Protótipo ajudará a criar máquinas para missões de resgate. Modelo foi construído com material barato e simples de encontrar.
Protótipo do robô ‘felino’ apresentado pelos cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Foto: Divulgação/EPFL)
Inspirados pelas formas dos felinos, cientistas suíços criaram um robô quadrúpede que está entre os mais rápidos deste tipo já apresentados. Em testes, o protótipo percorreu um trecho equivalente a sete vezes seu tamanho em um segundo e demonstrou impressionante agilidade mesmo em um terreno acidentado.
Desenvolvido pelo laboratório de biorrobótica da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, o modelo pesa menos de 30 quilos, é feito com material considerado barato e de fácil obtenção e foi apelidado de “filhote de guepardo”.
Para garantir estabilidade durante a corrida, os pesquisadores analisaram e simularam os movimentos de felinos reais ao montar a estrutura do robô. A quantidade e as proporções dos segmentos de cada perna são idênticas às dos animais. Molas e pequenos motores que convertem energia em movimento foram usados para imitar tendões e músculos.
“Essa morfologia dá ao robô as propriedades mecânicas que beneficiam os gatos, o que significa habilidade para corrida e a elasticidade nos pontos certos, garantindo estabilidade. O robô é, por isso, naturalmente mais autônomo”, explica Alexander Sprowitz, um dos cientistas que ajudou a criar o projeto, em entrevista ao site da universidade.
A proposta dos pesquisadores é utilizar o protótipo, apresentado no “International Journal of Robotics Research”, para aperfeiçoar estudos em biomecânica e eventualmente usar sua tecnologia na construção de modelos usados em missões de busca e resgate ou em explorações.
Astronautas entraram no módulo Tiangong-1 após cerca de 3 horas. Trata-se da missão chinesa tripulada mais longa já feita.
Astronauta Nie Haisheng entra no laboratório Tiangong-1 cerca de três horas após o acoplamento automático da Shenzhou-10, nesta quinta-feira (13), como mostrado na emissora chinesa CCTV (Foto: AFP)
A nave espacial chinesa “Shenzhou-10″, com três astronautas a bordo e lançada na última terça-feira (11), se acoplou nesta quinta-feira (13) ao laboratório espacial “Tiangong-1″, onde os astronautas vão realizar trabalhos de reparação e alguns experimentos.
O acoplamento aconteceu no horário previsto, às 13h18 locais (2h18 de Brasília), por procedimento automático, detalhou a agência oficial “Xinhua”.
A “Shenzhou-10″, que ficará em órbita por 15 dias ao redor da Terra – a missão tripulada mais longa até agora do programa espacial chinês – deve fazer dois acoplamentos com o “Tiangong-1″, o módulo experimental para a futura estação espacial permanente que a China espera construir para o ano 2020.
O “Tiangong-1″ (“Palácio Celestial”) foi lançado em setembro de 2011 e espera-se que este ano deixe de funcionar e caia na Terra, mas o programa espacial chinês avalia a possibilidade de prolongar suas operações.
Nos próximos anos, a China lançará os módulos “Tiangong-2 e 3, este último em 2020, coincidindo com a retirada da Estação Espacial Internacional, o que pode fazer com que o país asiático seja então o único com uma base permanente no espaço.
A China lançou cinco missões tripuladas ao espaço, a primeira em 2003, e a atual está formada pelos astronautas Zhang Xiaoguang, Nie Haisheng (que já viajou na “Shenzhou-6″, há oito anos) e Wang Yaping, a segunda mulher astronauta do país asiático.
A televisão oficial “CFTV” divulgou ontem imagens dos astronautas realizando na nave o festival dos navios-dragão, uma festa tradicional chinesa.
Outa imagem da CCTV mostra os astronautas Wang Yaping, Nie Haisheng e Zhang Xiaoguang já dentro do Tiangong-1. Wang é a segunda mulher chinesa a ser mandada ao espaço (Foto: AFP/CCTV)
País é o maior emissor de CO2 do mundo, dizem cientistas. Estudo sugere que metas para reduzir emissões devem ser repensadas.
Imagem de dezembro de 2009 mostra chaminés na província de Shanxi, na China (Foto: Andy Wong/AP)
A região central da China, uma das menos desenvolvidas do país, gera 80% das emissões de CO2 relacionadas com os bens consumidos ao longo do litoral rico do país, revelaram cientistas em um estudo divulgado nesta segunda-feira (10), informa a agência de notícias AFP.
A China é o maior emissor de dióxido de carbono do mundo e se comprometeu em reduzir as emissões por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) entre 40% e 45% até 2020, em comparação com os níveis emitidos em 2005.
Mas o estudo, publicado no periódico científico “Proceedings of the National Academy of Sciences”, sugere que os esforços atuais para reduzir as emissões do gás de efeito estufa têm sido frustrados pela forma como se definiram as metas para as áreas mais poluentes e que deveriam ser repensados.
“A China estabeleceu metas de emissão que são mais estritas nas províncias costeiras mais ricas do que em províncias menos desenvolvidas do interior”, disse Laixiang Sun, cientistada Universidade de Maryland, co-autor do estudo, à agência AFP.
“Isto pode reduzir as emissões em uma região, mas na China como um todo, você descobre que as emissões de CO2 continuam a subir, porque as fábricas poluentes se mudaram para as regiões menos desenvolvidas”, acrescentou.
A China emitiu cerca de 10 gigatoneladas de CO2 em 2011. O estudo atual se baseia em dados disponibilizados em 2007, quando a cifra era de 7,2 gigatoneladas. Os cientistas utilizaram um modelo econômico de “input” e “output” pra rastrear os fluxos comerciais em setores e regiões.
Um total de 57% das emissões chinesas de combustíveis fósseis têm como origem itens produzidos em um lugar e eventualmente consumidos outra província ou em outro país, demonstraram os cientistas.
Até 80% das emissões relacionadas com bens consumidos em locais como Pequim, Tianjin, Xangai e Guangdong se devem a itens importados de províncias menos desenvolvidas na região central e na região oeste do país, disseram os pesquisadores.
Quando levada em conta a poluição vinculada a exportações de regiões ricas do litoral, a pesquisa descobriu que 40% destas emissões se originaram nas regiões central, norte e oeste da China – que são menos desenvolvidas.
Nas regiões menos populosas do interior do país, são comuns os usos de tecnologias ineficientes, que geram grandes emissões de combustíveis fósseis.
Como parte de da promessa para conter as emissões, o plano da China de reduzir os níveis de emissões prevê um corte de apenas 10% do CO2 emitido no oeste e de 19% ao longo da costa leste.
“Isto é lamentável porque as reduções mais baratas e mais fáceis estão nas províncias do interior, onde melhorias tecnológicas modestas poderiam fazer uma enorme diferença nas emissões”, afirmou Steve Davis, pesquisador de mudanças climáticas da Universidade da Califórnia, em Irvine.
“Áreas mais ricas costumam ter metas muito mais estritas, portanto é mais fácil para elas simplesmente comprar produtos feitos em outro lugar. Uma meta nacional que rastreie as emissões incorporadas no comércio avançaria muito na solução do problema. Mas não é o que está acontecendo”, acrescentou.
O estudo também contou com cientistas da Universidade de Londres, da Universidade de Cambridge, da Universidade de Leeds e da Academia Chinesa de Ciências, entre outras instituições.
Pica-pau-do-Parnaíba foi visto em 1926 e só voltou a ser encontrado em 2006. Governo avalia proposta de incluir espécie em lista de risco de extinção.
Macho do pica-pau-do-Parnaíba, animal ameaçado de extinção (Foto: Divulgação/Renato Torres Pinheiro)
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) apresentou um estudo a um órgão do Ministério do Meio Ambiente para pedir a inclusão de uma espécie de pica-pau brasileiro, nativo do Cerrado, na lista de animais ameaçados de extinção. A pesquisa foi apresentada em maio em uma reunião do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela elaboração da lista brasileira.
O pica-pau-do-Parnaíba, cujo nome científico é Celeus obrieni, foi considerado desaparecido por 80 anos, afirma o professor da UFT Renato Torres Pinheiro, um dos responsáveis pela pesquisa. O último exemplar conhecido da espécie havia sido coletado em 1926 em uma cidade do Piauí. Foi só em 2006 que o pica-pau voltou a ser visto, em Goiatins, município do Tocantins.
O animal, que chega a medir 26 centímetros de comprimento (no caso das fêmeas), tem pesos que variam de aproximadamente 96 gramas (para os machos) a 109 gramas (para as fêmeas), diz o pesquisador. O bico é claro, com tons de branco, e a cabeça é marrom-avermelhada, com o pescoço amarelo-ocre e a garganta e o peito negros. “A ave depende de um tipo muito peculiar de ambiente, de Cerrado florestal com taboca [um tipo de bambu], e tem uma dieta especializada em formigas”, afirma o cientista.
Por necessitar de um ambiente específico (o Cerrado florestal) e de uma área relativamente grande para encontrar abrigo, alimento e se reproduzir (250 hectares, diz o pesquisador), a ave perde habitat e se torna mais rara com a destruição da vegetação, aponta o estudo. “A espécie não sofre pressão da caça. No entanto, o desmatamento faz com que o ambiente em que ela vive seja destruído ou fragmentado, o que acaba criando condições cada vez piores para o pica-pau sobreviver”, reflete Pinheiro.
Poucos pica-paus Em uma projeção conservadora, os pesquisadores avaliam que cerca de 20 mil casais de pica-paus deste tipo existam em quatro estados – Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. “Mas temos certeza que o número é menor. A quantidade de indivíduos maduros não deve chegar a 10 mil”, analisa o cientista.
As informações sobre a reprodução da espécie são poucas, mas se sabe que ocorre entre setembro e dezembro, diz Pinheiro. “Dentre os fatores que contribuem para o seu desaparecimento podemos destacar o desmatamento e as queimadas”, conclui.
A espécie já consta como ameaçada na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), mas não está na relação de animais em risco mantida pelo governo federal.
O ICMBio confirmou que a espécie não está na listagem atual, mas “pode vir a constar numa lista futura”, disse o órgão, em nota oficial. “A espécie está em processo de avaliação de seu estado de conservação”, ressaltou.
O ICMBio afirma que a avaliação sobre a espécie é coletiva e envolve “vários pesquisadores e instituições (universidades, centros de pesquisa)”. “Na semana que vem, o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Aves do Cerrado (Cemave), junto com parceiros, vai iniciar a elaboração do Plano de Ação Nacional das Aves do Cerrado, entre os quais se encontra essa espécie”, completou o órgão.
São Paulo – Para entender o autismo, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o professor Alysson Muotri, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, está desenvolvendo um projeto chamado A Fada do Dente. Durante o estudo, os pesquisadores têm coletado dentes de leite de crianças com autismo para – a partir das células da polpa (parte
e avermelhada) – transformá-las em células-tronco diferenciadas em neurônios. Com isso, pretendem identificar as diferenças biológicas existentes nos neurônios com autismo, estudar o funcionamento e testar drogas.
“O foco do estudo é procurar entender o que acontece dentro do cérebro do paciente com autismo”, disse Patrícia Beltrão Braga, bióloga, professora da USP e coordenadora da pesquisa no país, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ela, para que isso ocorra, seria preciso acessar as células que estão dentro do cérebro dos autistas. A ideia, então, foi recriar um modelo análogo, baseado na técnica desenvolvida pelo japonês Shinya Yamanaka, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina no ano passado.
Ele desenvolveu um método de reprogramação de uma célula já adulta transformando-a em uma célula-tronco semelhante às embrionárias, ou seja, as células adultas são rejuvenescidas até a fase correspondente a seis ou sete dias após a fecundação do óvulo. “A partir deste momento, pegam-se essas células e se produzem os neurônios, já que essas células embrionárias têm a capacidade de virar qualquer tecido ou órgão do corpo”, explica a pesquisadora.
Patrícia aprendeu a técnica de reprogramação celular desenvolvida por Yamanaka em 2008, quando foi aos Estados Unidos. Um ano depois começou a aplicá-la aqui no Brasil a partir das células de polpa de dentes de leite. “Pegamos as células de polpas de dentes de leite e produzimos as células embrionárias, que não são embrionárias de verdade e são chamadas de pluripotentes induzidas [técnica que rendeu o prêmio a Shinya Yamanaka]”, disse. “A gente programa essas células como se as puséssemos numa máquina do tempo: elas [células] voltam no tempo e viram células semelhantes às embrionárias para que depois consigamos induzir essas células a se diferenciarem e a produzir neurônios”, acrescentou.
A escolha pelas células da polpa do dente de leite se deu, segundo Patrícia, principalmente pela facilidade de obtenção. Mas ela também apontou outras vantagens: “Vimos que usando a célula da polpa do dente o procedimento seria um pouco mais rápido. E outra coisa: a origem embrionária das células dos dentes e do sistema nervoso é a mesma, e a gente acredita que ela possa se diferenciar mais facilmente em célula do cérebro do que outras que pudéssemos escolher. Por último, esse dente cai e a pessoa o jogaria fora.”
De início, o estudo pretende somente investigar a doença. Depois, disse Patrícia, os pesquisadores também pretendem fazer experimentações com medicamentos para ver se é possível reverter os sintomas do autismo. “O autismo é uma doença neurodegenerativa, classificada por uma tríade: basicamente o paciente tem uma dificuldade de atenção – ou, muitas vezes, a criança não fala direito – dificuldade de sociabilidade, ou seja, de se fazer amigos. Pode-se também ter alterações de comportamento.”
Os pais cujos filhos são diagnosticados com autismo podem ajudar no projeto entrando em contato com os pesquisadores por meio do e-mail projetoafadadodente@yahoo.com.br. Os pais cadastrados recebem então um kit para recolher o dente do filho quando ele cair. O kit é composto por um frasco com um líquido para preservar as células, gelo reciclável e uma caixa de isopor para mantê-las vivas. O único custo para os pais é com as despesas de envio do kit pelo correio.
Mas caso o dente de leite da criança caia e o kit não esteja por perto, a indicação é colocá-lo dentro de um copo com água filtrada e deixá-lo na geladeira para que a polpa não seque e as células não morram. O dente precisa ser colhido com rapidez para que seja viável o uso das células e não pode ser congelado.
Segundo a Nasa, asteróide tinha dez metros de largura. Há uma semana, asteróide com lua própria passou próximo do planeta.
Um asteroide do tamanho de um pequeno caminhão passou neste sábado (8) pela Terra a uma distância equivalente a quatro vezes a que separa o planeta da Lua.
Esse foi o último de uma sequência de objetos celestes que passaram próximo ao planeta, o que aumentou a consciência sobre impactos potencialmente perigosos no planeta.
Segundo a Agência Espacial norte-americana (Nasa, na sigla em inglês), o asteróide 2013 LR6 foi descoberto cerca de um dia antes de sua aproximação da Terra, que ocorreu à 1h42 (horário de Brasília) deste sábado. O asteroide estava a uma distância de cerca de 105 mil quilômetros do Oceano Antártico, ao sul da Tasmânia, na Austrália.
Com dez metros de largura, o asteroide não representava nenhuma ameaça, segundo Nasa. Há uma semana, o enorme asteróide QE2, com 2,7 km de largura e com uma própria lua a reboque, passou a 5,8 milhões de quilômetros da Terra.
Em 15 de fevereiro, um pequeno asteroide explodiu na atmosfera sobre Chelyabinsk, na Rússia. Seus destroços deixaram mais de 1,5 mil pessoas feridas. No mesmo dia, um asteroide não relacionado passou a cerca de 27,7 mil km da Terra, mais perto do que costumam ficar os satélites de comunicação que cercam o planeta.
“Teoricamente, há uma possibilidade de colisão entre asteroides e o planeta Terra”, disse o astrônomo do projeto Telescópio Virtual, Gianluca Masi, durante uma transmissão do Google+ que mostrou imagens ao vivo da aproximação de um asteróide.
A Nasa diz que já encontrou cerca de 95% dos asteróides maiores, aqueles com diâmetro de 1 km ou mais, com órbitas que os levam relativamente perto da Terra.
Um objeto deste tamanho atingiu o planeta há cerca de 65 milhões de anos onde hoje é península de Yucatán, no México, provocando uma mudança climática global que se acredita ser responsável pela extinção dos dinossauros e muitas outras formas de vida na Terra.
A agência espacial dos EUA e outras organizações de pesquisa, além de empresas privadas, estão trabalhando no rastreamento de objetos menores que voam perto da Terra.
Alma identificou fenômeno ao ver ‘armadilha’ de poeira em volta de estrela. Região fica a 400 anos-luz da Terra, na constelação do Serpentário.
Concepção artística mostra ‘armadilha’ de poeira no sistema Oph-IRS 48 (Foto: ESO/L. Calçada)
O supertelescópio Alma (sigla de Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), instalado no Deserto do Atacama, no Chile, identificou pela primeira vez uma “fábrica” de cometas ao observar uma “armadilha” de poeira ao redor de uma estrela jovem, a 400 anos-luz da Terra.
Os resultados do estudo, coordenado pelo Observatório de Leiden, na Holanda – e com participação de institutos e universidades dos EUA, Chile, Alemanha, Irlanda e China –, serão publicados na revista “Science” desta sexta-feira (7), e estão antecipados online nesta quinta (6). Os registros foram feitos quando o Alma ainda estava sendo construído – a inauguração ocorreu em março.
Esta é a primeira vez que uma armadilha de poeira do tipo é claramente observada e reproduzida – até agora, não havia provas concretas de que elas realmente existissem.
A estrela identificada no sistema Oph-IRS 48, na constelação do Serpentário, é rodeada por um anel de gás com um buraco central, provavelmente criado por um planeta invisível ou uma estrela companheira.
A armadilha, localizada no redemoinho de gás do disco, funciona como um “porto seguro” para favorecer o crescimento de partículas de poeira, que começam como grãos milimétricos que vão se colidindo e aglutinando, até atingir a dimensão de cascalhos ou pedregulhos de um metro de comprimento, capazes de formar cometas.
Essa cilada tem um tempo de vida médio de centenas de milhares de anos – apesar disso, mesmo quando perde sua função, a poeira acumulada leva milhões de anos para se dispersar.
Segundo os autores, liderados pela cientista Nienke van der Marel, a descoberta soluciona um mistério de longa data sobre a formação dos planetas, pois ajuda a explicar como as partículas de poeiras nos discos estelares crescem até atingir o tamanho suficiente para formar cometas, planetas e outros corpos rochosos.
Há tempos, os cientistas sabem que há inúmeros planetas orbitando em torno de estrelas, mas o que eles ainda não compreendem muito bem é como esses corpos se formaram.
Aparelho tem 128 GB de memória e se conecta a uma porta Thunderbolt para transferir dados a até 10 Gigabits por segundo. A Intel está demonstrando durante a Computex 2013, feira de tecnologia em Taiwan, o que chama de “pendrive mais rápido do mundo”, um aparelho que usa a tecnologia Thunderbolt para transferir dados em uma velocidade muito mais alta do que a dos pendrives tradicionais plugados a uma porta USB.
O aparelho, que é um design de referência, tem capacidade de 128 GB, se parece com uma chave e é plugado diretamente a uma porta Thunderbolt em um computador. Internamente ele é baseado em uma unidade SSD da SanDisk. O pendrive pode aproveitar a largura de banda da interface Thunderbolt e transferir dados a até 10 Gigabits (pouco mais de 1 GB) por segundo, muito mais rápido do que o possível numa interface USB 3.0, que no momento atinge no máximo a metade da velocidade do Thunderbolt.
Pendrive Thunderbolt
Segundo Oren Huber, um engenheiro da Intel baseado em Israel, este é um dos primeiros pendrives demonstrados usando a tecnologia Thunderbolt, que atualmente é a forma mais rápida de transferir dados entre computadores e periféricos. Há interesse de fabricantes em desenvolver produtos baseados neste design, diz ele.
Macs e alguns PCs são equipados com portas Thunderbolt, mas há um numero pequeno de acessórios no mercado, a maioria monitores e discos externos. Muitos deles requerem cabos caros para conexão ao computador. Um cabo Thunderbolt de 2 metros da Apple, por exemplo, custa US$ 39. Isso porque os cabos não são simples pedaços de
fioscom conectores nas pontas, mas simdispositivos complexos com nada menos do que 12 chips (6 em cada ponta do conector) e inúmeros outros componentes menores integrados.
A velocidade dos pendrives Thunderbolt vai aumentar com os avanços na tecnologia, disse Huber. Nesta semana a Intel anunciou o Thunderbolt 2, que dobra a velocidade do barramento para 20 Gbps. Computadores com portas Thunderbolt 2 estarão no mercado até o final deste ano. A Intel também está desenvolvendo uma versão “portátil” da tecnologia, que poderá ser usada em smartphones e tablets.
E quem tem QI baixo acorda cedo e funciona melhor durante o dia, acrescentam
Reprodução/Getty Images
Pessoas com QI alto dormem e acordam tarde, diz pesquisadores
Pessoas com QI alto são mais propensas a trabalhar melhor à noite, enquanto que os menos inteligentes acordam cedo e funcionam melhor durante o dia, segundo os pesquisadores da Escola de Economia de Londres.
Outros estudos encontraram uma ligação entre o período vespertino com tirar notas boas na escola, diz a pesquisa, republicada pelo site Winnipeg Free Press.
No entanto, as pessoas que ficam acordadas até tarde são menos confiáveis e mais propensas a sofrer de depressão e vícios diversos, quando comparado com aqueles que dormem e acordam cedo.
Anfíbio raro, desaparecido há 60 anos, pertence a um grupo extinto há 15 mil anos.
Sapo pintado de Hula estava desaparecido há quase 60 anos (Foto: Mickey Samuni-Blank/WikiCommons)
Uma rara espécie de sapo redescoberta recentemente, após ser declarada extinta, acaba de ser classificada como um “fóssil vivo”.
O sapo pintado de Hula, encontrado em Israel, ficou desaparecido durante quase 60 anos, mas um exemplar da espécie foi encontrado em 2011 em uma região pantanosa.
Exames indicaram que o animal pertence a um grupo de anfíbios que se extinguiu há 15 mil anos.
“Foi uma grande descoberta – é como um ídolo em Israel”, diz à BBC o professor Sarig Gafny, do Ruppin Academic Center, em Israel. “Daí descobrimos que o animal era um fóssil vivo. Foi incrível.”
Chama-se de “fóssil vivo” um exemplar vivo de uma espécie que se acreditava estar extinta, e que geralmente – mas não necessariamente – era conhecida apenas por meio de fósseis.
A pesquisa sobre o sapo foi publicada na revista científica “Nature Communications”.
Mesmo antes de ter sido declarado extinto, em 1996, o sapo pintado de Hula era uma criatura esquiva. Apesar de suas características bem peculiares – barriga com pintas pretas e brancas –, apenas três exemplares adultos haviam sido vistos.
Testes genéticos Quando o Vale de Hula, em Israel, foi drenado, nos anos 1950, a casa pantanosa dos sapos foi destruída. Cientistas pensaram que a espécie estava acabada. Mas, dois anos atrás, um sapo pintado foi encontrado por um guarda florestal.
Desde então, outros 13 exemplares foram descobertos. Com isso, os cientistas puderam estudar a espécie detalhadamente.
O anfíbio havia sido classificado como um membro do grupo Discoglossus, mas testes genéticos e tomografias indicaram que, na verdade, ele pertence ao grupo Latonia – comum na Europa durante milhões de anos, mas extinto há 15 mil anos.
“Ninguém teve a chance de ver um (sapo) Latonia porque ele foi extinto na Europa. A única forma de vê-lo era por meio de fósseis”, explicou Gafny.
“Mas todas as características observadas no sapo pintado de Hula (combinam com) as do fóssil da Latonia, e não do Discoglossus. Portanto, trata-se de um fóssil vivo.”
Os pesquisadores dizem que o sapo foi “surpreendentemente resiliente”, mas acrescentam que é muito importante agora assegurar sua sobrevivência. Eles afirmam que esforços para levar a água de volta ao Vale de Hula ajudariam a assegurar um habitat adequado à espécie.
Em parceria firmada com a empresa nórdica O2 e a alemã Allianz, a energia renovável será obtida por meio de uma usina eólica que será construída em Maevaara, na Suécia.
Toda a energia será enviada para seu datacenter localizado na Finlândia. Isso será possível graças ao sistema elétrico da região ser muito bem integrado, que provê certificação e um preço bom pela compra.
Urs Hoelzle, vice-presidente sênior de infra estrutura técnica do Google comenta:
“Como uma empresa que visa emitir pouco carbono, nós sempre buscamos maneiras de aumentar a quantidade de energia renovável que podemos utilizar. Com essaparceria, nossa quarta no mundo, poderemos usar energia limpa emnosso data center finlandês e ainda aumentar a capacidade de energia renovável na Europa”.
No início desse ano o Google também investiu em energia eólica, dessa vez no Texas.
Chamado de Spinning Spur Wind Project, este parque fica em Oldham County, Texas e tem capacidade de gerar energia elétrica para até 60 mil lares. São 70 turbinas que começaram a funcionar em velocidade total nas últimas semanas de 2012.
Esses são apenas alguns de muitos outros projetos de energia renovável do Google, você pode conhecer mais sobre eles em seu blog oficial
O Cariri integra a partir desta segunda-feira (27), o IV Simpósio Internacional de Pterossauros, que começou no último dia 23, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, com a presença de cientistas de vários países, que vêm à região e permanecem até o dia 29 de maio, visitando duas importantes áreas de incidências de fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe, nas cidades de Nova Olinda e Santana do Cariri. O simpósio será acompanhado por palestras com representantes da Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF), no Cariri. Eles abordarão as leis de proteção no Brasil, relacionadas ao patrimônio existente e a implicação no âmbito das pesquisas. O evento é realizado numa parceria da Universidade Regional do Cariri (Urca) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O evento será destinado ao estudo dos animais pré-históricos de mais de 110 milhões de anos, na bacia sedimentar, e também de outras partes do mundo. A Bacia do Araripe é atualmente um dos locais de incidência dos répteis voadores visados para estudos no mundo e onde foram encontrados os mais antigos pterossauros. Em março deste ano, foi apresentado no Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais recente deles, o ‘Tropeognathus mesembrinus’, para a comunidade científica mundial. O pterossauro foi encontrado em 2011, durante a maior escavação controlada do Nordeste, que está sendo realizada na região.
De acordo com o pesquisador e paleontólogo, Álamo Feitosa, coordenador da pesquisa responsável pelo achado, o Tropeognathus foi encontrado na formação Romualdo, que abrange os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará. O fóssil, um enorme exemplar dessa espécie, possui 8,5 metros de envergadura e cerca de 70 quilos. Mais de 20 pesquisadores estrangeiros estarão no Cariri, de países como a China, Japão, Itália, França, Estados Unidos e Inglaterra.
A finalidade do evento será de debater sobre o estado de arte dos pterossauros, além da biomecânica do voo desses animais, locomoção e se eles possuíam sangue quente. Também serão apresentados trabalhos dos pesquisadores. A maioria deles, segundo o professor Álamo, realiza palestras e conferências de forma constante no mundo inteiro.
As visitas de campo começam a ser realizadas a partir da manhã do dia 28, em Nova Olinda, no geossítio Pedra Cariri. No local, se encontra a exposição da formação Crato. No Geossítio Canabrava, em Santana do Cariri, a visita de campo acontece no dia 29. Na área está localizado o Parque dos Pterossauros e está sendo realizada uma escavação.
Um dos debates estará relacionado ao combate do tráfico de fósseis e leis brasileiras sobre o patrimônio fossilífero do Brasil. A temática terá à frente o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. “Será uma forma de fazer com que os pesquisadores entendam que no Brasil existem leis específicas que regem a extração e o estudo dos fósseis”, explica.
Cientistas e pesquisadores de vários países estarão a partir do dia 27 no Cariri, para o IV Simpósio Internacional de Pterossauros
O Cariri integra a partir do dia 27, o IV Simpósio Internacional de Pterossauros, que começa neste dia 23, no Museu Nacional do Rio de Janeiro, com a presença de cientistas de vários países, que vêm à região e permanecem até o dia 29 de maio, visitando duas importantes áreas de incidências de fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe, nas cidades de Nova Olinda e Santana do Cariri. O simpósio será acompanhado por palestras com representantes da Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF), no Cariri. Eles abordarão as leis de proteção no Brasil, relacionadas ao patrimônio existente e a implicação no âmbito das pesquisas.
O evento será destinado ao estudo dos animais pré-históricos de mais de 110 milhões de anos, na bacia sedimentar, e também de outras partes do mundo. A Bacia do Araripe é atualmente um dos locais de incidência dos répteis voadores visados para estudos no mundo e onde foram encontrados os mais antigos pterossauros. Em março deste ano, foi apresentado no Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais recente deles, o ‘Tropeognathus mesembrinus’, para a comunidade científica mundial. O pterossauro foi encontrado em 2011, durante a maior escavação controlada do Nordeste, que está sendo realizada na região.
De acordo com o pesquisador e paleontólogo, Álamo Feitosa, coordenador da pesquisa responsável pelo achado, o Tropeognathus foi encontrado na formação Romualdo, que abrange os estados do Piauí, Pernambuco e Ceará. O fóssil, um enorme exemplar dessa espécie, possui 8,5 metros de envergadura e cerca de 70 quilos. Mais de 20 pesquisadores estrangeiros estarão no Cariri, de países como a China, Japão, Itália, França, Estados Unidos e Inglaterra.
A finalidade do evento será de debater sobre o estado de arte dos pterossauros, além da biomecânica do vôo desses animais, locomoção e se eles possuíam sangue quente. Também serão apresentados trabalhos dos pesquisadores. A maioria deles, segundo o professor Álamo, realiza palestras e conferências de forma constante no mundo inteiro..
O evento será realizado numa parceria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com a Universidade Regional do Cariri (Urca). As visitas de campo começam a ser realizadas a partir da manhã do dia 28, em Nova Olinda, no geossítio Pedra Cariri. No local, se encontra a exposição da formação Crato. No Geossítio Canabrava, em Santana do Cariri, a visita de campo acontece no dia 29. Na área está localizado o Parque dos Pterossauros e está sendo realizada uma escavação.
Um dos debates estará relacionado ao combate do tráfico de fósseis e leis brasileiras sobre o patrimônio fossilífero do Brasil. A temática terá à frente o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. “Será uma forma de fazer com que os pesquisadores entendam que no Brasil existem leis específicas que regem a extração e o estudo dos fósseis”, explica.
São Paulo – Aprender a usar os novos aparelhos tecnológicos será cada vez mais fácil, segundo o doutor em comunicação Dado Schneider. Segundo o especialista, os novos equipamentos apostam cada vez mais na capacidade do usuário aprender sozinho, sem cursos ou manuais de instruções.
“Vai ficar mais fácil porque está cada vez mais fácil mexer. Está cada vez mais intuitivo e menos cartesiana a coisa. É menos manual [de instruções] e mais experimentação. Vai aprender errando”, disse após palestra na 20ª Educar, feira que discute a relação entre escola e tecnologia. O evento começou hoje (22) e vai até o próximo sábado (25) no Centro de Exposições Imigrantes, zona sul da capital paulista.
Esse modelo vai, na opinião de Schneider, facilitar o acesso dos profissionais de educação que tem interesse por novas tecnologias. No entanto, professores que não se empenharem nesse aprendizado poderão perder espaço mais rapidamente. “É bom para aquele que quer [aprender] e é terrível para aquele que não quer, porque todo mundo vai passá-lo”, disse.
O presidente do Instituto Inovar para Educar, Thiago Chaer, porém, disse que a tecnologia é apenas uma ferramenta no processo educacional. “A tecnologia na educação tem um propósito de gerar significado, de apoiar a aprendizagem por meio do que eu chamo de humanização da tecnologia. Aqueles trabalhos que podem ser automatizados, são automatizados para que eu possa ter contato mais próximo com o aluno. Para que eu possa conhecê-lo, para que eu possa entender quais são os aspectos cognitivos que o levam a aprender melhor”, explicou.
Um dos papeis dos educadores, segundo Chaer, é mediar a relação dos jovens com a tecnologia, para que eles entendam a diferença das relações estabelecidas por meio desses equipamentos e as criadas pelo contato direto. “Os jovens olham o mundo virtual como realidade. Então, é importante que esse olhar do jovem para o mundo virtual tenha uma mediação que o traga novamente para o chão”.
Experiências pessoais contribuem para a individualização do ser humano. Descoberta pode oferecer novas opções para tratar doenças psiquiátricas.
Explorar o mundo ajuda a formar o cérebro e as aventuras tornam cada indivíduo diferente, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira (9) na revista “Science” e feita por pesquisadores da Alemanha. Segundo estudiosos, as descobertas podem oferecer novas opções para o tratamento de doenças psiquiátricas.
Os cientistas buscavam determinar porque gêmeos idênticos não são cópias perfeitas de cada um, mesmo quando criados no mesmo ambiente, e estudaram a questão usando 40 camundongos geneticamente iguais.
Os roedores foram mantidos em uma jaula elaborada com cinco níveis, conectada por tubos de vidro e cheias de brinquedos, potes de flores de madeira, locais para fazer ninhos, entre outros. O espaço disponível para a exploração tinha cerca de cinco metros quadrados.
“Este ambiente era tão rico que cada camundongo reuniu suas próprias experiências nele”, explicou o cientista que chefiou o estudo, Gerd Kempermann, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas.
Mesmo que os camundongos fossem geneticamente iguais e que o ambiente onde foram mantidos também fosse o mesmo, eles demonstraram individualmente diferentes níveis de atividade. Alguns exploravam bastante, outros não.
Ao dotá-los de um microchip especial que emitia sinais eletromagnéticos, os cientistas conseguiram rastrear quanto os camundongos se movimentaram e quantificar seu comportamento exploratório. “Com o passar do tempo, os animais então se diferenciaram crescentemente em seu campo de experiência e comportamento”, disse Kempermann. Após três meses, eles desenvolveram personalidades muito diferentes.
Mais aventureiro, mais neurônios Os cientistas descobriram que os cérebros dos roedores mais exploradores, em comparação com os mais passivos, formaram mais novos neurônios no hipocampo, o centro de aprendizado e memória, em um processo conhecido como neurogênese. Ratos de um grupo de controle, mantidos em um ambiente menos desafiador, demonstraram menor crescimento cerebral.
Kempermann e seus colegas disseram ter demonstrado pela primeira vez como as experiências pessoais e o comportamento subsequente contribui para a individualização e que nem a genética nem o ambiente sozinhos podem causar este crescimento pessoal.
“A neurogênese em adultos também ocorre no hipocampo em humanos”, disse Kempermann. “Consequentemente, supomos ter rastreado uma fundação neurobiológica para a individualidade que também se aplica a humanos”, acrescentou.
As descobertas representam uma nova compreensão de como o cérebro funciona e poderiam lançar luz sobre os processos de aprendizado e envelhecimento, disse Ulman Lindenberger, diretor do Centro de Psicologia sobre o Curso de Vida do Instituto Max Planck de Desenvolvimento Humano, em Berlim.
“Quando vistos das perspectivas educacional e psicológica, os resultados do nosso experimento sugerem que um ambiente fértil fomenta o desenvolvimento da individualidade”, disse Lindenberger.
Em um comentário também publicado na revista “Science”, Olaf Bergmann e Jonas Frisen, do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, escreveram que a pesquisa tem muitos usos. “Espera-se que a compreensão molecular da neurogênese vá ajudar no desenvolvimento racional de novas classes de medicamentos para doenças psiquiátricas”, destacaram. Além disso, pode “nos ensinar que a forma como vivemos a vida faz de nós o que somos”. Queda livre dura aproximadamente seis segundos; dica é não fechar os olhos para apreciar a paisagem (Foto: Arquivo pessoal)
Turista brasileiro pula de bungee jump em ponte da África do Sul. Estudo publicado na ‘Science’ aponta que explorar novas coisas e viver aventuras podem formar mais neurônios no hipocampo, área do cérebro responsável pelo aprendizado e memória (Foto: Arquivo pessoal)
Brasília – Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em São Francisco (Estados Unidos), descobriram o primeiro gene cuja mutação está associada à forma mais comum de enxaqueca. A descoberta pode abrir o caminho para uma compreensão da doença de causas desconhecidas, segundo estudo publicado nos Estados Unidos.
Louis Ptacek, professor de neurologia da universidade, um dos principais autores da pesquisa, disse que este é o primeiro gene descoberto no qual uma mutação está relacionada à forma mais comum de enxaqueca. “Isso lança a primeira luz sobre uma doença que ainda não entendemos. Mas só um número muito pequeno de pacientes com enxaqueca tem esse gene mutante”, acrescentou.
Segundo especialistas, a enxaqueca afeta de 10% a 20% da população e causa perdas de produtividade. Os sintomas da doença são forte dor de cabeça e hipersensibilidade ao som, ao tato e à luz.
Os resultados da pesquisa estarão na revista norte-americana Science Translational Medicine. Os pesquisadores fizeram um estudo genético com duas famílias em que a enxaqueca é comum. Eles descobriram que a maioria das pessoas que têm o distúrbio é portadora do gene mutante ou filha de pais que tinham esse gene.
No laboratório, os autores do estudo descobriram que a mutação do gene CKIdelta afetava a produção de uma proteína chamada quinase CK2, que desempenha importante papel em muitas funções vitais no cérebro e no resto do corpo. “Isso indica que a mutação genética tem consequências bioquímicas reais”, disse Ptacek.
*Com informações da agência pública de notícias de Angola, Angop
Cientistas dinamarqueses estão no aguardo de um experimento que, se der certo, significa a cura para o vírus HIV, causador da Aids.
Estão sendo conduzidos ensaios clínicos pelos pesquisadores, onde uma nova estratégia está sendo testada. Nessa estratégia, o vírus é despojado do DNA humano, onde se multiplica e é destruído permanentemente pelo sistema imunológico do paciente. O método tem como objetivo envolver a libertação do vírus HIV de “reservatórios” que estes formam no DNA das células, levando-o para a superfície das mesmas. Uma vez “exposto” na superfície da célula, vírus pode ser eliminado de forma natural pelo sistema imunológico, capaz de criar uma vacina contra ele.
Teste em humanos
Atualmente os cientistas estão realizando testes em humanos, na esperança de provar que ele é eficaz. Os testes já estão sendo realizados de forma bem sucedidos em laboratório. Os estudos in vitro, aqueles nos quais são usadas células humanas em laboratório, a nova técnica foi tão bem sucedidada que, no começo do ano, que os pesquisadores receberam um prêmio do Conselho de Pesquisa dinamarquês, cerca de R$ 5 milhões para darem prosseguimento na pesquisa, desta vez em humanos. De acordo com Dr. Ole Sogaard, pesquisador sênior do Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que lidera o estudo, os primeiros sinais são promissores. “Estou quase certo de que teremos sucesso. O desafio será fazer o sistema imunológico dos pacientes reconhecer o vírus, depois de exposto, e destruí-lo. Isto depende da força e da sensibilidade dos “sistemas imunes individuais”, afirmou. 15 pacientes estão participando dos ensaios e, se eles forem considerados curados do HIV, o tratamento será testado em uma escala mais ampla.
Produto usa sondas de DNA que “capturam” marca genética e identificam um entre muitos patógenos de uma amostra
Foto: University of Alabama Huntsville
Dr. Krishnan Chittur (a esq.) com Paula Koelle durante o processo de pesquisa
Cientistas da Universidade do Alabama, nos EUA, em parceria com o professor de engenharia química Krishnan Chittur desenvolveram uma tecnologia que pode permitir aos médicos detectar a presença de bactérias e vírus em uma amostra em menos de uma hora.
O produto envolve sondas de DNA únicas que “capturam” uma marca genética rapidamente e, portanto, podem ser usadas para identificar a presença de um dos muitos agentes patogénicos específicos em uma amostra, quer seja humana, de plantas, alimentos ou animal.
“Uma coisa é dizer que você pode fazê-lo e mostrá-lo no laboratório, mas é outra coisa para desenvolvê-lo para a fabricação e uso de terceiros. Estamos tentando tornar o dispositivo genérico o bastante para que ele possa ser utilizado em uma variedade de ensaios clínicos e tenha aplicações em investigações”, afirma Chittur.
Até agora, o dispositivo detectou com sucesso 16 diferentes patógenos, incluindo bactérias E. coli, o vírus da síndrome respiratória aguda sintética (SARS), as bactérias da doença de Lyme e as bactérias Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA).
“Nosso trabalho é detectar qual bactéria ou vírus está causando a infecção”, observa Chittur.
Ao contrário do que os testes tradicionais que requerem cultura de células ou aqueles que olham para anticorpos ou outros agentes reativos criadas pelo corpo em resposta à doença, o novo dispositivo utiliza sondas de DNA concebidas para se ligarem especificamente ao DNA de um patógeno alvo. É uma prova direta da presença do agente causador, ao invés de evidência indireta. Uma vez que uma sonda se liga ao patógeno, a sonda fica fluorescente, facilmente identificando os culpados.
As aplicações potenciais para um teste rápido de patógenos ultrapassa a fronteira do consultório médico e pode incluir triagem hospitalar, medicina veterinária, análise de alimentos e avaliação ambiental.
Como é possível saber quais planetas no universo têm mais chances de serem habitados? O critério mais forte para fazer essa busca é lógico: semelhanças com a Terra. Procuram-se planetas onde as características como tamanho, composição física e distância para a estrela central mais se pareçam com as condições que temos aqui. Nesta semana, foram identificados dois corpos celestes que parecem se encaixar quase perfeitamente neste perfil.
A sonda espacial Kepler, que já descobriu mais de 100 planetas para além do sistema solar desde seu lançamento em 2009, é a responsável pela descoberta da vez. A 1.200 anos-luz da Terra, o telescópio rastreou cinco planetas circundando uma estrela chamada Kepler-62.
Dois destes planetas (batizados de Kepler-62e e Kepler-62f) chamaram a atenção dos pesquisadores da NASA. Segundo eles, as dimensões de tais planetas, a distância entre eles e da estrela Kepler-62, além das características da própria estrela, sugerem que possa haver água em estado líquido em sua superfície – atributo tratado como fundamental na busca por vida fora da Terra.
Das semelhanças
A estrela Kepler-62 tem algumas diferenças em relação ao sol. Situada na constelação Lyra, é um pouco mais velha, mais fria e menor do que a nossa estrela central. Já os planetas Kepler-62e e Kepler-62f têm sido chamados pelos astrônomos de “Super-Terras”, já que são cerca de uma vez e meia maiores do que o nosso planeta.
A distância que os separa da Kepler-62 é menor do que a existente entre a Terra e o sol. Contudo, como a Kepler-62 não emite tanta energia como nosso astro, o calor que chega aos planetas acaba sendo equivalente. Os cientistas esperam que os exoplanetas tenham composição rochosa, como a Terra, ou de gelo. A hipótese descartada é que sejam de formação gasosa.
Das suposições
Devido aos infinitos 1.200 anos-luz que nos separam da Kepler-62, é impossível dizer muita coisa com a tecnologia de que dispomos hoje. Para imaginar que os planetas recém-descobertos talvez sejam de fato habitados, os cientistas precisam fazer algumas “concessões”.
É preciso assumir, com base em indícios como o raio dos Kepler-62e e Kepler-62f, que sejam de fato rochosos. Sendo rochosos, eles precisariam conter água e dióxido de carbono (CO2) em sua atmosfera, para que haja condições mínimas para a água estar em estado líquido.
Neste ponto, surge uma diferença entre os dois novos planetas. O Kepler-62f, mais distante da estrela, precisaria de mais gás carbônico para segurar a temperatura interna, o que evita que a água congele. Mais próximo do astro central, o Kepler-62e não tem a mesma demanda.
Dado o alto número de incertezas, os cientistas só poderão fazer afirmações mais precisas no futuro, quando puderem contar com telescópios mais potentes. [BBC / The New York Times]
Para que seja utilizada como agente de descontaminação, a casca da banana, que pode ser recolhida inclusive no lixo, é ressecada ao sol
Um estudo da USP identificou que a casca de banana pode ser utilizada no tratamento de água contaminada pelos pesticidas atrazina e ametrina. Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) fizeram testes com amostras coletadas nos rios Piracicaba e Capivari, no interior do estado de São Paulo, que comprovaram a absorção de 70% dos químicos pela casca.
Embora ainda não comprovada a toxicidade desses pesticidas em seres humanos, a utilização de ametrina é proibida nos Estados Unidos por ter provocado mutação em espécies aquáticas.
“Já existiam outros estudos de uso da casca para absorção de metais, como urânio, cromo, então veio a ideia de utilizá-la para os pesticidas. A atrazina e a ametrina são muito utilizadas aqui na região [de Piracicaba] nas plantações de cana-de-açúcar e milho.Constatamos uma boa absorção também desses compostos orgânicos”, explicou à Agência Brasil a pós-doutoranda Claudineia Silva, uma das pesquisadoras envolvidas com o trabalho. Os químicos, ao serem utilizados nas lavouras, contaminam indiretamente os rios.
Processo envolve exposição ao sol
Para que seja utilizada como agente de descontaminação, a casca da banana, que pode ser recolhida inclusive no lixo, é ressecada ao sol por uma semana ou em estufa a 60 graus Celsius (°C), o que diminui o tempo do processo para um dia.
Após a secagem, o material é triturado e peneirado para formar um pó para ser despejado na água. “[Em laboratório,] variamos a quantidade de casca de banana, tempo de agitação e verificamos quais seriam as melhores condições para conseguirmos o melhor resultado”, disse Claudineia.
A casca da banana corresponde de 30% a 40% do peso total da fruta. A presença de grupos de hidroxila e carboxila da pectina na composição na casca é que garantem a capacidade de absorção de metais pesados e compostos orgânicos.
Testes piloto
A pesquisadora disse que até o momento foram feitos testes somente em laboratório, com pequenas quantidades, e que seria necessário fazer testes piloto para atestar a eficácia em grandes proporções. “Encerramos a primeira etapa. A proposta é continuar com o trabalho com um volume maior de água, 100 litros em um tanque por exemplo, pôr casca de banana e ir monitorando a absorção”, disse.
A nova etapa possibilitaria que a casca de banana pudesse ser utilizada como descontaminante em larga escala. “É um mecanismo de baixo custo”, disse. Silva aponta que, futuramente, o ideal é que essa descoberta seja utilizada em estações de tratamento de água. “Descartar toneladas de casca de banana nos rios iria gerar poluição e talvez uma contaminação em cadeia. A casca absorve do rio, o peixe come e a gente come os peixes”, explicou.
De acordo com a pesquisadora, atualmente, a atrazina e ametrina são retirados da água por meio de carvão ativado. “É um custo maior, considerando que a casca iria para o lixo”, disse.
Animal tem manchas parecidas com as do panda, mas não tem parentesco. Novo gênero foi descoberto no Sudão do Sul, país africano criado em 2011.
Morcego do recém-criado gênero ‘Niumbaha’, identificado no Sudão do Sul (Foto: Divulgação/ZooKeys)
Pesquisadores identificaram um novo gênero de morcegos no Sudão do Sul, país africano que se tornou independente em 2011 e é um dos mais “jovens” do mundo. Chamado de Niumbaha, o gênero foi descrito graças a um espécime coletado na região, que possui manchas e listras parecidas com as de um panda pela cabeça, rosto e corpo. Apesar da semelhança física, o morcego não tem parentesco com os pandas.
A descrição do novo gênero foi publicada na última semana pelo periódico científico “Zookeys”. O exemplar recentemente coletado foi encontrado por uma cientista da Universidade Bucknell, nos Estados Unidos, e sua equipe. Ela identificou o animal junto com colegas do Museu Nacional de História Natural dos EUA e da Universidade Islâmica em Uganda, na África.
“Eu me senti imediatamente atraída pelos padrões de listras e manchas no morcego”, disse a pesquisadora DeeAnn Reeder, uma das autoras do estudo, em entrevista ao site da Universidade Bucknell.
Após retornar aos Estados Unidos com um exemplar do morcego, ela percebeu que o animal era similar a outro capturado na República Democrática do Congo em 1939, mas batizado há anos como Glauconycteris superba. DeeAnn e seus colegas avaliaram que o animal novo não se encaixava ao gênero ao qual estava “alocado”, o Glauconycteris.
“Suas características de crânio, de asas, o tamanho, as orelhas – praticamente tudo que você vê no novo animal não se encaixa [com o gênero anterior]. Este animal é tão único que decidimos criar um novo gênero”, disse DeeAnn à Universidade Bucknell. Com a criação da nomenclatura, a espécie do animal coletado no Sudão do Sul foi rebatizada para Niumbaha superba.
“Para mim, a descoberta é importante porque joga luz na importância biológica do Sudão do Sul e traz pistas de como a nova nação tem coisas importantes a serem encontradas. Há muito o que conhecer e há muito o que proteger no Sudão do Sul”, disse o cientista Matt Rice, um dos autores da pesquisa, ao site da Universidade Bucknell.
O nome Niumbaha quer dizer “raro” em zande, língua do povo na região onde o morcego foi encontrado.
Morcego da espécie ‘Niumbaha superba’ com as asas abertas (Foto: Divulgação/ZooKeys)
As barragens subterrâneas são usadas também para conter o processo de desertificação
Afogados da Ingazeira (PE) Um engenheiro mecânico de 80 anos e uma ideia perseverante mudaram os rumos de uma propriedade rural nesta cidade, localizada no sertão do Pajeú, a 386 quilômetros de Recife. A partir da construção de barragens subterrâneas em formato de arco romano deitado foi possível armazenar água em todos os recantos da propriedade. O melhor de tudo é que a tecnologia criada por José Artur Padilha na Fazenda Caroá, de sua propriedade, é de baixíssimo custo.
A construção das barragens é feita de maneira simples: as pedras são colocadas no chão sem qualquer tipo de escavação ou colocação de argamassa, já que a própria natureza, com o passar do tempo, se encarregará de fazer a sedimentação
O trabalho de Padilha, intitulado Projeto Base Zero, foi adotado pela Agenda 21 na área de Agricultura Sustentável do Governo Federal. Paradoxalmente, as instituições públicas não demonstram o menor interesse em financiá-lo. O fato de não envolver vultosos recursos e grandes empreiteiras talvez seja o principal entrave para o desinteresse.
“O que fazemos é seguir o que a natureza nos ensina. A diferença é que levaria cerca de 300 mil anos para se formar um barramento natural enquanto o homem pode fomentar esse processo em apenas uma semana”, explica José Artur Padilha. Artur Padilha num dos pontos onde tem água encanada no meio da Caatinga Fotos: Cid Barbosa
Euclides da Cunha
A construção de mananciais de superfície é duramente criticada por Padilha. “Em 1887, Euclides da Cunha já dizia que armazenar água a céu aberto era um caminho errado. Que, mais cedo ou mais tarde, todos os açudes ficariam assoreados. E é a realidade que estamos vendo. Devíamos ter adotado o processo natural de criação de reservas subterrâneas de água”.
Outra questão polêmica levantada por Zé Artur Padilha é a da transposição do Rio São Francisco. “Não vai resolver o problema do sertão. Ela vai atingir 800 quilômetros quadrados – 400 de cada margem- enquanto temos no Semiárido uma área de quase um milhão de metros quadrados. Ou seja: o seu alcance será mínimo”.
Padilha vem desenvolvendo suas ideias desde 1969. Em todos os 600 hectares da Fazenda Caroá, por conta das 100 barragens espalhadas, é possível encontrar água.
Ao contrário dos animais do sertão nordestino, que sofrem para saciar a sede nos tempos de seca, ali os bichos andam poucos metros para alcançar um dos 50 bebedouros espalhados. A água vem de uma cacimba construída entre três barragens de pedra.
Reversão
Como fica num ponto alto, abastece por meio da força da gravidade e por meio de 20 quilômetros de encanamento, toda a terra. De forma surpreendente, o engenheiro conseguiu reverter um processo de desertificação numa pequena área em menos de um ano. No local, hoje pontifica uma vegetação firme e até mesmo algumas mangueiras.
“Esse local não tinha vegetação. Em 1999, ocorreram cinco enchentes que deixaram o solo salinizado e produziram um processo de erosão enorme. Realizamos de forma acelerada e natural a reconstituição. Fenômenos naturais que se apresentavam como degradadores passaram a ser usados por nós a favor do solo, como o caso das barragens que retiveram água de forma correta. Com isso, a terra voltou a ser fértil e o restante a própria natureza se encarregou de fazer de maneira sábia”.
Com orgulho e autocrítica, Padilha mostra um barreiro que foi construído há 34 anos na propriedade. A autocrítica é pelo fato de admitir que a edificação do barreiro “foi uma burrice sem tamanho. Ainda não entendia ainda como atua a natureza. A barragem impede o curso natural da água, impossibilitando a passagem molhada e destruindo o baixio”.
O orgulho é pelo fato de ter “arrombado” o barreiro para restabelecer o trajeto da água. “Para vocês terem uma ideia do que ocorreu aqui, esse barreiro custou, a preço de hoje, em torno de R$ 100 mil. Com esse dinheiro, poderia construir 33 barragens em forma de arco romano deitado por R$ 3 mil, cada”, compara.
Simplicidade
Antes de chegar à barragem subterrânea em arco romano deitado, feita apenas de pedra, Padilha cometeu erros, como ele próprio admite. “Entre 1969 a 1979, acompanhei a tradição e, sem refletir, edifiquei algumas barragens retas, fechadas com argamassa. Depois é que passei a usar o arco romano. Só que ainda insistia na argamassa, que impede a passagem da água e faz com que ela suba para a superfície. Com isso, o sol trata de evaporá-la e apenas o sal permanecia no solo, degradando-o”.
Ao retirar a argamassa, Padilha viu que a própria natureza tratou de sedimentar a barragem, com parte dos minerais e materiais orgânicos transportados pelas águas da chuva. “Reter o solo, a água e matéria orgânica é um processo que demora milhões de anos”.
Nos Pampas
Sem apoio, o laboratório da Fazenda Caroá, que servia para Padilha expor, em palestras realizadas pelo menos duas vezes por mês, sua ideias e mostrar na prática como funciona a experiência, foi fechado. A visita que o então candidato à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva fez ao local, em 2002, deixou o engenheiro esperançoso de que, finalmente, sua proposta fosse replicada pelo Semiárido. Ledo engano. Para o engenheiro Artur Padilha, “a questão ambiental deve ser convergente, tem que estar acima dos partidos políticos e das forças ideológicas para o bem do País”.
FERNANDO MAIA Repórter do Jornal Diário do Nordeste
A maior usina solar, Sham-1, foi inaugurada no dia 17 de março deste ano, próximo a Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
Os números da usina, responsável por 10% de toda energia solar gerada no mundo, são dignos de nota. Com 258 mil espelhos refletores distribuídos em torno de 768 coletores parabólicos, ocupando uma área de 2,5 km², a estrutura usa a luz do sol para aquecer 130 km de tubos repletos de óleo que aquecem água para vapor a 380°C em 15 km de tubos fechados, que é então superaquecido a 540°C para alimentar as turbinas. A planta tem potencial para gerar 100 MW contínuos, o suficiente para atender o consumo médio de 20 mil residências.
A estrutura foi construída por uma joint venture chamada Shams Power Company, formada pela Total, uma empresa francesa, a Abengoa Solar, da Espanha, e pela empresa local Masdar. O projeto, que já dura três anos, exigiu um investimento de € 500 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhões).
Em comunicado para comemorar a inauguração da usina, o sultão Ahmed Al Jaber, presidente da Masdar, aponta que a região precisa atender a uma demanda crescente de energia, ao mesmo tempo que investe para diminuir a sua pegada de carbono – a energia gerada pela Shams-1 evita a emissão de 175.000 toneladas de CO2 ao ano, o equivalente a retirar 15.000 automóveis de circulação. O país pretende produzir 7% de sua energia elétrica a partir de fontes alternativas até 2020, uma meta que já foi superada por 21 dos 27 países membros da União Europeia há quatro anos. [PINIweb, Exame, Veja, AOL Energy, AOL Energy 2, Gulf News]
‘Carcinus maenas’ assumiu papel de predador de espécie herbívora. Pântanos em Cape Cod estão se recuperando lentamente, diz estudo.
Caranguejo-verde, da espécie ‘Carcinus maenas’, ajuda a controlar população de outro crustáceo em região de Massachusetts, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação/Catherine Matassa/Northeastern University)
Um estudo realizado pela Universidade Brown, nos Estados Unidos, aponta que uma espécie invasora de caranguejo está ajudando a reverter a destruição de pântanos que compõem o ecossistema de Cape Cod, no estado de Massachusetts, nos EUA.
A pesquisa, publicada no periódico científico “Ecology”, ressalta que a presença do caranguejo-verde (da espécie Carcinus maenas) na região tem servido para controlar a população de outro animal, responsável por problemas ambientais: o caranguejo da espécie Sesarma reticulatum.
As análises dos cientistas apontam que o caranguejo-verde ocupou o lugar dos predadores naturais da espécie Sesarma reticulatum, que estão desaparecendo. Como o caranguejo Sesarma reticulatum é herbívoro, ele devora a vegetação dos pântanos – mas a população desta espécie está sendo controlada pelo caranguejo-verde, sugere o estudo.
Pesquisas anteriores apontaram que os predadores da espécie Sesarma reticulatum entraram em declínio devido à pesca esportiva na região.
“Humanos causam impacto no ecossistema além do imaginado”, disse o pesquisador Tyler Coverdale, em nota divulgada pela universidade. Ele assinala que ações como a pesca em excesso fazem espécies desaparecerem de seus habitats naturais, enquanto outras, como viagens de navio o comércio, “trazem espécies de fora e fazem com que elas se tornem comuns em regiões onde não são nativas”, tornando-se invasoras.
Na maioria das vezes, pondera Coverdale, as duas ações têm impactos negativos. “Mas neste caso, uma espécie invasora está servindo potencialmente para restaurar o equilíbrio ecológico perdido”, ressaltou o pesquisador, na nota da instituição.
Erosão Os cientistas notaram que há anos os pântanos de Cape Cod, cobertos por vegetação que inclui principalmente grama, têm sido degradados, com o solo ficando exposto à erosão. Um dos principais atores deste processo é a espécie Sesarma reticulatum.
Há algum tempo, no entanto, os pesquisadores perceberam que as plantas voltaram a crescer em algumas áreas, ainda que de forma muito tímida. Com cálculos feitos para o estudo, os cientistas constataram haver uma relação entre áreas com grande presença de populações do caranguejo-verde e em que há recuperação de vegetação.
“Ver os pântanos começarem a se recuperar, ao menos em sua cobertura de grama, é impressionante. Quando constatamos este ‘ressurgimento’, encontramos grandes quantidades de caranguejos-verdes nas regiões em recuperação. Então decidimos quantificar isso”, ressaltou o pesquisador Mark Bertness, um dos autores do estudo.
Eles também fizeram testes com animais de ambas as espécies, e constataram que os caranguejos Sesarma reticulatum, que são herbívoros, consomem menos vegetação ao serem confrontados com os animais da outra espécie no meio ambiente. Em geral eles também são derrotados em embates, sobrevivendo em apenas 15% das vezes, dizem os pesquisadores.
Rio de Janeiro – Com o objetivo de reduzir os custos da exploração de petróleo, especialmente na área do pré-sal, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) inaugurou o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos, no Centro de Tecnologia 2, na Cidade Universitária.
O núcleo é o primeiro do país a reunir, em um só local, um conjunto de laboratórios que estudam de forma integrada e complementar o processo de escoamento de óleo e gás. A perfuração de poços na camada do pré-sal requer cerca de US$ 2 milhões por dia, incluindo pessoal e equipamentos, estima a Coppe.
Nos três laboratórios, que ocupam área total de 5.400 metros quadrados, serão feitos estudos e ensaios sobre perfuração, intervenção de poços de petróleo, elevação artificial e separação primária do óleo. A iniciativa visa a desenvolver técnicas e equipamentos capazes de contribuir para aumentar a produção da Petrobras, como, por exemplo, processo para reduzir o tempo de separação do petróleo da água.
A maior parte do investimento veio da própria Petrobras e os recursos adicionais foram repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).
De acordo com a Coppe, o objetivo principal é buscar soluções para otimizar a exploração na camada do pré-sal. Os laboratórios de separadores compactos (pesquisas sobre a separação do petróleo da água e de gases) e de escoamentos multifásicos em tubulações (que vai pesquisar, por exemplo, sobre o funcionamento de um poço horizontal) estão funcionando há alguns meses, antes da inauguração oficial, na semana passada.
Já o Laboratório de Engenharia e Tecnologia de Poços (que vai, por exemplo, simular sobre escoamento do óleo a altas pressões) entrará em operação no segundo semestre deste ano.
Nielmar de Oliveira Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel//Texto atualizado às 19h01 para esclarecimento de informações
Trabalho realizado com genes da mosca de fruta pode trazer avanços para a medicina e pesquisa neurológica
Foto: Mike Wolterbeek/University of Nevada
Thomas Kidd (ao centro) junto dos estudantes Gunnar Newquist (a dir.) e Kirsti Walker, durante o processo de pesquisa
Pesquisadores da Universidade de Nevada, nos EUA, descobriram que o processo de morte celular tem papel importante no crescimento de nervos e no desenvolvimento do cérebro.
A
, publicada na revista Cell Reports, pode trazer avanços na medicina e pesquisa neurológica.
Thomas Kidd e seus colegas realizaram estudos com moscas de fruta para investigar o desenvolvimento dos nervos. “Embora a mosca seja um organismo relativamente simples, quase todo gene identificado nesta espécie parece estar desempenhando funções semelhantes em seres humanos”, explica o pesquisador.
A rede do sistema nervoso é composta de axônios, extensões especializadas dos neurônios que transmitem impulsos elétricos. Durante o desenvolvimento, axônios navegam longas distâncias até alcançar seu alvo através de sinais no seu ambiente. Netrina-B é um desses sinais. Kidd e seus colegas demonstraram que a netrina-B também mantém os neurônios vivos. “Tirem a netrina B e o crescimento e a morte celular dão errado”, observam.
Isto levou à descoberta de que a morte celular é ativada no crescimento dos nervos, e parece ser uma parte integrante do mecanismo de navegação.
“Nós usamos a genética da mosca de fruta para estudar como esses axônios navegam por essas longas distâncias corretamente durante o desenvolvimento. Compreender os mecanismos que utilizam para navegar é de grande interesse, não só para entender como o nosso cérebro se forma, mas também como um ponto de partida para elaborar formas de estimular o recrescimento de axônios após lesões da medula espinhal, especialmente”, explica Kidd.
“Encontramos algo que ninguém tenha visto antes, que o bloqueio da via de morte celular pode deixar os nervos sem os sinais de orientação para descobrir o jeito certo de se conectar com outros neurônios. Isso foi completamente inesperado e novo, mas realmente excitante porque muda a forma como olhamos para o crescimento do nervo”, ressaltam os autores.
Segundo os pesquisadores, o trabalho sugere que terapias projetadas para manter os neurônios vivos após a lesão podem ser capazes de estimular os neurônios a voltarem a crescer ou criarem novas conexões.
A rede mundial está sob um ataque DDoS que poderia derrubar até mesmo a infraestrutura de Internet do governo, além de sistemas bancários e de e-mails
A Internet no mundo inteiro está mais lenta quarta (27) por conta do que especialistas estão considerano “o maior ciberataque mundial da história”. Um grupo antispamming e uma empresa de hospedagem entraram em uma verdadeira guerra virtual que afeta toda a rede e serviços populares, como o Netflix. As informações são da BBC do Reino Unido.
Segundo o site, a maior preocupação de especialistas, no entanto, é com sistemas bancários e de e-mails – que também podem ser afetados por essa guerra virtual. O início de tudo foi um bloqueio feito pelo Spamhaus – grupo antispamming com sede em Londres e Genebra. Ele atua como um bloqueador que ajuda provedores de e-mail a barrar mensagens indesejadas (spams). Mas, para realizar seu trabalho, o Spamhaus mantém uma “lista de bloqueio” com servidores utilizados para fins maliciosos.
Nessa lista consta a Cyberbunker, empresa de hospedagem holandesa que afirma hospedar qualquer tipo de conteúdo, contanto que não relacionado à pornografia infantil ou terrorismo. Não contente em entrar para essa lista, a Cyberbunker atacou os servidores do grupo antispamming com um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS). Esse tipo de golpe consiste no envio de uma enorme – e contínua – quantidade de tráfego para o alvo, a fim de derrubá-lo. No caso, os servidores do Sistema de Nome de Domínio (DNS) do Spamhaus foram o alvo do ataque. Essa infraestrutura é responsável por traduzir endereços numéricos no protocolo da internet (Internet Protocol, ou IP) de domínios como o da própria BBC (bbc.co.uk).
Sven Olaf Kamphuis, porta-voz da empresa de hospedagem, disse por mensagem que o Spamhaus estava abusando do seu poder de bloqueio e que o grupo não poderia “decidir o que entra ou não na Internet”. No entanto, ao ser procurada pela BBC para discutir o assunto, a Cyberbunker não respondeu. Por sua vez, o Spamhaus supostamente alegou que a Cyberbunker, com a ajuda de “organizações criminosas” da Europa Ocidental e Rússia, estaria por trás do golpe. O chefe-executivo do grupo, Steve Linford, disse que o ataque foi sem precedentes. “Nós estivemos sob este ataque cibernético por mais de uma semana”, disse Linford à BBC. “Mas estamos de pé – eles não conseguiram nos derrubar. Nossos engenheiros estão fazendo um imenso trabalho para nos manter firmes – esse tipo de ataque teria derrubado praticamente qualquer coisa.”
Nessa afirmação, o “qualquer coisa” incluiria, inclusive, a infraestrutura de Internet do governo. “Estes ataques estão atingindo um máximo de 300 GB/s”, disse Linford à BBC. “Normalmente, quando há ataques contra grandes bancos, estamos falando de cerca de 50 GB/s.” O ciberataque está sendo investigado por cinco ciberforças policiais, segundo Linford. Ele afirmou, ainda, que não poderia dar mais detalhes do que isso, para proteção das agências – que poderiam ter suas infraestruturas atacadas também.
Em escala mundial
Segundo o especialista em segurança cibernética da Universidade de Surrey, no Reino Unido, o ataque está prejudicando toda a rede mundial. “Se você comparar o ataque a uma autoestrada, ele está colocando tráfego suficiente para fechar todas as pistas”, disse à BBC. A empresa de proteção contra ataques DDoS, Arbor Networks, também afirmou ao jornal que esse foi o maior ataque que já presenciaram. “O maior ataque DDoS que testemunhamos antes deste foi em 2010, que foi de 100 Gb/s. Obviamente o salto de 100 para 300 é muito grande”, disse o diretor de pesquisa de segurança da empresa, Dan Holden, à BBC, acrescentando que há a possibilidade de outros serviços sofrerem com o golpe.
O Spamhaus afirmou ser capaz de lidar com o ataque, já que ele possui uma infraestrutura distribuída por diversos países. Muitas grandes empresas da Internet, como o Google, dependem de seus serviços para filtragem de material indesejado. De acordo com Linford, essas companhias ofereceram seus recursos para ajudar na absorção de todo o tráfego gerado com o ataque. “Eles estão focando em cada parte da infraestrutura da Internet que acham que podem derrubar”, disse à BBC. “A Spamhaus tem mais de 80 servidores espalhados pelo mundo. Nós construímos o maior servidor DNS.”
Uma fonte quase inesgotável de água, a chuva raramente é aproveitada. Um projeto desenvolvido pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) promete ser uma alternativa inteligente a esse desperdício. No prédio, inaugurado recentemente, o telhado e o piso foram construídos a fim de aproveitar a quase totalidade da água de chuva.
A estrutura permite chegar uma produção de 600 milhões de litros por ano e uma economia anual de R$ 12 milhões, quando atingir o pleno aproveitamento para o qual foi projetada. Atualmente, o sistema está operando com 37% de sua capacidade e vai aumentar progressivamente, segundo o número de pessoas no centro.
A coordenadora da área de Recursos Hídricos e Resíduos da Gerência de Operações do Cenpes, Taisis Passos, disse que um dos principais benefícios, além da economia de gastos, é a garantia estratégica de que não haverá falta de água no prédio, caso haja interrupção no sistema de abastecimento público.
“Na construção do prédio novo, isso já fez parte do projeto de ecoeficiência. Uma das premissas era maximizar o uso da água, da energia elétrica e da iluminação. A água entrou em caráter estratégico, porque nós tínhamos pouca autonomia. Se a rede entrasse em colapso, nossa reserva era muito pequena, pois a autonomia era de apenas um dia. Hoje temos autonomia para quatro dias”, contou Taisis.
A água da chuva captada no telhado é utilizada nas pias e mictórios. A que cai no chão é utilizada na irrigação de 32 mil metros quadrados de área verde em volta do Cenpes. A água da chuva é armazenada em cisternas que totalizam 851 mil litros. Taisis só vê vantagens no reuso da água.
“Os telhados e os pisos são todos direcionados para grandes reservatórios de água de chuva. Isso poupa o nosso uso de água da Cedae [Companhia Estadual de Águas e Esgotos], produto muito nobre e que passa por um tratamento caro. O reuso ajuda a preservar o meio ambiente”, explicou.
O projeto de reuso de água no Cenpes começou em julho de 2012. Também são reutilizadas as águas de esgoto sanitário, dos efluentes dos laboratórios e do sistema das torres de resfriamento. Os efluentes passam por um sistema de filtragem que envolve um complexo processo físico-químico. Esse reservatório tem 2 milhões de litros. “A Petrobras vem estudando há muitos anos as melhores tecnologias para serem aplicadas em tratamentos para gerar água de reuso”.
A reutilização da água em outras instalações representou volume de 23 bilhões de litros em 2012, o suficiente para suprir 11% das atividades da Petrobras. O volume é 7% superior ao alcançado em 2011. A projeção para 2015, com a conclusão de novos projetos de reuso em refinarias, é de uma economia superior a 35 bilhões de litros de água por ano.
Tropeognathus cf. mesembrinus no Museu Nacional da UFRJ, o mais importante réptil encontrado no Brasil, na Chapada do Araripe Ana Branco / Agência O Globo
Encontrado no Nordeste do Brasil, o pterossauro media 8,2 metros de uma asa à outra e pesava 60 kg
Tropeognathus cf. mesembrinus no Museu Nacional da UFRJ, o mais importante réptil encontrado no Brasil, na Chapada do Araripe Ana Branco / Agência O Globo
RIO – A região semiárida que concentra as divisas de Piauí, Ceará e Pernambuco já foi terra de répteis voadores gigantes, capazes de atingir mais de 8 metros quando abriam as asas. Era uma época, há 110 milhões de anos, em que o atual sertão ficava bem mais perto do mar, e os animais em questão, os pterossauros, eram grandes predadores de peixes de lagos de água salgada onde hoje é a Chapada do Araripe. Nesta quarta-feira, cientistas brasileiros anunciaram no Rio a descoberta do maior fóssil de pterossauro já catalogado na região e no Hemisfério Sul, tornando-se o terceiro do mundo na lista dos gigantes voadores.
Fóssil estava bem preservado
A descoberta reforça a fama da Chapada do Araripe como um dos grandes sítios de pesquisa paleontológica do mundo. Identificado como um réptil pré-histórico da espécie Tropeognathus cf. mesembrinus, o fóssil foi encontrado em condições bastante especiais. Preservado em um leito de rocha calcária, o pterossauro teve 60% dos ossos encontrados, número considerado alto. O pesquisador Alexander Kellner explica que a descoberta quebra o entendimento de que os grandes répteis voadores da região eram alguns milhões de anos mais recentes.
— Pensava-se que os répteis voadores gigantes existiram apenas a partir de 72 milhões de anos atrás, mas a descoberta prova que os grandes pterossauros eram mais antigos e mais comuns do que se imaginava para a Chapada do Araripe — disse Kellner.
Além do exemplar maior, que tinha 8,2 metros de envergadura e com peso estimado de 60 quilos quando atacava peixes, os pesquisadores encontraram no mesmo campo de estudos — chamado de Formação Romualdo — outros dois pterossauros. De um foi achado apenas um fragmento do osso do braço, e o terceiro era considerado um jovem quando morreu, pois tinha metade do tamanho e formação óssea diferente.
Há 110 milhões de anos, a Terra vivia a Era Cretácea, a última da existência dos dinossauros. Os continentes eram uma massa compacta que começava a se separar. Na época do pterossauro nordestino, essa massa terrestre compacta era dividida entre a Gondwana — terra que se fragmentou na Antártica, Oceania, América do Sul, Índia e África — e a Laurásia. Com a descoberta anunciada ontem, o pterossauro torna-se o maior já encontrado na Gondwana. Apenas um réptil voador romeno e outro americano, que tinham entre 10 e 11 metros de envergadura, são maiores.
Kellner compara o comportamento do Tropeognathus cf. mesembrinus com o de um albatroz, ave terrestre que vive no Atlântico Sul e tem até 3,5 metros de envergadura. Ele estima que o pterossauro da Chapada do Araripe tinha hábitos diurnos como dos albatrozes, eram pescadores e voavam grandes distâncias. Além disso, a espécie pré-histórica tinha crista acima tanto na parte anterior do crânio quanto da mandíbula, o que ajudava a quebrar a resistência da água na hora do bote. O grupo de pterossauros com cristas tem registro de fósseis em várias partes, como Inglaterra, EUA e China, mas é no Brasil onde foi mais catalogado.
A ossada do pterossauro estará em exposição a partir de sexta-feira no Museu Nacional, em São Cristóvão. Os pesquisadores explicam que a espécie identificada não é inédita, mas trata-se do maior exemplar encontrado. O primeiro fóssil deste pterossauro foi achado em 1987.
O trabalho dos brasileiros foi publicado nesta semana pela Academia Brasileira de Ciências. Cientistas do Museu Nacional, da Universidade Regional do Cariri, do Ceará, e do Museu de Ciências da Terra participaram da pesquisa, cuja regularidade deu ao Rio prestígio o suficiente para sediar, em maio, um encontro internacional sobre o estudo dos répteis alados pré-históricos.
Pesquisadores franceses divulgaram esta semana um estudo que relata a cura funcional de 14 pacientes com HIV. Por cura funcional, entende-se que eles permaneceram sem os sintomas da doença mesmo depois de terem parado de tomar o coquetel. No grupo de pacientes, que foram diagnosticados no final dos anos 1990 ou começo dos anos 2000, o vírus não apresentou sinais de reaparição sete anos após a interrupção dos medicamentos. A pesquisa foi publicada anteontem na revista PLoS Pathogens.
O estudo, feito pelo Instituto Pasteur, de Paris, surge no mesmo mês em que médicos do Mississippi, nos Estados Unidos, anunciaram a cura de uma menina norte-americana que nasceu de mãe soropositiva e foi tratada logo após o parto, alcançando a cura funcional. Os pacientes foram tratados durante três anos antes de interromperem a medicação.
Um dos autores do estudo o pesquisador sênior do Instituto Pasteur Asier Saez-Cirion, disse que provavelmente será impossível controlar o vírus na maioria dos pacientes já contaminados, mas que os resultados sugerem que pelo menos alguns podem se curar se receberem os medicamentos com rapidez suficiente.
“(A nova pesquisa) e o estudo do Mississippi apoiam fortemente a iniciação precoce do tratamento, e podem conter pistas importantes para o desenvolvimento de uma estratégia para curar o HIV ou pelo menos induzir a um controle de longo prazo sem a necessidade de tratamento antirretroviral.” Ele acrescenta que os resultados são uma prova de conceito que poderia ser bem sucedida em outros indivíduos.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
(Arquivo) Antenas do radiotelescópio Alma, no Deserto do Atacama
San Pedro do Atacama - Um revolucionário observatório astronômico, que permitirá revelar segredos do cosmo e poderá abrir os olhos da ciência para a origem do Universo e da vida, será inaugurado esta quarta-feira no Deserto do Atacama, norte do Chile, após mais de uma década de construção.
O grande conjunto de radiotelescópios Alma (na sigla em inglês), que atua como um telescópio gigante, é o mais ambicioso projeto astronômico do mundo e será instalado na Planície de Chajnantor, a mais de 5.000 metros de altitude, em pleno deserto do Atacama, o mais árido do mundo e com atmosfera semelhante à de Marte.
O observatório Alma (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, em inglês, ou Grande Conjunto milimétrico/submilimétrico do Atacama) começa a funcionar após mais de dez anos de construção, da qual participaram instituições de Estados Unidos, Japão e Europa, e com um investimento de mais de 600 milhões de dólares.
Ele observará a luz invisível ao olho humano, em comprimentos de onda milimétricas e submilimétricas 1.000 vezes mais compridas do que as ondas de luz visível, o que permite atravessar densas nuvens de poeira cósmica e chegar à parte mais lonquínqua (antiga) e fria do Universo.
Com 66 antenas que podem agir em uníssono, o Alma pode operar com um único telescópio ou antena de 16 km de diâmetro.
“O (observatório) Alma será uma revolução. Nos permitirá ver com mais profundidade e de forma mais nítida e isto transformará completamente nossa visão de parte do Universo”, explicou à AFP Massimo Tarengui, representante do Observatório Europeu Austral (ESO), que integra o projeto.
“Encontraremos tantas coisas desconhecidas que haverá uma revolução total”, assegurou.
Depois do Big Bang, a grande explosão que acredita-se que tenha dado origem ao Universo, a luz que emergiu foi desaparecendo ou apagando. Havia apenas gases, principalmente hidrogênio, um pouco de hélio, traços de lítio e berílio, dos quais logo se formariam as primeiras estrelas e a partir delas, os planetas.
Diferente dos telescópios ópticos ou infravermelhos, o Alma consegue captar o brilho fraco e gás presentes na formação dessas primeiras estrelas, galáxias (conjunto de estrelas) e planetas, situadas na zona mais escura, distante e fria (entre -200 e -260 graus Celsius) do Universo.
Esta capacidade permitirá aportar conhecimento sobre algo a respeito do que ainda não há certeza: como se formam as galáxias como a Via Láctea, que abriga o Sistema Solar, onde fica a Terra.
“Com o Alma poderemos ver formação galáctica ou planetária e daí a grande expectativa que existe em torno do projeto. Sabemos como surgiu o Big Bang, mas não sabemos como nascem as galáxias”, explicou à AFP o astrônomo da Universidade do Chile, Diego Mardones.
“Temos conhecimento sobre o Sistema Solar, (…) mas não temos uma compreensão clara de como se formou o Sistema Solar”, concordou Tarenghi.
Mas com o Alma será possível ir além, até a origem da matéria orgânica e da vida.
“Com Alma vamos avançar muito no que chamamos de astroquímica. Este universo frio é propenso à geração de moléculas (distintas formações de átomos) ou aminoácidos. Uma coisa que esperamos conseguir estudar é quão comuns são estes aminoácidos, que são a origem da matéria orgânica e da vida”, destacou Mardones.
Em 2003, Estados Unidos, representado por seu Observatório Radioastronômico Nacional (NRAO, na sigla em inglês) e a ESO assinaram o primeiro acordo para a criação de Alma. Um ano depois, o Japão se uniu.
Seis anos mais tarde foi instalada a primeira antena na Planície Chajnantor, próxima ao povoado de San Pedro de Atacama (1.700 km ao norte de Santiago).
O local foi escolhido pela altitude extraordinária, sua extrema secura e amplitude. Devido à sua relativa proximidade com a linha do Equador, tem também um ângulo privilegiado para observar grande parte do Universo.
As antenas de Alma têm 12 e 7 metros de diâmetro e uma precisão de observação equivalente a uma fração da espessura do cabelo humano. São móveis: quando estão mais próximas umas das outras, em um raio de 150 metros, obtêm uma imagem mais geral do objeto, mas quando estão mais separadas (até 15 km), conseguem melhor resolução.
Cada antena pesa 100 toneladas e se movem graças a dois transportadores especialmente construídos com este propósito.
As imagens extraídas por Alma serão processadas no chamado Correlacionador, considerado um dos computadores mais potentes do mundo.
“Nós somos parte do Universo e gostaríamos de saber mais sobre nós mesmos: saber de onde viemos, qual é o início, por que estamos aqui, como a Terra se formou e aonde vamos”, concluiu Tarenghi.
Brasília – Uma equipe de médicos norte-americanos anunciou o primeiro caso de cura funcional de uma criança de 2 anos, que desde o nascimento foi contaminada com o vírus HIV, transmitido pela mãe soropositiva. De acordo com os especialistas, trata-se de eliminação viral. A criança ficou em tratamento por um ano e meio. Ela foi medicada com antirretrovirais e não apresenta mais sinais do vírus no organismo.
Para os pesquisadores, o tratamento precoce explica a cura funcional, bloqueando a formação de “estoques virais escondidos”. O caso foi apresentado durante a 20ª Conferência Anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (Croi), em Atlanta, na Geórgia.
A médica Deborah Persaud, do Centro Infantil Johns Hopkins, do Hospital Universitário de Baltimore (Maryland, nos Estados Unidos), principal autora do estudo, disse que é fundamental que a terapia com antirretrovirais seja introduzida o mais cedo possível para impedir o avanço desses estoques escondidos.
A única cura completa de pessoa contaminada com o vírus HIV, que foi oficialmente reconhecida, é a do norte-americano Timothy Brown, conhecido como o paciente de Berlim. Ele foi declarado curado depois de um transplante de medula óssea de um doador que tinha uma mutação genética rara, que impedia o vírus de penetrar nas células. O transplante foi concebido para tratar a leucemia.
Renata Giraldi* Repórter da Agência Brasil
*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur
Fragmentos foram cedidos por morador da região em que ocorreu queda. Explosão de meteorito deixou mais de 1,5 mil feridos na Rússia.
Meterorito atingiu região da Rússia no dia 15 de fevereiro (Foto: AP Photo/ Nadezhda Luchinina/E1.ru)
Um meteorito que explodiu sobre os montes Urais, na Rússia, e que espalhou bolas de fogo pelo céu em fevereiro é composto, em sua maior parte, de minerais de silicatos como olivina e ortopiroxênio, disseram geólogos russos em um comunicado emitido nesta sexta-feira (1º). Os fragmentos também contêm níquel e sulfureto de ferro, segundo agências internacionais.
Os pedaços foram cedidos aos pesquisadores por um morador de uma aldeia da região onde houve a queda. Em menor medida, foram encontrados cromo, clinopiroxênio e plagioclásio. As análises foram realizadas por especialistas do Instituto de Geologia e Mineralogia da Academia de Ciências da Rússia, vinculados ao departamento siberiano.
Segundo a nota oficial, o estudo dos meteoritos é fundamental para a reconstrução dos períodos iniciais do sistema solar, já que esses corpos celestes incluem os componentes que originalmente criaram os planetas.
Universidade Federal dos Urais analisa pedaços do meteorito que atingiu região da Rússia (Foto: Alexander Khlopotov/AP)
Apesar das baixas temperaturas e da abundante neve, os especialistas da Universidade dos Urais seguem procurando fragmentos de meteorito. O maior foi encontrado nesta semana e pesava em torno de 1 kg.
A queda do objeto do espaço deixou um grande buraco no fundo do lago gelado de Cherbakul, segundo agências internacionais. O maior fragmento do meteorito foi encontrado no fundo da água.
Os cientistas são contra a “coleta indiscriminada” dos restos do meteorito pela população, já que isso acaba deixando a comunidade científica sem um valioso material de investigação sobre a história do Universo.
O meteorito, que deixou mais de 1,5 mil feridos na Rússia, sendo 319 crianças, possuía uma massa de até 10 mil toneladas no momento em que explodiu na atmosfera, e é o maior que caiu sobre a Terra desde 1908, afirma a agência espacial americana (Nasa).
Venda de fragmentos Entusiastas amadores estimam que os pedaços de rocha espacial possam valer até 66 mil rublos (US$ 2.200) por grama — mais de 40 vezes a atual cotação do ouro. O fato deu início a uma “corrida do meteorito” nos arredores da cidade industrial de Chelyabinsk, onde foi registrada a queda.
A explosão do dia 15 de fevereiro e a onda de choque que veio depois estilhaçaram vidraças, feriram cerca de 1,5 mil pessoas e causaram prejuízo de US$ 33 milhões em danos, segundo autoridades locais.
No entanto, a confirmação de que o corpo celeste, tratado inicialmente por meteoro, era na verdade um meteorito veio quando cientistas da Universidade Federal dos Urais afirmaram que fragmentos encontrados no Lago Chebarkul, na região de Chelyabinsk, eram partes de um meteorito.
Estudo feito com partículas dos fragmentos encontrados na região do Lago Chebarkul, que está congelado, apontaram que o material tinha características de um meteorito condrito ordinário, contendo em sua composição 10% de ferro.
Descoberta pode ajudar a aumentar a segurança e a eficácia de transplantes de medula óssea e melhorar o tratamento da Aids
Foto: University of Texas Southwestern Medical Center
Dr. Sean Morrison, líder da pesquisa
Pesquisa realizada na UT Southwestern University, nos EUA, pode permitir criar células-tronco formadoras de sangue em laboratório.
A pesquisa revela o ambiente dentro da medula óssea que ajuda a combater infecções. Os pesquisadores identificaram a definição biológica para células formadoras de sangue que produzem as células brancas conhecidas como células T e células B.
Os dados mostram que as células chamadas linfoides progenitoras iniciais, que são responsáveis pela produção de células T e células B, prosperam em um ambiente conhecido como nicho osteoblástico.
A investigação, publicada na revista Nature, também estabelece uma abordagem promissora para o mapeamento do sistema inteiro de formação do sangue pelos pesquisadores.
Os cientistas, liderados por Sean Morrison, já sabem fabricar grandes quantidades de células estaminais que originam o sistema nervoso, pele e outros tecidos. Mas eles não têm sido capazes de produzir células-tronco formadoras de sangue em laboratório, em parte devido a uma falta de compreensão sobre o nicho em que as células estaminais formadoras de sangue e as células progenitoras residem no corpo.
Segundo os pesquisadores, a pesquisa os coloca um passo mais perto do desenvolvimento de terapias com células do sistema de formação do sangue que não existem hoje.
Estas descobertas podem eventualmente ajudar a aumentar a segurança e a eficácia de transplantes de medula óssea, como aqueles necessários após medula saudável ser destruída por radiação ou quimioterapia usada em tratamentos para a leucemia infantil.
Os resultados também podem ter implicações para o tratamento de doenças associadas com a perda de células que combatem a infecção, tais como HIV.
Especialistas norte-americanos acreditam que Marte pode abrigar vida microbiana, apesar das suas condições climáticas. De acordo com os cientistas, a superfície do planeta vermelho, explorada pelo robô Curiosity, se assemelha com locais da Terra como a Antártica e o Deserto do Atacama, no Chile, onde já foram encontradas formas de vida.
A teoria foi divulgada durante a conferência “A habitalidade atual de Marte”, realizada no início de fevereiro na Universidade de Los Angeles, na Califórnia. De acordo com os estudos, evidências mostram que existem regiões de Marte que no passado não eram desérticas, como é visto hoje em dia.
“Certamente nós não podemos descartar a possibilidade de que Marte seja habitável hoje”, disse Alfred McEwen, da Universidade do Arizona. Segundo o cientista, será possível observar água salgada fluindo das encostas em alguns locais específicos durante a primavera e o verão local, constatação tida devido ao desenho do relevo local.
Apesar da provável presença de água, os cientistas defendem ainda que existem formas de vida que não necessitam do composto para sobreviver. Utilizando os exemplos de vida na Antártica e no Atacama, dois locais extremamente frios e secos, respectivamente, os biólogos defendem a teoria de que formas de vida possam se desenvolver na superfície marciana.
A Universidade de Los Angeles disponibilizou vídeos das palestras (em inglês) que fizeram parte da conferência, realizada entre os dias 4 e 5 de fevereiro. Os debates podem ser revistos no site oficial da instituição.
A escassez de combustíveis e seu alto valor tem feito com que as principais montadoras do mundo pensem em soluções para os seus carros do futuro. A Volkswagen, por exemplo, já anunciou que começará a produzir e comercializar na Europa um novo modelo de carro capaz de percorrer 111 quilômetros com apenas um litro de díesel, o XL1.
O XL1, que deverá ter apenas 50 unidades produzidas, é equipado com um motor híbrido com boa propulsão e que garante ao carro 75 cavalos de potência. O veículo é capaz de atingir 100 quilômetros por hora em apenas 12,7 segundos e velocidade máxima de 160 km/h, e ele também tem autonomia de 50 quilômetros com uma carga completa em seu motor elétrico.
Para ajudar em seu desempenho, o XL1 possui carcaça feita com fibra de carbono e trabalhada em um visual futurista, garantindo a aerodinâmica ideal para o carro, e ainda é equipado com rodas de magnésio e pneus com perfil baixo – ao todo, o veículo pesa apenas 795 quilos.
Foto: Divulgação
A Volkswagen ainda não informou o valor de mercado do XL1, mas ele deverá ser apresentado pela primeira vez ao público durante o Salão do Automóvel de Genebra, Suíça, que acontece entre os dias 17 e 27 de março de 2013.
Brasília – Com eventos que vão reunir grandes multidões previstos para ocorrer no Brasil nos próximos anos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, cresce a preocupação com a segurança nos ambientes de grande aglomeração. Para aprimorar o planejamento nesses locais, pesquisadores brasileiros desenvolveram um software que leva em conta os diferentes perfis do público para mapear a velocidade com que as pessoas se deslocam, o tempo gasto para esvaziar o ambiente e os pontos de maior concentração em situações de normalidade e de emergência.
O software, chamado CrowdSim, reproduz virtualmente o local onde ocorre o evento com a localização de portas, banheiros, lanchonetes e faz as previsões sobre o tempo de descolamento, além da porcentagem de pessoas que ao término de um espetáculo artístico ou jogo se dirige para a saída, a parcela que passa antes em banheiros ou mesmo não se desloca imediatamente. As simulações são feitas levando em consideração o comportamento do público, que será diferente se for um show de rock, um evento infantil ou esportivo.
Todo o mapeamento serve para simular diversos cenários e elaborar o planejamento para diferentes situações, entre elas, tumultos e urgência em esvaziar o ambiente. Também serve para planejar alterações para dar mais conforto ao público e pode ser usado tanto em ambientes fechados quanto abertos, como praças.
O CrowdSim foi desenvolvido pela equipe de pesquisadores do Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais da faculdade de informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A coordenadora do projeto, Soraia Raupp, explica que a ideia é usar a simulação virtual do ambiente para exibir vídeos ao público com orientações como e onde está a saída, o banheiro, a lanchonete e o serviço médico mais próximos de cada setor e o que fazer em caso de incidentes.
“Pode se usar o software antes de construir o ambiente, enquanto ele existe só em planta para orientar a construção. Depois do ambiente construído, para planejamento, para treinamento do setor de segurança e, depois, para alertar à população”, explica Soraia Raupp.
A primeira simulação do software foi feita no Estádio Olímpico João Havelange, conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro, à medida que o produto era desenvolvido. O software ainda não está à venda, pois deve passar por aprimoramento, mas a expectativa, de acordo com a coordenadora do projeto, é que custe até dez vezes menos que similares importados.
O software levou cerca de um ano e meio para ser desenvolvido e teve financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Brasília – Cientistas russos disseram neste domingo (17) ter encontrado fragmentos do meteorito que atingiu os Montes Urais na sexta-feira (15), deixando mais de mil feridos. A maioria sofreu cortes quando vidraças de prédios se estilhaçaram devido ao impacto. Um porta-voz da Universidade Federal dos Urais, Viktor Grohovsky, disse que os fragmentos foram detectados ao redor do Lago Chebarkul, na região de Chelyabinsk.
Segundo Grohovsky, o material encontrado tem cerca de 10% de ferro. Acredita-se que o meteoro tivesse cerca de 15 metros de diâmetro quando entrou na atmosfera e explodiu. A Academia Russa de Ciências calcula que o meteoro pesava cerca de 10 toneladas e viajava a uma velocidade de 54 mil quilômetros por hora.
Neste fim de semana, o governo russo iniciou uma operação de limpeza na região afetada, com o envio de mais de 20 mil funcionários aos Montes Urais para consertar os estragos provocados pela chuva de meteoritos da sexta-feira.
O Ministério de Emergências russo pediu calma à população, argumentando que os níveis de radiação na região estavam normais após a “chuva de meteoritos na forma de bolas de fogo”.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que agradeceu a Deus que nenhum grande fragmento tenha caído sobre áreas densamente povoadas.
Autoridades informaram que o meteorito caiu em um lago congelado
Foto: AFP
Vários mergulhadores rastreavam o fundo de um lago russo neste sábado, em busca de fragmentos de um meteorito que caiu na véspera na Terra como uma bola incandescente e cujas ondas de choque deixaram cerca de 1.200 feridos, provocando danos em milhares de lares da Rússia.
Este meteorito de cerca de 10 toneladas atravessou o céu dos Urais na manhã de sexta-feira, quando o mundo se preparava para o encontro com um grande asteróide, o que levou posteriormente algumas autoridades russas a pedirem a criação de um sistema mundial de defesa de objetos espaciais.
A queda surpreendente do meteorito parou o trânsito na cidade industrial de Chelyabinsk, cujos habitantes saíram às ruas para contemplar o clarão provocado pelo corpo celeste antes de buscarem refúgio, enquanto uma explosão quebrava os vidros das janelas e ativava os alarmes dos automóveis. Muitas pessoas foram feridas pelos estilhaços de vidro.
“Temos uma equipe especial (…) que agora está avaliando a estabilidade sísmica dos edifícios”, disse aos vizinhos o ministro das Situações de Emergência, Vladimir Pushkov, enquanto inspecionava os danos nesta cidade do centro da Rússia.
“Teremos muito cuidado ao ligar novamente o gás”, afirmou Pushkov na televisão.
Um fragmento do meteoro – chamado de meteorito depois que toca o solo – aparentemente caiu nas águas geladas do Lago Shebarkul, na região de Chelyabinsk.
“Um grupo de seis mergulhadores inspecionará as águas em busca de pedaços de um meteorito”, disse uma porta-voz do ministério de Situações de Emergência às agências de notícias russas pouco antes do início desta operação.
No entanto, Pusjkov ressaltou que não foram encontrados fragmentos em nenhuma parte da região até o momento, embora 20.000 socorristas tenham sido enviados ao local na sexta-feira.
Veja como ficou região atingida por meteorito :Clique aqui para iniciar o vídeo
A explosão deste meteoro parece ser um dos acontecimentos cósmicos mais assombrosos ocorridos na Rússia desde o evento de 1908 em Tunguska, quando ocorreu uma grande explosão que muitos cientistas atribuem a um asteróide ou a um cometa que atravessou o céu da Sibéria.
Os cientistas da agência espacial americana Nasa consideraram que a quantidade de energia liberada na sexta-feira no impacto com a atmosfera foi cerca de 30 vezes superior à força da bomba atômica lançada pelos americanos contra a cidade japonesa de Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial.
“Nós esperamos que um acontecimento desta magnitude ocorra uma vez a cada 100 anos, em média”, afirmou Paul Chodas, do Escritório de Programação de Objetos próximos à Terra da Nasa.
“Quando há uma bola de fogo deste tamanho, esperamos que muitos meteoritos cheguem à superfície e, neste caso, provavelmente alguns foram grandes”, disse em um comunicado publicado no site da Nasa.
A queda do meteorito na Rússia ocorreu poucas horas antes de um asteróide – um objeto espacial similar a um pequeno planeta em órbita ao redor do sol – passar perto da Terra, a uma distância sem precedentes de 27.000 km.
Isto significa uma distância menor da Terra que alguns satélites distantes e provocou pânico em certos círculos russos.
“Em vez de lutar na Terra, as pessoas deveriam criar um sistema conjunto de defesa dos asteróides”, afirmou o chefe do Comitê de Assuntos Exteriores do Parlamento russo, Alexei Pushkov, em sua conta no Twitter na sexta-feira.
Este estreito aliado do presidente russo Vladimir Putin convocou os “Estados Unidos a se unirem a nós e à China criando um Sistema de Defesa contra Asteróides”.
Assistir à televisão, conferir a previsão do tempo, falar ao telefone e até receber alertas por causa de chuva são atividades comuns que se tornaram possíveis graças aos satélites. Os três últimos colocados em órbita pelo Brasil – chamados Cbers, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, do inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite – foram lançados de base chinesa.
Foto: Agência Brasil
No ano em que o acidente na Base de Alcântara completa 10 anos, o país divulga o seu quarto programa espacial. O desafio é lançar até 2021 um satélite desenvolvido no Brasil, acoplado a um foguete nacional, a partir de um centro de lançamento próprio.
Enquanto o plano ainda não for possível, o Brasil se prepara para colocar em órbita mais um satélite de uma base chinesa, o Cbers-3. O lançamento estava programado para o fim do ano passado, mas foi adiado para o primeiro semestre deste ano porque conversores comprados nos Estados Unidos apresentaram falhas nos testes finais.
O Cbers-3 será o primeiro da família de satélites sino-brasileiros a integrar uma câmera para satélite 100% desenvolvida e produzida no Brasil. A câmera vai registrar imagens para o monitoramento de recursos terrestres. Já foram lançados os Cbers 1, 2 e 2-B.
Brasil e China são parceiros na área espacial desde 1988, quando iniciaram a cooperação para o desenvolvimento do Programa Cbers. O objetivo é implantar um sistema completo de sensoriamento remoto de nível internacional, no qual satélites sejam responsáveis pelo monitoramento de desmatamentos, da expansão urbana e da agropecuária.
Para fortalecer o Programa Espacial Brasileiro, em 2013, haverá mais ações voltadas para a formação de pessoas na área aeroespacial, entre elas, enviar estudantes brasileiros, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, para se especializarem em países já desenvolvidos na área espacial e, também, trazer especialistas desses
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HOMENAGEM DA SEMANA
CORREINHA
O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura
Jornal do Vicelmo
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Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.
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