Tributo ao rabequista José Oliveira – Carlos Pontes
diversas segunda-feira, 30 nov 2009, 23:54 | 0 ComentáriosCarlos Pontes
Editor da Revista Mambembe
Carlos Pontes
Editor da Revista Mambembe
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Por: Dihelson Mendonça
Administrador
Por mais que muita gente pense que a internet é uma terra sem lei, ela não é. Desde o começo de 2009 já foram julgados mais de 17 mil processos envolvendo direito eletrônico, incluindo mensagens ou comentários ofensivos em blogs.
Quem lembra é o advogado especializado em direito eletrônico Renato Opice Blum. Ele cita dois casos atuais que foram julgados recentemente nos Estados Unidos: “o processo de Michelle Obama contra o Google por que o programa de buscas exibiu imagens da primeira-dama americana em ela que aparece como uma macaca e o processo de judeus também contra o mesmo serviço de buscas por entregar imagens e textos ofensivos a eles”.
Especialistas em direito digital consultados pelo R7 dizem que a atividade de blogueiro é um trabalho de risco. Para evitar que um post seu ou um comentário publicado em seu blog o deixe em apuros jurídicos, advogados e juristas especializados no mundo virtual dão dicas que podem evitar muita dor de cabeça como a que abate o estudante de jornalismo de Fortaleza Emílio Moreno da Silva Neto depois de ter permitido um comentário ofensivo no blog dele.
- Não fale (ou deixe os outros comentarem em seu blog) sobre os outros aquilo que não gostariam que falassem de você;
- Use ferramentas que sejam capazes de identificar e registrar seus usuários, as mensagens publicadas, além do nome, e-mail e IP do usuário, como o Google Analytics e o SiteMeter, ambos gratuitos;
- Identifique e guarde o IP (número que identifica cada usuário) dos internautas que fazem comentários em seu blog: esse número permite verificar qual é o provedor de acesso e chegar até o usuário;
- Procure dar toda a atenção possível à moderação de comentários pelo menos uma vez por dia; faça uma varredura cuidadosa e, se identificar algo ofensivo, retire o comentário o mais rápido possível do ar e comunique o usuário;
- Coloque um aviso (bem visível) em seu blog comunicando que não serão aceitos comentários ofensivos; deixe bem claras as regras e avise que o número IP está sendo guardado, já que muita gente dá e-mail falso;
- Caso surja algum problema por causa de algum post polêmico, procure um advogado o mais rápido possível.
FONTE: R7.COM
Cultivar a gratidão deve ser uma constante na nossa vida. Agradecer a Deus todas as bênçãos e dons que recebemos Dele é nossa obrigação. Ao iniciarmos o dia, devemos ter sempre uma atitude de gratidão a Deus pelo dom da vida, pelas maravilhas que Ele faz por todos nós.
Nos salmos de agradecimento podemos refletir o que nos diz a Bíblia, Salmo 92,2 “É bom agradecer a Javé e tocar para o teu nome, ó Altíssimo; Salmo 103, 1-2 “Bendiga a Javé, ó minha alma e todo meu ser ao seu nome santo! Bendiga Javé, ó minha alma, e não esqueça nenhum dos seus benefícios.”
O Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17, 11-19, narra que quando Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia, indo em direção a Jerusalém, chegando perto de um povoado, vieram dez leprosos ao encontro de Jesus, pararam à distância e gritaram; “Jesus, mestre, tem compaixão de nós”. Jesus mandou-os apresentar-se aos sacerdotes. Ficaram curados e só um voltou glorificando a Deus em voz alta e, atirando-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra lhe agradeceu. E era um samaritano, povo considerado impuro pelos judeus. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar Glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “levanta-te e vai! A tua fé te salvou”. O samaritano foi capaz de reconhecer o dom e agradecer a Deus, pois Dele nos vêm todos os dons.
Qual a lição que podemos tirar dessa narrativa? A fé do samaritano é um ponto importante desse trecho do Evangelho segundo Lucas. É uma fé madura e que nascida da esperança vai crescendo na obediência à Palavra de Jesus. E o mais bonito é que essa fé se manifesta na gratidão. Jesus dá a ele não só a cura, mas a salvação. Quando o samaritano reconhece que em Jesus, o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão, sua vida chega à plenitude. Portanto, a vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita. É graça.
Essa reflexão poderia nos ajudar a viver a gratidão. Vamos praticar a gratidão, em primeiro lugar a Deus e depois aos nossos irmãos pelos muitos benefícios recebidos.
Podemos agradecer a Deus pelo emprego, pela família, pelos amigos, pelo ar que respiramos, pelos dons que recebemos Dele. Esses dons que Deus nos dá, devem ser colocados a serviço do nosso irmão.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Nas estaduais, número de lugares ociosos aumentou 9%; nos estabelecimentos federais de ensino, mais do que dobrou. Motivos vão de desinteresse à falta de dinheiro ou de dificuldade de acompanhar aula, o que gera evasão, à pouca divulgação de cursos.O secretário-executivo da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Gustavo Balduíno, disse que esse é um problema que sempre se enfrentou nas universidades. Segundo ele, as instituições estão buscando atacá-lo aumentando a assistência estudantil, com verbas para moradia e alimentação, por exemplo, e investindo em acompanhamento pedagógico dos alunos que entram com mais deficiências trazidas do ensino básico. Segundo ele, também pode ter contribuído para o aumento das vagas ociosas o baixo interesse e a pouca divulgação de cursos recém-abertos, principalmente no interior do país.
Outro problema, no entanto, pode ser um desinteresse dos próprios alunos em concluírem seus cursos no tempo certo. Para João Ferreira de Oliveira, professor da UFG (Universidade Federal de Goiás), uma justificativa pode ser a ampliação dos prazos de jubilamento. “O aluno começa a trabalhar, tranca disciplinas e acaba estendendo o curso”, diz. Além das vagas ociosas, o censo revelou que, apesar do aumento expressivo das matrículas nas federais, o número de alunos formados caiu 6%. Segundo a Andifes, isso se deve ao término de diversas turmas especiais criadas nas universidades para professores. É o caso da Fundação Universidade Federal de Rondônia, que apresentou a maior queda no número de formados entre as federais: de 3.238 para 772. A federal de Rondônia afirma que em 2007 o número de graduados teve um aumento devido ao Programa de Habilitação de Professores Leigos do governo do Estado, que ofereceu curso superior a professores que não tinham graduação.
Ex-diretor do Instituto de Física da USP de São Carlos, Oscar Hipólito, defende que o governo tenha mais controle sobre a abertura de vagas em escolas reprovadas. “Se o próprio MEC indica que essas instituições não têm qualidade, ele precisa fazer alguma coisa”, afirma Hipólito, atualmente pesquisador do Instituto Lobo (consultoria de ensino superior). (FT)
FOLHA – Como o sr. avalia o crescimento de matrículas em instituições reprovadas?
OSCAR HIPÓLITO – A divulgação das avaliações do MEC parece ainda não ter surtido efeito. Os estudantes continuam procurando essas instituições, e os que estão lá não pediram transferência. Isso vai mudar com o tempo, todos vão priorizar a qualidade.
FOLHA – Qual o papel do poder público nesse ponto?
HIPÓLITO – Se o próprio MEC indica que essas instituições não têm qualidade, precisa fazer algo. As medidas anunciadas até agora, de corte de vagas em alguns cursos, parecem inócuas, uma vez que boa parte das vagas já não estavam preenchidas. Os dados mostram que escolas reprovadas continuam crescendo.
FOLHA – Como o sr. avalia as universidades federais?
HIPÓLITO – O número de vagas ociosas aumentou muito. Isso quer dizer que ou o governo abriu vaga onde não precisava ou abriu em cursos sem demanda. Mostra um erro de planejamento, desperdício de recursos públicos. Outro problema foi a queda no número de concluintes. Ou estão reprovando mais ou estão evadindo. Considerando que grande parte dos jovens está fora do ensino superior, as falhas ficam acentuadas.
Fonte: Folha de São Paulo (28/11/2009)
A Primeira Edição do Berro Cariri foi realizada em 2004, quando o Prof. Francisco Cunha, então Chefe de Gabinete do Reitor André Herzog, gestou a idéia e, juntamente com a administração superior da URCA à época, organizou o I BERRO CARIRI. Agora, na sua sexta edição, o BERRO se mostra consolidado. Os motivos desse sucesso são vários, dentre os quais podem ser destacados o apoio do Governo do Estado, através da Secretária do Desenvolvimento Agrário e da Comissão Gestora da EXPOCRATO, a priorização dos negócios voltados para a agricultura familiar e pequenos produtores e a valorizaçãos dos valores artísticos regionais. Abaixo a programação cultural do VI BERRO CARIRI, que acontecerá no período de 3 a 6 de dezembro do corrente ano.DIA 03/12/2009 – QUINTA – FEIRA
• 18:00 REIZADO INFANTIL
• 19:00 FESTIVAL DE VIOLEIROS
• 22:00 FERREIRINHA DO ACORDEON
• 23:00 OS NONATOS
DIA 05/12/2009 – SÁBADO
• 18:00 MANEIRO PAU
• 19:00 LENINHA
• 21:00 HERDEIROS DO REI
• 22: 00 LUIZ FIDELIS
• 23:00 FAGNER
• EPITÁCIO PESSOA
DIA 06/12/2009 – DOMINGO
• 17:00 RAPADURA CULTURAL: Tábua de Pirulito: Espetáculo Infantil / Os Três do Ceará
• 19:00 RAÍZES DO FORRÓ
• 20:00 STÊNIO LIMA
• 21:00 BELO XOTE
• 23:00 DORGIVAL DANTAS
REALIZAÇÃO :
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO
SECRETARIA DE TURISMO DO ESTADO
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu nesta segunda-feira (30) apresentar um pedido de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), por crime de responsabilidade. O governador está sendo acusado de participação em um esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados. O pedido ainda deverá ser analisado pelos 45 conselheiros da seccional do Distrito Federal, que devem se manifestar sobre o assunto na próxima quinta-feira, quando haverá reunião do conselho pleno. Caso a proposta seja aprovada, o pedido de impeachment será encaminhado à Câmara Legislativa. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta manhã, entre o presidente da entidade, Cezar Britto e a presidente da seccional da OAB do DF, Estefânia Viveiros. “Esse é um assunto que não diz respeito apenas ao Distrito Federal, mas que tem repercussão nacional”, disse Estefânia, acrescentando que buscará o apoio dos conselheiros para a iniciativa. “Na próxima quinta-feira, a OAB convencerá a si mesma a entrar nessa luta. Todos sabem da gravidade das denúncias contra o governador Arruda, envolvendo vários de seus secretários, de seus parlamentares. Diante de tais denúncias não poderíamos ter como resposta o silêncio, a inércia. Por isso a solicitação do apoio do conselho federal a essa nova marcha cívica, com o apoio do conselho federal”, afirmou o presidente Britto. Na reunião de quinta-feira, os conselheiros podem decidir ampliar o pedido de afastamento. “O processo será amplo, porque não envolve apenas a figura do governador, mas toda uma estrutura de governo”, disse Britto. Leia mais
Em um eventual afastamento de Arruda, o primeiro a substituí-lo no cargo seria o vice-governador, Paulo Octávio (DEM). As investigações, no entanto, apontam que ele também estaria envolvido no esquema de propina, assim como o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM). Caso o envolvimento dos dois fique comprovado, resta ainda a possibilidade de o presidente do Tribunal de Justiça do DF assumir o posto, até a realização de novas eleições.
A OAB também realizará uma marcha cívica “para demonstrar a indignação da sociedade” com as denúncias, de acordo com o presidente nacional da entidade. Ele avalia que da mobilização da população dependerá o acatamento do pedido de impeachment e o prazo para sua análise. “O prazo depende da mobilização popular, da indignação da sociedade”. Questionado sobre o fato de o eventual pedido de impeachment ser analisado por uma Câmara Legislativa presidida por alguém que estaria envolvido nas denúncias, Britto disse que o pedido “é institucional, não pessoal”. “Por isso o pedido não é feito ao presidente da Câmara, mas ao Parlamento”.
Postado por: José Flavio Vieira
Sou feliz por ser o pai de Cecília Noêmi, como também por ser filho de Seu Chico e Dona Conceição e ser sobrinho de Dona Nilza: educadora, cristã e espiritualmente bondosa. Tenho ainda a virtude de ser sobrinho de Amarílio Carvalho: ator, escritor, tipógrafo exemplar. Sou feliz por ter nascido no Cariri, mas ser desprovido de bairrismo preconceituoso.
Jorge Carvalho
“Um ano novo socialista”
Novembro/2009
João de Araújo Galvão e Francisca de Morais Feitosa nunca poderiam imaginar – naquele 25 de novembro de 1931 – data de nascimento de mais um filho do casal, em quem colocaram o nome de Manuel, que aquele rebento estava destinado a um profícuo e abençoado sacerdócio.
Tivesse seguido o mesmo rumo da maioria dos homens nascidos no município de Arneirós, no Sertão dos Inhamuns cearense, Manuel – quando fosse um menino taludo – teria enveredado pelas atividades agro-pastoris, enfrentando a caatinga arbórea e arbustiva, em meio ao xique-xique, macambira, coroa-de-frade e mandacaru.
Quis Deus que os caminhos do menino Manuel fossem outros.
Em 10 de outubro de 1940, com a idade de nove anos, já vamos encontrá-lo em Crato, distante muitas léguas da paisagem árida do seu torrão natal, com suas aroeiras, imburanas, angicos, umbuzeiros e catingueiras. No Cariri daquela época – emoldurado pela Chapada do Araripe e com a brisa adocicada pelo cheiro proveniente dos engenhos de rapadura, localizados em meio aos verdes canaviais – o menino Manuel recebeu a Primeira Comunhão no Seminário São José. Entre 1941 a 1946 ele cursou as séries primárias no Círculo Operário Católico de Crato, tendo como professor seu tio paterno, Manoel Leonardo Feitosa.
No alvorecer de 1947 – e até fins de 1953 – o jovem Manuel Alves Feitosa estudou no Seminário São José de Crato. De 1954 até 1959 foi aluno do Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde cursou Filosofia e Teologia. A realização do seu acalentado sonho ocorreu no dia 8 de dezembro de 1959, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato, quando, pelas mãos de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, tornou-se Sacerdote ad eternum.
No Evangelho de São Mateus, capítulo 13, versículos 31 e 32 está escrito:
“O Reino de Deus se parece com um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seus campos. É a menor de todas as sementes, contudo, quando cresce, é mais alta que outras hortaliças. Torna-se uma árvore, vêm os pássaros do céu e se aninham em seus ramos.”
Creio que esta parábola – que nos foi contada por Nosso Senhor Jesus Cristo – se adapta com muita precisão a missão que há meio século vem sendo cumprida pelo nosso querido pároco, Padre Manuel Alves Feitosa. A pequena semente que ele plantou, depois de semeada, cresceu e lançou ramos tão grandes que muitos se aninharam à sua sombra.
Confiramos: o ano 1960 ele viveu como vice-reitor do Seminário São José. Entre 1961 a 1967 foi Vigário-Cooperador da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Crato.
De 1967 a 1975 foi Vigário Ecônomo da Paróquia de Santo Antônio de Jardim. De 1975 a 1980 exerceu idêntica atividade na Paróquia de São Vicente Ferrer de Lavras da Mangabeira, quando ainda substituiu, esporadicamente, os vigários de Umari, Ipaumirim, Granjeiro, Quitaiús e Várzea Alegre.
De 1980 a 2000, por vinte anos, foi Pároco de Nossa Senhora das Dores de Assaré. E desde 2000 até hoje vem administrando a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Crato.
Padre Manuel Feitosa:
Esta singela homenagem que ora lhe prestamos – por ocasião do seu jubileu de ouro sacerdotal – é um caloroso testemunho de admiração, de afeto e de congratulações por suas qualidades morais, por seu zelo pastoral e pela fecundidade do seu sacerdócio.
Representa o alto apreço do seu rebanho – residente nas comunidades do Parque Grangeiro, do Gregório, Vila Nova, Novo Horizonte, Coqueiro, André Pinheiro e Grangeiro – que ora presta esta homenagem ao seu pároco, padre Manuel Alves Feitosa com a fixação desta placa comemorativa ao seu jubileu de ouro sacerdotal.
Significa o contentamento e o reconhecimento por todos os seus serviços prestados ao longo de cinquenta anos como operário da construção do Reino de Deus.
Que Deus continue protegendo-o, inspirando-o e cumulando-o de Suas bênçãos por muitos e muitos anos mais”…
MORADORES DO SEMIÁRIDO vivem numa região que oferece inúmeras possibilidades de desenvolvimento, desde que adotados programas e manejos adequados às especificidades ambientais, sociais, culturais e econômicas das comunidades. O semiárido brasileiro requer uma educação contextualizada como forma de conquistar o desenvolvimento local
Crato. Foi realizado neste último fim de semana, neste município, o Encontro de Educação Contextualizada do Semiárido Nordestino, um processo de formação para professores, que teve como objetivo aproximar as atividades pedagógicas desenvolvidas nas escolas às discussões sobre a proposta de convivência com o semiárido. O encontro, coordenado pela Cáritas da Diocese do Crato, buscou contribuir significativamente na afirmação da identidade das pessoas da região do Cariri, segundo destacou o coordenador Alex Sampaio, explicando que a proposta foi a valorização da cultura regional como instrumento de inclusão social. Neste contexto, segundo Alex, o encontro, que teve abertura na última sexta-feira e prosseguiu até ontem, pretendeu chamar a atenção para o processo de libertação das pessoas por meio da valorização da vida, do seu lugar e de sua cultura.
Dentro desse contexto, durante os debates foram denunciadas falhas no sistema educacional, a começar pelo município do Crato que, segundo Alex, em nome da nucleação, processo de fechamento de escolas para o fortalecimento de outras, encerrou as atividades em três escolas na zona rural do Crato. Falhas como esta, impostas pelo Ministério da Educação e Cultura, serão levadas ao conhecimento das Secretarias de Educação com o objetivo de corrigi-las, conforme destacou ele.
Os conflitos e as angústias vivenciadas, bem como a situação de miséria e pobreza em que vivem as pessoas do semiárido, diante de tantas riquezas naturais que se encontram na região, foram levantados pelos palestrantes. “Investir maciçamente nesta região, com políticas definidas e integradas com parcerias e projetos da sociedade civil, é fundamental para modificar esta realidade, que compromete o presente e o futuro de milhões de crianças e adolescentes”, afirmou Alex.
Durante a programação, os participantes defenderam a escola pública, gratuita e de qualidade no semiárido e no Brasil, integridade dos direitos dos atores e atrizes do processo educacional, gestão democrática, garantindo a plena participação dos vários setores, equidade na distribuição de renda e no acesso do conhecimento cultural, científico, moral, ético e tecnológico em todos os níveis da educação, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade na construção do conhecimento, formação contextualizada e integral de educadores e educadoras abrangendo os aspectos socioculturais, político e ambientais do semiárido, sustentabilidade ambiental, social, econômica e cultural como pilares dos processos e projetos educacionais.
O encontro contou com a Assessoria da Rede de Educação para o Semiárido Brasileiro (Resab), espaço paritário, formado pela sociedade civil e poderes públicos com a finalidade de pautar a educação contextualizada com os gestores municipais, universidades e as coordenadorias de educação dos Estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. Participam 30 jovens de seis municípios da Diocese do Crato.
Desafio permanente
Para o coordenador da Cáritas Diocesana, Alex Sampaio, “educar as crianças e adolescentes do semiárido cearense de forma contextualizada, respeitando as vivências regionais é um desafio constante para professores e estudantes”. Entre as dificuldades enfrentadas nas escolas, segundo ele, tem-se a falta de investimento na formação continuada de professores e gestores do ensino, adaptação dos currículos das escolas da região e renovação dos materiais didáticos trabalhados, além dos esforços permanentes destinados ao combate ao trabalho infantil, financiamento e fiscalização do transporte escolar e merenda escolar na zona rural.
Mais informações
Cáritas Diocesana
Rua Teófilo Siqueira, 631
Crato – Cariri
Telefone (88) 5321.1011
ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe
Imagem da mata de mangue do Rio Cocó, nas imediações da Avenidas Sebastião Abreu, Washington Soares, Padre Antonio Tomaz e Santana Junior, nos fundos do Shopping Iguatemi. Arquivo de Imagens Ibi Tupi.
“Gente, eu errei, eu não quero ser igual aos outros políticos que erram e ficam mentindo.Então vou falar a verdade logo, eu vi mesmo a lista. Não matei, não roubei e não desviei recursos públicos.”José Roberto Arruda, na tribuna do Senado, em maio de 2000, chorando e renunciando ao mandato, depois da quebra do sigilo do painel na votação secreta que cassou Luiz Estevão.
Fonte: Noblat. Postado por José Sales
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