"Glamour" – Por: José Nilton Mariano Saraiva

A postagem das belas e estupendas fotos de autoria do Dihelson, veiculadas no blog, retratando a entrega de uma certa comenda ao prefeito do Crato (aqui em Fortaleza), apresenta-nos dois significados díspares, conflitantes, antagônicos ao extremo, mas, ao mesmo tempo, é repleta de significância: num primeiro momento, há a constatação inequívoca de que o Pachelly Jamacaru (criador) corre sério risco de perder o merecido galardão de “expert” da fotografia para a criatura (Dihelson Mendonça), que prova ter assimilado com extrema competência as lições do “mestre” na nobre arte de fotografar, de enquadrar um melhor ângulo, de usar uma luz adequada, de guardar a distância regulamentar e ideal antes de efetuar o temido click e, enfim, dissecar as mumunhas de tal mister. As fotos são de uma beleza ímpar, estão simplesmente portentosas, incríveis, maravilhosas (e pode arranjar adjetivo pra qualificá-las). Parabéns aos dois, pois, que eles merecem. Um, por transmitir com competência; outro, por absorver com humildade.
Objetivamente, entretanto, fugindo um pouco do clima de “oba-oba” imiscuído nas antológicas fotos e, examinando-se a situação sob uma ótica mais realista, profunda, abrangente, consentânea com o momento vivenciado, há que se atentar que faltou perspicácia, matreirice e, principalmente, um mínimo de “sensibilidade” ao senhor prefeito do Crato, que o permitisse captar a inoportunidade e extemporaneidade de sua participação em um evento tão suntuoso, repleto de glamour, pompa e circunstância, autentica coisa de primeiro mundo, já que, antes disso, alegando o estado pré-falimentar da prefeitura, dias atrás houvera demitido dessa mesma prefeitura, sem dó nem piedade, choro ou vela, às vésperas das festas do Natal e Ano Novo, dezenas e dezenas de pais de família (que, provavelmente, tinham ali a sua única fonte de renda, seu ganha pão diário e, agora, ante a falta de emprego no setor privado, hão de engrossar o contingente de ambulantes que emporcalham e deterioram nossa principal referência turística – a Praça da Sé).
Além do que e para complicar ainda mais essa autentica lambança ou “pisada na bola”, o senhor prefeito cometeu a inconveniência de se fazer acompanhar de diversos assessores e secretários do governo (todos elegantemente vestidos e compreensivelmente acompanhados das respectivas esposas, belamente produzidas) quando poderia, perfeitamente, ter delegado a alguém da sua confiança que o representasse – “solo” – em tal solenidade, já que o tal prêmio não tem a importância e significado que lhe querem atribuir (e quem mora aqui em Fortaleza sabe disso, já que o proprietário da empresa promotora, como qualquer colunista social que se preze, depende das famosas “adesões” para viabilizar esse tipo de evento). Fica a pergunta: será que o prefeito terá a coragem de expor tais fotos no saguão da prefeitura, apinhado de desempregados ???
Sabemos, a priori, que o Dihelson mais uma vez discordará do nosso posicionamento e arremessará cobras, escorpiões e lagartos em nossa direção, mas não poderíamos deixar de comentar a respeito (sem que se configure nada de pessoal em relação ao senhor prefeito), mas, sim, uma tentativa de provocar um debate sério a respeito, já que um assunto que diz respeito ao Crato e ao seu povo.

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

BLOGCuriosidades:A Invenção do Pente-Por Wilson Bernardo!

Quem teria inventado esse instrumento com que se alisa, limpa ou segura o cabelo?

A identidade de seu inventor perde-se na escuridão dos tempos. É antiquíssimo o invento.
Já em Babilónia, muito antes de Cristo, usavam-se pentes de espinhos de vegetais. Na China,
à época de Confúcio,viam-se pentes feitos de ossos de animais. Cléopatra, no Egito, usava pentes
constituídos de espinhas de peixe. Foram notáveis os pentes de Júlio César e de Otávio.Nas ruínas de Pompeia encontraram-se pentes cortados em lâminas de metal.
Originalíssimos são os pentes que ainda hoje se vêem nos museus egípcios e assírios. Muitos deles pertenceram a faraós de antigas dinastias.
Na Idade Média usavam-se “pentes de chumbo para diminuir a cor dos cabelos ruivos”.
Sabe-se que durante o reinado de Luís XIV(O Rei Sol), apareceram, por iniciativa de alguns joalheiros de Paris, pentes de ouro e prata, sendo muitos deles guarnecidos de pedras preciosas.
Ao tempo de Maria Antonieta, no chamado império da moda francesa, surgiram os modelos de pentes que vieram até os nossos dias, feitos de tartaruga, marfim e de côrno, prevalecendo o metal.
Wilson Bernardo(Texto fonte wbpoemapostal & Fotografia)

Ramo Lá !

DE GAVIÃO A ANDORINHA – Por Mundim do Vale

De atacante a atacado
O P. T. perde o roteiro
A cada crime apurado
Vai caindo um companheiro.
Se a imprensa divulgar,
Eles querem processar
Para esconder a sujeira.
Genoino que era puro
Tá mais sujo que monturo
Que fica perto de feira.

O partido acostumado
A fazer oposição
Tá com o traseiro sentado
Na maior corrupção.
Um diz que é fantasia,
Outro diz que não sabia
Para abortar C. P. I.
A verdade é que o partido
Tá muito mais encardido
Do que luva de gari.

Apoiei na eleição
O P. T. Como mudança
Mas vi que a corrupção
Já venceu a esperança.
Eu votei nesse partido
Mas fiquei arrependido
Quando ouvi o comentário.
Zé Dirceu na dianteira
Vai juntando mais sujeira
Do que cordão de rosário.

José Nobre sem nobreza
Pra segurar a peteca.
O barbudo com certeza
Tinha dólares na cueca.
Se não foi do mensalão,
Não é venda de limão
Que vai convencer alguém.
O assessor e o dito cujo
Ficaram muito mais sujo
Do que banheiro de trem.

O P. T. Foi como um gato
Nascido pra perseguir
Mas hoje está como um rato
Sem moral pra reagir.
Tem companheiro afastado,
Tem companheiro cassado
E companheiro envolvido.
Tem companheiro negando,
Tem companheiro chorando
E companheiro escondido.

O partido lutador
Ganhou o poder com a raça
Mas de grande caçador
Acabou virando caça.
P. T. Da democracia,
Partido que não devia
Nem centavo a companheiro.
Agora só tem conversa
Tá devendo até promessa
Que nem baiano romeiro.

Quando os jornais denunciam
Caixa dois e mensalão,
Alegam que não sabiam
De nada daquilo não.
A prisão de um companheiro,
Com a cueca de dinheiro
Foi o fio da meada.
Sem contar com aquela grana
Vinda da ilha cubana
Pra campanha da bancada.

O P. T. que defendia
Transparência e austeridade
Tá vivendo hoje em dia
Faltando com a verdade.
Metido com cambalacho
O partido anda mais baixo
Que roda-pé de quartinha.
Com tanta corrupção,
O P. T. De gavião
Passou a ser andorinha
Mundim do vale

Cantor e compositor Eduardo Júnior no programa Cariri Encantando

O programa cariri Encantado desta sexta, 30, será com o cantor, compositor e radialista cratense Eduardo Júnior.
Eduardo Júnior tem discos gravados, com obra autoral, e realiza constantes shows acompanhado do grupo Os Filhos do Crato. A matéria-prima utilizada pelo compositor são os autênticos ritmos do Nordeste brasileiro, como o forró pé-de-serra.

No programa de amanhã, veiculado pela Rádio Educadora AM 1020, das 14 às 15 horas, Eduardo Júnior falará sobre seu trabalho artístico e de comunicador de rádio, além de comentar as músicas de sua autoria que serão tocadas.

A apresentação do programa é de Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias. Apoio do CCBNB Cariri.

O desprezo pelo Crato – por Pedro Esmeraldo

Somos cratenses, e desejamos ver a cidade evoluir e prosperar condignamente no caminho efervescente de trabalho digno, que favoreça a vida autônoma de seus cidadãos.
Queremos trazer na memória de todos os cratenses que no passado Crato foi o amparo da região centro-nordestina e ultimamente vem sendo esquecido, pois quando mais precisamos de ajuda, mais há falha permanente por parte das autoridades da capital.
Não sabemos por que motivo a cidade está esquecida por esses homens, contudo temos certeza que algum dia sairemos desse empecilho e venhamos a nos encaixar em medidas tolerantes, fugindo portanto dessas medidas abusivas.
Por certo, manteremos uma expansão econômica favorável em busca do desenvolvimento; todavia estamos numa ação desfavorável que nos persegue, pois não aceitaremos essas desculpas esfarrapadas que o Crato não tem condição alguma de possuir um plantão policial noturno, já que a Secretaria de Segurança deveria equipar com todas as forças o processo de organização e eficiência no plantão policial. Tudo isso causa revolta no seio da sociedade, visto que temos de ser submissos ao outro município de menos importância histórica do que o nosso. Isso causa revolta psicológica e não aceitaremos de forma alguma esse pensamento dúbio desse secretário inimigo do Crato.
Não compreendemos por qual razão o Sr. Secretário de Segurança despreza o Crato. Não aceitamos jamais essas medidas estóicas que nos deixam cabisbaixos diante de tanta injustiça desses políticos que não praticam a liberdade e a autonomia do povo.
Olhamos para frente e não vemos boas paisagens em nosso caminho que não vem aliviar, deixando o povo desesperado, com pessimismo de cidade de pequeno porte.
Também, estamos irrequietos diante da paralisação das obras do Centro de Convenção que há anos foi autorizada a construção pelo governo passado e até agora quando pensamos em iniciar as obras, resolveram parar sem nenhuma explicação ao povo; contudo, há conversas estapafúrdias que não nos convencem, já que pelo tempo que estão paradas, já deveriam ter recomeçado essas obras, dando pelo menos uma atenção especial aos seus contribuintes. Nós os cratenses, estamos perdidos no espaço e no tempo, não temos mais confiança nesses homens de hoje. Antigamente, Crato era a cidade-palco dos movimentos e era a cidade mais lembrada da Região Sul.
Por isso, estamos numa situação de desigualdade e desequilíbrio equivalente a outros municípios talvez de menos importância histórica do que o nosso. Olhem senhores, para as datas históricas do Crato, visto que no interior do Brasil, como Ouro Preto e outras cidades são bem consideradas e recebem tratamento especial pelas autoridades estaduais e federais, etc., visto que recebem até universidades e possuem um campo turístico de grande equilíbrio financeiro. Aqui é totalmente deslembrado, visto que na hora da precisão deixam-nos de lado, totalmente desmerecido como se fosse terra de ninguém.
Lembramos que a culpa é dos cratenses, já que deixam de prestigiar os políticos da terra para engrandecer os políticos de outras cidades que não compactuam com o nosso desenvolvimento, pois querem levar tudo para si e o Crato que caia na bancarrota, deixando para ser incluída no segundo plano. Não, senhores! Cuidem melhor do Crato, lembrem que em tempos passados éramos festejados como uma terra heróica e todos a admiravam pela abundância de suas riquezas e era considerada a cidade Princesa do Cariri.
Hoje em dia, só lembram do Crato em tempos políticos; ai sim esses algozes vêm miando como gato, pedindo voto, exagerando o tratamento, dizendo maravilhas, pois, houve um deles que teve a audácia de dizer: do Crato cuido eu! Essa figura foi enaltecida com uma vantagem de votos fora do comum e portanto esqueceu o Crato, abandonou-o e vive agora pedindo votos para se candidatar a presidência da república. Senhores, pedimos com veemência e humildades, não votem nesse homem, precisamos ter vergonha na cara e não venha retribuir com bondade o desprezo cometido por esse cidadão. Deixem-no de lado e façam forças, tratando-o com desdém, não contribuindo, na votação a seu favor.

Texto de Pedro Esmeraldo

Editorial do "Jornal do Cariri" – postado por Armando Lopes Rafael

O editorial do Jornal do Cariri, última edição, não chega a ser “contundente”, mas que pegou pesado, pegou. Confira abaixo:

Há algo de errado na Procuradoria de Juazeiro do Norte

Há algo de podre no Reino da Dinamarca”. Essa frase, tornada célebre na boca da personagem Hamlet, da peça de William Shakespeare, é usada hoje para descrever a existência de acontecimentos obscuros na vida pública. Parece que Juazeiro do Norte assumiu essa vocação “dinamarquesa”, ao menos em relação à sua Procuradoria Municipal.
Órgão criado para defender o Município nas ações judiciais, a Procuradoria de Juazeiro na Administração Santana corre o risco de entrar para a História. Da pior forma possível. Além de ter enviado 75 projetos de lei à Câmara de Vereadores, com inconstitucionalidades gritantes, o procurador-geral Bernardo de Oliveira foi responsável pela perda de prazo em um processo e, com isso, Juazeiro do Norte pagará à Construtora Marquise a importância de R$ 4.600.000,00 (quatro milhões e seiscentos mil reais).
O Dr. Bernardo de Oliveira foi nomeado procurador-geral do Município pelo prefeito Manuel Santana, desde primeiro de janeiro de 2009. Sua função no cargo é igual a de qualquer advogado: apresentar a defesa de seu cliente ao juiz e o fazer dentro do prazo. No processo da Marquise, ele não contestou a ação da construtora e deixou de apresentar recurso ao Superior Tribunal de Justiça. Nenhuma dessas afirmações é baseada em opiniões ou juízos de valor. É preto no branco. Aliás, mais branco do que preto, na medida em que o procurador, como dizem os juristas, deixou correr “em branco” (ou no velho latim, “in albis”) o prazo para contestar e defender o interesse do Município.
Bernardo de Oliveira não pode ser acusado de ignorante ou despreparado. Pelo contrário, é palestrante requisitado no Cariri. Outro dia, os alunos do Curso de Direito da URCA ouviram excelente palestra do procurador-geral. Jovem, preparado e homem da confiança da Administração da “Revolução Democrática”, como é conhecida a gestão de Juazeiro, Bernardo de Oliveira deixa a todos estarrecido com essa dupla perda de prazo, especialmente numa ação milionária e contra uma das maiores empresas do Ceará, com negócios em todo o Brasil, especialmente na área de coleta de lixo, verdadeiro filão de mercado junto às Prefeituras.
Por que Bernardo de Oliveira perdeu esses prazos? Por que essa fortuna será agora paga, sem direito a recurso ou impugnação, pelo povo de Juazeiro, que terá de pagar mais impostos ou ver a qualidade dos serviços públicos diminuir para a cobertura do rombo de quase 5 milhões?
Quando um advogado particular perde prazo no processo, seu cliente toma três providências: contrata outro profissional; ajuíza ação de perdas e danos contra seu antigo advogado e denuncia-o ao Tribunal de Ética da OAB, a fim de que ele possa perder o direito de exercer sua profissão, ou seja, dela suspenso. O que fez a Prefeitura até agora? A perda do prazo já faz bastante tempo. Bernardo de Oliveira continua no cargo e nenhuma medida para investigar as razões de sua negligência foram adotadas. Teria sido culpa de outro procurador? Nenhuma resposta até agora foi manifestada.
Uma coisa é certa, há algo de errado, muito errado na Procuradoria-Geral do Município de Juazeiro do Norte.

(Editorial do Jornal do Cariri, edição de 27-10-2009)
Postagem: Armando Lopes Rafael

COMPOSITORES DO BRASIL

LUIZ MELODIA

Por Zé Nilton

Luiz Carlos dos Santos, carioca, nascido no morro, viveu nas quebradas de São Carlos, por onde só anda quem conhece. Do pai herdou o apelido e um destino: ser compositor, cantor e malandro que no lugar da teoria tem cicatrizes profundas, feitas de vida. Que não admite o samba domado, nem escola estilizada.

Cresceu bebendo a pura música jorrada das fontes perenes que nascem das entranhas do Morro de São Carlos e do bairro do Estácio. Não quis saber de leituras formais nem do trabalho alienante. Preferiu ser desde cedo o que ele alcunhou de “musiquim”, talvez uma mistura de música com botequim. Aproveitou bem o tempo da felicidade musical em que todos os ritmos e todas as tendências eram postas à disposição para o deleite de todos. Ouviu The Beatles, The Sheik, The Foudation, Renato e seus Bleu Caps, Roberto Carlos, Jorge Bem, Noel Rosa, Ismael Silva e a nata dos chorões da época.

Com sua voz profunda, por vezes estrangulada, dizendo frases cortantes, Luiz Melodia é dono de uma música cuja densidade recobre a influência natural, saída do rádio e das quebradas. Um compositor que desconhece teorias – chegou a ser reprovado num primeiro exame da Ordem dos Músicos e considerado por ela sem condições de tocar e cantar . Um trovador da boêmia carioca.

Descobertro pelo poeta Walli Sailormoon, que logo se encantou com sua música My Black, que de imediato sugeriu a mudança do título para “Pérola Negra”, nome de um homossexual do morro, Melodia só fez crescer no cenário da Música Popular Brasileira.

Compositor intuitivo, sua obra inicialmente causou polêmica entre a crítica especializada. Mas para ele nunca houve meias medidas. Nunca deu bolas ou fez questão de ser amado ou odiado. Seu jeito é único, seu estilo é único e sua música reflete todas as influências. Vem da longa tradição dos violões de morro e explode no som eletrizado.

Luiz Melodia será o nosso homenageado no COMPOSITORES DO BRASIL de hoje. Um programa cultural que procura dignificar os grandes mestres da MPB de todos os tempos, sem apologia ao que seria as músicas do passado, mas ao que representam para o fortalecimento de nossa identidade hoje.

Vamos falar e tocar algumas de suas composições, como:

Passarinho viu, de LM, com Luiz Melodia
Pra quê, de LM, com Luiz Melodia
Jeito danado, de LM, com Luiz Melodia
Vale quanto pesa, de LM, com Luiz Melodia
Farrapo Humano, de LM, com Jads Macalé
Ébano, de LM, com Luiz Melodia
Estácio – Holy – Estácio, de LM, com Maria Betânia
Magrelinha, de LM, com Luiz Melodia
Congênito, de LM, com Luiz Melodia
Pérola negra, de LM, com Gal Costa
Presente cotidiano, de LM, com Luiz Melodia
Dores de Amores, de LM, com Luiz Melodia e Zezé Motta
Juventude Transviada, de LM, com Luiz Melodia

Quem ouvir, verá !

Informações:
Programa Compositores do Brasil
Sempre às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 kz.
Apoio: CCBN.

Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural – Edital nº 2/2009 Para viagens em Janeiro de 2010, inscrições até 31 de outubro.

O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2009 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2009 a abril de 2010, para as quais serão disponibilizadas, no total, R$1,9 milhão, do Fundo Nacional da Cultura (FNC). O programa se destina a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura. O evento deve ser promovido por instituição brasileira ou estrangeira, de reconhecido mérito, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura, ou por uma de suas instituições vinculadas.

As inscrições variam de acordo com o mês em que se realizará a viagem (ver calendário abaixo). Em Brasília, os interessados que não tiverem acesso à internet podem se encaminhar à sede do MinC na Esplanada dos Ministérios, bloco B, 1º andar, Divisão de Atendimento ao Proponente/SEFIC, onde será disponibilizado, das 8h às 18h de segunda a sexta-feira (exceto feriados), computador para inscrição.

É possível anexar documentos comprobatórios do currículo, ou outros tipos de material (artigos publicados, portifólio etc) que o candidato julgar relevantes para a análise. Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em solicitações de grupo e solicitações individuais, que concorrerão separadamente. Apenas no caso destas últimas poderão ser apresentados pedidos com vistas a residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

Mudanças e critérios – No tocante aos critérios para atribuição de pontos, houve algumas modificações em relação ao Edital nº 1/2009. No intuito de fortalecer a disseminação das ações culturais no interior do país, além da bonificação de 0,5 às candidaturas originárias de fora de Brasília e das capitais estaduais, também dela se beneficiarão aquelas destinadas a eventos a se realizarem fora das referidas localidades.
Em observância às políticas públicas do Governo Federal, também receberão um bônus de 0,5 as encaminhadas por comunidades tradicionais, incluindo: povos indígenas, quilombolas, ciganos, povos de terreiro, irmandades de negros, agricultores tradicionais, pescadores artesanais, caiçaras, faxinalenses, pantaneiros, quebradeiras de coco babaçu, marisqueiras, caranguejeiras, ribeirinhos, agroextrativistas, seringueiros, fundos de pasto, dentre outros grupos.

A bonificação de um ponto aquelas destinadas à participação em eventos a ocorrerem na América do Sul ou na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) permanecerá.

Os critérios a serem considerados na avaliação serão os seguintes: relevância do evento e da instituição promotora para a área cultural da atividade desenvolvida; adequação do histórico de atuação do candidato ao trabalho ou estudo proposto; relevância da atividade a ser realizada/desenvolvida para a área cultural em que se insere; caráter inovador ou experimental da atividade; contribuição para a difusão e a valorização das expressões culturais brasileiras; intercâmbio e apropriação de tecnologias e conhecimento e troca de experiência. Cada item vale até 5 pontos, e a pontuação mínima para classificação é 16.

Confira o edital:

Edital de intercâmbio nº 2/2009

Calendário de inscrições:

Data das viagens previstas e prazo para encaminhamento das solicitações:
Julho – até 31/5/2009
Agosto – até 31/5/2009
Setembro – até 30/6/2009 (inscrições prorrogadas até 05/07/2009. Confira a Portaria de prorrogação)
Outubro – até 31/7/2009
Novembro – até 31/8/2009
Dezembro – até 30/9/2009
Janeiro de 2010 – até 31/10/2009
Fevereiro de 2010 – até 3 0/11/2 0 0 9
Março de 2010 – até 20/12/2009
Abril de 2010 -até 20/12/2009

Faça a sua inscrição:

Inscrição de grupos:

http://www.cultura.gov.br/site/edital-de-intercambio-n-2-2009-requerimento-de-grupo-entidade/

Inscrição individual:

http://www.cultura.gov.br/site/edital-de-intercambio-n-2-2009-requerimento-individual/

BLOGhomenagem:29 de Outubro dia Nacional do Livro-Por Wilson Bernardo!

ESCRITOS AB AETERNO ESCRIBAS.
A morte de Ulisses em Pound.
A morte de Bandeira.
A morte de Oswald.
A morte de Andrade.
A morte de Drummond.
A morte de Mello Neto.
A morte de Limeira.
A morte Aves do sertão Patativa.
A morte!
O açougueiro não sente a única
Morte
Que faz do homem saciar a carne.
Editoras celebram a morte
dos que ainda nascem
Os ninguém poetas…Poemas.
O SONHO AMERICANO.
O homem não foi
a lua!
Ele cheirou
foi ópio
ops
Coca
ervas Cola.
QUANDO A BONDADE SE DERROTA…
Demônios que se vestem
de Deus
na esperança de sempre
contar com suicidas!
A FUGA DOS LIVROS CHINESES!
Na revolução cultural
Mao Tsé-Tung escondeu o quadro
negro
e pintou o céu de vermelho.
Nos campos quando a noite caia
o povo fazia pergaminhos
da palha de arroz.
Na China não há crise de palavras.
Os livros estão na fornalha cultural.
Principios da disciplina.

Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

Governo Federal faz homenagem à Beata Maria de Araújo – por Armando Rafael

Uma placa de bronze em homenagem à beata Maria de Araújo será aposta nesta sexta-feira, dia 30, no prédio da ECT – Empresa dos Correios e Telégrafos, localizada na Rua da Conceição, centro de Juazeiro do Norte. Naquele prédio, no século XIX e início do século XX, existia uma humilde casa de taipa, na qual nasceu – em 23 de maio de 1863 – Maria Magdalena do Espírito Santo Araújo, que passaria à história como a Beata Maria de Araújo.
Ela foi protagonista do episódio que ficou conhecido como “Milagre da Hóstia”, ocorrido a partir de 1º de março de 1889 e que, à época, foi condenado pelo Bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira, como sendo “prodígios vãos e supersticiosos”.
Por conta disso, a Beata Maria de Araújo sofreu imensa discriminação (ainda hoje sofre) por parte de segmentos do clero cearense, que alegava sua condição de ser mulher, negra e analfabeta.
Mas, com o passar do tempo, Maria de Araújo foi tema do 2º Simpósio Internacional realizado pela Universidade Regional do Cariri (em 1989) e é figura central de vários livros (ex: “Maria de Araújo, a beata de Juazeiro”, monografia de mestrado da psicóloga Maria do Carmo Pagan Forti; “Maria de Araújo, a beata do milagre de Juazeiro”, do professor universitário e historiador Daniel Walker; “A Mulher sem Túmulo”, romance da escritora Nilze Costa e Silva; “As Beatas do Padre Cícero” monografia de pós-graduação da antropóloga brasiliense, Renata Marinha Paz, dentre outros).
A Beata Maria de Araújo faleceu em 1914, durante o cerco que a Polícia Militar do Ceará fazia a Juazeiro do Norte, vítima – segundo depoimentos de pessoas que a conheceram – de câncer de mama, o qual durante meses trouxe grandes dores à protagonista do episódio em que a hóstia teria virado sangue em 1889, ano do golpe militar (o primeiro de uma série que viria a ocorrer no Brasil) que implantou a República em nosso país.
Em pronunciamento feito no Congresso Nacional, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) sintetizou a participação da Beata Maria de Araújo na história de Juazeiro do Norte:
“Em Juazeiro, a partir do dia 1o. de março de 1889, um ano após a terrível seca, durante 47 dias, um acontecimento extraordinário iria repetir-se. O Padre Cícero ao dar a comunhão na boca da Beata Maria de Araújo, uma humilde camponesa, descendente de caboclos da região, vê a hóstia consagrada transformar-se em sangue. Para o povo do sertão, marcado por tantas misérias e dores, o filho de Deus se lembrara dos miseráveis e dera um sinal de um novo tempo. O padre Cícero era agora, para o povo, o verdadeiro mensageiro de Deus e a beata Maria de Araújo uma santa. Começam as romarias para Juazeiro, o lugar sagrado, a “terra sem Mal” de Badzé, o “País de São Saruê” dos cantadores, a “Nova Jerusalém” bíblica”.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Teias

Por : J. Flávio Vieira

Ludmilla, mal havia pulado dos bancos da faculdade de psicologia, arranjara aquele emprego. Lá se encontrava por mais de cinco anos. O salário não representava muito, mas carregava aquele glamour do primeiro trabalho . Por outro lado, se tratava de uma pequena fábrica de confecções, cabia-lhe a assistência psicológica a umas cento e vinte almas. Nada além do cardápio trivial de qualquer empresa : stress, problemas de relacionamento doméstico, conflitos de colegas em serviço. Comprovara, rapidamente , a máxima : de louco todos temos lá a nossa cotinha. A maior parte das vezes, a simples conversa já aliviava os funcionários de suas tensões. Ludmilla, trabalhando tão próximo a tecelões , aos poucos percebeu que a vida tem lá suas similaridades com aquela nobre arte. Também, nós, vamos tecendo uma imensa rede de contatos e relacionamentos. O desenho final do bordado depende da habilidade de cada um. Muitas vezes terminamos por criar teias em que nós próprios nos enredamos e terminamos fisgados pelas armadilhas que nós mesmos preparamos.
Naquele dia, já de tardizinha, procurou o consultório um mecânico especialista na manutenção de máquinas de costura. Alto, meio desengonçado, desconfiado como cachorro em noite junina. Chamava-se Elesbão. Contou então o motivo da sua visita . Estava casado há 15 quinze anos com uma mulher muito legal, mas valente e ciumenta como galinha de pinto novo. Não tinham filhos. O problema é que há uns três anos mantinha um colete com uma outra moça bem mais nova e que conhecera ali mesmo na fábrica. Vivia , agora, assaltado pelo terrível fantasma da culpa e do medo. A cada dia o cerco parecia ir se fechando e temia o desfecho que poderia resultar em morte ou capação. Ludmilla tentou orientá-lo pelos dois caminhos possíveis: antecipar-se e contar tudo à patroa, assumindo as conseqüências ou encerrar o namoro com a amante. Elesbão prometeu pensar e decidir. Desapareceu, como por encanto.
Uns três meses depois ele retorna ao consultório ainda mais sobressaltado. Contou à doutora que ainda não tinha tomado uma decisão, mas que mesmo assim a coisa havia piorado muito. Ludmilla perguntou se a esposa havia descoberto a tramóia. Elesbão respondeu que era bem pior : a amante estava grávida. A psicóloga então se sobressaltou: agora a porca havia torcido o rabo e apartado. Juntava-se à traição, a terrível frustração da esposa estéril ter sido substituído por outra fecunda e , pior, bem mais nova. Ela, então, informou que agora só existia uma vereda a ser trilhada: contar à esposa. Elesbão ainda resmungou , contrargumentou, mas terminou se convencendo da terrível sinuca de bico. Deixou o consultório como quem caminha para o cadafalso.
Dias depois, no natal da fábrica, a nossa psicóloga topou com o nosso mecânico e a esposa na solenidade. Ele já havia espantado o anjo da guarda e sua corte. Melado, apresentou a patroa à doutora e explicou, com voz meio pastosa:
– Doutora, seguí suas orientações, contei tudo a ela e fui perdoado. A senhora salvou nosso casamento!
Ludmilla pareceu feliz e os cumprimentou , mas sua sensibilidade feminina leu nos olhos da esposa, ainda um certo travo, uma raiva contida com dificuldade. Percebeu que a bomba ainda não tinha sido desarmada: apenas tinham aumentado um pouco o tamanho do estopim. Passaram-se alguns meses e, de repente, Elesbão retorna ao consultório, com ar de preocupação. Informa à psicóloga que a coisa voltou a complicar e solta a bomba: resolvera casar com a amante. Fora pressionado, o menino nascera e não queriam deixar o inocente como mais um “filho de guaimum”. A doutora se sobressaltou: “Tá doido, rapaz! Agora você cometeu um crime! Bigamia dá cadeia, entendeu?” Elesbão, no entanto, esclareceu mais uma vez a questão. Vivia maritalmente com a esposa oficial há quinze anos, mas não era casado oficialmente com ela. Ludmilla, então, saltou dos seus tamancos e lembrou a ele que agora a coisa havia tomado dimensões muito mais perigosas. Quando a esposa constatasse que a quenga agora era ela e não a amante, o circo seria incinerado sem deixar vestígios. Elesbão saiu da psicoterapia com ar de rato que foge da perseguição do bichano.
Passados uns três meses, lá volta nosso mecânico ao consultório. Conta que a doutora tinha razão, a esposa descobrira sua nova e desconfortável condição e armara um barraco terrível. Ele, então, havia resolvido tudo: deu entrada na separação judicial da amante, mas claro, continuava ainda com ela, até por conta da criança que não tinha culpa de nada. Um ano depois, adentra novamente no consultório e informa que havia se divorciado da amante, por fim e casado com a esposa oficial: “passamos o papel!” A psicóloga acreditou que , finalmente, tudo chegara a um bom termo. Lembrou que ela também havia se separado recentemente, que as coisas eram assim, casamento tinha prazo de validade, como qualquer outro produto perecível e desejou felicidades mil ao novo/velho casal.
Ludmilla ficou atônita quando uns cinco meses depois topou novamente com Elesbão na fila do consultório. Que poderia agora ter acontecido? Chegada a sua vez, ele relatou os últimos fatos. A coisa tinha piorado de novo. A amante tinha até suportado a separação, mas quando soube do casamento com a esposa, rodou a baiana. Voltara a ser novamente a outra, a rapariga de Elesbão. Acabou o relacionamento. E, pior, arranjou um outro marido, um refil. O mecânico estão ficou triste pelos cantos, capiongo, perdera a graça de viver. Não só por perder a amante de tantos anos, mas pelo afastamento do filho com quem já havia se afeiçoado. O clima em casa começou a ficar mais turbulento e não deu outra: resolvera se separar da esposa, tinham apartado os trapos! Ludmilla não conseguira mais entender a intrincada teia de fios tecida por Elesbão:
— O senhor parece uma aranha doida! Criou um labirinto tão inlinhado que terminou perdido no meio dele! Sinceramente, eu não vejo saída não! Agora , é dar a volta por cima, por as coisas nos seus devidos lugares e tentar rearrumar a vida, enquanto é tempo!
Elesbão fitou a doutora com aqueles olhos pidões de cachorro em churrascaria. Puxou, então, o primeiro fio da nova teia:
— Doutora, se mal pregunto, já que a senhora também está desimpedida, não estaria a fim de um relacionamento estável e sincero?

Notícias do Crato – Para o dia 29 de Outubro de 2009



Cidade do Crato já está classificada na primeira etapa do Programa Selo Município Verde – Edição 2009

O município do Crato foi selecionado na primeira etapa do Programa Selo Município Verde – Edição 2009. O Programa Selo Município Verde – PSMV é um programa de certificação pública do Governo do Estado do Ceará que classifica, anualmente, os municípios cearenses que atendem a critérios pré-estabelecidos de conservação e uso sustentável dos recursos naturais, promovendo melhor qualidade de vida para presentes e futuras gerações. Nos anos de 2007 e 2008 o Crato foi premiado com o Selo Município Verde. Para este ano de 2009, passamos pela primeira etapa onde mais de 139 municípios se inscreveram, porém, apenas 34 se qualificaram após responderem o Questionário de Avaliação da Gestão Ambiental, respondendo a questões referentes a legislação ambiental, instrumentos de gestão, infra-estrutura, saúde pública, biodiversidade e educação ambiental. No momento, o município encontra-se organizando documentação para a próxima etapa, que é o Questionário de Mobilização Ambiental, e aguardando equipe técnica composta por integrantes do Comitê Gestor e Comissão Técnica do Programa para avaliação in locu que deve ocorrer até o dia 14 de novembro, salientando que Esta equipe deseja reunir-se com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA e com os Secretários Municipais. Hoje, às 17 horas no auditório da Secretaria de Saúde será realizada reunião com a equipe do município Selo Verde, onde serão propostas ações que influirão nas próximas etapas da qualificação.

CRAS Vila alta promove hoje feirinha de produtos

O Centro de Referencia em Assistência Social- CRAS Vila Alta, realiza hoje uma feirinha na Creche Amabila, na Socicol, onde serão apresentados produtos de diversas especialidades produzidos nos cursos disponibilizados nesse CRAS.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax – (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Espaço de Luz! – Por: Luiz Domingos de Luna*

Espaço de Luz!

Uma idéia nasceu
Percorreu o espaço
Sinto o que faço
Já não sou eu
A obra que rola
Na esfera social
No arremate final
Parece uma bola
Cada chute uma pancada
O Público já analisou
Pois, ele é sempre o senhor.
Da obra que foi criada.
Estrada corrente de dor
Cada letra uma pisada
Toda linha esmagada
Na lógica do leitor
O Conjunto é uma esfera
De vértice quebrado
Ou tem giro acelerado
Ou o motor emperra
Passar no crivo social
Num filtro bem condensado
Na página, tela, lixo ou lado.
O Poema tem seu final.

Por: Luiz Domingos de Luna*
(*)Comentarista blog do Crato

Corpo de Bombeiros alerta perigo de desabamento na Casa do Estudante de Crato

 
O prédio da Casa do Estudante do Crato (CEC) apresenta rachaduras nas paredes e piso, madeiramento comprometido pela ação de cupins e portas e janelas quebradas. De acordo com o laudo do Corpo de Bombeiros do Crato, o perigo de desabamento é iminente. O documento foi assinado pelo subtenente Juscelino Inácio de Brito, que recomendou a visita de engenheiros para constatar a veracidade dos fatos e uma imediata tomada de providências.

Uma equipe da vigilância sanitária do Crato constatou infestação de morcegos, inclusive fezes e urina, instalação hidráulica e elétrica danificada e infiltração de água em vários pontos do imóvel.
O prédio tem 13 apartamentos, sendo sete no térreo e seis no pavimento superior. No local, residem 29 estudantes secundaristas e universitários, oriundos dos municípios cearenses de Iguatu, Cedro, Lavras da Mangabeira, Quixelô, Acopiara, Milagres, Missão Velha, Jardim, Altaneira e Brejo Santo. De Pernambuco, alunos que vieram de Moreilandia, Exu e Cedro. Os jovens estudam na Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto Federal do Ceará (IFECE), Leão Sampaio e Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ). Eles estão apavorados com o estado de conservação do imóvel e esta semana, os alunos levarão a denúncia ao Ministério Público para tentar solucionar o problema.

A estudante do 7º semestre do curso de letras, Jaqueline Cruz, veio do distrito de Jamacaru, em Missão Velha, procurar abrigo na Casa do Estudante. Há três anos mora no local e participa da luta para conseguir melhorias para o prédio. “As pessoas que se abrigam aqui, não podem pagar o aluguel de apartamentos. Então, queremos melhores condições para beneficiar também outros estudantes, que assim com nós, não têm condições de pagar aluguel e morar em outro lugar”, ressalta a estudante.

Jaqueline fala ainda sobre a falta de segurança na casa: “já fomos assaltados umas três vezes. Certa vez, fomos passar as férias nas nossas cidades e quando voltamos tinham arrombado o quarto de um colega, levado a televisão e os pertences dele. A rua é esquisita e não temos nenhuma segurança, ficamos com medo se ouvirmos qualquer barulho”, concluiu a estudante.
O prefeito Samuel Araripe disse que a situação da Casa do Estudante do Crato é preocupante, mas qualquer recurso público destinado ao prédio poderá caracterizar improbidade administrativa por falta de legalidade nos repasses. Samuel solicitou que os engenheiros da secretaria municipal de Infraestrutura (SEINFRA) fossem ao local para uma avaliação. O engenheiro Jorge Ishimaru disse que a secretaria está desenvolvendo um projeto de restauração do prédio. Para o engenheiro, “as obras devem começar urgentemente devido as condições físicas do imóvel”.

Localizado na Rua Carolino Sucupira, no bairro Pimenta, o prédio foi construído em 1956, pela União dos Estudantes do Crato (UEC). O objetivo é abrigar estudantes do ensino médio e superior, reconhecidamente carente de recursos financeiros. A sede própria da União dos Estudantes do Crato (UEC) fica em anexo, mas sempre fechada.

Fonte: Jornal do Cariri
Via: Cariri Agora

Governador inaugura metrô do Cariri em novembro

O governador Cid Gomes inaugura o Metrô do Cariri, no dia 24 de novembro, informou o secretário adjunto da Infraestrutura, Otacílio Borges, que viajou esta tarde(28) a Juazeiro do Norte, para inspecionar a obra.

A linha do Metrô terá uma extensão de 15 quilômetros, saindo do Crato para a Terra do Padre Cícero e vice-versa. O trecho terá nove estações.

Os vagões foram construídos em Barbalha e trafegará das 6 às 23 horas, com cada composição transportando de meia em meia hora 660 passageiros, totalizando no fim do dia 10 mil pessoas, cada um pagando a quantia de R$ 1,00 pela passagem. O projeto total custou R$ 20 milhões.

Fonte: Diário do Nordeste (29/10/2009)

Doente e sem recursos, Nelson Ned precisa de ajuda

 
Com apenas 1,12 de altura e 92 quilos, o cantor Nelson Ned, 61 anos, está lutando para emagrecer e controlar o diabetes e o colesterol. Porém, o que tem agravado sua saúde são a obesidade e o inchaço, difíceis de serem tratados por falta de recursos financeiros.

Conhecido como O Pequeno Gigante da Canção, Nelson Ned foi o único artista da América Latina a lotar quatro vezes o Carnegie Hall. Áureos tempos! Hoje tudo mudou, e a vida do artista se trasnformou em um pesadelo.

Com sucessos um atrás do outro, entre eles a música Tudo Passará, veio também a dependência pelas drogas e o fundo do poço, com a conseqüente perda de toda a sua fortuna. Na década de 90, ele tentou dar a volta por cima, tornando-se evangélico e gravando músicas Gospel, mas as dificuldades de locomoção (freqüentemente precisa da ajuda de uma cadeira de rodas) e as fortes dores o impediram de permanecer no palcos.

Apesar de Nelson Ned não gostar de falar de seu drama, o amigo cantor e vereador Agnaldo Timóteo, que ele conhece desde a década de 60, vem fazendo uma campanha com o objetivo de angariar pelo menos R$ 50 mil para ajudar no seu tratamento médico.

“Toda sua fortuna foi perdida com as drogas. Mesmo recuperado desse vício, hoje ele não consegue voltar a fazer shows, porque a falta de saúde o impede. O Nelson precisa ser internado em uma clínica para emagrecer, fazer as cirurgias necessárias, controlar o colesterol e voltar a cantar. E sua permanência lá deve ser de pelo menos seis meses”, explicou Timóteo a OFuxico.

Agnaldo Timóteo contou ainda que pediu ajuda a diversos artistas, entre eles Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone, Gugu, Hebe, Faustão, Tom Cavalcante e Xuxa. Nenhum deles, porém, respondeu.

“Acredito que eles nem chegaram a saber do assunto, pois são pessoas generosas. Provavelmente, seus assessores barraram minha mensagem”, desabafou Timóteo.

De acordo com Timóteo, Silvio Santos e Sônia Abrão prometeram ajudar. O cantor Daniel, disse ele, também foi procurado e até ofereceu ajuda. Só que o dinheiro oferecido pelo artista gerou polêmica. Agnaldo considerou pífia a importância oferecida.

“Ele deu R$ 2 mil, e eu devolvi. Não aceito só isso, pois ele ganha milhões”, disse Timóteo.

O incidente acabou gerando uma saia justa entre os dois.

“O Daniel respondeu que R$ 2 mil é um valor muito acima do salário mínimo, que sustenta milhões de famílias. Mas cada um vive como pode”, insiste Timóteo.

Até Jô Soares entrou na história. Segundo Timóteo, uma secretária o procurou, esta semana, para dizer que o apresentador da Globo se solidarizou com o que soube e prometeu colaborar.

O empenho de Timóteo tem uma razão de ser: os dois são conterrâneos (nasceram em Minas Gerais) e começaram a carreira juntos, em Belo Horizonte. “Fomos calouros juntos. Ele cantava músicas do Nelson Gonçalves, e eu do Caubi Peixoto”.

Timóteo disse também que, abandonado pelos filhos, Nelson Ned tem sido ajudado por ele.

“Não quero revelar valores, mas faço o que posso. De mim, o que ele já recebeu, daria para comprar um carro novo”, finalizou.

Fonte: OFuxico

Papa reafirma que só Igreja Católica pode interpretar a Bíblia

É da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura, disse Bento XVI

VATICANO – Papa Bento XVI reiterou com firmeza, em um encontro com estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico, que apenas a Igreja Católica pode interpretar “autenticamente” a Bíblia.

“À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo”, defendeu o papa, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes em comemoração aos cem anos da fundação da entidade pontifícia.

Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro “lacrado”.

“Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre”, disse.

De acordo com o pontífice, “por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura”, sendo esta “uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história”.

“Ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação”, explicou Bento XVI.

O papa relembrou também que o aumento do interesse pelo livro sagrado católico no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à constituição dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina.

Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.

Fonte: Estadão

Lúcio Alcântara indica Blog do Crato para o Prêmio DARDOS


Prêmio Dardos

( Por Lúcio Alcântara )

Recebi o Prêmio Dardos do Blog Caminhos do Turismo pelo turismólogo.

O prêmio em questão visa reconhecer o “desempenho de blogueiros na transmissão de valores culturais, éticos, literários e pessoais, que demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras”. O selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web, diminuindo as barreiras à comunicação e à amizade.

Ao receber o Prêmio, há algumas regrinhas a serem seguidas:

1) Exibir a imagem do selo em seu blog;
2) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3) Escolher outros 15 blogs a quem entregar o PRÊMIO DARDOS;
4) Avisar os escolhidos.

Embora muitos sejam merecedores de tal distinção, sigo o regulamento e indico 15 blogs aos meus leitores, que considero difusores de opinião e incentivadores culturais:

- Bordado Inglês

- De Rerum Natura

- Blog do Eliomar de Lima

- Antena Paranóica

- Rastreadores de Impurezas

- Blog do Wanfil

- Liberdade Digital

- Blog do Deputado Leo Alcântara

- Blog do Noblat

- O Caderno de Saramago

- Blog do Reinaldo Azevedo

- Assim Mesmo

- Blog do Crato

- Blog do Egídio Serpa

- Blog do Fernando Rodrigues

Por: Lúcio Alcântara – Ex-Governador do Ceará

Nota do Blog do Crato: Já respondi a essa mensagem num dos comentários do Blog, mas quero externar novamente a nossa satisfação em receber essa indicação do Ex-Governador Lúcio Alcântara para o Prêmio DARDOS. É imensamente gratificante estar nesta seleta lista elaborada pelo governador, para integrar os Blogs que ele considera dignos de receber distinção na transmissão de valores culturais, éticos e literários. Principalmente indicados por ele, que é um grande incentivador das artes e da Cultura, tendo vindo ao Crato há poucos dias para receber o diploma do ICC, exatamente pelos grandes esforços em prol da cultura caririense. Aproveitando o ensejo, como Cratense, quero engrossar as fileiras dos que solicitam apoio no relançamento do famoso livro “Efemérides do Cariri” de Irineu Pinheiro, já que vários livros históricos estão sendo relançados pela Fundação Lúcio Alcântara. Governador, muitíssimo obrigado pela distinção.

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

Encontro do Verso Cantado e das Graphias

O MENDIGO

Escrito por Vicente Almeida

Certa vez, um jovem barbeiro, de uma pequena cidade, aparentando uns trinta anos de idade, costumava abrir a porta da sua barbearia e lá se deparar com um mendigo. Aquilo virou rotina, todo dia lá estava ele, cabeludo e muito barbado parecia um homem de 80 anos.

Penalizado, o barbeiro resolveu certo dia, aliviá-lo daquele estado e convidou o mendigo a sentar-se em sua cadeira. Cortou seu cabelo, fez a sua barba, perfumou-o e apareceu um jovem de idade não superior a 40 anos, e de belas feições.

O barbeiro, talvez por respeito, não lhe perguntou o que o levou aquela situação e após o tratamento ainda lhe deu algumas moedas e uma roupa velha dizendo, é para você dar novo rumo a sua vida. E esqueceu completamente o episódio.

Passaram-se os anos, dez, vinte, trinta, quarenta anos, e nunca mais se ouviu falar do mendigo.

Quando completou quarenta e cinco anos, o barbeiro recebeu uma notificação para comparecer diante de um juiz em dia e hora ali especificados.

E lá foi ele, tremendo de medo, passando pela sua cabeça um turbilhão de interrogações! Meu Deus, o que fiz? Sempre fui correto, nunca enganei ninguém, só ajudei. Por que agora que tenho setenta e cinco anos um juiz me intima?

Chegando ao tribunal apresentou-se ao Juiz que o interrogou: O Senhor é fulano de tal, barbeiro há quarenta e cinco anos na rua tal, numero tal?
- Sou sim Senhor Juiz, e tremendo perguntou: de que me acusam?
- De nada, disse o Juiz, mas, aqui há um testamento de um senhor falecido que o indicou como seu herdeiro, e o senhor receberá o equivalente a cinqüenta por cento da sua fortuna.
- Só não entendi uma coisas, disse o Juiz: aqui no testamento ele pediu para lhe informar que as suas moedas se multiplicaram aos milhões, que foi muito feliz e nunca o esqueceu.

Esta cidade

Foto: Heládio Duarte
É preciso dar mais corda no coração desta cidade
Umas setecentas e tantas mil voltas de corda no coração desta cidade
Um choque de milhões de volts no cérebro clinicamente morto desta cidade
Mais gasolina óleo diesel álcool no motor desta cidade
Colorir os out-doors das avenidas cinzentas desta cidade
Enxaguar o chão imundo desta cidade

É de um sacolejo forte que os moradores desta cidade estão precisando
Para acordar da letargia do sono profundo do pesadelo da preguiça que estão sofrendo os moradores desta cidade
Para ocupar ruas praças parques cinemas bares igrejas clubes cassinos cemitérios todos os espaços úteis desta cidade
Para deflagrar a revolução tardia e necessária que salvará esta cidade da sua anunciada morte súbita

É de um grande esparro que o prefeito desta cidade está precisando
Para sanear o grande esgoto a céu aberto que envergonha os moradores desta cidade
Para tirar os camelôs que emporcalham a praça que é o coração desta cidade
Para ser a necessária autoridade que esta cidade está precisando

É preciso também ter muito saco para aguentar o tédio desta cidade

Post Scriptum do autor: nesse texto não há a intenção de tecer críticas pessoais. Onde ler-se “prefeito desta cidade”, entenda-se homens públicos (Carlos Rafael Dias, em 29/10/2009 às 09:05 horas).

Zé Nilton, e o programa de amanhã?

Todos já sabem, tudo bem, que todas as quintas-feiras, das 14 às 15 horas, Zé Nilton Figueiredo apresenta o programa Compositores do Brasil, com apoio do CCBNB Cariri, na Rádio Educadora do Crato, AM 1020.
Há essas alturas, Zé Nilton, já teria postado algo sobre o programa. Mas, até agora, nada!

Então, o que houve?

Talvez, Zé ainda estaria ultimando a elaboração do programa de amanhã.

Talvez, não! Zé já teria preparado o programa e agora estaria na Serra do Araripe, onde tem um rancho pra lá de aprazível (confira pela foto acima).

De qualquer forma, Zé é Zé e o resto é zil…

Túnel do Tempo – post de 2007

Crato e Nossa Senhora de Fátima

Fotos: Carlos Rafael Dias
Texto: Armando Lopes Rafael
A
cidade de Crato, desde seu início, sempre foi profundamente marcada pela presença da Virgem Maria!
Ao fundar a Missão do Miranda – embrião desta cidade – com o objetivo de pregar a fé católica aos indígenas, o capuchinho italiano Frei Carlos Maria de Ferrara o fez de modo simbólico. Ergueu, no centro da aldeia, uma humilde capelinha de taipa, coberta com folhas de palmeiras e a dedicou – de maneira especial – a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Na ocasião, a imagem ali venerada foi uma pequena estatueta da Virgem Maria, com o poético nome de Mãe do Belo Amor…

Em 13 de maio de 1917, alvorecer do século XX, Nossa Senhora escolheu o lugarejo de Fátima, em Portugal, para divulgar – por meio de três crianças – uma mensagem. De Fátima difundiu-se pelo mundo inteiro esta mensagem de conversão e esperança! Também em Crato a mensagem de Nossa Senhora de Fátima teve grande repercussão. Já 25 anos depois dessa aparição, num mundo de precária comunicação, o historiador maior desta cidade, Irineu Pinheiro – no seu clássico O Cariri, na página 272 – registrava:

No dia 3 de outubro de 1942 à tarde, trouxeram em procissão da Sé para o novo templo (igreja de São Vicente Ferrer) em andores, as imagens de São Vicente Férrer e Nossa Senhora de Fátima, em meio de fogos, vivas e palmas entusiásticas.
Noutro livro, Efemérides do Cariri,
Irineu Pinheiro assim descreve a visita, em 1953, da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima a Crato: Foi a maior manifestação religiosa a que assistiu o Crato desde sua fundação….

Fruto dessa visita, entre tantas coisas, foi a inauguração, em Crato, do Aeroporto de Fátima (em plena Serra do Araripe) e a construção da Igrejinha de Fátima, localizada na Rua Nossa Senhora de Fátima, no Pimenta.

Em 1967, o Prefeito de Crato, Humberto Macário de Brito, construiu um monumento a Nossa Senhora de Fátima, no velho Aeroporto (fotos acima e ao lado), de autoria do renomado escultor jardinense, José Rangel. Estivemos lá neste domingo e fotografamos o monumento abandonado. Neste 2007 – quando se comemora 90 anos das Aparições de Fátima – bem que a administração municipal poderia relocalizar este monumento no bairro do Pimenta, onde fica a única paróquia da Diocese de Crato que tem como padroeira Nossa Senhora de Fátima.

Fotos: Carlos Rafael Dias
Texto: Armando Lopes Rafael

Papa Poluição, uma das maiores bandas do Rock Brasileiro, era liderada pelo cratense Tiago Araripe

Capa do primeiro disco da banda

Papa Poluição foi uma banda de pop-rock formado em São Paulo, em 1975, por Paulinho Costa (voz e guitarra), Luís Penna (guitarra e voz), Beto Carrera (guitarra e voz), Tiago Araripe (violão, percussão e voz), Bill Soares (baixo e voz) e Xico Carlos (bateria).
A maioria dos seus integrantes era nordestina; Tiago, Bill e Chico eram cearenses e Paulinho e Luís vinham da Bahia. A exemplo dos Novos Baianos, fundiam a MPB ao rock, porém com ênfase na ironia e no bom humor. O grupo gravou apenas dois compactos (o que é de lascar): um duplo pela Chantecler em 1976 com as músicas “Rola Coco”, “Guerra Fria”, “Em Nome Do Rock” e “Brechando Nas Gretas” e um compacto simples pela Top Tape no ano seguinte com as faixas “Tua Ausência” e “Inferno Da Criação”.
Tiago Araripe (que já havia gravado um compacto solo para a Odeon ainda em 1974 com suas composições “Os Três Monges” e “Sodoma e Gomorra”), seguiu carreira-solo, gravando o LP Cabelos de Sansão, no início da década de 1980. Este disco foi recentemente reeditado em CD pela Saravá Discos. Tiago hoje mora em Recife, Pernanbuco, trabalha com publicidade e mantém um blogue muito interessante com o mesmo nome do seus antológico disco. Para acessá-lo clique aqui.
Penna e Paulinho gravaram alguns discos em dupla (incluindo “O Macaco Avoa”, pela RGE, para a trilha do filme Sargento Getúlio), e Penna entrou para a política nos anos 2000, sendo hoje presidente nacional do Partido Verde.
Fonte: Arquivo do Rock Brasileiro.

Bom Dia ! – 28 de Outubro de 2009


FIRULAS E CASCATAS…uma crítica aos que se propõe a ajudar o Blog do Crato e não ajudam em quase nada…

Começo o Dia de hoje com um Apelo aos escritores: “Não deixem a Peteca Cair!”

Bom dia para todos os leitores, colaboradores e amigos do Blog do Crato !

Gostaria de insistir nos escritores do Blog do Crato: “Não deixem a peteca cair”. Estou em Fortaleza, e devo passar alguns dias por aqui. Fico a me perguntar cadê o interesse dos nossos escritores em publicar algo. Temos mais de 70 escritores cadastrados, que poderiam perfeitamente suprir essa minha falta temporária no Blog, mas já vi que se eu morresse, o Blog do Crato morreria junto, meus amigos, pois as pessoas não tem o meu amor para com o Blog. Nossos leitores esperam aí, ávidos por notícias do Crato, por reportagens, e o que nós vemos ? Vemos 3 ou 4 postagens…cerca de 80 por cento sou eu mesmo quem posta…

Na verdade, quando eu me propus a construir o Blog do Crato e aliás, todos os meus projetos, já sabia que a pessoa com quem mais eu poderia contar na vida, era comigo mesmo. Por isso eu sou meu próprio grande admirador, e confesso isso sem a menor falsa modéstia. Em tudo que eu entro, é para vencer. Vou até o fim. Minha força de vontade em realizar algo é incrível, a ponto de sacrificar sono, alimento, tudo enfim. Não sei se por ser dessa natureza, de ser perfeccionista em tudo que faço, quando entro numa guerra é para vencer, sem considerar nem a impossibilidade da derrota, que tenho alcançado até hoje todos os meus objetivos na vida. Eu vivo para vencer!

Quando penso no Blog do Crato, penso num Blog coletivo. Estamos com 40.000 acessos por mês, um recorde jamais visto. Conquistados palmo a palmo, pessoa por pessoa. Creio que tenho aliados escritores. Por isso deixo meu apelo nesses dias em que estou fora da cidade, e não posso dar a atenção merecida para nossos muitos leitores: Não deixem a peteca cair ! Temos 40.000 acessos aí esperando informações.

Afinal, cadê a grande ajuda e o “AMOR” que tanta gente fala que tem para nos Ajudar ? Cadê a dedicação ? Tenho ouvido muita “cascata” e elogios por aí, nos comentários, mas nossos colaboradores mesmo, as pessoas que nos apóiam na verdade, os escritores mais fiéis, a gente pode até citar alguns nomes: A. Morais, Armando Rafael, Carlos Rafael, João Paulo Fernandes, Amilton Silva, Dr. Valdetário, José Nilton Mariano, Mônica Araripe, Carlos Eduardo Esmeraldo, Magali, Maria Otília, josé Milton Arraes, Darlan Reis, Cesar Mousinho, Luiz Domingos de Luna, Roberto Jamacaru, Antonio Vicelmo, Elizângela Santos, Emerson Monteiro, Wilson Bernardo, Beto fernandes, Pachelly jamacaru, os comentaristas: Jair Rolim, José Tavares, Roberto, Manoel Severo, dentre outros que me falha a memória…

Fica aqui meu apelo a muita gente: Menos “Cascata”. Menos “bravatas”, e mais Ações! Eu sei diferenciar muito bem o que é uma bajulação, de gente que produz de verdade. E é nessas horas em que estou ausente, que a gente conhece quem tem amor ao Blog e que escreve pra valer! Ontem fomos elogiados até pelo ex-governador Lúcio Alcântara, que nos fez grande distinção ao indicar-nos ao Prêmio DARDOS. Façamos por merecer!

Abraços, e bola pra frente !

Dihelson Mendonça

As FAVAS com o Povo, o Rio é Maravilhoso:PT e PMDB compartilham o cheiro da pasta-Por Wilson Bernardo.

O PRIMEIRO SENADO DE QUE HÁ MEMÓRIA ERA CONHECIDO POR “SENADO DA FAVA” O primeiro senado de que há memória apareceu em Atenas,na antiguidade, em época muito anterior á de Sólon. Compunha-se de 400 atenienses de mais de 30 anos de idade, tirados á sorte nas quatro tribos, entre os cidadãos das três primeiras classes.

Chamava-se a esta assembleia “Senado das Favas”, porque os seus membros eram tirados á sorte por meio de favas pretas e brancas. (Segundo Heródoto, os antigos quase não comiam favas, por serem entre os cidadãos símbolo de independência politica).
Nesse famoso Senado de Atenas, os senadores exerciam um mandato de 300 dias, e o se número foi elevado a 500 por Clistenes, no ano 519 antes de Cristo. Os senadores recebiam a indenização duma dracma por oito horas de trabalho, e davam as contas ao saírem.
Segundo os estudiosos, teve Roma o seu Senado desde a sua fundação. Os senadores, a principio 100, e depois 300, eram escolhidos pelo rei. Era uma reunião de chefes de família(obs:Familia Lulista e Sarneydenhistas), até o século IV antes de Cristo.
Mais tarde, Algusto reorganizou o Senado romano,”fixando em 600 o número de senadores, e exigiu como condições de admissão a ingenuidade, o direito de cidade e o censo senatorial. A presidência competia ao imperador, que podia anular todas as decisões”.
Na antiguidade havia o famoso Senado dos Judeus, conhecido pelo nome sinédrio ou sinedrim. Célebre também foi Esparta, na Grécia. Na Gália romana via-se em cada cidade um senado, constituído pelos mais ricos cidadãos.
Notável, igualmente, foi o Senado Conservador de França, criado em 24 de Dezembro de 1799. O Senado brasileiro foi criado pela constituição de 25 de Março de 1842. Os senadores, em número de 58, eram nomeados vitaliciamente pelo imperador,que os escolhia em listas feitas pelos eleitores do segundo grau.

Senado:É palavra que vem do latim senatu,”assembleia dos velhos”(senex).
As Olímpiadas recentes de Tiro no Rio de Janeiro desfoca as atenções para o bigode de Sarney,
e como sempre tudo acaba em Omelete e Coca in Colômbia Cola.
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Maior hospital do Amazonas suspende novas cirurgias por falta de medicamentos

O Hospital Universitário Getúlio Vargas, o maior público do Amazonas, suspendeu nesta terça-feira novas cirurgias por falta de medicamentos. A direção da unidade, que fica em Manaus, diz que faltam anestésicos, antibióticos, analgésicos, soro e fios cirúrgicos para procedimentos. Segundo o hospital, os repasses de R$ 1,2 milhão ao ano do Ministério da Educação são insuficientes para custear toda a infraestrutura. Ligada à Universidade Federal do Amazonas, a unidade também recebe recursos do SUS (Sistema Único de Saúde). Hoje, dos 251 leitos, 95 estão fechados devido à falta de manutenção nas instalações. Estão na lista de espera para cirurgias 1.132 pessoas.

“O hospital vive uma situação caótica perene e não tem recursos nem para funcionar 90 dias”, diz o diretor Lourivaldo Rodrigues.

O ministério informou nesta terça que uma comissão fará uma visita ao hospital na próxima semana. A equipe fará um levantamento da situação para formular um plano de ação em conjunta com a administração e com a universidade. Até lá, o ministério não vai comentar o caso, segundo sua assessoria. Em atividade há 45 anos, o hospital é referência em hemodiálise, ortopedia e neurocirurgia e conta com 160 médicos.

Fonte: Agência Folha

Manoel de Barros e o Surgimento de dois novos Poetas para o nosso Caldeirão Cultural-Por Wilson Bernardo.

FAZEDORES DO AMANHECER…Manoel de Barros é poeta pantaneiro,e degustador de palavras reinventadas,assim como traquinagens de crianças maluvidas de palavras cheinhas pela boca de pote e brasa em bocas de Sapo,segundo Manoel de Barros,ele aprendeu muito ouvindo os filhos e netos quando crianças.Na verdade toda sua obra é uma reinvenção de conceitos e absurdamente o imaginável inventivo de palavras,fisgadas e plagiadas do universo infantil.A de se prestar muita,muita atenção e respeito quando as crianças falam na infinitude de um fundo de Pote.

ERAS
Antes a gente falava:faz de conta que
este sapo é pedra.
E o sapo eras.
Faz de conta que o menino é um tatu
e o menino eras um tatu.
A gente agora parou de fazer comunhão
de pessoas com bicho,de entes com coisas.
A gente hoje faz imagens.
Tipo assim:
Encostado na ponta da tarde estava umcaramujo.
Estavas um caramujo-disse o menino
porque a tarde é oca e não pode ter porta.
A porta eras.
Então é tudo faz de conta como antes?
Manoel de Barros

Poemas de Pedro de Azevedo(Neto de Wilson Bernardo)

LATIDOS DE UM CÃO.

Ouvi palavras
de cachorro.

DEUS BRINCA DE BOLINHAS DE SABÃO.
Deus me disse
que as nuvens
eram
mulas sem cabeça.

Poema de Paulo Rafael(Filho de Carlos Rafael Dias)

A INVENCIONISE DOS MAMÍFEROS…
-Pai você é um anjo!
-Anjo é você,filho.
-Não pai!
Eu sou um Mamífero.
Wilson Bernardo(Texto inicial & Fotoartgraficas)

Relator aumenta royalties de estados e municípios de 7,5% para 44%

NE – Um assunto que nós tratamos aqui no Blog do Crato na semana passada: A queda dos Royalties do Petróleo que a união repassa para os municípios, e amplamente discutida pelo prefeito Samuel Araripe, com a queda dos repasses federais e que está causando muitos problemas aos municípios Brasileiros. Hoje temos um novo posicionamento da questão:

O relatório de Henrique Eduardo Alves (E) mantém a Petrobras como operadora única em toda a área de influência do pré-sal. Relator eleva de 10% para 15% a alíquota dos royalties pagos pela exploração do petróleo e também aumenta, de 7,5% para 44%, recursos que irão para todos os estados e municípios do País. Relatório sobre o marco regulatório do pré-sal privilegia a distribuição mais equitativa dos royalties de petróleo entre estados e municípios. O parecer do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), apresentado nesta terça-feira, é favorável às propostas que adotam o regime de partilha para a exploração do petróleo na camada do pré-sal [PLs 5938/09, do Poder Executivo, e 2502/07, do deputado Eduardo Valverde (PT-RO)].

O relator, no entanto, apresentou oito emendas à proposta do governo. A mais polêmica eleva de 10% para 15% a alíquota dos royalties pagos pela exploração do petróleo. No caso de lavra na plataforma continental, 18% dos recursos serão destinados aos estados produtores e 6%, aos municípios produtores.

Dez vezes mais recursos

Alves explicou que, no modelo atual (com a alíquota de 10%), 40% dos recursos dos royalties vão para a União, 22,5% para os estados produtores e apenas 7,5% para um fundo especial que redistribui os recursos para estados e municípios. No modelo proposto em sua emenda (já com a alíquota de 15%), o índice que cabe à União cai para 30%, e 44% serão distribuídos a todos os estados e municípios do País. Para Henrique Eduardo Alves, o novo modelo faz uma distribuição mais justa sem prejudicar os estados e municípios produtores. Ele avalia que, com essa mudança, deve-se elevar em cerca de dez vezes os recursos que estados e municípios recebem de royalties pela exploração de petróleo, por meio dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM).

“Os estados (produtores) tinham 22,5% de 10% dos royalties. Eu estou reduzindo para 18%, mas estou elevando a alíquota para 15%, então, há uma compensação. Além disso, não estou mexendo nas áreas já licitadas do pré-sal, onde tudo vai continuar do mesmo jeito, no regime de concessão – o que é, portanto, um ganho para esses estados produtores. Apenas daqui para frente é que eu faço uma distribuição mais justa, mais equitativa entre todos os municípios e estados brasileiros porque o petróleo é um bem de todo povo brasileiro”. Outra novidade no relatório de Henrique Eduardo Alves é a destinação de 3% dos royalties para o meio ambiente. Os recursos deverão constituir um fundo especial para o desenvolvimento de programas para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. O chamado “bônus de assinatura”, que é o valor pago pela concessionária vencedora de licitação de campos exploratórios de petróleo, terá o seguinte destino: 90% dos recursos para a União e 10% para estados e municípios.

O relatório mantém a Petrobras como operadora única em toda a área de influência do pré-sal, como previa o projeto original. “Isso é estrategicamente importante para que a Petrobras possa se aperfeiçoar e adquirir nova tecnologia a cada campo a ser explorado.” Apesar de alguns pontos polêmicos, sobretudo em relação aos royalties, o relator está otimista quanto à aprovação do relatório. Houve um pedido de vista coletivo e a matéria só deverá ser votada na próxima semana.

Fonte: Agência Câmara

Lembrando Antônio Corrêa Celestino – por Armando Lopes Rafael

(Artigo publicado no “Jornal do Cariri”, edição 27-10-2009)

Se um homem tiver alguma grandeza dentro de si, ela aparecerá. Não em momento espetacular, mas quando for feito o registro do seu dia-a-dia” (Beryl Markham)

No primeiro quartel do século XX, na Região do Cariri, só a cidade de Crato dispunha de educandários de 2º grau. E isso a partir de 1916, graças ao primeiro Bispo de Crato – Dom Quintino – responsável pela reabertura do antigo Ginásio São José, com o nome de Ginásio Diocesano, destinado à educação da juventude masculina. Como o estudo era caro, só jovens oriundos de famílias ricas tinham acesso à educação, no único ginásio caririense.
Nascido na zona rural de Barbalha, filho de família modesta, o empresário Antônio Corrêa Celestino não chegou a cursar o segundo grau. Mesmo tendo freqüentado pouco a escola, era um autodidata. Lia muito, redigia as correspondências mais importantes de sua empresa e – o principal – sempre estava atualizado sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo. Tinha sempre um ponto de vista firmado sobre os fatos mais relevantes, divulgados pela imprensa e externava suas opiniões com muita segurança e equilíbrio.
Oportuno lembrar a trajetória da vida de Antônio Corrêa Celestino (1908-1995) atravessando quase todo o século XX, época de profundas mudanças na sociedade humana, dos avanços tecnológicos, de grandes enfrentamentos políticos e ideológicos, das conquistas da civilização e de tantas outras. Celestino venceu todos esses vendavais, como um cristão autêntico, no sentido ético da palavra cristão. Sua vida foi um exemplo de dedicação à comunidade, à Religião Católica, pela sua fé inquebrantável, e à Pátria, pelo seu ardoroso civismo.
Celestino sempre entendeu o ambiente de uma empresa não restrito unicamente às atividades internas e ao relacionamento com fornecedores e clientes. Para ele as empresas não deviam satisfações apenas aos seus acionistas, mas cumpriam interagir com os anseios coletivos das comunidades onde atuavam.
Citarei um único exemplo da sua atuação nesse campo de pensamento, provavelmente desconhecido até dos seus familiares. Quando da construção do grandioso Santuário de São Francisco das Chagas, em Juazeiro do Norte (foto ao lado), além das doações pessoais feitas para a edificação do belo templo, Celestino financiou a aquisição, na Itália – às expensas da Aliança de Ouro S/A – da belíssima imagem de São Francisco, pontificando, há meio século, no altar-mor daquela igreja. Hoje, os milhares de pessoas, quando contemplam a imagem de São Francisco ou rezam diante dela, desconhecem o fato de esta se encontrar ali, graças a uma doação de Antônio Corrêa Celestino.
Empresário vitorioso, Celestino não era obcecado pelo lucro nem pelo acumular de riquezas. Dotado de arraigadas convicções cristãs, conseguiu conciliar ética e lucro, sem ferir princípios da responsabilidade social. Talvez sua única vaidade fosse enumerar, vez por outra, o número de empregos gerados por sua empresa. Ficava feliz em rememorar o fato de dezenas de famílias terem um sustento condigno, graças aos empregos proporcionados pela Aliança de Ouro S/A. Sua residência era acolhedora, mas simples. Nada de supérfluo.
Era assim Antônio Corrêa Celestino. Um homem coerente! Um homem de bem!

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Entre Matar a Fome e a Sede,Você Alimenta a Esmola…Por Wilson Bernardo!

TOME UMA ATITUDE AJUDAR FAZ BEM…
VOCÊ SABIA QUE… - Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;- Cada dia morre, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos…- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto. – Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome…- Atualmente, cerca de 1,2 bilhões de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a AIDS;- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos…
Você Sabia?- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.
Você Sabia?- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.
Você Sabia?- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações…- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

Agora você já sabe.E vai ficar aí parado?
Tome uma atitude.
Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!
Seja Voluntário você Também!
Planeta Voluntários
http://www.planetavoluntarios.com.br/
Porque ajudar faz bem!
Wilson Bernardo(Blogagem & Fotografia)

As histórias dos outros – V: O Campeão de Bolero – por Carlos Eduardo Esmeraldo

Outro dia, li em algum lugar, uma homenagem a Garrincha, o extraordinário ponta direita do Botafogo e da Seleção Brasileira. Neste dia 28 de outubro completa-se 76 anos do seu nascimento. Faleceu em conseqüência dos efeitos do álcool no organismo humano aos 49 anos em 20 de janeiro de 1983.
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Muitas são as histórias engraçadas daquele genial jogador, que foi um dos melhores do Brasil em todos os tempos, ao lado de Pelé, Didi, Domingos da Guia e Leônidas da Silva, este último, jogador dos anos trinta e que para o meu pai era o melhor de todos. Mas calma pessoal, meu pai não entendia nada de futebol.
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Segundo o escritor e pesquisador Ruy Castro, autor de “A Estrela Solitária”, muitas dessas histórias sobre Garrincha foram criadas pelo jornalista Sandro Moreira e não ocorreram.
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Mas essa história que se segue merece crédito porque foi revelada pelo próprio técnico do Botafogo. Aconteceu numa excursão do time à América Central no distante ano de 1957, durante um torneio disputado em El Salvador. Na véspera da final contra o Independiente da Argentina, tido naquele ano, como um dos melhores times do mundo, os dirigentes do Botafogo deram por falta de Garrincha no hotel. Eram quase onze horas da noite quando o chefe da delegação do Botafogo, um de seus diretores e o técnico resolveram procurá-lo por tudo que fosse casa noturna de El Salvador. Orientados por um motorista de taxi, eles visitaram quase todas as casas de shows da cidade, que não eram muitas, e já estavam perdendo as esperanças, quando avistaram um pequeno cartaz preso por um arame num poste, com o seguinte anúncio: “Gran concurso de Bolero – a las nueve de la noche en La Caverna.” Correram para essa casa e lá encontraram uma enorme multidão comprimida em torno da pista de dança. Havia uma intensa fumaceira, que associada a pouca luz dificultava encontrar Garrincha no meio da platéia. Quando eles já iam se retirar, o locutor anunciou a grande final e que cada componente da dupla vencedora receberia um premio de vinte dólares. Eles olharam e viram uma baixinha, que parecia uma caturrita dançando e fazendo muitas evoluções. Quando observaram o par da dançarina tiveram uma grande surpresa. Era Garrincha! Não tiveram dúvidas. Subiram ao palco e arrastaram Garrincha para dentro do taxi, sob protestos do jogador, reclamando os vinte dólares que iria ganhar, pois estava quase vitorioso na grande final. Os dirigentes disseram que quem deveria pagar vinte dólares de multa seria ele, Garrincha, por haver desobedecido à ordem de permanecer na concentração. E se o Botafogo perdesse o jogo final, ele seria multado com toda certeza.
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Atendendo a um pedido do próprio Garrincha, os dirigentes combinaram não comentar esse assunto com os outros jogadores para evitar as costumeiras zombarias entre eles. Mas na hora do café, Edson, um dos jogadores, começou a gritar para Garrincha: “Cinderela, ô cinderela!” Era uma referência ao fato de Garrincha haver abandonado o baile antes do final. Os dirigentes ficaram intrigados como poderiam ter descoberto aquele segredo. Somente souberam a razão quando o roupeiro do Botafogo comunicou: “Seu João, tem uma mulher na recepção desejando falar com os diretores do time.” Era a bailarina do bolero, furiosa porque perdera o premio do concurso. “Me preparei muito para esse concurso. Ele já estava ganho, quando uns homens levaram o Manolo”. Protestava a dançarina. Em seguida houve uma séria discussão, com os dirigentes sem querer pagar à mulher e ela ameaçando a armar o maior “barraco”. E barraco em espanhol não é nenhuma latada dessas daqui não! É barraco para mais de mil embolações da língua. Resolveram pagar. Quando a mulher se foi com seus vinte dólares, apareceu Garrincha, com ar de inocência dizendo: “Seu João, eu gostaria de receber meus vinte dólares que deixei de ganhar ontem à noite.” “O que seu moleque? Perde esse jogo que você vai ver os vinte dólares, ouviu?”
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E o resultado do jogo? Deu empate: um a um.

Adaptado por Carlos Eduardo Esmeraldo de “Os subterrâneos do futebol” de autoria de João Saldanha, capítulo: “O concurso de bolero” páginas 86-93– José Olympio Editora, Rio de Janeiro – 1980

A “Fossa Ambulante” – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Sensível ao apelo do Dihelson para que não deixemos a peteca cair, abaixo a narrativa de um fato que vivenciamos (ao vivo, mesmo, na pele literalmente). E como havíamos prometido ao Zé Flávio que tentaríamos elaborar algo parecido com uma postagem que ele aqui veiculou, a ele dedicamos.

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Localizada ao oeste do Rio Grande do Norte, quase que fronteiriça com o estado do Ceará, Pau dos Ferros era (à época), uma dessas agradabilíssimas cidades pequenas (já mudou bastante e hoje é uma cidade desenvolvida), em razão, principalmente, da índole receptiva do seu povo e de um detalhe não tão comum em cidades do interior: a beleza brejeira e ao mesmo tempo esfuziante das suas mulheres e o extremo bom gosto e requinte com que se vestiam (até parece que os estilistas de moda, antes de lançarem suas famosas coleções em Paris, Roma ou Milão, faziam de Pau dos Ferros uma espécie de laboratório; como se vestiam bem aquelas jovens mulheres pauferrenses; um luxo só).
Vivenciamos tudo isso em meados da década de 70, quando, atendendo convite de um colega que já conhecia nossa capacidade de trabalho e que houvera sido nomeado gerente da agência do BNB (então a única agência bancária da cidade), para lá nos deslocamos a fim de cumprir uma “adição” de 90 dias; e, embora realmente o trabalho fosse muito (a ponto de cumprirmos expediente de 10 a 12 horas por dia), a “diária” que recebíamos compensava plenamente, além do que havia uma espécie de “irmandade” entre todos que compunham a equipe beenebeana.
Ao final da jornada de trabalho diário, a parada obrigatória era a “Sorveteria do Sales” (próspero comerciante local), onde sorvíamos uma geladérrima, ao tempo em que as paqueras se sucediam, furtivas ou abertamente. Os fins-de-semana, então, eram, literalmente, uma festa: num deles, por exemplo, tínhamos a escolha da “Miss Olhos” (obviamente uma disputa entre aquelas que tinha os “olhos” mais bonitos); na outra semana, a escolha do casal que melhor dançava; na outra, a escolha daquela que melhor desfilava e por aí vai. O certo é que a “coisa” era tão legal e gostosa que, não mais que de repente, o tempo voou, os 90 dias exauriram-se e tivemos que voltar para Fortaleza (bem que houve uma tentativa de prorrogação, mas não colou).
Antes da volta, entretanto, foi firmado um compromisso, um autêntico pacto de boêmios: sempre que houvesse uma festa que compensasse, seríamos acionados, tempestivamente. E assim, todos nós (mesmo os casados), que por lá passamos na condição de “adidos” (uns oito colegas, não necessariamente no mesmo período), findamos por voltar, várias vezes.
Os ônibus que faziam o percurso até Pau dos Ferros eram os famosos “pinga-pinga” que, além de desconfortáveis, eram desprovidos de banheiro. Pois foi numa dessas viagens que “a porca torceu o rabo”. Já saímos da rodoviária de Fortaleza um tanto quanto “melados” (muito mé, pra puder ter coragem de enfrentar a buraqueira, já que parte da estrada era de piçarra). Na chegada a Pau dos Ferros, cedo da manhã, os “recepcionistas” (colegas do Banco) já estavam a nos esperar com um “churrasquinho no ponto e aquela cervejota geladinha” (é que a “parada do ônibus” ficava estrategicamente localizada frente a um bar, que aos finais de semana funcionava 24 horas por dia). Os trabalhos se iniciavam ali mesmo, sem nem escovar os dentes. De lá e durante todo o dia de sábado, os reencontros, na Sorveteria do Sales, na Churrascaria do Anísio e no meio da rua, com aquelas mulheres fabulosas (imaginem o bafo).
À noite, após uma passada na “república” (a fim de tomar um banho, mudar de roupa, passar uma brilhantina no cabelo e colocar um “Lancaster”), festa no único clube da cidade, que se prolongava até o sol raiar; depois do famoso “caldo de misericórdia”, servido num posto de gasolina, todo mundo se mandava pra “barragem” (na verdade, o açude que abastecia a cidade e onde existia uma “palhoça” que servia o melhor “tucunaré” do mundo); e tomé “mé” (aí já na base do famoso “cuba-libre” – mistura de Ron Montila e Coca-Cola).
Naquela tarde de domingo, Rivelino, famoso jogador que houvera se destacado no Corinthians, faria sua estréia (no Maracanã) pelo time do Fluminense, jogando contra o …Corinthians. Mesmo diante de uma televisão preto-e-branco com uma imagem sofrível, na sala da casa do prefeito da cidade formamos uma grande torcida do Fluminense (pra agradar o homem, fanático pelo tricolor). E tome Ron Montila com Coca, com tira-gosto de panelada, buchada, tucunaré, o escambau. O certo é que o tempo, de novo, voou, e de repente chegou a hora do retorno.

Já chegamos na “parada do ônibus” mais pra lá do que pra cá, puto de raiva por ter que voltar e lá encontramos a colega do BNB Angélica (que também houvera ido passar o fim de semana).
Sentamos na poltrona (?) e…apagamos.
Lá pras tantas, após uma parada abrupta do coletivo a fim de desembarcar algumas pessoas que moravam na zona rural (ao lado da estrada), “ressuscitamos” e, pior, com uma vontade ou necessidade miserável de “descarregar”, “arriar a massa” (e o ônibus não tinha o famoso toylette). Falamos com o motorista e o trocador (existia um, sim, encarregado de recolher o dinheiro das passagens) e eles sugeriram que descêssemos o barranco e fizéssemos o serviço, enquanto eles procuravam e entregavam a bagagem do pessoal. E só deu tempo mesmo descer o barranco às pressas, correndo, arriar as calças e … tome merda, muita merda, merda em profusão, em pleno estado líquido e em “chicotadas” brabíssimas (o Ron Montila e os tira-gostos finalmente cobravam seu preço).
Até hoje não conseguimos lembrar é se nos deixamos absorver pelo esplendor da lua no céu (em pleno meio da caatinga) ou se, simplesmente, dormimos de cócoras; o certo é que, de repente, conseguimos captar a zoada de um carro acelerando; ao olhar, desesperado, pra cima, rumo à estrada, divisamos o ônibus se afastando, lentamente; não houve tempo para raciocinar: num átimo, nos despojamos da bermuda e da cueca, pegamos essa última e passamos de forma apressada no traseiro, a jogamos fora e subimos a ribanceira feito um louco. Contando com a solidariedade do pessoal que havia descido (uma oito pessoas) que se puseram a urrar em plena 3 da manhã, o ônibus parou mais à frente; resfolegando, suando em bicas por todos os poros, alcançamo-lo e, evidentemente, reclamamos do motorista e cobrador; eles alegaram que haviam “esquecido” e pediram desculpas. Quando sentamos na poltrona (?), uma réstia da luz da Lua nos permitiu observar que Angélica (ainda dormindo) imediatamente virou o rosto para o outro lado. Deixamos pra lá. Sentamos e… apagamos (de novo).
Oito horas da manhã, rodoviária de Fortaleza. A muito custo e após nos sacolejar bastante, a dupla (motorista e cobrador), consegue finalmente nos “trazer de volta”. De mau humor, com um terrível “gosto de guarda-chuva na boca”, doido pra chegar em casa, não ligamos para a cara feia dos dois, pegamos nossa sacola que estava na parte de cima e saímos. E foi aí, ao tentar nos despedir da colega Angélica, que vimos a “merda” que tínhamos armado: é que ela (e demais passageiros), não só se recusava a aceitar o nosso cumprimento, como, também, olhava(m) fixamente para nossa mão estendida; já com um certo receio, um pressentimento estranho a nos percorrer a espinha, acompanhamos o seu mortífero olhar e, só então, entendemos a dimensão da coisa: não só nossa mão, mas partes do antebraço, coalhadas estavam de merda, em transição do estado líquido para sólido.
É que, ao passarmos a cueca apressadamente no traseiro, ela não dera conta do recado e o “produto” havia vazado, em profusão, para a mão e adjacências. Imagine o que é ter vontade de morrer, sumir, meter-se em algum buraco. Uma tragédia. Pra completar, quando tentamos dá um passo à frente, sentimos a bermuda um tanto quanto apertada, muito presa ao corpo, obstando estranhamente nossa locomoção; é que ela simplesmente houvera “pregado” na bunda, tal a quantidade de merda e a extensão da área em que se propagara.
Resultado ??? A vergonha foi tão grande que ficamos “baratinados”, perdemos a noção do tempo, espaço e do ridículo, e sequer conseguimos atinar que na Rodoviária tinha um banheiro onde poderíamos fazer uma “meia-sola” (mini-banho). E assim, como nenhum taxista compreensivelmente nos aceitou como passageiro, tivemos que fazer o percurso do Bairro de Fátima até o apartamento, no Centro da cidade, no pé-dois, sol a pino, cantando amor febril e sob os olhares desdenhosos dos transeuntes, que cortavam caminho, tratavam de passar por longe. É que a fedentina era tão grande, o odor à nossa volta tão insuportável, até para a mais das insensíveis narinas, que poderíamos e merecíamos ser cognominados como uma “fossa ambulante”.
Quanto à colega Angélica, passou um certo tempo amuada, cabreira, sem querer papo nenhum, intrigada mesmo; hoje, casada, mãe de filhos, reside em Mossoró, e nas raras vezes em que a encontramos nos saúda efusivamente, embora um tanto quanto diferente, esquisito até: “Diga lá seu cagão”.
Coisas da vida…

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Governador Roberto Requião associa câncer de mama masculino a homens gays

O governador do Estado do Paraná, Roberto Requião, causou polêmica nesta terça-feira em Curitiba, em reunião semanal transmitida pela TV Paraná, ao dizer que o câncer de mama em homens deve ser “consequência de passeatas gay”. A ação do governo não é só em defesa do interesse público. É da saúde da mulher também. Embora hoje o câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser conseqüência dessas passeatas gay”, disse o governador. A declaração causou reação da APPAD (Associação Paranaense da Parada da Diversidade), em Curitiba, que pediu uma audiência com Requião para tratar do assunto.

“Lamentavelmente esse tipo de pronunciamento reforça a discriminação, a violência e o assédio moral contra os e as milhares de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) do estado do Paraná e do Brasil já que o sinal da TV Paraná Educativa é transmitido ao vivo para todo o pais”– declarou Márcio Marins, presidente da entidade.

Fonte: Folha OnLine

Pesquisa diz que 44% dos caminhoneiros bebem na estrada

Pesquisa comprova que um grande número de caminhoneiros usa medicamentos, álcool e até drogas para compensar o cansaço e a falta de sono. Quem costuma pegar uma estrada conhece bem o medo de enfrentar um caminhão desgovernado. O semblante no retrovisor é a marca de uma época que o caminhoneiro Gilton Antônio Gonçalves quer deixar para trás. O motivo está na cara: rugas, olhos avermelhados, envelhecimento precoce. “Hoje aparento uns 50 anos”, diz. Gilton tem 43 anos. O caminhoneiro atribui a rápida mudança na fisionomia ao rebite, remédio que tomava por conta própria para ficar sem dormir e trabalhar mais. “Eu cheguei a tomar até cinco em uma noite. Você acha que está descansado e não está. Já aconteceu chegar a um pátio de posto e não saber nem para onde estava indo”.

O caminhoneiro conseguiu se livrar do vício, mas 19 entre 100 colegas de profissão dele assumiram que toda semana tomam os tais comprimidos que tiram o sono. Um estudo sobre o perfil dos caminhoneiros no país revelou ainda que 44% dos motoristas de caminhão consomem bebida alcoólica nas estradas, e 8% usam drogas. A pesquisa também mostrou que o caminhoneiro faz da boleia a própria casa. Passa mais tempo no caminhão do que com a família, e o que é mais preocupante: nunca dormiu tão pouco e tão mal.

“Vários motoristas disseram para a gente que já tiveram situações de amnésia relâmpago, ou seja, tentaram se lembrar do que aconteceu nos últimos dois minutos da viagem e nada passou na cabeça deles. Foi um vazio completo”, afirma o coordenador de logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Rezende. Para um especialista no assunto, o médico Dirceu Campos Valladares Neto, não é amnésia relâmpago. Os caminhoneiros estão dormindo ao volante de olhos abertos. “Eles vão no automático. Se não tiver nada, nenhum evento novo acontecendo, eles podem até transitar por um período sem problema. Mas se alguém vier com uma novidade no cenário ele não vai ter condições de ter controle sobre aquela condição”, afirma. O caminhoneiro Walter Bruno, de 69 anos, já viu de tudo nas estradas. “Parei e falei com o companheiro: ‘agora você pega que eu vou dormir um tiquinho’. Dormi umas quatro, cinco ou seis horas. Quando acordei, nós estávamos no mesmo lugar. Ele não tinha saído, dormiu também, dormiu outra vez. Sentou lá, com o caminhão parado, e ele dormindo e o caminhão funcionando”, contou. “O caminhoneiro dorme hoje em média cerca de quatro a seis horas. É pouco para quem tem uma profissão dessas. Deveria ser no mínimo nove horas de sono”, explica Paulo Rezende.

Fonte: G1

Floresta Zero: Camara prepara superanistia para o desmatamento

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara vota nesta quarta-feira (28) um projeto de lei que anistia mais de 35 milhões hectares de desmatamento ilegal no país. A área corresponde a cerca de sete vezes o estado da Paraíba, nove vezes o estado do Rio de Janeiro ou 18 vezes a área de Sergipe, cujo território tem o tamanho de Israel.

A proposta, que não precisa passar pelo Plenário, é um substitutivo ao Projeto de Lei 6424/05, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Batizado pelos ambientalistas de “FLORESTA ZERO”, o texto foi preparado pelo deputado ruralista Marcos Montes (DEM-MG). Na prática, o projeto isenta de multas ambientais proprietários de áreas desmatadas ilegalmente e dispensa a obrigatoriedade de recompor florestas degradadas. Veja a íntegra do substitutivo ao PL 6424

O projeto original permitia apenas a reposição florestal com espécies não nativas (veja o PL original). Mas o relator aproveitou para acrescentar outras mudanças no Código Florestal (Lei 4771/1965). Marcos Montes repassa para os estados, por exemplo, a competência de definir os percentuais de reserva legal e de áreas de proteção permanente (APPs). A proposta segue na mesma direção do projeto ruralista de criação do Código Ambiental Brasileiro.

Fonte Congresso em Foco/ Blog do Eliomar de Lima

Em resposta ao agradecimento de Danielle Esmeraldo sobre o festival Cariri da Canção


Realmente foi um grande evento, lindo, emocionante, estou muito feliz com o resultado, com o nível dos concorrentes, destacando a participação linda de Ermano Moraes, o teatro de Benuí, a doçura de Fatinha Gomes, a originalidade de Carlos Salatiel, representando a letra do grande escritor José Flávio, Saraiva e seu Côco.
A cidade esteve transpirando cultura, e é tão bom fazer sucesso no que se propõe, parece mágica o que tem acontecido no Crato abrangendo o Cariri,como disse meu amigo Kaíka, Danielle tem “tirado leite de pedra”, sabemos da grandeza do resultado final, do que vemos, mas estamos longe de imaginar o trabalho, o empenho dessa secretaria pra que haja toda essa movimentação, podemos ter a certeza disso através do NADA que se fazia antes dessa gestão, e da riqueza do que tem sido feito, é trabalho mesmo, é vontade, não tem outra explicação.
Fiquei muito emocionada de ter o meu blog,culturanocariri,dentro dos agradecimentos junto à tantos meios de comunicação grandiosos,de ter meu nome citado junto a tantos artistas de valor, eu realmente fico envaidecida por ter meu nome vinculado a esse evento, participo no que posso por amor à cultura, como forma humilde de agradecimento por ver esse cuidado com os artistas, colocando João do Crato na bancada do júri, grande intérprete da nossa música, referência musical e histórica da nossa cidade, mestre Galdino, David Duarte, esse que tem uma relação linda com o Crato.
Colocar num grande palco artistas como eu, Janinha, que mesmo estando sem atividade na música pôde receber essa homenagem, essa confiança,nada mais é que carinho, assim como Jr. Rivadávio, Rinaldo,Pombos Urbanos,músicos que “ralam” mesmo nas noites caririenses e que fazem história,a banda de apoio,que conseguiu fazer junto aos músicos arranjos perfeitos, num esforço diário de amor e trabalho, destacando Ibertson com seu teclado, sanfona,que coordenava a banda com maturidade de quem ainda não tem idade pra tê-la,mas sobra talento,grandes Lifanco, João Neto, Rodrigo Batera,que foram do jazz ao pop com o mesmo empenho e profissionalismo,a equipe de apoio, que não deixavam faltar nada no camarim, nada para os artistas, num corre-corre diário.
Sawana na apresentação, pela desenvoltura, naturalidade,simpatia, junto de Flavio Rocha,outro grande nome e referência cratense,a presença do público, que vibrou, e se entusiasmou com o evento, ao prefeito Samuel Araripe,que demonstra acreditar e apoiar manifestações culturais,e a primeira dama Mônica Araripe, sempre atenta e disponível,a união de tudo, força, trabalho,talento, vontade, carinho,respeito, VISÃO!
Meu prêmio de primeiro lugar nesse festival é pra você Danielle Esmeraldo,em nome dos artistas e com a licença deles pra isso:
NOSSO MUITO OBRIGADA!

Major Teles – Por A. Morais


Todos conhecem as historias do seu Eloi Teles, poeta, prosador, radialista, locutor e uma das pessoas que mais contribuiu com a cultura popular de toda região. Pois bem, seu Eloi tinha um irmão militar, o Major Teles.
A vida de militar não é fácil. Nunca pára, vive cidade abaixo e cidade acima dependendo muitas vezes da vontade dos outros. Assim era o Major Teles. Certa feita ainda com a patente de cabo, foi destacado para o municipio de Chaval, cidade localizada na divisa do Ceará com o Piauí, um pouco adiante do lugar onde o Judas perdeu as botas. Cidade do tamanho de um ovo, quente pela hora da morte, felizmente muito calma o que facilitava a atividade de policial, oferecendo tempo para dedicar-se ao baralho e ao dominó.
Ao chegar à cidade Major Teles foi advertido pelo delegado com algumas recomendações e advertências tais como: A Kombi dirigida pela freira nem olhe pra ela, pertence à igreja e o padre desta cidade é a maior autoridade que existe por essas bandas, o governador faz tudo que ele quer.
Major Teles vislumbrou, nesse detalhe, a oportunidade de ir embora para qualquer outra localidade. O que menos queria era permanecer em Chaval. No outro dia cedinho lá vem a Irmã na Kombi, o Major Teles, mandou parar no acostamento se aproximou e pediu os documentos da condutora e do carro. Como não tinha, nenhum nem outro, tirou a chave da ignição e colocou no bolso. Cinco minutos foi o tempo que demorou para o padre chegar virado num teteu, brabo que só Mundoca Jucá quando pedia uma musica e o sanfoneiro não tocava de imediato: Quem você pensa que é? Vamos, responda seu policial de merda! Com quem você pensa que está falando? Disse o vigário. O Major Teles fechou a mão e mediu um murro no pé da lata do padre que rodou feito um peru antes de cair nestesiado num sono profundo. O resto do destacamento carregou o Major Teles escondido no bagageiro de um carro até a cidade mais próxima e de lá ele foi se apresentar no batalhão em Fortaleza e nunca mais pisou no Chaval.
Por A. Morais
Foto do Beto Fernandes.

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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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