Livro e exposição sobre a Festa de Santo Antônio foram lançados nesta quarta-feira em Barbalha

CULTURA POPULAR


A Tradicional Festa de Santo Antônio em Barbalha dá sequência à sua programação nesta semana, com shows na terça e na quarta-feira. Quarta, 12/6, além das apresentações musicais especiais do Dia dos Namorados, com Os Águias de Barbalha e Renato e seus Blue Caps tocando no Parque da Cidade, a Secretaria de Cultura de Barbalha sediará o lançamento do livro “Sentidos de Devoção: Festa e Carregamento em Barbalha” e a abertura da exposição museográfica “Pau de Santo, Festa de Fé”, ambos coordenados pelo Iphan
Uma festa popular de tradição secular, que atrai 500 mil pessoas e é atração nacional para “encalhados” e “esperançosas” que sonham em se casar. Mas também para turistas de diversos estados brasileiros, amantes da cultura popular tradicional nordestina e de várias linguagens e expressões artísticas. Assim é a Festa de Santo Antônio de Barbalha, município cearense distante 610 km de Fortaleza.
As festividades começaram no sábado, 1/6, com a Noite das Solteironas, e no domingo, 2/6, com o Cortejo de Grupos Folclóricos, o Carregamento e o Hasteamento do Pau da Bandeira. A maior festa de padroeiro do Brasil – agora também reconhecida pela lei estadual 96/2012, de autoria da deputada Fernanda Pessoa, como capital cearense dos festejos a Santo Antônio – continua nesta semana, com shows musicais nos dias 11 e 12/6, lançamento de livro e abertura de exposição museográfica no dia 12/6 e realização da procissão de encerramento, na quinta-feira, 13/6.
“O reconhecimento de Barbalha como capital cearenses dos festejos de Santo Antônio, por lei estadual, deixa a cidade muito honrada, e é um dos grandes diferenciais da festa este ano, aumentando ainda mais a visibilidade do evento”, afirma o secretário de Cultura e Turismo de Barbalha, Antônio de Luna.
“O lançamento do livro e a abertura da exposição sobre a festa são outras grandes conquistas que marcam o evento em 2013, fazendo desta uma edição ainda mais especial”, acrescenta o secretário. “A programação musical, incluindo os shows especiais desta quarta-feira, Dia dos Namorados, é outro destaque”.
Programação de shows
Nesta terça-feira, 11, às 21h, a cantora e compositora Suely Façanha se apresenta no Parque da Cidade, na Noite Religiosa da programação da festa. E na quarta-feira, 12, no mesmo local e também a partir das 21h, o Dia dos Namorados será celebrado, na cidade que tem por padroeiro Santo Antônio, ao som de Matheus Fernandes, do tradicional grupo Os Águias, referencial para a história musical de Barbalha, e de Renato e seus Blue Caps, eterno ícone da Jovem Guarda. Todos os shows têm entrada franca.
Além da programação musical, os festejos religiosos, sociais e culturais, com trezenas, missas, quermesses, leilões, apresentações folclóricas, festas populares, se estendem até quinta-feira, 13/6, Dia de Santo Antônio, quando haverá celebração de missa de encerramento, às 9 horas na Igreja Matriz, e, às 16 horas, um dos momentos mais bonitos e populares da festa: a procissão com o carro-andor com a imagem do santo percorrendo as principais ruas da cidade.
Exposição “Pau de Santo, Festa de Fé”
Nesta quarta-feira, 12/6, às 19h, acontece a abertura da Exposição Museográfica sobre a Festa de Santo Antônio, fruto de parceria entre a Prefeitura de Barbalha e o Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, autarquia do Ministério da Cultura responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro. A exposição “Pau de Santo, Festa de Fé” será aberta ao público no Casarão que sedia a Secretaria de Cultura de Barbalha (Rua da Matriz, S/N, Centro).
A exposição foi produzida a partir dos resultados do Inventário Nacional de Referências Culturais da Festa de Santo Antônio de Barbalha, pesquisa que compõe a instrução de Registro da Festa como Patrimônio Cultural Brasileiro. A mostra retrata como as celebrações de Corte, Carregamento e Hasteamento do Pau da Bandeira foram se tornando centrais no calendário de Barbalha, ao mesmo tempo em que passaram a funcionar como elemento identificatório de seus moradores. E como as insinuações em torno do poder milagreiro do mastro da bandeira dão toda uma conotação sensual e brincalhona à Festa de Santo Antônio de Barbalha.

Livro “Sentidos de Devoção”

Também no dia 12 de junho, será lançado o livro “Sentidos de Devoção – Festa e Carregamento em Barbalha”, igualmente resultado de trabalho realizado pela equipe do Iphan e um marco importante no registro documental e acadêmico da festa. A publicação, de 260 páginas, tem como organizadores Igor de Menezes Soares e Ítala Byanca Morais da Silva, historiadores que integram a Superintendência do Iphan no Ceará, e reúne artigos de diversos autores, abordando variadas facetas da festa e de suas múltiplas leituras.
São reflexões tecidas sobre a Festa de Santo Antônio em campos variados, como História, Geografia, Antropologia, Pedagogia, Cinema e Turismo, evidenciando a natureza interdisciplinar da instrução dos processos de reconhecimento das práticas culturais como Patrimônio Cultural Brasileiro. O Iphan ressalta que existem poucos trabalhos acadêmicos defendidos e publicados sobre a festa e que, dessa forma, a publicação pretende provocar o preenchimento de uma lacuna editorial e também servir de leitura inicial, estimulando novas pesquisas sobre a celebração.
A seleção de autores e imagens foi fruto das pesquisas desenvolvidas no âmbito do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) da celebração, que compõe o dossiê de registro da Festa como Patrimônio Cultural Brasileiro. Atualmente, o Iphan-CE possui um acervo de mais de 3 mil registros da festa, como entrevistas, fotografias, matérias em periódicos, além do próprio INRC. O livro poderá ser obtido mediante solicitação encaminhada ao Iphan-CE e também será disponibilizado nas bibliotecas do Sistema Estadual do Ceará.

Organizadores do livro:
Igor de Menezes Soares (Organizador), Historiador da Superintendência do Iphan no Ceará e mestrando do Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Ceará – UFC; Ítala Byanca Morais da Silva (Organizador), Historiadora da Superintendência do Iphan no Ceará e mestre em História Social pelo Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.
Autores de textos do livro:
Antônio Igor Dantas Cardoso, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará – UFC;José Clerton de Oliveira Martins, Professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza – UNIFOR; José Edvar Costa de Araújo, Professor do Departamento de Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA;Josier Ferreira da Silva, Professor do Departamento de Geografia da Universidade Regional do Cariri – URCA e do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Estadual do Ceará – UECE; Jucieldo Ferreira Alexandre, Professor do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – URCA e pesquisador do INRC da Festa de Santo Antônio de Barbalha.
Océlio Teixeira de Souza, Professor do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – URCA e Coordenador do Projeto Cariri; Renata Marinho Paz, Professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Regional do Cariri – URCA e Coordenadora do INRC da Festa de Santo Antônio de Barbalha; Rosemberg Cariry, Filósofo e cineasta; Sandra Nancy Ramos Freire Bezerra, Professora do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri – URCA e pesquisadora do INRC da Festa de Santo Antônio de Barbalha; Simone Pereira da Silva, Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Paraíba – UFPB e pesquisadora do INRC da Festa de Santo Antônio de Barbalha.
Entrevistas/mais informações:
ANTÔNIO DE LUNA – Secretário de Cultura e Turismo da Prefeitura de Barbalha – (88) 9729-7885 – RAMIRO TELES – Superintendente do Iphan-CE – (85) 3221-6360
Dalwton Moura – Jornalista/Repórter
Colaborador do Blog do Crato e Portal de Notícias Chapada do Araripe

Jornalista e escritora Scarlet Moon morre aos 62 anos

ScarletA jornalista e escritora Scarlet Moon de Chevalier, de 62 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (5) em sua casa no Rio. Há três anos ela sofria da Síndrome de Shy-Drager, uma doença degenerativa. O velório será realizado nesta manhã no Cemitério São João Batista (Botafogo, zona sul da capital fluminense). Segundo a família, o corpo será cremado.

Scarlet, que também trabalhou como atriz, foi casada por 28 anos com o cantor e compositor Lulu Santos. Ela deixa três filhos, de relacionamentos anteriores, e dois netos.

A autora dos livros “Dr. Roni e Mr. Quito” (biografia do irmão Ronald de Chevalier, o Roniquito, figura conhecida no Rio nos anos 60 e 70 do século passado)) e de “Areias escaldantes”, assinava, desde 1996, a coluna “Abalo”, do caderno Zona Sul do jornal “O Globo”.

SÉRGIO TORRES – Agência Estado

Sesc realiza virada literária no Crato e exibe filme “A Conversação”

Na próxima terça-feira (30), o Sesc realiza o Sarauversário do Lume, em comemoração aos cinco anos do projeto literário “Lume – Ciclo de Leituras”. A programação acontece das 19h, da terça-feira, às 7h da quarta-feira (1), com uma virada literária na Galeria da Unidade. Entrada gratuita. A iniciativa, destinada à comunidade em geral, propõe uma leitura na íntegra da obra “A metamorfose”, de Franz Kafka, além do momento “Amigo poético secreto”, onde os participantes farão a leitura de poesias levadas pelos mesmos.

Sobre o projeto

Iniciado em 2008 em uma das salas do curso de Letras da Universidade Regional do Cariri (URCA), o “Lume – Ciclo de Leituras” tem por objetivo divulgar textos da cultura geral, artística, científica, política e humanística. Um ano após a sua criação, o projeto migrou para a Biblioteca da Unidade Crato do Sesc, onde permanece até hoje. Os encontros acontecem todas as terças-feiras, das 19h às 21h, de forma gratuita. Dentre as leituras realizadas estão quadrinhos, músicas, poesias e cartas.
SERVIÇO

Sarauversário do Lume – (Uma virada literária)

5 anos do Projeto“Lume – Ciclo de Leituras”
Local: Galeria da Unidade Crato do Sesc (Rua André Cartaxo, 443)
Data: 30/4
Horário: 19h às 7h
Informações: (88) 3523.4444

Sesc exibe “A conversação” no Crato

Com o objetivo de difundir a linguagem cinematográfica e proporcionar o entretenimento de forma gratuita, o Sesc realiza, na segunda-feira (29), mais uma edição do projeto Cinemarana, na Unidade Crato. A sessão acontece às 19 horas, com o filme “Muito mais que um crime”. Com direção de Francis Ford Coppola, o filme conta a história de Harry Caul (Gene Hackman), um especialista em escutas que tem como objetivo roubar segredos industriais. Ele se vê envolvido em uma complexa trama que põe em xeque suas concepções morais e o faz passar de perseguidor a perseguido. A classificação indicativa é de 14 anos.

SERVIÇO
Cinemarana – A conversação
Local: Unidade Crato do Sesc (Rua André Cartaxo, 443)
Data: 29/4
Horário: 19h
Informações: (88) 3523.4444

BRINQUEDOTECA MUNICIPAL DE BARBALHA PROMOVE EVENTO NO DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL

BrinquedotecaA Praça Filgueira Sampaio foi palco nesta quinta-feira, de uma homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil promovido pela Brinquedoteca Municipal Profº Francisco Ionaldo Sampaio. A Biblioteca Itinerante ficou à disposição para todos aqueles que quisessem experimentar o prazer da leitura, e assim, viajar nas histórias de autores como Monteiro Lobato, Maria Clara Machado, dentre outros escritores infantis brasileiros.

A educadora social Jeane Maia de Almeida destacou a importância dessa ação da Brinquedoteca Municipal no incentivo à leitura dos barbalhenses. Jeane Maia ressalta ainda que, a Brinquedoteca está aberta a convites da rede pública e particular de ensino para levar cultura e lazer a essas instituições.

O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.

“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.

Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.

Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

Assessoria de Imprensa Prefeitura de Barbalha

Livro técnico traz perfil do Geopark

Publicação, com 170 páginas escritas em português, inglês e espanhol, é composta por textos e fotografias

LivrogeoparkLançamento de “Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura” teve solenidade com autoridades do Estado e Município FOTO: YACANÃ NEPONUCENA

Crato. Através de uma parceria entre a Secretaria das Cidades e a Universidade Regional do Cariri(Urca), foi lançado o primeiro livro técnico sobre o Geopark Araripe. O título tem o objetivo de apresentar as peculiaridades da região, que tem como destaque a Chapada do Araripe, território singular com relação ao depósito fossilífero, cultura, religião, gastronomia e história. Nos últimos anos, todas essas riquezas foram amparadas pelo Geopark. A instituição tem atuado fortemente na conservação e promoção dos pontos que descrevem a realidade da evolução da vida na terra.

A publicação está destinada a corrigir e atualizar informações e dados da área sob os aspectos do inventário geológico, paleontológico, arqueológico, cultural, desenvolvimento e promoção do turismo.

Trabalhos

O livro Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura, foi produzido a partir dos trabalhos diários realizados pela equipe de técnicos e estudiosos do assunto.

Ao todo, oito escritores envolveram-se na produção do material. A obra foi traduzida para três idiomas, inglês, espanhol e português. No total, são cinco mil exemplares que serão distribuídos entre os 90 Geoparks no mundo, instituições federais, estaduais e municipais, como universidades e mais as bibliotecas públicas.

Nas 170 páginas estão fotografias e textos que traçam um perfil do início da história da região, a biodiversidade, a geodiversidade da área.

A literatura desperta o interesse dos leitores em visitar esse território, onde a ciência e a cultura caminham juntas. As imagens mostram a vegetação local, a abordagem histórica da colonização regional, a sociedade e seus ritos espirituais e a bacia do Araripe. De acordo com o coordenador do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, a publicação coroa o trabalho que está sendo realizado. “Todos esses anos nós dedicamos a implantação do tripé da geoconservação, geoturismo e geoeducação . Agora, a gente espera que o livro mostre para o mundo toda a nossa riqueza”, revela Freitas.

“Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura” é dividido em quatro capítulos que versam sobre a biodiversidade, geodiversidade e educação ambiental, além do geoturismo e desenvolvimento regional.

A expectativa é que a publicação gere conhecimento sobre o significado do Geopark Araripe. Durante o evento também foram entregues a nova sinalização dos geossítios que compõe a área do Geopark Araripe e mais dois carros que subsidiarão o projeto no território que abrange Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Nova Olinda, Santana do Cariri e Missão Velha.

Investimento

Segundo o vice-reitor da Urca, Patrício Melo, o investimento no projeto é um passo para alcançar o desenvolvimento das comunidades. “Isso vai permitir os trabalhos de mobilização social que o Geopark já faz e dará melhores condições de trabalho as nossas equipes técnicas”.

Segundo ele, a parte mais emblemática do projeto está por vir, com o início do processo licitatório para contemplar a infraestrutura mobiliária de cada um dos nove geossítios, melhorias de acesso e segurança no geossítio Riacho do Meio, em Barbalha, além de uma sinalização mais focada e a construção de um ambiente de recepção no geossítio Cana Brava, em Santana do Cariri.

Atualmente, um dos equipamentos mais importantes do Geopark Araripe é o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, que realiza um importante trabalho de coleta de fósseis, doados pelas pedreiras. A ação, que é educativa, restringe o tráfico deste tipo de material.

Mais informações

Geopark Araripe

Rua Carolino Sucupira S/N

Pimenta – Crato

Telefone: (880 3102.1237

http://www.geoparkararipe.org.br/

YAÇANÃ NEPONUCENA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Jornalista Mino Carta lança romance “O Brasil” no Dragão do Mar

DragaodomarO Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) traz nesta terça-feira (16) o jornalista Mino Carta, diretor de Redação de Carta Capital que fundou e dirigiu alguns dos mais importantes veículos de imprensa do país, para lançamento do romance O Brasil (Record). O evento acontece a partir das 19h30min, no Teatro Dragão do Mar, com apresentação de Ciro Gomes.

 Responsável por publicações que fizeram história na imprensa brasileira, censurados durante a ditadura, Mino Carta recorre à literatura para provocar uma polêmica reflexão sobre o Brasil, promovendo uma investigação sobre a história do país a partir da morte de Getúlio Vargas. O historiador Alfredo Bosi assina o posfácio do livro que passeia entre as lembranças de uma Itália em plena Segunda Guerra Mundial e um Brasil em pungente transformação, o que possibilita ao leitor uma valorosa reflexão sobre o período.

 Sinopse

“O Brasil” começa com a morte do presidente e a inquietação que a mesma provoca no personagem Waldir, professor de História e Geografia no Colégio do Estado, ao receber a notícia. Na busca de entender a repentina e estranha morte, Waldir vai com o filho ao encontro de um amigo linotipista no jornal mais importante da cidade, O Estado de S. Paulo. Num período em que a imprensa é a principal detentora das informações e a grande criadora de verdades, o professor Waldir, leitor fiel daquele grande jornal, é o tipo de paulista que sempre enxergou Getúlio Vargas com repulsa.

Sobre o Autor

Italiano naturalizado brasileiro, Mino Carta começou no jornalismo em 1950, cobrindo a Copa do Mundo como correspondente do jornal Il Messaggero, de Roma. Foi colaborador da revista Anhembi e redator da agência Ansa, em São Paulo. Mudou-se para a Itália em 1957, trabalhando como redator dos jornais La Gazzetta del Popolo, de Turim, Il Messaggero e como correspondente do Diário de Notícias do Rio e da revista Mundo Ilustrado. Em 1960 retornou ao Brasil, onde fundou e foi diretor de redação da revista Quatro Rodas. Também fundou e dirigiu a edição de esportes de O Estado de S. Paulo (1964/1965). Criou e dirigiu o Jornal da Tarde (1966/1968), a revista Veja (1968/1976), a revista IstoÉ (1976/1981) e o Jornal da República (1979/1980). Foi diretor de redação da revista Senhor, de 1982 a 1988, e da revista Istoé, de 1988 a 1993, veículos dos quais saiu para fundar a revista CartaCapital, da qual é diretor de redação. . Publicou os livros “O Castelo de Âmbar”  “Histórias da Mooca, com as bençãos de San Gennaro”, “O Restaurante Fasano e A Cozinha de Luciano Boseggia” e “A Sombra do Silêncio”. É doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero. Em novembro de 2006, recebeu o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE)

Serviço:
Lançamento do livro “O Brasil”, de Mino Carta
Editora Record / 356 páginas / R$ 44,90
Dia: 16 de abril de 2013
Local: Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Horário: A partir das 19h30min

Assessoria de Imprensa do Dragão do Mar

Livro sobre o Geopark Araripe será lançado nesta segunda-feira (15)

Geoparkararipe300O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e da Universidade Regional do Cariri (URCA), lança nesta segunda-feira (15), o livro “Geopark Araripe:Histórias da Terra, do Meio Ambiente e da Cultura”. A publicação é uma parceria entre as instituições e resgata a história paleontológica da Região e retrata com propriedade as diversas nuances e contrastes culturais do Cariri. Durante a solenidade também será realizado a inauguração das placas de sinalização dos geossítios localizados na região sul do Estado. Na oportunidade, o secretário das Cidades, Camilo Santana, entregará as chaves de dois veículos para uso da sede do Geopark Araripe, bem como mobiliário para escritório.

A publicação, dividida em tópicos e capítulos traça o perfil social, econômico e cultural dos municípios da região do Cariri, além de destacar, por meio de estudos e pesquisas, os diversos aspectos históricos e arqueológicos descobertos ao longo do período nos espaços geográficos da Região. A literatura abrange ainda, em imagens, as diferentes leituras realizadas por turistas e nativos que contemplam os atrativos proporcionados pelos parques milenares do Cariri.

Para o secretário Camilo Santana, o lançamento do livro do Geopark Araripe, é mais uma ferramenta de trabalho que contribuirá para promover o conhecimento e o crescimento dos geossítios instalados na Região. “Acredito que essa literatura além de informar, será mais uma fonte de estudo e pesquisa para ilustrar os diversos aspectos de uma das maiores regiões do nosso Estado”, destaca o secretário.

Atualmente o Geopark Araripe é um dos projetos prioritários do Programa Cidades do Ceará – Cariri Central, executado pela SCidades. O programa visa estimular a economia, desempenhar ações de desenvolvimento regional e melhorar a infraestrutura.

Geopark Araripe

Localizado no sul do Ceará, na região do complexo sedimentar do Araripe, o Geopark Araripe oferece uma possibilidade única para se compreender o passado geológico e a vida na terra. A região possui formações rochosas de diversos períodos, principalmente do Cratáceo Inferior, com registro da separação dos continentes. Inicialmente foram delimitadas 7 localidades, denominadas de Geotopes, criteriosamente selecionados e protegidos. A diversidade do território, suas exuberantes paisagens e a riqueza geológica da região, fazem do Geopark Araripe um dos geoparks mais completos do mundo.

Assessoria de Imprensa da Secretaria das Cidades

Obra de Clarice Lispector é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos EUA

Livro foi o último romance da escritora

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A primeira tradução para o inglês de Um Sopro de Vida (A Breath of Life), o último romance de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz, é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria Ficção. O anúncio dos dez finalistas, escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito nesta quarta-feira (10) pelo centro de investigação literária que criou a premiação, o Three Percent, da Universidade de Rochester, no estado norte-americano de Nova Iorque.

O Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para o inglês, publicado no mercado norte-americano, considerando a qualidade da obra e da tradução. Segundo a organização, a premiação é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros agentes literários que ajudam a disponibilizar a literatura de outras culturas aos leitores americanos”.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Nova Iorque no dia 4 de junho. O autor e o tradutor das obras premiadas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prêmio de US$ 5 mil dólares (cerca de 3.800 euros) cada, atribuído pela Amazon.

Clarice Lispector decidiu ser escritora em 1933, aos 13 anos. Em 1942, publicou sua primeira obra, Perto do Coração Selvagem. Ela escreveu 36 livros, entre os quais A Paixão Segundo G.H, A Vida Íntima de Laura, A Mulher que Matou os Peixes, Laços de Família e A Maçã no Escuro.

Um Sopro de Vida, o último romance de Clarice Lispector, foi editado nos Estados Unidos em 2012 pela New Directions. A escritora brasileira morreu em 1977 aos 57 anos.

 Agência Brasil

Exumação dos restos mortais de Pablo Neruda deve começar hoje no Chile

 

Brasília – Autoridades e especialistas no Chile preparam para hoje (8) o início do processo de  exumação dos restos mortais do poeta Pablo Neruda. O corpo do poeta, que morreu em setembro de 1973, foi enterrado na região de Isla Negra, a 100 quilômetros de Santiago, a capital chilena. Participarão da exumação um total de 12 pessoas – peritos do serviço forense, especialistas da Universidade do Chile e observadores internacionais.
A versão oficial é que o poeta morreu em consequência de complicações causadas pelo câncer de próstata, em um hospital privado, em Santiago. Porém, amigos e parentes de Neruda sempre manifestaram dúvidas sobre a morte, pois ele era um crítico do governo militar e morreu logo após a instauração da ditadura no país.
No grupo de especialistas que acompanhará a exumação estão o toxicologista norte-americano Ruth Winecker, o cirurgião Aurélio Luna e o legista Francisco Etxeberria – este último participou, em 2011, do processo de exumação dos restos do presidente chileno Salvador Allende, que também morreu em 1973.
Três observadores internacionais estarão presentes durante a exumação, além do presidente do Partido Comunista (PC), Guillermo Teillier, o advogado da legenda  Eduardo Contreras, um sobrinho do poeta, Rodolfo Reyes, assim como o motorista que trabalhou para Neruda, Manuel Araya.
Em 2011, Araya levantou a suspeita sobre a causa da morte do poeta, levando o Partido Comunista, ao qual Neruda pertencia, a apresentar um pedido à Justiça para a abertura de inquérito. Em fevereiro, o juiz Mario Carroza, da Corte de Apelações de Santiago, decidiu pela exumação para esclarecer as causas da morte.
*Com informações da emissora multiestatal de televisão, Telesur.

Ciro Saraiva lança livro “Antes dos Coronéis”

 

Ciroasaraiva-300x200A campanha que elegeu o governador Paulo Sarasate (1947-1951) foi “memorável”. Ele disputava o pleito com Armando Falcão, quando sequer existia televisão. Toda campanha, na Capital, foi feita por meio de alto-falantes, distribuídos pelas praças. Torcidas dos dois candidatos faziam mobilizações no antigo Abrigo Central (uma espécie de mercado, que era ponto de referência na Praça do Ferreira).

“Foi uma campanha memorável, feita de modo muito precário. Naquele tempo não havia televisão, então o instrumento de comunicação era o alto-falante. Era bem provinciana Fortaleza”, descreve o jornalista e escritor cearense J. Ciro Saraiva, que narra esta e outras histórias no livro Antes dos Coronéis, que será lançado hoje, às 19 horas, na Assembleia Legislativa do Ceará, no Plenário 13 de Maio. O livro é o segundo de uma trilogia que narra a história política do Ceará.

Como explica Saraiva, o livro trata de quatro governadores que antecederam os coronéis cearenses: Faustino de Albuquerque, Raul Barbosa, Paulo Sarasate e Parsifal Barroso, que ele chama de “coronéis de anel”, já que todos eram formados em Direito. “A postura deles, o desenvolvimento da política deles era do mesmo modo desenvolvido pelos verdadeiros coronéis”. O primeiro livro, No tempo dos coronéis, foi lançado em 2011. O último será escrito ainda em 2014, quando se encerra o Governo Cid Gomes (PSB). “É quando acho que vai ser concluído o novo ciclo da política cearense. Quando Cid terminar seu governo, acho que terminará esse ciclo que sucedeu aos coronéis”, afirma.

Pesquisa

Para escrever os livros, Saraiva explica que foram 20 anos de preparação. Além de ter trabalhado em algumas das gestões – como nos governos de Manoel de Castro e Gonzaga Mota, assim como na campanha de Tasso Jereissati -, ele vem guardando documentos, recortes de jornais e livros sobre a época. Na noite de lançamento, o livro será vendido por preço especial, a R$ 40. Em seguida, os livros serão distribuídos para as livrarias de Fortaleza, onde serão vendidos por R$ 50. 
 

O POVO

Pesquisadores da USP e UFC Cariri lançam dois livros em colaboração com Professora da URCA

Livro_1920x1200Serão lançados no próximo dia 20, em Juazeiro do Norte, com data a confirmar também em Fortaleza, os livros na área de saúde mental infanto-juvenil, Lágrimas e silêncios escondidos: a depressão infantil como experiência familiar, e As crianças e os adolescentes dos centros de atenção psicossocial infanto-juveni. As duas edições foram lançadas no último dia 14, na Livraria Cultura Villa Lobos, em São Paulo. As obras reúnem trabalhos de pesquisadores do Ceará e de São Paulo.

O livro Lágrimas e silêncios escondidos: a depressão infantil como experiência familiar aborda a depressão na infância e a possibilidade de utilizar narrativas familiares, para ajudar a reconhecer o sofrimento psíquico causado na convivência com o transtorno. Foi desenvolvido com participação do Professor Alberto Olavo Advincula Reis (Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasamec, USP), Nádia Nara Rolim Lima, Vânia Barbosa do Nascimento (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde – Faculdade de Medicina do ABC), Sionara Melo Figueiredo de Carvalho, Marcial Moreno Moreira, Gislene Farias de Oliveira (Universidade Regional do Cariri – URCA), Cícero Cruz Macedo, Lindomar Araújo Leandro (Faculdade de Medicina – UFC-Cariri), Ângela Massayo Linbo-Lima e Uilna Natercia Soares Feitosa (Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte).

As crianças e os adolescentes dos centros de atenção psicossocial infanto-juvenil, é um livro que trata da realidade social, demográfica e epidemiológica das crianças e adolescentes acolhidos nos Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenis (CAPSi), do Estado de São Paulo. Reúne textos do Professor Alberto Olavo Advincula Reis, de Felipe Lessa da Fonseca e de Patrícia Santos de Souza Delfini (Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasamec-USP). Tem ainda a participação dos seguintes professores do Ceará: Sionara Melo Figueiredo de Carvalho, Marcial Moreno Moreira (Faculdade de Medicina – UFC/Campus Cariri), Gislene Farias de Oliveira (Universidade Regional do Cariri – URCA), Cícero Cruz Macedo, Lindomar Araújo Leandro (Faculdade de Medicina – UFC/Campus Cariri), bem como Ângela Massayo Linbo-Lima e Uilna Natercia Soares Feitosa (Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte).

De acordo com a Professora da URCA, Gislene Farias, estas obras certamente subsidiarão trabalhos de professores, estudantes e pesquisadores que atuam na área da saúde mental infanto-juvenil. Trata-se de um trabalho interinstitucional de grande relevância, que fundamentará ações de extensão na região do Cariri. A docente integra o Grupo de Pesquisas do Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasame, da USP.

Fonte: URCA
 

Livro de memórias do Festival Jazz & Blues será lançado nesta quinta-feira (14)

LivroNosAcordesdoJazzBluesO Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), em parceria com a Via de Comunicação e Cultura, lança nesta quinta-feira (14), às 19 horas, no hall do Teatro Dragão do Mar, o livro “Nos Acordes do Jazz & Blues – Memórias do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga”. A obra narra a história do Festival que transformou o Carnaval serrano do Ceará e se tornou um dos maiores eventos dos gêneros jazz & blues no País, marca de pioneirismo, qualidade artística, excelência em produção cultural e integração com a comunidade, a partir de ações de responsabilidade social e ambiental. Na ocasião, o guitarrista e violonista Cainã Cavalcante receberá o público para uma “jam-session” , ao lado dos músicos Thiago Almeida (teclado), Miqueias dos Santos (baixo) e convidados que já participaram do evento.


Há 13 anos, jazz e blues estavam longe de serem gêneros musicais populares entre os cearenses. Com o Festival, hoje tradicional no calendário cultural do estado, os estilos alcançaram grande visibilidade, fortalecendo a cena e conquistando uma plateia numerosa, além de contribuir para o fortalecimento da economia da região ao atrair milhares de turistas todos os anos. Nomes ilustres da música, como César Camargo Mariano, Paquito D’Rivera, Stanley Jordan, Scott Henderson, Toots Thielemans, Ivan Lins, Manassés de Souza e inúmeros outros artistas fazem parte da história do Festival Jazz & Blues, agora contada em “Nos Acordes do Jazz & Blues”. A narrativa também traz entrevistas com Hermeto Pascoal, Yamandu Costa, Arismar do Espírito Santo, Nuno Mindelis, Chico Pinheiro, Artur Menezes, Adelson Viana, Jefferson Gonçalves, Moacir Bedê e Samuel Macêdo, da Banda dos Meninos da Casa Grande, entre outros.

O livro faz uma retrospectiva do Festival, desde a sua concepção, revelando o porquê da escolha de Guaramiranga como cidade sede, as realizações e contribuições ao público e à cena cultural cearense, o período de pré-produção, o evento na serra e o pós-Festival, o impacto social, econômico e cultural para o Ceará, formação profissional e artística, bastidores, equipe de produção, espectadores e Poder Público.

“Nos Acordes do Jazz & Blues” foi idealizado pelas diretoras da Via de Comunicação, Maria Amélia Mamede e Rachel Gadelha, também criadoras do Festival. Tem projeto editorial, pesquisa, texto e edição de Dalwton Moura, fotografias de Chico Gadelha, projeto gráfico de Caio Castelo e apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará e da Coelce.

Serviço:
Data: 14 de março de 2013
Hora: 19 horas
Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em frente ao Teatro Dragão do Mar. Entrada franca, com direito a show do guitarrista e violonista Cainã Cavalcante.
Preço do livro: R$ 39,00.
Informações/vendas: Via de Comunicação: 3262-7230.

Assessora de Comunicação e Marketing do IACC

Espetáculo sobre vida e obra de Mario Quintana chega a Fortaleza

‘Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples’ tem sessões gratuitas. Apresentações serão nos dias 13, 14 e 15 de março no Espaço Correios.

 

 
Marioquintanaespetaculo‘Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples’ chega
a Fortaleza (Foto: Carlos Lira/Divulgação)

A performance sobre a vida do poeta gaúcho Mario Quintana que mistura teatro, música e literatura chega a Fortaleza nesta quarta-feira (13). “Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples” vai ter apresentações gratuitas nos dias 13, 14 e 15 de março, a partir das 19h, no auditório no Espaço Cultural Correios, no Centro.

As sessões gratuitas têm capacidade para 70 pessoas por apresentação. As senhas de entrada serão distribuídas por ordem de chegada, a partir de 18h. Dia 14 de março, a apresentação terá maior acessibilidade ao público com limitações de audição pela interpretação em libras.

A direção de “Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples” é de Rubens Lima Júnior. No espetáculo, os atores Sérgio Miguel Braga, Selma Lopes, Vivian Duarte e Isis Koschdosk cantam e interpretam a vida e obra do “príncipe dos poetas brasileiros”, como também é conhecido.

Alguns poemas são musicados ao som do acordeon, outros ganham acompanhamento ao vivo. Dois áudios históricos estão presentes na perfomance, um com o próprio poeta recitando seu “Poeminha do Contra” e outro com um poema escrito para Bruna Lombardi. A atriz era grande amiga e admiradora do poeta.  “Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples” já passou por cidades nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco,  Minas Gerais e Bahia.

Serviço
‘Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples’
Dias 13, 14 e 15 de março, às 19 horas.
Local: Espaço Cultural Correios Fortaleza (Rua Senador Alencar, n° 38, Centro).
Entrada gratuita. Os convites poderão ser retirados no local a partir das 18h. A distribuição será por ordem de chegada.
Telefone: (85) 3255-7262

Do G1 CE

Há 104 anos, nascia Patativa do Assaré

 

Bom dia a todos!!  O dia 5 de março marca o nascimento de um dos maiores e mais populares poetas cearenses, Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré (1909), no município de Assaré, região do Cariri. A informação é compartilhada pelo calendário histórico e cultural do Ceará.

 
Ceará é Notícia

No Recife, história da arte e literatura se misturam e inspiram exposição

‘O Melhor dos Mundos Possíveis’ fica em exposição na Sala Nordeste. Público pode conferir obras da gaúcha Nara Amelia até 12 de abril.

 

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‘O Melhor dos Mundos Possíveis’, de Nara Amelia, entra em cartaz no Recife na quinta.
(Foto: Nara Amelia / Divulgação)

Unindo a história da arte e a literatura, sem deixar de lado o imaginário das lendas e contos, a artista gaúcha Nara Amelia chega ao Recife com a exposição ‘O Melhor dos Mundos Possíveis!’, na Sala Nordeste, no bairro do Recife, a partir da terça-feira (26). A mostra fica em cartaz até o dia 12 de abril, com entrada gratuita.

Através de figuras que usam a natureza como meio de reflexão crítica sobre o homem e a cultura, Nara utiliza os animais para apontar comportamentos e valores humanos. Para o trabalho, utiliza técnicas como água-forte e ponta-seca, da gravura em metal, e desenhos dispostos em papéis envelhecidos apropriados de livros, que fazem a ponte entre a imagem e a literatura.

O_melhor_dos_mundos_possiveis_01Animais são utilizados para retratar comportamento
humano. (Foto: Nara Amelia / Divulgação)

Buscando transportar o visitante à época de um imaginário sensível e pré-industrial, a artista se inspirou em artistas como Albrecht Dürer, Gustave Doré, Gilvan Samico, Max Ernst, Kafka, Jorge Luis Borges, Júlio Cortazar, Gabriel Garcia Márquez e João Guimarães Rosa, tendo por base uma pesquisa artística apoiada no arquétipo da memória universal, utilizada para transmitir conhecimentos e valores através das histórias.

Na abertura, que acontece na terça (26), às 19h, Nara Amelia conversa com os presentes, trocando experiências e estimulando novas ações no segmento das artes visuais.

Serviço:
Exposição “O Melhor dos Mundos Possíveis!”, de Nara Amelia
Sala Nordeste – Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife
Abertura – Terça-feira (26), às 19h, com bate-papo com a artista
Visitação: de 29 de fevereiro a 12 de abril, de segunda a sexta, de 10h às 18h
Mais informações: (81) 3117-8430.

Do G1 PE

Um livro de Huberto Tavares – Por: Emerson Monteiro

Huberto Tavares, professor, ator de teatro, poeta e boêmio de Crato, romântico e inspirado, agora resolve reunir em livro (Eu preciso escrever versos) seus principais poemas, numa edição necessária para os que viveram a segunda metade do século XX nesta parte de mundo, berço de festejados autores e juventude inquieta, atuante nas áreas da cultura.
A disposição dos escritores de levar adiante suas produções preenche esse tempo em que deixou de ser impossível a publicação de trabalhos ricos de lirismo e memórias várias, elementos essenciais ao estudo etnográfico, sobretudo quando as máquinas oferecem condições de fugir do anonimato.
José Huberto Tavares de Oliveira, mais conhecido pela alcunha de Bebeto, abre assim o amplo espaço na sua história das vivências interioranas, para desempenhar esse papel de testemunha ocular do coração dessas existências de sua rua, a das Laranjeiras, hoje José Carvalho, e o Beco do Padre Lauro, próximos à Praça da Sé, centro urbano de Crato, revivendo tipos populares da cidade e as rotinas da beleza cotidiana que jamais retornarão a não por meio da mágica das palavras.
Passa isso nos seus poemas, páginas de rica beleza e emocionalidade, multiplicando sentimentos e impressões que se perderiam no eterno das horas, quando apenas os escritores reproduzem o íntimo da alma, em momentos de enlevo.
Os leitores contam, pois, com este livro na viagem retrospectiva ou nas visitas às eras que viraram saudades pungentes, em versos necessários ao registro de vidas sonhadas e amores adormecidos nas noites encantadoras de um observador contumaz das melhores solidões.

Patativa do Assaré inspira análise sociológica em livro

 

O livro de Maria Ferreira dos Santos é pioneiro na abordagem das ciências sociais na obra do poeta popular de Assaré

Crato. Fruto da convivência com Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, a escritora Maria Ferreira dos Santos está lançando seu primeiro livro sobre a obra do poeta popular.

A publicação que tem o título: “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” é dividida em três partes e tem como principal proposta divulgar a importância da contribuição do assareense para as análises e estudos sociais relacionados ao povo nordestino, o comprometimento dele com os problemas da região, a contestação e o sofrimento dos flagelados da seca, que até hoje, em menores proporções em relação ao passado, continuam migrando para o Sul do País.

LivropatativaO livro é dividido em três e divulga a obra do poeta popular Patativa do Assaré FOTO: YACANÃ NEPONUCENA

No primeiro momento, o exemplar é composto por um histórico da literatura popular nordestina. O objetivo é identificar o legado de Patativa do Assaré dentro deste cenário.

Relato

A segunda parte traz um relato sociológico da poesia do cancioneiro, desde as denúncias da problemática da seca e seus flagelados, até os agregados e operários que deixam a terra natal em busca de oportunidades nos grandes centros urbanos.

Esses foram os fatores que o impulsionaram a gerar poesia a partir da realidade brutal, onde o homem do campo é desprovido de recursos para permanecer no sertão. A última etapa relata o drama da música “A triste partida”, nacionalmente cantada por Luiz Gonzaga e ícone do cancioneiro popular.

Devido à amizade entre os compositores e porque o Rei do Baião gravou vários poemas de Patativa, o livro será lançado durante a Bienal Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), que vai acontecer no próximo dia 24, em Recife. No evento, haverá uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. O Tema central será: “A volta da Asa Branca”. “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” é pioneiro em abordar o conteúdo social da obra do poeta popular. Até então, havia apenas livros sobre a história da vida e da obra dele. A publicação aprofunda os estudos nas produções do assareense. Uma das metas da autora é disponibilizar o conteúdo como fonte de pesquisa para estudantes de todo o país e interessados em conhecer mais sobre essa temática.

O livro tenta mostrar a sociologia de forma poética. Para isso, foi escrito com base na literatura de cordel, da professora Nelma Fechine e nas pesquisas “Literatura e Sociedade”, do professor Antônio Cândido. A publicação tem citações de poemas selecionados pelo próprio Patativa do Assaré. Em uma dupla homenagem, a Patativa e ao Gonzagão, Maria Ferreira dos Santos dedicou uma parte do seu trabalho a questão da seca no Nordeste.

Em capítulos, ela mostra as dificuldades das famílias de retirantes que fogem da estiagem. Nas etapas, a leitura forma uma peça teatral que conta a história do casal Zé e Raimunda, com seus filhos. Na ficção, a família saiu do Ceará em um caminhão pau de arara, em busca de melhores condições de vida na cidade de São Paulo. No decorrer da narrativa, eles enfrentam o frio, a fome e ainda perdem um dos filhos. Para a escritora, essa é a parte mais dramática da obra. “Muita gente que mora em outras regiões do país desconhece a realidade do sertanejo. Esse fato gera preconceito e discriminação com os nordestinos. A minha intenção foi mostrar que, apesar das dificuldades, esse povo tem valores, criatividade e enfrenta com bravura as intempéries da seca”, conta.

O reconhecimento do trabalho da autora já gerou bons resultados. Nas homenagens ao Centenário do Gonzagão, que aconteceram em dezembro, na cidade de Exú, o livro “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” tiveram destaque ao servir de inspiração para um grupo de alunos da Escola Padre Medeiros, que encenou a peça: “A triste Partida”, assistida por mais de 500 pessoas.

Agora, uma equipe de artistas teatrais está elaborando um curta metragem sobre a mesma peça. A autora, pretende auxiliar nas gravações.

A linguagem popular em que a obra foi escrita é acessível aos públicos adulto e até infantil. Aos leitores, proporciona a sensação de estar no sertão, convivendo com os animais, casas de taipa, redes, panelas de barro e candeeiros, constantemente encontrados nos lares do interior.

Após o lançamento do livro na capital pernambucana, a escritora pretende continuar apresentando seu trabalho em outros eventos. Na ocasião, de aniversário do poeta, que acontecerá no dia 5 de março, Maria Ferreira já planeja realizar um encontro na cidade de Assaré, onde Patativa viveu.

Mais informações

Maria Ferreira dos Santos
Endereço eletrônico: mariaferreiraalencar@hotmail.com
Telefone: (88) 9619.3777

YAÇANÃ NEPONUCENA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Decreto adia implementação do acordo ortográfico para 2015

 
Acordo-ortografico

Decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União, adiou para 31 de dezembro de 2015 a implementação definitiva do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinado em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo, alvo de divergências tanto no Brasil como nos demais países que falam português, deveria entrar em vigor na próxima terça-feira. A opção pelo adiamento foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição de 29 de novembro passado.

O período de transição foi ampliado de três para seis anos, segundo explicações do governo, para que o País se prepare melhor para as novas regras. Entre as mudanças, o acordo suprime o trema – agora só válido para nomes estrangeiros -, retira o acento agudo de ditongos como “ei”, altera as regras do hífen e inclui as letras “k”, “w” e “y” no alfabeto. O Ministério da Educação, que já mandou imprimir a maior parte do material didático, informou que vai adotar a nova ortografia já em 2013 para estimular o aprendizado.

A necessidade de mudança no calendário de implementação do acordo ficou evidente em novembro, numa reunião entre representantes do Ministério das Relações Exteriores, Cultura, Educação e Casa Civil. Na véspera, uma comissão parlamentar, integrada pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA) e Cyro Miranda (PSDB-GO) levou à ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ponderações sobre os riscos de uma aplicação precipitada das novas regras para a vida de professores, estudantes, escritores e o mercado editorial.

Participou do encontro o professor Ernani Pimentel, idealizador do movimento Acordar Melhor, que encontrou algumas inconsistências nas novas regras e defende a simplificação ortográfica. Manifesto encabeçado por ele, que defende “uma ortografia brasileira com base racional, objetiva e sem exceções”, já recebeu mais de 20 mil assinaturas. Para o professor, autoridades brasileiras estão percebendo que há necessidade de fazer ajustes nos termos do acordo, mas essa hipótese não é confirmada no governo federal e no MEC.

Estadão Conteúdo

Livro resgata história da cidade de Aurora

 

Aurora. Um trabalho de cerca de dois anos de pesquisa, para um resultado documentado da história do município de Aurora. Importantes momentos são contados no livro “Venda Grande D´Aurora”, do professor João Tavares Calixto Júnior, que será lançado neste sábado, às 19 horas, no Arco Íris Magia, na Vila Paulo Gonçalves. O autor é natural da cidade e pretende, com o livro de 300 páginas, deixar para os pesquisadores e estudantes uma fonte que mereceu um trabalho exaustivo.

Professor João Tavares Calixto Júnior realizou um exaustivo trabalho de levantamento de dados e reuniu em 300 páginas os relatos que trazem momentos relevantes para a vida do município FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
 

A descrição de grandes acontecimentos de forma exaustiva, como a invasão da cidade por cangaceiros, promovendo uma verdadeira carnificina e a morte de grandes personalidades, como o da mártir Francisca, venerada por uma grande parcela da população como santa, estão descritos no trabalho. Os assassinatos que repercutiram e marcam a história da cidade, em alguns casos, têm até registros dos processos. O autor destaca a importância de levar às novas gerações os registros dos principais acontecimentos, no sentido de contribuir para engrandecer a cidade. “Quero deixar essa mensagem, de que não precisamos ficar no ostracismo”, afirma. Resgatar essas passagens históricas, muitas vezes fez o autor se deslocar para outras cidades, à procura de documentos. “Um mergulhar nos acervos para resgatar, de forma mais abalizada, todo o processo de construção da cidade e suas grandes personalidades”, diz o escritor.

O livro, segundo ele, traz os principais apanhados históricos da cidade, de forma cronológica, desde a data da concessão da 1ª sesmaria, de 1702, até o ano da comemoração do primeiro centenário do município, em 1983. O trabalho, enfatiza o professor, é um traçado baseado em documentos histórico. “É um livro científico, em que se pretende trazer questões, não dentro de um registro oral ou apenas voltado ao aspecto folclórico, misticismo ou populismo”, explica. Para João Calixto, Aurora é um município que contribuiu em vários segmentos para o cenário cearense e mundial, com as atividades do seus filhos ilustres, e tem a história contada de forma fragmentada.

Primeiros fósseis

O objetivo foi juntar todo esse material no compêndio e sempre levar junto desses fatos documentos que comprovem a veracidade dos acontecimentos. Um deles, a passagem da comissão científica de exploração, em 1859, comandada pelo cientista e botânico George Gardner, que fez os primeiros registros e achados fósseis de peixes na região.

A morte do filho de Bárbara de Alencar, padre Carlos José dos Santos Alencar, aconteceu em uma área que hoje é território do município de Aurora, no Sítio Serra dos Macacos. A hecatombe de 1908, conhecida como uma das maiores tragédias do coronelismo em nível de Nordeste, foi registrada na cidade. Aurora foi invadida por 600 cangaceiros, onde houve uma verdadeira carnificina. Segundo o autor, os cangaceiros vieram a mando de diversos coronéis, que se juntaram com armamentos e homens para a derrubada do coronel de Aurora, Teixeira Neto, em virtude de uma vingança política provocada pela morte de um filho de Marica Macedo. Essa história era contada antes de forma fragmentada, conforme Calixto. Na obra, há a transcrição de muitos historiadores, mas de forma detalhada.

O livro também traz autos de inventários de diversas personalidades, autoridades antigas, os primeiros moradores, as atas das sessões da Câmara, os livros de tombo das paróquias, registros de batismos e casamentos. Todo esse material foi pesquisado, no intuito de se deter a uma análise da genealogia dos primeiros moradores do município. Outro crime de repercussão detalhado no livro, além da morte da mártir Francisca, em 1958, conhecida como santa popular em Aurora, aconteceu em 1874, quando o padre Joaquim Machado da Silva foi acusado de assassinato na Vila das Lavras. Ele chegou a ser preso e condenado por tirar a vida de um homem, com um golpe de faca no peito. O assassinato está detalhado no livro, com base no processo original, encontrado no arquivo público do Estado.

As páginas foram fotografadas, com transcrição para o livro. O lançamento contará com a presença de escritores, personalidades de Aurora, amigos familiares e entusiastas dessa história da cidade.

Mais informações

Lançamento do Livro “Venda Grande D´Aurora”, de João Tavares Calixto Júnior, hoje, às 19 horas, no Arco Íris Magia, na Vila Paulo Gonçalves, Aurora

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

Diferenças entre normas da língua em Portugal e no Brasil podem acabar depois de um século

 

Portugal

Lisboa – A adoção de um regime comum para a ortografia do português em todos os países lusófonos põe fim ao afastamento do Brasil e de Portugal quanto às normas sobre a escrita do idioma de Machado de Assis e de Eça de Queiroz. Ao longo do século 20, os dois países modernizaram separadamente a maneira de escrever, fizeram suas regras próprias mas apenas, mais de uma vez, ensaiaram aproximação.

Isso foi obtido em 1990, com a assinatura do acordo que só começa a ser ratificado neste século. Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste não criaram normas próprias paralelas, assim como fizeram Brasil e Portugal, porque tiveram independência mais recentemente.

Em artigo publicado no Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, o linguista luso João Malaca Cateleiro afirma que a separação das ortografias brasileira e lusitana começou em 1911, quando Portugal fez, “à revelia” do Brasil, sua primeira reforma ortográfica. “Começa uma divergência na maneira de ortografar a língua, uma vez que nós começamos a seguir um determinado tipo de ortografia e o Brasil tinha uma regra fixa”, confirma o escritor Vasco Graça Moura, também português.

Segundo Moura, até aquela altura os dois países tinham regras “extremamente confusas”. Na então recente república portuguesa, em cada grupo de quatro cidadãos três eram analfabetos. “Com a simplificação da ortografia, imaginou-se que iria ser combatido o analfabetismo. A ideia era generosa, mas completamente estúpida! Se fosse assim todos os alemães eram analfabetos”, comenta.

Ele destaca que no Brasil também havia um movimento para reformar a maneira de escrever o português. “Eu conheço uma carta de Mário de Andrade dizendo que vai escrever como se fala, e não vai seguir a grafia [adotada] do lado de cá do Atlântico”.

O diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira revela que os dois Estados optaram por ter normas divergentes, que dificultasse o entendimento de um ao outro quase como estratégia mercantilista de composição de normas. “Para que o nosso livro não circulasse aqui e o livro de Portugal não circulasse lá. As nossas histórias econômicas são o contrário da livre circulação da mercadoria”.

João Malaca Cateleiro registra que ao longo do século 20 foram várias as tentativas de resolver as divergências ortográficas entre Portugal e o Brasil, protagonizadas pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. “As datas mais mais relevantes são as de 1931, 1943, 1945, 1971/1973, 1986 e 1990, sendo esta última a do Novo Acordo Ortográfico [em vigência]”

De acordo com Vasco Graça Moura, o movimento de maior aproximação antes da assinatura em 1990 foi em 1945, quando os dois países subscreveram a reforma, mas o Congresso brasileiro negou a ratificação e não houve, portanto, nenhum reflexo no Brasil. “Grande parte das regras daquela reforma corresponde sensivelmente ao que ainda hoje está em vigor em Portugal”, diz fazendo referência ao período de transição do atual acordo, que em Portugal termina em 2015.

Edição: Tereza Barbosa

Gilberto Costa
Correspondente da EBC da Agência Brasil

Desembargador lança dois livros sobre Juazeiro do Norte e Padre Cícero

 

O desembargador Durval Aires Filho, presidente da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), editou dois livros de crônicas escritos pelo avô Otávio Aires de Menezes. As obras “Juazeiro e seu legítimo fundador o Padre Cícero Romão Batista, história da cidade” e “Juaseiro Antigo, história do Padre Cícero, seu povo e sua cultura” serão lançadas na próxima terça-feira (11/12), às 19h30, no Ideal Clube, em Fortaleza. A apresentação dos livros será feita pelo ministro Ubiratan Diniz Aguiar, ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU). As obras foram impressas na Gráfica e Editora LCR com apoio da Associação Cearense de Magistrados (ACM) e do Ideal Clube. Sobre a primeira obra, o desembargador Durval Aires Filho destaca que “contribui decisivamente para a compreensão de diversas passagens de níveis que a cidade experimentou, começando com a chegada de uma nova classe média, composta de advogados, médicos, engenheiros, contadores e políticos de todos os credos, ávidos por votos e reconhecimento popular, além de muitos nacionais e estrangeiros, enfim, uma onda de aventureiros e parasitas letrados que teriam como objetivo o envolvimento com o Padre Cícero”.
O segundo livro compõe um conjunto de crônicas, que restituem manifestações culturais, nomes e os pioneiros da cidade. As manifestações têm início em janeiro, no Dia dos Reis. A obra registra os beatos que circulavam em Juazeiro do Norte.
Segundo o editor, lembra dos escultores, santeiros e xilógrafos (na época, chamados de imaginários). “Várias manifestações culturais são mapeadas, não esquecendo da poesia de José de Matos e dos poetas anônimos, além dos presépios, durante o mês de dezembro”. Os originais do livro foram entregues ao desembargador, em meados dos anos 80, pela sua avô paterna, Marieta Franca de Menezes. “Foi um presente inusitado, uma espécie de sonho de consumo de qualquer intelectual ou pesquisador”. Os textos, como narra o magistrado, “foram lidos em um programa radiofônico, todos em caligrafia legível, escritas do punho de meu avô Otávio Aires de Menezes, já apresentando falhas devido ao tempo.
(Com TJ-CE)
http://blog.opovo.com.br
Via BLOG DO JUAONLINE de Daniel Walker

Ceará tem 18 representantes na final da olimpíada nacional de Português

 

O programa realizado pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social anunciará vencedores nacionais nesta segunda-feira (10)

 

Olimpiadadeportugues

O Ceará tem nove professores e nove alunos classificados para a premiação final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O programa realizado pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social anunciará vencedores nacionais nesta segunda-feira (10), em Brasília.

Os alunos e professores cearenses, que já são medalha de prata, participarão do evento nacional, junto com os demais eleitos em todo o país nos gêneros: poema, crônica, memórias literárias e artigo de opinião.

Confira a lista do finalistas do Ceará:

Poema

Escola Urcesina Moura Cantidio – Alto Santo
Título: Quero pintar de verde meu sertão
Aluno: Ana Leticia Oliveira Dutra
Professor: Maria Gisélia Bezerra Gomes

Escola José Rocha Guimarães – Aracati
Título: O ponto da fofoca
Aluno: Giselly de Souza Virgínio
Professor: Ana Lourdes Ferreira de Almeira

Escola Delma Herminia da Silva Pereira – Fortaleza
Título: O meu bairro
Aluno: Alexandre Machado Teixeira
Professor: Sivaldo Miguel Ferreira Abdon

Escola Onze de Agosto – Jaguaribara
Título: Terra pequena de povo valente
Aluno: Atalita Goes Bezerra
Professor: Antonia Claudia Bezerra

Memórias literárias

Escola: Urcesina Moura Cantidio – Alto Santo
Título: O mundo encantado do engenho
Aluno: Isabela Kethyes Bezerra Bessa
Professor: Maria Gisélia Bezerra Gomes

Escola: Tabelião José Pinto Quezado – Aurora
Título: Caldeirão de histórias
Aluno: Yonara Kaise da Silva Oliveira
Professor: Ilda Pinto Leite

Crônica

Escola Governador Virgílio Távora – Crato
Título: Pão de fel
Aluno: Patrick Pinheiro Alves
Professor: Tiago Ernandes Teixeira Saraiva

Artigo de opinião

Escola EEMF Renato Braga – Fortaleza
Título: Quem me dera ser um peixe
Aluno: Italo Rodrigues Gomes da Silva
Professor: Maria Helena Mesquita Martins

Escola Josefa Braga Barroso – Miraíma
Título: O uso indevido dos recursos hídricos
Aluno: Francisco Valberdan Pinheiro Montenegro
Professor: Maria Denise Barroso

Jangadeiro Online

Antiga tabacaria vira centro de leitura e artes visuais no México

 

Uma antiga fábrica de tabaco, construída durante o período colonial no México, ressurge agora como um centro de vanguarda para letras e artes visuais em um ambicioso projeto de transformação, que precisou enfrentar enormes desafios arquitetônicos, bibliográficos e artísticos.

“Nas palavras do escritor Carlos Monsiváis, ‘é a primeira grande façanha do século 21 mexicano’, que, além disso, inaugura um novo conceito: o de que o Estado deve adquirir, preservar, resguardar e dedicar um lugar especial para bibliotecas pessoais de grandes homens e mulheres de letras”, afirmou à agência Efe a presidente do Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta), Consuelo Sáizar.

A Cidade dos Livros e da Imagem, que funcionará no edifício La Ciudadela na capital mexicana, abriu suas portas no último dia 21 de novembro com a entrega da primeira edição do Prêmio Internacional Carlos Fuentes de Criação Literária em Idioma Espanhol ao peruano Mario Vargas Llosa.

Situada no centro da Cidade do México, La Ciudadela é um formoso edifício neoclássico de 28 mil metros quadrados, cuja construção foi iniciada em 1793 e que terminou somente com a edificação da Real Fábrica de Tabacos, em 1807.

Posteriormente, o edifício foi transformado em fortaleza militar, prisão, fábrica e depósito de armas. Em 1931, o prédio foi declarado patrimônio histórico e, em 1946, acabou sendo transformado na biblioteca José Vasconcelos.

Alex Cruz/Efe

Bibliotecajaime

Biblioteca Jaime García Terrés, que faz parte do projeto cultural do edifício La Ciudadela, na Cidade do México

No entanto, no último ano, essa biblioteca fechou suas portas para dar passagem a um ambicioso projeto de remodelação, no qual foram investidos US$ 41 milhões para transformá-la em um centro cultural de vanguarda.

O novo espaço está dividido em quatro pátios: o dos Escritores, que é rodeado por cinco extraordinárias bibliotecas pessoais, o de Leitura, o de Imagem e o de Cinema.

Além de todas as transformações na estrutura do edifício, o centro também ganhou uma livraria, acessos especiais para incapacitados, salas de leitura e digitais, uma galeria de exposições, um cinema e uma biblioteca para crianças.

Em uma referência ao edifício original, o artista holandês radicado no México Jan Hendrix montou “A folha de tabaco”, uma escultura de alumínio branco coberta de cerâmica que projeta interessantes jogos de luz e lembra uma pilha de livros.

Na Cidade dos Livros e da Imagem também se destaca o primeiro mural do desenhista mexicano Vicente Rojo, “Gran escenario primitivo” (Grande cenário primitivo), de 7,2 metros de comprimento por três de altura.

Em suma, na La Cuidadela haverá cerca de 540 mil livros de um acervo geral enriquecido pelas bibliotecas pessoais de cinco intelectuais mexicanos: os poetas Alí Chumacero e Jaime García Terrés, o cronista Carlos Monsiváis, o bibliófilo José Luis Martínez e o humanista Antonio Castro Leal.

Neste aspecto, a presidente da Conaculta destacou o cuidado com esta parte do projeto, já que, segundo Consuelo, “uma biblioteca pessoal é a construção de um pensamento muito importante para assegurar novos leitores e estudiosos”.

“As grandes bibliotecas que existem no México corriam o risco de serem vendidas ao exterior, como foi feito em praticamente todo o século 18 e 19″, completou.

DA EFE

Livro sobre vida da militante Maria Augusta Thomaz será lançado na AL

 

Mariaaugusto

A Assembleia Legislativa irá sediar o lançamento do livro “As 4 Mortes de Maria Aughusta Tomaz”, do autor Renato Antônio Dias Batista. O lançamento acontecerá nesta terça-feira (27/11), às 15h, no Complexo de Comissões Técnicas da Casa, e será transmitido pela TV Assembleia (canal 30).

O livro narra a trajetória da militante Maria Augusta Thomaz, estudante de Filosofa da USP, que se integrou à luta armada no Brasil.

Presa no Congresso da UNE, a estudante sequestrou, em 1969, um avião em Buenos Aires, o desviou para Cuba, fez treinamento de guerrilha na ilha de Fidel Castro e fundou o Molipo. Além disso, participou de ação contra a Esso, atacou o consulado da Bolívia, foi baleada, recuperou-se, e acabou assassinada em 17 de maio de 1973, em Rio Verde, Goiás, aos 25 anos de idade.

O livro está sendo lançado em parceria entre o Comitê pelo Direito à Memória, à Verdade e a Justiça e a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da AL.
PE/CG
Informações adicionais

    Fonte: Agência de Notícias da Assembleia

Cordel ambiental pode ser utilizado em sala de aula

 

Dois cordelistas, um do Crato e outro de Tauá, se uniram para escrever os versos que promovem o amor à natureza

Crato. “Fiquemos todos alerta ao que está acontecendo. Nosso planeta morrendo, sangrando em veias abertas. Nossas chances são incertas, talvez, já não haja cura. A realidade é dura e pode ser fatal”. É assim que os cordelistas Paulo Ernesto e Paulo de Tarso chamam a atenção da população para as questões do aquecimento global e sobre a destruição da natureza.

Paulo Ernesto Arrais e Paulo de Tarso utilizaram uma linguagem simples e direta para conscientizar sobre o perigo global diante da degradação do meio ambiente. Juntos e através da internet, eles escreveram um cordel sobre o tema, que atualmente preocupa as autoridades ambientais e é amplamente discutido em todo o mundo. A preocupação fez com que os dois escritores buscassem alternativas para tentar conscientizar crianças, jovens e adultos a respeito da emissão de gazes poluentes e quanto aos reflexos da ação do homem com relação a natureza.

Lançado recentemente na X Bienal Internacional do Livro do Ceará, que aconteceu em Fortaleza, o cordel “O aquecimento global tá destruindo a natureza” já está à disposição das autoridades do poder público regional para ser incorporado como ferramenta didática e objeto de estudo nas escolas da rede pública de ensino. Até agora, uma instituição particular do Crato já demonstrou interesse em adotar o folheto como material educativo em suas salas de aula. Diante da simples e direta linguagem dos versos e da relação da temática com os nordestinos, que atualmente vivenciam uma das piores secas dos últimos 50 anos, a expectativa é que haja uma forte compreensão do cordel, que relembra grandes tragédias ambientais ocorridas. Para os escritores, o tema tem grande relevância. O cordel “O aquecimento global tá destruindo da natureza” mostra que as ações por parte da humanidade em busca do controle da situação são valiosas e sem elas, o planeta está exposto a um colapso ambiental. O folheto repassa uma mensagem que deverá ser refletida nas próximas gerações, que podem pagar um preço alto pelos danos causados à natureza, além de tentar incentivar as boas práticas de conservação do meio ambiente.

“A região Nordeste tem uma ligação muito forte com a poesia e, principalmente, com o cordel, por ser uma arte genuinamente sertaneja. Assim, a gente espera criar uma identificação com o público e passar a nossa mensagem que acredito ser válida”, disse Paulo Ernesto. Elaborado na Academia dos Cordelistas do Crato, instituição com 21 anos de atuação e que, mesmo diante da modernização das tecnologias da comunicação, ainda utiliza o processo gráfico antigo, através da tipografia e xilogravura, o cordel está sendo apresentado aos futuros gestores públicos municipais, para que eles analisem a proposta de tratar do assunto nas escolas. A expectativa é que, a partir do próximo ano, todos os estudantes tenham acesso às informações contidas no folheto. Para simplificar o processo de adesão, os escritores Paulo Ernesto e Paulo de Tarso dispensaram todo e qualquer tipo de remuneração ou lucro sobre a autoria. Eles fazem apenas Uma exigência: que seja paga a impressão dos cordéis, trabalho feito na Academia dos Cordelistas.

“O aquecimento global tá destruindo a natureza” foi escrito à distância pelos dois cordelistas, estando um no Crato e outro em Tauá, no intuito de promover a visibilidade da literatura de cordel e divulgar a arte. Ainda em 2006, os poetas participaram de um festival de versos que estava sendo realizado em nível nacional. O tema ganhou notoriedade e o título foi votado e selecionado como o segundo melhor entre os concorrentes, dentro de uma das etapas do julgamento.

Elemento cultural

Atualmente, a maioria dos cordelistas escreve de forma simples e autêntica, mas com conhecimento de causa. A arte é analisada como elemento cultural. Os temas mais abordados pelos autores são a política, ética, religião e críticas sociais a sistemas públicos, além de biografias e criação de histórias cômicas. No Cariri, empossados na Academia de Cordelistas do Crato existem 20 sócios. Mas, o número de poetas escritores chega a ser superior a 200, em estimativa extraoficial. Anualmente, a média de produção é de 100 títulos. No Crato, a tradição do cordel está relacionada à figura de Elói Teles Morais, que durante 35 anos manteve um programa diário de poesia popular. Na década de 80, foi profetizada a morte do cordel, mas, devido à iniciativa dos poetas, a literatura permanece mais viva e atuante do que antes. Hoje, há projetos de incentivo à cultura regional que contemplam a arte.

Mais informações:

Academia de Cordelistas do Crato
Praça Cel. Filemon Teles, S/N
Município do Crato
Região do Cariri
Telefone: (88) 3523.3947

YAÇANÃ NEPONUCENA

Repórter do DN

Escritor Luís Fernando Veríssimo permanece em estado grave

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O escritor Luis Fernando Verissimo continua internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Moinho dos Ventos, em Porto Alegre. De acordo com o boletim médico, divulgado no final da tarde hoje (22), “o quadro permanece grave”. O boletim diz ainda que o paciente segue “necessitando de aparelhos, porém com sinais de resposta ao tratamento a partir do final da manhã desta quinta-feira.”

Verissimo foi internado ontem (21) com um quadro de infecção generalizada, sentindo febre, dores musculares e fadiga. O superintendente do hospital, o médico Nilton Brandão, disse que está sendo estudada a causa da infecção.

O escritor é autor de obras como O Analista de Bagé e Comédias da Vida Privada, além de escrever crônicas para vários jornais do país.”

Agência Brasil

X Bienal Internacional do Livro atraiu 610 mil pessoas e movimentou R$ 8,5 milhões

 

BIENALdolivro2A X Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada de 8 a 18 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), registrou durante os dias de evento um público circulante de 610 mil pessoas. Do público presente, 74% eram de Fortaleza, 16% da Região Metropolitana de Fortaleza, 9% do interior do Estado e outros 1% de outros estados. O programa de Visitação Escolar levou à Bienal do Livro um público de mais de 80 mil alunos de escolas públicas municipais e estaduais de 153 municípios cearenses. A organização do evento contabilizou cerca de R$ 8,5 milhões em negócios diretos e indiretos gerados pela comercialização de livros durante a Bienal. Ao todo, a Bienal contou com 165 estandes representando 450 editoras de todo o país.

Para garantir o atendimento à população e o bom andamento das 463 atividades realizadas – espetáculos artístico-musicais, lançamentos de livros, bate-papos com autores, oficinas de leitura, congressos, seminários, entre outras –, a Bienal Internacional do Livro do Ceará contou com cerca de 4.500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. “É com muita satisfação que encerramos a décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará com números tão positivos, com o público tendo aproveitado a programação diversificada e que consolidou a Bienal como um dos maiores eventos literários do cenário nacional. Isso nos dá ainda mais estímulo para fazermos uma Bienal ainda melhor em 2014, em pleno ano de Copa do Mundo no Brasil”, afirma o secretário de Cultura, Francisco Pinheiro.

Entre os momentos marcantes, destacam-se a primeira participação de um Nobel de Literatura no evento, sendo tal fato iniciado com a presença do nigeriano Wole Soyinka, ganhador do prêmio em 1986; as homenagens a importantes personagens da literatura brasileira, como Sânzio de Azevedo, José Cortez e Francisca Clotilde (post mortem); a presença de renomados nomes da cena literária local, nacional e internacional, como Márcia Tiburi, Luiz Tatit, Thalita Rebouças, Ignácio de Loyola, Ana Miranda, Lira Neto, Ronaldo Correia de Brito, Ricardo Kelmer, Flávio Paiva, Cleudene Aragão, Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Eduardo Quive (Moçambique), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Felinto Elísio (Cabo Verde), dentre outros.

Durante a programação grandes encontros ajudaram a fazer desta edição um sucesso, por exemplo o V Encontro Agentes de Leitura que contou com a presença de 203 agentes de 37 municípios cearenses. Na programação palestras, aula sobre espetáculo de cordel, mesas redondas e encontros com os autores Kelsen Bravos e Gonçalo Ferreira.

A música ganhou ainda mais espaço com os shows com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa, Humberto Gessinger, Zeca Baleiro, Teatro Mágico e Palavra Cantada. Além do resgate da Padaria Espiritual e da Semana de Arte Moderna de 1922, marcos da arte e da literatura no Brasil; o aumento em 40% da área de estandes e de 100% na área de circulação e acessos em relação à edição anterior, o que foi possível graças à mudança da Bienal para o Centro de Eventos do Ceará. O estande da Estação Pinacoteca do Estado do Ceará recebeu um público de 4.717 visitantes, que descobriram ainda os espaços Café Java, espaço Infantil, Jovem.
Outro espaço que também obteve resultado muito positivo foi “A Praça do Cordel”, onde aconteceram 35 lançamentos e 102 show e espetáculos durante os dez dias de Bienal. A praça também contou com 495 livros comercializados e 13.200 folhetos vendidos. Fizeram parte do espaço várias instituições entre elas a Academia dos Cordelistas do Crato e a Associação dos Cantadores do Nordeste- ACN.

Coordenação de Comunicação da Secretaria de Cultura do Ceará

Escritor Fortalezo-Cratense Nijair Pinto vence Concurso Nacional de Poesia

Um Fortalezense eminentemente Cratense e um prêmio Nacional
O escritor Nijair Pinto ( que inclusive já escreveu para o Blog do Crato e ainda hoje é colaborador ) venceu na cidade de Leopoldina, o 21° Concurso de Poesias Augusto dos Anjos. O concurso premiou também o melhor intérprete, o músico e compositor leopoldinense, Fabrício Manca.
Na noite desta quarta-feira, 14/11, foram premiadas as  melhores poesias participantes da 21ª edição do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, em parceria com a ALLA – Academia Leopoldinense de Letras e Artes – e com o Museu Espaço dos Anjos. Durante a solenidade, as dez poesias finalistas foram declamadas e, após uma reunião dos membros da ALLA, responsáveis pelo julgamento das poesias, foi anunciada o nome da vencedora. Neste ano, a poesia vencedora foi Resposta doutra sombra, do poeta radicado na cidade de Crato, no Ceará, Nijair Araújo Pinto. Nesta edição, com um número recorde de inscritos, 738 no total, a disputa ficou muito acirrada e premiou com justiça um belo trabalho feito por um artista, afirmou a Secretária de Cultura, Rosângela Lima. 
Sobre o vencedor
Nascido em Fortaleza-CE, em 18 de junho de 1971, o escritor Nijair Pinto é filho de Raimundo da Silva Pinto e Maria Eloiza Araújo Pinto. Casado com Elisângela Martins Pinto. É pai de Laryssa Loá Martins Pinto e Loiane Loah Martins Pinto. Mora em Crato desde 2005 – cidade que adotou como segundo lar.
Diplomado pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG, bacharel em Direito – URCA e Especialista em Políticas Públicas – UECE. Está no posto de major do Corpo de Bombeiros e é doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad deo Museo Social da Argentina, Buenos Aires.
Especialista em Matemática, pertenceu à primeira turma IME/ITA do Estado do Ceará, 1990 (Colégio Geo Studio). Atuou como professor de Matemática e Física de algumas escolar e cursinhos da capital e do interior.
Tem quatro livros publicados: “Memórias de Thi”, “Crônicas e mais um conto”, “Anversos de um versador” e “Crochê de palavras” – este último lançado dia 17 de outubro no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros e dia 12 de novembro de 2012, na X Bienal Internacional do Livro de Fortaleza, pela Editora Premius. Músico, lançou o CD solo “Claustro” e o CD “Alegria, alegria”, com a banda La Scène, de Fortaleza. Estudante de Engenharia Civil – UFC, pretende retomar o curso e o concluir, depois do doutorado.

Nós do Blog do Crato, site que sempre exaltou os grandes valores do ser humano e valoriza o intelecto e a capacidade humanas, não poderíamos estar mais felizes por esta premiação muito merecida. Em tempo oportuno faço questão de publicar aqui o poema que foi vencedor deste importante concurso nacional. Vejam que neste ano, tivemos 738 inscritos; 738 poetas, e o Nijair Pinto tirou o primeiro lugar. Não é para qualquer um…

Parabéns, Major Nijair Pinto! 
Honra ao mérito.
( E lembrando que o Nijair está de livro novo na praça, intitulado Crochê de Palavras, um trabalho belíssimo que inclusive leva na capa uma foto da minha autoria e já foi destaque na TV Verdes Mares Cariri  ).
Dihelson Mendonça
Com informações do site Jornal Leopoldinense

Bienal Internacional do Livro do Ceará

A Bienal do Livro vai homenagear o movimento literário ‘Padaria Espiritual’. Nigeriano ganhador do Prêmio Nobel de Literatura é presença confirmada,

 

BIENALdolivroSerá aberta em 8 de novembro, no Centro de Eventos, em Fortaleza, a 10ª edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará. Na edição dste ano, a Bienal do Livro vai homenagear o movimento literário “Padaria Espiritual” – promovido por um grupo de escritores, pintores e músicos no final do século XIX. Outra novidade é a participação, pela primeira vez, de um Prêmio Nobel de Literatura, o escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em 1986. A Bienal Internacional do Livro do Ceará ficará aberta até o dia 18 de novembro.

Com o tema “Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, a Bienal do Livro vai lembrar os 120 anos do movimento. Outros nomes que vão receber homenagens durante o evento: o poeta, ficcionista e ensaísta cearense Rafael Sânzio de Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras, onde ocupa a cadeira número 1; e o potiguar José Cortez, ex-lavrador, que saiu do sertão e, através da literatura, se tornou um dos principais editores do Brasil, tendo fundado a Editora Cortez.

Entre as presenças confirmadas estão a escritora norte-americana Kim Edwards, Thalita Rebouças, Márcia Tiburi, Benjamin Abdala, Ana Miranda, Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Tati, Benjamin Abdala, Cristina Pretti, além dos escritores cearenses Lira Neto, Ricardo Kelmer e Ângela Escudeiro.

Nos eventos que ocorrem paralelmente à bienal – como o Encontro de Lusófonos -, estão nomes de Eduardo Quive (Moçambique), Filinto Elísio (Cabo Verde), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Ana Nascimento, Zilda e Dramistas, Sebastião Chicute, Ari Bandeira e Alan Mendonça. O II Encontro de Ilustradores reunirá Rosana Urbes, Nathália Forte, Diego Akel, Ramon Cavalcante e Baião Ilustrado e coletivo Base.

A 10ª edição da Bienal do Livro também levará ao Centro de Eventos, como parte da programação que contempla as interfaces literárias, cineclubes que reunirão pesquisadores cearenses como Maria Inês Pinheiro Cardozo, Maria Helena Cardoso, Fernanda Coutinho, Carlos Eduardo Bezerra, Paulo Andrade e Cleudene Aragão.

Datas como os 90 anos da Semana de Arte Moderna e os centenários de Luiz Gonzaga e dos escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues também serão lembradas no evento. Na programação da Bienal do Ceará, estão previstas, de acordo com a organização, mais de 500 atividades entre palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, shows líteromusicais, cineclubes, colóquios, convenções e debates.

Serviço
10ª Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 8 a 18 de novembro de 2012
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Horário de Visitação: das 9 horas às 22 horas
Entrada gratuita

Do G1 CE

Coleção ‘Pe. Cícero e os Fatos de Joaseiro’ é lançada nesta quinta-feira

Pecicerocole_odopadimOs dois livros que formam a coleção Padre Cícero Romão Baptista e os Fatos de Joaseiro serão lançados às 19h30min desta quinta-feira no auditório do Memorial Padre Cícero em Juazeiro do Norte. Trata-se do resultado de um trabalho que reuniu memorialistas, professores e pesquisadores diante de cerca de 900 documentos inéditos, em sua integralidade e do período entre 1889 e 1911, referentes a manuscritos do sacerdote e outros protagonistas.

A coleção é o desdobramento do convênio firmado no dia 20 de julho de 2009 entre o bispo dom Fernando Pânico, o prefeito Manoel Santana e o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt. Pelo município, coube a participação do Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, nas diversas reuniões promovidas em torno da coleção. São dois volumes como resultado: A Questão Religiosa (volume 01) e Autonomia Político-Administrativa (volume 02).

Foram em tais contextos que os professores Renato Casimiro e Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, respeitados pesquisadores da história juazeirense, retiraram a poeira de documentos, livros e relatos, tanto nacionais como internacionais, para fazer uma releitura da sociedade da época e, principalmente, do sacerdote incompreendido. O objetivo do trabalho é ajudar a petição do Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, na tramitação do processo de reabilitação do Padre Cícero junto à Santa Sé.

De acordo com Renato, a coleção traz rico acervo de novos textos que passam a compor um olhar menos sectário sobre os fatos do Joaseiro com um posicionamento Mais equilibrado. Conforme disse, se distancia da polarização que persistiu por décadas com algo que incluía a todos como participantes fanáticos de tendências bem radicais, pró ou contra. A pesquisa percorreu um longo caminho até a publicação, sendo necessário o acompanhamento da equipe técnica durante todo o processo de seleção, higienização, catalogação, restauro, acondicionamento, digi­talização e transcrição paleográfica dos manuscritos disponibilizados pelos acervos e daqueles a serem publicados nos livros e em mídias digitais, além da elaboração dos textos explicativos e analíticos para os dois livros e acompanhamento no processo de registro audiovisual.

SETUR – Secretaria de Turismo e Romaria -

Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte

Biblioteca Pública de Juazeiro recebe novo acervo de livros

Bibliotecajn

A Biblioteca Pública Municipal de Juazeiro do Norte recebeu do Programa Livro Popular um novo acervo de livros com mais de 1.300 exemplares, de vários tipos de gêneros. O PLP – Programa do Livro Popular – foi criado pela FBN – Fundação Biblioteca Nacional – para fomentar a produção e comercialização de livros com baixo preço.

Na primeira etapa do Programa, as editoras interessadas em participar foram cadastradas, através de edital. Na segunda etapa, as bibliotecas públicas foram cadastradas pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que posteriormente receberam um cartão-livro com créditos para aquisição dos livros. A Biblioteca Pública de Juazeiro recebeu R$ 20 mil em créditos. 

Segundo Kátissa Galgânia, bibliotecária, os livros vão passar pelo processo de tombamento para que possam estar disponível para a população.

SECULT – Secretaria de Cultura -

Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte

Juazeiro ganha Prêmio Jabuti

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou os vencedores de cada uma das 29 categorias do 54º Prêmio Jabuti, que elege os melhores livros lançados em 2011. O vencedor na categoria romance “Contos e Crônicas” foi o juazeirense  Sidney Rocha que concorreu com seu livro “O Destino das Metáforas”,  publicado pela Editora Iluminuras. Este prêmio é uma espécie de Oscar da Literatura Brasileira e Sidney é o primeiro juazeirense a conquistá-lo.  
Na final, bateu duas celebridades das letras brasileiras: Dalton Trevisan, que ficou com o segundo lugar com O anão e a ninfeta (Editora Record); e Sérgio Sant´Anna, autor de O livro de Praga (Cia. das Letras), que terminou a disputa em terceiro lugar. Sidney é editor e escritor, vive entre São Paulo, Recife e Brasília. Ele é autor também de outro livro de contos, intitulado Matriuska,  que vem atraindo a atenção pela qualidade e originalidade. Matriuska foi depois transformado em filme, com o mesmo título, dirigido por Pablo Polo e filmado todo no Recife.
“Costumo dizer que, em literatura, tudo é pensado. O sonho mesmo, no ponto de vista da construção onírica, já é um produto elaborado. Nada está simplesmente posto. Quem imagina diferente, que largue o ofício imediatamente. Melhor: nem comece. Detesto quando se referem ao ato de escrever como inspiração ou mediunidade ou zen-budismo ultramoderno. Detesto romantismos. Um escritor não pode ser ingênuo a este ponto porque não há leitor ingênuo de jeito nenhum. Eu mesmo, como leitor, não seguiria uma leitura onde não visse um plano, uma intenção de quem escreve. Ler algo assim é como essa tolice de seguir pessoas no twitter: Uma perda de tempo.”, disse Sidney em entrevista recente a http://www.verbo21.com.br
Via BLOG DO JUAONLINE de Daniel Walker
Rede Blogs do Ceará – ( um abração, Daniel ! )

Brasil sofre com falta de leitura, diz presidente de associação de editoras universitárias

PresidentesedtorasA falta de leitura é um dos maiores problemas no Brasil. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), José Castilho Marques Neto, durante sessão solene do Congresso Nacional em homenagem aos 25 anos da instituição. Para ele, o Brasil ainda está longe de se se tornar um “país leitor”.

- Se centrarmos esforços cada vez maiores em relação à formação de leitores, seguramente nós teremos um país melhor, um país que se compreenda, que estimule o diálogo, preserve a democracia de maneira consciente, de maneira cidadã, plena – afirmou.

A difusão da leitura, segundo Marques Neto, é um dos objetivos da associação, criada com a missão de fazer circular o livro universitário. Segundo o deiretor, é hora de o Brasil profissionalizar o trabalho dos editores e reconhecê-los como um elemento constitutivo de difusão da ciência. Assim, as editoras universitárias poderiam ter um status que já têm em países como a Inglaterra, em que a editora é uma das finalidades da universidade.

- Que tenhamos também expostos os nossos autores científicos, os nossos pesquisadores para mostrar que fazemos aqui pesquisas de ponta, pesquisas que têm alto nível de densidade social e que podem contribuir para o desenvolvimento internacional.

Para atingir esse objetivo, o presidente da associação afirmou ter proposto ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF) projeto com o objetivo de definir, em lei, os objetivos das editoras universitárias no Brasil. O projeto, segundo Marques Neto, está em estudo e logo poderá tramitar no Senado.

Agência Senado

CLUBE DO LEITOR – CCBNB CARIRI

MONTEIRO LOBATO E SUAS MÚLTIPLAS FACETAS
19 de outubro de 2012, 17:30
Facilitadora: Ana Beatriz Brandão (Crato – CE)
Mediadora: Paula Izabela
Conheça Monteiro Lobato: fazendeiro, escritor, editor, agitador cultural, industrial preocupado com o futuro do Brasil, focado na saúde e educação do povo. Mais popular pelo conjunto educativo, bem como divertido, de seus livros infantis. 90 min.

Clubedoleitor2

Notas para leitura neste feriadão

 

Feriado de Nossa Senhora Aparecida

Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a Padroeira do Brasil todo mundo sabe. Agora, o que quase ninguém sabe é que, ao lado de Nossa Senhora Aparecida, oficialmente está São Pedro de Alcântara, (foto ao lado) como primeiro padroeiro do Brasil.
Por que isso aconteceu?
Logo após a nossa Independência de Portugal, nosso primeiro imperador – Dom Pedro I – entendeu que o Brasil precisava ter um santo padroeiro oficialmente autorizado pelo Papa. Assim, solicitou ele ao Papa que fizesse de São Pedro de Alcântara o Padroeiro do Brasil. O Papa concordou, sem precisar, sequer,  fazer longa reflexão. No seu pedido ao Vaticano estava escrito: “Desde que Sua Majestade Real e Imperial recebeu, sob o nome de Pedro I,… a missão de governar e dirigir este povo… esteve convencido… e se persuadiu de que não poderia reger e administrar os negócios desta Nação, sem que antes se interessasse em ter um Padroeiro celestial que, por sua intercessão junto de Deus, lhe assegurasse os meios de bem agir, de bem dirigir e de bem administrar”.
Entretanto…
Com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, (gravura ao lado) que implantou o regime republicano no Brasil, sem qualquer consulta ao povo, os golpistas fizeram de tudo para apagar a herança da monarquia, que vinha desde 1500 (foram 389 anos de regime monárquico na vida dos brasileiros). São Pedro de Alcântara foi sendo propositadamente e discretamente esquecido, porque seu nome lembrava o dos nossos imperadores (Pedro I e Pedro II, ambos tendo como segundo nome Alcântara) e, além disso, mostrava o quanto havia de ligação entre o Império do Brasil  e a Religião Católica. No entanto, São Pedro de Alcântara ainda continua oficialmente como o primeiro Padroeiro do Brasil. Muitas cidades e dioceses brasileiras o têm como padroeiro. É o caso de Petrópolis (RJ), Floriano (PI), Carolina (MA), dentre outras, cujas populações festejarão, no próximo 20 de outubro, o Dia de São Pedro de Alcântara.
Padre Argemiro
Foi publicado o livro Um coração para amar a Deus: Pe. Argemiro Rolim de Oliveira (foto ao lado),  escrito por Dra. Rose Moreira Rolim. Pe. Argemiro nasceu em Quitaiús (distrito de Lavras da Mangabeira) e foi virtuoso sacerdote da Diocese de Crato durante 36 anos. Morreu como vigário da Paróquia de São Francisco de Assis, de Crato, em 1986.  Os que com ele conviveram atestam ter sido o Pe. Argemiro uma pessoa cheia de compaixão, humildade, bondade e fé. Morreu com fama de santidade.
A batina
Lendo o livro citado, ficamos sabedores de um fato curioso. Pe. Argemiro nunca deixou de usar sua batina. Quando morreu foi sepultado no chão da igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Mauriti. Dezessete anos depois, em 2003, quando seus restos mortais foram exumados, a batina com que foi enterrado estava intacta. A terra, que tudo destrói, deixou somente os ossos do sacerdote. Mas, a batina não tinha manchas, nem mau cheiro e até os botões ainda estavam preservados. Essa batina encontra-se exposta, em Mauriti, para quem quiser comprovar…
O Ano da Fé
Dom Fernando Panico presidirá, no próximo dia 20, às 9 horas da manhã – na Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha (foto ao lado) – a solenidade de abertura do Ano da Fé na Diocese de Crato. Segundo o Papa Bento XVI: “Alimentar a esperança de intensificar a ação evangelizadora em todo o mundo é o objetivo do Ano da Fé“, que se estenderá até 30 de novembro de 2013.
Diocese em números
A abertura do Ano da Fé será mais um momento marcante para a Diocese de Crato, que tem uma extensão de cerca de 18 mil quilômetros quadrados, nos quais reside uma população com mais de um milhão de habitantes. A Diocese de Crato é composta por 32 municípios, que possuem 54 paróquias e 1 Santuário Eucarístico Diocesano. Nesse seu território estão espalhadas quase duas mil comunidades eclesiais.
Tem mais
A Diocese de Crato é uma das mais importantes dioceses do Nordeste brasileiro. No momento ela possui 107 padres diocesanos, 17 padres religiosos, um Seminário Menor, que também é Seminário Maior para a formação dos novos padres. A nossa diocese ainda possui uma basílica-menor, a de Nossa Senhora das Dores, localizada em Juazeiro do Norte.
Aliás
Atuam na Diocese de Crato cerca de 80 religiosas de diversas congregações, além de frades menores capuchinhos, padres salesianos, sulpicianos, dentre outros. A ação pastoral diocesana atua através de diversas instituições, como a Fundação Padre Ibiapina, e as diversas pastorais que se espalham pelos municípios que compõe a Diocese. Ressalte-se que ainda faz parte da ação diocesana a manutenção do Hospital São Francisco, da Faculdade Católica do Cariri, da Rádio Educadora do Cariri, dos Colégios Diocesano e Pequeno Príncipe, além de outro colégio mantido na cidade de Aurora.
Padre Edimilson, um batalhador!
Com o dinheiro que arrecadou na festa da Padroeira, Pe. Edimilson Neves Ferreira já iniciou a pintura externa da Catedral de Nossa Senhora da Penha. Faz gosto ver o dinamismo e o zelo que o Cura da Sé tem pela Igreja-Mãe do Cariri. Já prevendo a solenidade de consagração da Catedral (o que nunca foi feito, apesar da determinação do Vaticano, constante no Decreto de Criação da Diocese), Pe. Edmilson vai construir um altar de pedra que é uma exigência para todas as catedrais. No dia 20 de outubro de 2013 – daqui a um ano – haverá a solenidade dessa consagração.
Novas iniciativas
Pe. Edmilson vai mandar confeccionar um rico manto de veludo para ser colocado na imagem de Nossa Senhora da Penha, venerada no altar-mor da catedral. Esse manto será usado entre 20 de outubro de 2013 a 20 de outubro de 2014. Antes, o manto será levado por Dom Fernando Panico ao Vaticano onde será será bento pelo Papa. No dia da comemoração do centenário de criação da Diocese (20 de outubro de 2014) estará em Crato o enviado do Papa Bento XVI, o Núncio Apostólico Dom Giovanni d’Aniello.

(postado por Armando Lopes Rafael)

Neta de Lampião processa autor de livro sobre o avô

 
LampiaoA família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay. A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.

“Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia”, afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju. A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. “Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação.”

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão. Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.

O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.

Agência Estado

Escritor Nijair Araújo Pinto lança seu quarto livro “Crochê de Palavras” no próximo dia 17 em Fortaleza

 

Nota do Editor: O Blog do Crato tem o prazer de publicar a notícia do lançamento do novo livro do escritor Nijair Araújo Pinto, que  inclusive, já foi um dos escritores do Blog do Crato e é  sempre um dos nossos grandes incentivadores. Apesar de termos nos tornado mais um site de notícias, em momento oportuno, estaremos disponibilizando também textos desse excelente escritor, que é também bombeiro, residente aqui em Crato há muitos anos e ama verdadeiramente a nossa terra.
“Crochê de palavras”, quarto livro de Nijair Araújo Pinto, será lançado no próximo dia 17 de outubro, 19h, no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros Rachel de Queiroz, em Fortaleza. Na oportunidade, serão lançados outros dois livros, também de oficiais do Corpo de Bombeiros: “O Pai de Helena”, romance escrito pelo Capitão Noberto, de Juazeiro do Norte, e “O suicídio de Benício e a adoção de Estela”, do Capitão Edir Paixão – livro premiado em primeiro lugar no prêmio Jáder de Carvalho, categoria romance. Os três livros, todos editados pela Editora Premius, serão relançados na Bienal Internacional do Livro de Fortaleza, em novembro. Os autores pretendem efetivar um lançamento na Região do Cariri e buscam parceiros interessados nesse projeto.
Segundo as palavras do Ator e Escritor Edir Paixão:
“Dividido em quatro atos, comparo este livro a uma peça de teatro onde a vida é encenada. No primeiro deles, “Na caserna é assim”, o meu preferido, não por acaso, descortinamos o universo diário dos bombeiros do Ceará, no qual, muitas vezes, a tensão de trabalhar sempre no limite entre a vida e a morte é atenuada pela comicidade de fatos pitorescos do ambiente militar. No segundo ato, “Nos arredores do lar”, vi-me, algumas vezes, a mim mesmo e aos meus familiares, em cenas que se repetiam no âmbito doméstico de outros parentescos. Sem perceber, entrei “No calcanhar dos outros” que encerra crônicas nas quais podemos evidenciar o viés erudito e universal da escrita do autor. Por fim, no último ato, “Na vida, antes e depois”, pude auferir crit icidade e ironia percuciente sobre abordagens sociais que não perdem a leveza, o envolvimento e o agradável e cômico tom que o livro apresenta.

Dessa forma, só me resta convidar vocês, ilustres leitores, da mesma forma que fui convidado a folhear esta obra, para que vejam por si mesmos que cada página puxa outra, valendo a pena ler a próxima crônica, até a última delas.




(…) Bordar é arte, Laura! Como ocorre durante o coser dos tecidos, nossa vida é emaranhado de fios interligados; se desatentos, daremos muitos nós cegos, difíceis de serem desfeitos. Viver requer atenção. Bordar também: atenção, disciplina, regularidade, afeição. Só assim os frutos serão reconhecidos e darão prazer ao artífice (…)




NE – Fica aqui também o meu agradecimento ao Nijair pela gentileza de haver escolhido uma das minhas fotos para ilustrar o seu belo livro.

 

Adquira:
Crochê de Palavras – Nijair Araújo Pinto

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Dezenas De Bibliotecas No Cariri Serão Fortalecidas Com Livros E Enciclopédias

 

Estão chegando de Brasília ao Cariri quatro carretas de livros que serão distribuídos nas bibliotecas publicas dos municípios de Farias Brito, Antonia do Norte, Potengí, Missão Velha, Barbalha, Juazeiro do Norte, Aurora, Várzea Alegre e Nova Olinda. São obras literárias, cientificas e artísticas dos mais diferentes escritores brasileiros que vão enriquecer o conhecimento e despertar a curiosidade pela leitura de centenas de estudantes da região. A doação faz parte do projeto “Padarias Espirituais”, idealizado e executado pelo caririense radicado na capital federal, Elmano Rodrigues Pinheiro que há mais de 20 anos já enviou as escolas e bibliotecas publicas do Ceará cerca de 70 mil títulos. A ultima remessa de 15 mil livros para a região caririense foi em 2010 e entregue na biblioteca da Universidade Regional do Cariri e no Instituto Cultural do Cariri ICC. Foram livros de enfermagem, proteção ambiental, sociologia, direitos humanos, relações internacionais e historias políticas. Elmano conta que seu sonho é ver seus conterrâneos lendo e respirando cultura. “A dificuldade é muito grande para trazer esses livros até o Cariri, distante quase dois mil quilômetros de Brasília. Faço esse trabalho com dinheiro do meu bolso, dividindo meu salário e tenho-o como uma idéia de vida. Poucas são as prefeituras que me ajudam, as maiores contribuições que recebo vêm de empresas privadas e de pessoas apaixonadas por livros como eu”, disse Elmano.

Os livros doados são novos ou em perfeito estado de conservação. Coletados junto as editoras, fundações, ministérios, gráficas e escolas em Brasília. Para o município de Farias Brito a Biblioteca Nacional fez a doação de dez mil livros, a maioria da área de direito penal, direito constitucional, direito tributário, direito civil e mais mil títulos da literatura inglesa, doados pela Embaixada do Brasil na Inglaterra que servirão de grande suporte informacional para as comunidades de Cariutaba, Quincuncá, Nova Betânia, Umari, Carás, Monte Pio, Lamaju, Lambedouro e Barreiro do Jorge, onde estão sendo instaladas as bibliotecas. Segundo Elmano, o objetivo é estender a rede de distribuição de livros em todo o interior do Ceará e anunciou para breve, em parceria com o Instituto Brasil Bem Melhor, a inauguração de algumas dessas bibliotecas no município de Caucaia e depois adentrar Fortaleza e toda a periferia da capital cearense. Logo que for concluída a primeira etapa do “Padarias Espirituais”, será incrementado um outro projeto chamado “Leitura Participativa”. Trata-se de pequenas bibliotecas residenciais em parceria com o programa “Cantinho das Letras”.

Para o presidente do Instituto Cultural do Cariri, Manoel Patrício de Aquino, o projeto Padarias Espirituais é um dos mais dinâmicos sistemas de arrecadação e distribuição de livros para bibliotecas publicas do ensino fundamental, médio e universitário do Nordeste, preenchendo  lacunas em todas as áreas do conhecimento. Garante que os últimos livros recebidos do projeto estão sendo bastante lidos na biblioteca do ICC. O secretário de educação do Crato, José Valentim Dantas, se refere ao projeto como grande cooperador na descoberta do conhecimento direcionado, principalmente a classe estudantil. A coordenadora da biblioteca municipal de Farias Brita, Fátima Penha disse que só vai se pronunciar sobre o projeto quando os livros chegarem no município e as unidades bibliotecárias começarem a ser implantadas.

Wilson Rodrigues
Radialista/Repórter
Colaborador do Blog do Crato e Portal Chapada do Araripe

Clube do Leitor – CCBNB

Clubedoleitor

Escritor cearense Airton Monte morre de câncer aos 63 anos em Fortaleza

AirtonmonteiroO cronista e médico cearense Airton Monte faleceu, na noite de ontem (10), vítima de câncer. O poeta, que era casado e tinha dois filhos, morreu em casa, por volta das 20h.

Médico psiquiatra formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), cronista do jornal O Povo, comentarista, redator, letrista e teatrólogo, Airton nasceu em Fortaleza, no ano de 1949. Iniciou-se na revista O Saco, onde publicou contos e foi também um dos fundadores do Grupo Siriará de Literatura.

O contista estreou no gênero com o volume O Grande Pânico (1979), seguido de Homem Não Chora (1981) e Alba Sangüínea (1983). Participou de algumas antologias, como Os Novos Poetas do Ceará III, Antologia da Nova Poesia Cearense, Verdeversos e 10 Contistas Cearenses. Tem seis livros publicados, dentre os quais Memória de Botequim e Moça com Flor na Boca, que foi indicado para o vestibular da UFC.

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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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