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Ciencia e Tecnologia, TOP
domingo, 6 mai 2012, 18:31
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Ana Lumbreras. Logroño (Espanha), 6 mai (EFE).- Pesquisadores espanhóis descobriram o mecanismo pelo qual uma molécula, denominada Pamp, aumenta o tamanho dos tumores, fato investigado e comprovado sobre uma cepa de ratos geneticamente modificados. O chefe do grupo de Angiogênese da Área de Oncologia do Centro de Pesquisa Biomédica de La Rioja (Cibir), Alfredo Martínez, e o pesquisador pós-doutoral deste grupo, Ignacio Larráyoz, são os autores da descoberta que, segundo disseram à Agência Efe, também tem aplicações no âmbito da nanotecnologia, sobretudo nas nanomáquinas. Martínez, cujo grupo trabalha há anos com esta molécula, explica que já se tinha comprovado que, quando se elimina ou se reduz os níveis de Pamp, os tumores crescem mais devagar porque se freia a reprodução e migração das células tumorais, o que reduz a produção de metástases e o processo de angiogênese – formação de vasos sanguíneos no tumor. Mas agora ele e Larráyoz encontraram a razão deste comportamento. O motivo é que os elementos do citoesqueleto, que dão rigidez e mobilidade à célula, são influenciados pela presença de Pamp. Esta molécula, explica o especialista, influi na flexibilidade dos microtúbulos – componentes do citoesqueleto – e na velocidade com a qual os elementos que fazem parte da célula se movimentam em seu interior. A pesquisa demonstra que, quando se elimina esta molécula – que já se sabe influir no crescimento dos tumores -, o citoesqueleto fica mais rígido e os componentes celulares se movimentam a uma velocidade menor dentro da célula. Por isso, a célula tumoral tem mais problemas para se desenvolver, destaca Martínez. Esses pesquisadores também identificaram uma série de anticorpos e de moléculas de pequeno tamanho que são capazes de interferir no funcionamento dessa molécula e, portanto, de reduzir o crescimento do tumor. Larráyoz detalha que esse aspecto sobre a velocidade do trânsito intracelular foi demonstrado primeiro em um tubo de ensaio e, depois, em células vivas – foram obtidas cepas de ratos geneticamente modificados, dos quais lhe eliminaram o gene que produz o Pamp. Comprovou-se que, nos ratos que careciam de Pamp, as mitocôndrias, responsáveis pelo fornecimento de energia, se deslocavam mais devagar que as dos ratos munidos dessa proteína. A experiência também recuperou a velocidade original ao acrescentar Pamp de fora dos neurônios que não o tinham. Agora será preciso estudar se o Pamp é uma boa substância para desenvolver novos medicamentos antitumorais e analisar se esta molécula tem algo a ver com o fato de que algumas doenças neurológicas crônicas, como Alzheimer e Parkinson, se caracterizam por um movimento lento das mitocôndrias do interior dos neurônios. Esta descoberta, segundo Martínez, permite entender melhor a biologia do citoesqueleto, especificamente quais são as moléculas que regulam a velocidade dos componentes celulares, mas também tem uma aplicação no campo das nanomáquinas. As nanomáquinas são dispositivos muito pequenos que utilizam componentes da célula para movimentar coisas dentro de um chip de poucos milímetros de forma muito precisa. Segundo esta pesquisa, acrescentar Pamp a esse sistema aumentaria a velocidade do movimento. As nanomáquinas – que se aplicam, por exemplo, à criação de sensores – ainda não são exploradas industrialmente e não são vendidas no mercado, pois só são utilizadas em laboratórios. Por isso, Martínez e Larráyoz entendem que se anteciparam “muito” à possível aplicação de sua descoberta. EFE alg/sa
Efe
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Arte e Cultura, TOP
domingo, 6 mai 2012, 18:27
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Um grupo de cerca de 150 pessoas protesta contra a falta de um palco de forró na Virada Cultural, que termina às 18h deste domingo em São Paulo.
“Por que o forró está fora da Virada se São Paulo é construída por nordestinos?”, questiona Gabriel Medina, presidente do Conjuve (Conselho Nacional de Juventude), que organizou a passeata em parceria com o Forró dos Amigos, uma festa quinzenal de forró na Bela Vista.
Embalados por um trio de forró, os manifestantes empunham uma bandeira estampada com o rosto de Luiz Gonzaga e a saudação “Salve o Rei do Baião – 100 Anos”. Em outra faixa, o maior questionamento: “Cadê a cultura na Virada Cultural? Onde está palco do forró pé de serra em pleno centenário de Luiz Gonzaga?”.
Folha
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Nacionais e Internacionais, TOP
domingo, 6 mai 2012, 18:20
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A Petrobras confirmou neste sábado a ocorrência de um vazamento de 200 litros de óleo hidráulico no campo de Paru, a 17 quilômetros da costa de Alagoas.
Por meio de nota, a estatal informou que identificou o vazamento na última quarta-feira e já notificou oficialmente a Marinha, o Ibama e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a ocorrência.
O incidente ocorreu durante intervenção de manutenção no poço 4-ALS-39, operado pela plataforma Petrobras-III. A Petrobras informou que ainda não foi registrada a formação de uma mancha de óleo na superfície.
Segundo a estatal, um navio rebocador e um helicóptero foram utilizados na sexta para tentar encontrar uma possível mancha. A estatal disse que criou uma sindicância para apurar as causas do vazamento.
O óleo hidráulico é utilizado no funcionamento das máquinas e não houve vazamento de petróleo cru do poço. O volume vazado, de 200 litros, é pouco menos da metade do que cabe no porta-mala de um carro modelo sedan, que comporta em média 500 litros.
Foto: Ilustrativa
Folha
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Cinema, TOP, TOP2
domingo, 6 mai 2012, 18:18
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O Nossos Cinemas vai possibilitar o contato e o intercâmbio entre os jovens realizadores de cinema da América Latina e do Caribe.
A cidade de Sobral receberá entre os dias 23 e 26 de maio o I Nossas Américas – Nossos Cinemas: I Encontro de Jovens Realizadores da América Latina e do Caribe. Durante quatro dias, os realizadores participarão de mesas temáticas, palestras e mostras de filmes.
Sobral foi escolhida como sede do encontro por já apresentar um núcleo de produção audiovisual emergente, a partir do trabalho já realizado pela Escola de Ofícios e Artes (ECOA) e pela Universidade do Vale do Acaraú (UVA).
Os jovens realizadores convidados foram indicados por universidades, associações de cineastas e órgãos nacionais e internacionais ligados ao cinema e à cultura, dentro de vários perfis culturais, sociais e étnicos.
* Com informações da Agência da Boa Notícia
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Regionais e Estaduais, TOP
domingo, 6 mai 2012, 18:16
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Entidades populares realizarão neste domingo, a partir das 16 horas, um ato contra o Novo Código Florestal aprovado pelo Congresso. O objetivo, segundo o ambientalista Paulo Sombra, é pressionar a presidente Dilma para que ela vete itens do documento que são contra os avanços na luta pela preservação do meio ambiente no País.
A iniciativa, de acordo com Paulo Sombra, é livre e apartidária e será realizada a partir das 16 horas, na Avenida Beira Mar, ao lado do anfiteatro, na Volta da Jurema.
No último dia 22, Dia da Terra, manifestações contra o Novo Código Florestal aconteceram em todo o país. Como o projeto foi aprovado, grupos defensores da causa ambiental se mobilizam para pressionar a presidente Dilma por um veto à proposta.
Em Fortaleza, haverá exibição de banners e cartazes em prol do “Veta Dilma!”, além de apresentações artísticas e culturais.
O povo
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Cariri, TOP
domingo, 6 mai 2012, 18:09
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A aposentada Júlia Amélia da Conceição pode ser a mulher mais velha do Cariri, com 107 anos de idade. A anciã reside no município de Juazeiro do Norte, num bairro humilde da periferia da cidade. (As informações são do site miséria)
Nem mesmo a vida solitária e a idade avançada são suficientes para abater o ânimo da idosa, que reclama apenas de cansaço nas pernas e na visão. Sua comunicabilidade e lucidez ainda lhe permitem relembrar fatos da história do cotidiano de Juazeiro do Norte, a partir do ano de 1925, quando a mesma ali chegou.
Sobre o padre Cícero, dona Júlia disse ter conhecido o sacerdote, no entanto nunca conversou com ele, apesar de freqüentar a sua residência, sempre repleta de fiéis. Num dos momentos mais lúcidos da sua memória, ela relembra a morte do religioso. “Nunca vi tanta tristeza em Juazeiro e o movimento era grande com a chegada de gente de todo lugar”, recorda.
Redação: Luiz Vasconcelos
Iguatu Notícias
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Arte e Cultura, Reportagens, TOP, TOP2
domingo, 6 mai 2012, 18:05
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O grupo, criado há dez anos, enfrentou muitas dificuldades para se firmar. Hoje, realiza diversas apresentações
Crato A identificação com a música veio cedo para os quatro componentes do único grupo que difunde o clássico universal no Cariri. O Quarteto de Cordas foi composto há cerca de dez anos pelo atual grupo. Os ex-alunos do músico, compositor, instrumentista e maestro, monsenhor Ágio Augusto Moreira, da Sociedade Lírica do Belmonte, criada em 1968, continuam o legado da música na região.
Filhos de agricultores tiveram a oportunidade de encontrar a vocação ainda cedo. Alguns deles, mesmo exercendo outras profissões, se realizam mesmo por meio dos acordes dos instrumentos clássicos.
No sopé da serra do Araripe, os meninos e meninas têm a oportunidade de fazer parte do projeto, mesmo depois de tantos anos em atividade. Antes, as apresentações da orquestra aconteciam com mais frequência em várias localidades da região e pelo Estado. Hoje, a maior parte acontece mesmo em concertos na própria escola ou em paróquias.
O Quarteto destaca o vínculo com a Sociedade Lírica, onde foram iniciadas as atividades. A origem do grupo veio com muita dificuldade. São tempos que um dos componentes, Tom Almeida, diz que não gosta nem mesmo de lembrar. Chegou na escola adolescente e recebeu como instrumento o violoncelo.
De início, o estranhamento com o instrumento e, depois, a paixão, que aumenta a cada dia. Uma íntima relação para quem decidiu também, com o seu aprendizado, compartilhar com os estudantes da escolinha.
Apresentações
O Quarteto tem se apresentado em cerimônias, normalmente de casamentos, inaugurações, recepções diversas, e até mesmo para alegrar os idosos do Abrigo Jesus Maria José. “É uma opção nossa viver pela música, não como forma de sobrevivência, porque não dá para isso, mas por prazer mesmo”, diz o economista Neilson Medeiros, o segundo violinista do grupo e também o mais jovem do grupo. Chegou criança na escolinha. Hoje, o seu pai é, Ni Oliveira, é um dos professores de música.
Juarez Monteiro, aos 13 anos, decidiu optar pela música. Lembra da época de sacrifícios. Abraçou a viola como vocação e decidiu embarcar com o grupo. No início, queria instrumento de sopro. Mesmo com a relutância dos pais, que enxergavam a escolha do como uma brincadeira, ele empreendeu estudo principalmente dos clássicos. Mas o Quarteto também difunde o cancioneiro regional e a Música Popular Brasileira, nas suas apresentações.
Cícero Nascimento toca o primeiro violino. Ele destaca a transformação de vida pela música. Os tons que suavizam a dureza do dia a dia. Os ensaios do grupo acontecem na Igreja Nossa Senhora das Graças, em frente à escola. Ao lado, sob os acordes dos instrumentos, mora o monsenhor Ágio, 94 anos. Um lar merecido por quem fez tanto pela entrada da música na vida desses jovens, mudando destinos de centenas deles.
A música modificou a vida de jovens que saíram de suas casas de taipa e chão batido. Ultrapassam a fronteira da dificuldade financeira e interpretam com sensibilidade os grandes clássicos de Vivald, Mozart, Beethoven, Bach, Verdi, dentre outros nomes. Quanto ao futuro, a ideia é manter o grupo, mesmo com as dificuldades.
Mais informações
Quarteto de Cordas Cariri
Avenida José Horácio Pequeno, n°1386, Lameiro – Crato/CE
Telefones: (88) 9206.8833/8801.3574
Instituição necessita de investimentos
Crato Iniciada há mais de quatro décadas para filhos de agricultores, a Sociedade Lírica do Belmonte, em Crato, continuam investindo no aprendizado dos músicos. São 131 alunos, coordenados pelo professor e maestro Antônio Felipe da Silva. Com projeto aprovado para se tornar ponto de cultura ainda neste ano, os integrantes aguardam agora melhorias e ampliação das instalações.
A Escola do Padre Ágio, como é conhecida na região, já contou com a presença de algumas gerações de alunos. Muitos deles têm laços familiares com seus antecessores, formando famílias na música. A escola funciona nos três horários. A meta, segundo o maestro Felipe, é fazer uma luteria para o conserto de instrumentos e também um estúdio.
Mesmo restritas às paróquias da região, no ano passado, orquestra realizou várias apresentações. Não foram realizadas viagens com o grupo que forma a Orquestra Padre David Moreira. São muitos integrantes e isso acaba dificultando o deslocamento dos músicos. São jovens cheios de sonho, que, muitas vezes, chegam a deixar a carreira na música para trabalhar pela sobrevivência. Porém, Felipe afirma que do local já saíram muitos talentos, que hoje fazem sucesso em outros lugares do Brasil.
Necessidades
A escola vem precisando de melhorias em sua estrutura na parte do refeitório e está com algumas rachaduras, além de ampliar o auditório e construir mais salas de aula. A ideia, segundo Felipe, que aguarda esse sonho por meio de projetos e auxílio do Governo do Estado, é ampliar a escola, que tem sete professores, dentre voluntários e funcionários do Estado.
A orquestra conta com 25 adolescentes e crianças. São talentos que se destacam individualmente e conseguem desenvolver o dom. A sensibilidade pela música e o prazer de tocar faz com que haja a escolha para fazer parte do grupo.
A maioria dos alunos da escola é da comunidade do Sítio Belmonte, no Município do Crato. Hoje, até o local está mais urbanizado, não são apenas os filhos dos agricultores, mas de pedreiros, de donas de casa, meninos e meninas que se encantam com os acordes clássicos dos instrumentos disponíveis na escola.
Felipe, maestro da orquestra, chegou ainda criança. Foi incentivado pelo irmão a participar. Mesmo o mano não ficando na casa, Felipe fez da música um ofício de vida. O filho de agricultor que aprendeu primeiro a tocar acordeão, depois instrumentos de sopro, ensina para as pessoas que chegaram na mesma condição que ele, sem nenhuma noção de música.
Desafios
Com o tempo, segundo informa, os participantes vão ficando seletivos. Não é fácil nos tempos do forró eletrônico, ensinar aos ouvidos os tons clássicos de compositores como Beethoven, Chopin, e até os clássicos do sertão nordestino. “A música é uma questão de educação”, diz.
Felipe afirma que vários ex-alunos da instituição, hoje, vivem da profissão e até se destacam em outras instituições, como é o caso de Jocélio Rocha, professor de música em Alagoas. Para ele, a música abre novas perspectivas para a vida. E são essas perspectivas que fazem ele se encher de esperança como cada aluno que chega com o objetivo de aprender música.
FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe
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