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domingo, 11 mar 2012, 22:52
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Duas mulheres estão internadas em estado com grave diagnosticadas com gripe H1N1 na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em Fortaleza. De acordo com o diretor do hospital, Carlos Augusto Alencar Júnior, os dois casos da doença foram confirmados neste sábado (10). Uma das pacientes é do município de Beberibe e a outra mora no Bairro Jangurussu, em Fortaleza.
As duas mulheres estavam grávidas, de acordo com o diretor do hospital. A paciente de Beberibe foi submetida a um parto e o bebê está internado na UTI Neonatal. No outro caso, o diretor do hospital informou que os médicos diagnosticaram a morte do feto. Entre os sintomas, as duas mulheres apresentaram insuficiência respiratória.
Segundo o coordenador de proteção e promoção à saúde do Ceará, Manoel Fonseca, a Secretaria de Saúde de Beberibe foi notificada e possui um estoque do medicamento Tamiflu. De acordo com Fonseca, nenhum outro caso suspeito de H1N1 foi registrado no município, mas uma equipe epidemiológica está em alerta.
Prevenção
Lavar as mãos o maior número de vezes e evitar contato com pessoas que apresentem os sintomas são as principais formas de prevenir, alerta a Secretaria de Saúde. Caso a pessoa sinta os sintomas como febre, tosse, coriza, falta de ar e dor no corpo, deve procurar imediatamente o posto de saúde.
Fonte: G1
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Futebol, TOP
domingo, 11 mar 2012, 22:44
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O Fortaleza continua imbatível no Campeonato Cearense. Na tarde deste domingo (11), o Leão foi até Juazeiro do Norte enfrentar o Guarani de Juazeiro e brilhou mais uma vez ao vencer o time da casa por 3 a 2, com direito a pênalti defendido por Fábio Lima.
Pouco antes do duelo, durante o aquecimento, o goleiro Lopes teve problemas ao defender uma bola e teve que ser cortado da partida. O titular tricolor tem suspeita de fratura no dedo indicador da mão direita. O jogo também teve outras três baixas no Fortaleza, Geraldo e Rômulo receberam o terceiro cartão amarelo e está fora da próxima rodada; e Jaílson, que entrou no segundo tempo, fraturou o braço ao dividir uma bola com o goleiro Fábio.
O Fortaleza continua na liderança, com 38 pontos. O Guaraju, por sua vez, se mantém com 22 e na zona intermediária da classificação.
O jogo
O duelo começou movimentado. Logo aos 6 minutos, o Fortaleza começou a mostrar força quando Rômulo recebeu bola cruzada de Guto, invadiu a área e, na hora do arremate, foi travado.
Em resposta, no minuto seguinte, Bruno Pacatuba avançou com velocidade no ataque e mandou uma bomba para o gol. A bola bateu na rede pelo lado de fora, enganando boa parte da torcida que estava no Romeirão.
Os clubes continuaram alternando oportunidades até que, aos 26, Cléo recebeu toque do Geraldo e só teve o trabalho de tirar do goleiro Fábio e empurrar para o fundo da rede, abrindo o marcador.
A resposta do Guarani de Juazeiro só aconteceu aos 41. Em triangulação brilhante, Moré invadiu a áresa, se livrou da marcação e empatou o jogo.
Três minutos depois, o Leão voltou a ficar em vantagem. Cléo invadiu a área pela esquerda e mandou uma bola açucarada para Rafinha, que deixou sua marca.
O bom primeiro tempo se repetiu na etapa derradeira. Logo na saída de bola, o Guaraju foi ao ataque e perdeu a oportunidade de igualar o jogo novamente. Zé Augusto, de cabeça, mandou no travessão e Moré, no rebote, chutou para fora.
Entretanto, a reação do Leão do Mercado acabou por aí. Aos 14, Geraldo, livre, ampliou para o Tricolor, após receber cruzamento de Rômulo.
Aos 17, Fábio Lima fez pênalti em Moré, que entrou sem marcação na área. Na cobrança, o atacante demorou na tentativa de deslocar o goleiro e chutou fraco, para a fácil defesa do arqueiro tricolor.
No fim do jogo, aos 47, Juranílson ainda deixou o gol dele, mas não havia tempo para mais nada.
Foto: Normando Sóracles
Fonte: Verdes Mares
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Cariri, TOP
domingo, 11 mar 2012, 22:41
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A obra, da historiadora Ana Rosa Dias Borges, é inspirada em contos de antigos moradores e será lançada neste mês
Ana Rosa Dias com o seu livro ‘As Narrativas Orais no Bairro Vermelho’
FOTO: YAÇANÃ NEPOMUCENA
Crato. Após uma pesquisa envolvendo as comunidades do entorno da Chapada do Araripe, onde os moradores idosos não dominam a escrita, a historiadora Ana Rosa Dias Borges descobriu contos de origem popular, lendas, cantigas e dramas retidos da memória de um povo.
O tema instigou a pesquisadora, que resolveu escrever um livro sobre a história do bairro Alto da Penha, localizado no Crato, onde ela viveu parte de sua infância e desenvolveu uma enorme afetividade. A obra, intitulada “As Narrativas Orais no Barro Vermelho, será lançada no próximo dia 15, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), às 19 horas.
Origem do bairro
O livro retrata a origem do bairro e versa sobre o tecido social que compõe o universo da população que reside no lugar. O livro traz lendas e acontecimentos pitorescos que aconteceram na comunidade. Toda a história é contada por meio de depoimentos dos antigos moradores do local. Ainda na década de 20, os proprietários de grandes latifundiários, agricultores e desvalidos no geral, iniciaram a povoação do Barro Vermelho. A obra resgata as memórias daquela época e mostra que, ao longo dos anos, a comunidade evoluiu.
O local, por abrigar as classes menos favorecidas, foi intensamente estigmatizado como sendo uma área de abrigo para as pessoas que vivem às margens da marginalidade. O livro de Ana Rosa Dias Borges chega para provar que a história da comunidade e de seus moradores se contradiz com o preconceito construído até hoje.
“Narrativas Orais do Barro Vermelho” traz relatos de jovens que passaram por oficinas de formação, como fotografia, produção textual, desenho, pintura e que se apropriaram da memória dos mais idosos e, aos moldes dos seus conhecimentos, reescreveram a história da comunidade que fazem parte. Todo o material produzido por eles serviu de base para a escrita do conteúdo, edição e publicação do livro de Ana Rosa. A autora enxergou nos jovens talentosos do lugar potencialidades que são ignoradas pelo sistema educacional brasileiro.
Segundo ela, a educação no País não valoriza as formas afetivas e identitárias de produção textual. “Foi a partir da afetividade e riqueza oral que eu escrevi meu livro. Acho que essas fontes precisam ser levadas em conta”, afirma Ana Rosa.
Um capítulo do livro “Narrativas Orais do Barro Vermelho” versa sobre a história do casarão que pertencia a Gonzaga de Melo, grande latifundiário, dono de grande parte das terras do bairro. A lenda da botija revela relatos de fatos vividos por ocupantes do Casarão, ainda no começo do século XX, e que até hoje permeiam o imaginário da população da localidade.
Personagens
Personagens como Tico de Júlia, Diva Elpídio, Aureliano Ventura, Dona Milô e Sebastiana Parteira tiveram lugar garantido na composição do livro. A autora resgatou assuntos que causam polêmica na comunidade, como o lixão que se formou no Alto da Penha durante a década de 70.
Segundo a publicação, um morador do bairro, que atendia pelo nome de Tico de Júlia, resolveu fazer diversos ofícios que foram enviados à Prefeitura da cidade, pedindo para que o lixo do Município não fosse despejado na localidade.
Entretanto, sem alcançar sucesso, os moradores apropriaram-se do lixo e fizeram protestos e barricadas que impediram a ação das autoridades municipais. O ato rendeu uma grande mobilização e causou transtornos na cidade. Desde aquela época, todos os resíduos sólidos recolhidos tomaram outro destino. Para Ana Rosa Dias Borges, esse é um dos capítulos mais envolventes da publicação.
Divisão da obra
O livro “Narrativo Orais do Barro Vermelho” é um produto do edital Micro Projetos do programa Mais Cultura, desenvolvido pelo Ministério da Cultura. A publicação, que é fruto de uma longa pesquisa, foi dividida em duas vertentes, a do imaginário mítico popular e a dos relatos que dão conta da dimensão histórica e social da população.
De acordo com a autora, a história oficial do Município conta apenas a versão dos vencedores e esquece que todo o povo faz parte da contextualização das narrativas. Toda a edição foi ilustrada com desenhos dos alunos participantes das oficinas promovidas durante a pesquisa.
Os desenhos do livro da historiadora são de Renato Alves e Cícero Gonçalves. Já a apresentação da obra foi feita pela técnica de cultura Ana Cláudia Isidório. O projeto também envolveu os educadores sociais Aldemar Filho, Edimar Freitas, Paulo Bento e Vicente Filho.
As orientações, indicações de locais e pessoas para a realização da obra foi da quituteira Têca, que acolheu a autora durante o período de observação da comunidade do bairro Alto da Penha.
Mais informações
Lançamento do livro “As Narrativas Orais no Bairro Vermelho” será no dia 15 de março, às19 horas, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca)
YAÇANÃ NEPONUCENA
REPÓRTER Diário do Nordeste
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domingo, 11 mar 2012, 22:23
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domingo, 11 mar 2012, 22:22
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Minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja, carne, açúcar e café somaram 47% do valor exportado

SÃO PAULO – O Brasil vem aumentando cada vez mais nos últimos anos sua dependência da exportação de matérias-primas. No ano passado, apenas seis grupos de produtos – minério de ferro, petróleo bruto, complexo de soja e carne, açúcar e café – representaram 47,1% do valor exportado. Em 2006, essa participação era de 28,4%.
Esse aumento da dependência ganha contornos ainda mais preocupantes porque o maior comprador atual das matérias-primas brasileiras passa por um momento de transição. Na semana passada, a China anunciou que vai perseguir uma meta de crescimento de 7,5% ao ano. A meta anterior era de 8% ao ano.
“Esse novo crescimento chinês ainda é expressivo para qualquer país, mas, nesse momento, cria um fato negativo para a cotação das commodities”, diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. “Ao dizer que vai reduzir o ritmo de crescimento, a China diz, indiretamente, que vai comprar menos insumos.”
Em dezembro, a entidade previu que o Brasil terá este ano um superávit de US$ 3 bilhões, resultado bem inferior ao saldo comercial de US$ 29,7 bilhões do ano passado. “Mas houve uma melhora do cenário dos preços desde então”, diz Castro.
De qualquer forma, o Índice de Preços de Commodities do Banco Central (IC-BR) já aponta um recuo na cotação das commodities. Em fevereiro, o indicador caiu 2,96% na comparação com janeiro e, no acumulado de 12 meses, teve queda de 12,68%.
“Essa tendência de queda só não é mais forte porque está havendo uma injeção global de recursos no mundo todo. Há uma expansão de crédito para economia mundial que não começou agora”, diz Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Apesar disso, ele estima um recuo de 10% no preço da soja, carne, açúcar e do café este ano. “O crescimento menor da China reafirma a perspectiva de baixa dos preços”, afirma.
Meta de vendas
Entre 2006 e 2011, puxada pelas commodities, a receita de exportação do Brasil aumentou de US$ 135,9 bilhões para US$ 256 bilhões. Este ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) definiu US$ 264 bilhões como a meta de exportação, valor 3,1% maior que o do ano passado.
Para Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), as exportações de commodities vão continuar dominando a pauta brasileira este ano. Ele ressalta, porém, que o saldo comercial do País deverá ser menor, porque, além do preço mais baixo das commodities, as importações devem permanecer em um patamar elevado.
“Estamos com uma demanda relativamente aquecida em relação ao resto do mundo, principalmente de bens de consumo duráveis”, diz.
Fonte: Estadão
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domingo, 11 mar 2012, 22:19
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O governo do México lançou, “em nome dos direitos das vítimas”, uma ofensiva contra a proposta de libertação da francesa Florence Cassez, condenada a 60 anos de prisão por sequestro e detida há seis anos no país. No entanto, inúmeras vozes se elevam em favor do projeto do juiz mexicano Arturo Zaldivar, responsável pelo recurso diante do Supremo Tribunal que recomendou a “libertação imediata e absoluta” da francesa, devido a múltiplas irregularidades no processo que conduziu à sua condenação.
Florence Cassez foi detida no dia 8 de dezembro de 2005 na companhia do ex-companheiro Israel Vallarta, suspeito de liderar Los Zodiacos, um grupo responsável por uma dezena de sequestros acompanhados de uma morte.
A decisão do presidente da primeira Câmara da Corte Suprema, Arturo Zaldivar, de pedir, por graves vícios de procedimento, “a libertação imediata e total” motivou um debate nacional no México sobre o futuro da justiça, antes do pronunciamento de cinco magistrados da mesma instância, prevista para o dia 21 de março.
No centro da proposta de Arturo Zaldivar está uma montagem organizada pela Agência Federal de Investigação (AFI) : o fato ocorreu no dia 9 de dezembro de 2005 quando dois canais de televisão divulgaram uma pretensa detenção ao vivo da francesa e de seu ex-companheiro Israel Vallarta assim como a libertação de três reféns.
O juiz Zaldivar considerou que esta montagem, reconhecida em seguida pelas autoridades, assim como o não respeito aos direitos consulares e a sua não colocação à disposição imediata do Ministério Público, constituíam violações que “macularam o procedimento, incidindo de forma devastadora sobre outros direitos fundamentais, como o da presunção de inocência e o de uma defesa adequada”.
O governo respondeu, por meio do ministério da Justiça, que se preocupa com as consequências de uma libertação de Florence Cassez alegando o “direito das vítimas”, embora “nenhum elemento demonstre a deformação da realidade à qual se refere o relatório” do magistrado”.
Entraram no debate o Comitê Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), organismo autônomo do Estado mexicano que também clamou pelo “direito das vítimas”, junto com Isabel Miranda de Wallace, dirigente da associação “Pare com os sequestros”. Candidata do Partido Ação Nacional (PAN, no poder), à prefeitura do México, Isabel Wallace, conhecida pela virulência contra Florence Cassez, estimou que sua libertação constituiria um insulto”.
Já o Comitê dos Direitos Hmanos da Cidade do México (CDHDF) e cinco outras organizações afins apoiaram o projeto, assim como vários juristas famosos, como Ana Laura Magaloni, do Centro de Pesquisa e Informação Econômica (CIDE), ou Miguel Carbonell da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).
Neste domingo, Rosario Green, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado mexicano, se disse “convencida” do projeto Zaldivar. Ex-ministra das Relações Exteriores, de 1998 a 2000, a senadora do PRI considerou que a maneira pela qual foi conduzido o caso de Florence Cassez “nos coloca, como país, numa posição de retrocesso brutal em termos de administração da justiça”.
Rosário Green destacou que ela sempre defendeu o respeito aos direitos consulares dos mexicanos detidos nos Estados Unidos.”Se penso desta forma para os mexicanos, não posso agir de forma diferente em relação a cidadãos de outros países”, disse a senadora.
Um outro ex-ministro das Relações Exteriores do México, de 2000 a 2003, Jorge Castaneda, expressou recentemente a mesma posição. O prefeito do México, Marcelo Ebrard, membro do Partido da Revolução Democrática (PRD, esquerda), não se pronunciou, mas se disse convencido de que a decisão da Corte Suprema “trará implicações genéricas para todo o procedimento penal mexicano”.
Fonte: Terra
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