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sábado, 27 jun 2009, 00:59
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Brasília – Ao visitar o 10º Fórum de Software Livre, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (26) que a imprensa tradicional perdeu “poder” para a internet. Segundo Lula, com a rede mundial de computadores, não há mais detentores de informação privilegiada.
“Estamos vivendo momento revolucionário da humanidade. A imprensa já não tem mais o poder que tinha alguns anos atrás. A informação já não é mais uma coisa seletiva, em que os detentores da informação podem dar golpe de Estado. A informação não é uma coisa privilegiada. O jornal da noite já está velho diante da internet”, disse o presidente.
Lula retorna para Brasília ainda hoje.
Fonte: Agência Brasil
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sábado, 27 jun 2009, 00:48
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Estão abertas as pré-inscrições para o Curso de Prevenção ao uso de drogas para educadores de escolas públicas Professores, coordenadores e gestores de escolas públicas dos anos finais (6º ao 9º ano) ou séries finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental e do ensino médio de todo o país têm até 06 de julho para realizar a pré-inscrição no Curso de Prevenção ao Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas.
A capacitação, oferecida pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, na modalidade à distância, terá duração de quatro meses, carga horária de 120h e certificado de Extensão Universitária, emitido pela Universidade de Brasília (UnB).
O curso tem como objetivo capacitar educadores de escolas públicas para o desenvolvimento de programas de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco no contexto escolar.
Professores, participem e tenham a formação necessária para trabalhar esta temática na sua sala de aula.
Maria Otilia
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sábado, 27 jun 2009, 00:37
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Primeiro secretário justificou que telefones são de uso ‘funcional’. Roseana Sarney foi a senadora que recebeu maior reembolso.
O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes, justificou nesta sexta-feira (26) o reembolso de gastos com ligações feitas a partir de telefones residenciais pelos colegas da Casa. Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal “Correio Braziliense” revela que o Senado reembolsou 21 parlamentares por despesas com telefone residencial.
Levantamento feito pelo próprio Senado sobre ordens bancárias emitidas pela Casa nos últimos 30 meses e que tiveram senadores como beneficiários mostra quais senadores tiveram dinheiro depositado na conta para custear ligações residenciais. No total, desde janeiro de 2007, foram reembolsados R$ 209,5 mil.
“O reembolso foi um ato aprovado pela Mesa Diretora. Näo há nada de errado. Vamos continuar reembolsando os parlamentares”, afirmou Fortes.
No período, a ex-senadora Roseana Sarney (PDMB-MA), que renunciou ao mandato em abril passado para assumir o governo do Maranhão, foi quem mais teve gastos custeados pela instituição. Ela recebeu R$ 25,1 mil. Na sequencia, aparecem Romero Jucá (PMDB-RR), com R$ 18,3 mil, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), R$ 16,3 mil, e José Sarney (PMDB-AP), R$ 15,3 mil.
Por meio da assessoria, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, alegou que o reembolso para ligações residenciais não representa uma ilegalidade. Os R$ 25,1 mil gastos desde janeiro de 2007 são justificados, segundo a assessoria, em função da posição que Roseana ocupava nesse período como líder do governo no Congresso.
Já o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), também por meio de assessoria, justificou que era líder do partido até fevereiro deste ano e, por esse motivo, tinha direito à verba de R$ 1 mil para gastos com telefone, o que justificaria as despesas de R$ 16,3 mil registradas no telefone de casa.
O G1 procurou os senadores e as assessorias do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), mas não teve retorno das ligações. Jucá recebeu R$ 18,3 mil pelas ligações residenciais. Sarney, R$ 15,3 mil.
Caráter funcional
Segundo o primeiro secretário, as despesas realizadas pelos parlamentares a partir de telefones residenciais são de caráter “funcional”, justificadas, por tanto, pelo exercício do mandato. “Esse é um dos benefícios do Portal da Transparência. As pessoas ficam sabendo o que está sendo gasto no Senado. Essa questão não gera problema porque os telefones das casas dos senadores não são de uso pessoal, são de uso funcional” justificou Fortes.
Um dos defensores do licenciamento do presidente da Casa, José Sarney, o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) afirmou que ficou surpreso com os valores gastos com telefone. “Não vou nem comentar, porque tenho vergonha de dizer que não sabia. Não tinha conhecimento de que era possível um negócio desses”, afirmou Simon.
O Senado banca até R$ 500 mensais com despesas de telefone residencial dos parlamentares, uma das cotas que compõem a ajuda de custo que os senadores têm direito. A assessoria de Epitácio Cafeteira entrou em contato com o G1 para informar que o senador era líder e por isso tinha direito a R$ 1 mil mensais.
Fonte: G1
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sábado, 27 jun 2009, 00:07
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Pois a FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará) em comemoração a seus 90 anos esta fazendo uma série de ciclo de debates (convidando conferencistas de todo o país). No dia 30 de julho será a vez do pior presidente eleito pelo povo bobo da história deste país, FHC em carne, alumínio, madeira e osso, (preparem os sapatos cidadãos sábios de Fortaleza!).
O ex-terrorista, ou melhor, ex-presidente da república cobra 150 mil para dar palestras, mas a turma endinheirada do Ceará gosta de uma pechincha sem fim, e conseguiram 50 mil de desconto (por intermédio do homem superior das mudanças) do sábio dos neoliberais (entretanto, o magnata das palestras não dispensou o seu assessor particular e um segurança para segurar os sapatos de solas gastas na Praça do Ferreira). A FIEC vai pagar 100.000,00 (cem mil) para escutar FHC falar por alguns minutos. Seria a mesma coisa de jogar dinheiro no lixo? Não seria melhor pagar bem menos e chamar toda a turma que faz humor em Fortaleza? A diversão seria a mesma (por mais tempo), e mais um sorriso extra de economia.
Agora queremos a sua opinião. Realmente neste mundo tem doido para tudo, mas quanto você pagaria para escutar as idiotices do mestre FHC?
Por: Tiago Viana
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sábado, 27 jun 2009, 00:06
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Será que a gripe que nem chegou ainda ao Ceará é mais importante do que uma medida que poderá proteger para sempre uma imensa área verde de dunas e de mangue em Fortaleza? Futuras gerações um dia irão ver as manchetes dos jornais de hoje e repudiar a importância que alguns jornais dão ao meio ambiente.
Todos os três jornais mais vendidos de Fortaleza publicaram a matéria falando sobre o polêmico projeto de Lei que transforma o entorno do rio Cocó em Área de Relevante Interesse Ecológico (era obrigação a exposição). Todos também publicaram a reportagem como matéria de capa. No entanto, apenas o Jornal O Estado deu relevância espacial como manchete principal, um realce que chama atenção dos leitores e direciona a leitura (uma grande foto evidenciava a manchete). Concebeu aos seus leitores a devida e merecida importância da notícia.
Enquanto o Jornal O Estado faz escola para os demais concorrentes, o Diário do Nordeste preferiu dar mais importância ao toque de recolher no interior do que a conquista de luta da sociedade fortalezense. No cantinho minúsculo na parte inferior da capa dá a manchete que se confunde com outras, com o grau de importância imensamente menor.
Já o Jornal O Povo dá mais realce ao adiamento da abertura das trilhas do Parque do Cocó do que sua conquista para preservação as futuras geração, e assim, poderem fazer, em paz e para sempre, estas mesmas trilhas interditadas por conta de passagens alagadas. No Jornal O Povo a notícia “Dunas do Cocó viram área de interesse ecológico” vem abaixo da manchete principal, mas com espaço bem reduzido a manchete principal (que fala sobre os riscos da gripe avançar durante as férias) e a manchete secundária (a greve afeta os vestibulandos, com relevante espaço fotográfico).
Sabemos que as notícias de toque de recolher ou greve afeta vestibular ou a danada da gripe são importantes, mas todas poderiam ter sido publicadas em outros dias com o mesmo destaque (ou hoje mesmo em menor relevância espacial), a notícia do projeto de Lei que preserva o Cocó foi a mais importante para a cidade, para seu povo e mereceria uma maior abordagem de espaço, e maior destaque nas capas dos jornais (coisa que só ocorreu no Jornal O Estado). A quem interessa menosprezar esta conquista do povo de fortaleza? Qual o critério utilizado pelos jornais para publicar notícias com mais realce e destaques em suas primeiras páginas? A que interesse os jornais estão dando prioridade? Com a palavra os editores e donos dos Jornais O Povo e Diário do Nordeste.
Ache bom ou ache ruim, não basta apenas publicar por publicar a notícia, é isto!
Por: Tiago Viana – Do Blog “Rastreadores de Impurezas”
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sexta-feira, 26 jun 2009, 22:06
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Numa civilização de alta capacidade produtiva, em processo hierarquizado, tende a ocorrer um enorme desperdício enquanto as pessoas passam fome. Hoje o Michael Jackson morre como se fosse um membro da nossa família. E Jackso é o paradigma da produção vertical da música mundial: tinha um rancho de milhões de dólares e que gastava por ano mais de dez milhões para ser mantido, chamado Never Land. Enquanto a fantasia milionária se expandia, milhares poderiam se alimentar e possuir a terra do sempre para uma vida material necessária.
Qual o problema das grandes riquezas? É que elas consumem enorme quantidade de recursos, construída pelo trabalho e que poderia gerar progresso de um número maior de pessoas. E na psicologia social assim como gera o vitorioso, o ídolo, o ícone, também revela a inveja, o privilégio, a imputabilidade e a revolta popular. Examinem e vejam se não é o caso, por exemplo, do Senado Federal.
Um grupo de brasileiros, representantes do povo, adota uma posição hierarquicamente superior, funcionam como verdadeiros marqueses da república (anacronismo em estado bruto). Para não se ocuparem com a cozinha de sua instituição, delegam a burocratas nomeados por eles, a tarefa de manter a mordomia da corte. Um marquês tem um emprego para o neto aqui, outro facilita uma negociação ali e lá longe outro recebe um apartamento funcional para algum empregado doméstico. Resultado, o próprio marquês se torna devedor do burocrata. Inverteu o fluxo: o burocrata também é Marquês.
E poderia chegar a mais. Eles aprendem o caminho com facilidade, basta que eles mesmos controlem a mídia, para não acontecer o que aconteceu com o Zogbi e o Agaciel. O azar foi a oposição querer destruir o esquema da situação no Senado, a mídia também querendo, tudo tem curso, um escândalo atrás do outro feito rosário. Juntando a isso a revolta dos Marqueses com os burocratas que passaram a chantageá-los, o caldo está feito. Igual também, todos lembramos, na roda da Câmara dos Deputados.
Aí eu olho para as nuvens pesadas desta tarde de frente fria aqui no Rio e imagino que os capitalistas estão se comendo. Agora é a Globo com seus salários milionários olhando para os salários milionários da Petrobrás. Privilégios, tráfico de influência, juros subsidiados, chantagem jornalística, donos ricos e empresas pobres, nunca será uma prática dos Mesquitas, dos Marinhos, dos Frias, dos Civita e todos os barões desta vasta mídia regional.
E agora retornando à fila da megasena: o acúmulo para uso de pessoas é um desastre para a humanidade. Isso é apenas a transferência monetizada, pura e simples, de enorme esforço humano de quem trabalha. E este semideus, recebe o dom da divindade pela simples posse dos cifrões, agora decide onde aplicar toda esta massa simbólica de horas ou anos de esforço de um grande grupo de pessoas.
Quem sabe como um Bill Gates ainda receba as loas pelo emprego residual de recursos em prol da caridade ou de um suposto zelo pela humanidade. E assim imaginamos, se não levarmos em consideração que o software livre, solidário e coletivo, é um oposto demonstrado que não estaríamos amarrados e tanta propriedade. A assim não seria justa a pirataria? Já tem um deputado na União Européia.
Por José do Vale Pinheiro Feitosa
Ilustração: Retrato da família de Carlos IV – Goya
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sexta-feira, 26 jun 2009, 20:22
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O EX-PREFEITO DO CRATO RECEBE NOME DE PRAÇA…
Em comemoração aos 15 anos de implantação do centro de Zoonoses
na região do cariri e especificamente na cidade de Crato, contrariando na época grandes centros e regionais do nordeste, Raimundo Bezerra, constituinte, medico cardiologista e prefeito da cidade do Crato implanta uma referencia em tratamento preventivo na área
Veterinária. O prefeito actual Samuel Araripe e o centro de Zoonoses em tempo homenageiam o digno e estimado medico e político com o nome de uma praça na mesma unidade de tratamento.O seu filho e vice-prefeito Raimundo Bezerra Filho emocionada e demais autoridades descerram a placa reconhecendo assim a suprema importância e dedicação do ex-prefeito e medico dedicava a sua terra.
Raimundo Bezerra Filho,sente-se honrado

Solenidade presidida por
Huberto Cabral

Quebrando a ordem o descerramento da placa.

Reportagem e fotografia:Wilson Bernardo
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sexta-feira, 26 jun 2009, 16:48
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Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar… Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que… Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor…
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração…
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos….
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.
Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança…
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio…
Abrindo vazios de silêncio… Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos…
Pensamentos que ele julgava essenciais.
São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir… São duas as possibilidades.
Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza..
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: ouvi o que você falou.. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.
E, assim, vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência…
E se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras… No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia…
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
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sexta-feira, 26 jun 2009, 16:36
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Charles Lutwidge Dodgson, um professor de matemática da universidade de Oxford, na Inglaterra, tinha vários talentos. Era um especialista em lógica e fotógrafo pioneiro. Viveu entre 1832 e 1898 no norte da Inglaterra. Mas entrou para a história como escritor, cujo pseudônimo ficou famoso: Lewis Carroll. Ele escreveu “Alice no país das maravilhas”, um livro maravilhoso de onde tirei um diálogo inesquecível que ocorre quando Alice encontra o Chapeleiro Maluco, a Lebre e o Ratinho numa comemoração:
Alice: Sim, sim, que bondade a sua. Sinto interromper seu chá de aniversário. Obrigada.
Lebre: Aniversário? Há, há! Não é chá de aniversário.
Chapeleiro: Claro que não! É chá de desaniversário.
Alice: Desaniversário? Não entendo.
Lebre: Só há um dia no ano em que você comemora seu aniversário.
Chapeleiro: Portanto, os outros 364 dias são desaniversários.
Alice: Então, hoje é meu desaniversário!
Lebre: Oh, que coincidência! E voltam a cantar…
Charles Dodgson/Lewis Carroll era um matemático que sabia dar asas à imaginação.
Que visão de mundo maravilhosa essa de alguém que comemora todos os dias do ano em vez de um só, não é?
Muito bem. Hoje é meu desaniversário especial. Ontem, dia 25, foi meu aniversário. Agora tenho 12 anos de idade de espírito, 28 de cabeça e 53 de corpinho. Trinta anos atrás alguém com 53 anos de idade era um respeitado senhor, um… velho. Hoje, não mais. Para ser aquilo que a sociedade designa como “velho” é preciso ter mais de 65 anos de idade. E imagino que dentro de poucos anos será preciso ter 70. E me lembro que quando perguntaram ao físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano Galileu Galilei quantos anos ele tinha, a resposta foi: “Oito ou dez”. E explicou:
“Quando me perguntam quantos anos de vida tenho, digo os anos que me faltam viver. Os que já vivi, não os tenho mais…
“E o filósofo alemão Arthur Schopenhauer fez uma reflexão profundamente incômoda sobre o mesmo tema: “A diferença fundamental entre a mocidade e a velhice é sempre esta: a primeira tem a vida na frente e a segunda, a morte. Por conseguinte, uma possui um passado breve e um amplo porvir, e a outra o inverso. Sem dúvida, o velho não tem mais do que a morte pela frente, mas o jovem tem a vida, e se trata de saber qual das duas perspectivas oferece mais inconvenientes, e se não é preferível ter a vida atrás e não na frente.
“Ter a vida atrás ou à frente? Pausa pra pensar. Releia o parágrafo, por favor.
Pois é… Minha família é longeva. Calculo que devo viver até os 95 anos, portanto, tenho ainda 42 pela frente. E no ano que vem terei 41. E no outro, 40. E assim por diante, com cada vez mais vida para trás, até chegar o meu dia, quando espero me orgulhar dos anos que não terei mais. Por isso procuro gastar meus anos de vida fazendo algo que valha a pena. E dividir com você estas minhas reflexões têm sido um privilégio.
P.S.
Para minha amiga Claude , hoje aniversariando. Que ela tenha muitos “desaniversários” todos os dias do ano.
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sexta-feira, 26 jun 2009, 15:16
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Alguem sabe dizer que Fim levou o Trem do Cariri ?
Será que o governo do Estado vai esperar chegar a próxima campanha política para querer inaugurar ? Será que as obras são sempre inauguradas a troco de alguma eleição ?
Dihelson Mendonça
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sexta-feira, 26 jun 2009, 14:08
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MARIDO CARINHOSO: Uma noite, depois de quase 40 anos de casados, o casal está na cama quando a mulher sente que seu marido começa a acariciá-la como não fazia há muito tempo. Ele começou no pescoço, desceu pelo dorso até as nádegas; voltou ao pescoço, apalpou os ombros, os seios e parou na barriga; colocou a mão na parte interna do braço esquerdo, passou novamente nos seios, nas nádegas. Na perna esquerda desceu até o pé, subiu na parte interna da coxa e parou bem em cima da perna.Fez a mesma coisa na parte direita e, de repente, vira as costas e não fala uma palavra. A esposa, já toda ‘acesa’, lhe diz carinhosamente:- Querido, estava maravilhoso, porque parou? Parou por que ?…E ele resmungando: – JÁ ENCONTREI O CONTROLE REMOTO…
******************************* CONVERSA ENTRE DUAS MORTAS : Como foi que você morreu ? – Morri congelada ! – Ai que horror ! ! ! Deve ter sido horrível ! – Como é morrer congelada ? – Bom, no começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando… Mas depois veio um sono muito forte e eu perdi a consciência.E você, como morreu ? – Eu ?????? Morri de ataque cardíaco ! – Eu estava desconfiada que meu marido estava me traindo. Então, um dia cheguei em casa mais cedo, corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente assistindo televisão. Ainda desconfiada, corri até o porão para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém. Depois, corri até o segundo andar mas, também, não vi ninguém. Então, subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque cardíaco e caí morta.- Puxa, que pena ! ! ! Se você tivesse procurado no freezer, nós duas estaríamos vivas!
**********************************
PROBLEMA x SOLUÇÃO: Num consultório psicológico o paciente diz pro doutor: – Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo. Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco! – Deixe-me tratar de você durante dois anos. -diz o psicólogo. – Venha três vezes por semana, e eu curo este problema. – E quanto o senhor cobra? – pergunta o paciente. – R$ 120,00 por sessão – responde o psicólogo. – Bem, eu vou pensar – conclui o sujeito. Passados seis meses, eles se encontram na rua. – Por que você não me procurou mais? – pergunta o psicólogo. – A 120 paus a consulta, três vezes por semana, dois anos, ia ficar caro demais, ai conversando com um sujeito no bar ele me curou por 10 reais. – Ah é? Como? – pergunta o psicólogo.O sujeito responde: – Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama… (muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples).
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O “PORTUGA”: Um tremendo temporal, enxurrada descendo e o amigo fala pro Manoel: -Manoel, a enxurrada levou teu carro!! -Ah…levou nada!! A chave está aqui comigo. 2) Notícia de primeira página: ‘Português vai pagar IR na fonte e morre afogado. 3) Manoel chega na alfândega, a mala magrinha, magrinha, o fiscal ainda não tinha revistado e pergunta: -Tudo jóia aí português?! -Não, só a metade. O resto é cocaína. 4) Manoel vai acampar com os amigos. À noite, sai da barraca pra urinar e vê um bando de índios se aproximando. Volta correndo e diz pros amigos: -Tem um monte de índios vindo pra cá!! Eles vão nos atacar!! E o outro: -Calma Manoel. Precisa ver se eles são amigos. -Claro que são, porra!! Eles estão vindo todos juntos. 5) Manoel pescando na maior folga, com os pés fora do barco, dentro d’água. -Nisso, ele começa a gritar: Aí Jesus um jacaré comeu o meu pé!!! O amigo pergunta: -Qual deles? – Eu lá vou saber, porra!! Esses bichos são todos iguais. 6) Manoel foi servir o exército. Chegando lá, o sargento manda o português pro fim da fila. Ele vai e volta rapidinho. O sargento berra: -Eu não mandei ir pro final da fila?!!! -Sim, eu fui!! Mas eu cheguei lá e já tinha outro no meu lugar…então voltei. 7) Manoel pega um balão que caiu e lê o que estava escrito: ‘Quem pegar esse balão é um viado’. Ele fica muito puto e pra se vingar, faz outro balão e solta escrevendo: ‘Viado é quem soltou.
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A INTELIGENCIA DA MULHER: Era uma vez um homem que tinha passado toda a sua vida trabalhando e que juntara todos os centavos que ganhava. Era um mão-de-vaca. Antes de morrer, disse à mulher: – Ouve-me bem! Quando eu morrer, quero que pegues todo o meu dinheiro e o coloques no caixão junto comigo. Eu quero levar todo o meu dinheiro para a minha próxima encarnação Um dia o homem morre. Quando terminou a cerimônia e antes de o padre se preparar para fechar o caixão, a mulher disse: – Só um minuto! Tinha uma caixa de sapatos com ela. Aproximou-se e colocou-a dentro do caixão, juntamente com o corpo. Um amigo disse-lhe: – Espero que não tenhas sido doida o suficiente para meteres todo aquele dinheiro dentro do caixão! Ela respondeu: – Claro que sim. Eu prometi-lhe que colocaria aquele dinheiro junto dele e foi exatamente o que fiz. – Estás me dizendo que puseste todos os centavos que ele tinha dentro do caixão com ele? – Claro que sim! – Respondeu a mulher. – Juntei todo o seu dinheiro, depositei-o na minha conta e passei-lhe um cheque, nominal e cruzado. Vai descontar lá no inferno!
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EXPERIENCIA INCRÍVEL: Leia, devagar e com muita atenção, sem “pular” nenhum número: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10. Pronto… você já sabe contar até 10. Amanhã mando o ABC.
Autoria: desconhecida
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
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sexta-feira, 26 jun 2009, 14:03
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Lourival Luciano Filho,Psicólogo, 50 anos,natural de Jardim-CE, filho de Lourival Luciano e Ilza Luciano Barros. Casado com Carlina e com dois filhos: Rógers ( acadêmico de Direito-FAP) e Renan( estudante do ensino Médio).Professor da URCA, Faculdade Paraíso-FAP e UFC-Barbalha. A simplicidade e amizade eram a maneira que ele exercitava o amor ao próximo…Um homem ético, Amigo, que dedicou a sua vida a família e ao trabalho.
Eternas Saudades tio Lourival…
Sáskia Luciano Barreto (sobrinha)
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sexta-feira, 26 jun 2009, 12:32
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CULTURA E POBREZA INTELECTUAL
Para Rousseau, o animal é hoje o que será por toda sua vida; sua existência é predeterminada pela natureza. Um pombo, por exemplo, é um animal granívoro, que morreria de fome diante de um prato cheio de carne, pois não pode desviar-se de sua condição natural. O homem, não, diz aquele filósofo. Ele é um ser livre, não é programado pela natureza; pode dela se afastar, como de fato mostra a história de sua evolução. Com efeito, o homem não precisou desenvolver pelos e espessas camadas de gordura sob a pele, para viver em ambientes muito frios: criou agasalhos, descobriu como usar o fogo para se aquecer, construiu habitações etc. Quanto mais se distanciou da natureza, mais se tornou dependente de sua evolução cultural, que se expressa na criação do comércio, da indústria, das artes, da religião, da moralidade e da política.
Cultura são, portanto, todas essas formas de manifestações espirituais e materiais produzidas pelo homem, ao longo de sua evolução social. Infelizmente, tornou-se lugar comum que ela se resume unicamente à sua perspectiva simbólica: arte, música, literatura, pintura e outras coisas do gênero. Esquece-se, por exemplo, de que a economia também é cultura. Que o diga Weber, para quem a cultura é um dos fatores determinantes no desenvolvimento da economia. Como? Que empresário se aventuraria a abrir um frigorífico na Índia para vender carne bovina?
Essa redução da cultura à sua dimensão puramente espiritual assumiu a força de um preconceito popular, a ponto de se considerarem os recursos aplicados nessa área coisa de somenos importância. Não por menos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), no início junho deste ano, questionou a aplicação de 10% dos recursos do Fundo de Combate à Pobreza (FECOP) em projetos culturais. A bem da verdade, trata-se de um parecer de um dos seus conselheiros, o da senhora Soraia Thomaz Dias Victor, o qual não foi apreciado pelo Tribunal, e que, portanto, não fez parte do relatório final. Que importa! Era tudo de que necessitava o deputado Heitor Férrer, que se apressou em engatilhar sua metralhadora giratória, para disparar uma saraivada de críticas ao procedimento adotado por aquela Corte, que, segundo ele, tudo faz para agradar ao governador Cid Gomes.
Que seja, se é que são ou não verdadeiras as alegações do senhor deputado! Para este articulista, isto é o que menos interessa. Afinal, como diria Maquiavel, não se faz política com o coração nem com moralismo filisteu, mas, sim, com o cérebro e de acordo com as circunstâncias do momento. Pois é! Quem diria que o deputado Nelson Martins, que se esfalfou em argumentos administrativo-contábeis para defender o parecer do Tribunal, viria a se tornar um ardoroso defensor do FECOP, logo ele que votou contra a sua criação há pouco mais de seis anos!
Coisas da política! Para este articulista, o que interessa são os argumentos do deputado Heitor Férrer contra a aplicação dos recursos do FECOP em projetos culturais. Em seu pronunciamento do dia 3 junho de 2009, como se pode ler na Ata da 63ª Sessão Ordinária da 3ª Sessão Legislativa, alega em tom interrogativo “qual o sentido de utilizar a verba do FECOP em cultura, se esse povo sequer se educou porque o Estado não se apresentou como educador?”
O nobre deputado confunde, assim, cultura com escolaridade. Se assim é, quer dizer, então, que os índios, que não sabem ler nem escrever, são um povo sem cultura? Ou será que o caro Deputado, bem como a senhora Soraia, desconhecem o que estabelece o artigo 215 da Constituição, segundo o qual cabe ao Estado apoiar e incentivar a valorização das manifestações culturais? Por sua vez, o artigo 216 afirma que “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial”. Logo, em consonância com Constituição, quem não tem acesso a esses bens, por conta de sua situação de miséria e pobreza, deve ser incentivado e garantido pelo Estado.
Não está aí uma boa razão por que o parecer da senhora Soraia, pouco afeita a questões econômicas e culturais, não foi levado em consideração pelo relatório final do TCE? O legislador constituinte foi sábio. Entendeu que o aceso aos bens culturais é fator de desenvolvimento social; um importante instrumento, que pode ser utilizado para combater a miséria e a marginalidade social. Confundir cultura com grau de escolaridade não é somente uma grande pobreza intelectual, como também um dos piores preconceitos, na medida em que se admite que é preciso, primeiro, ser educado para ter acesso aos bens culturais. Nesse sentido, os argumentos do deputado Heitor Férrer são, no mínimo, medíocres.
Francisco José Soares Teixeira é professor de Economia Política.
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sexta-feira, 26 jun 2009, 06:18
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Na Folha Online:
A queda na arrecadação e o aumento das despesas provocaram uma piora nas contas do governo federal em maio. As despesas da União superaram as suas receitas no mês passado, o que causou um déficit primário de R$ 120,2 milhões. Trata-se do quarto resultado negativo registrado desde o início da crise. É também o primeiro déficit para meses de maio desde 1999.
O resultado primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. No mês passado, não houve economia, pelo contrário. No ano passado, o aumento nas despesas do governo foi acompanhado por sucessivos recordes na arrecadação, o que garantiu um bom resultado primário. Com a crise econômica, no entanto, as receitas caíram, mas os gastos se mantiveram em alta.
Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, o déficit primário é a diferença entre uma receita líquida de R$ 43,457 bilhões e despesas de R$ 43,577 bilhões. O resultado da União é dividido em três partes. O Tesouro Nacional teve um superávit de R$ 2,6 bilhões no mês. A Previdência, por outro lado, teve um déficit de R$ 2,7 bilhões. Já o Banco Central registrou déficit de R$ 23,6 milhões.
No acumulado do ano, o governo registrou uma queda de 0,18% nas receitas líquidas em relação ao mesmo período de 2008, para R$ 234,5 bilhões. Já as despesas subiram 18,6%, para R$ 215,2 bilhões. Isso resultou em um superávit primário de R$ 19,3 bilhões, 64% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o superávit primário acumulado passou de 4,68% em 2008 para 1,63% em 2009. Em 12 meses, o resultado está em R$ 37,2 bilhões (1,27% do PIB).
Meta
A meta do governo central para o ano de 2009 é de um superávit equivalente a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no período). Isso equivale a uma economia de R$ 42,8 bilhões.
Amanhã, o Banco Central divulga também o resultado das contas de todo o setor público, o que inclui também as empresas estatais e governos regionais. Com isso, a meta sobe para 2,5% do PIB.
Até o início do ano, o setor público tinha uma meta de 3,8% do PIB, sendo 2,15% apenas para o governo central. Mas devido à queda na arrecadação, o governo decidiu destinar mais recursos para investimentos e reduzir o dinheiro para o pagamento de juros.
Além de uma meta menor para todas as esferas do poder público, o governo decidiu tirar a Petrobras dessa conta. Com isso, a estatal poderá investir cerca de R$ 15 bilhões a mais somente em 2009.
Investimento
O governo pode descontar ainda da meta os gastos do PPI (Programa Piloto de Investimentos). Esse programa permite que os investimentos feitos em obras de infraestrutura consideradas prioritárias sejam abatidos do superávit primário.
O limite para esse é abatimento é de R$ 15,6 bilhões, segundo a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2009. Hoje, esses recursos fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Neste ano, os gastos do PPI somaram R$ 2,977 bilhão, aumento de 29% em relação ao mesmo período de 2008. O investimento total do governo cresceu 25%, para R$ 9,276 bilhões.
Receitas e despesas
A queda de 0,18% nas receitas líquidas se deve à arrecadação menor de impostos e contribuições. No caso do aumento de 18,6% nas despesas, o gasto que mais cresceu foi com pessoal (22,6%). Os números mostram uma piora em relação ao mesmo período do ano passado. Nos cinco primeiros meses de 2008, as receitas haviam crescido 15,4% e as despesas acumulavam aumento de 9,1%, sendo 7% com pessoal –sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os gastos com pessoal foram R$ 11,2 bilhões maiores neste ano. Desse total, R$ 2,3 bilhões se referem ao pagamento maior devido a sentenças judiciais (precatórios). O restante foi impactado pelos reajustes dados pelo governo para o funcionalismo.
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sexta-feira, 26 jun 2009, 00:53
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, receberá no dia 7 de julho na sede da Unesco, em Paris, o Prêmio Incentivo da Paz, Félix Houphouët-Boigny.
O prêmio concedido ao presidente brasileiro é um reconhecimento por “seu trabalho em prol da paz, o diálogo, a democracia, a justiça social e a igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias”, informa um comunicado da Unesco.
O prêmio, que leva o nome do ex-deputado marfinense na França e depois presidente da Costa do Marfim, foi criado em 1989 e é concedido todos os anos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.
Tem por objetivo prestar homenagem às pessoas, instituições e organismos que contribuíram significativamente para incentivar, buscar, salvaguardar ou manter a paz, tendo presentes os princípios da Carta das Nações Unidas e a Constituição da Unesco (da France Presse, em Paris).
Entre os que já receberam este prêmio figuram Nelson Mandela e Frederik W. De Klerk; Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat; o Rei da Espanha, Juan Carlos 1º, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter; o Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade; e o ex-presidente da Finlândia, Martti Ahtisaari.
Alguns dos premiados com o Houphouët-Boigny receberam depois o Prêmio Nobel da Paz.
Fonte: Site do Luis Nassif
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
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sexta-feira, 26 jun 2009, 00:31
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Missa de sétimo dia de falecimento do Professor Lourival Luciano Filho
A Universidade Regional do Cariri (URCA) informa a toda comunidade acadêmica, que será celebrada nesta sexta-feira, 26, a partir das 18h30, na Igreja Sé Catedral, em Crato, Missa de sétimo dia em sufrágio da alma do professor Lourival Luciano Filho. O docente faleceu às 16 horas do último dia 20 de junho.
URCA está de Luto pelo falecimento de Servidora Fundadora da Instituição
A Universidade Regional do Cariri está de luto oficial por três dias, hasteando suas bandeiras a meio mastro e SUSPENDENDO suas atividades docentes e administrativas no dia de hoje, nos diversos campi da URCA, pela infausta ocorrência do prematuro falecimento da Servidora Fundadora da URCA, FRANCISCA ADACY ARAÚJO. O Reitor, Plácido Cidade Nuvens, expressa inteira solidariedade à sua família, considerando a inestimável contribuição prestada pela servidora à URCA, da qual representava sua categoria no Conselho Universitário. Adacy faleceu na noite de ontem. Seu velório está sendo realizado no Hall de entrada da URCA e a saída para o Cemitério Nossa Senhora da Piedade, onde acontecerá uma missa, será às 14h40.
Fonte: Assessoria de Comunicação da URCA
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sexta-feira, 26 jun 2009, 00:05
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26-06-2009
Crato realiza 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, dia 29
O Município do Crato será sede na próxima segunda-feira, dia 29, da 3ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que este ano terá como tema central “Construindo Diretrizes de Políticas para o Plano Decenal”. O evento será realizado no Pólo de Atendimento Madre Feitosa, no Seminário, das 8 às 17 horas, e contará com diversas representações da sociedade e entidades com ações direcionadas às crianças e adolescentes do município. A Conferência é uma realização do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Secretaria de Ação Social do Crato.
Secretária de Saúde encaminha projeto para melhoria da maternidade do São Francisco
A Secretária de Saúde do Crato, Nizete Tavares, participou no início desta semana, em Fortaleza, da Oficina Estadual de Redução da Mortalidade Infantil. O evento é uma ação do Ministério da Saúde, com a finalidade trazer ao estado as recomendações necessárias para que se atue com mais rigor, na redução da mortalidade infantil em todo Ceará. Segundo a Secretária, o Governo Federal estipula uma meta de redução em todo o Estado de 5%. O Crato, conforme Nizete Tavares, se encontra com bons patamares, já que nos últimos anos a mortalidade infantil vem sendo reduzida de forma considerável. A secretária irá retornar à capital, com um projeto de melhoria da maternidade do Hospital São Francisco, que atualmente também vem realizando atendimentos de urgência e internação no setor de pediatria do município. Ela ainda ressalta que o hospital é referência em atendimento não só para o Crato, mas outros municípios da região.
São João no CRAS da Vilalta
A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Ação Social, realizará nesta sexta-feira, dia 26, o Primeiro Arraiá da Vila Alta, às 18 horas, na Praça do referido bairro (próximo a Associação dos Moradores). A equipe do CRAS convida toda a comunidade para prestigiar o momento festivo.
I Encontro de Saúde Pública Veterinária marca os 15 anos do Centro de Zoonoses
Aberto ontem, com a participação de diversos profissionais da medicina veterinária do estado, o I Encontro de Saúde Pública Veterinária do Ceará. O evento será concluído hoje, com debates direcionados principalmente às doenças emergentes que estão acontecendo em todo o mundo e a discussão de temas atuais. Na ocasião, estão sendo prestadas homenagens pelos 15 anos do Centro de Zoonoses do Cariri, com sede em Crato, o primeiro a ser criado no interior do Nordeste. O encontro foi aberto às 13 horas, com a presença de várias autoridades, no Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia, antiga Escola Agrotécnica.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax – (88) 3521.7069
Mais informações:
http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com
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quinta-feira, 25 jun 2009, 23:45
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O cantor e compositor
Michael Jackson, 50, morreu na tarde desta quinta-feira (25), após sofrer uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles. Segundo o jornal “Los Angeles Times”, os médicos do hospital da Universidade da Califórnia confirmaram a morte do cantor, que teria chegado ao local em coma profundo. De acordo com o jornal, Jackson não estava respirando quando os paramédicos chegaram a sua residência, em Holmby Hills, por volta das 12h20 (horário local). Michael recebeu uma massagem cardiopulmonar ainda na ambulância e seguiu direto ao hospital da Universidade da Califórnia, que fica a dois minutos da casa do cantor. O cantor estava preparando sua volta aos palcos para uma série de 50 shows em Londres, a partir do dia 13 de julho, com ingressos esgotados.
Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958 em Gary, Indiana. Quinto filho do metalúrgico Joe Jackson, Michael mostrou seu talento para a música e para a dança muito cedo. Ele começou sua carreira nos anos 60, aos cinco anos, com o grupo Jackson 5, formado também pelos seus quatro irmãos mais velhos. Desde a pré-adolescência, quando a banda lançou os primeiros discos, o cantor se tornou uma das figuras mais conhecidas e adoradas da música norte-americana.
O estouro solo veio em 1979, com o quinto disco dele, “Off The Wall”, que, graças a uma empolgante e original mistura de disco, funk e pop, abriu caminho para o que o cantor viria a se transformar nos anos seguintes.
Na década de 1980 lançou dois de seus melhores discos, “Thriller”, de 1982, e “Bad”, de 1987, e consolidou a posição de superastro. Foi aí também que surgiu a imagem de um artista de hábitos e atitudes cada vez mais estranhos. É o exemplo perfeito de criança-prodígio que, cada vez mais famosa e idolatrada, acaba por criar um mundo próprio distante da realidade.Ao mesmo tempo em que batia recordes de vendas com “Thriller” –que segundo o livro “Guiness” vendeu entre 55 milhões (segundo a gravadora Sony e a associação de gravadoras dos EUA) e mais de 100 milhões de cópias (de acordo com empresários do cantor)–, colocava sucesso atrás de sucesso nos primeiros lugares das paradas e lançava moda entre os adolescentes de todo o mundo com suas roupas e coreografias, em especial o “moonwalk”. Mas Michael era motivo de especulações pela sua postura infantilóide, modificações profundas em seu rosto e branqueamento de sua pele. Nos anos 80, dizia-se até que o cantor dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.A partir do início dos anos 90, os fatos sobre sua vida particular já chamavam muito mais atenção do que sua música –que, diga-se, nunca mais repetiu a genialidade da trilogia “Off The Wall”, Thriller” e “Bad”. Por mais que lançasse discos de modo superlativo, como o fez com “Dangerous”, em 1991, o que atraía o público eram as histórias sobre o megalômano rancho Neverland, na Califórnia, e a preferência do cantor por estar sempre acompanhado de crianças, entre elas o então ator mirim Macaulay Culkin, astro do filme “Esqueceram de Mim”.Foi na década de 90 que surgiu o caso que abalaria a carreira e a vida de Jackson. Em 1993, o cantor foi acusado de ter molestado sexualmente um menor de idade. Segundo relatos da época, Jackson fez um acordo milionário com a família da suposta vítima fora dos tribunais em 1995. Nos anos seguintes, se casaria com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie, e com a enfermeira Debbie Rowe, mãe de dois de seus três filhos. O cantor se apresentou ao vivo no Brasil em 1993 e voltou ao país em 1996 para gravar o clipe da canção “They Don’t Care About Us” no Rio de Janeiro e na Bahia com o grupo Olodum.Sem lançar disco desde 2001, quando gravou “Invincible”, nos últimos anos Jackson foi notícia graças ao julgamento pelo qual passou entre 2004 e 2005, também acusado de ter molestado um menor em 2003. Absolvido das dez acusações, logo após o julgamento o cantor passou por uma temporada de exílio no Barein, como convidado da família real do país. Em reconhecimento a sua carreira, em 2002 foi eleito o artista do século pela premiação American Music Awards.Michael reeditou em 2008 o clássico “Thriller”, que traz a participações de nomes atuais como Will.i.am e Akon, e colocou uma nova compilação nas lojas, “King of Pop”. Em março de 2009, anunciou sua volta aos palcos com uma temporada de 50 shows em Londres, que começaria em 13 de julho e seguiria até fevereiro de 2010.A demanda pelos shows foi tão grande que dezenas de apresentações extras foram acrescentadas, ao mesmo tempo em que centenas de ingressos surgiram em sites de leilão online como o eBay, em meio a críticas à maneira como as vendas estão sendo feitas. Segundo cálculos da Billboard, o cantor poderia levar para casa mais de 50 milhões de dólares com os shows.Em maio deste ano, surgiu também um boato de que Jackson estaria sofrendo câncer de pele. Segundo o The Sun, os médicos haviam diagnosticado sinais da doença em seu corpo e células que poderiam provocar câncer de pele no rosto, mas a notícia foi desmentida logo em seguida.Uma produtora de shows norte-americana queria proibir que Michael Jackson voltasse aos palcos e ameaçava seu retorno. A AllGood Entertainment Inc, de Nova Jersey, alegava que tinha contrato com o cantor para que ele não se apresentasse até 2010. Os assessores do artista, no entanto, não se preocuparam com a possibilidade de uma ação judicial que criasse obstáculos aos shows.Jackson ainda é o “Rei do Pop” para sua legião de fãs, apesar de seu comportamento e de sua aparência por vezes bizarros nos últimos anos. Ele já vendeu em torno de 750 milhões de discos, ganhou 13 Grammy e é visto como um dos maiores artistas pop de todos os tempos.
Do Site UOL
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quinta-feira, 25 jun 2009, 22:41
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Foi pego de surpresa, no contrapé. Paulino nunca imaginou. Voltando da selva inóspita da rua, chegara a casa incólume desta vez. Escapara do trânsito caótico, do tombadinha, do descuidista, das armadilhas espalhadas no escritório pelos colegas de trabalho, da facada inevitável do guarda de trânsito. Mal abriu a porta do lar-doce-lar, a onça maracajá , de bote pronto, o atacou. O ataque feroz prescindiu de script, de legenda. Só depois de muita tapa no terreiro dos olhos, de muita unhada e mordida, de muito: “o que é diabo é isso, meu amor”; “tá doida, enlouqueceu?” , é que conseguiu alguma vaga explicação. A mulher, travestida de puma, na ponta dos cascos, arrepiada como se incorporasse uma entidade maligna, lhe apontava uma plaquinha, erguida entre os dedos da mão direita, como se lhe lascasse um cartão vermelho. Sem parar de bater, se debatendo como menino frente a agulha de injeção, aos gritos, interrogava:
— Seu nojento, seu traidor, diga logo quem é a sirigaita, o que é que isso significa, o que é , hein ? Pensa que eu sou besta? Tenho cara de abestada?
Só com dificuldade , ante tanto pinote e saracoteio, conseguiu distinguir um envelope de “camisinha” , na mão da esposa. Meio contrafeito, como menino flagrado roubando bom-bom, resolveu partir para o ataque.
— Você surtou, Gesivalda ? Pirou de vez? Bem que eu desconfiava que isso um dia ia acontecer: você num pára de ouvir música sertaneja! E eu lá sei donde diabos você tirou isso! Eu é que pergunto: que gracinha é essa? Tá de namoradinho novo, é ? Anda me chifrando por aí, enquanto tou me matando no escritório?
Ante o contra ataque inesperado, as forças da esposa redobraram e o arranca-rabo tomou proporções inesperadas:
— O quê, seu filho da puta? Lave essa língua antes de falar comigo, seu nojento! Bem que você merecia era ponta mesmo prá tomar jeito de gente, seu corno! Como você explica essa “camisinha” aqui que nossa empregada , a Gumercinda, encontrou no seu bolso e jogou com uns papéis em cima da nossa cama, hein? Ela mandou a calça prá lavadeira, mas quem devia ter ido era você, lavar esses “pussuídos” cheio de doença do mundo, na lavagem a seco!
Paulino sequer teve tempo de armar alguma defesa de última hora: Gesivalda , antes de qualquer julgamento, já lhe foi aplicando a pena e ele sabia que aquilo era apenas o início. A partir dali : tome cara feia, tome greve , podia preparar uns dez litros de saliva para contornar superficialmente o problema. Prestes a entrar de férias, percebeu que estava perdido: o raro descanso anual tinha ido prá cucuia, não fosse um fato totalmente inesperado. No meio da confusão, entra na sala o filho adolescente do casal, Daniel e toma a imediata defesa do pai. Meninão criado com pizza , sanduba e fermento , tornara-se um varapau e matou a charada num instante:
— Mamãe, pare de acusar o pai! A senhora não tem razão! Ontem eu usei a calça dele para ir àquele som na casa de Nicolau e , claro, levei uma “camisinha” para qualquer urgência. Essa aí é minha, sua engraçadinha, e eu quero de volta imediatamente !
Paulino respirou aliviado , fechou o cenho, partiu para o quarto e não quis mais conversa. Indignou-se com tanta injustiça. Arrumou-se e saiu. Aproveitou a oportunidade para uma farrinha com os amigos, em represária às acusações infundadas. Gesivalda, com consciência pesada, ficou tristonha pelos cantos, arrependida do papelão. Não se perdoava. Devia ter investigado mais, estava casada há mais de vinte anos e não tinha tanto o que reclamar. Viveram outras crises previsíveis, mas nada que saculejasse demais o relacionamento. Tinham dois filhos, o Daniel de quinze anos e a Amanda de treze. O casamento, ultimamente, andava meio arrefecido, como todo que se encaminhasse para as bodas de prata. Ela chegara nas margens terríveis da menopausa e isso lhe trouxera alguma insegurança, desconfiança a mais e talvez aquilo explicasse um pouco aquele destempero . Resolveu dar o braço a torcer e , no outro dia, pediu desculpas ao marido. Paulino , ainda chateado, perdoou a mulher com alguma frieza, percebia que o ocorrido lhe contabilizava alguns álibis futuros .
A paz aos pouco foi retornando à casa . Notou-se, visivelmente, uma maior aproximação de Daniel e Paulino. Pareciam parceiros e camaradas da mesma galera. Gesivalda andou meio cabreira porque desconfiou, pelos sinais exteriores, que a mesada do filho havia aumentado consideravelmente. Já havia transcorrido mais de uma quinzena do ataque da felina, quando a mãe percebeu uma conversa meio sussurrada entre pai e filho. Aproximou-se, sem que eles percebessem e , por trás da porta, pegou o restinho da conversa. A pulga voltou para trás da sua orelha novamente. Não quis acreditar , mas ,ao que parece , Daniel estava explicando ao pai que ia sair à noite com uma gatinha e pedia ao velho uma das suas “camisinhas” emprestadas. Quis armar ,mais uma vez o velho barraco. Temeu, no entanto, uma “rata” igual à anterior e preferiu juntar provas, antes de abrir novamente o processo. Pensou, pensou e chegou à conclusão que seria importante ouvir a única testemunha ocular do caso : a Gumercinda.
Até então havia poupado a doméstica. Era um assunto interno , que necessitava de sigilo e não queria que vazasse. As novas evidências, no entanto, não lhe deram outras opções. A curiosidade falou mais alto que a discrição. Procurou a empregada e foi direto ao assunto:
— Gumercinda, lembra daquela calça que estava em cima da minha cama, naquele dia que você encontrou a camisinha? Quem vestiu a calça no dia anterior, o Daniel ou o Paulino ?
Gumercinda não hesitou em nenhum momento :
— A calça, patroa, foi o Daniel que usou. Estava toda suja, acho que ele tinha ido pra uma festa.
Gesivalda respirou um pouco aliviada e juntou :
— Então aquela camisinha, você encontrou no bolso da calça dele, não foi ?
A resposta de Gumercinda não podia ser mais imprevisível:
— Não, Dona Gesivalda, a camisinha tava era no vestido da Amanda!
J. Flávio Vieira
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quinta-feira, 25 jun 2009, 22:14
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Seminário de Economia Solidária e Desenvolvimento Regional SustentávelPor Cleudes Pessoa e Amadeu de Freitas
A economia solidária vem se constituindo como estratégica de resistência e luta social contra o desemprego e a pobreza, apontando perspectivas de desenvolvimento local por meio da organização do trabalho coletivo (atividades associativas e autogestionárias, cooperativas e redes), colocando-se como uma alternativa à organização social e econômica capitalista por inverter a lógica de exploração da relação capital-trabalho.
A criação de uma Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES – MTE) no Governo Lula foi fruto desse processo de construção. Também é resultado do mesmo processo a criação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), que se constituí hoje no principal espaço de aglutinação dos vários setores que no Brasil atuam na economia solidária (empreendimentos, ONGs, OSCIPs, gestores públicos, movimento sindical, universidades e outros). No Ceará, a Economia Solidária é uma realidade tendo como referência a atuação da Rede Cearense de Sócio Economia Solidária (RCSES) e experiências exitosas como a de bancos comunitários.
É importante destacar neste campo o papel dos parlamentares, seja nas Câmaras Municipais ou na Câmara Federal. Um exemplo foi a criação da Frente Nacional Parlamentar de Apoio a Economia Solidária coordenada pelo Deputado Federal Eudes Xavier (PT), como também a proposição da Lei Municipal em Fortaleza e a Lei Geral (Nacional) de Apoio e Fomento a Economia Solidária, por se configurar um caráter público para o fortalecimento da Economia Solidária.
Nos últimos anos muitos avanços foram dados na capacitação, produção, comercialização e finanças solidárias nos marcos da economia solidária. Atualmente existem no Brasil vários entes governamentais executando um conjunto de políticas púbicas de apoio a Economia Solidária (em âmbito federal, estadual e municipal), o que constitui um caráter inovador, e que, também, aos poucos tem se tornado referência para a América Latina. Pela força política e institucional que a economia solidária ganhou, os mandatos parlamentares da Vereadora Mara (PT) no Município do Crato e do Deputado Federal Eudes Xavier promovem o I Seminário de Economia Solidária na Região do Cariri, com o objetivo de estimular a organização de empreendimentos populares solidários visando a geração de trabalho e renda de forma autogestionária. O público são trabalhadores e trabalhadoras da cidade e do campo, estudantes, organizações comunitárias, cooperativas, sindicatos e curiosos.
Data: 27/06/2009
Local: Cine Teatro Municipal do Crato
Horário: 9 horas
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quinta-feira, 25 jun 2009, 21:23
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Severino…

Blandino Multipopular!

Seu Noé, dos Quebraqueixos!
Miúda das Calungas

Jorjão, Rapadura Cultural!

Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos Reservados”
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quinta-feira, 25 jun 2009, 17:00
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Devido à importância, eu trouxe essa matéria para o topo novamente…
Nosso prezado amigo Carlos Rafael criou uma lista que postou no seu próprio Blog, de onde eu “arrastei” para que os leitores do Blog do Crato possam se maravilhar. É uma lista de tipos característicos da nossa cidade. Ou tipos populares. Quem conseguir lembrar-se de outros que porventura faltem aí na lista, basta escrever nos comentários, ou enviar para nossos e-mails.
Mensagem de Carlos Rafael:
“Vale dizer que todos os citados nos comentários integram a lista, e, na medida do possível, identificados pela ocupação ou outra referência peculiar. Fica, valendo, ainda, novas citações ou correções, pois, com certeza, ainda faltam muitos.. E a todos os que atenderam à solicitação, meu muito obrigado.”
1. A Deusa do Asfalto
2. Adalgisa Gomes (professora)
3. Agnelo de Paula Damasceno (professor)
4. Alagoano (comerciante)
5. Alderico de Paula Damasceno (professor e técnico de futebol)
6. Alonso (bancário)
7. Amigo da Onça (funcionário da Prefeitura)
8. Anduiá (jogador de futebol)
9. Antenorzinho (contador de estórias e boêmio)
10. Antonio Cornin (deficiente mental)
11. Antonio da Doutora
12. Antonio Gomes de Araújo (padre, professor e historiador)
13. Antonio Pereira Bringel
14. Antonio Teles (comerciante)
15. Antonio Vicelmo (radialista)
16. Apolônio (vendedor de LPs e revistas velhas)
17. Baixeirinha
18. Baixin (fotógrafo)
19. Bastinha (poeta e professora)
20. Batista Faser
21. Belarmina
22. Bidega
23. Bigão
24. Bizourin
25. Blandino (artesão)
26. Bode (juiz de futebol e vereador)
27. Boné (mecânico)
28. Borromeu
29. Bosquinho (motorista de táxi)
30. Botinha de seu Quinco (Neilton)
31. Brás
32. Briba (jogador de futebol)
33. Brigadeiro José Macedo (militar e proprietário de engenho de cachaça)
34. Brinquedo do Cão (bêbado)
35. Bruguelo (Afonso )
36. Cabo Simplício
37. Cabo Toureiro (policial militar)
38. Cachiado (baterista)
39. Cândido Figueiredo (empresário)
40. Canena
41. Capela (cozinheiro)
42. Careca
43. Carinha de Anjo (Sérgio)
44. Catabi ou Catabide (lavador de carro)
45. Cego Aderaldo (poeta)
46. Cego Cléber
47. Cego Demar (proprietário de oficina)
48. Cego Luzimar (publicitário)
49. Cel. Chico de Brito
50. Cel. Nelson do Lameiro
51. Célio Silva (cantor)
52. Chagas Bezerra? (tinham dois, um empresário no ramo de transporte coletivo e o outro, proprietário de oficina de carro)
53. Chaguinha (engraxate)
54. Charuto (jogador de futebol)
55. Chico Boa Sorte
56. Chico Bocão
57. Chico Curto (jogador de futebol)
58. Chico da Cascata (comerciante)
59. Chico dos Bombons (bombonzeiro)
60. Chico Pão (funcionário público)
61. Chico Soares (funcionário público)
62. Chupetinha
63. Cícero Amizade (desportista)
64. Cícero Beija-Flor
65. Cicinho do Pau do Guarda (agropecuarista)
66. Cicinho Holanda
67. Clélio Reis
68. Coló (boêmio)
69. Com Jeito Vai
70. Correinha (cantor, músico, folclorista e compositor)
71. Cu de Apito
72. Davi Brandão (comerciante)
73. Dedé França (poeta)
74. Demontier (baterista)
75. Divane Cabral (maestrina)
76. Dom João
77. Dona Astrês
78. Dona Evangelina
79. Dona Janine
80. Dr. Gesteira (médico)
81. Elisio Saldanha
82. Eloi Teles de Morais (radialista)
83. Expedita do Bode (comerciante)
84. Expedito do Mel
85. Fernando Cururu
86. Florisval Matos
87. Frederico Niehorff (padre)
88. Freitas (comerciante)
89. Gago do Pilão
90. Galinha Maldita
91. Genésio (comerciante)
92. Geraldo de Dandinha
93. Geraldo Formiga (político)
94. Geraldo Magela
95. Geraldo Padeiro (seresteiro)
96. Geraldo Urano (poeta)
97. Glorinha (proprietária de boite)
98. Gonçalinha
99. Gueicinha
100. Hildegardo (músico)
101. Hildelito Parente (músico)
102. Huberto Cabral (jornalista)
103. Humberto Mendonça (político)
104. Igija (garçon)
105. Iguatu (garçon)
106. Incha Tetê (deficiente mental)
107. Irineu Limaverde (padre)
108. Irmãos Aniceto (músicos populares)
109. Isabel Virgínia (comerciante)
110. Jabuti (Orlando)
111. Jackson Duarte (boêmio)
112. Jaime Milfont, Veím (professor)
113. Jânio Fu
114. João Capão
115. João do Crato (cantor)
116. Joãozinho Barbicha (músico)
117. Joquinha (comerciante)
118. Jorge Ney
119. José de Paula Bantim (pregoeiro dos leilões da Festa da Padroeira)
120. José Roberto França (funcionário público)
121. Jotinha (boêmio)
122. Juarez Batista (empresário)
123. Juciê (comerciante)
124. Júnior de Quinco Padre (comerciante)
125. Júnior Matos (sindicalista)
126. Jurandir Neves (dentista)
127. Juvêncio Mariano (lojista)
128. Kaika
129. Laquinha (motorista de táxi)
130. Lindemberg de Aquino (jornalista)
131. Lobão (Funcionário do Banco do Brasil)
132. Luciano Pierre (lojista)
133. Luís Jacu (comerciante)
134. Luís Sarmento (vereador)
135. Luiz Cocão
136. Luiz Maia
137. Maestro Azul (músico e maestro da Banda de Música do Crato)
138. Major Bento
139. Manel D’Jardim (músico)
140. Manoel Favela (músico)
141. Manteiga
142. Marcelo Bebim (músico)
143. Marcos Damasceno (músico)
144. Marcos Lobisomen (músico e professor)
145. Maria Caboré (deficiente mental)
146. Maria Passarin (comerciante)
147. Maria Rôxa (afro-religiosa)
148. Maromba (porteiro do Crato Tênis Clube)
149. Mazinho (radialista)
150. Mestre Lucas (marceneiro)
151. Miguel Preto
152. Miguel Jupira (motorista)
153. Miguel Teúnas (ex-prefeito do Crato)
154. Moacir Siqueira, Joinha (ex-prefeito do Crato)
155. Mói Mói (mendigo)
156. Mons. Ágio (sacerdote e maestro)
157. Moreirinha (pintor)
158. Nego Cida
159. Negrita
160. Nemezin (jogador de futebol de salão)
161. Neném da Guanabara (comerciante)
162. Neuza da Buchada
163. Noventa ou 90 (chapeado)
164. Odilon (pai de Célio Silva)
165. Orlando Cruva
166. Osvaldo da Região (jornalista)
167. Otacílio (porteiro do Cine Cassino)
168. Padre Verdeixas, o Canoa Louca
169. Pangaré (jogador de futebol)
170. Papagaio (motorista)
171. Papi Lelé
172. Paturi (Carlos Leandro)
173. Paú (bebin)
174. Paulo Frota
175. Pedin Esmeraldo
176. Pedro 21 (músico e boêmio)
177. Pedro Bantim (comerciante)
178. Pedro Cabeção (deficiente mental)
179. Pedro de Mercê
180. Pedro Enrolão
181. Pedro Honório (artesão)
182. Pedro Maia (fotógrafo)
183. Pedro Praeira (comerciante)
184. Pinto de Lica (carnavalesco)
185. Raimundo Lôbo (comerciante)
186. Ramiro Maia (livreiro)
187. Ramiro, (sacristão)
188. Ratinho
189. Reginaldo (sósia de Elvis Presley)
190. Ribamar Cortez (promotor de justiça)
191. Ricardo Fittipaldi (filho de Osvaldo da Região)
192. Ricardo Gordinho
193. Ricardo Sõin
194. Rivadave (alfaiate)
195. Roberto Batata (ex-jogador de futebol)
196. Roberto Jacu
197. Robin Gaiato
198. Rogério Bracim
199. Rogério do Ponto do Cupim (comerciante)
200. Ronaldo Macaquinho
201. Sandra
202. Sargento Bonates (militar)
203. Satisfeito (artista plástico)
204. Seu Abidoral (músico e comerciante)
205. Seu Acácio (proprietário de padaria)
206. Seu Almir Carvalho (proprietário da Boite Colibri)
207. Seu Audízio Gomes (seresteiro)
208. Seu Duzentos
209. Seu Gledson da Real (funcionário público)
210. Seu Huber Bloc
211. Seu Irineu Linard (proprietário da banda Ases do Ritmo)
212. Seu Jefferson do Fundão (ambientalista)
213. Seu João Ribeiro (pai de Zé Dolinha e Lobão)
214. Seu Joaquim Patrício (comerciante)
215. Seu Misael (proprietário de pensão)
216. Seu Moacir (comerciante)
217. Seu Nemézio
218. Seu Sá
219. Seu Zé Elias Franca (barbeiro)
220. Severino Ferro Velho
221. Silvinha
222. Sobejo de Defunto
223. Sorriso (deficiente mental)
224. Tamar Neguin
225. Tandor (ex-cangaceiro)
226. Tarcísio Leitin (comerciante)
227. Telma Saraiva (foto-pintora)
228. Tenente Santos
229. Tenente Tavares (delegado de polícia)
230. Tereza Doida
231. Tertulino Figueiredo
232. Tico da Liga (desportista)
233. Tico de Binda (jogador de futebol de salão)
234. Tiê Fonfon
235. Tomé (professor de educação física)
236. Valdemarzinho
237. Vicente Ludugero
238. Vieirinha (professor)
239. Vitorino (carnavalesco)
240. Vitório
241. Waldir Silva, Buda (carnavalesco)
242. Wellington Cabeleireiro
243. Wilson Bernardo (poeta)
244. Wilson do Rosto
245. Zadinha
246. Zagueirão
247. Zé Baixim
248. Zé Bedeu (boêmio)
249. Zé Cangaia
250. Zé da Pensão
251. Zé de Matos (poeta)
252. Zé de Zumba (sacristão)
253. Zé Dolinha (proprietário de bar)
254. Zé Figueiredo (tabelião)
255. Zé Galego
256. Zé Gonçalves (médico)
257. Zé Horácio Pequeno (ex-prefeito do Crato)
258. Zé Leitin (lojista)
259. Zé Maia (carnavalesco)
260. Zé Pajé (comerciante)
261. Zé Taveira (empresário)
262. Zé Viado
263. Zé Vilar
264. Zé Wilson Cururu
265. Zeba (alfaiate e vereador)
266. Zulene Galdino (mestra da cultura popular)
Em tempo: na medida do possível, vamos reproduzir causos envolvendo essas personagens especiais que ajudaram ou ainda ajudam a elevar o Crato como uma cidade especial e diferente. Qualquer sugestão ou colaboração, enviar para os e-mails: blogdocrato@hotmail.com e para o autor, rafacrato@gmail.com
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diversas
quinta-feira, 25 jun 2009, 16:42
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A Marginalia das marginalias Torquatianas.
Demontie,como sempre o contraditório.Baterista de varias gerações
musicais e tipos folcloricos das noites boemicas de grandes noitadas.
Tive a felicidade de fotografar este encontro casual,que de fato é a marginalia das marginalias
João do Crato,cantor interprete e articulador cultural de instimavel potencial
e Clerio Reis,estudante de Arquitetura nos anos setenta e hoje poeta trancendentalita das concepções da vida.
Maneu D’Jardim,virtuoso baixista polémico no que se refere a si própio,
o inigmatismo fazem dos génios a incerteza do que é provável…
a arte de mastigar flores artificiais.
Negrita ,segundo falam o papa concursos passava em todos,e por longos anos boémio inveterado
da boémias cretense onde transitava tanto na elite,como nos velhos becos da
marginalia do GESSO entre outras vielas.Hoje funcionário publico e mora em Fortaleza
Para finalizar um poema para estimada galeria de notórias figuras…
O homem complica a degustação
dos sabores
os loucos mistura os sabores na complicação
do gosto…
A palavra concilia o poder liberdade
na liberdade de escolher os temperos
da vida em simplicidades
de que o fundo de sua rede é uma
cadeia universal de saberes.
Wilson Bernardo(texto,poema & fotos)
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diversas
quinta-feira, 25 jun 2009, 14:42
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Chico Soares
Por Carlos Rafael Dias
Chico Soares morreu na década de 1990. Portanto, fui seu contemporâneo, mas não cheguei a conhecê-lo pessoalmente. Em compensação, tive em um dos seus filhos, o professor Tomé, um dos mais diletos amigos. Tomé, inclusive, herdou do pai um pouco do seu jeito espirituoso de ser.
Funcionário da Receita Federal em Crato, de vida social ativa e dono de uma verve incomum, Chico Soares é considerado, pela quase da totalidade dos cratenses, como o homem mais espirituoso do Crato.
São inúmeras as histórias cômicas protagonizadas por ele, como aquela clássica em que ele foi arrolado como testemunha de um crime ocorrido em plena Praça Siqueira Campos. O delegado, inicialmente, o inquiriu: seu Chico Soares, onde o senhor estava precisamente no momento em que o assassino disparou o primeiro tiro? Chico Soares respondeu: a dois metros da vítima. E o delegado, continuando o interrogatório, perguntou: e onde o senhor estava quando o assassino atirou pela segunda vez? E ele, de chofre, respondeu: de mil metros pra frente.
Chico Soares era um daqueles que preferiam perder um amigo à piada. Foi o que ocorreu com uma pessoa que lhe era muito afeiçoada, mas bastante detestada pela grande maioria da população. Chico Soares e o dito cujo estavam na Praça da Sé por ocasião do cortejo fúnebre do Monsenhor Pedro Rocha, que, dizem, até hoje foi o mais concorrido funeral do Crato. Depois de um longo tempo, onde os dois em silêncio assistiram ao desfile pesaroso da grande multidão, o amigo perguntou: Chico, quando eu morrer vai ter tanta gente assim no meu enterro? Ao que Chico Soares respondeu: se for pra enterrar vivo, vai ter é muito mais…
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quinta-feira, 25 jun 2009, 12:19
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Cruzeiro Vence Grêmio
O Cruzeiro venceu na noite de ontem (24), pela semifinal da Libertadores da América no Mineirão, o Grêmio por 3 X 1. Na partida de volta o time mineiro joga contra o Grêmio, no Olímpico, podendo perder com um gol de diferença , para ir às finais da competição. A Torcida do Cruzeiro compareceu em grande número, proporcionando uma renda superior a R$ 1.387.000,00. Marcaram para o Cruzeiro Wellington Paulista, Wagner e Fabinho, para o Grêmio Souza marcou o tento de honra. A outra partida da semifinal será realizada hoje entre as equipes do Estudiantes ARG X Nacional URU.
EUA Surpreende Espanha
Invicta há mais de dois anos, franca favorita para o título da copa da confederação, a Espanha foi derrotada pela seleção dos EUA , por 2 X 0. Com o resultado a equipe americana espera entre Brasil e Africa do Sul, para decidir o título da copa. Brasil e Africa do sul se enfrentam hoje à partir das 15:30h (horário de Brasilia).
Por: Amilton Silva – Editor de Esportes do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe

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quinta-feira, 25 jun 2009, 11:52
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Barbalha na Vanguarda da Medicina
Reportagem: Elizângela Santos
25-06-2009
Equipe de médicos do Cariri quer ampliar para o SUS o novo método de realizar a cirurgia de aneurisma sem corte
Juazeiro do Norte. A primeira cirurgia em artéria do cérebro sem corte, por embolização, foi realizada no sul do Estado, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Santo Antônio, em Barbalha, na última terça-feira. O trabalho vem sendo desenvolvido por uma equipe de neurocirurgiões do Cariri. A primeira cirurgia de aneurisma sem corte foi realizada no início de maio numa paciente do sexo feminino. No próximo dia 28, já está marcado o segundo procedimento cirúrgico do gênero.
O aneurisma é uma forma de dilatação anormal da artéria que pode se romper, provocando hemorragia interna, levando até a óbito, o que preocupa as autoridades de saúde.
Os médicos Cícero Job, Edson Lopes e Carlos Kennedy iniciaram o trabalho no Hospital Santo Antônio, referência na área. Segundo o médico Cícero Job, essa foi a primeira cirurgia, possivelmente, do Interior do Estado, feita por uma equipe da própria região. Um treinamento específico foi realizado pelos médicos, que inclui especialista em radiologia intervencionista. A grande vantagem do procedimento para a cirurgia é o tratamento breve, menos invasivo e com riscos reduzidos para o paciente.
Convênio nas capitais
Esse tipo de procedimento começou a ser realizado na Europa há pouco mais de 10 anos. Em seguida, iniciado no Brasil. A equipe de médicos agora se coloca na missão de expandir as cirurgias por meio do SUS. Segundo Job, atualmente esse procedimento é feito pelo convênio para pacientes em capitais como Fortaleza, Natal e também Recife.
Uma das alternativas importantes para que se consiga a cirurgia por embolização por meio do SUS na região é político, segundo os cirurgiões. O tratamento é de alto risco, de custo elevado e requer material específico. No momento, essas cirurgias que começam a ser realizadas pelo SUS são casos à parte, mas há a necessidade de se credenciar o tipo de procedimento. A equipe está formada e o Hospital Santo Antônio, conforme os médicos, fez investimentos em equipamentos de hemodinâmica de última geração para o procedimento.
A principal vantagem do novo método adotado na região é que os pacientes permanecem menos tempo em filade espera pelo procedimento, não tenham tanto estigma (por não haver corte) e o risco reduzido de infecções. Cícero Job explica que a possibilidade de complicações inerente ao procedimento é de 1% a 3%, isso relacionado ao aneurisma. O período de recuperação também diminui para o paciente.
O tempo de realização também é reduzido cerca de quatro horas em relação ao método tradicional, que pode demorar até seis horas. Tudo depende do tamanho e localização do aneurisma. “A principal complicação é o aneurisma romper no procedimento, mas o risco benefício predomina”, explica Cícero Job.
Maior rotatividade
O neurologista Edson Lopes afirma que o paciente demora até 30 dias esperando realizar uma cirurgia. Com a embolização, a rotatividade de pacientes aumenta. São quatro cirurgias sem corte para uma tradicional. As seqüelas são menores para os pacientes.
Carlos Kennedy destaca a importância do tratamento precoce para os pacientes, mas o problema é que, segundo ele, na maior parte das vezes, o diagnóstico é impossibilitado pela ausência de sintomatologia. Cícero Job diz que a demanda na região de pacientes é alta. A incidência de casos na população é de 6%.
Mais informações:
Neurodiagnostic
Rua Teodorico Teles, 99, Centro, Juazeiro do Norte
(88) 3523.1186
Fonte: Elizângela Santos *
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do “Jornal Chapada do Araripe”
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diversas
quinta-feira, 25 jun 2009, 11:18
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“Deus não vende nada a Ninguém nem mandou cobradores !”
Jales ( da locadora )

Foto Ilustrativa: roquesanteiro.wordpress.com
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diversas
quinta-feira, 25 jun 2009, 01:50
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Assim era. Assim foi.
Quando aquele barbudo alemão escreveu sobre o capitalismo como sistema hegemônico na história, a acumulação há ocorrera. A partir do século XV o processo mercantil e suas “companhias” abrem o processo. Se esticar mais quem sabe a cabeça do homem europeu já estava se preparando no Renascimento e Lutero acelerou o processo como nunca. Depois vieram os enciclopedistas, os iluministas e a ideologia se fundara. Mas a verdadeira ação acumulativa do capital ocorria no “Atlântico Revolucionário”.
Como seres terrestres, os mares formavam as rotas das gentes e mercadorias, mas na terra ocorria tudo que era revolucionário. O fim das terras comunais, as cercas para criação de ovelhas, os teares reais e dos capitalistas. A expulsão das terras ancestrais, as rebeliões religiosas, o castigo monárquico, os portos e o degredo ultramarinho. Pois era no ultramar que o segredo da acumulação ocorria. Seja pelas capitanias hereditárias, pelas Companhias das Índias ou pela Companhia da Virgínia, o processo de degredo, escravidão, exploração e castigo formava a raiz da acumulação.
Seguramente em sentido mais amplo a acumulação primordial do sistema hegemônico foi através do massacre de grandes parcelas da humanidade em todos os continentes. Seja na Europa, nas Américas, África, Oceania ou Ásia. Nem o pólo norte dos esquimós escapou do sistema mercantilista que drenou os recursos para formação da Revolução Industrial, do sistema Financeiro e das Instituições Imperiais.
E foi uma violência tanto para o corpo como para a alma. O móvel da revolução que pôs por terra as velhas instituições feudais ocorreu no centro da religiosidade em todos os continentes também. O cristianismo se fragmentou em centenas de pedaços, ora capitaneando a revolta popular e noutra como a espada de dâmocles sobre as cabeças exploradas. Assim surgiu o terror, velhas instituições a serviço da acumulação mercantil reapareceram como a Inquisição Espanhola e Portuguesa, a caça às bruxas, instituições muito parecidas em objetivos e metas se implantaram nos territórios da Europa, África e Américas em captura da mão-de-obra.
Nenhum momento da história, até então, experimentara tanto deslocamento de populações, tantas destruições de culturas seculares e milenares, tanto ímpeto destrutivo. As velas abertas aos ventos nos mares singrados eram o pano no qual tanto figurava a cruz como o nada por escrito e pintado. Nestes momentos a alma era o estorvo da humanidade, na corrida de mãos de aço, de chicotes alugados, grilhões arrebitados, tudo a serviço da acumulação que gerou alguns impérios que foram mudando de território a cada ciclo de cinqüenta ou cem anos.
Quando aquele alemão barbudo desnudou as chagas do capitalismo, não era um primeiro entre tantos. Desde sempre que a revolução capitalista trouxe a violência de alguns contra tantos. E por isso até hoje a humanidade, mesmo quando não tem consciência plena disto, imagina uma alternativa não violenta, sem exploração e de igualdade entre todos.
Por José do Vale Pinheiro Feitosa
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quinta-feira, 25 jun 2009, 01:25
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Regras de Postagem
O nosso prezado João Mendes Filho é dos novos membros/autores, que têm capacidade para escrever no Blog. Ele me pediu orientações sobre o assunto, e eu expliquei em linhas gerais que assim como todo local organizado, nós temos um conjunto de regras de conduta, que foram já extensamente divulgadas em tempos idos, e falando especificamente sobre postagens, e diagramação algumas recomendações a todos os membros do Blog:
01 – Os artigos devem ser de assuntos de interesse da comunidade, e visando principalmente o público caririense. Evite escritas truncadas e desinteressantes. Se não tem assunto, não escreva. Não há nada pior do que um texto vazio, com mais palavras do que conteúdo. Evite falar pelos cotovelos, e evite textos cheios de arrodeios. Escreva de forma simples e objetiva. Esse é o segredo da postagem de sucesso. Faça seus leitores se interessarem pelos seus textos.
01a – Evite textos longos. A esmagadora maioria dos leitores ODEIA textos longos. Eles simplesmente pulam os textos longos, sem ler nem a primeira linha.
02 – Raciocine que está publicando em um Jornal e para um público. Se seu artigo é digno de estar no Diário do Nordeste, no “O Globo”, ou Jornal do Brasil, com certeza, é bom para o Blog do Crato. Evidentemente, não somos tão rígidos assim…
03 – Evitar assuntos pessoais e familiares ( isso causa repúdio em alguns membros )
04 – Não pode conter fotos pessoais, nem auto-promoção.
05 – Evitar misturar tópicos de poesia no meio das notícias. Poemas são muito bem vindos, especialmente nos horários calmos e no DOMINGO.
06 – Não realizar qualquer postagem que agrida outros membros, nem organizações diretamente citando nomes.
07 – Usar linguagem equilibrada e Português Correto ( Isso é fundamental )
Diagramação:
01 – Todo o artigo deve ser escrito ou na própria janela de postagem, ou no Bloco de Notas do Windows e depois, colado na janela de postagem.
02 – Nunca traga um artigo de outro site estranho diretamente para publicação. Artigos de sites como o UOL, BOL, Jornais, possuem direitos autorais de reprodução. Pode-se fazer citações de artigos, entretanto.
03 – O artigo deve ser escrito todo em letras minúsculas, somente as primeiras letras das palavras podem ser maiúsculas, para evitar alguns que querem escrever textos em letra maiúscula. É deselegante e erro grave escrever um texto todo em letras maiúsculas.
04 – O título de todo texto deve ser em letras minúsculas, com a primeira letra das palavras podendo ser maiúsculas.
05 – O texto deve obedecer a cor padrão. Nada de textos vermelhos, ou de outras cores
06 – O texto não deve conter recuos ( como os antigos parágrafos ). Os parágrafos podem ser feitos deixando-se uma linha branca entre os blocos de textos.
06a – Os textos devem ser postados de preferência, justificados. Há um botão para isso na janela de postagem.
07 – No título do artigo, ao final, deve-se colocar – Por: Nome do Autor
07a – Não coloque o nome do autor no início do texto, nem deixe o artigo sem título.
07b – É prática do Blog do Crato que a primeira letra do artigo é tamanho grande, negrito, azul escuro.
08 – No final do artigo, deve-se colocar: Por: Nome do Autor em negrito e cor azul escuro
09 – Existe na janela de postagem, um ícone que permite a colocação de fotos ilustrativas. Se for ilustrar o texto, podem ser baixadas da internet ( as que possuem direitos liberados ). Deve-se baixar da internet se for o caso, a foto para seu computador PRIMEIRO, e só aí usar para postagem, a fim de evitar links de outros sites, o que geralmente sobrecarregaria o outro site, e receberíamos reclamações. Já recebemos reclamações por causa disto.
10 – A responsabilidade sobre cada postagem é unicamente do autor da postagem, respondendo judicialmente se for o caso, pelo que escreveu. O Blog do Crato não assume quaisquer responsabilidades sobre as postagens diversas, já que é um site coletivo. Portanto, BOM SENSO é necessário.
11 – O Administrador do Blog reserva-se ao direito de editar, consertar, ou até excluir uma postagem que esteja fora dos padrões das regras do Blog do Crato.
12 – Os melhores textos poderão ser selecionados para compor diariamente o JORNAL CHAPADA DO ARARIPE, o que garante excelente visibilidade. Os textos escolhidos são precisamente os mais jornalisticamente bem escritos.
Bom, creio que essas são as mínimas regras que devo alertar a cada pessoa que quer escrever um texto no Blog do Crato.
Abraços,
Dihelson Mendonça
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diversas
quinta-feira, 25 jun 2009, 01:23
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Uma forma de medir a cultura através do número de livros lidos? Em alguns casos, creio, até funciona. Mas, de forma alguma, a quantidade de livros que alguém lê indica precisamente o nível cultural. Até porque a “escala” abaixo não leva em conta a qualidade de leitura. Eu não chamaria, em hipótese alguma, alguém que lê apenas livros semelhantes a Crepúsculo de intelectual. Pelo contrário, aliás.
Enfim, teste seu “nível cultural”:
(Repare que se trata de um culturômetro baseado na realidade europeia, já que retirei do blog da livraria portuguesa Pó dos Livros)
O BÁSICO – de 0 a 0 livros por ano
Características: De raciocínio lento, não consegue verbalizar um pensamento de forma minimamente estruturada.
Culturalmente: Uma nulidade.
O IGNORANTE – de 0 a 1 livro por ano
Características: Pouco mais consegue do que verbalizar ideias feitas.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.
O DESINTERESSANTE – de 1 a 5 livros por ano
Características: Verbaliza as ideias de forma estruturada, mas não tem opinião própria.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting e ainda os nomes do presidente da República e do primeiro-ministro.
THE ORDINARY PEOPLE – de 5 a 10 livros por ano
Características: É bilingue, tem opinião, verbaliza de forma cuidada e inteligente.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes da República, primeiros-ministros e ministros dos principais países europeus.
O INTELECTUAL – de 10 a 20 livros por ano
Características: É pago para ser ouvido e tem opinião sobre tudo.
Culturalmente: Sabe tudo o que os outros sabem, para além daquilo que os outros não querem saber. Faz questão de saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.
O ERUDITO – de 20 a 40 livros por ano
Características: Rápido, eloquente, com ideia próprias e poliglota.
Culturalmente: Conhece os nomes dos presidentes, reis e rainhas dos 27 países da Europa, bem como do resto do mundo. Recusa-se a saber os nomes dos presidentes do Benfica, Porto e Sporting.
O NERD – de 40 a ∞ livros por ano
Características: Sem dados (ninguém o vê, porque está sempre escondido atrás de um livro).
Culturalmente: Não tem vida social de espécie alguma.
Então, em qual classificação você se encaixa?
Do site: Vísceras Literárias
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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 23:14
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Nota do Editor:

Prezados leitores do “Jornal Chapada do Araripe” e “Blog do Crato”. Trago esse importante artigo escrito pelo Robson Fernando, postado no site “Melhores Artigos” e que retrata muito bem a situação de decadência cultural em que se encontra a nossa sociedade, com os valores sendo invertidos com a proliferação das chamadas bandas de forró eletrônico, que dentre outras mazelas, promove o alcoolismo e a vulgarização do ser humano. Leiam com muita atenção o retrato de uma sociedade decadente.
Título Original: “Forró” estilizado e seus inconvenientes
O chamado “forró” estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.
Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre a sociedade.
Os ouvidos dos nordestinos, ao longo dos últimos anos, vêm sendo sacudidos, desejada ou indesejadamente, por versos de efeito-chiclete como “Chupa, chupa, chupa que é de uva”, “Abre, abre, abre-abre-abre”, “Piri-piri, piri-piri, vamo beber, vamo beber”. Muitos adoram e celebram os prazeres sexuais da juventude que por tanto tempo foram reprimidos pela tradição católica nordestina e liberados pela superação das velhas normas sociais repressivas.
Por outro lado, tantos odeiam o ritmo, por uma série de motivos que fazem dele um veículo de comportamentos libertinos e até nocivos. Vale descrever os pontos mais criticados do FF:
a) Apelo sexual e apologia ao sexo irresponsável
Seja pelas letras de pornografia implícita ou escancarada – em que são exaltadas as delícias do sexo e posições sexuais como sexo oral, abertura de pernas e até a penetração –, pelo figurino sumário das dançarinas, vestidas com “pedaços de pano” que por pouco não deixam de cobrir suas partes íntimas, ou mesmo pelo comportamento dos cantores no palco, o tema pornográfico é muito frequente. É, aliás, um dos pilares temáticos do FF. São corriqueiras também as danças sensuais e os gemidos eróticos de vocalistas femininas.
Também destaca-se a irresponsabilidade da forma como o sexo é abordado no FF, com a falta de dedicação à segurança da camisinha e a cativação de um público adolescente que ainda está aprendendo suas primeiras noções sexuais. Os efeitos esperados da pornografia musical do ritmo são uma maior ferveção juvenil por sexo e um grande aumento da suscetibilidade de adolescentes à maternidade/paternidade indesejada e à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
A sexualidade do FF não seria um problema preocupante se o estilo não tivesse grande parte de uma geração adolescente como público-alvo e não induzisse tantos jovens na flor da idade (entre 13 e 24 anos) ao sexo irresponsável e inconsequente que gera filhos(as) indesejados(as) e propaga patologias.
b) Exaltação à prostituição
Os cabarés “pegam fogo” e jovens homens dirigem caminhonetes cheias de prostitutas – essa é a segunda parte da temática relativa ao erotismo no FF. Não seria intrinsecamente um mal se não incomodasse tantas pessoas que, adotando determinados valores culturais de moral e decência, acabam “obrigadas” a ouvir o que não gostam – apologias ao sexo pago – por causa do alto volume dos carros dos curtidores do estilo, se não cantasse a prostituição de forma a induzir à libertinagem e à irresponsabilidade sexual como é feito na maioria das músicas com esse tema e se não se concentrasse na prostituição feminina.
É, aliás, o fato de haver apenas prostitutas mulheres nas músicas um dos ingredientes da misoginia moral característica do ritmo, a qual transforma moças em brinquedos sexuais, como exposto no próximo ponto.
c) Misoginia moral e machismo
Há uma relação de dominação sexual do homem sobre a mulher em muitas canções do FF: as mulheres são cantadas como nada mais que brinquedinhos de sexo usados pelos “safados”, “gostosões” e “garanhões” nas horas “quentes”. Elas, sendo ou não prostitutas segundo as letras, são concubinas de sexo e eles, seus parceiros, são os comandantes da cama. Tem destaque a música “Lapada na Rachada”, que fez sucesso em 2006, em que a vocalista, entre gemidos, diz “Sou sua cachorrinha”.
Em tempos de avanços na diminuição da desigualdade de gêneros e do regime social do machismo, a reanimação desse comportamento não poderia ser pior e mais interferente, uma vez que atrapalha muito a afirmação da mulher como pessoa independente, sexualmente assertiva, senhora de si mesma e ávida por respeito e reconhecimento de sua dignidade perante os homens.
O machismo do FF também é uma investida contra a dignificação feminina porque ajuda a manter uma cultura discriminatória, em que o homem que “pega” muitas mulheres é o “garanhão”, o “gostosão” e a mulher que se relaciona com muitos rapazes é vista como “cachorra”, “vagabunda” e outras desqualidades mais, e fomenta o desejo sociocultural do homem de se afirmar como dominante sexual, deixando em última análise uma situação macrossocial mais suscetível à ocorrência de estupros.
d) Incentivo à infidelidade, banalização da traição conjugal, desvalorização do amor
Muitas bandas descrevem como fundamentos temáticos do ritmo “cachaça, mulher e gaia”. A última nada menos é do que o “chifre”, a traição conjugal. O amor fiel, o romance e o namoro respeitoso foram escanteados na cultura juvenil que o FF ajudou a erguer no Nordeste.
As letras que falam como é “bom” trair o(a) parceiro(a) vêm influenciando significativamente o comportamento amoroso dos jovens. Não há pesquisas sociais largamente disponíveis sobre o assunto, mas alguém que convive com admiradores desse estilo musical constatará que é quase generalizado que o curtidor de FF tenha tido uma ou mais relações amorosas paralelas ao seu namoro, ainda que breves.
Poderia ser apenas uma mudança inofensiva de costume social em que a dedicação a uma única pessoa fosse substituída pela divisão consentida do indivíduo entre o namoro principal e relações conjugais efêmeras paralelas. Mas isso não parece ter acontecido, uma vez que muitos dos relacionamentos em que traições foram descobertas desintegram-se em conflitos, na degradação dos sentimentos mútuos e no rompimento definitivo entre os companheiros.
e) Apologia ao alcoolismo
O alcoolismo social tornou-se ainda mais forte entre a juventude nordestina com a ascensão do FF nas rádios e palcos da região. A própria embriaguez é cantada como algo “bacana”, como sendo “o máximo”. Beber cerveja ou cachaça até cair é praticamente uma ordem dada por muitas canções, com destaque para as músicas “Piri-piri, vamo beber, vamo beber” e “Beber, cair e levantar”, que fizeram sucesso em 2007 e 2008.
As consequências esperadas para a exaltação do consumo imoderado e irresponsável de bebidas alcoólicas são as piores possíveis, incluindo-se o estímulo ao aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motoristas bêbados e da violência doméstica cometida por homens ou mulheres nessa condição.
f) Parceria com vaquejadas
Canções exaltando a cultura das vaquejadas, eventos ditos “esportivos” que lançam mão da crueldade contra animais (bois e cavalos) para acontecer, são mais raras no FF, mas há uma parceria fiel entre bandas desse estilo e tais atividades. Atualmente, no cronograma de qualquer vaquejada, há shows com a presença desse ritmo. É uma aliança em que os ataques à moralidade somam-se às agressões contra bichos.
***
Saem ganhando as bandas (e seus empresários), que obtêm muito dinheiro no faturamento dos shows e nos patrocínios; as indústrias de bebidas alcoólicas; os donos de bares e os organizadores de vaquejadas. Saem perdendo os namoros, noivados e casamentos; as famílias que sofrem – muitas vezes com perda de vidas – com acidentes de trânsito ou violências domésticas; os valores do amor, do respeito conjugal e da fidelidade; as mulheres e sua dignidade; e os animais.
Pergunta-se muito: o que se pode fazer para parar as consequências do avanço do Falso Forró sobre a juventude nordestina? Como será possível curar as feridas socioculturais infligidas? Como se conseguirá implementar, depois de anos de domínio desse ritmo nos rádios e na cabeça dos jovens, uma cultura de respeito, responsabilidade e consciência? O tempo vai dizer como essas perguntas serão respondidas.
Por enquanto, muito pouco ainda vem sendo feito para coibir os abusos do FF, destacando-se a iniciativa da Prefeitura de Caruaru de proibi-lo nas festas juninas de 2009 e liberar apenas forró pé-de-serra e o forró estilizado mais tradicional, com letras moderadas. A discussão de novas ações de hoje em diante é muito necessária entre sociólogos, educadores, músicos, jovens e outras categorias interessadas na correção dos problemas que o ritmo aqui abordado vem causando.
Sobre o Autor
É escritor independente de artigos, apaixonado por sociologia e dono do blog Consciência Efervescente. Escreve artigos desde setembro de 2007.
Por: Robson Fernando
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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 23:12
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O Mercadinho Matos ( Org. Adiê e Aluísio ) firmou-se na cidade como um dos melhores locais para os Cratenses fazerem as suas compras. Bons preços, excelente atendimento, e variedade. Produtos sempre novos, longe do praço de vencimento. Tudo em: Cereais, enlatados, perfumaria, biscoitos, bebidas e frios em geral. MERCADINHO MATOS – O Prazer de comprar bem pelo melhor preço da cidade, com entrega em Domicílio. Rua Dr. João Pessoa, 73 – Fone (88) 3521-3893 – Crato – CE.
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quarta-feira, 24 jun 2009, 22:20
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Por – Reno Feitosa Gondim
Coordenador do Curso de Direito da URCA
Nesta última sexta-feira (19/06) deflagrou-se no salão de atos da URCA (no Crato), durante a palestra sobre o ‘Os Projetos de Desenvolvimento do Brasil – Energia e Petróleo no Cariri’, um dos mais meritórios debates a serem travados doravante na região do Cariri, e que insere o contexto regional na problemática globalizada, sem, contudo, desqualificá-la em favor de argumentos idealistas totalitários, de parte a parte (‘mezzo a mezzo’).
Desde então, com a intervenção do qualificado público ali presente, levou-se em conta o início da inserção do Cariri (a partir da URCA – onde se deu o debate) num dos mais importantes contextos temáticos da sociedade globalizada da atualidade, e cujo vértice se assenta no ainda cientificamente indeterminado conceito de ‘desenvolvimento sustentável’; no problema da oposição ‘economia-ecologia’ e na possível conversão do debate acadêmico em discurso mitológico.
Na síntese do que se discutiu, as posições ecologistas giraram em torno da necessidade de proteção do manancial aqüífero da região, e as posturas desenvolvimentistas na possibilidade de soerguimento da economia regional em favor da redução dos problemas socioeconômicos pelos quais se passa. Com efeito, posta a oposição, ambas as perspectivas se mostraram deficitárias nos elementos subjacentes do discurso e, portanto, na sua validade, em face dos três motivos acima identificados.
Em primeiro lugar, a oposição ecologistas se desenvolveu no contexto de um debate anacrônico, tipicamente escolástico medieval, ao impugnar, de súbito, as possibilidades de exploração petrolífera no Cariri. Desta feita, ao se ignorar que a primeira fase do projeto é a realização de estudos geológicos para a verificação da possibilidade petrolífera, findou-se por olvidar, de modo inadvertido, que em qualquer resultado probabilístico de sucesso do empreendimento, já se estará garantindo o sucesso na aquisição ou aprimoramento do conhecimento a respeito dos elementos e níveis do solo caririense. Essa postura destoa de modo inexorável com a ambiência do debate, haja vista o espaço acadêmico, e ademais, a partir da negação da ambiência e sua instituição, desqualifica o próprio discurso, o sujeito que o profere e a sua incapacidade de aquisição da validade que pretende.
Portanto, essa oposição inopinada resultou no encaminhamento da questão para o conflito escolástico superado na idade moderna pela formação do seu ‘paradigma epistemológico’, desde a necessidade galileana de experimentar ao procedimento dubitável cartesiano, de forma que nada deve conter o conhecimento, quanto menos uma hipótese apriorística desta monta.
No segundo aspecto, subjacente a ambos os pontos de vista levantados, mas em decorrência da primeira questão acima esposada, reside no predicado da própria relação de oposição, contaminando-os indistintamente. Admitida a relação de oposição entre economia e ecologia, deve-se ter em conta que esse liame não é lógico-formal, de modo que se opte por um extremo em detrimento do outro. Pressupondo a ambiência histórica do presente como critério de sincronicidade, não se pode escolher pela economia ou pela ecologia de modo exclusivista, decorrendo então a necessidade de consciência da impossibilidade de resposta conclusiva sobre a contradição em análise, portanto, nem o discurso ecologista nem o desenvolvimentista ex radice, são capazes de adquirir legitimação perante a sociedade atual. Não se apresentam condizente à dignidade e à consciência da Região, nem um Cariri ‘verde e pobre’, nem um Cariri ‘rico e cinza’.
Decorre desse contexto ainda que ambos os opositores partem de pré-concepções discursivas ‘sistemáticas’, ‘razão-de-ser’ apriorístico mas também de se mostrar aporético, já que não se trata de uma relação lógico-formal, mas sim de ‘contradição dialética’. Ora, uma vez que economia e ecologia não podem se anular, impondo-se a convivência e a concorrência da oposição na formação de uma resposta satisfatória à questão, qualquer discurso a respeito da possibilidade de exploração de petróleo na região do Cariri precisa pressupor no seio da sua estrutura o caráter de negação da negação, ao modo dialético. Portanto, aqui no Cariri, respeitando ademais o presente processo de formação da sua ‘visão-de-mundo’ autêntica, economia e ecologia devem completar-se na sua própria contradição, convivendo e formando os mesmos juízos hipotéticos a respeito da sua realidade.
Em síntese, os discursos levantados naquela noite sobre esses elementos não pecaram apenas na sua estrutura lógica, mas também no seu ‘modo-de-ser’ sistemático. Ora, do conflito entre a necessidade de preservação do manancial aqüífero e a possibilidade de exploração de petróleo, nenhuma solução sistemática pode ser tomada nesse momento iniciático da discussão. As soluções haverão de ser apontadas ao modo problemático (tópica), devendo-se avaliar cada caso singularmente, haja vista que envolve e depende, dentre outros elementos indeterminados, do avanço tecnológico que, num juízo hipotético, poderá permitir uma possível exploração de petróleo no entremeio do manancial aqüífero.
Subjaz no resultado do debate travado naquela noite do dia 19 último, o drama hodierno da possibilidade de reconciliação do homem com a natureza, da economia com a ecologia, e é magnificente que a região do Cariri esteja inserida nesse contexto, notadamente quando as condições para a formação de uma solução, autêntica e autóctone, estão postas na academia regional exortada a partir daquela noite na URCA, para exercer o seu papel institucional.
Por último, já no final do debate, emergiu, de súbito, um inconsistente murmúrio de pessimismo por parte do discurso ecologista, que deveria ter sido mais prudente. Toda atividade econômica pressupõe a assunção de um risco e, embora a prudência recomende a verificação de que as atividades econômicas da atualidade exijam a ocorrência de riscos colossais, muitas vezes irreversíveis, o pessimismo não pode convolar o próprio discurso ecológico numa mitologia. O que se viu ao final daquele debate foi o pessimismo como discurso mitológico, fundado na obliteração da reflexão em face do terror gerado pelos riscos que se apresentam ao tamanho do desafio. Ao estilo de Vico, o ecologismo deve ter consciência da origem ab terrorem do discurso mitológico.
Como considerações finais desta breve análise do debate naquela oportunidade, deve-se compreender que a questão está posta para a região do Cariri, e que a Academia tem um papel fundamental no desdobramento do problema proposto e da sua solução, que não existe desenvolvimento sem risco, e que ambos os discursos (ecológico e econômico) necessitam tomar consciência das suas implicações e importância.

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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 21:44
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O núcleo cearense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realizará no próximo dia 04 de julho, das 8h às 13h, a etapa estadual preparatória para a 2ª Assembleia Nacional da entidade. O encontro que acontecerá no auditório Iran Raupp, do CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, terá o objetivo de aprofundar o debate no estado sobre o caderno de debates da assembleia. Os encontros estaduais terão a responsabilidade de eleger os delegados do evento nacional.
O encontro nacional acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Rio de Janeiro, sob o lema “Paz, Solidariedade e Soberania Nacional”. A Segunda Assembleia Nacional do Cebrapaz irá analisar o atual contexto internacional, no qual uma profunda crise do sistema capitalista ganha destaque, acompanhada por uma contestação da hegemonia norte-americana e a emergência de novos pólos de poder no cenário internacional. A ideia é analisar qual a importância da luta pela paz neste contexto.
Fortalecer o Cebrapaz
Entre os objetivos prioritários da assembleia estão a consolidação do Cebrapaz como um movimento amplo, de caráter antiimperialista, patriótico, defensor da solidariedade aos povos em luta, uma corrente política e cultural em defesa da paz no seio da sociedade brasileira além de abrir uma nova etapa na construção do Cebrapaz que dê um salto de qualidade em sua experiência organizativa e política. O encontro visa ainda transformar a indignação em ação organizada e consciente, fortalecendo desta forma o Cebrapaz para uma nova jornada de lutas antiimperialistas.
Serviço:
Etapa Estadual Preparatória para 2ª Assembleia Nacional do Cebrapaz
Data: 04 de julho de 2009 (sábado)Hora: Das 8h às 13hLocal: CEFET – Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, auditório Iran Raupp (Av. 13 de Maio)
De Fortaleza,Carolina Campos

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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 20:40
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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 19:30
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Dupla sertaneja é acusada de destratar Jornalistas no Juaforró
( …Se bem que nossos ouvidos são agredidos a toda hora pela música deles )
A atitude da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano que se apresentou recentemente no JuáForró ao destratar a radialista e apresentadora da TV Verde Vale Marleide Duarte. O Site Miséria traz matéria detalhada informando que a apresentadora teria sido destratada: “O cantor Luciano, segundo relatos dos companheiros de Marleide Duarte, tentou denegrir a radialista com palavras ofensivas, se reportando à profissional com ironia e críticas a uma pessoa que ele não sabe a luta que teve para chegar onde chegou até agora”.
A matéria destaca que é a segunda vez que ocorre problema desta natureza envolve a dupla e a imprensa regional: “Outro caso que o Miséria conseguiu resgatar, aconteceu no dia 21 de março de 1999, nas dependências do Verde Vale Hotel. Era domingo e a dupla estava de passagem por Juazeiro do Norte, após fazer um show na cidade de Cedro. Foi justamente neste dia que os sequestradores libertaram Wellington Camargo, irmão de Zezé di Camargo e Luciano, após 95 dias de cativeiro. No faro da notícia, o repórter Roberto Bulhões foi com seu cinegrafista, Yório Bulhões, tentar uma entrevista com a dupla, a pedido da TV Record. Zéze de Camargo ao perceber o microfone da Record sobre a mesa pediu que a equipe se retirasse da sala, porque só dava entrevista para TV Globo”.
Lá vou eu ( Beto fernandes ):
É necessário no episódio de 1.999, dar o devido desconto aos “astros” da música (?) sertaneja. Estavam aflitos com o seqüestro do irmão e chegava ao fim o que imagino ter sido um grande suplício para eles. Os dois estavam entre a dor pela falta do irmão e o cumprimento da agenda de shows. Mesmo assim, repito, mesmo assim, a dupla deveria ter atendido a imprensa independente de qual fosse à emissora de TV. Inconcebível e lamentável.
Sobre a tentativa da entrevista da Marleide considero normal assim como a negativa do artista em não conceder. Posso ate não concordar, como de fato ocorre neste caso, mas há o direito. Não quero ser corporativista, mas é preciso haver mais respeito dos artistas também para com a imprensa (jornalistas, radialistas, apresentadores de TV, etc). A dupla deve lembrar que são esses profissionais que divulgam as suas músicas no rádio (lembram do filme Filhos de Francisco?). Pois é. Neste caso, especificamente, Zezé e Luciano, nem de longe lembraram aqueles rapazes humildes que até fome passaram na vida.
Sugiro para eventos futuros que a comissão do JuáForró, através de um departamento de comunicação, que pode ser a própria assessoria de comunicação, busque agendar esses contatos com a mídia. Pode haver um acordo prévio com os assessores dos artistas e fatos como esses seriam então evitados.
Da série de comentários retiro dois para deixar a questão equilibrada sobre as versões já que os “artistas” não se pronunciaram nem mesmo através de suas assessorias:
Adriana
Juazeiro do norte – ce
Caros cearences,quem tem boca diz o que quer, Marleide se encontrava muito nervosa a ponto de humilhar Luciano e o mesmo sem querer chegou bem na hora , se irritou quando ela gritou em auta voz que eles passavam fome e agora estavam pousudos,digo porque todos que estavam la podem confirmar.Luciano se irritou e chamou ela de mal educada e disse:vc deveria ter mais respeito pelo seu microfone e completou:a vc nao darei entrevista sua mal educada.Marleide vc e uma otima profissional mais dessa vez vc pizou na bola mesmo.
Obs do blogger: Ela disse estar em Juazeiro e começa o texto com o tratamento “Caros cearenses”. Muito estranho.
Mel
Juazeiro do norte – ce
Não vi a cena dantesca, porém posso opinar, tenho livre arbítrio pra isso. Independente da falha de Marleide ( se é que houve), essa dupla de artista é prepotente e arrogante, fato comprovado. Basta quem duvida pesquisar…O erro maior foi de quem os convidou a vir aqui, melhor tivesse contratado algo mais junino e não esses pavorosos “sertanejos” que nada interagem com nosso tradicional forró. Não se trata de xenofobia, porém mantenham a distância quem não canta forró nesse período de São João.
Atenciosamente:
Mel


Reportagem de Beto Fernandes – Revista do Beto
O.B.S
Curiosidade - O cantor
Lulu Santos declarou certa vez na TV, que espingarda de dois canos servia para matar dupla sertaneja… … … rs rs
Correções ortográficas sobre o texto original do original do original:
TRAZ MATÉRIA ( verbo trazer, e não “trás matéria”, como escrito erroneamente no texto. Trás é a parte de trás, por exemplo, a parte de trás da cadeira. Trazer é outra coisa.
POUSUDOS – Isso não existe! – Existe POSUDOS – Vem de Pose.
PIZOU na Bola – Esse é um crime da língua portuguesa! – Já que o verbo Pisar é com “S”. Eu piso, tu pisas, ele pisa.
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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 19:28
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Hoje temos o privilégio de ter acesso aos museus e pinacotecas. Temos também os meios de comunicação como este, para conhecer e entender as obras de arte. Acho muito importante despertar aqui o interesse dos jovens, estudantes, professores e até mesmo das pessoas em geral para ver o nosso museu de arte com outros olhos, o do conhecimento. Comecei estas crônicas ( veja textos anteriores) falando de museus, conservação, preservação e restauração.Em breve teremos um espaço a altura dos visitantes inclusive com bliblioteca para pesquisas de artes em geral, estamos trabalhando para isso acontecer. Existem no nosso arcervo várias obras expostas que precisam ser vistas, mas,ver não é o mesmo que olhar. Ver é apenas abrir os olhos e olhar é abrir a mente e usar a inteligência. Olhar uma pintura é como fazer uma viagem com muitas possibilidades de preparação para uma expedição, e a melhor maneira é ter um guia que lhe ajude a se familiarizar ao novo lugar e lhe mostrar coisas que aos nossos próprios olhos passariam despercebidas. O conhecimento através de textos ou livros específicos oferecem recursos para uma viagem ao mundo das artes.
Cada pintura tem um tema e um estilo escolhido pelo artista e toda uma mensagem ou intenção de se comunicar pelo visual para atingir a sensibilidade do espectador. Geralmente os temas são fáceis de entender, pois ao criar as obras os artistas estão familiarizados com a história em que vivem naquele momento, facilmente identificadas com as datas e épocas da pintura executadas: como os temas bliblicos, Deuses da antiguidade, mitologia grega, lendas, surrealismo, abstratos, modernos e contemponânios. e descobrir estes mitos e verdades desperta no visitante o prazer de observar uma pintura. Isto compreende as técnicas utilizadas, o emprego das tintas à óleo ou água, muito usadas, os traços do desenho e as pinturas acidentais, muito frequente nos novos artistas em querer fazer sem saber. Há Também o simbolismo como uma linguagem entre o espectador e o objeto, as alegorias da época, os cenários, figurinos, paisagens, até as crenças estão representadas. O espaço e a luz criam um domínio de ilusão sobre uma tela plana e é preciso domínio para conseguir o efeito de uma realidade criada. Os estilos são características próprias facilmente reconhecidas que se refletem em todas as pinturas desde o início da evolução da história, passando pelo Renascimento aos nossos tempos atuais. Não afirmo que o conhecimento profundo de arte seja também coisa fácil. É necessário o estudo dos significados pela quantidade de estilos e épocas a serem dominados. Isto requer interesse e muito estudo visual e escrito. Ter a orientação é muito importante, mas também possuir a sua interpretação no caso dos modernos e abstratos é um direito de cada um, através da sua própria visão e sensibilidade. Muitas vezes um não enxerga exatamente o que o outro vê, ou o que o artista se propôs a mostrar, podemos guardar para nos mesmos a possibilidade de um entendimento.
Uma obra prima significa um trabalho submetido à apreciação profissional tendo a prova de que o artista dominou todas as suas habilidades e técnicas necessárias. As vezes oferecem a capacidade de falar coisas além da sua época com inspiração e significado. Os grandes pintores continuam sendo os mestres para um aprendizado visual. Na história da arte mundial temos dois nomes considerados os gigantes, Giotto e Picasso, pois conseguiram reescrever as regras das alternativas visuais. No século XVIII o comércio das artes era feito por encomenda, geralmente pelo Clero e a Corte Real. Poucos podiam sobreviver sem patronos, comerciantes e colecionadores, e nem sempre tinham qualidades, o que não diferencia muito da atualidade. Um artista para se destacar precisa de muita coragem e individualidade. Essas qualidades podem ser a curto prazo ou não. Mas o reconhecimento em vida são poucos os contemplados e as vezes depois de sua morte em situações especiais. Mas só aqueles que fizeram realmente obras-primas resistem as críticas e julgamentos.
São consideradas obras-primas mundiais os seguintes quadros, técnica, pintor e local em exposição:
- Adoração dos Reis Magos / afresco / Giotto/ Itália;
- A Anuciação / Témpera sobre madeira / Fra Angelico/ Itália;
- O Casal Arneolfini / Óleo sobre Madeira / Jan Van Eyek / Londres;
- A Deposição /Óleo sobre madeira / Rogier Van Weideu / Madri;
- O Batismo de Cristo / Témpera sobre madeira / Piero Della Francesca / Londres;
- A Batalha de San Romano / Témpera sobre madeira / Paolo Vercello / Londres;
- O Nascimento de Vênus / Témpera sobre madeira / Sandro Botticelli / Florença;
- O Jardim das delícias / Óleo sobre madeira / Hieronimus Bosch / Madri;
- Mona lisa / Óleo sobre madeira / Leonardo da Vinci / Paris;
- A Tempestade / Óleo sobre Tela / Giorgioni / Veneza;
- Teto da Capela Sistina / afresco / Michelângelo / Vaticano;
- A Escola de Atenas / afresco / Rafael / Vaticano;
- Baco e Ariadnne / Óleo sobre tela / Ticiano / londres;
- Os Embaixadores / Óleo sobre madeira / Hans Holbein / Londres;
- O Enterro do Conde de Orgaz / Óleo sobre tela / El Greco / Toledo;
- A Ceia em Emaús / Óleo sobre tela / Caraggio / Londres;
- Sansão e Dalila /Óleo sobre madeira / Peter Paul Rubens / Londres;
- As Meninas / Óleo sobre tela / Diego Velázkeuez / Madri;
- O Estúdio do Artista / Óleo sobre Tela / Jan Vermer / Viena;
- Juramento dos Horácios / Óleo sobre tela / Jasques Louis Davis / Paris;
- Os Fuzilamentos de 03 de maio de 1808 / Óleo sobre Tela / Francisco de Goya / Madri;
- O Estúdio do Pintor / Óleo sobre tela / Gustave Courbet / Paris;
- A Aula de Dança / Óleo sobre tela / Edgar Degas / Paris;
- Almoço em La Grenovillére / Óleo sobre tela / Pierre Auguste Renoir/ Washington;
- Um Bar no Folies – Bergere / Óleo sobre tela / Eduoard Manet / Londres;
- Quarto do Artista em Arles / Óleo sobre tela / Vincent Van Gogh / Paris;
- Natureza – Morta com Molde de Gesso / Óleo em papel sobre madeira / Paul Cézanne / Londres;
- Guernica / Óleo sobre tela / Paplo Picasso / Madri;
Todos esses quadros já foram por mim motivo de estudo e contemplação através de viagens, realizadas ao longo da minha tragetória artistica. Sem comparações aos museus anteriores, espero apenas um espaço condinzente com a nossa realidade, para mostrar as obras do Museu de Artes Vicente Leite, com material digno de pesquisas e estudos para as gerações futuras.
Edilma Rocha

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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 17:18
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O Deputado Ely Aguiar pede aos nossos leitores para se possivel mandar alguns dados do professor Lourival Luciano Filho, falecido recentemente, pois pretande apresentar um requerimento de “pesar” na assembléia Legislativa do Estado. Pede ainda que se possivel enviar também o endereço da família. Podem escrever os dados aí nos comentários desta postagem, ou enviar para o e-mail do Blog do Crato:
blogdocrato@hotmail.com
DM

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diversas
quarta-feira, 24 jun 2009, 16:03
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24/06/2009 – 10h20
Socorro a bancos em 1 ano supera ajuda a países pobres em 50, diz ONU
A indústria financeira internacional recebeu no último ano quase dez vezes mais dinheiro público em ajuda do que todos os países pobres em meio século, segundo aponta um relatório divulgado nesta quarta-feira pela Campanha da ONU pelas Metas do Milênio.Segundo a organização, que promove o cumprimento das metas das Nações Unidas para o combate à pobreza no mundo, os países em desenvolvimento receberam em 49 anos o equivalente a US$ 2 trilhões em doações de países ricos.
Apenas no último ano, os bancos e outras instituições financeiras ameaçadas pela crise global receberam US$ 18 trilhões em ajuda pública.A divulgação do relatório coincide com o início de uma conferência entre países ricos e pobres na sede da ONU, em Nova York, para discutir o impacto da pior crise econômica mundial desde os anos 1930.O encontro, que acontece até o dia 26, tem como principal objetivo “identificar as respostas de emergência para mitigar o impacto da crise em longo prazo”, segundo a convocação das Nações Unidas.Um dos principais desafios da reunião será conseguir um compromisso que permita unir países industrializados e em desenvolvimento para definir uma nova estrutura financeira mundial, prestando atenção especial às populações mais vulneráveis.Vontade política O relatório da Campanha pelas Metas do Milênio argumenta que a destinação de dinheiro ao desenvolvimento dos países mais pobres não é uma questão de falta de recursos, mas sim de vontade política.”Sempre digo que se você fizer uma promessa e não cumprir, é quase um pecado, mas se fizer uma promessa a pessoas pobres e não cumprir, então é praticamente um crime”, disse à BBC o diretor da Campanha pelas Metas do Milênio, Salil Shetty.”O que é ainda mais paradoxal é que esses compromissos (firmados pelos países ricos para ajudar os pobres) são voluntários. Ninguém os obriga a firmá-los, mas logo eles são renegados”, lamentou.”O que pedimos de verdade é que nas próximas reuniões, na ONU nesta semana, e na cúpula do G-8 (em julho), os países ricos apresentem uma agenda clara para cumprir com as promessas que fizeram”, disse Shetty.O relatório da organização observa ainda que a crise mundial piorará a situação dos países mais pobres. Na última semana, a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) afirmou que a crise deixará 1 bilhão de pessoas em todo o mundo passando fome.Para Shetty, é importante que os países pobres também participem de qualquer discussão sobre a crise financeira global. “Hoje eles não têm nenhuma voz nas principais instituições financeiras. Enquanto não participarem da tomada de decisões, as coisas nunca vão mudar”, afirmou.
BBC Brasil

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