Cinemarana, Como se Fosse Cinema – Sesc Crato
Cinema, TOP, TOP2 domingo, 13 mai 2012, 07:33 | 0 Comentários


“Rânia”, da cearense Roberta Marques, foi eleito o
melhor filme na mostra Novos Rumos, do Festival
do Rio em 2011 (Foto: Divulgação/CineCeará)
Nove longas-metragens concorrem neste ano na mostra competitiva do festival ibero-americano de cinema, Cine Ceará. Três películas são do Brasil. Os outros trabalhos de longa-metragem que vão disputar o Troféu Mucuripe 2012 são do Chile, Espanha, México, Guatemala, Argentina e Equador. O Cine Ceará acontece de 1 a 8 de junho, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, com a temática “Lutas Sociais na América Latina”.
De acordo com a organização do festival, na categoria longa-metragem, apenas dois filmes já foram exibidos no Brasil: “Febre do Rato”, do diretor Claudio Assis e vencedor do último Festival de Cinema de Paulínia, e “Rânia”, da diretora cearense Roberta Marques, eleito o melhor filme na mostra Novos Rumos, do Festival do Rio em 2011. O terceiro brasileiro na disputa é o documentário “Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now”, dirigido por Ninho Morais, com Alice Braga no elenco.
A ficção “Violeta se Fue a los Cielos” (Chile), sobre a vida da cantora Violeta Parra, vai abrir a disputa no dia 1º de junho. O filme do diretor Andrés Wood (“Machuca”) levou o Grande Prêmio do Júri Internacional no Sundance Film Festival 2012.
Na mostra competitiva de curtas-metragens, 12 trabalhos brasileiros concorrem no Cine Ceará 2012. Dos 12 selecionados, São Paulo lidera com três curtas, seguido por Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais, com dois representantes cada. Também foram selecionados curtas de Pernambuco, do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo.
Homenagem
O Cine Ceará 2012 vai homenagear Marco Nanini, ator de filmes como “Feliz Ano Velho”, “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” e “O Bem Amado”. Ele se junta ao time de grandes atores como Patricia Pillar, Giulia Gam e Sonia Braga, que já receberam o troféu Eusélio Oliveira. De acordo com a organização do festival ibero-americano, o artista já confirmou a presença na abertura do festival.
Confira a lista completa dos longas e curtas que vão competir no Cine Ceará 2012:
Filmes da competitiva de longas-metragens:
- Bertsolari. Asier Altuna. Documentário. 35mm. 90’. Cor. Espanha. 2011;
- Distancia (Distância). Sergio Ramírez. Ficção. 75’. HDV. Guatemala. 2011;
- En el Nombre de la Hija (Em Nome da Filha). Tania Hermida. Ficção. 102’. 35mm. Cor. Equador. 2011;
- Febre do Rato. Cláudio Assis. Ficção. 35mm. 90’. Preto e Branco. Brasil. 2011;
- Fecha de Caducidad (Data de Vencimento). Kenya Márquez. Ficção. 100’. 35mm. Cor. México. 2011;
- Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now! Ninho Morais. Documentário. HD. 76’. Cor. Brasil. 2011;
- Rânia. Roberta Marques. Ficção. 85’. 35mm. Cor. Brasil. 2011;
- Un amor (Um Amor). Paula Hernández. Ficção. 35mm. 100’. Cor. Argentina. 2011
- Violeta se Fue a los Cielos (Violeta se foi para o céu). Andrés Wood. Ficção. 110’. 35mm. Cor. Chile. 2011.
Filmes da competitiva de curtas-metragens:
- A Galinha que Burlou o Sistema, de Quico Meirelles (SP, fic/doc, 15min, 35mm, 2012)
- Dia Estrelado, de Nara Normande (PE, ani, 17min, 35mm, 2011)
- Disque Quilombola, de David Reeks (SP, doc, 13min, HDV, 2012)
- Dizem que os Cães Veem Coisas, de Guto Parente (CE, fic, 12min, outro, 2012)
- Lambari, de Márcio Soares (MG, fic, 14min, fic, HDV, 2012)
- Os Lados da Rua, de Diego Zon (ES, fic, 15min, 35mm, 2012)
- Os Mortos-Vivos, de Anita Rocha da Silveira (RJ, fic, 19min, outro, 2012)
- Querença, de Iziane Filgueiras Mascarenhas (CE, fic, 19min58seg, 35mm, 2012)
- Realejo, de Marcus Vinicius Vasconcelos (SP, ani, 12min47seg, HDV, 2012)
- Santas, de Roberval Duarte (RJ, exp, 15min, HDV, 2012)
- Século, de Marcos Pimentel (MG, fic/exp, 11min, 35mm, 2011)
- Três Vezes por Semana, de Cristiane Reque (RS, fic, 15min, 35mm, 2011)
G1 CE
A cidade de Sobral receberá entre os dias 23 e 26 de maio o I Nossas Américas – Nossos Cinemas: I Encontro de Jovens Realizadores da América Latina e do Caribe. Durante quatro dias, os realizadores participarão de mesas temáticas, palestras e mostras de filmes.
Sobral foi escolhida como sede do encontro por já apresentar um núcleo de produção audiovisual emergente, a partir do trabalho já realizado pela Escola de Ofícios e Artes (ECOA) e pela Universidade do Vale do Acaraú (UVA).
Os jovens realizadores convidados foram indicados por universidades, associações de cineastas e órgãos nacionais e internacionais ligados ao cinema e à cultura, dentro de vários perfis culturais, sociais e étnicos.
* Com informações da Agência da Boa Notícia
“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, dirigido por Peter Jackson, é o primeiro de dois filmes adaptados do livro “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien. O longa está sendo filmado em alta velocidade, uma inovação em que são capturados 48 quadros por segundo, o dobro do normal, que é 24.
O filme, uma espécie de início da história contada na trilogia “Senhor dos Anéis”, conta a jornada de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), um hobbit envolvido em uma busca épica para livrar um reino do temível dragão Smaug.
Procurado repentinamente pelo mago Gandalf, o Cinzento (Ian McKellen), Bilbo se une a um grupo de 13 anões liderados pelo lendário guerreiro Thorin Escudo-de-Carvalho. A jornada os levará às Terras Ermas.
O longa deve entrar em cartaz em 14 de dezembro deste ano. O segundo filme, “O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez”, deve estrear a partir de 13 de dezembro de 2013. Os dois filmes serão lançados em 3D, 2D e IMAX.
Folha
A cineasta brasileira Ana Petra Costa, junto com outros diretores do Chile, da Bolívia e da Argentina, ganhou uma bolsa de estudos de US$ 10 mil do Fundo Latino-Americano de Artes do Instituto de Cinema Tribeca, em Nova York.
O fundo concede bolsas de estudos a longas-metragens em animação, documentários filmes ou meios de comunicação híbridos em desenvolvimento avançado, produção ou pós-produção. Podem concorrer cineastas que vivem e trabalham no Caribe, México, América Central e América do Sul, destacou nesta terça-feira o Instituto em comunicado oficial.
Ana Petra ganhou o prêmio pelo seu projeto “Elena”, um filme que conta a viagem de Petra, uma jovem mulher brasileira que sonha em ser atriz, apesar da oposição de sua mãe. Mesmo com as advertências, Petra se muda para Nova York, e depois começam a ser revelados os motivos do conselho da mãe.
Da mesma forma, os cineastas Francisco Hervé (Chile), Claudio Araya Silva (Bolívia) e Alejo Hoijman (Argentina) foram premiados com bolsas de estudo. O chileno pelo filme “City of the Caesars”, a boliviana por “Quando os mortos estão mais Secos” e o argentino por “The Shark’s Eye”.
O Instituto de Cinema Tribeca ainda informou que a diretora Cristina Ibarra e o diretor Diego Araujo ganharam o prêmio Vozes nas categorias de documentário e narrativa, respectivamente. O prêmio é concedido a cineastas latinos, maiores de 21 anos, que vivam e trabalhem nos EUA, e que aprensentem visões e histórias que reflitam suas culturas.
“Nos sentimos orgulhosos de apoiar os ganhadores deste ano e ajudar estes seis cineastas a desenvolverem seus filmes”, disse no comunicado de imprensa Ryan Harrington, diretor de Programação de Documentários filmes do Instituto de Cinema Tribeca.
Os filmes ganhadores foram selecionadas por um júri de profissionais da indústria que inclui o ator e cineasta argentino Ricardo Darín (“O segredo de seus olhos”).
Folha
Depois de ser lançado em Fortaleza e exibido em países de Língua Portuguesa, “O Auto da Camisinha” chega à Europa para mais uma exposição. O filme tem o apoio cultural do SESC Ceará e participações de Chico Anysio.
No espaço, os personagens vivenciam a história da súbita paixão entre Quarto Besouro e Lionor, uma diretora de teatro que deseja ganhar o título de Patrimônio Folclórico da Humanidade. Quarto Besouro é quem decidirá se Juatama merece o título. A obra cinematográfica, lançada em dezembro de 2011, já foi exibida em Cabo Verde, Timor Leste, Guiné Bissau e Angola, através da Rádio Televisão Caboverdiana [RTC]. No Brasil, o UNICEF (escritório Ceará) distribuiu o filme em 440 municípios dos estados do Piauí, Maranhão e Ceará.
“O Auto da Camisinha” foi promovido pelo Governo do Estado do Ceará, por meio das secretarias estaduais da Cultura e da Saúde, além do Ministério da Saúde, com patrocínio da COELCE e do Banco do Nordeste.
SERVIÇO:
“O Auto da Camisinha”
Local: Genebra – Sala Marratina Gandhi, no prédio da Maison Internationale des Associations [Rue des Savoises 15, 1205]
Data: 27/4
Horários das sessões: 19h e 21h
* Com informações do SESC Ceará
O cinema do Brasil será o principal homenageado, como convidado de honra, do 65º Festival de Cannes, na França, de 16 a 27 de maio. A decisão foi anunciada pelo diretor do festival e responsável pela programação de filmes do evento, Thierry Frémaux. O cineasta Nelson Pereira dos Santos, de 84 anos, deverá receber uma homenagem durante o festival.
O filme A Música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, será exibido em uma sessão especial. “O filme de Santos é uma homenagem a Jobim, o criador da bossa nova”, disse Frémaux, referindo-se ao trabalho que conta a trajetória e a forma de criar de Antonio Carlos Jobim por meio da música e do pensamento do compositor.
Frémaux citou ainda diretores brasileiros, como Cacá Diegues, que representa o chamado Cinema Novo com fillmes clássicos – Xica da Silva e Quilombo -, além de Ruy Guerra, que dirigiu Ópera do Malandro e Os Deuses e os Mortos, entre outros.
No Festival de Cannes, o Brasil foi destaque com o longa metragem de Walter Salles, Na Estrada, baseado no livro On the Road, e Glauber Rocha com Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro.
Fonte: Agência Brasil
Três filmes brasileiros foram premiados no 30º Festival Internacional de Cinema do Uruguai, que terminou no domingo, em Montevidéu, capital do país. “Mãe e Filha”, de Petrus Cariry; “O Palhaço”, de Selton Mello; e “Transeunte”, de Eryk Rocha, foram premiados pelo juri e pelo público que assistiu às sessões. O júri oficial concedeu o prêmio de Melhor Filme a “Mãe e Filha”, que recebeu apoio da ANCINE para envio de cópia ao festival. O longa conta a história de uma mãe e filha, que depois de uma longa separação, se encontram no sertão, entre ruínas e lembranças.
O filme “O Palhaço” foi eleito pelo público o Melhor Filme Ibero-americano a participar do evento. A obra, segundo trabalho de Selton Mello como diretor de longas-metragens, recebeu apoio da Agência para promoção no festival, confecção e envio de cópia legendada. “O Palhaço” levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas no Brasil em 2011.
Já “Transeunte”, do cearense Petrus Cariry, foi escolhido o Melhor Longa-metragem Internacional pela Fipresci (Federação Internacional de Imprensa Internacional), conta a história de Expedito, aposentado que perdeu os laços com a vida e caminha, entre outros anônimos, pelo Centro da cidade do Rio de Janeiro. O filme obteve da ANCINE apoio financeiro para promoção.
(Foto – Divulgação)
O povo
Entre os jurados do Festival de Cannes deste ano terá um cearense. Karim Aïnouz, que rodou “O Céu de Sueli” em Iguatu, vai fazer parte da comissão julgadora do prêmio Cinéfondation e da mostra de curta-metragens. O evento vai acontecer entre os dias 16 e 27 de maio.
O júri tem a missão de escolher três vencedores entre as obras produzidas em escolas de cinema da mostra Cinéfondation. A premiação acontecerá dia 25, em Cannes, e vai pagar 15 mil euros, 11,25 mil euros e 7,5 mil euros. Será uma cerimônia na sale Buñuel, seguida da projeção dos filmes vencedores.
Os jurados também farão a entrega da Palma de Ouro de curta-metragem, anunciada na cerimônia de encerramento do festival, no dia 27 de maio.
Integrantes
Ao lado do cineasta estarão a atriz canadense Arsinée Khanjian (de “O doce amanhã”), o escritor, roteirista e diretor francês Emmanuel Carrère (de “Outras vidas que não a minha”) e o também cineasta e diretor de fotografia chinês Yu Lik-Wai (de “Plastic city”). Integram o júri personalidades do cinema e da literatura.
O presidente do corpo de jurados será o diretor, roteirista e produtor Jean-Pierre Dardenne (Bélgica), que ganhou, ao lado do irmão Luc, o Grande Prêmio do Júri na última edição do festival. A obra premia da dos belgas foi “O garoto de bicicleta”.
Os irmãos Dardenne já haviam recebido duas Palmas de Ouro, por “Rosetta”, em 1999, e “A criança”, em 2005, além do troféu de melhor roteiro em 2008 por “O silêncio de Lorna”.
Fonte: Portal Jangadeiro Online
O Senado aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei de Conversão (PLC) que institui o programa Cinema Perto de Você, que tem como objetivo criar salas de cinema em cidades no interior do país e nas periferias das grandes cidades. O projeto renasceu depois que a medida provisória 491/2010 não foi votada a tempo e perdeu sua eficácia. Em setembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff enviou outra MP, a 545, convertida em Projeto de Lei de Conversão porque foram acrescidos novos itens – como o que permite a utilização do FGTS em obras da Copa e das Olimpíadas, inclusive para atividades de petróleo e gás vinculados à exploração do pré-sal. Dilma havia vetado esse dispositivo.
Com o programa Cinema Perto de Você, o governo quer priorizar o acesso da classe C a esse tipo de diversão, além de incentivar a construção de novas salas. Em 1975, o Brasil dispunha de 3.300 salas, ou uma para cada 30 mil habitantes em média, sendo 80% em cidades do interior. Em 1997, eram apenas 1 mil salas. Com a expansão dos shoppings centers, esse número chega atualmente a aproximadamente 2.200 salas – a maioria concentrada nas grandes cidades. O Brasil é apenas o 60º país na relação habitantes/sala.
Nas cidades com mais de 20 mil e menos de 100 mil habitantes o governo pretende fazer convênios com prefeituras e governos dos estados. A ideia é planejar a implantação de salas de propriedade pública com gestão preferencialmente privada. O projeto permite a instalação de salas de cinema, bomboniere e espaços comerciais e de prestação de serviços
O governo irá disponibilizar duas linhas de crédito para a construção de salas: o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o Programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o Desenvolvimento da Economia da Cultura (Procult). O FSA terá uma verba de R$ 300 milhões para essa finalidade; o Procult tem uma linha de R$ 500 milhões para empréstimos.
Para ter acesso ao empréstimo, o empreendedor deverá fazer um projeto para construir no mínimo três salas, que podem estar em complexos diferentes. Haverá vários cenários possíveis para empréstimos, dependendo do tipo de empreendimento a ser erguido. Para os investimentos em cidades do Norte e Nordeste associados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou ao Minha Casa Minha Vida, por exemplo, não haverá juros com os empréstimos tomados no FSA.
O governo também irá desonerar os investimentos. Desta forma, não haverá impostos federais para a aquisição de máquinas, equipamentos e materiais de construção destinados à construção ou modernização dos complexos cinematográficos.

Segue sinopse dos filmes:
07/03 – BAR ESPERANÇA, O ÚLTIMO QUE FECHA (Dir. Hugo Carvana, 1983, 119min)
As frustrações, amarguras e alegrias de artistas, intelectuais, bêbados e anônimos nas mesas de um bar da zona sul do Rio de Janeiro.
14/03 – CARMEN MIRANDA: BANANAS IS MY BUSINESS (Dir. Helena Solberg, 1994, 92min)
O filme conta a extraordinária história da estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo.
21/03 – ELES NÃO USAM BLACK-TIE (Dir. Leon Hirszman, 1981, 122min)
O filme debruça-se sobre os conflitos, contradições e anseios da classe trabalahadora no final dos anos 1970, na crise final da ditadura militar.
–
Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)
(88) 3523 4444 (SESC Crato)
Vem aí o III Festival de Jericoacoara – Cinema Digital, que está com inscrições abertas para cineastas de todo o País. O evento ocorrerá de 15 a 21 de junho próximo na praia de Jericoacoara e promete trazer grandes nomes do cinema nacional. Ano passado, a segunda edição do evento destacou um total de 50 filmes, selecionados em meio a 218 obras inscritas, consolidando a dimensão nacional do festival.
São aceitas inscrições de filmes concluídos a partir de junho de 2010 e sobre quaisquer temas, nos gêneros documentário, ficção, animação e experimental. Produzido pela Anhamum Produções e dirigido pelo cineasta, escritor e produtor cultural cearense Francis Vale, o Festival de Jericoacoara tem por objetivo contribuir para dar visibilidade a novos valores da produção audiovisual , de forma descentralizada, indo bem além dos grandes centros.
O festival também destinará troféus aos vencedores dos quesitos: melhor filme, direção, roteiro, fotografia, trilha original e direção de arte. Além dos troféus para melhor ator e melhor atriz.
Podem participar realizadores de todo o País, com filmes produzidos em tecnologia digital. Inscrições pelo site www.jeridigital.com.br

Estão abertas as inscrições para a 22ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, que acontece entre os dias 1 e 8 de junho, em Fortaleza. Os interessados podem inscrever seus longas e curtas-metragens até o dia 31 de março. O regulamento completo e o formulário de inscrições estão disponível no site http://cineceara.com.
Requisitos
Os curtas-metragens devem ter sido realizados por produtores e/ou diretores brasileiros ou radicados no país há mais de três anos e têm que ter até 20 minutos de duração, em qualquer formato. Devem ainda ser obras concluídas a partir de janeiro de 2011 e não podem ter participado de processos seletivos nas edições anteriores do Cine Ceará. Já os longas devem ter duração mínima de 70 minutos, finalizados a partir de 2010 por produtores e/ou diretores ibero-americanos (países da América Latina e o Caribe, Portugal e Espanha), em formatos profissionais.
Categorias
Concorrem ao troféu Mucuripe os filmes inscritos nas categorias longa-metragem (divididos em filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica) e curta-metragem (filme, direção, roteiro, produção cearense e prêmio da crítica).
Premiação
Os prêmios da crítica para melhor curta e longa-metragem serão concedidos por um júri formado por membros da Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Para o melhor longa, de acordo com o júri oficial, será concedido um prêmio especial no valor de U$10.000,00 (dez mil dólares). Haverá ainda a entrega do troféu Mucuripe de melhor curta da mostra Olhar do Ceará, para o qual haverá um júri de estudantes das universidades de Fortaleza.
Realização
O 22° Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará e do Ministério da Cultura. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas.
Verdes Mares
Filme mudo levou cinco dos principais prêmios; ‘A Invenção de Hugo Cabret’ também ganhou cinco estatuetas em categorias técnicas.

O filme mudo O Artista foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2012, levando estatuetas em cinco das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator, para Jean Dujardin.
O diretor Michel Hazanavicius, que havia sido indicado para o prêmio pela primeira vez, agradeceu ao cachorro que aparece no filme, Uggie, mas completou: “Eu acho que ele não liga.”
Dujardin disse que se seu personagem George Valentin pudesse falar, diria: “Wow! Victorie! Genial! Merci!”
A produção franco-belga também levou estatuetas por melhor trilha sonora original e melhor figurino.
A última vez que um filme mudo venceu um Oscar foi em 1929.
‘Hugo Cabret’
A invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorcese, também ganhou cinco prêmios em categorias técnicas: fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem e efeitos especiais.
Meryl Streep recebeu a estatueta de melhor atriz pela atuação como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher no filme A Dama de Ferro, sua 17ª indicação e terceira vitória no Oscar.
Ela agradeceu à Academia “por esta carreira inexplicavelmente maravilhosa”.
“Quando eles chamaram meu nome, eu tive essa impressão de que podia ouvir metade dos Estados Unidos dizendo: ‘Ah, não! Ela de novo!’ Mas, deixa pra lá. Eu olho à minha volta e vejo minha vida passar diante de meus olhos. Meus velhos amigos, meus novos amigos. É uma honra tão grande, mas o que conta mais para mim são as amizades…Obrigada a todos vocês, aos que partiram e aos que estão aqui”, disse Streep.
O ator canadense Christopher Plummer tornou-se a pessoa mais velha a vencer um Oscar, aos 82 anos, recebendo a estatueta na categoria de melhor ator coadjuvante.
Ele era o favorito por sua interpretação de um pai que assume ser gay após a morte da esposa, no filme Toda Forma de Amor.
Outro veterano a levar uma estatueta foi Woody Allen, pela autoria do melhor roteiro original de Meia-Noite em Paris.
‘Rio’
O prêmio de melhor atriz coadjuvante foi para Octavia Spencer, de Histórias Cruzadas, que fez um discurso emocionado e foi aplaudida de pé pela plateia.
“Obrigada, Steven Spielberg, por mudar minha vida…Meu Deus, muito obrigada…Não posso acreditar.”
O prêmio de melhor filme estrangeiro foi para o iraniamo A Separação, e o de melhor animação ficou com Rango.
A canção Man or Muppet, do longa Os Muppets, venceu na categoria melhor canção original, deixando Carlinhos Brown e Sergio Mendes de mãos vazias. Eles concorriam com a canção Real in Rio, tema da animação Rio.
Fonte: Estadão

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar venceu neste domingo seu terceiro Bafta do cinema britânico para melhor filme de língua não inglesa com “A Pele que Habito”, em uma cerimônia realizada em Londres.
“A Pele que Habito”, um thriller protagonizado por Antonio Banderas que narra a terrível vingança de um cirurgião plástico contra o homem que estuprou sua filha, superou o grande favorito, o iraniano “A Separação”.
Esta é a terceira vez que Almodóvar consegue o Bafta, equivalente britânico do Oscar, de melhor filme de língua não inglesa, depois de “Fale com Ela” em 2003 e “Tudo Sobre Minha Mãe” em 2000.
Para Almodóvar, este Bafta terá sabor de revanche, pois “A Separação”, o filme do iraniano Asghar Farhadi tirou dele em janeiro o Globo de Ouro de melhor filme de fala não inglesa.
“A Separação”, a história do dilema de um casal diante da possibilidade de permanecer no Irã ou deixar o país, é também o favorito para o Oscar da categoria na cerimônia de 26 de fevereiro, na qual haverá este ano representação espanhola.
Fonte: Jornal do Brasil

Cena do filme “A Bela e a Fera”, da Disney, que terá relançamento em 3D
Passados 20 anos de sua estreia, uma história de amor vai abocanhar 111 salas de cinema no Brasil de uma vez. O motivo para o repeteco? O filme ganhou uma nova versão em 3D.
“A Bela e a Fera” (1991), animação da Disney, sofreu retoques para ganhar cenas em três dimensões e retomar um circuito que cresce exponencialmente no país: as salas de cinema em 3D saltaram de 264 em 2010 para 471 até dezembro do ano passado.
Para os estúdios, o crescimento do número de salas no país –que têm ingressos mais caros– foi a deixa para uma série de relançamentos. Se “Gato de Botas” já perdeu o apelo, e ainda não há outra novidade à vista, que sejam repaginados os blockbuster dos anos 1990.
No ano passado, a Disney já havia lançado “O Rei Leão” (1994) em 3D com ótimos resultados. Nos EUA, por exemplo, arrecadou US$ 94 milhões (R$ 163 milhões).
“Procurando Nemo” (2003) é a próxima investida do estúdio em parceria com a Pixar, com lançamento previsto para 2 de outubro. Em 2013, virão “Monstros S/A” (25/1) e “A Pequena Sereia” (13/9).
A Fox também converteu outras duas antiguidades para o 3D. No próximo dia 10, é a vez de “Star Wars – Episódio 1 – A Ameaça Fantasma” (1999) estrear por aqui.
Depois, volta “Titanic” (1997), de James Cameron, em 6 de abril. “Dependendo do resultado, teremos outros títulos”, afirma Patricia Kamitsuji Ito, diretora-geral da distribuidora Fox no Brasil.
Apostar no primeiro filme da saga espacial de George Lucas foi estratégico. “As batalhas, as galáxias e os planetas na versão 3D se tornam mais espetaculares. O lançamento não se destina só aos fãs e saudosistas, mas à nova geração, para a qual a versão 3D é imprescindível.”
Os escolhidos são filmes “que transcendem o tempo, que têm amplo apelo através de gerações e que terão significado novamente em um novo formato”, define Sebastián Valenzuela, vice-presidente de distribuição para cinema da Disney no Brasil.
O relançamento de “Titanic” pode servir também de homenagem a James Cameron. Foi seu “Avatar”, em 2009, que impulsionou o boom de salas em 3D e serviu de inspiração para que outros diretores usassem a técnica.
MAIS RENDA
Maior bilheteria do planeta, com US$ 2,78 bilhões (R$ 4,8 bilhões), “Avatar” mostrou que o 3D também poderia gerar mais bilheteria, já que os ingressos para esse formato são mais caros.
Mas isso não tem afastado os espectadores brasileiros. Pelo contrário: de 2010 até o ano passado, houve alta de 63% entre os frequentadores dessas salas, segundo o site especializado Filme B.
De olho nesse filão, estrearam 38 longas no formato em 2011, contra 22 em 2010.
E como produzir um filme em 3D é mais dispendioso do que converter um antigo, vai valer a pena (pelo menos para os estúdios) ver de novo.
A BELA E A FERA
DIREÇÃO Gary Trousdale e Kirk Wise
PRODUÇÃO EUA, 1991
ONDE nos cines Shopping D Cinemark, Espaço Unibanco Pompeia, Eldorado Cinemark e circuito
CLASSIFICAÇÃO livre
Fonte: Folha
Organizadores do 62º Berlinale revelaram nesta terça-feira a lista completa do primeiro grande festival de cinema europeu do ano com 23 produções em exibição na mostra principal.
Dezoito filmes vão competir pelo principal prêmio, o Urso de Ouro, no evento que acontece de 9 a 19 de fevereiro, com um júri liderado pelo diretor britânico Mike Leigh que escolherá o vencedor. Todos os competidores são estreias mundiais.
|
Divulgação |
|
|
|
|
||
|
Tom Hanks e Sandra Bullock em cena de “Tão Forte e Tão Perto”, que será exibido fora da competição |
Abaixo a lista completa, incluindo o título em inglês, diretor e países onde os filmes foram produzidos:
“Barbara”
Christian Petzold, Alemanha.
“Bel Ami”
Declan Donnellan e Nick Ormerod, estrelando Robert Pattinson, Uma Thurman, Kristin Scott Thomas, e Christina Ricci. Grã-Bretanha (fora da competição)
“Caesar Must Die”
(Cesare deve morire), Paolo e Vittorio Taviani. Itália.
“Captive”
Brillante Mendoza e Isabelle Huppert, como protagonista. França/Filipinas/Alemanha/Grã-Bretanha.
“Childish Games”
(Dictado), Antonio Chavarrias. Espanha.
“Coming Home”
(A moi seule), Frederic Videau. França.
“Tão Perto, Tão Longe”
(“Extremely Loud and Incredibly Close”), Stephen Daldry e estrelando Tom Hanks e Sandra Bullock. Estados Unidos (fora da competição)
“Adeus à Rainha”
(“Farewell My Queen”, Les adieux a la Reine), Benoit Jacquot, estrelando Diane Kruger, França/Espanha. (filme de abertura)
“Flores da Guerra”
(“The Flowers Of War”, Jin ling Shi San Chai), Zhang Yimou e estrelando Christian Bale, China. (fora da competição)
“Flying Swords Of Dragon Gate”
Hark Tsui. Hong Kong/China (fora da competição).
“Home For The Weekend”
Hans-Christian Schmid. Alemanha.
“Jayne Mansfield’s Car”
Billy Bob Thornton e estrelando Thornton, Robert Duvall, John Hurt e Kevin Bacon. Rússia/Estados Unidos.
“Just The Wind”
(Csak a szel), Bence Fliegauf. Hungria/Alemanha/França.
“Mercy”
(Gnade), Matthias Glasner. Alemanha/Noruega.
“Meteora”
Spiros Stathoulopoulos. Alemanha/Grécia.
“Postcards From The Zoo”
(Kebun binatang), Edwin. Indonésia/Alemanha/Hong Kong/China.
“A Royal Affair”
(En Kongelig Affaere), Nikolaj Arcel. Dinamarca/República Tcheca/Alemanha/Suécia.
“Shadow Dancer”
James Marsh e estrelando Clive Owen. Grã-Bretanha/Irlanda. (fora da competição)
“Sister”
(L’enfant d’en haut), Ursula Meier. Suíça/França.
“Tabu”
Miguel Gomes. Portugal/Alemanha/Brasil/França.
“Tey”
(Aujourd’hui), Alain Gomis. França/Senegal.
“War Witch”
(Rebelle), Kim Nguyen. Canadá.
“White Deer Plain”
(Bai lu yuan), Wang Quan’an. China.
Sessões especiais:
“À Toda Prova”
(“Haywire”), Steven Soderbergh e estrelando Michael Fassbender, Ewan McGregor, e Antonio Banderas. Estados Unidos.
“Dama de Ferro”
(“The Iron Lady”), Phyllida Lloyd e estrelando Meryl Streep, que receberá um prêmio Urso de Ouro por sua carreira. Grã-Bretanha.
“Allen sempre dava uma resposta educada e negativa”, diz ele. “Segundo o seu argumento, ninguém se interessaria em ver e exibir um filme sobre ele, ‘um tema que não vale a pena’.”
|
Divulgação |
|
|
|
|
||
|
Woody Allen ao lado da máquina de escrever comprada aos 16 anos, com US$ 40, na qual cria os seus roteiros |
As filmagens de “Woody Allen, A Documentary” começaram em outubro de 2008, depois de Weide enviar uma carta para explicar por que “era a pessoa certa para aquela empreitada”.
Para ter sua autorização, o diretor conta que ajudou o fato de terem os mesmos heróis culturais. Weide se refere ao comediante W.C. Fields e aos irmãos Marx, temas de dois filmes produzidos por ele.
Exibido pelo canal público PBS em novembro de 2010 –à venda em DVD na Amazon, no próximo mês–, o documentário de 192 minutos está dividido em duas partes.
O primeiro segmento aborda a infância de Allen em Midwood, região do Brooklyn habitada por judeus, e termina com o lançamento de “Memórias” (1980), uma crítica ao preço da fama.
A segunda parte comenta a separação escandalosa entre Allen e a atriz Mia Farrow, em 1992, motivada pela relação dele com Soon-Yi Previn, filha adotiva da atriz.
O diretor se casou com Soon-Yi, até hoje a sua mulher. Farrow e a filha adotiva não figuram entre os mais de 40 entrevistados por Weide.
PRODUTIVIDADE
Apesar de ter se tornado fã de Woody Allen na infância, após ver “Um Assaltante Bem Trapalhão” (1969), Weide, 52, não havia notado como o cineasta, diretor de 42 longas-metragens, é produtivo.
“Ele lançou um filme por ano durante quatro décadas. Quando não escreve ou dirige, ele está editando.”
Indicado ao Oscar de documentário por “Lenny Bruce: Swear to Tell The Truth” (1998), Weide afirma sentir vergonha por ter demorado mais de um ano e meio para concluir “Woody Allen”.
“No mesmo período, ele estaria no fim do segundo filme”, diz o diretor. “Allen acredita na quantidade. Dirigindo um longa-metragem após o outro, talvez ele possa apresentar o que chama de ‘uma obra razoável’, quem sabe, ‘até boa’.”
Weide teve acesso às filmagens de “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010), em Londres, e acompanhou o diretor durante a première de “Meia-Noite em Paris” (2011) –indicado ao Oscar deste ano nas categorias melhor filme e melhor roteiro, e maior sucesso de bilheteria de Allen.
Também na disputa pelo Oscar de melhor diretor, Allen, 76, continua mergulhado em sua rotina ininterrupta. Ele está finalizando “Nero Fiddled”, comédia filmada em Roma. O lançamento será no segundo semestre.
“Embora não seja tratado assim, Allen é um diretor independente”, fala Weide. Ninguém lê os roteiros criados na máquina de escrever que ele comprou aos 16 anos. “Ele só agrada a si mesmo.”
Em conversa informal, Allen revelou ao documentarista que “o segredo é manter o orçamento baixo”.
Segundo Weide, nem Alexander Payne nem Martin Scorsese, também indicados ao Oscar, têm a mesma autonomia. “Eles precisam obter dos produtores a aprovação do roteiro.” Ao fazer filmes econômicos, Allen conquistou a alforria cinematográfica.
Fonte:
Fiel à sua tradição de audácia, o Festival de Cinema de Roterdã abriu ontem, na série “Sinais”, uma mostra só com longas-metragens paulistas produzidos na chamada Boca do Lixo entre os anos 1960 e 1980.
A Boca, alguns quarteirões entre as ruas do Triumpho, Vitória e Gusmões, em Santa Ifigênia, tornou-se o centro do cinema paulista depois da falência dos grandes estúdios (a Vera Cruz era o maior).
A proximidade das ferrovias foi o principal motivo dessa concentração, mas o nome –Boca do Lixo– foi herdado da zona de prostituição com a qual convivia.
Para chegar à seleção dos 15 longas que serão mostrados, o curador Gabe Klinger, visionou mais de 200 títulos e concluiu que o mais significativo era a referência frequente à sexualidade.
“Quem sabe isso é por que as questões em torno da identidade sexual, a prostituição, a repressão religiosa e a censura foram muito fortes durante muito tempo no Brasil –aliás, continuam sendo”.
A seleção é heterogênea, indo desde filmes clássicos como “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, “A Margem”, de Ozualdo Candeias, “Liliam M”, de Carlos Reichenbach, “O Despertar da Besta”, de José Mojica Marins, até filmes de quando o sexo explícito era dominante, em meados dos anos 1980.
| Arquivo pessoal | ||
| <img alt=”‘ORG” xmit: 473501_0.tif cena do filme “A Margem” (1967) de ozualdo candeias. (foto: arquivo pessoal de ozualdo candeias) ‘ src=”http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/12027868.jpeg” border=”0″ / /> | ||
| Cena do filme “A Margem” (1967), de Ozualdo Candeias, que estará na mostra sobre o cinema Boca do Lixo em Roterdã |
Primeiro longa metragem sobre padre Antônio Vieira terá imagens gravadas também no Ceará
]Sobral A equipe do documentário de longa metragem sobre Padre Antônio Vieira vem ao Ceará nos próximos dias 2, 3 e 4 de fevereiro. Serão feitas as últimas filmagens em terras cearenses para o documentário de 120 minutos, que deverá estar pronto para ser exibido a partir de setembro próximo. O idealizador do documentário é o navegador, escritor, pesquisador e professor Antônio Abreu Freire. O documentário é realizado pela Fundação Nagib Haickel do Maranhão e produzido pela Mutante Filmes de São Paulo.
O filme terá duas dezenas de comentadores de vários países, especialistas em padre Antônio Vieira, assim como cenas filmadas com atores nos espaços por onde andou o religioso. No Brasil, as filmagens já foram feitas com comentadores em São Paulo e estão agora acontecendo em Salvador. Na próxima semana será em Recife e no início de fevereiro no Ceará, na Serra de Ibiapaba. As filmagens serão finalizadas no Brasil em São Luís do Maranhão, em 8 de fevereiro.
Comemorações
Em seguida, serão gravados depoimentos de especialistas do padre no Canadá e Estados Unidos (onde há várias Universidades com cátedras sobre Antônio Vieira). Em março e abril próximos ocorrerão as gravações por onde andou o religioso na Europa (Portugal, Itália, Holanda e França). Este será o primeiro documentário em cinema feito sobre padre Antônio Vieira e coincidirá com as comemorações dos 400 anos da fundação de São Luís e também da fundação do Ceará por Martim Soares Moreno (20 de Janeiro de 1612), destaca o professor Antônio Freire.
Ele realizou uma expedição marítima comemorativa aos 400 anos de Antônio Vieira. Refez em 2007-2008, com mais seis tripulantes, os percursos do padre jesuíta português, no veleiro sueco Chic Howick, de 14 metros de comprimento. “Foi uma arriscada aventura”, conta Antônio Abreu Freire. Mas a aventura foi bastante produtiva rendendo até agora cinco livros, uma exposição de painéis fotográficos, conferências e o projeto do documentário que está em fase de finalização. Conta o professor Abreu Freire que padre Antônio Vieira faz parte da história, da lenda e da literatura.
Para ele, o cruzeiro realizado em 2007-2008 pretendeu repetir a epopeia do religioso. “Demos uma melhor dimensão do gênio que é o padre a”, relata em seu livro “Diário de Bordo”, escrito ao longo da viagem.
A epopeia, que está rendendo o documentário a ser exibido a partir de setembro deste ano, começou em 17 de março de 2007. Fez escala em Cabo Verde e chegou a Salvador em 30 de abril daquele ano. Em seguida partiu para os portos de Recife, Camocim, São Luís e Belém. Nesses portos, o professor percorreu os espaços por onde padre Antônio Vieira exerceu as atividades de educador, político, pregador e missionário.
Antônio Abreu Freire descreve a vida do padre como uma história de projetos inacabados e de paixões sublimes. Segundo ele, ao longo de sua existência (1608-1697), padre Antônio Vieira passou por espaços que foram e continuam emblemáticos. Cita que ele atravessou o Oceano Atlântico por sete vezes, fez 15 grandes viagens marítimas, foi vítima de piratas e ainda naufragou. O professor destaca que nada disso fez o sacerdote desistir de enfrentar o seu destino de cidadão do Mundo.
Sobre a expedição de 2007-2008, Abreu Freire lembra que enfrentou muitas dificuldades. Mas apesar de tudo, conforme ele, as alegrias foram tantas que compensaram os percalços. “Vencemos todos os momentos difíceis em que faltou dinheiro, que fomos assaltados e que corremos riscos de perder a vida”, relata. Para ele o importante foi que foi feita a viagem e realizado o projeto de prestar a homenagem a padre Antônio Vieira. Para o professor, ele é o “maior luso-brasileiro de todos os tempos”.
Quanto à passagem por Camocim, o professor descreve que padre Antônio Vieira ficou embelezado, absolutamente assombrado com a beleza da praia. Chegou a retratar o litoral da seguinte maneira: “Depois que se chega ao alto delas (Serra da Ibiapaba) pagam muito bem o trabalho da subida, mostrando aos olhos um dos mais formosos painéis que porventura pintou a natureza em outra parte do mundo, variando de montes, vales, rochedo e picos, bosques e campinas dilatadíssimas, e de longe do mar no extremo dos horizontes. Sobretudo, olhando do alto para o fundo das serras, estão se vendo as nuvens debaixo dos pés que, como é coisa tão parecida com o céu. Não só causam saudades, mas já parece que estão prometendo o mesmo que se vem buscar por estes desertos”.
FIQUE POR DENTRO
Escritor de cartas e profecias
Padre Antônio Vieira foi um religioso e escritor do período barroco em língua portuguesa. Escreveu cerca de 200 sermões. Destaque para o “Sermão da Sexagésima”. São aproximadamente 500 cartas e profecias que estão no livro “Chave dos Profetas”. Quando criança, aos 6 anos de idade, padre Antônio Vieira veio em 1614 para o Brasil com sua família, fixando residência em Salvador. Seu pai era funcionário do Império Português. Logo aos 15 anos, ingressou na Companhia de Jesus. Formou-se, então, noviço em 1626. Estudou Teologia, Lógica, Física, Metafísica, Matemática e Economia. Em 1643, ele foi designado pelo Rei Dom João IV para negociar a reconquista das colônias. Em 1661, foi obrigado a deixar o Maranhão, pressionado pelos senhores de escravos que não concordavam com suas posições contrárias à escravidão indígena. Voltou para Lisboa onde foi condenado pela inquisição em virtude de seus manuscritos “heréticos”: “Quinto Império”; “História do Futuro” e “Chave dos Profetas”. De 1665 a 1667 ficou preso em Coimbra. Em 1669, já anistiado, seguiu para Roma onde ficou até 1676 sob a proteção da Rainha Cristina, da Suécia. Em 1686 foi publicado oficialmente o primeiro volume dos “Sermões”, em Lisboa. Em 1681 voltou ao Brasil onde passou a dedicar-se à literatura. O padre morreu em 1697, aos 89 anos, na Bahia. Há quase três anos, o professor e navegador português Antônio de Abreu Freire decidiu refazer, a bordo de um veleiro, o trajeto do padre Antônio Vieira entre Portugal e Brasil, realizado no século XVII, em 1641. Foi o Cruzeiro Histórico Identidade e Cidadania (Chic).
Mais informações:
Viagem da expedição do professor Antônio Abreu Freire sobre Padre Antônio Vieira, Blog http://www.antonioabreufreire.blogpessoal.com e http://www.ua.pt
LAURIBERTO BRAGA
REPÓRTER
Fortaleza. Cinema ao alcance de todos. É isto que oferece a 21ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema. Desde a última segunda-feira, realiza a sua Mostra Itinerante no Interior do Estado. Nesta edição, são contempladas as cidades de Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara, Ibiapina, Carnaubal, São Benedito, Guaraciaba do Norte, Croatá, Ipu, Ipueiras, Poranga, Ararendá, Nova Russas, Hidrolândia e Pires Ferreira. São exibidos seis curtas-metragens premiados na última edição do Festival.
Além dos curtas-metragens premiados, o público de Viçosa do Ceará e Tianguá verão, respectivamente, as animações Castelo de Pedras e Chaga da Onça. Estas animações são o resultado de oficinas realizadas com crianças e adolescentes dos dois Municípios em outubro do ano passado. No total, foram beneficiados 50 jovens, 25 de cada cidade, que descobriram e começaram a se envolver com o mundo do cinema de animação. O Núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira / UFC (Nuca) foi o responsável pelas oficinas.
Os curtas premiados são: “A Casa das Horas”, do diretor cearense Heraldo Cavalcante; “Doce de Coco”, do também cearense Allan Deberton; “Fábula das Três Avós”, do paulista Daniel Turini; “Meu Medo”, do paranaense Murilo Hauser; “O Céu no Andar de Baixo”, do mineiro Leonardo Cata Preta; e “O Plantador de Quiabos”, do Coletivo Santa Madeira, de São Paulo.
O projeto teve início em Viçosa do Ceará e segue em Ubajara, hoje; Ibiapina, amanhã; Carnaubal, dia 20; São Benedito, 21; Guaraciaba do Norte, 22, e no distrito de Pindoguaba, em Tianguá, no dia 23.
A Mostra segue em Croatá, 25; Ipu, 26; Ipueiras, 27; Poranga, 28, e Ararendá, 29. No dia 31, em Nova Russas; em Hidrolândia, 1º de fevereiro; e Pires Ferreira, dia 2 de fevereiro, encerrando o circuito de apresentações no Interior.
Diário do Nordeste
O filme mudo em preto e branco O Artista foi o grande vencedor da 69ª edição do Globo de Ouro, no domingo, com os prêmios de melhor comédia, melhor ator de comédia (Jean Dujardin) e trilha sonora.
O drama Os Descendentes venceu melhor filme em sua categoria, enquanto o protagonista do filme, George Clooney, recebeu o prêmio de melhor ator dramático.
Os prêmios de melhor atriz foram para Meryl Streep, por sua atuação como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher em A Dama de Ferro (Categoria Drama), e para Michelle Williams, que interpretou Marilyn Monroe em My Week with Marilyn (Categoria Musical e Comédia).
Em seu discurso de agradecimento, Williams lembrou que estava recebendo o mesmo prêmio “que esteve nas mãos de Marilyn mais de 50 anos atrás”.
Já Streep agradeceu “a todos na Inglaterra por permitir que ela fosse até lá e pisoteasse sua história”.
Martin Scorcese foi escolhido o melhor diretor por sua aventura em 3D A invenção de Hugo Cabret, enquanto Steven Spielberg recebeu o prêmio de melhor animação para As Aventuras de Tintim.
O prêmio de melhor filme em língua estrangeira foi para o iraniano A Separação, enquanto Meia-Noite em Paris, de Woody Allen, venceu melhor roteiro.
A cantora Madonna recebeu o prêmio de melhor canção original por Masterpiece, parte da trilha do filme W.E., dirigido por ela.
A cerimônia do Globo de Ouro foi apresentada mais uma vez pelo comediante britânico Ricky Gervais, que manteve seu estilo polêmico, fazendo piadas sobre Johnny Depp, Helen Mirren e Colin Firth, entre outros
Fonte: Estadão
O filme “Lula – O Filho do Brasil” estreia este mês nos cinemas dos Estados Unidos e foi criticado pelo jornal “The New York Times”.
Segundo o jornal, o filme é uma biografia que, sem constrangimento, é feita para exaltar a figura retratada sem compromisso com a realidade. A crítica, escrita por Stephen Holden, afirma também que o longa é convencional e superficial. A crítica, no entanto, destaca que o drama apresenta uma retrato visceral da vida da classe operária brasileira e foca a profunda ligação entre Lula e os trabalhadores com “sua habilidade para inspirar confiança e solidariedade”.
A atuação de Rui Ricardo Diaz, que interpreta Lula na idade adulta, é descrita como forte e persuasiva. A íntegra da crítica, publicada nesta quinta-feira (12), está disponível em inglês no site do jornal.
“Lula – O Filho do Brasil” foi indicado pelo Brasil em 2010 para disputar uma vaga no Oscar na categoria filme estrangeiro, mas não foi selecionado pela premiação.
Fonte: Folha Online
Nota do Editor: Em suma, O New York Times disse o que nós já dizíamos aqui naquela época> Que o filme era meramente uma propaganda política para vender a imagem de um home que tem o Ego do tamanho de um Iceberg.

Novos ventos sopram no cinema nacional –e eles vêm dos mares do Ceará. Sem muito alarde, uma produção crescente de longas-metragens daquele Estado vem ganhando espaço em festivais e nas salas de exibição do país.
Em quatro anos, foram mais de dez títulos lançados. Parece pouco diante dos quase cem produzidos por ano no país, mas é demonstração de um movimento criativo que busca se firmar na contramão do eixo Rio-São Paulo.
Uma amostra disso foi o Festival do Rio 2011, no qual três cearenses foram premiados: Karim Aïnouz, melhor direção por “O Abismo Prateado”; Petrus Cariry recebeu o título de melhor fotógrafo e uma menção honrosa por “Mãe e Filha”; e Roberta Marques ganhou a mostra Novos Rumos com “Rânia”.
“Estrada para Ythaca”, de autoria dos Irmãos Pretti e Primos Parente, do coletivo Alumbramento, venceu a Mostra de Tiradentes 2010.
“A gente faz longas no Ceará desde a década de 1980, só que essa produção era muito espaçada”, explica Cariry, 34, que aprendeu a fazer cinema nos sets do pai, o também cineasta Rosemberg Cariry (de “Corisco e Dadá”).
“O advento do digital facilitou para os jovens produzirem e exibirem com custos mais baixos”, afirma.
Outro fator foi o investimento em formação. Ao longo de dez anos, tanto o Estado quanto a Prefeitura de Fortaleza ofereceram cursos na área, culminando com a instalação de duas graduações em cinema –a primeira turma se formou ano passado.
Essa geração ainda é fruto da cinefilia, hábito difícil de ser cultivado até então por ali.
Com circuito exibidor local quase intransponível para filmes autorais, os cineastas se apoiaram na troca de arquivos via internet para conhecer outras formas de cinema.
Saiu dali uma produção independente e preocupada com uma discussão estética.
Cariry fez “Mãe e Filha” com R$ 200 mil e imprimiu uma marca que o faz ser compara do por críticos ao russo Andrei Tarkóvski (1932-1986) e ao japonês Yasujiro Ozu (1903-1963).
Já a turma do coletivo Alumbramento reedita o conceito de “câmera na mão” do cinema novo e aposta numa produção intensa, de filmes provocativos e baratos (“Ythaca” saiu por R$ 2.000).
“O discurso é: ‘Vamos experimentar, isso não vai fazer mal a ninguém’. Há 15 anos experimentar fazia mal à minha conta bancária”, brinca Aïnouz, 45, referindo-se às facilidades das novas mídias. “Isso traz um frescor.”
Ao mesmo tempo em que se anima com o bom momento audiovisual cearense, o cineasta de “Madame Satã” (2002), que costuma produzir fora dali, se inquieta com a continuidade dele.
“Fico curioso pra saber como a conta fecha. Isso é muito delicado, porque pode ser um momento de curtíssima duração”, diz.
Atualmente, o único edital público de custeio de longas-metragens, mantido pelo governo estadual, distribui R$ 1 milhão por ano.
IMPULSO COMERCIAL
Mas também toma fôlego no Ceará um modelo de produção mais comercial. Financiada por empresários locais, a produtora Estação da Luz foi responsável pelo estopim do fenômeno espírita no cinema brasileiro com “Bezerra de Menezes” (2008), de Glauber Filho e Joe Pimentel.
O público de 500 mil pessoas animou os investidores, que lançaram na sequência “As Mães de Chico Xavier” (2011), de Glauber Paiva e Halder Gomes.
Os próximos lançamentos incluem “Área Q”, produzido por Halder Gomes, com Tânia Khalill, Murilo Rosa e o americano Isaiah Washington, o Dr. Burke da série “Grey’s Anatomy”, no elenco.
AMANDA QUEIRÓS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O filme de terror “Filha do Mal” surpreendeu ao arrecadar US$ 34,5 milhões nos Estados Unidos e no Canadá, na maior arrecadação nas bilheterias do final de semana, segundo estimativas dos estúdios divulgadas no domingo.
O inesperado desempenho do filme, que foi produzido com um baixo orçamento e recebeu péssimas críticas, derrubou o bicampeão das semanas anteriores “Missão Impossível – Protocolo Fantasma” para o segundo lugar, com US$ 20,5 milhões. Os dois filmes são distribuídos pela Paramount Pictures, unidade da Viacom Inc.
“Muitos amaram o filme e muitos ficaram perturbados com ele”, disse Don Harris, presidente de distribuição da Paramount nos EUA. Ele atribuiu o sucesso do final de semana a uma estratégia de marketing semelhante àquela usada pelo estúdio para impulsionar a série de sucesso “Atividade Paranormal”, também de baixo orçamento. “Filha do Mal” superou todas as projeções da Paramount, que estimou cerca de US$ 8 milhões em vendas, e outras previsões da indústria, de arrecadar aproximadamente US$ 20 milhões. “Sherlock Holmes 2: Jogo de Sombras” ficou em terceiro lugar no final de semana, arrecadando US$ 14,1 milhões nas bilheterias da América do Norte.
“Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” ficou em quarto lugar, seguido de “Alvin e os Esquilos 3″, em quinto. Os dois filmes arrecadaram US$ 11,3 milhões e US$ 9,5 milhões, respectivamente.
LISA RICHWINE
DA REUTERS, EM LOS ANGELES

Reverendo Bob Larson está causando polêmica ao afirmar que Heath Ledger (O Segredo de Brokeback Mountain) estava possuído pelo diabo quando interpretou o vilão Coringa no filme Batman – O Cavaleiro das Trevas. Larson é especialista em exorcismo e está na mídia por conta do filme Filha do Mal, que trata a questão de forma realista.
Ele aproveitou uma entrevista ao site Movieweb para levantar uma hipótese que algumas pessoas já haviam mencionado: Heath Ledger se entregou tanto ao papel do vilão psicopata que acabou sendo possuído. Reverendo acredita que o ator baixou as defesas do seu corpo contra espíritos possessivos.
Para Larson, a morte de Ledger só vem para confirmar sua ideia e, de alguma forma, o ator assumiu toda a maldade do personagem, perdendo o limite e controle. O reverendo lembrou de um boato que circulou na internet na época do lançamento do filme, quando Jack Nicholson – que também interpretou o Coringa no filme Batman – teria alertado Heath Ledger para não aceitar o papel.
Filha do Mal é ambientado na Itália e conta a história de Isabella (Fernanda Andrade), uma jovem que envolve-se em uma série de exorcismos enquanto tenta descobrir o que aconteceu com sua mãe, assassinada por três pessoas durante uma dessas sessões. Dirigido por William Brent Bell (Stay Alive – Jogo Mortal), o terror chega aos cinemas brasileiros no dia 03 de fevereiro
(Yahoo! cinema)

Os críticos demoraram a entender, ou a aceitar, a complexidade de Steven Spielberg. Diziam que ele fazia um cinema infantil, como se fosse uma criança se recusando a amadurecer. A síndrome de Peter Pan foi invocada a propósito de Império do Sol, em 1987. A guerra, segundo Spielberg. Ele ganhou seus dois Oscars de direção por outros dois filmes ambientados durante a 2.ª Guerra Mundial – A Lista de Schindler, em 1993, feito no mesmo ano do primeiro Parque dos Dinossauros, e O Resgate do Soldado Ryan, em 1998. Spielberg retrocede agora à 1.ª Guerra em Cavalo de Guerra. Em As Aventuras de Tintin, ele põe na tela o pequeno herói de Hergé como você nunca viu – como um jovem Indiana Jones, e utilizando-se da tecnologia digital.
Foi a produtora Kathleen Kennedy, parceira de Spielberg desde 1978, quem adquiriu, para ele, os direitos do livro de Michael Morpurgo. Spielberg duvidava que fosse um bom material para ele, mas só até que Kathleen o convencesse a assistir à montagem teatral (e musical) em Londres. Spielberg apaixonou-se, e agora nos convida a compartilhar sua paixão. É a história da ligação entre um jovem e um cavalo. As primeiras cenas prescindem de diálogo. O diretor conta, por meio da imagem e da música, a história do cavalo, até ser adquirido pelo pai do herói no leilão.
Parece a vitória de Pirro. O pequeno fazendeiro Peter Mullen compra o potro, mas paga um preço exorbitante, ao qual o atira David Thewlis, justamente o senhorio que lhe arrenda suas terras. A história passa-se na Irlanda e os atores imediatamente evocam a nata do cinema inglês – Mullen, o cinema de Ken Loach; Thewlis, o de Mike Leigh. A mãe é Emily Watson, de Ondas de Destino, de Lars Von Trier. O cavalo não é adequado para trabalhar no campo. Sem dinheiro para pagar as dívidas, a família poderá perder suas terras. Vem a primeira grande cena.
O arado sulca um terreno pedregoso. O animal parece que vai arriar. Há um clima insano de torcida, pró e contra. O ‘capitalista’ e seus asseclas, de um lado, os humildes, de outro. Começa a chover. Num solavanco, o cavalo, impulsionado por Albie, o garoto, arranca a primeira pedra e logo o campo todo estará arado. A primeira parte de Cavalo de Guerra é uma epopeia fordiana. Spielberg já havia homenageado John Ford em E.T., por meio da citação a Depois do Vendaval. Aqui, reconstitui Vinhas da Ira e Como Era Verde Meu Vale, dois dos quatro Oscars de direção de Ford.
Mas o cavalo tem de ser vendido para saldar dívidas, e passa a integrar o Exército. A partir daí, Spielberg mergulha de novo no inferno da guerra, como em Schindler e Soldado Ryan, atando duas pontas – a história de Albie e a do cavalo. Ele filma o horror das trincheiras e a cena em que soldados de diferentes nacionalidades se unem para salvar o animal. Essa última parte retoma o tema de …E o Vento Levou, de Victor Fleming – o difícil retorno ao lar. Quatro milhões de cavalos morreram na 1.ª Guerra. Spielberg resume a história de todos em um só. Cavalo de Guerra é o Soldado Ryan do mundo animal. Uma história de superação, de amadurecimento. Sentimental, por momentos; dura, muitas vezes, como Ford, o mestre, gostava. O mais importante é que Cavalo de Guerra mostra como a guerra projetou a Europa, e o mundo, no século 20. Um grande filme.
CAVALO DE GUERRA
Título original: War Horse
Direção: Steven Spielberg. Gênero: Drama (EUA/ 2012, 146 min.) Classificação: 12 anos
(Estadão)
Estudantes da PUC-Rio, Unirio e da UFSM desenvolveram uma técnica que dá aos telespectadores o papel de diretores de filmes. É que o chamado Video-Based Interactive Storytelling
(Jornal do Brasil)
A Hollywood Foreign Press Association anunciou na manhã desta quinta-feira os indicados ao Globo de Ouro de 2012.
Os indicados foram anunciados por Sofia Vergara, Woody Harrelson, Rashida Jones e Gerard Butler no Beverly Hilton, em Los Angeles
A cerimônia de entrega dos prêmios acontece dia 15 de janeiro e será apresentada por Ricky Gervais.
Confira a lista de indicados:
CINEMA
Filme – Drama
“Os Descendentes”
“Histórias Cruzadas”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“Tudo pelo Poder”
“O Homem Que Mudou o Jogo”
“War Horse”
Filme – Comédia ou Musical
“50%”
“The Artist”
“Missão Madrinha de Casamento”
“*Meia-Noite em Paris”
“My Week With Marylin”
Diretor
Woody Allen – “Meia-Noite em Paris”
George Clooney – “Tudo pelo Poder”
Alexander Payne – “Os Descendentes”
Michel Hazanivicous – “The Artist”
Martin Scorsese – “A Invenção de Hugo Cabret”
Ator – Drama
George Clooney – “Os Descendentes”
Leonardo DiCaprio – “J. Edgar”
Michael Fassbender – “Shame”
Ryan Gosling – “Tudo pelo Poder”
Brad Pitt – “O Homem Que Mudou o Jogo”
Atriz – Drama
Glenn Close – “Albert Nobbs”
Viola Davis – “Histórias Cruzadas”
Rooney Mara – “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”
Meryl Streep – “A Dama de Ferro”
Tilda Swinton – “We Need to Talk About Kevin”
Ator – Comédia ou Musical
Jean Dujardin – “The Artist”
Brendan Gleeson – “O Guarda”
Joseph Gordon-Levitt – “50%”
Ryan Gosling – “Amor a Toda Prova”
Owen Wilson – “Meia-Noite em Paris”
Atriz – Comédia ou Musical
Jodie Foster – “Carnage”
Charlize Theron – “Jovens Adultos”
Kristen Wiig – “Missão Madrinha de Casamento”
Michelle Williams – “My Week with Marilyn”
Kate Winslet – “Carnage”
Roteiro
“Meia-Noite em Paris
“Tudo pelo Poder”
“The Artist”
“The Descendants”
“O Homem Que Mudou o Jogo”
Ator Coadjuvante
Kenneth Branagh – “My Week with Marilyn”
Albert Brooks – “Drive”
Jonah Hill – “O Homem Que Mudou o Jogo”
Viggo Mortensen – “Um Método Perigoso”
Christopher Plummer – “Toda Forma de Amor”
Atriz Coadjuvante
Bérénice Bejo – “The Artist”
Jessica Chastain – “Histórias Cruzadas”
Janet McTeer – “Albert Nobbs”
Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas”
Shailene Woodley – “Os Descendentes”
Filme estrangeiro
“Jing Ling Shi San Chai”
“In The Land of Blood and Honey”
“O Garoto da Bicicleta”
“A Separação”
“A Pele que Habito”
Animação
“As Aventuras de Tintim”
“Operação Presente”
“Carros 2″
“Gato de Botas”
“Rango”
Trilha-sonora
“The Artist”
“Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres”
“A Invenção de Hugo Cabret”
“War Horse”
“W.E.”
Canção Original
“Albert Nobbs”
“Gnomeu e Julieta”
“Histórias Cruzadas”
“Redenção”"
“W.E.”
Fonte: Folha.uol
Uma pesquisa feita pelo site especializado em cinema Fandango revelou alguns dos filmes mais aguardados pelos cinéfilos de plantão para o ano que vem.
O principal deles para os homens, segundo resultados da pesquisa, é o filme “The Hobbit”, que antecede a saga “O Senhor dos Anéis”. Já para as mulheres é a segunda parte de “Amanhecer”, da franquia “Crepúsculo”.
Leia abaixo quais são os filmes mais aguardados de 2012.
| Divulgação | ||
![]() |
||
| Martin Freeman em cena do filme “The Hobbit: An Unexpected Journey” |
Para homens
1. “The Hobbit: An Unexpected Journey”
2. “The Avengers – Os Vingadores”
3. “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”
4. “The Bourne Legacy”
5. “Homens de Preto 3″
Para mulheres
1. “Amanhecer”
2. “Jogos Vorazes”
3. “The Hobbit: An Unexpected Journey”
4. “Dark Shadows”
5. “The Avengers – Os Vingadores”
fonte: folha.com
Filme Uma estrela no Quintal
Adaptada a partir da 10ª Mostra realizada em Florianópolis, para o Ceará o objetivo é levar a possibilidade de cultura através do entretenimento, de forma gratuita, para crianças de até 12 anos de idade. E, mediante o comprometimento por parte de 91 municípios, a mostra percorrerá o interior do estado também de forma gratuita.
Fonte: Casa Harmônica / Evandro
São Paulo – O filme brasileiro indicado para concorrer a uma vaga no Oscar será “Tropa de Elite 2 – o inimigo agora é outro”, de José Padilha. A produção será avaliada pelos membros da Academy of Motion Pictures Arts and Sciences, responsável pela festa do Oscar 2012, em sua 84ª edição. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), no Rio de Janeiro.
A produção irá concorrer a uma das cinco indicações de Melhor Filme Estrangeiro. A última vez que um filme brasileiro concorreu ao prêmio na categoria foi “Central do Brasil”, de Walter Salles, em 1998 – embora “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, tenha concorrido em categorias técnicas. Em 2010, “Lula, o filho do Brasil” foi o escolhido pela Comissão Especial de Seleção, mas não chegou a ser indicado.
No elenco de “Tropa de Elite 2&Prime, estão Wagner Moura, Irandhir Santos, Pedro Van Held, André Ramiro, Milhem Cortaz, Maria Ribeiro e Tainá Müller. O Capitão Nascimento é considero um dos personagens mais populares do cinema brasileiro desde a retomada, em meados da década de 1990.
A sequência do filme de 2008 mostra o ex-policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia do Rio de Janeiro na Secretaria de Segurança Pública, sugerindo que os problemas vão além da corrupção de agentes e do tráfico de drogas nas ruas e favelas.
A discussão durou uma hora, na manhã desta terça, no Palácio Capanema, na capital fluminense. Havia 15 inscrições de filmes interessados. Participaram da decisão a secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; o presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; o ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e os representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.
Os outros filmes inscritos eram: A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires; As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes; Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo; Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini; Estamos Juntos, de Toni Venturi; Família Vende Tudo, de Alain Fresnot; Federal, de Erik de Castro; Vips, de Toniko Melo; Histórias Reais de um Mentiroso Vips, de Mariana Caltabiano; Lope, de Andrucha Waddington; Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini; Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona; Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade; e Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.
Com informações da Agência Brasil

Eddie não tem que se preocupar somente com isso, mas com pessoas que também conhecem a droga e querem ela de qualquer jeito. De Niro está à vontade no seu melhor estilo “cara feia” vivendo o Carl Van Loon, um homem poderoso do business. Bradley Cooper está Sem Limites nesse amaranhado dirigdo por Neil Burger que é uma história de puro realismo, já que cientistas estudam essa tal pílula. Segundo a Wikipédia (sei que não é uma fonte segura, mas…) há uma citação sobre a precisão científica do filme, atribuída ao físico James Kakalios. Segundo citado no artigo, Kakalios afirma que é possível que a ciência médica possa melhorar a inteligência, mas que atualmente a neuroquímica não está avançada o suficiente para que isso seja possível. Ele diz ainda, que se tal pílula existisse, uma pessoa que ficar sem o fornecimento da mesma poderia sofrer um “efeito rebote” e “tornar-se realmente estúpido.
“um dia despertei, não docemente como no colo da mãe mas com a certeza dura de que tinha de realizar alguma coisa”
Ulrich, personagem de O homem sem qualidades, Robert Musil

“Por sua qualidade técnica e artística, ‘Tropa 2′ saltou à frente dos outros indicados”, disse a secretária do audiovisual, Ana Paula Santana, que acrescentou que a votação entre os membros da comissão foi unânime.
A produção vai concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor filme estrangeiro na 84ª edição do Oscar. O longa-metragem foi escolhido de uma lista de 15 concorrentes, incluía “Bruna Surfistinha”, “Assalto ao Banco Central”, “As mães de Chico Xavier” e outros.
Seleção
A comissão é formada pela secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.
“‘Tropa 2′ é um filme com autêntica chance de ganhar uma indicação. E, sendo indicado, é um filme com autêntica chance de vencer o Oscar”, opinou Hoineff, membro da comissão de seleção. “Essa continuação é mais bem acabada: o roteiro é melhor, a fotografia é melhor, por isso teve uma receptividade maior do público”, disse o cineasta Roberto Farias, que também faz parte do grupo. Segundo a secretária do audiovisual, os produtores de “Tropa de elite 2″ vão receber apoio “logístico e financeiro” do governo para promover o longa-metragem no exterior e apoiar a candidatura a uma vaga na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro.
Fonte: G1 – RJ
Não deixe de assistir:

www.blogdocrato.com

© 2012 Chapada do Araripe - -
ÚLTIMOS COMENTÁRIOS