Livro e exposição sobre a Festa de Santo Antônio foram lançados nesta quarta-feira em Barbalha
Cariri, Literatura, TOP quinta-feira, 13 jun 2013, 07:10 | Comentários desativadosLivro “Sentidos de Devoção”
Livro “Sentidos de Devoção”
A jornalista e escritora Scarlet Moon de Chevalier, de 62 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (5) em sua casa no Rio. Há três anos ela sofria da Síndrome de Shy-Drager, uma doença degenerativa. O velório será realizado nesta manhã no Cemitério São João Batista (Botafogo, zona sul da capital fluminense). Segundo a família, o corpo será cremado.
Scarlet, que também trabalhou como atriz, foi casada por 28 anos com o cantor e compositor Lulu Santos. Ela deixa três filhos, de relacionamentos anteriores, e dois netos.
A autora dos livros “Dr. Roni e Mr. Quito” (biografia do irmão Ronald de Chevalier, o Roniquito, figura conhecida no Rio nos anos 60 e 70 do século passado)) e de “Areias escaldantes”, assinava, desde 1996, a coluna “Abalo”, do caderno Zona Sul do jornal “O Globo”.
Na próxima terça-feira (30), o Sesc realiza o Sarauversário do Lume, em comemoração aos cinco anos do projeto literário “Lume – Ciclo de Leituras”. A programação acontece das 19h, da terça-feira, às 7h da quarta-feira (1), com uma virada literária na Galeria da Unidade. Entrada gratuita. A iniciativa, destinada à comunidade em geral, propõe uma leitura na íntegra da obra “A metamorfose”, de Franz Kafka, além do momento “Amigo poético secreto”, onde os participantes farão a leitura de poesias levadas pelos mesmos.
Sobre o projeto
Sarauversário do Lume – (Uma virada literária)
Sesc exibe “A conversação” no Crato
Com o objetivo de difundir a linguagem cinematográfica e proporcionar o entretenimento de forma gratuita, o Sesc realiza, na segunda-feira (29), mais uma edição do projeto Cinemarana, na Unidade Crato. A sessão acontece às 19 horas, com o filme “Muito mais que um crime”. Com direção de Francis Ford Coppola, o filme conta a história de Harry Caul (Gene Hackman), um especialista em escutas que tem como objetivo roubar segredos industriais. Ele se vê envolvido em uma complexa trama que põe em xeque suas concepções morais e o faz passar de perseguidor a perseguido. A classificação indicativa é de 14 anos.
SERVIÇO
Cinemarana – A conversação
Local: Unidade Crato do Sesc (Rua André Cartaxo, 443)
Data: 29/4
Horário: 19h
Informações: (88) 3523.4444
A Praça Filgueira Sampaio foi palco nesta quinta-feira, de uma homenagem ao Dia Nacional do Livro Infantil promovido pela Brinquedoteca Municipal Profº Francisco Ionaldo Sampaio. A Biblioteca Itinerante ficou à disposição para todos aqueles que quisessem experimentar o prazer da leitura, e assim, viajar nas histórias de autores como Monteiro Lobato, Maria Clara Machado, dentre outros escritores infantis brasileiros.
A educadora social Jeane Maia de Almeida destacou a importância dessa ação da Brinquedoteca Municipal no incentivo à leitura dos barbalhenses. Jeane Maia ressalta ainda que, a Brinquedoteca está aberta a convites da rede pública e particular de ensino para levar cultura e lazer a essas instituições.
O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.
Assessoria de Imprensa Prefeitura de Barbalha
Publicação, com 170 páginas escritas em português, inglês e espanhol, é composta por textos e fotografias
Lançamento de “Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura” teve solenidade com autoridades do Estado e Município FOTO: YACANÃ NEPONUCENA
Crato. Através de uma parceria entre a Secretaria das Cidades e a Universidade Regional do Cariri(Urca), foi lançado o primeiro livro técnico sobre o Geopark Araripe. O título tem o objetivo de apresentar as peculiaridades da região, que tem como destaque a Chapada do Araripe, território singular com relação ao depósito fossilífero, cultura, religião, gastronomia e história. Nos últimos anos, todas essas riquezas foram amparadas pelo Geopark. A instituição tem atuado fortemente na conservação e promoção dos pontos que descrevem a realidade da evolução da vida na terra.
A publicação está destinada a corrigir e atualizar informações e dados da área sob os aspectos do inventário geológico, paleontológico, arqueológico, cultural, desenvolvimento e promoção do turismo.
Trabalhos
O livro Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura, foi produzido a partir dos trabalhos diários realizados pela equipe de técnicos e estudiosos do assunto.
Ao todo, oito escritores envolveram-se na produção do material. A obra foi traduzida para três idiomas, inglês, espanhol e português. No total, são cinco mil exemplares que serão distribuídos entre os 90 Geoparks no mundo, instituições federais, estaduais e municipais, como universidades e mais as bibliotecas públicas.
Nas 170 páginas estão fotografias e textos que traçam um perfil do início da história da região, a biodiversidade, a geodiversidade da área.
A literatura desperta o interesse dos leitores em visitar esse território, onde a ciência e a cultura caminham juntas. As imagens mostram a vegetação local, a abordagem histórica da colonização regional, a sociedade e seus ritos espirituais e a bacia do Araripe. De acordo com o coordenador do Geopark Araripe, Idalécio de Freitas, a publicação coroa o trabalho que está sendo realizado. “Todos esses anos nós dedicamos a implantação do tripé da geoconservação, geoturismo e geoeducação . Agora, a gente espera que o livro mostre para o mundo toda a nossa riqueza”, revela Freitas.
“Geopark Araripe: História da Terra, Meio Ambiente e Cultura” é dividido em quatro capítulos que versam sobre a biodiversidade, geodiversidade e educação ambiental, além do geoturismo e desenvolvimento regional.
A expectativa é que a publicação gere conhecimento sobre o significado do Geopark Araripe. Durante o evento também foram entregues a nova sinalização dos geossítios que compõe a área do Geopark Araripe e mais dois carros que subsidiarão o projeto no território que abrange Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Nova Olinda, Santana do Cariri e Missão Velha.
Investimento
Segundo o vice-reitor da Urca, Patrício Melo, o investimento no projeto é um passo para alcançar o desenvolvimento das comunidades. “Isso vai permitir os trabalhos de mobilização social que o Geopark já faz e dará melhores condições de trabalho as nossas equipes técnicas”.
Segundo ele, a parte mais emblemática do projeto está por vir, com o início do processo licitatório para contemplar a infraestrutura mobiliária de cada um dos nove geossítios, melhorias de acesso e segurança no geossítio Riacho do Meio, em Barbalha, além de uma sinalização mais focada e a construção de um ambiente de recepção no geossítio Cana Brava, em Santana do Cariri.
Atualmente, um dos equipamentos mais importantes do Geopark Araripe é o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, que realiza um importante trabalho de coleta de fósseis, doados pelas pedreiras. A ação, que é educativa, restringe o tráfico deste tipo de material.
Mais informações
Geopark Araripe
Rua Carolino Sucupira S/N
Pimenta – Crato
Telefone: (880 3102.1237
http://www.geoparkararipe.org.br/
YAÇANÃ NEPONUCENA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) traz nesta terça-feira (16) o jornalista Mino Carta, diretor de Redação de Carta Capital que fundou e dirigiu alguns dos mais importantes veículos de imprensa do país, para lançamento do romance O Brasil (Record). O evento acontece a partir das 19h30min, no Teatro Dragão do Mar, com apresentação de Ciro Gomes.
Responsável por publicações que fizeram história na imprensa brasileira, censurados durante a ditadura, Mino Carta recorre à literatura para provocar uma polêmica reflexão sobre o Brasil, promovendo uma investigação sobre a história do país a partir da morte de Getúlio Vargas. O historiador Alfredo Bosi assina o posfácio do livro que passeia entre as lembranças de uma Itália em plena Segunda Guerra Mundial e um Brasil em pungente transformação, o que possibilita ao leitor uma valorosa reflexão sobre o período.
Sinopse
“O Brasil” começa com a morte do presidente e a inquietação que a mesma provoca no personagem Waldir, professor de História e Geografia no Colégio do Estado, ao receber a notícia. Na busca de entender a repentina e estranha morte, Waldir vai com o filho ao encontro de um amigo linotipista no jornal mais importante da cidade, O Estado de S. Paulo. Num período em que a imprensa é a principal detentora das informações e a grande criadora de verdades, o professor Waldir, leitor fiel daquele grande jornal, é o tipo de paulista que sempre enxergou Getúlio Vargas com repulsa.
Sobre o Autor
Italiano naturalizado brasileiro, Mino Carta começou no jornalismo em 1950, cobrindo a Copa do Mundo como correspondente do jornal Il Messaggero, de Roma. Foi colaborador da revista Anhembi e redator da agência Ansa, em São Paulo. Mudou-se para a Itália em 1957, trabalhando como redator dos jornais La Gazzetta del Popolo, de Turim, Il Messaggero e como correspondente do Diário de Notícias do Rio e da revista Mundo Ilustrado. Em 1960 retornou ao Brasil, onde fundou e foi diretor de redação da revista Quatro Rodas. Também fundou e dirigiu a edição de esportes de O Estado de S. Paulo (1964/1965). Criou e dirigiu o Jornal da Tarde (1966/1968), a revista Veja (1968/1976), a revista IstoÉ (1976/1981) e o Jornal da República (1979/1980). Foi diretor de redação da revista Senhor, de 1982 a 1988, e da revista Istoé, de 1988 a 1993, veículos dos quais saiu para fundar a revista CartaCapital, da qual é diretor de redação. . Publicou os livros “O Castelo de Âmbar” “Histórias da Mooca, com as bençãos de San Gennaro”, “O Restaurante Fasano e A Cozinha de Luciano Boseggia” e “A Sombra do Silêncio”. É doutor honoris causa pela Faculdade Cásper Líbero. Em novembro de 2006, recebeu o prêmio de Jornalista Brasileiro de Maior Destaque no Ano da Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE)
Serviço:
Lançamento do livro “O Brasil”, de Mino Carta
Editora Record / 356 páginas / R$ 44,90
Dia: 16 de abril de 2013
Local: Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Horário: A partir das 19h30min
Assessoria de Imprensa do Dragão do Mar
O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e da Universidade Regional do Cariri (URCA), lança nesta segunda-feira (15), o livro “Geopark Araripe:Histórias da Terra, do Meio Ambiente e da Cultura”. A publicação é uma parceria entre as instituições e resgata a história paleontológica da Região e retrata com propriedade as diversas nuances e contrastes culturais do Cariri. Durante a solenidade também será realizado a inauguração das placas de sinalização dos geossítios localizados na região sul do Estado. Na oportunidade, o secretário das Cidades, Camilo Santana, entregará as chaves de dois veículos para uso da sede do Geopark Araripe, bem como mobiliário para escritório.
A publicação, dividida em tópicos e capítulos traça o perfil social, econômico e cultural dos municípios da região do Cariri, além de destacar, por meio de estudos e pesquisas, os diversos aspectos históricos e arqueológicos descobertos ao longo do período nos espaços geográficos da Região. A literatura abrange ainda, em imagens, as diferentes leituras realizadas por turistas e nativos que contemplam os atrativos proporcionados pelos parques milenares do Cariri.
Para o secretário Camilo Santana, o lançamento do livro do Geopark Araripe, é mais uma ferramenta de trabalho que contribuirá para promover o conhecimento e o crescimento dos geossítios instalados na Região. “Acredito que essa literatura além de informar, será mais uma fonte de estudo e pesquisa para ilustrar os diversos aspectos de uma das maiores regiões do nosso Estado”, destaca o secretário.
Atualmente o Geopark Araripe é um dos projetos prioritários do Programa Cidades do Ceará – Cariri Central, executado pela SCidades. O programa visa estimular a economia, desempenhar ações de desenvolvimento regional e melhorar a infraestrutura.
Geopark Araripe
Localizado no sul do Ceará, na região do complexo sedimentar do Araripe, o Geopark Araripe oferece uma possibilidade única para se compreender o passado geológico e a vida na terra. A região possui formações rochosas de diversos períodos, principalmente do Cratáceo Inferior, com registro da separação dos continentes. Inicialmente foram delimitadas 7 localidades, denominadas de Geotopes, criteriosamente selecionados e protegidos. A diversidade do território, suas exuberantes paisagens e a riqueza geológica da região, fazem do Geopark Araripe um dos geoparks mais completos do mundo.
Assessoria de Imprensa da Secretaria das Cidades
Livro foi o último romance da escritora

A primeira tradução para o inglês de Um Sopro de Vida (A Breath of Life), o último romance de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz, é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria Ficção. O anúncio dos dez finalistas, escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito nesta quarta-feira (10) pelo centro de investigação literária que criou a premiação, o Three Percent, da Universidade de Rochester, no estado norte-americano de Nova Iorque.
O Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para o inglês, publicado no mercado norte-americano, considerando a qualidade da obra e da tradução. Segundo a organização, a premiação é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros agentes literários que ajudam a disponibilizar a literatura de outras culturas aos leitores americanos”.
A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Nova Iorque no dia 4 de junho. O autor e o tradutor das obras premiadas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prêmio de US$ 5 mil dólares (cerca de 3.800 euros) cada, atribuído pela Amazon.
Clarice Lispector decidiu ser escritora em 1933, aos 13 anos. Em 1942, publicou sua primeira obra, Perto do Coração Selvagem. Ela escreveu 36 livros, entre os quais A Paixão Segundo G.H, A Vida Íntima de Laura, A Mulher que Matou os Peixes, Laços de Família e A Maçã no Escuro.
Um Sopro de Vida, o último romance de Clarice Lispector, foi editado nos Estados Unidos em 2012 pela New Directions. A escritora brasileira morreu em 1977 aos 57 anos.
Agência Brasil
A versão oficial é que o poeta morreu em consequência de complicações causadas pelo câncer de próstata, em um hospital privado, em Santiago. Porém, amigos e parentes de Neruda sempre manifestaram dúvidas sobre a morte, pois ele era um crítico do governo militar e morreu logo após a instauração da ditadura no país.
A campanha que elegeu o governador Paulo Sarasate (1947-1951) foi “memorável”. Ele disputava o pleito com Armando Falcão, quando sequer existia televisão. Toda campanha, na Capital, foi feita por meio de alto-falantes, distribuídos pelas praças. Torcidas dos dois candidatos faziam mobilizações no antigo Abrigo Central (uma espécie de mercado, que era ponto de referência na Praça do Ferreira).
“Foi uma campanha memorável, feita de modo muito precário. Naquele tempo não havia televisão, então o instrumento de comunicação era o alto-falante. Era bem provinciana Fortaleza”, descreve o jornalista e escritor cearense J. Ciro Saraiva, que narra esta e outras histórias no livro Antes dos Coronéis, que será lançado hoje, às 19 horas, na Assembleia Legislativa do Ceará, no Plenário 13 de Maio. O livro é o segundo de uma trilogia que narra a história política do Ceará.
Como explica Saraiva, o livro trata de quatro governadores que antecederam os coronéis cearenses: Faustino de Albuquerque, Raul Barbosa, Paulo Sarasate e Parsifal Barroso, que ele chama de “coronéis de anel”, já que todos eram formados em Direito. “A postura deles, o desenvolvimento da política deles era do mesmo modo desenvolvido pelos verdadeiros coronéis”. O primeiro livro, No tempo dos coronéis, foi lançado em 2011. O último será escrito ainda em 2014, quando se encerra o Governo Cid Gomes (PSB). “É quando acho que vai ser concluído o novo ciclo da política cearense. Quando Cid terminar seu governo, acho que terminará esse ciclo que sucedeu aos coronéis”, afirma.
Pesquisa
Para escrever os livros, Saraiva explica que foram 20 anos de preparação. Além de ter trabalhado em algumas das gestões – como nos governos de Manoel de Castro e Gonzaga Mota, assim como na campanha de Tasso Jereissati -, ele vem guardando documentos, recortes de jornais e livros sobre a época. Na noite de lançamento, o livro será vendido por preço especial, a R$ 40. Em seguida, os livros serão distribuídos para as livrarias de Fortaleza, onde serão vendidos por R$ 50.
O POVO
Serão lançados no próximo dia 20, em Juazeiro do Norte, com data a confirmar também em Fortaleza, os livros na área de saúde mental infanto-juvenil, Lágrimas e silêncios escondidos: a depressão infantil como experiência familiar, e As crianças e os adolescentes dos centros de atenção psicossocial infanto-juveni. As duas edições foram lançadas no último dia 14, na Livraria Cultura Villa Lobos, em São Paulo. As obras reúnem trabalhos de pesquisadores do Ceará e de São Paulo.
O livro Lágrimas e silêncios escondidos: a depressão infantil como experiência familiar aborda a depressão na infância e a possibilidade de utilizar narrativas familiares, para ajudar a reconhecer o sofrimento psíquico causado na convivência com o transtorno. Foi desenvolvido com participação do Professor Alberto Olavo Advincula Reis (Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasamec, USP), Nádia Nara Rolim Lima, Vânia Barbosa do Nascimento (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde – Faculdade de Medicina do ABC), Sionara Melo Figueiredo de Carvalho, Marcial Moreno Moreira, Gislene Farias de Oliveira (Universidade Regional do Cariri – URCA), Cícero Cruz Macedo, Lindomar Araújo Leandro (Faculdade de Medicina – UFC-Cariri), Ângela Massayo Linbo-Lima e Uilna Natercia Soares Feitosa (Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte).
As crianças e os adolescentes dos centros de atenção psicossocial infanto-juvenil, é um livro que trata da realidade social, demográfica e epidemiológica das crianças e adolescentes acolhidos nos Centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenis (CAPSi), do Estado de São Paulo. Reúne textos do Professor Alberto Olavo Advincula Reis, de Felipe Lessa da Fonseca e de Patrícia Santos de Souza Delfini (Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasamec-USP). Tem ainda a participação dos seguintes professores do Ceará: Sionara Melo Figueiredo de Carvalho, Marcial Moreno Moreira (Faculdade de Medicina – UFC/Campus Cariri), Gislene Farias de Oliveira (Universidade Regional do Cariri – URCA), Cícero Cruz Macedo, Lindomar Araújo Leandro (Faculdade de Medicina – UFC/Campus Cariri), bem como Ângela Massayo Linbo-Lima e Uilna Natercia Soares Feitosa (Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte).
De acordo com a Professora da URCA, Gislene Farias, estas obras certamente subsidiarão trabalhos de professores, estudantes e pesquisadores que atuam na área da saúde mental infanto-juvenil. Trata-se de um trabalho interinstitucional de grande relevância, que fundamentará ações de extensão na região do Cariri. A docente integra o Grupo de Pesquisas do Laboratório de Saúde Mental Coletiva – Lasame, da USP.
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), em parceria com a Via de Comunicação e Cultura, lança nesta quinta-feira (14), às 19 horas, no hall do Teatro Dragão do Mar, o livro “Nos Acordes do Jazz & Blues – Memórias do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga”. A obra narra a história do Festival que transformou o Carnaval serrano do Ceará e se tornou um dos maiores eventos dos gêneros jazz & blues no País, marca de pioneirismo, qualidade artística, excelência em produção cultural e integração com a comunidade, a partir de ações de responsabilidade social e ambiental. Na ocasião, o guitarrista e violonista Cainã Cavalcante receberá o público para uma “jam-session” , ao lado dos músicos Thiago Almeida (teclado), Miqueias dos Santos (baixo) e convidados que já participaram do evento.
Há 13 anos, jazz e blues estavam longe de serem gêneros musicais populares entre os cearenses. Com o Festival, hoje tradicional no calendário cultural do estado, os estilos alcançaram grande visibilidade, fortalecendo a cena e conquistando uma plateia numerosa, além de contribuir para o fortalecimento da economia da região ao atrair milhares de turistas todos os anos. Nomes ilustres da música, como César Camargo Mariano, Paquito D’Rivera, Stanley Jordan, Scott Henderson, Toots Thielemans, Ivan Lins, Manassés de Souza e inúmeros outros artistas fazem parte da história do Festival Jazz & Blues, agora contada em “Nos Acordes do Jazz & Blues”. A narrativa também traz entrevistas com Hermeto Pascoal, Yamandu Costa, Arismar do Espírito Santo, Nuno Mindelis, Chico Pinheiro, Artur Menezes, Adelson Viana, Jefferson Gonçalves, Moacir Bedê e Samuel Macêdo, da Banda dos Meninos da Casa Grande, entre outros.
O livro faz uma retrospectiva do Festival, desde a sua concepção, revelando o porquê da escolha de Guaramiranga como cidade sede, as realizações e contribuições ao público e à cena cultural cearense, o período de pré-produção, o evento na serra e o pós-Festival, o impacto social, econômico e cultural para o Ceará, formação profissional e artística, bastidores, equipe de produção, espectadores e Poder Público.
“Nos Acordes do Jazz & Blues” foi idealizado pelas diretoras da Via de Comunicação, Maria Amélia Mamede e Rachel Gadelha, também criadoras do Festival. Tem projeto editorial, pesquisa, texto e edição de Dalwton Moura, fotografias de Chico Gadelha, projeto gráfico de Caio Castelo e apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Ceará e da Coelce.
Serviço:
Data: 14 de março de 2013
Hora: 19 horas
Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em frente ao Teatro Dragão do Mar. Entrada franca, com direito a show do guitarrista e violonista Cainã Cavalcante.
Preço do livro: R$ 39,00.
Informações/vendas: Via de Comunicação: 3262-7230.
Assessora de Comunicação e Marketing do IACC
‘Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples’ chegaA performance sobre a vida do poeta gaúcho Mario Quintana que mistura teatro, música e literatura chega a Fortaleza nesta quarta-feira (13). “Mario Quintana – O Poeta das Coisas Simples” vai ter apresentações gratuitas nos dias 13, 14 e 15 de março, a partir das 19h, no auditório no Espaço Cultural Correios, no Centro.
As sessões gratuitas têm capacidade para 70 pessoas por apresentação. As senhas de entrada serão distribuídas por ordem de chegada, a partir de 18h. Dia 14 de março, a apresentação terá maior acessibilidade ao público com limitações de audição pela interpretação em libras.
A direção de “Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples” é de Rubens Lima Júnior. No espetáculo, os atores Sérgio Miguel Braga, Selma Lopes, Vivian Duarte e Isis Koschdosk cantam e interpretam a vida e obra do “príncipe dos poetas brasileiros”, como também é conhecido.
Alguns poemas são musicados ao som do acordeon, outros ganham acompanhamento ao vivo. Dois áudios históricos estão presentes na perfomance, um com o próprio poeta recitando seu “Poeminha do Contra” e outro com um poema escrito para Bruna Lombardi. A atriz era grande amiga e admiradora do poeta. “Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples” já passou por cidades nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais e Bahia.
Serviço
‘Mario Quintana – o Poeta das Coisas Simples’
Dias 13, 14 e 15 de março, às 19 horas.
Local: Espaço Cultural Correios Fortaleza (Rua Senador Alencar, n° 38, Centro).
Entrada gratuita. Os convites poderão ser retirados no local a partir das 18h. A distribuição será por ordem de chegada.
Telefone: (85) 3255-7262
Do G1 CE

Unindo a história da arte e a literatura, sem deixar de lado o imaginário das lendas e contos, a artista gaúcha Nara Amelia chega ao Recife com a exposição ‘O Melhor dos Mundos Possíveis!’, na Sala Nordeste, no bairro do Recife, a partir da terça-feira (26). A mostra fica em cartaz até o dia 12 de abril, com entrada gratuita.
Através de figuras que usam a natureza como meio de reflexão crítica sobre o homem e a cultura, Nara utiliza os animais para apontar comportamentos e valores humanos. Para o trabalho, utiliza técnicas como água-forte e ponta-seca, da gravura em metal, e desenhos dispostos em papéis envelhecidos apropriados de livros, que fazem a ponte entre a imagem e a literatura.
Animais são utilizados para retratar comportamento
humano. (Foto: Nara Amelia / Divulgação)
Buscando transportar o visitante à época de um imaginário sensível e pré-industrial, a artista se inspirou em artistas como Albrecht Dürer, Gustave Doré, Gilvan Samico, Max Ernst, Kafka, Jorge Luis Borges, Júlio Cortazar, Gabriel Garcia Márquez e João Guimarães Rosa, tendo por base uma pesquisa artística apoiada no arquétipo da memória universal, utilizada para transmitir conhecimentos e valores através das histórias.
Na abertura, que acontece na terça (26), às 19h, Nara Amelia conversa com os presentes, trocando experiências e estimulando novas ações no segmento das artes visuais.
Serviço:
Exposição “O Melhor dos Mundos Possíveis!”, de Nara Amelia
Sala Nordeste – Rua do Bom Jesus, 237 – Bairro do Recife
Abertura – Terça-feira (26), às 19h, com bate-papo com a artista
Visitação: de 29 de fevereiro a 12 de abril, de segunda a sexta, de 10h às 18h
Mais informações: (81) 3117-8430.
Huberto Tavares, professor, ator de teatro, poeta e boêmio de Crato, romântico e inspirado, agora resolve reunir em livro (Eu preciso escrever versos) seus principais poemas, numa edição necessária para os que viveram a segunda metade do século XX nesta parte de mundo, berço de festejados autores e juventude inquieta, atuante nas áreas da cultura.O livro de Maria Ferreira dos Santos é pioneiro na abordagem das ciências sociais na obra do poeta popular de Assaré
Crato. Fruto da convivência com Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, a escritora Maria Ferreira dos Santos está lançando seu primeiro livro sobre a obra do poeta popular.
A publicação que tem o título: “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” é dividida em três partes e tem como principal proposta divulgar a importância da contribuição do assareense para as análises e estudos sociais relacionados ao povo nordestino, o comprometimento dele com os problemas da região, a contestação e o sofrimento dos flagelados da seca, que até hoje, em menores proporções em relação ao passado, continuam migrando para o Sul do País.
O livro é dividido em três e divulga a obra do poeta popular Patativa do Assaré FOTO: YACANÃ NEPONUCENA
No primeiro momento, o exemplar é composto por um histórico da literatura popular nordestina. O objetivo é identificar o legado de Patativa do Assaré dentro deste cenário.
Relato
A segunda parte traz um relato sociológico da poesia do cancioneiro, desde as denúncias da problemática da seca e seus flagelados, até os agregados e operários que deixam a terra natal em busca de oportunidades nos grandes centros urbanos.
Esses foram os fatores que o impulsionaram a gerar poesia a partir da realidade brutal, onde o homem do campo é desprovido de recursos para permanecer no sertão. A última etapa relata o drama da música “A triste partida”, nacionalmente cantada por Luiz Gonzaga e ícone do cancioneiro popular.
Devido à amizade entre os compositores e porque o Rei do Baião gravou vários poemas de Patativa, o livro será lançado durante a Bienal Nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), que vai acontecer no próximo dia 24, em Recife. No evento, haverá uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. O Tema central será: “A volta da Asa Branca”. “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” é pioneiro em abordar o conteúdo social da obra do poeta popular. Até então, havia apenas livros sobre a história da vida e da obra dele. A publicação aprofunda os estudos nas produções do assareense. Uma das metas da autora é disponibilizar o conteúdo como fonte de pesquisa para estudantes de todo o país e interessados em conhecer mais sobre essa temática.
O livro tenta mostrar a sociologia de forma poética. Para isso, foi escrito com base na literatura de cordel, da professora Nelma Fechine e nas pesquisas “Literatura e Sociedade”, do professor Antônio Cândido. A publicação tem citações de poemas selecionados pelo próprio Patativa do Assaré. Em uma dupla homenagem, a Patativa e ao Gonzagão, Maria Ferreira dos Santos dedicou uma parte do seu trabalho a questão da seca no Nordeste.
Em capítulos, ela mostra as dificuldades das famílias de retirantes que fogem da estiagem. Nas etapas, a leitura forma uma peça teatral que conta a história do casal Zé e Raimunda, com seus filhos. Na ficção, a família saiu do Ceará em um caminhão pau de arara, em busca de melhores condições de vida na cidade de São Paulo. No decorrer da narrativa, eles enfrentam o frio, a fome e ainda perdem um dos filhos. Para a escritora, essa é a parte mais dramática da obra. “Muita gente que mora em outras regiões do país desconhece a realidade do sertanejo. Esse fato gera preconceito e discriminação com os nordestinos. A minha intenção foi mostrar que, apesar das dificuldades, esse povo tem valores, criatividade e enfrenta com bravura as intempéries da seca”, conta.
O reconhecimento do trabalho da autora já gerou bons resultados. Nas homenagens ao Centenário do Gonzagão, que aconteceram em dezembro, na cidade de Exú, o livro “Aspectos sociológicos na poesia de Patativa do Assaré e o drama da triste partida” tiveram destaque ao servir de inspiração para um grupo de alunos da Escola Padre Medeiros, que encenou a peça: “A triste Partida”, assistida por mais de 500 pessoas.
Agora, uma equipe de artistas teatrais está elaborando um curta metragem sobre a mesma peça. A autora, pretende auxiliar nas gravações.
A linguagem popular em que a obra foi escrita é acessível aos públicos adulto e até infantil. Aos leitores, proporciona a sensação de estar no sertão, convivendo com os animais, casas de taipa, redes, panelas de barro e candeeiros, constantemente encontrados nos lares do interior.
Após o lançamento do livro na capital pernambucana, a escritora pretende continuar apresentando seu trabalho em outros eventos. Na ocasião, de aniversário do poeta, que acontecerá no dia 5 de março, Maria Ferreira já planeja realizar um encontro na cidade de Assaré, onde Patativa viveu.
Mais informações
Maria Ferreira dos Santos
Endereço eletrônico: mariaferreiraalencar@hotmail.com
Telefone: (88) 9619.3777
YAÇANÃ NEPONUCENA
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Decreto da presidente Dilma Rousseff, publicado nesta sexta-feira (28) no Diário Oficial da União, adiou para 31 de dezembro de 2015 a implementação definitiva do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinado em 2008 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo, alvo de divergências tanto no Brasil como nos demais países que falam português, deveria entrar em vigor na próxima terça-feira. A opção pelo adiamento foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo na edição de 29 de novembro passado.
O período de transição foi ampliado de três para seis anos, segundo explicações do governo, para que o País se prepare melhor para as novas regras. Entre as mudanças, o acordo suprime o trema – agora só válido para nomes estrangeiros -, retira o acento agudo de ditongos como “ei”, altera as regras do hífen e inclui as letras “k”, “w” e “y” no alfabeto. O Ministério da Educação, que já mandou imprimir a maior parte do material didático, informou que vai adotar a nova ortografia já em 2013 para estimular o aprendizado.
A necessidade de mudança no calendário de implementação do acordo ficou evidente em novembro, numa reunião entre representantes do Ministério das Relações Exteriores, Cultura, Educação e Casa Civil. Na véspera, uma comissão parlamentar, integrada pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA) e Cyro Miranda (PSDB-GO) levou à ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ponderações sobre os riscos de uma aplicação precipitada das novas regras para a vida de professores, estudantes, escritores e o mercado editorial.
Participou do encontro o professor Ernani Pimentel, idealizador do movimento Acordar Melhor, que encontrou algumas inconsistências nas novas regras e defende a simplificação ortográfica. Manifesto encabeçado por ele, que defende “uma ortografia brasileira com base racional, objetiva e sem exceções”, já recebeu mais de 20 mil assinaturas. Para o professor, autoridades brasileiras estão percebendo que há necessidade de fazer ajustes nos termos do acordo, mas essa hipótese não é confirmada no governo federal e no MEC.
Professor João Tavares Calixto Júnior realizou um exaustivo trabalho de levantamento de dados e reuniu em 300 páginas os relatos que trazem momentos relevantes para a vida do município FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
O livro, segundo ele, traz os principais apanhados históricos da cidade, de forma cronológica, desde a data da concessão da 1ª sesmaria, de 1702, até o ano da comemoração do primeiro centenário do município, em 1983. O trabalho, enfatiza o professor, é um traçado baseado em documentos histórico. “É um livro científico, em que se pretende trazer questões, não dentro de um registro oral ou apenas voltado ao aspecto folclórico, misticismo ou populismo”, explica. Para João Calixto, Aurora é um município que contribuiu em vários segmentos para o cenário cearense e mundial, com as atividades do seus filhos ilustres, e tem a história contada de forma fragmentada.
Primeiros fósseis
O objetivo foi juntar todo esse material no compêndio e sempre levar junto desses fatos documentos que comprovem a veracidade dos acontecimentos. Um deles, a passagem da comissão científica de exploração, em 1859, comandada pelo cientista e botânico George Gardner, que fez os primeiros registros e achados fósseis de peixes na região.
A morte do filho de Bárbara de Alencar, padre Carlos José dos Santos Alencar, aconteceu em uma área que hoje é território do município de Aurora, no Sítio Serra dos Macacos. A hecatombe de 1908, conhecida como uma das maiores tragédias do coronelismo em nível de Nordeste, foi registrada na cidade. Aurora foi invadida por 600 cangaceiros, onde houve uma verdadeira carnificina. Segundo o autor, os cangaceiros vieram a mando de diversos coronéis, que se juntaram com armamentos e homens para a derrubada do coronel de Aurora, Teixeira Neto, em virtude de uma vingança política provocada pela morte de um filho de Marica Macedo. Essa história era contada antes de forma fragmentada, conforme Calixto. Na obra, há a transcrição de muitos historiadores, mas de forma detalhada.
O livro também traz autos de inventários de diversas personalidades, autoridades antigas, os primeiros moradores, as atas das sessões da Câmara, os livros de tombo das paróquias, registros de batismos e casamentos. Todo esse material foi pesquisado, no intuito de se deter a uma análise da genealogia dos primeiros moradores do município. Outro crime de repercussão detalhado no livro, além da morte da mártir Francisca, em 1958, conhecida como santa popular em Aurora, aconteceu em 1874, quando o padre Joaquim Machado da Silva foi acusado de assassinato na Vila das Lavras. Ele chegou a ser preso e condenado por tirar a vida de um homem, com um golpe de faca no peito. O assassinato está detalhado no livro, com base no processo original, encontrado no arquivo público do Estado.
As páginas foram fotografadas, com transcrição para o livro. O lançamento contará com a presença de escritores, personalidades de Aurora, amigos familiares e entusiastas dessa história da cidade.
Mais informações
Lançamento do Livro “Venda Grande D´Aurora”, de João Tavares Calixto Júnior, hoje, às 19 horas, no Arco Íris Magia, na Vila Paulo Gonçalves, Aurora
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Lisboa – A adoção de um regime comum para a ortografia do português em todos os países lusófonos põe fim ao afastamento do Brasil e de Portugal quanto às normas sobre a escrita do idioma de Machado de Assis e de Eça de Queiroz. Ao longo do século 20, os dois países modernizaram separadamente a maneira de escrever, fizeram suas regras próprias mas apenas, mais de uma vez, ensaiaram aproximação.
Isso foi obtido em 1990, com a assinatura do acordo que só começa a ser ratificado neste século. Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste não criaram normas próprias paralelas, assim como fizeram Brasil e Portugal, porque tiveram independência mais recentemente.
Em artigo publicado no Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, o linguista luso João Malaca Cateleiro afirma que a separação das ortografias brasileira e lusitana começou em 1911, quando Portugal fez, “à revelia” do Brasil, sua primeira reforma ortográfica. “Começa uma divergência na maneira de ortografar a língua, uma vez que nós começamos a seguir um determinado tipo de ortografia e o Brasil tinha uma regra fixa”, confirma o escritor Vasco Graça Moura, também português.
Segundo Moura, até aquela altura os dois países tinham regras “extremamente confusas”. Na então recente república portuguesa, em cada grupo de quatro cidadãos três eram analfabetos. “Com a simplificação da ortografia, imaginou-se que iria ser combatido o analfabetismo. A ideia era generosa, mas completamente estúpida! Se fosse assim todos os alemães eram analfabetos”, comenta.
Ele destaca que no Brasil também havia um movimento para reformar a maneira de escrever o português. “Eu conheço uma carta de Mário de Andrade dizendo que vai escrever como se fala, e não vai seguir a grafia [adotada] do lado de cá do Atlântico”.
O diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o brasileiro Gilvan Müller de Oliveira revela que os dois Estados optaram por ter normas divergentes, que dificultasse o entendimento de um ao outro quase como estratégia mercantilista de composição de normas. “Para que o nosso livro não circulasse aqui e o livro de Portugal não circulasse lá. As nossas histórias econômicas são o contrário da livre circulação da mercadoria”.
João Malaca Cateleiro registra que ao longo do século 20 foram várias as tentativas de resolver as divergências ortográficas entre Portugal e o Brasil, protagonizadas pela Academia das Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. “As datas mais mais relevantes são as de 1931, 1943, 1945, 1971/1973, 1986 e 1990, sendo esta última a do Novo Acordo Ortográfico [em vigência]”
De acordo com Vasco Graça Moura, o movimento de maior aproximação antes da assinatura em 1990 foi em 1945, quando os dois países subscreveram a reforma, mas o Congresso brasileiro negou a ratificação e não houve, portanto, nenhum reflexo no Brasil. “Grande parte das regras daquela reforma corresponde sensivelmente ao que ainda hoje está em vigor em Portugal”, diz fazendo referência ao período de transição do atual acordo, que em Portugal termina em 2015.
Edição: Tereza Barbosa
Gilberto Costa
Correspondente da EBC da Agência Brasil
O segundo livro compõe um conjunto de crônicas, que restituem manifestações culturais, nomes e os pioneiros da cidade. As manifestações têm início em janeiro, no Dia dos Reis. A obra registra os beatos que circulavam em Juazeiro do Norte.

O Ceará tem nove professores e nove alunos classificados para a premiação final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. O programa realizado pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social anunciará vencedores nacionais nesta segunda-feira (10), em Brasília.
Os alunos e professores cearenses, que já são medalha de prata, participarão do evento nacional, junto com os demais eleitos em todo o país nos gêneros: poema, crônica, memórias literárias e artigo de opinião.
Confira a lista do finalistas do Ceará:
Poema
Escola Urcesina Moura Cantidio – Alto Santo
Título: Quero pintar de verde meu sertão
Aluno: Ana Leticia Oliveira Dutra
Professor: Maria Gisélia Bezerra Gomes
Escola José Rocha Guimarães – Aracati
Título: O ponto da fofoca
Aluno: Giselly de Souza Virgínio
Professor: Ana Lourdes Ferreira de Almeira
Escola Delma Herminia da Silva Pereira – Fortaleza
Título: O meu bairro
Aluno: Alexandre Machado Teixeira
Professor: Sivaldo Miguel Ferreira Abdon
Escola Onze de Agosto – Jaguaribara
Título: Terra pequena de povo valente
Aluno: Atalita Goes Bezerra
Professor: Antonia Claudia Bezerra
Memórias literárias
Escola: Urcesina Moura Cantidio – Alto Santo
Título: O mundo encantado do engenho
Aluno: Isabela Kethyes Bezerra Bessa
Professor: Maria Gisélia Bezerra Gomes
Escola: Tabelião José Pinto Quezado – Aurora
Título: Caldeirão de histórias
Aluno: Yonara Kaise da Silva Oliveira
Professor: Ilda Pinto Leite
Crônica
Escola Governador Virgílio Távora – Crato
Título: Pão de fel
Aluno: Patrick Pinheiro Alves
Professor: Tiago Ernandes Teixeira Saraiva
Artigo de opinião
Escola EEMF Renato Braga – Fortaleza
Título: Quem me dera ser um peixe
Aluno: Italo Rodrigues Gomes da Silva
Professor: Maria Helena Mesquita Martins
Escola Josefa Braga Barroso – Miraíma
Título: O uso indevido dos recursos hídricos
Aluno: Francisco Valberdan Pinheiro Montenegro
Professor: Maria Denise Barroso
Jangadeiro Online
Uma antiga fábrica de tabaco, construída durante o período colonial no México, ressurge agora como um centro de vanguarda para letras e artes visuais em um ambicioso projeto de transformação, que precisou enfrentar enormes desafios arquitetônicos, bibliográficos e artísticos.
“Nas palavras do escritor Carlos Monsiváis, ‘é a primeira grande façanha do século 21 mexicano’, que, além disso, inaugura um novo conceito: o de que o Estado deve adquirir, preservar, resguardar e dedicar um lugar especial para bibliotecas pessoais de grandes homens e mulheres de letras”, afirmou à agência Efe a presidente do Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta), Consuelo Sáizar.
A Cidade dos Livros e da Imagem, que funcionará no edifício La Ciudadela na capital mexicana, abriu suas portas no último dia 21 de novembro com a entrega da primeira edição do Prêmio Internacional Carlos Fuentes de Criação Literária em Idioma Espanhol ao peruano Mario Vargas Llosa.
Situada no centro da Cidade do México, La Ciudadela é um formoso edifício neoclássico de 28 mil metros quadrados, cuja construção foi iniciada em 1793 e que terminou somente com a edificação da Real Fábrica de Tabacos, em 1807.
Posteriormente, o edifício foi transformado em fortaleza militar, prisão, fábrica e depósito de armas. Em 1931, o prédio foi declarado patrimônio histórico e, em 1946, acabou sendo transformado na biblioteca José Vasconcelos.
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Alex Cruz/Efe |
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Biblioteca Jaime García Terrés, que faz parte do projeto cultural do edifício La Ciudadela, na Cidade do México |
No entanto, no último ano, essa biblioteca fechou suas portas para dar passagem a um ambicioso projeto de remodelação, no qual foram investidos US$ 41 milhões para transformá-la em um centro cultural de vanguarda.
O novo espaço está dividido em quatro pátios: o dos Escritores, que é rodeado por cinco extraordinárias bibliotecas pessoais, o de Leitura, o de Imagem e o de Cinema.
Além de todas as transformações na estrutura do edifício, o centro também ganhou uma livraria, acessos especiais para incapacitados, salas de leitura e digitais, uma galeria de exposições, um cinema e uma biblioteca para crianças.
Em uma referência ao edifício original, o artista holandês radicado no México Jan Hendrix montou “A folha de tabaco”, uma escultura de alumínio branco coberta de cerâmica que projeta interessantes jogos de luz e lembra uma pilha de livros.
Na Cidade dos Livros e da Imagem também se destaca o primeiro mural do desenhista mexicano Vicente Rojo, “Gran escenario primitivo” (Grande cenário primitivo), de 7,2 metros de comprimento por três de altura.
Em suma, na La Cuidadela haverá cerca de 540 mil livros de um acervo geral enriquecido pelas bibliotecas pessoais de cinco intelectuais mexicanos: os poetas Alí Chumacero e Jaime García Terrés, o cronista Carlos Monsiváis, o bibliófilo José Luis Martínez e o humanista Antonio Castro Leal.
Neste aspecto, a presidente da Conaculta destacou o cuidado com esta parte do projeto, já que, segundo Consuelo, “uma biblioteca pessoal é a construção de um pensamento muito importante para assegurar novos leitores e estudiosos”.
“As grandes bibliotecas que existem no México corriam o risco de serem vendidas ao exterior, como foi feito em praticamente todo o século 18 e 19″, completou.
DA EFE

A Assembleia Legislativa irá sediar o lançamento do livro “As 4 Mortes de Maria Aughusta Tomaz”, do autor Renato Antônio Dias Batista. O lançamento acontecerá nesta terça-feira (27/11), às 15h, no Complexo de Comissões Técnicas da Casa, e será transmitido pela TV Assembleia (canal 30).
O livro narra a trajetória da militante Maria Augusta Thomaz, estudante de Filosofa da USP, que se integrou à luta armada no Brasil.
Presa no Congresso da UNE, a estudante sequestrou, em 1969, um avião em Buenos Aires, o desviou para Cuba, fez treinamento de guerrilha na ilha de Fidel Castro e fundou o Molipo. Além disso, participou de ação contra a Esso, atacou o consulado da Bolívia, foi baleada, recuperou-se, e acabou assassinada em 17 de maio de 1973, em Rio Verde, Goiás, aos 25 anos de idade.
O livro está sendo lançado em parceria entre o Comitê pelo Direito à Memória, à Verdade e a Justiça e a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da AL.
PE/CG
Informações adicionais
Fonte: Agência de Notícias da Assembleia
Crato. “Fiquemos todos alerta ao que está acontecendo. Nosso planeta morrendo, sangrando em veias abertas. Nossas chances são incertas, talvez, já não haja cura. A realidade é dura e pode ser fatal”. É assim que os cordelistas Paulo Ernesto e Paulo de Tarso chamam a atenção da população para as questões do aquecimento global e sobre a destruição da natureza.
Paulo Ernesto Arrais e Paulo de Tarso utilizaram uma linguagem simples e direta para conscientizar sobre o perigo global diante da degradação do meio ambiente. Juntos e através da internet, eles escreveram um cordel sobre o tema, que atualmente preocupa as autoridades ambientais e é amplamente discutido em todo o mundo. A preocupação fez com que os dois escritores buscassem alternativas para tentar conscientizar crianças, jovens e adultos a respeito da emissão de gazes poluentes e quanto aos reflexos da ação do homem com relação a natureza.
Lançado recentemente na X Bienal Internacional do Livro do Ceará, que aconteceu em Fortaleza, o cordel “O aquecimento global tá destruindo a natureza” já está à disposição das autoridades do poder público regional para ser incorporado como ferramenta didática e objeto de estudo nas escolas da rede pública de ensino. Até agora, uma instituição particular do Crato já demonstrou interesse em adotar o folheto como material educativo em suas salas de aula. Diante da simples e direta linguagem dos versos e da relação da temática com os nordestinos, que atualmente vivenciam uma das piores secas dos últimos 50 anos, a expectativa é que haja uma forte compreensão do cordel, que relembra grandes tragédias ambientais ocorridas. Para os escritores, o tema tem grande relevância. O cordel “O aquecimento global tá destruindo da natureza” mostra que as ações por parte da humanidade em busca do controle da situação são valiosas e sem elas, o planeta está exposto a um colapso ambiental. O folheto repassa uma mensagem que deverá ser refletida nas próximas gerações, que podem pagar um preço alto pelos danos causados à natureza, além de tentar incentivar as boas práticas de conservação do meio ambiente.
“A região Nordeste tem uma ligação muito forte com a poesia e, principalmente, com o cordel, por ser uma arte genuinamente sertaneja. Assim, a gente espera criar uma identificação com o público e passar a nossa mensagem que acredito ser válida”, disse Paulo Ernesto. Elaborado na Academia dos Cordelistas do Crato, instituição com 21 anos de atuação e que, mesmo diante da modernização das tecnologias da comunicação, ainda utiliza o processo gráfico antigo, através da tipografia e xilogravura, o cordel está sendo apresentado aos futuros gestores públicos municipais, para que eles analisem a proposta de tratar do assunto nas escolas. A expectativa é que, a partir do próximo ano, todos os estudantes tenham acesso às informações contidas no folheto. Para simplificar o processo de adesão, os escritores Paulo Ernesto e Paulo de Tarso dispensaram todo e qualquer tipo de remuneração ou lucro sobre a autoria. Eles fazem apenas Uma exigência: que seja paga a impressão dos cordéis, trabalho feito na Academia dos Cordelistas.
“O aquecimento global tá destruindo a natureza” foi escrito à distância pelos dois cordelistas, estando um no Crato e outro em Tauá, no intuito de promover a visibilidade da literatura de cordel e divulgar a arte. Ainda em 2006, os poetas participaram de um festival de versos que estava sendo realizado em nível nacional. O tema ganhou notoriedade e o título foi votado e selecionado como o segundo melhor entre os concorrentes, dentro de uma das etapas do julgamento.
Elemento cultural
Atualmente, a maioria dos cordelistas escreve de forma simples e autêntica, mas com conhecimento de causa. A arte é analisada como elemento cultural. Os temas mais abordados pelos autores são a política, ética, religião e críticas sociais a sistemas públicos, além de biografias e criação de histórias cômicas. No Cariri, empossados na Academia de Cordelistas do Crato existem 20 sócios. Mas, o número de poetas escritores chega a ser superior a 200, em estimativa extraoficial. Anualmente, a média de produção é de 100 títulos. No Crato, a tradição do cordel está relacionada à figura de Elói Teles Morais, que durante 35 anos manteve um programa diário de poesia popular. Na década de 80, foi profetizada a morte do cordel, mas, devido à iniciativa dos poetas, a literatura permanece mais viva e atuante do que antes. Hoje, há projetos de incentivo à cultura regional que contemplam a arte.
Mais informações:
Academia de Cordelistas do Crato
Praça Cel. Filemon Teles, S/N
Município do Crato
Região do Cariri
Telefone: (88) 3523.3947
YAÇANÃ NEPONUCENA

O escritor Luis Fernando Verissimo continua internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Moinho dos Ventos, em Porto Alegre. De acordo com o boletim médico, divulgado no final da tarde hoje (22), “o quadro permanece grave”. O boletim diz ainda que o paciente segue “necessitando de aparelhos, porém com sinais de resposta ao tratamento a partir do final da manhã desta quinta-feira.”
Verissimo foi internado ontem (21) com um quadro de infecção generalizada, sentindo febre, dores musculares e fadiga. O superintendente do hospital, o médico Nilton Brandão, disse que está sendo estudada a causa da infecção.
O escritor é autor de obras como O Analista de Bagé e Comédias da Vida Privada, além de escrever crônicas para vários jornais do país.”
Agência Brasil
A X Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada de 8 a 18 de novembro, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE), registrou durante os dias de evento um público circulante de 610 mil pessoas. Do público presente, 74% eram de Fortaleza, 16% da Região Metropolitana de Fortaleza, 9% do interior do Estado e outros 1% de outros estados. O programa de Visitação Escolar levou à Bienal do Livro um público de mais de 80 mil alunos de escolas públicas municipais e estaduais de 153 municípios cearenses. A organização do evento contabilizou cerca de R$ 8,5 milhões em negócios diretos e indiretos gerados pela comercialização de livros durante a Bienal. Ao todo, a Bienal contou com 165 estandes representando 450 editoras de todo o país.
Para garantir o atendimento à população e o bom andamento das 463 atividades realizadas – espetáculos artístico-musicais, lançamentos de livros, bate-papos com autores, oficinas de leitura, congressos, seminários, entre outras –, a Bienal Internacional do Livro do Ceará contou com cerca de 4.500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. “É com muita satisfação que encerramos a décima edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará com números tão positivos, com o público tendo aproveitado a programação diversificada e que consolidou a Bienal como um dos maiores eventos literários do cenário nacional. Isso nos dá ainda mais estímulo para fazermos uma Bienal ainda melhor em 2014, em pleno ano de Copa do Mundo no Brasil”, afirma o secretário de Cultura, Francisco Pinheiro.
Entre os momentos marcantes, destacam-se a primeira participação de um Nobel de Literatura no evento, sendo tal fato iniciado com a presença do nigeriano Wole Soyinka, ganhador do prêmio em 1986; as homenagens a importantes personagens da literatura brasileira, como Sânzio de Azevedo, José Cortez e Francisca Clotilde (post mortem); a presença de renomados nomes da cena literária local, nacional e internacional, como Márcia Tiburi, Luiz Tatit, Thalita Rebouças, Ignácio de Loyola, Ana Miranda, Lira Neto, Ronaldo Correia de Brito, Ricardo Kelmer, Flávio Paiva, Cleudene Aragão, Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Eduardo Quive (Moçambique), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Felinto Elísio (Cabo Verde), dentre outros.
Durante a programação grandes encontros ajudaram a fazer desta edição um sucesso, por exemplo o V Encontro Agentes de Leitura que contou com a presença de 203 agentes de 37 municípios cearenses. Na programação palestras, aula sobre espetáculo de cordel, mesas redondas e encontros com os autores Kelsen Bravos e Gonçalo Ferreira.
A música ganhou ainda mais espaço com os shows com grandes nomes da música brasileira, como Gal Costa, Humberto Gessinger, Zeca Baleiro, Teatro Mágico e Palavra Cantada. Além do resgate da Padaria Espiritual e da Semana de Arte Moderna de 1922, marcos da arte e da literatura no Brasil; o aumento em 40% da área de estandes e de 100% na área de circulação e acessos em relação à edição anterior, o que foi possível graças à mudança da Bienal para o Centro de Eventos do Ceará. O estande da Estação Pinacoteca do Estado do Ceará recebeu um público de 4.717 visitantes, que descobriram ainda os espaços Café Java, espaço Infantil, Jovem.
Outro espaço que também obteve resultado muito positivo foi “A Praça do Cordel”, onde aconteceram 35 lançamentos e 102 show e espetáculos durante os dez dias de Bienal. A praça também contou com 495 livros comercializados e 13.200 folhetos vendidos. Fizeram parte do espaço várias instituições entre elas a Academia dos Cordelistas do Crato e a Associação dos Cantadores do Nordeste- ACN.
Coordenação de Comunicação da Secretaria de Cultura do Ceará
Na noite desta quarta-feira, 14/11, foram premiadas as melhores poesias participantes da 21ª edição do Concurso Nacional de Poesias Augusto dos Anjos, realizado pela Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, em parceria com a ALLA – Academia Leopoldinense de Letras e Artes – e com o Museu Espaço dos Anjos. Durante a solenidade, as dez poesias finalistas foram declamadas e, após uma reunião dos membros da ALLA, responsáveis pelo julgamento das poesias, foi anunciada o nome da vencedora. Neste ano, a poesia vencedora foi Resposta doutra sombra, do poeta radicado na cidade de Crato, no Ceará, Nijair Araújo Pinto. Nesta edição, com um número recorde de inscritos, 738 no total, a disputa ficou muito acirrada e premiou com justiça um belo trabalho feito por um artista, afirmou a Secretária de Cultura, Rosângela Lima. Nós do Blog do Crato, site que sempre exaltou os grandes valores do ser humano e valoriza o intelecto e a capacidade humanas, não poderíamos estar mais felizes por esta premiação muito merecida. Em tempo oportuno faço questão de publicar aqui o poema que foi vencedor deste importante concurso nacional. Vejam que neste ano, tivemos 738 inscritos; 738 poetas, e o Nijair Pinto tirou o primeiro lugar. Não é para qualquer um…
Será aberta em 8 de novembro, no Centro de Eventos, em Fortaleza, a 10ª edição da Bienal Internacional do Livro do Ceará. Na edição dste ano, a Bienal do Livro vai homenagear o movimento literário “Padaria Espiritual” – promovido por um grupo de escritores, pintores e músicos no final do século XIX. Outra novidade é a participação, pela primeira vez, de um Prêmio Nobel de Literatura, o escritor e dramaturgo nigeriano Wole Soyinka, vencedor do Prêmio em 1986. A Bienal Internacional do Livro do Ceará ficará aberta até o dia 18 de novembro.
Com o tema “Padaria Espiritual – O Pão do Espírito para o Mundo”, a Bienal do Livro vai lembrar os 120 anos do movimento. Outros nomes que vão receber homenagens durante o evento: o poeta, ficcionista e ensaísta cearense Rafael Sânzio de Azevedo, membro da Academia Cearense de Letras, onde ocupa a cadeira número 1; e o potiguar José Cortez, ex-lavrador, que saiu do sertão e, através da literatura, se tornou um dos principais editores do Brasil, tendo fundado a Editora Cortez.
Entre as presenças confirmadas estão a escritora norte-americana Kim Edwards, Thalita Rebouças, Márcia Tiburi, Benjamin Abdala, Ana Miranda, Ignácio de Loyola Brandão, Luiz Tati, Benjamin Abdala, Cristina Pretti, além dos escritores cearenses Lira Neto, Ricardo Kelmer e Ângela Escudeiro.
Nos eventos que ocorrem paralelmente à bienal – como o Encontro de Lusófonos -, estão nomes de Eduardo Quive (Moçambique), Filinto Elísio (Cabo Verde), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Ana Nascimento, Zilda e Dramistas, Sebastião Chicute, Ari Bandeira e Alan Mendonça. O II Encontro de Ilustradores reunirá Rosana Urbes, Nathália Forte, Diego Akel, Ramon Cavalcante e Baião Ilustrado e coletivo Base.
A 10ª edição da Bienal do Livro também levará ao Centro de Eventos, como parte da programação que contempla as interfaces literárias, cineclubes que reunirão pesquisadores cearenses como Maria Inês Pinheiro Cardozo, Maria Helena Cardoso, Fernanda Coutinho, Carlos Eduardo Bezerra, Paulo Andrade e Cleudene Aragão.
Datas como os 90 anos da Semana de Arte Moderna e os centenários de Luiz Gonzaga e dos escritores Jorge Amado e Nelson Rodrigues também serão lembradas no evento. Na programação da Bienal do Ceará, estão previstas, de acordo com a organização, mais de 500 atividades entre palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, shows líteromusicais, cineclubes, colóquios, convenções e debates.
Serviço
10ª Bienal Internacional do Livro do Ceará
De 8 a 18 de novembro de 2012
Local: Centro de Eventos do Ceará – Fortaleza (CE)
Horário de Visitação: das 9 horas às 22 horas
Entrada gratuita
Os dois livros que formam a coleção Padre Cícero Romão Baptista e os Fatos de Joaseiro serão lançados às 19h30min desta quinta-feira no auditório do Memorial Padre Cícero em Juazeiro do Norte. Trata-se do resultado de um trabalho que reuniu memorialistas, professores e pesquisadores diante de cerca de 900 documentos inéditos, em sua integralidade e do período entre 1889 e 1911, referentes a manuscritos do sacerdote e outros protagonistas.
A coleção é o desdobramento do convênio firmado no dia 20 de julho de 2009 entre o bispo dom Fernando Pânico, o prefeito Manoel Santana e o presidente do Sistema Fecomércio, Luiz Gastão Bittencourt. Pelo município, coube a participação do Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, nas diversas reuniões promovidas em torno da coleção. São dois volumes como resultado: A Questão Religiosa (volume 01) e Autonomia Político-Administrativa (volume 02).
Foram em tais contextos que os professores Renato Casimiro e Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, respeitados pesquisadores da história juazeirense, retiraram a poeira de documentos, livros e relatos, tanto nacionais como internacionais, para fazer uma releitura da sociedade da época e, principalmente, do sacerdote incompreendido. O objetivo do trabalho é ajudar a petição do Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico, na tramitação do processo de reabilitação do Padre Cícero junto à Santa Sé.
De acordo com Renato, a coleção traz rico acervo de novos textos que passam a compor um olhar menos sectário sobre os fatos do Joaseiro com um posicionamento Mais equilibrado. Conforme disse, se distancia da polarização que persistiu por décadas com algo que incluía a todos como participantes fanáticos de tendências bem radicais, pró ou contra. A pesquisa percorreu um longo caminho até a publicação, sendo necessário o acompanhamento da equipe técnica durante todo o processo de seleção, higienização, catalogação, restauro, acondicionamento, digitalização e transcrição paleográfica dos manuscritos disponibilizados pelos acervos e daqueles a serem publicados nos livros e em mídias digitais, além da elaboração dos textos explicativos e analíticos para os dois livros e acompanhamento no processo de registro audiovisual.
SETUR – Secretaria de Turismo e Romaria -
Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte

A Biblioteca Pública Municipal de Juazeiro do Norte recebeu do Programa Livro Popular um novo acervo de livros com mais de 1.300 exemplares, de vários tipos de gêneros. O PLP – Programa do Livro Popular – foi criado pela FBN – Fundação Biblioteca Nacional – para fomentar a produção e comercialização de livros com baixo preço.
Na primeira etapa do Programa, as editoras interessadas em participar foram cadastradas, através de edital. Na segunda etapa, as bibliotecas públicas foram cadastradas pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que posteriormente receberam um cartão-livro com créditos para aquisição dos livros. A Biblioteca Pública de Juazeiro recebeu R$ 20 mil em créditos.
Segundo Kátissa Galgânia, bibliotecária, os livros vão passar pelo processo de tombamento para que possam estar disponível para a população.
SECULT – Secretaria de Cultura -
Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte
Na final, bateu duas celebridades das letras brasileiras: Dalton Trevisan, que ficou com o segundo lugar com O anão e a ninfeta (Editora Record); e Sérgio Sant´Anna, autor de O livro de Praga (Cia. das Letras), que terminou a disputa em terceiro lugar. Sidney é editor e escritor, vive entre São Paulo, Recife e Brasília. Ele é autor também de outro livro de contos, intitulado Matriuska, que vem atraindo a atenção pela qualidade e originalidade. Matriuska foi depois transformado em filme, com o mesmo título, dirigido por Pablo Polo e filmado todo no Recife.
A falta de leitura é um dos maiores problemas no Brasil. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (Abeu), José Castilho Marques Neto, durante sessão solene do Congresso Nacional em homenagem aos 25 anos da instituição. Para ele, o Brasil ainda está longe de se se tornar um “país leitor”.
- Se centrarmos esforços cada vez maiores em relação à formação de leitores, seguramente nós teremos um país melhor, um país que se compreenda, que estimule o diálogo, preserve a democracia de maneira consciente, de maneira cidadã, plena – afirmou.
A difusão da leitura, segundo Marques Neto, é um dos objetivos da associação, criada com a missão de fazer circular o livro universitário. Segundo o deiretor, é hora de o Brasil profissionalizar o trabalho dos editores e reconhecê-los como um elemento constitutivo de difusão da ciência. Assim, as editoras universitárias poderiam ter um status que já têm em países como a Inglaterra, em que a editora é uma das finalidades da universidade.
- Que tenhamos também expostos os nossos autores científicos, os nossos pesquisadores para mostrar que fazemos aqui pesquisas de ponta, pesquisas que têm alto nível de densidade social e que podem contribuir para o desenvolvimento internacional.
Para atingir esse objetivo, o presidente da associação afirmou ter proposto ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF) projeto com o objetivo de definir, em lei, os objetivos das editoras universitárias no Brasil. O projeto, segundo Marques Neto, está em estudo e logo poderá tramitar no Senado.
Agência Senado
MONTEIRO LOBATO E SUAS MÚLTIPLAS FACETAS
19 de outubro de 2012, 17:30
Facilitadora: Ana Beatriz Brandão (Crato – CE)
Mediadora: Paula Izabela
Conheça Monteiro Lobato: fazendeiro, escritor, editor, agitador cultural, industrial preocupado com o futuro do Brasil, focado na saúde e educação do povo. Mais popular pelo conjunto educativo, bem como divertido, de seus livros infantis. 90 min.

Feriado de Nossa Senhora Aparecida
(postado por Armando Lopes Rafael)
A família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay. A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.“Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia”, afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju. A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. “Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação.”
A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão. Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.
O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.
Agência Estado
Nota do Editor: O Blog do Crato tem o prazer de publicar a notícia do lançamento do novo livro do escritor Nijair Araújo Pinto, que inclusive, já foi um dos escritores do Blog do Crato e é sempre um dos nossos grandes incentivadores. Apesar de termos nos tornado mais um site de notícias, em momento oportuno, estaremos disponibilizando também textos desse excelente escritor, que é também bombeiro, residente aqui em Crato há muitos anos e ama verdadeiramente a nossa terra.Dessa forma, só me resta convidar vocês, ilustres leitores, da mesma forma que fui convidado a folhear esta obra, para que vejam por si mesmos que cada página puxa outra, valendo a pena ler a próxima crônica, até a última delas.
Os livros doados são novos ou em perfeito estado de conservação. Coletados junto as editoras, fundações, ministérios, gráficas e escolas em Brasília. Para o município de Farias Brito a Biblioteca Nacional fez a doação de dez mil livros, a maioria da área de direito penal, direito constitucional, direito tributário, direito civil e mais mil títulos da literatura inglesa, doados pela Embaixada do Brasil na Inglaterra que servirão de grande suporte informacional para as comunidades de Cariutaba, Quincuncá, Nova Betânia, Umari, Carás, Monte Pio, Lamaju, Lambedouro e Barreiro do Jorge, onde estão sendo instaladas as bibliotecas. Segundo Elmano, o objetivo é estender a rede de distribuição de livros em todo o interior do Ceará e anunciou para breve, em parceria com o Instituto Brasil Bem Melhor, a inauguração de algumas dessas bibliotecas no município de Caucaia e depois adentrar Fortaleza e toda a periferia da capital cearense. Logo que for concluída a primeira etapa do “Padarias Espirituais”, será incrementado um outro projeto chamado “Leitura Participativa”. Trata-se de pequenas bibliotecas residenciais em parceria com o programa “Cantinho das Letras”.
Para o presidente do Instituto Cultural do Cariri, Manoel Patrício de Aquino, o projeto Padarias Espirituais é um dos mais dinâmicos sistemas de arrecadação e distribuição de livros para bibliotecas publicas do ensino fundamental, médio e universitário do Nordeste, preenchendo lacunas em todas as áreas do conhecimento. Garante que os últimos livros recebidos do projeto estão sendo bastante lidos na biblioteca do ICC. O secretário de educação do Crato, José Valentim Dantas, se refere ao projeto como grande cooperador na descoberta do conhecimento direcionado, principalmente a classe estudantil. A coordenadora da biblioteca municipal de Farias Brita, Fátima Penha disse que só vai se pronunciar sobre o projeto quando os livros chegarem no município e as unidades bibliotecárias começarem a ser implantadas.

O cronista e médico cearense Airton Monte faleceu, na noite de ontem (10), vítima de câncer. O poeta, que era casado e tinha dois filhos, morreu em casa, por volta das 20h.
Médico psiquiatra formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), cronista do jornal O Povo, comentarista, redator, letrista e teatrólogo, Airton nasceu em Fortaleza, no ano de 1949. Iniciou-se na revista O Saco, onde publicou contos e foi também um dos fundadores do Grupo Siriará de Literatura.
O contista estreou no gênero com o volume O Grande Pânico (1979), seguido de Homem Não Chora (1981) e Alba Sangüínea (1983). Participou de algumas antologias, como Os Novos Poetas do Ceará III, Antologia da Nova Poesia Cearense, Verdeversos e 10 Contistas Cearenses. Tem seis livros publicados, dentre os quais Memória de Botequim e Moça com Flor na Boca, que foi indicado para o vestibular da UFC.
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