Pesquisa acompanhou 29 mil gêmeos durante vinte e cinco anos. Estudos que faziam a correlação não se comprovaram. A crença na ligação entre o tipo de personalidade de uma pessoa e o risco de que venha a sofrer de câncer é bastante comum. No entanto, não existe ligação entre traços da personalidade e o risco de desenvolver um tumor. Inicialmente, alguns trabalhos científicos fizeram essa correlação porém não resistiram a uma análise estatística mais apurada. Um novo estudo realizado na Suécia demonstrou que não existe relação direta entre traços da personalidade e o risco de câncer, bem como a influência desses aspectos psicológicos sobre hábitos e comportamentos, também não afeta a chance de alguém vir a sofrer da doença.
Ao estudar mais de 29 mil gêmeos, nascidos entre 1926 e 1958, e acompanhados por mais de vinte e cinco anos, os pesquisadores levantaram os dados que permitiram chegar a conclusão apresentada. Atualmente existem vários tipos de câncer que têm suas causas definidas e conhecidas, permitindo atuação preventiva eficiente. Como ainda existem tipos de tumores para o qual não se conhece a causa ou mecanismo as especulações surgem e a possibilidade de que nossa mente possa determinar a ocorrência da doença algumas vezes é sugerida.
Como qualquer hipótese científica essa também deve ser avaliada e testada para ser confirmada ou descartada. O trabalho em questão mostra que pelo menos os traços da personalidade estudados, não guardam relação com o risco do aparecimento de tumores malignos.
Sempre temos dito: o que falta aos políticos cratenses saber comportarem-se com capricho e tomar as decisões provenientes de adversários astuciosos e que desejam intrometer-se no espaço administrativo de nossa cidade. Por isso, queremos encorajar o cidadão cratense que não esmoreça em suas atividades agrícolas, trazendo planos de ação, modificando o comportamento do cidadão com bons projetos e que venham melhorar a qualidade produtiva no sistema agro-pastoril do Cariri. Em tempos passados, tivemos uma produção agrícola bem favorável, embora rudimentar, mas prometedora, dava emprego ao homem do campo, nesse período é que se esforçavam para empregar todos os meios com trabalho, satisfazendo a sua sobrevivência de homem humilde no setor agrícola. Confirmamos que o produtor cratense não foi orientado para aplicar tecnologia avançada, exibindo-se com poucas qualidades técnicas de trabalho que obtivesse índice de produção suficiente com atividade na arte agrícola especializada. Agora, devemos soltar as rédeas, trazendo novas aplicações no setor rural, enriquecendo o homem do campo com esforço e com melhores atividades produtivas que poderão diminuir o excesso de trabalho no meio rural. Infelizmente, culpamos a desatenção do péssimo desempenho na agricultura, devido à falta de união dos políticos cratenses, vez que nunca se entendiam entre si para participar junto aos ruralistas a fim de capacitarem e adquirirem melhoria de produtividade, incluindo cursos de capacitação, procurando alterar novos processos no trabalho técnico visto que fazia necessário obter melhoria de produtividade no meio agrícola. Estando esperançosos, pedimos que haja mudança no decorrer do início deste século, confiamos que o agricultor cratense seja mais sutil em seu trabalho, venha modificar o seu método de trabalho para esta zona, mudando a maneira de trabalhar, substituindo o plantio da cana-de-açúcar pela criação de gado, presenteando o cariri, introduzindo uma bacia leiteira que seria, ao nosso ver, uma grande solução para impulsionar a economia caririense. Cremos que, digamos que com todo conhecimento técnico que possuímos esse impulso trará grande abalo na área econômica do Cariri. Convém lembrar que antes, precisa fazer melhor planejamento e verificar uma melhor solução que devemos seguir.
Na oposição, PT especializara-se em tirar gênios da garrafa. No governo, o ex-PT esforça-se para fazê-los descer gargalo abaixo. Lula, o petista de mostruário, revelou-se um tucano que ainda não tinha chegado ao poder. Radical, exacerbou a idéia de mudar radicalmente o radicalismo do passado. O velho o PT era o cachorro correndo atrás do carro. Súbito, o automóvel parou. E o ex-PT, em vez de morder os pneus, abana o rabo para tudo o que combatia. Na ante-sala de uma nova eleição, o petismo precisa despertar sua militância. É hora de o partido pôr os pingos nos seus próprios “is”. Na semana passada, depois de mostrar o cartão vermelho para Sarney, Eduardo Suplicy arrostou a falta de educação de Ricardo Berzoini. Em solenidade pública, o senador estendeu a mão para o deputado, presidente do PT. Ficou com a mão pendurada no ar. Depois, Suplicy disse: se fizerem uma pesquisa, vão verificar que o sentimento dos filiados do partido se aproxima do meu. Solidário com Suplicy, o repórter decidiu formular um questionário para a pesquisa que Berzoini não tem a intenção de fazer. Para não embatucar a cabeça da militância, hoje mais preocupada em criar os filhos e encher a geladeira, sugere-se um rol de perguntas de múltipla escolha.
Nove questões. Mais ou menos assim:
1. O discurso do neo-PT deve: a) Atacar o que sempre defendeu b) Defender o que sempre atacou c) Invocar a governabilidade
2.O PMDB é o melhor parceiro de jornada porque: a) Não há líder mais eficiente do que o Jucá
b) Ruim com o Sarney, pior sem ele c) Se não cedemos, essa gente fecha com o Serra
3.Aos companheiros que pensam como o Suplicy resta: a) Pensar dez vezes antes de calar b) Lembrar que em boca que engole sapo não entra mosquito c) Tomar suco de maracujá servido pelo ‘demo’ Heráclito
4.Aos saudosistas da esquerda recomenda-se que: a) Vençam na na vida, para virar direita b) Leiam o Lanterna na Popa, do Roberto Campos c) Releiam o Roberto Campos
5.Sob Dilma, o futuro reserva ao Brasil: a) Uma Pasárgada com o Sarney de amigo da rainha b) Uma Pasárgada com Renan na cama escolhida c) Todas as alternativas anteriores
6. A plataforma econômica de 2010 deve: a) Ficar à direita do Henrique Meirelles b) Continuar à direita do Meirelles c) Por que não manter o próprio Meirelles?
7.Dilma é a melhor sucessora para Lula da Silva porque: a) É mais Lula do que o próprio Silva b) Pensa como Lula e age como Silva
c) Substituirá o Lula guiada pelo Silva
8.A Dilma deve se compor com o capital porque: a) Se bom sentimento é utopia, melhor casar por dinheiro b) O melhor regime é a comunhão de males c) Dinheiro não traz felicidade, mas financia a eleição
9.O melhor epitáfio para o túmulo do ex-PT é: a) Fui cobrar de Marx a minha vida eterna; b) Deixo a ideologia para cair na vida; c) Não contem mais comigo.
Trago hoje esta maravilhosa interpretação do famoso choro de Zequinha de Abreu, Tico-Tico no Fubá, interpretado pelo grane pianista Italiano, Stefano Bollani, que inclusive já realizou diversos shows no Brasil, e é uma celebridade na Europa. É ver para crer:
“Há muitos modos de administrar a loucura, porque dela não se prescinde inteiramente. A minha é a arte de tecer letras, combinar vocábulos, consubstanciá-los, garimpar-lhes o significado, aprimorar sintaxes. As palavras me salvam, tornam terrivelmente lúcida a minha demência e dissipam-me as sombras da alma. Tenho com elas uma relação passional, promíscua, lexicofágica. Como-as, bebo-as, respiro-as, são elas que me povoam os sonhos. Ao longo de quatro anos de prisão (1969-1973), escrevi a parentes, amigos, confrades, para sublimar o medo, exorcizar demônios, revitalizar a fé. Reajardinei minha esperança através da escrita e, sobretudo, emiti meu pálido clamor em meio a tanta atrocidade”. ( Frei Betto )
********************************* “Minha geração – a dos idos de 68 – vive agora em desconforto. Tantos sonhos e sacrifícios, cantos e passeatas, e o olhar altivo de “Che” iluminando nossos ideais, para resultar em filhos que se drogam, detestam política e, de academia, só conhecem as de ginástica. Para alguns, o culto do corpo compensa a atrofia do cérebro”. (Frei Betto)
*********************************
“Deixe-me dizer, mesmo com o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autentico sem esta qualidade. É preciso ter uma grande dose de humanismo, no sentido de justiça e de verdade para não cair em extremismos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamentos das massas. É preciso lutar todos os dias para que esse amor à humanidade viva se transforme em atos concretos que sirvam de exemplo e mobilizem”. ( Che Guevara)
Fonte: Livro “A Mosca Azul” – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
E o Cabo Anselmo, hein, Nassif? Está querendo receber reparação como perseguido político pela Ditadura Militar, logo ele que traiu na cara-dura ao movimento de oposição, entregando inúmeros e importantes membros da Esquerda para a Ditadura.
É falsa esta frase de Elio Gaspari, “Capturados em pelo menos quatro lugares diferentes, apareceram numa pobre chácara da periferia”. Na melhor das hipóteses, Gaspari foi apressado em dar veracidade a um resto de versão, que vem sendo reescrita em sucessivos depoimentos do Cabo Anselmo.
Em meu livro “Soledad no Recife”, que publiquei há pouco pela Boitempo, narro e mostro a farsa dessa chácara. Ela entrou como um teatro, Nassif, ou melhor, em nome da dignidade do teatro, a chácara entrou como um cenário medíocre para os crimes.
Primeiro, disseram em 1973 que teria havido um tiroteio na chácara São Bento entre os “terroristas” e as forças da ordem. Com a imprensa submetida à mais sufocante censura, essa versão foi divulgada em todo o Brasil e América Latina. A fonte era a Segurança Press.
Depois, com a democracia, com os depoimentos de testemunhas da prisão dos socialistas, caiu a versão do tiroteio na Chácara. Mas continuou um resto da antiga versão, ou seja, de que eles teriam sido transportados, depois de mortos, para o cenário.
Ora, para escrever “Soledad no Recife”, para ser fiel à dignidade dessa mulher, que foi entregue, grávida, a Fleury pelo próprio Cabo Anselmo, pesquisei no prontuário do DOPS, vi as fotos dos crimes, de como desfiguraram uma das mais belas mulheres da América Latina, e posso dizer com a mão na consciência, como ordenava Camões: não há um só indício de ambiente rural, em todas as fotografias. E pergunto mais: que necessidade haveria, com a imprensa amarrada, amordaçada, de transportar cadáveres do Recife para uma outra cidade? “Os terroristas foram mortos em troca de tiros numa chácara”. Ponto. Ponto final. Ninguém ousaria contestar. E ai de quem ousasse. Um amigo no Rio me citou uma frase que acho bem oportuna para este momento em o Cabo (cabo de coisa nenhuma, apenas marinheiro de primeira classe, com duas fitas, que a imprensa interpretou como patente de cabo) volta à mídia como uma pobre vítima: a coisa que mais surpreende é o passado. Ele está sempre nos ensinando algo que não sabíamos.
Pré-sal são camadas petróliferas ultraprofundas, de 5 mil a 7 mil metros abaixo do nível do mar, o que torna a exploração mais cara e difícil.
Postado por Carlos Rafael Dias
Começa, de fato, hoje, a “batalha” do Petróleo.
O anúncio pelo governo, em ritmo de campanha eleitoral, do projeto de lei que altera as regras de exploração do petróleo divide opiniões.
O governo quer que a riqueza gerada na exploração das reservas de petróleo do pré-sal seja majoritariamente da sociedade brasileira, criando um fundo social que será utilizado em programas sociais e em obras de infraestrutura. A proposta é que seja adotado o regime de partilha, no qual o Estado se torna sócio das empresas no empreendimento. Ou seja, parte ou até mesmo a totalidade do petróleo fica nas mãos do governo, enquanto as empresas são remuneradas pelo serviço de exploração, além de receberem parte do lucro.
Já o setor privado diz que a lei atual é transparente e muito bem vista pelo mercado, e que mudá-la pode afastar futuros investidores. Pela lei atual, a exploração do minério dar-se através de concessões a empresas privadas mediante uma série de pagamentos ao poder público, como bônus, royalties e participações especiais. Cerca de 60% desse dinheiro vai para a União e os 40% restantes para Estados e municípios onde o petróleo é explorado.
Segundo a Folha Online, “são dois os principais motivos apresentados pelo governo que justificariam a definição de um novo marco regulatório para a exploração do petróleo da camada pré-sal. Um deles é que as empresas terão acesso a reservas de alto potencial e com risco exploratório praticamente nulo. A visão é de que, como os lucros serão maiores, é justo que uma fatia maior desses recursos fique com a sociedade – ou seja, com o governo. Além disso, o governo teme que o aumento das exportações de petróleo gere uma enxurrada de dólares no país. A entrada da moeda estrangeira de forma excessiva tende a valorizar a moeda nacional, prejudicando as exportações em outros setores. Uma saída, nesse caso, seria não gastar os recursos do petróleo, mas sim colocá-los em algum tipo de aplicação financeira. Dessa forma, o governo poderia usar apenas os rendimentos – poupando a maior parte do dinheiro para gerações futuras.”
Representantes do setor privado, assim como partidos da oposição e grande parte dos especialistas questionam o conceito de “risco zero” que o governo aplica ao pré-sal. “Pode ser que o governo tenha alguma informação privilegiada. Mas o fato é que risco zero na exploração petrolífera seria um caso único“, diz o professor Edmilson Moutinho dos Santos, do Instituto de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP).
Um dos principais críticas ao projeto do governo é de que a maior ingerência do poder público na exploração e produção de petróleo tende a tornar o mercado menos eficiente. Nesse contexto, é comum que as decisões sejam tomadas com objetivos políticos, em detrimento de aspectos técnicos e mercadológicos. Além disso, os críticos à proposta do governo dizem que a legislação em vigor permite que o governo amplie seus ganhos com a exploração do petróleo, sem que para isso tenha de criar uma nova estatal, conforme deseja o Palácio do Planalto.
Segundo Wagner Victer, ex-secretário de Energia do Estado do Rio de Janeiro, a ideia do governo de criar um fundo social é “legítima”, mas que não é preciso mexer na lei do petróleo para isso, bastando o governo aumentar a alíquota cobrada das empresas e com esse ‘plus’, captar o fundo”. “Marcos regulatórios precisam de perenidade. Diante de mudanças e indefinições, o investidor pode optar por outro país. O pré-sal não existe apenas no Brasil“, diz.
Governo Itinerante: URCA sedia hoje Fórum de Tecnologia do Cariri
A Universidade Regional do Cariri irá sediar diversos eventos relacionados ao Governo Itinerante de Cid Gomes, nesta segunda-feira. A solenidade de abertura dos trabalhos será na quadra Bicentenário, em Crato, a partir das 9 horas, com a presença de autoridades de toda a região. O Reitor da URCA, Plácido Cidade Nuvens, a Vice-Reitora, Otonite Cortez, e pró-reitores da Universidade estarão presentes à solenidade. Cid Gomes estará no Cariri, mais uma vez, com todo o seu secretariado. A reunião terá como tema Desenvolvimento Sustentável: Cultural, Turístico e Industrial. Das 14 horas às 16 horas acontece no Salão de Atos da URCA, o Fórum de Tecnologia do Cariri. O Fórum contará com as presenças do Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitec), Professor René Teixeira Barreira e do Secretario Executivo do Fórum de Tecnologia do Cariri, Dr. Carlos Lins. Serão apresentadas durante o fórum as inovações em pesquisas de instituições como a URCA, UFC, Centec/Facec, Cefet e Secitece. Carlos Lins afirma que serão expostas questões relacionadas às tecnologias desenvolvidas no Cariri e aos investimentos voltados a arranjos produtivos nesse âmbito.
Chamada de classificáveis acontece às 9 horas de hoje, na URCA
Será realizada hoje, às 9 horas, no Salão da Terra, da Universidade Regional do Cariri (URCA), Campus do Pimenta, em Crato, a chamada e matrícula dos candidatos Classificáveis no Processo Seletivo unificado para habilitação aos Cursos de Graduação no 2º semestre letivo (Vestibular 2009.2). Na ocasião, haverá o preenchimento de vagas oferecidas em Cursos de Graduação da URCA. A Chamada e matrícula dos Classificáveis serão realizadas pelo Departamento de Ensino de Graduação– DEG, da Universidade.
Curso de Educação Física realiza apresentações de monografias dos formandos
O Curso de Licenciatura em Educação Física da URCA paralisou suas atividades letivas para que os alunos tivessem oportunidade de participar da apresentação das monografias dos formandos. A iniciativa tem valor educativo, pois oportuniza aos demais discentes vivenciarem esse momento tão importante na vida discente. A decisão foi tomada pelo colegiado do Departamento de Educação Física da URCA, que justificou a atividade como de sua importância para os acadêmicos. Na oportunidade foram apresentados vários temas da área e destaca o alto nível de pesquisas feitas pelos alunos. A atividade foi coordenada pela Profa. Alana Mara Gonçalves, professora da disciplina, que ficou muito satisfeita e contou com a participação do corpo docente do departamento nas mesas examinadoras.
URCA se prepara para o I Seminário Cariri Cangaço
A URCA – Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão, realizou, na terça-feira, dia 25, reunião com grupo de trabalho, sob a coordenação da Pró-Reitora Arlene Pessoa. A finalidade é definir as atividades da URCA dentro do I Seminário Cariri Cangaço, que será realizado de 22 a 26 de setembro. A reunião contou com as presenças dos professores Fernando Pinto, Ana Cristina, da secretária de Cultura de Crato, Danielle Esmeraldo, do assessor Yarley Tavares e do produtor cultural Kaika Luiz, além do artista plástico Alexandre Lucas. Na oportunidade foi discutida a realização de mini-cursos, mostra de vídeo e cinema sobre o cangaço pelo IMAGO, palestras no salão de atos da URCA e ainda exposição na Universidade de acervo do escritor Hilário Lucetti. Também ficou definida a criação de uma Comissão Interna da URCA para o Cariri Cangaço, formado pelo prof. Carlos Rafael, Profa. Ana Cristina, Prof. Antonio José, Prof. Bendimar, Prof. Glauco Vieira, Profa. Lireda, Profa. Roberta, Profa. Fernanda, Profa. Otilia e Profa. Renata. O Cariri Cangaço terá dentro de sua programação também a apresentação de trabalhos acadêmicos. Esses trabalhos serão selecionados por uma comissão para serem apresentados durante o Seminário.
Contato: Assessoria de Comunicação Universidade Regional do Cariri – URCA (88) 3102-1212 ramal 2617 www.urca.br – Elizangela Santos Crato, 31 de agosto de 2009.
Começa a operar, a partir do próximo dia 1º de outubro, a mais nova emissora do Sistema Verdes Mares de Comunicação, a TV Cariri (Canal 9), de Juazeiro do Norte (Região do Cariri). A emissora será a segunda retransmissora da Rede Globo no Estado e a 122ª do Brasil. O sinal atingirá mais de 60 municípios, chegando até Crateús, ultrapassando, assim, metade do Estado, segundo a direção técnica da TV Cariri que, a partir de setembro, entra em fase experimental. Até agora, como certo na programação, uma edição do Bom Dia Ceará. Além da TV Cariri, já opera em Juazeiro do Norte a TV Verdes Vales de propriedade do deputado federal Manuel Salviano.
Hoje, Segunda-Feira, 31 de Agosto – Quadra Bicentenário – 09:00
Hoje, Segunda-feira, dia 31 de Agosto, será realizado no município do Crato o Governo Itinerante. O evento acontecerá na Quadra Bicentenário, sendo iniciado as 9 horas. Na ocasião serão anunciadas diversas ações que beneficiarão toda a região do Cariri. O governador Cid Gomes também presidirá uma audiência pública onde serão discutidos com a população ações nas áreas de Cultura, Turismo e Indústria como uma forma de desenvolvimento sustentável. Participarão da audiência o Prefeito do Crato, Samuel Araripe, o secretariado municipal cratense, os secretários da Cultura do Estado, Auto Filho, do Turismo, Bismark Maia, e o Diretor de desenvolvimento Setorial da Agencia de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Diogo. Toda a população do Crato está convidada a participar.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crato
Construção da estação do Crato, para o trem que ligará o município à cidade de Juazeiro do Norte. O Governo do Estado despacha hoje em um dos vagões do novo transporte (Foto: ANTÔNIO VICELMO)
O Governo do Estado volta à região do Cariri com as ações itinerantes. O destaque vai para o trem do Cariri
Crato O Governador Cid Gomes volta ao Crato, hoje, para instalação do Governo do Ceará na Minha Cidade – Governo Itinerante -, que pela segunda vez levará ao município todo o secretariado estadual. O encontro tem abertura na Quadra Bicentenário, com a presença de todos os secretários estaduais e dos prefeitos da região. No período da tarde, o Conselho de Desenvolvimento Regional do Cariri vai se reunir em um dos vagões do trem que ligará Crato a Juazeiro, com os secretários das Cidades, Joaquim Cartaxo; da Infra-Estrutura, Francisco Adail Fontenele, e o presidente do Metrofor, Rômulo Fortes. A composição será instalada na futura estação do Crato, ao lado do Centro Cultura do Araripe, antiga estação da RFFSA. Para isso, estão sendo construídas a plataforma e a estrutura de metal que servirá de suporte para a estação. O projeto é mais amplo. O técnico José Airton, que acompanha as obras, informou que será construída uma praça, calçada com pedra portuguesa, protegida com um muro de pré-moldados, com rampas de acesso para pedestres, na ultrapassagem da rua.
O percurso de 13 quilômetros, entre os municípios de Crato e Juazeiro do Norte, contará com nove estações, além de oficinas de manutenção, centro de administração e controle de trens e dois veículos leves sobre trilhos (VLT), com capacidade para levar até 330 passageiros por cada viagem feita.
Vagões liberados
O projeto, segundo Airton, será concluído no mês de novembro quando então os dois vagões serão liberados para o transporte de passageiros. São composições de tração diesel hidráulica mecânica, formada por dois carros, equipados com ar-condicionado, capacidade total de 330 passageiros por composição e velocidade máxima operacional de 60km/h. Para o prefeito do Crato, Samuel Araripe (PSDB), o trem é um símbolo maior da integração de Crato e Juazeiro. É um passo importante, segundo o prefeito, para esta nova fase que o Cariri está vivendo com a instalação de novas indústrias, empresas e outros equipamentos que vão fortalecer a economia regional. No último dia 27, foi divulgada um agenda com 14 páginas que será cumprida no Crato. A programação começa com a entrega de certificados a candidatos aptos a participarem do programa Carteira de Motorista Popular, entrega de kits instrumental de trabalho aos concludentes dos cursos de corte e costura e assinatura do Termo de Adesão dos Municípios de Araripe, Assaré, Santana do Cariri e Tarrafas ao Programa de Apoio às Reformas Sociais.
Os secretários de Estado terão uma agenda paralela onde participarão de reuniões com secretários municipais de pastas relacionadas, fóruns, seminários, audiências com representantes da sociedade civil organizada e visitas administrativas. De acordo com a Assessoria de Imprensa do Governo, os temas abrangerão, além da regionalização das ações do Governo nos municípios do interior, também a implantação de projetos específicos de desenvolvimento socioeconômico do Ceará. A iniciativa foi adotada como uma das prioridades do Governo do Estado. Desde que assumiu, o governador Cid tem manifestado a intenção de participar ativamente na solução dos problemas dos municípios cearenses, trabalhando em parceria com o Governo Federal e Prefeituras Municipais. Durante o dia também serão anunciadas ações para desenvolvimento socioeconômico da população do Cariri.
O Governo Itinerante busca maior resultado e impacto para as comunidades visitadas.
ANTÔNIO VICELMO Repórter do Jornal Diário do Nordeste Colaborador do Jornal Chapada do Araripe
Boa Segunda-feira, dia 31 de Agosto de 2009. Já estamos em Setembro, começam os meses do calor em Crato. Uma das principais notícias do dia de hoje é a vinda de CID GOMES ao Crato, por ocasião de mais uma sessão do governo itinerante. Será lá na quadra bicentenário. Não percam! 09:00 da manhã…
Previsão do tempo
A previsão do tempo para hoje, dia 31 de agosto em Crato, é de sol, com poucas núvens. Apesar das chuvas que têm caído na região central do estado e na capital, nada de chuva aqui pelo Cariri, como mostra a previsão do site Climatempo
ALMANAQUE
No dia 31 de agosto, a Igreja católica comemora o Dia de São Raimundo Nonato.
Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma.
Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, quando tinha, apenas, quarenta anos de idade.
Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras.
Nasceram nesta Data:
* 12 – Calígula, imperador romano (m. 41) * 161 – Cómodo, Imperador romano (m. 192) * 1811 – Théophile Gautier, poeta francês (m. 1872) * 1821 – Hermann von Helmholtz, médico e físico alemão (m. 1894) * 1870 – Maria Montessori, educadora italiana (m. 1952) * 1879 – Imperador Taisho, imperador do Japão. * 1897 – Fredric March, ator estadunidense. * 1919 – Jackson do Pandeiro, músico brasileiro (m. 1982) * 1923 – Emilinha Borba, cantora e atriz brasileira (m. 2005). * 1928 – James Coburn, ator estadunidense. * 1936 – Otelo Saraiva de Carvalho, ex-militar português. * 1939 – Francis Hime, cantor e compositor brasileiro. * 1943 – António de Vasconcelos Xavier, bioquímico português. * 1945 – Van Morrison, cantor norte-irlandês. * 1947 – Luca di Montezemolo, empresário italiano. * 1948 o Holger Osieck, treinador de futebol alemão. o Rudolf Schenker, guitarrista da banda Scorpions. o Harald Ertl, automobilista austríaco (m. 1982). * 1949 o Hugh David Politzer, físico estadunidense. o Richard Gere, ator estadunidense. * 1953 – Miguel Ángel Guerra, ex-piloto argentino de Fórmula 1. * 1954 – Robert Kocharian, político armênio. * 1956 o Angeli, chargista brasileiro. o Masashi Tashiro, comediante japonês. o Clifton Powell, ator norte-americano. * 1960 – Hassan Nasrallah, líder do grupo terrorista Hizbollah. * 1965 – Daniel Bernhardt, ator suíço. * 1966 o Marcos Winter, ator brasileiro. o Lyuboslav Penev, ex-futebolista búlgaro. * 1967 – Alexia Deschamps, atriz brasileira. * 1968 o Derek Whyte, ex-futebolista escocês. o Luís Carlos Goiano, ex-futebolista brasileiro. * 1969 o Luis Cristaldo, ex-futebolista boliviano. o Jonathan LaPaglia, ator australiano. o Nathalie Bouvier, esquiadora francesa. * 1970 o Rania al-Abdullah, rainha da Jordânia. o Zack Ward, ator canadense. o Arie van Lent, ex-futebolista holandês. o Nikola Gruevski, político macedônio. o Debbie Gibson, cantora norte-americana. * 1971 o Nobuatsu Aoki, motociclista japonês. o Vadim Repin, violinista russo. o Pádraig Harrington, golfista irlandês. o Virna Dias, jogadora de vôlei brasileira. * 1972 – Chris Tucker, ator norte-americano. * 1973 – Régis Genaux, futebolista belga (m. 2008). * 1974 – Andriy Medvedev, ex-tenista ucraniano. * 1975 – Sara Ramirez, atriz norte-americana. * 1976 – Roque Júnior, futebolista brasileiro. * 1977 o Ian Harte, futebolista irlandês. o Jeff Hardy, wrestler norte-americano. * 1978 o Regiane Alves, atriz brasileira. o Philippe Christanval, futebolista francês. * 1979 o Mickie James, wrestler norte-americana. o Peter Luczak, tenista australiano. * 1981 – Mosiah Rodrigues, ginasta brasileiro. * 1982 o José Reina, goleiro espanhol. o Christopher Katongo, futebolista congolês. o Michele Rugolo, piloto italiano de automobilismo. o Oscar Ahumada, futebolista argentino. * 1983 o Fernanda Nobre, atriz brasileira. o Maria Flor, atriz brasileira. o Milan Biševac, futebolista sérvio. * 1984 o Mariusz Zganiacz, futebolista polonês. o Felipe Dal Belo, futebolista brasileiro. * 1986 – Thiago Schumacher, futebolista brasileiro. * 1987 – Petros Kravaritis, futebolista grego. * 1988 o Guram Adamadze, futbolista georgiano. o David Ospina, goleiro colombiano. * 1991 – António Félix da Costa, piloto português de automobilismo.
Faleceram nesta Data:
* 1234 – Go-Horikawa, 86º imperador do Japão. * 1422 – Rei Henrique V da Inglaterra * 1528 – Matthias Grünewald, pintor alemão (n. 1470) * 1795 – Philidor, enxadrista (n. 1726) * 1811 – Louis Antoine de Bougainville, explorador francês (n. 1729). * 1834 – Karl Ludwig Harding, astrônomo alemão (n. 1765). * 1867 – Charles Baudelaire, poeta francês (n. 1821). * 1888 – Mary Ann Nicholls, primeira vítima confirmada de Jack, o Estripador * 1920 – Wilhelm Wundt, filósofo e psicólogo alemão (n. 1832) * 1945 – Stefan Banach, matemático polonês (n.1892) * 1963 – Georges Braque, pintor francês (n. 1882) * 1972 – Dalva de Oliveira, cantora brasileira. (n. 1916) * 1973 – John Ford, cineasta estadunidense (n. 1894). * 1997 – Diana, Princesa de Gales, primeira esposa de Carlos, Príncipe de Gales, príncipe herdeiro da monarquia britânica. * 2006 – Glenn Ford, ator canadense. (n.1916)
Feriados e eventos cíclicos
* Malásia: Dia Nacional (1957) . * Quirguistão: Dia da Independência (1991). * Trinidad e Tobago: Dia da Independência (1962). * Dia do nutricionista – Brasil. * Dia do Blog * Feriado Municipal na cidade de Uberlândia – Minas Gerais. * Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (Lei nº 11.303, de 12 de maio de 2006)- Brasil * São Raimundo Nonato * São José de Arimatéia * São Domingos de Val * Santo Aristides de Atenas
HOJE NA HISTÓRIA
Jackson do Pandeiro – O Rei do Ritmo
Muita gente nasceu e morreu na data de hoje ao longo da história. para nós que fazemos o Blog do Crato e que se propõe a divulgar um produto essencialmente nosso, a cultura nordestina, não poderíamos jamais de deixar passar o aniversário de um dos maiores artistas do Brasil. O grande Jackson do Pandeiro, que muito honra a Cultura e a Arte Nordestina.
Em 1919, nascia Jackson do Pandeiro. O paraibano Jackson do Pandeiro foi o maior ritmista da história da música popular brasileira e, ao lado de Luiz Gonzaga, o responsável pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino. Pelas cinco gravadoras que passou em 54 anos de carreira artística estão registrados sucessos como Meu enxoval, 17 na corrente, Coco do Norte, O velho gagá, Vou ter um troço, Sebastiana, O canto da Ema e Chiclete com Banana. A história da sua carreira artística reforça a herança da influência negra na música nordestina – via cocos originários de Alagoas – que lhe permitiram sempre com o auxílio luxuoso de um pandeiro na mão se adaptar aos sincopados sambas cariocas e à música de carnaval em geral. Dono de um recurso vocal único, ele conseguia dividir seus vocais como nenhum outro cantor na música popular brasileira. Seu maior mérito foi de ter levado toda riqueza dos cantadores de feira livre do Nordeste para o rádio e televisão, enfim para a indústria cultural. Grandes nomes da MPB lhe devotam admiração e já gravaram seus sucessos depois que o Tropicalismo decretou não ser pecado gostar do passado da música brasileira, principalmente, a de raiz nordestina.
O intérprete de uma música brasileira feita para dançar criou um estilo único de cantar. Nascido em Alagoa Grande, Paraíba, 31/08/19, numa família de artistas populares. Sua mãe, Flora Mourão, era cantora e folclorista de Pastoril e o batizou como José Gomes Filho o apelidou de Jack pelo sua semelhança física com um ator norte-americano de filmes de western dos anos 30, Jack Perry.
O Tocador de Pandeiro
Começou na verdade, tocando zabumba, para acompanhar a mãe, mas fazia sucesso na região com o instrumento que marcaria sua trajetória: o pandeiro. Com ele, viajou em busca do sucesso. Passou por Campina Grande e João Pessoa onde adotou o pseudômino de “Zé Jack”. Sua busca pelo sucesso o leva a capital pernambucana. Decide se tornar músico quando ouviu A Jardineira (Benedita Lacerda e Humberto Porto). Trabalhando numa padaria forma uma dupla de brincadeira com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda. No início da década de 50, ainda em Recife, começa a se apresentar na Rádio Jornal do Comércio onde, por recomendação de um diretor da emissora, adota o nome artístico de Zé do Pandeiro. Tendo chamado a atenção da direção da emissora consegue gravar seu primeiro compacto de 78 rpm. Era o xote Sebastiana que já demonstrava que além de ser o rei do ritmo, Jackson do Pandeiro, iria buscar inovações estéticas dentro da música nordestina. Ele já arriscava nas suas improvisações de vocalizações com tempo variado dentro de uma mesma música.
Torna-se depois de alguns compactos, um verdadeiro sucesso no Nordeste e Norte do país. Os ecos do seu sucesso já começava a chegar no Rio de Janeiro. O xote Forró no Limoeiro foi um sucesso estrondoso e Jackson impunha-se cada vez mais como um artista popular que se pautou pela ousadia numa época de poucos improvisos tupiniquins, vindo a se tornar referência para artistas oriundos da classe popular quanto da classe média brasileira. No Recife, conhece sua futura esposa, Almira Castilho, uma ex-professora que cantava mambo e dançava rumba Dessa época consegue gravar pela gravadora pernambucana “Mocambo” seu primeiro sucesso: o xaxado Sebastiana de autoria do pernambucano Rosil Cavalcanti.
Jackson e Almira formavam a dupla perfeita. Desde o início se preocupavam com o visual e com as performances de palco. Ela, sensual com um belo jogo de cintura e ele, com toda musicalidade explosão de ritmos e uma voz especial. Almira teve um papel fundamental na vida de Jackson, pois o ensinou a escrever seu nome e o estimulou a expandir sua música além das divisas da Paraíba. Esta paixão avassaladora os unir e os levou, em 54, ao Rio de Janeiro. A união em casa e no palco durou até o ano de 1967 quando se desfez a dupla e o casamento. A trajetória de Jackson de Pandeiro não registra números de vendagens significativos, nenhuma aventura pelo exterior e muito menos o charme que cerca os ídolos da música popular brasileira. Antes de mais nada, Jackson do Pandeiro pode bancar a vinda ao Rio de Janeiro com o dinheiro obtido com o compacto do rojão Forró no Limoeiro. Ele queria conhecer os jornalistas que escreviam sobre sua música nos jornais cariocas. Conheceu a maioria deles. Faz ainda algumas apresentações em São Paulo, em boates e em programas de auditório de rádio e tv. Convidado pelo empresário Vitorio Lattari ele grava alguns compactos. O público sulista se apaixona, então, pela embolada Um a um. Retorna a João Pessoa e grava O xote de Copacabana uma homenagem à Cidade-Maravilhosa que o fascinou. Casa-se em outubro de 54, em João Pessoa, com sua parceira.
Devido a aceitação do público e crítica na sua primeira ida ao Rio de Janeiro, decide, em 55, se mudar definitivamente com a esposa Almira. Se apresenta nas emissoras de rádio, Tupi e Mayrink Veiga, e é contrato pela Rádio Nacional. A partir daí, Jackson do pandeiro começa a transformar o rumo da música nordestina, freqüentando assim como Luiz Gonzaga, o eixo central da indústria cultural do país.
O Primeiro álbum, uma aula de ritmos nordestinos
O primeiro álbum saiu em 54 pela Columbia (mais tarde absorvida pela Continental) reúne compactos e lança o primeiro álbum da dupla intitulado “Sua Majestade – O Rei do Ritmo”. O trabalho que traz diversas composições de compositores nordestinos pode ser considerado um apanhado dos ritmos que se encobrem o título do forró. O acelerado ritmo do rojão aparece em quatro músicas: Forró em Caruaru (Zé Dantas); Cabo Tenório (Rosil Cavalcanti), 1X1(Edgar Ferreira) e O crime não compensa (Genival Macêdo e N. de Paula). O coco tipicamente alagoano aprece em quatro músicas: Sebastiana (Rosil Cavalcanti); Cremilda (Edgar Ferreira); A mulher do Anibal (Genival Macêdo e N. de Paula) e Coco Social (Rosil Cavalcanti). O ritmo sincopado do chote aparece em Cremilda (Edgar Ferreira) e Chote de Copacabana (Jackson do Pandeiro). O batuque nordestino aparece em o O Canto da Ema (Alventino Cavalcanti, Ayres Vianna e João Vale). O samba aparece em Falsa patroa de autoria do sambista carioca Geraldo Jacques Pereira e de Isaiais de Freitas. Demonstrando que o forró acompanhava a história do país absorvida pelo imaginário popular, Jackson do pandeiro grava o forró de Edgar Ferreira, Ele disse, baseado na carta-testamento do ex-presidente Getúlio Vargas. A aula de sofisticacção da música de raiz nordestina de Jackson do Pandeiro continou no balanço de Capoeira mata um, no forró de autoria da esposa, Forró Quentinho, e no baião Bodocongó de autoria de Humberto Teixeira e Cícero Nunes.
No final dos anos 60, a dupla vai perdendo espaço na mídia, principalmente, devido ao fenômeno da Jovem Guarda. Em decorrência de desavenças amorosas na relação de Jackson com Almira, a dupla se desfaz em 67. Nos anos subsequentes, Jackson cai numa espécie de ostracismo artístico, fruto do fim do relacionamentro e das mudanças no mercado fonográfico nacional. Em menos de dois anos, se apaixona por Neusa da Silva e passa a viver com ela até o resto de sua vida.
A redescoberta pela Tropicália
Com o advento da Tropicália e seu resgate da música nordestina Gilberto Gil regrava, em 72, e faz sucesso com Chiclete com Banana gravado no álbum “Expresso 222″. Na faixa-título desse álbum fica evidente a influência de Jackson do Pandeiro na contrução rítmica e vocal da música. Anos depois, ele regravaria ainda O Canto da Ema e A Cantiga do Sapo. Gal Costa regrava Sebastiana e o cantor e compositor Alceu Valença o chama em 72 para defender em dupla com o coco-elétrico Papagaio do Futuro. Um público jovem de classe média universitária começa a se interessar pela música de Jackson do Pandeiro.
Último álbum e morte na “estrada”
Em 81, grava pela Polygram seu último trabalho: “Isso é que é forró” que traz um Jackson do pandeiro exibindo música forrozeira em Quem tem um não tem nenhum e sambas sincopados, como o Competente demais de sua autoria. O último disco contou com a presença do conjunto Borborema com produção de Armando Pittigliani que respeitou os arranjos concebidos por jackson do pandeiro. No ano seguinte, durante excursão empreendida pelo país, Jackson do Pandeiro que era diabético desde os anos 60, morreu, aos 62 anos, no dia 10/07, em Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Ele tinha participado de um show na cidade uma semana antes e no dia seguinte passou mal no aeroporto antes de embarcvar para o Rio de Janeiro. Ele ficou internado na Casa de Saúde Santa Lúcia. Foi enterrado em 11/07 no cemitério do Cajú no Rio de Janeiro com apresença de músicos e compositores popoulares, sem a presença de nenhum medalhão da MPB. O futuro dam carreira parecia se reabrir, pois a Ariola queria fazer um disco dele com participações com nomes da MPB, como Alceu Valenca, Moraes Moreira e Elba Ramalho. Não houve tempo para o reencontro de Jackson do Pandeiro com o sucesso e com uma outra geração de fãs.
Homenagens e reconhecimento póstumos
Um ano após a morte de Jackson, foi realizada em São Paulo a Mostra “30 anos de Rojão” que reuniu fotos, filmes e shows em homenagem a Jackson do Pandeiro. O evento contou com a participação de Zé Keti, Mineirinho, Odair Cabeça de Poeta, Paulinho Boca de Cantor, Edgar Ferreira. O paraibano Jackson do Pandeiro é escolhido para ser o artsita homenageado na Décima-Primeira edição do Prêmio Sharp que foi realizado em 13 de maio de 97. A nata da MPB prestou tributo a Jackson do Pandeiro em interpreatações ou em regravações. A lista de nomes é grande e não para a cada ano de crescer: Alceu Valença, Gilberto Gil, Gal Costa, Lenine, João Bosco, Paralamas do Sucesso, Geraldo Azevedo, Genival Lacerda, Zé ramalho, Tom Zé, Cascabulho, Chico César, Leila Pinheiro e Chico Buarque.
Fontes: Climatempo, Wikipedia, Edições Paulinas, Música Nordestina: http://www.facom.ufba.br
Sem dúvida, o serviço voluntário é um importantíssimo instrumento para a construção de uma cultura de Paz, posto que o voluntário faz a sua parte, contribuindo de forma significativa para a Paz, começando em si o processo de pacificação e, portanto, de instauração dessa cultura, atualmente tão difundidada e tão pouco posta em prática. O trabalho voluntário tem o poder de multuplicar o bem, o amor ao próximo, a empatia – capacidade de extrema sensibilidade de se colocar no lugar do outro – , formando uma verdadeira rede de crescimento mútuo. Rodrigo Moreira
O cantor Belchior está em San Gregorio, cidade do Uruguai. A produção do programa Fantástico o encontrou ali. No início, o artista não quis receber a equipe de reportagem, mas, com mediação de sua mulher, a acabou aceitando dar entrevista. Disse que não estava se escondendo de ninguém e que não falaria sobre família nem questões financeiras. “Eu não vou responder!” – disse, aproveitando para mandar abraço para seus quatro filhos.
Não falou sobre ex-colaboradores, empresários e disse que está fazendo ali um trabalho de tradução em espanhol de suas músicas. “Vou lançar um cancioneiro inteiro”. Isso para o próximo ano. Virão canções inéditas, prometeu Belchior cujo desparecimento virou notícia no Brasil e no Exterior..
NE- Em 1997, nesta data, milhões de pessoas em todo o mundo ficaram estarrecidos ao assistir aos notíciários, que divulgavam a morte prematura da princesa Diana ( lady Di ).
Diana Frances Spencer, Princesa de Gales (Sandringham, 1º de julho de 1961 — Paris, 31 de agosto de 1997) foi a primeira esposa de Charles, Príncipe de Gales, filho mais velho e herdeiro aparente da Rainha Elizabeth II. Seus dois filhos, os príncipes William e Harry, são respectivamente o segundo e o terceiro na linha de sucessão aos tronos do Reino Unido, do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia e de outros doze países da Commonwealth. Após seu casamento com o Príncipe de Gales em 1981, Lady Di tornou-se uma das mulheres mais famosas do mundo: um ícone da moda, um ideal de beleza e elegância feminina admirada por seu trabalho de caridade, em especial por seu envolvimento no combate à SIDA/AIDS e na campanha internacional contra as minas terrestres. O casamento foi inicialmente feliz, mas terminou em 1996, após vários escândalos tanto por parte de Charles como de Diana.
Sua trágica e inesperada morte em um acidente de carro, em Paris, foi seguida de um grande luto público pelo Reino Unido e, em menor escala, pelo mundo. Seu funeral, em setembro de 1997, foi assistido globalmente por cerca de 2,5 bilhões de pessoas. Mesmo uma década após a sua morte, a “Princesa do Povo” (termo cunhado pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair) continua sendo uma das celebridades mais constantes na imprensa, servindo de tema para milhares de livros, jornais e revistas. O seu nome é citado pelo menos 8 mil vezes por ano na imprensa britânica. Os vários biógrafos de Diana divergem-se quando o assunto é a decadência de seu casamento; Andrew Morton, por exemplo, culpa a “crueldade” de Charles, enquanto que Sally Bedell Smith aponta os supostos “distúrbios mentais” de Diana; a jornalista Tina Brown, por sua vez, atribui o desastre à ingenuidade da princesa em uma ficção forjada pelos tablóides.
A venda de músicas avulsas não conseguiu reavivar a indústria fonográfica, em queda livre desde o início da pirataria – a Apple e as grandes gravadoras trabalham num novo formato digital com conteúdos agregados que convidem os fãs a pagarem mais A Apple e as grandes gravadoras estão trabalhando num novo formato musical, um álbum digital que, além das músicas que formam um disco, oferece todo tipo de conteúdos especiais, como vídeos ou imagens interativas. É a mais nova tentativa da indústria fonográfica para reanimar o álbum musical de sempre, que se encontra em estado crítico depois de um aumento dramático nas vendas de músicas avulsas. A indústria musical vive um permanente processo de seleção tecnológica. O CD matou o vinil e o cassete. O mp3 quase acabou com o CD. Nessa sucessão de mortes, o velho conceito de álbum foi ficando no esquecimento. O álbum era um conjunto harmônico de músicas unidas sob um mesmo conceito, com uma embalagem, um desenho artístico e, em certas ocasiões, as letras das músicas e informação sobre os intérpretes e autores. Mas, a julgar pelos números das vendas, resta pouca vida a este formato. O sistema de downloads tornou mais fácil para os internautas baixarem as músicas de que mais gostam, sem ter que comprar o álbum inteiro. São más notícias para a indústria de discos. No mês de julho passado, que a Billboard classificou como agourento para o setor, nenhum artista nos EUA conseguiu vender mais de 100 mil cópias de um disco. Os números da Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA, na sigla em inglês) são realmente dramáticos. No ano passado, as vendas de álbuns completos em formato de CD caíram 25%, com 384 milhões de discos vendidos. Em 1998, uma década antes, eram vendidos 847 milhões de álbuns em formato de CD. São os estragos da pirataria, que custa à indústria quase € 9 bilhões (cerca de R$ 24 bi) por ano e que nos EUA causou a perda de 71 mil empregos, segundo a organização privada Institute for Policy Innovation. A única coisa que sobe como um balão é a venda de singles digitais. É lógico. Lojas como o iTunes dão poder ao consumidor, permitindo que eles escolham as músicas de que mais gostam, criando discografias à la carte. Além de tentar combater os danos da pirataria das redes P2P, a indústria vem tentando buscar outras razões para a queda nos rendimentos nos últimos anos. Vender músicas isoladas não é rentável. Por 1 bilhão de canções, as gravadoras receberam em 2008 pouco mais de € 700 milhões (cerca de R$ 1,8 bi). Em 1998, quando vendiam 847 milhões de discos, a renda era de € 8 bilhões (cerca de R$ 21 bi). A conclusão: o single digital matou o álbum e, com ele, desapareceram os lucros. A indústria está tentando revitalizar o velho conceito de álbum. As grandes gravadoras e a Apple, empresa fabricante do iPod e proprietária do iTunes, estão há meses trabalhando em novos formatos que ofereçam conteúdo extra e que atraiam mais compradores. Assim nasceu o projeto provisoriamente batizado de Cocktail, que a Apple está desenvolvendo e que deixou os blogs de música intrigados. A grande ideia do Cocktail é aproveitar a internet ao máximo: vender num mesmo donwload não só música e vídeos, mas também imagens relacionadas com o disco, entrevistas com os artistas, letras e outras informações. Desde que o jornal “The Financial Times” publicou pela primeira vez a notícia sobre o projeto em julho, muito se especulou sobre o que a Apple tem em mente. O FT relacionava o projeto com o lançamento de um computador portátil de tela de toque, que a Apple espera concluir até o final do ano. As notícias do novo projeto da Apple vieram seguidas por rumores sobre uma aliança entre quatro grandes gravadoras. A Sony, Warner, Universal e EMI estariam trabalhando em um novo formato musical, batizado de CMX, que também incluiria conteúdo especial e seria vendido como um pacote unitário. A notícia foi dada pelo “Times” de Londres, que adiantou que este formato chegaria ao mercado em novembro. Um assessor de imprensa da Warner Music e outra da RIAA recusaram-se a comentar o assunto. A rede e outros meios de comunicação estão fervendo com opiniões sobre o quanto pode ser conveniente reanimar o formato de álbuns. Para que os consumidores se interessem, deve ser oferecido algo com muito valor agregado e a preço razoável, explica Michael McGuire, analista da consultoria Gartner. Nem as gravadoras nem a Apple podem ter uma ideia muito rígida de como irão vender. Deverão considerar dar ao consumidor a opção de decidir quais partes desse pacote são valiosas e quais prefere comprar. Matt Rossof questiona, em seu blog Digital Noise, onde estarão os limites desse novo álbum. Identifica três: “A não ser que funcione sobre a tecnologia já existente, como o Adobe Flash, os usuários deverão baixar um novo software”, escreve. “Segundo, esse tipo de formato está destinado ao consumo no computador. Mas no meu caso, a maior razão para colocar música digital no computador é transferi-la para outros dispositivos”. O terceiro problema poderia ser de compatibilidade. Será que esse novo formato terá que passar, necessariamente, pelo iTunes, que além de uma loja é um reprodutor? Esta é, já há alguns anos, a grande dúvida das empresas fonográficas e dos artistas. O que a Apple tem em mente? Não é uma pergunta sem importância. O iTunes é, desde abril de 2008, a maior loja de música do mundo, o Golias da música digital. Até hoje ele enfrentou poucos Davis, mas houve alguns. Ameaçados pela ditadura das músicas avulsas, alguns artistas saíram pela porta dos fundos do iTunes. Na época dourada do vinil, primeiro, e do CD mais tarde, os artistas comerciais lançavam um disco, com algumas canções destinadas a batalhar pelos primeiros lugares da lista de sucessos. Logo, acrescentavam outras músicas que muitos consideravam menores, mas que concediam solidez ao disco. Agora, o iTunes exige que as empresas fonográficas e os artistas vendam cada uma das músicas em separado. Elas podem ser agrupados em um só disco, mas todas elas devem ser colocadas à venda de forma isolada, por um preço próximo a um euro (cerca de R$ 2,68). Os artistas e as gravadoras, é claro, gostariam de uma política de vendas mais variável. No ano passado, o cantor Kid Rock protestou, não comercializando seu álbum “Rock’n Roll Jesus” na loja da Apple. Ainda assim, vendeu quase dois milhões de cópias e chegou ao número três da lista de discos mais vendidos da Billboard. Em muitos sentidos, este negócio se transformou num negócio de singles, disse no ano passado o agente de Kid Rock, Ken Levitan, ao jornal “The Wall Street Journal”, chamando esta mudança de toque de morte da indústria musical. Algo similar aconteceu com o último disco do AC/DC, “Black Ice”. É preciso ser o AC/DC para conseguir vender no Wal-Mart, explica Koleman Strumpf, professor de Economia e especialista sobre indústria musical na Universidade do Kansas. O mesmo fez o Starbucks com alguns artistas. Sem dúvida, são empresas que contam com uma rede potente de distribuição. Para os artistas é uma opção com poucos riscos, mas não é algo ao alcance de muita gente. É preciso ser alguém que teve muito sucesso no passado. Ainda que durante anos muitos meios tenham traçado uma linha de batalha para enfrentar as gravadoras e a internet, a história nem sempre é assim. Os pequenos selos aproveitaram a democratização comercial que veio com a rede. Este é o caso de uma gravadora como a Vagrant Records, que lança discos de artistas pouco conhecidos, mas com uma sólida base de seguidores. “Ainda que não reste dúvidas de que a pirataria online tornou as coisas muito difíceis para todos nós, os pequenos selos perceberam que agora é mais fácil competir com as grandes gravadoras. A rede é igualmente acessível para pessoas com menos meios”, explica o diretor de marketing da empresa, Jeremy Maciak, que acrescenta que os grandes artistas continuam vendendo muito, mas costumam ter sucesso com músicas isoladas. Um sucesso como “Just Dance”, de Lady Gaga, já vendeu mais de cinco milhões de downloads nos EUA, segundo informações da Billboard. Mas é mais do que provável que os internautas não baixem mais de três ou quatro músicas dessa artista. As vendas de seu disco, “The Fame”, chegaram aos 13 milhões de cópias, segundo a Billboard, muito abaixo das vendas do single. Basta olhar os dez mais vendidos nos Estados Unidos no iTunes em agosto. As músicas mais vendidas são as de Miley Cirus, Black Eyed Peas ou Shakira, todos muito conhecidos. E na lista de álbuns mais vendidos? É formada por desconhecidos para o grande público, como George Strait, Thrice ou Cobra Starship. “Os menos famosos podem aspirar mais ao mercado do álbum”, disse Maciak, explicando a experiência de sua gravadora. Com uma campanha de marketing centrada na internet, em sites como o MySpace, e com um apoio forte das apresentações ao vivo, é provável que consigam vender álbuns. Alguns dos grandes artistas viram essa oportunidade. Madonna lançou seu novo single, “Celebration”, apenas em forma de download musical em lojas online. A música é uma antecipação de um disco de grandes sucessos. As apresentações ao vivo são o que dão dinheiro num mundo dominado pela pirataria, assim, desde agosto de 2008, ela está em turnê por lugares nunca antes imaginados para alguém como Madonna, como Montenegro, Sérvia ou Romênia. O último disco de Madonna, “Hard Candy”, não chegou ao milhão de vendas nos EUA. Até os grandes têm sofrido. A pirataria furou o casco do barco, e o pouco que resta flutuando se mantém a duras penas. Só há um motivo para o otimismo. Em 2008, as vendas de vinil cresceram 124%, com três milhões de LPs vendidos. Em plena crise, sempre há espaço para o romantismo.
PALLOCI – DUAS JUSTIÇAS! – Sejamos francos! Quem imaginaria que o egrégio Supremo Tribunal Federal – STF iria condenar o ex-ministro Palocci? Mas, por pouco, o caseiro Francenildo que fez a denúncia contra aquele e teve, por suspeita de ter sido pago por isso, o seu sigilo bancário abusivamente violado pelo presidente da Caixa Econômica, Mattoso – o tal que confirmou junto à Polícia Federal ter entregue o extrato ao Palocci, não saiu sentenciado. Uma curiosidade: “Dos Ministros do STF, sete são ex companheiros do PT e, como de conhecimento público, essas autoridades são indicadas politicamente (Art.84 da Constituição: “O Presidente nomeia após a aprovação do Senado os Ministros do STF…) Você condenaria um ex colega e quanto mais do porte do ex ministro? A nós cidadãos comuns que para assumir um cargo temos que suar e pagar caríssimo para nos submetermos a um rigoroso Concurso Público, posto que não há a prerrogativa da “indicação”, dá-nos uma leve ou consistente impressão de que há duas Justiças: A dos pobres que pune nos rigores da lei e a dos poderosos que sistematricamente absolve, quantas vezes ao arrepio da lei.
COLLOR “IMORTAL” – Não nos causa espécie o assento de um excêntrico (no mínimo!, pois expresso na cara; cara essa que até o Simon temeu e tremeu…) na gloriosa Academia Alagoana de Letras. Alguns se tornam “imortais” pelo que de bom e também pelo que de ruim expelem (vejam Sarney). O Collor mereceu a honraria, mesmo sem nunca ter publicado livro algum, mas talvez pelo fato de ter LIDO (disso temos certeza) alguns discursos, certamente não elaborados por ele e sim pelos assessores – prática corrente no meio político, ou talvez pelo fato de ter sido o autor de sua OBRA maior: a redação da catastrófica notícia do “Bloqueio Da Poupança” (lembram-se?), arrasando a vida de muita gente e culminando até em óbitos. OBRA que concebeu do alto da sua hipotética intelectualidade e foi noticiada pela indigesta ministra… como é mesmo o nome dela? Também não me causou surpresa alguma, pois de onde provém um Renan, uma Heloísa Helena (me engana que eu gosto) e se elege um Collor (carioca), tudo se espera, que me perdoem a maioria que são de alagoanos de boa índole – todos Gracilianos Ramos e Teotônios Vilelas que, com certeza predominam naquele sofrido Estado que detém, por seguidos anos, o IDH mais baixo do País, posto que eterna vítima dos seus maus políticos.
José Hildeberto Jamacaru de Aquino Corretor de Imóveis Russas (CE)
A Comissão de Eventos da AMEPS – Associação do Movimento Emancipalista de Ponta da Serra, em reunião realizada na manhã do dia de hoje , 29.08, nas dependências do Pólo de Atendimento Vereador Edvardo Ribeiro da Silva, decidiu por realizar, entre outubro/novembro deste, um Grande Evento, onde contará com a participação de um dos dirigentes da FAEC – Federação das Associações Emancipalistas do Ceará, que será convidado nesses dias, e um representante da Universidade Regional do Cariri – URCA.
Emancipação Política e Humana será o tema a ser discutido nessa palestra.
A reunião de hoje foi muito proveitosa e contou com a participação de algumas das lideranças políticas locais.
Prazos para os consumidores reclamarem por serviços ou produtos com defeitos
Por: Leopoldo Martins Filho.
Dentro de um compromisso social com a defesa dos consumidores e em prol de uma informação adequada para que os suso citados possam exercer o seu direito de cidadania, estamos alertando para os prazos previstos no Código de Defesa do Consumidor – CDC, para que possam reclamar conserto ou a reparação de danos em virtude de produtos e serviços defeituosos: Para uma didática formularemos indagações com as dúvidas mais freqüentes e logo a seguir procuraremos responder e orientar para uma melhor resolução dos seus problemas. No entanto, como este trabalho é apenas de forma perfunctória apenas para dar uma dimensão do direito de cada consumidor, aconselhamos procurar um advogado para debuxar o seu pretenso direito contrariado para que possa com segurança pugnar por sua reparação.
O que fazer quando um produto apresentar defeito? Quando um determinado produto apresentar defeito de fabricação, o fornecedor tem 30 dias para corrigi-lo. Passado esse prazo, o consumidor pode exigir: troca do produto; abatimento no preço; dinheiro de volta, corrigido monetariamente.
Prazo para reclamações:
O consumidor tem os seguintes prazos para reclamar de produto ou serviço com defeito: 30 (trinta) dias para produto ou serviço não durável, contados a partir do recebimento do produto ou término do serviço (ex: alimentos); e 90 (noventa) dias para produto ou serviço durável, contados também a partir do recebimento do produto ou término do serviço. (ex: eletrodomésticos). Se o defeito não for evidente, dificultando a sua identificação imediata, os prazos começam a ser contados a partir do seu aparecimento.
Reparação de danos
Sempre que um produto ou serviço causar acidente, serão responsabilizados, seguindo essa ordem: o fabricante; o produtor; o construtor; o importador. Na impossibilidade de identificar o fabricante, o produtor, o construtor ou o importador, que respondem solidariamente pelo dano, o responsável passa a ser o comerciante.Um produto é considerado defeituoso quando não oferece a segurança que dele se espera, levando-se em consideração certas circunstâncias relevantes, entre as quais: – sua apresentação; – o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; – a época em que foi colocado em circulação. Atenção: um produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. Se o defeito for verificado na prestação do serviço, o que o consumidor tem direito de exigir? Pode exigir nova execução do serviço, sem qualquer custo; abatimento no preço; devolução do valor pago, em dinheiro, com correção monetária.
Prazo para reparo deve ser cumprido
As assistências técnicas têm prazo para consertar produtos com defeitos. Para os que ainda estão na garantia ou no do prazo legal de reclamação (30 dias para bens não-duráveis, 90 dias para duráveis), o Código de Defesa do Consumidor (CDC), no artigo 18, prevê prazo de 1 mês para a devolução. Caso contrário, o consumidor pode exigir do fabricante a restituição do valor pago pela mercadoria, corrigida, novo produto ou abatimento proporcional do preço. lembramos que, se o prazo acertado entre autorizada e consumidor – inferior ou superior a 30 dias – for descumprido, ele ainda tem seus direitos garantidos pelo artigo 18, que determina que as partes poderão convencionar a redução ou ampliação do prazo. Este, porém, não pode ser inferior a 7 dias ou superior a 180 dias. Se o produto estiver fora da garantia ou do prazo legal para reclamação, e a data de devolução determinada no orçamento não for cumprida, o consumidor pode exigir a devolução do produto, a restituição dos valores pagos ou indenização por perdas e danos à Justiça Comum ou ao Juizado Especial Cível. Se a demora ocorrer por falta de peças, o artigo 32 do CDC diz que os fabricantes e importadores têm de assegurar a oferta de componentes para reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. Cessada uma ou outra, ainda assim a oferta de peças deve ser mantida por período razoável de tempo, o que, no nosso entendimento equivale à vida útil média do produto.
Não perca os prazos para exigir direitos
“Dormientibus non succurrit jus (o direito não socorre aos que dormem)”, escreve o juiz Luiz Antônio Rizzatto Nunes em seu livro Compre Bem (Editora Saraiva) – um alerta aos consumidores para que fiquem atentos aos prazos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) “para reclamar de vícios ou defeitos aparentes e ocultos que os produtos e os serviços possam apresentar”. Rizzatto Nunes define como vício “as características de qualidade ou quantidade que tornem os produtos ou serviços impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor”. Quanto ao defeito, ele diz que é um vício acrescido de um problema extra, que causa um dano maior que simplesmente o mau funcionamento. “O defeito causa danos ao patrimônio jurídico material e/ou moral do consumidor.” Conforme o CDC, o artigo 26 diz “que o direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias para serviço e produto não durável”. “Não durável são aqueles produtos ou serviços que desaparecem com o consumo, como gêneros alimentícios e serviços prestados por lanchonetes ou lavanderias”. Isso significa que o consumidor, a partir da data da constatação do vício, tem 1 mês para pedir providências à empresa ou à Justiça. No caso de produtos ou serviços duráveis, ou seja, os que não acabam mediante o uso, como eletrodomésticos e serviços mecânicos, o prazo é de 90 dias, também a contar da data de constatação do vício. É importante ressaltar que o CDC diz que o prazo da garantia contratual é complementar ao da legal, ou seja, se o produto tiver prazo de garantia superior a 90 dias, o período para reclamar corresponde ao tempo maior oferecido. Para não perder os prazos para reclamar, o consumidor, ao verificar que está com dificuldades para que a empresa solucione o problema, deve notificá-la. É o que recomenda Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, autor de Responsabilidade Civil no Código do Consumidor e a Defesa do Fornecedor (Editora Saraiva). “A reclamação deve ser feita por escrito, em duas vias, sendo uma protocolada, para que a contagem do prazo (30 ou 90 dias) cesse.” Isso é o que estabelece o parágrafo 2º do artigo 26 do CDC. “A notificação ‘obsta’ a decadência, ou seja, o prazo para reclamar pára de contar quando a queixa foi comprovadamente formulada ao fornecedor até a resposta negativa correspondente.” Se o vício não for de percepção aparente (oculto), os prazos para reclamar começam a contar a partir da constatação do problema.
Dano de consumo
Se o vício na prestação de um serviço ou produto tiver como conseqüência um acidente de consumo, aparece então o defeito, ou seja, um dano causado por produtos que não se enquadram nos padrões de segurança (considerados defeituosos). Nesse caso, o prazo para pedir indenização à Justiça é de cinco anos (artigo 27, do CDC). “E o consumidor não pode se valer do artigo 18 do CDC, que trata de vícios em serviços e produtos, e sim o artigo 12”. Quando há defeito, todos os fornecedores – fabricante, produtor, construtor, importador, prestador do serviço, comerciante – são responsáveis solidários e o consumidor poderá acionar diretamente qualquer um dos envolvidos.
O que diz o CDC
Artigo 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
§1o O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I – a sua apresentação; II – o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III – a época em que foi colocado em circulação.
Artigo 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I – trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não-duráveis; II – noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. §1o Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução do serviço.
§2o Obsta a decadência: I – a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca. §3o Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.
Artigo 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na seção II deste capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.
Francisco Leopoldo Martins Filho Pós Graduado em Direito Penal Especialista em Danos Morais E-mail: leopoldo.advogado@ig.com.br
Foto do acervo de H. Cabral. Nela a Banda mais furiosa dos anos 60-70 : “Hildegardo e Seu Conjunto” que depois desaguou no “Os Ases do Ritmo” . Consultei o nosso Sir Jayro Starkey que consultou o Peixoto e abaixo vai a formação exata da Banda na época, segundo ele uma das melhores que ela já possuiu. O Conjunto Musical fez a trilha sonora de toda uma geração e muitos dos que lêem o blog hoje não existiram sem o clima romântico proporcionado por esta Banda.
Guitarra: Nélio C.Falcão Cantor: Zé Flávio Sax: Hildegardo Benício Contra Baixo: Wandy Ritmo (percussão): Zé dos Prazeres Baterista: Tonico (atualmente na banda de música do Crato) Trumpete: Haroldo, irmão de Tonico Acordeon: Alexandre
Apoesia sonora de um Grande Mestre dedilhar o embalo das notas musicais. BOÉMIA CARIOCA! Um banquinho e uma boa dose de nostalgia a bossa nova apenas seria…
Wilson Bernardo(Fotoartgrafia sobre Foto de D.Mendonça)
Aos meus amigos vascaínos e não-vascaínos, todos, decerto, amantes do Esporte:
Na 6ª. feira última, 21.08.2009, o Clube de Regatas Vasco da Gama, honra, tradição e orgulho dos 15 milhões de vascaínos no Brasil, e, por extensão, de todos os desportistas, chegou aos 111 anos de feitos, glórias e conquistas, como um valioso legado da Mãe Pátria Portugal.
Concebido nos altos de um escritório comercial nas vizinhanças da Rua Bela, São Cristovão, Zona Norte do Rio, sob a inspiração de um grupo de jovens empreendedores portugueses, o Vasco cresceu e agigantou-se à medida do desenvolvimento vertiginoso da cidade, na esteira do fomento à Capital da República, ainda imberbe, com a vocação priorizada para o Remo, advinda da louvação do próprio nome e nos versos do belíssimo hino do genial Lamartine Babo – no Remo és imortal, no Futebol és um traço de união Brasil – Portugal -, o Vasco seria o último dos grandes clubes do Rio a aderir ao Futebol, revolucionando o elitizado “status-quo” que imperava, vez que seria a 1ª. agremiação social carioca a repudiar o racismo, ao permitir o acesso de atletas de cor em suas fileiras, no início da década de 20, gerando a repulsa e discriminação dos co-irmãos, que rejeitavam a nova ordem, de sorte que o Vasco somente viria a conquistar o respeito definitivo dos quadros sócio-diretivos de Flamengo, Fluminense, Botafogo e América, após a conclusão, com recursos próprios, do moderno Estádio de São Januário, em 1929, adquirindo o “status” de maior do país à época, edificado nos terrenos disponíveis entre a feérica Avenida Brasil (principal acesso ao Rio) em seu eixo perpendicular pela São Luís Gonzaga, e a fértil adjacência da vistosa Quinta da Boa Vista.
O Vasco tornou-se uma das maiores potências esportivas da Terra Brasilis, da América do Sul e do planeta, com o respaldo da saga marcada por grandes acontecimentos, como a promulgação da CLT pelo Presidente Vargas, em pleno São Januário, cujas modernas instalações hospedaram inúmeras vezes os craques da Seleção Brasileira, até porque o Vasco, durante o reinado do Expresso da Vitória (1945-1952), seria a base do escrete canarinho, como em 1950, quando nada menos que 9 jogadores foram convocados por Flávio Costa (Barbosa, Eli, Danilo, Chico, Augusto, Jorge, Friaça, Maneca e o grande Ademir Menezes).
O Vasco guarda orgulhosamente, em seu garboso salão de troféus de São Januário, os símbolos mais representativos de suas conquistas como os títulos de campeão carioca em 1923, 1924, 1929, 1934, 1936, 1945, 1947, 1949, 1950, 1952, 1956, 1958, 1970, 1977, 1982, 1987, 1988, 1992, 1993, 1994, 1998 e 2003, os títulos de campeão brasileiro de 1974, 1989, 1997 e 2000, a Taça Libertadores das Américas em 1998, o Rio-São Paulo em 1958, 1965 e 1999, o Torneio dos Campeões em 1948 (institucionalizado oficialmente como equivalente à Libertadores), três versões da Taça Tereza Herrera e muitos outros torneios locais e internacionais.
Este é o imortal Vasco que o Presidente Roberto Dinamite – maior ídolo e artilheiro de todos os tempos! – recebeu em instância de miséria em meados de 2008, fruto da mais pavorosa gestão que já se abateu sobre o clube, ao longo de sua trajetória, e vem soerguendo step-by-step, com suor, abnegação e equilíbrio, a partir da fria convivência com o perverso descenso para a Série ‘B’, saneando suas finanças deterioradas pelo caos instaurado no regime de capitania anterior, graças à repactuação dos passivos exigíveis e ao aporte de inversões e parcerias emergentes (já foi firmado o contrato com a Eletrobrás), visando à sustentação do futebol com ênfase absoluta para a volta triunfal do amado Vasco ao panteão que lhe cabe de direito entre os maiores ícones de nossa mais cultivada paixão.
Parabéns à nação vascaína, máxime a Turma do Parque no Cratinho de açúcar, aos amigos da TELECEARÁ que comigo formavam a TELEVASCO, e especialmente a Lilá e Fernandinha, Patita e Guilherme, vascaínos no nascedouro, a meus pais e à grande maioria de irmãos e sobrinhos, engajados nas lutas e histórias de amor e emoção que nos unem por laços sagrados à grandeza do clube que desconhece limites e obstáculos.
Vamos todos cantar de coração A Cruz de Malta é o meu pendão Tu tens o nome do heróico português Vasco da Gama a tua fama assim se fez
Saudações Vascaínas,
Fernando Dantas. NE – mantido o formato original em “V” do texto…
Inscrições Abertas Festival Cariri da Canção-Categoria Profissional A prefeitura Municipal do Crato através da Secretaria de Cultura Esporte e Juventude,e Fundação Cultural José de Figueiredo Filho torna Público parta o conhecimento dos interessados,o edital do Festival Cariri da Canção,edição 2009,regulamenta o processo de inscrição,seleção e premiação dos Músicos e interpretes voltados a Musica Brasileira. Maiores informações pelo site:www.crato.ce.gv.br ou pelos telefones:
A senadora Marina Silva (AC) assina hoje sua filiação ao PV em cerimônia que foi realizada durante encontro nacional do partido, em São Paulo, às 10h30. Marina deixou o PT na semana passada e ainda vai decidir sua candidatura à Presidência da República pelo PV. Ela deixou a legenda com a justificativa de que o partido não ofereceu “condições políticas” para avanços na questão ambiental. A cerimônia de filiação foi realizada no espaço Rosa Rosarum, na rua Francisco Leitão, 416, em Pinheiros (zona oeste de São Paulo). O local é um espaço para a festas e tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas. Segundo o PV, pelo menos 1.000 pessoas se inscreveram para acompanhar a solenidade no local. A filiação também foi acompanha pela internet, no site do partido.
Em entrevista na qual anunciou sua decisão de deixar o PT, Marina agradeceu a um grupo de petistas que a pressionaram a permanecer na legenda, como o presidente do PT, Ricardo Berzoini, os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Tião Viana (PT-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A senadora não mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva porque disse que não discutiu com o petista a sua saída da legenda.
Brasília – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, deverá investir este ano entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões na compra de helicópteros e hidroaviões que, em sua maioria, serão entregues a governos estaduais para serem usados no patrulhamento ostensivo. Segundo o secretário Ricardo Balestreri, a iniciativa faz parte da Política Nacional de Aviação em Segurança Pública, instituída em 2008, com o objetivo de atingir o “Brasil profundo”. “Historicamente, as regiões onde vivem os ribeirinhos, os sertanejos, as regiões fronteiriças que, juntas, constituem a maior parte do país, foram esquecidas no campo da segurança pública. E não é possível proporcionar segurança para apenas uma parte da população. É preciso fazer para todos. O problema é que, para isso, é preciso chegar nessas regiões aonde não se chega de automóvel”, disse Balestreri à Agência Brasil.
Segundo o secretário, em 2008 a Senasp investiu cerca de R$ 80 milhões na aquisição de helicópteros. Balestreri não soube precisar quantas aeronaves foram compradas, mas garantiu que, somados os recursos deste ano, “quase a totalidade dos estados brasileiros será beneficiada” pela iniciativa. De acordo com ele, alguns estados “pela primeira vez vão conseguir estruturar uma política de segurança pública em suas fronteiras”.
“Nos estados amazônicos, por exemplo, não há viatura que acesse a maior parte das populações, as quais só se chega por via aérea ou hídrica. É o caso do Acre, um estado que faz fronteira com países por onde passa o tráfico de armas e drogas”, exemplificou. Balestreri participou, na quarta-feira (26), da cerimônia de entrega de um helicóptero ao governo do Acre. “Uma ponta do país que estava completamente desguarnecida devido à falta de um pensamento estratégico”, disse. De acordo com Balestreri, uma frota aérea é capaz de qualificar a repressão ao crime, dotando as forças de segurança de maior rapidez e agilidade.
“Obviamente é preciso continuar comprando viaturas, mas como fica o sujeito que mora nos confins da Amazônia, no sertão ou aonde só se chega por via aérea ou hídrica? Montando uma rede de aviação em segurança, estamos dotando o país de uma visão do alto, com larga perspectiva Neste país sempre se comprou muita viatura, que duram em média entre seis meses e dois anos, ao fim dos quais a frota tem que ser substituída, enquanto por parâmetros internacionais um helicóptero equivale a cerca de 35 viaturas e dura em média 30 anos”, explicou Balestreri. Ainda segundo o secretário, a Política Nacional de Aviação em Segurança Pública não se limita à compra de aeronaves, compondo uma “visão sistêmica de curto, médio e longo prazos”, da qual fazem parte a capacitação de pilotos, a preocupação com a segurança aérea e a instalação de uma base aeropolicial da Força Nacional de Segurança Pública na cidade de Ponta Porã (MS).
“Não compramos helicópteros e aviões para qualquer estado. Só repassamos as aeronaves para aqueles estados que estão capacitados. Firmamos convênios com as unidades da federação que tem que concordar com todas as normas de segurança impostas pela Senasp”, disse o secretário.
“…Eu denuncio todos os dias, está se formando aqui um cartel político, você já ouviu falar em cartel econômico ‘né’? Quando se juntam para impor o preço, essas coisas. No caso aqui é um cartel político que está se formando estou denunciando isso…”
“…agora se houver esse grito, houver esse chamado, partidos políticos, lideranças políticas isso eu não vou me negar a essa luta que eu acho isso uma vergonha o que quer se fazer aqui no ceara um cartel político, impor um nome por melhor que ele seja porque, faz o quê? Elimina o povo do jogo…”
Lúcio Alcântara
Quando do encontro regional do PR (Partido da República) em Juazeiro do Norte que culminou na assinatura da ficha de filiação de lideranças de Juazeiro do Norte e do Cariri ao seu partido, entrevistamos o ex-governador do Ceará, Lúcio Gonçalo de Alcântara. Publico aqui na Revista, no Blog do Juazeiro, Blog do Crato e Rede de Blogs do Cariri.
Crítico, Lúcio Alcântara detona o que denominou de “cartel político” a articulação para apresentação de apenas uma candidatura (a de Cid Gomes) com vistas a reeleição. Admitiu pré-candidatura a deputado federal, mas que se for chamado pela população topa mais uma embate pela governadoria, inclusive de sentar-se com o Senador Tasso Jereissati com quem está com relações cortadas desde as eleições de 2006 (dinamismo da política). Segundo ele, Tasso “não pode está assistindo isso de braços cruzados só pensando na candidatura dele ao senado”.
BETO FERNANDES: Fale-nos da importância de mais uma vez estar em Juazeiro, na Região do Cariri e para desta vez um encontro político do seu partido que está fortalecendo ações e ganhando novas adesões também no interior. O PR tende a crescer ainda mais a partir desse movimento de hoje?
LÚCIO ALCANTARA: Olha, nós estamos trabalhando para isso. Quem olhar minha vida pública, o percurso da minha vida pública vai ver que eu sempre dediquei uma boa parte do meu tempo a formação política, a organização dos partidos. Esse é o terceiro partido que eu presido no Ceará. Fui presidente do antigo PFL, fui presidente do PDT e agora estou presidindo o PR. Então nós temos que erguer essa estrutura partidária e procurar, vamos dizer assim, atrair jovens, pessoas que querem realmente um papel na vida pública, porque a democracia não sobrevive se não houver partidos políticos organizados e gente boa interessada em participar da política, por isso eu faço isso com muito gosto, com interesse, com muita boa vontade e pra mim está no Cariri é uma alegria, uma felicidade. Só não é mais porque o tempo é curto, mas, eu vou voltar aqui em setembro e ficar mais dois, três dias aqui na região e vou ter uma oportunidade de fazer lançamento de livros que nós reeditamos na Ação Democrata, um livro de Irineu Pinheiro, Sou do Cariri. Enfim, fazer uma programação aqui. Eu realmente quero muito bem a essa região e vão dizer que é político e em todo lugar que ele está ele diz isso. Não é bem assim, Por quê? Eu tinha um compromisso que eu assumi com o Cariri quando candidato que graças a Deus eu cumpri. Você sabe como eu, que havia aqui no Cariri quen tinha uma espécie de ressentimento, certa amargura de achar que o governador governava de costas para o Cariri, que não tinha interesse na região, que o estado não investia aqui e eu procurei sanar isso não só com obras, com investimentos, mas com a valorização política, com a valorização cultural do Cariri com a minha presença. Eu acho que isso tem até obrigado ao meu sucessor a andar mais, mas quem abriu o caminho fui eu, realmente se você for comparar com meus antecessores eu fui um governador que estive muito presente não era pra vim inaugurar, cortar fita e ir embora não eu andava aqui, participava com as pessoas do Cariri, enfim isso é uma demonstração objetiva do meu carinho pelo Cariri, pelo seu povo.
BF – Muito tem se especulado na formação de uma grande frente que possibilite uma candidatura única no Ceará. Em havendo um grito contra isso e sendo chamado pela população o Senhor estaria disposto mais uma vez a enfrentar uma luta com vistas ao Governo do Estado?
LA – Você colocou a pergunta muito bem. Se houver esse risco que eu denuncio todos os dias, está se formando aqui um cartel político, você já ouviu falar em cartel econômico ‘né’? Quando se juntam para impor o preço, essas coisas. No caso aqui é um cartel político que está se formando estou denunciando isso, estou conversando com outros partidos não tenho nenhum projeto pessoal como você sabe já estive aqui antes e disse meu objetivo político para próxima eleição é um mandato de deputado federal, colocar o meu nome diante do povo cearense, agora se houver esse grito, houver esse chamado, partidos políticos, lideranças políticas isso eu não vou me negar a essa luta que eu acho isso uma vergonha o que quer se fazer aqui no ceara um cartel político, impor um nome por melhor que ele seja porque, faz o quê? Elimina o povo do jogo. A população não vai ter oportunidade de fazer sua opção e democracia é isso, é escolha é alternativa. Então estou muito empenhado o Roberto Pessoa (prefeito de Maracanaú) também e temos conversado principalmente com o PPS, com outros partidos o próprio PSDB, que ainda está muito hesitante no sentido de criar um pólo político alternativo ao que está ai…
BF – Mas o Senhor não considera o comportamento do PSDB dúbio? E até pelo que se comenta com comportamento do partido para com o seu projeto de reeleição?
LA – Veja bem… Você tem mais uma vez razão na sua pergunta! Eu falei em vacilante você ta falando em dúbio, é verdade, mas nós temos que ter um pouco de compreensão. Às vezes é um momento político desses, outra coisa o governo ai é autoritário e perseguidor, é imperial então tem muita gente que fica com medo, muita gente fica meio retraído ‘né’? Com medo de retaliações, perseguições então nós precisamos ter um pouco de paciência. Eu acho que o senador Tasso Jereissati, todos sabem do que aconteceu nas eleições de 2006, portanto nossas relações continuam como ocorreram naquela época estamos afastados, mas ele tem uma responsabilidade muito grande porque é um líder de um partido político importante e não pode está assistindo isso de braços cruzados só pensando na candidatura dele ao senado, nós estamos dispostos inclusive a passar por cima de muita coisa pra construir um projeto político alternativo para o Ceará. Eu não me recuso a discutir, a conversar com ele assim como Roberto Pessoa em busca de um projeto alternativo para o Estado.
BF – O senhor é um homem público passado na casca do alho politicamente falando. Como avalia alguns comportamentos estranhos de alguns correligionários seus até pouco tempo como o Prefeito Paulo Ney de Campos Sales a quem o senhor tem um respeito grande, somos sabedores? Ele votou no Senhor, no seu filho em várias eleições e recentemente ofereceu-se para votar e apoiar o atual Governador num projeto de reeleição. Isso deixa de alguma forma abalada a amizade existente entre os senhores ou já é uma página virada?
LA – Eu considero Paulo Ney um grande administrador. Um homem dedicado e como você disse votou no deputado Léo que é meu filho em duas ou três eleições. Eu também tenho a consciência tranqüila que fiz muito por ele, por ele não só, pelo povo de Campos Sales, pela população. Tenho uma amizade particular com ele, com a família dele, com a D. Tereza, cm o Christian que é o filho dele eu atribuo isso pelo desejo de obter apoio político do governo para executar obras, mas, eu tenho certeza que se eu chegar a ser candidato ou outro apoiado pelo PSDB, por nós ele balança e na hora “H” ele fica conosco.
BF – Para fechar. O significado da adesão do Dr. Giovanni no Partido da República?
LA: É muito grande porque nós ouvimos dois discursos grandes hoje, um em Fortaleza e o outro aqui. Em Fortaleza do Adler Girão que foi prefeito com dois mandatos sucessivos de Morada Nova, que é um grande município da região de Jaguaribana, e aqui do Giovanni Sampaio muito interessante. Lá em Fortaleza o Adeler Girão pediu desculpas em público a mim e ao povo do seu município por não ter votado em mim, ter acreditado naquela ficção que era o discurso do governador e hoje vamos dizer assim, decepcionado, desiludido fez esse depoimento publico, fazendo questão de dizer que aquilo era o momento que ele queria levar o arrependimento. Pelo que eu tenho visto, você tem acompanhado a gente aqui no Cariri, esse arrependimento é de muita gente. Quem ta arrependido não é quem votou em mim é quem votou no atual governador, isso é que é interessante e aqui o discurso do Giovanni foi de lealdade. A gente sabe que ele é combativo, impetuoso é um homem destemido e ele falou aqui de lealdade que infelizmente está se perdendo de oportunismo, de circunstâncias, então eu fico vendo que nem tudo está perdido que nós temos ainda um material importante a ser trabalhado e por ultimo eu quero dizer uma coisa que falei rapidamente porque não cabia um discurso longo. O Cariri tem uma história de independência tem compromisso com a liberdade daqui saiu Bárbara de Alencar para a Confederação do Equador. Aqui houve o movimento de 1817 e aqui foi importante para derrubar a oligarquia do Acioli. Padre Cícero, Flóro Bartolomeu em apoio ao Franco Rabelo e agora quem sabe se do Cariri não parte um grito contra essa nova oligarquia essa espécie de partido único, desse cartel político que quer se fazer aqui que é contra o povo, não contra mim. Não tenho poder nenhum eu não tenho nem um mandato político, tenho a honradez que construí ao longo de minha vida que é o maior capital que eu tenho, mas o Cariri é uma peça importante hoje, uma manifestação brava, um grito do Cariri vai ecoar muito bem pra nós arregimentarmos força para a luta para do próximo ano.
Fotos: Demontier Tenório e Cícero Valério –Site Miséria
Lá pelos idos de 2006 eu bati minha primeira fotografia. Não é lá essas coisas para os meus padrões de hoje, que vejo inúmeras imperfeições que naquela época eu não via, mas não deixa de ser interessante as ciscunstâncias em que ela foi feita: Eu andava com um tripé pelas ruas do Crato com um amigo do lado e uma câmera filmadora servindo de máquina fotográfica. Não tinha quase recursos, controle de ISO, nada. No modo manual era apenas ajustar o tempo e a abertura. Como esta era a única câmera de que dispunha, ainda fiz diversas fotos com ela, antes de adquirir minha primeira máquina. A foto acima, mostra o famoso Cine Cassino Sul Americano, em Crato. Ponto de encontro da sociedade cratense em décadas passadas, e ainda hoje.
Vendo pela perspectiva do tempo, que bom que eu fiz esses registros!
OSecretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará, Professor René Teixeira Barreira (foto), estará nesta segunda-feira, 31 de agosto, no Cariri, mais especificamente em Crato. Com o Secretario Executivo do Fórum de Tecnologia do Cariri, Dr. Carlos Lins, ele participará de reunião a partir de 14:00h no auditório URCA, Campus Pimenta .
Devem participar desta reunião instituições de ensino e pesquisa como UFC, URCA, IFCe, CENTEC/FACEC e SENAI com representantes dos setores produtivos privados e públicos de todo o Cariri em encontro do Fórum permanente de Tecnologia da região.
Carlos Lins informa que serão proferidas informações demandadas “sobre tecnologias desenvolvidas no Cariri que possam se avaliar quanto aos investimentos físicos e aplicações consoantes aos arranjos produtivos locais organizados do Cariri”.
Domingo. Dia de ouvir música, de assistir filmes, shows…
Estava aqui ouvindo a Rádio Chapada do Araripe, quando de repente, tocou uma música do meu velho amigo, companheiro de todos os sons e sonhos, o grande gutarrista Cleivan Paiva. Sem dúvida alguma, um dos maiores talentos musicais desse país, que já viajou pelo Brasil, tocou na noite paulista nos anos 70 e 80, e voltou para se tornar “esquecido” aqui no Crato. E exatamente por não estar continuamente mendigando “favores” de A e de B, o nosso querido Cleivan paiva não aparece muito na mídia. É surpreendente que um músico dessa magnitude, que é valorizado por gente nada menos que Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte, e até músicos populares como Geraldo Azevedo e Zeca Baleiro, que veio ao Crato, e a primeira pessoa por quem perguntou foi: “Cadê o Cleivan Paiva?”. As pessoas dessa cidade não conhecem um dos maiores guitarristas e violonistas que esse país possui ! Isso é que é incrível !! Portanto, ao ouvir uma de suas belas composições, até por uma questão de justiça, eu me senti no “dever” de escrever algo sobre esse grande amigo, companheiro de som, de tantas lutas, de tantas conversas interessantes. Cleivan Paiva, mestre maior do Violão e Guitarra no Ceará:
“Todos os dias o sol basce esplendoroso, mas pouca gente sabe lhe dar o valor merecido”
“E o que Eu sempre falo: Se Beethoven viesse morar no crato pra sobreviver de Música, morreria de FOME !”
Por isso, amigo, não nos preocupemos. Ainda chegará o nosso dia! Abraços,
Melito Sampaio Alencar e seus irmãos, Brigadeiro José Sampaio Macedo e Dr.Otacílio Macedo são responsáveis pelas melhores estórias do Crato. Todos muito inteligentes, dotados de um humor irônico, sarcástico.
Brigadeiro e Melito, protagonistas de muitas estórias.
O Melito contava suas piadas ou fazia suas presepadas extremamente sério. Não ria de forma nenhuma. Só interiormente! Costumava fazer ponto na Praça Siqueira Campos pela manhã. Era produtor, dono de engenho. O Brigadeiro era reformado da Aeronáutica, tendo sido o primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza. Participou da Revolução de 32, como legalista, combatendo as forças paulistas com ataques aéreos. Em 1934 comandou uma tropa de 54 homens que tentou prender o famoso Lampião.
Chegou a travar tiroteio, sendo atingido no tornozelo, deixando-o com uma seqüela. Lembro-me, bem menino, tê-lo visto fazendo rasantes no Crato, dando “loops” e “parafusos”. Voava quase na vertical, parava o motor e o avião vinha caindo em parafuso. Era a chamada “folha seca”. Tudo isso em teco-teco! Aliás, o primeiro pouso de avião no Crato foi na década de trinta, pilotado pelo Brigadeiro.O avião ainda estava taxiando, quando populares correram para junto do avião. Um deles, parente do Brigadeiro, foi degolado pelo avião. Outra façanha do Brigadeiro foi estabelecer as bases para a implantação do Correio Aéreo Nacional, juntamente com o Marechal Casimiro Montenegro Filho. Enquanto o, então, tenente Montenegro vinha estabelecendo as bases do sul para o Ceará, o Brigadeiro fazia o percurso contrário. Também era produtor, no Crato, dono de engenho.
O Dr. Otacílio era médico, excelente orador e jogador profissional de baralho. Mas a sua grande vocação mesmo era o jornalismo. Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Cultural do Cariri. Ficou famosa a entrevista que ele conseguiu com o Lampião, quando esteve em Juazeiro do Norte. Foi a melhor entrevista concedida pelo famoso cangaceiro. Os irmãos Macedo tinham mesmo uma tendência a envolver-se com o Lampião… O interessante é que não se falavam entre si, mas não deixavam de participar das conversas, na praça. Com um detalhe: para se dirigirem um ao outro, precisavam de um “intérprete”. Caso o Brigadeiro quisesse dizer alguma coisa para o Melito, falava para o “intérprete”. Este repetia tudo, mesmo estando a uma distância de menos de meio metro um do outro. Em seguida o Melito respondia, e o “intérprete” repassava para o Brigadeiro… O Luís conviveu muito de perto com todos eles. Recorda-se com muito carinho das estórias dos Macedo.
O ENTERRO
O Brigadeiro Macedo tinha uma fama de birrento, ruim. Ele não ligava a mínima. Até gostava. Tornou-se grande amigo do Chico Soares, conhecido como, ele próprio se dizia, o maior caloteiro do Crato. Na verdade, o Chico era um grande brincalhão e não se sabia o que de verdade tinha nessa fama de caloteiro. O Brigadeiro, justificava esta grande amizade dizendo que, já que falavam que ele não prestava, tinha que fazer amizade com quem não prestava também! Um dia estavam os dois na Praça Siqueira Campos, quando ia passando o enterro da primeira esposa do Professor José do Vale que, aliás, foi meu professor. Lembro-me que, ao atravessar a porta da sala de aula, já ia fazendo o sinal da cruz e rezando o “padre” nosso. A classe inteira, instantaneamente, ficava de pé e rezava com ele. A esposa do professor, também professora, era muito estimada. Uma multidão acompanhava o féretro. Os alunos dos diversos colégios, todos uniformizados, faziam parte do cortejo. O Brigadeiro perguntou para o Chico Soares:
- “Chico, será que no meu enterro vai ter tanta gente assim?” - “Depende, Brigadeiro, se você for enterrado vivo!…”
AS APOSTAS
O Brigadeiro Macedo justificava muito bem a sua fama! Era muito político e um eleitor de carteirinha do Brigadeiro Eduardo Gomes, como não poderia deixar de ser! Na eleição para Presidente de 1950 apostou, com uma figura importante do Crato, que o Brigadeiro ganharia as eleições. A aposta foi de dez engradados de cerveja. Naquela época o engradado tinha 48 garrafas. Como foi o Getúlio quem ganhou, teve que pagar a aposta. Mandou, efetivamente entregar os dez engradados. Mas com um detalhe: esvaziou todo o conteúdo das garrafas em um tonel, estragando a cerveja. Botou numa carroça e mandou entregar, com um bilhete: “pode medir que tem o conteúdo de 480 cervejas…” Pagou, mas o desafeto não teve o prazer de beber! Em outra ocasião ele apostou com o Dr. Macário de Brito. Era uma quantia em dinheiro. Ele perdeu. Mas, fez questão de pagar em dinheiro vivo. Saiu coletando moeda e dinheiro velho com tudo que era mendigo e feirante do Crato. Mandou entregar aquele saco de dinheiro velho e moeda. O Dr. Macário, lógico se recusou a receber dizendo que não tinha tempo para estar contando dinheiro velho e moeda. O Brigadeiro, então, depositou o dinheiro em cartório…
AVIÃO DE GRAÇA
O Brigadeiro José Macedo fez muita história no Crato. Era uma figura polêmica e não fazia questão de contemporizar. Não gostava nem um pouco do Padre Cícero. Por isso diziam que ele havia bombardeado o acampamento do Caldeirão, do Beato José Lourenço, apadrinhado do Padre Cícero. Nas conversas, na Praça Siqueira Campos, quando questionado, dizia irritado: - “Que nada! Eu lá joguei bomba naqueles fanáticos! O que eu fiz foi dar uns vôos rasantes, dizer muitos desaforos e jogar uns panfletos. Naquele tempo os aviões nem carregavam bombas. Além do mais a topografia do local não permitia vôos para bombardeamentos”
Camponeses do Caldeirão. Só queriam viver em paz, produzindo e vivendo em comunidade. A elite dominante não admitia e foram dizimados. Receavam de um novo Canudos…
Quem mais falava mal do Brigadeiro era o seu irmão, Melito Macedo. Contava mil fatos das maldades dele. Nas conversas, na Praça Siqueira Campos, o Brigadeiro dizia:
- “Falam que eu sou ruim, que sou isso, aquilo outro, que mando amarrar empregado no tronco para dar surra, mas eu quero é ver quem, aqui no Crato, faz o que eu fiz agora mesmo! Um cachorro ficou doido, lá no sítio, e mordeu vários empregados meus. Mandei buscar um avião em Fortaleza, para que eles fossem tratados na capital. Tudo por minha conta!”
A Igreja do Caldeirão. O que sobrou do povoado
O Júlio Saraiva, outro freqüentador assíduo das conversas, estava presente e disse: - “Também, com avião da Aeronáutica, que não lhe custa nada! É fácil fazer gentileza com o chapéu alheio”. - “Eu sabia, seu velho ‘fela’ da puta (a amizade permitia este tipo de tratamento), que você ia dizer isso! Se você quiser, eu mostro o recibo. Eu fiz foi contratar um táxi aéreo! Não foi avião da Aeronáutica porra nenhuma!”
O JOELHO
As sorveterias e bares do Crato empregavam garçonetes, em lugar de garçons. Quando terminavam as últimas sessões dos cinemas Cassino e Moderno (às 21h30m), elas eram liberadas, pois o movimento caia abruptamente. Às vezes ficava apenas uma de plantão até mais tarde. Nessa hora começava o papo na Praça Siqueira Campos e a “caça” às garçonetes, por parte dos “boêmios”. Algumas delas faziam questão de passar, de propósito, pela Praça, para “insultar” os “velhinhos”. O Brigadeiro tinha uma estratégia diferente e, quando começava a caça, dizia para todos ouvirem:
- “Não vão brigar não! Podem escolher à vontade! Podem ir na frente! A mais feia podem deixar pra mim. Mulher é tudo a mesma coisa! É tudo igual. Em mulher eu só acho feio o joelho!…”
Uma das garçonetes da Sorveteria Glória.
OS CAVALOS
Quando o Brigadeiro ainda era comandante da Base Aérea, em Fortaleza, recebeu a visita da Diretora de uma escola próxima ao quartel. Ela foi fazer uma reclamação e uma solicitação de providências enérgicas por parte do Comandante para com seus soldados. Foi reclamar que eles estavam “desonrando” as moças do seu colégio. O Brigadeiro fazendo jus à sua fama de grosso, desaforado, ignorante, sem papas na língua, foi taxativo: - Olha, minha senhora, quem tem suas éguas que cuide delas. Eu, de minha parte, todos os dias, depois das quatro horas da tarde, solto todos os meus cavalos.
Numa determinada época, chegou no Cabaré da Glorinha uma menina muita “famosa”. Era uma morena do tipo que hoje seria chamada de “avião”. E o Melito foi um dos seus primeiros “passageiros”. Foi contar as peripécias do “vôo” para o meu avô, Luís Martins. Estavam sentados numa mesa da Sorveteria Glória, e o Melito com um ar de mistério e assombro, começou: - “Seu Luís, o Senhor sabe que chegou uma menina nova na Glorinha? A negra Lourdes? Mas ela não é negra não! É uma morena bonita demais, seu Luís!!!” - “Já, eu já ouvi falar”. - “Pois bem, seu Luís, quando me falaram nessa morena fui logo à Glorinha. Quando cheguei lá, eram cinco para seis horas da tarde, hora em que as putas estão tomando banho. Contratei logo a Lourdes para aquela noite. E ela combinou que eu seria o primeiro!”. E meu avô já começou a rir. E o Melito continuou. - “Mas seu Luís, quando foi de sete para oito horas eu cheguei lá na Glorinha e fui logo para o quarto com a Lourdes. Mas seu Luís, a negra era alta e do cabelo grande. E nós começamos a fazer o “serviço” e esta negra começou a “judiar” de mim. Me jogava “prum” lado da cama, me jogava pra cima dela, ficava em cima de mim com aquele peso enorme… E eu suando… Ela passava a perna em mim e eu já estava que não me agüentava mais. Que negra para gostar de homem! Taí, uma profissional que gosta de agradar! E ela “judiando”, “judiando”, até que ficou numa posição que quase me imobilizou! E eu procurava ar, seu Luís, e não tinha. E o cabelo da negra suado, caindo no meu rosto… E eu, Seu Luís, nada de ar! Aí, seu Luís, quando eu vi que ia morrer mesmo, me lembrei da nossa Padroeira, a Nossa Senhora da Penha! Fiz uma promessa: se ela me tirasse daquela situação, eu nunca mais na vida voltaria a fazer essas coisas. E, eu tou vivo. Fui valido, seu Luís…, fui valido!”
Do livro “Só no Crato” de Ivens Roberto de Araújo Mourão – Direitos de Publicação concedidos pelo autor ao BLOG DO CRATO. Todos os direitos Reservados.
Essa foto nos foi enviada pelo colega e escritor Cícero Menezes. Realmente, uma raridade. Não temos qualquer informação de quem tirou esta foto nem quando foi tirada. Mas,… enfim: Pe. Àgio augusto Moreira – 4º Vigário de Quixará:
Por: Cícero Menezes – autor do livro – Memórias do Quixará.
De Jardineiro a Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Crato
( Uma História de Luta, de Coragem, e de Trabalho ! )
Em edição extraordinária da Câmara dos vereadores de Crato ocorrida no Teatro Municipal Salviano Saraiva, na noite de ontem, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Crato, Geraldo Pinheiro, mais conhecido por “Geraldinho da CDL” recebeu das mãos da vereadora Joana Pedrosa, o título de cidadão cratense. Aplaudidíssimo por todos os presentes, dentre eles, ex-colegas de trabalho, com as presenças do Deputado Estadual Ely Aguiar, que cancelou compromissos importantes para vir ao Crato, vereador Guer, além de outras autoridades, Geraldo Pinheiro não escondeu a alegria e a gratidão pela outorga.
Geraldo Pinheiro nasceu no município de Lavras da Mangabeira. Filho de pais pobres, logo se conscientizou da necessidade de sair de Lavras para conhecer o mundo. Em seu próprio discurso, proferido ontem (29) no teatro municipal do Crato, Geraldo destacou que sua família exerceu papel preponderante na sua vinda ao Crato, pois apesar da origem humilde, seu Pai encutiu na cabeça dos filhos, valores e ideais básicos que constróem uma sociedade sadia, tais como o trabalho, a honestidade e a educação geral como os grandes meios de se vencer na vida. Geraldo tomou essas regras como sua grande meta, e decidiu transpor a fronteira do campo visual, quando avistava o fim do seu próprio mundo conhecido, a linha azul da Chapada do Araripe, onde mais cedo do que tarde, a cruzaria e deslumbrava-se com a emoção em conhecer o Vale do Cariri, onde veio estudar na cidade de Crato.
Desde então, dedicado ao árduo trabalho, e trilhando os caminhos apontados pelo seu querido pai, não parou mais: Começou como jardineiro, depois trabalhou de 1969 a 1975 na Loja Azteca em Crato. Depois, foi a vez da Loja Ferragista, e em seguida, criou seu próprio negócio, que mantém até hoje: A PIMACON, loja muito bem conceituada na cidade. No plano empresarial, Geraldo Pinheiro destacou-se ainda por seu trabalho e sua firmeza de caráter, além de um grande ser humano, sempre atento ao bem-estar dos seus funcionários, que os trata como amigos.
E o resultado, não poderia ser diferente. Uma história de luta, de trabalho, de ideais, de um garoto pobre que um dia pensou que o mundo terminava no cordão azul de uma chapada, mas que do outro lado, com muita coragem e determinação, encontraria a sua verdadeira felicidade, construindo uma família igualmente honesta e honrada, uma posteridade, e uma vida feliz, o que em si, caracteriza a grande sabedoria humana.
Emocionado, proferiu em seu discurso:
“Se meu pai estivesse vivo hoje, ficaria contente ao ver até onde foi longe o seu filho, apesar das grandes dificuldades, ter chegado aonde cheguei, e os caminhos difíceis que eu tive que superar.”
Essa é mais uma história com final feliz, e que prova o que Alexandre Arraes escreveu lá no monumento ao Cristo redentor, na Praça Cristo-Rei ( Francisco Sá ), de que “Nesta terra há sempre lugar para as pessoas de boa vontade.” E certamente, o Crato ganha e muito, com a vinda de pessoas de boa vontade, tais como Geraldo Pinheiro, que trabalham, que acreditam nesta terra e neste povo que luta sempre contra as adversidades, e que torna esta gente diferente, e esta cidade, numa terra de oportunidades iguais para todos os que a procuram com seriedade, firmeza, inteligência e trabalho.
Grande vencedor Geraldo Pinheiro, O Crato o Saúda, no dia de hoje !
Trago a cobertura fotográfica da outorga de título de cidadão Cratense ao Sr. Geraldo Pinheiro, Presidente da CDL Crato, ocorrida ontem (29), no Teatro Municipal Salviano Saraiva, em Crato, onde ocorreu a cerimônia, e em seguida, nas suas dependências, um coquetel para os colegas de trabalho, amigos e autoridades presentes:
BLOG DO CRATO – COBERTURA FOTOGRÁFICA
Geraldinho da CDL sendo saudado pelos amigos…
Acima: Momentos de alegria e descontração com “Parente” e o Deputado Ely Aguiar
Acima: O Casal escritor do Blog do Crato: Luiz Wellington e Iana
Acima: Cantor Cícero do Assaré, animando a festa
Acima: Jornalista Huberto Cabral, que conduziu a abertura do evento
São Paulo – Ativistas da organização não governamental Greenpeace promoveram uma manifestação ontem (29) no Parque Ibirapuera, próximo à Assembleia Legislativa, marcada por um apitaço para chamar a atenção do público sobre a 15ª Reunião da Convenção do Clima, que será realizada de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca. Eles instalaram um relógio em um das entradas do parque – como parte da campanha Tic Tac Tic Tac – que vai fazer a contagem regressiva dos 100 dias que faltam para o encontro. Também recolherem assinaturas em favor de medidas propostas pelo Greenpeace ao governo brasileiro.
“Queremos que o governo brasileiro zere o desmatamento até 2015 na Amazônia e que gere mais energia renovável”, disse João Palocchi, coordenador de uma das campanhas da ONG no Brasil. Segundo ele, a expectativa é que o país se coloque de forma mais ambiciosa no cenário externo, defendendo redução de pelo menos 40% das emissões dos gases que causam o aquecimento global.
“Queremos que haja contribuição financeira para que países em desenvolvimento possam crescer sem cometer os mesmos erros que os Estados Unidos e a Europa cometeram, de emitir muitos gases de efeito estufa queimando muito carvão e petróleo.”
“VOU CONFESSAR: morro de medo de Dilma Rousseff. Não tenho muitos medos na vida, além dos clássicos: de barata, rato, cobra. Desses bichos tenho mais medo do que de um leão, um tigre ou um urso, mas de gente não costumo ter medo. Tomara que nunca me aconteça, mas se um dia for assaltada, acho que vai dar para levar um lero com os assaltantes (espero); não me apavora andar de noite sozinha na rua, não tenho medo algum das chamadas “autoridades”, só um pouquinho da polícia, mas não muito. Mas de Dilma não tenho medo; tenho pavor. Antes de ser candidata, nunca se viu a ministra dar um só sorriso, em nenhuma circunstância. Depois que começou a correr o Brasil com o presidente, apesar do seu grave problema de saúde, Dilma não para de rir, como se a vida tivesse se tornado um paraíso. Mas essa simpatia tardia não convenceu. Ela é dura mesmo. Dilma personifica, para mim, aquele pai autoritário de quem os filhos morrem de medo, aquela diretora de escola que, quando se era chamada em seu gabinete, se ia quase fazendo pipi nas calças, de tanto medo. Não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura. Ela tem filhos, deve ter gasto todo o seu estoque com eles, e não sobrou nem um pingo para o resto da humanidade. Não estou dizendo que ela seja uma pessoa má, pois não a conheço; mas quando ela levanta a sobrancelha, aponta o dedo e fala, com aquela voz de general da ditadura no quartel, é assustador. E acho muito corajosa a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que está enfrentando a ministra afirmando que as duas tiveram o famoso encontro. Uma diz que sim, a outra diz que não, e não vamos esperar que os atuais funcionários do Palácio do Planalto contrariem o que seus superiores disserem que eles devem dizer. Sempre poderá surgir do nada um motorista ou um caseiro, mas não queria estar na pele da suave Lina Vieira. A voz, o olhar e o dedo de Dilma, e a segurança com que ela vocifera suas verdades, são quase tão apavorantes quanto a voz e o olhar de Collor, quando ele é possuído. Quando se está dizendo a verdade, ministra, não é preciso gritar; nem gritar nem apontar o dedo para ninguém. Isso só faz quem não está com a razão, é elementar. Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula; Regina foi criticada, sofreu com o PT encarnando em cima dela e quando o PT resolve encarnar, sai de baixo. Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo nem se explicitou, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior, mas Deus é grande. Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas. Eles não falaram em 20 anos? Então ainda faltam 13, ninguém merece. Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que a mestra em doutorado, Dilma Rousseff, passe para o segundo turno.”
O Crato continua em festa, com a semana da Padroeira da Cidade ( Nossa Senhora da Penha ). As comemorções prosseguem até a próxima Terça-feira. Muito me preocupa o fato de o Blog do Crato estar atingindo cerca de 20 a 40 postagens por dia, devido ao tipo de estrutura em que é montado um Blog, como um rolo de jornal infinito. A questão é que as mensagens estão descendo numa velocidade vertiginosa, a ponto de muita gente não conseguir acompanhar. Lembro-me de quando tínhamos 5 mensagens por dia, o que é inconcebível para os padrões de hoje. Não vou pedir que se diminuam as postagens de forma alguma. Só posso pedir que sejamos dedicados, e que possamos postar até 50 mensagens voltadas para nossa vocação, evitando desperdícios desnecessários. Nossa pátria é o Crato, e em seguida, o Cariri. Isso engloba a visão de mundo a partir do Crato, como fazemos com os fatos nacionais quando aqui os comentamos. Por isso, comentamos como cratenses e Caririenses que somos, o universo a nossa volta. O que quero dizer, resumidamente é: “Que venham as postagens, e que elas reflitam a visão dos cratenses sobre o mundo”.
Previsão do Tempo:
A previsão do tempo para hoje aqui em Crato, é de dia de sol, com algumas núvens. Não choverá, segundo o site Climatempo:
ALMANAQUE
Hoje, dia 30 de agosto, comemora-se o dia de São Félix e de Santo AdautoPoucos são os registros encontrados sobre Félix e Adauto, que são celebrados juntos no dia de hoje. As tradições mais antigas dos primeiros tempos do cristianismo narram-nos que eles foram perseguidos, martirizados e mortos pelo imperador Diocleciano no ano 303.A mais conhecida diz que Félix era um padre e tinha sido condenado à morte por aquele imperador. Mas quando caminhava para a execução, foi interpelado por um desconhecido. Afrontando os soldados do exército imperial, o estranho declarou-se, espontaneamente, cristão e pediu para ser sacrificado junto com ele. Os soldados não questionaram. Logo após decapitarem Félix, com a mesma espada decapitaram o homem que tinha tido a ousadia de desafiar o decreto do imperador Diocleciano. Nenhum dos presentes sabia dizer a identidade daquele homem. Por isso ele foi chamado somente de Adauto, que significa: adjunto, isto é “aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio”. Ainda segundo as narrativas, eles foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, próxima da basílica de São Paulo Fora dos Muros.
O papa Sirício transformou o lugar onde eles foram enterrados numa basílica, que se tornou lugar de grande peregrinação de devotos até depois da Idade Média, quando o culto dedicado a eles foi declinando. O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram encontrados no ano de 1720, mas vieram a ruir logo em seguida, sendo novamente esquecidos e suas ruínas, abandonadas. Só em 1903 a pequena basílica foi definitivamente restaurada. Esses martírios permaneceram vivos na memória da Igreja Católica, que dedicou o mesmo dia a são Félix e santo Adauto para as comemorações litúrgicas. Algumas fontes, mesmo, dizem que os dois santos eram irmãos de sangue.
Nasceram nesta Data:
* 1797 – Mary Wollstonecraft Shelley, escritora britânica (m. 1851) * 1821 – Anita Garibaldi, personagem histórica da Guerra dos Farrapos (m. 1849). * 1844 – Friedrich Ratzel, geógrafo alemão (m. 1904) * 1871 – Ernest Rutherford, físico britânico (m. 1937). * 1915 – Bienvenido Granda, cantor cubano. * 1935 – Johnny Mathis, cantor estadunidense. * 1937 – Bruce McLaren, piloto neozelandês de Fórmula 1, criador da McLaren (m. 1970). * 1941 o Nélson Xavier, ator brasileiro. o Ignazio Giunti, piloto italiano de corridas (m. 1971). * 1947 – Márcio Greyck, cantor e compositor brasileiro. * 1952 – William Waack, jornalista brasileiro. * 1954 – Alexander Lukashenko, presidente da Bielorússia. * 1956 – Said Belqola, árbitro de futebol marroquino (m. 2002). * 1958 o Anna Politkovskaya, jornalista russa (m. 2006). o Michael Jackson,cantor (m. 2009). * 1961 – Paulinho Criciúma, ex-futebolista brasileiro. * 1962 – Alexander Litvinenko, espião russo (m. 2006). * 1963 – Michael Chiklis, ator norte-americano. * 1969 – Paulo Vinícius Coelho, jornalista brasileiro. * 1972 o Cameron Diaz, atriz estado-unidense. o Pavel Nedvěd, futebolista tcheco. o Argemiro Veiga, futebolista brasileiro. * 1975 – Radhi Jaidi, futebolista tunisiano. * 1976 – Lillo Brancato, ator norte-americano. * 1977 o Kamil Kosowski, futebolista polonês. o Félix Sánchez, atleta dominicano. o Alexander Rondón, futebolista venezuelano. * 1978 o Leonel Vielma, futebolista venezuelano. o Maksim Shatskikh, futebolista uzbeque. * 1979 – Juan Ignacio Chela, tenista argentino. * 1981 – Franklin Salas, futebolista equatoriano. * 1982 – Andy Roddick, tenista norte-americano. * 1983 o Gustavo Eberto, goleiro argentino (m. 2007). o Simone Pepe, futebolista italiano. * 1986 o Sebastián Leto, futebolista argentino. o Ryan Ross, guitarrista da banda Panic! At The Disco. * 1988 – Ernests Gulbis, tenista letão.
Faleceram nesta Data:
* 30 a.C. – Cleópatra VII do Egipto * 526 – Teodorico, o Grande * 1483 – Luís XI de França, (n. 1423) * 1773 – Nicolau Nasoni, arquitecto italiano que trabalhou em Portugal * 1922 – Dom Silvério Gomes Pimenta, professor, orador, escritor e arcebispo brasileiro. (n. 1840) * 1981 – Vera-Ellen, atriz estado-unidense (n. 1921) * 1995 – Agepê, cantor brasileiro (n. 1942) * 2003 – Charles Bronson, ator estadunidense (n.1921) * 2006 – Naguib Mahfouz, escritor egípcio (n.1911) * 2008 – Killer Kowalski, lutador russo de wrestling * 2008 – Doalcei Camargo, radialista brasileiro
Feriados e eventos cíclicos
* Dia de São Ficário, padroeiro do vendedor lojista – Santo católico – No Brasil é comemorado como evento religioso em algumas regiões. * Dia do Vendedor Lojista – Brasil * Festival da Caristeria, em honra à Cáritas, deusa da benevolência – Mitologia romana Roma antiga * São Félix e Santo Adauto, mártires
HOJE NA HISTÓRIA
Anita Garibaldi
Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, (Morrinhos, Laguna, 30 de agosto de 1821 — Mandriole, Itália, 4 de agosto de 1849) foi a companheira do revolucionário Giuseppe Garibaldi, sendo conhecida como a “Heroína dos Dois Mundos”. Ela é considerada, até hoje, uma das mulheres mais fortes e corajosas da época.
A controvérsia sobre o local de nascimento
Alguns estudiosos alegam que Anita Garibaldi teria nascido em Lages, que na cúria metropolitana daquela cidade estaria o registro dos irmãos mais velho e mais novo dela, e que teria sido retirada do livro a folha do registro de Ana Maria de Jesus Ribeiro. Em 1998, entidades representativas da sociedade civil de Laguna promoveram uma ação judicial para obter o registro de nascimento tardio de Anita Garibaldi. A ação tramitou na primeira vara da comarca de Laguna, sendo instruída com diversos documentos que comprovariam que Anita nasceu no município de Laguna. Assim, em 5 de dezembro de 1998, proferiu-se: “Ante o exposto, julgo procedente o pedido inicial, a fim de determinar o registro de nascimento de Ana Maria de Jesus Ribeiro, nascida em 30 de agosto de 1821, na cidade de Laguna, filha de Bento Ribeiro da Silva, natural de São José dos Pinhais, Paraná, e de Maria Antônia de Jesus Antunes, natural de Lages, Santa Catarina, sendo seus avós paternos Manuel Collaço e Angela Maria da Silva e avós maternos Salvador Antunes e Quitéria Maria de Sousa, o que faço embasado no artigo 50, § 4º combinado com o 52, § 2º, da Lei n.º 6.015/73.” (Ação de Registro de Nascimento Tardio n.: 040.98.000395-4). É lógico que as pessoas que reivindicaram a exata data do nascimento de Anita se baseiam em provas fornecidas por autores, como Wolfwang Ludwig Rau, tal como mostra o jornal Página do gaúcho.
Vida familiar e casamento
Anita Garibaldi, descendente de portugueses imigrados dos Açores à província de Santa Catarina no século XVIII, provinha de uma família modesta. O pai Benito era comerciante em Lages e casou-se com Maria Antônia de Jesus, com a qual teve seis filhos. Após a morte do pai, Anita cedo teve que ajudar no sustento familiar e, por insistência materna, casou-se, em 30 de agosto de 1835, aos catorze anos, com Manuel Duarte de Aguiar, na Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos da Laguna. Depois de somente três anos de matrimônio, o marido alistou-se no exército imperial, abandonando a jovem esposa.
Revolução Farroupilha
Durante a Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, o guerrilheiro italiano Giuseppe Garibaldi, a serviço da República Rio-Grandense, participa da tomada do porto de Laguna, na então província de Santa Catarina, onde conheceu Anita. Ficaram juntos pelo resto da vida de Anita, que seguiu Garibaldi em seus combates em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Uruguai (Montevidéu) e Itália. O casal teve quatro filhos, o primeiro dos quais, chamado Menotti Garibaldi, nasceu no estado do Rio Grande do Sul, na então vila e atual cidade de Mostardas.
Batalha de Curitibanos
Na batalha de Curitibanos, no início de 1840, Anita foi feita prisioneira, mas o comandante do exército imperial, admirado de seu temperamento indômito, deixou-se convencer a deixá-la procurar o cadáver do marido, supostamente morto na batalha. Em um instante de distração dos guardas, tomou um cavalo e fugiu. Após atravessar a nado com o cavalo o rio Pelotas, chegou ao Rio Grande do Sul, e encontrou-se com Garibaldi em Vacaria. Em 16 de setembro de 1840 nasceu o primeiro filho do casal, que recebeu o nome de Menotti Garibaldi, em homenagem ao patriota italiano Ciro Menotti. Depois de poucos dias, o exército imperial cercou a casa e Anita fugiu a cavalo com o recém-nascido nos braços e alcançou o bosque onde ficou deitada por quatro dias, até que Garibaldi a encontrou.
No Uruguai
Em 1841, quando a situação militar da República Riograndense tornou-se insustentável, Garibaldi solicitou e obteve do general Bento Gonçalves a permissão para deixar o exército republicano: Anita, Giuseppe e Menotti transferiram-se a Montevidéu, no Uruguai, onde permaneceram por sete anos. Em 1842 oficializaram sua união, casando-se na paróquia de San Bernardino. No Uruguai nasceram os outros três filhos do casal: Rosa (1843), Teresa (1845) e Ricciotti Garibaldi (1847). Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta.
Na Itália
Garibaldi e Anita, ferida, fogem de San Marino, 1849 (quadro de anônimo, século XIX). Em 1847, Anita foi para a Itália com os filhos e encontrou-se com a mãe de Garibaldi, em Nizza (atual Nice, na França). O próprio Garibaldi reuniu-se a eles alguns meses depois. Em 9 de fevereiro de 1849, presenciou com o marido a proclamação da República Romana, mas a invasão franco-austríaca de Roma, depois da batalha no Janículo, obrigou-os a abandonar a cidade. Com 3 900 soldados (800 deles a cavalo), Garibaldi deixou Roma. Em sua perseguição saíram três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com quarenta mil soldados. Ao norte lhes esperava o exército austríaco, com quinze mil soldados. Anita, em estado avançado de gravidez, tentou não ser um peso para o marido, mas suas condições pioraram quando atingiram a República de San Marino. Ela e Garibaldi decidiram não aceitar o salvo-conduto oferecido pelo embaixador americano e continuaram a fuga. Com febre e perseguida pelo inimigo, foi transportada às pressas à fazenda Guiccioli, próximo a Ravenna, onde morreu em 4 de agosto de 1849. Caçado pelos austríacos, sem nem sequer poder acompanhar o sepultamento da esposa, Garibaldi saiu outra vez para o exílio e, nos dez anos em que esteve fora da Itália, os restos mortais de Anita foram exumados por sete vezes. Por vontade do marido, seu corpo foi transferido a Nice. Em 1932, seu corpo foi finalmente sepultado no monumento construído em sua homenagem no Janículo, em Roma.
O legado de Anita
Considerada, no Brasil e na Itália, um exemplo de dedicação e coragem, Anita foi homenageada pelos brasileiros com a designação de dois municípios, ambos no estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis. Muitas cidades brasileiras possuem ruas com seu nome.
Representações na cultura
Na minissérie A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão, transmitida pela Rede Globo, em 2003, Anita Garibaldi foi interpretada por Giovanna Antonelli, enquanto que Giuseppe Garibaldi foi interpretado por Thiago Lacerda. Camila Morgado fez o papel de Manuela de Paula Ferreira.
Entre a última aula de natação sob a orientação de Tomé e o dia em que, de fato, nos reencontramos e selamos uma amizade que já estava escrito nas estrelas, passou-se quase duas décadas. Em 1992 me casei com Rosa e fui morar no Mirandão, um bairro relativamente novo e assim chamado por situar-se próximo ao estádio homônimo. Tomé foi o primeiro morador do novo bairro, ao qual ele batizou de Vila Chifre de Ouro. Lá, nossos primeiros encontros foram mais frios do que o mais tenebroso inverno no Pólo Norte, permeados por simples e monossilábicas saudações. Até que um dia, por volta da metade da década, o encontrei em meio a uma tarde de sábado etílica, em um barzinho próximo, e estimulado pela bebida, sentei-me na mesa em que ele dividia com um amigo comum.
Em clima descontraído, todo o gelo que impedia a aproximação derreteu-se. No entanto, o primeiro comentário que Tomé fez foi contundentemente sincero: se eu tivesse lhe feito algum mal, você não teria esquecido de mim. Foram palavras que ainda hoje reflito a respeito. Tomé fez-me tão somente o bem. Jamais o esqueci, mas passei um longo e tenebroso inverno longe. A partir desse encontro, minha relação com Tomé foi de uma intensidade incomum. Já éramos cratenses, escoteiros, desportistas, flamenguistas, beatlemaníacos, biriteiros e, agora, vizinhos.
O amigo comum era Humberto Mendonça, na época vice-prefeito do Crato. Nós três vivemos momentos inesquecíveis e prazerosos juntos. Pra completar, quando Moacir Siqueira foi prefeito do Crato, Tomé, que era secretário de Esporte, foi o principal responsável pela minha nomeação como secretário de Cultura, Turismo e Meio Ambiente, cargo que exerci de 1999 a 2000.
2000 foi o ano da morte de Tomé, vitimado por um tumor no cérebro, cuja agonia final eu acompanhei de perto. No sepultamento de Tomé nunca se viu tantos homens chorando.
Tomé foi um cultivador de amigos.
Por: Carlos Rafael. NE – Quem quiser ler mais, acesse o simpático Blog do Carlos Rafael, TUDOFEL
Ilustração: Uma das obras mais comoventes do pintor italiano Caravaggio é “A incredulidade de São Tomé” (1599). Tomé olha, aterrorizado, os sinais da morte de Jesus, enquanto este ajuda o apóstolo a encostar em seu lado aberto. O quadro está no Novo Palácio de Potsdam. Michelangelo Merisi, mais conhecido por Caravaggio, nasceu em Porto Ecole em 1571, e faleceu no mesmo local em 1610. Embora tenha vivido a transição entre o Renascimento e o Barroco, a sua obra enquadra-se bem neste último, sempre obscura e pesada retratando cenas ou personalidades bíblicas.
NE - O grande escritor Roberto Jamacaru de Aquino pretende mesmo arrebentar os corações dos Cratenses, quando nos traz à tona sentimentos, emoções e coisas que insistem em permanecer imutáveis na nossa memória. Um belo texto, que com certeza, será a “crônica do dia”, neste belo Domingo, 30 de Agosto de 2009. ( Dihelson Mendonça )
PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS – CRATO
Após o término da segunda grande guerra mundial, em 1945, o período subseqüente, compreendido entre as décadas de cinquenta e de sessenta, foi caracterizado pelo volume muito grande de transformações na humanidade. Entre tantas descobertas citamos: a da pílula anticoncepcional, do raio Laser e do ácido desoxirribonucléico – o DNA. Houve também o surgimento dos conflitos dos blocos capitalistas e socialistas (a chamada Guerra Fria). De forma paralela registraram-se o primeiro transplante de coração, a conquista da lua e os fenômenos do feminismo e internete. No Brasil, em particular, importantes fatos se sucederam: o surgimento da televisão, as criações dos movimentos musicais da Bossa Nova, Tropicália e Jovem Guarda, assim como a inauguração de Brasília e a imposição, em 1964, da Ditadura Militar. Mas, se procurarmos identificar, nessas estações do tempo, qual foi a causa de maior impacto sobre a humanidade, podemos afirmar, sem medo do que dizem as pesquisas, ter sido a da mudança comportamental do homem em relação a si mesmo.
Se a guerra deixou em todos as marcas do holocausto e da repressão ao livre-arbítrio, a libertação desse personagem na história veio através criação da ONU, da quebra de tabus por parte de muitos ídolos, lembrando: James Dean, Marilyn Monroe, Elvis Presley, Leila Diniz, Brigitte Bardot, Chico Buarque, Beatles, incluindo-se aí o uso da contracultura disseminada pelo Festival de Woodstock. No Crato, em particular, dado à sua peculiaridade cultural e instinto de libertação, este tão bem demonstrado nos idos de 1817, com os ideais republicanos de Bárbara de Alencar & Cia., todos esses efeitos se fizeram sentir e proliferar intensamente junto à sua comunidade, principalmente no seio da juventude. Na década de cinquenta, por exemplo, ao som das melodias interpretadas por Nelson Gonçalves, Ângela Maria e Carlos Gonzaga (… Da música Diana), a moda feminina foi um dos destaques na quebra de paradigmas ao assumir novos e variados estilos.
Nela, citando alguns padrões, os penteados passaram a ser ao estilo coque ou rabo-de-cavalo, sendo este último realçado por uma faixa, antes da franja, que dava às mulheres um ar de menininha inocente. Já o figurino, cuja característica maior era a cintura fina bem marcada, o conjunto restante se compunha de saias rodadas (algumas com anáguas e combinações), ou saias justas, ambas abaixo dos joelhos. Os corpetes davam formas volumosas e firmeza aos seios. O arremate final vinha nos sapatos altos e nos glamourosos lenços de seda no pescoço. Quanto à irreverência masculina, os topetes ao estilo pega-rapaz, esculturados pela brilhantina, junto com as jaquetas de couro, definia a indumentária da rapaziada.
Na década seguinte, a de sessenta, no embalo do iê-iê-iê, foi a vez das mulheres assumirem a minissaia, com seus trinta centímetros acima dos joelhos e os homens curtirem seus cabelos longos arrematados pelas calças boca-de-sino e botinhas. Em ambas as décadas, porém, o palco escolhido na cidade do Crato para o desfile dessas inovações foi, sem dúvida alguma, o das passarelas de mosaicos da Praça Siqueira Campos, logradouro este projetado com postes de ferro trabalhado, bancos de marmorito; palmeiras, hortênsias e fícus benjamim, cujo período de construção estendeu-se do ano de 1913 a 1917, em justa homenagem ao comerciante Manoel Siqueira Campos. Tendo nos seus limites, e logradouros próximos, uma estrutura de residências, hotel, cinemas, café, sorveterias e lojas, citando: a casa dos Dois Leões, o Hotel Glória, os cines Cassino e Moderno, o Café Líder, as sorveterias Bantim e Glória, a Loja Azteca, entre outros, a Praça Siqueira Campos, no coração do Crato, era, além do ponto chique da moda, a coqueluche referenciada pelos brotos do lugar.
Quanto aos hábitos de seus freqüentadores, eles eram, além de puros, revestidos de alegrias e doces insinuâncias. Obedecendo aos padrões da época, lá, a exemplos das tertúlias, tudo começava muito cedo, ou seja, britanicamente às 19h00m. Era quando os adolescentes começavam a chegar, em bandos, mascando chicletes de bola ou chupando bombons de caramelo, para o tradicional volteio no circuito da praça. Já o final desse encontro, mais britânico ainda, registrava-se às 21h00m. O toque de recolher era emitido pelo alto-falante potente da Amplificadora Cratense, sinal este reconhecido através do som do Hino do Crato ou, em outros anos, por meio da música “Boa noite, meu amor!”. Se levarmos em consideração que era ali onde se registrava o início da maioria dos romances dessas gerações, a forma com a qual esse processo se desenrolava, era, no mínimo, mais fascinante ainda. No caso das mulheres, que usavam em média um vestido novo para cada domingo, uma de suas maiores características era a de ficarem rodando, de braços dados com três ou quatro amigas, por todo esse tempo nas passarelas em torno do centro da praça. Nesses incontáveis volteios, ao sentirem a flechada do cupido, elas lançavam seus piscares de olhos (os chamados flertes) em direção de seus pretendidos. Estes, por suas vezes, fumando os seus cigarros das marcas Continental, BB ou de filtro, Minister “king-zize” (na época, fumar dava status), ficavam pousando nas beiras desse mesmo espaço criando coragem para o famoso “encosto!”. Com esses arroubos, todos ensejavam a possibilidade de virem a ter, no presente, um lindo romance e, no futuro, um casamento de Contos de Fadas. Quanto às cerimônias deste possível enlace, elas eram celebradas, quase sempre, na Igreja da Sé pelos Padres Rubens ou Onofre. Já os festejos aconteciam nos salões do Crato Tênis Clube aos sons das músicas Danúbio Azul, Simbonê e “Monlight Serenade”, tocadas por Hildegardo e seu Conjunto ou por Ases do Ritmo, detalhes estes que davam um romantismo especial ao evento… Tudo, porém, na base da virgindade, do véu, da grinalda e da tradicional foto em Telma Saraiva. Voltando ao detalhe do piscar de olho… Quando isto acontecia, era preciso que essa mesma atitude se repetisse por, no mínimo, três vezes para só então o marmanjo ter a garantia plena de uma abordagem segura.
O temor em relação a isso se justificava, pois os maiores pavores que os homens tinham, na realidade eram quatro. O primeiro: o de levarem, além de uma rabissaca, um tremendo “fora!”. O segundo: o de serem chamados de enxeridos. O terceiro, quando o enxerimento era abusivo e malicioso, o de serem taxados de rabos-de-burros! O quarto: em caso de total indiferença a essa insinuância, a denominação era cruel, ou seja, o sujeito poderia ser classificado de “mariquinha!”… Para a categoria, nada mais terrível e humilhante do que esses rótulos. Já as mulheres temiam a expressão “Só quer ser as pregas!”, que significava importância que não tinha, e a alcunha de “Sacarina” [tradução censurada... (Tradução liberada por liminar: c... doce!)].
Uma vez bem sucedida a paquera, duas coisas advindas dessa investida tinham que ser respeitadas entre as partes: a primeira era a de só pegar na mão após o primeiro encontro e, a segunda, era a da hora de beijar na boca pela primeira vez, coisa que, preferencialmente, só deveria acontecer no escurinho do cinema. E foi assim, em pleno coração da Praça Siqueira Campos, durante as décadas de 50 e de 60, que essas duas gerações de jovens viveram as melhores fases de suas vidas, de maneira especial inebriadas por várias fragrâncias mágicas, entre elas a do sabonete Alma de Flores e a do perfume Lancaster.
E foi assim também, longe da violência, do despudor e do desrespeito dos dias de hoje que, rapazes e moças, movidos tão somente pelos embalos da pureza e da alegria, conseguiram, cheios de estruturas éticas, construírem as suas felicidades, tão bem repassadas para seus filhos e netos. A Praça Siqueira Campos, considerada o símbolo “fashion” das gerações do bolero, do rock, do twist e do iê-iê-iê, já foi objeto de inúmeras reformas na sua estrutura, muitas das quais chegaram a desfigurar, quase que por completo, as suas reais características. Hoje, desolada, mergulhada na solidão das noites de domingo, ela, sem seus rapazes e moças, tem sido vitima dos hábitos e avanços irreversíveis da modernidade, caracterizados pelos pontos de encontros nos shoppings, pelo amor ficar, pela frequência alucinada nas festas reives, pelas presenças em massa nos mega shows, pelas zoeiras nos barzinhos; pelo tagarelismo nos celulares, pelas volúpias secretas refugiadas nos motéis e, por fim, pelo amor virtual… Sem o cheiro de ferormônio, sem a sensação de calor e sem os arrepios voluptuosos causados pelos sussurros das vozes e toques das carícias.
Nela, nem de longe, se ouve mais os sons dos psius e dos fiu-fius. Não se ouve também os ecos dos risos fáceis e muito menos os murmúrios glamourosos de duas gerações de jovens que um dia, nos Anos Dourados e Rebeldes de suas vidas, a conheceram humana, artisticamente arborizada, esteticamente bela, iluminada, cândida, mágica, socialmente frequentada e feliz, muito feliz!
A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas, reportagens que foram colhidas ao longo de muitos meses pela reportagem do Blog do Crato. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.
HOMENAGEM DA SEMANA
CORREINHA
O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura
Jornal do Vicelmo
Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.
O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.
Dicas de Filmes
Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.
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