Artigos escritos por liszt

A LEI SECA: Uma perguntinha para se pensar:

Uma perguntinha para se pensar:

Foi constatado que em cerca de 30 por cento dos acidentes de trânsito, os motoristas haviam ingerido bebida alcóolica.

E os outros 70 por cento dos acidentes, eles tinham bebido água e entraram pelo cano ???

rs rs

A Hora e a Vez dos Artistas Independentes do Brasil

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Atenção colecionadores de CDs:

A Rádio Chapada do Araripe ( Nossa estação de Rádio virtual ) está renovando toda a sua programação, e uma de nossas principais finalidades é divulgar trabalhos de artistas INDEPENDENTES. Podem ser trabalhos vocais e Instrumentais, desde que sejam de artistas que queiram divulgar aqui na nossa estação. A Rádio, que antes se chamava RadioArte e faz parte no nosso outro site Portal do Jazz existe há quase 4 anos divulgando a música instrumental. Agora, estamos “regionalizando”, ou melhor, abrindo espaços também aos artistas locais, ás bandas locais e aos artistas que fazem trabalhos alternativos.

Sei que há diversos colecionadores da região do cariri que deve ter muitos trabalhos já passados para CD, para facilitar, de músicos da região, a quem damos prioridade, afinal falamos em Chapada do Araripe. É importante frisar que estamos abrindo essa vaga para trabalhos que representem arte e cultura, portanto, nada de bandas de forró eletrônico locais… chega dessa porcaria!

Artistas que já fazem parte do nosso acervo:

- Abidoral Jamacaru – Disco(s) – Avalon
- Pachelly jamacaru – 2 CDs
- L. C. Salatiel – Contemporâneo
- Lifanco
- Dihelson Mendonça
- Anna Canário – Cantora e compositora independente de São paulo
- Edson Távora – Músico Independente.
- Cleivan Paiva – CD Cleivan paiva ( o último ).

e mais uns 20 artistas de outras regiões do Brasil.

Bem, posso ter esquecido de alguns, mas como se vê, dá pra aumentar muito esse acervo. Enquanto isso, a Rádio Chapada do Araripe continuará com praticamente toda a sua programação da MPB tradicional e dos tabalhos das bandas instrumentais do Brasil. Acesse através do link abaixo.

Aguardo contatos.

Dihelson Mendonça

www.blogdocrato.com
www.chapadadoararipe.com

Ou e-mail blogdocrato@hotmail.com SEM BR
Tel: 088-3523-2272 deixar recado na secretária eletrônica.

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Futebol – Grande Vitória do Crato

Grande Vitória do Crato

Jogando na tarde e noite deste domingo no Mirandão, o Crato obteve uma expressiva vitória diante do Barbalha.O jogo foi bastante movimentado, e no final a partida terminou com o placar de 4 X 3 para a equipe cratense.Com o resultado o Crato somou 23 ponto ganhos na competição, enquanto o Barbalha soma apenas 12 pontos ficando muito próximo da zona de rebaixamento.Outras partidas realizadas pela segundona no domingo:

Maracanã 2 X 1 São Benedito
Itapajé 1 X 2 Trairiense
Maranguape 1 X 0 Guarany S

Com os resultados ficou assim a classificaçao:

1- Trairiense 28 PG
2- Maracanã 23 PG
3- Crato 23 PG
4- Tiradentes 23 PG
5- Guarany 21 PG
6- Maranguape 20 PG
7- São Benedito 17 PG
8- Barbalha 12 PG
9- Limoeiro 09 PG
10-Itapajé 08 PG

Por: Amilton Silva – Editor de Esportes do Blog do Crato
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CRATO TURISMO… Futebol.

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Acima: Foto do fotógrafo Pachelly, em trabalho por Dihelson Mendonça


O MIRANDÃO em foco…

Sob o batuque de uma animada charanga, o Hino do Crato foi entoado e ecoou na tarde de domingo com vibração, alegria! E não era pra menos, no time da casa venceu o Barbalhense pelo placar de 4 x 3, numa partida bem disputada, chegando a serem marcadas 4 penalidades máximas! Eu que nunca havia ido ao Mirandão, confesso que fiquei empolgado com a empolgação da torcida pelo seu clube querido! De cara encontrei o grande artista Luis Carlos Salatiel, amigo de tantas jornadas e que me deu as coordenadas, onde comprar ingresso, onde acessar, rs rs rs… E, uma vez lá dentro do Grande Miranda, o pessoal da portaria me foram simpáticos e me facilitaram um bom acesso para fotografar. Vi que muita gente boa, amiga, como: Pastor, o amigo e colega de classe, Jackson Antero do IBAMA, Professor Rafael Dias, dentre tantos… Mulheres, crianças que fazem da tarde de domingo, um ponto de encontro. Bacana isso! Senti-me num ambiente familiar! Parabéns aos organizadores, penso voltar outras vezes!

A galera na expectativa, impulsiona o esquadrão azul rumo a vitória!

Cobrança de pênalti, depois foi correr pro abraço!

Aí, foi só comemorar e estender a bela bandeirona do timão querido!

Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”

Informe-se: O Coletivo Camaradas realiza mais uma reunião hoje dia 06 de Julho na Câmara dos Vereadores de Crato – 18:30


O Coletivo Camaradas realiza mais uma reunião hoje contra monopólio da industria cultural

O Coletivo Camaradas convida os artistas do Cariri e a população em geral para participar hoje, dia 07, a partir das 18h30, na Câmara Municipal do Crato de importante reunião para discutir sobre a exclusão dos artistas locais da Expocrato e o monopólio da industria cultural nos eventos públicos.

O Coletivo Camaradas comunica ainda que a carta aberta ao Governador assinada por intelectuais e artistas da região do Cariri será entregue no dia da abertura da Expocrato e que até o dia 13 serão intensificadas as ações contra a farra da violência da indústria cultural que vem descaradamente promovendo a apologia ao machismo, a violência, a homofobia, a vulgarização sexual e as drogas. A intenção do Coletivo Camaradas é provocar uma grande discussão sobre políticas culturais para o setor musical no Estado do Ceará, além do Governo do Estado, os deputados estaduais deverão ser incluídos nesta temática.

A Reunião será , hoje, segunda-feira, dia 07, às 18h30, na Câmara Municipal do Crato.

Informa: Alexandre Lucas – Coletivo Camaradas
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Utilidade Pública – O Centro Cultural Banco do Nordeste – CCBN – Informa

O BNB realizará oficinas de elaboração de projetos em todos os estados do Nordeste, e também Espírito Santo e Minas Gerais, com o objetivo de oferecer maiores oportunidades de acesso aos recursos do Programa BNB de Cultura. Nessas oficinas serão apresentados todos os detalhes desta edição (2009) do programa, inclusive sobre preenchimento do formulário de inscrição, bem como os resultados das edições anteriores. A participação nas oficinas é gratuita e sem a necessidade de inscrição prévia.
Os projetos poderão ser eviados a partir de 1º de agosto, por meio do edital já disponível no site www.bancodonordeste.com.br
No Cariri, a oficina será no dia 19 de julho, às 14h, no Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte ( Rua São Pedro – 337 – Centro – (85) 3464-3182 )

Centro Cultural Banco do Nordeste

Enviado por Agenda Cultural do Cariri
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Começa 41ª Vaquejada de Missão Velha – Por Antonio Vicelmo – Para o DN

TRADIÇÃO

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Vaqueiros de Missão Velha e outras cidades vizinhas aproveitam os festejos. Caminhada reuniu moradores para manter a tradição do local (Foto: Antônio Vicelmo)

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Garotos do município dão continuidade à tradição da Vaquejada

Festejos terminam no próximo dia 11, quando estão previstas outras festas populares na região do Cariris

Missão Velha. Com o desfile de mais de dois mil vaqueiros foi aberta, no final de semana, a 41ª Vaquejada de Missão Velha e a Semana do Município. A programação será encerrada no dia 11, quando é comemorada a data de emancipação política do município. Este ano, as festas estão sendo centralizadas no Parque de Eventos, localizado ao lado do Parque de Vaquejadas. A programação foi aberta com a festa de escolha da Rainha da Vaquejada, Isabela Arrais Maia. Além da programação de shows com a participação das bandas Arreio de Ouro, Namoro, Novo e Harmonia do Samba, dentre outras. O momento também é propício para a realização de feiras de negócios, tendas eletrônicas e debates relacionados com a agroindústria da região. A vaquejada de Missão Velha abre oficialmente a programação de férias do Cariri com vaquejadas, exposições agropecuárias e festas religiosas.

Na próxima semana, tem início a vaquejada de Juazeiro do Norte, seguida da Expocrato, missa do vaqueiro de Serrita, festa da padroeira de Santana do Cariri, semana do município e vaquejada Brejo Santo. A partir da próxima semana, quando começa a vaquejada de Juazeiro, os hotéis da região estarão lotados. Os chalés e apartamentos dos clubes serranos de Crato e Barbalha foram reservados com um ano de antecedência. O ritmo de animação dos caririenses está sendo dado pelo município de Missão Velha, a porta de entrada do Cariri. O desfile de abertura da vaquejada contou com a participação das escolas do município. Cada uma levou a sua rainha, o que transformou o desfile dos vaqueiros numa passarela de mulheres bonitas. Esta semana, as atenções se voltam para o dia do município, a ser comemorado sexta-feira, com outro desfile cívico pelas principais ruas da cidade.

História

O nome do município Missão Velha tem origem nas primeiras missões de colonizadores do Cariri, no século XVIII. Essa expedição mineradora e administrada diretamente pelo Governo de Pernambucano assentou suas bases na antiga Missão dos Cariris Novos, empreendimento realizado pelos frades do Recife, então denominados de Capuchinhos da Penha. Esses frades, posteriormente transferidos para o sítio Santo Antônio, fundaram o segundo núcleo, dando-se a este o nome de Missão Nova.

Com o passar dos anos, Missão Velha e Missão Nova, depois de catequeticamente abandonadas, passaram ao domínio do remanescente inativo dos trabalhos de mineração. Em termos de colonização, constam como pioneiros e fundadores do povoado o Coronel João Corrêa Arnaud e sua numerosa prole, o que obviamente terá ocorrido no ano após 1758. A povoação, já sacralizada com o nome de Missão Velha, tem como registro de elevação à categoria de Distrito a Lei nº 1.120, de 8 de novembro de 1864. Foi elevada à categoria de Município provém da resolução Provincial de junho de 1931.

Mais informações:
Prefeitura Municipal de Missão Velha
Rua Santos Dumont, 64
Fone: (88) 3542-1251
Fax: (88) 3542-1251

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Fonte: Jornal Diário do Nordeste.

UM PIO DE TELEFONE COM CARGA DE BATERIA BAIXA É PIOR QUE UMA BOMBA ATÔMICA: PELO MENOS NESTA NÃO SE FICA VIVO.

Se o frio fosse um sentimento, a religião nos salvaria. Mas o frio é uma coisa física tão poderosa que no limite nem mais a partícula elementar da natureza se move. Congela e congelar não é apenas endurecer, é muito mais, é deixar de ter movimento. O frio é, filosoficamente, a antítese do universo, de Deus e tudo o que existe ou deixou de existir.

Isso é o que pensa José Vilmar de Oliveira em seu apartamento de direito descomunal, tantos quartos vazios da prole que teve, menos do que quartos, mas que foi embora. Fora em direção das terras mais tropicais. O apartamento de Vilmar é um verdadeiro zigurate levantado no cimo da serra na cidade de Barra Mansa. Basta a moça do tempo no Jornal Nacional falar que os argentinos despacham uma nova frente fria na direção do sudeste e a cidade vira picolé. Dizem que os cratenses se acostumaram com o frio das madrugadas da chapada, mas aquilo foi apenas uma amostra fugaz do que José Vilmar passa sob a montanha de lençóis, edredons, mantas, cobertores de , cachecóis e etc e etc.

José Vilmar enrodilhando feito caracol sai com as pernas brancas e finas igual um busca-pé em noite de São João na direção da salvação de sua cama de agasalhos. Meias grossas, pijama enfiado nas meias, camisa de mangas compridas passadas na calça do pijama e começa um ritual de dez minutos de duração. Um lençol em tracejado de múmia, um cobertor de por baixo, um edredom por cima, outra camada de cobertor, um cachecol no pescoço, uma boina cobrindo cabeça com orelhas incluídas, um lençol sobre os olhos, relaxa finalmente e pode até pegar no sono.

Pode nada. A modernidade chegou. O telefone sem fio, num móvel próximo da cama mas não o suficiente que o braço alcance, começa a piar dando sinal de bateria fraca. O primeiro pio faz parte do conhecimento, o segundo é um adjetivo, o terceiro quer um desfecho e o quarto o jeito é desfazer o conforto conquistado após trabalhoso dez minutos. Entre a cama e o telefone, no meio um ambiente congelado, pedaços de gelos de palavrões caem nos ouvidos da mulher de Vilmar como pedradas numa Madalena. Com a ira que Deus possui e deu de herança à humanidade, Vilmar acerta a porra do telefone no gancho. Pronto agora este……censurado….vai carregar e parar de piar.

Retorna à mesma penosa tarefa de agasalhar-se. Agora mais eficiente, afinal era a segunda vez da noite e de alguma forma o treino lhe dava velocidade, mas não deixou de refazer todo o rito. O rito finalmente se completa e o homem, novamente conquistador da sua paz, sente-se na ante-sala da noite bem dormida. A mente começa a flutuar como a engatilhar os sonhos daquela noite. E vai escorregando para alguma região onírica, mas a primeira imagem arquetípica é um pio de telefone. Em seguida o pio não era mais sonho e nem sono. Era a realidade queimando a coluna vertebral de tanta insatisfação. Vai não vai. Ir e não ir. Um século de decisão e um rosário de palavras má afamadas de volta ao telefone.

Agora será radical. Aquela imensa câmara fria, denominada quarto de dormir, será o cenário em que Vilmar realizará complicada operação de desconectar o telefone sem fio. Primeiro o fio de alimentação de eletricidade, enrolado no do móvel, uma quina de móvel riscando as costelas, a cabeça testada sua dureza numa cabeçada na tábua da esquina, arrasta móvel, solta o fio, dobra o fio e o frio filosoficamente parando José Vilmar. Após isso vem o fio propriamente do som do telefone. Achar sua caixa, normalmente uma gambiarra feita às pressas para trazer a extensão até o quarto. Após dedos enfiados nas teias de aranha do rodapé, as furadas nalguns pregos remanescentes de antigas fiações, finalmente o buraco e o fio do telefone solto. Arrumar tudo e sair pelo corredor que é mais um tubo de vento da Sibéria em direção à sala. Mas não se deixará vencido por um pio de telefone, sobe as escadas do mezanino e deixa aquele inferno bem longe de sua cama.

De volta à cama, pela terceira vez o ritual de agasalhamento. Se a chateação de refazer a mesma coisa é a tônica, pelo menos está satisfeito. O problema resolveu-se. Não tem mesmo, no mais profundo silêncio da noite, daquele pio, deixado uma porta após a outra e no alto do mezanino aos seus sonhos retornarem. Finalmente como a vida lhe mereceu a paz. A mulher ao seu lado. Sua vida plena, tudo que a sociedade lhe prometera: família, casa e comida. Vilmar naquele contraste, talvez pela primeira vez, se dera conta do quanto era capaz de, pela persistência e pela ação, modificar aquilo que vinha contra si. Na verdade até, para embalar seu sono, pensava num P. Point, com aquelas músicas melosas, que poderia enviar para os amigos dando conta e estimulando-os com a mensagem da persistência. Ele via seu P. Point todo colorido, rosas, imagens de Jesus e finalmente a indefectível mensagem final: E QUE DEUS LHE UMA BOA SEMANA.

PIO.

PUTA QUE PARIU QUE PORRA É ESSA. – Vilmar tão excitado até ficou em na cama.

E a mulher de Vilmar: É O CELULAR NA MESINHA DE CABECEIRA.

Carta do leitor Carlos Pontes – sobre as fotos dos mestres da MPB

Caro Dihelson,
Bela, interessante e charmosa a reportagem visual com nossos virtuosos da música brasileira. E que bom chamá-los de nossos figuras do porte de Jackson do Pandeiro, Noel Rosa, Pixinguinha.
E ainda os contemporâneos Chico Buarque, Edu Lobo, Caetano, Dominguinhos…
Parabéns Dihelson, essas imagens de fato elas são de encher os olhos. De alegria é claro. Porque afinal, o romantismo (mesmo visual) é um estilo e não um modo babaca de ser (como pensam alguns truculentos e analfas da modernidade).
Abraços
Carlos Pontes
Fortaleza-Ce.

Resposta:

Pois é, amigo Carlos, também vejo dessa maneira. Esses mestres das fotos realmente merecem estar ali, o trabalho deles é grandioso se puder ser observado um a um. Mas não só eles, há muitos outros que ficaram de fora da lista simplesmente por não caber na página. Mas o recado foi compreendido que não devemos abandonar os mestres da MPB ao esquecimento.

Um grande abraço,
Bom Domingo.

Dihelson Mendonça

As Notícias da Semana no Cariri – Coluna Tarso Araújo – Jornal "O Povo"


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Hoje é dia de futebol no Cariri. Crato e Barbalha se enfrentam pela segunda divisão do campeonato cearense de futebol. O Crato está na zona de classificação para a fase final e Barbalha perto da zona de rebaixamento. Jogando em casa, o Azulão do Cariri precisa vencer a Raposa. Será um jogo emocionante.

INSEGURANÇA
Os números da violência são expressivos no Cariri. Na última semana, a Polícia vem trabalhando na desarticulação de quadrilhas que atuam na Região. Em Crato, uma foi desmontada. As quadrilhas que aqui atuam vêm de estados como Pernambuco e Piauí. A polícia do Cariri atua, mas precisa de mais homens, equipamentos e infra-estrutura.

CADÊ O HOSPITAL?
A sociedade até agora está se perguntando quando é que o Governo do Estado vai dar início à construção do Hospital Regional do Cariri. As placas estão lá no lugar, lindas, mostrando a todos que ali será um hospital. Mas as obras nem tiveram início.

APOIO AO PT
Na última sexta-feira, o prefeito de Juazeiro Raimundo Macedo concedeu entrevista coletiva para falar de seu destino político e anunciar novas obras. Sobre a política vai anunciar apoio à candidatura de Manoel Santana (PT) para a prefeitura da cidade. Macedo vai se desfiliar do PSDB, mesmo com o pedido do senador Tasso Jereissati para que ele ficasse. O prefeito de Juazeiro deve ir para um partido da base aliada do governador Cid Gomes (PSB). Esta é uma grande baixa dos tucanos.

FORÇA EM SANTANA
Dos candidatos ligados a base aliada do governo Cid Gomes, José Maia (PSB) de Santana do Cariri é o que mais teve força no período pré-eleitoral. Conseguiu unir em seu palanque os partidos de oposição ao prefeito Pedro Linard, e contra a candidatura de Jesus Werton Garcia (PSDB). Em Santana, José Maia terá força para se opor à Garcia. Será uma briga difícil, com final imprevisível.

GEOPARK
A maior feira de calçados da América Latina, a Francal, conta este ano com um stand do Geopark Araripe, uma parceria do projeto, por meio da Universidade Regional do Cariri (Urca), com a indústria de calçados Góoc. A feira foi aberta no último dia 1º, com a participação também de indústrias de calçados do Cariri, que estiveram visitando o espaço dedicado ao Geopark Araripe, propondo futuras parcerias com o projeto. Segundo o gerente do Geopark, Idalécio Freitas, a recepção do público tem sido muito importante para a divulgação do projeto, além da imprensa de todo o País. Empresas como a Petrobras, Banco Real, Avon, dentre outras estiveram junto ao stand conhecendo um pouco de projeto e de antemão propondo parcerias futuras.

ALIMENTOS
Esta semana, o Restaurante Popular de Juazeiro do Norte recebeu 15 adolescentes do programa Juventude Cidadã. Além de noções de cidadania, eles ajudam no funcionamento do restaurante que oferece mil refeições diárias ao preço de R$ 3,00 sendo 70% subsidiado pelo município e o usuário pagando apenas R$ 1,00 por cada refeição. O equipamento integra a cadeia de reforço alimentar, que incluiu o programa Compra Direta no Banco de Alimentos. No período de maio a junho, o Compra Direta já adquiriu uma tonelada de alimentos distribuída junto a 19 entidades. Com o Banco de Alimentos não é diferente atendendo 17 entidades que receberam 15 toneladas de alimentos em pouco tempo de funcionamento.

ARQUEOLOGIA
Na terra dos dinossauros, dos homens pré-históricos, e de tantos outros personagens históricos, a Fundação Casa Grande – http://www.fundacaocasagrande.org.br – , sediada em Nova Olinda, Região do Cariri realizou na última sexta-feira, dia 4 de julho, o I Seminário de Arqueologia e Educação Patrimonial do Cariri. O evento marcou a assinatura do protocolo de intenções entre a Universidade de Coimbra e a Fundação Casa Grande, e tem apoio institucional da Universidade Regional do Cariri (Urca) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os convidados confirmados está a Profa. Dra. Maria da Conceição Lopes, coordenadora do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto (CEAUCP), em Portugal.

CINEMA
O filme O Grão de Petrus Cariry ganhou o prêmio de Melhor Filme no II Festival de Cine de Los Pueblos del Sur, que aconteceu na Venezuela. O filme “Vida Maria” de Márcio Ramos ganhou o prêmio de “melhor animação” e recebeu o também prêmio Unicef, no mesmo festival. O Grão já tem quatro prêmios internacionais, sendo dois prêmios de melhor filme. O Grão já tem distribuição garantida nos cinemas da Venezuela e em DVD na França.

TURISMO
Na última quinta-feira, 3, aconteceu reunião do Fórum de Turismo, Cultura e Esporte do Cariri, na cidade de Mauriti. A diretoria do fórum debateu assuntos como apresentação de propostas de parceria para fortalecimento do Geopark Araripe; agenda para realização do Inventário Turístico do Cariri, pela metodologia do Ministério do Turismo (Invitur); e esclarecimentos sobre o edital do Ministério do Turismo para projetos de turismo comunitário.

RETORNO
Depois de passar um ano na Alemanha (sua terá natal), a Irmã Ideltraut Lerch (ex-diretora do Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha) retornou semana passada à região do Cariri, onde tem uma larga folha de serviços prestados, sendo recebida no aeroporto regional em Juazeiro, com grande manifestação de carinho, por parte de centenas de pessoas de diferentes camadas sociais, que foram recepcioná-la.

Fonte: Jornal O POVO
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Invenção de Cearense esperando patente – Hoje no DN

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Nos moldes das antigas charretes, o triciclo é autorizado a conduzir até dois passageiros (Foto: Natércia Rocha)

Sobral. “Ele está sentado sobre uma mina de ouro e não sabe”, diz um cliente do mercadinho da família de Ricardo Araújo Gomes, 32 anos, que, literalmente, transformou a própria vida e a dos pais, em busca do sonho de ver sua criação, um triciclo adaptado para entrega de mercadorias e transporte de passageiros, circulando a todo vapor pelas cidades do Ceará. O invento está em processo de patente.

O estudante de Biologia morava com pai e mãe no município de Bela Cruz, vendendo móveis em consignação com a fábrica e se virando para realizar as entregas. Até que um dia, cansado de sofrer, adaptou um reboque nos moldes das já conhecidas estruturas para motos, em forma de triciclo tracionado, mas que possuem sistema de freio em apenas uma roda, e não oferecem nenhum domínio para o condutor.

Com tantos problemas, a primeira experiência não durou muito tempo. “Daquele jeito era inseguro, puxava para o lado, era desconfortável, apresentava dificuldades na frenagem, principalmente nas curvas. Eu sabia que podia ser melhor”, diz Ricardo.

Foi então que, adaptando daqui, ajustando dali, chegou ao produto final desenvolvendo uma “disposição construtiva”, aplicada na suspensão traseira da moto, com estrutura tipo triciclo, com diferencial nos eixos traseiros. As mudanças trouxeram, de imediato, melhoras nas condições de segurança, estabilidade e conforto do motorista. “Quando fiz a adaptação, comecei a ter prejuízo nas vendas, porque os comerciantes queriam comprar o triciclo ao invés dos produtos”, relembra o inventor.

Com processo de patente em andamento, Ricardo Araújo garante que o prático “carrinho” com sistema de freios nas três rodas, além de eficaz em pequenas entregas, tem baixíssimo custo de manutenção e ainda roda de 28 a 30 quilômetros com um litro de gasolina.

“Quando chegou ao conhecimento do Centec, recebi proposta para vir morar em Sobral encubando a empresa. Vendemos a casa da família no interior e viemos para Sobral acreditando nesse projeto. Eles me ajudaram na situação de emplacar, há um galpão onde instalei as máquinas, mas o projeto ainda não foi para frente por falta de investimento para vender o produto financiado”, lamenta, por enquanto, Ricardo. “Está demorando pra vingar. Agora, o que eu mais quero, é ter lucro para devolver a casa deles”, diz.

Hoje, comerciantes, empresas ou fábricas que dispuserem de uma moto CG, e pouco mais de R$ 6 mil, podem ter acesso a uma das soluções mais simples e eficazes para transportar o que a imaginação ou a necessidade sugerirem.

Nos moldes das antigas charretes, o triciclo ainda sem nome, e que não passa despercebido por ninguém, também tem autorização para conduzir até dois passageiros, desde que usem capacetes.

Perseverança

“Hoje moramos de aluguel em outra cidade e continuo na batalha vendendo objetos de porta em porta, fazendo fretes ou entregando panfletos. Estou com dois anos trabalhando com esse triciclo e, até hoje, graças a Deus, nunca deu problema. Pena que o mercado ainda desconhece toda capacidade dessa moto”, ressalta, perseverante, o criador.

Mais informações:
Ricardo Araújo (88) 9902.8532

Natércia Rocha
Repórter

É A MESMA JÁ SENDO OUTRA

Uma simples foto de um ângulo da Siqueira Campos, publicada no Blog Cariri Agora, revela tudo. Dois jovens sentados iguais a tantos outros e não é mais a mesma coisa. E onde não é a mesma coisa? Em aparentemente tudo. Explico.

Há uns três anos passados cheguei ao Crato num dia de meio de semana, na metade da tarde, vindo do Aeroporto de Juazeiro. Estive numa reunião que durou uma hora ou um pouco mais e fui para o hotel. Aquele que fica no caminho do granjeiro. No quarto, com o resto da tarde e pela noite sem qualquer programação com alguém. Sai do quarto e fui para a piscina do hotel. Na minha frente a belíssima paisagem da encosta da Chapada do Araripe. Mas não fiquei como um observador distante. Lentamente a flora foi me reconhecendo, assim como os pássaros, a iluminação e a brisa da tarde. Numa observação simbólica, novamente em meu território, o espaço e as gentes que sabia contínua a mim mesmo.

Chegou a noite. Estas noites que apavoram o homem moderno por motivo diferente daquele apavoramento do homem antigo. Naquele pelos mistérios do mundo cheio de desconhecidos e agora pelo vazio de nada ter para se distrair, se atentar, se aquietar nas telas eletrônicas que mostram uma realidade que não se encontra onde meu olho examina, mas muito distante dele. Neste clima pedi um táxi e fui para um restaurante de idos tempos na rua Monsenhor Esmeraldo. Não tinha cartão de crédito e eu sem dinheiro. Desisti e resolvi ir até o Banco do Brasil na esquina da Bárbara de Alencar com Senador Pompeu. Pegaria o dinheiro e voltaria ao restaurante.

Mas tudo mudou. Andando pela Senador Pompeu, a antiga rua da feira da rapadura, através de um casario que fazia parte do tempo. Era a mesma coisa. Pinturas e restaurações adicionadas, placas e anúncios, o mesmo vazio das horas de comércio fechado, alguns transeuntes. Ali o vazio onde um grupo de amigos, especialmente Tarcísio Leitim, jogava gamão. O antigo prédio das Pernambucanas, um farmácia encontrada na memória, um jeitão de balcão de loja de tecidos com seus vendedores aprontando o fetiche nos olhos das mulheres.

Após pegar dinheiro no caixa eletrônica retornei às ruas. Ruas cheias dos prédios que diziam: o Crato é aqui mesmo. O volume do reconhecimento foi até o limite em que igualmente busquei o sentido destes prédios por meio das pessoas conhecidas. Mas as ruas e os prédios estavam vazios desta gente. Enquanto avançava pela Senador Pompeu, naquela altura o vazio não mais animou-me a retornar ao restaurante, indo na direção da Siqueira Campos mais uma imagem se formava. Naquele passo, inteiramente solitário, solidão que mais se acentuava no contraste do casario reconhecido, formou-se a nítida contradição entre conteúdo e continente.

O continente era reconhecível, mas o conteúdo não mais o era. Todas as pessoas eram outras. Enquanto avançava pela praça Siqueira Campos, naquela altura menos iluminada e infinitamente mais vazia do que a minha memória, compreendia a sina dos historiadores. Um visitante dos espaços em que seus hospedadores não mais existem como entes do mundo. O efeito de passear-se numa cidade fantasma não era igual, posto que pessoas circulavam. Diria que aquele Crato era uma cidade cenográfica em que as gerações fizeram e fazem seu teatro de vida individual e coletiva.

Na foto do Cariri Agora, a expressão desta cenografia vista pelos dois atores da atualidade. O velho Café Crato, quando apenas devem existir os ossos do Sr. Orestes, seu antigo dono. Agora com suas paredes divididas entre a cor ocre e o marrom. Cores outras, mais fechadas, acrescendo cadeiras de plástico avermelhado. Existe uma pessoa sentada, talvez isenta do passado daquele café no qual não existiam mesas ou cadeiras, todos ficávamos em , sentido o perfume do café sendo coado e paquerando as garçonetes num rito machista equivalente para elas a um desejo e para os outros homens a uma fortaleza. Aquela pessoa é tão isenta do passado quanto eu do presente.

Na esquina uma loja entre o branco e o azul, uma ótica (?), uma joalheria (?), uma loja de presentes (?), não importa. Ali ficava a lanchonete de Bantim. A lanchonete do tempo que o lanche era merenda e seu conteúdo era outro: sanduíche bauru, bananada, abacatada, um picolé ou um sorvete. Para aqueles dois jovens eu conto que houve um dia um sujeito que mudou completamente o conceito de merenda. Foi o Cascatinha: era mate gelado batido com limão e pastel. A loja ficava cheia de compradores e o filho do dono, nosso colega e amigo, de tanto sucesso teve o negócio do pai até recebeu por apelido o mesmo da casa. Apenas por lembrança, que Bantim puxou Cascatinha, vou à rua Duque de Caxias, próxima do Diocesano, onde o pai do Peixoto (pai ou tio do Waltim) vendia doces que encantavam os alunos do colégio. Comíamos como no olimpo mistura de doces. Gostava muito da mistura do doce de batatas com goiaba em calda.

A dicotomia conteúdo e continente também pode ser uma bela ilusão. Afinal o presente é apenas muito próximo de uma linha evolutiva, mas não é em absoluto um contínuo do passado. Quando o presente se encontra algum tempo antes de sê-lo, existem algumas possibilidades do modo como será, que apenas o será como coisa dada, algum tempo depois de ser presente. Com isso não digo que o presente seja uma ficção, apenas um momento entre o passado e o futuro, não é isso. A proximidade entre acontecer e acontecido é tão grande que nos confunde, mas é inegável que algo poderá modificar o rumo esperado antes para o presente.

Novidades do Blog do Crato que vêm por aí…

Dando sequência à série de mudanças no Blog do Crato, comunicamos que estamos trabalhando em alguns projetos que serão muito interessantes para a cidade:

- Trouxemos a estação de Webradio anteriormente chamada de RADIOARTE para os blogs também, e passará a se chamar: Rádio Chapada do Araripe, e deverá privilegiar a música popular brasileira de qualidade a nível nacional, bem como a música instrumental e a música dos compositores e artistas LOCAIS. Aqui eles terão vêz… estou organizando a grade de programação dentro dos meus horários possíveis, haja visto que eu estou trabalhando no CD do nosso amigo pachelly Jamacaru e essas coisas aqui do Blog são sempre feitas nos horários vagos.

- Foi reduzido o número de dias na página principal de 8 para 5 dias, e talvez seja depois a 4 dias. Algumas pessoas notificaram que o Blog estava muito pesado, e continua, mas a Qualidade e Multimídia eu não abro mão. Trabalhamos pensando no futuro breve, em que todos terão mais de 1mbit por conexão.

- Ainda não está definido a maneira de tocar da rádio, se automática ou se somente quando se pressiona o PLAY. O site Miséria implementou recentemente a sua própria estação e rádio de músicas diversas e a maioria dos sites onde há webrádio elas tocam automaticamente. Mas deverei criar critérios para que isso não se torne uma coisa chata, tipo só deixar direto nos fins de semana, ou ainda serão revesados com os Boletins de notícias que irão voltar, além dos programas gravados.

- O Jornal do Vicelmo está sendo gravado desde março, mas não está indo ao ar, devido a certas dificuldades técnicas de ajustes aqui dos servidores. Estou pensando em uma maneira de tornar o processo mais prático, que era muito trabalhoso. Talvez, no início, retransmitir ao Vivo da Rádio Educadora de forma automática.

- Os boletins serão feitos em áudio e vídeo, e retomaremos as entrevistas com artistas e personalidades da região do cariri.

- Continuam os convites para o Concurso garota Blog do Crato. Inscrevam-se…

- Estamos elaborando uma sala de bate-papo muito interessante, com áudio. Preparem os microfones…

Abraços a todos,

Dihelson Mendonça

Não deixaremos os Mestres serem esquecidos…

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Não deixaremos os Mestres da Música serem esquecidos….

Acima: Tom Jobim

Vinícius de Moraes

Luiz Gonzaga


Jackson do pandeiro

Noel Rosa


Pixinguinha

Chico Buarque
Edu Lobo

Caetano Veloso

Gilberto Gil

Jorge Ben

Mestre Dominguinhos

Uma singela homenagem a estes grandes da Verdadeira Música de Qualidade no Brasil. A lista é enorme e o Blog é pequeno para tantos…

Dihelson Mendonça
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CRATO TURISMO!

MUSEU DE FÓSSEIS…
Uma das atrações turísticas de peso que a cidade tem, sem dúvida é o MUSEU DE FÓSSEIS, que coleta um acervo regional de peças raras e curiosas da nossa paleontologia. Localizado nas proximidades da Praça da Sé com a rua: Dom Quintino, a casa que funciona o Centro de Pesquisas Paleontológica da Chapada do Araripe, já foi palco de um dos mais importantes episódios histórico da cidade. Foi lá que em 26 de novembro de 1834 foi submetido a júri e condenado à morte, Joaquim Pinto Madeira , que segundo o nosso amigo e profundo conhecedor da história do Crato, Zé do Vale,foi um personagem do período monárquico, sendo portanto um opositor à política dos Alencar, fuzilado a mando de José Martiniano de Alencar, filho de Dona Barbara. Por estes e outros motivos é que aponto o Museu como uma das atrações de peso: histórico-educativo. Visite e conheça peças fossilizadas da: Preguiça Gigante, do Pterossauro, insetos, vegetais, do peixe Rhacopelis, que tem idade estimada de 100 milhões de ano e que, apresenta detalhe impressionantemente preservado, tais como: tecidos internos e suas últimas alimentações…

Dona Carmem e Sr. Anderson, por eles eu fui recebido com a maior atenção e não menos com o profissionalismo deste que prestam serviços ao C.P.C.A.
“uma atração à parte: a simpatia e o desprendimento de ambos”.

Crianças em visita. O garoto dá uma aula espontânea a sua irmanzinha, numa demonstração do quanto o Museu desperta a curiosidade e estimula a imaginação.

O BRANNERION, foi encontrado na formação de Santana, impressiona pela beleza e pelos detalhes preservados.

Fóssil marítimo

Troncos Fossilizados

Esta é uma homenagem pessoal que faço a Alan Paiva. Pessoa da maior simpatia que nos recepcionava com um sorrigo largo por ocasião das visitas ao Museu. (in memorian)

AGUARDEM: MUSEU HISTÓRICO

Fotos: Pachelly Jamacaru
Direitos autorais Reservados

Nem tudo é o que parece ser, principalmente quando é vinculado bastante vezes pela GLOBO!

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A FARSA – Governo Bush teria pago 20 milhões de dólares às FARC pela libertação dos prisioneiros.


A Rádio Suíça Romanda afirmou nesta sexta-feira que a franco-colombiana Ingrid Betancourt e os outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) não foram libertados através de uma complexa operação de inteligência militar, como foi divulgado pelo governo de Álvaro Uribe, mas através do pagamento de um “resgate” de US$ 20 milhões.
A rádio cita uma fonte de alta confiança, que já deu informações privilegiadas confirmadas em seguida. Segundo a emissora, um número indeterminado de soldados e dirigentes das Farc recebeu o que se poderia chamar de suborno político: cerca de US$ 20 milhões para entregar Ingrid e o restante do grupo ao governo colombiano. A fonte cita nomes e sobrenomes, esclarecendo que a articulação secreta entre Bogotá e os guerrilheiros teria sido protagonizada pela mulher de Gerardo Aguilar Ramírez, guerrilheiro colombiano e carcereiro-chefe das Farc. Segundo as revelações, foi sua esposa quem conseguiu abrir um canal de negociação: Ramírez foi convencido, comprado e trocou a camisa.

Conhecido como comandante César, Ramírez foi preso junto a outro guerrilheiro na quarta-feira e apresentado à imprensa internacional com marcas de escoriação do rosto. Ambos acompanhavam o grupo de reféns que, em seguida, foi resgatado pelas tropas de Uribe sem nenhum disparo de armas de fogo. Os Estados Unidos também estariam envolvidos na origem da transação, segundo informa a rádio suíça, já que o governo de George W. Bush estava altamente interessado na libertação dos três agentes do FBI seqüestrados há anos. Mas, acima de tudo, Bush perseguia a força política e a visibilidade internacional de uma grande vitória contra a guerrilha latino-americana (já que o presidente não conseguiu o sonhado tratado de paz entre Israel e Palestina ou a vitória nas guerras do Iraque e Afeganistão). Agora, obtém importante vitória na maior zona de influência norte-americana dentro da América Latina — com Uribe como principal aliado. Em ano eleitoral, o governo republicano de Bush também esperava uma grande notícia como o resgate de Ingrid para justificar o Plano Colômbia, os altos investimentos militares na zona e o endurecimento do discurso norte-americano.

E se Uribe procurava estabelecer definitivamente sua reeleição — apesar das confirmações de compra de parlamentares e indícios de outros crimes –, Bush também sabe que a libertação dos reféns é um trunfo para os republicanos e para a campanha do candidato John McCain, cada vez mais longe do democrata Barack Obama. Segundo a versão da rádio, portanto, o resgate não passou de uma encenação, e as suspeitas ganham força justamente porque não houve enfrentamentos no momento da libertação (o comando militar colombiano estava fortemente armado) e porque não foram divulgadas imagens do processo de resgate (segundo a fonte, em operações do tipo, tudo vem filmado do início ao fim). Com a suposta ficção, Uribe garante a manutenção de sua linha militarista e intransigente no que diz respeito à guerrilha na Colômbia. Além disso, segundo rádio suíça, o resgate mostra “um timing perfeito” com os últimos movimentos políticos de Uribe, que quer eleições antecipadas e, sobretudo, uma nova imagem diante da opinião pública colombiana: um homem decidido, forte e vitorioso. Logo após as declarações da Rádio Suíça Romanda, o governo da França se apressou em dizer que não fez nenhum tipo de contribuição financeira na suposta operação de suborno.

- Não tendo contribuído com esta operação, nós não participamos das modalidades de financiamento, se é que houve modalidades de financiamento [para resgatar os reféns] – disse Eric Chevallier, porta-voz da chancelaria francesa. Depois de se encontrar com os filhos na Colômbia, que saíram de Paris para vê-la livre do cativeiro, agora é Ingrid quem viaja à Europa. Ela é esperada pelo presidente Nicolas Sarkozy e por seus familiares nesta tarde, em Paris.
È, em época de eleições fazer boas a$ões é fundamental. Seria até interessante alguns candidatos a prefeito aqui do Crato, forjar um sequestro. Quem se habilita a ser o sequestrado? Acho que não vai faltar candidato, pois nas convenções que ocorreram só o que tinha era muito babão, puxa saco e “amigos” incompetentes dos candidatos.

Saudações Geográficas!
João Ludgero – Geógrafo
Especialista em Geoplítica e Direito Ambiental

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Foto do dia: Visite o Crato…

Passeio pelo Crato. Clique na foto acima para ampliar ! Do lado esquerdo, vê-se o teatro rachel de Queiroz, e do lado direito o local aonde antes era o parque Municipal.


Acima: Foto do colégio Santa Teresa, visto da calçada do teatro rachel de Queiroz. Foto pequena.

Fotos: Dihelson Mendonça
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a boca fala e a mente expressa o que a alma consegue vivenciar em suas várias dimensões da realidade.

Prezado Amigo,
O seu texto colocado nos blogs me fez lembrar de DESCARTES. Esse cientista e filósofo chegou afirmar: “Peço aos meus descendentes que não digam que eu disse, se eu não estiver presente. Isto porque todos os meus amigos distorceram o meu livro, após terem lido”. O pior da crítica é a crítica mal feita sem base para questionar o conteúdo do que se quer criticar. Em nenhum momento eu disse ou deixei entender que estava atribuindo a Deus a culpa pela situação das músicas besteirol dos forrós. Eu uso a expressão ontológico porque é a base onde me apoio para entender as questões sociais. As vezes uso a expressão sagrada ou coisa parecida porque compreendo (e muita gente também) que a natureza humana tem em sua essência uma natureza espiritual. Mas, mesmo assim gosto da visão da abordagem da física quântica que estudo há mais de vinte anos! Por isso, acho que as questões sociais são processos de produção coletiva que acontece no interior de cada um antes de se manifestar no campo visível social. Essa afirmação tem base na psicologia, filosofia e atualmente na física quântica (recomendo que assista o filme QUEM SOMOS NÓS? – baseado na abordagem quântica da realidade). Em síntese, o real só é real porque nossa consciência participa consciente ou inconscientemente. A realidade que vemos é muito sutil e é formada pela participação de todos nós. Eu teria muito o que dizer. Peço calma e uma leitura com prudência pois a boca fala e a mente expressa o que a alma consegue vivenciar em suas várias dimensões da realidade. A minha base de discussão é a ONTOLÓGICA (consciência de si).
Um abraço,
Bernardo

"Não é porque Deus quis assim" – A origem e dinamismo da indústria Pornográfica Radiofônica

O Chiqueiro que os criadores constróem para parte da População


Dêm-lhes caviar e comerão caviar.
Dêm-lhes esterco e comerão esterco.
A questão é quem os está alimentando e qual o propósito.

Lendo os jornais e páginas da internet por esses dias, não se pode desprezar um tema que vez por outra vem à baila, e que agora obtém status de verdadeira campanha nas ruas. Cansados da mesmice musical das estações de rádio, onde impera a ditadura do forró eletrônico, em suas letras pornográficas, diversas cabeças pensantes começam a se manifestar e organizar-se em forma de movimentos coletivos e de luta pela democratização da mídia. Assim é que recentemente, vários grupos, dentre eles o grupo cratense intitulado “Coletivo Camaradas” aliado a outros, intelectuais, artistas e pessoas em geral de grande prestígio, começam a levar a sério essa questão, promovendo reuniões, inclusive na câmara de vereadores do Crato. O movimento se agiganta a cada reunião. Presumivelmente também, porque grande parte da população é contrária a tudo isso que a mídia lhes impõe como modelo a ser seguido.

Contrariamente ao que muitos podem pensar, o que se tem denominado de “A FARRA DA VIOLÊNCIA”, ou nas palavras de alguns: “O longo caminho de perda de identidade do povo”, que se consome em meio à pornografia musical do forró eletrônico e da banalidade, não é um fenômeno passivo, aleatório. Não é de forma alguma porque “Deus quis assim”, como alguns poderiam até pensar. Pelo contrário, é um processo direcionado, controlado, premeditado, resultado de uma INDÚSTRIA de massificação e alienação cultural movida por grandes interesses financeiros , e que usa a mídia radiofônica como instrumento diário de trabalho e meio de promover e manter uma lavagem cerebral a nível da coletividade. Ao longo dos anos, comerciantes impõe o que parte da população deve engolir como se fora o sucesso da vez, e a massa vai obtendo dos meios de comunicação os parâmetros para analisar o que é bom ou ruim. “O que é bom está na Globo” já dizia o jargão…

A Mídia, ( Faustão por exemplo ), manipuladoramente diz:

“E agora, o último sucesso da banda Aviões do Forró”

Veja que, uma música INÉDITA é lançada na mídia como “O Sucesso”. Antigamente, o sucesso era uma meta do artista ou da gravadora, era alcançado por vendagem. Existia até um programa de TV chamado GLOBO DE OURO, que semanalmente colocava as 10 mais vendidas da semana. Hoje o sucesso é imposto, a mídia lança o sucesso, como os produtores de moda lançam a moda. Lança-se a dança para este verão. A dança da galinha, a dança do peru, a dança do viado, a dança do… Todos terão que seguir, para não fazer feio junto aos colegas, e muitos confessam nas lojas de discos, que compram aqueles CDs de forró nao porque gostam de forró, mas porque “é o que os colegas estão ouvindo”, até para não ficar deslocado. O ser humano necessita do sentimento de “PERTENCER”, da mesma forma que muitos que vão para shows de bandas de forró dizem até não apreciar muito, preferiam até outra opção mas:

“Isso é o que tem…”
“a gente precisa sair de casa pra alguma coisa…é o que há”
“o som do momento”

Entao vê-se que há alguma coisa muito errada aí. Parte das pessoas estão como PORCOS, comendo aquilo que um criador lhes joga diariamente. Se jogassem “caviar” eles comeriam, se jogassem merda, da mesma forma. A IRRADIADORA ( a mídia ), trabalha dia e noite a cabeça das pessoas criando o Sucesso, que é agora por imposição, não por mérito, e dita todas as normas.

Por outro lado, não se pode gostar do que não se conhece. Só se concebe a formação de platéia, no momento em que se mostram outras opções para as pessoas. Se alguém passou a vida inteira ouvindo um certo tipo de música, esta pessoa certamente que achará horrível todas as outras coisas que não se pareçam com o que ela conhece. É o que se chama de processo de aculturação. Por isso é que há essa reivindicação pela democratização dos meios de comunicação. Ali é que está precisamente o PILAR maior de sustentação de toda essa estrutura perversa da mediocridade.

E acreditem:
Não é um fenômeno “dos tempos”, é uma estrutura cuidadosamente planejada por grandes empresários no sentido da manipulação das massas para obtenção de lucros. Outro dia a TV estava prestando homenagens àquele Senhor que promoveu toda essa indústria no Ceará, quando criou as primeiras bandas de forró eletrônico e hoje possui um verdadeiro império do forró. Ao meu ver, ele não deve ser homenageado. É um grande erro manipular a consciência das pessoas. É um indivíduo NOCIVO ao bem-estar da sociedade, que deveria ser punido por construir uma estrutura perversa na mídia que através de dinheiro, comprou praticamente todos os espaços no rádio e um canal de satélite para monopolizar tudo isso que está aí. As estações de rádio do Cariri, a título de curiosidade, deixam de gerar grande parte da programação local, e entregam a maior parte do seu tempo para “o satélite”, que manda o que mais LHE convier. Como se dá nome a isso ?
Eu chamaria de A Ditadura da Mídia.

Esse homem é uma espécie de Ditador, não precisa que eu veicule o nome dele para que todos saibam de quem estou falando. Ele deveria ser responsabilizado pela indústria pornográfica radiofônica que está mantendo, o império da bestialidade, da exaltação das piores qualidades humanas. Ele comanda a maioria dessas bandas.

Por isso repito, esse fenômeno que ora atravessamos na música veiculada no rádio, da inversão de valores, da apologia ao alcoolismo, à violência, à infidelidade conjugal, à desagregação familiar, exaltação ao “ser perdido” em todos os sentidos, não é um fenômeno passivo, do acaso, é antes, fruto de mentes perversas que com sua ganância, destroem lares, e rebaixam o papel da mulher na sociedade. É um processo ativo e dinâmico, e possui um autor poderoso, com toda a permissividade e cumplicidade de altas esferas que nunca pararam para se questionar como um só homem construiu todo um Império baseado na Mediocridade, na Manipulação, Massificação e na Bestialidade representadas pelas bandas de Forró Eletrônico.

A luta por espaços é justa.
Reivindiquemos espaços para todos, a fim de quebrarmos esse monopólio.

Por: Dihelson Mendonça
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NUMA MESMA SEMANA LIBERTARAM INGRID BETTANCOURT, NELSON MANDELA, AS CRIANÇAS E AS MÃES BRASILEIRAS.

Um amigo queixou-me que não precisava fazer referências às pessoas das quais se originam coisas que criticamos. Tipo tripudiar, por exemplo, a luta armada dos guerrilheiros das FARCs logo nesta vitória que envolve a conjunção de táticas e estratégias dos EUA, Israel e do presidente Colombiano. Mais ainda quando o candidato republicano John Mc Cainm numa incrível capacidade de prognosticação, abandona sua pesada campanha em território americano e vem a Bogotá no exato momento em que Ingrid Bettancourt é solta. Nos mesmos dias em que a “relevantenotícia de que as “infiltrações” militares foram feitas com pessoas vestindo camisas com estampa de Che Guevara como a subliminarmente revelar o próximo alvo de tais ações. Ao final foi uma grande vitória de determinadas forças políticas e nenhuma força política, qualquer que seja, em qualquer momento da história poderá abdicar de qualquer tática ou meio de luta pelas suas idéias. Hoje mesmo a incrível e hígida mulher de dupla nacionalidade, não mais aquela esquálida e desnutrida preste a morrer isolada nas selvas colombianas, que uma certa propaganda política fazia crer, aparece nos jornais enquanto embarca no avião do Governo Francês para as justas homenagens das forças políticas que hoje governam a Quinta República. Não por acaso Ingrid Bettancourt deu senhas para que as forças políticas aliadas para o seu resgate alfinetem os presidentes do Equador e Venezuela. Como não é o acaso que, segundo os jornais de hoje, para desespero das referidas forças que de nacionalidade brasileira, tenha advogado o terceiro mandato para o presidente Uribe. É possível retirar-se um valor universal de paz para tais eventos históricos? Você responde.

Mas certamente é possível comemorar, como valor universal, um outro resgate feito no mesmo dia e que ficou na periferia dos noticiosos. Um resgate histórico que destrói e denuncia a arrogância dos seqüestradores. Autoritários, agressivos, com grande margem de ilegalidade e ilegitimidade em suas ações clandestinas por todo o mundo. Uma força destrutiva que esteve associada às maiores quantidades de mortes dos séculos XX e XXI. Uma organização feita para o próprio resultado, que pretende impor ao restante da humanidade uma única visão, a visão subordinante aos preceitos de sua natureza invasiva. Em tal dia o quase nonagenário cidadão do mundo Nelson Mandela, que lutou a luta justa contra o regime segregacionista dos africanos em seu próprio continente de origem, foi libertado peloestado guerrilheiro” dos Estados Unidos da América de sua condição de “terrorista“. Agora Mandela pode ter o único título maior que o próprio Nobel da Paz que ganhara há muitos anos. Os EUA lhe deram a comenda de bem comportado estrangeiro.

Igualmente universal, para reflexão de milhares de pessoas que circularam e-mails contra as políticas de proteção social e de transferência de renda. Os textos dos que se julgam vítimas dos impostos para pagar as cigarras que aparentemente não fizeram seu trabalho no verão e agora as formigas de roça se queixam. Como reflexão geral para os brasileiros que em qualquer data da década de 90, perderam a noção de sociedade e estado. Parte porque perderam a solidariedade, como efeito colateral da queda dos regimes socialistas e parte porque guardaram profundamente em suas almas a propaganda com que os grandes compradores do patrimônio estatal brasileiro tentaram traduzir o Estado. Os objetivos foram atingidos, mas a idéia que o Estado é uma coisa fora da sociedade ficou. A idéia que o Estado é uma empresa e não a própria sociedade.

Pois hoje, é universal, a sociedade brasileira, por meio do seu Estado, por sucessivos governos de natureza social democrática, reduziu a pobreza, a morte infantil e a desnutrição das crianças. Hoje, muito próximo de aposentar-me como funcionário da saúde pública brasileira posso dizer, que a consciência que minha geração teve de que a realidade poderia ser diferente, que os brasileiros poderiam enfrentar a sua própria mazela, se tornou realidade. A mortalidade infantil em dez anos caiu mais acelerado até do que se pretendia, a desnutrição aguda evaporou-se na população, mulheres vivem mais e a desnutrição crônica das crianças está abaixo de qualquer país em condições iguais ao Brasil. Com isso a sociedade pode acreditar em si mesma, saber que ação coletiva tem resultado, que políticas públicas mudam realidade. Saber que apostar em educação, saneamento básico, proteção social e aumento de renda, saber que os serviços públicos de saúde nos preparam para a vida e para a paz. Fora disso são conceitos particulares, privados, em interesse de grupos privilegiados.

MUNDO CÃO…MUNDO DE MÚSICA….MUNDO DE SOM…IMAGEM… E CONFUSÃO

No momento em que escrevo estas linhas estou vendo a TV esperando ver o Jornal das oito e meia, e ao mesmo tempo estou escutando, no meu belíssimo equipamento que comprei hoje, CDs de músicas nacionais e francesas. Sinto-me encantado pelas lindas músicas e ao mesmo tempo enjoado quando olho para a TV ligada onde passa uma novela por demais boba – quase idiota! Acabei de ler os blogs do crato e do cariricult. Os meus sentimentos estão misturados, pois li coisas interessantes e outras sem muito sentido. Concordo com o movimento COLETIVO CAMARADAS e com o grande Ariano Suassuna. A coisa é mais embaixo – mesmo! As bandas e os empresários seguem a ordem do mercado, do fútil, do consumo imediato e fácil, dos valores que pregam a negação do ócio (segundo Oswald de Andrade ao se referir ao negócio como negação do ócio sagrado) da ideologia do descartável, da negação e substituição dos valores profundos e sagrados da natureza humana. Esse processo é parte de um fenômeno social complexo porque é resultado de um longo caminho de perda de identidade e desencantamento com a vida em geral. A cultura que se expressa é uma manifestação do processo de formação da identidade de um povo, comunidade ou nação. Em outras palavras, uma sociedade ou comunidade ao manifestar uma determinada cultura sinaliza o caminho que vem seguindo de construção, perda ou substituição de valores, ideais, perspectivas, visão de mundo e cosmologia. O que plantamos, educamos e idealizamos no passado, hoje colhemos, aprendemos e “ideologizamos”. Isso implica dizer, segundo a moderna Física Quântica, que somos produtores de realidades. Nesse sentido, a cultura que vivenciamos é uma linha reta dentre várias que criamos da realidade. E se não estamos gostando dessa linha em particular precisamos criar em paralelo uma outra que desejamos ou preferimos seguir. Nada podemos fazer, mas tudo pode ser criado de novo – paradoxal! O passado não pode ser mudado, mas o futuro pode ser moldado conforme assim desejarmos com fé e vontade. Cada um é responsável pelo que acredita, pensa, sente ou deseja. Nesse contexto, culturas nascem – culturas morrem! Impérios surgem – impérios sucumbem! Nada é eterno no mundo humano. Cabem aos artistas investirem na criação de culturas que elevem a sensibilidade humana; cabem aos educadores investirem na formação de ideais nobres que elevem a consciência humana. Por isso, concordo em se pressionar o Estado para respeitar a cultura local e valorizar os seus artistas. Xô cultura e forró do besteirol!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva

Visitem o meu site: bernardomelgaco.blogspot.com

Imitando o Pachelly… Dihelson Mendonça

Olá, Pachelly,

Como exercício, e brincadeira, resolvi duplicar a foto que vc fêz da Capela de Santa Teresa.
Aí está com o mesmo enquadramento, só que em horários diferentes, máquinas diferentes.


Acima: Capela Sta. Teresa – Dihelson Mendonça


Acima: Capela Sta. Teresa – Pachelly Jamacaru

Abraços,

Dihelson Mendonça
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TVCrato – Entrevista com Marcelo Barbosa – Organizador do festival Otakrato.

O Blog do Crato, o site mais multimídia da cidade, apresenta entrevista em vídeo com Marcelo Barbosa, organizador do Festival Otakrato, que acontece de 03 a 05 de Julho no Centro Cultural do Araripe, no Largo da Reffesa.

Produção: DM Studio
Repórter: Ruben Mousinho

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O Futuro dos nossos Jovens – Ariano Suassuna e as Bandas de Forró Eletrônico

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Letra de Forró Eletrônico:

#~{Quer Ir Mais Eu Vumbora Quer Ir Mais Eu Vumbora BeBer Raparigar Fazer Zoeira Pra BeBer Naum Tem Hora}#~ (Naum è So PLay Que Charla A Ulmiudade Tam bem XArla Fih}#~

Alguma coisa está fora de ordem … O escritor Ariano Suassuna em uma matéria publicada num jornal sobre o chamado forró estilizado, que está lotando casas de show e praças públicas, principalmente nas cidades interioranas do Nordeste, ficou escandalizado ao ouvir algumas das músicas de várias bandas que seguem essa linha grotesca, do achincalhe e da desmoralização a mulher. As suas considerações renderam críticas e durante uma das suas aulas-espetáculo, ano passado, ele foi bastante criticado, por ter `malhado´ uma música da banda Calipso, apontada de mau gosto. Quando mostraram a Ariano algumas letras das bandas desse tipo de `forró´, ele exclamou: `Eita, que é pior do que eu pensava´. Do que ele pensava e do que muito mais gente jamais imaginou. Para conhecer algumas letras e as respectivas bandas, Ariano foi na fonte e lá se deparou com “Calcinha no chão” (Banda Caviar com Rapadura),”Zé Priquito” (Cantor Duquinha), “Fiel à putaria” (Banda de Felipão Forró Moral), “Chefe do puteiro” (Banda Aviões do forró), “Mulher roleira” (Banda Saia Rodada), “Mulher roleira a resposta” (Banda Forró Real). Encontrou também “Chico Rola” (Banda Bonde do Forró), “Banho de língua” (Banda Solteirões do Forró), “Vou dá-lhe de cano de ferro” (Banda Forró Chacal), “Dinheiro na mão, calcinha no chão” (Banda Saia Rodada), “Sou viciado em putaria” (Banda Ferro na Boneca), “Abre as pernas e dê uma sentadinha” (Banda Gaviões do forró), “Tapa na cara, puxão no cabelo” (Banda Swing do forró) entre tantas “pérolas” desta artilharia que anda povoando a mentes de quem, parece não pensa, desconhece a boa música brasileira. Diante de todas essas possibilidades, Ariano Suassuna disse que toda essa esculhambação tem uma origem. Veja o que escreveu o mestre:

“O culpado desta `desculhambação´ não é culpa exatamente das bandas ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. ” Faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas do turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de `forró´, parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos Alternativos de Belgrado, Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina `forró estilizado´ continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem `rapariga na platéia´, alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é ” E vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!´, alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos, não precisa dizer mais nada. A minha opinião comunga com a do mestre e de tanta gente que gosta da boa música brasileira. O que percebo é que essas “músicas” incentivam e estimulam a violência; tornam as relações banais e fazem acreditar que a porrada e a falta de respeito entre as pessoas estão “na crista da onda”. Neste sentido, a vida perde toda a sua essência. O que nos move é o princípio do prazer.”

Postado por: Dr. José Flávio Vieira
Ilustrações: Dihelson Mendonça
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Futebol – Por Amilton Silva

Prosseguem hoje com tres jogos, todos às 20:30, a Série B do Brasileirão 2008.

Juventude X América RN no Alfredo Jaconi
Bahia X Avaí no Jóia da Princesa -Feira de Santana
Fortaleza X Vila Nova no castelão.

A rodada teve início na última terça-feira com os jogos:

Criciúma 0 X 3 Paraná
Brasiliense 2 X 0 Ponte Preta
Santo André 3 X 1 CRB
Amanhã dia 05, teremos o complemento da rodada com os seguintes jogos:

16:10 Corinthians X São Caetano no Pacaembu
16:10 ABC X Ceará no Frasqueirão
16:10 Barueri X Bragantino na Arena Barueri.

Por: Amilton Silva

Exposição "Impressão de Mundos" – Maércio Lopes – SESC Crato





A Exposição Impressão de Mundos mostra um universo estruturado a partir da milenar arte da gravura. Cenas, pessoas, ambientes e imaginários são absorvidos pela textura de madeira e formatados pelo corte minucioso de Maércio Lopes, artista caririense que procura na arte clássica o ponto de apoio de um olhar diferenciador sobre o panorama cultural do nosso povo. Formado em letras, poeta e professor, Maércio nasceu em Santana do cariri, mas foi no Crato que cresceu, estuda e vive. Apreciador do desenho e da pintura, encontrou na xilogravura de Carlos Henrique ( Xilógrafo-Crato-CE ), um caminho para seu próprio projeto artístico no campo da gravura de madeira. Seus trabalhos já participaram de exposições coletivas em 2006, 2007 e 2008. Recentemente, dez peças suas foram reunidas numa exposição chamada “Cenas de um Cariri” no coletivo Malungo, na cidade do Crato. A gravura de Maércio Lopes é marcada pela valorização de dos detalhes, do jogo dos meios-tons, da expressividade, tudo isso para criar quadros que ressaltam a grandiosidade das coisas e personagens da cultura sertaneja caririense.

A Exposição acontece no SESC – Crato.

Fotos: Dihelson Mendonça
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CRATO TURISMO…

Faço saber que estou confeccionando um mine álbum com imagens do Crato, sob o título: “Crato, “quem já te viu, ó não te esqueces mais”. O mine álbum, é composto de 50 fotografias mesclando imagens da cidade com outras colhidas em toda extensão do município. Funciona como um produto artesanal, uma lembrança muito adequada para dar como presente ou ser adquirido por turistas em visita à cidade.
Interessados passar email: pjamaca@bol.com.br ou, ligar para: 3521.0831
Venda sob encomenda.
Em foco: CAPELA SANTA TERESA DE JESUS

Foto: Pachelly Jamacaru
“Direitos autorais reservados”

Mostra de Animes OTAKRATO continua hoje no Largo da Reffesa.

Acima: Foto de Marcelo Barbosa, produtor da Otakrato

Aconteceu ontem, dia 03 de Julho, o início do Festival de Animes OTAKRATO, evento organizado pelo paulista Marcelo Barbosa e pelos Cratense Alan Figueiredo e Demétrius Silva. Segundo a Wikipédia:

ANIME é o nome dado à animação japonesa. A palavra Anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão.

História

Com a ocupação dos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, muitos artistas japoneses tiveram contato com a cultura ocidental e, influenciados pela cultura pop dos Estados Unidos, desenhistas em início de carreira começaram a conhecer os quadrinhos e desenhos animados na sua forma moderna. Havia negociantes que contrabandeavam rolos de filmes americanos, desenhos da Disney e outros.

Entre os principais artistas que se envolveram com a tal arte, estavam Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori e Leiji Matsumoto. Estes três jovens, mais tarde, foram consagrados no mercado de mangá. Na década de 1950, influenciados pela mídia que vinha do ocidente, diversos artistas e estúdios começaram a desenvolver projetos de animação experimental.

Na época em que o mangá reinava como mídia nasceram os pioneiros animes de sucesso: Hyakujaden (A Lenda da Serpente Branca) estreou em 22 de outubro de 1958, primeira produção lançada em circuito comercial da Toei Animation, divisão de animação da poderosa Toei Company e Manga Calendar, o primeiro animê especialmente feito para televisão, veiculado pela emissora TBS com produção do estúdio Otogi em 25 de junho de 1962, que teve duração de dois anos.

Logo em seguida, em 1 de janeiro de 1963, é lançado Tetsuwan Atom, também conhecido como Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka, já com a estética de personagens de olhos grandes e cabelos espetados vinda da versão impressa. Astro Boy acabou tornando-se o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos. Tezuka era um ídolo no Japão e sua popularidade lhe proporcionou recursos para investir em sua própria produtora, a Mushi Productions. Outras produtoras investiram nesse novo setor e nasceram clássicos do anime como Oitavo Homem (Eight Man), Super Dínamo (Paa Man), mas ainda com precariedade e contando com poucos recursos, diferente das animações americanas.

Segundo Alexandre Nagado, “[...] em 1967 surge o primeiro anime com grande projeção fora do Japão, Speed Racer (Maha Go Go Go, 1967), que apesar de produção pobre, se destacava por ângulos de cena inovadores e muita criatividade nas histórias. Não por acaso, virou sucesso no mundo inteiro e até hoje é muito cultuado. Neste ano estrearam 14 séries, sem contar os desenhos que já estavam em produção anteriormente. Dentre os clássicos daquele ano, A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi) e Fantomas (Ogon Batto) marcaram época também por suas trilhas sonoras de nível cinematográfico. No cinema, o número de produções era menor (apenas quatro em 1967), mas foi aumentando aos poucos.

Na década de 1970, houve uma grande explosão de títulos. Além de animes para crianças pequenas (Kodomo) e outros para meninas (Shoujo), ocorreu também uma grande febre de desenhos com robôs gigantes (Mecha), graças ao sucesso de Mazinger Z (1972), criação do desenhista Go Nagai e grande sucesso entre o público infanto-juvenil. Com diversos títulos para serem vistos na televisão em episódios semanais, muitos sendo exportados para outros países e com algumas obras sendo lançadas nos cinemas, o animê mostrava que tinha chegado para ficar.”

Nos anos 70, os studios Tatsunoko, criadores de Speed Racer, criaram um título chamado Gatchaman, que no Ocidente foi chamado de Battle of the Planets, que fez sucesso, assim como o próprio Speed Racer, e foi um dos animes de grande successo no mundo.

Os animes mais conhecidos atualmente são: Pokémon, One Piece, Tokyo Mew Mew, Mermaid Melody, Sailor Moon, Dragon Ball Z, Naruto, Bleach, InuYasha, Cavaleiros do zodiaco ou Saint seiya , Sakura Card Captors , Digimon, Shaman King, Elfen Lied , Evangelion e Death Note.

O Festival de ANIMES acontece no auditório do Largo da Reffesa, de 03 a 05 de Julho.


Fonte de Pesquisa: Wikipédia
Reportagem: Dihelson Mendonça
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I FAUNA CARIRI: Programação de Hoje, dia 04 de Julho

“Acima: Foto de Carla Prata, diretora do SESC – Crato”

CRATO
Exibições às 19h no SESC Crato
ENTRADA LIVRE

Depois da Festa
Documentário 52min 2007 São Paulo
Direção: Karina Fogaça
Trata do cotidiano da população caiçara do Município-Arquipélago de Ilhabela, litoral norte do estado de São Paulo, Brasil, e as progressivas mudanças na realidade e no meio ambiente diante do processo de ocupação do turismo.

Oficina Perdiz
Documentário 19min 2006 Brasília
Direção: Marcelo Diaz
SCRN 708/9. Entre blocos C e D. Área publica. Brasília-DF. Perdiz e a oficina. Entre peças mecânicas e teatrais.

Francisco,um Gênio na Argila
Documentário 7min 2007 Ceará
Direção: Adriano Bezerra Cruz
Mostra o potencial do Cariri, como podem explorar o meio ambiente de forma racional, inteligente e criativa.

Sete Vidas
Ficção 19min 2007 São Paulo
Direção: Marcelo Spomberg, Zé Mucinho
A historia gira em torno de sete pessoas que acreditam ser donas de um gato, um mesmo gato. São sete solitários, e , certamente por seu isolamento social, cada um deles impõe ao felino suas frustrações, expectativas e manias. Por conta disso, dão-lhe nomes e tratamentos diversos. O gato é, na verdade, um escritor reencarnado, que narra, ele mesmo, sua nova condição. E, ao falar das vantagens de variar de dono., acaba por contar também um pouco do cotidiano de cada um deles: as verdadeiras “sete vidas” do titulo. Sua narrativa obriga também o bichano a tomar uma importante e difícil decisão: escolher a quem ele pertence afinal.

Busólogos
Documentário 12min 40seg São Paulo
Direção: Cristina G. Müller
A paixão pelo ônibus relatada por aqueles que sempre tiveram como hobby estudar e apreciar cada detalhe deste meio de transporte em São Paulo.

Lá é mais difícil…
Documentário 12min Rio de Janeiro
Direção: Alex da Conceição, Daniele Brandão, Diego Marcondes, Nélio Martins, Tatiane Azevedo, Taynara Campos. Juventude, formação, identidade. O jovem da zona rural e o da zona urbana. Próximos e radicalmente distantes, eles falam de suas vivências.

Acima: Foto de Laerto Xenofonte, um dos diretores de “Catadores de Pequi”

JUAZEIRO

Exibições às 19h no SESC Juazeiro
ENTRADA LIVRE

Catadores de Pequi
Documentário 20min 2007 Ceará
Direção: Nívea Uchôa e Laerto Xenofonte
Em Jardim, na Floresta Nacional do Araripe – Sítio Cacimbas, catadores de pequi, acampam todos os anos de três a seis meses para juntos fazerem a colheita do pequi. O filme mostra como eles moram, colhem e falam dos valores que o pequi tem para sobrevivência, seu valor medicinal e sua potência.

História de Morar e Demolições
Documentário 54 min 2007 São Paulo
Direção: André Costa
Quatro famílias paulistanas estão de mudança. Suas casas foram vendidas para um incorporador imobiliário e serão demolidas. Para fixar as historias guardadas sob esses tetos, os moradores resolvem registrar os objetos, cômodos e recantos preferidos, iniciando videografias domesticas ou contratando uma pequena empresa de vídeo.

Água
Experimental 3min 54seg 2007 Bahia
Direção: Lígia Aguiar
É o título da videoarte que aborda principalmente, o desperdício indiscriminado da água por parte da população. Escovar os dentes, lavar pratos, tomar banho e lavar louças, são ações desta natureza que podem fazer toda a diferença.
Em poucos minutos o vídeo busca estimular a reflexão e os sentidos, através de imagens expressivas, para obtenção de uso racional de água.

Lembranças da Liberdade
Ficção 1min 30seg 2006 Bahia
Direção: Rafael Jardim
O desabafo de um prisioneiro. A tristeza de uma prisão. As lembranças de uma vida.

A Velha e o Mar
Documentário 13min 2005 Ceará
Direção: Petrus Cariry
Dona Alzira é uma senhora que mora em uma velha ponte marítima abandonada, ela vive sozinha em seu casebre preste a cair, sobrevivendo de sua própria pesca. Dona Alzira revela histórias do passado e do presente.

Coração Raiz
Documentário 9min 47seg 2008 Ceará
Direção: Aurora Miranda Leão
No paraíso ecológico da região do Caparão (divisa Espírito Santo-Minas), duas moradoras de Patrimônio da Penha – uma criança e uma idosa), falam com simplicidade e alegria do cuidado com a natureza e do gosto pelo folguedo popular do “boi”. O documentário enfatiza a importância da preservação do meio ambiente e os benefícios gerados pela vida saudável.

Vida Maria
Animação 8min 34seg 2006 Ceará
Direção: Márcio Ramos
Maria José, uma menina de 5 anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.

É tudo mentira (it”s all lie)
Documentário 10min 30seg 2007 Bahia
Direção: João Paulo Saraiva e Jacó Galdino
Documentário que retrata a realidade da cadeia produtiva do camarão em cativeiro, mostrando os impactos sócio-ambientais sobre as comunidades tradicionais. Curta metragem produzido pela comunidade de Caravelas, cidade do interior da Bahia que luta contra a instalação de um mega projeto de Carcinicultura, empreendimento que coloca em risco o mais importante ecossistema do atlântico sul, Abrolhos e sua biodiversidade majestosa e particular a qualquer local do planeta. Filme que proporciona a reflexão sobre o desenvolvimento sustentável das comunidades do mar.

Programação enviada por Tânia Peixoto
Fotos: Dihelson Mendonça

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Muita coisa acontece no Crato ao mesmo tempo – O Público é que não sai da toca…

Público não sai de Casa

Muita gente reclama quando eu deixo de postar mensagens de um dia para o outro.
Dizem que o Blog parou…que não acontece nada…
Na verdade, no Crato, sempre acontece alguma coisa importante, interessante, que seria muito melhor se houvesse público. Como artista, músico, ao longo da minha carreira, tenho visto que aqui no Crato o pior mês da preguiça pública, em que ninguém gosta de sair de casa é o mês de Agosto. Estamos em Julho ainda, mas devido ao Frio de 28 graus, os Cratenses não estão saindo das suas casas. Como todos sabem, no Crato, se faz 28 graus, é frio, se faz 30 já é calor. Então quero dizer que muitas coisas estão acontecendo na cidade. Por exemplo… você sabia que nessa semana estão acontecendo os seguintes eventos?

- OTAKRATO – Festival de Animes
- I FAUNA – Festival de Cinema

Sabe qual a frequência ontem nesses espetáculos? adivinha ? quase ninguém…

Crato, Cidade da Cultura !

Fala sério! Quando não haviam eventos, reclamava-se que as pessoas não tinham opção. Hoje em dia, há toda uma estrutura cultural funcionando no Cariri, e o público é quase nulo em relação ao investimento. Alguma coisa está errada…O quê ?

Ontem, dia 03 de julho, fui convidado para inúmeros eventos, além dos citados acima, também fui convidado para o Rotary Clube de Crato, plo querido amigo Luiz Wellington, que está saindo da presidência do Rotary para dar lugar a “Parente”. Infelizmente, só pude registrar alguns eventos. E nos eventos, o que mais me assombrou foi a frequência mínima das pessoas.

O crato precisa melhorar muito. A população do Crato precisa se educar muito para que o Crato possa ainda ser chamado de Cidade da Cultura. Uma cidade aonde se produzem eventos culturais constantes, mas as pessoas preferem ficar comodamente em suas casas, e reclamando…

Por: Dihelson Mendonça
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Na Pancada do Ganzá – Coco Frei Damião – Dia 10 de Julho – CCBNB Cariri

Por: Tânia Peixoto
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Carta do Leitor – Opinião sobre a exclusão dos Artistas do Crato.

Caro Dihelson,
Abraços.
Estava lendo no Blog uma matéria concernente a “exclusão dos artistas do Crato”. Como cidadão do cariri que sou, lamento profundamente que fatos dessa natureza venham a ocorrer. Essa ganância exacerbada é a origem de tudo isso a que assistimos, ouvimos, ou seja, uma porcaria musical que se alastra nesse país na qual temos que ouvi-la na “marra” sem que se tome uma providência quanto a isso. Afinal de contas a nossa região chegou a se emancipar culturalmente pelo folclore refinado que possui (respeitando as demais regiões do país, é claro). Torço que os homens públicos se sensibilizem mais quanto a esse fator que é primordial: cuidar bem de nossa tradição. Até que se declare de outra forma, essa é a nossa identidade. O nosso cariri não imita ninguém. Modestia à parte somos autênticos na dança, na música, na literatura (de cordel ou acadêmica) no artesanato e em outros ramos no qual citaria aqui.
Em síntese, estarei (embora à distância) aliado a essa boa causa de artistas que só enriquecem a nossa região porque afinal são regionais e efetivamente universais.

Carlos Pontes
Fortaleza-Ce

Nota do Blog do Crato:

Prezado Carlos Pontes. Só posso concordar com seu ponto de vista, pois participo também dessa campanha contra o Forró eletrônico. Há uma coisa que talvez vc não esteja sabendo: Os organizadores da festa, já percebendo o nosso movimento, estão espalhando por aí que há artistas locais na Expocrato. BANDAS DE FORRÓ locais. Na verdade, se for olhar por esse lado, talvez a banda Aviões do Forró tenha pessoas da região. Estão tentando DETURPAR a situação. Quando falamos em artistas locais, alamos em cultura, em compromisso com a ARTE. O lixo pode ser produzido lá fora e aqui. Não há diferença do lixo local e o lixo de fora. Lixo é Lixo em qualquer local. Fiz esse comentário para que as pessoas saibam do que está acontecendo.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Fábula – A Porta do Desconhecido – Dedicada ao amigo Marcos Leonel e seu "deserto".


Era uma vez um grande reino, onde o soberano, muito tirano não perdoava seus inimigos. A todos, após prender durante meses nas masmorras, os mandava buscar para uma espécie de câmara de tortura, no qual iriam ser executados. Daí o rei mostrava ao prisioneiro duas possibilidades:

“Se queres, podes escolher. Do meu lado está essa fila de arqueiros, que te flecharão, e morrerás instantaneamente. Do meu lado direito está essa imensa porta e ninguém sabe que tipo de coisa você poderá enfrentar lá. Apenas eu sei.”

Todos escolhiam ser mortos pelos arqueiros, com mêdo do que havia por detrás daquela imensa e tenebrosa porta. Afinal, seria uma câmara de tortura? Quão enormes seriam as dores ?

Passados alguns anos, quando o reino entrou num período de paz, um soldado perguntou ao Rei:
“Afinal, o que há por detrás daquela porta ?”
O que o rei lhe disse: “Abre, e olha por ti mesmo.”

O soldado foi abrindo e viu raios de luz começando a entrar pela porta.
A porta dava para um lindo e imenso jardim.

O rei lhe disse:
“Por todos esses anos, eu os ofereci duas chances. A de serem mortos e a de enfrentar o desconhecido. Todo o tempo, lhes ofereci a possibilidade da liberdade, mas todos, com mêdo preferiram ser mortos.”

Quantas vezes, todos os dias temos essas grandes portas do desconhecido à nossa frente, e preferimos ir pelos caminhos já conhecidos ?

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça

Autor da Fábula: SEI LÁ…Ora…

Da Árvore Para o Bem e para o Mal

“Acreditaste, porque me viste?

Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

João 20, 24-29

Era um gélido dia em Londres, naquele 01 de Julho de 1858, há exatos cento e cinqüenta anos. Na Piccadilly Circus , uma famosa praça de Londres, existe um palácio conhecido desde o Século XVII, por Burlington House. Desde 1788 , ele sediava a famosa Sociedade Linneana de Londres, nome dado em homenagem ao grande botânico Carl von Linné (1707-1778). A Sociedade tradicionalmente se dedica à taxonomia e publica relevantes estudos dedicados à botânica, zoologia e biologia. Nenhum dos encartolados e sisudos senhores presentes à reunião percebeu a importância daquele momento histórico para a humanidade. Pois ali , pela primeira vez, foi apresentada a Teoria da Evolução assinada por Charles Darwin e Alfred Russell Wallace. A apresentação de uma das mais importantes teorias de toda a história passou perfeitamente desapercebida. Talvez porque nenhum dos dois biólogos pode comparecer ao conclave: Darwin (1809-1882) havia perdido o filho caçula, morto de escarlatina, dois dias antes e Wallace escontrava-se na Nova Guiné, continuando suas pesquisas. Ele nem sabia dos rumos tomados por seu estudo, enviado em fevereiro do mesmo ano para Darwin. Só um ano depois, com a publicação por Darwin do livro “A Origem das Espécies” é que o mundo começou a se dar conta do cataclismo científico desencadeado pelos dois pesquisadores.

Há inúmeros pontos nesta história sesquicentenária que merecem ser lembrados. Darwin chegara à Teoria Evolucionista há mais de 20 anos e a mantivera sob sigilo certamente percebendo o potencial polêmico e bombástico que tinha nas suas mãos. Só quando em fevereiro de 1858 chegou às suas mãos um trabalho enviado por Wallace da Indonésia que contemplava as mesma conclusões é que resolveu publicá-la , temendo perder a procedência do seu descobrimento. Eticamente a apresentou, naquele primeiro de julho, na Sociedade Linneana, em nome seu e no de Wallace. A história, injustamente, terminou por esquecer o nome do grande biólogo Alfred Wallace, nascido no País de Gales em 1823 e que desapareceria deste mundo conturbado em 1913, hoje considerado o pai da Biogeografia.
Darwin percebeu com clareza o tsunami que acabava de desencadear. Certamente se pôs na pele de Galileu, Copérnico , Giordano Bruno que entre os Séculos XV e XVI descobriram que havia explicações mais plausíveis para os segredos do mundo do que aqueles arrancados dos livros ditos sagrados. Darwin e Wallace acabavam de jogar por terra , com a sua Seleção Natural, todo o Gênesis bíblico. Os seres vivos simplesmente não foram criados de uma só vez , em apenas sete dias, conforme o texto sagrado do Cristianismo. A história científica da humanidade é bem mais profana. O mecanismo da Seleção Natural trazia uma enorme cobertura de sofrimento para muitas espécies e o aniquilamento contínuo de outras tantas menos capazes de se adaptar às modificações contínuas do meio ambiente. Os seres vivos atuais não foram criados como tais, mas são o somatório de uma infinidade de transformações que terminaram por ajudar suas características a sobreviverem, em detrimento de outros seres menos capazes. Adão e Eva – por mais absurdo que possa parecer – eram símios que desceram das árvores para o Bem e para o Mal. Os estudos arqueológicos que se seguiram apenas passaram a confirmar o evolucionismo descoberto por Darwin e Wallace.

Estabeleceu-se, com eles, a dicotomia definitiva entre Ciência e Religião. A concepção de mundo nunca mais foi a mesma. Os homens passaram a investigar a natureza por meios próprios, já não temendo a fogueira e a excomunhão. Os religiosos continuam estrebuchando , não se conformam em admitir que os livros sagrados podem cuidar com esmero do espírito, mas que em termo de explicação científica do mundo se comparam a um gibi. Bem- Aventurados os que deram sua vida para provar que para crer é necessário ver e provar cientificamente a veracidade da sua visão.

Por: J. Flávio Vieira

Mostra de Animes OTAKRATO começou hoje, Quarta-Feira, dia 03 de Julho. Serão 3 dias de programação.



Programação

O animê é a maior forma expressão da cultura japonesa no ocidente, sendo uma maneira artística e social de divulgar e promover a cultura popular desse país oriental. Na seleção, encontram-se desenhos dos mais variados assuntos e temas: amor, misticismo, existencialismo, humor, guerra, futurismo, entre muitos outros. De forma lúdica, o animê transmite valores sócio-culturais, além de ser um prazeroso meio de entretenimento.

O SIGNIFICADO DE OTAKRATO

Otacus referente a fanático por determinado assunto e Krato é Crato mesmo onde vai ser sediado esta mostra.

Em comemoração dos 100 anos da Imigração japonesa no Brasil que em 18 de Junho de 1908 chegando ao Porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo. A primeira Mostra de desenhos japoneses na região, o espaço ainda será confirmado, mas tudo indica que seja no anfi-teatro da Estação ou no Teatro Municipal no Calçadão, nos dias 03, 04 e 05 de Julho. Também terá exibição na cidade de Juazeiro do Norte mas sem data prevista.


Local: Auditório do Centro Cultural Do Araripe

Dias: 03, 04 e 05 de Julho de 2008
Horário: a partir das 16hs

PROGRAMAÇÃO

DIA 03/07
1ª SESSÃO – PRINCESA MONONOKE
2ª SESSÃO – SAMURAI CHAMPLOO – DESERT PUNK – GANTZ
3ª SESSÃO – DEAD LIVES

DIA 04/07
1ª SESSÃO – UM VENTO CHAMADO AMNÉSIA
2ª SESSÃO – RANMA1/2 – AFRO SAMURAI – ELFEN LIED
3ª SESSÃO – BLOOD THE LAST VAMPIRE

DIA 05/07
1ª SESSÃO – PAPRIKA
2ª SESSÃO – HELLSING – TRINITY BLOOD – BERSEK
3ª SESSÃO – CONTOS DE TERRAMAR

CONTATO: 3521 7174

INGRESSO: 5,00 + 1Kg de alimento (acesso a todas as sessões do dia)
2,00 + 1Kg de alimento (acesso a uma sessão)
Espaço Limitado

Próxima reunião dos artistas contra a exclusão da Expocrato

A próxima reunião dos artistas será no dia 07, segunda-feira, às 18h30, na Camarada Municipal do Crato.
O movimento iniciado pelo Coletivo Camaradas contra a exclusão dos artistas locais da Expocrato toma dimensão e ganha apoio de nomes importantes da intelectualidade e do mundo artístico.
A Carta Aberta ao Governador veiculada e distribuída em massa pela internet é assinada por nomes como: Abidoral Jamacaru, Auci Ventura, Arice Morais, André Ferreira – Banda Liberdade e Raiz, Luciano Brayner e Amelia Coelho – Zabumbeiros Cariris, Alvaro Holanda, Francisco Di Freitas, Claudio Reis, Ermano Morais, Hamurabi Batista, Alessandra Bandeira, Alexandre Lucas, Carlos Henrique – Banda Missão Miranda, Jean Alex – Banda Sol na Macambira, Paulo Bento, João do Crato, Dihelson Mendonça, Maércio Lopes, Carlos Henrique, Franklin Lacerda – Coletivo Malungo, Shirley França – Carroça de Mamulengos, Luiz Augusto Bitu, Fatinha Gomes, Carlos Rafael Dias, Ricardo Correia, Francisco Saraiva – Banda Herdeiros do Rei, Lamar Tavares, Frederyck Sidon, Ulisses Germano, Alemberg Quindins – Fundação Casa Grande. Além de carta de apoio da AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato.
De acordo com os integrantes do movimento, A luta não se resume a conquista de um espaço para os artistas locais, mas a defesa da democratização da música para conjunto da população que é refém da indústria cultural e não tem a opção de conhecer outros estilos musicais e acrescentam que a questão não se trata de arte pela arte, mas do direito das camadas populares terem acesso a pluralidade e diversidade artística, qual não deve ser privilegio das elites, dos artistas e intelectuais.
O Coletivo Camaradas deverá receber ainda essa semana cartas de apoio de diversas entidades ligadas aos movimentos sociais, culturais e juvenis.
Para os integrantes do Coletivo Camaradas não se trata também de estabelecer como critério artistas locais ou bandas, pois grande parte das bandas da industria cultural são do Cariri, no caso bandas de “Forró Eletrônico” ou “forró pasteurizado” que fazem apologia ao machismo, a homofobia, a bestialidade, a violência e as drogas.

Vereadores do Crato ainda não se manifestaram .

Os vereadores do Crato ainda não se posicionaram em relação a questão.
No entanto, o Coletivo já solicitou formalmente duas vezes o posicionamento dos parlamentares municipais sobre o caso.
A próxima reunião dos artistas será no dia 07, segunda-feira, às 18h30, na Camarada Municipal do Crato.

Informações adicionais nos blogs:
WWW.coletivocamaradas.blogspot.com
WWW.blogdocrato.blogspot.com

Postado por alessandra bandeira às 07:41 0 comentários

POLÍTICOS E POLÍTICA NA CIDADE DO PRADO – Por: José do Vale Feitosa.

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Esta história é uma ficção. Qualquer semelhança com personagens atuais é uma farsa e não uma coincidência.

Na cidade do Prado, vizinha de Cajazeira do Norte e de uma outra com o nome estranho de Marvalha, a eleição do ano 1808 foi bem típica daqueles anos estranhos. Juntando uma situação histórica de transição, tangida pela revolução francesa, pelo bonapartismo guerreiro e conquistador e por uma aristocracia perdulária e atrasada, a política daquele ano ficou desconjuntada.

Pelo lado da disputa política do comando da cidade do Prado as opções eram como a sua linda serra sempre verde: antiga e imutável. Os conservadores dominavam o cenário. Ou eram vetustos homens de algibeira como se dizia na época, com idéias para a cidade absolutamente fora de propósito. A cidade do Prado crescera, até seminário tinha, havia um movimento para criar um ambiente de ensino superior, mas seus professores brigavam uma briga inútil e intestina para saber-se se as idéias de Galileu Galilei, naquela altura de seus 200 anos, deveriam ser postas em ensino. O precolendo candidato ao poder, mais pela idade que pelos seus atos, era tipicamente um americano. Um mestiço de idéias: juntava no mesmo cérebro tanto a gleba feudal, quanto o absolutismo mercantil e algumas coisas, quase que pequenas pepitas naquele imenso cascalho de idéias, da era moderna, capitalista e industrial.

Outro político em disputa, naquele ano de 1808 estava no poder e lutava pela sua permanência, era como um camaleão na natureza daquela transição. O seu pensamento central era a arte de camuflar-se no dia-a-dia, se hoje os pobres ocupavam a praça da matriz da cidade, era um homem preocupado com o ganho da pobreza, no outro quando os menestréis vinham com suas violas famélicas, era cultura e preocupação com os artistas. Na verdade era bem mais jovem que o outro e não precisava expor suas idéias básicas. Não precisava porque igual ao outro era da mesma natureza, que este era filho de antigo chefe local e, em nome desta tradição, governava.

Um mascate, aliado do chefe da Província, entre seus teréns vendidos na feira a preços populares, não era somente um híbrido continental, ou seja, territorial, era um híbrido daqueles tempos. Juntava uma raiva ancestral por não pertencer às famílias da aristocracia regional, com sua modernidade fabril e mercantil e, igual um homem de circo das pernas de pau, se equilibrava em grande risco nas alturas do mais puro conservadorismo provincial. Foi solicitado a sair de seu assento em plena reunião para dar lugar ao vetusto político anteriormente relatado.

As idéias populares, aquelas que seriam representativas do evoluir do século XIX, estavam naquela fase em que as vespas voam desesperadas, enxotadas de sua colméia natural e evoluem desordenadamente em busca de uma nova morada. Juntava um pouco de preocupação com a podridão que tomava conta dos riachos que abasteciam de água as casas das famílias, com o desmatamento da mata que alimentava as nascentes das águas com a avidez por negócios dos novos comerciantes, mais a revolta dos camponeses que morriam de fome entre uma safra e outra do corte de cana.

As idéias organizadas, em simulacros de partidos políticos, na tentativa de formar conjuntos ideológicos, eram muita mais um tamborete de salão nos quais um burocrata se assentava para operacionalizar acordos políticos na periferia do poder central. Enfim num ambiente desse tudo pode e nada pode. Ninguém segue caminho qualquer, tudo muda apenas para permanecer o mesmo.

O maior exemplo era o dos tablóides. Em Prado havia o moderno recurso da prensa de Gutenberg, jornais circulavam e matérias eram postadas tentando capturar a realidade. A situação em Prado era tão precária em termos de “iluminismo” das idéias que aqueles que escreviam e publicavam se achavam os paladinos da liberdade de pensar. Mas era ledo engano. Bastava um vôo rasante para caírem no duro piso do cristalino conservador.

A disputa pelo poder era acompanhada por “juízes de fora“, fiscais locais e por oficiais de justiça. Como o grande absolutismo ditatorial era a tônica reinol, nos espíritos secundários destes pequenos funcionários inventou-se a ditadura formiguinha. Passaram a ameaçar a tudo e a todos com regras de disputa de propósitos ameaçadores. Mas ameaça com propósito, pois a ameaça no máximo pode ser uma espécie de transitivo indireto, pois sempre tem a quem ameaça e com que finalidade. A tática é sempre ter clareza de quem ameaçar, mas criando uma cortina de fumaça para esconder a real finalidade. A cortina de fumaça é o mesmo de toda ditadura: a legalidade. Mas que legalidade? A legalidade do conservadorismo e a ilegitimidade com a complexa realidade.

O clima criado pelos “ditadores-formiguinha”, os ditadores de província em conjunção com os parceiros locais, foi de tal ordem que um destacado jornalista começou a perder o sono. Imaginando o efeito de tal e qual matéria poderia provocar no espírito daquelas formiguinhas vorazes. Antes que os tipógrafos estivessem na prensa, o referido jornalista, editor do Tablóide do Prado, desmanchava os tipos que poderiam imprimir a sua sentença de prisão ou a multa pecuniária.

Por: José do Vale Feitosa
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CANÇÃO DO CARIRI

Já me manifestei em oportunidade recente e novamente afirmo meu apoio à gloriosa luta em defesa da democratização e moralização da programação cultural da Exposição do Crato, especificamente no tocante à parte privatizada.Não resta dúvida que o ato de privatizar é legal, do ponto de vista jurídico. Mas configura-se imoral quando fere a identidade cultural do Cariri e do Nordeste e desce ao último degrau da indecência, com uma programação que agride a qualquer senso de qualidade e faz apologia a todo tipo de discriminação e violência.

Proponho que, dentre outras ações, seja composta uma canção de protesto a ser cantada a mil vozes na abertura da ExpoCrato. Grandes artistas internacionais fizeram contra a fome. Grandes artistas nacionais contra a seca d’água. E nós poderemos fazer em defesa da nossa cultura, plural e vigorosa. Panfletos seriam distribuídos com a letra, a música seria divulgada nas rádios, em carros, carrinhos e motos de som. Um grande ensaio aberto poderia ser feito na Praça da Sé, um ou dois dias antes da grande apresentação.

Outra sugestão é que se crie um canal permanente de discussão e elaboração de políticas/ações culturais que envolvam eventos e programas de fomento, difusão e cooperação. Nesses encontros poderia ser criada a já proposta associação de artistas, a qual poderia se insurgir em breve contra toda espécie de agressão à cultura, à arte, ao artista, ao povo.Um forte abraço!

Cacá Araújo
Folclorista, Ator, Professor e Dramaturgo

Só no Crato mesmo – Só em Paris mesmo…….


Perguntei “Antonio, ( Dos Irmãos Anicetos ), o que viu de bonito em Paris, ele respondeu, “olhe seu bolinha foi esse monte de ferro pá riba é uma coisa danada de bonita, e vai ate o ceu.”

Do website Jackson Bantim ( Bola ).

URCA suspende atividades de alguns setores em virtude do vestibular 2008.2


Em virtude da realização do Processo Seletivo 2008.2 da Universidade Regional do Cariri (URCA), no período de 02 a 04 de julho de 2008, o reitor da instituição, professor Plácido Cidade Nuvens, assinou portaria, suspendendo as atividades letivas e administrativas no período de 30 de junho a 04 de julho de 2008 para professores, alunos, servidores técnico-administrativos e usuários da URCA, nos campi Pimenta, São Miguel e Crajubar. As atividades letivas e administrativas voltarão à normalidade no dia 07 de julho de 2008.

Vale ressaltar que setores da universidade no campus do Pimenta, onde estão a Biblioteca Central, as Pró-Reitorias do Ensino de Graduação, Pós-Graduação e Pesquisa, Planejamento, Extensão, Assuntos Estudantis e setores vinculados terão expedientes normais internos, nos dias 30 de junho e primeiro de julho, e expediente somente a partir das 14 horas, nos dias 02,03 e a 04 de julho.

O expediente será normal para os setores no pátio da Reitoria e no Campus do Pimenta II (Laboratórios). Os servidores técnico-administrativos, que estiverem prestando serviços à Comissão Executiva do vestibular – CEV estarão dispensados das atividades administrativas, no turno da manhã, no período de 02, 03 e 04 de julho de 2008.

Fonte: Blog do Tarso.
Foto: Jackson Bantim


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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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