Noitada Musical Homenageia Adoniran Barbosa!

 


O Samba paulistano será o tema principal da musicalidade desta noite no Teatro Municipal do Crato por ocasião da XII Mostra SESC Cariri de Cultura, quando os músicos e intérpretes João do Crato (Cariri) e Kiko Danucci (São Paulo) farão homenagem póstuma ao compositor Adoniran Barbosa, que se vivo fosse completaria 100 anos.

“Nascido em 1910, em Valinhos-SP, João Rubinato, que ficou conhecido como Adoniran Barbosa, foi um dos artistas mais versáteis do século XX. Adoniran mudou-se logo para a capital paulista, e lá trabalhou como humorista, ator e radialista, mas foi como compositor que se tornou imortal. Suas músicas eram verdadeiras crônicas sobre os bairros paulistanos e a vida dos moradores da cidade. Geralmente bem-humoradas, muitas dessas narrativas ficaram conhecidas em todo o Brasil.”

DICA:

Todas as tardes, quando da passagem de som pelos artistas que farão o show noturno, é oferecida uma oportunidade única ao público presente de colóquio. Portanto, para os que querem saber mais saber mais sobre o artista, show, projetos futuros, etc. e tal, é uma chance imperdível.

15 de Novembro – algumas charges publicadas nos jornais de hoje (postado por Armando Rafael)

 

“Jornal do Commercio” – Recife (PE) “O Povo” – Fortaleza (CE)
“O Nacional” – Passo Fundo, Rio Grande do Sul

“Diário do Nordeste” – Fortaleza (CE)

O Crato já Possui o seu Centro Cultural, desde 2006 – Por: Dihelson Mendonça

 

Centro Cultural do Araripe - Dihelson Mendonça - Crato - original

O Centro Cultural do Araripe, o maior complexo cultural do interior do Estado do Ceará. Os prédios da antiga estação ferroviária RFFSA e praça, foram agregados a outros prédios que foram construídos, e juntos, transformados em Centro Cultural na cidade de Crato, fornecendo toda a estrutura necessária para que o Crato seja novamente a Capital da Cultura Regional.

A Antiga estação da Rede Ferroviária do Ceará – RFFSA, foi transformada em inúmeros espaços para manifestações artísticas e culturais, que compreendem:

- Galeria de Exposições
- Biblioteca
- Auditório
- Anfiteatro
- Ilha Digital
- Espaço Público, para apresentação de Shows

Respondendo ao questionamento do nobre colega Yuri Lacerda, de que o Crato deveria ter um Centro Cultural, respondemos que o Crato já possui, e há muitos anos, sendo o Centro Cultural do Araripe uma referência a nível regional e nacional em Arte e Cultura, tendo sido inclusive realizadas diversas publicações e reportagens sobre esse espaço a nível nacional. Todos os eventos artísticos e culturais que hoje são realizados na nossa cidade, e o ressurgimento de Crato como a Capital da Cultura Regional, se deve a que aqui temos hoje o Centro Cultural do Araripe, que antes não dispúnhamos. Na verdade, na gestão anterior a esta, nem Secretaria da Cultura o Crato possuía mais.

Hoje são diversos espaços que incluem Galeria de Exposições, Biblioteca, Anfiteatro, Auditório, Ilha Digital e espaço público. É todo um complexo de prédios e outros que virão, como a agregação do Museu de Arte moderna, já em fase de projeto, que se pretende construir ao lado dos já existentes.

Portanto, o Crato já possui um Centro Cultural em pleno funcionamento. Obviamente, não da magnitude do Centro Cultural Dragão do Mar em Fortaleza, até porque NENHUMA cidade do interior do Nordeste possui um Centro Cultural do tamanho do Centro Cultural Dragão do Mar. Mas dispomos sim, de inúmeros espaços integrados e próximos, em que ao centro está a SEDE da Secretaria de Cultura do Município, sob o comando da nossa secretária Danielle Esmeraldo.

Outro detalhe a se esclarecer: O Banco do Nordeste quando criou o Centro Cultural Banco do Nordeste, não foi somente destinado a suprir a cidade de Juazeiro do Norte, mas para toda a região do Cariri. Me disse na época o Henilton Menezes, gerente do setor cultural, que haviam 4 andares vagos no prédio do BNB em juazeiro, e que era intenção do Banco transformar aquele espaço em Centro Cultural. Na Agência do Crato, há um andar vago, e predende-se usar também para essa finalidade.

De modo que também o CCBNB se espalha pelo Cariri, nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Nova Olinda, através de vários auditórios e teatros espalhados nessas cidades. O mais importante é que essas entidades faem parcerias com a Prefeitura do Crato, com a Secretaria de Cultura, a fim de fomentar espetáculos, eventos diversos, enfim, trazer VERBAS, $ para promover os Artistas e shows.

No último mês tivemos a maior demonstração de que o Crato se firmou definitivamente como a capital da cultura no cenário regional, através dos seus vários Festivais, Estudantil, Festival Instrumental, Festival Nacional, Salão de Outubro, a Guerrilha teatral, e agora vem a Mostra SESC Cariri de Cultura. É a prova definitiva de que o Crato está no rumo certo, de uma cidade que investe nos seus artistas e na cultura, todos esses amparados pelo Centro Cultural do Araripe.

GALERIA DE EXPOSIÇÕES DO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

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ESPAÇO PÚBLICO DO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

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Onde periodicamente são realizados eventos para o grande público

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AUDITÓRIO DO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

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BIBLIOTECA DO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

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SHOW AO AR LIVRE NO CENTRO CULTURAL DO ARARIPE

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E ainda há a Ilha digital e outros prédios no momento vagos, que serão incorporados à estrutura.

Dihelson Mendonça

Evento reúne arte urbana e poesia popular no dia da Consciência Negra no Crato

 

Por Marlon Torres*

O Coletivo Camaradas propiciará a mistura do Rap e do Repente no dia 20 de novembro, a partir das 19 horas, no Largo da RFFSA.

Sete cordas, onze silabas, dez linhas … é por traz desse universo numérico que se esconde os segredos dos versos dos repentistas, ou feitos de repente. A sonoridade de rimas, compassos e tônicas, de uma frase milimetricamente produzida em instantes é que faz torna imortal essa arte já imortalizada no coração de tantos sertanejos.

A musicalidade da sextilha, a velocidade de um martelo e o compasso do famoso galope a beira mar, traduzem os sentimentos que de quem produz essas maravilhas da cultura popular.

Essa arte com o passar do tempo foi evoluindo sem perder a graciosidade. O pandeiro que guiava a marcação de um coco de embolada foi lentamente substituído por discos de vinil. A viola, companheira fiel do poeta repentista foi dando espaço para as “techinics”, e os baiões extraídos do pinho nordestino agora são equalizados em mixers. Com isso surge uma nova versão de improvisadores, o MC ( Mestre de Cerimônia) que em cima da batida explosiva do RAP canta o seu dia-a-dia em um improviso assim como fazem os repentistas.

O Rap de Repente visa mesclar essas duas vertentes do improviso num só balaio de rima e métrica. O velho e o novo se misturam num contexto atual sem perder sua característica própria.

O evento é aberto para a participação do público. Portanto MCs, poetas e o público em geral podem participar da brincadeira que abordará temáticas ligadas ao Dia da Consciência Negra.

*MC, artista visual, professor e integrante do Coletivo Camaradas

Nordestinos e a República-Por João César Mousinho de Queiroz

 

Movimento Político-Militar que acaba com o Brasil imperial e instaura no país uma República federativa. A Proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro. O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos “históricos”, civis e militares, conspiram contra o império. Comandante de prestígio, o Marechal Deodoro da Fonseca é convidado para comandar o golpe. A 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste, mas também não há euforia popular. Dom Pedro II e a família real embarcam para Portugal dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo Governo Provisório. Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, que depôs Dom Pedro II, o Brasil deixa de ser um Império após o baile da despedida. A partir do ato simbólico da Proclamação da República do Brasil pelo Marechal Deodoro da Fonseca, formalizado em 15 de novembro de 1889, um novo tipo de regime é estabelecido e, assim, surgindo um novo período da história brasileiro denominado Brasil República que perdura até hoje. Após a formação da república, o Brasil teve vários nomes posteriores, conforme as alterações no governo, incluindo “Estados Unidos do Brasil”. “República Federativa do Brasil” é o nome oficial atual do Brasil, uma democracia presidencialista, reestruturada em 1986 com o fim do Regime Militar Ditatorial inserido e formalizado em um de abril de 1964 pelo Exército Brasileiro.
Esse período possui a seguinte divisão:
República Velha (1ª República)
República da Espada (1889 a 1894)
República do Café-com-Leite
Era Vargas
Governo Provisório
Governo Constitucionalista
Estado Novo
República Populista
Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart.
Ditadura Militar do Brasil (5ª República)
Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo.
Nova República (6ª República)
José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff.
Mas o que nós Nordestinos temos que ver com isso? Muito.
Muita gente construiu a República desviando e roubando dinheiro público, sempre que toco nesse assunto gosto de deixar bem claro, dinheiro público não é aquele que não tem dono, e o vereador, o prefeito, o governador, deputados, senadores e outros podem se apossarem por vias fraudulentas ou ato de corrupção, mas é o nosso rico dinheiro que pagamos em impostos, então estão e continuam roubando o nosso dinheiro.
Eu morei aí no Crato na Av: José Alves de Figueiredo Na Vila Silvestre e em outras ruas. Então sou da Rua, do Município, não morei no Estado e aqui em São Paulo aonde cheguei para concluir meus estudos em janeiro de 1977. Por quê São Paulo filhos de pais carentes tinha que trabalhar para poder pagar meus estudos e não queria ir para casa de parentes. Moro em uma Av: João Barreto de Menezes Zona Sul, não morro na República. Morei sim em República na época de Universitário a nossa república era muito aparecida com essa que está ai. Tv quebrada na sala, bituca de cigarro fora do cinzeiro, som no últimop volume. Àquela bagunça. Se por ventura todos os Joãos, todos os Césares, todos os Mousinhos, todos os Queirozes, Rabelos, Silvas, Bezerras, Alencares, Carvalhos, Ferreiras, Pereiras, voltassem para os seus Cratos. Quem continuaria a obra da edificação da República Democrática. Não posso falar por todos os outros estados da República, mas aqui, em São Paulo tenho propriedades.
Jamais menosprezarei São Paulo, desqualificar São Paulo é só para idiota de plantão, é a mesma coisa que querer negar que sou filho de Seu Mozin e D. Nair. Cratense, Cearense, Nordestino.
O que afirmo para toda República é que em hipótese nenhuma você entrará em uma condução e o motorista é Japonês – Ir almoçar e ser servidor por um garçon Francês – Sai para trabalhar e ver sua rua sendo varrida por garis alemães – Passar perto das obras do Metrô e se depara com operários Italianos – Nos imensos canteiros de obras da construção civil na hora do almoço você ver operários Espanhóis disputando uma árvore para debaixo na sombra saborear sua marmita com ovo cozido. Chegar à casa cansada de um longo dia de trabalho e o portão da sua garagem ser aberto por um porteiro Grego. Você querer ajuda de seu Zelador e ligar por interfone e ele atendê-lo com sotaque britânico.
Sabe quando isso pode acontecer nunca. Enquanto os países assolados pela miséria da guerra tinham verbas e dinheiro do governo de nossa República.
E estavam chegando não só para trabalhar e ajudar a construí uma nova república. Enquanto os Nordestinos e outros Brasileiros de outras regiões basicamente foram abandonados à própria sorte. Têm especialistas em movimentos migratórios que relatam que a substituição da mão de obra escrava não foi feita por estrangeiros. Só se Cabral começasse tudo de novo e com a mentalidade de colonização e não de exploração.
Por conhecer bem o Paulistano tenho certeza que eles não perderiam tempo. Inventariam outros NOVOS-NORDESTINOS.
Aqui em são Paulo é o quinto governador que ajudamos a eleger de um mesmo partido, isso não é por que não sabemos votar, é por que o partido vem fazendo bons governos; como reelegemos nosso prefeito jovem sem expressão pública, mas realizou uma EXCELENTE prefeitura.
Somos trabalhadores, Somos Honestos, gostamos de aproveitar o feriadão, não Somos Melhores que Ninguém, Respeitamos e queremos ser Respeitados e nós Temos ORGULHO DO NORDESTE E DE SER NORDESTINOS..
São Paulo, 15-11-10-Nordestino lá da Vila Silvestre.

121 anos de República. O que temos a comemorar? – por Glauco de Souza Santos (*)

Postado por Armando Lopes Rafael

Acima, a primeira bandeira da República dos Estados Unidos do Brasil, uma imitação servil da bandeira dos EUA. A reação negativa da população do Rio de Janeiro foi tão grande que esta bandeira só durou 4 dias (16 a 19 de novembro de 1889), quando os golpistas retornaram a Bandeira do Império, apenas acrescentando a esfera azul com o lema “Ordem e Progresso”)

Novamente as emissoras de televisão irão fazer as mesmas pesquisas perguntando ao brasileiro comum das grandes cidades se ele sabe o que está se comemorando neste feriado de 15 de novembro. E, mais um ano seguido, teremos milhares de pessoas sem saber o motivo deste feriado. Mas, se antes eu criticava, agora dou total razão a estas pessoas.
Por que temos que lembrar e comemorar esta data? O que tanto temos a festejar no 15 de novembro, feriado em comemoração à “Proclamação da República”?

Acredito que os atuais dias da nossa prematura República não são os mais promissores e muito menos os mais admirados pelos brasileiros. Escândalos de corrupção assolam todos os níveis políticos e todos os três poderes da República brasileira. Novos velhos políticos, que antes andaram pela direita, hoje caminham de braços dados com pseudo-comunistas da disfarçada esquerda. Velhos apoiadores da ditadura militar defendem a irrestrita democracia e total liberdade de expressão, enquanto os perseguidos pelo regime totalitário, que colocaram em risco a própria vida em prol da liberdade individual, de imprensa e política são os primeiros a colocar “a liberdade de expressão como o maior problema do Brasil”. Quanta ironia!

Mas esta “ironia” republicana se arrastou nos seus 121 anos de história. Na escola, com certeza você aprendeu que Marechal Deodoro acordou um belo dia e resolveu “dar liberdade ao povo”, proclamando a República. Mas ninguém lhe contou que o ocorrido não foi uma proclamação e sim um golpe de Estado. Deodoro, era amigo do Imperador, tanto que nem teve a coragem de entregar-lhe a carta de deposição, e confessou anos mais tarde que ter instalado o sistema republicano foi um grande erro. Mas o erro de Deodoro foi repetido por diversas vezes.
Se perguntarem qual a característica mais marcante desses anos de República, poderíamos responder acertadamente que foi o período com maior número de golpes e contra-golpes da história do país. Nunca tantos Presidentes foram depostos por grupos políticos que não concordavam com sua linha de atuação. A marca de nossa história republicana foi a instabilidade, tanto política, quanto econômica. Começou com Deodoro, passou por Getúlio em 1930, outro golpe dele próprio em 1938 quando instaurou o Estado Novo, a sua deposição em 1945 e, por fim, o golpe militar em 1964 do qual ficamos 20 anos sob um regime ditatorial militar.
Aliás, está aí mais um ponto que aprendemos na escola: a de que a República implantada em 1889 nos trouxe liberdade e democracia. Pois, vale então recorrer à história novamente. Durante os quase 50 anos em que D. Pedro II esteve no poder, nenhum jornal foi censurado, nenhum jornalista foi preso ou torturado por escrever contra o governo e contra o Imperador. Ao assumir, uma das primeiras medidas de Deodoro foi estabelecer um órgão de censura aos veículos de comunicação, exercendo uma repressão ferrenha aos jornais e jornalistas que fossem contrários às medidas do governo. Floriano Peixoto, nosso 2º presidente utilizou de práticas nada ortodoxas para “colocar na linha” os opositores de sua forma de governar.
Esta repressão e censura seguiu por toda a história. Getúlio, que subiu no poder “nos braços do povo”, como gostava de dizer, foi o primeiro a decretar uma ditadura no país, fechar jornais, rádios, prender escritores, jornalistas, políticos e extirpar os partidos de oposição. E tudo se repetiu alguns anos mais tarde com o regime militar, onde sofremos o mais duro golpe à liberdade individual e ao direito de expressão. Foram os famosos “anos de chumbo”. O que mais me espanta é ver alguns dos maiores opositores da ditadura militar defendendo a criação de órgãos que regulamentam o trabalho da imprensa e colocando a liberdade de expressão como “problema” do Brasil. O que essas pessoas aprenderam com o passado? O que elas têm tanto a temer?
Realmente, quando olho para trás e vejo tudo o que foi feito nesses 121 anos, desde aquele 15 de novembro, quando Deodoro resolveu derrubar a Monarquia e mudar o regime do país, sou obrigado a refletir quanto tempo perdemos com a mesquinharia de governantes que estavam mais preocupados com a manutenção do seu poder político do que com os interesses do país.
Quantas oportunidades perdemos de nos transformar em um país de primeiro mundo, respeitado verdadeiramente no exterior, com uma população bem assistida pelo Estado, minimamente instruída e capaz de fazer esta mesma reflexão?Mas, o que mais me preocupa é pensar no futuro e questionar quantos anos e oportunidades teremos que perder para repensarmos o caminho que estamos trilhando.
(*) Glauco de Souza Santos, é historiador e publicitário.

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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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