Massacre do Caldeirão – Mito ou Realidade


Crato. Setenta e quatro anos depois do suposto massacre da comunidade do Caldeirão do beato José Lourenço, o Ministério Público Federal (MPF) procura identificar à cova coletiva onde foram sepultados as vítimas da tragédia. Enquanto os historiadores afirmam que cerca de mil seguidores do beato foram mortos, os órgãos oficiais, como o Exército e o Departamento de História da Universidade Regional do Cariri (Urca), negam o “genocídio”. Os remanescentes do Caldeirão não sabem onde seus parentes foram enterrados. Agora, é a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que quer saber a verdade sobre o destino dos seguidores do beato Zé Lourenço.

O MPF, com sede em Juazeiro do Norte, iniciou a tomada de depoimentos com a finalidade de identificar o local do suposto “massacre” do Caldeirão, uma comunidade religiosa liderada pelo beato José Lourenço que, de acordo com os historiadores, teria sido dizimada por forças da Polícia Militar do Ceará e do Exército. O procurador da República, Rômulo Moreira Conrado, atende a uma solicitação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Conselho Federal da OAB que, por sua vez, acolheu manifestação da Organização Não Governamental (ONG) cearense “SOS Direitos Humanos”.

O objetivo da ação é localizar a cova coletiva, onde teriam sido sepultados cerca de mil camponeses católicos, assassinados em 11 de maio de 1937, na Mata dos Cavalos, hoje Sítio Cruzeiro, no Município do Crato. A ONG solicita, ainda, a exumação e identificação dos corpos das vítimas, e um enterro digno, bem como a inclusão do episódio na história oficial, a título pedagógico.

Sem indícios

Até o momento, o MPF de Juazeiro do Norte não encontrou nenhum indício do suposto massacre e, muito menos, da cova coletiva. O Exército Brasileiro, segundo o MPF, não tem nenhuma informação sobre o “massacre”. Depoimento enviado pelo Departamento de História da Urca para o Ministério Público Federal afirma que, de acordo com as pesquisas feitas em livros, monografias, trabalhos publicados em congressos nacionais e internacionais e, principalmente, remanescentes da comunidade do Caldeirão, “não houve o massacre”. O depoimento, assinado por Sônia Menezes, foi feito pelo professor Domingos Sávio Cordeiro, professor do Departamento de Ciências Sociais da Urca que conclui afirmando: “não há documentos, resquícios arqueológicos, nem registros de depoimentos orais que confirmem a versão da suposta ´chacina´”.

O professor Sávio, que escreveu um livro sobre o Caldeirão, com depoimentos de personagens, esclarece que, a princípio, como a maioria dos estudiosos no assunto, acreditou na versão do massacre. O motivo para esta crença, segundo disse, talvez esteja no fato de que “todos nós lemos Rui Facó que, no seu livro ´Cangaceiros e Fanáticos´, relata, sem citar fontes nem documentos, que o Caldeirão foi bombardeado por aviões da força militar ao mesmo tempo em que teria havido chacina por terra”. O depoimento do Departamento de História confirma, em parte, as declarações do brigadeiro José Sampaio Macedo, que comandou o suposto ataque aéreo ao Caldeirão. O brigadeiro morreu em 1992, dizendo que não houve ataque aéreo. “Eu dei uns tiros de pistola para cima a fim de fazer medo aos seguidores dos beato”, afirmou.

Falta registro

Nas cadernetas de voos do piloto cratense, divulgadas pelo Diário do Nordeste, não há registro de ataques aéreos. Foi um voo de reconhecimento da área que durou 30 minutos. De acordo com o depoimento do Departamento de História, no dia 11 de maio de 1937, houve um confronto de um grupo liderado por Severino Tavares com um contingente da Polícia Militar que resultou em oito mortos, quatro de cada lado, entre os quais, o sargento Bezerra e o beato Severino Tavares.
Reportagem do Diário do Nordeste, 73 anos depois, levou o remanescente, Antonio Inácio da Silva, a Mata dos Cavalos, onde teria ocorrido o genocídio. O único vestígio é um velho barreiro seco que fornecia água para os seguidores do beato.

Para o presidente da ONG SOS Direitos Humanos e advogado, Otoniel Ajala Dourado, o massacre do Caldeirão foi o Araguaia do Ceará. “A ação criminosa deu-se, inicialmente, com bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões”. Esta não é a primeira ação ajuizada na Justiça Federal. Em 2008, a mesma ONG SOS Direitos Humanos entrou com ação, acusando a União e o Estado do Ceará de crime de lesa-humanidade e genocídio. Depois de passar pela 1ª Vara Federal, em Fortaleza, e pela 16ª Vara, em Juazeiro, a ação foi extinta sem o julgamento do mérito em setembro de 2009. A ONG não desistiu. Argumentando que não há prescrição para crimes de lesa-humanidade, a ONG apelou ao Tribunal da 5ª Região e denunciou o Governo Brasileiro à Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo desaparecimento de mil moradores do Sítio Caldeirão. Na ação, solicita que a União e o Estado informem a da cova.

Antônio Vicelmo 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe
Foto: Pachelly Jamacaru

Aeroporto de Juazeiro tem demanda recorde em julho

Juazeiro do Norte. O número de voos no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, neste Município, praticamente duplica só no mês de julho e a demanda de passageiros passa a ser recorde para o período. Na primeira quinzena do mês, houve um aumento de 70% no número de passageiros, comparado ao mesmo período do ano passado. A superintendência do aeroporto tem a expectativa de fechar o mês com a movimentação de cerca de 35 mil passageiros. Em maio, o aeroporto operava com quatro voos, três deles com passagem pela capital do Estado. Atualmente, está com oito e mais um previsto para iniciar no dia 1º de setembro, pela empresa Passaredo.

A previsão era iniciar em agosto, mas o voo foi adiado para o mês seguinte. Só para Fortaleza serão quatro voos diários. A média mensal de passageiros era de 20 a 22 mil. Ano passado, passaram pelo local, 247 mil passageiros e, para este ano, a estimativa é de 300 mil passageiros.

Obras

O período é de alta estação na região, com festividades e férias. A dificuldade maior é quanto à falta de infraestrutura para atender à demanda. Isso fez com que fosse iniciada com brevidade a construção dos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs). As preparações da infraestrutura para receber os Mops já foram iniciadas. Até o momento, está sendo construída a casa de força no local. Em três meses serão iniciados os módulos. Para amenizar as condições de superlotação da área interna de embarque e desembarque, foi feita uma pequena ampliação do espaço atual.

De acordo com o estudo inicial, apenas com a construção dos módulos, aumento dos banheiros e mais uma lanchonete, a perspectiva era atender uma demanda de 500 mil passageiros por ano. O superintendente, Roberto Germano, afirma que com a ampliação do espaço interno atual essa estimativa vai para 600 mil pessoas. “Acreditamos que isso possa ocorrer devido às melhorias, com aumento das salas de embarque, desembarque e o saguão, para atender a nova empresa aérea em operação, a Azul”, explica.

Voos

Segundo o superintendente, somente este mês houve um aumento de três voos. Um da Avianca, que chega às 8 horas, vindo de Guarulhos, e sai às 9h15 direto para São Paulo; o da Gol chega às 9h30, vindo de Fortaleza, e vai para Recife e São Paulo e retorna com a mesma rota às 21 horas. A meta era que esse voo por Pernambuco continuasse apenas por este mês, mas o bom resultado poderá fazer com que a nova linha permaneça.

Já o voo a ser inaugurado pela Passaredo entrará com a rota Juazeiro – Salvador – Vitória da Conquista e Guarulhos. Sai às 6h20 de Fortaleza para Juazeiro do Norte e decola para Salvador, Vitória da Conquista e Guarulhos, com retorno às 22h30, com a mesma rota. O superintendente admite que esse resultado é atribuído ao trabalho realizado pelo vice-prefeito da cidade, Roberto Celestino, que apresentou a essas empresas o potencial da cidade, e tem se confirmado com o aumento dos passageiros.

Todos os voos estão com a capacidade ampliada de passageiros, já que houve a tão esperada homologação da pista de pouso, que possibilita a operação de aeronaves de maior porte. O novo voo da Avianca, segundo o superintendente, conta com 124 passageiros, mas normalmente eles estão voando com uma média de 90% da capacidade de assentos. O que considera uma boa margem para a aviação, já que estão com os voos praticamente lotados. O crescimento da demanda de passageiros no aeroporto e o aumento constante no número de voos têm impulsionado medidas urgentes, que passam pela determinação da Justiça Federal, por meio da 16ª Vara em Juazeiro. Foi o que ocorreu no mês de maio, por meio de Ação do Ministério Público Federal para melhorar a infraestrutura do local. Foram iniciadas pela Infraero, principalmente relacionadas aos MOPs operacionais, desde junho. O investimento inicial para a construção da nova casa de força é de mais de R$ 197 mil. A construção dos módulos operacionais deverá ser iniciada em seguida.

O estacionamento atual está com uma capacidade para 60 vagas e poderá ir para 200, após a duplicação da via de acesso ao aeroporto. Mas esse projeto, que deverá ser feito por meio da administração municipal, não tem data determinada para ser iniciado.

A questão que emperrava as melhorias parece estar chegando ao fim. É que a Infraero aguardava o fim do convênio com o Estado, que desde 2006 havia se comprometido em realizar algumas reformas na área. O que foi feito praticamente com a melhoria da pista. O Governo do Estado repassou a administração para a empresa federal, mas havia o impasse burocrático, que poderá ter fim este ano, antecipando o fim do convênio, previsto para terminar somente no próximo ano.

MAIS INFORMAÇÕES

Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Avenida Virgílio Távora, 4000 – Bairro Aeroporto
Telefones: (88) 3572.0700 / 3572. 2118

Elizângela Santos 
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Caravana do Esporte no Cariri – Reportagem: Elizângela Santos


Serão cerca de 3 mil crianças e adolescentes motivados com as atividades e professores participando dos projetos da Caravana do Esporte e Caravana da Música -FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS – Na noite de ontem, aconteceu a recepção com a música e a poesia inspiradas no poeta Patativa do Assaré.

Juazeiro do Norte. A terra do poeta Patativa estará mobilizada nos próximos três dias com muito esporte e arte para crianças e adolescentes. Serão cerca de 3 mil crianças e adolescentes motivados com as atividades e professores participando dos projetos da Caravana do Esporte e Caravana da Música, com capacitações. Na noite de ontem, aconteceu a recepção com a música e a poesia inspiradas no poeta maior da terra. O Instituto O Canto do Patativa realizou apresentações para a caravana, na solenidade de abertura, na entrada da cidade.

Hoje, as atividades com as crianças iniciam na Praça de Esportes Vicente Gonçalves Liberalino, do Bairro Parque de Vaquejadas. Também será iniciada a formação de 100 professores na área de música, com monitores do Instituto Sol da Liberdade, entidade da cantora Daniela Mercury. Outros 150 serão capacitados pelo Instituto Esporte e Educação, da ex-jogadora da seleção brasileira de voley, Ana Moser.

A mobilização para receber a caravana no Município, segundo o diretor de Esportes da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo de Assaré, Vagner Pereira Góes, começou há dois meses. São estudantes de escolas públicas de 7 a 14 anos. A primeira vez que a caravana veio ao Cariri foi em 2006, mobilizando alunos da cidade de Nova Olinda. Segundo o diretor, o retorno ao Assaré foi graças a Lei de Incentivo ao Esporte, Associação das Primeiras-Damas do Ceará e o Instituo Stela Naspolini, que possibilita a vinda das diversas instituições para patrocinar o esporte e a cultura, com a oferta de qualidade de vida para crianças e adolescentes. Vagner destaca a continuidade do projeto na cidade, com a capacitação dos professores. Ele ressalta o privilégio da cidade em ter sido selecionada. “É um momento muito especial para as nossas crianças”, diz. Os profissionais que vão monitorar os cursos deixarão material para os novos núcleos formados na cidade. Segundo o diretor, esse momento representa um avanço significativo nas ações ligadas à música e à cultura.

O projeto tem como meta levar o esporte educacional para Municípios de todo o Brasil. No fim de março deste ano, a Caravana passou por Cruz. E em outubro, ela retorna ao Ceará, levando o esporte educacional, a arte e a cultura ao Município de Viçosa do Ceará.

Com uma equipe de mestres em Educação e uma rede de mais de 50 grandes ídolos do esporte brasileiro, a Caravana realiza, mensalmente, atividades esportivas e artísticas com foco educacional para Municípios de baixos índices sociais do País, tendo como prioridade as regiões: Semiárido, Amazônia, comunidades tradicionais quilombolas e indígenas, e periferias de grandes centros urbanos. Os 250 professores da rede pública de Assaré e de outras cidades recebem as ações do Programa O Ceará Cresce Brincando (Viçosa do Ceará, Hidrolândia, Itaiçaba, Tejuçuoca, Beberibe e Itarema).

Os jovens se dividirão em espaços como: estações de judô, basquete, atletismo, handebol, tênis, vôlei e futebol, tendas da música, da dança e das artes circenses, especialmente montadas para a Caravana da Música.

Já os professores passarão por uma formação com carga horária de 24 horas/aula e trabalharão assuntos relacionados à música e ao esporte. O objetivo é que todos esses profissionais aprendam a metodologia da Caravana e se tornem multiplicadores do esporte, da música e da arte em seus Municípios.

Desde 2005, a Caravana já atendeu diretamente 130 mil crianças e adolescentes e mais de 13 mil professores da rede pública de ensino de 51 cidades de 15 estados brasileiros.

MAIS INFORMAÇÕES

Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo de Assaré
Rua Gentil Braga – 02, Bairro Centro
Telefone: (88) 9990. 4443 (Vagner)

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe onLine

Ator L. C. Salatiel fala sobre a I Mostra de Cinema

 

O ator cratense Lui carlos Salatiel fala sobre a I Mostra de Cinema e Vídeo que aconteceu de 13 a 18 do mês de junho em comemoração os 100 anos de inauguração do primeiro cinema do interior do Ceará, o Cinema Paraíso, em 1911 na cidade de Crato.

Contextualizando os dez anos de dom Fernando Panico como bispo de Crato – 1ª Parte

 

(Excertos de texto divulgado pela Cúria Diocesana)
(postado por Armando Lopes Rafael)
Em 02 de maio de 2001 o Papa João Paulo II o transfere dom Fernando Panico–MSC, da Diocese de Floriano/PI para a Diocese de Crato/CE, onde toma posse no dia 29 de junho de 2001, na solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Nesses dez anos, à frente da Diocese de Crato, dom Fernando fez um fecundo pastoreio, como se depreende de mais algumas de suas realizações, abaixo alinhadas:

 

- Escreve Cartas Pastorais aos seus diocesanos para lhes ensinar e lhes apontar rumos novos, animando-os na alegria de quem mantém o seu coração voltado às coisas do Alto;

 

- Vai ao encontro do povo, sobretudo do povo romeiro que aflui à Diocese, como quem olha para uma expressiva parcela de ovelhas ainda esquecidas, tomando para si e para toda a Diocese o seu cuidado pastoral. Cria a Reitoria do Socorro e o Santuário Diocesano de N. Senhora das Dores;

 

- Tendo sido consultado pela Santa Sé sobre a reabertura do processo do Pe. Cícero Romão Batista, aquiesce com a auspiciosa novidade e lhe dá rumos e seguimento, depois de ouvir a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e obter expressivo apoio; Vai a Roma com numerosa caravana e entrega os novos volumes de documentos, abrindo esperançoso caminho e ânimo à Nação Romeira;

 

- Retoma, com renovado vigor, a formação dos futuros sacerdotes, reabrindo as portas do velho casarão da colina do Seminário e reabre o curso de Teologia; Cria a Faculdade Católica do Cariri;

 

- Para o ministério ordenado em nossa Diocese, ordena, nestes dez anos, 45 padres e 16 diáconos permanentes, além de dois diáconos transitórios; É palpável o esforço do bispo para que padres e diáconos tenham uma formação permanente;

 

- Traz para a Diocese mais de dez comunidades religiosas, masculinas e femininas, além de acolher diversas outras comunidades de fiéis; Cite-se a criação do Mosteiro N. Senhora da Vitória, das monjas beneditinas, como presença de uma 1ª comunidade contemplativa na Diocese;

 

- Cria cinco novas paróquias, elevando a 49 o número encontrado, eleva à dignidade de Santuário Eucarístico Diocesano a igreja de São Vicente Férrer, em Crato, além de pedir e obter do Papa Bento XVI a elevação do Santuário de N. Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, à dignidade de Basílica Menor, cuja proclamação se fez em presença do Exmº Sr. Núncio Apostólico no Brasil;

 

- Não apenas intensifica a presença do Bispo Diocesano em Juazeiro do Norte, mas para as várias romarias passa a convidar Cardeais, Arcebispos e Bispos de todo o Brasil;

 

- Foi no governo de D. Fernando que a Cúria Diocesana ganhou novas instalações, agora na Rua Teófilo Siqueira;

 

- Para ter um veículo de comunicação eficaz na evangelização, D. Fernando repensou a Rádio Educadora do Cariri, confiando-a à administração da Missão Resgate, e criou uma página diocesana na Internet (WWW.diocesedecrato.org);

 

- O Plano Diocesano de Pastoral (2003/2006) trouxe um novo direcionamento para ação evangelizadora diocesana, a partir dos Eixos Palavra, Sacramento e Ação. De 2007 a 2010 a Diocese experimentou um novo ardor com a vivência das Santas Missões Populares, culminando no Pentecostes de 2010 com a peregrinação do Santuário Missionário a nos recordar que a Missão Continua;

 

- Esse esforço missionário, levou a Diocese para além de suas fronteiras geográficas. Hoje estamos presentes na Prelazia de Lábrea/AM, com um padre e três missionárias leigas, além de Pe. Raimundo Elias, que foi enviado como missionário para Portugal. Antes o Brasil recebia missionários da Europa. Nos dias atuais padres brasileiros são enviados para a Europa como missionários.

 

- Nossa Diocese, pela presença e esforço de D. Fernando, passou a ser sede dos encontros de Liturgia do Nordeste e sediará, em 2014, o 13º Intereclesial de CEB’s;

 

- Desde a última Assembleia Diocesana de Pastoral (2010), D. Fernando tem encaminhado a Diocese rumo à celebração do 1º Centenário de sua criação (1914), não só formando as diversas comissões preparatórias, mas acenando para os vários eventos que marcarão essa data.

Contextualizando os dez anos de dom Fernando Panico como bispo de Crato – 2ª Parte

 

Os últimos momentos de dor (Excertos de texto divulgado pela Cúria Diocesana)
(postado por Armando Lopes Rafael)

- Nem tudo é só alegria. A Igreja, conforme o Concílio Vaticano II, experimenta alegrias e esperanças, tristezas e angústias do mundo e dos discípulos e discípulas de Jesus Cristo. O Bispo, sendo sinal da unidade e da caridade eclesial, sente na própria carne os aguilhões dessas experiências todas (Gaudium et Spes, n. 1):

 

- Para governar a sua Diocese, tarefa que lhe é peculiar e acha respaldo no Direito Canônico da Igreja, o Bispo torna-se também o administrador confiável dos seus bens, devendo deles prestar contas a quem de direito;

 

- recentemente, todos temos escutado falar, teve D. Fernando que buscar no Poder Judiciário, única instância legalmente capaz, a explicação e a solução para problema que envolve um bem imóvel do patrimônio de N. Sra. do Perpétuo Socorro e São Miguel, em Juazeiro do Norte;

 

- seu agir achou motivações sérias e de possíveis repercussões em fatos que emergiram em uma outra ação, da qual não era parte a Diocese de Crato, mas que chegou ao seu conhecimento e trazia muitas perplexidades e indagações sem respostas achadas;

 

- tais fatos foram maldosamente utilizados por certos órgãos de imprensa e por profissionais inescrupulosos, para tentar desfocar a verdade e atirar lama na pessoa do bispo, do clero e da própria Diocese, sediada na cidade de Crato;

 

- estando a ação confiada ao Poder Judiciário, achou por bem o Sr. Bispo, não buscar fazer justiça com as próprias mãos, mas aguardar o julgamento como palavra esclarecedora. Todavia muitas pedras lhe foram e estão sendo atiradas injustamente, ferindo-lhe o coração de Bispo e de Pastor de todos;

 

- se a nota dada à imprensa num primeiro momento foi desprezada, esclarecimentos posteriores e entrevistas vieram iluminar fatos e informar à população, que já dava sinais de cansaço e fadiga à onda de acusações levianas trazidas por uma meia dúzia de pessoas, que insuflam nossa boa gente para ignorarem o Bispo diocesano e suas ações a favor do povo de Juazeiro, do Cariri e da grande Nação Romeira, além de suscitar velhas e superadas querelas regionais;

 

- D. Fernando, mesmo atacado, não tem lançado ataques às pessoas que tentam atingi-lo e até sugerem sua saída da Diocese, atinando para sua condição de filho da Itália, mas ignorando que está no Brasil há mais de 30 anos e é naturalizado brasileiro. Ele se reserva ao direito de somente agir pelos meios legais e o fez e fará nos momentos devidos;

 

- para D. Fernando nada muda nos seus sentimentos para com o povo de Juazeiro do Norte e quanto à sua atenção pastoral para com a realidade romeira, postas em seu coração de Pastor Diocesano de maneira indelével, na caridade e no seu dever de formar uma Igreja em comunhão.

Muriti Crato: Decisão no Campo do Peleja é Festa


KARIRI OVOS
2X1 CRATENSE


Futebol de várzea e dia de Domingo é tudo que uma Cidade precisa, pois sempre se resume em um encontro de amigos festivos, regados a uma boa bebida e uma comidinha caseira. O Crato tem e precisa preservar os nossos campinhos de várzea, pois neles percebemos futuros valores para o futebol, assim como a socialização integrada de diversas tendências politicas, convivendo harmonicamente, provando mais uma vez que o futebol e uma bola é com certeza um elo muito forte, que só vem consolidar a paz dos povos.


Antes do jogo principal crianças se divertem com o futuro da bola

Todas as comunidades do Crato se reúnem, em torno do mesmo principio:A bola é um elo de paz.

Esse é o famoso BAR o idealizado do campeonato da Peleja

A magia é o segredo de uma ola em busca do gooooooooooooooooooooool

Dedé da Granja entrega o troféu de campeão ao Kariri Ovos

Messias Viola,campeão e artilheiro da competição


Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Extração Ilegal de Madeira na Chapada do Araripe

IBAMA

Já diz o velho ditado que “A corda sempre se quebra do lado mais fraco”. Um agricultor foi preso no dia 17 de junho, transportanto carvão vegetal. Um erro não justifica o outro, mas nós queríamos ver essa mesma “determinação”, esse mesmo “senso do dever” das autoridades do Crato, do Ceará e do Brasil, quando se trata da extração de madeira ilegal da Chapada do Araripe. Conforme amplamente se sabe, todos os dias descem TONELADAS de madeira da Chapada do Araripe em caminhões para os fornos da região. Belisca aqui o meu braço pra ver se eu acredito? TODA ESSA MADEIRA É LEGAL ?? Interessante que isso é uma coisa facilmente visível. Outro dia eu ia ao Clube Serrano com o vice-prefeito Raimundo Filho, e vimos passar 4 caminhões somente durante a nossa subida à ladeira do Belmonte, só que ninguém faz nada. Não se toma uma só providência ! – Afinal, Deve ser tudo legal. E se não for legal, deve ser extremamente lucrativo, porque não é carvão para um simples agricultor, mas madeira, o sangue vivo da nossa floresta do araripe para alimentar os fornos industriais das cerâmicas do cariri. Isto não é Incrível mesmo ?
A composição da RPA-5002, pertencente á Companhia de Policia Militar Ambiental, por volta das 11h:30min do dia 17/06/11, em fiscalização a cidade de Crato/CE, precisamente no Sitio Cruzeiro, a equipe se deparou com um Chevete de cor bege, de placa HUC 3690, em seu interior continha 14 (quatorze) sacos de carvão, o condutor e dono do carvão era o Sr. Francisco Correia Gonçalves, agricultor, nascido em 22/01/1986, natural de Crato/CE, o mesmo declarou que estava transportando o carvão, mas não sabia que ato era ilícito. O carro e o carvão foram apresentados ao Delegado DR. Flavio Santos da Silva na Delegacia de Polícia Civil do Crato – CE, onde foi lavrado o TCO Nº 446 -108/2011 .

Fonte: Blog do Sanharol – Rede Blogs do Ceará

FOTOS DE CAMINHÕES DESCENDO A LADEIRA:

http://4.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/Rf-UcJDajGI/AAAAAAAAAAU/jR09F99r1A4/s400/IBAMA%2B2.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_7QIjbNxM3o0/SikFOPdYGlI/AAAAAAAADP0/2IfR8NMb_Is/s400/001.jpg

Fotos dos caminhões feita pelo fotógrafo Pachelly Jamacaru em 2008. Quem quiser ver hoje, basta colocar uma cadeira e ficar esperando eles descerem a ladeira.
 
Por: Dihelson Mendonça

SAÚDE – Tinitus ou Zumbido no Ouvido. Tem Cura ?

Cerca de 278 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por esse mal que ataca cada vez mais os jovens. O tínitus, como é conhecido no meio científico é a sensação desagradável de ouvir um som que não existe no mundo real. Pode-se ouvir sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc. Pode ser temporário, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. As causas são várias, assim como os tratamentos, entretanto a cura definitiva está longe de ser alcançada em todos os casos. Compreenda mais do Tínitus nesse excelente artigo:

O TINNITUS

Dá-se o nome de zumbido, ou ainda acúfeno, tinnitus ou tinido, a uma sensação auditiva cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo, é um sintoma associado a várias formas de perda auditiva. Ele pode ser causado por exposição prolongada a sons acima do volume limite para a saúde humana, 85 decibéis, acima do qual é possivel causar dano permanente na audição, e ainda outros problemas, como de circulação.

Conceito

A pessoa afetada reporta escutar uma zoeira na cabeça, ouve sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc.Pode ser temporária, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. Estimativas americanas ressaltam que 12 milhões de pessoas apresentam Tinitus, e destes, pelo menos um milhão apresentam quadros tão significantes que interferem em suas atividades, pois apresentam dificuldade de ouvir, trabalhar e dormir. Um biótipo de portador de tinnitus, enquadra-o como introvertido, extremamente sensível, estressado, com tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.

O zumbido pode ser classificado de acordo com seu agente etiológico, em zumbidos de origem para-auditivas (geralmente de origem vascular ou muscular) e zumbidos originados no sistema auditivo neurossensorial.

Não existe cura específica ou definitiva para alguns tipos de zumbido (particularmente os de origem neurossensorial); alguns tratamentos são propostos, como o uso de aparelhos auditivos, medicamentos, terapias comportamentais e relaxamento, bem como o tratamento dos distúrbios das articulações temporomandibulares. É recomendado também, evitar álcool e fumo que podem piorar o quadro, o uso de protetor auricular se exposto a sons altos e o uso de placa de relaxamento intra-bucal diante de alterações nas articulações temporomandibulares, principalmente nos casos de perda de dimensão vertical de oclusão.

Dentre os zumbidos de origem para-auditiva, a literatura tem apresentado diversos trabalhos que relacionam as estruturas do ouvido médio e as estruturas mastigatórias, sendo que os distúrbios das articulações temporomandibulares, causados por exemplo por maloclusões, são apontados como causadores de determinados tipos de zumbido.

Causas

Várias são as causas que podem dar ensejo ao sintoma, tais como muita exposição a sons altos, outros problemas de saúde, tais como, alergias, tumores, problemas cardiovasculares, alterações na região do pescoço, inflamação do ouvido médio nas crianças, perda auditiva por doença das meninges ( meningite ), tumor cerebral, diabetes, e muito importante, problemas na área da coluna cervical. O uso de alguns medicamentos também podem causar Tinitus, tais como os pertencentes aos grupos dos diuréticos, antibióticos, cardíacos, e de combate ao câncer. É importante salientar que esta enfermidade deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e musicoterapeutas) devido sua origem multifatorial. Diversos trabalhos relacionam os sintomas auditivos subjetivos à íntima relação anatômica e ontogenética entre o ouvido médio e estruturas mastigatórias (nos casos de perda da dimensão vertical de oclusão, má oclusão, deglutição atípica, apertamento de dentes, ranger de dentes, entre outras).

Num estudo mais recente, investigadores da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia) descobriram que o tinitus estava associado a um aumento de atividade nos neurónios onde os sons são processados. Este facto está ligado a alterações nos genes envolvidos na regulação da atividade desses neurónios. Isto significa que alguns canais de transmissão de sinais a certos neurónios estarão bloqueados, enquanto outros estarão mais excitados (abertos) que habitualmente, ao invés de abrirem e fecharem com normalidade.

O zumbido causa sofrimento?

Cerca de 17% da população mundial apresenta zumbido. A maioria relata o zumbido apenas como um incomodo, outros dizem que certas funções como o sono e a concentração estão prejudicadas. Em sua forma severa, que corresponde a cerca de 20% dos casos o zumbido causa sofrimento. É a queixa principal e frequentemente dramática na consulta médica. Em geral são pessoas acometidas também por outros transtornos, principalmente os de natureza psiquiátrica. O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade quase sempre não estão relacionados com o grau de intensidade do zumbido. Os transtornos de humor (depressão, distimia) e ansiedade, frequentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.

Zumbido tem causa?

Muitas causas de zumbido são conhecidas sendo que algumas são fáceis de identificar e tratar:

a) Otológicas: cera no conduto auditivo , otites, exposição a ruído, presbiacusia, labirintopatias.

b) Metabólicas : diabete, alterações nas taxas de trígliceridios e hormônios tireoideanos.

c) Cardiovasculares: anemia, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca.

d) Neurológicas: doenças neurológicas (esclerose múltipla), traumatismo de crânio, sequelas de infecções neurológicas (meningite).

e) Farmacológicas: o American Physician’s Desk Reference lista mais de 70 medicamentos que podem ocasionar zumbido, entre eles: ácido acetilsalisílico (aspirina), anti-inflamatórios, certos antibióticos e alguns antidepressivos.

f) Odontológicas : disfunção da articulação temporomandibular (ATM) e do aparelho mastigador.

g) Vícios e maus hábitos alimentares: excesso de cafeína, álcool e fumo, sal, açúcar branco e gorduras.

h) Psicológicas: ansiedade, distimia e depressão podem estar envolvidas com zumbido. Muitas vezes é difícil diferenciar o que é causa ou consequência.

i) Zumbidos gerados por estruturas próximas ao sistema auditivo:são causadas por alterações nos vasos arteriais ou venosos, nos músculos ou na tuba auditiva. São divididos em vasculares (pulsáteis) e musculares (clipes). As principais causas são os tumores vasculares, as malformações vasculares, as contrações rápidas (involuntárias, rítmicas) de um ou vários grupos musculares.

O Estresse pode conduzir ao tinnitus ?

Sempre se tem reportado sobre esta conexão, Estresse e Tinnitus. De fato sobrecargas e exigências em excesso, podem pela via indireta, conduzir a um tinnitus. Hoje, nós já podemos falar sobre um tipo de portador de tinnitus. Ele é introvertido, extremamente sensível, estressado, tem tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.
Como o médico faz o exame?

A historia do paciente é o primeiro e o mais importante passo no diagnóstico. O tipo de zumbido, a maneira como é relatado, o desconforto que produz podem ser informações úteis na avaliação, sugerindo as prováveis causas. Após o exame físico, o médico solicita exames complementares: audiológicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem, de acordo com cada caso. As informações obtidas da história e dos exames poderão determinar o diagnóstico etiológico (causa). Sabendo a causa aumenta a possibilidade de obter melhores resultados, pois vai ser possível tratar de modo específico a doença da qual o zumbido é apenas um sintoma. É claro que isso nem sempre é possível, mas com certeza as chances serão bem melhores do que ficar pensando “zumbido é tudo igual… é muito difícil…, não tem cura… não há nada que se possa fazer…”.

Como se trata?

Alguns casos de zumbido têm cura, enquanto outros casos são controláveis. Há o estigma de que o “zumbido não tem cura”. A maioria dos pacientes e profissionais acabam desanimando, sem que a possibilidade de cura seja avaliada. Tentar tratar, mesmo na incerteza, nunca é errado. Se a causa do zumbido for determinada e tratável, a solução é mais simples. Porém se não é possível atuar na origem do problema, existem outros caminhos para amenizar o ruído.

Tranquilizar o paciente: Dizer que o zumbido não é uma ameaça para a saúde. Assegurar que dificilmente vai piorar, pelo contrario, a tendência é melhorar. Incentivar a prática de medidas que promovem qualidade de vida: alimentação regrada, atividade física regular e equilíbrio psíquico. Palavras esclarecedoras e confortantes visam o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados.

Correções de vícios e hábitos alimentares: não fumar, ingerir cafeína e álcool moderadamente, evitar sal em excesso, doces e gorduras.

Medicamentos: vasodilatadores diretos, reguladores de fluxo sanguíneo, anticonvulsivantes, ansioliticos, antidepressivos.

Terapia de habituação: é uma terapia comportamental um retreinamento das vias auditivas (Tinnitus Retraining Therapy – TRT). Visa o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados. Consiste de dois princípios básicos:

1. Esclarecimentos e orientações: através de conversas, palestras, reuniões, trocas de experiência.

2. Terapia sonora (ou acústica): o principio básico é “EVITE O SILÊNCIO”. A finalidade é proporcionar um enriquecimento sonoro que pode ser feito através de quatro meios diferentes:

a) Uso de sons ambientais: é a maneira mais acessível e deve, de preferência, usar sons neutros, baixos e contínuos. Ex: Cds com som da natureza, músicas suaves, etc.

b) Geradores de som: esteticamente semelhantes aos aparelhos auditivos. A intensidade do som que eles emitem diretamente no canal do ouvido, deve ser regulado em intensidade menor do que a do zumbido, evitando-se mascará-lo, para seguir os preceitos determinados pela TRT. É um tratamento longo (12 a 18 meses) e requer o uso de um gerador em cada ouvido.

c) Aparelhos de amplificação sonora individual: frequentemente pacientes com zumbido apresentam também perda auditiva. Nestes casos, um aparelho auditivo pode ser utilizado para melhorar a audição e fazer o enriquecimento sonoro pela entrada de novos sons que antes não eram tão percebidos.

d) Gerador de som acoplado ao aparelho auditivo: são sistemas combinados que podem ser usados nos casos de perdas auditivas significativas e zumbido. São casos em que o acompanhamento de aparelhos facilita o processo de habituação.

A TRT é um tratamento longo (12 a 18 meses) que objetiva a diminuição da percepção do zumbido através do desaparecimento de reação ao incômodo e a perda de sentimentos negativos associados. Estimulação magnética transcrâniana:consiste na aplicação diária de estímulos magnéticos repetitivos de baixas freqüências na região temporal do cérebro durante uns 10 dias.

Acupuntura, hipnose: podem ser opções interessantes para alguns pacientes.
Estimulação elétrica da via auditiva: os estímulos são usados diretamente sobre as estruturas neurosensoriais da cóclea.

Fonte: Wikipedia e ABC da Saúde

I Mostra de Cinema e Vídeo do Crato – Por: Dihelson Mendonça

No dia 18 de Junho aconteceu no Teatro Municipal Salviano Saraiva o encerramento da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo, evento idealizado pelo Jornalista Huberto Cabral, e realizado pelo Governo do Crato com o apoio da URCA e Cineastas do Cariri. O evento, que aconteceu de 13 a 18 deste mês, contou na sua abertura, com a presença de cineastas cratenses renomados, como Jefferson Albuquerque, Jackson Bantim, dentre muitos outros, que vieram ao Crato especialmente para o evento, além de apresentar filmes de cineastas da estirpe de um Rosemberg Cariry, Francioly e vários outros.

No dia 13, A secretária de Cultura, Esporte e Juventude do município, Danielle Esmeraldo abriu a noite com um discurso ressaltando a importância do evento para a revitalização do cinema na cidade. Em seguida, o prefeito Samuel Araripe, lembrou das salas de cinema que já existiram no Crato, e ao final disse que é seu desejo que esse evento sirva para selar a volta do cinema, com a parceria do poder público. Em seguida foi feita uma leitura dramática sobre “Os Primórdios do Cinema no Crato”, pelo ator Luiz Carlos Salatiel e Kelvya Maia , e a entrega do Selo Cultural do Araripe – Troféu Vittorio di Maio ao cineasta Jackson Bantim, que é bisneto de Gonzaguinha, um dos precursores do cinema no Cariri; Logo após, houve a apresentaçao do filme D. Ciça do Barro Cru e a Avant-Premiére do tele-conto O Cinematografo Herege, de Jefferson de Albuquerque Jr, adaptado pelo médico e escritor José Flávio Vieira, que será apresentado pela TVC. O evento contou ainda com uma galeria de fotos de cartazes da época áurea do cinema, fotos de making off, e um coquetel aos presentes.

No dia 18, entremeando filmes a serem exibidos, o ator e cineasta Luiz Carlos Salatiel reuniu vários presentes no palco do cine-teatro, tais como Catulo, filho do radialista Elói Teles de Morais, Francioly, Alexandre Lucas e representando a Secretaria de Cultura, Paulo Fuiska, onde cada um falou sobre a importância dessa “renascença” do movimento cultural de cinema na cidade do Crato. A noite terminou com a apresentação do filme: Sargento Getúlio.

COBERTURA FOTOGRÁFICA

O Blog do Crato rememora alguns dos principais momentos da Mostra Crato de Cinema e Vídeo, trazendo fotos realizadas desde o primeiro dia. Importante frisar que registramos ao todo, mais de 400 fotos do evento, e aqui, iremos apenas reprisar algumas que já foram apresentadas durante a semana. ( Dia 13 ) – O Dia começou cedo, com a limpeza e preparação das máquinas, que seriam usadas para a decoração do ambiente. Na foto, o cineasta Jackson Bantim ( O Bola ).

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Em seguida, a preparação das fotos para uma galeria. Na foto, Jackson e Carlos Rafael.

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Que à noite ficou maravilhosa…

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Na foto abaixo, o prefeito Samuel Araripe em seu discurso de abertura

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Na foto abaixo, o idealizador do evento, o memorialista Huberto Cabral

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Na foto abaixo, o cineasta Jefferson Albuquerque

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O público presente no cine-teatro:

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Aí está o jornalista Antonio Vicelmo, e a Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo

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Leitura dramática do texto: “Os Primórdios do Cinema no Crato” – L.C Salatiel e Kelvya Maia

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A turma que fez, faz e pode fazer muito mais…

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

Origem do “Dia dos Namorados” – 12 de Junho


Hoje, 12 de Junho, é dia dos namorados. Existem diferentes versões sobre a origem do Dia dos Namorados.

É bem provável que a festa dos namorados tenha sua origem em um festejo romano: a Lupercália. Em Roma, lobos vagavam próximos às casas e um dos deuses do povo romano, Lupercus, era invocado para manter os lobos distantes. Por essa razão, era oferecido um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada naquele ano todo. O dia da festa se transformou no dia dos namorados, nos EUA e na Europa, o Valentine’s Day, 14 de fevereiro, em homenagem ao Padre Valentine.

Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês “From your Valentine”. Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro. O feriado romântico ou o dia dos namorados judaico: desde tempos bíblicos, o 15º dia do mês hebreu de Av tem sido celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Previamente, era permitido às pessoas só se casar com pessoas da sua própria tribo. De certo modo, era um pouco semelhante ao velho sistema de castas na Índia. O 15 de Av se tornou o Feriado de Amor, um feriado judeu reconhecido durante os dias do Segundo Templo.

Em tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos. A significação e a importância do feriado aumentaram em anos recentes. Canções românticas são tocadas no rádio e festas ‘Feriado do Amor’ são celebrados à noite, em todo o país. (Jane Bichmacher de Glasman, autora do livro “À Luz da Menorá”). No Brasil, a gênese da data é menos romântica. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia “não é só com beijos que se prova o amor”.

A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine’s Day – o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes não fica tão intenso. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o Santo casamenteiro

Postado por: Carlos Ailton no Blog Farias Brito – Rede Blogs do Cariri

ÍCONES DO CARIRI – Monsenhor Francisco de Assis Feitosa – por Heitor Feitosa Macêdo

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Francisco de Assis Feitosa, conhecido popularmente como Monsenhor Assis, nasceu na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cococi, em Tauá, no sertão cearense dos Inhamuns, em seis de abril de 1893, tendo como progenitores: o tenente Emiliano Ferreira Ferro (filho do major Manoel Ferreira Ferro e Josefina Felizpátria Ferreira Ferro) e Epiphânia Estephânia Bandeira Ferrer (filha do capitão Salústio Tertuliano Bandeira Ferrer e Felismina de Matos Ferrer). Epiphânia, não era Feitosa, mas descendia de aristocrática família pernambucana e de “ingleses” ou “franceses”, segundo a tradição.

De acordo com o Tratado Genealógico da Família Feitosa (Leonardo, 1985:145), Monsenhor Assis foi o oitavo filho da decúria prole, apesar de outros sete irmãos terem falecido em tenra idade. De certo, rompeu os anos da puerícia na Fazenda Saco Virgem, avoenga herança de seu pai. Até que migrou para a cidade de Fortaleza a fim de firmar o voto eclesiástico no Seminário Episcopal do Ceará. Apesar de o Seminário São José, em Crato, ser contíguo aos Inhamuns, por conta de um surto de varíola fechou suas portas inúmeras e alternadas vezes, destarte, encerrou suas atividades pela primeira vez em 1877 até que em 1922 funcionou plenamente (O Levita, n°11).

Por isso, Francisco segue para o seminário de Fortaleza, segundo Irineu Pinheiro, em Efemérides do Cariri (1963:167): “dia sete de julho de 1909”; data em que consta estar matriculado em tal instituição sob o número 1244 (Álbum Histórico do Seminário Episcopal do Ceará, p. 222). Depois de concluir os estudos teológicos, vai para o Crato na condição de diácono. Na mesma urbe, foi lente e diretor interno do Colégio Diocesano (1917-1918), quando em 30 de novembro de 1917 ordena-se padre na capela do Seminário do Crato. Nesta ocasião fez-se presente o primeiro bispo da diocese caririense, D. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, com quem estabeleceu fortes laços de amizade.

Em Tauá, como vigário, é nomeado, por D. Quintino, no dia 5 e empossado a 12 de Março de 1919, com a posterior exoneração em 13 de Fevereiro de 1921. Por conseguinte, retorna ao Crato, sendo nomeado Cura da Catedral do Crato a 8 de Janeiro e empossado a 12 de Março de 1921, ademais, exerceu o cargo de Pároco da Freguesia de Nossa Senhora da Penha até a data de sua morte em 30 de abril de 1952, sendo este o mais longo governo desta divisão territorial da diocese cratense. No dia 18 de Janeiro de 1926 recebe o título de Monsenhor. Também, foi conselheiro de D. Quintino e do segundo bispo do Crato, D. Francisco de Assis Pires. Ainda, foi sócio fundador do Hospital São Francisco, onde desempenhou a função de provedor a partir do ano de 1937, quando em 1944 deixa o cargo para perfazer o conselho permanente do mesmo. No mais, orientou prudentemente a respeito da ditadura e da seca de 1932, pois nesta, campos de concentração entre Crato e Juazeiro mantinham os desvalidos e famélicos, migrados de diversas regiões do Nordeste.

No ofício sagrado, fundou mais de quarenta associações religiosas. Deste modo, foi reconhecido pela Instituição Católica como: “um dos nossos parochos mais trabalhadores. Possuidor de um bello talento e de uma bondade de coração notável, o padre Assis tem conquistado, no seio da sociedade cratense, sympathias radicadas e grande admiração pelo seu proceder modelar” (Álbum do Seminário do Crato, P. 178).

Nos anos em que viveu na “Princesa do Cariri”, residiu na casa paroquial, ao lado da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha, junto a sua mãe e aos sobrinhos, vindos também das plagas inhamunsenses. Destes, muitos deitaram raízes na cidade do Crato, e, alguns até mesmo, administravam-lhe os bens, gados e propriedades rurais, que não eram poucos, porquanto, todos os seus inúmeros sobrinhos herdaram algum dos seus haveres.

Monsenhor Assis, quando do seu falecimento, encontrava-se em João Pessoa (PB), com afã de tratar da saúde, na avenida Tambaú, hospedado na casa de um amigo, o esculápio Nelson Queiroz Carreira. Expirou no quarto em que dormia, provavelmente de infarto do miocárdio, em 30 de abril de 1952. Um de seus sobrinhos buscou-o, sendo que seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal do Crato a 1° de maio, ao lado de sua finada mãe. Sobre este acontecimento diz J. Lindemberg de Aquino em Roteiro Biográfico das Ruas do Crato (1969:35): “Modestíssimo, era o exemplo da pobreza, da humildade, da bondade em pessoa, onde se fundiam todas as excelentes qualidades de espírito e de coração (…) O seu sepultamento foi verdadeira consagração humana, ferindo a cidade de uma dor inconsolável pela perda daquele que lhe deu tanto de sua bondade e do seu exemplo”.

Ainda hoje, a inolvidável presença de Francisco é verberada pelos vetustos indivíduos que o conheceram. Instam os indeléveis predicados dispensados ao Monsenhor. Freqüentemente palra-se sobre a sua extrema lhaneza para com os pobres, a polidez no trato, a sua beleza física, sua retidão moral, o inexorável compromisso com a religião, dentre outros altaneiros elogios.

Mons. Assis Feitosa é o segundo, da esquerda p/ direita. na ocasião do velório de sua irmã, Maria de Santana Ferrer Feitosa. O outro, também de batina, é o historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, irmão do esposo de Maria de Santana.

Autor: Heitor Feitosa Macêdo
Publicado por Armando Rafael

Nota: O Blog do Crato e o Chapada do Araripe começam hoje a nova seção “ÍCONES DO CARIRI”, que promove o resgate das grandes personalidades que contribuíram para a história do Cariri. Outras personalidades, fatos e a História do Cariri podem ser encontrados no site HISTÓDIA DO CARIRI – www.historiadocariri.com

Pau da Bandeira – Por Heládio Teles Duarte

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Barbalha: Festa do Pau da Bandeira, uma tradição colonial

Fotos: Heládio Teles Duarte

Nosso Cariri no pódio da ANE (Associação Nacional de Escritores) – por Napoleão Tavares Neves (*)

ManuelO nosso bem caririense José Peixoto Júnior, foi agora eleito Presidente da Associação Nacional de Escritores–ANE, com sede em Brasília. Caririense dos melhores e dos mais talentosos, José Peixoto Júnior é fecundo poeta, talentoso escritor e extraordinária figura humana.

Nascido em Caririmirim, na Fazenda Jenipapo, bem na raiz da nossa Chapada do Araripe, José Peixoto Júnior tem formação fundamental no “Ateneu Jardinense” e no saudoso Ginásio do Crato. Formado em Direito, é funcionário Público Federal aposentado, em Brasília.

Membro do Instituto Cultural do Cariri, de Crato, José Peixoto Júnior ocupa a Cadeira Padre Joaquim de Alencar Peixoto, sendo o principal biógrafo do irrequieto sacerdote, artífice maior da independência política de Juazeiro com o vibrante jornal por ele fundado, “O Rebate”.

Ademais, José Peixoto Júnior é ainda aparentado do cratense, padre Alencar Peixoto, tendo sido por ele batizado na Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, de Granito (PE), aí por volta de 1925.

Assim sendo, temos um grande caririense no pódio da Associação Nacional de Escritores–ANE. José Peixoto Júnior, por seu telurismo e amor ao sertão nordestino, foi vaqueiro no topo da nossa paradisíaca Chapada do Araripe, que chama, maviosamente, de “Rainha das Chapadas do Nordeste”.
Bravos por subida ao pódio da entidade máxima dos escritores brasileiros!

(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).

PENAFORTE: Caminhando Para a Modernidade

O Chapada do Araripe esteve sábado na cidade de Penaforte, precisamente no sitio Gentil, onde o Prefeito Luiz Fernandes entregou aos moradores do sitio, uma ambulância, que será disponibilizada vinte e quatro horas por dia para que seus moradores, evitando assim o velho clientelismo de chefes políticos, que carregam doentes em caminhonetes. Assim como Gentil, outros distritos tambem serão beneficiados. Em penaforte tambem foi modernizada a frota de Ônibus escolares, evitando os chamados Paus-de-Araras. Cumprimentamos o Prefeito Fernando, por descentralizar os serviços de ambulâncias para os distritos.
Penaforte e frota de veículos do município

“Tamo rindo à toa e felizes, meu prefeito”…

População satisfeita com tantos benefícios
Ambulâncias vinte e quatro horas

Prefeito Luiz Fernandes e Secretariado, se divertem em noite de festa no sitio Gentil.


Reportagem: Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Festa de Santo Antonio de Barbalha 2011 é uma das maiores do Brasil

Sto_antonio_barbalhaA tradicional Festa de Santo Antônio de Barbalha, uma das mais significativas manifestações da cultura popular tradicional, tem seu marco inicial esta sexta-feira, 13 de maio, com o Corte do Pau – o corte da árvore para fazer o mastro que erguerá a bandeira simbolizando o início do período de louvor ao Santo.  No próximo dia 29, um cortejo percorrerá nove quilômetros, transportando o mastro de 20 metros de comprimento e duas toneladas até o patamar da Igreja Matriz.

A tradição do ritual profano que introduz as festividades em homenagem ao padroeiro de Barbalha se repete desde os anos 40 do século XVIII. Ação iniciada como ato de devoção e fé, onde os carregadores cumpriam promessas por graças alcançadas, o carregamento do pau da bandeira de Santo Antônio tornou-se um fenômeno cultural estudado por pesquisadores e intelectuais de várias partes do mundo, por ter se tornado uma “romaria” em que o simbolismo reunido em torno de um objeto de adorno a um  Santo diminui as fronteiras entre sagrado e profano.

Programação

Seguindo a tradição, o corte acontece esta sexta-feira, 13/5, pela manhã, a partir das 7h. O grupo de carregadores sai do Mercado Municipal e vai ao Sítio São Joaquim, realizar o corte. Uma vez cortado, o mastro é colocado na chamada “cama do pau”, permanecendo ao sol para secar e ficar um pouco mais leve.  No dia 29/5, ao fim da tarde, os carregadores saem em cortejo, do Sítio São Joaquim até o centro do Município, percorrendo cerca de nove quilômetros e chegando, por volta das 20h, para fincar o mastro no patamar da Igreja Matriz.

A programação especial aberta ao público esta sexta-feira acontece na Praça Filgueira Sampaio (antigo Calçadão) e tem início às 18h, com apresentação de banda cabaçal. Destaque especial para o lançamento do documentário de autoria do cineasta cearense, nacionalmente reconhecido, Rosemberg Cariry, que levou para as telas a manifestação da religiosidade e da festa popular, com o filme “Festa do Carregamento do Pau da Bandeira de Santo Antônio”. Após o corte do pau, acontece show com “Os Peleja”, a partir das 21h.

 

“Destacamos de modo especial o lançamento do documentário, feito pelo Iphan ano passado, com um registro da festa, e apresentado à população esta sexta-feira”, afirma Dorivan Amaro dos Santos, secretário de Cultura e Turismo de Barbalha, ressaltando que uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional estará presente à cidade esta sexta.  “Todos estão convidados a participar desse momento especial para a cultura de Barbalha e do Ceará como um todo”.

 

Sequência da festa

 

A Festa de Santo Antônio de Barbalha tem como marco o cortejo do carregamento do pau, dia 29, seguido de missa, de apresentações de nada menos que 90 grupos folclóricos e de uma extensa programação de shows musicais, que continua até 13 de junho. Ao longo desse período, a cidade conta com três palcos: um no Largo do Rosário, um no Marco Zero e outro no Parque da Cidade. Sempre com programação musical até a madrugada, com direito a muito forró, com atrações de destaque local e nacional.

 

DORIVAN AMARO DOS SANTOS – Secretário de Cultura e Turismo de Barbalha – (88) 3532-1708 esc. / 9274-2891

 

Juazeiro do Norte – Histórico da Capela do Socorro

Galeria_socorro450Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
100 Anos de História, Fé e Devoção
1908 – 2008

Tudo começou com uma promessa. No livro de Amália Xavier de Oliveira (O Padre Cícero que eu conheci) consta que a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro cuja construção foi interrompida várias vezes só foi concluída em 1908, mas não se sabe nem o dia nem o mês. Foi seu pai, José Xavier de Oliveira, quem a construiu com recursos do Padre Cícero. A capela foi construída para pagar uma promessa feita pela Sra. Hermínia Gouveia, em virtude da graça alcançada pela cura de uma doença (erisipela) da qual estava acometido o Padre Cícero. Dona Hermínia não era beata, mas uma senhora casada (depois viúva), que veio da cidade de Jardim, Ceará, para Juazeiro e aqui se tornou grande amiga de Padre Cícero, que foi seu conselheiro espiritual.

Mesmo suspenso de ordem por conta da questão do milagre da hóstia, Padre Cícero começou a construção da capela que logo foi paralisada por determinação do vigário de Crato, padre Quintino de Oliveira e Silva, para cumprir uma exigência do bispo de Fortaleza, Dom Joaquim José Vieira. Dona Hermínia ficou muito contrariada com esta decisão, mas com a chegada de Dr. Floro Bartolomeu da Costa a Juazeiro, em 1908, ela pediu sua interferência para continuar a construção, pois se encontrava muito doente e não queria morrer sem ver a capela concluída.  A pedido de Dr. Floro, o Sr. José Xavier de Oliveira, pessoa de extrema confiança de Padre Cícero, procurou o vigário de Crato e conseguiu deste a aprovação para continuar a construção, desde que Padre Cícero não tivesse nenhuma participação. Mas o certo é que a construção continuou sob a responsabilidade financeira de Padre Cícero. Quando o prédio recebeu a cobertura, dona Hermínia morreu. Então, Padre Cícero em sinal de gratidão, resolveu sepultá-la no interior da capela.  Ao tomar conhecimento deste fato, o vigário do Crato profundamente irritado tentou impedir a todo custo o sepultamento, e como não conseguiu, porque Padre Cícero permaneceu firme na sua decisão, proibiu novamente a construção da capela.

Dr. Floro assume o comando da construção
Aí Dr. Floro, conforme disse em discurso pronunciado na Câmara Federal e depois transformado em livro, resolveu terminar a obra sem mais ouvir ponderações do Padre Cícero nem de ninguém, assumindo sozinho todas as conseqüências que tal decisão pudesse acarretar.

Bispo não benze a capela

Concluída a obra, o bispo não concordou em benzer a capela para uso de cultos religiosos e determinou o seu fechamento até segunda ordem.
Em 17 de janeiro de 1914, quando estava em curso a chamada Revolução de 14, morre a beata Maria de Araújo e Padre Cícero manda sepultá-la na capela. Também fez o mesmo quando morreram sua mãe, dona Quinô, sua irmã Angélica, e até uma doméstica de sua casa, de nome Maria Joaquina. Tudo isso contribuiu para que a tão esperada bênção da Capela do Socorro fosse cada vez mais retardada, contrariando a população e principalmente o Padre Cícero.

Romeiros desobedecem e abrem a capela

No dia 9 de dezembro de 1921 num ato de ousadia e desrespeito, um grupo de romeiros indignados invade a capela e lá passam a noite cantando e rezando. Padre Cícero achando que isso era uma afronta aos seus superiores resolveu intervir e os romeiros se retiraram pacificamente.

A capela é benta 24 anos depois

Embora tenha sua construção concluída em 1908, somente 24 anos depois, ou seja, no dia 10 de junho de 1932, a Capela do Socorro foi finalmente benta, segundo está no livro Formação Religiosa de Juazeiro do Norte, de Mário Bem Filho. Assim, a conclusão que se tira é a seguinte: neste ano de 2008 o prédio da Capela do Socorro completa 100 anos de construção, mas ela oficialmente como templo religioso só existe a partir da data em que foi benta. Até então, isto é, de 1908 a 1932, ela não sediou nenhum ato religioso oficial. Padre Cícero nunca celebrou missa nela, pois desde 1892 estava suspenso de ordem.

Fatos importantes

A Capela do Socorro ocupa espaço importante na história de Juazeiro do Norte, razão por que é um dos principais locais de visita dos romeiros e dos turistas que vêm a nossa cidade. Tudo isso se justifica em face dos inúmeros fatos importantes que fazem parte da sua história, dentre os quais podemos destacar: O sepultamento do Padre Cícero, no dia 21.07.1934 (um dia após a sua morte) – A exumação do corpo da beata Maria de Araújo, por ordem do vigário de Juazeiro, Monsenhor José Alves de Lima, no dia 22.10.1930, sob o pretexto de que o túmulo construído ao lado direito da capela ocupava muito espaço e impedia a passagem dos fiéis – A fundação da Confraria de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 25.06.1950, a pedido de Mons. Lima ao bispo Dom Francisco de Assis Pires, tendo como primeiro presidente a Sra. Cristina Arrais Almeida. A presidente atual é Joana Angélica Feitosa Leonel – A inauguração da Torre Monumental com o relógio, marco em homenagem aos 70 anos da morte de Padre Cícero e a inauguração dos lindos vitrais, dois dos quais com as figuras de Padre Cícero e da beata Maria de Araújo, no dia 13.05.2006, pelo Pe. João Bosco – A transformação da Capela em Reitoria por ato do bispo Dom Fernando Panico, em 20.12.2002 – A instituição da Hora da Graça, pelo Pe. José Alves, em 27.06.1976 e da Missa do Dia 13, em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, pelo Pe. Luís Parente por sugestão de Maria das Graças Veras Teixeira – A tradicional Missa do Dia 20, celebrada todo mês em ação de graças pela alma do Padre Cícero. E também a famosa Missa de seu aniversário, no dia 24 de março. Durante muitos anos o próprio pároco da Matriz de Nossa Senhora das Dores, Padre Murilo de Sá Barreto, foi o celebrante oficial – A bênção do Papa João Paulo II para os devotos da Capela do Socorro, cuja placa comemorativa foi afixada pelo Pe. José Alves. Vale lembrar também que o famoso Frei Damião celebrou várias vezes e a cantora Dalva de Oliveira entoou alguns números musicais, quando esteve em Juazeiro para pagar uma promessa feita ao Padre Cícero (para recuperação da voz).
Em sua existência centenária a Capela do Socorro passou por várias reformas, mas no geral sua estrutura ainda é fiel à original. Neste breve histórico é impossível citarmos os nomes de todos os benfeitores e zeladores da Capela do Socorro. Mas, não poderíamos, por uma questão de justiça, de fazer menção a um seleto grupo de pioneiros e pioneiras abnegados que deram a sua melhor contribuição para que a Capela do Socorro trilhasse o caminho da glória. Dentre tantos, podemos citar: O maestro João Boaventura que abrilhantava as missas tocando (no órgão) lindas músicas sacras acompanhadas de um coral formado, entre outras por Nair Silva, Maria de Beato e Alexandrina; Albertina Veras Teixeira, Chiquinha Dantas, Bideza, Terezinha Morais, Maria das Dores Bezerra, Rejane, Socorrinha, Maria Coló, seu Roque, seu Pedro, João Alves, João Peixoto, José Matuto, beata Bichinha, Aluísio, o cantor Francisquinho, Vanderlei, Assis, Diva Pinheiro, Mundinha Paiva, dona Quiterinha, dona Neném, Manoel Balbino, Irmã Alicantina, Cicinha e Romana e os dois primeiros ministros da Eucaristia, seu Matias e seu Expedito Garcia. Deixou boa recordação o incessante trabalho de dona Cristina Almeida especialmente na confecção dos andores e do presépio nos festejos natalinos, dos quais muita gente ainda hoje recorda com saudade.

Capelães e Vigários Paroquiais
O primeiro Capelão da Capela do Socorro foi o padre Silvino Moreira Dias (falecido). Os padres que o sucederam foram sendo chamados de Vigários Cooperadores e atualmente de Vigários Paroquiais. São eles:
Pe. José Alves de Oliveira
Pe. Sebastião Pedro do Nascimento
Pe. José Almeida dos Santos
Pe. Paulo Francisco de Moura
Pe. Luis Martins Parente
Pe. João Bosco Lima
Pe. Paulo Lemos Pereira
Pe. Sebastião Bandeira
Pe. José Cláudio da Silva
Pe. José Ricardo Barros de Sales
Pe. Joaquim Cláudio de Freitas

Bibliografia
Bem Filho, Mário. Formação religiosa de Juazeiro do Norte. Fortaleza: ABC Editora, 2002.
Costa, Floro Bartolomeu da. Juazeiro e o Padre Cícero. Natal: sebo Vermelho, 2004. 2ª. ed.
Della Cava, Ralph. Milagre em Joaseiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
Oliveira, Amália Xavier de. O Padre Cícero que eu conheci, Rio de Janeiro 1969.
Informações prestadas pela Professora Graça Veras Teixeira.

Daniel Walker –  Colaborador

Peças arqueológicas são encontradas no Cariri

CatarinaCatarina Borges, diretora do Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges, guarda as peças, consideradas diferentes –  FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS
A história dos povos indígenas no Estado pode ganhar novo capítulo com acervo descoberto no Cariri.

Achados indígenas, que poderão comprovar formação de aldeamento neste Município foram encontrados na cidade. São peças em cerâmica que foram vistas durante as obras do projeto de iluminação, no Estádio Moraizão. O material ficou guardado por alguns dias com um morador, até que ele decidiu repassar para o Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges. Esta semana, um grupo de técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estará em Caririaçu para examinar o material e verificar o local onde as peças foram localizadas. O material cerâmico é grande e também pesado e se assemelha a bacias e panelas. Mas a maior delas poderá ter sido uma urna. Conforme e diretora do Centro Cultural, Catarina Borges Macedo, que está guardando as peças, é algo diferente do que se vê normalmente. Ela acredita que os achados arqueológicos poderão se tornar uma atração da cidade.

“A história de Caririaçu poderá ser elucidada por meio dessas cerâmicas”, acredita a professora Catarina. Ela disse que há vários anos foi encontrado outro registro desse tipo de material, nas proximidades da Igreja Matriz de São Pedro, no Centro. Nada foi guardado e não se sabe o destino que foi dado à cerâmica na época da descoberta. Logo que recebeu as peças de um amigo, Catarina decidiu consultar a arqueóloga Rosiane Limaverde, que há vários anos tem desenvolvido pesquisa na área, com a identificação de diversos sítios arqueológicos. A partir dos já identificados, a pesquisadora acredita que os aldeamentos cerâmicos ocorriam do sopé da Chapada do Araripe até o sertão dos Inhamuns. Era nas áreas mais altas que os índios procuravam abrigo mais seguro, principalmente para se protegerem das inundações e porque eram locais mais próximos das fontes de água.

De acordo com a arqueóloga, foram formados vários núcleos de aldeias. São áreas de mais de 600 metros de altitude. O material que ficou nas áreas baixas acabou sendo arrastado pelas enxurradas. Os técnicos do Iphan farão uma notificação do material. A arqueóloga irá solicitar a guarda das peças para pesquisa no laboratório de Arqueologia da Fundação Casa Grande. Esse trabalho servirá para comprovar a autenticidade e origem do material. Quase 20 sítios arqueológicos já foram identificados na região.

Fique por dentro

Região privilegiada

A região do Cariri é um dos locais importantes para a pesquisa científica nas áreas da Arqueologia e da Paleontologia. Antes da chegada do homem branco à região, no século XVII, o local era habitado por inúmeros indígenas. E não só as tribos, mas há mais de 100 milhões de anos, os céus do Cariri eram invadidos pelos pterossauros, répteis voadores, inspiração do cineasta Spielberg, dinossauros e outros animais pré-históricos. Segundo a arqueóloga Rosiane Limaverde, está comprovado que os índios seguiram o caminho das águas, isto é, entraram no Cariri, vindos da Paraíba, pelo Riacho dos Porcos, e caminharam no leito dos rios até os pés de serra. Os achados em Caririaçu poderão comprovar que essas tribos habitavam as áreas mais altas e com fontes de água.

Pesquisa urbana

Um dos recentes trabalhos do grupo da Casa Grande está sendo desenvolvido na cidade de Santana do Cariri, com acompanhamento de uma obra de saneamento. Pela primeira vez na região é realizada a pesquisa na área da Arqueologia Urbana. O material encontrado é encaminhado para o laboratório da fundação para ser examinado. As peças de Caririaçu estão sendo motivo de curiosidade na cidade. Para Catarina, esse material poderá ser a comprovação da presença dos índios, de forma concreta. “É uma maneira de trabalharmos essa comprovação histórica não apenas nos depoimentos dos livros, mas com o que restou desse povoamento”, diz ela. Como educadora infantil, tem utilizado os achados para instruir as crianças. As pesquisas históricas na cidade também poderão ficar mais enriquecidas, conforme Catarina. A dona-de-casa Francisca de Oliveira Macedo está admirada com as peças. “Parece coisa de índio mesmo”, ressalta. Ela considera as cerâmicas de grande importância para a cidade Têm sido constantes os achados arqueológicos registrados na região. Além disso, diversas inscrições rupestres já foram identificadas em sítios pela região. No caso de Santana do Cariri, quando é identificado algum vestígio, a prioridade é dos estudiosos, já que no local poderão ser encontradas peças que servirão de ponto de partida para elucidar a origem de cada lugar e do seu povoamento.

Autenticidade

A guarda do material para estudo deverá ser concedida pelo Iphan para a Fundação Casa Grande. Para Catarina Borges, é importante que todo esse material seja examinado, para posterior divulgação de análise, garantindo a autenticidade. Será também uma maneira de educar a sociedade quanto à importância desse patrimônio. É algo que aparentemente, para a maioria das pessoas, segundo ela, pode parecer simples, mas que tem um grande significado para a civilização. É um criativo meio para conhecer o seu passado e melhor compreender o processo civilizatório.

Povoamento

“Os índios costumavam ficar em lugares altos e próximos de fontes de água, durante os aldeamentos”

Rosiane Limaverde
Arqueóloga e diretora da Fundação Casa Grande

MAIS INFORMAÇÕES

Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges, Av. Francisco Barros Sobrinho, 40, Santo Augustinho
Caririaçu, telefone: (88) 9912.4068

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe Internet

Sítio Caldeirão – Patrimônio Histórico Abandonado – Antonio Vicelmo

Calcada_caldeirao480Calçadas da capela do Sitio Caldeirão foram danificadas pela chuva. O local foi construído pelo beato Jose Lourenço. A estrada de acesso tambem esta precaria. –  FOTO: ANTONIO VICELMO –  Locais do acervo do Sítio Caldeirão, como a capela construída pelo beato José Lourenço, estão deteriorados.

Crato. A calçada da capela construída pelo beato José Lourenço, no Sítio Caldeirão, foi parcialmente destruída pelas chuvas. O pátio em frente à capela e a biblioteca foram cobertos pelo mato. O estado de conservação da estrada que dá acesso ao sítio é precário. Foi difícil chegar ao local com um ônibus transportando estudantes da Escola de Ensino Fundamental Liceu do Crato, que desenvolvem projeto voltado para a valorização da educação ambiental e para o respeito aos aspectos regionais. O programa, coordenado pelos professores Marcelo Alencar, Eldinho Pereira e Erlânio Costa, tem o intuito de realizar uma série de aulas de campo em lugares de interesse sociocultural. A aula ocorreu entre escombros e edificações que compõem o Sítio Caldeirão, local onde, segundo o professor Eldinho Pereira, o astuto beato José Lourenço e seus seguidores viveram uma experiência coletiva, religiosa e igualitária. A secretária de Cultura do Crato, Daniella Esmeraldo, tem conhecimento dos estragos causados pelas chuvas. Ela disse que esteve lá com o secretário da Infraestrutura, José Muniz, que prometeu recuperar os danos. A primeira providência, de acordo com Daniela, foi contratar uma pessoa para cuidar do patrimônio. Além da restauração da capela e da casa do morador, deixados pelo beato, foram construídos, em parceria com o Governo do Estado, um museu com auditório e biblioteca, dois banheiros e aberto espaço para acolher os turistas e os romeiros que visitam a localidade.

Atrativos culturais

O objetivo do projeto, segundo a secretária, é fornecer uma estrutura com atrativos culturais, turísticos e históricos, com aproveitamento racional do potencial do espaço, trazendo como elemento a memória histórica da experiência vivenciada. É o resgate não só material, mas imaterial também.

Dentro das metas estruturais do projeto, nos moldes arquitetônicos das construções da região, consta a reconstrução da casa do beato José Lourenço, resgatando o modelo original, restauração completa da capela de Santo Inácio, com altares, santos e mobiliários, restauração completa do cruzeiro, das fundações e identificação dos cemitérios e dos túmulos dos jesuítas. Além dos acessos aos caldeirões, construção de Memorial da Religiosidade dos povos do Nordeste, incluindo o próprio Caldeirão, Canudos, Pedra Bonita, Pau de Colher, entre outros locais. Instalando-se no Sítio Caldeirão, propriedade de Padre Cícero, os camponeses formaram uma pequena sociedade coletiva e igualitária, prosperando tanto que chegaram a vender os excedentes nas cidades vizinhas pela região.

Difamação

O Sítio Caldeirão causou preocupação para as elites da época, desagradando fortemente à Igreja e os latifundiários que perdiam a mão-de-obra barata da região. As difamações culminaram com a acusação de que o beato Zé Lourenço era “agente bolchevique”. Quando Padre Cícero morreu, em 1934, as terras foram herdadas pelos padres salesianos e os camponeses do Caldeirão ficaram desamparados. No mês de maio de 1936, a comunidade era dispersa e o sítio foi incendiado. Zé Lourenço e seus seguidores rumaram para nova comunidade. Alguns dos moradores resolveram se vingar e realizaram emboscada, matando alguns policiais, o que foi respondido com verdadeiro massacre de camponeses pelos policiais (estima-se entre 300 e mil mortos).

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diario do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe

MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Cultura do Crato, Centro Cultural do Araripe
Centro – Região do Cariri
Telefone: (88) 3523.2365

A História do Cangaço em AURORA – Por José Cícero

 
Cangaco_auroraDe repente no esquisito daquela caatinga enbrabecida, rompeu um grito seco e abafado cheio de terror e medo como um rosnado de bicho quebrando o silêncio sagrado daquele ambiente. Chão de brasa. Sol a pino cozinhando os miolos e o juízo dos valentes sertanejos em seu eito diário.

Pouco depois som de besouros apenas… E um cancão ligeiro em ziguezague cruzara o caminho como que também desorientado estivesse. Logo em seguida, um gemido extremo de moribundo, atravessou os ares escaldantes daquele fim de mundo. Grotões imensos de pedras, costurados por um gracioso emaranhado natural de espinhos. Touceiras enormes de cactáceas. Como se fossem elas, sentinelas da terra que os homens sertanejos insistem tanto em dominá-la há séculos pela vida adentro.Um pequeno lapso de tempo. Um quarto de hora mais ou menos. Seguido de um novo grito. Possivelmente o derradeiro.

Um som ribombeou por todos os lados como um tiro de espigarda a se precipitar entre os rochedos repletos de macambiras, coroa-de-frade, rabo de raposa, mandacarus e xiquexiques. Tudo aquilo estava carregado de estranhamento. Podia-se a partir daquele crucial instante, ouvir nitidamente as pisadas fortes, como a galope de muitos cavalos, entre os arvoredos quebrando os garranchos secos daquele ambiente semi-árido. Os cascos dos animais tiniam como ferro sobre as pedras soltas e os lajedos imensos. Supersticiosos decerto diriam se tratar de caipora em seus desmandos dentro da mata caririense.

Mas, logo ficariam sabendo que estavam errados. Caipora mesmo naquela Aurora dos anos 20 era a vida que se levava naquele sertão adusto perdido e desprezado a se derramar numa sequidão sofrível. Bem ao contrário do rio Salgado, léguas distantes escorrendo tranquilamente na vastidão do vale como uma jararaca gigante e preguiçosa quase cochilando. Aquele sertão era isso: um literal inferno de tanta precisão, perigos e outras contrariedades. Aqui acolá, também o bizarro insistia em compor aquele panorama cheio de segredo, mandinga, misticismo e outros mistérios. Lugar onde o gênero humano, tinha por certa condição atávica, a ligeira necessidade de também ser bicho na busca incessante de também sobreviver a desdita, o sofrimento e as injustiças.

Eis o sertão. Uma extensão do mundo tetricamente abandonado pelos poderosos aliados do poder central. O sertão era uma ficção posta no mapa simplesmente para fechar uma laguna espacial e geográfica. Do outro lado, o fértil vale que descambava para o pé da serra tinha lá seus donos e seus negócios enigmáticos. Coronéis indolentes do latifúndio. Velhacoutos de diversos grupos de jagunços e bandoleiros sanguinolentos. Bandidos de toda espécie. Criminosos da pior índole. Péssimas criaturas, cuja definição de gente e de cristão era no mínimo uma afirmação temerária.

Naquele dia quase sonolento de uma sexta-feira a caatinga seca quebrara seu silêncio característico. Momento em que o imponderável da vida parecia se aninhar nas mãos calejadas dos homens sertanejos. Tanto que ali mesmo naquele exato instante, se tornou possível ouvir muitas vozes onde até pouco, a solidão reinava pelos quatro cantos. Os cangaceiros mais uma vez se perderam nas traiçoeiras bibocas do mar do sertão que eles pouco ou quase nada conheciam pelas redondezas.

Eram jagunços perigosos… Rasgando o oco do mundo. Demônios terrenos em carne e osso. Talvez por isso os bichos da mata também estivessem em pavorosa correria. Mas por sorte, os bandoleiros atingiram o caminho certo. Mas sem antes, friamente assassinarem mais um cristão inocente. Um pobre guia: Seria Zé Alves, o jovem leiteiro do Jatobá, sangrado barbaramente nos rincões inóspitos da Catingueira? Não. Este crime ficaria para quase um mês depois. Quando Massilon se separaria de Lampião, não no riacho do sangue na fazenda Letrado como disseram. Mas de fato, no entroncamento dos sítios Brandão e Gerimum da Aurora. Covardia a qual os seus parentes da família Arara, jamais esqueceria…

Seria o proprietário do sítio Caboclo, vitimado por ter se negado a doar um boi para o banquete dos criminosos? Não. Este havia sido muito antes pela jagunçada dali mesmo, da Ipueiras e Missão Velha. Para aquela alma em seu martírio ainda agora existe um grande cruzeiro de Penitentes no local exato onde a vítima foi assassinada.

Seria o velho Catita que quando novo havia experimentado igualmente a vida de jagunço, mas se arrependera? Talvez, demasiado tarde. Lá pras bandas da Malhada Vermelha… Mata fechada onde nenhum caminho por lá passava. Mais uma cruz seria fincada na rês do chão. A pilhagem e o crime rondavam assim, a boa gente dos sertões, como um cão danado, enraivecido, mordendo tudo. Viver e sobreviver nos sertões naqueles tempos era uma aventura de valentes. Por isso a frase Euclidiana que virou máxima: “O sertanejo é antes de tudo um forte”.

De tal sorte que, a justiça também era ali, por uma questão de definição prática, apenas mais uma das tantas vítimas daquele sistema desumano. E de certa forma, até hoje a velha história ainda continua…

 

 

- Mas que diacho será aquilo. Que zuada dos seiscentos diabos, meu Deus!

Resmungou o vaqueiro de Zé Cardoso e Izaías Arruda – respeitado coronel prefeito, filho de Aurora. Pensativo o velho tangedor de gado seguia montado em seu burrico. Caminhava a passos lentos, buscando uma bezerra desgarrada. Andara naquele dia léguas tiranas e nada… Até se deparar finalmente com aquela cena. Sentira medo. Porém de certo modo, a curiosidade o dominara. Por fim se acalmou quando viu que era Massilon Leite – o cangaceiro – esperto e sanguinolento. Aventureiro potiguar-paraibano que sonhara enriquecer num passo de mágica. Trilhando os rumos do cangaço pelo aquele mundo adentro. Pra ele Mossoró era uma mina fácil. Uma questão de tempo, tão somente. Estava ali de volta as terras da Aurora com o seu pequeno bando de celerados. Não estava ali à toa. Tinha lá o seu propósito sob a alcunha de Mossoró.

Naquele dia cinzento pisava de novo com certa pressa o solo aurorense. Riscava ele com seu bando de facínoras intrépidos agora o descampado da mata solitária d’Aurora de Cândido do Pavão. Trazia, além de um sorriso largo no rosto, alforjes e embornais cheios de dinheiro e ouro. Produto da rapina que realizou dias antes pras bandas da Paraíba e do Rio Grande.

Sol a pino. Início do mês de maio – ano cangaceiro de 1927. Como que combinado, todo o bando em ato contínuo passava o lenço encardido sobre a testa como em continência. Não tinham sede. Tinham o calor dos trópicos. Há pouco passaram por um farto açude. Água boa, terra boa…

Depois do sobressalto e do medo do desconhecido, o vaqueiro agora estava um tanto aliviado. Pois viu que era Massilon – velho conhecido de outros tempos. Mesmo de relance, deu até para lobrigar alguns outros bandoleiros de casa, filhos da terra das bandas do riacho das Antas.

- Bom dia Massilon! Como você voltou cedo… o combinado num era pro mês que entra? – Disse o vaqueiro com certa intimidade.

- De fato Seu Vicente, nós havia acertado com Zé Cardoso e o coroné pro começo do mês de julho. Mas sê sabe como é, a gente num domina os acontecimentos. – Continuou:

- Por isso tô aqui. E também já sei que o capitão Virgulino já tá chegando aí por perto. Tá pras bandas das porteiras ou nas terras de Antoin da Piçarra dando uma descansada -

Explicou Massilon sentado de lado sobre a lua da sela, como que descansando as nádegas da longa viagem.

- É bom prevenir o capitão. Vi dizer que os macacos de Arlindo Rocha e Mané Neto estão fechando o cerco por aquelas bandas. É bom num facilitar. Aqui na Aurora estamos mais protegidos sob os cuidados do coroné Arruda.

Depois emendou: – Mas seu Vicente, me diga, onde está seu Zé Cardoso? –Perguntou:

- Trago a encomenda do coroné Izaías Arruda e tenho um bilhete de Décio Holanda sobre aquele assunto de Mossoró. Neste instante o vaqueiro do Diamante pareceu que tinha fogos nos olhos.

- Ora Massilon, você devia ter mandado dizer antes pelo pessoal das Antas. Zé Cardoso foi pra Missão Véia inda hoje no trem da feira pra tratar de assunto particular com o coroné Izaías. Depois a gente precisa de pagamento né. Disse ele que tinha pressa e tinha urgência. O vaqueiro continuou na sua longa explicação:

- Mas pelo jeito a amanhã cedo já deverá está de volta pelas Ipueiras. – explicou.

- Mas me diga onde vosmicê quer se arranchar? Aqui no Diamante na minha morada ou lá na casa das Ipueiras? Quis saber o vaqueiro. Pensativo Massilon demorou um pouco com o olhar enigmático voltado para o norte. Depois respondeu de chofre:

- Seu Vicente agradeço a sua hospitalidade. Mas quero ficar com meus homens até Zé Cardoso me trazer o coroné, lá na gruta da serra dos Cantins se o amigo não fizer caso pela escolha. – disse ele.

- O amigo acaso podendo me dispor do necessário é lá que eu queria me acoitar pelo tempo devido que for. Tenho coisas importantes para o coroné e naquele esconderijo de Lampião me sinto mais seguro. Sê sabe como é né? Munição e arma nós tem pra qualquer precisão.

- Bom, se o amigo deseja assim. Assim será feito. O resto pode deixar por minha conta.

Após este diálogo o vaqueiro que vinha do Coxá acenou para o resto do bando. Dizendo alto:

- Cambada vamo então lá pra casa para gente cumer qualquer coisa, pois as caras de vocês num nega. Vocês tão é lascado de fome e de sede num é?

Em seguida trocou algumas palavras com os jagunços do bando de Izaías Arruda que vez por outra serviam a Massilon nas suas incursões regionais. Eram eles: Zé Lúcio, José Roque, Zé Coco. Depois de comerem na casa do vaqueiro, Massilon com seu bando seguiu para o esconderijo da serra dos Cantins a cerca de apenas meia légua da Ipueiras onde aguardaria o coronel e Lampião com relativa segurança.

Era inegável. Ele temia alguma perseguição pela pilhagem que praticara dias antes. Com toda aquela dinheirama obtida nos últimos saques, Massilon repartiria com o coronel Izaías Arruda. Este era o trato – a partilha seria na base do meio a meio. E de quebra, por conta desse lucro aparentemente fácil tentaria convencer, o arguto Lampião para a sonhada empreitada da invasão de Mossoró. Seria o xeque mate para subir de vez na vida.

Dias depois, num final de tarde na casa grande da Fazenda Ipueiras – propriedade do coronel Izaías Arruda – arrendada ao seu cunhado Zé Cardoso, ocorreria o célebre encontro com vistas a traçar as estratégias para o ataque de Mossoró no Rio Grande do Norte. Da qual participaram, além de Massilon, o cangaceiro aurorense Júlio Porto que servia à Décio Holanda do Pereiro, Zé Cardoso, Lampião, Sabino e o coronel Izaías Arruda, este último como o grande patrocinador da empreitada. Igualmente, o principal responsável pelo convencimento de Virgulino que a princípio não concordou em participar do acerto, por conta do seu total desconhecimento da geografia do lugar e a ausência de coiteiros que o auxiliasse. Não costumava fugir do seu modus operandi de agir. Nestas coisas certas mudanças nunca são bem-vindas porque não surtem efeito positivo.

Não diretamente na sala de jantar onde a trama acontecia, estavam na sala da frente o vaqueiro Miguel Saraiva e o jovem Asa Branca, que mais tarde ingressaria no bando de Lampião com destino à Mossoró. Por conta da sua pouca idade, 15 anos, Asa Branca inicialmente foi recusado por Lampião, pois segundo ele, ‘não trabalhava com menino’. Não pela a insistência do jovem e do próprio Zé Cardoso, Lampião terminou aquiescendo após assistir na frente da Casa Grande uma sessão de tiro ao alvo realizada por Asa Branca. Ficou maravilhado e até confidencio para o coronel que o menino era mais um bom de vera…

“Este é igual uma Asa Branca, a gente só se ver a marca quando ela voa e estica as assas”, disse o capitão baixinho ao coiteiro-amigo Izaías Arruda.

Era ele, o tal menino, um atirador dos mais exímios. Um caçador renomado no sítio.. Tanto que conseguia a proeza de não errar um só tiro, mesmo os de olhos vedados(mirava antes e em seguida pedia para vedar seus olhos) como também os que foram executados de costas. Naquele final de tarde começava a ser planejada nos seus mínimos detalhes a empreitada para a invasão de Mossoró. Um projeto ousado, cujos riscos sequer foram devidamente avaliados. Aquilo de certa maneira intrigou o rei do cangaço.

Um investimento de curto prazo que ajudara a cegar os seus protagonistas. Toda trama foi arquitetada na fazenda Ipueiras no município de Aurora no Cariri cearense. Mas a história não terminaria ali. Depois do malogro, Aurora seria novamente palco de uma nova saga cangaceira, além de ponto culminante da fantástica e polêmica perseguição e marcha de Lampião e seu bando na direção da fazenda Ipueiras de Zé Cardoso e o coronel Izaías Arruda.

Sem ela, qualquer narrativa sobre o reio do Cangaço estará fatalmente comprometida, posto que não estará completa.

José Cícero
Professor e Pesquisador do Cangaço.
Secretário de Cultura de Aurora-CE.

´Rama branca´ servirá de mastro do pau da bandeira – Antonio Vicelmo

Bandeira2Barbalha. Escolhida a árvore que servirá de mastro do Pau da Bandeira da festa de Santo Antônio, padroeiro de Barbalha. É uma espécie denominada popularmente de “rama branca”, que segundo o “capitão do pau”, Rildo Teles, mede 25 metros de altura e pesa cerca de três toneladas. “Esta é maior e mais pesada do que o mastro dos anos anteriores”, comemora Rildo Teles, esclarecendo que, quando a árvore é pequena, os carregadores reclamam.

Agora é aguardada a liberação do corte da árvore por parte do ICM-Bio que, no mês passado, ameaçou embargar o corte porque a Prefeitura, segundo o engenheiro ambientalista Pedro Carlos Augusto, não cumpriu o termo de ajuste de conduta que exige o reflorestamento da área. O corte está marcado para o dia 13 de maio. Durante a escolha do pau, foi feito, ainda, um geo-referenciamento das árvores que servirão de mastro para os próximos 10 anos. O secretário adjunto de Meio Ambiente de Barbalha, Marcos Maciel Torres, disse que “esse processo de geo-referenciamento será colocado no papel para ser entregue aos órgãos ambientais, mostrando que estamos fazendo previsões das árvores que serão cortadas num período de dez anos. Já temos um horto florestal e faremos um estudo técnico, juntamente com o Instituto Chico Mendes, e plantaremos árvores nativas que sejam propícias para a área”.

O professor Josier Ferreira, representando a Universidade Regional do Cariri (Urca), disse que a preocupação com o meio ambiente está sintonizada com o tema da Campanha da Fraternidade que, este ano, tem como objetivo defender a vida no planeta. A festa de Santo Antônio também faz referência à campanha, com o tema “Com Santo Antônio vocacionados a defender a vida no planeta”.

“Esta festa está garantida por dez anos, pois é centenária, precisa ser realizada com a preocupação com a natureza acima de tudo”, disse o professor. A festa será aberta, domingo, 29 de maio, com o desfile de cerca de 50 grupos folclóricos, entre penitentes, bandas cabaçais, reisados, carpideiras, maneiro pau, entre outros, a partir de 9 horas, logo depois da missa celebrada na Matriz de Santo Antônio. No mesmo dia, à tarde, é feito o transporte do pau da bandeira do Sítio Flores para a Igreja Matriz, onde a árvore é fincada como mastro da bandeira de Santo Antônio.

Programação

São duas semanas de rezas, leilões, trezenas e festas populares. O Parque da Cidade, um espaço destinado à apresentação de bandas, se transforma num verdadeiro arraial com a instalação de barracas para a venda de comidas e bebidas, shows e quermesse. O encerramento é no dia 13 de junho, com uma grande procissão de todos os santos padroeiros das capelas do Município, tendo à frente a imagem de Santo Antônio, transportada num jipe-andor decorado por senhoras da sociedade de Barbalha. A programação de shows será aberta domingo.

MAIS INFORMAÇÕES

Rildo Teles
Capitão do Pau da Bandeira
Município de Barbalha
Telefone: (88) 9966.4215

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diario do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Padre Cícero – O Filho mais ilustre do CRATO

A concepção materialista de um milagre se faz pela sabedoria da crença e na força da fé no que se acredita. São muitos os caminhos que se trilha pelo misticismo dos pedidos e crenças desejadas pelas agruras do sertão nordestino. Na colina do horto, são muitas materializações de um povo esperançoso pela graça e a satisfação dos seus pedidos ofertados pelo divino espírito santo, nos bilhetes e cartas enviados ao santo padre do nordeste, o Cícero Romão. As castas sociais se diversificam, e os preconceitos inexistentes, quando se quer alcançar a graça do milagre, e ai os pedidos vão desde os pessoais e de estéticas como cirurgias plásticas, como também ao que mais se deseja, que são as chuvas de um inverno de farturas. O milagre das águas, de bom inverno de mandiocas, que se faz a farinha e a hóstia, consumada em sangue, que se fez a Meca de peregrinações um sertão estiado em que as farturas estarão sempre no misticismo das imagens santificadas pela crença popular do santo romeiro Padre Cícero Romão Batista. ( Texto de Wilson Bernardo ).
 
SAIBA MAIS
 
Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Proprietário de terras, gado e dono de diversos imóveis, o Padre Cícero fazia parte da sociedade e política conservadora do sertão do Cariri. Tinha no médico Floro Bartolomeu seu braço direito e integrava o sistema político cearense que ficou sob o controle da família Accioli durante mais de duas décadas. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará e da Região Nordeste do Brasil. Em março de 2001, foi escolhido O Cearense do Século em votação promovida pela TV Verdes Mares em parceria com a Rede Globo de Televisão.
Biografia
 
Nascido no interior do Ceará, era filho de Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana, conhecida como dona Quinô. Aos seis anos de idade, começou a estudar com o professor Rufino de Alcântara Montezuma. Um fato importante marcou a sua infância: o voto de castidade, feito aos doze anos, influenciado pela leitura da vida de São Francisco de Sales Em 1860, foi matriculado no Colégio do renomado Padre Inácio de Sousa Rolim, em Cajazeiras na Paraíba. Aí pouco demorou, pois, a inesperada morte de seu pai, vítima de cólera, em 1862, o obrigou a interromper os estudos e voltar para junto da mãe e das irmãs solteiras. A morte do pai, que era pequeno comerciante no Crato, trouxe sérias dificuldades financeiras à família, de tal sorte que, mais tarde, em 1865, quando Cícero Romão Batista precisou ingressar no Seminário da Prainha, em Fortaleza, só o fez graças à ajuda de seu padrinho de crisma, o coronel Antônio Luís Alves Pequeno.
Ordenação
 
Durante o período em que esteve no seminário, Cícero era considerado um aluno mediano e, apesar de anos depois arrebatar multidões com seus sermões, apresentou notas baixas nas disciplinas relacionadas à oratória e eloquência. Padre Cícero foi ordenado no dia 30 de novembro de 1870. Após sua ordenação retornou a Crato e, enquanto o bispo não lhe dava paróquia para administrar, ficou a ensinar latim no Colégio Padre Ibiapina, fundado e dirigido pelo professor José Joaquim Teles Marrocos, seu primo e grande amigo.
Chegada a Tabuleiro Grande
No Natal de 1871, convidado pelo professor Simeão Correia de Macedo, Padre Cícero visitou pela primeira vez o povoado de Juazeiro (numa fazenda localizada na povoação de Juazeiro, que pertencia a cidade de Crato), e ali celebrou a tradicional missa do galo. O padre visitante, de 28 anos de idade, estatura baixa, pele branca, cabelos louros, penetrantes olhos azuis e voz modulada, impressionou os habitantes do lugar. E a recíproca foi verdadeira. Por isso, decorridos alguns meses, exatamente no dia 11 de abril de 1872, lá estava de volta, com bagagem e família, para fixar residência definitiva no Juazeiro. Muitos livros afirmam que Padre Cícero resolveu fixar morada em Juazeiro devido a um sonho (ou visão) que teve, segundo o qual, certa vez, ao anoitecer de um dia exaustivo, após ter passado horas a fio a confessar as pessoas do arraial, ele procurou descansar no quarto contíguo à sala de aulas da escolinha, onde improvisaram seu alojamento, quando caiu no sono e a visão que mudaria seu destino se revelou. Ele viu, conforme relatou aos amigos íntimos, Jesus Cristo e os doze apóstolos sentados à mesa, numa disposição que lembra a última Ceia, de Leonardo da Vinci. De repente, adentra ao local uma multidão de pessoas carregando seus parcos pertences em pequenas trouxas, a exemplo dos retirantes nordestinos. Cristo, virando-se para os famintos, falou da sua decepção com a humanidade, mas disse estar disposto ainda a fazer um último sacrifício para salvar o mundo. Porém, se os homens não se arrependessem depressa, Ele acabaria com tudo de uma vez. Naquele momento, Ele apontou para os pobres e, voltando-se inesperadamente ordenou: – E você, Padre Cícero, tome conta deles!
Apostolado
Uma vez instalado, formado por um pequeno aglomerado de casas de taipa e uma capelinha erigida pelo primeiro capelão padre Pedro Ribeiro de Carvalho, em honra a Nossa Senhora das Dores, padroeira do lugar, ele tratou inicialmente de melhorar o aspecto da capelinha, adquirindo várias imagens com as esmolas dadas pelos fiéis. Depois, tocado pelo ardente desejo de conquistar o povo que lhe fora confiado por Deus, desenvolveu intenso trabalho pastoral com pregação, conselhos e visitas domiciliares, como nunca se tinha visto na região. Dessa maneira, rapidamente ganhou a simpatia dos habitantes, passando a exercer grande liderança na comunidade. Paralelamente, agindo com muita austeridade, cuidou de moralizar os costumes da população, acabando pessoalmente com os excessos de bebedeira e com a prostituição. Restaurada a harmonia, o povoado experimentou, então, os passos de crescimento, atraindo gente da vizinhança curiosa por conhecer o novo capelão. Para auxiliá-lo no trabalho pastoral, Padre Cícero resolveu, a exemplo do que fizera Padre Ibiapina, famoso missionário nordestino, falecido em 1883, recrutar mulheres solteiras e viúvas para a organização de uma irmandade leiga, formada por beatas, sob sua inteira autoridade. Atuou sempre com zelo na recepção dos imigrantes, dentre eles pode-se destacar José Lourenço Gomes da Silva, líder do Caldeirão de Santa Cruz do Deserto.
Suposto milagre
 
No ano de 1889, durante uma missa celebrada pelo padre Cícero, a hóstia ministrada pelo sacerdote à beata Maria de Araújo se transformou em sangue na boca da religiosa. Segundo relatos, tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre em Juazeiro. A pedido de padre Cícero a diocese formou uma comissão de padres e profissionais da área da saúde para investigar o suposto milagre. A comissão tinha como presidente o padre Climério da Costa e como secretário o padre Francisco Ferreira Antero, contava, ainda, com a participação dos médicos Marcos Rodrigues Madeira e Ildefonso Correia Lima, além do farmacêutico Joaquim Secundo Chaves. Em 13 de outubro de 1891, a comissão encerrou as pesquisas e chegou à conclusão de que não havia explicação natural para os fatos ocorridos, sendo portanto um milagre. Insatisfeito com o parecer da comissão, o bispo Dom Joaquim José Vieira nomeou uma nova comissão para investigar o caso, tendo como presidente o padre Alexandrino de Alencar e como secretário o padre Manoel Cândido. A segunda comissão concluiu que não houve milagre, mas sim um embuste. Dom Joaquim se posicionou favorável ao segundo parecer e, com base nele, suspendeu as ordens sacerdotais de padre Cícero e determinou que Maria de Araújo fosse enclausurada.
 
Em 1898, padre Cícero foi a Roma, onde se reuniu com o Papa Leão XIII e com membros da Congregação do Santo Ofício, conseguindo sua absolvição. No entanto, ao retornar a Juazeiro, a decisão do Vaticano foi revista e padre Cícero chegou a ser excomungado, porém, estudos realizados décadas depois pelo bispo Dom Fernando Panico sugerem que a excomunhão não chegou a ser aplicada de fato. Atualmente, Dom Fernando conduz o processo de reabilitação do padre Cícero junto ao Vaticano. Em 1977 foi canonizado pela Igreja Católica Apostólica Brasileira (diferente da Igreja Catolica Apostolica Romana).
Política
 
Era filiado ao extinto Partido Republicano Conservador (PRC). Foi o primeiro prefeito de Juazeiro do Norte, em 1911, quando o povoado foi elevado a cidade. Em 1926 foi eleito deputado federal, porém não chegou a assumir o cargo. Em 4 de outubro de 1911, Padre Cícero e outros dezesseis líderes políticos da região se reuniram em Juazeiro e firmaram um acordo de cooperação mútua bem como o comprimisso de apoiar o governador Antônio Pinto Nogueira Accioli. O encontro recebeu a alcunha de Pacto dos Coronéis, sendo apontado como uma importante passagem na história do coronelismo brasileiro Em 1913 foi destituído do cargo pelo governador Marcos Franco Rabelo, voltando ao poder, em 1914, quando Franco Rabelo foi deposto no evento que ficou conhecido como Sedição de Juazeiro. Foi eleito, ainda, vice-governador do Ceará. No final da década de 1920, o Padre Cícero começou a perder a sua força política, que praticamente acabou depois da Revolução de 1930. Seu prestígio como santo milagreiro, porém, aumentaria cada vez mais.
Ligação com o cangaço
 
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, era devoto de padre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. Os dois se encontraram uma única vez, em Juazeiro do Norte, no ano de 1926. Naquele ano, a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes, percorria o interior do Brasil desafiando o Governo Federal. Para combatê-la foram criados os chamados Batalhões Patrióticos, comandados por líderes regionais que muitas vezes arregimentavam cangaceiros. Existem duas versões para o encontro. Na primeira, difundida por Billy Jaynes Chandler, o sacerdote teria convocado Lampião para se juntar ao Batalhão Patriótico de Juazeiro, recebendo, em troca anistia de seus crimes e a patente de Capitão. Na outra versão, defendida por Lira Neto e Anildomá Willians, o convite teria sido feito por Floro Bartolomeu sem que padre Cícero soubesse. O certo é que ao chegarem em Juazeiro, Lampião e os quarenta e nove cangaceiros que o acompanhavam, ouviram padre Cícero aconselhá-los a abandonar o cangaço. Como Lampião exigia receber a patente que lhe fora prometida, Pedro de Albuquerque Uchoa, único funcionário público federal no município, escreveu em uma folha de papel que Lampião seria, a partir daquele momento, Capitão e receberia anistia por seus crimes. O bando deixou Juazeiro sem enfrentar a Coluna Prestes.
Imagem viva do Santo Padre Cícero na colina do Horto
A urna em que os romeiros devotos,guardam os pedidos em bilhetes,para a consagração do milagre
Orações ao Pé da estátua do meu Padim Cíço

Detalhes de uma estátua sobrecarregada com o tempo dos cajados messiânicos

O milagre da hóstia são todas as comungações na feitura do místico,sagrado e profano
 
Texto: Wikipedia ( Com introdução de Wilson bernardo )
Wilson Bernardo –  Fotografia

Continua gravações da minissérie “Sedição do Juazeiro”

Dsc09376aUma minissérie que trata sobre um acontecimento histórico em Juazeiro do Norte, a Sedição de Juazeiro, que relata a história da Guerra de 1914. A minissérie teve 5 anos de produção e será gravada nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Iguatu, Piquet Carneiro, Quixadá e Fortaleza. O roteirista Jonas Luiz de Icapuí, o ator Ary Sherlock, que faz o papel do padre Cícero, e Magnum Carvalho, que faz o Dr. Floro Bartolomeu, participaram de uma entrevista no CETV 1ª Edição da TV Verdes Mares Cariri. Na ultima semana, o predio da Fundação J. de Figueiredo Filho, em Crato foi incluido no set de filmagens da minisserie.

SAIBA MAIS:

A Revolta ou Sedição de Juazeiro foi um confronto ocorrido em 1914 entre as oligarquias cearenses e o governo federal provocado pela interferência do poder central na política estadual nas primeiras décadas do século XX. Ocorreu no sertão do Cariri, interior do Ceará, e centralizou-se em torno da liderança de Floro Bartolomeu e padre Cícero Romão Batista. Após a revolta, padre Cícero sofreu retaliações políticas e foi excomungado pela Igreja Católica no fim da década de 1920. Entretanto, permaneceu como eminência parda da política cearense por mais de uma década e não perdeu sua influência sobre a população camponesa, que passou a venerá-lo como santo e profeta. Em Juazeiro do Norte, um enorme monumento erguido em sua homenagem atrai, todos os anos, multidões de peregrinos.

Origem

Com o intuito de conter seus opositores, o presidente Hermes da Fonseca criou a política das salvações que consistia em promover intervenção federal nos estados evitando que oposicionistas fossem eleitos para o governo estadual. O marechal Hermes da Fonseca decidiu intervir no estado do Ceará com objetivo de neutralizar o poder das oligarquias mais poderosas da região, que estavam sob controle do senador gaúcho José Gomes Pinheiro Machado, um político com muita influência sobre os coronéis do Norte e Nordeste brasileiro. Eleito intendente (prefeito) de Juazeiro em 1911, padre Cícero envolveu-se na disputa com o presidente Hermes da Fonseca para manter no poder regional a família Acioly. Em 1912, a intervenção federal no Ceará derrubou do poder a família Acioly, sendo nomeado interventor o coronel Marcos Franco Rabelo, havendo eleição apenas para o cargo de vice-governador, na qual padre Cícero Romão Batista foi eleito, acumulando também o cargo de intendente de Juazeiro do Norte. Naquela época, o padre Cícero já era conhecido no sertão nordestino por ser considerado um homem santo e “fazedor de milagres”. Chamavam-no de “Padim Ciço”. Em 1914 Franco Rabelo rompeu com o Partido Republicano Conservador (PRC), e iniciou uma perseguição a Padre Cícero, destituindo-o dos cargos que exercia e ordenando a prisão do sacerdote. O deputado federal Floro Bartolomeu, aliado de Pinheiro Machado, montou um batalhão para defender Padre Cícero, seu amigo pessoal. O grupo era formado por jagunços e romeiros, era a união da força de Floro com o carisma de Cícero.

O conflito

Floro Bartolomeu e Padre Cícero.

Quando os soldados de Franco Rabelo chegaram a Juazeiro do Norte se depararam com uma situação inusitada: Em apenas uma semana, os romeiros cavaram um valado de nove quilômetros de extensão cercando toda a cidade e ergueram uma muralha de pedra na colina do Horto. a fortificação recebeu o nome de “Círculo da Mãe de Deus”. O batalhão ao ver que seria impossível romper o círculo, recuou e pediu reforços. As forças estaduais retornaram à cidade do Crato e pediram reforços para destruir o círculo. Franco Rabelo enviou mais soldados e um canhão para invadir Juazeiro. No entanto, o canhão falhou e as forças rabelistas foram facilmente derrotadas pelos revoltosos. Após expulsar os invasores, Floro Bartolomeu parte para o Rio de Janeiro a fim de conseguir aliados. Os revoltosos seguem para Fortaleza com o objetivo de derrubar o governador.

Na capital federal, Floro consegue o apoio do senador Pinheiro Machado. Quando as forças juazeirenses chegam a Fortaleza, uma esquadrilha da Marinha impôs um bloqueio marítimo na orla fortalezense. Cercado, Franco Rabelo não teve como reagir e foi deposto. Hermes da Fonseca nomeou interinamente Fernando Setembrino de Carvalho, enquanto novas eleições foram convocadas. Benjamin Liberato Barroso foi eleito governador e Padre Cícero vice novamente.

 

Revendo a cidade de Farias Brito – Por Armando Lopes Rafael

 

Terça-feira última, 19, revi Farias Brito. Fui assistir à homenagem que a Câmara Municipal daquela cidade prestou a um ilustre filho da terra, o Desembargador Francisco Darival Bezerra Primo (foto ao lado) e a cinco pessoas distinguidas com o título de Cidadão Honorário de Farias Brito, dentre estas o médico Leonardo Fernandes Távora, que é meu genro.

Darival foi meu colega nos bancos escolares do velho e tradicional Colégio Diocesano de Crato, a partir do que se chamava, na época, o primeiro ano ginasial. Chegou ali criança, como aluno interno, já carregando atitudes de seriedade e circunspecção que o acompanhariam pela vida afora. Tive oportunidade de dizer isso, em breves palavras, durante a homenagem que lhe foi prestada no Ginásio Poliesportivo de Farias Brito.

Nesta época do ano, a Terra da Cal (assim chamam a Farias Brito) está cercada de um verde luxuriante que inclui as plantações de milho, nas cercanias de uma cidade que cresceu e progrediu. Nem parece aquele Quixará (antiga denominação de Farias Brito), – foto à esquerda — cuja população guardava temerosa as palavras fortes do Padre Henrique José Cavalcante, o construtor – em 1868-1869 ¬ da primeira capela que seria, posteriormente, a primeira igreja-matriz de Farias Brito.

Segundo um historiador da terra, já falecido – J. Calíope – o padre Henrique era dado a fazer milagres e o povo tinha por ele grande veneração. Mas, desgostoso com um desvio de conduta de um fiel, abandonou inopinadamente Quixará. E na saída da vila (que à época fazia parte do município de Crato, juntamente com Barbalha e Caririaçu) o Padre Henrique – debaixo de um pé de Juazeiro, no sítio Lagoa de Dentro – bateu a poeira dos sapatos e disse: “Fica-te Quixará, que de Quixará não haverás de passar”.

Hoje, Farias Brito sequer lembra o Quixará mais recente – o da década 40 do século passado – quando lá viveu outro de seus vigários tido também como santo, o cônego Manoel Feitosa, que lá morreu e foi enterrado, no piso da antiga Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esta igreja, de quando em vez, na época da invernada, era invadida pelas águas do Rio Cariús, que chegava ao seu patamar e banhava de leve o túmulo do cônego Feitosa, onde estava colocada uma pequena lápide com a inscrição “Etian se mortuus fuerit vivet”. – Juan II, 25”.

Farias Brito mudou. Na solenidade da última terça-feira vi e ouvi a Banda de Música Municipal Padre Davi Moreira, formada por jovens músicos daquela cidade. Vi alunos das escolas da cidade, perfilados com suas fardas a cantarem o Hino fariasbritense. Vi adultos bem vestidos, comerciantes falando na pujança dos seus negócios e jovens sonhando em cursar a universidade. Pouca gente dali, dos dias atuais, ouviu falar no desabafo do padre Henrique. Há décadas mudaram o nome de Quixará para Farias Brito.

Quixará ficou. Já o Farias Brito de hoje vive progresso e desenvolvimento…

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Semana Santa: Crato e a Procissão do Encontro Entre Mãe e Filho – Wilson Bernardo

A quarta estação é um martírio entre a mãe e o seu filho, que denominamos procissão do encontro, quando Maria virgem santíssima encontra o seu filho jogado aos algozes nos caminhos que levam à sua crucificação. “Mãe, eles não sabem o que fazem”, e mesmo assim, o enviado dos espíritos divinos contempla a insanidade humana, com sua benevolência de cristão sabedor das escrituras sagradas. Enviados seremos para um reino sem glorias e fortunas, mas sacramentado no bem maior que é o amor incondicional dos homens para com todas as coisas.
Missa solene no santuário da igreja de São Vicente

Na caminhada do encontro entre mãe e filho sacramentado na vida eterna

os guardiões do fogo na esperança de que a vida seja justa para com a humanidade

Corações ao alto e fraternidade eterna para os homens de todas as crenças

Cristo para sempre a crucificação do santíssimo…Amém

Na escuridão do coração da humanidade a luz desperta a paz e a fraternidade

O templo e a sabedoria da luz na escuridão da mentes profundas de solidão.


Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Evandra Vieira é a nova nova “Garota Blog do Crato “

A Beleza da mulher Cratense !

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A Cratense Evandra Vieira é a mais nova representante do Concurso que acontece no website “Garota Blog do Crato”. O Chapada do Araripe publica hoje uma série de fotos enviadas pela concorrente. O Concurso terá finalização prevista para Julho de 2011, quando as 3 finalistas receberão o prêmio de R$1.000,00 distribuidos entre primeiro, segundo, e terceiro lugares. O Blog do Crato fará tambem um ensaio fotográfico com cada participante em data a ser marcada.


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Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

Visite o Site oficial:


( Fotos cedidas pela participante – Proibida qualquer tipo de Cópia, Salvamento ou Reprodução sem a permissão da autora ).

Fatos reais da vida do ecologista Jeferson da Franca Alencar no Sitio Fundão – Ed Alencar


Num certo dia… não sei do mês nem do ano, eu só sei que foi assim: Meu avô queria comer um tatu e na reserva era só o que tinha. Ele planejou para aquela noite me levar também com ele para sua caçada, eu tinha entre 12 e 13 anos e fiquei ansioso que a noite chegasse logo, e ela chegou! Meu avô na espera que as horas passassem manteve sua programação habitual de todas as noites junto ao seu radinho de pilha, ouvia a transmissão da Voz do Brasil – sintonizava a BBC de Londres na programação brasileira, quando não, lia sua revista “o cruzeiro ou manchete” além de tirar seu cochilo sentado na cadeira pertinho do rádio sobre a mesa. Por volta das 11 da noite ele acordou e me chamou: “Vamos negrinho” era assim que ele me chamava. Eu estava dormindo numa rede funda e acordei com seu chamado, pulei da rede ainda sonolento e respondi: “Vamos sim.”

Saímos até a calçada para observar o tempo, a lua estava num estado de limpidez, iluminava toda a reserva, estava bem no centro da mata sobre nossas cabeças num céu sem nuvens, muito azul e estrelado. Ele entrou de volta, passou a mão no seu facão em seguida apanhou a enxada, atiçou os cachorros que logo estavam aos nossos pés, atendendo o chamado do seu dono num agito incrível, abanando os rabos, pois já sabiam da missão. Apesar de serem vira latas, eram educados, diferentes dos barulhentos cachorros ingleses na caça a raposa, visto nos filmes com seus lordes montados a cavalo.

Tudo pronto – partimos rumo a mata. A estrada bem iluminada, víamos a distancia os cachorros em silêncio farejando os quatros cantos da estrada até toparem com uma velha raposa, desavisada dos riscos que corria ali. A correria foi feia mata a dentro! A raposa era mais rápida e esperta conhecia bem as quebradas do seu território e no pega não pega, pega não pega, com sua astucia passava duas vezes pelos mesmos rastros, pelo mesmo lugar confundindo os cachorros, cansando os inimigos que sem rumo, sem saber para onde ela foi, logo desistiam e nos acompanharam na estrada. Já bem distante de casa, eles voltaram a latir, nos aproximamos e pelo latido meu avô com sua experiência disse para mim: “Esse latido não é com tatu no buraco, eles acuaram algum animal em cima de árvore, vamos entrar no mato. Mas antes de entrarmos ele parou e disse: “Vou deixar esta enxada aqui próximo à estrada, escolheu uma moita de folhagem densa e escondeu a enxada, de volta fomos até aos cachorros acuados, foi tudo como ele descreveu, os cães saltavam latindo junto a uma árvore, ele procurou com a luz da lanterna sobre a copa da mesma e nada encontrou. Também não perdeu tempo, chamou os cachorros e partimos a procura do tatu. Saindo na estrada, ele foi em busca da enxada, vi que ele demorava na procura quando gritou para mim: oxente, a enxada não esta mais aqui!! Disse ele com certo espanto. Eu olhei para um lado e para o outro da estrada e me arrepiei todinho. Lembrei-me das histórias do saci perere e da caipora. Ali estava decretada o mistério da enxada. Nos perguntávamos como aquela enxada havia sumido de lá, pois não encontramos ninguém pela mata e os cachorros também não. Coincidentemente isso foi por volta da meia noite.

No caminho de volta para casa, procurei andar sempre pertinho dele, sempre um passo a sua frente com as pernas bambas sem olhar para traz. Uma surpresa quando nos aproximávamos de casa, eis que de repente os cachorros entocaram um tatu no buraco e mesmo sem a enxada o buraco era raso, os cachorros ajudaram a cavar e ele pegou o tatu. Combinamos que no amanhecer do dia, voltaríamos ao local para procurarmos a enxada, mas ele foi primeiro e não encontrou.

Ele faleceu aos 88 anos e levou consigo o mistério da enxada que nunca apareceu e me deixou como testemunha destes fatos e curiosidades vividos no sitio Fundão.

Por: Ed Alencar
Foto: Jeferson da Franca Alencar – Por: Bola Bantim

Quadrilhas juninas se preparam para festejos


Cadeia produtiva dos folguedos de junho inclui 72 mil pessoas em todo o Estado. Neste total, 35 mil são dançarinos que dominam talento e criatividade nos movimentos. FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS. Cerca de 180 grupos de quadrilhas juninas do Cariri disputam o edital da cultura para realização das festas em junho.

Juazeiro do Norte. Um movimento que leva praticamente todo o ano de planejamento e execução de projetos para a realização das apresentações nos festivais. Com a finalidade de debater o fortalecimento dos quadrilheiros e toda a cadeia produtiva em torno dos grupos, foi realizado em Juazeiro o Fórum Cultural do Movimento Junino do Ceará, por meio da Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará. Na região, é a segunda reunião, com participação de representantes de quadrilhas e secretários de Cultura de 12 Municípios.

A primeira aconteceu em Assaré. O edital de incentivo aos grupos já saiu. São dezenas concorrendo ao apoio. Das mais de 600 quadrilhas de todo o Estado, o Cariri entra com cerca de 180 grupos. Juazeiro do Norte atualmente reúne o maior número de grupos, com 40 quadrilhas, ficando atrás apenas da cidade de Campos Sales, com 23 grupos. Segundo o presidente da entidade, Kiko Sampaio, a finalidade do encontro não foi apenas discutir festivais, que se aproximam, mas toda a cadeia produtiva que mobiliza, segundo ele, 72 mil pessoas em todo o Estado. Esse número inclui 35 mil dançarinos, envolvidos num movimento espontâneo, da cultura, que gera cerca de R$ 45 milhões. Essa é a estimativa da federação, ao colocar o movimento de quadrilhas no patamar de relevância para a economia do Estado. Nos festivais comum um todo são movimentados R$ 20 milhões e as quadrilhas, especificamente, mais R$ 25 milhões. De acordo com a Federação, são 8 mil empregos sazonais gerados, incluindo desde músicos a costureiros. “São impactos sociais importantes”, ressalta Kiko Sampaio.

Vários pontos foram apresentados pelos integrantes dos grupos da região, relacionados às dificuldades de levantar recursos para produzir o espetáculo. Kiko destacou a disponibilidade da federação de esclarecer aos grupos no sentido de produzirem os seus projetos para concorrerem ao edital. “A nossa meta foi apresentar ações que estão sendo desenvolvidas em todo o Estado e os eventos no Nordeste e Brasil”, explica.

Ele ressalta a posição do Cariri em nível de Nordeste, com 25% das quadrilhas. São 670 grupos, 350 delas filiados à Federação. Nos meses de junho e julho, período que acontecem a apresentações, com os festivais municipais e intermunicipais, além do estadual, são cerca de 9.500 em todo Estado. Kiko foi eleito também presidente da União Nordestina de Entidades Juninas (Unej). Ele destaca a participação do Ceará e sua representatividade atual em nível de Nordeste. Mesmo com uma pequena participação junto à federação, o Cariri possui na entidade uma diretoria Regional, que tem à frente Gil Soares.

MAIS INFORMAÇÕES
Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará
Rua Guilherme Rocha, 218, 6º andar – Fortaleza
Telefones: (88) 3253.1436/ 8852.6552

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

Charlies Chaplin – 122 Anos

Charleschaplin400Sir Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, e como Carlitos ou também “O Vagabundo” no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e – sua marca pessoal – um pequeno bigode-de-broxa.

Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.

Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: “Chaplin não foi apenas ‘grande’, ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam.”

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d ‘Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris causa ) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

Fonte: Wikipedia

Artesã do Crato transforma histórias reais em bonecos


Mesmo sem nenhuma divulgação de seu trabalho, os bonecos de dona Mundinha já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional. Mesmo sem nenhuma divulgação de seu trabalho, os bonecos de dona Mundinha já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional. 

Crato. “A arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida”. Ancorada, inconscientemente nesta filosofia, a dona de casa Raimunda Maria Dantas, conhecida como “Mundinha”, está dando um exemplo de superação para aqueles que têm mais de 70 anos de idade. Está transformando em bonecos as histórias que ouviu contar quando era menina no terreiro de sua casa no Sítio Serra Verde. Personagens como Padre Cícero, Lampião, Maria Bonita, beato José Lourenço, dentre outros que fizeram parte de sua vida são revividos na arte de fazer bonecos. Além de relembrar o passado, dona Mundinha utiliza a arte como uma forma de se comunicar com o mundo exterior. Uma pintura, por exemplo, pode valer mais do que mil palavras, pois a linguagem sutil da alma costuma se expressar com mais clareza por meio dos mínimos detalhes de um trabalho artesanal. E assim, a artesã vai costurando suas ideias e alinhavando seus pensamentos.

História de Criança

Cada boneco restaura uma história de criança, diz dona Mundinha, lembrando que a confecção do beato Zé Lourenço foi inspirada numa conversa familiar. Seu pai contava que um dia descobriu o beato, acompanhado de nove mulheres, dentro do mato, talvez fugindo da Polícia. Ao ser descoberto, o beato se largou de mata a dentro, deixando a comida que estava sendo preparada para o almoço. A imagem ficou gravada na mente dela que, hoje, a reproduz em forma de bonecos. E assim ocorre com outros personagens da história regional que povoaram a imaginação dos sertanejos.

Autênticos

Ao contrário das bonequeiras do pé de manga, que se reúnem debaixo de uma árvore para confeccionar suas bonecas, dona Mundinha realiza um trabalho solitário. Mesmo sem nenhuma divulgação, os seus bonecos já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional. Por trás dos bonecos, existe uma história triste de dor e sofrimento. A morte de uma filha querida levou dona Mundinha ao reencontro com a arte que foi sufocada pelos afazeres do dia a dia de uma dona de casa. “Era uma formar de matar a saudade”. Nos braços dos bonecos, surgiram outras conquistas. Apreendeu a ler e escrever com mais de 60 anos de idade. Concluiu o Ensino Médio. Agora, aos 73 anos, está sendo incentivada pelas filhas a fazer uma faculdade.

MAIS INFORMAÇÕES

Mundinha Dantas
Rua Derval Peixoto, 200
Município do Crato

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Pianista Brasileiro Nelson Freire lança coletânea do Compositor Franz Liszt


Nelson Freire mostra sua enorme intimidade com o compositor na escolha inteligente do repertório de CD que celebra os 200 anos do músico húngaro.Um novo CD de Nelson Freire chega às lojas – e sites de downloads – do Brasil e do mundo na segunda-feira. Contratado exclusivo da Decca, o pianista brasileiro obedece, nesse caso com imenso entusiasmo, ao marketing das efemérides. No ano Liszt – comemoram-se em 2011 os 200 anos de seu nascimento -, pululam gravações das obras mais conhecidas, como as Rapsódias Húngaras 2, 4, 6, 12 e 15, o Sonho de Amor, etc., etc. 

Como há décadas Nelson curte enorme intimidade com Liszt, foi rara sua inteligência na escolha do repertório. Seu oitavo CD para a Decca foi gravado entre 26 e 31 de janeiro em Hamburgo, na Alemanha, com cinco peças curtas, duas mais alentadas e o ciclo Consolations. Nelson está mais afiado do que nunca. Personalíssimo, imprime rubatos que encantam, uma fluência já lendária e a incrível capacidade de estabelecer refinadas gradações de dinâmica e expressividade no toque.

O recital começa com Waldesrauschen, um dos dois estudos de concerto de 1862. É o melhor Liszt, em que a mão esquerda constrói em semicolcheias uma ondulação sobre a qual um tema brinca de perpétua modulação. A seguir, duas peças dos dois primeiros cadernos dos Années de Pélerinage, compostos sob a paixão por Marie d”Agoult. Do primeiro caderno, Suíça, Nelson toca Au Lac de Wallenstadt, plácida barcarola. E do segundo, Itália, Nelson escolhe a terceira das peças sobre sonetos do poeta Petrarca, do século 14. Elas nasceram como “lieder” e depois Liszt as transcreveu para piano. Grande momento de Nelson, entregue à música atormentada pelo amor.

Na Valse Oubliée n.º 1, do fim de sua vida, Nelson capta a inesperada economia de meios de um compositor transbordante.

As duas peças mais ambiciosas são o 11.º dos Estudos Transcendentais e a Balada n.º 2. Harmonies du soir, que dá título ao CD. Em plena maturidade, Nelson acaricia as notas e transmite o impossível. Isto é, uma certa sensação de imobilidade no instante, como disse um pesquisador. Harmonies começa no crepúsculo, eleva-se num canto de ação de graças sereno – com uma sucessão de acordes perfeitos sob um colchão de arpejos – explode em pura paixão no molto animato, trionfante, e retorna à paz da imersão na natureza. Os mesmos acordes perfeitos sob arpejos retornam na Balada n.º 2, de 1853, tão bela quanto as muito mais conhecidas baladas de Chopin. Talvez esteja aqui o clímax dessa excepcional gravação. Ambiciosa em seus quase 14 minutos, ela faz atribulada viagem tonal, que sai de si menor, viaja por tonalidades distantes até retornar em si bemol maior.

O arsenal virtuosístico da escrita lisztiana exige o máximo do intérprete. Qualquer ouvido sente a mudança do tom menor para o maior, transfiguração magistralmente conduzida por Nelson.

Comunhão é a palavra para qualificar como Nelson interpreta o ciclo Consolations (1849-1850), seis peças atípicas na produção de Liszt. Fogem do virtuosismo, qualquer pianista amador consegue martelá-las ao piano. Raros são os que conseguem extrair a essência fugidia dessas peças quem sabe escritas sob o impacto da morte de seu amigo Chopin. Nelson consegue isso, mesmo dentro de pequenos arcos de dinâmica, como na primeira delas, um contrito “Andante con moto”. No fim triunfa a música, num gesto bem lisztiano, ou “a vida continua”, conclui filosoficamente a sexta vinheta do ciclo, intitulada “Allegretto sempre cantabile”.

Bem, ano Liszt oblige. Era preciso fazer uma rapsódia húngara. Nelson escolheu uma das menos conhecidas, a terceira, e o resultado é impactante.

João Marcos Coelho – O Estado de S.Paulo

Fundão, luta bem sucedida – Emerson Monteiro

FundãoHá coisa de seis a sete anos, quando André Barreto ainda secretariava o Meio Ambiente do Estado, numa manhã já quase ao calor do meio-dia, presenciei uma solenidade no Sítio Fundão, em Crato, para instalação do Parque Ecológico da localidade, imediações das Cacimbas, acima do Seminário. Caminhos recém abertos dentro da mata virgem acomodaram o estacionamento de um tanto de carros subidos da cidade, à busca de acompanhar a instalação do projeto e ouvida dos discursos.

Depois passou o período de lá até aqui. Notícias que se contradiziam. Princípios de incêndios nas queimadas do ano passado. Quase esgotamento de possibilidades administrativas; a demora na chegada de verbas, aquelas movimentações dos governos. Mais recentemente, avistei Edi Alencar, radialista neto de Jefferson da Franca Alencar, Seu Jeffresso, o antigo proprietário do sítio e que manteve inteira a mata nativa todo esse tempo, resistindo ao preço da civilização, para não deixar que destruísse o pouco que conservara junto do vetusto engenho de madeira puxado a boi e ainda retinha formatos erguidos, matéria prima e estudo para alunos que desejem conhecer, no local, a espécie de tecnologia usada naqueles idos das moagens artesanais da cana.

E Edi, o baluarte do empreendimento junto da sociedade caririense, informava que os esforços continuavam de pé a fim de levar avante o sonho conservacionista da família, na preservação do Sítio Fundão, patrimônio de seu avô que hoje forma o parque, nas proximidades do Crato.

Agora, portanto, as mais recentes informações dão conta de algo concreto. Por fim cresceu no horizonte, restaurada, a casa de dois andares feita em taipa, da época de Seu Jefresso, que recebeu tratamento especial e segue integrada ao verde da mata, contendo as qualidades típicas dessa construção rústica, modelo sertanejo inigualável, fruto dos princípios humanos de moradia.
O que sobrou do engenho lá está, sob o acompanhamento das autoridades estaduais, no trabalho de manutenção de objetivos sociais em favor da coletividade, salvaguarda de nossa história antropológica dos bens produção, num sentido ecológico maior.

Quando, na terça-feira, 29 de março de 2011, o parque foi entregue aos cearenses após dois meses de restauração com base na proposta inicial, teve refeitas as cercas em volta da área de 93,54 hectares, desapropriada numa das gestões do governador Cid Ferreira Gomes. Possui trilhas ecológicas para os visitantes, representa um dos geossítios do Geopark Araripe e guarda na sua reserva, ainda conservados, os resquícios da Mata Atlântica provenientes da fase do Brasil colônia neste ponto turístico do Nordeste.

Passeata contra a Dengue no Bairro Grangeiro – Cobertura Fotográfica





Nota do Editor: O leitor João Rosa C. Filho nos enviou fotos da passeata contra a dengue que aconteceu no Bairro Grangeiro – Parque Grangeiro, organizada pelo Grupo de Jovens JMC – (Jovens Missionários de Cristo), Prefeitura Municipal do Crato, e a Associação pro-melhoramento do Parque Grangeiro!

“A passeata graças a DEUS aconteceu conforme o combinado!
Resultados: Conseguimos identificar a rua dentro do bairro com maior número de recipientes espalhados a Ceu aberto, proporcionando assim o ciclo de vida do Mosquito!
Fizemos nestas ruas um trabalho de recolhimento de lixos ( recipientes, latas… ), entrega de panfletos, e orientamos toda a comunidade para começarem a fazer cada um o seu papel!”

Desde já agradeço o espaço!
Abraços!

Atenciosamente:

João Rosa C. Filho – Coordenador do grupo de Jovens – Jovens Missionários de Cristo (JMC).

Saiba quem foi Jim Jones – O Pastor do Diabo

NE – O mentor do Suicídio em massa da comunidade de Jonestown, que em 1978 matou 918 seguidores por envenenamento.

 

James Warren “Jim” Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 – Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi um líder de seita estadunidense, fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple), e mentor do suicídio em massa da comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, com o resultado de 918 mortes, em sua maioria por envenenamento. 

Infância e formação

Jim Jones nasceu no interior do estado de Indiana, filho de um veterano da Primeira Guerra Mundial. A alegação de Jones de que teria ascendência indígena cherokee, por parte da mãe, nunca foi comprovada. A infância de Jim se passou no período da Grande Depressão causada pela crise econômica de 1929, o que obrigou os Jones a se estabelecerem perto de Lynn, em 1934. Após a separação dos pais, a mãe de Jim mudou-se com os filhos para Richmond, também em Indiana, onde ele concluiu seus estudos em 1948. No ano seguinte, Jim casou-se com Marceline Baldwin, uma enfermeira, e em 1951 finalmente mudou-se para Indianápolis, onde viveu uma década.

Desde a infância, Jim Jones mostrou inclinações místicas e na juventude foi um leitor dedicado de obras políticas e sociais. Também demonstrou simpatia pelo marxismo e pelas reivindicações dos afro-americanos contra a segregação e a discriminação racial, sintetizadas então na militância do ator Paul Robeson, e na candidatura progressista de Henry A. Wallace à presidência dos Estados Unidos, em 1948.

Crítico da ação estadunidense na Guerra da Coreia, Jones aprovou a invasão do sul da península pelo líder comunista Kim Il-Sung, em 1950, e no ano seguinte, tornou-se membro do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA). O país então estava em plena era do macartismo, o que lhe valeu sanções dentro da Universidade de Indiana e a vigilância permanente por parte do FBI. Jones veio a romper com o CPUSA somente em 1961, quando o partido (alinhado com a política soviética) fez críticas aos excessos de Stalin.

Nessa época, Jones desenvolveu suas ideias sobre a ação política e também começou a buscar uma expressão destas dentro da religião. Em 1952, tornou-se estudante em um seminário metodista, do qual foi expulso por defender a integração racial, e trabalhou algum tempo junto aos batistas do Sétimo Dia.

O Templo dos Povos

Em 1954, Jones criou a sua própria igreja em uma área da cidade racialmente integrada. O culto recebeu vários nomes até adquirir a denominação definitiva de Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos), em 1959.

Através do Templo, Jim Jones adquiriu notoriedade e apoio político e da mídia em Indianópolis, contribuindo para por fim à segregação racial em departamentos públicos, restaurantes e hospitais. Em 1960, o prefeito democrata Charles Boswell o nomeou como diretor local da comissão de direitos humanos. No entanto, Boswell e Jones acabaram entrando em atrito quando o líder do Templo foi agredido em uma reunião do NAACP.

Família Arco-Íris

Jim e Marceline incentivaram a adoção de crianças de raças diferentes pelos membros de sua igreja. Em 1954, começaram eles próprios a sua Rainbow Family (família “arco-íris”) ao adotar Agnes, uma nativa americana de 11 anos. Nos anos seguintes, os Jones adotaram três órfãos de guerra coreanos, um afro-americano (o primeiro a ser adotado por um casal branco no estado de Indiana, em 1961) e um branco. O casal teve apenas um filho biológico, chamado Stephen Gandhi Jones. Jim Jones também foi atacado por racistas brancos, que fizeram sucessivas ameaças à sua vida e aos integrantes do Templo, embora seja possível que o próprio Jones tenha manipulado algumas dessas reações em favor de sua pregação político-religiosa.

Expansão da seita

Com seu trabalho estabelecido em Indianápolis, Jim Jones começou a buscar novas áreas para a expansão de sua seita. Em 1959, Jim Jones viajou a Cuba após a derrubada do regime de Batista, mas sua tentativa de trazer afro-cubanos para Indiana resultou em fracasso. Em 1961, após prever um ataque nuclear iminente, Jim Jones transferiu-se com sua família para Belo Horizonte(rua maraba 203, bairro de santo antonio], no Brasil, com a ideia de estabelecer um novo local para o Templo. Sem sucesso, transferiu-se em 1963 para o Rio de Janeiro, onde estudou a situação social das favelas cariocas e a mentalidade religiosa local. Mas a necessidade de resolver conflitos internos na igreja em Indiana forçou Jones a retornar aos Estados Unidos (1965), passando no caminho de retorno pela então colônia britânica da Guiana.

O Templo em San Francisco

A perspectiva de guerra nuclear – Jones faria uma nova previsão para 15 de julho de 1967 – continuou alimentando os objetivos de expansão de seu culto. Ainda em 1965, Jones começou a transferir a comunidade do Templo dos Povos para Ukiah, na região do vale das sequoias, no estado da Califórnia. Em 1970, já existiam sucursais do Templo em San Francisco e Los Angeles.

O movimento se expandia no país através de caravanas, distribuição de folhetos (especialmente entre viciados em drogas e sem-teto), concentrações em grandes cidades (como Houston, Detroit e Cleveland) e reuniões de testemunho. No entanto, todas as reuniões eram sediadas em San Francisco, que tornou-se a sede da organização em 1972. Em seu auge, em meados dos anos 70, o Templo dos Povos reuniu cerca de 3 mil membros, dos quais 70 a 80% eram afro-americanos pobres. Estatísticas exageradas do próprio movimento subiam seu número para 20 mil pessoas.

As finanças do movimento provinham de doações provenientes de seus membros ou de pessoas influentes. Objetos pessoais de Jones e amuletos eram também vendidos e o Templo chegou a ter estação de rádio e sua própria gravadora de discos.

A criação de Jonestown

Após denúncias motivadas pela deserção de oito jovens membros da igreja em 1973, o grupo dirigente do Templo se fechou em torno de Jones e sua liderança pessoal. A partir de então, relatos de ex-membros registram planos e simulações de suicídio coletivo. Em 1974, o Templo arrendou uma gleba de terra na Guiana, junto à localidade de Port Kaituma, próximo à fronteira com a Venezuela. Ali Jones, com sua família, pretendia erguer o “Projeto Agrícola” do Templo dos Povos, formando a comunidade informalmente denominada de Jonestown. Os primeiros 50 residentes, transferidos da igreja em San Francisco, chegaram em 1977. No ano seguinte, já eram mais de 900 (dos quais 68% eram afro-americanos). Ao mesmo tempo em que o fisco público fechava o cerco contra a isenção de impostos usufruída pelo Templo, Jones se referia de forma hostil ao governo dos Estados Unidos como o Anticristo, em rápida marcha em direção ao fascismo, e ao capitalismo como o regime econômico do Anticristo.

Além disso, pesaram contra Jones acusações de sequestro de crianças de ex-integrantes que tinham abandonado o Templo. O próprio Jones foi acusado de manter sob sua custódia John Victor Stoen, filho biológico de Timothy Stoen, que deixara o Templo em 1977. Stoen apelou ao congressista democrata Leo Ryan, para apelar pela custódia do filho junto ao presidente guianense Forbes Burnham. Em novembro de 1978, o Congresso dos Estados Unidos autorizou uma viagem de Leo Ryan para a Guiana (com a assistência de repórteres da NBC, para investigar as acusações de sequestro movidas contra Jones, bem como informações de que os membros da comunidade em Jonestown viviam miseravelmente.

Outras denúncias incluíam: 1) ameaças físicas e morais aos membros da seita, separados de qualquer contato com suas famílias; 2) tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos; 3) exigência de entrega de propriedades e 25% da renda de cada membro da seita; 4) interferências de Jones na escolha do casamento e na vida sexual dos casais; 5) isolamento das crianças em relação aos seus pais; 6) campanha constante junto à mídia para dar uma impressão favorável a Jones e ao Templo.

A tragédia

Ryan e sua comitiva foram recebidos calorosamente em Jonestown, em 17 de novembro de 1978, o que gerou um comentário positivo do congressista a respeito das condições de vida na comunidade isolada na floresta. Porém, no dia seguinte, a deserção de alguns membros da comunidade (que quiseram se reunir ao retorno da comitiva) criou um clima de tensão no local. Jones concordou com a saída, denunciando os desertores como traidores, e à tarde, Ryan foi atingido por um ataque desferido com faca e teve que apressar a retirada de Jonestown. Ao chegar à pista de pouso do Port Kaituma, o avião que deveria levar Leo Ryan e sua comitiva foi alvejado pela guarda (“Brigada Vermelha”) que fazia a segurança de Jim Jones. Ryan, três repórteres e uma ex-integrante do culto de Jones foram mortos. Foi a única vez em que um congressista dos Estados Unidos foi assassinado no cumprimento do dever.

A última “noite branca”

Assim que chegou a notícia da morte de Ryan, à noite, Jones pôs em prática o suicídio em massa de toda a comunidade de Jonestown, para o qual já havia feito treinamento anteriormente (embora tenha dito que o veneno não era real) em reuniões chamadas de “noites brancas”. Os membros da comunidade foram induzidos a beber um composto líquido (na forma de suco de sabor uva), contendo potássio, cloreto de cianeto e substâncias sedativas. Os que eram pequenos demais receberam na boca ou através de seringas.

A cifra final de mortos chegou a 918, incluindo mais de 270 crianças e quatro que se suicidaram no escritório da seita em Georgetown. Mais de 400 corpos não identificados foram sepultados em Oakland (Califórnia). Nem todos os integrantes da comunidade morreram na tragédia. No mínimo cinco membros conseguiram fugir ao cerco da guarda e fugir para a floresta durante o ritual de suicídio coletivo que durou, segundo essas testemunhas, cerca de 5 minutos. O corpo de Jones foi encontrado junto ao pavilhão maior, com um tiro único na cabeça.

Repercussão

Os eventos em Jonestown tiveram grande repercussão nos Estados Unidos e no restante do mundo. Larry Layton, autor dos disparos contra Ryan, alegou lavagem cerebral mas acabou sem condenado e permaneceu preso até 2002. Vários membros da seita, inclusive a própria viúva de Jones, escreveram testamentos deixando seu patrimônio ao Partido Comunista da União Soviética. Jones enviou instruções para que o ativo de 7,3 milhões de dólares fosse levado à URSS através da embaixada soviética na Guiana. No Congresso, a oposição republicana conseguiu endurecer as relações dos Estados Unidos contra a Guiana, acusando o presidente Burnham de corresponsabilidade na tragédia. No entanto, ele permaneceu no poder até sua morte, em 1985, e seu corpo foi mumificado pela equipe do Mausoléu de Lenin, em Moscou.

Antes da tragédia, o Templo já tentara negociar o êxodo da comunidade para a URSS ou outro país do bloco soviético, mas a iniciativa foi recusada por estes países. No início da década de 80, o local onde existia Jonestown foi reocupado por refugiados laocianos.

Nos Estados Unidos, o restante da seita se dispersou. O Templo em Los Angeles foi fechado por falta de verbas e os demais locais da seita passaram a ter outras utilidades. Vários ex-membros relataram o medo de serem eliminados por agentes de Jones que sobreviveram. Michael Prokes, designado para transferir o dinheiro ao PCUS, cometeu suicídio em um março de 1979. Algumas teorias conspiratórias apontam a participação da CIA, mas sem nenhuma evidência real.

Fonte: Wikipedia

Museu Villa-Lobos – Por Alessandra Bandeira

 





Impossível não entrar nesse casarão e não lembrar de Dihelson Mendonça, ao ver os dois pianos, me veio logo a mente meu querido amigo sentado tocando divinamente para nós.Eu recomendo quem vier ao Rio de Janeiro ir conhecer esse Museu que é simplesmente uma viagem musical por esse Brasil sonoro.
Fotos Alessandra Bandeira
Por Alessandra Bandeira

Missão Toca de Assis em Crato – por Ticiana Rafael

A cidade de Crato, localizada ao sul do Ceará, conta atualmente com duas casas fraternas: uma masculina, de acolhimento e outra feminina, de vida contemplativa. Ambas as Missões foram trazidas a pedido do bispo diocesano Dom Fernando Panico. O Sítio Fraterno Porciúncula, fundado em 2006, localiza-se aproximadamente a dez quilômetros do centro e abriga vinte e dois ex-moradores de rua. É nesse lugar longínquo que esses irmãos necessitados recebem a atenção, o carinho e a formação espiritual de que precisam. Mas os benefícios proporcionados pela Toca de Assis não acabam aí. Os Filhos da Pobreza do Santíssimo Sacramento, além de dedicar-se aos irmãos que acolheram, vão ao encontro nas ruas daqueles que pela limitação física da casa não podem morar lá: são as chamadas pastorais de rua, realizadas semanalmente aos sábados juntamente com alguns leigos da Freternidade. Nessa oportunidade é a vez de os moradores de rua serem objeto de cuidado e amor… Na casa, os pobres dividem espaço com Jesus Sacramentado, já que lá existe uma capela onde os religiosos se revezam em adoração diariamente. Também nesse espaço ocorre uma vez a cada mês a Santa Missa, cujo maior intuito é de que os irmãos acolhidos possam dela participar. Aqui na nossa cidade, podemos contar ainda com as benesses das orações das Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento. A missão das irmãs possui uma característica bem peculiar: vivendo em semi-clausura, elas dedicam integralmente o seu tempo à adoração, numa vida de total entrega e intercessão por toda a Santa Igreja, em especial por seus ministros ordenados. Assim, há aproximadamente quatro anos os pobres de rua, não sendo os únicos, são os maiores beneficiados com a chegada da Toca de Assis na cidade de Crato.

Contato
Sítio Fraterno Porciúncula
Estrada Santa Fé, Sítio Boa Vista, 110,
Km 1,5 Caixa Postal 69 ,
CEP. 63100-970 – Crato-CE
Tel: (88)3521-2097
crato@irmaos.tocadeassis.org.br

Por Ticiana Rafael
Publicada no Blog Oficial da Toca de Assis (http://tocadeassisoficial.blogspot.com/)

EMMA:O Crato tem Uma Banda de Música Pra Mais 100 Anos – Por Wilson Bernardo.


EMMA – Pela cara do Pref. Samuel Araripe, você percebe o quanto ele está feliz, pelo que viu e assistiu. A escola de música Maestro Azul é um projeto conjunto da Sec. de Cultura e do poder Executivo, em que Samuel deliberou total apoio, e não mede esforços, para que crianças e adolescentes tenha acesso a uma música de qualidade, além, é claro, da formação do novo perfil do cidadão cratense, através da arte e da cultura. Sabemos da capacidade do Maestro Bonifácio e seus companheiros de Banda Musical, e o quanto todos eles estão empenhados nesse projeto, inclusive com a participação de filhos de integrantes da banda principal.Como é bom e ver que projetos como esse, direcionam os jovens para os caminhos da racionalidade, fazendo com que eles sejam blindados das mazelas do mundo das drogas. Parabéns Samuel Araripe, Daniele Esmeraldo, Bonifácio e todos que colaboram com o desenvolvimento desse magnifico projeto.

Samuel Araripe,Daniele Esmeraldo e o Maestro Bonifácio… Abençoados.

O maestro e a Secr.Daniele Esmeraldo fala do projeto e do futuro promissor

Samuel Araripe reafirma empenho e total apoio as grandes iniciativas que nos conforta de orgulho

A turma do Violão deu uma aula de coletividade,em uns dos instrumentos mais boêmios

A ingenuidade das flautistas encantam anjos serelepes

Os metais e metais na beleza dos sons madrigais

A garotada afinada e disciplinada na perfeição das notas musicais

Unhas feitas para uma noite de gala e inesquecivel

O Hino do Crato encerrou a noite de concerto com chaves de esperança para o futuro

 
Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Programa Compositores do Brasil – José Nilton

“Um homem de moral”…(Volta por cima)

PAULO VANZOLINI

Por Zé Nilton

Interessante o compositor Paulo Vanzolini. Aliou dois domínios como suportes de seu estar no mundo que para muitos são irreconciliáveis: a estúrdia (boêmia) com os estudos.

Ao longo de seus oitenta e seis anos manteve-se sempre fiel a essas duas formas de conhecimento: a música e a ciência. Grande compositor, renovador do samba paulista, o também médico e respeitado cientista com doutoramento em Zoologia, pela Universidade Harvard, Paulo Emílio Vanzolini. Faz bonito na música como o faz nas suas pesquisas e explanações sobre os insetos. Aliás, também é um dedicado pesquisador musical. Mostrou para o Brasil a riqueza da música do centro-oeste quando recolheu pérolas do folclore da região, como aregravadísssima “Cuitelinho” , entre outras.

Esteve na URCA tempos atrás. Vi-o, de cachimbo aceso, no centro de uma roda de novos professores-pesquisadores, baforando e fazendo gestos vibrantes na direção de seu colega de profissão, o nosso eminente prof. Waltércio Almeida.

Paulista de nascença, mas foi no Rio de Janeiro que aprendeu a fazer samba entre os intervalos de seus estudos universitários, nos anos de 1940.

Diferentemente de muitos, haja visto Noel Rosa, Chico Buarque, Tom Jobim, esse filho da classe média mostrou como é possível conciliar a poesia com a academia. Talvez o triunfo de Vanzolini deva-se a sua capacidade e sensibilidade na tradução das duas artes que se completam por estarem no mesmo plano da natureza. Tom Jobim sobrava nessa possibilidade mas preferiu só a poesia.

Vale a pena saber mais sobre Paulo Vanzolini como músico e cientista, a rede é pródiga.

Sobre sua obra musical falaremos um pouco do muito que produziu, nesta quinta-feira, entre 14 e 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, no programa Compositores do Brasil, que há quase dois anos semanalmente destaca um compositor e sua obra, na perspectiva de atualizar a memória histórica da Música Popular Brasileira.

Na sequencia:

CUITELINHO, colhida por Paulo Vanzolini com Nara Leão
CAPOEIRA DO ARNALDO, de Paulo Vanzolini com Ary Lobo
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
CHORAVA NO MEIO DA RUA, de Paulo Vanzolini com Cristina Buarque
NA BOCA DA NOITE, de Paulo Vanzolini e Toquinho com Toquinho
SAMBA ERUDITO, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
BANDEIRA DE GUERRA, de Paulo Vanzolini com Paulinho da Viola
AMOR DE TRAPO, de Paulo Vanzolini com Os Demônios da Garoa
MARIA QUE NINGUÉM QUERIA, de Paulo Vanzolini com Nelson Gonçalves
PRAÇA CLÓVIS, de Paulo Vanzolini com Chico Buarque
VOLTA POR CIMA, de Paulo Vanzolini com Maurici Moura
RONDA, de Paulo Vanzolini com Márcia

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga

MÚSICA DE QUALIDADE – Festival de Choro e Jazz em Jericoacoara


CULTURA: FESTIVAL DE CHORO E JAZZ DE JERICOACOARA


Com as presenças de alguns dos maiores nomes da música instrumental e vocal do Brasil, o II Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara prova que veio para ficar. Presenças de grandes nomes como Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Banda Mantiqueira, Yamandú Costa, Théo de Barros, Trio Curupira, Moderna Tradição, Dori Caymmi, um dos mais famosos acordeonistas do mundo: Richard Galliano, Renato Braz, Cléber Almeida, o violonista Maurício Carrilho, o cantor Celso Viáfora, a cantora Joyce Moreno, e o pequeno Guiliano Eriston estarão no Festival na praia.
A segunda edição do Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara começa amanhã e segue até próximo sábado. Entre as atrações, Yamandú Costa e Dori Caymmi. Mar, sol, dunas, boa mesa e brisa de tranquilidade. Quer mais? Que tal cinco dias com grandes nomes da música instrumental, nacional e internacional, se apresentando ao ar livre, de graça, na badaladíssima praia do litoral oeste do Ceará: Jericoacoara! Pois é lá mesmo, na antiga vila de pescadores, encravada bem no meio do Parque Nacional homônimo, que começa amanhã, 30, e segue até próximo sábado, dia 4, a segunda edição do “Festival de Choro e Jazz Jericoacoara”. Para o evento de 2010, o responsável pela produção da iniciativa, o paulistano Antonio Ivan, mais conhecido como Capucho, destaca que a proposta do Festival é intensificar a integração das linguagens entre chorões e jazzistas.

“Teremos aqui o encontro de nomes representativos da cena musical do Brasil, Argentina e França. Estão vindo artistas antenados com a música contemporânea e tradicional do mundo inteiro. Estamos certos de que, novamente, esse evento proporcionará momentos e experiências bem instigantes”, destaca produtor. Quem abre os trabalhos, amanhã, a partir das 20h, no palco montado na praça principal, e única do vilarejo, é o representante da cena local Guiliano Eriston. O garoto virtuose, de apenas 13 anos, nascido em Bela Cruz, Interior do Ceará, acumula no currículo, além de sete anos de carreira, acompanhamentos a artistas como Roberta Sá, Davi Moraes, Toninho Horta, Pedro Luiz e outros. Nessa mesma noite, às 21h, o grupo de solistas “Moderna Tradição” formado por Benjamim Taubkin (pianista), Izaías Bueno de Almeida (bandolinista), Israel 7 Cordas (violonista), Nailor Proveta (saxofonista e clarinetista), e Guello (percussionista), vêm de São Paulo mostrar o que é que o choro tem.

Na sequência, a partir das 23h, a “Banda Mantiqueira”, comandada pelo arranjador Nailor Proveta, juntamente com alguns músicos da “Moderna Tradição”, garantem a elegância do final da festa com peças de Tom Jobim, Pixinguinha e Cartola, dentre muitos outros.

Programação

As apresentações da segunda noite do Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara fica a cargo do “Trio Curupira”, também de São Paulo, formado pelos jovens instrumentistas André Marques, Ricardo Zohyo e Cleber Almeida. Às 23h, ninguém menos que o cearense Manassés, dará o ar da graça no palco montado na Rua Principal.

Na quarta-feira, o acordeonista francês Richard Galliano, vem mostrar sua música globalizada que mescla tango argentino e jazz. Logo após, os irmãos Rudi y Nini Flores, vêm compartilhar o Chamamé, ritmo da província de Corrientes, na Argentina, lugar onde nasceram. Os “hermanos” contarão com a participação especial do gaúcho da fronteira e acordeonista, Luiz Carlos Borges.

Os dois últimos dias serão especiais. Na quinta-feira, 3, o maestro baiano Dori Caymmi chega para lançar seu mais recente CD, “Mundo de Dentro” e divide o palco com o paulistano Renato Braz. Ainda nessa noite, a cantora Joyce Moreno, relança o CD “Feminina”, um marco na carreira da intérprete que traz, dentre outras canções, a inesquecível “Clareana”, finalista do Festival MPB-80 e que, em 2010, completa 30 anos de lançamento.

A apresentação da diva terá participação especial do violonista carioca Théo de Barros. No sábado, o Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara recebe as estrelas de primeira grandeza Yamandú Costa e Hermeto Pascoal. O evento vai promover também oficinas, cujos horários e datas ainda não estão definidos. Agora é arrumar as malas, atravessar as dunas, garimpar um lugar para se hospedar e aproveitar a mistura de som e música proposta pelo Festival de Choro e Jazz.

Oficinas

Prática de Conjunto e Guitarra
Arismar do Espírito Santo

Violão
Maurício Carrilho

Violão
Alessandro Penezzi

Piano
André Marques

Composição
Celso Viáfora

Sax
Marcelo Bernardes

Panorama da MPB
Pedro Aragão

Flauta
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NATERCIA ROCHA
Reportagem do Diário do Nordeste

Metrô do Cariri atinge um ano de operação – Reportagem: Antonio Vicelmo

Atualmente, são transportados cerca de 1.200 passageiros por dia no Metrô do Cariri, mas a capacidade é de 15 mil passageiros. A passagem custa R$ 1,00 – FOTOS: ANTÔNIO.VICELMO. No ano de 2011, terá início a integração entre o Metrô do Cariri e algumas linhas de ônibus intermunicipais.

Crato. Amanhã, o Metrô do Cariri, primeiro projeto do Governo do Ceará de requalificação do transporte ferroviário de passageiros no Interior do Estado, completará um ano de operação. Ao longo deste período, o sistema tem sido responsável por fomentar o desenvolvimento da região do Cariri, já que liga importantes polos geradores de viagens, como universidades, comércio, escolas, indústrias. O Metrô do Cariri liga Juazeiro do Norte ao Crato ao longo de 13,6 quilômetros.

“O Metrô do Cariri significou um avanço na região não somente por ser uma opção de transporte eficiente, seguro e barato”, destaca o prefeito do Crato Samuel Araripe. Ele lembra que, no rastro do trem, estão surgindo outros empreendimentos como a Escola Técnica, que está sendo construída no Bairro São Miguel, na margem da ferrovia, e a futura avenida que parte da antiga Estação Ferroviária, hoje Centro Cultural do Araripe, até a saída da cidade. O sistema é operado com Veículos Leves sobe Trilhos (VLTs), que estão ganhando o mundo como uma solução inteligente na área de transporte e de menor impacto ambiental.

Os VLTs que operam no Cariri usam uma tecnologia local, visto que são produzidos pela Empresa Bom Sinal de Barbalha, que fabrica vagões para diversas cidades do Nordeste. A terceira composição que será incorporada ao Metrô do Cariri, por exemplo, está na lista de espera. A fabricação das composições estimulou a indústria ferroviária nacional, que não produzia novos trens desde a década de 1970. “Este Metrô foi o maior acontecimento do Cariri. É uma viagem confortável, segura e rápida”, diz o representante comercial Francisco das Chagas de Castro.

Os elogios são reafirmados pelo aposentado Francisco Lenildo de Luna que, todos os dias, faz o percursos Crato-Juazeiro. Na condição de aposentado (não paga passagem), Lenildo utiliza o trem como lazer. “Vou ao Crato para rever os meus amigos na Praça Siqueira Campos”, conta. No balanço de um ano de operação, o gerente de Controle e Tráfego da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Antônio Chalita de Figueiredo, diz que o Metrô do Cariri trouxe melhorias significativas à qualidade de vida da população da Região. “As pessoas ganharam a opção de poder se deslocar num transporte barato, seguro, limpo e confortável. Houve ainda a melhoria do entorno das estações criando um ambiente agradável. Ficamos motivados com a alegria nos olhos do povo do Cariri, que é um eterno apaixonado pela ferrovia”, diz.

E já existem planos para o futuro. Em 2011, terá início a integração entre o Metrô do Cariri e algumas linhas de ônibus intermunicipais. Isso significa que os usuários do Metrô poderão, com um só bilhete, pegar as linhas integradas de ônibus para continuar seu percurso. Segundo Chalita, a integração será tarifária, operacional, temporal e física. “Prevemos que haverá um incremento em torno de 20 a 30% de passageiros no sistema”, avalia.

Em 2011, o Metrô do Cariri também ganhará sua nona estação, que ficará nas proximidades da escola técnica no Bairro Antônio Vieira, em Juazeiro. Atualmente, estão em funcionamento oito estações: Juazeiro, Teatro, Crato, Fátima, São Pedro, São José, Muriti e Padre Cícero. Está prevista ainda para o próximo ano a entrega de mais um VLT. Hoje, operam dois. “Com o terceiro VLT, estamos fazendo estudos para a diminuição do intervalo entre os trens no horário de pico”, prevê Chalita. No momento, a operação está pela metade, porque uma das composições foi retirada para manutenção. Ele espera que o sistema seja normalizado ainda esta semana.

Também está sendo estudado, segundo Chalita, a extensão do Metrô até a cidade de Barbalha, promovendo a integração do chamado Triângulo Crajubar, (Crato, Juazeiro e Barbalha) integrantes de Região Metropolitana do Cariri. Ele explica que existem duas opções de trajeto: a malha ferroviária antiga, que interligava Barbalha com a Rede Ferroviária Federal, ou uma nova ferrovia, margeando a Avenida Leão Sampaio. O Metrofor está fazendo levantamento de custos para saber qual a melhor alternativa.

O Metrô do Cariri opera de segunda a sexta-feira, de 6 horas às 19 horas, fazendo um total de 42 viagens/dia. No sábado, funciona de 6 horas às 14 horas, com 30 viagens. O percurso Juazeiro à Crato leva cerca de 40 minutos. Atualmente, são transportados cerca de 1.200 passageiros por dia, mas a capacidade é de 15 mil passageiros. A passagem custa R$ 1,00.

Enquete
Viagem agradável

“Foi o maior acontecimento da região do Cariri. É uma viagem confortável, segura e rápida. É muito bom”

Francisco das Chagas de Castro
Representante comercial

“Eu vou ao município do Crato para rever os meus amigos na Praça Siqueira Campos. A viagem é muito agradável”

Francisco Lenildo Luna
Aposentado

MAIS INFORMAÇÕES

Assessoria de Imprensa do Metrô de Fortaleza

http://www.metrofor.ce.gov.br

(85) 3101.7183

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine


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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

Todos os dias na Rádio Chapada do Araripe - Internet, a partir das 07:00, ouça o Jornal do Cariri com Antonio Vicelmo. O Jornal é retransmitido da Rádio Educadora do Cariri em tempo real. Você pode ouvir o programa através da nossa imensa rede de Blogs e websites. Alguns programas antigos estão disponíveis no nosso website Jornal do Vicelmo.

AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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