REMEXENDO A SAUDADE… Claude Bloc
Literatura sábado, 13 nov 2010, 13:15 | 0 Comentários- Claude Bloc -
Casa minha, casa tua
Flores de pano e papel
Poética de Wilson Bernardo:Cariri Encantado de Amores Perdidos.
Literatura quinta-feira, 28 out 2010, 22:56 | 0 ComentáriosCORPO E ALMA – Nilo Sergio Monteiro
Literatura quinta-feira, 28 out 2010, 21:36 | 0 Comentários
CORPO E ALMA
Ah… Este teu corpo…
Círculo vicioso e viciante do meu desejo
Que só tem começo;
Gosto de sentir seu gosto na minha boca.
Tens o corpo mais bonito
Que a minha boca já tocou.
Percorro tua geografia como um náufrago
Sem rumo certo, através dos teus montes e cascatas de pelos.
Gosto desses olhos assustados de gazela
Brilhando na escuridão entre gemidos,
Apertos de mão e juras de amor
Ah! Este teu corpo….!
Nilo Sérgio Monteiro
Cíume – Nilo Sergio Monteiro
Literatura quinta-feira, 28 out 2010, 21:35 | 0 ComentáriosCIÚME
Ciúme que me corta a carne
Com faca cega,
Que me faz beber o ácido de tua ausência.
Que me amedronta
Que me sacode
Me faz doente,
Ciúme,
Que me acorda do sono
E me joga subjugado
De joelho
Aos teus pés.
“FRAGMENTOS DO DISCURSO AMOROSO” – Postado por Nilo Sérgio
Literatura quinta-feira, 28 out 2010, 21:34 | 0 Comentários
“Tento recordar teu rosto, nome. Curioso, como às vezes nos escapam os traços da pessoa amada. Situo-te num passado já distante. Não te imagino num presente. De ti resta-me o que foste comigo. E foste – em ternura e descoberta do meu corpo, de minhas mãos até então inábeis que ensinaste a acariciar teus cabelos, a sentir teu corpo; e ainda descoberta de que a minha voz tinha um sentido para além de sons mais ou menos indistintos e vagos.”
“Ciúme: Sentimento que nasce no amor e que é produzido pelo medo que a pessoa amada prefira outro.”
“Na distância imprecisa, meu amor, ignoramos de nós sequer a latitude. Contudo, provavelmente o mesmo sol cobre nossos corpos ávidos de luz e de acontecer, os mesmo rostos (ou serão outros?) da mesma gente envolvem nossos passos, os mesmos ruídos, o mesmo bombardear de fatos e de idéias, a mesma música flutua em nossos cabelos, o mesmo vento nos impele na busca de horizontes claros e do mar, cheiro de algas penetrante, doçura do pôr do sol e das tempestades na barra.”
“Como serás tu que imagino mais do que recordo – a memória traz consigo também o esquecimento, continuando embora memória de gestos repetidos – com quem te encontras, como pensas, que brisas novas suavizarão teu sangue inquieto.Na distância imprecisa que o tempo traz recordo vagamente teu rosto rude e já marcado, a ternura inconsistente e macia da areia deslizando em nossas mãos.”
“Encontro fugidio e breve foi o nosso. Belo também da beleza que permanece na memória para além dos dias. Algures tu és aqui eu sou. Porque imprecisa, a distância se resolve na certeza vaga de existirmos num como e num onde. Tanto basta. [pergunta ou afirmação?] Não há passos que nos aproximem no impreciso e no vago. O nosso reencontro está só na certeza vaga de existirmos com outros, sob o mesmo sol. Melhor assim.”
“Impuro e desfigurante é o olhar da vontade. Só quando nada cobiçamos, só quando o nosso olhar nada mais é senão pura observação, é que a alma das coisas, a sua beleza, se nos revela.”
“De amor não falemos. De que serviria dar nome ao que encerra somente o equívoco? Somos e não somos sós. E depois ser só não é ser só. Não estamos sós. Temo-nos um ao outro na distância e na ausência, que são só acidentes e nada de essencial atingem. Temo-nos no que ficou do fugidio encontro, na ternura renovada que nos inventamos ou recriamos. Ou na lembrança.”
“Fragmentos do discurso amoroso” (trecho)
Allain Barthes
A Poética de Wilson Bernardo…Cariri Encantado de Amores Perdidos.
Literatura terça-feira, 26 out 2010, 19:45 | 0 ComentáriosNunca fomos de tomar café juntos
mas compartilhávamos os ingredientes
assim como fronha e seduções.
Nas intrigas e doençasno mascavo e nos mais graves.
Hoje sinto que o amor não tinha
estrutura para o todo sempre,
se a manteiga dividida
era insossa de ervas calientes.
Wilson Bernardo(Poema & Art-Fotografia) Zéca Preto e Chico de Zébra – Por: Dihelson Mendonça
Literatura domingo, 10 out 2010, 11:39 | 0 ComentáriosChico de Zébra, ao contrário, era um Cearense baixinho, bigode aparado, fala fina, metido a valentão, peixeira sempre na cintura, pois era um exímio cortador de cana. Em três coisas Chico acreditava: em Jesus, Maria Santíssima, e na honra da família. Trajando sua costumeira e surrada bermuda jeans, hoje sem cor, e um chapéu remanescente dos tempos em que largou o trabalho de pescador lá em Camocim, Chico morava numa choupana, com seus 2 filhos pequenos e claro, a sua formosa Antonieta, que embora para os dias de hoje já andasse meio decaída, já fora considerada a moça mais bela de Cotergipe. Religioso, aos domingos Chico levava a prole a assistir às chorosas homilias do vigário local, quando retiravam do armário as suas chitas mais imponentes.
Mas há tempos, andava acabrunhado o velho Chico. As más línguas do lugar haviam chegado até seus ouvidos, que Jabobêu andava dando em cima da sua Antonieta, e embora ele não tivesse a menor prova da veracidade dos boatos, que a cada dia se agigantavam em Cotergipe, isso estava roubando as suas noites de sono. Como medida preventiva, Chico começou a espalhar na redondeza, a fama de ser bom atirador de facas e que iria partir a cara do primeiro condenado que paquerasse a sua “fiel” esposa.
Zeca, folgado como sempre, não se deixava intimidar por esses ataques de ciúmes, e lá do Bar do Queléu, continuava com aquele olho de urubu esperando a vítima, pra cima da mulher do Chico, até o dia em que, tomando umas pingas a mais, começou a falar bobagens, e disse pra todo mundo:
“Antonieta é que é mulher! Ainda vai ser minha, num é pra tá com um bestalhão como aquele Chico de Zébra. Chico além de Fela da Puta, é Corno!” – Foi aquele alvoroço na cidade. A notícia se espalhou como fogo em mato de novembro, até chegar aos ouvidos de Chico, que logicamente, ficou indignado, e passava a noite resmungando, apesar dos muitos chás de camomila e erva cidreira que Antonieta lhe preparava. “– Eu vou matar aquele desgraçado!”, dizia. A mulher ainda tentava acalmá-lo: “- Chico, você num vá fazer uma besteira, homem de Deus, olha os teus 2 filhos pequenos pra criar…”
Mas Chico estava se sentindo humilhado e firmemente determinado a passar essa estória a limpo. Correu o boato na cidade, de que iria matar Zeca Preto, que quando soube, caiu na gargalhada, não ficando nem um pouco intimidado. Zeca, na verdade, se deliciava com as notícias vindas das bandas do Chico, que garantiu tomar satisfações.
Não suportando mais aquela terrível situação, pois ao passar pelas ruas de Cotergipe, até as crianças já zombavam: — Ali vai Chico de Zébra, o corno da cidade!”, Chico decidiu que o Sábado à tarde seria o momento ideal para a execução de seu plano macabro. Iria se encontrar finalmente com Zeca Preto no bar do Queléu. “– Quero ver se aquele vagabundo tem a coragem de dizer na minha cara o que ele anda dizendo por aí, nas costas…” resmungava.
No dia programado, Chico pegou a sua famosa peixeria, botou na cintura, tomou umas bicadas e saiu em direção ao Bar do Queléu. Nem é necessário dizer que metade da cidade o seguiu em povorosa. Crianças gritavam, mulheres choravam, e os homens naquele alvoroço, diziam: “hoje vai ter pau! hoje um dos dois se acaba ! Eita, Danou-se!”
Zéca Preto tava ainda conversando dentro do bar, quando olhou pela janela e viu a multidão vindo naquela direção, e alguém disse “Que diabo é aquilo, Zéca ? O povo endoidou ? ” “Não! deixa estar! É o Chico que vem lavar a sua honra de corno!”
Chico, já com cara de valentão, “pegando ar” sob a gritaria do imenso público que o seguia, e aparentando uma coragem até então inexistente em sua vida, mesmo tendo apenas quase metade da altura de Zéca Preto, chegou defronte ao Bar do Queléu e gritou:
“Zéca Preto? Eu quero ver se tu é homem é agora!”
Fêz-se aquele silêncio no vilarejo.
“Eu quero é ver se tem homem nessa cidade!”
Zéca, dentro do bar, tomou a última lapada de cana, acendeu um cigarro e foi calmamente em direção à porta. Coçou a cabeça e disse:
“O que é que você quer, Chico ?”
“Eu vim lavar minha honra!” “Eu soube que você andou dizendo por aí que eu sou Corno. Isso é verdade ? Quero ver se você tem coragem de dizer que eu sou corno na minha frente, aqui, pra todo mundo escutar. Quero ver se tu é macho mesmo é agora, Zéca Preto!“
Zéca então, largou o cigarro, e ficando na frente do Chico, inclinou o enorme corpo negro, e olhando bem nos olhos, disse com uma voz grave e forte:
“Eu falei pra todo mundo e digo agora na sua cara, Chico: Você não só é o corno da cidade, mas é também um Fela da Puta, um viado e um baitola! E aquela sua mulhezinha Marieta, ainda vai ser minha. Agora abra a boca aí, e diga ao menos um “piu” pra gente se acertar os ponteiro agora! o que é que você veio fazer aqui mesmo ?” ( E começou a dar murros na parede ).
Chico de Zébra, então, tremendo como uma vara verde, e quase se mijando diante daquele vexame, com todo mundo olhando e esperando qualquer reação, pensou…pensou e com uma voz cada vez mais fina, soltou finalmente essa:
“ÊÊÊ…Ê…….Eu num disse ? … Eu num disse, pessoal ? Taí. Dei valor a você, Zéca Preto! Pra mim homem tem que ser macho assim, que diz as coisa na lata, na cara. Num é como essa ruma de falso, de baitola daqui de Cotergipe, que alevanta falso de nóis pelas costa ! Homem pra mim tem que dizê as coisa assim, na cara. Agora eu tô por dentro que tu é macho mesmo! ” E fechando a boca, saiu cabisbaixo e de fininho no meio da multidão.
Zeca Preto, voltando para o bar, pegou um taco da sinuca, e enquanto passava o giz azul, deu uma “goipada”. Queléu, o dono, então falou: “E aí, Zeca, como é que tu sabia que ele ia se desmanchar daquele jeito ?”
Zeca Preto fez uma cara de “amassa prego” com o cigarro no canto da boca, e olhando por cima do taco com um olho fechado, apenas resmungou de lado:
“É porque nesse mundo, Queléu, até pra ser um bom corno como Chico, é preciso já nascer com talento!”
Por: Dihelson Mendonça
Eu, você, Nós, Amamos Bém? Liduina Vilar.
Literatura segunda-feira, 4 out 2010, 04:18 | 0 Comentários
O amor é uma caixa de Pandora confeccionado pelo nosso coração ao longo de algum tempo e,alimentado pelas nossas catexis. É comparado a um cristal muito delicado e ou diamante valioso que não podemos doá-lo a qualquer pessoa inferior. Quando me refiro a um ser não superior; não é em relação a credo, raça, religião, poder aquisitivo e preconceitos em geral. E sim no que concerne a idoneidade, dignidade…
caráter mesmo. O amor é meigo, delicado, frágil e forte ao mesmo tempo. É um tesouro para quem cultiva e uma mina para quem recebe.
O amor para Drummond é assim:”É grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar”.
Segundo Mário Quintana: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”…
O amor não se entrelaça com a pessoa completa, aquela que idealizamos. Não existem príncipes e princesas, encaremos a pessoa amada de forma sincera e real, valorizando suas qualidades, mas reconhecendo seus defeitos. Pois o amor só é bom quando encontramos alguém que que nos transforme no melhor que possamos possamos ser. O amor é exigente!!!!!
Quando me refiro a este sentimento dos deuses, é ao amor homem/mulher, ao amor filial, ao amor maternal, entre amigos, entre os povos,à natureza, e entre as “galáxias”.Rs rs…
Eu, acho que o amor é maior que o fogo em particular; é um incêndio. Explico; se for por um filho é o maior amor do mundo. Se for pelos pais e irmãos também. pelos amigos é o maior doador e se for por um homem amado é o grande incêndio que já se ouviu falar. Pois como mais uma vez, cito Drummond: “A paz dos deuses estendidos numa cama, qual estátuas vestidas de suor, agradecendo o que a um deus acrescenta o amor terrestre”.
Mas o maior amor na minha opinião, deve ser a Deus e a si mesmo.
Por isso: ame-se, ame-se e ame-se!
Filosofia Urbana:O Polvo do Planalto Central do Brasil-Por Wilson Bernardo
Literatura quinta-feira, 23 set 2010, 00:30 | 0 Comentários“Herói ou Bandido,quem determina é o Estado de direito Democrático constituído pela democracia direta do voto…Os heróis de hoje serão os bandidos de amanhã,quando o poder ruir”
Eternidade – Por: Cacá Araújo
Literatura segunda-feira, 13 set 2010, 12:54 | 0 Comentários
ETERNIDADE
Um belo canto exala toda flor.
Seu olhar, seu sorriso, é poesia
Que se mostra e se esconde todo dia
Espalhando a semente do amor!
Encanta-nos silente o seu fulgor…
Como deusa nos prende em sua magia,
Alegrando quem antes só sofria,
Transformando em prazer o que era dor!
Quem lhe beija partilha a grande sorte
De viver feito luz na natureza
Mesmo tendo em carne visto a morte.
Desta forma ninguém há de sumir,
Pois herdando da flor sua pureza
Fica eterno o presente no porvir!
Cacá Araújo
Poética de Wilson Bernardo: Cariri Encantado de Amores Perdidos.
Literatura sábado, 11 set 2010, 07:39 | 1 ComentárioA CONTEMPLAÇÃO DAS FERIDAS.
Não se desfaz amores somente
Com palavras…
O quarto
A sala
A panela velha de barro trincada
São muitas novelas de capítulos
Mal resolvidos.
Filhos e intrigas
São apenas paginas marcadas
De leituras interrompidas.
Mensagem para a nossa Pátria – Por: Maria Otília
Literatura terça-feira, 7 set 2010, 23:15 | 0 Comentários
(1941)
Composição: Alcyr Pires Vermelho e David Nasser
Interpretação : Gal Costa
As selvas te deram nas noites teus ritmos bárbaros
E os negros trouxeram de longe reservas de pranto
Os brancos falaram de amor em suas canções
E dessa mistura de vozes nasceu o teu canto
Brasil, minha voz enternecida
Já dourou os teus brasões
Na expressão mais comovida
Das mais ardentes canções
Também, na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul
Mas agora o teu cantar
Meu Brasil quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar
Oh! Este rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
Na beleza deste céu
Onde o azul é mais azul
Na aquarela do Brasil
Eu cantei de norte a sul
Mas agora o teu cantar
Meu Brasil quero escutar
Nas preces da sertaneja
Nas ondas do rio-mar
Oh! Este rio turbilhão
Entre selvas e rojão
Continente a caminhar
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
No céu, no mar, na terra!
Canta Brasil!!
A Poética de Wilson Bernardo… Cariri Encantado de Amores Perdidos
Literatura segunda-feira, 6 set 2010, 08:06 | 0 ComentáriosPONTA da SERRA:UM PEDAÇO DO CÉU NÃO PODE SER CIDADE-Por Wilson Bernardo.
Literatura sexta-feira, 3 set 2010, 13:06 | 2 ComentáriosA PEDRA DOS DEDOS DE DEUS…PONTA DA SERRA.
No equilíbrio do concebível
Deus refaz o que não faz sentido.
O ser do que será
Conceber o eterno na exatidão
das formas mais improváveis.
A pedra que pouco fala
Mas desconversa aos que nada crêem
De que os dedos de Deus
São parábolas escritos na pedra.
Para Toinho da Difusora & Iris Reflete
Wilson Bernardo (Poema & Fotografias)
Filosofia Urbana: O Medo do que somos – Por Wilson Bernardo
diversas, Literatura quarta-feira, 25 ago 2010, 23:51 | 0 ComentáriosO nascimento se propõem a fertilidade do que
Se dejecta como seres inúteis…O bem maior
da vida estará sempre nos fatos.
UMA RELATIVIDADE…
Albert Einstein
-Não!
Acabou de sair.
Wilson Bernardo (Filosofia,Poema & Fotografias)
Flor E Vida. Liduina Belchior.
diversas, Literatura segunda-feira, 23 ago 2010, 00:24 | 0 Comentários
No meu coração existe uma flor que
só a borboleta da alma vê e vem.
Não sei se eu a chamo; Ou se ela escuta
meu silêncio. Mas que vem, vem!
Essa flor produz alegria, além do polén.
Não deixa minha vista “enturvecer”.
Quando penso em ficar triste, ela vem
a florescer.
E, assim, surge o lenitivo para na vida
sobreviver…
E a vida vai e vem, vai e vem,permanecendo
áurea.
Postado por Liduina Belchior
Momentos.Liduina Belchior.
Artigos, diversas, Literatura sexta-feira, 13 ago 2010, 13:09 | 5 Comentários
“Quero agarrar o instante já,
que de tão fugitivo não é mais,
pois tornou-se um novo instante.
Toda coisa tem um momento em que
ela é.E eu quero apossar-me do é
dessa coisa”.(M Bethânia em uma
de suas falas).
O instante já escorrega
pelas minhas mãos…
Quero segurá-lo,mas é em
vão.Os momentos importantes,
são simplórios e curtos, mas
valem preciosidades:Escuto o
canto da sabiá,as folhas do
coqueiro balançarem, os risos
das pessoas, os sussurros.
Caso me prepare,consigo ver
o infinito…Ou chegar lá.
Mas me assusta o pensar no
inexorável,no imutável, no
invariável,no inflexível,no
inabalável.
As mãos tremem, o corpo
responde e a mente divaga.
O caminho entre o inflexível
e o flexível é muito pequeno.
Por isso tenho que estar atenta
ao Amor “tirando sua poeira”.
BlogPOEMA – Devaneando – Por: Liduina Belchior.
diversas, Literatura terça-feira, 10 ago 2010, 17:58 | 3 ComentáriosHoje queria fazer diferente:
Ficar pequenininha
para entrar na sua cabeça,
observar seus neurônios,
A comunicação entre eles(sinapses)
ir até o tálamo e verificar
suas emoções e sentimentos,
Descobrir o que pensa,
O que deseja,
Qual sua missão diária,
Quantos gritos de “ais” ou
ou nenhum você daria hoje,
Gostaria de “viajar” em seu
cérebro para observar cada riso,
cada alegria, cada estação…
Seria ótimo (dentro do cérebro),
Descobrir seu grau de loucura,
pois todos nós a possuimos em níveis
idiossincráticos; Mas possuimos.
Eu iria vibrar,pois poderia comparar
com a minha, e mediria esta tal sanidade
mental.A insanidade viaja perto de nós
em questão de segundos.
O óbvio seria não nos tornarmos lunáticos.
Postado por Liduina Belchior
俳句 HAI-KAI – Por: Ulisses Germano
diversas, Literatura terça-feira, 10 ago 2010, 17:15 | 2 ComentáriosHAICAIPIRA I (O Quadro)
Nem li
Vi Dali
Bem ali
HAICAIPIRINHA I
Peitei de cara
Só-lhe-dão rara
Galho apara
HAICAIPIRINHA I (ONTOLÓGICO)
Cuma é sê
Só ‘ocê
Guassussê?
HAICAIANDO I
Vai, cai
Meu haicai
Amparai
Por: Ulisses Germano
Tonel de Amor. – Por: Liduína Belchior
Artigos, diversas, Literatura segunda-feira, 9 ago 2010, 01:30 | 2 Comentários
Certa vez uma amiga minha chamada Rose Ane Lucena (com autorização para citar seu nome), me falou que eu sou um tonel de Amor. E tonel é aquele recipiente grande de metal que nos lugares menos agraciados por àgua, a população o coloca embaixo da “biqueira” do telhado em dias de chuva, para enchê-lo.Essa é apenas uma de suas funçoes. Pois bém, todos nós possuimos um tonel, um túnel,, uma fonte, um córrego, uma cachoeira de Amor dentro de si. Mas é necessário que saibamos e lancemos mão disso.No entanto para tudo isso funcionar E este tonel chegar até mesmo a transbordar, é necessário uma luz para ativá-lo e fortificá-lo. E aqui na terra essa iluminaçao maior vem dos amigos; que além de serem este brilho,chegam bem juntinho nas horas mais importantes. Um amigo enxuga nossas lágrimas, um amigo nos dá cólo, oferece seus ouvidos, nos abraça fortemente…Um amigo é um cuidador por excelência!… Caso alguém passar por essa existência sem possuir uma porção deles, tenho que citar o famoso escritor Francisco Otaviano:”Passou pela vida em brancas nuvens, e em plácido repouso adormeceu, só passou pela vida, não viveu”.Dedico esse texto especialmente a amiga Rose, que de repente não é apenas um, mas muitos tonéis de amor, carinho e dedicaçao aos seus amigos.
Por: Liduina Belchior
PEDIDO DE UMA CRIANÇA A SEUS PAIS – Texto de Bárbara Hudson
Artigos, diversas, Literatura domingo, 8 ago 2010, 03:20 | 0 ComentáriosNão me façam sentir que meus erros são pecados. Isso confundirá meu senso de valores. Não me protejam das conseqüências. Às vezes, necessito aprender pelo caminho mais áspero. Não fiquem furiosos comigo quando digo: “Eu os odeio”. Meu ódio não se dirige a vocês, mas sim ao poder que têm em barrar meu caminho. Não levem muito a sério minhas pequenas dores, necessito delas para obter a atenção que desejo. Não sejam irritantes: se assim o fizerem, irei proteger-me pela surdez.
Não me façam promessas irrefletidas. Lembrem-se que isto irá desapontar-me profundamente. Não se esqueçam de que não posso me expressar tão bem quanto desejo. É esta a razão porque não sou preciso. Não sejam inconstantes. Isto me confunde e faz perder a fé. Não ponham muito à prova a minha honestidade. Sou facilmente tentado a dizer mentiras. Não me descartem quando faço perguntas. Se assim o fizerem, procurarei as respostas em outro lugar, com outras pessoas. Não me digam que os meus temores são bobos. Para mim são profundamente reais e vocês muito poderão fazer para tranquilizar-me, tentando compreendê-los.
Não insinuem que são perfeitos ou infalíveis. Ficarei extremamente chocado quando descobrir que não o são. Não pensem que seria rebaixar ou diminuir sua dignidade pedir-me desculpas. Desculpas sinceras tornam-me surpreendentemente afetuoso. E não esqueçam que gosto de experimentar as coisas por mim mesmo.
Por favor, tolerem-me. Sei que talvez seja difícil para vocês atenderem a todos os meus pedidos, mas por favor façam o possível porque vocês estarão me ajudando a ser um pessoa AJUSTADA e FELIZ.”
Barbara Hudson
























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