A formação do povo judeu ocorreu através do agrupamento de famílias nômades que se uniam em clãs e depois em tribos. Para sobreviverem, esses grupos peregrinavam juntos, compartilhando suas crenças e costumes até se fixaram em áreas e espaços desocupados nas regiões montanhosas da terra por ele dita prometida.
As “Doze Tribos de Israel” foi provavelmente a mais bem sucedida e duradoura experiência socialista que a humanidade conheceu. Resistiu durante mais de duzentos anos aos ataques das cidades-estados, coisa que se mostrou improvável de ocorrer nas repúblicas ditas socialistas do século XX com relação ao poderio econômico e bélico formado pelo atual sistema capitalista hegemônico.
As tribos constituíam uma sociedade igualitária com partilha de bens, tendo como preocupação principal a sobrevivência dos seus membros. Esses gozavam dos mesmos direitos e tinham deveres iguais. Uma sociedade em que cada tribo tinha autonomia suficiente, não existia a figura de um poder centralizador, nem governo, nem câmaras legislativas, constituição, poder judiciário ou qualquer outro tipo de legislação que não a observância à lei de Javé, isto é: aos dez mandamentos. Não havia um exército constituído que pudesse defender as tribos dos constantes ataques dos exércitos das cidades-estados equipados com armas e carros de guerra na região que também era habitada por filisteus, amorreus, heteus, cananeus e outros povos fixados nas terras da Cisjordânia e Transjordânia no país de Canaã.
As tribos possuíam apenas um “conselho de anciões” formado pelos chefes dos clãs que dirimia as dúvidas entre pessoas e entre as próprias tribos e mediava pequenas questões. Na defesa dos ataques e invasões inimigas existia a figura do “juiz”, bem diferente das funções dos juízes atualmente existentes. Nas tribos, os juízes eram líderes que surgiam espontaneamente quando alguma tribo era invadida por povos inimigos. Eles lideravam a reação e a luta em defesa do povo. Entre os mais destacados juizes estão Otoniel, Débora, Barac, Gedeão, Jefté, Sansão e o profeta Samuel.
Numa sociedade exclusivamente rural, a terra era propriedade de todos e distribuídas por sorteio. Não havia cobrança de impostos, taxas e outros tributos necessários à sustentação do poder. Aqueles que se colocavam à serviço da comunidade o faziam em benefício dos membros de cada tribo. Todos trabalhavam e o excedente da produção individual era distribuído igualmente com aqueles que produziam menos, devido às constantes épocas de estiagem ou à infertilidade dos solo. Essa partilha se verificava inclusive entre as tribos cujas colheitas não fossem suficientes.
As tribos como organização social entraram em crise devido aos constantes ataques promovidos pelos reis das cidades-estados, o surgimento do arado, que possibilitou o aumento da produção agrícola e o surgimento de classes ricas. Com o advento da pecuária bovina, as terras antes próprias para o plantio de grãos foram destinadas à produção de pastagens. Essas causas fizeram com que os mais ricos exercessem pressões junto ao profeta Samuel no sentido de que fosse escolhido um rei para Israel. À principio o profeta foi contra a monarquia. “Vocês querem um rei? Pois este é o direito do rei que governará vocês: ele convocará os filhos de vocês para cuidar dos carros e cavalos dele, e correr à frente do seu carro. Ele os obrigará a ararem a terra dele, a fazerem a colheita para ele, a fabricarem armas de guerras e as peças dos seus carros. As filhas de vocês serão convocadas para trabalharem como perfumistas, cozinheiras e padeiras. Ele tomará os campos, as vinhas de vocês, e as dará aos oficiais e ministros. Os melhores servos e servas, os bois e jumentos de vocês ele os tomará para que fiquem a serviço dele e cobrará, como tributo, a décima parte dos rebanhos. E vocês mesmos serão transformados em escravos dele. Quando isso acontecer, vocês se queixarão do rei que escolheram. Nesse dia, porém, Javé não dará nenhuma resposta a vocês.” (1Sm 8, 10-18)
O povo não deu ouvidos ao profeta: “Não tem importância. Teremos um rei que nos governará e seremos como as outras nações. Nosso rei nos governará, irá à nossa frente para comandar nossas guerras.” Era o fim do sistema das tribos em Israel. A monarquia em Israel iniciou-se com rei Saul, solidificou-se com o Rei Davi e teve seu apogeu com o Rei Salomão.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Fonte de Pesquisa: Bíblia Sagrada – Edição Pastoral – Paulus Editora e “Coleção Bíblia em Comunidade”, Vol 4 – As famílias se organizam em grupos, Edições Paulinas, 4a Edição – 2004.
A Prefeitura de Juazeiro do Norte está desenvolvendo um projeto para instalar a Cidade da Criança, por força de convênio firmado com a Secretaria das Cidades. A informação é do prefeito Manoel Santana, que veio a Fortaleza para, acompanhado do secretário Camilo Santana, acertar a liberação dos recursos. Ele também discute com a Secretaria das Cidades outros projetos, sendo um deles com a Cagece, para melhorar o abastecimento d’água da cidade. Explicando a criação da Cidade da Criança, afirmou que ela será, acima de tudo, dedicada ao lazer das crianças do município, principalmente daquelas mais pobres, que não têm acesso ao lazer por falta de condições financeiras. Acrescenta que o espaço terá consultórios médicos e odontológicos, assistência social, área de cultura, tudo montado em um bairro pobre, não disse qual, onde não tem esses equipamentos sanitários.
“Com a Cidade da Criança montada, o que vai ser breve, nos vamos oferecer ao público infantil uma área para lazer, outra para tratamento de doenças da boca e do corpo de um modo geral, biblioteca virtual e assistência psicológica”, vibra. Ele assegura que a sua administração encerra o ano com um balanço muito positivo, aplicando nos meses de novembro e outubro cerca de R$ 40 milhões em obras diversificadas.
Dentre essas obras, novos centros de saúde, início da macro drenagem que é uma expectativa muito grande da população porque vai evitar alagamentos e outros problemas originados de chuvas pesadas e asfaltamentos de algumas ruas que estavam em terra ou calçamento. “Nós fazemos um balanço neste fim de ano muito forte, porque hoje a Prefeitura está também aprumada no ponto de vista político e financeiro”, comenta.
Ele destaca como a grande obra da sua administração a macro drenagem, porque ela vai beneficiar bairros carentes que em administrações passadas não tinha nada de investimento. Ele assegura que o pagamento do funcionalismo está absolutamente em dia, 13º salário todo pago e luta para pagar dezembro antes do ano acabar. Ele admite postular a reeleição, mas disse que o assunto vai ser lá para junho,porque agora é só trabalho.
Policiais militares das maiores cidades do Interior também estão aderindo à paralisação da categoria. De acordo com informações dos comandantes do 2ª e do 3º batalhões, localizados em Juazeiro do Norte e Sobral, o movimento está afetando o trabalho da corporação nas respectivas regiões.
Cerca de 40 policiais do Ronda do Quarteirão aderiram à greve dos policiais militares na tarde desta segunda-feira (2) em Juazeiro do Norte, segundo informações do comandante do 2º BPM, tenente-coronel Francisco de Assis Paiva. Segundo ele, cerca de 30 policiais paralisaram as atividades às 14h em frente a Companhia de Policiamento Ambiental (CPMA). De acordo ainda com o oficial, as outras cidades da região seguem com suas atividades normalizadas.
Já em Iguatu, outra cidade policiada pelo 2º BPM, policiais cruzaram os braços em frente à sede da companhia.
Além dos policiais de Juazeiro, outros 36 homens do 3º Batalhão da Polícia Militar em Sobral também estão com suas atividades paralisadas, segundo o tenente-coronel Mendonça. Na cidade, 12 viaturas do Ronda do Quarteirão estão fora de circulação.
Segundo o tenente-coronel Mendonça, o efetivo parado não deve prejudicar o atendimento às ocorrências da cidade. Os demais municípios da região permanecem com seu contingente policial normalizado, diz ele.
Da Redação às 12:12 de 02/01/2012 – Atualizada às 12:23
No quarto dia de paralisação dos policiais e bombeiros militares, mais 4 municípios aderiram à greve. Cerca de 100 homens da 3ª Companhia do 4º Batalhão, que atende os município de Itapipoca e Acaraú, na região Norte do Ceará, cruzaram os braços na madrugada desta segunda-feira (2).
Itapipoca e Acaraú
No começo da manhã, o batalhão foi fechado pelas esposas dos soldados e cerca de 15 viaturas tiveram os pneus esvaziados. De acordo com a Associação das Esposas dos PMs, uma comitiva está sendo enviada para Fortaleza com o objetivo de acompanhar de perto as negociações entre o governador e a categoria.
Baturité e Canindé
Já os policiais da 2ª Companhia do 4º Batalhão, que atende os município de Baturité e Canindé, aderiram à paralisação na manhã desta segunda-feira (2). O prédio está fechado e os policiais estão acampados.
Sete municípios sem policiamento
Com as novas adesões à greve, o Ceará já contabiliza sete municípios atingidos pela paralisação dos policiais. São eles: Itapipoca, Acaraú, Sobral, Maracanaú, Pacatuba, Baturité e Canindé.
No município de Sobral, na Região Norte, 75% do efetivo do 3º Batalhão cruzou os braços. Segundo informação da Associação de Cabos e Soldados da Região Norte, dos 160 PMs lotados no 3º BPM, apenas 40 ainda não aderiram ao movimento grevista.
Policiais do Ronda do Quarteirão dos municípios de Maracanaú e Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também aderiram à greve da Polícia e Bombeiros Militares decretada nesta quinta-feira (29).
Foi preciso chegar a 2012 para descobrir a obra-prima que é “A Glória de Meu Pai”, de Yves Robert, baseado nas memórias do escritor Marcel Pagnol (1895 – 1974). É o mais bonito filme que enfoca a infância do autor durante suas férias nas montanhas.
A história é tocante. Não pude deixar de sorrir e de chorar diante de imagens que me rementem aos tempos de menino em Acopiara, como estudante do grupo escolar Padre João Antonio. Das professoras Cecília, Maria Luisa, dona Elodia e os primeiros colegas.
Lembrança das missas e novenas na igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, o passeio depois no entorno da igreja, além das aventuras que eu fazia com meu primo Geraldinho (1949-2011), caçando passarinho e dos banhos no açude do seu Pedro Alves.
A delicadeza com que o diretor Yves Robert trata a história é de encantar qualquer um. Grande sucesso de público e de crítica, “A Glória de Meu Pai” é uma emocionante evocação da infância, cheia de frescor e poesia. E a trilha sonora de Vladimir Cosma é outra excelência do filme.
O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará – SINPOCI vai reunir a categoria em assembleia na terça-feira (3), às 18h30, na sede do sindicato. Eles vão discutir a possibilidade dos policiais civis aderirem à paralisação dos PMs e Bombeiros Militares. A reunião vai acontecer da sede da entidade, no Centro de Fortaleza.
Esta seria a terceira paralisação dos Policiais Civis, em menos de um ano. Em julho do ano passado os Policiais Civis do Ceará resolveram parar as atividades. A categoria permaneceu 39 dias parada, suspendendo a greve no dia 9 de agosto. No dia 14 de outubro, em uma nova assembleia, os Policiais decidiram retomar a paralisação que durou dois meses, terminando no último dia 15 de dezembro. Uma das principais reivindicações da categoria é a solução para o problema do baixo efetivo da Polícia Civil do Ceará, sobretudo de inspetores e escrivães.
Monvimento dos PMs e bombeiros
Os militares decidiram paralisar as atividade por tempo indeterminado durante assembleia da categoria realizada na quinta-feira (29), no Ginásio da Parangaba. Após a deliberação, eles começaram a se mobilizar, com o apoio das mulheres e realizaram várias manifestações ao longo da madrugada.
Reivindicações
Os policiais e bombeiros reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado. Segundo Pedro Queiroz, presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU.
O maior hobby de Heládio Teles Duarte é a fotografia. Depois vem a pintura, arte na qual ele se revelou, também, um bom pintor.
Mas – voltando à fotografia – Heládio fotografou um avião comercial, que passava no ar. Ao revelar as fotos, notou algo acima do avião, perfeitamente visível no límpido céu azul. Objeto este que logo em seguida estava abaixo do rastro de fumaça deixada pela aeronave. Confira abaixo
Trabalhar propósitos neste início de ano corresponderá ao planejamento do novo período em formas que melhor signifiquem os ideais do bom viver. Saber traçar programas para o exercício da liberdade. Dominar ao máximo os caprichos do destino através dos meios disponíveis. Fixar as metas do sucesso até onde haja as possibilidades, neste chão comum, através dos métodos dados pela humana sabedoria.
Contudo as tais postulações exigem providência inevitável desse procedimento. São as atitudes. Sim, atitudes que representam a seriedade como encarar os individuais planejamentos. Elaborar planos sofisticados, mirabolantes, raiando por vezes pretensões além das forças, enfraquece a energia dos seus autores.
Dizer isso e imaginar que planejar estabelece metas e objetivos; condiciona itens de sinceridade consigo próprio, semelhante a prometer, empenhar a palavra, com relação aos propósitos estabelecidos. E a tradição dos tempos indica o peso das promessas. Promessa é dívida, qual sempre afirma a população. Simboliza palavra empenhada, enquanto palavra equivale à expressão de quem dela faz uso. Dívida tanto pessoal quanto coletiva. Homem sem palavra é ser inexistente que habita fora da realidade.
Isso de encher o tempo de conversa pelo ar passa distante das produções necessárias e dos resultados práticos. Atitude vale a vida dos propósitos. Escutar isto no princípio deste novo calendário acordará os brios internos da gente, conquanto atenda às vontades formuladas (quem sabe?) décadas atrás. Desejos fortes ainda no berço que agora vêm à luz, neste começo de história.
Bom praticar o planejamento qual norma de respeito para com a verdade dos propósitos firmados dentro de si, a busca dos valores importantes da personalidade valiosa.
Que os objetivos traduzidos nas promessas deste novo ano encontrem respaldo nas atitudes, daqui em frente, que virão facilitar os passos de todos. No instante quando acontecem tais realizações positivas, as portas abrirão de jeito natural e obter-se-ão os frutos da Paz nos corações.
Ronald Wayne fez parte da sociedade com Steve Jobs e Steve Wozniak, fundadores da Apple, mas desistiu do negócio no início
O documento de fundação da Apple, assinado em 1.º de abril de 1976, definia a estrutura societária da empresa: 45% para Steve Jobs e 45% para Steve Wozniak. Os 10% restantes foram destinados a Ronald Wayne, um engenheiro que resolveu uma disputa entre os idealizadores do projeto e que teria a função de “juiz de paz” para desentendimentos futuros. Wayne tinha tudo para entrar para a história, mas virou nota de rodapé. Meses depois de assinar o documento, pediu para sair do projeto e ser pago em dinheiro. Trocou o que hoje seriam bilhões por US$ 800 – quantia que não dava nem para comprar um carro usado. Encerrou, assim, o capítulo Apple da sua vida.
Ou quase. Em 13 de dezembro, a casa de leilões Sotheby’s vendeu o documento assinado por Jobs, Wozniak e Wayne por US$ 1,35 milhão para o bilionário venezuelano Eduardo Cisneros. O engenheiro americano, que ganhou a admiração de Steve Jobs quando os dois trabalharam juntos na fabricante de jogos Atari, nos anos 70, também é citado na biografia do empresário, morto em outubro, no capítulo sobre os primeiros passos da Apple. Wayne acaba de lançar nos Estados Unidos, por uma editora de nicho, o livro que conta sua versão dos fatos: Adventures of an Apple Founder (Aventuras de um Fundador da Apple), com prefácio de Wozniak.
“Você deve se arrepender” e “Você poderia um bilionário” são frases que o aposentado, hoje com 77 anos, ouve quando conta sua história. Conversando com ele, é possível perceber que a decisão de sair da sociedade da Apple não é algo que assombrou sua vida nos últimos 35 anos. “Tomei a decisão com base nas informações que tinha na época. Eu era duas décadas mais velho que Jobs e Wozniak. Tive uma experiência anterior como empreendedor e perdi tudo. Não queria passar pela experiência novamente”, disse Wayne ao Estado, por telefone. “As pessoas querem saber se eu gostaria de ter US$ 1 bilhão. Gostaria de ter US$ 1 milhão, algo que também não tenho.”
Antes de trabalhar na Atari, Wayne tentou a sorte como empreendedor: montou uma fábrica de máquinas caça-níqueis com a intenção de fornecer a cassinos de Las Vegas. A experiência, que deu prejuízo, serviu para mostrar ao engenheiro que seu talento não residia no empreendedorismo. “Não sabia pensar em todas etapas do negócio. Fechei trabalhos com empresas, recebi pagamento por protótipos, mas nunca pensei em royalties ou outra ferramenta que me gerasse renda no longo prazo.”
O negócio, montado com a ajuda de familiares e amigos, teve de ser fechado. Mas, ao contrário do que geralmente ocorre com investidores que apostam em uma empresa nascente, sua família não ficou no prejuízo: o engenheiro fez questão de destinar o dinheiro do próximo emprego para pagar quem tinha apostado em sua empreitada. “Passei seis meses pagando cada centavo investido na empresa.”
Encontro. Pouco tempo depois de abandonar o sonho dos caça-níqueis, Wayne entrou na Atari. Lá, conheceu Steve Jobs, que trabalhava como free lancer para a empresa de videogames. “Steve nunca foi o tipo de pessoa que se encaixasse em um ambiente corporativo padrão. Sempre foi contratado por projeto. Preferia trabalhar à noite, com os escritórios vazios”, lembra. “Ele precisava de espaço para criar e sempre teve hábitos peculiares”, diz o ex-sócio da Apple.
A aproximação entre Jobs, Wozniak e Wayne, na época desenhista-chefe na Atari, se deu em eventos corporativos. O interesse de Steve Jobs residia especialmente nas habilidades administrativas de Wayne. O engenheiro foi responsável por colocar em ordem a documentação dos produtos da Atari, uma empresa que, apesar do êxito, ainda era pouco profissionalizada.
Diante da experiência de Wayne no mundo corporativo, Jobs o convidou para resolver uma disputa de propriedade intelectual entre os dois idealizadores da Apple. Wozniak queria manter o circuito eletrônico que havia criado como propriedade pessoal, o que resultaria em uso restrito da invenção à Apple. “Era óbvio que, neste caso, a posição de Jobs era correta. Depois de duas horas de conversa, Wozniak aceitou esse fato.” O episódio rendeu a Wayne o convite para participar do projeto, com 10% do capital.
Na Apple, Wayne seria um “guru administrativo”, que organizaria a gestão e solucionaria desentendimentos futuros. A ideia de abandonar a criação e exercer uma função burocrática, porém, desagradou o engenheiro, colaborando para sua quase imediata saída. “Sou um engenheiro interessado em criar, em saber como as coisas funcionam”, diz.
Sem essa possibilidade na Apple, abriu mão da sociedade por meros US$ 800. Considerado o valor de mercado atual da gigante da tecnologia, os 10% de Wayne valeriam hoje US$ 37 bilhões.
Depois da Apple, o ex-sócio continuou como engenheiro, trabalhando na criação de protótipos usados em equipamentos submarinos e de eletrônica militar. “Por causa da minha convicção de que era necessário atuar em todas as áreas da engenharia, minha tendência foi trabalhar em companhias de pequeno porte,”
Wayne se aposentou há sete anos. Vive hoje na pequena Pahrump, em Nevada. Tem casa própria e tem um estilo sem luxos. Além de escrever – Wayne já lançou um segundo livro, Insolence of Office, no qual ele oferece seus pensamentos sobre acontecimentos políticos e a natureza do dinheiro -, desenvolve projetos esporádicos para empresas de engenharia. Além disso, ganha dinheiro negociando contratos de ouro e selos antigos.
O engenheiro, que usa subterfúgios para responder perguntas sobre a vida pessoal, nunca se casou. Uma das poucas pessoas a quem revelou ser gay, ao longo de sua vida, foi justamente Steve Jobs.
Ao chegar aos 70 anos e se aposentar, uma pergunta começou a incomodá-lo: o que faria quando a velhice o deixasse incapaz? A resposta veio em uma análise de sua vida profissional. Wayne lembrou-se de um jovem ex-colega, que durante anos lutou contra uma deficiência de aprendizado que limitava sua ascendência profissional. “Pensei: ‘Confiaria minha vida a ele’.”
Wayne resolveu o problema da solidão convidando o ex-colega e família (mulher e três filhos) para morar em sua casa. O resultado do arranjo foi tão bom que, após perder sua casa durante a crise financeira, a mãe do amigo também veio morar na propriedade, que abriga duas residências em um terreno de um hectare. “Eu e minha família adotada vivemos confortavelmente.” E, apesar de não ser um bilionário sócio da Apple, Wayne está satisfeito com outro título recentemente conquistado: o de vovô.
Duas sondas começaram no domingo a orbitar a Lua, preparando uma inédita missão de mapeamento do interior do satélite.
As sondas gêmeas do Laboratório de Recuperação da Gravidade e Interior (Grail, na sigla em inglês, que também significa “graal”) viajaram quase 4,2 milhões de quilômetros até entrar na órbita lunar, no sábado e domingo.
Ao longo dos próximos dois meses, suas órbitas, a 55 quilômetros de altura, serão ajustadas para que, voando sobre a Lua, as sondas possam reagir a mínimas alterações na gravidade. Esses dados permitirão que os cientistas identifiquem a composição do interior lunar.
“Estourem o espumante e brindem à Lua”, escreveu a Nasa pelo Twitter depois de a primeira sonda concluir os 40 minutos da sua manobra de frenagem, às 20h do dia 31 de dezembro (horário de Brasília; 17h na Costa Leste dos EUA).
A segunda sonda fez o procedimento 25 horas depois.
Apesar de já terem ocorrido mais de cem missões à Lua, incluindo seis viagens tripuladas entre 1969 e 72, os cientistas ainda não sabem o que existe no interior do satélite.
A missão do Grail deve durar 82 dias, mas se as sondas, alimentadas por bateria solar, resistirem ao eclipse solar de junho, a missão poderá ser prorrogada para fazer um mapeamento mais detalhado.
As sondas foram construídas pela Lockheed Martin, e o custo da missão é de 496 milhões de dólares.
Brasília – O governo do Irã anunciou ter testado com sucesso um míssil de longo alcance hoje (2), no estreito de Ormuz. O míssil Ghader foi construído por especialistas iranianos e tem um alcance de 200 quilômetros.
No último sábado (31), o país negou informações sobre a realização de testes com mísseis de longo alcance durante exercícios militares no Golfo. “Os testes com mísseis serão realizados nos próximos dias”, informou a emissora estatal de televisão iraniana, Press TV, na ocasião.
Desde o ano passado, o Irã é alvo de uma série de restrições por parte da comunidade internacional devido ao programa nuclear desenvolvido no país. Para a maior parte da comunidade internacional, o programa inclui a fabricação de bombas. As autoridades do Irã negam as suspeitas.
Cada um dos cinco ganhadores receberam em torno de R$ 35,5 milhões.
Foto: Alex Costa
No último sorteio de 2011 da Mega-Sena um cearense da cidade de Russas, a 170 quilômetros de Fortaleza, ficou milionário junto com outros quatro brasileiros. O sorteio da Mega da Virada aconteceu neste sábado (31).
O valor total do concurso de nº 1350 foi de R$ 177.617.487,62. Cada um dos cinco ganhadores receberam em torno de R$ 35,5 milhões.
954 pessoas acertaram a quina e vão levar, um poco mais de R$ 33 mil. Outras 85 mil pessoas, acertaram quatro números do sorteio e vão receber R$ 536,83.
O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi, vai tentar intermediar, na manhã desta segunda-feira (2), uma conversa entre a comissão dos policiais e bombeiros militares paralisados com o governador Cid Gomes. O objetivo é negociar um acordo para a suspensão da paralisação.
Segundo o presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), Pedro Queiroz, a categoria pretende continuar acampada no 6º BPM até que o governador atenda às reivindicações da categoria. Os policiais não têm nenhuma manifestação agendada pela cidade.
Forças Armadas no Ceará
Cerca de 5 mil homens das Forças Armadas fazem a segurança em todo o Estado, segundo informações do Comando da 10ª Região Militar, em Fortaleza. Intitulada “Operação Ceará”, o objetivo da ação é garantir a segurança da população durante a paralisação decreta no último dia 29 de dezembro.
Paralisação
Os militares decidiram paralisar as atividade por tempo indeterminado durante assembleia da categoria realizada na última quinta-feira (29), no Ginásio da Parangaba. Após a deliberação, eles começaram a se mobilizar, com o apoio das mulheres, e realizaram várias manifestações. Desde a última sexta-feira (30), os PM s estão acampados na 6ª Companhia do 5º Batalhão, no bairro Antônio Bezerra.
Reivindicações
Os policiais e bombeiros reclamam da falta de efetivo para fazer a segurança em todo o Estado. Segundo Pedro Queiroz, presidente da Aspramece, são mais de 14 mil policiais na folha, mas aproximadamente 7.400 estariam licenciados. O ideal, conforme a Associação, seriam 33.700 policiais; os dados seriam da ONU.
A categoria pede ainda promoção e assistência médica. A reivindicação principal, no entanto, é por melhores condições de trabalho, especialmente reajuste de salários.
Convênio assinado entre Sobral e a cidade de Boras, na Suécia, pretende tornar mais eficiente, do ponto de vista ambiental, o tratamento dos resíduos sólidos produzidos pelo município cearense.
A ideia, segundo o prefeito de Sobral, Veveu de Arruda, é aperfeiçoar o sistema de coleta de lixo e implantar a reciclagem dos resíduos a partir do envolvimento da população para a coleta seletiva. “As ações já são para serem postas em prática no próximo ano”, planeja.
Considerada exemplo mundial de gerenciamento do lixo, principalmente no que diz respeito à geração de energia, Boras entra na parceria com o fornecimento de tecnologias e com a formação técnica.
Veveu diz que o interesse pela parceria surgiu da necessidade crescente de saber lidar com os descartes da população. “Nossa intenção é aperfeiçoar e inovar, focando na gestão ambiental eficiente dos resíduos”, ratifica.
Segundo o prefeito de Sobral, o convênio com a Suécia também prevê o envolvimento, ainda que não de imediato, da Universidade Vale do Acaraú (Uva), em todo o processo. Representantes da cidade sueca estiveram em Sobral para melhor conhecer a realidade do município, em outubro último.
No final do próximo mês, conforme explica Veveu, um novo encontro com representantes suecos estabelecerá um cronograma de responsabilidades e atividades para 2012. Ele destaca a participação da população como grande responsável por tirar os planos do papel.
“Começaremos com um projeto piloto. Faremos campanhas educativas. Quer-se que a comunidade compreenda que a limpeza urbana é uma ação não apenas do poder público, mas da população. Ela é essencial no entendimento de todo processo de coleta seletiva e reciclagem”, declara.
Sobral, hoje, produz 12 toneladas de lixo por dia, direcionadas ao aterro sanitário da cidade.
Boras
A cidade, de 105 mil habitantes e 1.500 indústrias, é considerada sem lixo. Ela se utiliza do biogás, obtido a partir da degradação dos resíduos orgânicos, para, entre outros fins, atender a demanda por energia da maioria das casas e movimentar a frota de ônibus públicos.
Foram 77 as mortes violentas anotadas no Plantão do IML de Fortaleza no feriadão da virada. Desses, 50 foram assassinados. Tudo isso na Grande Fortaleza. A grande maioria morta a bala.
A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas e reportagens. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.
HOMENAGEM DA SEMANA
CORREINHA
O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura
Jornal do Vicelmo
Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.
Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.
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