Governo do Estado gasta 2 milhões e meio com Canal do Crato, sem resolver o problema


O Problema continua…

“Tragédia completa 1 ano, quase nada foi feito, e o povo se revolta”

NE – 2 milhões e 500 mil reais já foram gastos pelo Governo do Estado do Ceará numa reforma duvidosa do Canal do Rio Grangeiro, e que não resolveu o problema.

Ao completar hum ano da tragédia ocorrida no dia 28 de Janeiro de 2011, moradores das proximidades começam a entrar em pânico, ante a possibilidade de grandes chuvas do período, anunciadas pela mídia, e já organizaram manifestações em protesto contra o descaso.

Como se sabe, o Governo do Estado do Ceará recebeu 4 milhões de reais que foram conseguidos pelo prefeito do Crato Samuel Araripe em março de 2011 junto ao Governo Federal, com a finalidade de consertar os estragos provocados pela enxurrada. Hum ano depois, a obra não só não foi concluída, como as partes reformadas recebem inúmeras críticas de especialistas em construção civil, que temem por outra tragédia ainda pior.

Da verba inicial de 4 milhões, 2.5 já foram gastos pela construtora Coral. Para os 1.5 milhões restantes, foi realizado recentemente um processo licitatório, do qual nenhuma empresa se interessou. Sobre a razão disto, fala o vereador cratense George Macário:

SEGUNDA LICITAÇÃO DAS OBRAS DO CANAL DO CRATO

“NEM A CORAL E NEM AS OUTRAS MOSTRARAM INTERESSE NA CONCLUSÃO DA OBRA!”

Há pouco mais de um mês, ocorreu a segunda Licitação para a conclusão das obras do Canal do Rio Granjeiro, que teve 80% de sua estrutura avariada, por conta da tromba d’agua caída em Janeiro de 2011.

Dos 4 milhões conseguidos pelo Prefeito Samuel Araripe e o Deputado Arnon Bezerra, junto ao Ministério da Integração Nacional, do Ministro Fernando Bezerra (PSB),R$ 2,5(DOIS MILHÔES E MEIO) foram utilizados pela Construtora CORAL, na primeira etapa. As gaiolas de pedras e outras “arapucas” estão prontas para peitarem a força da natureza, caso seja necessário. Será?

É bom que fique bem claro que o Governo do Estado do Ceará é o responsável pela obra, uma vez que, avocou para si toda a sua execução. A Prefeitura do Crato conseguiu a verba e nenhum outro valor foi somado ao montante de 4 milhões. Por que? Pergunte aos Deputados que se julgam representantes do Crato! Faça esta pergunta, principalmente, aos Deputados Estaduais, aliados do Governador Cid Gomes, como é o caso do Deputado Roque, entre outros que “Biliscaram” algumas centenas de votos das urnas cratenses.

O fato é que a Segunda Licitação ocorreu para que fosse usado o restante do dinheiro, o R$ 1,5 (UM MILHÃO E MEIO DE REAIS). Pouca gente ficou sabendo que, NÃO HOUVE CONSTRUTORA INTERESSADA NA OBRA, nem mesmo a ganhadora da primeira etapa, que foi a Construtora CORAL, complicando, ainda mais, a situação dos cratenses que enfrentam este problema gravíssimo e que poderá ter sérias consequencias. Estamos nas mãos de São Pedro!

Alguns querem responsabilizar o Prefeito pela inexecução da obra, por pura desinformação. Outros, querem fazer politicagem! Aliás, este é o mal cronico da Política do Crato: Poucos Políticos e muitos politiqueiros. O Canal do Crato é de responsabilidade do Governo do Estado do Ceará, por força da Portaria n. 109. O repasse foi do Ministério da Integração Nacional que, no mesmo embalo, tornou sem efeito a Portaria n. 107, que autorizava o crédito para a Prefeitura Municipal do Crato. Resumindo, o Governo do Estado tomou a verba conseguida pela Prefeitura. Esta é a verdade!

AS PERGUNTAS A SEREM FEITAS SÃO ESTAS:

01 – Por que o Governo do Estado não licitou a verba total(R$ 4.000.000,00) conseguida pelo Prefeito Samuel Araripe e o Deputado Arnon Bezerra?

02 – Por que o Governo do Estado “TOMOU” a verba que era de responsabilidade e mérito da Prefeitura do Crato?


03 – Por que o Governo do Estado não aportou mais verba para ser somada aos 4 milhões conseguidos pela Prefeitura?

04 – Por que os Deputados Estaduais da base de apoio ao Governo do Estado, que se julgam um dos nossos, ficaram calados feito um túmulo, diante da inércia e da urgência da obra do Canal do Crato?

05 – Para piorar a situação, nenhuma empresa concorreu à Licitação da segunda parte da obra do Canal do Rio Granjeiro por um motivo muito simples: O PERÍODO DAS CHUVAS chegou! Era tudo que nós não queríamos. Tá sem jeito! Agora, só nos resta rezar! E muito!

SÃO PEDRO NOS AJUDE,
NÃO MANDE CHUVA BOA,
CHUVISQUINHO OU CHUVISQUEIRO,
MANDE SOMENTE GARÔA!
(Geraldo Azevedo)

George Macário – Editor do site “O Democrato”
www.blogdocrato.com
Foto ilustrativa: George Macário.

Samu, IJF, Croa, Gonzaguinha e Frotinhas paralisam nesta quinta-feira

 

{E734D959-1690-4902-B978-3C0BA2458339}_ijfDando continuidade ao calendário de paralisações, os servidores municipais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), Centro de Assistência à Criança (Croa) da Parangaba, Gonzaguinha de Messejana e Frotinhas de Antonio Bezerra e Messejana planejam paralisações durante o decorrer desta quinta-feira (2).

Os servidores municipais estão em campanha salarial e podem decreter uma greve geral no próximo dia 9 caso as reivindicações não sejam atendidas.

A programação do dia começa às 7h com assembleia dos servidores do Samu seguida de paralisação durante o dia. Das 7h às 10h, acontece também a paralisação dos servidores do IJF e CROA-Parangaba.

No período da tarde, está prevista uma assembleia, ás 12h, entre os servidores do Gonzaguinha de Messejana e Frotinhas de Antonio Bezerra e Messejana. Em seguida, haverá paralisação dos servidores desses hospitais, das 13h às 16h.

Fechando a programação do dia, às 15h acontece uma reunião de negociação entre o governo Municipal e representantes do Fórum Unificado dos Servidores e Empregados Públicos Municipais.

Possibilidade de greve geral

No próximo dia 9, haverá uma assembleia geral unificada da campanha salarial. Caso a PMF siga sem atender as reivindicações, os servidores ameaçam decretar greve por tempo indeterminado nos órgãos e serviços públicos municipais. As informações são do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort).

Fonte: verdes Mares

Morosidade da Justiça – 3 Anos depois, assassinato do advogado Barbalhense Djalma Bem, continua na impunidade.

Crato. Há quase 3 anos ( março de 2009 ), um crime chocou a sociedade caririense. O renomado advogado Dr. Djalma Bem, 68, Barbalhense, era assassinado no bairro Vilalta, em Crato. Ele havia apresentado no Fórum do Crato Anderson Ferreira Maciel, o “Andinho”, 21, acusado de homicídio, quando foi surpreendido por 3 pessoas na casa do seu cliente. Os homicidas queriam matar o “Andinho” e acabaram matando o seu pai, Antonio Ferreira Maciel de 48 anos que conversava com o advogado.

Segundo um artigo publicado na época, um dos acusados pelo duplo homicídio é conhecido por “Negão do Veneno” que fugiu de moto com seus comparsas em direção a cidade de Juazeiro do Norte. Segundo apurou a polícia, o crime trata-se de vingança. No domingo, dia 8 de Março, “Andinho” foi acusado de assassinar Claudio Pereira Soté, sobrinho do “Negão do Veneno”. Durante toda semana que passou um os acusados do duplo montaram campana na rua onde “Andinho” mora, esperando que ele saísse de casa. Os vizinhos afirmaram que duas pessoas numa moto eram vistas constantemente fazendo “ronda” no bairro. No dia anterior ao assassinato, acompanhado do advogado Djalma Bem, “Andinho” foi apresentado a justiça, depois que livrou o flagrante.

O advogado Djalma Cavalcante Bem foi socorrido pelos Bombeiros ainda com vida para o hospital São Raimundo, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Policiais de Crato e Juazeiro do Norte fizeram um cerco na zona rural dos dois municípios, por onde o trio fugiu em duas motos, mas, como começou a escurecer, não tiveram êxito. O major Paulo Herman Macedo comandou pessoalmente as buscas e procura identificar as outras duas pessoas que estavam em companhia do “Negão do Veneno”.

Segundo informações, o processo contra os assassinos encontra-se completamente esquecido da justiça, e a família não possui ainda um auxiliar de acusação. A família também busca um bom advogado que possa assumir esta causa e aqui entra o nosso pedido aos leitores:

Esperamos que pela abrangência das postagens do Blog do Crato, Portal Chapada do Araripe ( www.chapadadoararipe.com ) e os mais de 50 Blogs que fazem parte da Rede Blogs do Ceará e sites amigos, algum dos muitos advogados que são leitores destes espaços, possam se interessar pelo caso, dentre eles, por exemplo, Dr. Aglézio de Brito, Dr. Heládio, Carlos Alberto ( Carlão ) e outros. Todo o pessoal da OAB, sob a presidência do Dr. Fabrício está convidada também. A justiça precisa ser feita, meus amigos! Não vamos deixar que a memória deste grande advogado, Dr. Djalma caia no esquecimento. Neste ano, procuraremos lembrar à justiça Brasileira acerca de crimes que aconteceram e que até hoje os culpados não foram punidos. E há dezenas deles para citarmos.

Os que perpetraram atos contra as famílias honradas da sociedade caririense não pode continuar por aí, soltos na maior das impunidades. Se queremos um país justo para os nossos filhos e netos, devemos começar dando o exemplo de justiça, do dever cumprido, e da solidariedade a todos os inocentes que perderam a sua vida em atos cruéis e bárbaros dessa natureza.

Esperamos que a morte do Dr. Djalma Bem não tenha sido em vão e que não fique na impunidade. Que os poderes constituídos do Cariri saibam honrar a farda que vestem e o cargo que ocupam.

Por: Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
Há 7 Anos, o Crato na Internet

Romarias crescem a cada ano no Interior do Ceará

A cada ano, levas de fiéis que somam cerca de 3,5 milhões de pessoas visitam Juazeiro durante as romarias
 
 

Romaria
Vindos de diferentes Estados do Nordeste, os romeiros são populares que acreditam na força do Padim para a cura de doenças e melhorias de vida
 
 
Juazeiro do Norte O grande cordão de fé se estende pelo Ceará. Um dos Estados mais católicos do Nordeste, é marcado por romarias crescentes. Os milagres, a peregrinação, os rostos sofridos e resignados que chegam aos locais considerados sagrados vivenciam o fenômeno da catarse coletiva. Como explicar tanta devoção, a busca incessante pelo divino? Por meio de intercessores.

O exemplo da longa trajetória missionária para os romeiros não se traduz em simples palavras, mas é também vivenciada e sentida. Em cidades como Canindé e Juazeiro do Norte, os dois principais centros de romarias do Estado, estima-se que, a cada ano, passem mais de 3,5 milhões de pessoas. Nessas localidades, as levas de fiéis são consideradas crescentes e todos os dias são dias de romaria.

A Romaria de Nossa Senhora das Candeias, a terceira maior festa religiosa da cidade, atrai, segundo a Igreja, em torno de 300 mil romeiros. Transformou-se num dos mais belos espetáculos de fé do Brasil. De 29 de janeiro a 2 de fevereiro, Juazeiro passa a ser local onde o peregrino de sente acolhido. As luzes acendem diferentes motivações, em busca do fortalecimento da fé.

Calendário

Anualmente, há três grandes romarias na cidade. O ano é iniciado com a devoção a Candeias. Após a festa, outros momentos, que não são catalogados, como grandes romarias, atraem um número expressivo de visitantes, em feriados como Carnaval, Semana Santa, e final de ano, com o período de férias. Há ainda o louvor à padroeira, Nossa Senhora das Dores, com uma festa de 15 dias e mais cinco dias de romaria na cidade, e a de Finados, de que dura três dias e atrai o maior número de fiéis de todas as festas, cerca de 600 mil pessoas.

Em Juazeiro, a primeira romaria começou com a necessidade de entendimento de um milagre. Todo o Nordeste era chamado para conhecer a história de uma beata e de um padre. Foi Maria de Araújo, como já alertaram alguns pesquisadores, que protagonizou o famoso milagre do sangramento da hóstia ofertada pelo Padre Cícero Romão Batista. Em março de 1889, o ano do “milagre da hóstia”, a história do pequeno vilarejo no sul do Ceará mudaria para sempre os rumos da religiosidade no Estado.

O milagre foi o chamariz da primeira leva expressiva de romeiros, que saíram do Crato, comandada pelo monsenhor Francisco Monteiro. “A multidão veio assistir ao milagre. O monsenhor subiu no púlpito e chorou”, conta o escritor e jornalista Gerado Menezes Barbosa.

Ele acrescenta que, naquele dia, o monsenhor foi enfático ao afirmar que preferiria ficar cego a negar o que havia visto. Todavia, o clérigo foi obrigado a negar o que viu, pelo bispo dom Joaquim José Vieira. Em seis meses, ficou cego, segundo o escritor. O monsenhor, arrependido, chegou a ser conduzido pelo padrinho às celebrações, após a perda da visão. Foram dois anos de julgamento, durante os quais a própria Igreja Católica procurou negar que uma costureira negra e pobre poderia ser agente de um milagre. A dúvida até hoje persiste: ela fez o milagre? A hóstia teria chegado a sangrar 96 vezes, uma delas nas mãos da beata. O Padre pagou a pena com a excomunhão.

Enquanto ele foi afastado de ordens, por conta da história que se espalhou por todo o Nordeste na rapidez dos rastilhos de pólvora, os milagres se multiplicavam, fazendo com que nascesse o santo do Nordeste, canonizado pelo povo. Foi erguido o grande monumento em homenagem ao “Padim” e milhões de imagens entraram nos lares do povo sofrido pelo sol causticante da caatinga. O domínio da fé e do messianismo passou a ser uma marca nos sertões do Brasil.

Contemporâneo do Padre Cícero, Gerado Barbosa vivenciava, da porta de casa, aos sete anos de idade, o vai e vem dos romeiros nas ruas da cidade. Para o escritor, uma das explicações para o aumento das romarias na cidade está no encaminhamento natural dos novos seguidores. As famílias que vêm à terra do Padre Cícero sempre estão acompanhadas pelos filhos. “A eles (os filhos), é ensinado o caminho e a razão da devoção”.

FIQUE POR DENTRO

Principais romarias de Juazeiro

De 28 de janeiro e 2 de fevereiro, ocorre a Romaria de Nossa Senhora das Candeias, uma das mais belas, na qual os participantes acendem velas e percorrem as principais ruas do Centro da cidade na procissão de encerramento. De 29 de agosto a 15 de setembro, há a Romaria de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Juazeiro. Uma média de 400 mil visitantes participam da homenagem. De 29 de outubro a 2 de novembro, há a Romaria de Finados, a qual é a maior romaria do ano. A homenagem atrai mais de meio milhão de romeiros, que escolhem como principais locais de visitação a Capela do Socorro, onde estão os restos mortais do Padre Cícero, e o Santuário dos Franciscanos.

Acolhimento ainda é deficiente

Em busca da salvação, os romeiros percorrem os quatro cantos da cidade de Juazeiro. Uma característica diferenciada dos grandes centros de peregrinação do Brasil é que não há um lugar específico para reverência. São diversos pontos estratégicos para visitação, desde a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores à estátua do sacerdote, de 28 metros, no Horto, a Capela do Socorro, onde se encontram os restos mortais do Padre, aos santuários da cidade. A cidade cresce em 100 anos de fundada de uma forma assustadora.

Juazeiro passou a ser um solo sagrado para os romeiros. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a estimativa é que a cidade receba, a cada ano, cerca de dois milhões de pessoas. Essa realidade se divide ao longo do ano.

E essa realidade da “chegança” dos peregrinos é atendida com uma infraestrutura que ainda deixa muito a desejar, principalmente relacionada ao acolhimento dos romeiros. O poder público e a própria Igreja, segundo o escritor Geraldo Menezes Barbosa, ainda não acordaram para essa realidade.

Conforme José Carlos dos Santos, o comércio informal passa a ter uma forte representatividade em Juazeiro. Durante as grandes romarias, são mais de três mil trabalhadores informais que aportam no Município. Atualmente, esses setores estão buscando maior organização, depois da inauguração do Mercado dos Romeiros.

O olhar voltado ao turismo religioso fez com que o Brasil e o mundo identificassem Juazeiro do Norte como um ponto que chama a atenção de grandes investimentos, no setor público e privado. Vários projetos estão sendo planejados, segundo o secretário, para investimentos na área de infraestrutura, para garantir uma melhoria na acolhida do romeiro, a exemplo do Roteiro da Fé, que irá integrar os principais pontos de visitação. Ainda este semestre está prevista uma chamada pública para a instalação de um bondinho, que interligará a Basílica ao Horto.

Também está sendo construído o centro multiuso, no valor de R$ 10 milhões, onde está inserido um anfiteatro com capacidade para 10 mil pessoas. Os milhares de veículos que chegam à cidade terão espaço num gigantesco estacionamento que está sendo construído. Mas, para José Carlos, ainda falta muito para atender à grande nação romeira. Ele admite que esta realidade deveria ser atendida com uma política pública específica.

Enquanto isso, ranchos e pousadas improvisam a chegada permanente, e os romeiros começam a reclamar por melhores condições, já que os preços praticados nesses locais e nos próprios restaurantes estão aquém da qualidade que oferecem.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

 
Com informações do Diário do Nordeste

Faltam recursos para ações emergenciais no Ceará


O programa federal “Prevenção e Preparação para Emergência e Desastres” PPED, do Ministério da Integração Nacional, destinou em 2011 o valor de 25,5 milhões de reais para Pernambuco e apenas 12.296.682,22 para o Ceará. O titular da pasta, Fernando Bezerra, que é pernambucano, acaba de enviar ao congresso nacional outro projeto para seu Estado no valor de 16 milhões de reais para serem usados em 2012. A desproporcionalidade na distribuição dos recursos levantou a suspeita de pratica de provincianismo e clientelismo por parte do ministro ao priorizar Pernambuco, onde ele quer ser governador ou prefeito de Recife e isto causou indignação no meio político dos Estados menos favorecidos, principalmente no Ceará que ficou em 5º lugar na classificação dos contemplados. Até mesmo as influentes expressões políticas do PT reconhecem que o ministro exagerou na politização do uso das verbas antienchentes ao destinar para sua terra natal tais verbas e deixando o vizinho Estado cearense em 2011 com menos de 50 % do valor. 

Os municípios cearenses estão preocupados com as possíveis catástrofes naturais que possam acontecer no inverno que se aproxima. No Crato, por exemplo, onde há duas áreas de risco, Bairro Pantanal e as proximidades da Encosta do Seminário, incluindo o Canal do Rio Granjeiro, o prefeito Samuel Araripe PSDB disse que o sentimento é de preocupação e aposta no bom entendimento institucional que o município tem com os governos estadual e federal no sentido de socorrê-lo se houver necessidade. Reportando-se especificamente sobre o canal, explicou que as obras emergenciais iniciadas no mês de maio de 2011 e com previsão de conclusão em agosto do mesmo ano, até agora só foram concluídas 60 % e foram aplicados apenas 2.520.000 dos 4 milhões de reais liberados pelo ministro Fernando Bezerra da Integração Nacional e que desde de fevereiro do ano passado que se aguarda a licitação para o restante da verba ( 1.480.000,00 ), a serem aplicados na obra que continua inacabada a quase um ano de seu inicio.

Samuel Araripe lamenta a falta de celeridade nas obras emergenciais do canal, de responsabilidade do Estado e não entende porque as mesmas ainda não foram concluídas. Em novembro do ano passado, disse Samuel, foram entregues pela sua administração ao governo cearense, pareceres da Defesa Civil do Município e do engenheiro civil, Francisco Osny Enéias, externando a preocupação em relação a execução das obras que, segundo os documentos, apresentam varias irregularidades. Explicou ainda o prefeito que, quando da licitação feita pelo governador Cid Gomes para as obras emergenciais, ficou declarado que elas seriam a base para o projeto definitivo. Ainda conforme Samuel Araripe, em 2009 a prefeitura do Crato entregou ao governo federal projetos no valor de 22 milhões de reais para diversas ações no município do Crato, inclusive as emergenciais e até agora não obteve resposta.

Wilson Rodrigues
Jornalista, Colaborador
Foto Ilustrativa: Canal do Rio grangeiro no dia 28 de Janeiro de 2010 – Dia da grande enxurrada.

Estupro de mulheres e meninas atinge níveis alarmantes na Somália

Somália

Sven Torfinn

Mogadíscio, Somália _ A voz da menina silenciou enquanto ela se lembrava da tarde ensolarada em que saiu de sua cabana e viu sua melhor amiga enterrada na areia até o pescoço.

A amiga tinha cometido o erro de se recusar a se casar com um comandante do al-Shabab. Agora, ela seria agredida com pedras.

“Você é a próxima”, um membro do al-Shabab alertou a menina, uma frágil jovem de 17 anos que morava com o irmão num acampamento de refugiados.

Vários meses depois, os homens voltaram. Cinco militantes invadiram sua cabana, imobilizaram-na e a estupraram, ela afirmou. Eles alegavam estar numa jihad, ou guerra santa, e qualquer resistência era considerada um crime contra o Islã, punível com a morte.

“Tive pesadelos muito ruins com esses homens”, afirmou a garota, que recentemente escapou da área que eles controlam. “Não sei de que religião eles são.”

A Somália vem sendo destruída por décadas de conflitos e caos, com suas cidades em ruínas e seu povo passando fome. Em 2011, dezenas de milhares de pessoas morreram de inanição, e inúmeras outras foram mortas em combates incessantes. Agora, os somalis enfrentam mais um terror disseminado: um crescimento alarmante nos casos de estupro e abuso sexual de mulheres e meninas.

O grupo militante al-Shabab, que se apresenta como uma força rebelde moralmente justificada e defensora do Islã puro, está capturando mulheres e meninas como espólios de guerra, estuprando-as e abusando delas como parte de seu reino de terror no sul da Somália, de acordo com vítimas, agentes humanitários e funcionários da ONU. Sem dinheiro e perdendo terreno, os militantes também estão obrigando famílias a entregar meninas para casamentos arranjados que muitas vezes não duram mais do que algumas semanas e são basicamente uma escravidão sexual, uma forma barata de elevar o moral debilitado dos seus homens.

Mas o al-Shabab não é o único culpado. Segundo agentes humanitários e vítimas, nos últimos meses tem havido ataques generalizados de homens armados contra mulheres e meninas desalojadas pela fome no país, que muitas vezes percorrem centenas de quilômetros em busca de comida e acabam em acampamentos de refugiados lotados e sem lei, onde militantes islamitas, milicianos perigosos e até soldados do governo estupram, roubam e matam sem qualquer punição.

“A situação está se intensificando”, afirmou Radhika Coomaraswamy, representante especial da ONU para crianças e conflitos armados.

Os combates recentes criaram um pico nos estupros oportunistas, ela disse, e “para os Shabab, o casamento forçado é outro aspecto que eles usam para controlar a população”.

Nos últimos meses, apenas em Mogadíscio, a ONU firma ter recebido mais de 2.500 relatos de violência contra mulheres, um número bastante alto. Mas, como a Somália é uma zona restrita para a maior parte das operações, funcionários da ONU afirmam não ser capazes de confirmar os relatos, deixando o trabalho para incipientes organizações de ajuda da Somália, que sofrem constantes ameaças.

A Somália é um lugar profundamente tradicional, onde 98 por cento das meninas passam pela mutilação genital, de acordo com dados da ONU. A maioria das garotas é analfabeta e fica restrita ao lar. Quando saem, geralmente é para trabalhar, caminhando penosamente pelos becos cheios de entulhos e cobertas por um pano preto grosso da cabeça aos pés, muitas vezes carregando algo nas costas, no calor do sol equatorial.

A fome e o consequente deslocamento em massa, iniciados no verão, deixaram as mulheres e meninas mais vulneráveis. Muitas comunidades somalis foram dispersas. Com grupos armados obrigando homens e garotos a se unirem a suas milícias, muitas vezes são as mulheres sozinhas, levando os filhos, que partem para a perigosa odisseia até os acampamentos de refugiados.

Ao mesmo tempo, agentes humanitários e funcionários da ONU afirmam que o grupo al-Shabab, que está combatendo o governo de transição da Somália e impondo uma versão bastante rígida do Islã nas áreas que controla, já não consegue mais pagar seus milhares de combatentes da mesma forma que antes. Apesar de confiscar plantações e gado, dar aos milicianos “esposas temporárias” é a forma pela qual o al-Shabab mantém muitos jovens em seu grupo.

Mas isso não chega nem perto de um casamento, afirmou Sheik Mohamed Farah Ali, ex-comandante do al-Shabab que passou para o lado do exército do governo.

“Não há cerimônia religiosa, nada”, ele disse, acrescentando que os combatentes do al-Shabab já chegaram a se casar com meninas de até 12 anos, que ficam incontinentes pela agressão sexual. Se uma menina se recusa, disse, “ela é morta com pedras ou a bala”.

Uma jovem acabou de ter um bebê, de origem somali e árabe. Ela afirmou ter sido escolhida por um combatente somali do al-Shabab que ela conhecia, trazida para uma casa cheia de armas e entregue a um imponente comandante árabe, um dos muitos estrangeiros que lutam no al-Shabab.

“Ele fiz o que quis comigo”, ela disse. “Noite e dia”. A jovem contou ter escapado enquanto ele dormia.

O Elman Peace and Human Rights Center é uma das poucas organizações somalis que ajudam vítimas de estupro. A organização é administrada por Fartuun Adan, uma mulher alta e extrovertida cujo marido, Elman, foi assassinado por guerrilheiros há alguns anos. Adan afirma que desde o começo da fome ela encontrou centenas de mulheres que foram estupradas e outras centenas que fugiram de casamentos forçados.

“Você não tem ideia do quanto é difícil para elas pedir ajuda”, afirmou. “Não há justiça aqui, não há proteção. As pessoas dizem: ‘Se você foi estuprada, você é um lixo’”.

Muitas vezes as mulheres ficam feridas ou engravidam, sendo obrigadas a buscar ajuda. Adan quer expandir seus serviços médicos e atendimento psicológico para vítimas de estupro e possivelmente criar um abrigo, mas é difícil fazer isso com um orçamento de US$ 5 mil por mês, fornecido por uma pequena organização de ajuda chamada Sister Somalia. Dura, mas não impenetrável, Adan chorou enquanto ouvia o relato da menina de 17 anos sobre ter visto sua amiga ser apedrejada até a morte e então ser estuprada por vários homens.

“Essas meninas me perguntam: ‘Como vou me casar? Como vai ser meu futuro? O que vai acontecer comigo?’”, ela disse. “Não podemos dar essa resposta.”

Algumas das mulheres do escritório de Adan parecem ter vindo de outra época. Elas chegaram até aqui, com a ajuda da rede de Elman, vindas dos lugares mais longínquos da Somália rural, onde as mulheres ainda são tratadas como propriedade.

Uma jovem de 18 anos que pediu para ser chamada de Srta. Nur se casou aos dez anos de idade. Ela era nômade e afirma nunca ter usado um telefone ou visto um televisor.

Ela contou ter sido estuprada por dois combatentes do al-Shabab num acampamento de desalojados em outubro. A jovem afirmou que os homens nem se incomodaram em falar muito quando invadiram sua cabana. Eles apenas apontaram armas contra o seu peito e murmuraram essas palavras: “Fique em silêncio”.

The New York Times News Service/Syndicate

Profetas das chuvas apontam bom inverno para 2012

Na obervação das plantas, insetos e pássaros, como a casa da Maria-de-barro, os profetas definem suas previsões. Alguns, no entanto, têm cautela na previsão – Baseando-se no comportamento da natureza, estudiosos afirmam que existe a possibilidade de enxurrada – O criador de gado leiteiro, Chico Leite, é um dos principais nomes entres os profetas que estarão reunidos em Quixadá. Alguns estudiosos do comportamento da natureza afirmam que existe possibilidade de haver enxurrada.

Quixadá. Alguns “profetas da chuva”, como são conhecidos os sertanejos especializados em prever a chegada da estação chuvosa através dos sinais da natureza, começaram a divulgar os resultados de suas experiências. Para firmarem suas conclusões ainda faltam algumas observações como as luas na noite de Natal e do Ano Novo. Porém, como estão entre os mais conceituados de Quixadá, adiantam seus diagnósticos.

Para eles, o inverno promete ser similar, e até melhor, em relação ao registrado neste ano. Eles também alertam para chuvas fortes logo no início no Ano Novo. As enxurradas da semana passada na região do Cariri devem se repetir e atingir também a Zona Norte do Ceará.

O agricultor Francisco Leite Filho, o Chico Leite, é um deles. Conforme o profeta, a barra da Lua de 18 de outubro, o movimento das formigas de roça e as revoadas dos tetéus para construírem seus ninhos, em busca de lugares afastados da cama d´água do Açude do Cedro, onde ele cria gado em um dos lotes do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), são sinais suficientes para antever a situação do próximo inverno. Pelos estudos dele, será semelhante ao deste ano.

Cautela na previsão

Por outro lado, a natureza anda confundindo quem se apropria de sua metamorfose para prever a sua reação, principalmente quanto à chegada das chuvas, ao longo dos meses. Ele se refere aos juazeiros; alguns já floriram e descarregaram cedo; outros, ainda estão abrindo a folhagem. Coisas assim não aconteciam anteriormente. A florada era para ser toda igual. Talvez seja motivo de enxurrada no início de 2012. Mas ele prefere esperar a primeira lua cheia do próximo ano para se certificar. “Se vier com muita ventania e nevoeiro, o chuveiro vai ser realmente “espatifado”, acredita.

Ao lado de Chico Leiteiro, Antonio Lima, Joaquim Muqueca, Paroara e Jacaré, Chico Leite tem feito boas previsões, principalmente nos últimos anos. Uma curiosidade sobre suas experiências, herdadas de pai para filho, é a da garrafa de São João. Ele enterra o vasilhame de vidro com água pela metade, ao lado da fogueira; alguns dias depois, a garrafa é desenterrada. Se o nível da água for maior vai haver mais chuva do que no inverno anterior. Caso seja menor, chove menos. Pode parecer uma superstição, mas a experiência popular tem dado certo.

Fonte: Alex Pimentel
Colaborador do Jornal Diário do Nordeste

Segundo escritor, Lampião tinha um amante e dividia com Maria Bonita

NE – Ora, ora, um Lampião gay ? que imaginação desses escritores…

Uma biografia de Lampião foi proibida por um juiz de Aracaju-SE porque defende a tese que o rei do cangaço era homossexual e dividia com a mulher, Maria Bonita, o também cangaceiro Luiz Pedro. A ação na Justiça foi movida por Expedita Ferreira Nunes, filha de Lampião e Maria Bonita, hoje com 79 anos.

Em seu despacho, o juiz alegou que a decisão foi tomada para “proteger a honra e a intimidade da requerente e seus genitores”. O autor do livro, Pedro de Morais aprofundou suas pesquisas quando trabalhou como juiz em Poço Redondo (SE), cidade na qual Lampião morreu em 1938. “Ex-cangaceiros me falaram que Lampião tinha encontros amorosos com Luiz Pedro. São histórias comuns na região.”

O autor também questiona Lampião ser o verdadeiro pai de Expedita, porque ele ficou incapacitado de procriar após ser atingido por um tiro na genitália, em 1922. “A família ficou incomodada, mas meu livro é sério e embasado . Tenho certeza que vamos cassar a liminar.”

Via Lindomar Rodrigues
Colaborador

CRATO – Retratos Fiéis da Realidade – Dihelson Mendonça


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Conforme o nome indica, essa sessão se destina a mostrar imagens de acontecimentos do Crato, principalmente aos nossos irmãos que residem fora. O objetivo aqui não é o primor da arte fotográfica, até porque nem tudo são flores nem beleza no Cratinho de Açúcar.

Prosseguem os trabalhos de reforma das Praças Centrais do Crato. O Projeto, de autoria da Prefeitura Municipal, com realização do Governo do Estado do Ceará, conta com recursos do Banco Mundial. Pelo que se pode ver nessas fotos tiradas ontem ( 23 ), os trabalhos poderão não ficarem concluídos até o natal, o que está causando grande inquietação nos comerciantes.

Durante essa sessão de fotos, fomos abordados por vários deles, reclamando dos transtornos que a obra tem causado, tanto pela poeira, quanto pela queda nas vendas. O CDL tem protestado em nome do comércio, mas a opinião dos executantes é de que é preciso que haja mais paciência por parte da população, afinal de contas, os transtornos são temporários, porém os benefícios serão permanentes.

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça
Imagens feitas com câmera portátil – Canon XTI

Num Patrocínio de:

Lançamento de Livro Cordel – Josenir Lacerda e João Nicodemos

Nasa vai enviar jipe-robô para Marte na próxima sexta-feira

Lançamento previsto para sexta-feira inicia nova fase na exploração do planeta vermelho; módulo poderá avaliar condições para a vida. A Nasa pretende começar nesta semana uma nova fase nas missões para Marte. Na década passada, o principal objetivo era identificar água. Agora, os cientistas querem descobrir ambientes favoráveis à vida ou que poderiam ter sido habitados no passado. O lançamento do Laboratório Científico de Marte (MSL, na sigla em inglês) – nave responsável pela missão – está previsto para sexta-feira.

Ele deverá chegar a Marte em agosto do próximo ano, quando deixará o jipe-robô Curiosity sobre o solo marciano (mais informações nesta página). A nave pousará em uma região plana dentro da cratera Gale. Logo depois, o Curiosity iniciará sua jornada até uma região montanhosa nas redondezas. O professor de ciências planetárias e atmosféricas da Universidade de Michigan, o brasileiro Nilton Rennó, explica que o local foi escolhido por reunir duas características que despertam o interesse dos cientistas. Em primeiro lugar, a presença de montanhas que sofreram processos de erosão causados, provavelmente, por água líquida. Além disso, há depósitos de sal na região, também um resultado de possíveis cursos d’água.

“Talvez, embaixo de finas camadas salinas, possam existir condições favoráveis para vida microbiana”, sugere Rennó, que já trabalhou na missão Phoenix – sonda enviada a Marte em 2007. Ele recorda as bactérias descobertas na água sob depósitos de sal do deserto de Atacama, no Chile, uma das regiões mais inóspitas da Terra.

Em 2008, Rennó foi o primeiro cientista a cogitar que pequenas esferas fotografadas na superfície da sonda Phoenix seriam, na realidade, gotículas de água líquida salgada. No MSL, ele participou da especificação do Rover Environmental Monitoring System (Rems), uma espécie de estação meteorológica acoplada ao Curiosity que investigará o clima e as condições atmosféricas.

Quando o veículo estiver em Marte, Rennó participará de reuniões diárias, via internet, com cientistas e engenheiros da Nasa. Terá de se adaptar ao dia ligeiramente mais longo – de 24 horas e 39 minutos – do planeta vermelho, o que obrigará um atraso cotidiano de quase 40 minutos com relação aos horários cumpridos pela equipe no dia anterior. Se tudo der certo, a rotina vai durar pelo menos dois anos, vida útil mínima para o dispositivo nuclear que fornecerá energia ao veículo-robô. “Mas esperamos que dure até dez anos”, aponta Rennó.

Fonte: Alexandre Gonçalves – O Estado de S. Paulo

Um Absurdo! – A Nova Fábrica de Miséria do Governo – Bolsa Gestante


A Fábrica de Miséria incentivada pelo Governo !

O Ivan Lins é que tava certo:

“Quando acaba o batuque, aparece outro TRUQUE, aparece outro MILAGRE do jeito que a gente sabe…” – “Avisa ao formigueiro, vem aí Tamanduá” – Ivan Lins, letra escrita nos anos 80.

O Governo Federal inventa novos mecanismos para embalar o sonho da miséria ( parodiando aqui o poeta Augusto dos Anjos ), que a exemplo dos nossos primitivos habitantes, os índios, se deixavam vender por quinquilharias como sabonetes, broches, botões, em troca de Esmeraldas e Ouro. ( Dihelson Mendonça )

O Governo Federal, ao invés de criar o controle da natalidade no país para conter o avanço da pobreza ( já que os que têm mais acesso à educação tem mais consciência da importância de botar um filho no mundo e educar ), resolveu INCENTIVAR ( de uma certa forma ), a que os pobres possam dar a luz e amamentar cada vez mais pobres. Ao invés de promover uma campanha de esclarecimento sobre a real necessidade de usar preservativos, estabelecer medidas de controle populacional e sobretudo uma conscientização para se evitar a explosão demográfica, o governo resolveu instituir o “Bolsa Gestante”. Se as grávidas, inconscientes, já nem ligavam mais para ter as suas ninhadas, imagine agora sendo incentivadas pelo governo. Isso é mais um absurdo, neste país que é todo absurdo. Acompanhe a notícia advinda do próprio site do Governo Federal ( Agência Brasil ).

Benefícios para gestantes e mães que amamentam começam a ser pagos este ano

Brasília – A partir de novembro, mulheres em situação de extrema pobreza que tenham bebês de até 6 meses de idade vão passar a receber o Bolsa Nutriz, como parte do Programa Bolsa Família. O benefício será concedido com o objetivo de estimular a amamentação.

Já a partir de dezembro, grávidas de baixa renda vão poder receber, durante o período de nove meses, o Bolsa Gestante. O benefício também integra o Bolsa Família e é voltado para o estímulo à realização do pré-natal.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, ambos terão o valor de R$ 32 – o mesmo do chamado benefício variável, pago para cada criança menor de 15 anos.

A pasta informou ainda que o Bolsa Nutriz e o Bolsa Gestante terão que seguir os mesmos critérios atualmente usados para a concessão do Bolsa Família. Isso significa que cada família poderá receber benefícios correspondentes a, no máximo, cinco crianças – incluindo bebês em fase de gestação e aqueles que estão sendo amamentados.

Ainda não foram definidos critérios para o controle da concessão dos novos benefícios. Uma das possibilidades, de acordo com o MDS, é uma parceria com o Ministério da Saúde para que a base de dados do Programa Rede Cegonha seja utilizada.

Na última segunda-feira (19), a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, anunciou que 1,2 milhão de crianças serão beneficiadas pelo Bolsa Família apenas este mês. Entre junho a setembro deste ano, 180 mil novas famílias foram cadastradas no programa. A meta do governo é incluir 800 mil até dezembro de 2013. Para receber o benefício, a renda per capita familiar deve corresponder a, no máximo, R$ 140.

Edição: Juliana Andrade
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

“BRASIL, UM PAÍS ONDE A POBREZA É FINANCIADA, A FIM DE MANTER A ESTRUTURA DE PODER”

Acontece hoje Missa no Sítio Caldeirão – Reportagem: Elizângela Santos

 

12ª Romaria das Comunidades de Base é uma tradição entre os católicos. Participam mais de 2 mil pessoas – ANTÔNIO VICELMO – A memória das pessoas assassinadas no chamado “Massacre do Caldeirão” é revivida, amanhã, no Crato.

Crato. O caminho que leva ao Caldeirão é uma forma de reavivar na memória umas das experiências exitosas em comunidade rural, que terminou em tragédia e o sumiço de centenas de pessoas, entre crianças, adultos, idosos. Trabalhadores rurais, homens simples e que tinham com líder o beato José Lourenço, um discípulo do Padre Cícero. Era uma ameaça ao sistema. Um foco comunista num rincão distante do sertão nordestino. As milícias do Exército Brasileiro e Polícia Militar do Estado agiram. Oficialmente, cerca de 400 pessoas assassinadas. Extraoficial, mais de mil, com ataques aéreos. Há quem diga que este fato não ocorreu. A vala onde foram enterrados os corpos não foi encontrada até o hoje. Neste domingo, acontece a 12ª Romaria das Comunidades de Base no Sítio Caldeirão.

O momento dedicado às vítimas em oração. São mais de 2 mil pessoas que se dirigem ao Caldeirão da Santa Cruz do Deserto. Este ano, a romaria estará relacionada ao tema da campanha da fraternidade, “Pela Vida Grita a Terra e por Direitos Todos Nós!”. Na noite de sexta, foi realizado em Juazeiro do Norte o seminário sobre o tema Caldeirão. Um momento de debates, como forma de preparação para estudantes, romeiros e as pessoas da comunidade, além de estudiosos sobre a temática.

A acolhida para a Romaria acontece a partir das 7 horas, com celebração às 8 horas, e apresentação cultural a partir das 9h30. O evento está sendo realizado por meio da Comissão Pastoral da Terra, Eixo Ação da Diocese e Secretarias das Comunidades Eclesiais de Base. O bispo dom Fernando Panico irá celebrar a missa. Um grupo de vaqueiros caracterizados realiza uma homenagem especial e participa da celebração. Vários padres da região estarão presentes, inclusive o coordenador e idealizador da romaria, padre Vileci Basílio Vidal. O marco para o início da romaria foi a passagem do século, por meio de uma assembleia diocesana, da Pastoral da Terra.

Expulsão

O mês de setembro tem um significado importante. Foi o período de expulsão dos moradores, no ano de 1936. Foi uma experiência de 10 anos, no local, sob a liderança do beato. A reza e o trabalho davam autonomia de sobrevivência no que se transformava num oásis em meio ao deserto. É sempre no domingo, após a procissão de Nossa Senhora das Dores, que acontece a Romaria do Caldeirão, já que a intenção dos organizadores é também possibilitar que os romeiros do Padre Cícero, que vão ao Juazeiro, também possam conhecer e a vida de um dos discípulos do “Padim” e a história do local. São cerca de 32 quilômetros saindo do Crato para se chegar até o local.

A estrada, segundo a secretária de Cultura, Esporte e Juventude do Crato, Daniele Esmeraldo, recebeu melhorias e será dado apoio de transporte e melhoria de infraestrutura, além de distribuição de água para as pessoas que participarem.

Padre Vileci lembra de um dos momentos da história, na época da formação do Caldeirão. A terra foi ofertada pelo Padre Cícero ao beato, que tinha sido expulso do Sítio Baixa Dantas. A comunidade mostra o exemplo, conforme o padre, de que é possível conviver com o semiárido, por meio do desenvolvimento sustentável. “O Caldeirão é um exemplo de vida saudável com a natureza”, afirma oo sacerdote.

O padre destaca a importância de um projeto que esteja relacionado com a realidade local, a arquitetura, para que a memória seja preservada. A secretária de Cultura diz que até o fim do ano de 2012 será construído um memorial no local, preservando a suas origens, inclusive ouvindo estudiosos e pesquisadores. Houve um investimento inicial, para a construção de uma casa de apoio para os visitantes e pesquisadores e pela primeira vez foi instalada eletricidade no local, o que irá proporcionar melhorias também para a celebração. Ele lembra a importância de uma boa acolhida para o turista que se desloca até o sítio.

A secretária destaca o recente trabalho de sinalização que foi feito na estrada. Ela ressalta que a proposta é construir no local um memorial dedicado à história do Caldeirão. Atualmente, o sítio conta com a capela, que tem como padroeiro Santo Inácio de Loyola, casas de taipa construídas pelo beato, e as ruínas da sua própria residência. A meta é que seja desenvolvido todo um receptivo para o turista, pesquisadores, estudantes e romeiros.

Também podem ser vistos um muro de lajes, por trás da pequena igreja, onde foi construído o cemitério; a casa do morador, da época do beato José Lourenço; e, no alto, ruínas da casa do mentor de uma história que marca o triste pioneirismo do Exército, com a primeira ação de extermínio da história do Brasil e ataque aéreo.

FIQUE POR DENTRO
Beato José Lourenço

O Caldeirão foi palco da vida e obra do beato José Lourenço. No local, aconteceu um dos movimentos messiânicos mais significativos da história do Nordeste, em terras cearenses. A comunidade formada por cerca de mil pessoas era liderada pelo paraibano de Pilões de Dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por Beato Zé Lourenço. No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na religiosidade.

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Cultura
Centro Cultural do Araripe, S/N
Município do Crato – CE
Telefone: (88) 3523.2365

Elizângela Santos
Repórter do Diário do Nordeste
Colabordora do Blog do Crato e Chapada do Araripe Internet

REPORTAGEM DA SEMANA – O que acontece na cidade! – Por: Dihelson Mendonça


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oje no “Crato em Revista” trago fotos do centro da cidade, onde na Rua Dr. João Pessoa começam as obras de requalificação do Centro do Crato, onde serão construídos calçadões, será retirado o asfalto e teremos um centro mais moderno e aprazível. Com certeza, o centro do Crato será mudado para melhor, com a reforma das praças centrais. Comerciantes reclamam da poeira, do movimento nas suas lojas, mas é preciso entender que os eventuais transtornos são temporários, e os benefícios permanentes.


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Máquinas e homens fazem o trabalho em 3 turnos…

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Vê-se aqui a partir do Edifício Pedro Felício Cavalcante

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Na foto seguinte, já dá pra sentir o “gostinho” do novo calçadão de pedra intertravada, que pavimentará as principais ruas do centro do Crato:

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Aqui, ainda na R. Dr. João Pessoa – Percebam a mais nova loja do Crato, a Eletro Shopping

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Aqui uma visão panorâmica:

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Alguns pontos do projeto foram discutidos ontem na CDL Crato. Um grande debate que reuniu os responsáveis pelo projeto, a construtora, empresários, imprensa e cidadãos interessados em conhecer melhor.

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Vemos aqui foto das duas arquitetas responsáveis pelo projeto:

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Muita gente compareceu à reunião:

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

Lojistas querem estacionamentos – Reportagem: Flávio Pinto


Ruas João Pessoa e Senador Pompeu estão entre as obras que fazem parte da requalificação do Centro FOTO: FLÁVIO PINTO – As obras que estão sendo realizadas no Centro do Crato são alvos de polêmica entre lojistas e Governo do Estado.

Crato A polêmica sobre a retirada dos estacionamentos da principal rua do comércio desta cidade, a Dr. João Pessoa, e os prejuízos causados aos lojistas foi o principal tema da discussão sobre o projeto de requalificação das praças centrais do Município, já em execução. A reunião foi realizada pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), ontem, na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Município.

A obra foi iniciada há cerca de um mês e meio na cidade. O investimento, segundo a Secretaria das Cidades, é de quase R$ 5 milhões. As praças a serem contempladas são a São Vicente, Siqueira Campos, Praça da Sé e a Alexandre Arraes. O principal objetivo é incrementar o turismo da cidade, dando prioridade aos pedestres, com condições favoráveis de mobilidade inclusive para pessoas com portadoras de deficiência, a exemplo dos cadeirantes.

Os comerciantes alegam que com o fim dos estacionamentos nas ruas, o comércio da cidade será prejudicado. A poeira dos serviços também vem prejudicando alguns estabelecimentos, como o de roupas. Ele afirma que é necessário se pensar na agilização dos trabalhos com mais homens ou fazer os serviços também à noite. A rua se encontra fechada e sem tráfego.

Apresentação

Duas arquitetas, representando a Secretaria das Cidades, fizeram a apresentação das obras de forma técnica e do projeto das praças, em todo o contexto de originalidade, mudanças que ocorrem com a intervenção do público, com as audiências realizadas antes da aprovação e finalização do projeto, além dos dados técnicos. Outro aspecto que foi ressaltado será o estreitamento da rua para seis metros, o que também foi motivo de reclamação dos lojistas. Segundo um dos diretores da CDL, Geraldo Pinheiro, o projeto final não chegou a ser apresentado, e que, de início, a meta era contemplar estacionamento apenas em um dos lados da rua.

Mas esse ponto, a arquiteta da Secretaria das Cidades, Marília Gouveia Ferreira Lima, do Projeto Cidades do Ceará, Cariri-Central, afirma que foi discutido. “Desde 2005 que esse projeto vem sendo desenvolvido”. Os pontos que foram apresentados na reunião, segundo ele, serão levados em consideração, mas é difícil mudar um projeto que foi feito com a participação das pessoas. O que foi exposto na reunião, em relação às problemáticas, conforme Marília, contempla uma minoria. Ela afirma que é importante consultar a população para verificar se a maioria das pessoas pensa assim.

O lojista Rubens Galdino opinou de forma diferenciada da maioria dos lojistas, ressaltando a modernidade do projeto para a cidade, trazendo uma mudança paisagística e nos costumes, com uma visão de futuro, citando exemplos de grandes cidades do País, que estão dentro desse novo conceito. A questão da acessibilidade foi um dos pontos elogiados.

Flávio Pinto – Jornal Diário do Nordeste

Obras causam prejuízo para lojistas do Crato – Reportagem de Flávio Pinto

No cruzamento das ruas João Pessoa e Senador Pompeu, obras interrompem trânsito de carros e prejudicam fluxo de consumidores. Empresários reclamam dos transtornos – FLÁVIO PINTO – Segundo comerciantes, as obras têm acarreta prejuízos superiores a R$ 40 mil por semana

Crato. Avaliada em mais de R$ 6 milhões, a obra de requalificação de parte do Centro do Crato tem causado transtornos e prejuízos para comerciantes do trecho compreendido entre a Avenida João Pessoa e Rua Senador Pompeu, considerado o principal corredor comercial da cidade. Segundo lojistas, o projeto foi discutido com representantes da Prefeitura e da Secretaria das Cidades, órgão responsável pela obra, mas alguns aspectos não estão sendo respeitados, acarretando em alguns casos prejuízos superiores a R$ 40 mil por semana.

A obra é da Secretaria das Cidade, do Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura do Crato. Na licitação consta que serão requalificadas quatro praças e aproximadamente um quilômetro de extensão no trajeto compreendido entre a Avenida João Pessoa e a Rua Senador Pompeu. O prazo estipulado é de seis meses e as obras já começaram há 25 dias.

O primeiro trecho mal começou e já há atraso. É o que diz o comerciante Ramirez Guedes, dono de uma loja de som automotivo e autopeças na Avenida João Pessoa. “Eles (empresa responsável pela licitação) deram 15 dias para entrar a rua limpa e calçada. Já se foram 25 dias e durante esse período nenhum cliente entrou na minha loja”, reclamou, acrescentando que já acumula um prejuízo de R$ 10 mil por semana.

Além dos buracos nas ruas interditando fluxo de veículo, os esgotos estão se acumulando devido às constantes perfurações das máquinas e tratores que retiram a todo instante a camada de asfalto para reposição de tijolos de cimento. As Praças Juarez Távora, também conhecida por Praça São Vicente, Murilo Borges e Bicentenária serão restauradas.

O engenheiro Mateus Rodrigues, da Construtora Borges Carneiro, empresa que ganhou a licitação, explicou que todo o trecho seja revitalizado até o fim de janeiro de 2012. “Pode ser que toda obra seja concluída bem antes. No momento, reconhecemos que há transtornos, mas no final será entregue uma obra que beneficiará a todos”.

Entre as reclamações dos comerciantes está a falta de espaço para o tráfego de pedestres (consumidores), uma vez que, as calçadas também estão sendo destruídas para dar vez a um modelo único ao longo de todo trecho em obra. “Penso até em fechar as portas enquanto dure essa obra. Na minha porta tem esgoto aberto e as pessoas têm de passar sujando os pés pra entrar aqui. Quase não vem ninguém. É só prejuízo”, disse Marden Gama, dono de loja de utensílios domésticos.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas do Crato já acionou o representante da cidade na CDL de Fortaleza. Geraldo Pinheiro, vice-presidente da entidade, confirmou que irá acionar a Secretaria das Cidades e a Prefeitura do Crato para tentar acelerar as obras de forma que até dezembro o trecho da Rua Senador Pompeu e da Avenida João Pessoa seja concluído. Para ele, as praças poderiam ficar para uma segunda etapa do projeto. “É necessário que se dê urgência nos trabalhos das ruas, liberando o trânsito de veículos e de pessoas. O comércio não pode acumular tantos prejuízos”.

Se entre os comerciantes, a obra de requalificação é só problema, para os transeuntes as opiniões estão dividas. Para alguns, a obra se faz necessária para evitar alagamentos na chuva. Para outros, é desnecessária. “Passo todos os dia por aqui. Até reconheço que no momento é muito ruim. Tem lama, lixo, entulho se acumulando. Mas imagino que depois de pronta não tenhamos mais de conviver com as enchentes como a do início deste ano”, disse a bancária Rosalba Duarte.

Paciência

O secretário de infraestrutura do Crato, José Muniz pediu paciência à população, pois o que está sendo feito é em benefício da cidade e lembrou que há mais de duas décadas o Centro não passava por uma reforma ampla como está ocorrendo agora. Já o secretário de Cidades, Camilo Santana, não retornou as ligações da reportagem, mas a Assessoria de Imprensa do órgão estimou que o prazo para o término da requalificação pode ser reduzido, pois os seis meses previstos fazem parte de uma estimativa.

MAIS INFORMAÇÕES
Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Crato
Rua Teopisto Abath, 488, Centro
Telefone: (88) 3586.9000

Flávio Pinto
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Lixão dá lugar a jardins em bairros do Crato – Reportagem: Antonio Vicelmo

Com o empenho de todos os moradores, ruas do Bairro São Miguel tornam-se mais coloridas e urbanizadas, em áreas que antes serviam para acúmulo de entulhos – ANTÔNIO VICELMO – Moradores se unem e financiam o cultivo de jardins em áreas antes ocupadas por rampas de lixo na região do Cariri. 

Crato. Moradores deste Município estão transformando terrenos baldios em jardins floridos. O que antes era um depósito de lixo, foi ocupado por canteiros de flores como as flores amélia, veludo e cravo. No Bairro São Miguel, há vários jardins, alguns deles ao lado de esgotos ao céu aberto. Num pequeno terreno no cruzamento das ruas Dom Melo com Ministro João Gonçalves, atrás da Secretaria de Saúde, o bodegueiro Antônio Wellington Gomes da Silva construiu um jardim com flores variadas e coloridas. 

A ideia recebeu o apoio da comunidade, que se cotizou para comprar as mudas de plantas. “Todos cuidam do jardim que, na verdade, pertence a tonos da rua”, diz a dona de casa Marinete Soares, conhecida por Neta, destacando que o canteiro de plantas ornamentais, além de acabar com o depósito de lixo, embelezou a rua. No muro foi colocada a advertência: “É proibido jogar lixo e entulho”. 

O comerciante Josué Lima, filho do ex-vereador Duca, foi mais criativo. Além de plantar flores num terreno baldio em frente à sua mercearia, incluiu ervas medicinais como cidreira e malva do reino que são utilizadas pela comunidade como medicamentos caseiros. “A farmácia viva não tem dono. Aqui é o Sistema Único de Saúde (SUS) do pobre”, diz o comerciante. 

Na localidade denominada Gesso, ao lado da via férrea por onde passa o Metrô, a comunidade ocupou um terreno baldio com um plantio de flores. Uma das defensoras do jardim é a dona de casa Francisca Bezerra Firmino, que todos os dias irriga as plantas com uma mangueira. “Isso aqui era um lixão, onde jogavam até animais mortos, lembra Francisca. Os moradores reclamam de um esgoto a céu aberto que desce de rua abaixo, passando ao lado do canteiro em direção a um campo de futebol, que é utilizado pelas crianças do bairro. Eles pedem que a Prefeitura cumpra a sua parte. “O povo já está fazendo o dever de casa”, diz a dona de casa, destacando o empenho da comunidade na conservação dos canteiros. 

Com estas iniciativas, os moradores tomaram consciência dos danos causados pelo lixo, que agora é colocado em depósitos nas calçadas a espera do carro da limpeza pública. 

Contaminação 

O secretário do Meio Ambiente do Crato, Nivaldo Soares, adverte que o lixo, quando não descartado de forma correta, provoca ambiente de proliferação de transmissores de doenças, além de a sua decomposição liberar metano, gás altamente inflamável, péssimo odor e principal agente do efeito estufa. Nivaldo esclarece que outro problema é a contaminação do solo pelo chorume (líquido escuro do lixo), ele pode atingir lençóis freáticos, rios e córregos, levando à contaminação para os recursos hídricos. 

As Prefeituras têm um prazo de três anos para instalação de aterros sanitários. A advertência é do Conselho de Polícias e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), esclarecendo que antes disso, em 2012, o Plano Municipal de Resíduos Sólidos precisa ser aprovado. 

No Cariri, os prefeitos de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Caririaçu, Jardim, Farias Brito, Santana do Cariri, Nova Olinda e Altaneira, o que corresponde a uma população de 560.325 moradores, ainda não chegaram a um acordo sobre a localização do aterro sanitário consorciado 

O aterro será construído pelo Governo do Estado, no valor de R$ 14 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). 

MAIS INFORMAÇÕES 
Secretaria do Meio Ambiente do Crato, Centro 
Administrativo, Bairro São Miguel 
Telefone: (88) 3521.9400 

Antônio Vicelmo 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste 
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine
 

Crato perde o SESI e o SENAI – Patrimônio vai a Leilão – Reportagem: Antonio Vicelmo


Nota do Editor – Crato perde o SESI e SENAI 

Faixas informam a venda dos imóveis desativados em agosto do ano passado – ANTÔNIO VICELMO – Com a desativação dos prédios do Sesi e Senai, Crato espera que os locais tragam vantagens ao Município após venda. 

Crato. Os prédios onde funcionaram as atividades do Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), neste Município, serão leiloados, nesta sexta-feira, dia 26, a partir das 10 da manhã, em Fortaleza. Os dois prédios, que ocupam área de 24. 215,5 metros quadrados, estão avaliados em R$ 15,3 milhões. Serão divididos em dois lotes. O lote 1, que corresponde ao Sesi do Crato, com uma área total de 11.255m e 4.200m de área construída, está avaliado em cerca de R$ 8,06 milhões. O local tem piscinas, quadras esportivas, auditórios, salas de aula, consultórios médicos e odontológicos e cinema. De acordo com o leiloeiro Fernando Montenegro, os imóveis são excelentes para instalação de universidades, colégios e também hospitais. 

O segundo lote possui uma área construída de 1.653m, em terreno de 12.960m. O preço mínimo é de R$ 7.102.241,80. Os dois imóveis, que não serão vendidos separadamente, estão localizados no Bairro São Miguel, na saída do Crato para Juazeiro do Norte. As condições de pagamento são para 20% no valor no ato da compra, mais a comissão do leiloeiro, e o restante em até 90 dias da realização do leilão, ou seja, dia 30 de novembro. No mesmo leilão presencial será vendido um prédio comercial no Centro de Aracati, com área construída de 2.689m, em terreno de 5.166m. O lance mínimo é de R$ 2,4 milhões. 

Desativação 

O núcleo do Sesi do Crato foi desativado em agosto do ano passado. Todas as atividades sociais foram centralizadas em Juazeiro. A desativação foi anunciada pelo próprio presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Roberto Proença Macedo, durante audiência com o prefeito do Crato, Samuel Araripe, e o secretário do Desenvolvimento Econômico Duda Alencar. Na época, o prefeito procurou uma alternativa para que a população não fosse prejudicada. Lideranças empresariais promoveram um protesto e enviaram um documento ao presidente da Fiec, argumentando que o Crato possui cerca de 156 indústrias cadastradas no Sesi, entre micros, pequenas, médias e grandes empresas industriais e algumas de grande porte, no caso a Grendene, a maior indústria do Cariri, com mais de três mil operários. 

“Aqui está localizado o maior polo cerâmico da região, com mais seis mil operários”, destacou o documento. Com a perspectiva do aproveitamento das instalações para implantação de uma universidade, colégio ou hospital, os empresários esperam que o empreendimento cumpra o seu papel social. O líder empresarial, Geraldo Pinheiro, disse que era uma forma de pagar os prejuízos sofridos pelo Crato com a desativação do Sesi e do Senai. 

O prefeito Samuel Araripe informou que vai acompanhar o desenrolar do leilão, com o objetivo de oferecer todas as condições possíveis para que a cidade possa contar com um equipamento à altura do seu desenvolvimento. 

Área 

24,2 mil metros quadrados é a área ocupada pelos prédios do Sesi e do Senais no Crato. Os imóveis estão avaliados em R$ 15,3 milhões e serão leiloados por meio de lotes de compra 

MAIS INFORMAÇÕES: 
Pátio do Leiloeiro, 

Rua Ademar Paulo, 1.000, Esp. do Castelão/ (85) 3066.8282 / 9984.6461 www.montenegroleiloes.com.br 

MUDANÇA DE LOCAL – Alunos debatem sobre Expocrato – Reportagem: Antonio Vicelmo


Crato. A discussão em torno da mudança de local da Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato) vai sair do âmbito dos promotores do evento para as salas de aulas. O Liceu Diocesano de Artes e Ofícios está promovendo a VI Mostra Cultural que tem como tema “Expocrato – 60 Anos de Tradição”. O primeiro debate sobre o assunto foi pautado no Caderno Especial editado pelo Diário do Nordeste sobre o evento que, segundo os coordenadores, é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil. 

Outros debates e entrevistas terão prosseguimento até o dia 24, quando será aberta a Mostra Cultural com fotos e histórico do evento. O objetivo, segundo a direção da escola, é priorizar os valores regionais e defender uma educação voltada para a formação de crianças capazes de compreender o mundo em que vivem e intervir de forma solidária na sua comunidade. 

Com esta compreensão, os alunos pretendem participar da polêmica gerada pela ideia de mudança, dentro de uma visão mais realista dos acontecimentos que envolvem o certame. 

No final, será realizada uma pesquisa com o objetivo de indicar o posicionamento dos alunos sobre a sugestão de mudança. A coordenação da Mostra justifica que, até o momento, a polêmica sobre a Expocrato está restrita a uma elite de dirigentes. É fundamental que o assunto seja estendido a todas as classes sociais, a começar pela juventude estudantil. 

No debate promovido ontem, alunos e professores destacaram a importância da Expocrato como instrumento de desenvolvimento da região e atração turística. Durante o evento, há um incremento de 15% no comércio local. Este ano, a Expocrato movimentou mais de R$ 60 milhões. 

Engenho 

Outro assunto levantado foi o funcionamento do engenho e da casa de farinha. Eles defendem a divulgação de mais informações sobre a importância da agroindústria canavieira e da mandioca para a economia regional, partindo da análise de que o Cariri nasceu e cresceu na sombra dos velhos engenhos de rapadura. 

A equipe de coordenação chama a atenção também para os shows promovidos pelo Grupo Gestor da Expocrato dentro do parque que atraem mais de 50 mil pessoas por dia. Foi lembrada também a participação dos artistas da terra que reclamam da falta de espaço para suas apresentações. A área reservada aos shows é de 42 mil m². Possui, ainda, 40 camarotes, dois palcos, duas tendas eletrônicas, espaço para esportes radicais e capacidade para 100 mil pagantes, mas o espaço ainda é considerado pequeno. 

Na parte externa são instalados diversos stands voltados para agronegócios e vários serviços, além de um palco para apresentações folclóricas (palco Eloi Teles), um espaço da Urca para performance de bandas de MPB, além de barracas. 

MAIS INFORMAÇÕES: 
Francisco Piancó Leite 
Bairro Casas Populares – Crato 
Região do Cariri 
Telefone: (88) 3102.1290 – à tarde 

Antônio Vicelmo 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste 
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine 

Obras atrasadas no Cariri – Reportagem de Antonio Vicelmo

A Requalificação Urbana e Ambiental do Bairro do Seminário da cidade do Crato está entre as obras que serão contempladas. A obra se arrasta há mais de sete anos – ANTÔNIO VICELMO – Diversas obras destinadas a nove Municípios do Cariri ainda não começaram a ser realizadas 

Crato. A maioria das obras anunciadas para o Cariri, com recursos do Banco Mundial, ainda não saíram do papel. A revitalização do Bairro do Seminário, no Crato, que inclui a proteção da encosta do morro, urbanização da área e recuperação das erosões causadas pelas chuvas, se arrasta há mais de sete anos. O mesmo ocorre com o teleférico de Barbalha e a Avenida de Contorno de Juazeiro. Até agora, continua indefinido o prazo para início das obras. 

O pior acontece com o aterro sanitário consorciado. Ainda não foi escolhido o local para destino final dos resíduos das nove cidades que fazem parte do consórcio. O chamado Roteiro da Fé, programado para Juazeiro, e a revitalização do Centro Histórico de Barbalha, ainda aguardam a assinatura das ordens de serviços. 

A reforma das praças deste Município, que já começou, é apenas uma parte de um amplo projeto financiado pelo Banco Mundial, assinado em dezembro de 2009, na ordem de US$ 46 milhões (cerca de R$ 92 milhões), com contrapartida de US$ 20 milhões (R$ 40 milhões) do Governo do Estado, que será executado no Cariri Central e estendido, numa segunda etapa, a outras regiões do interior. A informação é do coordenador do projeto, Adauto Oliveira. Conforme explica, não há atraso. Os contratos com o Banco Mundial foram assinados em 2009. A partir desta data, foi iniciada a elaboração dos projetos. 

A demora consiste no atendimento das exigências legais que regulamentam os procedimentos administrativos, bem como algumas modificações que foram feitas. “O que ocorreu antes da assinaturas dos contratos não é da nossa responsabilidade”, disse. Ele esclarece que os recursos serão investidos nos nove Municípios que compõem a Região Metropolitana do Cariri (RMC), em ações de qualificação territorial, apoio aos arranjos produtivos do turismo e de calçados e fortalecimento institucional das administrações municipais e da gestão regional. 

Esta semana foram enviados pela Secretaria das Cidades 417 móveis para apoio institucional a Barbalha, Crato, Farias Brito, Jardim, Juazeiro do Norte, Caririaçu, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, que fazem parte do projeto. 

O mobiliário foi adquirido pelo Governo do Estado, por licitação, no valor de R$ 77.808,00 e será usado para reforçar o trabalho das prefeituras nas áreas de meio ambiente e ação social. De acordo com o secretário Camilo Santana, existem ainda outras ações como a criação dos sites, capacitação dos técnicos das prefeituras para manter as páginas na rede, além de consultoria de empresa especializada. 

As obras no Cariri integram o Projeto Cidades do Ceará. A maioria das obras não foi licitada. Para a principal delas, o aterro consorciado, estão na relação três Municípios para sediar a obra: Crato, Juazeiro e Caririaçu. Porém o prefeito do Crato, Samuel Araripe, não quer nem ouvir falar em sediar o lixão. Juazeiro, segundo Adauto, depende de uma autorização do Ministério da Aeronáutica. É que o aterro não pode ficar perto de aeroportos. Caririaçu depende da construção de acesso, o que, segundo o coordenador, onera a instalação do consórcio. 

Outras estão em fase de estudo. É o caso, por exemplo, do teleférico de Barbalha, que saíra do cruzeiro fincado no topo da Serra do Araripe até o povoado do distrito, numa distância de 6km. A revitalização da encosta do Seminário, avaliada em R$ 16 milhões, está na dependência de licenças ambientais. O projeto, segundo o prefeito Samuel Araripe, se arrasta há cerca de sete anos. 

Garante que o Crato está fazendo o dever de casa, que é a construção de 130 residências para o pessoal que será retirado da área de risco e desapropriação da lagoa de decantação. 

Ordem de serviço 

O Roteiro da Fé, de Juazeiro do Norte, foi licitado, mas aguarda ordem de serviço do governador Cid Gomes para execução do projeto. O projeto de construção da Avenida do Contorno (Juazeiro do Norte) está sendo refeito. O vice-prefeito de Juazeiro, José Roberto Celestino, informou que houve uma mudança de percurso em razão das indenizações previstas no projeto anterior. 

Estão adiantadas as obras do Centro Multifuncional de Serviços, antigo Centro de Apoio ao Romeiro. Adauto informa que as obras serão concluídas em janeiro. Para a sinalização turística do Geopark Araripe está sendo contratada a empresa para o projeto. 

Investimento 

132mi de reais é o valor do investimento total do projeto do Governo do Ceará, financiado pelo Banco Mundial, sendo cerca de R$ 92 milhões do banco e contrapartida de R$ 40 milhões do Estado 

MAIS INFORMAÇÕES 
Secretaria das Cidades 
Av. Gal Afonso Albuquerque Lima Edifício Seplag – 1ºAndar – Cambeba 
Fortaleza/CE – Fone: (85) 31 01.4483 

Antônio Vicelmo 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste 
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine 

Massacre do Caldeirão – Mito ou Realidade


Crato. Setenta e quatro anos depois do suposto massacre da comunidade do Caldeirão do beato José Lourenço, o Ministério Público Federal (MPF) procura identificar à cova coletiva onde foram sepultados as vítimas da tragédia. Enquanto os historiadores afirmam que cerca de mil seguidores do beato foram mortos, os órgãos oficiais, como o Exército e o Departamento de História da Universidade Regional do Cariri (Urca), negam o “genocídio”. Os remanescentes do Caldeirão não sabem onde seus parentes foram enterrados. Agora, é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que quer saber a verdade sobre o destino dos seguidores do beato Zé Lourenço.

O MPF, com sede em Juazeiro do Norte, iniciou a tomada de depoimentos com a finalidade de identificar o local do suposto “massacre” do Caldeirão, uma comunidade religiosa liderada pelo beato José Lourenço que, de acordo com os historiadores, teria sido dizimada por forças da Polícia Militar do Ceará e do Exército. O procurador da República, Rômulo Moreira Conrado, atende a uma solicitação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Conselho Federal da OAB que, por sua vez, acolheu manifestação da Organização Não Governamental (ONG) cearense “SOS Direitos Humanos”.

O objetivo da ação é localizar a cova coletiva, onde teriam sido sepultados cerca de mil camponeses católicos, assassinados em 11 de maio de 1937, na Mata dos Cavalos, hoje Sítio Cruzeiro, no Município do Crato. A ONG solicita, ainda, a exumação e identificação dos corpos das vítimas, e um enterro digno, bem como a inclusão do episódio na história oficial, a título pedagógico.

Sem indícios

Até o momento, o MPF de Juazeiro do Norte não encontrou nenhum indício do suposto massacre e, muito menos, da cova coletiva. O Exército Brasileiro, segundo o MPF, não tem nenhuma informação sobre o “massacre”. Depoimento enviado pelo Departamento de História da Urca para o Ministério Público Federal afirma que, de acordo com as pesquisas feitas em livros, monografias, trabalhos publicados em congressos nacionais e internacionais e, principalmente, remanescentes da comunidade do Caldeirão, “não houve o massacre”. O depoimento, assinado por Sônia Menezes, foi feito pelo professor Domingos Sávio Cordeiro, professor do Departamento de Ciências Sociais da Urca que conclui afirmando: “não há documentos, resquícios arqueológicos, nem registros de depoimentos orais que confirmem a versão da suposta ´chacina´”.

O professor Sávio, que escreveu um livro sobre o Caldeirão, com depoimentos de personagens, esclarece que, a princípio, como a maioria dos estudiosos no assunto, acreditou na versão do massacre. O motivo para esta crença, segundo disse, talvez esteja no fato de que “todos nós lemos Rui Facó que, no seu livro ´Cangaceiros e Fanáticos´, relata, sem citar fontes nem documentos, que o Caldeirão foi bombardeado por aviões da força militar ao mesmo tempo em que teria havido chacina por terra”. O depoimento do Departamento de História confirma, em parte, as declarações do brigadeiro José Sampaio Macedo, que comandou o suposto ataque aéreo ao Caldeirão. O brigadeiro morreu em 1992, dizendo que não houve ataque aéreo. “Eu dei uns tiros de pistola para cima a fim de fazer medo aos seguidores dos beato”, afirmou.

Falta registro

Nas cadernetas de voos do piloto cratense, divulgadas pelo Diário do Nordeste, não há registro de ataques aéreos. Foi um voo de reconhecimento da área que durou 30 minutos. De acordo com o depoimento do Departamento de História, no dia 11 de maio de 1937, houve um confronto de um grupo liderado por Severino Tavares com um contingente da Polícia Militar que resultou em oito mortos, quatro de cada lado, entre os quais, o sargento Bezerra e o beato Severino Tavares.
Reportagem do Diário do Nordeste, 73 anos depois, levou o remanescente, Antonio Inácio da Silva, a Mata dos Cavalos, onde teria ocorrido o genocídio. O único vestígio é um velho barreiro seco que fornecia água para os seguidores do beato.

Para o presidente da ONG SOS Direitos Humanos e advogado, Otoniel Ajala Dourado, o massacre do Caldeirão foi o Araguaia do Ceará. “A ação criminosa deu-se, inicialmente, com bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões”. Esta não é a primeira ação ajuizada na Justiça Federal. Em 2008, a mesma ONG SOS Direitos Humanos entrou com ação, acusando a União e o Estado do Ceará de crime de lesa-humanidade e genocídio. Depois de passar pela 1ª Vara Federal, em Fortaleza, e pela 16ª Vara, em Juazeiro, a ação foi extinta sem o julgamento do mérito em setembro de 2009. A ONG não desistiu. Argumentando que não há prescrição para crimes de lesa-humanidade, a ONG apelou ao Tribunal da 5ª Região e denunciou o Governo Brasileiro à Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo desaparecimento de mil moradores do Sítio Caldeirão. Na ação, solicita que a União e o Estado informem a da cova.

Antônio Vicelmo 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe
Foto: Pachelly Jamacaru

Aeroporto de Juazeiro tem demanda recorde em julho

Juazeiro do Norte. O número de voos no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, neste Município, praticamente duplica só no mês de julho e a demanda de passageiros passa a ser recorde para o período. Na primeira quinzena do mês, houve um aumento de 70% no número de passageiros, comparado ao mesmo período do ano passado. A superintendência do aeroporto tem a expectativa de fechar o mês com a movimentação de cerca de 35 mil passageiros. Em maio, o aeroporto operava com quatro voos, três deles com passagem pela capital do Estado. Atualmente, está com oito e mais um previsto para iniciar no dia 1º de setembro, pela empresa Passaredo.

A previsão era iniciar em agosto, mas o voo foi adiado para o mês seguinte. Só para Fortaleza serão quatro voos diários. A média mensal de passageiros era de 20 a 22 mil. Ano passado, passaram pelo local, 247 mil passageiros e, para este ano, a estimativa é de 300 mil passageiros.

Obras

O período é de alta estação na região, com festividades e férias. A dificuldade maior é quanto à falta de infraestrutura para atender à demanda. Isso fez com que fosse iniciada com brevidade a construção dos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs). As preparações da infraestrutura para receber os Mops já foram iniciadas. Até o momento, está sendo construída a casa de força no local. Em três meses serão iniciados os módulos. Para amenizar as condições de superlotação da área interna de embarque e desembarque, foi feita uma pequena ampliação do espaço atual.

De acordo com o estudo inicial, apenas com a construção dos módulos, aumento dos banheiros e mais uma lanchonete, a perspectiva era atender uma demanda de 500 mil passageiros por ano. O superintendente, Roberto Germano, afirma que com a ampliação do espaço interno atual essa estimativa vai para 600 mil pessoas. “Acreditamos que isso possa ocorrer devido às melhorias, com aumento das salas de embarque, desembarque e o saguão, para atender a nova empresa aérea em operação, a Azul”, explica.

Voos

Segundo o superintendente, somente este mês houve um aumento de três voos. Um da Avianca, que chega às 8 horas, vindo de Guarulhos, e sai às 9h15 direto para São Paulo; o da Gol chega às 9h30, vindo de Fortaleza, e vai para Recife e São Paulo e retorna com a mesma rota às 21 horas. A meta era que esse voo por Pernambuco continuasse apenas por este mês, mas o bom resultado poderá fazer com que a nova linha permaneça.

Já o voo a ser inaugurado pela Passaredo entrará com a rota Juazeiro – Salvador – Vitória da Conquista e Guarulhos. Sai às 6h20 de Fortaleza para Juazeiro do Norte e decola para Salvador, Vitória da Conquista e Guarulhos, com retorno às 22h30, com a mesma rota. O superintendente admite que esse resultado é atribuído ao trabalho realizado pelo vice-prefeito da cidade, Roberto Celestino, que apresentou a essas empresas o potencial da cidade, e tem se confirmado com o aumento dos passageiros.

Todos os voos estão com a capacidade ampliada de passageiros, já que houve a tão esperada homologação da pista de pouso, que possibilita a operação de aeronaves de maior porte. O novo voo da Avianca, segundo o superintendente, conta com 124 passageiros, mas normalmente eles estão voando com uma média de 90% da capacidade de assentos. O que considera uma boa margem para a aviação, já que estão com os voos praticamente lotados. O crescimento da demanda de passageiros no aeroporto e o aumento constante no número de voos têm impulsionado medidas urgentes, que passam pela determinação da Justiça Federal, por meio da 16ª Vara em Juazeiro. Foi o que ocorreu no mês de maio, por meio de Ação do Ministério Público Federal para melhorar a infraestrutura do local. Foram iniciadas pela Infraero, principalmente relacionadas aos MOPs operacionais, desde junho. O investimento inicial para a construção da nova casa de força é de mais de R$ 197 mil. A construção dos módulos operacionais deverá ser iniciada em seguida.

O estacionamento atual está com uma capacidade para 60 vagas e poderá ir para 200, após a duplicação da via de acesso ao aeroporto. Mas esse projeto, que deverá ser feito por meio da administração municipal, não tem data determinada para ser iniciado.

A questão que emperrava as melhorias parece estar chegando ao fim. É que a Infraero aguardava o fim do convênio com o Estado, que desde 2006 havia se comprometido em realizar algumas reformas na área. O que foi feito praticamente com a melhoria da pista. O Governo do Estado repassou a administração para a empresa federal, mas havia o impasse burocrático, que poderá ter fim este ano, antecipando o fim do convênio, previsto para terminar somente no próximo ano.

MAIS INFORMAÇÕES

Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Avenida Virgílio Távora, 4000 – Bairro Aeroporto
Telefones: (88) 3572.0700 / 3572. 2118

Elizângela Santos 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Caravana do Esporte no Cariri – Reportagem: Elizângela Santos


Serão cerca de 3 mil crianças e adolescentes motivados com as atividades e professores participando dos projetos da Caravana do Esporte e Caravana da Música -FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS – Na noite de ontem, aconteceu a recepção com a música e a poesia inspiradas no poeta Patativa do Assaré.

Juazeiro do Norte. A terra do poeta Patativa estará mobilizada nos próximos três dias com muito esporte e arte para crianças e adolescentes. Serão cerca de 3 mil crianças e adolescentes motivados com as atividades e professores participando dos projetos da Caravana do Esporte e Caravana da Música, com capacitações. Na noite de ontem, aconteceu a recepção com a música e a poesia inspiradas no poeta maior da terra. O Instituto O Canto do Patativa realizou apresentações para a caravana, na solenidade de abertura, na entrada da cidade.

Hoje, as atividades com as crianças iniciam na Praça de Esportes Vicente Gonçalves Liberalino, do Bairro Parque de Vaquejadas. Também será iniciada a formação de 100 professores na área de música, com monitores do Instituto Sol da Liberdade, entidade da cantora Daniela Mercury. Outros 150 serão capacitados pelo Instituto Esporte e Educação, da ex-jogadora da seleção brasileira de voley, Ana Moser.

A mobilização para receber a caravana no Município, segundo o diretor de Esportes da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo de Assaré, Vagner Pereira Góes, começou há dois meses. São estudantes de escolas públicas de 7 a 14 anos. A primeira vez que a caravana veio ao Cariri foi em 2006, mobilizando alunos da cidade de Nova Olinda. Segundo o diretor, o retorno ao Assaré foi graças a Lei de Incentivo ao Esporte, Associação das Primeiras-Damas do Ceará e o Instituo Stela Naspolini, que possibilita a vinda das diversas instituições para patrocinar o esporte e a cultura, com a oferta de qualidade de vida para crianças e adolescentes. Vagner destaca a continuidade do projeto na cidade, com a capacitação dos professores. Ele ressalta o privilégio da cidade em ter sido selecionada. “É um momento muito especial para as nossas crianças”, diz. Os profissionais que vão monitorar os cursos deixarão material para os novos núcleos formados na cidade. Segundo o diretor, esse momento representa um avanço significativo nas ações ligadas à música e à cultura.

O projeto tem como meta levar o esporte educacional para Municípios de todo o Brasil. No fim de março deste ano, a Caravana passou por Cruz. E em outubro, ela retorna ao Ceará, levando o esporte educacional, a arte e a cultura ao Município de Viçosa do Ceará.

Com uma equipe de mestres em Educação e uma rede de mais de 50 grandes ídolos do esporte brasileiro, a Caravana realiza, mensalmente, atividades esportivas e artísticas com foco educacional para Municípios de baixos índices sociais do País, tendo como prioridade as regiões: Semiárido, Amazônia, comunidades tradicionais quilombolas e indígenas, e periferias de grandes centros urbanos. Os 250 professores da rede pública de Assaré e de outras cidades recebem as ações do Programa O Ceará Cresce Brincando (Viçosa do Ceará, Hidrolândia, Itaiçaba, Tejuçuoca, Beberibe e Itarema).

Os jovens se dividirão em espaços como: estações de judô, basquete, atletismo, handebol, tênis, vôlei e futebol, tendas da música, da dança e das artes circenses, especialmente montadas para a Caravana da Música.

Já os professores passarão por uma formação com carga horária de 24 horas/aula e trabalharão assuntos relacionados à música e ao esporte. O objetivo é que todos esses profissionais aprendam a metodologia da Caravana e se tornem multiplicadores do esporte, da música e da arte em seus Municípios.

Desde 2005, a Caravana já atendeu diretamente 130 mil crianças e adolescentes e mais de 13 mil professores da rede pública de ensino de 51 cidades de 15 estados brasileiros.

MAIS INFORMAÇÕES

Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo de Assaré
Rua Gentil Braga – 02, Bairro Centro
Telefone: (88) 9990. 4443 (Vagner)

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe onLine

Ator L. C. Salatiel fala sobre a I Mostra de Cinema

 

O ator cratense Lui carlos Salatiel fala sobre a I Mostra de Cinema e Vídeo que aconteceu de 13 a 18 do mês de junho em comemoração os 100 anos de inauguração do primeiro cinema do interior do Ceará, o Cinema Paraíso, em 1911 na cidade de Crato.

Contextualizando os dez anos de dom Fernando Panico como bispo de Crato – 1ª Parte

 

(Excertos de texto divulgado pela Cúria Diocesana)
(postado por Armando Lopes Rafael)
Em 02 de maio de 2001 o Papa João Paulo II o transfere dom Fernando Panico–MSC, da Diocese de Floriano/PI para a Diocese de Crato/CE, onde toma posse no dia 29 de junho de 2001, na solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Nesses dez anos, à frente da Diocese de Crato, dom Fernando fez um fecundo pastoreio, como se depreende de mais algumas de suas realizações, abaixo alinhadas:

 

- Escreve Cartas Pastorais aos seus diocesanos para lhes ensinar e lhes apontar rumos novos, animando-os na alegria de quem mantém o seu coração voltado às coisas do Alto;

 

- Vai ao encontro do povo, sobretudo do povo romeiro que aflui à Diocese, como quem olha para uma expressiva parcela de ovelhas ainda esquecidas, tomando para si e para toda a Diocese o seu cuidado pastoral. Cria a Reitoria do Socorro e o Santuário Diocesano de N. Senhora das Dores;

 

- Tendo sido consultado pela Santa Sé sobre a reabertura do processo do Pe. Cícero Romão Batista, aquiesce com a auspiciosa novidade e lhe dá rumos e seguimento, depois de ouvir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e obter expressivo apoio; Vai a Roma com numerosa caravana e entrega os novos volumes de documentos, abrindo esperançoso caminho e ânimo à Nação Romeira;

 

- Retoma, com renovado vigor, a formação dos futuros sacerdotes, reabrindo as portas do velho casarão da colina do Seminário e reabre o curso de Teologia; Cria a Faculdade Católica do Cariri;

 

- Para o ministério ordenado em nossa Diocese, ordena, nestes dez anos, 45 padres e 16 diáconos permanentes, além de dois diáconos transitórios; É palpável o esforço do bispo para que padres e diáconos tenham uma formação permanente;

 

- Traz para a Diocese mais de dez comunidades religiosas, masculinas e femininas, além de acolher diversas outras comunidades de fiéis; Cite-se a criação do Mosteiro N. Senhora da Vitória, das monjas beneditinas, como presença de uma 1ª comunidade contemplativa na Diocese;

 

- Cria cinco novas paróquias, elevando a 49 o número encontrado, eleva à dignidade de Santuário Eucarístico Diocesano a igreja de São Vicente Férrer, em Crato, além de pedir e obter do Papa Bento XVI a elevação do Santuário de N. Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, à dignidade de Basílica Menor, cuja proclamação se fez em presença do Exmº Sr. Núncio Apostólico no Brasil;

 

- Não apenas intensifica a presença do Bispo Diocesano em Juazeiro do Norte, mas para as várias romarias passa a convidar Cardeais, Arcebispos e Bispos de todo o Brasil;

 

- Foi no governo de D. Fernando que a Cúria Diocesana ganhou novas instalações, agora na Rua Teófilo Siqueira;

 

- Para ter um veículo de comunicação eficaz na evangelização, D. Fernando repensou a Rádio Educadora do Cariri, confiando-a à administração da Missão Resgate, e criou uma página diocesana na Internet (WWW.diocesedecrato.org);

 

- O Plano Diocesano de Pastoral (2003/2006) trouxe um novo direcionamento para ação evangelizadora diocesana, a partir dos Eixos Palavra, Sacramento e Ação. De 2007 a 2010 a Diocese experimentou um novo ardor com a vivência das Santas Missões Populares, culminando no Pentecostes de 2010 com a peregrinação do Santuário Missionário a nos recordar que a Missão Continua;

 

- Esse esforço missionário, levou a Diocese para além de suas fronteiras geográficas. Hoje estamos presentes na Prelazia de Lábrea/AM, com um padre e três missionárias leigas, além de Pe. Raimundo Elias, que foi enviado como missionário para Portugal. Antes o Brasil recebia missionários da Europa. Nos dias atuais padres brasileiros são enviados para a Europa como missionários.

 

- Nossa Diocese, pela presença e esforço de D. Fernando, passou a ser sede dos encontros de Liturgia do Nordeste e sediará, em 2014, o 13º Intereclesial de CEB’s;

 

- Desde a última Assembleia Diocesana de Pastoral (2010), D. Fernando tem encaminhado a Diocese rumo à celebração do 1º Centenário de sua criação (1914), não só formando as diversas comissões preparatórias, mas acenando para os vários eventos que marcarão essa data.

Contextualizando os dez anos de dom Fernando Panico como bispo de Crato – 2ª Parte

 

Os últimos momentos de dor (Excertos de texto divulgado pela Cúria Diocesana)
(postado por Armando Lopes Rafael)

- Nem tudo é só alegria. A Igreja, conforme o Concílio Vaticano II, experimenta alegrias e esperanças, tristezas e angústias do mundo e dos discípulos e discípulas de Jesus Cristo. O Bispo, sendo sinal da unidade e da caridade eclesial, sente na própria carne os aguilhões dessas experiências todas (Gaudium et Spes, n. 1):

 

- Para governar a sua Diocese, tarefa que lhe é peculiar e acha respaldo no Direito Canônico da Igreja, o Bispo torna-se também o administrador confiável dos seus bens, devendo deles prestar contas a quem de direito;

 

- recentemente, todos temos escutado falar, teve D. Fernando que buscar no Poder Judiciário, única instância legalmente capaz, a explicação e a solução para problema que envolve um bem imóvel do patrimônio de N. Sra. do Perpétuo Socorro e São Miguel, em Juazeiro do Norte;

 

- seu agir achou motivações sérias e de possíveis repercussões em fatos que emergiram em uma outra ação, da qual não era parte a Diocese de Crato, mas que chegou ao seu conhecimento e trazia muitas perplexidades e indagações sem respostas achadas;

 

- tais fatos foram maldosamente utilizados por certos órgãos de imprensa e por profissionais inescrupulosos, para tentar desfocar a verdade e atirar lama na pessoa do bispo, do clero e da própria Diocese, sediada na cidade de Crato;

 

- estando a ação confiada ao Poder Judiciário, achou por bem o Sr. Bispo, não buscar fazer justiça com as próprias mãos, mas aguardar o julgamento como palavra esclarecedora. Todavia muitas pedras lhe foram e estão sendo atiradas injustamente, ferindo-lhe o coração de Bispo e de Pastor de todos;

 

- se a nota dada à imprensa num primeiro momento foi desprezada, esclarecimentos posteriores e entrevistas vieram iluminar fatos e informar à população, que já dava sinais de cansaço e fadiga à onda de acusações levianas trazidas por uma meia dúzia de pessoas, que insuflam nossa boa gente para ignorarem o Bispo diocesano e suas ações a favor do povo de Juazeiro, do Cariri e da grande Nação Romeira, além de suscitar velhas e superadas querelas regionais;

 

- D. Fernando, mesmo atacado, não tem lançado ataques às pessoas que tentam atingi-lo e até sugerem sua saída da Diocese, atinando para sua condição de filho da Itália, mas ignorando que está no Brasil há mais de 30 anos e é naturalizado brasileiro. Ele se reserva ao direito de somente agir pelos meios legais e o fez e fará nos momentos devidos;

 

- para D. Fernando nada muda nos seus sentimentos para com o povo de Juazeiro do Norte e quanto à sua atenção pastoral para com a realidade romeira, postas em seu coração de Pastor Diocesano de maneira indelével, na caridade e no seu dever de formar uma Igreja em comunhão.

Muriti Crato: Decisão no Campo do Peleja é Festa


KARIRI OVOS
2X1 CRATENSE


Futebol de várzea e dia de Domingo é tudo que uma Cidade precisa, pois sempre se resume em um encontro de amigos festivos, regados a uma boa bebida e uma comidinha caseira. O Crato tem e precisa preservar os nossos campinhos de várzea, pois neles percebemos futuros valores para o futebol, assim como a socialização integrada de diversas tendências politicas, convivendo harmonicamente, provando mais uma vez que o futebol e uma bola é com certeza um elo muito forte, que só vem consolidar a paz dos povos.


Antes do jogo principal crianças se divertem com o futuro da bola

Todas as comunidades do Crato se reúnem, em torno do mesmo principio:A bola é um elo de paz.

Esse é o famoso BAR o idealizado do campeonato da Peleja

A magia é o segredo de uma ola em busca do gooooooooooooooooooooool

Dedé da Granja entrega o troféu de campeão ao Kariri Ovos

Messias Viola,campeão e artilheiro da competição


Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Extração Ilegal de Madeira na Chapada do Araripe

IBAMA

Já diz o velho ditado que “A corda sempre se quebra do lado mais fraco”. Um agricultor foi preso no dia 17 de junho, transportanto carvão vegetal. Um erro não justifica o outro, mas nós queríamos ver essa mesma “determinação”, esse mesmo “senso do dever” das autoridades do Crato, do Ceará e do Brasil, quando se trata da extração de madeira ilegal da Chapada do Araripe. Conforme amplamente se sabe, todos os dias descem TONELADAS de madeira da Chapada do Araripe em caminhões para os fornos da região. Belisca aqui o meu braço pra ver se eu acredito? TODA ESSA MADEIRA É LEGAL ?? Interessante que isso é uma coisa facilmente visível. Outro dia eu ia ao Clube Serrano com o vice-prefeito Raimundo Filho, e vimos passar 4 caminhões somente durante a nossa subida à ladeira do Belmonte, só que ninguém faz nada. Não se toma uma só providência ! – Afinal, Deve ser tudo legal. E se não for legal, deve ser extremamente lucrativo, porque não é carvão para um simples agricultor, mas madeira, o sangue vivo da nossa floresta do araripe para alimentar os fornos industriais das cerâmicas do cariri. Isto não é Incrível mesmo ?
A composição da RPA-5002, pertencente á Companhia de Policia Militar Ambiental, por volta das 11h:30min do dia 17/06/11, em fiscalização a cidade de Crato/CE, precisamente no Sitio Cruzeiro, a equipe se deparou com um Chevete de cor bege, de placa HUC 3690, em seu interior continha 14 (quatorze) sacos de carvão, o condutor e dono do carvão era o Sr. Francisco Correia Gonçalves, agricultor, nascido em 22/01/1986, natural de Crato/CE, o mesmo declarou que estava transportando o carvão, mas não sabia que ato era ilícito. O carro e o carvão foram apresentados ao Delegado DR. Flavio Santos da Silva na Delegacia de Polícia Civil do Crato – CE, onde foi lavrado o TCO Nº 446 -108/2011 .

Fonte: Blog do Sanharol – Rede Blogs do Ceará

FOTOS DE CAMINHÕES DESCENDO A LADEIRA:

http://4.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/Rf-UcJDajGI/AAAAAAAAAAU/jR09F99r1A4/s400/IBAMA%2B2.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_7QIjbNxM3o0/SikFOPdYGlI/AAAAAAAADP0/2IfR8NMb_Is/s400/001.jpg

Fotos dos caminhões feita pelo fotógrafo Pachelly Jamacaru em 2008. Quem quiser ver hoje, basta colocar uma cadeira e ficar esperando eles descerem a ladeira.
 
Por: Dihelson Mendonça

SAÚDE – Tinitus ou Zumbido no Ouvido. Tem Cura ?

Cerca de 278 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por esse mal que ataca cada vez mais os jovens. O tínitus, como é conhecido no meio científico é a sensação desagradável de ouvir um som que não existe no mundo real. Pode-se ouvir sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc. Pode ser temporário, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. As causas são várias, assim como os tratamentos, entretanto a cura definitiva está longe de ser alcançada em todos os casos. Compreenda mais do Tínitus nesse excelente artigo:

O TINNITUS

Dá-se o nome de zumbido, ou ainda acúfeno, tinnitus ou tinido, a uma sensação auditiva cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo, é um sintoma associado a várias formas de perda auditiva. Ele pode ser causado por exposição prolongada a sons acima do volume limite para a saúde humana, 85 decibéis, acima do qual é possivel causar dano permanente na audição, e ainda outros problemas, como de circulação.

Conceito

A pessoa afetada reporta escutar uma zoeira na cabeça, ouve sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc.Pode ser temporária, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. Estimativas americanas ressaltam que 12 milhões de pessoas apresentam Tinitus, e destes, pelo menos um milhão apresentam quadros tão significantes que interferem em suas atividades, pois apresentam dificuldade de ouvir, trabalhar e dormir. Um biótipo de portador de tinnitus, enquadra-o como introvertido, extremamente sensível, estressado, com tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.

O zumbido pode ser classificado de acordo com seu agente etiológico, em zumbidos de origem para-auditivas (geralmente de origem vascular ou muscular) e zumbidos originados no sistema auditivo neurossensorial.

Não existe cura específica ou definitiva para alguns tipos de zumbido (particularmente os de origem neurossensorial); alguns tratamentos são propostos, como o uso de aparelhos auditivos, medicamentos, terapias comportamentais e relaxamento, bem como o tratamento dos distúrbios das articulações temporomandibulares. É recomendado também, evitar álcool e fumo que podem piorar o quadro, o uso de protetor auricular se exposto a sons altos e o uso de placa de relaxamento intra-bucal diante de alterações nas articulações temporomandibulares, principalmente nos casos de perda de dimensão vertical de oclusão.

Dentre os zumbidos de origem para-auditiva, a literatura tem apresentado diversos trabalhos que relacionam as estruturas do ouvido médio e as estruturas mastigatórias, sendo que os distúrbios das articulações temporomandibulares, causados por exemplo por maloclusões, são apontados como causadores de determinados tipos de zumbido.

Causas

Várias são as causas que podem dar ensejo ao sintoma, tais como muita exposição a sons altos, outros problemas de saúde, tais como, alergias, tumores, problemas cardiovasculares, alterações na região do pescoço, inflamação do ouvido médio nas crianças, perda auditiva por doença das meninges ( meningite ), tumor cerebral, diabetes, e muito importante, problemas na área da coluna cervical. O uso de alguns medicamentos também podem causar Tinitus, tais como os pertencentes aos grupos dos diuréticos, antibióticos, cardíacos, e de combate ao câncer. É importante salientar que esta enfermidade deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e musicoterapeutas) devido sua origem multifatorial. Diversos trabalhos relacionam os sintomas auditivos subjetivos à íntima relação anatômica e ontogenética entre o ouvido médio e estruturas mastigatórias (nos casos de perda da dimensão vertical de oclusão, má oclusão, deglutição atípica, apertamento de dentes, ranger de dentes, entre outras).

Num estudo mais recente, investigadores da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia) descobriram que o tinitus estava associado a um aumento de atividade nos neurónios onde os sons são processados. Este facto está ligado a alterações nos genes envolvidos na regulação da atividade desses neurónios. Isto significa que alguns canais de transmissão de sinais a certos neurónios estarão bloqueados, enquanto outros estarão mais excitados (abertos) que habitualmente, ao invés de abrirem e fecharem com normalidade.

O zumbido causa sofrimento?

Cerca de 17% da população mundial apresenta zumbido. A maioria relata o zumbido apenas como um incomodo, outros dizem que certas funções como o sono e a concentração estão prejudicadas. Em sua forma severa, que corresponde a cerca de 20% dos casos o zumbido causa sofrimento. É a queixa principal e frequentemente dramática na consulta médica. Em geral são pessoas acometidas também por outros transtornos, principalmente os de natureza psiquiátrica. O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade quase sempre não estão relacionados com o grau de intensidade do zumbido. Os transtornos de humor (depressão, distimia) e ansiedade, frequentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.

Zumbido tem causa?

Muitas causas de zumbido são conhecidas sendo que algumas são fáceis de identificar e tratar:

a) Otológicas: cera no conduto auditivo , otites, exposição a ruído, presbiacusia, labirintopatias.

b) Metabólicas : diabete, alterações nas taxas de trígliceridios e hormônios tireoideanos.

c) Cardiovasculares: anemia, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca.

d) Neurológicas: doenças neurológicas (esclerose múltipla), traumatismo de crânio, sequelas de infecções neurológicas (meningite).

e) Farmacológicas: o American Physician’s Desk Reference lista mais de 70 medicamentos que podem ocasionar zumbido, entre eles: ácido acetilsalisílico (aspirina), anti-inflamatórios, certos antibióticos e alguns antidepressivos.

f) Odontológicas : disfunção da articulação temporomandibular (ATM) e do aparelho mastigador.

g) Vícios e maus hábitos alimentares: excesso de cafeína, álcool e fumo, sal, açúcar branco e gorduras.

h) Psicológicas: ansiedade, distimia e depressão podem estar envolvidas com zumbido. Muitas vezes é difícil diferenciar o que é causa ou consequência.

i) Zumbidos gerados por estruturas próximas ao sistema auditivo:são causadas por alterações nos vasos arteriais ou venosos, nos músculos ou na tuba auditiva. São divididos em vasculares (pulsáteis) e musculares (clipes). As principais causas são os tumores vasculares, as malformações vasculares, as contrações rápidas (involuntárias, rítmicas) de um ou vários grupos musculares.

O Estresse pode conduzir ao tinnitus ?

Sempre se tem reportado sobre esta conexão, Estresse e Tinnitus. De fato sobrecargas e exigências em excesso, podem pela via indireta, conduzir a um tinnitus. Hoje, nós já podemos falar sobre um tipo de portador de tinnitus. Ele é introvertido, extremamente sensível, estressado, tem tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.
Como o médico faz o exame?

A historia do paciente é o primeiro e o mais importante passo no diagnóstico. O tipo de zumbido, a maneira como é relatado, o desconforto que produz podem ser informações úteis na avaliação, sugerindo as prováveis causas. Após o exame físico, o médico solicita exames complementares: audiológicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem, de acordo com cada caso. As informações obtidas da história e dos exames poderão determinar o diagnóstico etiológico (causa). Sabendo a causa aumenta a possibilidade de obter melhores resultados, pois vai ser possível tratar de modo específico a doença da qual o zumbido é apenas um sintoma. É claro que isso nem sempre é possível, mas com certeza as chances serão bem melhores do que ficar pensando “zumbido é tudo igual… é muito difícil…, não tem cura… não há nada que se possa fazer…”.

Como se trata?

Alguns casos de zumbido têm cura, enquanto outros casos são controláveis. Há o estigma de que o “zumbido não tem cura”. A maioria dos pacientes e profissionais acabam desanimando, sem que a possibilidade de cura seja avaliada. Tentar tratar, mesmo na incerteza, nunca é errado. Se a causa do zumbido for determinada e tratável, a solução é mais simples. Porém se não é possível atuar na origem do problema, existem outros caminhos para amenizar o ruído.

Tranquilizar o paciente: Dizer que o zumbido não é uma ameaça para a saúde. Assegurar que dificilmente vai piorar, pelo contrario, a tendência é melhorar. Incentivar a prática de medidas que promovem qualidade de vida: alimentação regrada, atividade física regular e equilíbrio psíquico. Palavras esclarecedoras e confortantes visam o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados.

Correções de vícios e hábitos alimentares: não fumar, ingerir cafeína e álcool moderadamente, evitar sal em excesso, doces e gorduras.

Medicamentos: vasodilatadores diretos, reguladores de fluxo sanguíneo, anticonvulsivantes, ansioliticos, antidepressivos.

Terapia de habituação: é uma terapia comportamental um retreinamento das vias auditivas (Tinnitus Retraining Therapy – TRT). Visa o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados. Consiste de dois princípios básicos:

1. Esclarecimentos e orientações: através de conversas, palestras, reuniões, trocas de experiência.

2. Terapia sonora (ou acústica): o principio básico é “EVITE O SILÊNCIO”. A finalidade é proporcionar um enriquecimento sonoro que pode ser feito através de quatro meios diferentes:

a) Uso de sons ambientais: é a maneira mais acessível e deve, de preferência, usar sons neutros, baixos e contínuos. Ex: Cds com som da natureza, músicas suaves, etc.

b) Geradores de som: esteticamente semelhantes aos aparelhos auditivos. A intensidade do som que eles emitem diretamente no canal do ouvido, deve ser regulado em intensidade menor do que a do zumbido, evitando-se mascará-lo, para seguir os preceitos determinados pela TRT. É um tratamento longo (12 a 18 meses) e requer o uso de um gerador em cada ouvido.

c) Aparelhos de amplificação sonora individual: frequentemente pacientes com zumbido apresentam também perda auditiva. Nestes casos, um aparelho auditivo pode ser utilizado para melhorar a audição e fazer o enriquecimento sonoro pela entrada de novos sons que antes não eram tão percebidos.

d) Gerador de som acoplado ao aparelho auditivo: são sistemas combinados que podem ser usados nos casos de perdas auditivas significativas e zumbido. São casos em que o acompanhamento de aparelhos facilita o processo de habituação.

A TRT é um tratamento longo (12 a 18 meses) que objetiva a diminuição da percepção do zumbido através do desaparecimento de reação ao incômodo e a perda de sentimentos negativos associados. Estimulação magnética transcrâniana:consiste na aplicação diária de estímulos magnéticos repetitivos de baixas freqüências na região temporal do cérebro durante uns 10 dias.

Acupuntura, hipnose: podem ser opções interessantes para alguns pacientes.
Estimulação elétrica da via auditiva: os estímulos são usados diretamente sobre as estruturas neurosensoriais da cóclea.

Fonte: Wikipedia e ABC da Saúde

I Mostra de Cinema e Vídeo do Crato – Por: Dihelson Mendonça

No dia 18 de Junho aconteceu no Teatro Municipal Salviano Saraiva o encerramento da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo, evento idealizado pelo Jornalista Huberto Cabral, e realizado pelo Governo do Crato com o apoio da URCA e Cineastas do Cariri. O evento, que aconteceu de 13 a 18 deste mês, contou na sua abertura, com a presença de cineastas cratenses renomados, como Jefferson Albuquerque, Jackson Bantim, dentre muitos outros, que vieram ao Crato especialmente para o evento, além de apresentar filmes de cineastas da estirpe de um Rosemberg Cariry, Francioly e vários outros.

No dia 13, A secretária de Cultura, Esporte e Juventude do município, Danielle Esmeraldo abriu a noite com um discurso ressaltando a importância do evento para a revitalização do cinema na cidade. Em seguida, o prefeito Samuel Araripe, lembrou das salas de cinema que já existiram no Crato, e ao final disse que é seu desejo que esse evento sirva para selar a volta do cinema, com a parceria do poder público. Em seguida foi feita uma leitura dramática sobre “Os Primórdios do Cinema no Crato”, pelo ator Luiz Carlos Salatiel e Kelvya Maia , e a entrega do Selo Cultural do Araripe – Troféu Vittorio di Maio ao cineasta Jackson Bantim, que é bisneto de Gonzaguinha, um dos precursores do cinema no Cariri; Logo após, houve a apresentaçao do filme D. Ciça do Barro Cru e a Avant-Premiére do tele-conto O Cinematografo Herege, de Jefferson de Albuquerque Jr, adaptado pelo médico e escritor José Flávio Vieira, que será apresentado pela TVC. O evento contou ainda com uma galeria de fotos de cartazes da época áurea do cinema, fotos de making off, e um coquetel aos presentes.

No dia 18, entremeando filmes a serem exibidos, o ator e cineasta Luiz Carlos Salatiel reuniu vários presentes no palco do cine-teatro, tais como Catulo, filho do radialista Elói Teles de Morais, Francioly, Alexandre Lucas e representando a Secretaria de Cultura, Paulo Fuiska, onde cada um falou sobre a importância dessa “renascença” do movimento cultural de cinema na cidade do Crato. A noite terminou com a apresentação do filme: Sargento Getúlio.

COBERTURA FOTOGRÁFICA

O Blog do Crato rememora alguns dos principais momentos da Mostra Crato de Cinema e Vídeo, trazendo fotos realizadas desde o primeiro dia. Importante frisar que registramos ao todo, mais de 400 fotos do evento, e aqui, iremos apenas reprisar algumas que já foram apresentadas durante a semana. ( Dia 13 ) – O Dia começou cedo, com a limpeza e preparação das máquinas, que seriam usadas para a decoração do ambiente. Na foto, o cineasta Jackson Bantim ( O Bola ).

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Em seguida, a preparação das fotos para uma galeria. Na foto, Jackson e Carlos Rafael.

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Que à noite ficou maravilhosa…

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Na foto abaixo, o prefeito Samuel Araripe em seu discurso de abertura

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Na foto abaixo, o idealizador do evento, o memorialista Huberto Cabral

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Na foto abaixo, o cineasta Jefferson Albuquerque

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O público presente no cine-teatro:

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Aí está o jornalista Antonio Vicelmo, e a Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo

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Leitura dramática do texto: “Os Primórdios do Cinema no Crato” – L.C Salatiel e Kelvya Maia

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A turma que fez, faz e pode fazer muito mais…

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

Origem do “Dia dos Namorados” – 12 de Junho


Hoje, 12 de Junho, é dia dos namorados. Existem diferentes versões sobre a origem do Dia dos Namorados.

É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo. O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine.

Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês “From your Valentine”. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro. O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo.

Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas ‘Feriado do Amor’ são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro “À Luz da Menorá”). No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia “não é só com beijos que se prova o amor”.

A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day – o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o Santo casamenteiro

Postado por: Carlos Ailton no Blog Farias Brito – Rede Blogs do Cariri

ÍCONES DO CARIRI – Monsenhor Francisco de Assis Feitosa – por Heitor Feitosa Macêdo

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Francisco de Assis Feitosa, conhecido popularmente como Monsenhor Assis, nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cococi, em Tauá, no sertão cearense dos Inhamuns, em seis de abril de 1893, tendo como progenitores: o tenente Emiliano Ferreira Ferro (filho do major Manoel Ferreira Ferro e Josefina Felizpátria Ferreira Ferro) e Epiphânia Estephânia Bandeira Ferrer (filha do capitão Salústio Tertuliano Bandeira Ferrer e Felismina de Matos Ferrer). Epiphânia, não era Feitosa, mas descendia de aristocrática família pernambucana e de “ingleses” ou “franceses”, segundo a tradição.

De acordo com o Tratado Genealógico da Família Feitosa (Leonardo, 1985:145), Monsenhor Assis foi o oitavo filho da decúria prole, apesar de outros sete irmãos terem falecido em tenra idade. De certo, rompeu os anos da puerícia na Fazenda Saco Virgem, avoenga herança de seu pai. Até que migrou para a cidade de Fortaleza a fim de firmar o voto eclesiástico no Seminário Episcopal do Ceará. Apesar de o Seminário São José, em Crato, ser contíguo aos Inhamuns, por conta de um surto de varíola fechou suas portas inúmeras e alternadas vezes, destarte, encerrou suas atividades pela primeira vez em 1877 até que em 1922 funcionou plenamente (O Levita, n°11).

Por isso, Francisco segue para o seminário de Fortaleza, segundo Irineu Pinheiro, em Efemérides do Cariri (1963:167): “dia sete de julho de 1909”; data em que consta estar matriculado em tal instituição sob o número 1244 (Álbum Histórico do Seminário Episcopal do Ceará, p. 222). Depois de concluir os estudos teológicos, vai para o Crato na condição de diácono. Na mesma urbe, foi lente e diretor interno do Colégio Diocesano (1917-1918), quando em 30 de novembro de 1917 ordena-se padre na capela do Seminário do Crato. Nesta ocasião fez-se presente o primeiro bispo da diocese caririense, D. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, com quem estabeleceu fortes laços de amizade.

Em Tauá, como vigário, é nomeado, por D. Quintino, no dia 5 e empossado a 12 de Março de 1919, com a posterior exoneração em 13 de Fevereiro de 1921. Por conseguinte, retorna ao Crato, sendo nomeado Cura da Catedral do Crato a 8 de Janeiro e empossado a 12 de Março de 1921, ademais, exerceu o cargo de Pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha até a data de sua morte em 30 de abril de 1952, sendo este o mais longo governo desta divisão territorial da diocese cratense. No dia 18 de Janeiro de 1926 recebe o título de Monsenhor. Também, foi conselheiro de D. Quintino e do segundo bispo do Crato, D. Francisco de Assis Pires. Ainda, foi sócio fundador do Hospital São Francisco, onde desempenhou a função de provedor a partir do ano de 1937, quando em 1944 deixa o cargo para perfazer o conselho permanente do mesmo. No mais, orientou prudentemente a respeito da ditadura e da seca de 1932, pois nesta, campos de concentração entre Crato e Juazeiro mantinham os desvalidos e famélicos, migrados de diversas regiões do Nordeste.

No ofício sagrado, fundou mais de quarenta associações religiosas. Deste modo, foi reconhecido pela Instituição Católica como: “um dos nossos parochos mais trabalhadores. Possuidor de um bello talento e de uma bondade de coração notável, o padre Assis tem conquistado, no seio da sociedade cratense, sympathias radicadas e grande admiração pelo seu proceder modelar” (Álbum do Seminário do Crato, P. 178).

Nos anos em que viveu na “Princesa do Cariri”, residiu na casa paroquial, ao lado da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha, junto a sua mãe e aos sobrinhos, vindos também das plagas inhamunsenses. Destes, muitos deitaram raízes na cidade do Crato, e, alguns até mesmo, administravam-lhe os bens, gados e propriedades rurais, que não eram poucos, porquanto, todos os seus inúmeros sobrinhos herdaram algum dos seus haveres.

Monsenhor Assis, quando do seu falecimento, encontrava-se em João Pessoa (PB), com afã de tratar da saúde, na avenida Tambaú, hospedado na casa de um amigo, o esculápio Nelson Queiroz Carreira. Expirou no quarto em que dormia, provavelmente de infarto do miocárdio, em 30 de abril de 1952. Um de seus sobrinhos buscou-o, sendo que seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal do Crato a 1° de maio, ao lado de sua finada mãe. Sobre este acontecimento diz J. Lindemberg de Aquino em Roteiro Biográfico das Ruas do Crato (1969:35): “Modestíssimo, era o exemplo da pobreza, da humildade, da bondade em pessoa, onde se fundiam todas as excelentes qualidades de espírito e de coração (…) O seu sepultamento foi verdadeira consagração humana, ferindo a cidade de uma dor inconsolável pela perda daquele que lhe deu tanto de sua bondade e do seu exemplo”.

Ainda hoje, a inolvidável presença de Francisco é verberada pelos vetustos indivíduos que o conheceram. Instam os indeléveis predicados dispensados ao Monsenhor. Freqüentemente palra-se sobre a sua extrema lhaneza para com os pobres, a polidez no trato, a sua beleza física, sua retidão moral, o inexorável compromisso com a religião, dentre outros altaneiros elogios.

Mons. Assis Feitosa é o segundo, da esquerda p/ direita. na ocasião do velório de sua irmã, Maria de Santana Ferrer Feitosa. O outro, também de batina, é o historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, irmão do esposo de Maria de Santana.

Autor: Heitor Feitosa Macêdo
Publicado por Armando Rafael

Nota: O Blog do Crato e o Chapada do Araripe começam hoje a nova seção “ÍCONES DO CARIRI”, que promove o resgate das grandes personalidades que contribuíram para a história do Cariri. Outras personalidades, fatos e a História do Cariri podem ser encontrados no site HISTÓDIA DO CARIRI – www.historiadocariri.com

Pau da Bandeira – Por Heládio Teles Duarte

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Barbalha: Festa do Pau da Bandeira, uma tradição colonial

Fotos: Heládio Teles Duarte

Nosso Cariri no pódio da ANE (Associação Nacional de Escritores) – por Napoleão Tavares Neves (*)

ManuelO nosso bem caririense José Peixoto Júnior, foi agora eleito Presidente da Associação Nacional de Escritores–ANE, com sede em Brasília. Caririense dos melhores e dos mais talentosos, José Peixoto Júnior é fecundo poeta, talentoso escritor e extraordinária figura humana.

Nascido em Caririmirim, na Fazenda Jenipapo, bem na raiz da nossa Chapada do Araripe, José Peixoto Júnior tem formação fundamental no “Ateneu Jardinense” e no saudoso Ginásio do Crato. Formado em Direito, é funcionário Público Federal aposentado, em Brasília.

Membro do Instituto Cultural do Cariri, de Crato, José Peixoto Júnior ocupa a Cadeira Padre Joaquim de Alencar Peixoto, sendo o principal biógrafo do irrequieto sacerdote, artífice maior da independência política de Juazeiro com o vibrante jornal por ele fundado, “O Rebate”.

Ademais, José Peixoto Júnior é ainda aparentado do cratense, padre Alencar Peixoto, tendo sido por ele batizado na Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, de Granito (PE), aí por volta de 1925.

Assim sendo, temos um grande caririense no pódio da Associação Nacional de Escritores–ANE. José Peixoto Júnior, por seu telurismo e amor ao sertão nordestino, foi vaqueiro no topo da nossa paradisíaca Chapada do Araripe, que chama, maviosamente, de “Rainha das Chapadas do Nordeste”.
Bravos por subida ao pódio da entidade máxima dos escritores brasileiros!

(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).

PENAFORTE: Caminhando Para a Modernidade

O Chapada do Araripe esteve sábado na cidade de Penaforte, precisamente no sitio Gentil, onde o Prefeito Luiz Fernandes entregou aos moradores do sitio, uma ambulância, que será disponibilizada vinte e quatro horas por dia para que seus moradores, evitando assim o velho clientelismo de chefes políticos, que carregam doentes em caminhonetes. Assim como Gentil, outros distritos tambem serão beneficiados. Em penaforte tambem foi modernizada a frota de Ônibus escolares, evitando os chamados Paus-de-Araras. Cumprimentamos o Prefeito Fernando, por descentralizar os serviços de ambulâncias para os distritos.
Penaforte e frota de veículos do município

“Tamo rindo à toa e felizes, meu prefeito”…

População satisfeita com tantos benefícios
Ambulâncias vinte e quatro horas

Prefeito Luiz Fernandes e Secretariado, se divertem em noite de festa no sitio Gentil.


Reportagem: Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Festa de Santo Antonio de Barbalha 2011 é uma das maiores do Brasil

Sto_antonio_barbalhaA tradicional Festa de Santo Antônio de Barbalha, uma das mais significativas manifestações da cultura popular tradicional, tem seu marco inicial esta sexta-feira, 13 de maio, com o Corte do Pau – o corte da árvore para fazer o mastro que erguerá a bandeira simbolizando o início do período de louvor ao Santo.  No próximo dia 29, um cortejo percorrerá nove quilômetros, transportando o mastro de 20 metros de comprimento e duas toneladas até o patamar da Igreja Matriz.

A tradição do ritual profano que introduz as festividades em homenagem ao padroeiro de Barbalha se repete desde os anos 40 do século XVIII. Ação iniciada como ato de devoção e fé, onde os carregadores cumpriam promessas por graças alcançadas, o carregamento do pau da bandeira de Santo Antônio tornou-se um fenômeno cultural estudado por pesquisadores e intelectuais de várias partes do mundo, por ter se tornado uma “romaria” em que o simbolismo reunido em torno de um objeto de adorno a um  Santo diminui as fronteiras entre sagrado e profano.

Programação

Seguindo a tradição, o corte acontece esta sexta-feira, 13/5, pela manhã, a partir das 7h. O grupo de carregadores sai do Mercado Municipal e vai ao Sítio São Joaquim, realizar o corte. Uma vez cortado, o mastro é colocado na chamada “cama do pau”, permanecendo ao sol para secar e ficar um pouco mais leve.  No dia 29/5, ao fim da tarde, os carregadores saem em cortejo, do Sítio São Joaquim até o centro do Município, percorrendo cerca de nove quilômetros e chegando, por volta das 20h, para fincar o mastro no patamar da Igreja Matriz.

A programação especial aberta ao público esta sexta-feira acontece na Praça Filgueira Sampaio (antigo Calçadão) e tem início às 18h, com apresentação de banda cabaçal. Destaque especial para o lançamento do documentário de autoria do cineasta cearense, nacionalmente reconhecido, Rosemberg Cariry, que levou para as telas a manifestação da religiosidade e da festa popular, com o filme “Festa do Carregamento do Pau da Bandeira de Santo Antônio”. Após o corte do pau, acontece show com “Os Peleja”, a partir das 21h.

 

“Destacamos de modo especial o lançamento do documentário, feito pelo Iphan ano passado, com um registro da festa, e apresentado à população esta sexta-feira”, afirma Dorivan Amaro dos Santos, secretário de Cultura e Turismo de Barbalha, ressaltando que uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional estará presente à cidade esta sexta.  “Todos estão convidados a participar desse momento especial para a cultura de Barbalha e do Ceará como um todo”.

 

Sequência da festa

 

A Festa de Santo Antônio de Barbalha tem como marco o cortejo do carregamento do pau, dia 29, seguido de missa, de apresentações de nada menos que 90 grupos folclóricos e de uma extensa programação de shows musicais, que continua até 13 de junho. Ao longo desse período, a cidade conta com três palcos: um no Largo do Rosário, um no Marco Zero e outro no Parque da Cidade. Sempre com programação musical até a madrugada, com direito a muito forró, com atrações de destaque local e nacional.

 

DORIVAN AMARO DOS SANTOS – Secretário de Cultura e Turismo de Barbalha – (88) 3532-1708 esc. / 9274-2891

 

Juazeiro do Norte – Histórico da Capela do Socorro

Galeria_socorro450Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
100 Anos de História, Fé e Devoção
1908 – 2008

Tudo começou com uma promessa. No livro de Amália Xavier de Oliveira (O Padre Cícero que eu conheci) consta que a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro cuja construção foi interrompida várias vezes só foi concluída em 1908, mas não se sabe nem o dia nem o mês. Foi seu pai, José Xavier de Oliveira, quem a construiu com recursos do Padre Cícero. A capela foi construída para pagar uma promessa feita pela Sra. Hermínia Gouveia, em virtude da graça alcançada pela cura de uma doença (erisipela) da qual estava acometido o Padre Cícero. Dona Hermínia não era beata, mas uma senhora casada (depois viúva), que veio da cidade de Jardim, Ceará, para Juazeiro e aqui se tornou grande amiga de Padre Cícero, que foi seu conselheiro espiritual.

Mesmo suspenso de ordem por conta da questão do milagre da hóstia, Padre Cícero começou a construção da capela que logo foi paralisada por determinação do vigário de Crato, padre Quintino de Oliveira e Silva, para cumprir uma exigência do bispo de Fortaleza, Dom Joaquim José Vieira. Dona Hermínia ficou muito contrariada com esta decisão, mas com a chegada de Dr. Floro Bartolomeu da Costa a Juazeiro, em 1908, ela pediu sua interferência para continuar a construção, pois se encontrava muito doente e não queria morrer sem ver a capela concluída.  A pedido de Dr. Floro, o Sr. José Xavier de Oliveira, pessoa de extrema confiança de Padre Cícero, procurou o vigário de Crato e conseguiu deste a aprovação para continuar a construção, desde que Padre Cícero não tivesse nenhuma participação. Mas o certo é que a construção continuou sob a responsabilidade financeira de Padre Cícero. Quando o prédio recebeu a cobertura, dona Hermínia morreu. Então, Padre Cícero em sinal de gratidão, resolveu sepultá-la no interior da capela.  Ao tomar conhecimento deste fato, o vigário do Crato profundamente irritado tentou impedir a todo custo o sepultamento, e como não conseguiu, porque Padre Cícero permaneceu firme na sua decisão, proibiu novamente a construção da capela.

Dr. Floro assume o comando da construção
Aí Dr. Floro, conforme disse em discurso pronunciado na Câmara Federal e depois transformado em livro, resolveu terminar a obra sem mais ouvir ponderações do Padre Cícero nem de ninguém, assumindo sozinho todas as conseqüências que tal decisão pudesse acarretar.

Bispo não benze a capela

Concluída a obra, o bispo não concordou em benzer a capela para uso de cultos religiosos e determinou o seu fechamento até segunda ordem.
Em 17 de janeiro de 1914, quando estava em curso a chamada Revolução de 14, morre a beata Maria de Araújo e Padre Cícero manda sepultá-la na capela. Também fez o mesmo quando morreram sua mãe, dona Quinô, sua irmã Angélica, e até uma doméstica de sua casa, de nome Maria Joaquina. Tudo isso contribuiu para que a tão esperada bênção da Capela do Socorro fosse cada vez mais retardada, contrariando a população e principalmente o Padre Cícero.

Romeiros desobedecem e abrem a capela

No dia 9 de dezembro de 1921 num ato de ousadia e desrespeito, um grupo de romeiros indignados invade a capela e lá passam a noite cantando e rezando. Padre Cícero achando que isso era uma afronta aos seus superiores resolveu intervir e os romeiros se retiraram pacificamente.

A capela é benta 24 anos depois

Embora tenha sua construção concluída em 1908, somente 24 anos depois, ou seja, no dia 10 de junho de 1932, a Capela do Socorro foi finalmente benta, segundo está no livro Formação Religiosa de Juazeiro do Norte, de Mário Bem Filho. Assim, a conclusão que se tira é a seguinte: neste ano de 2008 o prédio da Capela do Socorro completa 100 anos de construção, mas ela oficialmente como templo religioso só existe a partir da data em que foi benta. Até então, isto é, de 1908 a 1932, ela não sediou nenhum ato religioso oficial. Padre Cícero nunca celebrou missa nela, pois desde 1892 estava suspenso de ordem.

Fatos importantes

A Capela do Socorro ocupa espaço importante na história de Juazeiro do Norte, razão por que é um dos principais locais de visita dos romeiros e dos turistas que vêm a nossa cidade. Tudo isso se justifica em face dos inúmeros fatos importantes que fazem parte da sua história, dentre os quais podemos destacar: O sepultamento do Padre Cícero, no dia 21.07.1934 (um dia após a sua morte) – A exumação do corpo da beata Maria de Araújo, por ordem do vigário de Juazeiro, Monsenhor José Alves de Lima, no dia 22.10.1930, sob o pretexto de que o túmulo construído ao lado direito da capela ocupava muito espaço e impedia a passagem dos fiéis – A fundação da Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 25.06.1950, a pedido de Mons. Lima ao bispo Dom Francisco de Assis Pires, tendo como primeiro presidente a Sra. Cristina Arrais Almeida. A presidente atual é Joana Angélica Feitosa Leonel – A inauguração da Torre Monumental com o relógio, marco em homenagem aos 70 anos da morte de Padre Cícero e a inauguração dos lindos vitrais, dois dos quais com as figuras de Padre Cícero e da beata Maria de Araújo, no dia 13.05.2006, pelo Pe. João Bosco – A transformação da Capela em Reitoria por ato do bispo Dom Fernando Panico, em 20.12.2002 – A instituição da Hora da Graça, pelo Pe. José Alves, em 27.06.1976 e da Missa do Dia 13, em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, pelo Pe. Luís Parente por sugestão de Maria das Graças Veras Teixeira – A tradicional Missa do Dia 20, celebrada todo mês em ação de graças pela alma do Padre Cícero. E também a famosa Missa de seu aniversário, no dia 24 de março. Durante muitos anos o próprio pároco da Matriz de Nossa Senhora das Dores, Padre Murilo de Sá Barreto, foi o celebrante oficial – A bênção do Papa João Paulo II para os devotos da Capela do Socorro, cuja placa comemorativa foi afixada pelo Pe. José Alves. Vale lembrar também que o famoso Frei Damião celebrou várias vezes e a cantora Dalva de Oliveira entoou alguns números musicais, quando esteve em Juazeiro para pagar uma promessa feita ao Padre Cícero (para recuperação da voz).
Em sua existência centenária a Capela do Socorro passou por várias reformas, mas no geral sua estrutura ainda é fiel à original. Neste breve histórico é impossível citarmos os nomes de todos os benfeitores e zeladores da Capela do Socorro. Mas, não poderíamos, por uma questão de justiça, de fazer menção a um seleto grupo de pioneiros e pioneiras abnegados que deram a sua melhor contribuição para que a Capela do Socorro trilhasse o caminho da glória. Dentre tantos, podemos citar: O maestro João Boaventura que abrilhantava as missas tocando (no órgão) lindas músicas sacras acompanhadas de um coral formado, entre outras por Nair Silva, Maria de Beato e Alexandrina; Albertina Veras Teixeira, Chiquinha Dantas, Bideza, Terezinha Morais, Maria das Dores Bezerra, Rejane, Socorrinha, Maria Coló, seu Roque, seu Pedro, João Alves, João Peixoto, José Matuto, beata Bichinha, Aluísio, o cantor Francisquinho, Vanderlei, Assis, Diva Pinheiro, Mundinha Paiva, dona Quiterinha, dona Neném, Manoel Balbino, Irmã Alicantina, Cicinha e Romana e os dois primeiros ministros da Eucaristia, seu Matias e seu Expedito Garcia. Deixou boa recordação o incessante trabalho de dona Cristina Almeida especialmente na confecção dos andores e do presépio nos festejos natalinos, dos quais muita gente ainda hoje recorda com saudade.

Capelães e Vigários Paroquiais
O primeiro Capelão da Capela do Socorro foi o padre Silvino Moreira Dias (falecido). Os padres que o sucederam foram sendo chamados de Vigários Cooperadores e atualmente de Vigários Paroquiais. São eles:
Pe. José Alves de Oliveira
Pe. Sebastião Pedro do Nascimento
Pe. José Almeida dos Santos
Pe. Paulo Francisco de Moura
Pe. Luis Martins Parente
Pe. João Bosco Lima
Pe. Paulo Lemos Pereira
Pe. Sebastião Bandeira
Pe. José Cláudio da Silva
Pe. José Ricardo Barros de Sales
Pe. Joaquim Cláudio de Freitas

Bibliografia
Bem Filho, Mário. Formação religiosa de Juazeiro do Norte. Fortaleza: ABC Editora, 2002.
Costa, Floro Bartolomeu da. Juazeiro e o Padre Cícero. Natal: sebo Vermelho, 2004. 2ª. ed.
Della Cava, Ralph. Milagre em Joaseiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
Oliveira, Amália Xavier de. O Padre Cícero que eu conheci, Rio de Janeiro 1969.
Informações prestadas pela Professora Graça Veras Teixeira.

Daniel Walker –  Colaborador

Peças arqueológicas são encontradas no Cariri

CatarinaCatarina Borges, diretora do Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges, guarda as peças, consideradas diferentes –  FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
A história dos povos indígenas no Estado pode ganhar novo capítulo com acervo descoberto no Cariri.

Achados indígenas, que poderão comprovar formação de aldeamento neste Município foram encontrados na cidade. São peças em cerâmica que foram vistas durante as obras do projeto de iluminação, no Estádio Moraizão. O material ficou guardado por alguns dias com um morador, até que ele decidiu repassar para o Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges. Esta semana, um grupo de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estará em Caririaçu para examinar o material e verificar o local onde as peças foram localizadas. O material cerâmico é grande e também pesado e se assemelha a bacias e panelas. Mas a maior delas poderá ter sido uma urna. Conforme e diretora do Centro Cultural, Catarina Borges Macedo, que está guardando as peças, é algo diferente do que se vê normalmente. Ela acredita que os achados arqueológicos poderão se tornar uma atração da cidade.

“A história de Caririaçu poderá ser elucidada por meio dessas cerâmicas”, acredita a professora Catarina. Ela disse que há vários anos foi encontrado outro registro desse tipo de material, nas proximidades da Igreja Matriz de São Pedro, no Centro. Nada foi guardado e não se sabe o destino que foi dado à cerâmica na época da descoberta. Logo que recebeu as peças de um amigo, Catarina decidiu consultar a arqueóloga Rosiane Limaverde, que há vários anos tem desenvolvido pesquisa na área, com a identificação de diversos sítios arqueológicos. A partir dos já identificados, a pesquisadora acredita que os aldeamentos cerâmicos ocorriam do sopé da Chapada do Araripe até o sertão dos Inhamuns. Era nas áreas mais altas que os índios procuravam abrigo mais seguro, principalmente para se protegerem das inundações e porque eram locais mais próximos das fontes de água.

De acordo com a arqueóloga, foram formados vários núcleos de aldeias. São áreas de mais de 600 metros de altitude. O material que ficou nas áreas baixas acabou sendo arrastado pelas enxurradas. Os técnicos do Iphan farão uma notificação do material. A arqueóloga irá solicitar a guarda das peças para pesquisa no laboratório de Arqueologia da Fundação Casa Grande. Esse trabalho servirá para comprovar a autenticidade e origem do material. Quase 20 sítios arqueológicos já foram identificados na região.

Fique por dentro

Região privilegiada

A região do Cariri é um dos locais importantes para a pesquisa científica nas áreas da Arqueologia e da Paleontologia. Antes da chegada do homem branco à região, no século XVII, o local era habitado por inúmeros indígenas. E não só as tribos, mas há mais de 100 milhões de anos, os céus do Cariri eram invadidos pelos pterossauros, répteis voadores, inspiração do cineasta Spielberg, dinossauros e outros animais pré-históricos. Segundo a arqueóloga Rosiane Limaverde, está comprovado que os índios seguiram o caminho das águas, isto é, entraram no Cariri, vindos da Paraíba, pelo Riacho dos Porcos, e caminharam no leito dos rios até os pés de serra. Os achados em Caririaçu poderão comprovar que essas tribos habitavam as áreas mais altas e com fontes de água.

Pesquisa urbana

Um dos recentes trabalhos do grupo da Casa Grande está sendo desenvolvido na cidade de Santana do Cariri, com acompanhamento de uma obra de saneamento. Pela primeira vez na região é realizada a pesquisa na área da Arqueologia Urbana. O material encontrado é encaminhado para o laboratório da fundação para ser examinado. As peças de Caririaçu estão sendo motivo de curiosidade na cidade. Para Catarina, esse material poderá ser a comprovação da presença dos índios, de forma concreta. “É uma maneira de trabalharmos essa comprovação histórica não apenas nos depoimentos dos livros, mas com o que restou desse povoamento”, diz ela. Como educadora infantil, tem utilizado os achados para instruir as crianças. As pesquisas históricas na cidade também poderão ficar mais enriquecidas, conforme Catarina. A dona-de-casa Francisca de Oliveira Macedo está admirada com as peças. “Parece coisa de índio mesmo”, ressalta. Ela considera as cerâmicas de grande importância para a cidade Têm sido constantes os achados arqueológicos registrados na região. Além disso, diversas inscrições rupestres já foram identificadas em sítios pela região. No caso de Santana do Cariri, quando é identificado algum vestígio, a prioridade é dos estudiosos, já que no local poderão ser encontradas peças que servirão de ponto de partida para elucidar a origem de cada lugar e do seu povoamento.

Autenticidade

A guarda do material para estudo deverá ser concedida pelo Iphan para a Fundação Casa Grande. Para Catarina Borges, é importante que todo esse material seja examinado, para posterior divulgação de análise, garantindo a autenticidade. Será também uma maneira de educar a sociedade quanto à importância desse patrimônio. É algo que aparentemente, para a maioria das pessoas, segundo ela, pode parecer simples, mas que tem um grande significado para a civilização. É um criativo meio para conhecer o seu passado e melhor compreender o processo civilizatório.

Povoamento

“Os índios costumavam ficar em lugares altos e próximos de fontes de água, durante os aldeamentos”

Rosiane Limaverde
Arqueóloga e diretora da Fundação Casa Grande

MAIS INFORMAÇÕES

Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges, Av. Francisco Barros Sobrinho, 40, Santo Augustinho
Caririaçu, telefone: (88) 9912.4068

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe Internet

Sítio Caldeirão – Patrimônio Histórico Abandonado – Antonio Vicelmo

Calcada_caldeirao480Calçadas da capela do Sitio Caldeirão foram danificadas pela chuva. O local foi construído pelo beato Jose Lourenço. A estrada de acesso tambem esta precaria. –  FOTO: ANTONIO VICELMO –  Locais do acervo do Sítio Caldeirão, como a capela construída pelo beato José Lourenço, estão deteriorados.

Crato. A calçada da capela construída pelo beato José Lourenço, no Sítio Caldeirão, foi parcialmente destruída pelas chuvas. O pátio em frente à capela e a biblioteca foram cobertos pelo mato. O estado de conservação da estrada que dá acesso ao sítio é precário. Foi difícil chegar ao local com um ônibus transportando estudantes da Escola de Ensino Fundamental Liceu do Crato, que desenvolvem projeto voltado para a valorização da educação ambiental e para o respeito aos aspectos regionais. O programa, coordenado pelos professores Marcelo Alencar, Eldinho Pereira e Erlânio Costa, tem o intuito de realizar uma série de aulas de campo em lugares de interesse sociocultural. A aula ocorreu entre escombros e edificações que compõem o Sítio Caldeirão, local onde, segundo o professor Eldinho Pereira, o astuto beato José Lourenço e seus seguidores viveram uma experiência coletiva, religiosa e igualitária. A secretária de Cultura do Crato, Daniella Esmeraldo, tem conhecimento dos estragos causados pelas chuvas. Ela disse que esteve lá com o secretário da Infraestrutura, José Muniz, que prometeu recuperar os danos. A primeira providência, de acordo com Daniela, foi contratar uma pessoa para cuidar do patrimônio. Além da restauração da capela e da casa do morador, deixados pelo beato, foram construídos, em parceria com o Governo do Estado, um museu com auditório e biblioteca, dois banheiros e aberto espaço para acolher os turistas e os romeiros que visitam a localidade.

Atrativos culturais

O objetivo do projeto, segundo a secretária, é fornecer uma estrutura com atrativos culturais, turísticos e históricos, com aproveitamento racional do potencial do espaço, trazendo como elemento a memória histórica da experiência vivenciada. É o resgate não só material, mas imaterial também.

Dentro das metas estruturais do projeto, nos moldes arquitetônicos das construções da região, consta a reconstrução da casa do beato José Lourenço, resgatando o modelo original, restauração completa da capela de Santo Inácio, com altares, santos e mobiliários, restauração completa do cruzeiro, das fundações e identificação dos cemitérios e dos túmulos dos jesuítas. Além dos acessos aos caldeirões, construção de Memorial da Religiosidade dos povos do Nordeste, incluindo o próprio Caldeirão, Canudos, Pedra Bonita, Pau de Colher, entre outros locais. Instalando-se no Sítio Caldeirão, propriedade de Padre Cícero, os camponeses formaram uma pequena sociedade coletiva e igualitária, prosperando tanto que chegaram a vender os excedentes nas cidades vizinhas pela região.

Difamação

O Sítio Caldeirão causou preocupação para as elites da época, desagradando fortemente à Igreja e os latifundiários que perdiam a mão-de-obra barata da região. As difamações culminaram com a acusação de que o beato Zé Lourenço era “agente bolchevique”. Quando Padre Cícero morreu, em 1934, as terras foram herdadas pelos padres salesianos e os camponeses do Caldeirão ficaram desamparados. No mês de maio de 1936, a comunidade era dispersa e o sítio foi incendiado. Zé Lourenço e seus seguidores rumaram para nova comunidade. Alguns dos moradores resolveram se vingar e realizaram emboscada, matando alguns policiais, o que foi respondido com verdadeiro massacre de camponeses pelos policiais (estima-se entre 300 e mil mortos).

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diario do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Cultura do Crato, Centro Cultural do Araripe
Centro – Região do Cariri
Telefone: (88) 3523.2365

A História do Cangaço em AURORA – Por José Cícero

 
Cangaco_auroraDe repente no esquisito daquela caatinga enbrabecida, rompeu um grito seco e abafado cheio de terror e medo como um rosnado de bicho quebrando o silêncio sagrado daquele ambiente. Chão de brasa. Sol a pino cozinhando os miolos e o juízo dos valentes sertanejos em seu eito diário.

Pouco depois som de besouros apenas… E um cancão ligeiro em ziguezague cruzara o caminho como que também desorientado estivesse. Logo em seguida, um gemido extremo de moribundo, atravessou os ares escaldantes daquele fim de mundo. Grotões imensos de pedras, costurados por um gracioso emaranhado natural de espinhos. Touceiras enormes de cactáceas. Como se fossem elas, sentinelas da terra que os homens sertanejos insistem tanto em dominá-la há séculos pela vida adentro.Um pequeno lapso de tempo. Um quarto de hora mais ou menos. Seguido de um novo grito. Possivelmente o derradeiro.

Um som ribombeou por todos os lados como um tiro de espigarda a se precipitar entre os rochedos repletos de macambiras, coroa-de-frade, rabo de raposa, mandacarus e xiquexiques. Tudo aquilo estava carregado de estranhamento. Podia-se a partir daquele crucial instante, ouvir nitidamente as pisadas fortes, como a galope de muitos cavalos, entre os arvoredos quebrando os garranchos secos daquele ambiente semi-árido. Os cascos dos animais tiniam como ferro sobre as pedras soltas e os lajedos imensos. Supersticiosos decerto diriam se tratar de caipora em seus desmandos dentro da mata caririense.

Mas, logo ficariam sabendo que estavam errados. Caipora mesmo naquela Aurora dos anos 20 era a vida que se levava naquele sertão adusto perdido e desprezado a se derramar numa sequidão sofrível. Bem ao contrário do rio Salgado, léguas distantes escorrendo tranquilamente na vastidão do vale como uma jararaca gigante e preguiçosa quase cochilando. Aquele sertão era isso: um literal inferno de tanta precisão, perigos e outras contrariedades. Aqui acolá, também o bizarro insistia em compor aquele panorama cheio de segredo, mandinga, misticismo e outros mistérios. Lugar onde o gênero humano, tinha por certa condição atávica, a ligeira necessidade de também ser bicho na busca incessante de também sobreviver a desdita, o sofrimento e as injustiças.

Eis o sertão. Uma extensão do mundo tetricamente abandonado pelos poderosos aliados do poder central. O sertão era uma ficção posta no mapa simplesmente para fechar uma laguna espacial e geográfica. Do outro lado, o fértil vale que descambava para o pé da serra tinha lá seus donos e seus negócios enigmáticos. Coronéis indolentes do latifúndio. Velhacoutos de diversos grupos de jagunços e bandoleiros sanguinolentos. Bandidos de toda espécie. Criminosos da pior índole. Péssimas criaturas, cuja definição de gente e de cristão era no mínimo uma afirmação temerária.

Naquele dia quase sonolento de uma sexta-feira a caatinga seca quebrara seu silêncio característico. Momento em que o imponderável da vida parecia se aninhar nas mãos calejadas dos homens sertanejos. Tanto que ali mesmo naquele exato instante, se tornou possível ouvir muitas vozes onde até pouco, a solidão reinava pelos quatro cantos. Os cangaceiros mais uma vez se perderam nas traiçoeiras bibocas do mar do sertão que eles pouco ou quase nada conheciam pelas redondezas.

Eram jagunços perigosos… Rasgando o oco do mundo. Demônios terrenos em carne e osso. Talvez por isso os bichos da mata também estivessem em pavorosa correria. Mas por sorte, os bandoleiros atingiram o caminho certo. Mas sem antes, friamente assassinarem mais um cristão inocente. Um pobre guia: Seria Zé Alves, o jovem leiteiro do Jatobá, sangrado barbaramente nos rincões inóspitos da Catingueira? Não. Este crime ficaria para quase um mês depois. Quando Massilon se separaria de Lampião, não no riacho do sangue na fazenda Letrado como disseram. Mas de fato, no entroncamento dos sítios Brandão e Gerimum da Aurora. Covardia a qual os seus parentes da família Arara, jamais esqueceria…

Seria o proprietário do sítio Caboclo, vitimado por ter se negado a doar um boi para o banquete dos criminosos? Não. Este havia sido muito antes pela jagunçada dali mesmo, da Ipueiras e Missão Velha. Para aquela alma em seu martírio ainda agora existe um grande cruzeiro de Penitentes no local exato onde a vítima foi assassinada.

Seria o velho Catita que quando novo havia experimentado igualmente a vida de jagunço, mas se arrependera? Talvez, demasiado tarde. Lá pras bandas da Malhada Vermelha… Mata fechada onde nenhum caminho por lá passava. Mais uma cruz seria fincada na rês do chão. A pilhagem e o crime rondavam assim, a boa gente dos sertões, como um cão danado, enraivecido, mordendo tudo. Viver e sobreviver nos sertões naqueles tempos era uma aventura de valentes. Por isso a frase Euclidiana que virou máxima: “O sertanejo é antes de tudo um forte”.

De tal sorte que, a justiça também era ali, por uma questão de definição prática, apenas mais uma das tantas vítimas daquele sistema desumano. E de certa forma, até hoje a velha história ainda continua…

 

 

- Mas que diacho será aquilo. Que zuada dos seiscentos diabos, meu Deus!

Resmungou o vaqueiro de Zé Cardoso e Izaías Arruda – respeitado coronel prefeito, filho de Aurora. Pensativo o velho tangedor de gado seguia montado em seu burrico. Caminhava a passos lentos, buscando uma bezerra desgarrada. Andara naquele dia léguas tiranas e nada… Até se deparar finalmente com aquela cena. Sentira medo. Porém de certo modo, a curiosidade o dominara. Por fim se acalmou quando viu que era Massilon Leite – o cangaceiro – esperto e sanguinolento. Aventureiro potiguar-paraibano que sonhara enriquecer num passo de mágica. Trilhando os rumos do cangaço pelo aquele mundo adentro. Pra ele Mossoró era uma mina fácil. Uma questão de tempo, tão somente. Estava ali de volta as terras da Aurora com o seu pequeno bando de celerados. Não estava ali à toa. Tinha lá o seu propósito sob a alcunha de Mossoró.

Naquele dia cinzento pisava de novo com certa pressa o solo aurorense. Riscava ele com seu bando de facínoras intrépidos agora o descampado da mata solitária d’Aurora de Cândido do Pavão. Trazia, além de um sorriso largo no rosto, alforjes e embornais cheios de dinheiro e ouro. Produto da rapina que realizou dias antes pras bandas da Paraíba e do Rio Grande.

Sol a pino. Início do mês de maio – ano cangaceiro de 1927. Como que combinado, todo o bando em ato contínuo passava o lenço encardido sobre a testa como em continência. Não tinham sede. Tinham o calor dos trópicos. Há pouco passaram por um farto açude. Água boa, terra boa…

Depois do sobressalto e do medo do desconhecido, o vaqueiro agora estava um tanto aliviado. Pois viu que era Massilon – velho conhecido de outros tempos. Mesmo de relance, deu até para lobrigar alguns outros bandoleiros de casa, filhos da terra das bandas do riacho das Antas.

- Bom dia Massilon! Como você voltou cedo… o combinado num era pro mês que entra? – Disse o vaqueiro com certa intimidade.

- De fato Seu Vicente, nós havia acertado com Zé Cardoso e o coroné pro começo do mês de julho. Mas sê sabe como é, a gente num domina os acontecimentos. – Continuou:

- Por isso tô aqui. E também já sei que o capitão Virgulino já tá chegando aí por perto. Tá pras bandas das porteiras ou nas terras de Antoin da Piçarra dando uma descansada -

Explicou Massilon sentado de lado sobre a lua da sela, como que descansando as nádegas da longa viagem.

- É bom prevenir o capitão. Vi dizer que os macacos de Arlindo Rocha e Mané Neto estão fechando o cerco por aquelas bandas. É bom num facilitar. Aqui na Aurora estamos mais protegidos sob os cuidados do coroné Arruda.

Depois emendou: – Mas seu Vicente, me diga, onde está seu Zé Cardoso? –Perguntou:

- Trago a encomenda do coroné Izaías Arruda e tenho um bilhete de Décio Holanda sobre aquele assunto de Mossoró. Neste instante o vaqueiro do Diamante pareceu que tinha fogos nos olhos.

- Ora Massilon, você devia ter mandado dizer antes pelo pessoal das Antas. Zé Cardoso foi pra Missão Véia inda hoje no trem da feira pra tratar de assunto particular com o coroné Izaías. Depois a gente precisa de pagamento né. Disse ele que tinha pressa e tinha urgência. O vaqueiro continuou na sua longa explicação:

- Mas pelo jeito a amanhã cedo já deverá está de volta pelas Ipueiras. – explicou.

- Mas me diga onde vosmicê quer se arranchar? Aqui no Diamante na minha morada ou lá na casa das Ipueiras? Quis saber o vaqueiro. Pensativo Massilon demorou um pouco com o olhar enigmático voltado para o norte. Depois respondeu de chofre:

- Seu Vicente agradeço a sua hospitalidade. Mas quero ficar com meus homens até Zé Cardoso me trazer o coroné, lá na gruta da serra dos Cantins se o amigo não fizer caso pela escolha. – disse ele.

- O amigo acaso podendo me dispor do necessário é lá que eu queria me acoitar pelo tempo devido que for. Tenho coisas importantes para o coroné e naquele esconderijo de Lampião me sinto mais seguro. Sê sabe como é né? Munição e arma nós tem pra qualquer precisão.

- Bom, se o amigo deseja assim. Assim será feito. O resto pode deixar por minha conta.

Após este diálogo o vaqueiro que vinha do Coxá acenou para o resto do bando. Dizendo alto:

- Cambada vamo então lá pra casa para gente cumer qualquer coisa, pois as caras de vocês num nega. Vocês tão é lascado de fome e de sede num é?

Em seguida trocou algumas palavras com os jagunços do bando de Izaías Arruda que vez por outra serviam a Massilon nas suas incursões regionais. Eram eles: Zé Lúcio, José Roque, Zé Coco. Depois de comerem na casa do vaqueiro, Massilon com seu bando seguiu para o esconderijo da serra dos Cantins a cerca de apenas meia légua da Ipueiras onde aguardaria o coronel e Lampião com relativa segurança.

Era inegável. Ele temia alguma perseguição pela pilhagem que praticara dias antes. Com toda aquela dinheirama obtida nos últimos saques, Massilon repartiria com o coronel Izaías Arruda. Este era o trato – a partilha seria na base do meio a meio. E de quebra, por conta desse lucro aparentemente fácil tentaria convencer, o arguto Lampião para a sonhada empreitada da invasão de Mossoró. Seria o xeque mate para subir de vez na vida.

Dias depois, num final de tarde na casa grande da Fazenda Ipueiras – propriedade do coronel Izaías Arruda – arrendada ao seu cunhado Zé Cardoso, ocorreria o célebre encontro com vistas a traçar as estratégias para o ataque de Mossoró no Rio Grande do Norte. Da qual participaram, além de Massilon, o cangaceiro aurorense Júlio Porto que servia à Décio Holanda do Pereiro, Zé Cardoso, Lampião, Sabino e o coronel Izaías Arruda, este último como o grande patrocinador da empreitada. Igualmente, o principal responsável pelo convencimento de Virgulino que a princípio não concordou em participar do acerto, por conta do seu total desconhecimento da geografia do lugar e a ausência de coiteiros que o auxiliasse. Não costumava fugir do seu modus operandi de agir. Nestas coisas certas mudanças nunca são bem-vindas porque não surtem efeito positivo.

Não diretamente na sala de jantar onde a trama acontecia, estavam na sala da frente o vaqueiro Miguel Saraiva e o jovem Asa Branca, que mais tarde ingressaria no bando de Lampião com destino à Mossoró. Por conta da sua pouca idade, 15 anos, Asa Branca inicialmente foi recusado por Lampião, pois segundo ele, ‘não trabalhava com menino’. Não pela a insistência do jovem e do próprio Zé Cardoso, Lampião terminou aquiescendo após assistir na frente da Casa Grande uma sessão de tiro ao alvo realizada por Asa Branca. Ficou maravilhado e até confidencio para o coronel que o menino era mais um bom de vera…

“Este é igual uma Asa Branca, a gente só se ver a marca quando ela voa e estica as assas”, disse o capitão baixinho ao coiteiro-amigo Izaías Arruda.

Era ele, o tal menino, um atirador dos mais exímios. Um caçador renomado no sítio.. Tanto que conseguia a proeza de não errar um só tiro, mesmo os de olhos vedados(mirava antes e em seguida pedia para vedar seus olhos) como também os que foram executados de costas. Naquele final de tarde começava a ser planejada nos seus mínimos detalhes a empreitada para a invasão de Mossoró. Um projeto ousado, cujos riscos sequer foram devidamente avaliados. Aquilo de certa maneira intrigou o rei do cangaço.

Um investimento de curto prazo que ajudara a cegar os seus protagonistas. Toda trama foi arquitetada na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. Mas a história não terminaria ali. Depois do malogro, Aurora seria novamente palco de uma nova saga cangaceira, além de ponto culminante da fantástica e polêmica perseguição e marcha de Lampião e seu bando na direção da fazenda Ipueiras de Zé Cardoso e o coronel Izaías Arruda.

Sem ela, qualquer narrativa sobre o reio do Cangaço estará fatalmente comprometida, posto que não estará completa.

José Cícero
Professor e Pesquisador do Cangaço.
Secretário de Cultura de Aurora-CE.


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A TV Chapada do Araripe é composta por uma coleção de vídeos, entrevistas, reportagens que foram colhidas ao longo de muitos meses pela reportagem do Blog do Crato. Escolha o vídeo que deseja assistir, clicando sobre o título. Veja mais detalhes na página da TV Chapada do Araripe.

HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites, inclusive aqui no Blog do Crato. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo. Mais um serviço do Blog do Crato.

AUXÍLIO À LISTA

Garota Blog do Crato


O Concurso Garota Blog do Crato foi prorrogado até Julho de 2011. O Concurso visa promover e divulgar a beleza da mulher cratense a nível nacional. A participação é gratúita e serão distribuídos R$ 1.000,00 entre as 3 finalistas. O Blog do Crato apresentará um ensaios com as garota da semana. Serão escolhidas as finalistas, quando será feita enquete no Blog, e serão escolhidas primeiro, segundo e terceiro lugares, que serão premiadas com troféus e dinheiro. A premiação deverá ser realizada em grande estilo, num clube da cidade, com todas as garotas escolhidas pela votação. Para participar, entre em contato através do e-mail blogdocrato@hotmail.com ou Tel: 088-3523-2272. Visite o site da garota Blog do Crato, para maiores detalhes, clique aqui.

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

Como Publicar seu Artigo


Agora você pode entrar em contato conosco diretamente. Se vc deseja publicar algum artigo que julgue importante para o Cariri, entre em contato conosco. Todos os artigos aprovados serão devidamente creditados aos autores. Os melhores artigos merecerão destaque, e se continuados, os escritores e cronistas poderão se tornar membros permanentes do Blog do Crato ou do Jornal Chapada do Araripe. Contatos: MSN e E-mail: blogdocrato@hotmail.com Tel de contatos: ( 088 ) - 3523-2272. Dihelson Mendonça - Administrador

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