para o indivíduo; depressão; a existência sem sentido. As causas são as mais variadas e de origem as mais diferentes. Mas, basicamente, todas as soluções apontam para um só caminho: a vontade do usuário em sair dessa, em busca de uma melhor. Embora, no momento o melhor para essa pessoa pareça ser permanecer usando a droga. Mais ainda, usar a droga é a solução de um problema, portanto o deixar de usar tem que ser apresentado como uma solução melhor do que aquela que está sendo dada com a utilização da droga. E essa solução nem sempre é evidente, na maioria dos casos precisa ser buscada pelo grupo familiar.

Também é bom quebrar um estereótipo sobre o fornecedor. Em geral as pessoas recomendavam cuidado com os estranhos, acreditando que nele residiria o perigo das drogas. Hoje se sabe que o grupo de amigo é o caminho mais próximo para se chegar ao vício. Portanto não se deve ficar preocupado com o perigo da droga vinda dos estranhos, mas cuidar com as companhias. A droga entra pela porta dos amigos e não pelos eventuais contatos com estranhos.

A questão Droga, portanto, além de ser encarada como um problema de saúde, social, econômico, familiar, pode ser visto como problema filosófico. Dentro dessa perspectiva se pode analisar o problema da liberdade: usar ou não usar: quem usa é livre para usar? Mas como entender a relação de dependência por ela produzida? Além disso, essa é uma questão inter-relacionada com outras: família, educação no que diz respeito aos resultados de seu uso; de segurança pública, visto que se diz que o mundo do tráfico é violento; produz uma questão ética, visto que no mundo da droga se manifestam outros valores, diferentes daqueles já cristalizados pela sociedade; manifesta, também um problema cultural, uma vez que os valores que se chocam produzem manifestações antagônicas: o mundo do tráfico x o mundo da sociedade que a combate.

Apenas para ver como a problemática da droga está relacionada como a família, leia, agora, esta mensagem de Dorothy Low Nolte, com o significativo título: As crianças aprendem o que vivem

Se a criança vive com críticas,
aprende a condenar!
Se a criança vive com hostilidade,
aprende a agredir!
Se a criança vive com zombaria,
aprende a ser tímida!
Se a criança vive com humilhação,
aprende a se sentir culpada!
Se a criança vive com tolerância,
aprende a ser paciente!
Se a criança vive com incentivo,
aprende ser confiante!
Se a criança vive com elogios,
aprende a apreciar!
Se a criança vive com retidão,
aprende a ser justa!
Se a criança vive com segurança,
aprende a ter fé!
Se a criança vive com aprovação,
aprende a gostar de si mesma!

Se a criança vive com aceitação e amizade,
aprende a encontrar amor no mundo!

Não pretendo ser modelo para ninguém, nem dizer o que cada um deve fazer. Mas que tal continuar a reflexão?

Neri de Paula Carneiro – Mestre em Educação Filósofo, Teólogo, Historiador

Texto enviado por Mônica Araripe, por ocasião do Dia de Combate às Drogas

Leia Hoje no CHAPADA DO ARARIPE…

chapada 26-06-2009

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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.

AUXÍLIO À LISTA

Garota Blog do Crato


O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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