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sexta-feira, 2 mar 2012, 22:57
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São Paulo – Cientistas da Nasa descobriram que existe oxigênio em Dione, uma das luas de Saturno. A novidade traz esperança para que seja encontrada vida fora da Terra.
Cassini voou por Dione em 7 de abril de 2010. Durante a missão, a sonda detectou íons de oxigênio molecular perto da superfície gelada da lua, devido ao bombardeamento por partículas presas no campo magnético de Saturno.
A Sonda Cassini, da Nasa, notou algo familiar na atmosfera da lua há dois anos atrás. Dione, é um mundo árido e gelado. Segundo os astrônomos, o astro possui alguns atributos que o tornam adequado para a vida como a conhecemos.
O Professor Andrew Coates, do UCL Mullard Space Science Laboratory, responsável pelo sensor que ajudou a missão Cassini na descoberta, diz que a produção de oxigênio parece ser um processo universal em luas geladas, banhadas por uma forte radiação e presos em um ambiente de plasma.
Coates explica que as partículas energéticas atingem a superfície gelada, o hidrogênio é perdido e oxigênio molecular permanece como uma exosfera (camada mais externa da atmosfera). Agora, os pesquisadores já sabem que isso acontece em luas de Saturno, bem como de Júpiter, e pode muito bem ocorrer em outros sistemas planetários.
A descoberta vai dar um impulso para os cientistas enviarem novas missões para Saturno com o objetivo de procurar presença de água líquida ou indícios de vida extraterrestre. Isso porque o oxigênio, combinado com outros fatores importante, pode tornar o ambiente propício a suportar formas de vida microscópicas em outras luas mais habitáveis.
A sonda Cassini foi lançada em Outubro de 1997 com destino a Saturno para estudar toda a complexidade de anéis e luas em torno do planeta. Cassini completou sua missão inicial de quatro anos para explorar o sistema do planeta em Junho de 2008. A primeira missão estendida, chamado de Cassini Equinox Mission, também foi completada em setembro de 2010. A extensão atual da missão vai até setembro de 2017, com o solstício de verão saturniano.
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quarta-feira, 29 fev 2012, 22:37
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A Silene stenophylla cresceu em laboratório graças a uma técnica eu usa partes da própria fruta para cultivar as sementes. As plantas resultantes eram saudáveis, e somente um pouco diferentes de suas versões modernas.Cientistas russos conseguiram cultivar uma planta a partir de sementes com mais de 30 mil anos. Detalhe: os grãos estavam em frutas enterradas por esquilos pré-históricos, em locais próximos a um rio na Sibéria.
No trabalho publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os pesquisadores explicam que este é o material mais antigo já “trazido de volta à vida” (o recorde anterior era de uma sementes de 2 mil anos, em Israel).
O estudo foi escrito pela equipe do Professor David Gilichinsky que, infelixmente, faleceu pouco antes da publicação do trabalho.
A fruta siberiana foi achada nas margens do rio Kolyma, um local com mais de 70 tocas cavadas para hibernação pelos esquilos há 31.800 anos (com uma margem de erro de 300 anos para mais ou para menos).
Elas estavam a 38 metros de profundidade (na época essa distância era menor, claro). Na mesma profundidade, já foram achados ossos de grandes mamíferos contemporâneos da planta, como mamutes, bisões, cavalos.
Segundo os pesquisadores, o material permaneceu congelado a -7º C por todo esse tempo (fato que contribuiu para sua preservação). Outra teoria é a de que o açúcar tenha ajudado a manter as sementes intactas.
Os pesquisadores acreditam que a mesma técnica poderia ser usada para cultivar plantas já extintas. Mas isso, é claro, dependeria da sorte de encontrar mais material preservado dessa forma.
Imagens: Divulgação e PNAS
Exame Info
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quarta-feira, 29 fev 2012, 22:04
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Método permite ver a Terra como se fosse planeta fora do Sistema Solar. Experiência foi feita com instrumento localizado no Chile.
Lua na região do VLT, no Chile, refletindo parte da luz que a Terra recebe do Sol. (Foto: ESO/B. Tafreshi/TWAN)
Uma equipe internacional de astrônomos desenvolveu uma nova técnica para determinar indícios de vida em outros planetas por meio da qual analisa a luz terrestre refletida na Lua, o que poderia superar dificuldades de métodos convencionais.
Os resultados do teste foram publicados na revista científica “Nature”. O método estudou a Terra como se ela estivesse fora do Sistema Solar. A observação foi feita por meio do reflexo que o planeta projeta sobre seu satélite natural.
A equipe observou o fenômeno com o telescópio de longo alcance VLT, situado no deserto do Atacama, no Chile.
O sol brilha sobre a Terra e sua luz se reflete por sua vez sobre a superfície lunar. Isso faz o satélite atuar como se fosse um grande espelho, que devolve a luz de volta para a Terra, segundo explicou Michael Sterzik, pesquisador do Observatório Europeu Austral e principal autor do estudo.
Os investigadores procuraram indicadores, como por exemplo certas combinações de gases na atmosfera terrestre, que são considerados indícios de vida orgânica, como a presença simultânea de metano, vapor de água e oxigênio.
Ao contrário de pesquisas anteriores, a nova técnica explora a polarização. Quando a luz se polariza seus campos magnético e elétrico têm uma orientação determinada (as ondas vibram numa direção concreta).
Precisamente, o que os investigadores mediram neste trabalho é como luz se polariza dependendo da superfície sobre a qual se reflete, explicou Enric Pallés, do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), que também faz parte do estudo.
O gelo, as nuvens, a terra ou os oceanos podem fazer a superfície se polarizar em graus e cores determinadas.
O grupo analisou a luz que refletia a Terra sobre a Lua como se fosse a primeira vez que vissem o planeta e essa luz indicou que a atmosfera terrestre é parcialmente nublada, que parte de sua superfície está coberta por oceanos e outro “dado crucial”: existe vegetação.
Os cientistas puderam inclusive detectar mudanças que se produzem na cobertura das nuvens da Terra e na quantidade de vegetação em diferentes partes do planeta (tudo isso com o reflexo sobre a Lua).
Esta nova forma de buscar vida extraterrestre busca superar métodos convencionais: a luz de um planeta distante é muito difícil de se analisar porque é eclipsada pelo brilho da estrela que o ilumina.
Para Stefano Bagnulo, pesquisador do Observatório de Armagh, no Reino Unido, a tentativa “é comparável a observar um grão de pó junto a uma lâmpada potente”.
No entanto, o reflexo do planeta sobre seu satélite está orientado numa direção, o que permite sua análise de forma simples mediante técnicas que separam a luz polarizada da não polarizada.
Na sede do Observatório Austral Europeu em Garching, na Alemanha, analistas disseram que a descoberta pode contribuir para futuros descobrimentos em outros lugares do Universo.
“Se existe vida fora do Sistema Solar, encontrá-la depende exclusivamente da existência de técnicas adequadas”, disse Pallés. Ele afirma que daqui a 10 ou 12 anos, o metódo poderia ser utilizado em telescópios.
A equipe do IAC admitiu que este novo “método não revelará dados sobre homenzinhos verdes ou vida inteligente, mas sua aplicação nas novas gerações de telescópios mais potentes poderia facilmente brindar a humanidade com a notícia de que há vida além de seu planeta”.
Fonte: G1
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segunda-feira, 27 fev 2012, 09:22
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As nuvens da Terra ficaram um pouco menores – cerca de 1%, em média – durante a primeira década deste século, segundo um estudo financiado pela NASA com base em dados do satélite da instituição. Os resultados têm implicações potenciais para o clima global no futuro.
Cientistas da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, analisaram os primeiros 10 anos de medições globais da altura dos topos das nuvens (a partir de março de 2000 a fevereiro de 2010). O estudo revela uma tendência geral de diminuição da altura da nuvem. A altura média global da nuvem diminuiu cerca de 1% ao longo da década, ou seja, cerca de 30 a 40 metros. A maior parte da redução foi devido a menos nuvens que ocorrem em altitudes elevadas.
O pesquisador Roger Davies disse que, por enquanto, o registro é muito curto para ser definitivo, e fornece um indício de que algo de muito importante pode estar acontecendo. Um acompanhamento de longo prazo será necessário para determinar a importância da observação para as temperaturas globais.
Uma redução consistente na altura da nuvem permitiria a Terra arrefecer até o espaço de forma mais eficiente, reduzindo a temperatura da superfície do planeta e retardando potencialmente os efeitos do aquecimento global. Isto pode representar um mecanismo de “retorno negativo” – uma mudança causada pelo aquecimento global que trabalha para combatê-la. “Nós não sabemos exatamente o que faz com que as alturas das nuvens diminuam”, diz Davies. “Mas isso deve ser devido a uma mudança nos padrões de circulação que dão origem a formação de nuvens em grande altitude”.
A nave espacial Terra, da NASA, está programada para continuar coletando dados até o final desta década. Os cientistas continuarão acompanhando os dados de perto para ver se esta tendência terá continuação.
Outra missão da NASA que estuda as nuvens é o CloudSat, lançado em 2006. O CloudSat é o primeiro satélite que utiliza um radar avançado que “fatia” através das nuvens para ver sua estrutura vertical, proporcionando uma capacidade totalmente nova de observação do espaço. O principal objetivo CloudSat é fornecer dados necessários para avaliar e melhorar a forma como as nuvens são representadas em modelos globais, contribuindo assim para melhores previsões de nuvens e, portanto, seu papel mal compreendido na mudança climática e o feedback nuvem-clima. [ScienceDaily]
Fonte: Hipersciencia
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sábado, 25 fev 2012, 22:11
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Testes vão tentar descobrir o que é e de onde veio a esfera de 30 kg. Para especialistas, provavelmente se trata de um tanque de foguete.

A Aeronáutica recolheu na noite desta sexta-feira (24) o objeto que caiu do céu na última quarta em Anapurus (MA), a 280 km de São Luís. A esfera estava na sede da Polícia Militar do município e foi levada para o Centro de Lançamento de Alcântara, base brasileira para lançamento de foguetes, a 30 km de São Luís.
O objetivo é descobrir de que se trata a esfera metálica, oca, de aproximadamente 30 kg e do tamanho de um botijão de gás. Por enquanto, a Aeronáutica prefere não antecipar nenhuma posição sobre o que possa ser o objeto, e nem soube informar de que material ele é feito.
Especialistas ouvidos pelo G1 e pela agência russa “Ria Novosti” afirmam que o objeto é provavelmente o tanque de um foguete utilizado para lançar satélites ao espaço. Para eles, o principal suspeito é o foguete francês Ariane-4, lançado da Guiana Francesa em 1997.
Em Alcântara, a esfera passará pela análise de especialistas da Aeronáutica. Além de determinar o que é o objeto, eles querem descobrir sua origem. Se isso não for possível, ele será levado para testes mais completos no Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica, em São José dos Campos (SP).
Alvoroço

O objeto, encontrado por um morador do povoado de Moraes, provocou alvoroço também entre os 10 mil habitantes de Mata Rosa, município vizinho. José Valdir Mendes, 46 anos, afirmou que a peça deixou um buraco de cerca de 1 metro em seu quintal.
“Escutei o barulho, tremeu até a perna. Fui olhar o que era. Pensei que era um avião que tinha caído, ou um terremoto”, contou. “Foi um alvoroço enorme aqui. Alguns com medo e receio com aquela história de 2012. Outros dizendo que era ‘alien’. Mas creio que é uma peça de satélite que caiu do espaço mesmo”, afirmou o professor Max Mauro Garreto, 25, morador de Mata Roma.
Internautas do G1 também enviaram suas hipóteses para o mistério: seria a bola um babaçu gigante, comum no estado? Uma bola que caiu da árvore de Papai Noel? A barriga da falsa grávida do interior paulista ou um ovo de coruja? Uma bola de um gol perdido do jogador Deivid ou um pênalti batido por Elano na Copa América? Alguns reclamaram ainda que o objeto errou o alvo e deveria ter caído em Brasília e muitos têm a mesma opinião de especialistas: seria um tanque de combustível de um foguete.
Fonte: G1
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sexta-feira, 24 fev 2012, 23:13
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Um grupo de cientistas mexicanos trabalha no desenvolvimento de uma vacina que pode reduzir a dependência de uma das drogas mais famosas no mundo: a heroína. Pesquisadores do Instituto Nacional de Psiquiatria do México afirmaram ter testado com sucesso a vacina em camundongos e se preparam para fazer testes em humanos em breve. As informações são do site do jornal The Guardian.
A vacina, que foi patenteada nos Estados Unidos, torna o organismo resistente aos efeitos da droga. Assim, os usuários deixariam de sentir prazer quando consumissem a heroína. “É uma vacina para pessoas que são dependentes graves, que não tiveram sucesso com outros tratamentos e decidiram usar esse aplicativo para ficar longe das drogas”, disse Maria Elena Medina, diretora do instituto, nesta quinta-feira.
Nos testes, os camundongos foram submetidos a doses de heroína durante um período prolongado de tempo. Aqueles que receberam a vacina mostraram uma queda acentuada no consumo de droga, dando esperanças aos pesquisadores de que também pode funcionar em humanos.
Fonte: Terra
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quinta-feira, 23 fev 2012, 21:58
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Novos nanorobôs, feitos de DNA, podem transportas uma carga mortal precisa a células cancerosas.
Os pequenos robôs trazem mais esperança para o tão esperado sonho da nanotecnologia, da robótica em miniatura que possa matar as células de doenças, uma por uma.
“As pessoas já sabem do uso de anticorpos para matar células”, afirma Shawn Douglas, do Instituto Médico de Harvard, que desenvolve materiais e equipamentos médicos inspirados na biologia. “A seleção dos alvos, isso é a novidade”.
Douglas e o colega Ido Bachelet, pesquisador genético, fizeram os novos nanorobôs de DNA em Harvard, com o professor de genética, George M. Church, conhecido por ajudar a lançar o projeto Genoma.
No começo, Bachelet e Douglas imaginaram se poderiam combinar seus respectivos conhecimentos em imunologia e construção de nanoestruturas para construir um robô que imitaria o sistema imunológico do corpo. Ele reconheceria as células infectadas e apertaria seus botões de autodestruição.
Entre as invenções antigas estão um cubo em nanoescala com uma tampa, lançado em 2009, que se montava em um processo chamado de “origami de DNA”. Quando você adicionava fitas de DNA, o cubo se abria. Mas Douglas percebeu que fazer com que a invenção chegasse até as células certas seria muito complicado, assim como criar os mecanismos necessários para entrar e reprogramar as células ruins.
Então Bachelet sugeriu que eles não precisavam reprogramar nada. Só precisavam fazer com que a estrutura conseguisse levar os anticorpos certos para a superfície celular com uma mensagem: “pare de se dividir”.
O nanorobô é construído com DNA, em um formato de concha pequena. Ele é desenvolvida para reconhecer certos tipos de células cancerosas. Quando encontra uma, o robô se abre e expõe a carga de anticorpos.
Apesar dos robôs funcionarem em experimentos, eles precisam ser desenvolvidos para viajar através da corrente sanguínea. Modificações são necessárias para prevenir que a partícula seja destruída pelos rins ou fígado antes de ter a chance de atuar.
“Meu sonho é que um desses dispositivos consiga passar pelos testes clínicos e se torne uma terapia real para algum tipo de câncer”, afirma Douglas.
Kurt Gothelf foi um dos que desenvolveu o cubo de DNA, em 2009. “Isso é uma das coisas que precisamos nesse campo científico, algo realmente útil”, comenta. Apesar do nanocubo não estar curando canceres, ele é um importante marco nesse caminho.
“As pessoas têm falado muito sobre robôs que entram no corpo, vão até um local com algo errado e o curam”, comenta Gothelf. “Isso é o primeiro exemplo de que isso pode se tornar real, um dia”.
No laboratório, o nanorobô conseguiu, com sucesso, quebrar células de linfoma e leucemia, deixando as células boas vivas. Fazer apenas uma dessas ações exige 100 bilhões de cópias do robô. Para começar a testar com animais, os pesquisadores de Harvard vão ter que criar um método para chegar aos trilhões. [MSN]
Fonte: Hypescience
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sábado, 18 fev 2012, 14:16
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Especialistas em computação e até hackers serão utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para descobrir possíveis falhas no sistema de urnas eletrônicas.
Os procedimentos de defesa e proteção terão início no próximo dia 6 de março. O Tribunal irá fornecer códigos com informações de segurança das urnas.
A ideia é oferecer o sistema entre os dias 20 e 22 para esses hackers tentarem invadir as urnas. De acordo com a Corte eleitoral, até hoje o sistema nunca foi violado.
(Com Poder Online)
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quinta-feira, 16 fev 2012, 07:51
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Lago pode ter a água mais pura do planeta. (Foto: AFP)Moscou, 15 fev (EFE) – A descoberta do lago Vostok, localizado na Antártida e que fica a quatro mil metros sob o gelo, é o primeiro passo para encontrar vida em outros planetas, como Marte, onde as condições são parecidas com as do continente gelado, disse à Agência Efe o chefe da expedição antártica russa.
“Na estação russa de Vostok, a temperatura chega a 89,2 graus negativos, e em Marte é de 90 graus abaixo de zero”, afirmou Valery Lukin, subdiretor do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas (IIAA).
O cientista russo destacou que “os equipamentos usados para perfurar o gelo que cobria o lago e desenhados com esse único fim pelo Instituto de Engenharia de Minas de São Petersburgo foram um sucesso, por isso essa tecnologia poderia ser utilizada agora para explorar outros planetas”. “O lago da vida”, como foi batizado pela comunidade científica, e que tem cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 quilômetros de largura e quase mil metros de profundidade em algumas regiões, pode ter a água mais pura do planeta, espécies desconhecidas ou muito antigas”.
“Provavelmente é a água mais antiga e pura do planeta. Não temos provas concretas, mas sim informações de que a superfície é estéril, apesar de esperarmos encontrar formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas) no fundo do lago”, comentou. Lukin revelou que a expedição russa, cujas perfurações demoraram mais de 20 anos para alcançar a superfície do lago, encontraram “rastros do DNA de termófilos” a 3,6 quilômetros de profundidade, por isso é provável que haja vida nessa massa de água líquida formada há 40 milhões de anos.
“Se não encontrarmos nada, isso também seria uma descoberta. Mas se acharmos algum organismo, poderemos estudar a evolução de espécies que não tiveram nenhum contato durante milhares de anos com a atmosfera terrestre”, disse. O cientista também está convencido de que o Vostok será um “polígono promissor” para estudar as zonas polares de Marte e o satélite de Júpiter, o Europa, que abriga uma camada de gelo e, possivelmente, água. “E se houver água, significa que também pode haver vida”, disse, citado pelas agências russas.
De acordo com Lukin, os resultados da investigação no lago serão fundamentais também para o estudo da mudança climática na Terra durante os próximos séculos, pois o Vostok foi e continua sendo uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera. Vários expedicionários russos vão hibernar na estação, mas ninguém tocará o lago até dezembro, quando a expedição será retomada. “Se tudo correr bem, traremos amostras de água congelada à Rússia em maio de 2012. Aí saberemos se o Vostok é o lar de novos microorganismos, bactérias ou nada”, disse. O chefe da expedição antártica reconhece que alguns cientistas ocidentais se mostraram “céticos” com a descoberta e com o risco de que os russos infectem o lago, saturado de oxigênio com níveis de concentração 50 vezes superiores aos da água doce.
“Há muita disputa. Muitos países queriam ser os primeiros. Usamos equipamentos especiais de perfuração para não danificar o ecossistema do Vostok e respeitamos todos os protocolos internacionais da Antártida”, garantiu Lukin. Para a demonstração, o IIAA informou em seu relatório que 40 litros de água do lago foram bombeados à superfície, porém congelaram no caminho. Os russos desenharam uma máquina dragadora térmica que utiliza fluido de silicone não contaminante depois que a secretaria do Sistema do Tratado Antártico pôs impedimentos à expedição russa por temer a contaminação do lago com o querosene usado pela perfuradora.
“Nem tudo se faz com dinheiro. Sem conhecimento, entusiasmo e capacidade, é impossível. Tenho certeza de que nem a revista britânica ‘Nature’ nem a americana ‘Science’ publicarão nossas conquistas, mas isso não importa”, declarou. Lukin garante que a Rússia é, pela primeira vez, líder mundial em algum campo científico desde que Yuri Gagarin se tornou o primeiro astronauta da história, em abril de 1961. “É preciso reconhecer que a casualidade jogou a nosso favor. Os soviéticos não sabiam quando abriram a estação em 1957, e que justo debaixo dela havia um lago”, confessa.
De qualquer forma, não faltaram elogios aos cientistas russos, que chegaram ao lago às 18h25 (de Brasília) do dia 5 de fevereiro, em particular por parte do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin – que foi presenteado com uma amostra de água do Vostok em um frasco de vidro hermeticamente fechado -, e do departamento de Estado americano. O Vostok tem uma superfície de 15,6 quilômetros quadrados, parecida com a do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que se encontram sob o continente.
Fonte: Yahoo Notícias

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quarta-feira, 15 fev 2012, 12:42
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Os camaleões são famosos pela sua habilidade de camuflagem, se misturando facilmente. E essa tarefa pode ser ainda mais fácil para o menor camaleão do mundo.
O réptil de Madagascar tem apenas três centímetros, e faz parte de quatro novas espécies – chamadas Brookesia micra – que vivem em uma pequena ilhota ao largo da ilha principal. O animal é agora considerado um dos menores répteis do planeta.
O pesquisador Ted Townsend, da Universidade Estadual de San Diego, realizou testes genéticos nas novas espécies. “O seu tamanho sugere que os camaleões podem ter evoluído em Madagáscar a partir de ancestrais pequenos e discretos, bem diferente dos camaleões maiores e mais coloridos mais familiares para nós hoje”, disse.
As novas adições à espécie do camaleão só são encontrados em uma área de poucos quilômetros quadrados de tamanho na ilha. Especialistas acreditam que os animais podem ser especialmente sensíveis à destruição do habitat.[DailyMail]

Fonte: Hypescience
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terça-feira, 14 fev 2012, 09:04
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Técnica recupera tecidos mortos em infarto.Cirurgia é menos invasiva e reduz cicatriz no coração do paciente.
O uso de células-tronco tiradas dos próprios pacientes está se concretizando como uma forma de tratamento para vítimas de infarto. Resultados positivos do uso da técnica em pacientes foram publicados nesta segunda-feira (13) por um estudo da revista médica “The Lancet”.
Nos últimos anos, os cientistas têm criado novas formas de obter tecido cardíaco a partir de células-tronco, tendo em vista a recuperação de pacientes infartados.
Nessa pesquisa, foram usadas células cardíacas obtidas a partir do próprio coração do paciente. Cada um recebeu entre 12 milhões e 25 milhões dessas células em uma cirurgia minimamente invasiva.
O estudo acompanhou 25 pacientes em recuperação de infarto, com idade média de 53 anos, no Instituto do Coração Cedars-Sinai, em Los Angeles, e no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, ambos nos EUA. Desses, 17 receberam a terapia com células-tronco e os outros oito foram tratados da forma tradicional.
A principal vantagem em relação à terapia tradicional foi a redução do tamanho da cicatriz no coração – em 50%. Percentualmente, os pacientes que usaram as células-tronco tiveram mais complicações, mas os médicos disseram que em apenas um dos casos o problema estava possivelmente relacionado ao tratamento.
“Essa descoberta contesta a sabedoria comum de que, uma vez estabelecida, a cicatriz cardíaca é permanente e que, uma vez perdido, o músculo cardíaco não pode ser refeito”, afirmou o estudo liderado por Eduardo Marbán, Instituto do Coração Cedars-Sinai.
Fonte: G1
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quarta-feira, 8 fev 2012, 13:33
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Imagem é a mais detalhada já divulgada da Nebulosa de Carina.
Região fica a 7,5 mil anos-luz de distância da Terra.

A imagem mais detalhada já obtida da Nebulosa de Carina, um berçário estelar a 7,5 mil anos-luz da Terra, foi divulgada nesta quarta-feira (8) por astrônomos que utilizaram instrumentos do Observatório Europeu do Sul (ESO).
Formada por poeira brilhante e gás, essa estrutura é o lar de Eta Carinae, uma estrela que já foi a segunda mais brilhante do céu terrestre, por volta de 1840.
A nebulosa oculta detalhes de seu interior por conta da concentração de poeira no local, que bloqueia todo o espectro de luz visível das regiões que ficam atrás das nuvens de material particulado.
Esse obstáculo foi vencido com o uso do Telescópio Muito Grande (VLT), um dos principais da organização de pesquisa astronômica, localizado no Chile. O instrumento consegue detectar a radiação infravermelha que rompe a barreira de poeira e consegue chegar até nós.
A imagem abaixo é o resultado da união de centenas de fotografias justapostas, feitas com os dados colhidos pelo VLT durante o estudo da equipe do observatório da Universidade de Munique, coordenada pelo pesquisador Thomas Preibisch.
Fone: G1
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segunda-feira, 6 fev 2012, 08:05
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Esturjão do Atlântico teria convivido com dinossauros, 13 mil anos atrás. Pesca comercial para produzir caviar reduziu drasticamente a população.

O esturjão do Atlântico, um peixe considerado como pré-histórico, foi acrescentado à lista de espécies em perigo dos Estados Unidos e sua pesca será proibida por mais de uma década. A decisão será publicada nesta segunda-feira (6) pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.
De acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie existe desde a última era do gelo, há mais de 13 mil anos atrás, e conviveu com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 kg, e poderiam chegar aos 60 anos.
“Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver”, comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.
O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa.
No rio Delaware, um dos habitats do esturjão do Atlântico, restam hoje apenas 300 fêmas adultas, de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.
A queda no número de animais é consequência principalmente da pesca comercial para produzir caviar de esturjão, entre 1870 a 1950. Atualmente, as maiores ameaças à espécie são represas que bloqueiam a movimentação para locais de desova, baixa qualidade da água e pesca não intencional – quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes.
Quatro tipos de esturjão do Atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto foi considerado ameaçado.
Fonte: G1
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domingo, 5 fev 2012, 12:06
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Um tribunal francês considerou o Google culpado da acusação de “abusar da posição dominante do Google Maps no mercado” e ordenou que o gigante da web pague indenização por perdas e danos a uma empresa de mapeamento local chamada Cartographes Bottin, além de outros 15 mil euros de multa.
De acordo com o veredito emitido pelo tribunal de Paris na quinta-feira, o fato do Google oferecer os serviços do Maps de graça a algumas empresas é uma prática “desleal”. Esta é a primeira vez que o Google é condenado em um caso envolvendo o fornecimento de mapas de seu serviço.
“Esta foi uma batalha de dois anos e uma decisão sem precedentes”, afirmou Jean-David Scemmama, advogado da companhia francesa. “Nós provamos ao tribunal que a estratégia do Google para eliminar seus concorrentes”, comemorou o advogado ao jornal Economic Times.
Em um comunicado oficial, um porta-voz do gigante da web afirmou que a empresa irá recorrer da decisão. “Estamos convencidos que uma ferramenta de mapas livre e de alta qualidade é benéfica tanto para usuários quanto para empresas. Há falta de concorrência contra nós neste setor tanto na França quanto no resto do mundo”, encerrou a empresa.
Essa não é a primeira vez que o Google Maps rende dores de cabeça para sua empresa mãe nos tribunais da terra das baguetes. Em 2011 a empresa foi multada em 100 mil euros por violações de privacidade envolvendo o serviço Street View.
Fonte: Tecnoblog
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sábado, 4 fev 2012, 10:58
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Caso se desprenda, bloco de gelo localizado na Antártida terá 907 km². A rachadura tem 30 km de comprimento e 80 metros de espessura.

Fotografia da Nasa mostra fenda que pode formar iceberg maior que Nova York (Foto: Nasa/ GSFC/ METI/ ERSDAC/ JAROS, and U.S / Japan ASTER Science Team)
A Nasa divulgou esta semana uma nova imagem de uma fenda de 30 km de comprimento, na Antártida, que pode gerar um iceberg maior que Nova York. Ele teria 900 km², contra 785 km² da cidade americana. A área do bloco de gelo corresponderia a 60% da cidade de São Paulo.
Localizada no glacial da Ilha Pine, a fenda foi descoberta em outubro de 2011 por cientistas do projeto IceBridge, da Nasa, que analisa mudanças nas camadas de gelo que cobrem a Antártida e a Groenlândia, desde 2009.
A fotografia mostra o bloco de gelo do alto, à distância. A rachadura, que tem 80 metros de espessura e 60 metros de profundidade, aparece na imagem como um risco. Já em novembro do ano passado, a Nasa havia divulgado uma foto mais próxima da rachadura.
Segundo a Nasa, é muito difícil prever quando o iceberg pode se desprender, mas ela estima que o processo deve ocorrer nos próximos meses. A rachadura faz parte de um ciclo natural e não acarreta risco ambiental, explicou para a imprensa o chefe do projeto IceBridge, Michael Studinger.
Já Ted Sambos, especialista em glaciação do Centro de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos, afirmou, em entrevista para a National Geographic nesta quinta-feira (2), que a fenda está se formando com um padrão diferente, que levaria a uma “aceleração da glaciação”, ou seja, uma movimentação mais rápida do iceberg em direção ao mar.
Isso seria motivo de preocupação, já que a glacial da Ilha Pine “é a que mais contribui para o aumento do nível do mar”, considerou.
Fonte: G1
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sexta-feira, 3 fev 2012, 08:24
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Se você não está convencido da importância de proteger a biodiversidade de florestas tropicais, aqui vai mais um argumento a favor: estudantes da Universidade de Yale, EUA, descobriram um fungo amazônico que pode comer os resíduos mais duráveis de nossos aterros: o poliuretano.
Durante uma expedição ao Equador, os universitários perceberam que o fungo tinha a capacidade de decompor o plástico. Este plástico é um dos compostos químicos encontrados em muitos, mas muitos mesmo produtos modernos – de mangueiras de jardim a fantasias.
Ele é valorizado por sua flexibilidade e rigidez ao mesmo tempo. O problema é que, como muitos outros polímeros, ele não se quebra facilmente. Isso significa que persiste em aterros e lixões de todo mundo por muito tempo.
O plástico até queima muito bem, mas esse processo libera monóxido de carbono e outros gases na atmosfera, por isso é uma impossibilidade ambiental. Nem precisamos destacar que algo que pode degradá-lo naturalmente seria uma solução muito melhor.
O fungo, chamado Pestalotiopsis microspore, consegue sobreviver com uma dieta de apenas poliuretano, em um ambiente anaeróbico.
A equipe de Yale isolou a enzima que permite que este fungo faça esse trabalho e que poderia ser usada para biorremediação.
Para nós, é estranho pensar em um microorganismo que coma material sintético durável, mas acredite, esse não é sequer o primeiro a fazer isso. Bactérias e fungos são capazes de quebrar muitos materiais. Uma espécie bacteriana – Halomonas titanicae – está comendo o Titanic no fundo do mar, por exemplo. Sorte nossa que podemos contar com tais criaturas incríveis.
Fonte: Hypescience
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Ciencia e Tecnologia
quinta-feira, 2 fev 2012, 08:31
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Unifor e mais sete instituições vão iniciar a construção de um protótipo submarino pioneiro no País
A presença de petróleo no pré-sal do litoral do Estado ainda não é certa, já que a área nunca foi levantada, entretanto, os cearenses estão trabalhando para fazer parte da exploração da camada, realizada por empresas como a Petrobras. A Universidade de Fortaleza (Unifor) vai participar como co-executora de um projeto para a construção de um robô submarino do tipo ROV (operado remotamente), o qual irá auxiliar na prevenção e contenção de impacto ambiental, operação, manutenção e apoio na exploração do pré-sal. A iniciativa é pioneira no Brasil.
“Ele vai estar nessa profundidade, de mais de 2.000 metros abaixo da lâmina d´água, fazendo o papel que o homem não tem como executar. Será os olhos e os braços do ser humano lá embaixo. Nos procedimentos de prospecção de petróleo da camada pré-sal, por exemplo, ele vai fazer um monitoramento dessas atividades do fundo do mar, através de câmeras de vídeos”, explica o coordenador do projeto Dragão do Mar pela Unifor, professor Ricardo Colares.
Convênio de R$ 7 mi
O equipamento, que irá atuar a uma profundidade entre dois e três mil metros, terá financiamento de R$ 7 milhões e foi aprovado no último mês de dezembro pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia. Os envolvidos no projeto esperam a assinatura do convênio e a liberação do primeiro aporte, de cerca de R$ 1,75 milhão.
Oito instituições e empresas estão participando da construção do protótipo. Além da Unifor, integram o projeto a Instituição de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará (ITIC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer Campus Nordeste (CTI-NE), a Universidade Federal do Ceará (UFC), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a Universidade Federal Vale do São Francisco (Univasf), a Armtec Tecnologia em Robótica e a BWV Consultoria.
Construção
O robô será construído em fases, mas a maior parte dele será produzida nos laboratórios da própria Universidade de Fortaleza. Participarão do projeto alunos na área de Computação, para o desenvolvimento de software; Engenharia Mecânica; Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Elétrica. “A gente tem uma experiência no desenvolvimento de robô submarino. Fizemos o Samba, para profundidades menores e, a partir desse trabalho, criamos algumas competências e fomos procurados para compor uma equipe de várias instituições visando à construção do Dragão do Mar”, afirma Ricardo Colares.
Conclusão em 3 anos
Tão logo o primeiro aporte seja repassado ao projeto, os trabalhos de construção do robô serão iniciados. A previsão é de que o protótipo seja finalizado em até três anos. A partir disso, e com o domínio da tecnologia, será possível fabricá-lo em escala comercial a fim de dar suporte a demanda das petrolíferas.
Estatal já faz uso
A Petrobras já utiliza robôs semelhantes para dar suporte à exploração da camada pré-sal, mas são importados e têm o custo de R$ 50 milhões a cada dois anos. Com uma produção nacional desse dispositivo, esse valor poderia ser bem menor, já que só para a construção do protótipo serão empreendidos R$ 7 milhões. Comercialmente, ele sairia a um valor bem menor, que seria somado ao suporte técnico do equipamento. “A Petrobras é a maior interessada no desenvolvimento desse projeto. O pré-sal é nosso, e é ela quem está prospectando esse petróleo, e deverá ser o primeiro cliente, já que importa robôs desse tipo”, destaca.
Para Ricardo Colares, esta será uma grande oportunidade de contribuir com o desenvolvimento do País. “É uma chance para por em prática os conhecimentos e o envolvimento dos alunos e no desenvolvimento de uma tecnologia nacional que vai contribuir com o País”, finaliza o professor.
DIEGO BORGES
REPÓRTER
Contribuição
“É uma chance excelente de pôr em prática os conhecimentos para o desenvolvimento de uma tecnologia nacional”.
RICARDO COLARES
Coordenador do projeto pela Unifor
Diário do Nordeste
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quarta-feira, 1 fev 2012, 13:25
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Analisando ondas cerebrais, programa de computador conseguiu ‘adivinhar’ palavras nas quais pacientes estavam pensando.

Cientistas americanos criaram um método para descobrir palavras nas quais pacientes estavam pensando, com base em suas ondas cerebrais.
A técnica, descrita na revista científica “PLoS Biology”, se baseia nos sinais elétricos nos cérebros de pacientes que ouviam diferentes palavras. Um computador foi depois capaz de reconstruir os sons nos quais os pacientes estavam pensando.
Segundo os pesquisadores, o método poderia ser usado no futuro para ajudar pacientes em coma ou com síndrome de encarceramento a se comunicar.
Imagens e sons
Estudos recentes vêm aperfeiçoando maneiras de “ler” pensamentos.
No ano passado, a equipe do cientista Jack Gallant, da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveu uma maneira de relacionar os padrões de fluxo sanguíneo no cérebro a determinadas imagens nas quais os pacientes estavam pensando.
Agora, Brian Pasley, da mesma universidade, liderou uma pesquisa aplicando princípios semelhantes aos sons.
Sua equipe se concentrou no giro temporal superior (GTS), uma região do cérebro que não só é parte do aparato auditivo, mas também nos ajuda a entender linguisticamente os sons que ouvimos.
Palavra secreta
Os pesquisadores monitoraram as ondas cerebrais de 15 pacientes selecionados para cirurgia devido a epilepsia ou tumores, enquanto diferentes alto-falantes tocavam gravações contendo palavras e frases.
Eles usaram então um programa de computador para mapear que partes do cérebro reagiam, e de que forma, quando a pessoa ouvia diferentes frequências sonoras.
Depois, os pacientes recebiam uma lista de palavras e escolhiam uma na qual deveriam pensar. Com a ajuda do programa de computador, a equipe conseguia descobrir que palavra havia sido escolhida.
Eles conseguiram até reconstruir algumas das palavras, transformando as ondas cerebrais que eles viam de volta em som, com base nas interpretações feitas pelo computador.
“Este trabalho tem uma natureza dupla: a primeira é a ciência básica de entender como o cérebro funciona. A outra, do ponto de vista protético. Pessoas que têm problemas de fala poderiam usar um aparelho protético, quando elas não conseguem falar, mas conseguem pensar no que elas querem dizer”, explicou um dos autores do estudo Robert Knight.
“Os pacientes estão nos dando estas informações, então seria bom podermos dar alguma coisa em troca no fim”.
Os cientistas explicam, no entanto, que a ideia de “leitura de pensamento” ainda precisa ser amplamente aperfeiçoada para que aparelhos do tipo se tornem uma realidade.
Fonte: G1
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Ciencia e Tecnologia
quarta-feira, 1 fev 2012, 08:52
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Equipamento deveria estudar lua de Marte, mas teve problemas

Uma falha nos computadores de bordo causou a perda da sonda russa Phobos-Grunt, que tinha como destino Phobos, uma das luas de Marte, informou nesta terça-feira (31) Vladimir Popovikin, diretor da Roscosmos, agência espacial russa.
O chefe da Roscosmos revelou que, conforme a comissão investigadora, a causa “mais provável” da falha registrada em novembro foi uma “ação local de partículas pesadas do espaço cósmico”.
- Dois equipamentos do sistema de computadores de bordo reiniciaram, o que os deixou em regime de máxima economia de energia e à espera de ordens.
Ele foi citado pela agência oficial de notícias RIA Novosti, em reunião sobre o desenvolvimento do setor espacial.
As declarações de Popovkin jogam por terra a versão divulgada anteriormente por analistas russos de que a falha foi causada por emissões de radares americanos.
Logo após o lançamento, em 8 de novembro, a sonda russa ficou na órbita terrestre ao invés de fazer sua viagem a Marte, sem o controle das estações terrestre de rastreamento.
Duas semanas depois, a Esa, agência espacial europeia, conseguiu receber sinais da Phobos-Grunt, um acontecimento que fez renascer as esperanças de recuperar o aparelho. Porém, todos os esforços para recuperar a sonda foram em vão e o aparelho, com 13,5 toneladas, se chocou contra as camadas mais altas da atmosfera terrestre em 15 de janeiro.
Segundo a Roscosmos, os restos da sonda que não queimaram ao entrar na atmosfera caíram ao sul do Pacífico, a 1.000 km do litoral do Chile.
A Phobos-Grunt deveria completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Phobos, a aterrissagem em sua superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com amostras do solo do satélite marciano.
O projeto, com custo de R$ 297,7 milhões (US$ 170 milhões), tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Phobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais do sistema solar.
Fonte: Copyright Efe
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domingo, 29 jan 2012, 07:22
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Na noite de quarta-feira, 25, cerca de 20h30, três prédios do centro do Rio Janeiro simplesmente desabaram.
O maior, um prédio de 20 andares chamado Liberdade, foi primeiro a cair e se localizava na rua Treze de Maio. Em seguida, um menor, da rua Manoel de Carvalho, com 10 andares, chamado Colombo, e mais um imóvel pequeno, localizado entre os dois edifícios maiores, com quatro ou cinco andares, também desabaram.
Transeuntes que rodavam pelas ruas próximas relataram o acontecimento como “inacreditável”, e disseram que os prédios pareciam “castelos de areia desmoronando”.
Autoridades policiais já avisaram que é difícil que haja sobreviventes. Uma equipe de busca continua procurando 22 desaparecidos, mas, até agora, foi noticiado apenas que 5 corpos mortos foram retirados do local. Graças ao horário em que o acidente ocorreu, à noite, havia menos pessoas no prédio e as mortes devem ser menores.
A questão que fica é: como três prédios, dois deles enormes, simplesmente desabam? O que poderia ter causado tal fatalidade?
Por enquanto, nada é certo. Uma investigação está sendo conduzida, mas antes que ela termine, não se pode chegar a afirmações conclusivas.
Mas os peritos que estão acompanhando o trabalho dos bombeiros e da Defesa Civil para tentar determinar a causa do desabamento já têm algumas ideias.
Primeiro, eles chutam o que não pode ter causado o acidente. Segundo o especialista em gerenciamento de riscos Moacyr Duarte, a maneira como os prédios desabaram permite descartar algumas possibilidades.
O prédio mais alto, onde começou o desmoramento, ruiu como em uma implosão – isso significa que a estrutura do prédio começou a quebrar de cima para baixo.
A ideia é de que, à medida que os destroços se acumularam, espalharam pelas laterais, e essa pilha de escombros atingiu e acabou derrubando os outros dois prédios vizinhos, num efeito dominó.
Sendo assim, não é possível que o desmoronamento tenha sido a obra de uma explosão. Uma explosão geraria fragmentos. Também, uma explosão de gás, que seria a mais possível, não tem força para abalar dessa maneira as colunas do prédio.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou que os engenheiros que estiveram no local praticamente descartaram a possibilidade de explosão.
Moacyr também acredita que a instabilidade do terreno seria uma causa pouco provável. Se fosse um colapso vindo do solo, o térreo seria o primeiro a vir a baixo, coisa que não aconteceu, tanto que as pessoas que estavam no térreo conseguiram sair do prédio.
Outra questão que foi descartada pelo presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, Manoel Lapa, é em relação à idade do prédio. O engenheiro disse que isso não tem relação com o acidente, pois o prédio pode ser antigo e perfeitamente seguro, citando o exemplo de Paris, onde os edifícios são muito antigos.
O professor de engenharia geotécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Maurício Ehrlich, disse que, como foi o prédio maior que iniciou o colapso, e ele já tinha mais de 40 anos e nenhum sinal de deterioração, é improvável que o acidente tenha sido um problema do projeto ou da execução do edifício.
Segundo todos esses especialistas, a maior aposta da causa do desastre é um problema estrutural. Por enquanto, a Defesa Civil da cidade divulgou que trabalha com a hipótese de uma obra que estava sendo feita no prédio mais alto, e que pode ter abalado a estrutura do edifício.
A reforma ocorria no nono andar e tinha começado há dois meses. A TO Brasil, empresa de tecnologia da informação que ocupava seis andares do edifício, é a suposta responsável pela obra. Segundo relatos de testemunhas que não quiserem se identificar, o andar em reforma estava em escombros, sem pilares, nem vigas – parece que até sem paredes.
O Conselho Regional de Engenharia (Crea) do Rio de Janeiro afirmou que o último registro de reformas no prédio é de quase quatro anos atrás, ou seja, se estava havendo uma reforma no nono andar, esta era ilegal.
Muitos especialistas deram declarações na mídia dizendo que essa parece ser a causa mais razoável do acidente. Mesmo que as testemunhas tenham exagerado sobre a situação da reforma, toda construção ou reconstrução em prédio precisa ser bem supervisionada e cuidadosa, porque qualquer erro ao lidar com as estruturas e pilares do prédio pode por o edifício em perigo.
Fonte: Hypescience
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quinta-feira, 26 jan 2012, 22:40
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Cientistas americanos conseguiram melhorar a visão de duas pacientes que estavam quase cegas injetando células-tronco de embriões em seus olhos. As duas mulheres tiveram a visão melhorada em questão de semanas depois de receberem o tratamento.
Essa descoberta traz esperança de cura no futuro para a degeneração macular relacionada à idade – que resulta em perda de visão devido a danos na retina. Este problema afeta atualmente cerca de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha.
Os resultados publicados nesta semana proporcionam um grande impulso na pesquisa com células-tronco. “Este é um momento muito emocionante em relação a terapias com células-tronco embrionárias”, afirmou Daniel Brison, pesquisador na área de células-tronco em Manchester, na Inglaterra.
Esse foi o primeiro relatório científico que mostrou que células derivadas de embriões foram transportadas com segurança em humanos sem sinais de complicações.
Em uma experiência paralela, um homem britânico se tornou o primeiro europeu a ser tratado com células-tronco embrionárias, no Hospital de Olhos Moorfield, em Londres.
Ambas as mulheres que fizeram parte do estudo realizado nos EUA sofrem de degeneração macular, condição que piora a visão central e é causada pela morte de células da retina. As duas pacientes receberam o tratamento com células-tronco em julho passado.
Pesquisadores da Jules Stein Eye Institute, da Universidade da Califórnia, nos EUA, não encontraram problemas de segurança com as duas pacientes, quatro meses depois que elas começaram o tratamento.
Cada paciente teve um dos olhos injetados com cerca de 50 mil epitélios pigmentados da retina (EPR), células derivadas de células-tronco embrionárias. Dessa maneira, a visão de um olho pode ser comparada com a do outro, que não recebeu o tratamento.
A degeneração macular relacionada à idade é causada pela morte das EPRs na retina. Cientistas acreditavam que novas células EPR provenientes de células-tronco, desenvolvidas nos EUA, poderiam ajudar a melhorar a saúde dos olhos e a visão – o que se mostrou correto no novo estudo.
Fonte: Hypescience
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quinta-feira, 26 jan 2012, 09:12
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Um estudo publicado na Grã-Bretanha, em 2007, levantou uma questão que preocupa os profissionais da área: mitos e ideias do senso comum, a respeito de saúde, que romperam a esfera da crença popular, e até os médicos passaram a acreditar. Confira sete destes mitos:
7 – Raspar os pelos os faz crescer mais rápido, duros e crespos
Já em 1928, um estudo resolveu fazer a comparação entre pelos raspados frequentemente e pelos deixados por fazer, e descobriu que não existe diferença nenhuma. O que dá essa impressão é o fato de que as frequentes raspagens vão paulatinamente desgastando apenas as pontas da barba. Quem não deixa crescer muito e só costuma ver a ponta da barba acaba achando que ela está crescendo mais grossa.
6 – Devemos beber no mínimo dois litros de água por dia
Uma das clássicas receitas para a boa saúde é manter a hidratação, bebendo no mínimo dois litros de água por dia. Não existe, no entanto, nenhuma evidência médica de que precisemos de uma dose tão alta assim. O necessário são dois litros de fluído, mas nessa conta também entram quaisquer outras bebidas, além de frutas e verduras, o que diminui a exigência de água.
5 – Unhas e cabelos ainda crescem após a morte
Isso é fisicamente impossível. A impressão que temos ao ver um cadáver de unhas e cabelos e compridos é devido à pele. Após a morte, o tecido da epiderme se retrai e encolhe, o que deixa cabelos e unhas em evidência.
4 – O ser humano só usa 10% de sua capacidade cerebral
Ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas vasculham minuciosamente cada setor do cérebro. E garantem que não existem partes inativas dentro de nossa caixa craniana, muito menos 90% de toda essa massa. Até um exame detalhado, neurônio por neurônio, não detecta pontos inutilizados em nosso cérebro. O mito teria surgido, segundo os pesquisadores, de programas intelectuais do início do século XX, que incentivavam a população a estimular mais o próprio cérebro.
3 – Ler no escuro prejudica a visão
Poucos mitos foram tão difundidos quanto a ideia de que ler com baixa luz no ambiente “força a vista”. Mas também não existe nenhum indício científico de que possa haver algum dano permanente. No máximo, os olhos ficam cansados pelo esforço, mas após uma noite de sono já estão prontos para outra.
2 – Cesariana é o melhor tipo de parto
A possibilidade de fazer o bebê nascer com um simples procedimento cirúrgico, ao invés do dolorido parto tradicional, foi muito bem vinda por mães e obstetras do século XX. Tanto que muitas mulheres simplesmente passaram a descartar o parto normal, mesmo que fosse completamente viável. A cesariana, na verdade, é um procedimento que envolve diversos riscos, como infecções e complicações cirúrgicas. O ideal é apenas recorrer à cesariana quando o parto normal for confirmadamente arriscado, para a mãe ou a criança.
1 – Celulares são perigosos em hospitais
Foi comprovado que os telefones celulares em funcionamento afetam cerca de 4% dos equipamentos de hospital, mas só se estiver a menos de um metro de distância do aparelho. Caso contrário, não há nenhum dano em usar o celular no ambiente hospitalar. Um estudo recente vai ainda mais longe: 300 testes foram feitos com celulares em mais de 75 salas de tratamento médico, e não houve uma interferência sequer.
Fonte: Hypecence
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Ciencia e Tecnologia
terça-feira, 24 jan 2012, 13:06
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Hoje ocorrerá um evento astronômico relativamente raro. Por volta das 11 da manhã, no horário de Brasília uma forte carga de partículas eletromagnéticas atingirá a Terra, depois de ter sido liberada pela erupção solar mais forte que os cientistas registraram desde 2005. Esta radiação intensa, além de tornar mais fortes as luzes das auroras, pode prejudicar o funcionamento de satélites e outros equipamentos em órbita.
Os astrônomos chamam eventos solares como esse de Massa de Ejeção Coronal (CME, na sigla em inglês). Eles ocorrem quando alguma perturbação magnética muito forte causa um feixe de explosões da superfície do Sol, e o material liberado vai além da Coroa Solar (que seria algo como a atmosfera de nosso astro), atingindo o que orbita em volta.
A região solar 1402, onde os cientistas da Nasa localizaram a explosão, já vinha apresentando atividade acima do normal há algumas semanas. Até que, às 13 horas de Brasília no último domingo, dia 22, a sonda não tripulada “Observatório da Dinâmica Solar” (SDO, na sigla em inglês) detectou um grande flash em ultravioleta da região em questão. Era o indicativo do fenômeno cuja radiação chegará à Terra menos de 24 horas depois de emitida.
A atividade radioativa do Sol funciona em ciclos de altos e baixos com onze anos de duração. Estamos nos aproximando do auge cíclico da atividade solar, que deve alcançar o pico novamente no ano de 2013. Até lá, é possível que eventos dessa magnitude se repitam.
ATUALIZAÇÃO:
Quem estiver se expondo a luz solar não se preocupe. Como o Luciano comentou a interferência causada pelo Sol no nosso planeta será de natureza eletromagnética e não aumentará a temperatura ou emissão de raios UV na luz do Sol. Tempestades solares podem causar problemas em satélites de telecomunicações e afetar redes de distribuição de eletricidade na Terra.
Fonte: Hypecencia
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Ciencia e Tecnologia
segunda-feira, 23 jan 2012, 08:00
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Um novo tratamento contra o melanoma avançado foi aprovado neste mês de janeiro e está disponível para os pacientes brasileiros. O remédio se apresenta como uma alternativa à quimioterapia e, nos testes, teve resultados até melhores do que o tradicional método de combate ao câncer.
O melanoma é um tipo de tumor que se forma na pele. Nos casos mais avançados, chega ao ponto da metástase, quando o câncer se espalha por outros órgãos.
O medicamento que acaba de chegar se chama vemurafenibe, e seu nome comercial é Zelboraf. Antonio Buzaid, chefe-geral do Centro de Oncologia do Hospital São José, em São Paulo, explicou que o remédio faz parte da “família da terapia alvo”. “Ele ataca alvos específicos da célula cancerosa”, apontou o médico.
O alvo em questão é uma proteína ligada ao processo de disseminação do tumor no corpo. Em cerca de 50% dos casos de melanoma avançado, é uma mutação genética que causa a doença.
O vemurafenibe só funciona nesses casos, e existe um teste capaz de mostrar se cada paciente tem ou não a mutação, que deve ser feito antes do tratamento. O teste e o medicamento em si foram aprovados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Em comparação com a quimioterapia, o remédio é mais eficiente. Os testes feitos até agora mostraram que 48,4% dos pacientes responderam ao tratamento com vemurafenibe, enquanto apenas 5,5% apresentam melhora com a quimioterapia.
O tempo médio de sobrevida sem nenhuma piora foi de 5,3 meses; na quimioterapia, esse tempo é de 1,6 mês. O risco de morte registrado no estudo foi 63% menor entre os pacientes tratados com o remédio.
“Pode não curar, mas claramente beneficia pacientes com melanoma metastático”, disse Buzaid. Por enquanto, o tratamento só é aprovado para os casos mais avançados, e novos estudos mostrarão se ela pode ser usada também antes que o tumor se alastre. Segundo o médico, os tratamentos de câncer geralmente começam a ser testados nas fases mais agudas da doença.
Folha

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Ciencia e Tecnologia
domingo, 22 jan 2012, 16:17
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Robert Bennett, de 72 anos, vai defender o criador do Megaupload
Kim Schmitz, fundador do Megaupload, contratou o famoso advogado americano Robert Bennett para se defender das acusações de pirataria.
Robert Bennett, de 72 anos, ficou famoso em meados da década de 90, quando defendeu o então presidente americano Bill Clinton em um escândalo sexual. Na ocasião, o presidente foi acusado de manter relações sexuais com a estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
Kim Schmitz contratou o advogado para conseguir rapidamente a liberdade. Amanhã, ele e mais três diretores do Megaupload vão ao Tribunal de Auckland, na Nova Zelândia, conversar com o juiz sobre as acusações internacionais de manter um site que colabora para a distribuição de conteúdo protegido por direitos autorais, como filmes e música. Se tiverem um bom argumento, podem pagar fiança e ficar livres.
Senão conseguir a liberdade provisória, Kim Schmitz pode ser julgado pela justiça da Nova Zelândia e extraditado para os Estados Unidos para outro julgamento. A justiça americana o acusa de criar uma rede de crime organizado e lavagem de dinheiro, além da pirataria de conteúdo protegido.
Robert Bennett vai tentar evitar que haja a extradição. Se não conseguir, o advogado tentará evitar que o alemão Kim Schmitz seja culpado pelos crimes, alegando basicamente que é impossível controlar a distribuição de conteúdo protegido na rede.
Fonte: Info
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Ciencia e Tecnologia
domingo, 22 jan 2012, 15:53
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Onda de ataques volta a assustar o mundo
São Paulo – “Somos guerreiros em prol da liberdade da internet”, é assim que os hacktivistas conhecidos como Anonymous se definem. Pouco se sabe sobre o grupo, mas tudo indica que tenha surgido de maneira mais organizada nos idos de 2008 e é composto por centenas de pessoas espalhadas por todo o planeta.
Dentro do grupo não existe figura de líder e nem regras, é bem provável que os participantes não saibam os nomes reais de seus companheiros. Os “anonymous” que compõem a legião de ativistas digitais agem de maneira coordenada na elaboração e execução de ataques virtuais contra grandes corporações e governos.
A noite de quinta-feira (19) entra para a história da era digital como um marco na incessante luta do governo americano contra a pirataria. O FBI conseguiu tirar do ar o Megaupload, serviço de hospedagens de arquivos na internet utilizado por mais de um bilhão de usuários.
Além disso, foram presos os principais diretores da empresa, entre eles o fundador do site, o alemão Kim Schmitz, todos acusados de violação de direitos autorais.
Foi apenas uma questão de tempo até que o grupo Anonymous se manifestasse através do seu perfil no Twitter, anunciando a #OpPayback (operação vingança). Depois de publicar a expressão “tango down”, termo que no universo dos games sinaliza a eliminação de um alvo, os sites do FBI, Justiça americana, Universal Music Group, Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) e também da Associação Cinematográfica (MPAA) saíram do ar.
Mas este foi apenas um de uma série de ataques assumidos pelo grupo nos últimos anos. Confira abaixo ocasiões recentes nas quais Anonymous mostrou o poder que tem de atormentar a vida de gente poderosa, e também criminosa, na internet.
1 – Operação Darknet – O grupo alegou ter conseguido o IP, número usado por um computador para se conectar à internet, de visitantes de um site de pornografia infantil. Numa manobra virtual, conseguiram induzir que tais usuários baixassem uma suposta atualização de um software usado para ocultar a identidade na web. Na realidade, porém, tais usuários foram direcionados a um servidor controlado pelo Anonymous que armazenava o IP dos visitantes.
2 – Operação Independência – O dia da independência no México ficou marcado por um grande ataque perpetrado pelo grupo aos sites de órgãos estatais do país. O motivo foi o de protestar contra a violência constante que atinge o país há anos. O terror tem origem no poder que os cartéis de droga detêm em território mexicano.
Fonte: Info
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sábado, 21 jan 2012, 09:48
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Alimento tem vitamina A e ajuda na elasticidade da pele, diz Fátima Bosa.
Ela ainda afirma que parte da casca pode ser usada para fabricar cosmético.

Alimento tradicional na mesa dos goianos, o pequi é considerado uma poderosa fonte de nutrientes. De acordo com pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Fátima Bosa, o fruto retém propriedades que contribuem para a saúde. “O pequi é considerado um alimento completo em nutrientes. Ele chega a ser usado como vitamina A sintetizada, que é responsável pela elasticidade da pele”, revela.
Além disso, segundo Fátima Bosa, a casca do fruto típico do cerrado também pode ser utilizada para fabricação de produtos para a beleza. “Já existem pesquisas ainda não divulgadas sobre a casca do pequi, que hoje em dia ainda é descartada. Ela pode ser usada para produzir alguns tipos cosméticos”, afirma a pesquisadora, que é responsável por 31 criações de novas receitas do pequi.
Receitas
Entre as inovações culinárias de Fátima Bosa, estão pães, bolos, patê, broa e até brigadeiro feitos do fruto comum em Goiás. Porém, o tradicional modo de preparo é o que mais agrada os moradores da região. “Feito juntamente com a carne de porco, arroz ou frango caipira fica tudo de bom. Mas, o pequi tem que ser aquele colhido do chão porque é o melhor”, revela a cliente de uma banca em uma feira da capital.
Fonte: G1
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Ciencia e Tecnologia
quinta-feira, 19 jan 2012, 12:58
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Fruta serve ainda para regular os níveis de glicose no sangue

Getty Images
A maçã é uma fruta rica em pectina, taninos, ácido málico e flavonóides que ajudam a amenizar problemas do sistema digestivo (diarréia, constipação intestinal) e o aumento das taxas de colesterol.
A fruta também regula os níveis de glicose e triglicérides no sangue.
Isso se dá graças as suas propriedades antioxidantes proporcionadas pela quantidade de polifenóis e flavonóides.
Essas substâncias ajudam a retardar o envelhecimento porque preservam as células.
A combinação de fitonutrientes encontrados na polpa e na casca da maçã é uma fonte de antioxidantes que evita danos aos tecidos e às células.
Muitos médicos tratam células cancerígenas do cólon e do fígado com extrato de maçã. O extrato inibe a proliferação dessas células cancerígenas.
Tanto a fruta como seu suco contêm parcelas significativas de fitonutrientes capazes de obstruir a oxidação do LDL o mau colesterol, responsável em causar doenças cardiovasculares.
Uma unidade da maçã contém 85% de água e 5 gramas de fibras solúveis e insolúveis, o que significa entre 15% e 20% da dose diária indicada para o bom funcionamento do organismo.
Cientistas descobriram recentemente que pessoas que comem pelo menos cinco maçãs por semana respiram e dormem melhor e apresentam menos probabilidade de ter problemas na
Fonte: R7
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terça-feira, 17 jan 2012, 08:17
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Fabricação pode ser alternativa menos arriscada para fazer uma ponte de safena

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, construíram em laboratório os três tipos principais de células que formam os vasos sanguíneos, abrindo caminho para a produção industrial deste tipo de estrutura.
A fabricação de vasos pode ser uma alternativa menos arriscada do que alguns procedimentos cirúrgicos envolvendo o sistema circulatório, como as pontes de safena.
Embora células sanguíneas e cardíacas já tenham sido criadas em laboratório antes, a partir de células-tronco, esta foi a primeira vez que todos os principais tipos de músculos lisos foram desenvolvidos em um sistema que poderia ser transposto para uma escala industrial.
Os resultados fazem parte de um estudo divulgado nesta segunda-feira na revista científica Nature Biology.
“Esta pesquisa representa um importante passo para a geração do tipo correto de músculo liso para a construção de novos vasos sanguíneos”, afirma o cientista que liderou o estudo, Sanjay Sinha.
Os músculos lisos são localizados nas paredes de órgãos ocos, como os vasos sanguíneos.
“Entre outros pacientes que podem se beneficiar destes novos vasos sanguíneos, estão aqueles com insuficiência renal que necessitem de enxertos vasculares para a diálise”, disse o cientista.
Pureza
Na pesquisa, os cientistas usaram tanto células-tronco embrionárias quanto outras retiradas de amostras da pele de pacientes, capazes de formar qualquer tipo de célula presente no corpo humano.
Com elas, foi encontrado um meio para criar músculos lisos vasculares de alto grau de pureza. Os cientistas concluíram ainda que as origens distintas destes músculos lisos – que se originam de tecidos distintos ainda nos primeiros estágios do embrião – podem levar a doenças vasculares comuns, como aneurismas da artéria aorta e arteriosclerose.
“Podemos começar a entender como a origem dos músculos lisos afetam o desenvolvimento de doenças vasculares, e por que algumas partes do sistema circulatório são protegidas de doenças”, disse Sinha.
BBC– Brasil
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terça-feira, 17 jan 2012, 07:43
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Aidan, de 13 anos, construiu uma árvore com 40 placas de captação de energia posicionadas como se fossem folhas. As placas apontadas para várias direções absorvem mais luz do que na disposição plana.
Aidan tem 13 anos e está na sétima série. No tempo livre, gosta de ficar no quarto dedilhando as cordas da guitarra. Ele tem a rotina como a de qualquer garoto da idade dele, mas descobriu uma maneira revolucionária de transformar a luz do sol em energia e agora é considerado um pequeno gênio.
Aidan conta que tudo começou em uma viagem de férias. “A gente ficou em um lugar que tinha um painel solar, eu e meus pais queríamos ter um igual, mas na nossa casa não tinha espaço”, conta.
E como resolver esse problema? Foi observando as árvores que Aidan teve uma ideia: talvez elas pudessem indicar o caminho para captar energia do sol de maneira mais eficiente e em um espaço menor, que coubesse no quintal da casa dele.
“As árvores coletam a luz para produzir a própria energia. Então pensei: ‘elas estão aqui há milhões de anos e, com certeza, devem ter uma maneira mais eficiente do a que a nossa de fazer isso’”, diz Aidan.
O menino, então, fotografou a copa de várias árvores e percebeu que os galhos e as folhas seguiam um padrão matemático. Essa ordem é conhecida como Sequência de Fibonacci. E é encontrada em toda a natureza. Desde a forma de animais muito pequenos até furacões e grandes galáxias.
Aidan fez o que qualquer criança hoje pode fazer. Pesquisou tudo na internet. E construiu uma árvore com 40 placas de captação de energia posicionadas como se fossem folhas. Ele descobriu o ângulo exato em que as placas deveriam ser instaladas.
As placas são as mesmas usadas nos painéis planos. Elas captam a energia do sol e transformam a luz em corrente elétrica. Em três meses de medições diárias, Aidan descobriu que as placas apontadas para várias direções, absorviam mais luz do que na disposição plana. O trabalho dele ganhou o prêmio do museu de história natural americano.
“A árvore solar é mais eficiente. Ela consegue captar 20% mais energia do que o painel plano”, diz Aidan.
No dia da entrevista o garoto estava arrumando as malas. Ele foi convidado para falar na abertura do encontro mundial sobre o futuro da energia no mundo que começa nesta segunda-feira (16), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Celebridade do mundo científico, Aidan não deixou de ser um menino tímido e modesto. “Acho que eu encontrei algo que pode ser bom para o futuro, mas não me sinto um gênio, ainda sou apenas uma criança”, conclui o pequeno cientista.
Globo
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segunda-feira, 16 jan 2012, 07:15
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Descoberta prova que, no vale dos Reis, não há apenas sepulturas de faraós

Foto do túmulo foi divulgada pelo Supremo Conselho de Antiguidades do Egito
Uma equipe de arqueólogos suíços descobriu o túmulo de uma cantora do deus Amon-Rá, da 22ª dinastia (712-945 a.C.), no vale dos Reis na cidade de Luxor, a 600 km do Cairo.
O Ministério de Estado para as Antiguidades do Egito anunciou neste domingo (15) que os arqueólogos encontraram o sarcófago durante os trabalhos de limpeza de um corredor que leva ao túmulo de um faraó Tutmósis 3º (1490-1436 a.C.).
Nesse corredor, os especialistas encontram um poço que dá acesso a uma sala de sepultamento, onde a equipe suíça achou o sarcófago da cantora, conforme comunicado divulgado pelo ministério.
O túmulo, de madeira e pintado de preto, tem escrituras em hieróglifo, que incluem o nome da artista “Ni Hems Bastet”. Os arqueólogos acharam ainda perto do túmulo do faraó um muro onde o nome da cantora também aparece inscrito.
A importância dessa descoberta, de acordo com as autoridades egípcias, é provar que no vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, que há sepulturas de outras personalidades da época da 22ª dinastia, além dos faraós.
Fonte:R7
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domingo, 15 jan 2012, 22:48
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A Rússia acredita que fragmentos de sua sonda Phobos-Grunt, que voltou à Terra depois de falhar em sua missão a Marte, atingiram neste domingo o Oceano Pacífico, afirmou um porta-voz das Forças Armadas do país. “De acordo com as informações do controle de missão das forças espaciais, os fragmentos da Phobos Grunt devem ter caído no Oceano Pacífico às 15h45 (horário de Brasília)”, afirmou Alexei Zolotukhin à agência de notícias Interfax.
A agência espacial russa, Roscosmos, não comentou imediatamente a situação. Durante o dia, conforme a sonda se aproximava da Terra, a agência deu previsões diferentes sobre o local em que ela cairia. Zolotukhin explicou que as forças espaciais acompanharam de perto o curso da sonda. “Isso nos permitiu determinar o local e o horário da queda com grande exatidão”, disse ele à Interfax.
Segundo a agência de notícias Itar-Tass, a sonda deve ter caído 1.250 quilômetros a oeste da ilha de Wellington, na costa do Chile. Uma queda no oceano seria um grande alívio para a Rússia após relatos sugerirem que a sonda poderia atingir a América do Sul, possivelmente a Argentina. A sonda Phobos-Grunt deveria alcançar a maior lua de Marte, mas acabou ficando presa na órbita terrestre. As informações são da Dow Jones.
AE – Agência Estado
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sábado, 14 jan 2012, 08:35
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Uma equipe operacional acompanha constantemente a descida do aparelho’, indicou a agência espacial russa

O momento mais provável da queda dos restos do aparelho será às 21h51
Os fragmentos da estação interplanetária russa Fobos-Grunt, que por uma falha ainda não esclarecida ficou na órbita terrestre ao invés de seguir para Marte, cairão neste domingo no Oceano Pacífico perto do litoral do Chile, informou neste sábado a Roscosmos, a agência espacial russa.
‘O momento mais provável da queda dos restos do aparelho espacial Fobos-Grunt será às 21h51 no horário de Moscou (15h51 de Brasília) de 15 de janeiro’, diz o comunicado.
Na sexta-feira, Roscosmos previa a queda dos fragmentos da estação no Oceano Atlântico e dias antes também cogitou o Oceano Índico.
Pelos dados deste sábado, o equipamento está em órbita a uma altura máxima de 174,2 quilômetros e mínima de 149,7 quilômetros.
‘Uma equipe operacional acompanha constantemente a descida do aparelho’, indicou a agência espacial russa.
Anteriormente, a agência aeroespacial russa Roscosmos havia informado que o peso total dos 20 a 30 fragmentos da estação Fobos-Grunt que chocarão contra a Terra chegaria a 200 quilos.
Lançada em 9 de novembro, a Fobos-Grunt devia completar uma missão de 34 meses que incluía o voo a Fobos, uma das duas luas de Marte, a descida até a superfície e, finalmente, o retorno à Terra de uma cápsula com mostras do solo do satélite marciano.
O projeto, com custo de US$ 170 milhões, tinha como objetivo estudar a matéria inicial do sistema solar e ajudar a explicar a origem de Fobos e Deimos, a segunda lua marciana, assim como dos demais satélites naturais no sistema solar.
Neste sábado em Moscou foi anunciada a prorrogação por mais algumas semanas das investigações sobre as causas da falha que impediu o cumprimento da missão.
(Terra.com)
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sábado, 14 jan 2012, 08:23
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Uma equipe de cientistas liderada pelo professor Paul Zhou, do Instituto Pasteur de Xangai, afirma que encontrou um anticorpo capaz de neutralizar quase todas as variedades conhecidas do vírus H5N1 da gripe aviária, um importante avanço para a obtenção de um remédio contra essa doença fatal.
Zhou assinalou que o anticorpo foi desenvolvido por um de seus estudantes de doutorado, Hu Hongxing, a partir de amostras de sangue de um paciente com vírus que inesperadamente se curou ao receber uma transfusão de uma pessoa imune ao H5N1.
Ao menos dois jornais trazem reportagens sobre o estudo neste sábado, o chinês “South China Morning Post” e o especializado “Journal of Virology”.
Após a descoberta, a amostra de sangue foi distribuída a diferentes institutos de pesquisa com o objetivo de que algum deles desenvolva o mais rápido possível um anticorpo confiável contra o vírus, que atualmente tem índice de mortalidade de cerca de 50%.
No meio científico houve elogios ao estudo, mas também cautela porque ainda é preciso esperar para ver se a descoberta se traduzirá em uma vacina realmente confiável e comercialmente viável, declarou Guan Yi, da Universidade de Hong Kong.
Zhou admitiu o longo trabalho de análise e verificação de resultados que têm pela frente os institutos que detêm as amostras. Para exemplificar o tamanho do desafio comparou a tarefa a de “encontrar uma agulha no fundo do mar do Pacífico”.
Isso tudo com o agravante de que as amostras de sangue depois de alguns dias perdem a validade para pesquisa, por isso a corrida contra o relógio.
Em 31 de dezembro, um motorista de ônibus morreu após contrair o vírus H5N1, a primeira morte por gripe aviária em um ano e meio no país.
Mais de 300 pessoas morreram no mundo todo por causa da gripe aviária desde que o vírus apareceu pela primeira vez em 2003, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nesse período, o vírus H5N1 provocou o sacrifício de 400 milhões de aves, gerando perdas ao setor de US$ 20 bilhões.
Terra.com
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quinta-feira, 12 jan 2012, 13:38
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Astrônomos explicaram como explosão estelar originou a supernova.
Fenômeno aconteceu a 170 mil anos-luz de distância da Terra.
Cores da supernova 0509-67.5 foram obtidas a partir de dados coletados pelo Hubble e por instrumentos na Terra a partir da luz visível e dos raios X vindos do espaço. (Foto: Telescópio Espacial Hubble / ESA / Nasa)
Os resquícios de uma explosão estelar que mais se parecem com uma bolha de sabão foram finalmente explicados após observações realizadas com o Telescópio Espacial Hubble, das agências espacias europeia (ESA) e norte-americana (Nasa).
O fenômeno se encontra dentro da Grande Nuvem de Magalhães. As Nuvens de Magalhães são duas galáxias pequenas que giram ao redor da nossa Via Láctea. A dupla é possível de ser vista a olho nu em locais com pouca poluição atmosférica.
A bolha (veja imagem abaixo) se chama SNR 0509-67.5 e está localizada a 170 mil anos-luz da Terra — um ano-luz é a distância percorrida por um raio de luz durante um ano e equivale a aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.
Este tipo de supernova é classificada como Tipo 1a e acontece quando uma estrela conhecida como anã-branca “rouba” massa de uma companheira próxima. Anãs-brancas são pequenas e muito “pesadas” e representam o último estágio da vida de estrelas anteriores, que já não tinha material para realizar fusões nucleares.
Até agora, os pesquisadores não haviam encontrado a companheira que teria cedido material para a explosão da anã-branca que gerou SNR 0509-67.5. Mas o Telescópio Hubble conseguiu resolver o mistério, quando astrônomos da Universidade Estadual de Louisiana, nos Estados Unidos, aproveitaram uma foto obtida pelo instrumento e detectaram uma região no centro da supernova que impedia a visualização de estrelas ao fundo.
A aposta dos cientistas é que SNR 0509-67.5 tenha sido criada a partir da união de duas anãs-brancas, que teriam se aproximado e explodido intensamente no passado. A energia liberada por uma supernova é tão grande que pode chegar a ofuscar o brilho de galáxias inteiras.
Durante 40 anos, os astrônomos tiveram dificuldade para encontrar os astros que dão origem a supernovas do tipo 1a. A importância desses resquícios de material estelar aumentou na última década, pois eles são bons indicadores para a aceleração do Universo.
Os dados sobre a pesquisa feita a partir das observações do telescópio Hubble foram divulgados em um encontro da Sociedade Astronômica Americana em Austin, no estado do Texas. O estudo também foi divulgado na revista científica “Nature” desta semana.
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quinta-feira, 12 jan 2012, 12:25
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Operação alinhou a trajetória da missão para o seu pouso em 5 de agosto.
Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta.
Desenho conceitual mostra nave espacial que
transporta o jipe robô Curiosity em direção a Marte.
(Foto: Divulgação/Nasa)
A nave espacial que transporta o jipe robô Curiosity em direção a Marte realizou com sucesso nesta quarta-feira (11) a maior manobra planejada para a sua jornada rumo ao planeta vermelho, informou a agência espacial americana, a Nasa.
Segundo a Nasa, a manobra, que durou três horas, tinha como objetivo alinhar a trajetória da nave para o seu pouso em uma cratera de Marte, planejado para o dia 5 de agosto. Com a operação, a trajetória da nave está cerca de 40.000 km mais próxima de Marte. O tempo de encontro entre o Curiosity e o planeta também foi adiantado em aproximadamente 14 horas.
“A telemetria da nave mostrou que a manobra foi completada conforme o planejado”, disse Brian Portock, membro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. “Nós concluímos um grande passo rumo ao nosso encontro com Marte”, afirmou.
Nesta quinta (12), a nave terá percorrido 130,6 milhões de quilômetros da sua viagem de 567 milhões em direção a Marte, que teve início em 26 de novembro de 2011. A sua velocidade será de cerca de 16,6 km/h em relação à Terra e aproximadamente 110,5 km/h em relação ao Sol.
Ao custo de US$ 2,5 bilhões, o Curiosity é o veículo mais avançado já projetado para explorar outro planeta. Após completar sua viagem, o jipe robô irá passar dois anos terrestres em Marte investigando se o planeta tem, ou se um dia já teve, condições favoráveis para abrigar formas de vida.
Segunda manobra
No dia 26 de março, a nave que transporta o Curiosity realizará a sua segunda manobra de correção de trajetória, cuja magnitude estimada pela Nasa é seis vezes menor em relação à primeira. Se for necessário, a missão ainda terá quatro oportunidades adicionais para reajustes de trajeto até a sua chegada a Marte.
Do G1, em São Paulo
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quinta-feira, 12 jan 2012, 07:22
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Ilustração: Salmão USB; San@TB
Centistas da Universidade Nacional de Tsing Hua (Taiwan) e do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe (Alemanha) criaram um dispositivo de memória que combina electrodos, nanopartículas de prata e… DNA de salmão. Isso mesmo.
O silício é um metalóide com um número atômico de 14 e fica exatamente entre o Carbono (acima) e o Germânio (abaixo) na tabela periódica de elementos, caso sua primeira professora de química não tenha chamado tanto a sua atenção quanto a minha.
É o oitavo elemento mais comum no universo em massa, porém, muito raramente ocorre na natureza em estado puro. Ou seja, não é algo exatamente fácil de se achar por aí no estado que precisamos.
Ele assume um papel ainda mais incrível se pensarmos que a sua primeira purificação ocorreu em 1824 e, de lá para cá, ele já foi convertido zilhões de vezes em cerâmica, concreto, explosivos, o peito de silicone da funkeira, células fotoelétricas, a tampa da panela que obtura os seus molares, painéis solares e tudo o que nós já usamos para nos comunicar.
Tecnologicamente falando, ele é mais útil que o fogo para a vida moderna e carrega em si a aura de um milagre para os desdobramentos rumo ao futuro. Mas se você pensa que o homem está na sombra e que existem limites para a criatividade na busca por novos inventos, pense de novo.
A traquitana é popularmente conhecida como mais um tipo de memória W.O.R.M. (write-once-read-many-times) — grave uma vez, leia muitas — e embora não passe neste momento de apenas uma prova científica de que o conceito pode realmente se converter em método, ela derrubou queixos em todo o mundo após ser publicada nas maiores revistas de ciência e tecnologia.

Segundo os pesquisadores declararam, o DNA pode de fato se converter em uma alternativa mais barata que aquelas tradicionalmente usadas por meio de materiais inorgânicos, como o silício. E se isso não lhe faz pensar em como será o futuro, meu amigo…
O modelo é constituído por um finíssimo filme com o DNA de salmões totalmente impregnado de átomos de prata e que serve como recheio para um sanduíche entre dois electrodos. Quando a luz ultra-violeta é irradiada para dentro do sistema, os átomos se clusterizam (perdão pelo neologismo) em nanopartículas altamente sensíveis.
O próximo passo é quando uma baixa (ou nula) voltagem é aplicada aos electrodos, apenas uma baixa corrente elétrica é capaz de navegar por entre o DNA irradiado com ultra-violeta. Esse seria o estado em que o sistema está “off” (desligado).
Já quando a voltagem aplicada aos electrodos excede um certo limiar, uma corrente elétrica de maior latência viaja pelo filme de DNA ‘salmônico’ (que legal dizer isso), o que por sua vez configura o estado “on” (ligado) do sistema. Vai dizer que isso não é demais?
Mas tem mais. Essas mudanças na condutividade elétrica do modelo não são reversíveis, ou seja, uma vez que ele seja acionado ON ou OFF, ele permancerá assim, independentemente de qual nível de corrente voltaica ou carga eletromotora sejam aplicados.
Esse estado de captura é mantido por mais de 30 horas, até onde se pode pesquisar. O que por sua vez mareja os olhos de qualquer um que imagina novas formas e designs para dispositivos ópticos de armazenamento.
É verdade que não é a primeira vez que tentamos utilizar o DNA para fins parecidos. O Imperial College de Londres já criou portas lógicas utilizando uma combinação de DNA e bactérias.
Os norte-americanos dos departamentos de biologia e matemática do Davidson College da Carolina do Norte e da Missouri Western State University, respectivamente, já utilizaram o DNA da bactéria e.Coli para resolver um problema computacional de um modelo matemático.
De qualquer maneira, penso que essa possa ser a primeira vez que se contemplou o DNA com tanto sucesso como um possível descanso para o silício. Pelo menos, fora da ficção.
Faz sentido, afinal o DNA é aquilo que representa a maior densidade no armazenamento de informações em meio a tudo o que existe no nosso planeta. Mas, quem diria, o estreante seria o salmão.
E se você, Johnny Mnemonic, quiser saber mais sobre o assunto, acesse o site da AIP.
Olhe, lá na frente. Não é Asimov acenando?
Fonte:Tecnoblog
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quarta-feira, 11 jan 2012, 12:27
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Spitzer usa luz infravermelha para captar imagens.
Constelação Cygnus X fica a 4,5 mil anos-luz da Terra.
A Nasa publicou nesta terça-feira (10) uma nova imagem de Cygnus X, uma região de formação de estrelas que fica na nossa galáxia, a cerca de 4,5 mil anos-luz da Terra. É uma região ativa e turbulenta, que forma a nuvem de gás e poeira que vemos na fotografia.
A imagem foi captada em infravermelho pelo Telescópio Espacial Spitzer. É esse tipo de luz que permite a visualização para além da poeira espacial; as luzes do espectro visível são bloqueadas. A tecnologia possibilita aos astrônomos o estudo do processo que leva à morte de algumas estrelas e ao nascimento de outras.
Cygnus X, região formadora de estrelas (Foto: NASA/JPL-Caltech/J. Hora (CfA))
(G1)
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terça-feira, 10 jan 2012, 09:12
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Agentes químicos presentes em poluentes podem levar ao desenvolvimento de tumores
Reuters
Aldeídos presentes em poluentes industriais lesam o DNA das células
Diversos agentes químicos, como aldeídos presentes na fumaça do cigarro ou em poluentes urbanos e industriais, produzem uma série de compostos no organismo humano, conhecidos como adutos, que são capazes de induzir mutações no DNA e podem causar o desenvolvimento do câncer.
Para medir e quantificar esses adutos, que em níveis elevados estão associados a diversos tipos de câncer, pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Universidade de São Paulo (USP) estão utilizando técnicas ultrassensíveis como a espectrometria de massas.
Alguns dos resultados do Projeto Temático, realizado com apoio da FAPESP, foram apresentados no 4º Congresso BrMASS, realizado pela Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas em dezembro, em Campinas (SP).
De acordo com Marisa Helena Gennari de Medeiros, professora do IQ e coordenadora do projeto, seu grupo de pesquisa tem conseguido detectar e quantificar adutos produzidos por aldeídos (eteno adutos) tanto em células humanas em cultura como em tecidos do fígado, cérebro e pulmão de ratos expostos à poluição.
“Dentre as técnicas que têm sido utilizadas, a espectrometria de massas é atualmente a mais importante e eficiente para se detectar como quantificar adutos no DNA”, disse.
O objetivo dos pesquisadores é utilizar esses adutos como marcadores biológicos (biomarcadores) em situações clínicas para detectar o risco de desenvolvimento de um câncer ou para avaliar a exposição a diferentes poluentes urbanos e industriais.
Por meio desses biomarcadores, em uma cidade como São Paulo, onde a população está exposta a diversos poluentes, seria possível avaliar qual deles, especificamente, é o responsável por uma determinada quantidade de adutos no DNA. “Com isso, teríamos uma prova específica de que um determinado poluente realmente afeta a saúde humana”, disse Medeiros.
Utilizando espectrometria de massas combinada com a técnica de marcação isotópica – em que uma substância é “marcada” ao incluir isótopos pouco comuns em sua composição química – os pesquisadores demonstraram a formação de um aduto derivado do acetaldeído.
O estudo indicou que o composto produzido a partir da queima da madeira e do tabaco de cigarro, entre outras fontes, pode ser um marcador biológico de exposição tanto à poluição urbana como para o alcoolismo, que é um dos principais fatores para o surgimento de câncer de boca, garganta e faringe.
Medição de adutos
Parte dos resultados da pesquisa foi publicada no Journal of The American Chemical Society e pode ser usada para explicar os mecanismos associados à exposição ao composto químico e os riscos de câncer.
“Esclarecemos a formação, que era bastante controversa, desse aduto por meio do acetaldeído, produto genotóxico ambiental. O produto formado é um aduto de DNA comprovadamente mutagênico e produzido também pela oxidação metabólica do álcool etílico”, disse Medeiros.
Segundo ela, o interesse pela pesquisa dos etenos adutos começou a ser despertado nas últimas décadas quando surgiram diversos casos de um câncer primário do fígado (hepatocarcinoma) muito raro entre trabalhadores de uma indústria de plástico nos Estados Unidos.
Ao investigar a origem da doença, os especialistas identificaram na época que se devia à exposição dos operários a compostos cancerígenos, como o cloreto de vinila e o uretano, utilizados na fabricação de polímeros.
Em 1992, cientistas conseguiram medir a formação de etenos adutos produzidos por cloreto de vinila em tecidos do fígado, pulmão e rim de ratos e dos trabalhadores da indústria de plástico norte-americana expostos ao composto químico. A partir de então, iniciou-se uma busca por técnicas ultrassensíveis para conseguir medir e quantificar esses adutos in vivo.
“Esses adutos promovem a transição e a substituição de pares de bases do DNA. Já são conhecidos sistemas para repará-los em mamíferos e em extratos de células de ratos”, disse Medeiros.
Atualmente, a cientista coordena outro Projeto Temático com apoio da FAPESP.
(Estadão)
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terça-feira, 10 jan 2012, 08:43
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ZTE, Huawei e Alcatel seriam os principais alvos das denúncias feitas por fabricantes brasileiras
O Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro investiga denúncias de empresas brasileiras sobre uma possível concorrência desleal dos fabricantes chineses, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Os modelos asiáticos chegariam ao Brasil com custo de importação US$ 12, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, sendo que o mínimo deveria ser US$ 27 – e US$ 38 para a produção em solo verde-amarelo. Os aparelhos importados hoje somam 20% dos celulares no País, e a participação da China na venda de novos dispositivos saltou de 54% em fevereiro para 85% em agosto do ano passado.
Alcatel One Touch, Huawei e ZTE responderiam por 95% desse total, segundo uma fonte do setor, citada por O Estado de São Paulo, e seriam os principais alvos das reclamações da indústria brasileira. Esta última marca teria o menor preço entre os apurados por um levantamento, e teria abocanhado 40% do mercado de modelos com preços entre US$ 12,44 e US$ 16,67. “Estamos estudando medidas para conservar a competitividade da indústria nacional, caso seja averiguado que esses celulares chineses estão entrando no mercado de uma forma nociva”, afirmou o secretário de Inovação do Ministério de Desenvolvimento, Nelson Fujimoto, ao periódico paulistano.
(Terra Brasil)
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