História do eterno insatisfeito – Emerson Monteiro


Deus do antigo santuário grego, conhecido por Tântalo, lá um dia quis agradar os outros deuses, recebidos em festivo banquete, servindo-lhes carne do próprio filho, isso para testar a ciência deles tudo saber. Tal qual acontece a três por quatro entre seres humanos a fim de obter os favores escorregadios deste chão, vendeu a quem mais gostava numa atitude interesseira… Dominar o mundo e subir nas condições sociais. Matam e arrebentam, pisam a cabeça dos outros e invadem o camarim das vaidades querendo aparecer nas colunas dos jornais.

Pois esse personagem existiu, sim, na cultura grega, passando depois de geração a geração. O deus de nome Tântalo, casado com Dione, possuía três filhos, Níobe, Dascilo e Pélops. Naquele dia do banquete, ofereceu Pélops, aos demais deuses do Olimpo que o visitavam. Na ânsia de obter os favores dos céus, Tântalo antes havia abusado da confiança dos poderosos ao roubar-lhes néctar e ambrosia, substâncias de que necessitava para ser um imortal semelhante a eles.

Nesse caminho de tanta contradição, receberia de troco a punição de jamais poder experimentar o gosto da satisfação dos seus desejos. Após descoberto o delito de Tântalo, Zeus, o principal no comando das hostes superiores, ordenou que o filho oferecido no trágico banquete retornasse a viver, porém que o pai cumpriria, em condenação pelo gesto condenável, a pena de nunca chegar à realização de qualquer sonho que sonhasse. Tão próximo dos objetos do desejo e tão longe do prazer, eis o resumo do que o aguardavam na sequência dos acontecimentos.

Com água no pescoço, não poderia saciar a sede… Olharia frutos deliciosos das árvores da natureza sem, no entanto, desfrutar do direito de saborear-los, forma inominável de suplício, símbolo da insatisfação dos instintos que chamam de a medida do ter que nunca enche. Tântalo e seus descendentes sempre iriam carregar a prova de imaginar ambições, e não vencer o limite que delas o separa, nesta vida material que se desmancha no mar da insatisfação, segundo os gregos de antigamente.

E quantos nadam, nadam, avistando as praias douradas da ilusão, em quimeras fantasiosas, esquecidos que transportam consigo, no íntimo coração, o motivo da felicidade, o Amor, que tudo pode e realiza.

NEM DE GRAÇA – Por Mundim do Vale.


Esse causo verdadeiro, Demontier me contou no dia da posse do Bom Bibí.

Demontier Batista, bom filho que é, toda semana tira um dia para visitar seus pais André e Bezinha, que ocupam um apartamento da sua propriedade no bairro de Fátima.
Numa dessas visitas depois de pedir a bênção aos pais e fazer a entrega de alguns mantimentos, Demontier iniciou uma conversa com André:
- Pai. Como é que estão as vendas das redes?
- Estão muito mal. Eu tava ainda a pouco dizendo pra Bezinha. O povo de hoje em dia, só quer dormir em cama box.
- Mas o povo do interior ainda gosta de uma boa tipóia.
- É mais um dia eu fui oferecer uma rede a um parente nosso, ele perguntou o preço, eu disse, ele respondeu que estava muito cara e ainda fez gozação dizendo que por aquele preço ele compraria a rede Globo.
Quando Demontier se despedia, André pegou quatro redes e falou:
- Tiê, leve essas quatro redes para sua casa de práia.
- Precisa não pai. Lá já tem muitas camas.
- Mas leve homem, rede nunca é demais. Você me ajuda muito e não custa nada eu lhe dar essas redes.
- Não precisa pai. Eu não já disse.
André olhou para Bezinha e disse:
- Tá vendo aí Bezinha? Nem de graça o povo quer mais rede.

Por: Mundim do Vale – Blog do Sanharol – Rede Blogs do Ceará

O paraíso indígena e a lenda da “pedra da Batateiras”


A pedra fica na nascente do rio Batateiras, na Chapada do Araripe (DIVULGAÇÃO)A pedra fica na nascente do rio Batateiras, na Chapada do Araripe (DIVULGAÇÃO) – Conta-se no Cariri que a pedra da nascente do rio Batateiras, o maior olho d’água da Chapada do Araripe, um dia irá rolar, inundando toda a região e despertando uma serpente que vem devolver as terras dos índios escravizados pelos brancos. A lenda da catástrofe, seguida da volta do povoamento dos índios cariris, contada há séculos, ganha nova leitura com a pesquisa do historiador Eldinho Pereira. O texto inédito “A Pedra da Batateiras e a restauração do ‘Paraíso’” reconta a história dos índios cariris e as origens da lenda que cerca a nascente. Pesquisador do Instituto da Memória do Povo Cearense (Imopec), com sede em Fortaleza, Eldinho explica que muitos aspectos da lenda são recuperados por relatos que chegaram até os dias atuais. 

“Desde criança tenho ouvido histórias fantásticas. Comecei a colocar alguma coisa no papel e os depoimentos de pessoas locais diferentes acabaram convergindo”, detalha o historiador, natural de Farias Brito, no Cariri. Eldinho é adepto da tese do cineasta Rosemberg Cariry, para quem os movimentos de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, de Juazeiro do Norte, por Padre Cícero, e do Caldeirão, pelo beato José Lourenço, “constituíram verdadeiras tentativas de recriações do ‘Paraíso’ dos índios cariris e dos mestiços despojados de suas próprias terras”. 

Mar e Sertão 

O historiador relaciona a lenda da “pedra da Batateiras” à percepção dos índios cariris de que a região um dia abrigou mar. “Como os índios não tinham conhecimentos específicos, apelaram para o imaginário. Para eles, o mar tinha se evacuado, descido para o subsolo e a água voltaria pela nascente do rio Batateiras”, conta Eldinho. O pesquisador cita ainda a importância de movimentos como a tentativa de reorganização de povos cariri no sítio Poço Dantas, na zona rual do Crato, onde vivem entre 30 e 40 famílias descendentes da etnia. 

Como 

ENTENDA A NOTÍCIA 

O mais provável é que a lenda tenha surgido entre os índios aldeados na Missão do Miranda, no século XVIII. De acordo com Rosemberg Cariry, os pajés profetizavam que a pedra rolaria e, quando as águas baixassem, a terra voltaria a ser fértil e os cariris voltariam para o “Paraíso”. 

SAIBA MAIS 

Eldinho Pereira conta que, sob a ótica católica, a lenda da serpente é trocada por uma baleia que habitaria o subterrâneo do centro do Crato. “Quando ela sair, anunciará o novo tempo, expulsando os homens maus. Anjos suspenderiam Juazeiro e a água passaria por baixo”, relata. As forte chuvas no Crato, em janeiro, foram motivo para que a população da cidade lembrasse a lenda. “A pedra da Batateira rolou”, comentava-se. Segundo Eldinho, Antônio Conselheiro teria tomado conhecimento da lenda em sua passagem pelo sul do Ceará e Nordeste da Bahia, onde também habitavam os cariris. Daí as menções de que o “sertão vai virar mar” em seus discursos. 

Thiago Mendes 
thiagomendes@opovo.com.br 

O paraíso indígena e a lenda da “pedra da Batateiras”


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A pedra fica na nascente do rio Batateiras, na Chapada do Araripe (DIVULGAÇÃO)A pedra fica na nascente do rio Batateiras, na Chapada do Araripe (DIVULGAÇÃO) – Conta-se no Cariri que a pedra da nascente do rio Batateiras, o maior olho d’água da Chapada do Araripe, um dia irá rolar, inundando toda a região e despertando uma serpente que vem devolver as terras dos índios escravizados pelos brancos. A lenda da catástrofe, seguida da volta do povoamento dos índios cariris, contada há séculos, ganha nova leitura com a pesquisa do historiador Eldinho Pereira. O texto inédito “A Pedra da Batateiras e a restauração do ‘Paraíso’” reconta a história dos índios cariris e as origens da lenda que cerca a nascente. Pesquisador do Instituto da Memória do Povo Cearense (Imopec), com sede em Fortaleza, Eldinho explica que muitos aspectos da lenda são recuperados por relatos que chegaram até os dias atuais. 

“Desde criança tenho ouvido histórias fantásticas. Comecei a colocar alguma coisa no papel e os depoimentos de pessoas locais diferentes acabaram convergindo”, detalha o historiador, natural de Farias Brito, no Cariri. Eldinho é adepto da tese do cineasta Rosemberg Cariry, para quem os movimentos de Canudos, liderado por Antônio Conselheiro, de Juazeiro do Norte, por Padre Cícero, e do Caldeirão, pelo beato José Lourenço, “constituíram verdadeiras tentativas de recriações do ‘Paraíso’ dos índios cariris e dos mestiços despojados de suas próprias terras”. 

Mar e Sertão 

O historiador relaciona a lenda da “pedra da Batateiras” à percepção dos índios cariris de que a região um dia abrigou mar. “Como os índios não tinham conhecimentos específicos, apelaram para o imaginário. Para eles, o mar tinha se evacuado, descido para o subsolo e a água voltaria pela nascente do rio Batateiras”, conta Eldinho. O pesquisador cita ainda a importância de movimentos como a tentativa de reorganização de povos cariri no sítio Poço Dantas, na zona rual do Crato, onde vivem entre 30 e 40 famílias descendentes da etnia. 

Como 

ENTENDA A NOTÍCIA 

O mais provável é que a lenda tenha surgido entre os índios aldeados na Missão do Miranda, no século XVIII. De acordo com Rosemberg Cariry, os pajés profetizavam que a pedra rolaria e, quando as águas baixassem, a terra voltaria a ser fértil e os cariris voltariam para o “Paraíso”. 

SAIBA MAIS 

Eldinho Pereira conta que, sob a ótica católica, a lenda da serpente é trocada por uma baleia que habitaria o subterrâneo do centro do Crato. “Quando ela sair, anunciará o novo tempo, expulsando os homens maus. Anjos suspenderiam Juazeiro e a água passaria por baixo”, relata. As forte chuvas no Crato, em janeiro, foram motivo para que a população da cidade lembrasse a lenda. “A pedra da Batateira rolou”, comentava-se. Segundo Eldinho, Antônio Conselheiro teria tomado conhecimento da lenda em sua passagem pelo sul do Ceará e Nordeste da Bahia, onde também habitavam os cariris. Daí as menções de que o “sertão vai virar mar” em seus discursos. 

Thiago Mendes 
thiagomendes@opovo.com.br 

A Educação no Planeta Aquarius – Por: Luiz Domingos de Luna*


“Outro dia fui convidado a retornar, ao meu planeta natal – Aquarius, como de sempre, peguei a nave e embarquei nem liguei mais para o processo de desintegração, matéria, energia, matéria escura, buracos negros, galáxias, quasares, velocidade, acelerador de partículas, motor de regressão de gravidade. Como já estou acostumado com as mutações existenciais do universo paralelo, fiz desta vez uma viagem tranqüila e segura, vez estar desintegrado em íons imantados a um grande imã sem prejuízo molecular para minha reintegração material em Aquarius, ao entrar na nossa galáxia Atenas, nem ao som do ruído do redutor gravitacional me foi motivo de preocupação inicial á viagem.

Aos procedimentos, já bastante expostos na série aquarianos, fui convidado a participar da plenária. O Tema: A Educação no Planeta Aquarius, sentei na minha cadeirinha como de costume, o telão girava em 3D, eu nessa altura, já com um calafrio psicológico muito forte, na verdade somente uma forma pedagógica de explicar a situação aos humanos, vez em Aquarius a matéria inexiste, assim a plenário lotado a esperar o conferencista que chegou muito entusiasmado. Eu como de costume já fui ficando desconfiado, pois em Aquarius não existe emoção o conferencista saudou a todos e abriu a conferência com a praxe de sempre, ao mérito, foi logo expondo: no universo o único planeta que não tem a educação sistemática é Aquarius somos os melhores em computação gráfica, em cibernética, dominamos todo o universo possível da tecnologia, mas ainda não temos um projeto educacional, creio isto ser um ponto negativo para a nosso soberania no espaço sideral, assim para a nossa superioridade intelectual seria oportuno para nós termos a melhor educação do universo.

Nós chegaríamos à perfeição. – Correto? Um colega lá na última fila indagou: – a educação é um valor básico na sociedade, mas tem um problema – o conferencista em aparte – Qual? -A educação é um bem durável e depende do fator tempo, vetor existencial que não existe em Aquarius, – isto tem solução – mas tem outro – uns conseguem aprisionar o conhecimento com mais facilidade e outros não. – Como assim? : É que a educação de qualidade plena depende da qualidade social, – O que é esta qualidade social – É todo infraestrutura social e econômica que deve existir para que o aluno saia de sua casa escola para escola apto a aprendizagem, pois, não tendo esta oportunidade igual para todos, os aptos aprendem e os não aptos não. Tendo esta qualificação social plena, a educação tem um fim comum de oportunidades a todos ?- Sim com certeza.

Chamem o projetista – O Projetista fez o esboço da Escola, quadro funcional, currículo e na verdade expôs tudo em detalhes minuciosos, com uma didática perfeita. A platéia aplausos geral para o projetista. Eu como sempre desconfiado de tanta emoção vez isto não existir em Aquarius. O Conferencista disse: Tudo aqui é baseado unicamente no mérito, somente no mérito. Nada pode esta acima do mérito, o mérito é quem vai definir a nossa educação- Certo – a Plenária aplaudiu geral uma verdadeira festa em Aquarius.

O sábio lentamente levantou de sua cadeirinha encarou bem o conferencista e indagou – o Mérito de quem mesmo? Do professor-Algum problema? Não é que eu pensei que o Mérito seria do aluno – Como aluno? Você sabe bem que em Aquarius a prioridade é a política e a educação com mérito para o professor – você sabe que em Aquarius não existe aluno. nem tão pouco aprendiz, muito menos esta qualidade social. E o mérito do aluno, e a qualidade social – quis saber o sábio – conferencista, isto a gente pensa depois, – depois quando? Quando a gente deixar o poder, será uma cobrança nossa.

Entendeu ?
-Não
Alguma dúvida ?
-Todas
Mas é assim que a coisa funciona.”

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.

A Morte de Joli – Por: Francisco Gonçalves de Oliveira


O intenso sol nordestino da Rua São Geraldo em Icó, estado do ceará, compunha o cenário para ambientar a história que eu vou contar. Graciliano Ramos certamente teria escrito sobre joli, melhor do que disse sobre a cadelinha baleia através de sua pena, em que humaniza o animal e animaliza o humano, muito embora, em torno de baleia tudo se humanize. O que tenho para contar são apenas memórias, e memórias são sempre traiçoeiras. Vejo joli deitado, ou trotando ao encontro de alguma sombra que começa a se formar na calçada. Joli, como quase todos os cachorros da rua, tinha dono, mas era como se não tivesse. Havia por parte dos donos um misto de posse e de abandono. Parecia conhecer os moradores da rua, sempre que alguém passava por ele recebia de sua parte qualquer tipo de manifestação, um abano de rabo ou algum latido amistoso. Era uma forma dele dizer: “Oi! como vai tudo bem? Como está quente hoje hem!”

Devido a sua avançada idade, sofria de uma terrível flatulência e também não tinha o mesmo vigor físico de outrora. Mas, apesar da idade e do péssimo estado físico, ainda acompanhava a matilha, nas gandaias pela velha e histórica cidade de Icó, quando pressentia que havia alguma cadela no ciu, não tanto pelo faro, pois esse já não era tão aguçado como outrora, mas pelo entusiasmo, por ser ainda um cão da matilha, os cães, o consideravam o tiozão! Eliminava seus gazes mesmo que estivesse em sono profundo e que nem sempre eram silenciosos. E quando isso acontecia, ele acordava e corria pela rua a latir, talvez imaginando que sua paz estivesse ameaçada. Muitos garotos não muito amistosos com o coitado atiravam-lhe pedras, e o pobre cão corria com seu andar cambaleante tentando livrar-se do apedrejamento, mas mesmo assim ele era um animal da família.

O Rio Salgado, um rio muito importante do ceará, é afluente do rio Jaguaribe. Nasce no cariri e vem banhando o sertão do ceará quando deságua no rio Jaguaribe, outro grande rio onde foi construído o açude de Orós. Suas margens eram utilizadas para, além de uma pelada depois do banho, também como quaradouros, onde podia se avistar uma infinidade de roupas a secar sobre um sol intenso e o vento que amenizava o calor… Era também uma área onde se deixavam os animais mortos. No meu tempo de criança, tínhamos mais medo de cachorro louco que de cobra, animal comum nesse rio, em época de cheia… E como não havia clinicas veterinária para o tratamento de animais e nem campanhas de vacinações como hoje, quando um cão adoecia logo a sabedoria popular sentenciava: É hidrofobia! Uma palavra formada de duas outras palavras de origem grega que significam respectivamente: Hidro= água e Fobia=Temor. E quando um cão contraia essa doença não havia outro jeito senão matá-lo.

Joli esta louco! Correu a noticia e com ela o alvoroço pela rua, era o fim do nosso amigo, e o medo da doença do cão misturava-se com o amor que todos da nossa rua aprendemos a sentir por ele. Acho que os últimos momentos da morte de qualquer vivente são sempre os mesmos, repletos de sonhos, de desejos não realizados, de pena de si, ninguém poderá confirmar nem tampouco dizer o contrário. Na imagem criada por Graciliano Ramos, nos momentos finais de baleia ela ver muitos preás, mas não entende o porquê estão fazendo aquilo com ela, pois está sendo morta pelos próprios amigos, amigo esses, que ela nunca os abandonou e que agora, sem nenhuma explicação, tiram lhe a vida… Joli também não entendia porque naquele momento todos se revoltavam contra ele. Armados de paus, pedras, e uma espingarda previamente preparada para aquele fim, com apenas um tiro, mas um tiro de chumbo, de grosso calibre! joli, com suas patinhas postas, uma de encontro a outra, como que perdoando a todos, despede-se do nosso convívio, da minha rua, da nossa rua, a rua da minha infância…

Por: Francisco Gonçalves de Oliveira

Qual o melhor caminho? – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

As histórias de contos de fada que ouvimos de nossos pais e professores na nossa infância foram de grande importância para a nossa formação. Os contos de fadas além de despertarem a criatividade e a imaginação, transmitem os valores morais, além de incentivar o hábito da leitura. A convivência da criança com fadas e bruxas, com a bondade e a maldade e recebendo mensagens que lhes dão toda a esperança de que o bem sempre triunfa sobre o mal. Quando éramos crianças não percebíamos o verdadeiro sentido dessas histórias. Entendíamos como diversão, passa tempo ou brincadeira. Depois de adultos, é que descobrimos qual o verdadeiro objetivo dessas interessantes histórias. Através delas compreendemos que no mundo existe a bondade e a maldade.

Quando ouvíamos aquelas histórias, absorvíamos a verdadeira mensagem que os contos de fadas nos passavam. Esses contos ajudam a formar pessoas com valores morais e a transmitir para cada criança que ler ou escuta, a existência do bem e do mal. O melhor é escolher o caminho da bondade e, combater a maldade.

É triste saber que o mundo está cheio de pessoas que preferem trilhar pelo caminho da maldade e se afastam de Deus para fazer o mal aos outros e ao mundo. O egoísmo humano e a ambição distanciam o ser humano de Deus e o leva a praticar todo tipo de maldade contra o seu próximo: calúnias, fofocas, discriminação, preconceito e as maiores injustiças com quem não merece.

Quem deixa o coração disponível à Graça de Deus, esse sim, escolherá o caminho da bondade. Abrindo a Bíblia no Livro do Eclesiástico (27,25-27) encontraremos a seguinte mensagem “Jogue uma pedra para o alto, e ela cairá em sua própria cabeça; dê um golpe por traição, e você receberá o golpe de volta. Quem cava um buraco, nele cairá; quem prepara uma armadilha ficará preso nela. O mal se volta contra quem o pratica, e sem que a pessoa saiba de onde ele vem.” Através desse precioso ensinamento poderemos concluir que Deus nos julga de acordo com os nossos atos na vida e na história. E que a justiça é a presença do próprio Deus entre nós. Nesse caso é muito melhor seguir o caminho da bondade e nos aproximarmos de Deus. Promover a paz, a harmonia e o bem entre as pessoas, nos dará a certeza que encontraremos a felicidade.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Terremoto no Nordeste….. Em Icó no Ceará


Depois dos terremotos ocorridos na Ásia e no Japão, o Governo Brasileiro resolveu cobrir todo o país. O então recém-criado CESINA – Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste do país. Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, uma cidadezinha no interior do Estado do Ceará.
Dizia a mensagem : 

- Urgente. Possível movimento sísmico na zona. Muito perigoso. Richter 7. Epicentro a 3 km da cidade. Tomem medidas e informem resultados com urgência !!!!

Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:

- Aqui é da Polícia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. Richter tentou se evadir, mas foi abatido a tiros. Desativamos as zonas. Todas as putas estão presas. Epicentro, Epifania, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos. Não respondemos antes porque houve um terremoto da porra aqui!!!

Postado no Blog do Sanharol por Magnólia Fiúza ( Rede Blogs do Cariri )

BlogHumor – 39 Coisas que aprendi assistindo Sessão da Tarde – Por: Jales Botelho

 

39 Coisas que aprendi assistindo Sessão da Tarde

1. Não importa quais sejam os bandidos, um grupo de crianças poderá vence-los.
2. Cachorros sabem falar.
3. Gatos sabem falar.
4. Existem filmes europeus que não chegam nem a locadoras.
5. Nos EUA sempre tem valentão e ele sempre se dá mal no final.
6. Se eu tiver problemas com minha mãe ou meu pai basta dizer palavras mágicas que nos trocaremos decorpos e daremos mais valor a cada um.
7. Se bandidos enfrentam crianças eles agem como tontos.
8. Papagaios sabem falar! (Pior que sabem mesmo)
9. Um bando de fedelhos chorões podem vencer um time de valentões e trogloditas.
10. Se no meio do filme entrar a vinheta da Globo para um boletim urgente é porque alguém morreu.
11. Se um casal de crianças ficar perdidos em uma ilha tudo neles cresce, menos os pelos pubianos, das axilas, bigodes barbas e unhas.
12. Um cachorro pode jogar basquete.
13. Um cachorro pode jogar basquete e baseball.
14. Um cachorro pode jogar basquete, baseball e futebol.
15. Cachorros e gatos nos chamam de “Meu humano” quando conversam entre si.
16. A babá sempre fica com o pai milionário e solteirão.
17. Loiras são más.
18. Staypuft(homem marshmallow) pode ser mal.
19. Chimpanzés sabem andar de Skate.
20. Chimpanzés sabem jogar hockey.
21. O Tarzan no desenho não tem a Xita.
22. Se eu matar aula vou curtir a vida adoidado.
23. Príncipes africanos são humildes
24. Chuck Norris é um espírito da floresta
25. Pilotos normais precisam de anos para pilotar um avião, pessoas comuns precisam apenas estar sob uma situação de risco e ter alguém guiando pelo rádio.
26. Filmes de terror não são para os fracos que ficam a tarde em casa.
27. Quando existe um grupo de crianças elas tem as seguintes características: Um é gordinho, o outro e um CDF e usa óculos, o outro é negro e o principal é o que tem problemas com os pais em casa.
28. Americanos sabem jogar futebol.( o nosso futebol)
29. A menina anti-popular fica com o Bonitão do colégio.
30. Os Trapalhões eram os caras!
31. Se a Xuxa trabalhar em um lanchonete, ela vai limpar o suor da testa com o alface do sanduiche.
32. Nunca devo alimentar um Gremilim depois da meia noite.
33. Caso tenha um devo ficar de olho no horário de verão.
34. Mulheres peitudas podem mecher brincos em seus mamilos.
35. A historia sem fim tem fim.
36. Um hospício e uma academia de polícia não são muito diferentes.
37. Um policia é um ótimo professor para crianças do jardim.
38. Se algum valentão um dia quizer me pegar no final da aula, eu vou sair beijando todas as gostosas do colégio, e roubar o dinheiro do caixa.
39. O Vale a Pena Ver de Novo não se refere apenas as novelas, mas aos filmes também.

Por: Jales Botelho

Mas que almoço indigesto! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Quando estudante em Salvador, entre os companheiros de residência, havia um jovem de Alagoinhas, Wedner Costa, um amigo que não vejo há mais de quarenta anos. Soube que hoje ele é um conceituado cardiologista na capital baiana.

Na Semana Santa de 1965, a convite de Wedner, conheci Alagoinhas. Bem depressa fiquei encantado com a beleza da cidade, pois me lembrou o nosso querido Crato. Cidade quase do mesmo tamanho da nossa, igualmente limpa, bem arborizada, repleta de praças acolhedoras com jardins bem cuidados. Além do mais, o português Agostinho Ribeiro da Silva, meu quinto avô pelo lado Esmeraldo, se fixou em Alagoinhas, tão logo chegou ao Brasil ai pelo final do século XVII. Além de tudo isso, fui distinguido com fidalguia pela hospitalidade dos pais de Wedner.

Foi uma semana inesquecível em que vivemos noitadas memoráveis. Depressa fiz amizade com dois jovens de Alagoinhas, ex-colegas de Wedner: Zenon e Homero, que posteriormente foram meus colegas na Escola Politécnica. Como a maioria dos baianos, eles tocavam violão e Homero tinha uma excelente voz. E todas as noites eu os acompanhava em serenatas pelas ruas da cidade até altas horas. Durante o dia, as moças pediam para que eles fizessem serenata na rua em que elas moravam.

No domingo pela manhã, dia do nosso retorno a Salvador, o senhor Lourival, pai do Wedner, me perguntou se eu já havia comido carne de sariguê. Perguntei a ele o que era sariguê, pois nunca ouvira tal nome. E ele me respondeu que era uma pequena caça que havia em abundância por lá e que iria ao mercado para comprá-la.

Achei o almoço delicioso. A carne preparada ao molho parecia com galinha cozida no caldo. Comi e ainda repeti.

Quando terminei o almoço, o pai do Wedner me perguntou por que no Ceará a gente não comia sariguê. Respondi que não existia essa caça em nossa terra. Ele então me disse que tinha, e que sariguê era conhecido no Ceará por “cassaco” ou “gambá”. Passei o resto da tarde contendo a reviravolta do meu estômago.

Mas sariguê não foi o único prato indigesto que degustei na minha vida. Quando trabalhava na Coelce, tinha como atribuição principal o atendimento aos políticos de todas as cores e ideologia um tanto quanto paupérrima. Então me especializei em engolir “sapos”. Por isso faço questão de passar longe de um cururu. E por segurança, não aceito comidas exóticas, pois pode ser que em algum lugar cachorro ou macaco tenham nomes que sugiram algo bem apetitoso.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Música de Qualidade - 24h!



300x250advert

VIDEOS EM DESTAQUE

GALERIA DE FOTOS

Previsão do Tempo


EDIÇÕES ANTERIORES

junho 2013
D S T Q Q S S
« mai    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

Rede Blogs do Cariri




Clique no Logo acima e visite o site oficial da Rede.

Mural Chapada do Araripe



TV CHAPADA DO ARARIPE



A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas e reportagens. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.

HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

Como Publicar seu Artigo


Agora você pode entrar em contato conosco diretamente. Se vc deseja publicar algum artigo que julgue importante para o Cariri, entre em contato conosco. Todos os artigos aprovados serão devidamente creditados aos autores. Os melhores artigos merecerão destaque, e se continuados, os escritores e cronistas poderão se tornar membros permanentes doportal Chapada do Araripe. Contatos: MSN e E-mail: blogdocrato@hotmail.com

Quem somos Nós

O Chapada do Araripe é um site sem fins lucrativos, que visa promover a imagem da região do cariri cearense na Internet. Se você deseja publicar algum artigo no portal Chapada do Araripe, entre em Contato conosco.

Direitos Autorais:

DM Studio – Comunicação & Marketing. Algumas partes do Chapada do Araripe estão sob uma “Licença Creative Commons”, e outras, de acordo com seus respectivos autores, com “Todos os Direitos Reservados” –

www.chapadadoararipe.com - 2012

Contatos: Dihelson Mendonça – MSN e E-mail: blogdocrato@hotmail.com

© 2013 Chapada do Araripe - -