Monopólio e cartel

A cada dia o Governo Federal permite a desmoralização mais e mais das instituições de defesa do consumidor. Uma das mais importantes conquistas da sociedade está nas “Agencias  Reguladoras”.

Suas atribuições principais são promover o impedimento  da formação dos monopólios. Por um tempo desempenhou suas atribuições. Hoje, estamos assistindo o próprio  Governo Federal financiando a formação de Carteis. O grupo JBS, empresa que atua no ramo de frigoríficos está comprando  abatedouros, em todo pais, com a única finalidade de eliminar concorrentes. Compras, encerra as atividades e fecha, e o pior, as compras são financiadas com  dinheiro publico, recursos do BNDES.

A região do cariri já é vitima de um outro perverso monopólio. No meio de transporte coletivo de passageiros. Aqui sempre existiram varias  empresas transportadoras de passageiros.  Hoje, quem utiliza este tipo de transporte coletivo é obrigado a recorrer aos serviços de uma única empresa: A Guanabara que cobra o preço que quer pela passagem e, presta o serviço a seu bel prazer. Quem manda é quem tem dinheiro. Isso para um governo que só fala em pobre, não deixa de ser um contra senso.

 
 
Antonio Morais – Blog do Sanharol

CPI vai dar em pizza

Infelizmente está para acontecer o que todo mundo já suspeitava. Sentindo que as investigações poderão trazer um estrago maior ao Governo Federal, a CPI do contraventor Carlinhos Cachoeira poderá dar em  pizza. O jornal “Folha de S.Paulo” antecipa o desfecho. Confira abaixo.
Armando Lopes Rafael

“CPI do Cachoeira poupa Delta, governadores e políticos de investigação
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
ANDREZA MATAIS
BRASÍLIA

Atualizado às 14h27.


PIZZA
Conforme a Folha antecipou na edição de hoje, foi feito um acordão entre caciques do PT, PMDB e PSDB para poupar os governadores Marconi Perillo (PSDB-GO), Agnelo Queiroz (PT-DF) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). No pacote dos governistas entrou ainda a preservação da Delta nacionalmente, que tem obras com o governo federal.


“Reuniu-se um grupo numa sala e decidiram quem vai morrer. O Rio de Janeiro está enterrado até a alma. O que vamos dizer?”, afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). “Na minha opinião, estamos convocando os bagrinhos da história. Os importantes estão de fora”, complementou.
“Dá impressão de estarem selecionando alvos por orientação político-partidária”, criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “É um mau começo desta CPI”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos poucos a insistir na convocação dos governadores. “Estamos amarelando”, afirmou o senador Pedro Taques (PDT-MT).


A CPI do Cachoeira livrou, nesta quinta-feira (17), governadores e parlamentares da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico e de serem convocados a explicar suas relações com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A empreiteira Delta, apontada pela Polícia Federal como braço financeiro do esquema, também não terá seus sigilos quebrados nacionalmente, “por falta de indícios”, no entendimento da maioria da comissão. A CPI livrou ainda da investigação o presidente licenciado da empreiteira, Fernando Cavendish.


Os deputados e senadores aprovaram apenas a quebra do sigilo da empresa Delta na região Centro-Oeste, além dos sigilos de pessoas sem foro privilegiado que assessoravam Cachoeira e já foram investigadas pela Polícia Federal, conforme antecipou a Folha na edição de hoje.


A votação foi orquestrada pelo PT e PMDB, que comandam a CPI, e contou com ajuda da oposição. O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sequer colocou em votação os requerimentos acerca dos governadores e da Delta nacionalmente. Esses requerimentos só devem constar na pauta da CPI no dia 5 de junho. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Fernando Franceschini (PSDB-PR), da oposição, apoiaram a proposta de adiar a discussão.


“Nós não vamos fazer devassa”, afirmou o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). “A generalização cheira a devassa”, complementou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).


DELTA




O que provocou maior polêmica foi a decisão do comando da CPI de não quebrar os sigilos da Delta em todo o país. O relator e parlamentares do PT e PMDB afirmaram que não existem indícios contra a atuação da empresa em todo o país, o que gerou protestos.
“Estamos passando vergonha aqui. A Delta recebeu mais de R$ 4 bilhões do governo federal e não vamos quebrar o sigilo da empresa? Como vamos explicar isso ao Brasil?”, afirmou o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR).


“É a CPI do conta-gotas. O dinheiro do Centro-Oeste vai para a central da empresa”, afirmou o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR). “Em relação à Delta não existem apenas indícios, existem provas”, disse o senador Álvaro Dias, em referência a vários diálogos interceptados pela PF que citam a empresa. Apesar das críticas, a oposição ajudou a aprovar o requerimento de quebra do sigilo apenas da Delta Centro Oeste.


ACORDÃO




O relator e deputados do PT e PMDB se esforçaram para negar um acordão para poupar alguns das investigações. “Não vamos resumir nossos trabalhos em apenas uma reunião”, disse Odair Cunha. “Eu não participei de acordão nenhum. Temos que ter serenidade”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). “Vossa excelência não consegue convencer a uma criança de três anos que essa Delta não tem que ter seu sigilo aberto em todo país”, rebateu o deputado Silvio Costa (PTB-PE), em resposta ao relator.


A votação desta quinta-feira praticamente sepulta a CPI. As investigações devem ficar restritas ao que já foi apurado pela Polícia Federal sobre os membros do grupo de Cachoeira sem avançar para os pontos não apurados pela PF, até o momento, por envolverem políticos, que têm direito ao foro privilegiado. A PF também não investigou a Delta porque seu trabalho era voltado para Cachoeira.

 

por Armando Lopes Rafael

Um grande caririense

Os homens se personalizam pelos seus valores positivos direcionados ao bem, ao próximo e ao amor de Deus. Fazem história.
Nesta semana, o Cariri abre o sodalício dos seus homens ilustres, por solicitação da Academia Cearense de Medicina, a fim de convidar um dos seus mais antigos profissionais, Dr. Napoleão Tavares Neves para, em Fortaleza, receber o título de Membro Honorário, “como exemplo marcante de amor ao paciente e homem de cultura invejável”. Esse ato envolve a benquerença de todos os caririenses que acompanham o apostolado profissional e humanístico do decano da medicina regional e um dos mais válidos pesquisadores da história do coronelismo da região e testemunha da passagem de Lampião em terras do seu avô. Radicado em Barbalha, casado, filhos formados, participou da evolução das ciências médicas da terra dos canaviais, na construção do Hospital S. Vicente, o maior do interior do Ceará, chamado de “transatlântico branco da saúde” e, aos 80 anos de idade Dr. Napoleão vai ao consultório como um anjo da medicina e um medicador da paciência, humanismo e amor cristão a uma clientela que já se sente curada após a consulta.
Vários livros e publicações em revistas e jornais sobre história caririense, este meu velho companheiro de hotel e lutas universitárias, para sermos alguém no futuro, nos anos 40, em Fortaleza, será homenageado no dia l7 próximo, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal do Ceará.
Nem sei como explicará sua ausência de 3 dias, aos clientes, como médico de Cristo, para tantas dores.

 

 

Geraldo Menezes Barbosa
jornalista e escritor

Mãe – Parceira de Deus

Mais um dia das mães. Nova oportunidade para refletirmos acerca da grandiosidade do papel da mulher-mãe. É impressionante como ao longo dos anos a mulher pode ir modificando tantos aspectos de sua vida, mas conserva ainda o desejo imperioso da maternidade.

É provável que Deus tenha inserido tal anseio dentro da alma da mulher, como se fizesse questão de tê-la colaboradora. Realmente, percebemos que a mãe é parceira de Deus num de seus maiores empreendimentos: a criação do ser humano. Isso confere uma importância tão grande à mãe que praticamente todas as pessoas a reverenciam e costumam respeitar seus sentimentos e sua dor, principalmente quando seu filho está em perigo, doente ou morto. Todo mundo tem uma ideia de mãe, simplesmente porque não existe pessoa que tenha nascido neste mundo sem ter sido gestada por uma delas. Boa ou ruim, a mãe é o ventre que abriga o indivíduo até o seu nascimento. Ainda que ela seja cheia de defeitos, é quem nos possibilita conhecer este mundo. Percebo que temos grandes expectativas em relação à mulher-mãe. Querendo ou não, somos forçados a admitir que existe uma aura de sagrado na maternidade, e isso acaba por conferir um aspecto singelo e sacro à mãe também. Essa parceria com Deus enaltece a mãe e lhe dá uma qualificação sublime, ainda que ela mesma não o seja. Por conta disso, muitos esperam demais da mãe, até o que ela não pode oferecer dada às suas limitações de pessoa humana. Fala-se muito no amor de mãe, fé de mãe, dedicação de mãe… Como se mãe fosse pessoa sobrenatural, misteriosa; quiçá, cheia de superpoderes.

Pois é… Eu acredito que a mãe é sim sobrenatural, poderosa, incrível. Ela consegue ter um pressentimento tal das situações em que seus filhos estão envolvidos que realmente não duvido seja portadora de sentidos extras e paranormais. O tal sexto sentido. E deve haver o sétimo, o oitavo, porque mãe quando encasqueta com uma coisa pode procurar… A ligação dela com Deus na oração é semelhante a das demais pessoas pelo celular, é direta; às vezes, tem chiados, mas uma hora ou outra acaba se estabelecendo sem ruídos, perfeitamente clara. Deus sempre escuta as orações das mães, pois Ele as admira muito. Admira tanto que também quis ter uma mãe. Ele não precisava, mas quis ser gestado no ventre de Maria, embalado em seu colo, amamentado em seus seios. Deus quis ser amado por uma mãe porque não existe amor maior neste mundo; ainda que nem todas sejam capazes de exercitar esse amor em toda a sua extensão. A mãe dá a vida pelo seu bebê, não necessariamente porque precise morrer por ele, mas porque faz um pouco disso a cada dia. Ela lhe dá seu ventre, seu sangue, sua carne, suas horas de sono, seus pensamentos, seus melhores sentimentos.

A mãe momentaneamente deixa de viver para que seu filho cresça e se fortaleça. Ela abdica de si mesma voluntariamente, às vezes, por muitos anos. Outras, por toda a vida, principalmente quando seus filhos são limitados, doentes ou portadores de necessidades especiais. Isso também é dar a vida. É dar a vida em vida; para que a vida do filho floresça, aconteça, exista. Essas mães são maravilhosas, são necessárias. Está tão claro porque Deus quis ter uma mãe. Ele queria ser tão amado assim também! A todas as mães um feliz dia, uma feliz maternidade!

 
* Texto escrito e enviado pela escritora Maria Regina Canhos Vicentin [E-mail: contato@mariaregina.com.br - Site: www.mariaregina.com.br]. ( via Yuri Guedes )

Traição e morte dentro do cangaço – Archimedes Marques


Consta da história que o sanguinário e impiedoso cangaceiro Zé Baiano, chefe de um dos grupos de Lampião, atuava principalmente na região de Frei Paulo e adjacências, no nosso querido Estado de Sergipe, inclusive era um rico bandido que tinha a audácia de também ser um forte agiota, emprestando dinheiro a juros exorbitantes para fazendeiros e comerciantes daquelas cercanias.
 
O famoso bandoleiro ferrador Zé Baiano, apesar da sua feiúra em todos os sentidos, tinha o privilégio de ter como companheira a mais linda e atraente das cangaceiras, Lídia. Contaram os remanescentes do cangaço, mais de perto os então cangaceiros sobreviventes e alguns ex-coiteiros e protetores de Lampião, que a linda Lídia era daquelas mulheres de “fechar quarteirão”, de deixar todos os cabras-machos “babando” de desejo, principalmente quando se apresentava saindo dos rios ou lagoas em vestido molhado e colado ao seu estrutural corpo. Diziam ser um verdadeiro deslumbre de se ver a cangaceira Lídia no seu andar provocante, mas infelizmente não há uma fotografia dela sequer para assim comprovar tal beleza. Por isso era admirada e desejada por todos os cangaceiros, mas ninguém se atrevia a dar uma “cantada” na moça, até porque, apesar de todos ali serem bandidos perigosos, havia muito respeito dentro do acampamento. Essa era uma das regras impostas e prova inconteste da liderança e comando de Lampião, ou seja, exigia o chefe, acima de tudo, que todos se respeitassem mutuamente e que só houvesse sexo entre os casais devidamente conquistados e efetivados. Além disso tudo, o próprio Zé Baiano, pela sua crueldade, era dos mais respeitados dentro do bando e mais ainda fora do acampamento, onde quer que chegasse. O seu nome fazia arrepiar e tremer de medo qualquer um, talvez até mais do que o próprio Lampião que era bem mais complacente. Um temível cangaceiro acostumado a ferrar mulheres com ferro em brasa com as iniciais JB nos seus rostos, virilhas ou nádegas somente pelo simples fato delas usarem cabelos curtos, maquiagens ou roupas decotadas. Enfim, um psicopata impiedoso, ignorante em todos os sentidos que matava, estuprava, roubava e torturava as suas vítimas sem dó ou piedade.
 
Ocorre, porém, que o desejo da carne terminou sobrepondo todos os perigos possíveis e assim a linda cangaceira Lídia terminou por ceder ou mesmo procurou os encantos do cangaceiro conhecido por Bem-te-vi e com ele passou a cometer adultério em eloquentes e quentes encontros sexuais dentro do mato quando da ausência de Zé Baiano no acampamento. No entanto, o cangaceiro Besouro que também já estava de olho em Lídia há algum tempo e até desconfiado que ela traia Zé Baiano com o Bem-te-vi, certo dia seguiu os dois quando eles entraram disfarçadamente mato adentro, pegando-os em flagrante na hora do ardente sexo. Daí fez uma proposta para a Lídia que se ela também mantivesse relações sexuais com ele, o segredo ficaria somente entre os três, caso contrário ele contaria tudo a Zé Baiano. Indignada, a corajosa Lídia retrucou agressivamente com palavras de baixo calão o cangaceiro Besouro e sua indecente chantagem. Então, naquela mesma noite, quando todos estavam reunidos em volta a uma fogueira, contando e recontando as diversas histórias de Trancoso, histórias de assombração, histórias de botijas e histórias diversas das guerras do cangaço, o bandido flagranteador Besouro provocou a Lídia que apesar de tudo não arrefeceu mostrando força, coragem e determinação mesmo sabendo que tal gesto poderia valer a sua própria vida.

Presentes estavam os maiorais do cangaço que “lavaram as suas mãos” sem interferirem na decisão, a exemplo do supremo chefe Lampião e de outros da sua inteira confiança como Corisco, Luís Pedro, Moreno, Virginio e Labareda, além do próprio traído, cangaceiro Zé Baiano. Corajosa, afoita, determinada, atrevida no atrevimento suicida das mulheres decididas da época e até mesmo inconsequente para o momento, Lídia repeliu o seu companheiro surpreso e enlouquecido de raiva e ódio, Zé Baiano, exclamando em alto e bom som: Estive com ele, sim!… Que tem isso?… O que é meu eu dou a quem quero!…
 
Enlouquecido em místico de vergonha, raiva, ódio e desespero ao mesmo tempo, Zé Baiano arrastou Lídia até uma árvore ali perto e após amarrá-la, matou-a impiedosamente a cacetadas e depois chorou copiosamente a perda do seu grande amor, enterrando o seu tão desfigurado corpo do que antes tinha sido uma linda mulher. Para ele a sua honra fora lavada com o sangue da traidora. A partir de então Zé Baiano que já era malvado ficou ainda pior, principalmente contra as mulheres. Já o cangaceiro delator, Besouro, foi morto ali mesmo por ordem de Lampião no momento em que Lídia disse que ele assim tinha denunciado o fato em contrapartida dela não ter aceitado também transar com ele. Por sua vez, o cangaceiro Bem-te-vi logo no início da conversa, de um pulo, tratou de fugir na escuridão, mato adentro em desabalada carreira para nunca mais se ter notícias dele. Era um tempo atroz em que não se aceitavam traições femininas em hipótese alguma e quem assim se atrevesse a contrariar as regras pagava com a sua própria vida.

Autor: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

CRATO – 30 anos do Estádio Mirandão

O Estadio Mirandão em Crato foi inaugurado em 09 de Maio de 1982 com dois grandes clubes do futebol Brasileiro, e apresentando para os primeiros torcedores da terra de Barbara de Alencar. Ceará/CE x Bangú/RJ Final da Partida Bangú 2×1 Ceará. São 30 Anos de Muitas glórias para o Futebol Cratense. Fonte da informação Carlos José.

O Prefeito Samuel Araripe juntamente com Carlos José um dos melhores administradores que o Mirandão ja teve, não tem medido esforços para que aquela praça de esportes continuar sendo uma das melhores do Nordeste do Brasil. Parabéns a todos os que tem cuidado tão bem do Mirandão. Feliz Aniversário.

O Mirandão foi sede de todos os jogos do Time do Crato disputados nos campeonatos Cearense sendo muito elogiado pelos atlétas das equipes que por aqui passaram a exemplo de Flamengo/RJ, Botafogo/RJ, Sport/PE, Serra Talha/PE, e outros grandes clubes do País que nele treinaram quando de suas vindas para jogar no Cariri contra os times de Juazeiro/CE.

Eduardo Júnior do Nascimento
Cronista Esportivo Rádio Araripe do Crato
Equipe Elói Teles

Crato pede justiça

Não é mais de se estranhar. E todos notam a desqualificação que esse governador do Ceará dá ao Crato, uma vez que faz vista grossa aos problemas desta cidade. Haja vista que, ultimamente, nossa cidade vem sendo agastada pela falta de sensibilidade desse ilustre político cearense.
Tudo faz crer que o eminente homem público faz vista grossa ao desejo de um povo celerado que tem raiva do Crato. Pois não seria com a complacência do ilustre governador do estado que muita coisa foi retirada de Crato? Que estamos incorrendo – aqui no Cariri – no mesmo erro da Região Metropolitana de Fortaleza, esta com uma cabeça enorme e o resto do Ceará formando um corpo raquítico?
Começa a acontecer aqui uma desigualdade, econômica e social, visto que há desinteresse desses políticos que vem surrupiar nossos votos em defender o Crato. E a fraqueza dos nossos eleitores impedem a projeção política da nossa terra, além de baixar a cabeça para a força do poder econômico.
Houve época que um senhor governador do estado, mostrando gabolice, querendo enaltecer o povo do Crato, disse abertamente com toda responsabilidade de homem fanfarrão, em praça pública: “Do Crato cuido eu”. Essas palavras, nunca cumpridas, mostraram desrespeito. Lembro-me também que houve outro cidadão – este inimigo número 1 desta cidade – o governador Plácido Castelo. Tudo fez por cidades vizinhas e deu as costas a nossa cidade. Daí se nota que os inimigos do Crato estão acordados; usam de toda artimanha para nos lograr; omitem-se em relação a algumas pessoas detentoras de poder que vivem a provocar intriga, perfídia, e, algumas vezes, até a calúnia.
Essa questão de política desqualificada vem ocorrendo há anos. Observem-se, portanto, que essa medida de desrespeito a nossa cidade é sempre mancomunada por poderosos chefões. Às vezes com palavras mentirosas, dado o aumento descomunal do seu poder, conseguem dilacerar o Crato estimulando o desprezo de algumas autoridades competentes.
Hoje, observa-se que uma horda de inimigos aparecem por aqui, no tempo das eleições, com mentiras esfarrapadas, dizendo que são amigos da cidade e que vão mudar o atual estado de desprezo a que foi relegada nossa terra.
Mas com essa conversa atoleimada pensam eles em enganar o povo com bananas e bolos, o que não entra mais na nossa mente. Já é tempo de dizer: se não for para trabalhar em favor do Crato pedimos que não venham mais aqui.
Deixem o Crato para os cratenses! Saberemos descascar o abacaxi apodrecido que eles nos legaram. Chega de tanta lenga lenga demagógica. Chega de falsidade. Não queremos mais sofrer tanto desespero e tantas derrotas.
Senhores políticos, não queiram zombar do Crato. Não somos terra de índios. Somos uma cidade de gente civilizada, ordeira e eficiente. Fiquem sabendo senhores políticos que um pai de família quando tem uma prole numerosa, por dever de responsabilidade e cidadania, cuida dos filhos com carinho igual para com todos. Se assim não o fizer não deixará somente sequelas psicológicas nos outros filhos. Provocará um desacerto social em sua família.
Por isso, pedimos um tratamento igual ao que vem sendo dado a outras cidades. O povo do Crato está ficando amargurado com o desprezo, que vem motivando desânimo. Confiamos que isso mude. E que o Crato seja tratado com eficiência e respeito.
Pedro Esmeraldo

Da “marolinha” de Lula ao “tsunami” de Dilma: a crise chegou ao Brasil – postado por Armando Lopes Rafael

A crise desembarcou
(Editorial do jornal “O Estado de S.Paulo” de 04-05-2012)

A crise internacional chegou aos portos brasileiros, derrubando os preços dos principais produtos exportados pelo Brasil – commodities agrícolas, minérios e semimanufaturados. A indústria, muito menos competitiva do que há alguns anos, ainda aumenta as vendas para alguns países, mas seu desempenho, de modo geral, continua ruim até no mercado interno, invadido por mercadorias fabricadas no exterior. Em abril, as exportações totais, no valor de US$ 19,6 bilhões, foram 7,9% menores que as de um ano antes. As importações, no valor de US$ 18,7 bilhões, também foram inferiores às de abril de 2011, mas a queda foi de apenas 3,1%. A demanda de produtos estrangeiros pode ter sido afetada pela perda de ritmo da economia nacional, mas continua bem mais vigorosa que a procura de bens oferecidos pela indústria brasileira.

Os resultados do comércio exterior mais numa vez confirmam o principal defeito da estratégia anticrise adotada pelo governo brasileiro. O Brasil, têm repetido a presidente Dilma Rousseff e seus ministros, enfrentará com sucesso a crise global graças ao potencial de seu mercado interno. O poder de compra desse mercado tem sido alimentado tanto pelo aumento do bolo de rendimentos quanto pela expansão do crédito. Mas a indústria brasileira tem sido incapaz, por vários fatores, de responder ao crescimento da procura. Mesmo a depreciação do real, nos últimos meses, pouco elevou o poder de competição dos produtores nacionais, prejudicado por uma série de custos e de ineficiências made in Brazil. Por isso, o vigor do mercado interno tem criado excelentes oportunidades para a produção estrangeira. Com a retração de outros compradores, os mercados brasileiro e de outros países latino-americanos se tornam especialmente atraentes para chineses e outros competidores.

Além disso, os efeitos da crise global são bem visíveis nas exportações de commodities. Um levantamento de 23 dos principais produtos básicos e semimanufaturados vendidos pelo Brasil mostrou a seguinte evolução: 18 deles têm preços menores que os de um ano antes e 16 têm menor volume de vendas. No conjunto, 16 desses produtos proporcionaram receita menor que a de abril de 2011. As cotações de vários produtos permanecem até elevadas, pelos padrões históricos, mas o recuo nos últimos 12 meses foi sensível e refletiu tanto a estagnação europeia, agravada no começo deste ano, como a perda de impulso da China e de outras economias emergentes.

O superávit comercial acumulado no ano, de US$ 3,3 bilhões, é 33,7% menor que o de janeiro a abril de 2011, ou 35,3% inferior, se a comparação for feita com base na média por dia útil.

Caixa de boas novidades – Por: Emerson Monteiro

O fotógrafo Augusto Pessoa, paraibano com trânsito livre e constante pelas terras cearenses, é quem traz o presente, essa caixa contendo o livro Nordeste desvelado, de fotografias suas colhidas nas andanças nesta Região do Brasil, e o cd Nordeste oculto, que contém peças musicais do grupo Crabuêra, da mais fina flor de sonoridade do âmbito desta parte de mundo, numa embalagem primorosa de cores e desenho. Eis a Arte em momento apreciável de real importância. Nordeste desvelado transmite fiel a face da nossa gente com vigor e propensão, algo no nível técnico da qualidade dos meios modernos da comunicação gráfica, qual o que se espera dos artistas em tempo de tecnologia avançada. Isso visto de fora para dentro, do espectador para a cena posta no palco das imagens recolhidas e do objeto mercantil. No sentido inverso, do conteúdo ao prazer de quem olha / escuta, olhará / escutará, grata surpresa lhes aguarda, apreciadores da melhor Arte (de letra maiúscula e tudo). Um presente digno de nota alta revela a caixa do Nordeste Oculto / Desvelado, pelo bom produto que carrega no seu interior. 

Do livro de fotografias de Augusto Pessoa, que testifica a viagem transcendental das visões (Visagens, como o Autor denomina) através do sagrado das tradições, dos benditos, das festas populares e religiosas, da religiosidade perene de um povo sertanejo nordestino, virtuoso nos sonhos e na confiança do Deus dos simples, e doutras partes do mundo, o que se pode viver / ver intensamente, pela profusão das tonalidades, imagens, dos movimentos e ângulos desse jovem já reconhecido mestre da fotografia brasileira. Augusto César Cunha Pessoa nasceu em 1974, em Campina Grande PB. Jornalista e fotógrafo, atua profissionalmente desde 1994, integrando equipes de diversos jornais nordestinos. 
Atualmente trabalha como free-lancer para tais revistas National Geographic, Vida Simples, Caminhos da Terra, Horizonte Geográfico, entre outras. Prêmios: Abril de Jornalismo (2008); Um olhar sobre a cultura popular nordestina (2007); Pérsio Galembeck de Fotografia (2010); Paraíba dos seus olhos (2007-2009); AETC Jornalismo (2006 e 2007). Publicações: Capital iluminada [com a arquiteta Lis Cordeiro Alves]; INTI (fotografias sobre os Andes, 2009). Exposições: Casa Grande, uma viagem aos encantos da Chapada do Araripe (Nova Olinda-CE, 2010); Fotografia em revista (0 anos de fotografia da Editora Abril) (São Paulo, 2009); Guajás, os últimos nômades (Maranhão, 2008); X Fenart (Funesc, 2004). 
Quanto ao grupo musical Cabruêra, parceiro de Augusto Pessoa nesta caixa de fábulas inesquecíveis, dele trataremos em breve. Desejo, por agora, no entanto, aos agraciados com tamanha oportunidade de viver bom gosto o melhor dos prazeres culturais…

Postado por Emerson Monteiro

Por que não se trabalha no Dia do Trabalho?

Dia-do-trabalho-tarcilaVamos começar pelo começo. Em 1884, a Federação dos Ofícios Organizados e Sindicatos de Trabalhadores de Chicago, havia conseguido que o Estado de Illinois aprovasse uma resolução declarando que, a partir de 1º de maio de 1886, oito horas diárias constituiria a jornada legal (máxima) de trabalho. Lembremos que nessa época, os operários eram obrigados a trabalhar dez, doze e até catorze horas por dia. 

Como se imagina, o apoio à jornada de oito horas cresceu rapidamente, apesar da indiferença e mesmo a hostilidade de muitos líderes sindicais. Para alcançar esse objetivo, então, a Federação convocou a classe operária a uma greve geral, uma vez que os recursos legislativos haviam fracassado. 

Resultado: 200 mil trabalhadores, organizados pela Federação dos Trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, resolveram, então, entrar em greve na cidade de Chicago. A polícia travou violento choque com os grevistas, causando a morte de muitos deles e prendendo outras tantos. 

A reação da sociedade e da mídia contra essa violância foi tão forte, que O Dia do Trabalho passou a ser formalmente comemorado nos Estados Unidos — só que, para “esquecer” que aquele primeiro de maio (1886) foi de desordem — na primeira segunda-feira de setembroI!

Em outros países, se celebra o Dia do Trabalho em dias diferentes: Austrália, 4 de Março; Espanha, dia 18 de julho, etc.

No Brasil, a primeira tentativa de se festejar a data deu-se em 1893, também com grande repressão do Governo. Mas, segundo alguns historiadores, a partir de 1895 as festividades passaram a realizar-se sem problemas, sobretudo depois da da aprovação, pelo Congresso, de um projeto de lei do deputado Sampaio Ferraz, em 1902. 

Mas a data só foi declarada feriado nacional em 1949, pela Lei 662. 

Durante a Era Vargas era o grande dia da concentração popular e da “fala do trono”. Getúlio percorria o campo do Vascou em carro aberto, aclamado pelos “traaabaaalhaadores do Braaasiiil e o “recado do Estado” era… comemore, curta, não trabalhe! 

“Brasil, meu Brasil brasileiro, meu mulato izoneiro…”

Reinaldo Paes Barreto

Jornal do Brasil

 

Só vendo para crer – por Pedro Esmeraldo


Estava no meu lazer no Crato Tênis Clube quando de repente apareceu o ex-deputado Ciro Gomes. Fui apresentado ao distinto  pelo senhor Boanerges Custódio. Ciro Gomes me abordou: Sua cidade é parecida com a minha! Então eu  retruquei: Ultimamente, o Crato tem sofrido das agruras e da perversidade, já que está sendo esvaziada pelas astúcias de um município tenebroso e que, à custa da intriga e da calúnia, quer totalmente desrespeitar o Crato, retirando tudo daqui com a complacência da administração Estadual.

Ele me respondeu: trata-se de questão populacional, pois lá tem 300 mil habitantes e aqui 130 mil.
Respondi: isso eu não acredito, pois se trata de um povo megalomaníaco, traiçoeiro e enganoso, visto que, lá não possui essa quantidade de gente e vive sorrateiramente, com palavras inócuas traçando conversas desconexas, inventando mentiras que não existem. Além do mais, Crato foi o centro propulsor do desenvolvimento nordestino, já que graças a esta cidade trouxe o desenvolvimento equilibrado e firme e que soube equilibrar o progresso com dinamismo e equidade. Agora inventam que tudo que é bom tem que ser colocado naquela URBE, visto que lá o centro da cidade piegas deve ser propagado para psiquismo, com muita sinceridade.
Não esqueça jamais que os outros municípios merecem lugar ao sol e o progresso tem que ser exercido a toda a colônia caririense, acrescenteu eu. Ciro Gomes respondeu: Virão coisas boas para o Crato, não podemos esquecer esta cidade.
Respondi: só vendo pra crer.
Nessa mesma ocasião, aproveitando a presença do deputado Antônio Balmmam, consultei-o sobre o funcionamento do SEBRAE  em Crato. Disse-me que ia muito bem e atendendo as anseios da população cratense, dando emprego com tecnologia moderna. Afirmei que havia muito desprezo nesta cidade, pois tudo era transferido para outro município sem a ressonância magnética firme e equilibrada do Crato.
Pois o cratense anda desanimado com a tecnologia governamental, já que as medidas dessas autoridades só cobrem o desejo do povo do outro município e o Crato marche lentamente a ver navio, caindo no arrefecimento. Note que foi do Crato que partiu o primeiro grito de independência; foi o Crato que lutou pela liberdade da província na Confederação do Equador no ano de 1824. Por isso ele merece lugar na região.
Afirmou-me o deputado: veríamos coisas boas quer na educação quer na indústria. Lamentou que sentia dificuldades nas doações dos terrenos para estabelecer esses investimentos em Crato, incluindo
 essa implantação de indústria de renome.
Depois, querendo encerrar a conversa, querendo abafar as minhas mágoas disse: Virão para o Crato duas grandes escolas de nível superior, de grande envergadura tecnológica.
Com amargura respondi: Só isto? E o Crato não merece mais? Por que não traz grandes escolas para o Crato que venham contemplar os anseios dessa população? Por que meu Deus, esse desprezo pelo
Crato?
E agora nao querem sequer que a gente grite e reclame. É para ficar de boca fechada, dizendo amém? Não senhor, o cratense não merece isto. Todos partem para a luta, não desprezem o Crato porque também esta cidade merece ser contemplada, pois com a graça de Deus tudo será resolvido com paz e tranquilidade.

24 de abril, dia de São Fidelis de Sigmaringa, o co-padroeiro de Crato – por Armando Lopes Rafael

   Todo mundo sabe que Nossa Senhora da Penha é a padroeira principal da cidade de Crato. Poucos, no entanto, sabem que Crato também tem um co-padroeiro. Trata-se de São Fidelis de Sigmaringa,  que antes de adotar este nome – ao se tornar franciscano – era conhecido advogado com o nome civil de Marcos Rey.
Segundo seu biografo Afonso Souza: “Inteligente e aplicado, Marcos Rey fez com sucesso seus estudos na católica Universidade de Friburgo, na Suíça. De elevada estatura, bela presença, semblante sério e sereno, Marcos era respeitado pelos professores e admirado pelos condiscípulos que, por sua ciência e virtude cognominaram-no de o Filósofo Cristão”. São Fidelis foi escolhido pelo fundador de Crato– frei Carlos Maria de Ferrara– há 272 anos – como co-padroeiro da primitiva capelinha de taipa, coberta de palha, erguida em 1740 no centro da então Missão do Miranda, embrião da atual cidade de Crato.
À esquerda A Mãe do Belo Amor, primeira devoção mariana do sul do Ceará. À direita, São Fidelis de Sigmaringa, co-padroeiro de Crato (Vitral da Capela do Santíssimo da Catedral de Crato)
Ainda segundo o seu biografo: “Como em tudo brilhante, em breve adquiriu fama e clientela. O Dr. Marcos Rey, no entanto, preferia as causas dos pobres às dos ricos, para poder defendê-los gratuitamente. Em suas defesas, jamais utilizou recurso algum que pudesse tisnar a honra da parte contrária”. Entretanto, Marcos Rey decepcionou-se com a advocacia e decidiu a abandoná-la, ingressando na ordem franciscana. Percorreu a Espanha, França, Itália convertendo multidões e passou a ser perseguido pelos radicais protestantes.
Foi à sombra do castelo de Sigmaringa, às margens do Danúbio, na Alemanha, que frei Fidelis encontrou refúgio, quando perseguido. Mas no dia 24 de abril de 1622, após celebrar uma missa, de volta ao castelo caiu nas mãos de soldados protestantes que o assassinaram. Foi beatificado em 1729, e canonizado 17 anos depois. O Vaticano o escolheu como o Protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda Fidei.

Tiradentes e o Brasil: uma história de muitas amarras

Hoje é a data da execução de Tiradentes, principal mártir da independência nacional, pelo poder colonial português. Este é sempre um momento propício para reflexões sobre a caminhada do País desde então.

Para a Inconfidência Mineira, a influência das ideias provindas da independência dos EUA, em 1776, foi decisiva. Os textos dos pais da pátria estadunidense e sua Constituição estavam entre os materiais subversivos apreendidos junto aos conspiradores. Como a Independência brasileira foi conduzida por um próprio filho da monarquia portuguesa, a figura de Tiradentes, já no Império, foi edulcorada, podando-se seu aspecto revolucionário e tornando-o um mártir quase conformista, cuja efígie de Redentor tinha muito das características de Cristo. A realidade foi bem diferente, Tiradentes morreu sem renegar suas ideias e assumiu pessoalmente a responsabilidade por suas ações em favor de uma pátria livre.

A ideia de ruptura sempre foi evitada pelas elites nacionais. Os que se recusaram a seguir o figurino pagaram caro a ousadia, como os participantes da Revolução de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824, ou os integrantes dos movimentos armados antiditatoriais da década de 70, no século passado. A filosofia prevalecente na elite brasileira foi a de que, diante de mudanças inevitáveis, dever-se-ia ceder só na forma, e quase nada no conteúdo. Assim foi com a Independência (liderada por um membro da família real e com o apoio dos donos de terra, sem mexer na estrutura social) com a Abolição dos Escravos (sem reforma agrária), com a República (um golpe militar, que conservou o poder das oligarquias), com as redemocratizações de 1946 e 1988 (sem punições dos torturadores e dos responsáveis pela demolição do Estado Democrático de Direito).

Na última redemocratização, ao invés de uma Assembleia Nacional Constituinte, Exclusiva, Livre e Soberana, uma Assembleia Congressual; em lugar de uma Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, uma Anistia restrita; ao invés de Diretas Já, eleição pelo Congresso. Com isso, o Brasil herdou um passivo de meias-medidas que até hoje atravancam o seu desenvolvimento social, político e cultural e dão ensejo a crises éticas, como a que estamos vivendo.

O POVO / Editorial

O simulacro de um julgamento — por Armando Lopes Rafael

 
(capítulo do livro — inédito — “Pinto Madeira, o Caudilho do Cariri”, de Armando Lopes Rafael)
 
Na foto abaixo, o que resta da antiga Casa do Senado da Vila Real de Crato, onde houve o julgamento de Pinto Madeira, a maior farsa de um júri já realizada no Ceará
 
   Recordemos que tanto o agora presidente da Província do Ceará, José Martiniano de Alencar, como o general Labatut deixaram oficialmente registrado que a Comarca de Crato não possuía juízes preparados e imparciais para julgarem os réus. Naquela época, era comum também o fato de os juízes serem ligados aos  partidos políticos que disputavam o poder.
   Alencar, em 1º de março de 1832, escreveu uma representação ao Ministro dos Negócios do Império, na qual constou esta frase:  “Além disso, conviria despachar quanto antes um Ouvidor para a Comarca do Crato, pois não havendo ali um só Juiz letrado, nem haverá quem faça processo aos réus, caso sejam presos”. Já o general Labatut, em ofício escrito ao Ministro da Guerra do Brasil, em 14 de outubro de 1832, escreveu:   “Como, pois, poderão ser julgados os réus por juízes inçados da mesma opinião dos partidos que assolam a província? Por isso rogo a V.Excia. se digne de atender ao meu último oficio do Icó, em que, conhecendo cabalmente os males que acabrunham a nova comarca do Crato, eu pedia juízes íntegros, justos e sábios por não haver um só letrado, em toda ela, os de paz e ordinários são mui leigos e pertencem a um e outro partido”.
  
    José Martiniano de Alencar conhecia, pois, com profundidade, o despreparo e a precariedade do aparelhamento jurídico da Comarca do Crato, comandada por pessoas a quem faltava – além do  conhecimento jurídico específico –  o necessário discernimento e equilíbrio para o exercício do múnus do Juízo.
 
   Pois foi nesse ambiente que, em 26 de novembro de 1834, Pinto Madeira compareceu perante um tribunal popular para ser julgado. Em 14 de abril de 1830, quatro anos e sete meses antes do seu último julgamento, Pinto Madeira tinha enviado  ao Ouvidor de Crato  um requerimento no qual nominava seus inimigos. No requerimento de 1830,  ele relacionou diversas pessoas, pedindo que não as convocassem para testemunhar, na devassa que estava sendo movida contra sua pessoa. Da antiga relação quatro nomes agora participavam do julgamento do caudilho: o tenente-coronel José Vitoriano Maciel, atuando como juiz leigo que presidiu ao júri;    Romão José Batista, José Ferreira Castão e  Antônio Ferreira de Lima, como integrantes do Conselho de Sentença.    Os demais jurados – José Gregório Tavares, Raimundo José Camelo, Manoel Joaquim Carneiro, Raimundo Gonçalves Parente, Manoel Carlos da Silva, Roque de Mendonça Barros, Antônio de Oliveira Carvalho, Raimundo Pedroso Batista e Antônio Luís do Amaral –   eram todos inimigos do réu.
 
   Como promotor de justiça, atuou o major Antônio Raimundo dos Santos. Funcionou como advogado de defesa,  o padre Manuel dos Santos Brígido, vigário de Exu, município pernambucano vizinho a Crato. O escrivão foi Antônio Duarte Pinheiro. Pesava contra Pinto Madeira a acusação de crime de rebelião contra a ordem constituída. Não foi este, porém,  o delito  apresentado contra ele,  no julgamento de 26 de novembro de 1834. Pediram sua condenação à pena última, “pela morte feita ao bom cidadão Joaquim Pinto Cidade, que desgraçadamente foi preso pelas tropas do malvado, na ocasião em que marchavam contra os habitantes desta vila (de Crato),  no dia 27 de dezembro de 1831”. Foi isso o que foi relatado no ofício assinado pelo juiz leigo José Vitoriano Maciel, e enviado ao presidente da Província do Ceará, padre José Martiniano de Alencar, no dia seguinte à condenação do réu.
   
   Ao deixarem o libelo político, optando pela acusação da morte de Joaquim Pinto Cidade, o objetivo dos inimigos de Pinto Madeira era julgá-lo por um crime comum, ficando assim o réu sem justificativa nem escapatória. Na sua defesa, Pinto Madeira não negou que liderava as tropas revoltosas. Afirmou, no entanto,  que não conhecia Joaquim Pinto Cidade. Nunca o tinha visto e negou qualquer participação na morte do liberal cratense. Declarou, ainda,  que ao chegar ao Sítio Brejão, já o encontrou morto, mas ainda teve tempo de impedir outra morte: a  de um companheiro do liberal cratense assassinado antes da sua chegada.
 
   “Das trinta testemunhas de acusação vinte depuseram que sabiam do fato somente por ouvir dizer; três disseram nada saber; duas ouviram os tiros que mataram Pinto Cidade. Duas afirmaram que ele foi morto pela tropa de Pinto Madeira;  uma assegurou conhecer o caso, por ser de domínio público. E unicamente uma presenciou e viu o comandante da vanguarda, (Francisco Xavier Matos, vulgo Veneno), e seus soldados atirarem na vítima, depois de aquele ter estado com Pinto Madeira… Testis Unus, Testis nullus” (Uma testemunha, nenhuma testemunha).
 
   “Compareceram somente três testemunhas de defesa. O juiz não permitiu que se transcrevessem por escrito os depoimentos de duas. O da terceira foi totalmente invertido. Ela protestou com energia. Ao sair do tribunal, deram-lhe tão bárbara surra que deitou sangue pela boca! “a visto disso, o réu pediu ao seu advogado que desistisse da inquirição das outras”.
 
   “Ao conselho de sentença o juiz logo apresentou os seguintes quesitos: 1 – Existe crime no fato ou objeto da acusação? 2 – O acusado é criminoso? 3 – em que grau de culpa tem incorrido? As perguntas, capciosas em si, não deixavam margem a evasivas. Era pão-pão, queijo-queijo. O conselho respondeu sim às duas primeiras e capitulou o crime, com circunstâncias agravantes, no art. 192 do Código Criminal, o que correspondia à pena máxima. O presidente do tribunal leu, por conseguinte, a sentença de morte.
   Quando terminou a leitura, Pinto Madeira disse calmamente:
   – Apelo!

    O juiz José Vitoriano replicou-lhe com arrebatamento:
    – Não tem apelo nem agravo, senhor coronel, prepare-se para morrer que morre sempre – conforme foi testemunhado pelo Dr. Leandro de Melo Ratisbona – (30)
     Pinto Madeira foi levado de volta ao cárcere. Às seis horas da tarde, os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Penha começaram a dobrar finados. Perguntou por quem eram aqueles dobres. O comandante da guarda,  sargento Manoel José Braga Coelho, respondeu com crueldade:
   – São pelo senhor que vai morrer amanhã de manhã.
    Pinto Madeira não deu uma única palavra.
(Depoimento da testemunha presencial Amaro Ferreira da Silva, cfe. citação no livro “História Secreta do Brasil”, volume II, Gustavo Barroso, página 153).
   
Notas de “ O simulacro de um julgamento”
(30) FIGUEIREDO FILHO, José de. História do Cariri–Volume III. Edição da Faculdade de Filosofia do Crato, 1966. pag. 41-42

A verdadeira operação abafa ( Postado por Armando Rafael )

(Editorial do jornal “O Estado de S.Paulo” edição de 17-04-2012)

A tática dos lulopetistas de acusar os adversários políticos de praticar as malfeitorias que eles próprios cometem é sobejamente conhecida, mas chega a ser desconcertante o caradurismo da operação abafa que suas lideranças estão tentando instaurar diante da iminência do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Temerosa de que a Suprema Corte venha a confirmar a existência do maior escândalo de corrupção da história da República, a cúpula petista tenta por todos os meios – inclusive a pressão sobre os ministros do STF – desqualificar as acusações que pesam sobre os 38 réus do processo e, por meio das mais deslavadas chicanas, provocar a postergação do julgamento para 2013. Com isso estariam os petistas, no mínimo, se poupando de maior desgaste político em ano eleitoral e permitindo a prescrição de muitas das denúncias.
A operação abafa lulopetista se desenvolve em dois planos: o político, com a tentativa de desqualificar perante a opinião pública as acusações que pesam sobre os mensaleiros, sob o argumento cínico de que eles fizeram o que “todo mundo faz”; e o jurídico, técnico, no qual procuram demonstrar tanto a existência de vícios processuais que precisam ser corrigidos quanto a inexistência de provas suficientes contra réus como o notório José Dirceu.
Para demonstrar o que todo mundo sabe – que corruptos existem em todo canto – os petistas assumiram até mesmo o risco de apoiar a CPI do Cachoeira, que está sendo constituída para investigar o envolvimento do contraventor goiano Carlinhos Cachoeira com governantes e políticos. Pretendem, é claro, atingir o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, e fazer barulho em torno do envolvimento do senador oposicionista Demóstenes Torres com os negócios do bicheiro. E não se pejam de alegar que os principais veículos de comunicação do País estão envolvidos – ora vejam – numa operação abafa destinada a acobertar os malfeitos do desmoralizado senador goiano.
A direção do partido foi muito longe, muito depressa. Tanto que a presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, queixou-se da precipitação e dos termos da nota oficial do PT e chegou a pedir a Lula que não jogue mais lenha na fogueira. Como se sabe, Lula não vê a hora de destruir politicamente o seu desafeto Marconi Perillo. Dilma, no entanto, se preocupa com os respingos de lama que a CPI certamente jogará no governo que preside.
Os petistas apressados tentam confundir delitos diferentes cometidos por gente da mesma espécie. O caso Demóstenes é uma coisa – e os culpados precisam ser punidos -, enquanto o mensalão é outra coisa – e os culpados precisam ser igualmente punidos. Os dois casos têm origem na mesma cultura que leva à apropriação indébita dos bens públicos e à desmoralização das instituições. Mas são delitos que precisam ser examinados e julgados, cada um a seu turno.
No que diz respeito ao STF, os petistas confiam, sempre movidos por seu enraizado sentimento de patota, no fato de que a maioria dos atuais ministros foi nomeada por Lula e Dilma. É uma expectativa que não honra a tradição de absoluta isenção partidária com que os juízes da Suprema Corte historicamente se comportam no desempenho de suas altas responsabilidades. Mas, a julgar pelo que circula na área do partido do governo, o próprio Lula estaria empenhado em fazer pressão sobre os ministros, já que é o maior interessado em evitar que a existência do maior escândalo de corrupção de seu governo seja confirmada pela Suprema Corte.
De qualquer modo, se já não bastassem os reiterados exemplos de rigor lógico e técnico em seus julgamentos – como destacamos recentemente em editorial sobre a decisão de que não constitui crime o aborto de fetos anencéfalos -, tudo indica que o STF está convencido de que é mais do que chegada a hora de se pronunciar sobre o escândalo do mensalão, conforme revelou o ministro Carlos Ayres Britto, que na próxima quinta-feira assume a presidência do STF. “É preciso julgar com brevidade, porque há o risco de prescrição”, disse ele. Para tanto, o processo precisa ser julgado até o dia 6 de julho, para evitar que a decisão final da Corte só venha a ser proferida no próximo ano.

Conservação do solo – Por José de Arimatéa dos Santos


José de Arimatéa dos Santos
Um planeta que a cada dia aumenta o número de habitantes precisa de mais alimentos para o consumo. E nisso é óbvio o aumento da produção de mais alimentos, mas com o devido cuidado com o solo. E infelizmente dentro de uma visão capitalista muitos não querem respeitar os princípios básicos de respeito a natureza e seus recursos.
E o solo é um dos mais importantes nesse processo. O que vemos é o avanço da agricultura e pecuária, principalmente o chamado agronegócio, em áreas de florestas. Desmata para o cultivo da monocultura e/ou da criação de gado em grandes extensões, além de desalojar populações indígenas e se instaura um clima de violência e hostilidades no campo. Quero ressaltar que é necessário o bom senso e a exploração dos recursos naturais de forma mais equilibrada e sempre a respeitar os ditames da natureza
O Brasil possui grandes áreas agricultáveis e com um solo de primeiríssima qualidade que devem ser explorados para a produção de alimentos para os brasileiros e para a exportação. Isso é uma verdade inquestionável, mas é necessário que essas exploração seja de uma maneira que respeite os limites do solo e seus ciclos de produção.
O homem é inteligente e deve usar essa inteligência na conservação do solo e nos cuidados básicos de não poluí-lo com agrotóxicos. Vale ressaltar que já há no mundo uma vertente de só se alimentar com alimentos limpos e sem nenhum tipo de agrotóxico químico. Os alimentos ditos orgânicos estão a começar a ganhar as mesas do mundo de forma mais forte e nisso se passa o verdadeiro cuidado com o solo. O solo bem cuidado significa a riqueza no presente e futuro e a certeza do fim da fome no mundo.
Todos os cidadãos brasileiros devem analisar e observar que a conservação do solo representa a real importância para o futuro do Brasil e do mundo por ser um dos maiores celeiros de produção de alimentos e que essa produção seja de forma que mantenha sempre o solo saudável e pronto para se produzir mais e com melhor qualidade sempre.
15 de abril – Dia Nacional da Conservação do Solo 

Do (infidável) seriado “Coisas da República” — postado por Armando Lopes Rafael

Dilma pede a Lula cautela com CPI do Cachoeira por temer reflexo no seu governo(Fonte: jornal “Estado de S.Paulo”, 14-04-2012)
Segundo auxiliares, presidente discorda do PT, que quer usar comissão para se vingar do mensalão

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff reuniu-se nesta sexta-feira, 13, por duas horas e quarenta minutos na subsede da Presidência, na Avenida Paulista, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir a ele que tenha cautela ao incentivar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira – que investigará laços de políticos e agentes privados com o contraventor Carlos Augusto Ramos, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais. A presidente teme que as investigações respinguem em seu governo. Ao lado do presidente do PT, Rui Falcão, Lula tem sido um dos principais incentivadores da CPI do Cachoeira. Eles entendem que com a CPI será possível provar que não houve o mensalão – maior escândalo do governo do PT, ocorrido em 2005, em que parlamentares da base aliada votavam a favor de projetos de interesse do Palácio do Planalto em troca de uma remuneração mensal, conforme o relatório da CPI dos Correios.
Embora não tenha se manifestado publicamente sobre a CPI, há informações de bastidores do governo de que Dilma acha que existe uma possibilidade forte de a CPI prejudicar sua administração. A visão é compartilhada por petistas mais comedidos, que temem a utilização da CPI como palco de vingança política. Essa ideia foi reforçada depois da volta de Dilma dos Estados Unidos. Recados do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e do senador Delcídio Amaral (PT-MS) que chegaram à presidente classificam a CPI como “de alto potencial destrutivo”.
“O alcance dessa CPI é inimaginável. Só a empresa Delta Construções (que aparece nas gravações telefônicas feita pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal por obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC) – está presente em quase todo o País, principalmente na construção e reforma de estradas”, disse o senador Delcídio. “Eu já fiz vários alertas sobre isso. Estão brincando com fogo”, afirmou ainda o senador petista.
Delcídio foi o presidente da CPI dos Correios, que apurou o escândalo do mensalão, e sabe que, uma vez em funcionamento, o desdobramento das investigações é algo incontrolável.

Louco ou abilolado – Por Blog do Sanharol


Houve um tempo, não muito distante, que o prefeito de uma cidadezinha qualquer, apanhava o carro, uma pasta com um talão de cheques assinado pelo tesoureiro dentro, se dirigia a agência do Banco do Brasil de Crato, sacava o saldo da conta da prefeitura e levava o numerário.

Ao retornar, pagava uma folha de pessoal, alguns fornecedores, tocava a construção de uma pequena escola ou posto de saúde e terminava o mandato sem manchar as suas reputação e dignidade.

Hoje, a coisa mudou. A atividade está degradada de cima a baixo. Os órgãos e tribunais de fiscalizações estão preparados e equipados para fiscalizar centavo por centavo. Para cada projeto é aberto uma conta bancaria para que se contabilize os últimos tostões.

No momento, o maior corrupto é o eleitor. Só vota se lhe pagarem. O dinheiro que move a engrenagem de uma campanha tem que vi de algum lugar, e, como não tem dinheiro que dê para uma eleição, o candidato recorre ao contraventor, agiota, termina se envolvendo com o crime. Se eleito se obrigar a aliar-se e se torna um criminoso, se perde está acabado para o resto da vida.

Outro dia, vi um depoimento de um ex-Juiz aposentado, homem do bem, correto, ilibado, ligado a ação social e a solidariedade humana, que em colaboração com uma prefeitura assumiu uma secretaria e, hoje está processado e condenado por um Tribunal porque autorizou a cozinheira comprar 16,20 de verduras sem fazer a devida licitação. Perguntei-lhe: porque vossa excelência não paga isto? Ele respondeu: para não perder o direito de dizer que fui processado e condenado por conta de uma compra de 16,20 de coentro.

Portanto, a conclusão que se faz para quem está no sossego de sua vida, fora de toda essa sebozeira existente e, entra, é uma só: Ou está louco ou abilolado.

Rotatividade de Professores nas Escolas Públicas – Por Maria Otilia

Nos últimos anos temos vivenciado uma situação crítica nas escolas públicas: a alta taxa de rotatividade de professores.Mesmo com a realização de concursos públicos para atender a demanda, não reduzimos esta rotatividade.Gerando assim uma precarização do serviço educacional, não somente em escolas da educação básica, mas também nas universidades.
Posto aqui uma reportagem da revista abril que fala da rotatividade de professores, para que possamos fazer uma reflexão a cerca deste assunto.

Como Lidar com a Rotatividades dos Professores

O ano letivo está em curso, e ainda mal chegou ao segundo semestre. O professor de uma escola muda-se de cidade, adoece, ou simplesmente pára de trabalhar. Essa vaga precisa ser reposta, então um novo profissional é chamado para ocupá-la. Acontece que ele também estava trabalhando, mas, como a nova escola oferece melhores condições de trabalho, resolve fazer a troca.
Essa situação não é das mais raras nas escolas atualmente. Aliás, o Brasil, comparado com países desenvolvidos sob o ponto de vista educacional, apresenta índices altíssimos de rotatividade de professores. Mas isso pode ser prejudicial? Em que sentido? Maria Marcia Malavasi, professora da Faculdade de Educação da Unicamp e coordenadora associada do curso de Pedagogia da mesma universidade, está certa de que sim. A alta rotatividade de professores pode prejudicar o ensino, a escola, seu projeto político-pedagógico e os estudantes, que são a razão maior da existência da escola, comenta. Para ela, o que pode definir uma alta rotatividade é o tempo de permanência de profissionais na escola, sendo dois anos o tempo mínimo que ele precisaria se estabelecer nela, a fim de se consolidar naquele ambiente, desenvolver projetos afinados à proposta pedagógica e se fixar como profissional.
A boa notícia é que, sim, é possível reduzir o alto fluxo de saída de professores. Para Heloísa Lück, diretora educacional do Centro de Desenvolvimento Humano Aplicado (CEDHAP), com sede em Curitiba, PR, e autora de livros pela Editora Vozes (sendo o mais recente Liderança em Gestão Escolar), o correto é buscar essa redução com o apoio dos Sistemas de Ensino, a partir de pesquisas. Precisa-se chegar às escolas e descobrir por que existe a rotatividade? Quando existe? Como diminuir? E, então, propor ações bem informadas que solucionem o problema com base na realidade, defende a também consultora.
Partindo-se do princípio de que a rotatividade se deve à liberdade de ação das pessoas, ela nunca vai deixar de existir. O que é bom, pois nem sempre ela é negativa. O que precisa é mantê-la num nível adequado, que não represente perdas para a escola e, sobretudo, para a vida estudantil, acredita Heloísa.

Algumas sugestões para minimizar os problemas gerados pela rotatividade dos professores:

1. Apresentar e acolher bem o novo professor;
2. Compartilhe com ele o Projeto Político da Escola;
3.Chame sempre o recém-chegado para participar das reuniões de planejamento e formação;
4.Socialize as práticas pedagógicas que a escola desenvolve;
5.Sugira um trabalho aos pares(professores antigos trabalhando com os novos);
6. Fornecer documentos, registros e outros para que os novos professores possam conhecer a rotina da escola,etc.

Concluimos portanto que a única saída para diminuir a rotatividade de professores é implantar carreiras com regime de 40 horas e dedicação exclusiva. Professores fixos numa mesma escola têm tempo para fazer a formação em serviço, atender os alunos fora da sala de aula, desenvolver projetos pedagógicos consistentes, discutir com os pares e conhecer melhor os pais e toda a comunidade.

A Lira Nordestina — por Renato Casimiro

Desde que a Lira Nordestina, a velha gráfica de folhetos de literatura de cordel do poeta José Bernardo da Silva, por último na gerência de suas filhas – Maria de Jesus Silva Diniz à frente, passou ao Governo do Estado do Ceará / Academia Brasileira de Cordel / Universidade Regional do Cariri, não paramos mais de reclamar pelas constantes ameaças à sua destruição. Tem sido assim, especialmente nesta última esfera – a da nossa Universidade, passando por diversos gestores, desde o prof. José Teodoro Soares, até hoje.

Tem sido lamentável a conduta da URCA no tocante à preservação e dinamização daquele patrimônio. A Lira, bem explicado, representa a herança de uma fase histórica de nossa cultura popular, congregando poetas e xilógrafos, que nós não podemos renunciar, jamais. Em torno dela, por exemplo, reúnem-se ainda algumas dezenas de artistas que continuam produzindo e mantendo, a duras penas, a atividade de suas competências.

O capítulo mais recente foi a decisão de romper o contrato (CLT) do xilógrafo Airton Laurindo (ligado à Lira desde 1988 e à URCA, desde 2004). Não recapitulo aqui a via crúcis de seu sofrimento – o que tenho assistido com muito pesar, pois a Lira mudou de endereços várias vezes, perdeu peças preciosas de seu acervo, ficou em muitas situações de vexame por gestores sem compromisso e terminou por dispersar parte de suas atividades, pela falta de uma diretriz que nos dissesse que a URCA, de fato, assumia o seu compromisso de agente cultural.

Anteriormente havia sido rompido o contrato com o xilógrafo Cícero Lourenço (ligado à Lira desde 1988, e à URCA, desde 2005). E era dois apenas, pelos quais, não a URCA, diretamente, mas por uma destas manobras de terceirização, que foram contratados por uma razão social, salvo engano, de nome Auxilio-Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 04.782.407/0001-79, com sede na Rua Rodrigues Júnior, 287-A, Centro, Fortaleza/CE.
Há poucos dias, o Airton foi comunicado pela Pró Reitora de Administração da URCA, profa. Antônia Cileide de Araújo, que ele deveria assinar o aviso prévio, com o qual, no prazo legal, seria desligado. Uma das alegativas, apresentada pessoalmente ao servidor, por sua Pró Reitora, pasmem, é de que pessoas como ele não contribuem para nada na URCA. Aliás, no mesmo ambiente da Lira funciona o Curso de Artes da URCA, remanejado de Barbalha, e é no espaço da Lira que algumas atividades deste curso se desenvolvem. Pouca vergonha, esta, de uma autoridade universitária testemunhar deste modo. É cruel, até este tratamento pessoal.

Evidentemente, a nova direção da Lira, agora sob nova direção, do prof. Fábio Rodrigues (Pró Reitor de Extensão da URCA, parece ser ineficiente até para que, de mal a pior, a Lira ainda continue a cumprir precariamente o que já foi, uma das glórias da matriz cultural de Juazeiro do Norte e do Cariri. Eu não me iludo: isto não é incompetência. Isto é má fé, é desrespeito. É ignorância que se associa a intenções que não se confessam publicamente e a serviço do que pior ainda se abriga na URCA, por ranços a fatos não superados, oriundos em espíritos prevenidos e medíocres que insistem em não entender a vocação, o compromisso e a responsabilidade social da instituição.

Triste papel, este, o de uma universidade que não consegue resolver com clareza o que lhe serve, ao custo irrisório de um salário mínimo para cada um dos seus dois colaboradores e zeladores exemplares. Fica a indagação: conseguirá a URCA zelar por mais alguma coisa na Região do Cariri, se o preço for maior que o salário mínimo? É traduzir da forma mais barata possível, uma missão que engrandeceria o papel que a instituição assumiu historicamente com o desenvolvimento do Cariri.

(postado originalmente no Blog: portaldejuazeiro )

Católicos celebram a Via Sacra durante a Semana Santa

Semana Santa é celebrada, neste ano, entre os dias 5 a 8 de abril. Neste período, os cristãos celebram a morte e ressurreição de Jesus. Por isso, todos os anos a Igreja Católica resgata o caminho feito por Cristo em Jerusalém, desde a condenação até a morte na cruz. Esta história é relembrada, no que a Igreja Católica chama de Via Sacra.

Paróquias, comunidades e escolas fazem a representação da Via Sacra, como uma forma de levar as pessoas a uma reflexão sobre a Páscoa de Cristo e sobre o amor de Deus, que deu a vida do próprio filho, para a salvação da humanidade. Mas para chegar a esse momento, os católicos vivem primeiro um tempo de preparação, que é a Quaresma.

De acordo com a Igreja Católica, a Quaresma representa os 40 dias que Jesus passou no deserto, sofrendo as tentações de Lúcifer (anjo que se inclinou para o mal). Nesse período, que antecede a Semana Santa, os fiéis fazem jejum, penitência e intensificam a vida de oração, para se prepararem para a Páscoa (ressurreição) de Jesus.

Segundo o calendário da Igreja, a Quaresma encerra com a missa de Ramos, que foi celebrada no último domingo (1°), em alusão ao momento em que Jesus sai do deserto e retorna à cidade de Jerusalém.

Depois disso, vem a Semana Santa que termina neste domingo (8), quando é celebrado a Páscoa. Esse período da Via Sacra foi dividido em 15 estações. E o Jangadeiro Online preparou um infográfico especial para você acompanhar os momentos mais importantes da trajetória de Jesus até a cruz. Confira:

Viasacra

Arte: Emerson Melo/Sistema Jangadeiro

Jangadeiro Online

Antonio Correia Lima – Esse merece todo o nosso respeito !


Nota do Editor – Com mais de 22.000 artigos publicados, o Blog do Crato é uma verdadeira enciclopédia de informações Caririenses. Vez por outra estarei trazendo artigos pertinentes que já publicamos, e que ficaram em cartaz por pouco tempo. Textos valiosos de Antonio Vicelmo, Carlos Eduardo Esmeraldo, Magali, Armando Rafael e outros serão republicados. Trago hoje uma excelente reportagem com Antonio Correia Lima, o famoso “Toinho de Ponta da Serra”, que dirige uma amplificadora e tem relevantes serviços prestados à aquela comunidade. ( Dihelson Mendonça ).

Antônio Correia Lima instalou na sala da frente da casa uma amplificadora, com alto-falantes distribuídos em pontos estratégicos do povoado (Foto: ANTÔNIO VICELMO) – Uma experiência na zona rural do Crato serve de referência para pesquisa acadêmica a ser enviada ao MEC

Crato. “Prezado ouvinte, bom dia. Com este prefixo musical entra no ar a RPS, Radiodifusora Ponta da Serra, com o compromisso irredutível de defender o útil, o bem e a verdade, rogando a Deus que nos ilumina e nos dê sabedoria para divulgar a cultura de nossa comunidade. Que a paz do Senhor esteja convosco”. O radialista amador, Antônio Correia Lima, conhecido por “Toinho”, nunca imaginou que esta saudação que marca o início dos trabalhos de sua velha e amada amplificadora saísse da Vila de Ponta da Serra, a 20 quilômetros do Crato. Recentemente, Toinho recebeu a visita de uma equipe pedagógica da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, que esteve em Ponta da Serra com o objetivo produzir conteúdos digitais para ensino da Língua Portuguesa, que será apresentado ao Ministério da Educação e Cultura, a ser exibido em todo o Brasil para alunos do Ensino Médio da rede pública.

O reconhecimento da amplificadora, que é instalada na sala da frente da casa de Toinho, com alto-falantes distribuídos em pontos estratégicos do povoado, é resultante de uma reportagem publicada pelo Diário do Nordeste em agosto. Em e-mail enviado à Sucursal do jornal no Crato, Toinho afirma que, logo depois da publicação da reportagem, recebeu um telefonema, confirmando a visita da equipe de acadêmicos.

No entanto, manteve-se em silêncio porque não acreditava com seria objeto dessa reportagem. “Eu nunca pensei que uma simples amplificadora despertasse o interesse das autoridades educacionais”.

Ao fazer este comentário, Toinho reconhece que o ponto de partida para esta projeção foi à reportagem do Diário do Nordeste, que tem promovido os valores regionais que geralmente são esquecidos.

Hábitos da comunidade

A radiodifusora de Toinho funciona conforme os hábitos e costumes da comunidade. Não é ligada, por exemplo, ao meio-dia, porque é a hora da madorna, o sono do almoço. Também é desligada à noite para não incomodar quem dorme cedo.

No mesmo ritmo lento, quase parando, é o sistema de manutenção da amplificadora. Toinho cobra apenas R$ 5,00 por anúncio. Com esta tabela ele consegue quase um salário mínimo por mês. É o suficiente para alimentar o sonho de possuir uma amplificadora. “Os avisos de morte e convite-enterro são de graça”, diz ele, que justifica que é uma forma de ser solidário com a família.

O comunicador sertanejo mora sozinho numa casa ornamentada com santos e equipamentos eletrônicos. Mesmo curtindo a solidão voluntária de um solteirão, ele abriu o seu coração para a sua comunidade. O som que ecoa no povoado, através das caixas de som, é a voz contida de homem tímido, que não tem coragem de se apresentar em público. A professora Andréia Turolo, coordenadora do Curso de Letras, da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza (FGF), disse que o trabalho tem como objetivo valorizar os falares cearenses, dentro da concepção de que cada região tem um linguajar próprio, além de destacar a função social da amplificadora, um meio de comunicação que está desaparecendo.

Andréa confirmou que a reportagem publicada no jornal despertou o interesse da equipe para o trabalho que está sendo editado. Ela se interessou também pelo trabalho lúdico das mulheres “bonequeiras” do Crato, um grupo de mulheres , com mais de 40 anos, que está preenchendo o vazio da vida doméstica, fabricando criativas bonecas de pano. Outro assunto que chamou a atenção de Andréa foi o cordel publicado por Josenir Lacerda sobre o linguajar cearense. A poetisa resgata expressões nordestinas que estavam em desuso. “São palavras de entonações maravilhosas, que só em ouvir, você consegue quase desconfiar do seu significado”, diz Andréa.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

Mais informações:
Radiodifusora de Ponta da Serra
Rua Monsenhor Assis Feitosa, 33
Distrito de Ponta da Serra, Crato (CE), (88) 3523.9153
Faculdade Integrada da Grande Fortaleza
Av. Porto Velho, 401, João XXIII, Fortaleza (CE)
(85) 3299.9900

SAIBA MAIS

Romântico
A matéria publicada em agosto sobre a amplificadora, no Caderno Regional do Diário do Nordeste, destacou que a voz romântica dos locutores de estúdio, que ofereciam músicas para os ouvintes, foi abafada pelos estridentes carros de som. Os moradores dos vilarejos do Interior já não se sentam mais nos bancos da pracinha para ouvir mensagens musicais. A televisão acabou o fascínio das amplificadoras

Origem
Na contramão da história dos meios de comunicações, que tiveram origem na velha amplificadora, embrião das emissoras de rádio, a radiodifusora de Ponta da Serra nasceu da idéia frustrada de colocar em funcionamento uma rádio comunitária: a Rádio Ponta da Serra, que funcionou durante alguns meses e terminou fechada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

Amplificadora
Diante das exigências legais para manter uma emissora comunitária, o técnico Antônio Correia Lima, conhecido por Toinho, resolveu instalar uma amplificadora. Comprou um amplificador Delta, com 100 watts, um velho computador, um microfone e alguns CDs e instalou o equipamento na sala da frente de sua casa, na Rua Monsenhor Assis Feitosa, 33, em Ponta da Serra

Programação
Dali, ele transmite música, mensagens, avisos e aniversários para 12 caixas de som espalhadas em pontos estratégicos do povoado.

Reportagem: Antonio Vicelmo
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

PRESENÇA DE PUBLICO AO MIRANDÃO TEM SIDO DECEPCIONANTE E DESESTIMULANTE – Por: Wilson Rodrigues

O Crato Esporte Clube está terminando sua participação no campeonato cearense de futebol profissional 2012 com uma historia triste pra contar. Estima-se que 50 mil cratenses gostam de futebol, contudo, o comparecimento publico ao mirandão nos dias de jogos não tem passado dos 3 mil torcedores. Isto representa prejuízos para o time e desestimulo para os que comandam a equipe. Das duas uma: ou o torcedor ainda não assimilou a importância da presença do futebol cratense no cenário estadual futebolístico ou avalia que, tecnicamente, o futebol cearense ainda é medíocre, pobre e inexpressivo. O valor do ingresso cobrado no mirandão tem sido também um dos motivos da ausência de torcedores ao estádio, a exemplo de Francisco Gomes da Silva, ao informar que acompanha o Crato Esporte Clube desde o primeiro jogo de estréia do time em janeiro de 2008. Ele conta que gasta por mês em media 150 reais por mês com passagem, lanches e a compra de ingressos, despesas estas que um trabalhador de salário mínimo não tem condições de arcá-las.

A campanha que o Crato Esporte Clube vem fazendo no campeonato estadual de 2012 é motivo de orgulho para a cidade e para o Cariri. Apesar das dificuldades o Azulão Cratense está classificado para 2013 e ainda tem grandes chances de ficar entre os quatro melhores do Estado e disputar o titulo cearense 2012, enquanto muitas equipes de porte maior e com participação efetiva na competição, não almejam mais tal proeza. Este desempenho fabuloso do Crato Esporte Clube é fruto da responsabilidade de seus comandantes, da imprensa, de alguns empresários, dos poucos torcedores de boa vontade e acima de tudo, do apoio incondicional do poder publico municipal que investiu, desde a manutenção do estádio mirandão até a disponibilidade de recursos financeiros, se notabilizando como o maior patrocinador da equipe, por entender que futebol é lazer, prazer, entretenimento e alegria para todos, alem de oferecer emprego e geração de renda para muita gente. Diferentemente de alguns prefeitos anteriores que entendiam que o tal esporte não dava resultados e que futebol se via na televisão.

Calcula-se que nada menos de 50 % da população do Crato gosta de futebol. Temos uma imprensa vibrante com bons profissionais, um publico desportista que trabalha voluntariamente, uma economia estável, um comercio pujante, um parque industrial com empresas de grande, médio e pequeno portes. Se assim somos, temos condições de fazer com que o futebol do Crato se torne independente e auto-sustentável. Ou seja, não depender da prefeitura para sobreviver, ficando a municipalidade apenas como parceiro e com seu apoio logístico. A questão é saber o que fazer, quem vai fazer e por onde começar. E aqui vai uma sugestão: o trabalho que hoje está sendo feito não termine quando terminar o atual campeonato, recomeçando no final do ano pela porta da prefeitura, mendigando o apoio.

Wilson Rodrigues
Foto: Wilson Bernardo

Iguais, porém diferentes (postado por Armando Lopes Rafael)

xcertos do editorial de “O Estado de S.Paulo”, desta 5ª feira, dia 5)

 
“Demóstenes Torres tropeçou no seu próprio “mensalão”. Exatamente como aconteceu com o PT em 2005, depois de passar vários anos fazendo o papel de vestal, de missionário da ética e impiedoso acusador dos desencaminhados, o senador goiano foi desmascarado pela evidência irrefutável de que mantém relações promíscuas com o notório Carlinhos Cachoeira, chefão da jogatina, cujos interesses escusos tem defendido junto à administração pública. Até aí, tudo igual ao que se tem assistido na política. A diferença está no comportamento dos partidos envolvidos em escândalos. O PT nega até hoje a existência do plano urdido e executado por José Dirceu para compra de apoio parlamentar ao governo Lula e age politicamente para blindar os réus do processo que se arrasta no STF. O DEM, como já fizera no caso do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, de imediato cobrou publicamente explicações de seu filiado, num procedimento que inevitavelmente resultaria numa expulsão – que só não ocorreu porque Demóstenes se antecipou e pediu desligamento do partido.
O comportamento de Demóstenes Torres é imperdoável, principalmente pela profunda decepção que causou aos homens de bem que viam nele um denodado defensor da ética na política. Foi ele quem declarou, em 2007, na condição de relator da CPI do apagão aéreo, que “corrupção é um negócio suprapartidário” e que “os malandros estão em todos os governos” – e ele bem o sabia. Hoje, para regozijo dos corruptos, sobre Demóstenes Torres alguém poderá afirmar o mesmo que ele próprio afirmou sobre seu ex-correligionário José Roberto Arruda, forçado a renunciar ao governo do Distrito Federal por seu envolvimento no chamado “mensalão do DEM”: “É um bandido, um delinquente, um vagabundo”.

Carirí cearense é um cenário de belezas, gastronomia e muita fé – Por J.Tavares.

 

Região Metropolitana do Cariri, abençoada por Deus! Lugar lindo e promissor para se viver e visitar! 

É um cenário apropriado para gozar o feriadão da Semana Santa, até porque, Juazeiro do Norte, um dos maiores destinos do turismo religioso é parte principal da região. Famoso por possuir grande riqueza natural e cultural, o Carirí impressiona pela natureza exuberante e suas manifestações populares artísticas, o patrimônio histórico e arquitetônico, o acervo arqueológico e a religiosidade de seu povo sempre demonstrada nos espetáculos de devoção e fé.


Terra de fontes, sítios arqueológicos e cavernas é, também, dos grupos folclóricos, da literatura de cordel, da xilogravura e do artesanato. Da floresta nacional do Araripe e do berço da maior reserva de fósseis do período cretáceo do universo. Carirí da Barbalha, Crato, do Jardim, Missão Velha, Santana do Carirí e Nova Olinda. E mais, de Juazeiro do Norte que é considerada a “Meca “ nordestina, cidade que atrai milhares de fiéis do Padre Cícero, homem cultuado como santo em todo o nordeste e do Brasil, como um todo.

O povo caririense nasceu sob o signo da cruz pois sua religiosidade vem do povoamento conduzido pela ordem dos capuchinhos que o fez moradores de uma região mística de encanto e fé, sua principal característica. O culto ao Padre Cícero é uma das maiores manifestações religiosas que se tem conhecimento. Da região, segue-a a de Santo Antônio, em Barbalha.


A diversidade cultural da região encanta a quantos a visitam. Uma singularidade que vem das misturas de diversas origens da cultura portuguesa, lendas indígenase as tradições religiosas. Então, há a afirmação de que o Carirí é uma verdadeira mistura da religiosidade, natureza e turismo científico que são conhecidos como um lugar cheio de surpresas que se integra numa grande áreas de proteção ambiental.

E é neste cenário que que desponta uma imponente chapada que foi batizada pelos primeiros habitantes, os índios Kariris, como Araripe, que significa “lugar onde nasce o dia”. Um verdadeiro oásis em meio ao bruto sertão. A natureza reúne fáuna e flora, berço da primeira floresta nacional do país. Junto a elas, uma fantástica formação mineral, dotada da maior reserva fossilífera do mundo.

Mas, para você que quer se encantar com essa maravilha citada, o Carirí possui a melhor infraestrutura hoteleira do interior do estado, nela incluídos hotéis de serra, pousadas e resorts. Conta com uma culinária que encanta com os pratos típicos, nacionais e internacionais, com destaque para a “galinha caipira com pirão e pequi – uma fruta que se cerca de dezenas de maravilhas para a saúde – ou a carne de sol com o baião de dois”.

 

Dispõe de trilhas ecológicas, museus, teatros, centros culturais, templos religiosos, centros de produção de artesanato e mercados públicos. As procissões, cantorias, rituais e homenagens ecoam pelas ruas de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato.


Nos demais, belezas monumentais, embaladas pelo clima ameno e a hospitalidade de seu povo atraem o visitante que vai em busca da região sul do Ceará. E de qualquer das principais capitais nordestinas, o Carirí está distante tão somente 600 quilômetros.

Fonte:Opovo online ( Hélio Rocha Lima)

Por J.Tavares – Fortaleza-CE

 

Desmatamento e Corrupção – Crime Organizado – Por: Bruno Calixto, via George Macário

Quer acabar com desmatamento? Comece combatendo corrupção e crime organizado

O Brasil conseguiu, nos últimos anos, uma diminuição expressiva no desmatamento, especialmente na Amazônia. Mas a taxa ainda é alta (6 mil km² de florestas desmatadas por ano), e o desmatamento cresce em outras partes do mundo. Segundo um novo estudo do Banco Mundial, esses dados mostram que as estratégias atuais para combater o desmate não estão funcionando como deveriam.

O estudo, chamado Justice for Forests: Improving Criminal Justice Efforts to Combat Illegal Logging [Justiça para as florestas: melhorando os esforços da Justiça penal para combater o desmatamento ilegal], considera que as estratégias usadas até o momento – focadas em ações preventivas – não são suficientes, e propõe uma nova abordagem: tratar o desmatamento ilegal como uma ação criminosa, e atuar com força na punição aos crimes ambientais.

Aqui, é preciso fazer uma distinção. Há, no Brasil, a possibilidade de desmatar a floresta legalmente. Para isso, é preciso ter licença de órgãos ambientais e estar de acordo com a legislação, mantendo reserva legal e Áreas de Preservação Permanente. O estudo não foca nesse tipo de desmatamento, apenas no ilegal – madeireiros que invadem propriedades ou florestas públicas, exploram espécies ameaçadas e somem após conseguirem a madeira que queriam, deixando apenas um rastro de destruição – e muitas vezes transformando áreas de florestas em pasto.

Qual é a abordagem proposta pelo Banco Mundial? É ser mais rigoroso com os desmatamentos ilegais. O estudo defende que esses desmates sejam de fato investigados e punidos, que os madeireiros ilegais sejam considerados quadrilhas, e sugere empregar todos os instrumentos de investigação criminal disponíveis para enfrentar esses crimes e combater a corrupção.

No relatório, o Brasil aparece em dois exemplos, um negativo e um positivo. No exemplo negativo, o estudo lembra um caso em maio de 2010, quando um escândalo de corrupção nas autorizações de retirada de madeira levou à prisão de 70 pessoas em Mato Grosso, incluindo servidores da Secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso e um ex-deputado. “Estudos conduzidos por organizações sem fins lucrativos descobriram que a atividade madeireira ilegal é ligada à corrupção nos mais altos níveis do governo”, diz o texto. No exemplo positivo, o documento lembra uma parceria entre o Ibama e o Greenpeace, no ano 2000, para impedir a extração ilegal de mógno na Amazônia.

Confira o documento na íntegra, em inglês: Justice for Forests

(Bruno Calixto)

FONTE:http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/
Via George Macário – O Democrato.

Escola de Tempo Integral – Por Maria Otilia

O MEC vem ofertando aos estabelecimentos de ensino da rede pública, programas que tem como objetivo fortalecer as ações pedagógicas e trazer o aluno para dentro da escola tanto para a sala de aula como para atividades complementares.Dentre estes programas podemos citar: Mais Educação e Escola Aberta.
O Mais Educação é uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). O programa atua com três focos: ampliar o tempo de permanência dos estudantes na escola, aumentar o espaço utilizado para a educação – com a utilização de ambientes da comunidade e do bairro – e trazer mais atores sociais para dentro dos colégios.
O Programa Escola Aberta incentiva e apóia a abertura, nos finais de semana, de unidades escolares públicas localizadas em territórios de vulnerabilidade social. A estratégia potencializa a parceira entre escola e comunidade ao ocupar criativamente o espaço escolar aos sábados e/ou domingos com atividades educativas, culturais, esportivas, de formação inicial para o trabalho e geração de renda oferecidas aos estudantes e à população do entorno.
A EEF Dom Quintino fez adesão ao Programa Mais Educação desde o ano de 2010,ofertando aos seus alunos aulas de Karatê, recreação, hip hop, rádio escola,letramento,banda fanfarra, etc.E está programando para o segundo semestre de 2012, abrir a escola nos finais de semana,ofertando as familias que vivem no entorno da escola, diversas atividades educativas e culturais.
Nós educadores precisamos compreender que a escola é um polo cultural e que não deve ser concebida apenas como repassadora de conhecimentos acadêmicos. Precisamos ultrapssar os muros da escola.

A cidade e o futuro – Por José de Arimatéa dos Santos

O ano promete devido as eleições de outubro em que serão eleitos prefeito e vereadores para mais quatro anos e por enquanto o barulho na cidade é só na surdina das reuniões políticas em que todos os partidos se tratam, por enquanto, respeitosamente. Não se ouve pretensos pré-candidatos falar de outro de partido diferente ou do partido a qual se encontra filiado. Isso significa que partidos ditos de esquerda podem está juntos com partidos de perfil conservador e que tem programa distintos. Vale somente conquistar o poder.

Isso demonstra a falta de ideologia política que infelizmente, com raríssimas exceções, as legendas políticas não têm mais. As coligações são feitas ao sabor do oportunismo e para quando estiverem no poder fazerem o loteamento de secretarias e administrar corretamente fica cada vez mais difícil. O exemplo mais recorrente se vê em Brasília em que os ministérios parecem feudos dos partidos da dita “base aliada”.

Vejo que se discutem nomes e não projetos para a cidade. O município carente de desenvolvimento em que seus jovens possam vislumbrar um amanhã mais claro, de oportunidades e que a cidade se transforme num local em que o alcaide tenha a capacidade de ser o verdadeiro vetor desse desenvolvimento.

Dou risada da incompetência e falta de visão política de alguns que para ser candidato a prefeito tem que cumprir certas prerrogativas esdrúxulas que escondem o pano de fundo que na verdade a escolha desses candidatos passam somente em ter dinheiro para gastar na eleição. Isso não é bom. Vide os exemplos recorrentes.

Só espero que este ano o eleito seja um indivíduo com uma mínima visão de democracia e administre a nossa cidade de forma transparente, trabalhe para o ser humano, tenha ética e que seja aquele governante trepidante que vá para rua fiscalizar as obras e conversar com os cidadãos. Trabalhe o presente de uma forma que esteja a preparar o futuro da cidade.

À Memória imorredoura de Chico Anysio – Por José Cícero

Morreu Chico Anysio. De longe o mais completo artista que este país já produziu. Talento versátil e criativo incomparável, cujos tipos de sucesso por ele criados e protagonizados constituem(até hoje) um verdadeiro recorde.

Além do humorismo inteligente, foi ainda: ator, diretor, roteirista, pintor, locutor(radialista), cantor, comentarista esportivo, cantor, cronista e escritor. Um verdadeiro gênio do rádio e da TV brasileira. Um verdadeiro monumento da cultura e da arte brasileira de todos os tempos. Não me esquecer do velho humorista com o seu plantel de estrela na famosa escolinha do professor Raimundo. Tampouco da lendária Chico City dos anos 70. Assim como da sua parceria com Arnaud Rodrigues em Baiano e Novos Caetano com o sucesso musical ‘Folia de Reis’. Assim como do seu livro o ‘enterro do anão’, bem como dos seus comemtários de todos os domingos na TV quando o Fantástico ainda era fantástico. Sua imagem me será para sempre, posto que quase tudo nela era de fato marcante e inesquecível… O comediante que marcou profundamente a minha infância e adolescência.

A morte de Chico – este cearense de Maranguape – é mais uma prova de que o que realmente fica para sempre dos homens, quando da passagem pela vida terrena são de fato, as boas obras. As ações humanistas. Os verdadeiros gestos de bondade como grandeza impagáveis, diante do próximo. Além do grau do desprendimento, modéstia e simplicidade perante os pequenos. Por esse motivo, diria que Chico Anysio ficará eternizado na memória afetiva de todos os brasileiros. Muito especialmente, junto daqueles que ele ajudou no mundo artístico. Chico é o mais autêntico ícone do humor inteligente. Artífice por mais de seis décadas de uma obra deveras incomensurável.

A inteligência contida na inventavidade de mais de duzentos dos seus personagem é algo realmente superlativo. Um recorde inigualável. Além do exemplo prático com que ajudou e estendeu a sua mão amiga e solidária a todos quantos lhe procuraram. Diferentemente de muitos outros, como o próprio Renato Aragão( o Didi). Figuras humanas como Chico Anysio não morrem nunca. Como disse o poeta, apenas se encantam. Posto que permanecerá eternamente, tanto na lembrança quanto no coração agradecido do povo. Foi ele o eterno palhaço da boa-nova. Uma unanimidade nacional. Razão pela qual diremos sem medo de errar; que Chico é simplesmente insubstituível.

“O brasileiro é o único povo que consegue ri da sua própria miséria”, dizia ele num ar de graça. E mais: “Quem não for meu amigo é porque não presta…”. O mais triste não é somente vê-lo partir agora, de modo inesperado dos palcos da vida, mas a forma discutível como a TV Globo ao longo da última década o colocou literalmente na geladeira. Preterindo-o em favor daquilo que “eles” chamam de modernidade. Mas que no fundo, não passa de um humor negro, pobre, fraco e previsível. Um formato pífio e sem nenhuma graça; como por exemplo o que vem sendo apresentado no enlatado e descartável programa “Zorra Total”. Uma clássica e notória inversão de valores. Algo simplesmente inexplicável. Um modelo que só emburrece e apressa ainda mais o caminha para a mesmice.

E agora que o nosso Chico morreu a Globo ensaia uma pantomina chorosa, pondo no ar, reportagens e entrevista com seus artistas novelengos, todos tecendo rasgados elogios ao velho humorista. Então, a pergunta que não quer calar: Por que há anos praticamente encostaram o Chico Anysio? Mesmo mantendo o seu contrato de artista global? Sem Chico Anysio o Brasil ficou um pouco mais triste. Mas a Globo, por seu turno, nunca mais se igualará sequer ao que foi a inesquecível e não menos famosa “Chico City”. Em tempo: Se Deus o chamou agora, certamente será porque está faltando mais alegria no céu. Adeus mestre Chico Anysio! Seu talento artístico e sua grandeza de espírito serão para sempre grandes marcas da sua presença imorredoura entre nós…

Saudades eternas…

José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora – CE.

Síndrome de Down ,doença : Mito ou Realidade ?Por Maria Otilia

Todos nós, principalmente os educadores, apesar de uma formação acadêmica na maioria das vezes de nível superior, acreditamos em alguns mitos sobre crianças e adolescentes com necessidades especiais.Principalmente os que tem Sindrome de Down. Por isto posto abaixo, um texto onde fala de mitos e realidade. Faça boa leitura.

Mito: A Síndrome de Down não é uma doença e não deve ser tratada como tal. É preciso olhar para as pessoas além da Síndrome de Down, pois as características individuais são inerentes a todos os seres humanos.
1. Síndrome de Down tem cura. Mito ou Realidade ?
Mito: A Síndrome de Down não é uma lesão ou doença crônica que através de intervenção cirúrgica, tratamento ou qualquer outro procedimento pode se modificar.
2. Pessoas com Síndrome de Down falam. Mito ou Realidade ?
Realidade: A Síndrome de Down não apresenta nenhuma barreira para acessar o código da linguagem, portanto todas as crianças, se não apresentarem outro comprometimento, podem falar.
3. As pessoas com Síndrome de Down apresentam atraso no desenvolvimento da linguagem. Mito ou Realidade ?
Realidade: Há um atraso no desenvolvimento da linguagem que pode ser observado ao longo da infância com surgimento das primeiras palavras, frases e na dificuldade articulatória para emitir alguns sons. Entretanto, não há regra para saber quando e como a criança falará, pois depende das características de cada indivíduo.
4. Pessoas com Síndrome de Down andam. Mito ou Realidade ?
Realidade: As crianças com Síndrome de Down andam, porém seu desenvolvimento motor apresenta um atraso em relação à maioria das crianças.
5. Pessoas com Síndrome de Down são agressivos. Mito ou Realidade ?
Mito: Não podemos generalizar as pessoas com Síndrome de Down, determinando certos comportamentos, pois essa afirmação pressupõe preconceito. Cada indivíduo tem suas características de acordo com sua família e ambiente em que vive.
6. Pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Mito ou Realidade ?
Mito: Grande parte da população acredita que todas as pessoas com Síndrome de Down são carinhosas. Isto se deve ao fato de associá-las às crianças, infantilizando-as e as mantendo em uma “eterna infância”.
7. Pessoas com Síndrome de Down têm a sexualidade mais aflorada? Mito ou Realidade ?
Mito: A sexualidade das pessoas com Síndrome de Down é igual à de todas as outras. Este mito se deve ao fato de que grande parte da população não considera sua sexualidade; desta forma acabam sendo reprimidos e não recebem orientação sexual apropriada, ocasionando comportamentos inadequados.
8. Pessoas com Síndrome de Down adoecem mais? Mito ou Realidade ?
Realidade: Ocasionalmente, como conseqüência de baixa resistência imunológica, as crianças com Síndrome de Down, principalmente nos primeiros anos de vida, são mais susceptíveis a infecções, principalmente no sistema respiratório e digestivo. Esta propensão vai diminuindo com o crescimento.
9. Pessoas com Síndrome de Down podem trabalhar. Mito ou Realidade ?
Realidade: As pessoas com Síndrome de Down devem trabalhar, pois o trabalho é essencial para a construção de uma identidade adulta. O trabalho faz parte da sua realização pessoal. Atualmente, há muitas oportunidades de trabalho para as pessoas com deficiência devido às políticas públicas.
10. Pessoas com Síndrome de Down devem freqüentar escola especial. Mito ou Realidade ?
Mito: As pessoas com Síndrome de Down têm o direito de participação plena na sociedade como qualquer outra criança,desta forma devem estar incluídas na rede regular de ensino.
11. Existe uma idade adequada para uma criança com Síndrome de Down entrar na escola. Mito ou Realidade ?
Mito: A criança deve entrar na escola quando for conveniente para ela e para sua família.
12. Pessoas com Síndrome de Down podem praticar esporte. Mito ou Realidade ?Realidade: As pessoas com Síndrome de Down não só podem como devem praticar atividade física para seu bem estar físico e emocional. A prática de atividade física deve ser realizada aonde for mais conveniente para a pessoa (academia, parques, praças…). Lembrando que para todas as pessoas a avaliação física é importante antes do início de qualquer atividade
13. Só podemos nos comunicar através da fala. Mito ou Realidade ?
Mito: A comunicação acontece de várias formas como gestos, expressões corporais e faciais, choro, fala e escrita. Para haver comunicação é necessário estar numa relação onde seu desejo é reconhecido e respeitado.

Lembre-se ! “Inclusão é sair das escolas dos diferentes e promover a escola das diferenças” (Mantoan)

Crucifixo, chatice e intolerância — por Carlos Alberto di Franco

(Publicado n’O Estado de S.Paulo)

Carlos Brickmann, jornalista arguto e politicamente incorreto, decidiu entrar no vespeiro do despejo do crucifixo de todas as dependências do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Vale a pena registrar o seu comentário.
“Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem plena liberdade religiosa e uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus onde há plena liberdade religiosa exibe a cruz.


O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. A propósito, este colunista não é religioso; e é judeu, não cristão. Mas vive numa cidade que tem nome de santo, fundada por padres, numa região em que boa parte das cidades tem nomes de santos, num país que já foi a Terra de Santa Cruz. Será que não há nada mais a fazer no Brasil exceto combater símbolos religiosos e tradicionais?
Se não há, vamos começar. Temos de mudar o nome de alguns Estados e cidades como Natal, Belém, São Luís e tantas outras. E declarar que a Constituição do País, promulgada ‘sob a proteção de Deus’, é inconstitucional.


Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.


Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo?”
Em São Paulo, cidade cosmopolita e multicultural, basta bater os olhos nas estações da Linha Azul do Metrô: Conceição, São Judas, Saúde, Santa Cruz, Paraíso, São Joaquim, Sé, São Bento, Luz, Santana. E aí, vamos ceder ao fervor laicista e mudar o nome de todas elas?
Carlos Brickmann foi certeiro. Mostrou a insensatez e a chatice que estão no fundo da decisão de um Judiciário ocupado com o crucifixo e despreocupado com processos que se acumulam no limbo da inoperância e do descaso com a prestação da justiça à cidadania. Na escalada da intolerância laicista, crescente e ideológica, não surpreenderia uma explosão de ira contra uma das maravilhas do mundo e o nosso mais belo e festejado cartão-postal: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Era uma vez um maestro Azul (in memoriam)

Não podia ser outro o nome do maestro da banda da minha cidade. Nas madrugadas frias, os acordes quentes e festivos da banda de Azul era um café na cama requintado de notas musicais. Filtrando-se pelos telhados de nossas casas, “Violetas Imperiais” e “Rosas de Maio” desciam exalando cheiros e sons de clarinetes e saxofones. Amanhecíamos banhados de melodias azuis, sabendo que um de nossos vizinhos fazia anos de felicidade. Com certeza, esse seria um dia mais primaveril e, naturalmente, mais azul.

O maestro sempre foi o arauto das notícias boas. No seu uniforme com galas douradas, o rosto redondo, tinto de preto azulado fazia bonito o contraste. Comandando os seus “soldadinhos de chumbo” era a sua banda que acompanhava o pau da bandeira, abrindo a festa da padroeira, a visita ilustre, as inaugurações que beneficiariam o nosso município. Entre confetes, serpentinas e lança perfume, o som das marchinhas de carnaval eram azuladas por sua banda, arrastando-nos até a praça numa euforia que me fazem doer de saudade dos carnavais que já não voltam mais. “Alá, lá, lá, ô, ô, ô…”

Havia somente uma ocasião em que o maestro, ao invés da azul-alegria, convidava-nos musicalmente a vestir a nossa alma de luto. Seus dobrados, em tom fúnebre, cadenciados, tornavam-se solenes e lastimosos como os trajes roxos de Nossa Senhora acompanhando seu filho morto.

Ao despedir-se das solenidades, o maestro ia deixando no ar o seu rastro azul “… qual cisne brancos em noite de lua, vai navegando no mar azul…” e todos ficávamos sonhando em singrar com ele os mares do Norte a Sul. Quando criança, eu o seguia sem embaraço, tal qual os meninos do canto de fadas seguiam hipnotizados o tocador de flauta. Minha alma azulada ainda não tinha medo de sonhar, de alçar voos ao mundo da fantasia.

Hoje, embora ainda sinta a vontade de dar a mão a todos da cidade e sair cantando e dançando, mostrando o colorido do meu coração; fico no meu canto muda e só, só vendo “as bandas passarem tocando coisas de amor” e outras tantas melodias que não fazem eco no meu coração.
Onde você está Azul, só pode ser azul; eu te agradeço por ter “musipintado” a minha infância de sonhos e fantasias azuis.

Ana Lúcia Jamacaru.

O ghostoso da simplicidade

 


Acharam, pois, de artificializar tanto, e de tal forma, as categorias gramaticais que de regra obesa ninguém vive mais o prazer das primeiras vezes, nessas murrinhas rodeadas na moldura dos cabelos amarfanhados, parafinados, que só aprisionam a boneca da velha civilização. Onde eles esconderam o desgosto do amor aberto das praças e a paixão dos filmes ardentes, as flores miudinhas abandonadas ao vento, o inesperado das cenas, os sambas clarividentes de Chico Buarque? 

A emoção definitiva dos jornais de antigamente que chuva levou para sempre, então? E as máquinas sabidas de dar corda, os brincos de argola pendurados perto dos lábios de mel, olhos acesos de desejo às menores carícias, os brejos dos canaviais ondulantes, as cores vivas dos tetos de telha das choupanas e suas chaminés esvoaçantes tingindo de cinza o verde da matas em festa animada? Os pirilampos, as cabrochas, os sugares das concertinas, estalidos de comboeiros conduzindo cargas de rapadura em travessias de sertão? Que é disso, daquilo e doutros tamanhos blocos de granito que jamais imaginou sumirem?

E o ghostoso das mínimas atenções que escorregou dos dedos a preço de inutilidades, a troco de nada, sem botão de respostas saracoteando nas histórias estrangeiras das conversas pra boi dormir dos vídeos games e tudo?! Argumentos falsos desconfiados dessa gente que repete as produções, no lucro incessante em jeito sabido, incutindo colesterol nas barrigas esfomeadas dos subdesenvolvidos e carrões platinados!?…

Começaram tocando nas rádios assuntos desconhecidos em músicas de línguas desconhecidas, e venderam fácil aos índios geniais camaradas, samurais enferrujados. Passaram que passaram turnos de mercadorias ilustradas, sarapintadas no sabor de artificial, e encheram maneiro o quintal da moçada efusiva.

Depois era ver e crer o quanto sucata emprenha o teto dos armazéns, casas e dormitórios. Nisso, o barco segue tingindo o mar dos puxadores da guerra, nos exteriores das fazendas de gado, na superpopulação do tecido social. Cultura mesmo adormeceu preguiça no território de um globo inteiro, que esmoreceu nas calças. Bossa abusada que fuça, fuça, a estrutura caduca na farra de ração que atocha de hormônio o tanque da macacada sideral.

Há tempo, sim, nas folhas dos calendários… No treme-treme dos relógios. Ia esquecendo falar a saudação de fechar a carta.

Por: Emerson Monteiro

Concurso Público: resultados e frustações- Por Maria Otilia

Estamos vivendo a era dos concursos ou seleções para o ingresso no serviço público. Vimos nestes últimos concursos ( Prefeitura Municipal do Crato) e por último a seleção para formar um banco de professores da rede estadual de ensino do Ceará(contrato temporário), uma grande mobilização e naturalmente diante dos resultados, uma grande frustação.O primeiro concurso, a nível de município,realizado pela empresa SERCTAM, bastante criticado pelos inscritos, tanto no que se refere as altas taxas de inscrição, como a demora dos resultados, e o segundo( seleção) realizada pela SEDUC,através da UFC, com muita insatisfação dos inscritos pelo formato das provas e da forma como foi distribuido o percentual de acertos de cada prova.Levantando muitos questionamentos do porque da não inclusão mais efetiva de conhecimentos de Didática, dentre eles: avaliação da aprendizagem, gestão pedagógica de sala de aula, estratégias de ensino, informática educativa, conhecimentos de psicologia,indisciplina,etc.Conhecimentos estes, importantes para a atuação do professor em sala de aula, sendo substituidos por conhecimentos de raciocínio lógico.Constatou-se que muitos inscritos fizeram uma boa pontuação na prova específica de sua área, sendo reprovado em raciocínio lógico.

Como diz o professor Rogerio Neiva, será que as instituições só pensam em realizar avaliações com foco no resultado ? Será que não é mais importante selecionar os futuros profissionais com foco no processo ? O professor ainda dá o segujnte exemplo:

O atleta Michael Jordan consiste num radical defensor da idéia do foco no processo. Sustenta que no jogo é mais importante o foco na bola do que no placar. Assim, defende a idéia da importância das metas de curto prazo, afirmando, na condição de autor, que “Sempre procurei fixar metas de curto prazo. Ao olhar para trás, pude ver como cada um daqueles passos ou conquista me levou à etapa seguinte” (“Nunca Deixe de Tentar”, Ed. Sextante, p. 21).

Recentemente, vi um grande executivo, professor e acadêmico na área de gestão afirmar que considerava o referido atleta um verdadeiro filósofo da Administração.
Não é difícil entender o sentido desta colocação.Idéia do foco no processo consiste numa atitude mental que contribui para que o candidato viva o momento, sem se angustiar e se cobrar com o futuro. Adotando a construção de João Guimarães Rosa, “o real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. Portanto, tente viver a travessia.

Parabenizamos aqui, todos os professores, principalmente os que tem contrato temporário que estão lotados na Escola Dom Quintino, que independente de vínculo empregatício, vestem a camisa deste estabelecimento de ensino, fazendo uma educação diferente, construindo novos saberes, lutando por uma causa maior: ofecerecer aos educandos uma educação de qualidade.

Por isso o Núcleo Gestor acredita que todos eles são capazes e com certeza logo farão parte do quadro efetivo da SEDUC, através de um concurso focado no processo,e naõ em resultados, como afirma o professor Rogerio Neiva. ” VIVAMOS ESTA TRAVESSIA”.

Hugo Linard – Por; Emerson Monteiro

No dia em que iniciava estudos junto ao Colégio Pio X, localizado na Praça da Sé, em Crato, ali por volta dos meus 10 anos, logo antes do início das aulas observava um dos garotos para mim desconhecidos nas animações e intensas atividades. Um deles era Hugo, que depois seria meu amigo e companhia de bons instantes, naquela época. Logo soube que tocava acordeom, gostava de jogar bola e marcava o grupo pela facilidade em liderar os demais garotos. Sempre criativo, guardava boas surpresas e demonstrava alegria contagiante. 

Noutras horas, saíamos em caminhadas pela cidade, quando, inclusive, me traria a conhecer o Bazar de Dona Zulmira, loja de brinquedos e variedades que havia na Rua Miguel Limaverde, na época apenas um beco típico do centro antigo do Crato, de belas casas revestidas de azulejo português, herança mais adiante desfeita na urbanização da cidade. A visita ao bazar marcaria bem os olhos de menino qual aparição mágica com mimos quase de tudo ignorados, dada a beleza dos brinquedos raros que oferecia. Isto conduzido pelas mãos do colega e amigo.

Hugo significava em Crato menino prodígio que iniciara a história de musicista logo aos seis anos de idade. Em cada sessão de arte do colégio detinha presença fiel, a executar com maestria as páginas do cancioneiro popular de maior sucesso, número apreciado nos programas de auditório das emissoras cratenses, Araripe e Educadora, atração respeitada por legião de fãs.

Seguiu carreira promissora, merecendo o apoio dos pais, que com ele montariam, nos anos 60, o grupo Ases do Ritmo, conjunto que marcou os bailes do Cariri durante fase inesquecível das tertúlias semanais, junto de Hildegardes Benício , Os Tops e Os Águias.

Além de músico virtuoso nos teclados, Hugo possui dotes para o desenho, havendo mostrado trabalhos nos Salões de Outubro de 1977 e 1978, e no Salão de Maio de 1978, em Crato, ocasiões quando auxiliei na organização dos tais eventos, e expus colagens e pinturas, o que exercitava naquele momento.

Dias atuais, e acompanho as atividades intensas de Socorro Moreira, junto de outros animadores culturais cratenses, para realizar, dia 14 de abril, no Crato Tênis Clube, a festa dos 60 anos de carreira de Hugo Linard, laurel merecido e justo, sobremodo vindo deste reconhecimento público a quem tantas emoções ocasionou durante a boa geração de contemporâneos.

A Hugo Linard o meu abraço de júbilo, satisfação e melhores sentimentos, visto o exemplo de pai de família e profissional exímio que nos lega e que lhe credencia ao destaque que usufrui nas artes da nossa Região.

Valdemir Correia de Sousa – O vendedor de bananas – História Real – Dihelson Mendonça

O que é a vida! Valdemir Correia de Sousa, um dos maiores empresários do Cariri, sempre foi exemplo de sucesso, de dedicação e de trabalho. Na sua longa existência, já fez de tudo no ramo do comércio; Foi mascate, vendedor de balcão, carregador de butijões e administrador de empresas. Através de muito esforço e uma vida dedicada, conseguiu construir um grande patrimônio e um mini-império de lojas que chegou a dominar por muitas décadas o comércio do Cariri. Mesmo chegando na idade avançada, “Seu” Valdemir Correia nunca parou para descansar, a não ser por breves períodos, para retornar logo em seguida, e com mais afinco, à aquilo que sabia fazer de melhor: Ser um comerciante, afinal, nasceu com essa habilidade.

Tendo entregue as suas tradicionais lojas aos seus filhos, ao invés de se aposentar, Valdemir Coreia resolveu criar uma nova empresa dedicada à venda de botijões de gás que passou a abastecer diversos estados da federação, e para firmar contratos, começou a viajar constantemente. Numa dessas viagens, encontrava-se na cidade de São Luís-MA, quando tendo fechado um grande negócio, resolveu visitar o centro da cidade para, ( como dizemos aqui no Crato ), “espairecer as idéias”. Trajando suas roupas habituais, sempre modestas, levava consigo a simplicidade, que é uma de suas marcas registradas.

Perambulava por uma das praças de São Luiz, quando percebeu um pobre vendedor de bananas e ficou a observar o movimento. O vendedor gritava constantemente: “É 5 por 1 real, é 5 por 1 real, quem vai querer ?” Rapidamente fez amizade com o vendedor, enquanto conversava os assuntos gerais. O vendedor proseava, mas não perdia o sentido das suas vendas: “É 5 por 1 real, quem vai querer ?”.

Num dado momento, o vendedor lembrou-se de que era o horário de dar um telefonema importante, e precisava se ausentar. Não tendo chegado ainda alguém da sua família para cuidar da banca, disse ao Valdemir:

– O Sr. poderia ficar prestando atenção aqui nesta banca só enquanto eu dou um telefonema ali e já volto ?

Valdemir: “– Claro, pode ir que eu tomo de conta “

E o vendedor, sem olhar para trás, saiu apressado. Sabendo do preço, Valdemir continuou a ladainha do vendedor: “É 5 por 1 real, é 5 por 1 real, quem vai querer ?” Uma mulher se aproximou e disse:

– A como é a Banana ?
– 5 por 1 real, minha senhora
– Me dê 10.

E assim, Valdemir começou a vender as bananas da banca.

Tendo já feito várias vendas, eis que do outro lado da rua, passa um rico casal, cujo homem era cratense e há muitos anos havia se radicado em São Luís. Ao vê-lo de longe disse: “– Mas ali é Valdemir Correia do Crato? Não acredito! Vamos lá falar com ele…”

–”Seu” Valdemir, é o Sr mesmo ?
– Sim sou eu mesmo, Valdemir Correia.
– Seu Valdemir e o que é que o Sr faz aqui em São Luis, a essa hora vendendo bananas na feira ?

Valdemir achou aquilo engraçado e resolveu incorporar o personagem e disse:

– Pois é, meu amigo, as coisas lá no Crato estavam tão ruins, eu tive o maior prejuízo, perdi tudo, tive que recomeçar a minha vida do zero, então eu estou aqui em São Luis tentando a vida, vendendo bananas para sobreviver.

Nisso o homem ficou penalizado e disse:

–Olha, Seu Valdemir, eu conheci o Senhor no auge das suas lojas, um homem riquíssimo, minha mulher, esse homem já foi um dos homens mais ricos do Crato !”

Valdemir colocou logo uma cara de triste, e o homem então mandou essa:

–Olha, Seu Valdemir, O Sr está bem aqui ? O Sr. tem aonde morar ?
–Meu amigo, tem dias em que eu moro na rodoviária, durmo onde Deus quer, em cima dum papelão, tem dias que eu almoço, tem dias que não janto, e vou me virando. O pessoal aí fez uma vaquinha pra mim, comprei um prato de comida…

Nisso o bom homem disse:

– Seu Valdemir, pois olhe, minha casa aqui não é muito grande, mas lá a gente tem um quartinho e lá pelo menos o Sr. não vai passar fome. Na minha casa, o Sr. não passa fome. Meu endereço é X, fica na Rua Y…etc

Valdemir agradeceu a gentileza, nem disse que sim nem que não. O casal distanciou-se enquanto Valdemir ainda ouviu de longe:

–Veja só, mulher, o que é a vida! Esse já foi um dos homens mais ricos do Crato. Já possuiu frotas de caminhões, lojas grandes, agora está aí, vendendo bananas na feira para sobreviver sem ter nem onde dormir! O que é a vida!

Valdemir ouviu aquilo, e fez uma grande reflexão sobre como a vida poderia ser diferente, e como Deus havia sido bom para com ele e sua família, e ficou emocionado com tanto carinho vindo de uma pessoa que ele sequer conhecia, admirando-se de que no mundo ainda havia pessoas de bom coração.

Nisto chega o “real” vendedor de bananas:

–E aí, meu amigo, como foi ?
Valdemir respondeu:
–Taí a sua banca. Inclusive ainda apurei 20 reais, tá aqui o seu dinheiro.

O homem ficou muito contente, agradeceu, e Valdemir Correia foi se distanciando, afinal de contas, já era hora de ir ao Aeroporto, pegar o seu avião, que partiria em poucos minutos para Fortaleza, onde iria fechar mais um grande contrato para suas empresas.

E assim é a vida…

Parabéns, amigo Valdemir Correia de Sousa pelo exemplo de vida, de trabalho e sobretudo, de SIMPLICIDADE e HUMILDADE. Parabéns a quem sempre lutou contra as adversidades e conseguiu vencer tudo aquilo que lhe impedia de realizar o seu grande sonho. Sua vida é um exemplo para os jovens empreendedores.

Por: Dihelson Mendonça



 

O cisco e a trave por Percival Puggina – Antonio Sávio

“Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho?”
Lucas 6: 39-42

Numa de suas parábolas, Jesus propõe a indagação acima para induzir os circunstantes a refletir sobre a própria conduta. A imagem contundente que usou pode ser aplicada, o tempo todo, às mais variadas situações porque, de fato, nossa atenção aos erros alheios é inversamente proporcional à que dedicamos aos erros que cometemos.

Mas não é sobre moral ou religião que escrevo. É sobre o que está acontecendo com a economia brasileira neste momento em que começam a pipocar, aqui e ali, pequenos registros sobre o processo de desindustrialização em curso no Brasil. Quando comecei a falar nisso, ainda em 2010, em programas de rádio e tevê, as pessoas me olhavam como se uma ave de mau agouro tivesse pousado no microfone. Só faltava me dizerem – Xô! Era um tempo de euforias eleitorais, quando fazia parte do jogo afirmar que estava tudo muito bem, ainda que não fosse assim. Era um tempo em que o devidamente aparelhado IPEA cuidava de servir à mídia um indicador positivo por dia. Hoje, é a própria indústria brasileira de bens de consumo que proclama: está difícil exportar porque nossos preços não são competitivos e resulta impossível vender no mercado interno pois grande número de produtos importados chega às prateleiras com preços inferiores aos custos locais de produção.

Cansei de advertir: a) que estávamos retornando ao perfil de país produtor de bens primários que tivemos na primeira metade do século passado; b) que voltávamos a ser meros exportadores de matérias-primas; c) que o Brasil não era valorizado lá fora como fornecedor, mas como mercado; d) que uma economia baseada na venda de commodities não paga bons salários para a massa trabalhadora e não gera desenvolvimento social sustentável; e) que, diferentemente dos Estados Unidos, nós não podíamos nos dar ao luxo da desindustrialização porque ainda obtínhamos notas de reprovação em desenvolvimento tecnológico. Pois mesmo diante desse quadro continuamos apontando cisco no olho dos outros. O culpado é o câmbio! Com esse dólar não tem jeito! O dólar e o euro estão sub-apreciados porque convém às exportações dos respectivos países! A culpa é dos ricos! A culpa é dos ianques! A culpa é dos outros! Eles não cuidam de seus desequilíbrios fiscais! Eles – oh, eles! – seguem a Lei de Gerson e querem vantagem em tudo…

E a trave no nosso olho? Como pode a sexta economia mundial responder por pouco mais de um por cento do comércio internacional? Pois é. Como pode? Anote aí, leitor: mesmo com esse dólar, tivéssemos feito o que nos corresponde, conseguiríamos ser competitivos além das commodities (que compõem um mercado faminto, eminentemente comprador). No entanto, as traves no nosso olho são irritantes e causam cegueira. Com educação de baixíssimo nível; recursos humanos operosos mas pouco produtivos; transportes usando o modal mais caro e em más condições, sem ferrovias nem hidrovias; energia caríssima apesar de dispormos de fontes hidroelétricas em abundância; carga tributária chegando a 37% do PIB e um sistema oneroso de pagamento e controle; a maior taxa de juros do mundo; e por aí vai – como ser competitivo? Tudo que descrevi neste parágrafo é responsabilidade nossa e muito pouco foi diligenciado. É a trave no nosso olho. Tivéssemos feito o dever de casa, conseguiríamos ser competitivos e faríamos rodar nossa indústria mesmo com o dólar no patamar atual. Mas preferimos apontar o cisco no olho da Europa e dos Estados Unidos.

Câmara de Vereadores do Crato receberá 317 mil reais neste mês ( O equivalente a 3.804.000,00 ao ano )

Para Reflexão:VOCÊ SABIA QUE -Lei Federal garante que Câmara de Vereadores do Crato receba 317 mil reais neste mês ( o Equivalente a 3.804.000,00 ao ano ) ? – Isso é o que eu chamo de legislar em Causa Própria. O Que a Sociedade acha disso ? Sempre defendi a idéia de que a exemplo da DINAMARCA e alguns outros países, Vereadores, Prefeitos, não tem salário, eles tem os seus próprios trabalhos por fora. Duvido que se no Brasil fosse assim, existiria essa procura tão grande por política. Quantos candidatos a vereador teremos no neste ano Crato ? E você sabe quanto ganhará um vereador no Crato por mês ?

( Informação repassada por Olímpio Arraes ).www.blogdocrato.com

Há 7 Anos, o Crato na Internet.

TRIBUTO A NÉLIO CLAYTON BARBOSA FALCÃO – Por Claude Bloc

Nélio Clayton Barbosa Falcão – Meu mestre, meu ídolo
(Claude Bloc)

 

Nélio (à direita) – no Rio
Ao escrever este texto, em alguns momentos, vou ceder, certamente, à emoção, pois sei perfeitamente que cada dia é mais um dia roubado da noite e cada noite é tempo de reflexão e de espera. Em nenhum sentido, me considero aqui intelectual: escrevo impulsionada pela história das coisas e das pessoas, e procuro lembrar delas com todas as células de meu corpo, como se na minha vida sempre estivessem.

 

O que escreverei hoje aqui é como se fosse uma névoa úmida de saudade. As palavras podem vir como sons transfundidos de lembranças que se cruzam de forma díspar, rendas no tecido do tempo, pauta, música e musicalidade. O que tenho aqui é a história de um homem que o tempo não me deixou esquecer.

 

Eu sei que eu estou segurando a narrativa, como se pudesse segurar a emoção. É que esse meu escrito deveria ser composto sem palavras: como se aqui eu tivesse à minha frente apenas fotografias mudas que contassem sozinhas uma história, como um silêncio que fala, ou melhor ainda, como uma pauta onde desfilassem melodias puras, com clave de sol.
Zé Flávio Teles e Roberto Piancó com Nèlio - Radio Aararipe
De toda essa argamassa de lembranças que me atiça a memória, aparece enfim essa pessoa de que falo: Nélio Clayton Barbosa Falcão. Tinha-o/tenho-o como um ídolo. Nas festas em que “Hildegardo e seu Conjunto” ilustravam com uma maestria divina, estavam lá meus olhos voltados para aquele homem que empunhava seu instrumento de cordas, dedilhando, ora com leveza, ora com uma vibrante euforia, as notas das melodias que eu dançava ou que simplesmente escutava, enquanto sonhava com algum príncipe (des)encantado. Eu queria aprender a tocar as cordas de um violão com aquela agilidade e nelas encontrar o tom exato dessa sinfonia que me empolgava e ao mesmo tempo me apascentava.
Desde pequena, sempre fui ligada (embrionariamente) à música. Tentei praticar acordeom, mas o peso do instrumento foi desaconselhado para uma menina em crescimento, com escoliose, devido ao fato de ser canhota. Foi então que, aos 15 anos, soube por Sarah Cabral que havia aulas de violão na Educadora. Ela era a professora de teoria (leitura e solfejo) e Nélio o professor de violão (aula prática). As aulas ocorriam numa daquelas salinhas, no topo da rampa, e era lá onde eu ia assisti-las com João Roberto de Pinho e Gracinha Pinheiro.

 

O professor, antes de tudo, já era para mim um exemplo, não só pelo seu desempenho como músico, mas também pela sua paciente e terna postura para com seus alunos. Eu sonhava em ter, como ele, a mão ágil e hábil nas cordas de uma guitarra ou de um violão. Aquela dança dos dedos em bemóis e sustenidos era da cor da minha ansiedade. Confirmei há poucos dias pelo seu próprio filho – Nélio Junior – que minha intuição, já naquela época, não prescindia de um grande senso de observação. Segundo seu filho, o nosso grande Nélio, tinha “grande intuição musical; era amoroso; paciente e muito pacato.” Era, então, assim  que esse pai passava zelosamente seu tesouro para os filhos amados: a música, a arte!
A vida de Nélio Clayton foi tão arraigada de amor ao Crato, que eu o imaginava cratense – e ele certamente o era, de coração. Mas me surpreendi ao saber que ele nasceu em Fortaleza – em 04.06.1928. A vida dele foi pontilhada pela música desde cedo, e a ela devotou seu sucesso e seu arrojado trabalho. Em todos os seus passos e gestos estavam essa delicadeza e a harmonia de uma pessoa que veio semear o bem.
São sempre emocionados os depoimentos das pessoas que passaram de alguma forma pela sua vida. Foi essa sua herança, mas curta sua missão. Como a um anjo, Deus o levou cedo (aos 45 anos) e de repente. Quem sabe, para ouvi-lo mais de perto….
Histórico sobre a vida de Nélio Clayton Barbosa Falcão

Hildegardo e seu Conjunto – (no Colégio Madre Ana Couto)

 

Nélio Clayton Barbosa Falcão

 

 

Nasceu em Fortaleza em 04.06.1928
-Faleceu em Crato em 27.07.1973
Criado num meio familiar musical, desde cedo habituou-se com os acordes do violão.
Ainda jovem fez parte de grupos musicais que se apresentavam em Fortaleza, quando teve participação ativa nos tempos áureos da PRE-9/Ceará Rádio Clube.
Seguindo os passos do irmão Nilo, que integrava o famoso Conjunto 4 Ases e um Coringa, viajou para o Rio de Janeiro, onde na companhia do Maestro polonês Arnaldo Salpeter formou um Conjunto Regional.
Chegou ao Crato no ano de 1950, trazido pelo Maestro Arnaldo Salpeter, formando o Trio Jangada juntamente com o acordeonista Luzimar Alves, quando da fundação da Sociedade de Cultura Artística do Crato e Escola de Música Branca Bilhar, da qual foi professor de violão.
Mais tarde, formou também no quarteto Jangada juntamente com Maestro Arnaldo Salpeter, Hildegardo Benício e Hildelito Parente.
Integrou ainda “Hildegardo e seu Conjunto” e “Azes do Ritmo”, e, por vários anos, também tocou em programas de estúdio e auditório das Rádios Educadora e Araripe. Nesta última, foi um dos seus pioneiros, juntamente com um dos seus grandes amigos, o radialista Wilson Machado.
Apaixonado pelo Crato, faleceu prematuramente aos 45 anos de idade – vítima de infarto fulminante – deixando muitos diletos amigos nos meios musical e social da cidade.
Sobre o Crato, falava sempre que vivia no paraíso (é onde está sepultado).
Foi casado com Maria Almira Brito Siebra e teve quatro filhos: Nélio Júnior, Nelmira, Neyla e Neylton.

 

Os brados retumbantes dos abortistas. Por: Heitor De Paola

Ah! Que espetáculo, (…) que trágicos, inesquecíveis dias acabamos de atravessar! Não conheço outros que me tenham suscitado mais sentimentos de humanidade, angústia, cólera generosa. Vivi exasperado, no ódio à estupidez e à má-fé (…). É que, na verdade, o ignóbil espetáculo foi inaudito, ultrapassando em brutalidade, em impudência tudo o que a besta humana jamais confessou de mais instintivo e de mais baixo. É raro um tal exemplo de perversão, de demência, de uma turba.
Émile Zola, J’Accuse…!

Na tarde de 24 de fevereiro ocorreu a audiência pública para debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator, ministro Gilson Dipp, entregará ao Senado Federal em 31 de maio próximo. O relatório desta reunião foi publicado por Hermes Rodrigues Nery, coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté, diretor-executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, e especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ.

Quando perguntou “Quem defenderá o indefeso?”, emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e “houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar a pequena imagem em gesso de um feto de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal”. “Chega de Deus!”, vociferou uma das abortistas, com os punhos erguidos e os olhos esbugalhados.

Estas senhoras (sic) que defendem “o direito das mulheres ao próprio corpo” e a matança irrestrita de seres humanos ainda não nascidos, devem se achar muito moderninhas, revolucionárias, contra os “reacionários” e conservadores que defendem a vida. Pois seu exemplo nada mais é que uma versão atual de algo que já foi dito por um dos generais franquistas mais radicais, José de Millán Astray, na Universidade de Salamanca em 12 de outubro de 1936 quando se comemorava o Dia de La Raza, aniversário da descoberta da América por Cristóvão Colombo.

O professor Francisco Maldonado, perante a esposa de Francisco Franco, Carmen Polo Martínez-Valdés e outros líderes falangistas, denunciou a Catalunha e o Pais Basco como “cânceres no corpo na nação espanhola” acrescentando que o fascismo, “que curará a Espanha, saberá como exterminá-los, cortando a própria pele, como um cirurgião livre de qualquer falso sentimentalismo”. Alguém do auditório gritou “Viva La Muerte!” sendo respondido por Millán Astray com o grito: “¡España!” várias vezes, de cada uma delas arrancando da platéia os slogans franquistas: “¡Una! “¡Grande! “¡Libre!

O Presidente da Universidade, Miguel de Unamuno, que até então apenas tomava notas, levantou-se e se dirigiu à turba:

“Vocês esperam por minhas palavras. Vocês me conhecem e sabem que eu não posso ficar em silêncio mais tempo. Às vezes, permanecer em silêncio é mentir, já que o silêncio pode ser entendido como consentimento. Quero comentar o assim chamado ‘discurso’ do professor Maldonado, que está aqui hoje. Ignorarei sua ofensa pessoal aos bascos e catalães. Eu mesmo, como sabem, nasci em Bilbao (cidade Basca). O bispo de Salamanca, aqui presente, gostem ou não, é catalão, nascido em Barcelona. Mas agora eu ouvi a afirmação insensível e necrófila, “¡Viva la Muerte!”, que me soa igual a que “¡Muera la vida!”. E eu, que passei minha vida escrevendo paradoxos que provocaram a ira dos que não me entendiam, sendo, portanto, um especialista na matéria, acho este ridículo paradoxo repelente. O general Millán Astray é um inválido de guerra. Também o era Cervantes. Mas, infelizmente, a Espanha hoje tem muitos inválidos. E se Deus não nos ajudar, brevemente teremos muitos mais. Me atormenta pensar que o general Millán Astray pode ditar as normas da psicologia das massas. Um inválido que não tem a grandeza espiritual de Cervantes, tenta encontrar alívio aumentando o número de inválidos que o cercam”.

Millán Astray interrompeu: “¡Muera la inteligencia! ¡Viva la Muerte!”. Unamuno continuou: “Estamos no templo da inteligência e eu sou seu sumo sacerdote. Vocês estão profanando este domínio sagrado. Vencereis porque tendes enorme força bruta. Mas não convencereis. Para convencer é necessário persuadir, e para persuadir é necessário algo que vocês não têm: razão e direito, e o ódio que não deixa lugar para a compaixão não pode convencer. É inútil perguntar o que pensam da Espanha. Falei!”

E eu também! Depois de Zola e Unamuno, nada há a acrescentar quanto aos fatídicos, raivosos e psicóticos brados de Abaixo o Feto! Chega de Deus!


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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

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Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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