Papa Francisco diz que teorias do Big Bang e da evolução estão certas

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FOTO: VINCENZO PINTO/AFP

O pontífice defendeu que podemos interpretar Deus como um "mágico com uma varinha", mas não necessariamente assim
O papa Francisco surpreendeu ao dizer nesta segunda-feira, 27, que as teorias científicas do Big Bang e da evolução estão corretas e não são incompatíveis com a existência de um criador. As considerações foram anunciadas na Academia Pontifícia de Ciências, onde ele inaugurou no local o busto do antecessor, Bento XVI.
Segundo ele, a teoria do Big Bang, que explica a origem do mundo, na verdade justifica um criador. "Quando lemos sobre a crianção no Gênesis, corremos o risco de imaginar que Deus era um mágico com uma varinha capaz de fazer tudo. Mas não é isso", completa.
Francisco afirma também que a teoria da evolução não de opões a ideia do criador divino. "Deus criou os seres humanos e permitiu que se desenvolvessem de acordo com leis internas que deu a cada um para que alcancem sua realização", explicou.

Mensagem
O papa Pio XII já havia tratado positivamente as teorias da evolução. Em 1996, ele disse que a evolução era "um fato comprovado". Bento XVI, por sua vez, chegou a defender a tese da seleção natural com um "design inteligente", implícito na evolução". Para ele, a evolução não seria um processo sem planejamento.
Sobre Bento XVI, Francisco disse que"ninguém pode dizer que o estudo e a ciência fizeram com que ele e seu amor por Deus e pelo próximo diminuíssem". "Ao contrário, o conhecimento, a sabedoria e a oração ampliaram seu coração e seu espírito", avaliou.

Redação O POVO Online com AFP

Rússia reconhecerá eleição feita por separatistas na Ucrânia

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Alexandr Osinskiy/AFP

Rebeldes pró-Rússia: segundo a ONU, pelo menos 3.700 pessoas já morreram no conflito

 

A Rússia anunciou nesta terça-feira que vai reconhecer os resultados das eleiçõeslegislativas e presidenciais de 2 de novembro nas regiões do leste ucraniano controladas pelos insurgentes pró-Rússia, uma decisão criticada por Kiev.

Para o secretário de Estado americano, John Kerry, em declarações nesta terça, "isso constituiria uma clara violação dos compromissos contraídos pela Rússia e pelos separatistas nos acordos de Minsk".

"Esperamos que as eleições sejam realizadas como estão previstas e, certamente, reconheceremos os resultados", garantiu o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, ao jornal "Izvestia".

Enquanto os partidos pró-Ocidente que venceram as eleições de domingo naUcrânia negociam a formação de um novo governo na capital, Moscou lembrou que uma parte do território não está sob controle do Executivo.

Moscou, que, segundo Kiev e os países ocidentais, fornece apoio militar aos insurgentes, não havia reconhecido formalmente em maio os referendos de independência realizados pelos separatistas.

De acordo com Lavrov, porém, trata-se desta vez de "legitimar as autoridades rebeldes", como parte dos acordos de Minsk que estabeleceram um cessar-fogo, em 5 de setembro, para tentar acabar com os combates no leste ucraniano.

Segundo a ONU, pelo menos 3.700 pessoas já morreram no conflito.

Os acordos de paz preveem uma ampla autonomia para as zonas separatistas com um "governo autônomo provisório" e eleições locais, parte de uma descentralização, e não de uma independência.

Os separatistas, que não votaram nas legislativas de domingo, não atenderam a Kiev, que apresentou a proposta de eleições em 7 de dezembro, e acabaram organizando seus próprios processos eleitorais nas duas "repúblicas" autoproclamadas de Donetsk e Lugansk.

Dimytro Kuleba, membro do Ministério de Relações Exteriores ucraniano, disse à AFP que Moscou está violando o acordo de paz promovido em Minsk.

"A postura da Rússia mina o processo de paz, fragilizando a confiança no país enquanto sócio internacional seguro", declarou Kuleba à AFP.

Rublo em queda e preços em alta

A crise ucraniana começou com a destituição do ex-presidente pró-Rússia Viktor Yanukovytch em fevereiro.

Agravou-se com o envolvimento da Rússia, que anexou a península da Crimeia em março e é acusada de estar diretamente envolvida no conflito armado no leste.

A situação na Ucrânia provocou a maior divisão entre Moscou e as potências ocidentais desde o fim da Guerra Fria.

Abalada por sanções que afetam os grandes bancos e o setor petroleiro, a economia russa está à beira da recessão.

O rublo voltou a registrar um recorde negativo nesta terça em comparação ao euro e ao dólar.

Segundo o ministro russo da Economia, Alexei Uliukaev, o fenômeno tem incidência direta sobre os preços, com uma inflação que já supera 8%.

Os embaixadores da União Europeia (UE) se reúnem nesta terça-feira para fazer um balanço da política de sanções em relação à Rússia.

A situação no leste da Ucrânia permanece tensa, e os combates foram retomados na segunda-feira, após um fim de semana de relativa calma.

Em Donetsk, combates continuavam sendo travados na área próxima do aeroporto.

Formação de premiê lidera

Com 96% dos votos apurados, a vitória eleitoral das forças pró-Ocidente foi confirmada.

A Frente Popular, do primeiro-ministro Arseni Yatseniuk, lidera com 22,2% dos votos, seguida de perto pelo bloco do presidente Petro Poroshenko (21,8%).

Ambos terão de trabalhar para formar uma coalizão que deve incluir integrantes do Samopomitch (11%), um movimento que reúne jovens que participaram dos protestos pró-Europa na Praça Maidan de Kiev e, talvez, o partido da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko (5,7%).

Da AFP

Foguete da Orbital Science explode durante lançamento

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Um foguete não tripulado da companhia Orbital Science explodiu, nesta terça-feira, seis segundos após o lançamento da missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou a Nasa.

"O foguete Antares sofreu um acidente logo após a decolagem", reportou o centro de controle da missão da Nasa, em Houston, no Texas.

"Não há feridos e não falta ninguém do pessoal da base", informou o site da Nasa.

Chamas foram vistas na plataforma de lançamento costeira, depois que o foguete decolou na Ilha Wallops, Virgínia, no pôr-do-sol, às 18h22 locais (20h22 de Brasília).

As causas da explosão ainda não estão claras.

"Neste momento, parece que os danos estão limitados à instalação" de lançamento, informou um comentarista da Nasa.

O controle da missão da Nasa informou que o acidente aconteceu logo depois que a nave de carga não tripulada Cygnus foi lançada rumo à ISS, transportando quase 2,3 toneladas de provisões para os seis astronautas a bordo da estação orbital.

Este foi o primeiro lançamento noturno do foguete Antares, informou a Orbital.

A missão, conhecida como CRS-3, era a quarta viagem da Orbital para a ISS, contando com o voo de demonstração.

Na segunda-feira, o lançamento foi adiado por 24 horas, devido à presença de um navio no Atlântico, dentro do perímetro de segurança determinado para a operação.

A Cygnus deveria se acoplar à ISS em 2 de novembro. Quase um terço da carga (cerca de 700 toneladas) correspondia a material para experimentos científicos.

Um desses experimentos é sobre a irrigação do cérebro e do coração quando na ausência de gravidade. Os resultados dessa experiência podem ter efeitos no tratamento de doenças neurológicas, como o Mal de Alzheimer.

A missão que deveria iniciar nesta terça era a terceira prevista no contrato de US$ 1,9 bilhão firmado pela Nasa com a Orbital Sciences Corporation para o abastecimento da ISS.

A Orbital utilizou cápsulas Cygnus nas entregas feitas em janeiro e julho deste ano.

AFP – Agence France-Presse

Obama defende medidas dos EUA contra Ebola e apoia voluntários na África

obama4O presidente norte-americano, Barack Obama, fala sobre a resposta dos EUA ao surto de Ebola, na Casa Branca, em Washington, nesta terça-feira. 28/10/2014 REUTERS/Kevin Lamarque

ATLANTA/WASHINGTON (Reuters) – Depois que a segunda de duas enfermeiras infectadas enquanto tratavam um paciente com Ebola deixou um hospital de Atlanta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que as políticas adotadas por seu país não deveriam desestimular os norte-americanos dispostos a combater o surto na África Ocidental.

Foi a primeira manifestação de Obama desde que Estados como Nova York e Nova Jersey impuseram quarentenas automáticas de 21 dias, tempo máximo de incubação do vírus, a médicos e enfermeiras que voltarem dos três países mais afetados pela epidemia, regras que extrapolam as diretrizes federais.

“Não queremos desencorajar nossos agentes de saúde a ir para as frentes de combate e lidar com isto de maneira eficaz”, declarou Obama a repórteres no gramado sul da Casa Branca.

Obama afirmou que estes profissionais, muitas vezes voluntários de grupos humanitários internacionais, deveriam ser “aplaudidos, apoiados e receber agradecimentos”.

“E podemos fazer com que, quando voltarem, sejam monitorados de forma prudente. Mas queremos fazer com que se entenda que estão lá trabalhando para Deus. E estão fazendo isso para nos manter a salvo”, acrescentou.

Alguns Estados impuseram suas próprias salvaguardas, como quarentenas obrigatórias para médicos e enfermeiras vindos da Libéria, de Serra Leoa e da Guiné, argumentando que as medidas federais não protegem o público adequadamente. Alguns parlamentares, especialmente republicanos, classificaram a reação do governo Obama de inepta.

Autoridades de saúde federais e outras criticaram as medidas mais rígidas por serem potencialmente contraproducentes, dizendo que podem impedir médicos norte-americanos e outros profissionais de saúde de se oferecerem para ajudar a combater o surto em sua origem no oeste africano.

“Não queremos fazer coisas que não são baseadas na ciência e nas melhores práticas, porque senão só estamos colocando mais um obstáculo para alguém que já está fazendo um trabalho importante por nossa causa”, declarou o mandatário, observando que conter o surto na África protegerá mais os cidadãos de seu país do Ebola.

QUARENTENAS

A primeira pessoa posta em quarentena de acordo com a política de Nova Jersey foi Kaci Hickox, enfermeira que testou negativo para o vírus, mas ficou isolada durante dias na tenda de um hospital de Newark. Ela disse que seus “direitos constitucionais básicos” foram violados.

Em outro sinal de como os temores do Ebola afetaram muitas comunidades, um pai processou uma escola primária de Connecticut nesta terça-feira alegando que sua filha foi discriminada e expulsa da escola por ter comparecido a um casamento na Nigéria.

Em Atlanta, a enfermeira Amber Vinson, de 29 anos, foi liberada do Hospital Universidade Emory depois de ser declarada livre da doença na sexta-feira passada. Obama disse ter conversado com Vinson por telefone nesta terça-feira.

A outra enfermeira, Nina Pham, de 26 anos, que trabalhava no hospital Texas Health Presbyterian, de Dallas, também teve diagnóstico negativo para o vírus na sexta-feira, foi liberada no mesmo dia e se encontrou com Obama no Salão Oval da Casa Branca.

No momento em que as preocupações com a disseminação da febre hemorrágica aumentam, o Pentágono anunciou que o secretário de Defesa, Chuck Hagel, cogita uma recomendação dos principais comandantes militares: um período “estilo quarentena” de monitoramento de 21 dias para todos os soldados norte-americanos voltando ao país depois de participar dos esforços de reação ao Ebola no oeste da África.

O anúncio se segue a outro, de segunda-feira, do Exército, informando que está isolando soldados recém-chegados de sua missão africana em sua base em Vicenza, no nordeste da Itália, embora não exibam sintomas da infecção, nem se acredite que tenham sido expostos ao vírus.

(Reportagem adicional de Colleen Jenkins, Doina Chiacu, Chris Helgren, Roberta Rampton, Phil Stewart e David Alexander)

 

Por Tami Chappell e Roberta Rampton

Bancos cortaram 3,3 mil empregosBancos cortaram 3,3 mil empregos

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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e feita em parceria com o Dieese aponta que, embora 904.913 novos empregos tenham sido criados pela economia brasileira entre janeiro e setembro deste ano, 3.325 postos de trabalho foram fechados pelo setor financeiro no mesmo período.

De acordo com o estudo, elaborado com base no números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 20 estados apresentaram saldos negativos de emprego entre janeiro e setembro de 2014. As maiores reduções ocorreram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 1.091, 704, 562 e 534 cortes, respectivamente.

Ainda segundo o levantamento da Contraf-CUT/Dieese, além do corte de vagas, a rotatividade continuou alta no período. Os bancos brasileiros contrataram 25.702 funcionários e desligaram 29.027. A remuneração dos trabalhadores também foi abordada pela pesquisa. O salário médio dos admitidos pelos bancos nos primeiros oito meses do ano foi de R$ 3.321,80 contra o salário médio de R$ 5.251,76 dos desligados.

Desigualdade entre homens e mulheres Embora as mulheres representem metade da categoria e sejam mais escolarizadas, continuam ganhando menos do que os homens quando são contratadas e quando são desligadas dos seus postos de trabalho.

Enquanto a média dos salários dos homens na admissão foi de R$ 3.766,64 nos primeiros nove meses do ano, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.856,42, valor 24% inferior à remuneração de contratação dos homens.

Já a média dos salários dos homens no desligamento foi de R$ 6.017,79 no período, enquanto a remuneração das mulheres foi de R$ 4.425,34. Isso significa que o salário médio das mulheres no desligamento é 26% menor que a remuneração dos homens.

Terra

‘Não fugi, eu salvei minha vida’, diz Pizzolato após ser solto na Itália

pizzolatoJustiça italiana negou pedido de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil. Condenado pelo mensalão, ele fugiu em 2013 e foi preso em fevereiro.

 

Solto nesta nesta terça-feira (28) pela Justiça da Itália, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, afirmou, ao sair da cadeia, que sua condenação foi injusta. Questionado se tinha valido a pena ter fugido do Brasil, ele respondeu: "Eu não fugi, eu salvei minha vida. Você não acha que salvar a vida não vale a pena?", afirmou, em entrevista a jornalistas.
"Fiz meu trabalho no banco, o banco não encontrou nenhum erro no meu trabalho. O banco sempre disse que não sumiu um centavo. Não é um banco pequeno, é o maior banco da América Latina, é um banco que tem um enorme sistema de controle", disse.

Mais cedo, a Corte de Apelação de Bolonha negou o pedido de extradição do governo brasileiro. Preso desde fevereiro, Pizzolato foi libertado ainda nesta terça, por ordem da mesma decisão que negou a extradição.

Condenado no Brasil a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, Pizzolato fugiu para a Itália em setembro do ano passado, mas foi preso em Maranello em fevereiro deste ano. Desde então, ficou preso em Modena aguardando o julgamento da extradição. Com a decisão desta terça, poderá responder ao processo em liberdade.

A PGR já anunciou que vai recorrer da decisão, que pode ser revertida em última instância na Corte de Cassação de Roma. O Ministério da Justiça informou que atuará em conjunto com a Procuradoria e a Advocacia-Geral da União em recurso contra a decisão. Mesmo que a Justiça decida pela extradição, a decisão final ainda caberá ao governo italiano.

Na audiência desta terça, em Bolonha, os três juízes que compõem a Corte de Apelação local decidiram negar o pedido de extradição acatando argumentos da defesa, que demonstrou  possibilidade de ele ser submetido a condições degradantes ou desumanas no Brasil.

Os advogados do brasileiro também alegaram que ele não teve direito de recorrer da decisão, pois foi julgado no Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do Judiciário. As razões da decisão de Bolonha só serão publicados em 15 dias. Só depois, o governo brasileiro e o Ministério Público da Itália poderão recorrer.

Alessandro Silvelli, advogado de defesa de Pizzolato, declarou que o ex-diretor do Banco do Brasil não entendeu a sentença assim que ela foi lida. "Ele está desorientado. Sua saúde está melhor. Pode ser que esta noite ele volte à cadeia em Modena e somente amanhã a sua casa, mas não temos certeza ainda".

Silvelli afirmou que "não foi permitido o recolhimento de provas para uma investigação paralela" e que pesou sobre a decisão do juiz "a denúncia sobre as condições das prisões no Brasil". Ainda segundo a defesa, o juiz considerou que o ex-diretor não deveria ter sido julgado no STF porque não era congressista.

Pizzolato ainda responde a processo por ter entrado na Itália usando documento falso, mas pode responder em liberdade.

Sessão
O julgamento do pedido foi realizado na Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha. Pizzolato estava detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, chegou por volta das 10h locais (7h de Brasília) ao tribunal, onde acompanhou a audiência. Ele foi transferido em um veículo da Polícia Penitenciária.

A sessão começou às 11h locais (8h de Brasília) e foi suspensa às 15h locais (12h de Brasília). Nesse horário, os juízes responsáveis entraram em uma sala reservada para tomar sua decisão.

O julgamento do pedido teve início em 5 de junho, mas as juízas responsáveis pelo casoconcederam na época um prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros.

O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano. Em maio, a Justiça do país europeu havia rejeitado o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.

O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano, que tem a decisão final, poderia se recusar a extraditá-lo, mesmo com aprovação da Justiça. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta (24) na Itália e irá acompanhar o julgamento. Nesta segunda (27), ele se reuniu com procuradores italianos, para trocar informações sobre o processo.
Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o ex-diretor do Banco do Brasil em condições que “respeitam os direitos humanos”.

“Uma das linhas de defesa era dizer que os presídios brasileiros não têm condições de receber o preso. Como o réu também tem direito de cumprir pena em presídios próximos ao domicílio, pedi que indicassem dois presídios em Santa Catarina. Fizemos relatório sobre esses dois presídios para demonstrar que, no cumprimento da pena, não havia ofensa aos direitos humanos”, disse Janot.
* Colaborou o G1, em Brasília

Do G1, com informações do Jornal Nacional

Paraibano, Hulk ataca jornalista que chamou Nordeste de ‘retrógrado’ e ‘bovino’

 

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Hulk reclamou de comentário feito por jornalista sobre o Nordeste

O atacante Hulk, que é paraibano, decidiu entrar em defesa do Nordeste após a polêmica do resultado das eleições presidenciais, realizadas no último domingo. Ele se revoltou com comentário feito pelo jornalista Diogo Mainardi, da GloboNews, que descreveu a região como "retrógrada" e "bovina" por concentrar votos na candidata Dilma Rousseff, do PT, e não em Aécio Neves, do PSDB – Dilma foi reeleita com 51,64% dos votos.

"Morando tanto tempo fora do Brasil, o jornalista Diogo Mainardi não demonstra conhecimento pela importância do Nordeste ao país e principalmente respeito com a população nordestina", reclamou Hulk, em sua conta no Instagram, antes de citar nomes importantes da cultura brasileira, como o escritor Gracialiano Ramos, o cineasta Gláuber Rocha, o cantor Gilberto Gil e o ator José Wilker, todos nordestinos.

Bate-Bola também é política: comentaristas falam sobre reeleição de Dilma e relação com o esporte

O atacante do Zenit, da Rússia, também afirmou que Mainardi mostra "ignorância" e "arrogância" ao criticar o Nordeste, e ressaltou a "luta com humidade" dos nordestinos em busca de melhores condições de vida nos últimos anos.

"Infelizmente, o Mainardi demostra ignorância e arrogância quando crítica o Nordeste. Nossa população tem dificuldades e luta com humildade para melhorar sua condição de vida. As maiores dificuldades foram impostas pelos diversos Governos ao longo dos anos. Mainardi, respeite o Nordeste!", bradou Hulk.

Na eleição, Dilma saiu vitoriosa em todos os Estados do Nordeste, bem como em boa parte do Norte e em metade do Sudeste. Já Aécio mostrou força principalmente nas regiões Sul e Centro-Oeste, além de São Paulo.

Leia a postagem de Hulk no Instagram:

Morando tanto tempo fora do Brasil, o jornalista Diogo Mainard não demonstra conhecimento pela importância do Nordeste ao País e principalmente respeito com a população nordestina. Já que ele fala também de cultura, será que ele sabe a importância destes homens para o Brasil: Graciliano Ramos, Rui Barbosa, Glauber Rocha, Jorge Amado, Suassuna, Renato Aragão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Wilker e Chico Anisio. Cito 10 importantes nomes nascidos no Nordeste em vários períodos que contribuíram para a evolução do Brasil. São escritores, poetas, pensadores, atores e compositores que ajudaram e são referências do Brasil no exterior. Infelizmente o Mainard demostra ignorância e arrogância quando crítica o Nordeste. Nossa população tem dificuldades e luta com humildade para melhorar sua condição de vida. As maiores dificuldades foram impostas pelos diversos Governos ao longo dos anos. Mainard, respeite o Nordeste!

‘Dilma pode mexer na estrutura do futebol ainda neste mandato’, diz Juca Kfouri

 

REUTERS

Filme contra drama da desocupação de favela para Olimpíada

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Enquanto as obras para os Jogos Olímpicos estão a todo vapor e por toda a cidade do Rio de Janeiro, o escritor, psicólogo, professor de roteiro da Universidade Federal Fluminense, e agora cineasta, Felipe Pena preferiu registrar o que ele chama de lado B das Olimpíadas. “Se Essa Vila Não Fosse Minha” é um documentário que conta um pouco da história da desocupação da favela da Vila Autódromo, que fica incrustada no que será futuramente o Parque Olímpico de 2016, onde há uma longe disputa entre moradores e a prefeitura pela posse do terreno.

O filma está inscrito em vários festivais internacionais – e é fora do país que Felipe Pena espera conseguir dobrar a intenção da prefeitura de acabar com a comunidade antes de 2016. No dia 18 de Janeiro, o filme terá sua primeira exibição no Rio apenas para convidados.

Durante oito meses, Felipe e sua equipe ouviram história de cerca de 583 famílias que moravam e moram no local. Isso porque muitas já saíram por conta de realojamentos feitos pelo município. Mas muitos preferiram ficar. E que os que ficaram viram seu local se transformar em uma verdadeira zona de guerra, pela destruição dos imóveis que foram desocupados.

Terra: Quando você foi pela primeira vez à Vila Autódromo e quando teve a ideia do documentário?

Felipe Pena: A história e inusitada. Sou pesquisador de televisão e ano passado fui a um evento em Cannes, na França. Na volta, vim ao lado de alguém da comunicação do Comitê Olímpico de Londres, que me convidou a visitar as obras do Parque Olímpico. Acabei não indo com ela, mas a Vila Autódromo me chamou a atenção. Entrei e comecei a conversar com as pessoas e tive a ideia de registrar isso. Chamei uns amigos e falei que não tínhamos dinheiro, mas que tínhamos uma missão de mostrar o que estava acontecendo.

Terra: A prefeitura alega que fez acordo para que os moradores saíssem e que quem não quisesse não precisava sair. A história é essa mesmo?

Felipe Pena: A prefeitura acenou com um grande pavão de um condomínio habitacional a dois quilômetros dali. Metade se encantou com o projeto e isso causou uma divisão e faz com a Vila Autódromo atual pareça a Berlim de 45. Isso porque uma família se muda, a prefeitura vai lá e destrói a casa. E quem fica, fica em um ambiente insalubre. Mas as pessoas resistem. Tem gente que tem registo de imóveis e até agora não tem decisão judicial obrigando que elas saiam. A prefeitura está forçando as pessoas a sair. É uma comunidade que existe lá há 40 anos. Agora eu pergunto: por que é que ali nunca houve um programa favela-bairro? Será que é porque o metro quadrado custa 9 mil reais? Estou perguntando. Todas as pessoas tem certificado de posse. A politica habitacional do rio é excludente.

Terra: Você chegou a saber das pessoas que saíram, se elas melhoraram de vida, se estão arrependidas?

Felipe Pena: A maioria se arrependeu de ter saído, mas não querem voltar. Uma das que saiu me disse: ”as pessoas que ficaram serão massacradas. Porque a prefeitura quer aquelas terras”. A prefeitura usou o poder de forma mais perversa. Teve gente que ficou feliz em se mudar sim, claro. O que me motivou a fazer o filme é mostrar que mesmo mesmo com toda violência muitas pessoas insistem em ficar. Muitos criaram os filhos e os netos ali, tem história no lugar. É a história de suas vidas e elas não querem deixar isso para trás.

Terra: Você acha que com o filme vai conseguir mudar a intenção da prefeitura?

Felipe Pena: Minha tese é a do Leon Tolstói: quando você fala de sua vila, você fala do mundo inteiro. Esse é um exemplo. Não acho que o filme vá ter grande repercussão no Brasil. Minha esperança são os festivais internacionais. Fomos selecionados para o festival em Pequim, na China. Os chineses estão interessados porque eles tiveram olimpíadas e aconteceram coisas muito parecidas por lá. Agora estou esperando a resposta de outro festival no Egito. Se tiver pressão internacional talvez a prefeitura faça algum tipo de urbanização no local. Existe até um projeto pronto. A Vila onde está não atrapalha em nada o projeto das Olimpíadas.

Terra

Inadimplência das empresas brasileiras dispara 13,4% em setembro

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SPC Brasil informa ainda que havia cerca de 55,04 milhões de CPFs levados para registro no SPC ao final de maio – foto: Arquivo EM TEMPO

A inadimplência das empresas registrou alta de 13,4% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Serasa Experian, divulgada nesta terça-feira (28).

É a maior alta desde outubro de 2012, quando índice ficou em 13,8%. Em relação a agosto, no entanto, houve queda de 0,5%. Já no acumulado de janeiro a setembro, o indicador também registra elevação de 7,4% em relação aos nove primeiros meses do ano passado. As informações são da Agência Brasil.

Os economistas da Serasa creditam o resultado ao fraco desempenho da atividade econômica, que prejudica a geração de caixa das empresas. Eles destacam também a elevação dos custos, tanto financeiros quanto operacionais, como fator que leva ao endividamento.

Entre as despesas que prejudicam a saúde financeira das empresas, os economistas destacam os juros em patamares mais elevados e o aumento dos salários, acima dos ganhos de produtividade.

A leve queda mensal no indicador (-0,5%) foi influenciada principalmente pelo decréscimo das dívidas de cheques sem fundos, com variação negativa de 11,9%. As dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços) também tiveram declínio de 0,2%.

Dívidas com bancos

A inadimplência com bancos, por sua vez, ficou relativamente estável, variação de 0,1%. Houve elevação apenas no segmento de protestos com alta de 6,8%.

O valor médio dos cheques sem fundos caiu 6,2% no acumulado de janeiro a setembro ante igual período do ano passado, ficando em R$ 2.297,56. Também houve decréscimo (2,7%) no valor das dívidas com os bancos (R$ 4.934,87).

Os títulos protestados (9,8%) e as dívidas não bancárias (7,3%), por outro lado, tiveram acréscimo nos valores, ficando em R$ 2.254,12 e R$ 867,56, respectivamente.

Por Folhapress

TSE proclama resultado oficial das eleições presidenciais

 

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Dilma Rousseff  foi  reeleita com 51,64% dos votos válidosFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, proclamou, na sessão plenária desta terça-feira (28), o resultado oficial das eleições para a Presidência da República.

A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, obteve 51,64% dos votos válidos e Aécio Neves, do PSDB, recebeu 48,36%.
Com a homologação do resultado, Dilma poderá ser diplomada pela Justiça Eleitoral.
A data ainda não foi definida pelo TSE, mas a diplomação tem de ocorrer até 19 de dezembro, prazo estipulado pela Lei Eleitoral.

Agência Brasil

Política Nacional de Promoção da Saúde prioriza combate a doenças crônicas

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A Política Nacional de Promoção da Saúde, uma atualização da política lançada em 2006,  foi apresentada hoje (28) e está voltada para a diminuição das doenças crônicas. Ela reforça políticas que combatam os fatores de risco para a saúde, como tabagismo, sedentarismo e má alimentação. Ela também prevê o aumento dos investimentos na área de atendimento.

O anúncio foi feito na abertura da 14ª Mostra Nacional de Experiências bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doença (Expoepi), em Brasília. O evento vai discutir os avanços e desafios na saúde do Brasil, como, por exemplo, o combate ao mosquito transmissor da dengue e do chikungunya e as ações de emergência para evitar a transmissão de doenças como o ebola.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, presente à cerimônia, destacou que entre as prioridades da nova política estão temas como “a formação e educação permanente, alimentação adequada, prática de atividade física, enfrentamento ao tabaco, enfrentamento ao uso abusivo de álcool e outras drogas e a promoção da cultura da paz e dos direitos humanos”, disse.

Nesse sentido, para incentivar a prática de hábitos saudável na população, está o Programa Academia da Saúde, que prevê a implantação de polos com equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de atividades físicas. A redução gradativa de 2% da mortalidade prematura por doenças crônicas é o objetivo principal do Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas não Transmissíveis 2011-2022.

Agência Brasil

Dia Internacional da Animação tem exibição de filmes em 240 cidades brasileiras

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O Dia Internacional da Animação, comemorado hoje (28), foi instituído em louvor à data em que ocorreu a primeira projeção pública de imagens animadas, por Émile Reynaud, em Paris, no ano de 1892. Para marcar a data, 51 países dos cinco continentes, entre eles o Brasil, realizam uma mostra que é considerada o maior evento simultâneo de animação do mundo.

Em sua 11ª edição brasileira, o Dia Internacional da Animação (DIA) está exibindo, hoje e nos próximos dias, 30 curtas-metragens em 240 cidades brasileiras, das quais muitas sequer têm salas de cinema. A programação do evento, que conta com patrocínio da Petrobras, mostra filmes nacionais e estrangeiros – nove deles para o público infantil – em sessões gratuitas.

“Nossos principais objetivos são a formação de plateia, apresentar um cenário geral da produção aqui e no mundo e estimular que mais fomentos e animadores apareçam ao longo do tempo”, diz Marcelo Marão, um dos idealizadores da versão brasileira do evento criado pela Associação Internacional do Filme de Animação. Segundo ele, todas as cidades participantes exibem pelo menos uma vez os filmes, e podem reprisar os curtas quantas vezes quiserem.

Além de recentes produções de novos e consagrados nomes da animação brasileira, a mostra nacional resgata este ano um filme de 1930, Frivolitá, de Luis Seel. Com apenas três minutos de duração, o curta conta a história de uma mocinha que, querendo dormir até mais tarde, tem de enfrentar o despertador, o gramofone e um bando de gatos.

“O filme esteve perdido por quase 70 anos, e foi restaurado no ano passado. Será a primeira exibição pública do curta, após sete décadas desaparecido”, conta Marão. Na programação da mostra brasileira, há filmes produzidos em diferentes regiões, com as mais variadas técnicas de animação, do desenho à mão e da massinha de modelar à computação gráfica 2D (duas dimensões).

De acordo com Marcelo Marão, o cenário hoje está bem mais favorável para a produção e exibição de filmes de animação no Brasil, porque o número de festivais aumentou bastante – são mais de 200 atualmente. Além disso, há uma série de sites que exibem online os curtas, o que dissemina a um número incalculável de pessoas a produção brasileira, hoje de cerca de 300 curtas de animação por ano. O país também produz uma dúzia de séries de TV, e neste ano mais de dez longas estão em alguma etapa de produção ou prestes a serem lançados.

“Um dos fatores mais fundamentais para esse crescimento veio com a lei do audiovisual, que obrigou os canais estrangeiros a comprar um número mínimo de produções nacionais, incluindo animações. Isso é bom para quem produz, bom para o mercado e bom para quem vê”, destaca Marão.

No Rio de Janeiro, a primeira exibição das mostras nacional e internacional do DIA teve início às 19h30 de hoje, no Arte Sesc, no Flamengo, zona sul da cidade. A programação completa em todo o país pode ser acessada no site www.diadanimacao.com.br.

 

Agência Brasil

Suíça inicia testes de vacina contra ebola

Ebola-storyA Suíça iniciará, na próxima sexta-feira (31), os primeiros testes de uma vacina experimental contra o vírus ebola, desenvolvida pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline. A vacina já está sendo testada no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Mali, na África.

Os testes serão feitos no Hospital Universitário de Lausanne, com a participação de 120 voluntários e suporte da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os pacientes serão monitorados durante seis meses – tempo suficiente para avaliar a segurança e eficácia da vacina. Entre os voluntários estão estudantes de medicina e profissionais de diferentes áreas de saúde, que viajarão para o território africano, onde vão ajudar a combater o ebola.

O professor Blaise Genton, chefe do Departamento de Doenças Infecciosas do Hospital de Lausanne, disse que confia na segurança da vacina. “É a mesma tecnologia que tem sido usada na vacina contra malária”, observou.

A estudante de medicina Marie Schmidhauser está entre os voluntários que participarão dos testes. “Eu fui muito bem informada, recebi informações precisas. Se todo mundo tiver medo, não será possível fazer os testes necessários e encontrar uma solução para o problema”, disse ela.

Os resultados dos primeiros testes garantirão informações necessárias para o planejamento de estudos maiores, envolvendo milhares de participantes.

Agência Brasil

Assembleia Geral da ONU volta a pedir fim do embargo americano a Cuba

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A AssembleiaGgeral da Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a pedir hoje (28), por ampla maioria, o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos há 52 anos. A resolução foi aprovada por 188 votos a 2 e 3 abstenções. Os Estados Unidos e Israel votaram contra. As abstenções foram das Ilhas Marshall, a República de Palau e os Estados Federados da Micronésia.
Com 193 Estados-Membros, o órgão plenário das Nações Unidas adotou a resolução pela primeira vez em 1992. A votação desta terça-feira foi a 23ª consecutiva.
O embargo econômico contra Cuba foi imposto pelos Estados Unidos em 1962, depois do fracasso da invasão da ilha para derrubar o regime de Fidel Castro em 1961. O bloqueio mantém-se em vigor, mesmo depois de o presidente norte-americano Barack Obama ter- se manifestado pela abertura no início de seu primeiro mandato.

Em Lisboa, a embaixadora de Cuba em Portugal, Johana Tablada de La Torre Lisboa, disse que a resolução aprovada hoje na ONU confirma a condenação internacional de uma "política injusta" e atualmente contestada pela sociedade norte-americana. “É um dia importante”, disse a embaixadora. “Estamos em um ponto em que é quase impossível manter essa política por muito tempo”, acrescentou Johana. Para ela, o tempo é de mudança, e os Estados Unidos têm de ouvir a comunidade internacional, inclusive a voz de sua sociedade.
A embaixadora destacou ainda que os norte-americanos começam a ter a percepção das mudanças que ocorrem em Cuba. “Os Estados Unidos veem que o país segue em frente com mudanças importantes na estrutura econômica para desenvolver-se de maneira próspera e sustentável. E com novas leis de investimento, com oportunidades de participação de outros países”, concluiu.

Agência Brasil

Exposição sobre centenário de Dorival Caymmi chega a Brasília

 

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Com  seu  inseparável violão,  o  cantor  e  compositor
baiano  passeia  na  praia   José  Cruz/Agência  Brasil

O Museu dos Correios abriu hoje (28), em Brasília, a exposição Caymmi 100 Anos, que poderá ser visitada até o dia 4 de janeiro.
A mostra, que já passou por São Paulo, celebra o centenário de nascimento do cantor e compositor baiano Dorival Caymmi, é dividida em quatro partes: Linha do Tempo, Música, Vida Familiar e Rádio. Na primeira, o filho de Caimmy, Danilo, que também é compositor, e a neta Stella, idealizadora da exposição, falam sobre a vida e as obras do cantor em um bate-papo com música.
"Nada mais importante do que fazer isso na abertura da exposição, porque quem vem já entra no clima”, diz Stella.

Dorival Caymmi nasceu em Salvador, no dia 30 de abril de 1914. Em 60 anos de carreira, gravou 20 discos e teve inúmeras composições gravadas por outros intérpretes. Entre seus maiores sucessos, estão O Que É Que a Baiana Tem?, Modinha para Gabriela, Samba da Minha Terra e Samba da Bahia. O compositor morreu no Rio, onde vivia, no dia 16 de agosto de 2008.

Para Stella, que passou os últimos 25 anos escrevendo sobre Caymmi, a mostra é a materialização de um sonho. ”O principal aqui é mergulhar na obra de Caymmi, mergulhar na imagética dele, nos temas. Caymmi emoldura o folclore e registra a vida dele, registra a época dele musicalmente, pelas letras e pelos ritmos. As músicas são chamadas postais, porque existe visualidade na música. E, em uma exposição, [isso] fica abundante.”

De acordo com Stella, a exposição chama a atenção pelas vertentes de Caymmi, pelas imagens que ele constrói. “As músicas dele não são abstratas, são vivas. Tem quatro vertentes principais: as praieiras, em que aparecem a jangada e toda a mitologia praieira, com a Iemanjá, tem as pinturas ligadas ao mar; os postais da Bahia; as músicas que descrevem a Bahia, sua culinária, como O Que É Que a Baiana Tem?, a arquitetura da música Você Já Foi à Bahia?, em que ele fala da capoeira; e as mulheres”, completou Stella.

O Museu dos Correios fica no Setor Comercial Sul, área central de Brasília. A entrada é gratuita e a mostra pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.

Editor Nádia Franco

Agência Brasil

Neymar entra na disputa

neymar10Rafael RibeiroNeymar brilhou na Copa, mas sofreu contusão e viu o Brasil cair

Zurique (AE) - A Fifa anunciou oficialmente ontem uma lista prévia de 23 nomes indicados ao prêmio de melhor jogador do mundo de 2014. E Neymar e Diego Costa, este naturalizado espanhol, são os únicos brasileiros figurando no grupo de finalistas à Bola de Ouro da entidade, que será entregue no próximo dia 12 de janeiro, em Zurique, na Suíça.

 

Principal nome do Brasil na Copa do Mundo de 2014, o atacante do Barcelona, porém, é um azarão nesta premiação, assim como Diego Costa, que realizou um Mundial ruim pela Espanha, depois de ter se destacado como goleador com a camisa do Atlético de Madrid e em seguida se transferido para o Chelsea.
A Alemanha, atual campeã mundial, conta com seis finalistas e é o país com maior número de indicados ao prêmio. São eles: Toni Kroos, Philipp Lahm, Thomas Müller, Manuel Neuer, Mario Götze e Bastian Schweinsteiger.
O argentino Lionel Messi, vencedor de quatro edições seguidas da Bola de Ouro, e o português Cristiano Ronaldo, atual vencedor da honraria, também estão entre os 23 finalistas.
Treinadores
A Fifa também anunciou ontem uma lista de dez nomes que concorrem ao prêmio de melhor técnico do ano. O Brasil não conta com nenhum representante nesta disputa, sendo que Felipão foi o único dos quatro treinadores que levaram suas respectivas seleções às semifinais da Copa de 2014 a não integrar o grupo de concorrentes. Os outros são Joachim Löw, campeão pela Alemanha, Alejandro Sabella, vice pela Argentina, e Louis van Gaal, terceiro colocado com a Holanda.
A Fifa irá anunciar no próximo dia 1º de dezembro os três jogadores finalistas à Bola de Ouro, sendo que a decisão derradeira sobre o vencedor a ser eleito está nas mãos de capitães e técnicos de seleções nacionais masculinas, assim como na de jornalistas escolhidos pela “France Football”, revista que organiza a premiação em conjunto com a entidade que controla o futebol mundial.

http://tribunadonorte.com.br/

Preço do petróleo nos EUA tem menor valor em 28 meses

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Cotação foi a menos de US$ 80 por barril, mas teve recuperação parcial. Banco Goldman Sachs reduziu projeções para a commodity.

Os preços do petróleo nos Estados Unidos tocaram uma mínima de 28 meses nesta segunda-feira, abaixo de US$ 80 por barril, após o banco Goldman Sachs reduzir suas projeções para as cotações da commodity, mas recuperaram-se parcialmente com a ajuda de cobertura de vendidos.

Em relatório, o Goldman reduziu suas previsões de 2015 do preço do petróleo, tornando-se a instituição financeira mais pessimista dentre as principais do mundo.

A revisão do banco acontece após uma queda de 25% nos preços do petróleo observada ao longo dos últimos cinco meses, devido à ampla oferta e a uma demanda fraca.

O banco cortou sua previsão para o Brent para o primeiro trimestre de 2015 para US$ 85 por barril, ante US$ 100 da previsão anterior.

Já a projeção para o petróleo nos Estados Unidos foi reduzida para US$ 75, ante US$ 90 da previsão anterior.

A queda no Brent e no petróleo norte-americano provocada pela estimativa foi seguida de uma onda de cobertura de vendidos que reduziu perdas, com agentes do mercado que haviam apostado corretamente na queda de preços fechando algumas de suas posições.

O petróleo nos EUA com vencimento em dezembro chegou a cair a US$ 79,44 por barril, menor cotação desde junho de 2012, antes de devolver perdas e fechar com queda de US$ 0,01, a US$ 81 por barril.

O Brent tocou mínima de US$ 84,55, antes de fechar com queda de US$ 0,30, a US$ 85,83 por barril.

Da Reuters

PRF inicia 2ª etapa da Operação Romaria Segura na próxima quinta-feira (30)

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) dará início, na próxima quinta-feira (30), a 2ª Etapa da Operação Romaria Segura. A ação acontece em virtude da tradicional Romaria de Finados que será realizada no próximo dia 02 de novembro no município de Juazeiro do Norte.

Assim como aconteceu em Canindé, na primeira etapa, a PRF intensificará a fiscalização e o combate ao transporte irregular de passageiros. o objetivo é evitar que acidentes envolvendo romeiros ocorram, tendo em vista o crescente número de fiéis que se deslocam de diversos estados nordestinos em veículos destinados ao transporte de cargas sem as mínimas condições de segurança, higiene e saúde.

O trabalho da PRF terá início na próxima quinta para orientar os religiosos que se deslocarão para o evento. A recomendação é que os romeiros utilizem ônibus devidamente regularizados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para os deslocamentos.

Na primeira etapa da Operação Romaria Segura, realizada simultaneamente nos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão, foram notificados 145 automóveis ilegais.  Ao todo, 58 caminhões "paus de arara" foram apreendidos.

Cerca de 2.500 romeiros foram transbordados durante as fiscalizações do órgão nos três estados do Nordeste. As pessoas que seguiriam para a Romaria de São Franscisco, em Canindé, foram conduzidas às rodoviárias mais próximas aos locais da apreensão.

Diario do Nordeste – Regional

Dilma afirma que mudanças na economia começam em novembro

 

dilmaeconomia

Presidente Dilma Rousseff concede entrevista à imprensa em Brasília, no início de outubro. 10/10/2014

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

A presidente reeleita Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que novas medidas econômicas serão tomadas a partir de novembro, depois de um amplo diálogo com setores produtivos e financeiros, e que o novo ministro da Fazenda será anunciado no momento adequado.

"Eu pretendo colocar de forma muito clara as medidas que vou tomar, agora, não é hoje", disse Dilma durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. "Antes do final do ano (eu vou anunciar as medidas). Eu vou fazer isso nesse mês que inicia na próxima semana", acrescentou.

Em outra entrevista, também nesta segunda-feira, ao Jornal da Record, Dilma disse que pretende fazer um amplo diálogo sobre as próximas medidas a serem adotadas para fazer a economia voltar a crescer.

"As medidas vão ser… objeto de amplo diálogo, de uma discussão com todos os setores. Não se trata aqui de fazer uma lista de medidas… não acho que é esse o caminho correto", disse Dilma ao ser instada a dar detalhes durante a entrevista ao Jornal da Record.

A petista disse que seu segundo mandato será marcado pelo "diálogo". A falta de interlocução com vários setores econômicos e financeiros é uma das principais críticas ao seu atual governo.

Questionada sobre quem será o futuro ministro da Fazenda, já que durante a campanha anunciou que Guido Mantega, titular da pasta, não continuaria no segundo mandato, a presidente afirmou que não anunciaria o futuro comandante da política econômica nesta segunda-feira.

"Eu não vou discutir só um ministro, eu vou discutir o meu ministério (de forma geral)", disse ao Jornal da Record. "Não tente especular, porque não direi como farei", avisou a petista.

Questionada sobre as especulações de que o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, poderia ser nomeado ministro da Fazenda, num gesto de Dilma para refazer as pontes com o mercado financeiro, a presidente voltou a despistar.

"Você está lançando um nome?", questionou a presidente.

"Eu gosto muito do Trabuco, agora, me desculpa, mas não acho que seja o momento e nem a hora para discutir nomes do próximo governo", argumentou Dilma. "Eu entendo que a imprensa tenha essa curiosidade, mas está cedo."

Dilma deve priorizar as mudanças no comando da área econômica nas próximas semanas, mas, segundo aliados, ela não fará nenhum anúncio nesta semana.

CORRUPÇÃO e PLEBISCITO

Dilma voltou a dizer que deseja que todas as denúncias de corrupção sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras sejam investigadas e que não acredita que essas investigações possam criar instabilidades políticas graves no seu segundo mandato.

"Eu não acredito num terceiro turno, porque quem tentar um terceiro turno está fazendo um desserviço ao Brasil", disse Dilma ao Jornal da Record.

"No que se refere ao escândalo da Petrobras… eu vou repetir o que eu disse durante toda essa campanha: eu vou investigar, vou me empenhar, doa a quem doer, não vai ficar pedra sobre pedra", afirmou a presidente.

Ao Jornal Nacional, Dilma condenou as especulações e ilações sobre o caso.

"Eu vou fazer questão que a sociedade brasileira saiba de tudo, eu não concordo que isso leva à crise, acho que o que leva à crise no Brasil são as suposições, as ilações e as insinuações", disse.

Segundo denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, um suposto esquema de sobrepreços de contratos da estatal serviria para alimentar partidos e políticos da base de sustentação do governo.

Costa tem prestado depoimentos no âmbito de um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Além dele, o doleiro Alberto Youssef, que faria parte do esquema, também está tentando fazer um acordo semelhante.

Dilma voltou a defender também, como fez durante a campanha eleitoral e no discurso da vitória, a realização de uma reforma política por meio de um plebiscito popular.

Segundo a petista, apesar da proposta apresentada por ela ter sido rejeitada pelo Congresso no ano passado, há agora uma maior possibilidade de ir adiante porque há uma conscientização dos parlamentares e maior apelo popular por um plebiscito.

"Eu acredito que o Congresso vai ter sensibilidade de perceber que essa é onda que avança", argumentou Dilma.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

 

Terra

Números do TSE esvaziam discurso sobre divisão geopolítica do Brasil

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Sudeste e Nordeste tiveram peso muito semelhante na reeleição de Dilma, contrariando ideia que atribui vitória petista apenas aos nordestinos. Radicais pedem que São Paulo se separe do país

Comemoração da vitória de Dilma em São Paulo, terra na qual Aécio teve ampla vitória. Divisão não é tão simples quanto parece

São Paulo – As redes sociais amanheceram hoje (27) com algumas novas demonstrações racistas de ressaca eleitoral entre correligionários do candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. A intolerância contra nordestinos – criticados por preferirem Dilma Rousseff no primeiro turno – foi além do discurso sobre a divisão geopolítica do Brasil e chegou ao separatismo. Uma ira, porém, que não resiste aos números.

Um dos principais porta-vozes da recente onda secessionista é o vereador da cidade de São Paulo, Coronel Telhada (PSDB), ex-comandante da tropa de elite da Polícia Militar, entusiasta da ditadura e recém-eleito deputado estadual com 254.074 votos. “Que o Brasil engula esse sapo atravessado. Acho que chegou a hora de São Paulo se separar do resto desse país”, lamentou, em sua página no Facebook, reproduzindo um cartaz que convocava paulistas a lutarem durante a Revolução Constitucionalista de 1932 contra o então presidente Getúlio Vargas.

“Já que o Brasil fez sua escolha pelo PT, entendo que o Sul e Sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro, que optaram pelo PT) iniciem o processo de independência de um país que prefere esmola do que o trabalho, preferem a desordem ao invés da ordem, preferem o voto de cabresto do que a liberdade”, queixou-se, antes de questionar: “Por que devemos nos submeter a esse governo escolhido pelo Norte e Nordeste? Eles que paguem o preço sozinhos.”

 

A simples conferência das urnas, porém, desmonta o discurso do coronel tucano. De acordo com números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nordeste e Sudeste tiveram participação muito semelhante na vitória da candidata petista. A presidenta Dilma Rousseff obteve um total de 54,5 milhões de votos no segundo turno. A região tão atacada por setores da elite paulista contribuiu com 20,2 milhões de votos – 37% dos sufrágios ao PT. No Sudeste, 19,9 milhões de pessoas escolheram a presidenta – o que representa 36,5% dos votos em Dilma.

Por sua vez, Aécio Neves teve quase 6 milhões de votos de vantagem sobre Dilma Rousseff no Sudeste – 25,4 milhões –, mostrando que a região não apoia com tanta ênfase o tucano em detrimento da petista. O representante do PSDB, porém, conseguiu apenas 7,9 milhões de votos entre os nordestinos – pouco mais de um terço da votação obtida pela presidenta na região. Fica claro, portanto, que o Nordeste prefere amplamente Dilma Rousseff. Mas não é verdade que essa preferência se reflete com tanta ênfase para Aécio Neves no Sudeste.

Há certo equilíbrio entre a votação recebida por Dilma e Aécio no Norte do país. Os estados amazônicos concederam 4,4 milhões de votos à petista e 3,3 milhões ao tucano. A balança tampouco pende muito para Aécio no Centro-Oeste, onde obteve 4,3 milhões de votos contra 3,2 milhões de Dilma. No Sul, a vantagem do tucano é um pouco maior: 9,6 milhões contra 6,8 milhões. Os números do TSE, portanto, permitem dizer que, se há divisão política, ela abrange todo o país: pende para o PSDB no Sudeste e muito favoravelmente para o PT, no Nordeste.

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PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS

Rede Brasil Atual

Wall Street fecha perto da estabilidade;ações de energia caem

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NOVA YORK (Reuters) – Os principais índices do mercado acionário dos Estados Unidos encerraram perto da estabilidade nesta segunda-feira, após o S&P 500 registrar na semana passada a maior alta semanal desde janeiro de 2013, enquanto ações do setor de energia caíram com outro recuo nos preços do petróleo.

O índice Dow Jones subiu 0,07 por cento, a 16.817 pontos, enquanto o S&P 500 cedeu 0,15 por cento, a 1.961 pontos. O Nasdaq subiu 0,05 por cento, a 4.485 pontos.

Entre as maiores altas, Gilead Sciences subiu 1,7 por cento, um dia antes da divulgação do balanço. Micron Technology subiu 4 por cento e foi o maior ganho percentual no S&P 500 e no Nasdaq após a empresa anunciar um programa de recompra de ações no valor de 1 bilhão de dólares.

As ações de energia tiveram as maiores quedas, com o índice de energia do S&P 500 caindo 2 por cento. O petróleo negociado nos EUA chegou a ser negociado abaixo de 80 dólares o barril, após o Goldman Sachs cortar sua projeção para o preço do petróleo, citando oferta abundante e demanda enfraquecida.

O S&P 500 encerrou em ligeira queda após registrar na semana passada a maior alta semanal desde janeiro de 2013, uma forte recuperação das recentes perdas. O índice está agora em alta de 5,3 por cento desde a baixa registrada em 15 de outubro.

"Após quase 10 por cento de correção no S&P, os investidores com tendência de alta apareceram e mandaram os preços de volta para cima. Agora nós estamos a caminho de fechar na ponta superior da faixa para o mês, um sinal de tendência de alta", disse o presidente executivo da Sarhan Capital, Adam Sarhan.

A maioria das empresas está superando as expectativas para os balanços. Com resultados de 213 das empresas do S&P 500 divulgados, 71,4 por cento superaram as expectativas de analistas, o que seria o maior percentual desde o terceiro trimestre de 2011, segundo dados da Thomson Reuters.

Ações de companhias brasileiras negociadas nos EUA caíram após Dilma Rousseff (PT) conquistar a reeleição, derrotando o candidato favorito dos mercados, Aécio Neves (PSDB), por pequena margem. Os ADRs da Petrobras caíam quase 13,7 por cento, e os da Vale, recuaram 5,2 por cento. Um fundo brasileiro negociado em bolsa caiu 5,4 por cento.

Depois do fechamento, ações do Twitter caíram 9,6 por cento com a divulgação de receita trimestral que ultrapassou as expectativas, mas com a projeção de vendas para o quarto trimestre que podem ficar abaixo das metas.

(Reportagem adicional de Rodrigo Campos)

Por Caroline Valetkevitch

Janelas de aviões podem ganhar novas funções no futuro

janelas-avioes-cpiReprodução/YouTube/Centre for Process Innovation (CPI)
Janelas de aviões podem ganhar novas funções no futuro, diz Centre for Process Innovation (CPI)

Janelas do futuro: segundo companhia, remover janelas da aeronave irá reduzir peso

 

São Paulo – A empresa britânica Centre for Process Innovation (CPI) pretende dar uma nova função às janelas de aviões.

Na verdade, a companhia pretende substituí-las por telas OLEDs com diferentes funções.

O exterior do avião ainda seria visto, mas por meio de câmeras acopladas do lado de fora da aeronave.

As "janelas" possibilitariam ao passageiro solicitar, por exemplo, o serviço de bordo por meio de toques, além de poder observar objetos e localidades do lado de fora com informações que indicam do que se trata (uma estação espacial, por exemplo, ganha um círculo em volta e uma espécie de resumo da Wikipedia que a descreve).

Ainda segundo a CPI, remover as janelas da aeronave irá reduzir o seu peso e, portanto, também diminuirá o custo para o passageiro e para a companhia aérea.

Ao The Guardian, o Dr. Jon Helliwell, um dos responsáveis pelo projeto, diz que muitos na indústria da aviação ressaltam que os aviões no futuro precisam perder peso.

Segundo o doutor, os aviões com as super janelas podem virar realidade em dez anos.

Veja o vídeo:

 

Do AdNews

Coreia do Sul pede pena de morte para capitão de balsa que naufragou

comandantedebalsa
Lee Joon-seok é acusado de homicídio por ter abandonado a embarcação antes dos passageiros. Outros réus podem pegar prisão perpétua
Lee Joon-seok, capitão da balsa naufragada na Coreia do Sul, pode ser condenado à pena de morte (Park Cheol-hong/Yonhap/Reuters)

Promotores sul-coreanos pediram nesta segunda-feira uma condenação à pena de morte paraLee Joon-seok, capitão da balsa que naufragou, em abril, deixando mais de 300 mortos. Lee, de 68 anos, é acusado de homicídio e, segundo a promotoria, deve ser condenado por fracassar em cumprir com sua obrigação. Ele abandonou a embarcação de forma negligente, sem ter coordenado o resgate dos passageiros, apontam as autoridades. O capitão negou sua intenção de matar.

O comandante está entre os quinze acusados de abandonar a embarcação. Quatro, incluindo Lee, enfrentam acusações de homicídio. Os outros três membros da tripulação acusados de homicídios podem ser condenados à prisão perpétua. Uma quarta tripulante pode pegar 30 anos de prisão por negligência. Uma comissão de três juízes deve anunciar seu veredicto em novembro.

É incomum que as autoridades apliquem penas de morte na Coreia do Sul. Embora esteja prevista no código penal do país, a sentença deixou de ser considerada devido ao seu uso político no passado. A última execução foi praticada há dezessete anos, informou a rede americana CNN.

A maioria das vítimas do desastre com a balsa sul-coreana era formada por estudantes de ensino médio que viajavam junto com professores. A tragédia provocou forte comoção no país e revoltou a população, insatisfeita com as frágeis regulamentações de segurança. Críticos afirmam que as legislações sul-coreanas não acompanharam o rápido crescimento econômico apresentado pelo país nos últimos anos.

Duras críticas também foram destinadas ao trabalho das equipes de resgate. Dez corpos não foram encontrados pelos mergulhadores até o momento.

Veja

Denúncias de preconceito nas redes sociais cresceram 342% no 2º turno

graficoacendente

No domingo (26), 305 páginas foram denunciadas contra 69 do 1º turno. Segundo ONG Safernet, publicação de mensagens de ódio deve crescer.

As denúncias de preconceito nas redes sociais cresceram 342,03% no 2º turno das eleições em relação ao 1º turno, segundo balanço da ONG Safernet Brasil obtido pelo G1 nesta segunda-feira (27). 305 novas páginas criadas para supostamente promover o ódio e a discriminação, tendo os nordestinos como alvo preferido, foram denunciadas no domingo (26), contra 69 do dia 5 de outubro, data do 1º turno.

De acordo com a Safernet, a publicação de mensagens preconceituosas deve crescer nesta semana. Mas dados da própria organização sugerem que o número de denúncias também tende a aumentar. Entre 5 e 25 de outubro, a data que registrou mais reclamações foi a segunda-feira (6), dia seguinte ao 1º turno, com 258 novas páginas denunciadas.

No 2º turno, o número de denúncias representou um aumento de 662,5% em relação ao ano passado, quando foram denunciadas 40 novas páginas por discriminação e ódio. No total, a Safernet recebeu 421 reclamações no domingo (26) – 116 delas foram de páginas repetidas.

Do G1, em São Paulo

Governador eleito no Ceará, Camilo Santana promete ‘unir a polícia’

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Eleitores comemoram no comitê de Camilo (Foto: Roberto Leite/GE)

Camilo fez primeiro discurso no comitê, após resultado. Petista teve 53,35% dos votos válidos.

O governador eleito do Ceará Camilo Santana (PT) afirmou neste domingo (26), na primeira entrevista após o resultado das eleições, que vai trabalhar para "unir a polícia” e ter diálogo com a corporação civil e militar. "O meu papel vai ser de unir a polícia e garantir a segurança da população cearense", disse.

Com 100% das urnas apuradas (19.921), por volta das 21 horas (horário local), Camilo teve 2.417.668 de votos totais, sendo 53,35% deles válidos, contra 2.113.940 de votos de Eunício, que obteve 46,65% de votos válidos. (Confira a apuração completa)

Camilo falou também que, antes de assumir o mandato, vai dialogar com categorias de trabalhadores, entre elas os policiais. "Vamos priorizar o diálogo. Eu quero até dezembro, eu vou me comprometer e dialogar com várias categorias", afirmou.

A relação entre o governo do estado e lideranças da PM teve momentos de crises desde a greve da corporação em 2012. No primeiro turno das eleições, o governador Cid Gomes chegou a dizer que havia ”milícias” dentro da PM que atuavam a favor do adversário, motivo pelo qual ele aprovou a vinda de tropas federais no segundo turno.

Ele também foi questionado se teria nomes para indicar às secretarias estaduais. Ele sinalizou que vai compor um secretariado técnico. "Vamos trabalhar com as melhores pessoas em cada área". Disse, no entanto, que "ninguém se elege sozinho e ninguém governa sozinho" e, por isso, irá se reunir com aliados para definir o secretariado.

Agradecimentos
"Quero agradecer ao carinho e a responsabilidade que vocês me deram de governar o Ceará. Quero agradecer do fundo do meu coração e pedir uma salva de palmas para vocês, para cada um de vocês. Vou gastar toda energia da minha vida para não decepcionar os cearenses", afirmou em discurso.

Após acompanhar a apuração em casa com a família, Camilo seguiu para o comitê, na Avenida Sebastião de Abreu, no Bairro Cocó, onde festejou a vitória com eleitores e discursou pela priemira vez como governador eleitor.

Ele esteva no comitê ao lado do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, do secretário da saúde do Ceará, Ciro Gomes, e do governador do Ceará, Cid Gomes. "Estou mais feliz ainda porque a gente venceu e venceu a presidenta Dilma. Uma salva de palma para a presidenta Dilma. A vitória é de vocês, a vitória é do Ceará. Um forte abraço."

Ao votar, em Barbalha, na manhã deste domingo (26), Camilo ressaltou que fez uma campanha ”propositiva”. "Visitei mais de 150 municípios, fiz uma campanha propositiva, mostrando todas as conquistas dos últimos sete anos: escolas profissionalizantes, hospitais no interior. O Ceará não pode correr o risco de perder essas conquistas. Consegui mostrar os avanços e estou confiante que o povo cearense fará uma boa escolha", afirmou.

Do G1 CE

A vida das meninas nigerianas sequestradas pelo Boko Haram

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Desde 2009, mais de 500 meninas e mulheres foram sequestradas por extremistas. O relato delas mostra casos de abuso, violência e terror
Reprodução de vídeo feito pelo grupo terrorista Boko Haram mostra mais de 100 meninas que, segundo o grupo, fazem parte das alunas sequestradas em Chibok, norte da Nigéria (Foto: Reprodução/AP)

Em abril deste ano, homens do grupo extremista islâmico Boko Haram invadiram uma escola no norte da Nigéria e sequestraram mais de 200 meninas que estavam no local para fazer uma prova. O caso gerou comoção internacional, mas não foi uma exceção: o grupo, que luta contra a "educação ocidental" e quer criar um estado Islâmico na Nigéria, já sequestrou mais de 500 meninas ou mulheres desde 2009. Seis meses depois do ataque à escola, as meninas continuam em poder dos extremistas e pouco se sabe sobre o que aconteceu com elas. Nesta segunda-feira (27), a organização Human Rights Watch (HRW) publicou um relatório tentando contar essas histórias – e revela abusos e horror.

>> Quem é Abubakar Shekau, o homem por trás do sequestro na Nigéria

A HRW entrevistou 30 meninas que foram sequestradas pelo Boko Haram e, posteriormente, foram liberadas ou conseguiram fugir, além de 16 testemunhas. Os relatos foram organizados em um documento de 63 páginas chamado "Those Terrible Weeks in their Camp" ["As terríveis semanas no acampamento deles"]. O texto mostra que as meninas foram forçadas a se converter ao Islamismo, a se casar, sofreram abusos físicos, psicológicos, estupro e foram colocadas em situação de trabalho escravo.

O relatório mostra que as meninas viraram alvo do Boko Haram por dois motivos: ou por serem cristãs ou por frequentarem escolas. Segundo o HRW, nas primeiras ações, o grupo não atacava especificamente meninas. Essa estratégia passou a ser adotada a partir de 2012. O ataque na escola de Chibok, em abril, foi a maior ação do grupo. Uma das vítimas conta como que a questão da conversão era central no discurso dos homens do Boko Haram. "O líder deles me disse que eu fui levada ao acampamento porque nós, cristãos, adoramos três deuses. Quando eu contestei essa informação, eles amarraram uma corda no meu pescoço e me bateram até eu quase desmaiar. Um rebelde que eu reconheci, porque era da minha vila, me disse que se eu não aceitasse o Islã, seria morta. Aí eu me converti".

Os relatos de algumas meninas sequestradas mostram que elas também foram forçadas a trabalhar. Uma delas, por exemplo, era obrigada a carregar munição e foi ensinada a atirar. Ela conta que, após ser forçada a assistir a execuções, pensou seriamente em roubar a arma dos rebeldes e tentar o suicídio. Ourta menina, de apenas 11 anos, contou que foi usada como isca para um ataque dos extremistas. Ela foi forçada a se aproximar de um grupo de pessoas e pedir ajuda. Quando os homens foram ajudar, os extremistas atacaram.

As entrevistas indicam que os comandantes do Boko Haram proibiam o abuso sexual das meninas sequestradas. Ainda assim, a Human Rights Watch documentou oito casos de violência sexual. A maioria dos casos são de estupro após as meninas serem forçadas a casar. "Após ser declarada casada", diz uma menina de 15 anos, "eu fui morar em uma caverna com um homem de cerca de 30 anos. Eu sempre o evitava, e ele passou a me ameaçar com facas e armas e disse que, se eu gritasse, me mataria".

A estratégia de forçar as meninas em casamentos está bem documentada no relatório. Em um dos depoimentos, uma mulher sequestrada em 2013 conta como conseguiu escapar. Ela explica que, ao saber que seria obrigada a casar, passou a fingir estar sentindo dor. "Eles ficaram com medo de que eu pudesse ser HIV positivo e me mandaram testar em um hospital. Foi assim que eu consegui escapar do acampamento".

Segundo a Human Rights Watch, mais de 7 mil civis morreram, em centenas de ataques do Boko Haram, desde 2009. Nesta segunda-feira, o governo da Nigéria afirmou que continuam as negociações para libertar as meninas sequestradas. O Exército anunciou um cessar-fogo com os terroristas para permitir a libertação, mas em menos de 24 horas o grupo fez novo ataque no norte da Nigéria, sequestrando mais 60 mulheres.

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REDAÇÃO ÉPOCA

No Uruguai, candidatos prometem não derrubar Lei da Maconha

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Candidatos à Presidência do Uruguai, Tabaré Vazquez e Luis Lacalle Pou

Foto: Andres Stapff / Reuters

Tanto Tabaré Vázquez como Luis Lacalle Pou defendem a aplicação da lei, mas ambos sugerem modificações

 

Apesar de a estatização da maconha – a lei de maior repercussão da gestão de José “Pepe” Mujica, que deixa a Presidência uruguaia em março de 2015 – ter sido alvo de comentários moderados por parte de Tabaré Vázquez, seu possível sucessor, ele afirmou que a normativa “será aplicada plenamente”. “Vamos aplicar a lei, como se deve. A lei existe e vamos continuar com ela. E iremos fazendo avaliações", afirmou o candidato da coalizão governista Frente Ampla.

O presidenciável de 74 anos, no entanto, mostrou dúvidas quanto ao sucesso da comercialização da droga em farmácias, segundo afirmou em entrevista à TV pública do Uruguai, Televisión Nacional. Ele disse ser necessário “dar toda a proteção do Estado” a quem coloca em risco o negócio do narcotráfico e também contemplar a segurança do usuário ao adquirir cannabis dessa maneira.

Luis Lacalle Pou, do opositor Partido Nacional que enfrentará Vázquez no segundo turno das eleições, tem entre as suas propostas oficiais de governo a revogação da lei que estatiza toda a cadeia de produção da droga, desde a plantação até a venda, além de permitir o autocultivo e a criação de clubes para consumo coletivo.

No entanto, em entrevistas, vem dizendo que, se eleito, derrubará “muitos artigos”, mas não a lei inteira, já que não trabalhará contra algo “que ele mesmo propôs”. Lacalle Pou se refere ao projeto de autocultivo de maconha de sua autoria, que levou ao Parlamento em 2010. À época, o advogado de 41 anos disse basear sua proposta na experiência “empírica pessoal”.

“Sinal a conservadores”
Na opinião do analista político Álvaro Padrón, a moderação de Vázquez ao abordar uma questão que é um dos marcos da agrupação à qual pertence faz parte de uma opção por se mostrar “mais conservador ao eleitor” do que foi a gestão Mujica.

“Vázquez teria optado por uma estratégia diferente se tivesse que conduzir a discussão sobre essa lei", afirmou em entrevista ao Terra. “Mas isso não quer dizer que ele seja contra a normativa. Sim, o que faz é mandar um sinal a setores mais conservadores, inclusive aos partidos tradicionais, de que, se houver necessidade de revisar alguma coisa quanto à implantação dessa lei, isso será feito", completou.

A legalização da produção, compra e venda da droga conta com 64% de desaprovação dos uruguaios, de acordo com pesquisa de julho do instituto Cifra. O consumo da maconha no Uruguai deixou de ser crime em 1974.

Vázquez e Lacalle Pou formam segundo turno uruguaio

Padrón considera que a mesma postura foi adotada por Vázquez com relação à decisão de Mujica de acolher seis presos de Guantánamo sob a condição de refugiados. “Tabaré percebeu que há uma maioria contra isso, então o que fez foi enviar um sinal de que entendia a preocupação instalada.” A recepção dos detentos conta com desaprovação de 58% da população uruguaia, segundo pesquisa Cifra de outubro.

Para Martín Collazo, porta-voz da ProDerechos (organização civil de defesa da regulação da maconha), a normativa não pode ser revogada sem uma nova discussão parlamentar. “A maconha como tema político já passou. A lei já foi votada. Nem mesmo com maioria parlamentar (em caso de vencer Lacalle Pou) seria fácil derrubar a lei porque, mesmo dentro da oposição, há legisladores a favor da legalização”, diz.

Sobre o temor de que as farmácias se tornem alvo de narcotraficantes, Collazo afirma que “a ideia da lei é, justamente, que o Estado faça frente ao narcotráfico, a partir da legalização e com medidas de segurança”. Quanto à intenção de permitir somente o autocultivo, por parte do candidato opositor, considera que “Lacalle Pou deveria ser mais sério e propor, então, como controlar o mercado interno de pequenos cultivadores, para que isso não termine sendo comercializado”.

 

Denise Mota

Direto de Montevidéu

Terra

Especialistas apontam como cumprir promessas de campanha na área de saúde

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Com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, especialistas defendem que para o cumprimento das promessas de campanha é necessário assegurar a estabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). A presidenta reeleita prometeu, durante a campanha eleitoral, mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços de saúde com a expansão do Programa Mais Médicos. Disse que também vai aumentar a rede de unidades de Pronto-Atendimento, estender as redes de atendimento especializado e qualificar os serviços hospitalares.

A diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Maria Fátima de Sousa, defende que o governo aproveite o apoio que tem no Congresso para aprovar o projeto de lei que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) às ações de saúde. “A presidenta tem apoio, ela pode criar ainda outros meios de arrecadar fundos para a saúde, como, por exemplo, aumentar as taxas de produtos que sobrecarregam a saúde pública, como álcool e cigarros, e destinar claramente esse dinheiro para o financiamento da saúde”, defende.

Outro passo que a especialista considera importante para fortalecimento do SUS – outras das promessas – é priorizar o sistema. Segundo Maria Fátima, com o modelo de atendimento da atenção primária, por meio do Programa Saúde na Família, apenas cerca de 15% a 20% das demandas de saúde iriam para unidades mais complexas, de tratamento intensivo e especializado. “Precisamos ter clareza do modelo que iremos seguir para priorizar investimentos, e não fazer investimentos desordenados”, destacou.

Para que o modelo seja seguido, Maria Fátima defende a priorização de cursos voltadas para a saúde básica, tanto para médicos quanto enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde, além da ampliação de vagas para estes profissionais nas faculdades. “A formação dos profissionais no Brasil não está voltada para o que o Brasil precisa, que é a atenção básica. Está voltada para o mercado. Precisamos mudar esse quadro”, diz ela.

Para a pesquisadora do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Lígia Bahia, o governo deve fortalecer a rede de formação de recursos humanos na área de saúde, principalmente com investimento nos hospitais universitários das instituições federais de ensino. “Também é interessante aumentar os cursos privados, mas é nas universidades federais que há incentivo à pesquisa, e isso é que fortalece o setor”, sentenciou.

Lígia concorda que seria muito importante destinar 10% do PIB para a saúde pública, mas como a presidenta Dilma já sinalizou que isso é inviável, a pesquisadora considera que o governo deveria recorrer ao dinheiro aplicado nos planos de saúde, como subsídios e isenção de impostos, que somam R$ 20 bilhões, segundo ela. “Precisamos que o SUS seja prioridade, e que ele funcione para ricos e para pobres. Investir no sistema privado é reconhecer que o [sistema] público não funciona”, ressaltou.

Com esse dinheiro, segundo a pesquisadora, o governo poderia estruturar a atenção primária, que consiste no atendimento em postos de saúde, com médicos generalistas, e assim tornar esse tipo de formação atraente, em detrimento de outras especialidades. “Um sistema assim poderia evitar internações por complicações de problemas como diabetes, hipertensão. Mas, para essa atenção primária ser forte, ela precisa de locais decentes, limpos, com bons profissionais de saúde, e não instalações precárias como as que temos.”

A especialista reforça que o Brasil precisa também de mudança de cultura para que as pessoas tenham uma relação de confiança com seu médico generalista, para que ele encaminhe o paciente para especialistas apenas se necessário. Dessa forma, o atendimento de média e alta complexidade seria desafogado, e quem realmente precisa dele teria mais acesso.

Agência Brasil

FAB assina contrato com empresa sueca para compra de caças

gripen3As Forças Armadas brasileiras compram o novo caça sueco Gripen /Stefan Kalm / Saab Group / Divulgação

A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a assinatura de contrato com empresa sueca Saab para a compra de 36 aviões militares Gripen de nova geração (NG, em inglês) por cerca R$ 13 bilhões. O contrato foi assinado na última sexta-feira (24), mas divulgado hoje (27).

Segundo a FAB, o primeiro caça será entregue em 2019 e o último, em 2024. A FAB ressalta que o contrato prevê ainda treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras – o que deve ser feito, segundo a Saab, ao longo de aproximadamente dez anos.

O contrato envolve a compra de 28 aviões de um só lugar e oito de dois lugares. A FAB informa, por meio de nota, que o Brasil participará do desenvolvimento do Gripen NG e será responsável pela versão para dois pilotos. “O desenvolvimento e produção do Gripen NG possibilitará ainda a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país”, diz a nota.

A FAB informou ainda que está negociando com Força Aérea da Suécia a cessão temporária de caças Gripen, em versões menos avançadas que a NG. O plano é utilizar os Gripen C/D até o recebimento das aeronaves novas.

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As Forças Armadas brasileiras compram o novo caça sueco Gripen /Stefan Kalm / Saab Group / Divulgação

As negociações entre a FAB e a Saab para a assinatura do contrato começaram após o governo brasileiro optar pela compra dos caças suecos, em dezembro do ano passado. A escolha se deu por meio do chamado projeto FX-2. Aeronaves de três países disputaram o contrato com o governo brasileiro. Além do Saab Gripen NG, o Boeing F-18E/F Super Hornet, dos Estados Unidos; e Dassault Rafale F3, da França, estavam na disputa.

Agência Brasil

Especialistas apontam como cumprir promessas de campanha na área de saúde

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Com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, especialistas defendem que para o cumprimento das promessas de campanha é necessário assegurar a estabilidade financeira do Sistema Único de Saúde (SUS). A presidenta reeleita prometeu, durante a campanha eleitoral, mudar o patamar de qualidade e ampliar o atendimento dos serviços de saúde com a expansão do Programa Mais Médicos. Disse que também vai aumentar a rede de unidades de Pronto-Atendimento, estender as redes de atendimento especializado e qualificar os serviços hospitalares.

A diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília, Maria Fátima de Sousa, defende que o governo aproveite o apoio que tem no Congresso para aprovar o projeto de lei que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) às ações de saúde. “A presidenta tem apoio, ela pode criar ainda outros meios de arrecadar fundos para a saúde, como, por exemplo, aumentar as taxas de produtos que sobrecarregam a saúde pública, como álcool e cigarros, e destinar claramente esse dinheiro para o financiamento da saúde”, defende.

Outro passo que a especialista considera importante para fortalecimento do SUS – outras das promessas – é priorizar o sistema. Segundo Maria Fátima, com o modelo de atendimento da atenção primária, por meio do Programa Saúde na Família, apenas cerca de 15% a 20% das demandas de saúde iriam para unidades mais complexas, de tratamento intensivo e especializado. “Precisamos ter clareza do modelo que iremos seguir para priorizar investimentos, e não fazer investimentos desordenados”, destacou.

Para que o modelo seja seguido, Maria Fátima defende a priorização de cursos voltadas para a saúde básica, tanto para médicos quanto enfermeiros, dentistas e outros profissionais de saúde, além da ampliação de vagas para estes profissionais nas faculdades. “A formação dos profissionais no Brasil não está voltada para o que o Brasil precisa, que é a atenção básica. Está voltada para o mercado. Precisamos mudar esse quadro”, diz ela.

Para a pesquisadora do Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro e conselheira da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Lígia Bahia, o governo deve fortalecer a rede de formação de recursos humanos na área de saúde, principalmente com investimento nos hospitais universitários das instituições federais de ensino. “Também é interessante aumentar os cursos privados, mas é nas universidades federais que há incentivo à pesquisa, e isso é que fortalece o setor”, sentenciou.

Lígia concorda que seria muito importante destinar 10% do PIB para a saúde pública, mas como a presidenta Dilma já sinalizou que isso é inviável, a pesquisadora considera que o governo deveria recorrer ao dinheiro aplicado nos planos de saúde, como subsídios e isenção de impostos, que somam R$ 20 bilhões, segundo ela. “Precisamos que o SUS seja prioridade, e que ele funcione para ricos e para pobres. Investir no sistema privado é reconhecer que o [sistema] público não funciona”, ressaltou.

Com esse dinheiro, segundo a pesquisadora, o governo poderia estruturar a atenção primária, que consiste no atendimento em postos de saúde, com médicos generalistas, e assim tornar esse tipo de formação atraente, em detrimento de outras especialidades. “Um sistema assim poderia evitar internações por complicações de problemas como diabetes, hipertensão. Mas, para essa atenção primária ser forte, ela precisa de locais decentes, limpos, com bons profissionais de saúde, e não instalações precárias como as que temos.”

A especialista reforça que o Brasil precisa também de mudança de cultura para que as pessoas tenham uma relação de confiança com seu médico generalista, para que ele encaminhe o paciente para especialistas apenas se necessário. Dessa forma, o atendimento de média e alta complexidade seria desafogado, e quem realmente precisa dele teria mais acesso.

Agência Brasil

Saúde e segurança são maiores desafios para governador eleito no Ceará

eleicoes2014

 

A precariedade nas áreas de segurança e saúde sempre é citada dentre as reclamações da população cearense, e o governador eleito Camilo Santana está consciente dos desafios que precisará enfrentar, a partir de janeiro do ano que vem. Mas ele priorizou a segurança em sua primeira manifestação pública, depois da contagem dos votos. “Meu papel vai ser de unir a polícia e garantir a segurança da população. Farei um governo de diálogo e de participação”, disse ele.

O cientista político Rosendo Amorim, professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), ressalta que Santana vai receber boa herança dos governos de Cid Gomes na área de educação. "Mas a saúde e a segurança, principalmente", segundo ele, serão um ônus pesado. Constatação reforçada pela doméstica Érica Oliveira, 34 anos, segundo quem “tem que melhorar muito. Segurança é o que precisa mais, mas a saúde também está difícil. Faz dois meses que estou na fila de espera para resolver uma dor na coluna. Não fui atendida até hoje”, disse ela.

Outro tema que fez parte da campanha do petista é a seca no estado. “Eu vou concluir o primeiro trecho do Cinturão das Águas e fazer o segundo. Não prometi nada que não tenha sido estudado e que não tenha dinheiro para fazer”. Rosendo Amorim acredita que ações em torno dessa problemática realmente vão fazer parte do próximo governo cearense. “Ele [Camilo] dará a coloração do PT, que é a inclusão social, e isso também faz parte da formação acadêmica dele [engenheiro agrônomo e mestre em desenvolvimento e meio ambiente]”, avaliou.

A eleição de Santana teve apoio intenso da família Gomes, com forte presença de Ciro, governador do Ceará eleito em 1990, e principalmente de Cid, que está terminando o segundo mandato. Os irmão são do Pros. O professor de ciência política não acredita na possibilidade de rompimento da aliança, mesmo Camilo sendo de partido diferente. “O Camilo já até sinalizou. Ele vai dar o tom do partido dele [o PT], mas não acredito em ruptura completa”.

Demonstrando gratidão ao atual governador, Santana preferiu não antecipar qual será o papel de Cid na próxima gestão. No entanto, deixou a entender que haverá mudanças. “Sou grato a ele [Cid Gomes]. Para mim, é o melhor governador que o Ceará já teve. Mas Izolda Cela [vice eleita] e eu vamos fazer um governo novo nos próximos quatro anos”, salientou.

Em relação ao secretariado, o governador eleito não quis confirmar saídas nem nomes novos. “Vamos avaliar isso. O critério será a competência de cada um na área para cumprir a missão de melhorar o atendimento à sociedade”, disse ele.

Agência Brasil

CPMI adia depoimento de doleiro e chama diretor da Petrobras

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O depoimento do doleiro Alberto Youssef na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras (CPMI), previsto para a próxima quarta-feira (29), foi adiado.  No lugar do doleiro, os integrantes da CPMI vão tomar o depoimento do atual diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza.

O relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), informou à Agência Brasil que o adiamento do depoimento de Alberto Youssef se deu em função dele estar hospitalizado e também da carta dos seus advogados à comissão dizendo que ele não pretende falar nada, e que deverá permanecer calado.

“Adiamos o depoimento por causa do estado de saúde dele [Youssef] e da carta dos advogados à comissão dizendo que ele não falaria nada em função da delação premiada”, disse Marco Maia. O doleiro foi internado Curitiba, após passar mal no último sábado.

Alberto Youssef é acusado de lavagem de dinheiro, de receber propina de empreiteiras que têm contratos com a Petrobras, e repassar o dinheiro para partidos e políticos. Ele foi preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O prazo para o encerramento dos trabalhos da CPMI da Petrobras é 23 de novembro, mas o relator irá propor a prorrogação até o dia 21 de dezembro, para continuarem as investigações sobre as denúncias envolvendo a petroleira.

Agência Brasil

Comentários preconceituosos contra nordestinos na web podem ser punidos, diz ONG

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Assim que o resultado das eleições presidenciais foi divulgado, às 20h de ontem (26), os comentários sobre a participação dos votos do Nordeste na vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, começaram a surgir nas redes sociais. Segundo o diretor-presidente da organização não governamental (ONG) SaferNet Brasil, Thiago Tavares, as páginas na internet e nas redes sociais que têm violações aos direitos humanos serão investigadas e seus autores poderão ser punidos. Tavares explica que, assim como quem cria, quem compartilha um conteúdo de ódio e preconceito também pode ser responsabilizado criminalmente.

Tavares, que é professor de direito da informática da Universidade Católica de Salvador, disse hoje (25) que, desde ontem, a ONG  recebeu 421 denúncias referentes a 305 novas páginas nas redes sociais, especialmente no Twitter e no Facebook, com o objetivo de promover o ódio e a discriminação contra a população de origem nordestina. “Lamentavelmente, tudo indica que hoje essas manifestações devem continuar crescendo e ao longo desta semana também”, disse o professor.

As denúncias feitas após a divulgação do resultado do segundo turno são 342,03% maiores em relação àquelas recebidas no dia 5 de outubro, do primeiro turno das eleições. E, segundo Tavares, 662,5% maiores em relação às no dia 26 de outubro de 2013, fora do contexto eleitoral. Tavares diz que as pessoas precisam valorizar a diversidade e respeitar os direitos humanos. “Mas, diante de uma campanha tão polarizada e tão radicalizada, é difícil muitas vezes conter o ímpeto de alguns usuários que resolvem descarregar nas redes sociais as suas frustrações e todo seu preconceito em relação à população nordestina”, disse.

Para Tavares, o mais preocupante é que existem usuários que não são tipicamente criminosos, mas compartilham mensagens de ódio que muitas vezes são postadas “por grupos de extrema direita, de orientação neonazista, inclusive, que se sentem legitimados, fortalecidos e encorajados em momentos como este e encontram nesses eleitores inconformados uma espécie de instrumento para propagar esse tipo de mensagem de ódio e desestabilizar o país”.

A ONG foi criada em 2005 com foco na defesa dos direitos humanos na internet e é operada em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. As denúncias podem ser feitas de forma anônima na página da SaferNet, apenas copiando o link da página que tem a violação. A Lei 7.716, de 1989, pune, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão, aquele que utiliza os meios de comunicação social, como a internet, para promover o ódio e a discriminação em razão da raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso, algumas pessoas acusam os nordestinos de votar apenas por causa de algum benefício financeiro que recebam do governo, sem se preocupar com o projeto social como um todo. “O governo agora tem esse papel de dialogar, há um laço comum no país, até porque a Dilma [Rousseff] teve votos de Norte a Sul. Não há desunião no país, mas questões ideológicas que debatemos quando o ‘sangue sobe à cabeça’; ações concretas para elevar as condições de vida da população são importantes, políticas reais e afirmativas para diluir essas questões”, disse o sociólogo.

Para Dal Rosso seria problemático se surgissem movimentos de rua truculentos, como alguns que atuaram nas manifestações de junho de 2013, mas ele diz que já viu um usuário pedindo desculpas nas redes sociais por ter usado “expressões muito duras”, reconhecendo os exageros, o que, para ele, indica que o clima pode estar esfriando.

Segundo Thiago Tavares, da SaferNet, há dois exemplos emblemáticos de crime de ódio na internet. “Nas eleições de 2010, a estudante de direito da Universidade Mackenzie, Mayara Petruso, de 21 anos, declarou no Twitter, logo que saiu o resultado, que os usuários da rede deveriam fazer um favor a São Paulo e matar um nordestino afogado. Em razão dessa mensagem, ela foi condenada pela Justiça Federal, perdeu o estágio, teve que prestar serviço comunitário, pagar multa, o que gerou um transtorno para a vida dela”, contou.

O outro caso aconteceu nas eleições deste ano. Segundo Tavares, uma auditora do Trabalho da Bahia foi indiciada por usar as redes sociais para pregar a violência física e o ódio contra nordestinos. “Os casos estão começando a chegar ao Judiciário e ele tem se pronunciado no sentido de condenar as pessoas que tem usado a internet para essa finalidade”, completou.

Agência Brasil

Eleições batem recorde de comentários no Facebook

Facebook-layouts-blog-postAs eleições de 2014 no Brasil foram as mais comentadas na história do Facebook. De acordo com levantamento divulgado hoje (27) pela rede social, de 6 de julho até esse domingo (26), dia do segundo turno, 674,4 milhões de interações sobre o pleito foram registradas.

Segundo o Facebook, é o maior número de interações sobre eleições geradas na rede social. O recorde anterior era das eleições na Índia, este ano, quando 227 milhões de conversas foram registradas – número três vezes menor que o volume de dados alcançado pelos internautas brasileiros.

Interações são postagens de fotos, textos, comentário, curtidas, ou qualquer conteúdo compartilhado na rede. Só ontem, mais de 49 milhões de interações sobre o pleito foram geradas – 53,8% dos comentários voltados para a Dilma Rousseff e 46,2% para Aécio Neves.

De acordo com a rede social, 89 milhões de pessoas usam o Facebook ativamente por mês no Brasil. A empresa estima que três em cada cinco eleitores brasileiros estão no Facebook.

 

Agência Brasil

Indústrias têxtil e de vestuário protestam contra concorrência desleal

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Representantes da indústria têxtil e de confecção de todo o país colocaram 150 cruzes no canteiro central da Avenida Otto Baumgaurten (em frente ao Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte), em São Paulo, para representar 14 mil postos de trabalho fechados nos últimos 12 meses.

O local foi escolhido porque ali ocorre uma feira de produtos chineses e o objetivo é chamar a atenção do governo e da sociedade para o que os empresários classificam como competição injusta entre a indústria brasileira e a chinesa.

De acordo com o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, o Brasil tem a quarta maior indústria em fabricação de vestuário e a quinta maior têxtil, mas, pelo quarto ano consecutivo, perde em produção para países que concorrem de forma desigual.

Ele explica que há injustiça porque, nos países concorrentes, as regras trabalhistas, tributárias, previdenciárias e ambientais são distintas das que estão em vigor no país. “Então esse é um protesto contra as causas externas”, disse.

Sobre as demandas que o setor apresentou ao governo, Pimentel ressaltou que algumas foram atendidas, outras não e outras medidas eliminaram os efeitos positivos daquelas que foram colocadas em prática.

“Neste momento, nós temos uma proposta que é o Regime Tributário Competitivo para a Confecção, apresentada a há cerca de um ano. A medida simplifica e reduz a carga tributária para qualquer tamanho de empresa que produza vestuário no país”. Com implantação do programa, o setor criaria mais de 597 mil vagas e a produção cresceria 117%.

O presidente da Abit diz que o volume de vestuário importado cresceu 25 vezes na última década. De janeiro a setembro deste ano, as importações de têxteis e confeccionados cresceram 5,7%, em valor, e as exportações caíram 6,1%.

Com isso, o aumento do deficit na balança comercial foi 8,4%, em relação ao mesmo período de 2013, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. As importações de vestuário aumentaram 10,3%, em valor, comparativamente com o mesmo período em 2013. Em toneladas, a variação foi 7%.

“Eu conclamo o consumidor brasileiro que, ao comprar uma roupa, olhe onde é feita para dizer sim ou não no investimento de seu dinheiro. Na medida em que ele compra algo que é fabricado em países onde a produção é totalmente distinta da nossa, está ajudando o país em detrimento do Brasil. Se nós estivermos disputando mercado igualmente não tem problema, porque somos capazes de competir e enfrentar pelo nosso tamanho e tecnologia”, disse.

Os organizadores do protesto são a Abit, o Sindicato das Indústrias de Tecelagem de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré; o Sindicato de Fiação e Tecelagem de São Paulo, Sindicato das Indústrias do Vestuário de São Paulo; a Confederação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados, a Federação dos Trabalhadores Têxteis e o Sindicato dos Mestres e Contramestres de São Paulo.

Editor Beto Coura

Agência Brasil

Geólogos estudam meio de usar Aquífero Guarani para aliviar crise do Cantareira

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Geólogos da Universidade de São Paulo (USP) elaboram um estudo para saber se é possível retirar água do Aquífero Guarani para abastercer a região de Piracicaba, aliviando o Sistema Cantareira. A proposta é analisar a viabilidade da construção de 24 poços artesianos no município de Itirapina, região oeste do estado, onde o aquífero pode ser acessado de forma rasa. A análise será apresentada, em aproximadamente um mês, ao comitê criado pelo governo estadual para administrar a crise hídrica no Cantareira. Hoje (27), o sistema chegou a 13% da capacidade de armazenamento, após o início da utilização da segunda cota do volume morto.

O professor Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geologia, explica que o estudo inclui a simulação, por meio de um modelo matemático, da extração de 150 mil litros de água por hora. “Queremos avaliar se o aquífero suporta essas vazões em longo prazo”, apontou. A análise baseia-se em um artigo publicado em 2004 por um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com o trabalho, a região de Piracicaba fica distante cerca de 60 quilômetros (km) em linha reta, o que diminui os custos de um transporte da água direta para a capital. Outra vantagem é que o desnível geográfico entre as regiões de captação e consumo favorece o deslocamento.

Mesmo em fase de pré-viabilidade técnica, Bertolo acredita que essa pode ser uma alternativa interessante para o abastecimento de parte da região que deveria receber água do Cantareira. Ele destaca, no entanto, que é preciso fazer o uso sustentável dessa água para evitar novas crises. “A gente precisa ter a recarga no aquífero para que ele continue dando água. Se a gente tiver em longo prazo a certeza de que a chuva vai continuar caindo e o aquífero recarregado, uma vazão de 1 metro cúbico por segundo é uma vazão segura”, apontou. O Aquífero Guarani é a maior reserva estratégica de água doce da América Latina.

Atualmente, o aquífero abastece a maior parte das cidades do oeste paulista. “Observe que a crise de abastecimento de água está mais crítica nos municípios do centro-leste do estado”, avaliou. Isso ocorre, segundo Bertolo, porque eles têm maior segurança hídrica com a água oriunda dos aquíferos Bauru e Guarani. Entre os municípios abastecidos dessa forma, o professor destaca Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, entre outros. Ele explica que a profundidade das águas subterrâneas exige tecnologia complexa de engenharia, similar à utilizada para encontrar petróleo, para cavar os poços profundos.

Agência Brasil

Dilma Rousseff é reeleita

dilmareeleitaDilma Rousseff é reeleita para a Presidência da RepúblicaAntônio Cruz/Agência Brasil

Com 97,62% das urnas apuradas, a atual presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), tem 51,38% dos votos válidos e está matematicamente reeleita para o cargo. O candidato Aécio Neves (PSDB) tem 48,62% dos votos válidos até o momento.

Mineira de Belo Horizonte, Dilma Rousseff, tem 66 anos, é economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tem uma filha e um neto. Foi reeleita hoje (26), junto com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), com o apoio da coligação formada por PT, PMDB, PDT, PCdoB, PR, PP, PRB, PROS e PSD. No primeiro turno, Dilma ficou em primeiro lugar, com 43.267.668 votos (41,59% dos votos válidos).

Filha de um imigrante búlgaro e de uma professora do interior do Rio de Janeiro, Dilma viveu em Belo Horizonte, capital mineira, até 1970, onde integrou organizações de esquerda, como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa em 1970 pela ditadura militar e passou quase três anos no Presídio Tiradentes, na capital paulista, onde foi torturada.

Em 1973, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu sua carreira política. Na capital gaúcha, Dilma dedicou-se à campanha pela anistia, no fim do regime militar, e ajudou a fundar o PDT no estado. Em 1986, assumiu seu primeiro cargo político, o comando da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre, convidada pelo então prefeito Alceu Collares.

Com a redemocratização, Dilma participou da campanha de Leonel Brizola à Presidência da República em 1989. No segundo turno, apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 1993, Dilma assumiu a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul, cargo que ocupou nos governos de Alceu Collares (PDT) e Olívio Dutra (PT).

Em 2000, Dilma filiou-se ao PT e, em 2002, foi convidada a compor a equipe de transição entre os governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Quando Lula assumiu, em janeiro de 2003, Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia, onde comandou a reformulação do marco regulatório do setor. Em 2005, ainda no primeiro governo Lula, Dilma assumiu a chefia da Casa Civil, responsável até então por projetos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.

Dilma deixou a Casa Civil em abril de 2010 e, em junho do mesmo ano, teve sua candidatura à Presidência da República oficializada. Venceu sua primeira eleição no segundo turno, contra o candidato do PSDB, José Serra, com mais de 56 milhões de votos.

Em um governo de continuidade, Dilma manteve e ampliou programas sociais da gestão Lula e implantou iniciativas que levaram à redução da pobreza, da fome e da desigualdade. Criou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e ampliou programas de empreendedorismo. Também implantou um programa de concessões para obras de infraestrutura e logística, muitas ligadas à realização da Copa do Mundo. Em um governo marcado por episódios de corrupção, Dilma chegou a demitir seis ministros em dez meses, em 2011. A presidenta reeleita também enfrentou problemas com a economia, com queda no ritmo do crescimento do país e avanço da inflação.

Editor Lílian Beraldo

Agência Brasil

Eleição mais acirrada em 25 anos chega ao fim com expectativa sobre vencedor

dilmaaecio

RIO DE JANEIRO/BELO HORIZONTE(Reuters) – A eleição mais acirrada nos últimos 25 anos levou neste domingo milhões de eleitores às urnas, em meio à grande expectativa sobre o vencedor na disputa entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato do PSDB, Aécio Neves.

A votação chegou ao fim às 17h (horário de Brasília) nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal, que adotam o horário de verão. Espera-se que pouco depois das 20h, quando fecham as últimas urnas no Acre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tenha condições de anunciar o vencedor da corrida presidencial.

A presidente e Aécio votaram pela manhã e expressaram confiança na vitória. Os dois travaram uma disputa marcada por ataques de ambas as partes e na qual ambos chegaram ao dia decisivo com chances de vitória. As últimas pesquisas de intenção de voto, divulgadas no sábado, não apontaram um favorito claro, apesar da vantagem numérica de Dilma.

O Datafolha mostrou os dois candidatos em empate técnico, com o placar favorável a Dilma com 52 a 48 por cento. Pelo Ibope, a vantagem da petista chegou a 6 pontos percentuais, com resultado de 53 a 47 por cento.

Dilma votou pouco após a abertura das urnas, às 8h da manhã (horário de Brasília), em Porto Alegre. A candidata petista reconheceu o clima hostil da campanha, mas disse discordar das opiniões de que a eleição "foi inteiramente" uma campanha em que prevaleceu o "baixo nível".

"Acho que teve momentos lamentáveis, uso de formas de tratamento indevidas, e inclusive acredito que isso foi rejeitado pela população", disse Dilma, que tomou chimarrão oferecido por um dos mesários.

Ela votou acompanhada do candidato petista à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e depois seguiu para Brasília.

O tucano Aécio votou por volta das 10h30 em Belo Horizonte, acompanhado da mulher e em meio a um grande tumulto causado por sua chegada à seção eleitoral.

O ex-governador de Minas Gerais disse que a primeira tarefa, caso eleito, será "unificar o país" após a disputa eleitoral, e acrescentou estar "tranquilo e confiante", apesar de aparecer numericamente atrás de Dilma nas pesquisas. Aécio vai aguardar o resultado do pleito em Minas Gerais.

Desde 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Fernando Collor de Mello (PRN) no segundo turno, na primeira eleição direta para presidente depois da ditadura militar, os brasileiros não iam às urnas com tantas incertezas sobre quem vencerá o pleito.

O sentimento é reforçado pela diferença vista no primeiro turno entre o que mostraram as pesquisas de intenção de voto e o resultado das urnas.

Na véspera do primeiro turno, o Datafolha mostrava Dilma com 44 por cento dos votos válidos, Aécio com 26 por cento e Marina Silva (PSB) com 24 por cento. Pelo Ibope, os números eram 46, 27 e 24 por cento, respectivamente.

Nas urnas, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, Aécio chegou a 33,6 por cento e Marina ficou com 21,3 por cento.

Terceira colocada na disputa do primeiro turno, Marina disse neste domingo que o próximo presidente terá que fazer uma gestão eficiente que recupera a economia do país, e ressaltou a importância de se unir o Brasil depois da campanha.

A ex-ministra do governo Lula, que assumiu a candidatura do PSB após a morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo durante a campanha, declarou apoio a Aécio no segundo turno.

"Hoje estamos com inflação alta, crescimento baixo, temos juros que são altíssimos e temos uma situação de baixos investimentos ameaçando o emprego e salário dos trabalhadores, além de graves denúncias de corrupção", disse a jornalistas em Rio Branco (AC).

CONTINUIDADE X ALTERNÂNCIA

Após 12 anos seguidos de governo do PT, os eleitores foram às urnas divididos entre a vontade de mudança no poder e a defesa da atual gestão.

"Estou otimista. O país está caminhando para frente em tudo, não tem como regredir com Dilma", disse a professora universitária Maria Auxiliadora da Silva, de 48 anos, depois de votar em Manaus. "O PT tirou o Brasil do Mapa da Fome, isso é um orgulho."

A mudança de partido no poder, no entanto, foi defendida pelo médico baiano Tiago Nunes, de 32 anos, ao justificar o voto em Aécio. "Estamos cansados de 12 anos de governo do PT. Precisamos de uma mudança no Brasil. Precisamos basicamente de mais educação e saúde básica", afirmou após votar em São Paulo.

Em Pernambuco, Estado que foi governado por Campos em dois mandatos e onde Marina ficou em primeiro lugar na votação de 5 de outubro, o engenheiro de pesca Filipe Niero, de 30 anos, disse que ficou "impressionado" com o movimento pró-Aécio "justamente na terra de Lula".

Niero, no entanto, votou em Dilma. "Nestas eleições há muita coisa em jogo. A principal delas é a garantia da continuidade e ampliação dos avanços sociais", afirmou.

Em diferentes pontos do país, eleitores de Aécio foram votar em vestindo azul, verde e amarelo, alguns inclusive usando camisas da seleção brasileira, em referência às cores do PSDB, enquanto apoiadores de Dilma usaram o tradicional vermelho, a cor do PT.

Em uma escola do Lago Sul de Brasília, zona sul da capital federal, a dona de casa Gildicina da Rocha, de 27 anos, disse que escolheu Aécio para presidente por ele ser o candidato que representa mudança.

“Votei em Aécio porque tem que mudar, tem que melhorar… Estou insatisfeita, tem a questão do roubo de recursos públicos. A Dilma não fez o suficiente e ainda estragou o que foi feito antes”, disse ela, que registrou seu voto em um local em que várias pessoas foram às urnas vestidas de verde e amarelo.

Em São Bernardo do Campo (SP), berço do PT mas onde Dilma perdeu para Aécio no primeiro turno, o auxiliar de pedreiro Joaquim de Oliveira, de 47 anos, ressaltou a importância dos programas sociais do atual governo para os mais carentes.

"Votei na Dilma porque ela ajuda os pobres. Tenho quatro filhos, meus filhos estão na escola. Por mais que falem, isso é bastante importante para mim e quero que continue ajudando as pessoas com essas oportunidades. Se o PT sair, aí danou-se tudo", disse Oliveira, que contou ser beneficiário do programa Bolsa Família.

O ex-presidente Lula também votou em São Bernardo, e disse ter esperança para o resultado da eleição por considerar que Dilma "tem grande parte da sociedade ao lado dela" e que o país melhorou em seu governo.

Antecessor de Lula, o tucano Fernando Henrique Cardoso registrou seu voto em SP e acusou Lula de estar "vendendo ódio" na atual campanha.

"Estão tentando dividir o país por classe, cor. Essa tentativa não é aceitável. Eles tinham um slogan que dizia ‘paz e amor’. Agora, o dono desse slogan está vendendo ódio", disse.

Além da disputa pela Presidência, a votação desde domingo decidirá os governadores de 13 Estados e do Distrito Federal.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas 796 ocorrências de crime eleitoral com não candidatos até 16h25, segundo balanço mais recente, com 281 pessoas presas, das quais 152 por realizar propaganda boca de urna.

Ao contrário do primeiro turno, quando a votação foi marcada por atrasos decorrentes do maior uso do sistema de identificação biométrica pelo país, o tribunal disse que as dificuldades com as urnas biométricas foram superadas neste domingo.

(Reportagem de Camila Moreira, Anna Flávia Rochas e Alexandre Caverni, em São Paulo; Bruno Marfinati, em São Bernardo do Campo; Maria Carolina Marcello e Nestor Rabello, em Brasília; Eduardo Simões, em Belo Horizonte; Liege Albuquerque, em Manaus; Raíssa Ebrahim, no Recife)

Por Pedro Fonseca e Eduardo Simões

Com 95% das urnas apuradas, Dilma e Aécio estão praticamente empatados

eleicoes2014Com 95,08% das urnas apuradas, a candidata Dilma Roussef (PT) lidera a disputa pela Presidência da República, com 50,99% dos votos válidos. Aécio Neves (PSDB) aparece com 49,01%.

Os votos em branco somam 1,72% e os nulos, 4,65%. Até o momento, a abstenção registrada é 19,99%.

Editor Wellton Máximo

Agência Brasil

Com 84,33% das urnas apuradas, Camilo Santana lidera no Ceará

eleicoes2014a

Com 84,33% das urnas apuradas, o candidato do PT, Camilo Santana, lidera a disputa pelo governo do Ceará, com 52,79% dos votos válidos. Eunício Oliveira, do PMDB, aparece com 47,21%.

Os votos brancos somam 2,10% e os nulos, 5,65%. Até o momento, a abstenção registrada é 21,42%.

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Editor Marcos Chagas

Agência Brasil


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HOMENAGEM DA SEMANA


CORREINHA

O Chapada do Araripe presta homenagens a um dos maiores mestres da cultura popular que faleceu em Crato recentemente, Francisco Correia de Lima, o Correinha, artista de várias linguagens atuante no município do Crato. Mestre Correinha nasceu no município de farias Brito no dia 14 de fevereiro de 1940, mas era um amante inveterado do Crato, município ao qual costumava fazer referências em suas canções. Talvez por não ter tido seu nome incluído nas listas anuais de mestres reconhecidos pelo Governo do Estado desde 2004, mestre Correinha tenha sido sepultado em meio a homenagens comoventes de moradores do município, mas, como ressaltaram amigos e familiares, sem o devido destaque por parte do Poder Público. Situação destacada durante a sua missa de corpo presente, enriquecida pelo acordeon de Hugo Linard, com quem Correinha gravou recentemente, 15 canções que agora constituem o último registro de sua obra. Segundo o próprio Hugo Linard, as canções registradas nesse último trabalho de Correinha em estúdio são, na maioria, inéditas. ´Ele gravou também ´Belezas do Crato´, mas as outras não tinham registro´, diz, citando canções como ´Coisas do meu sertão´, ´Exaltação a Barbalha´, ´Crato de Açúcar´ e ´Meu Cariri´ e ´Balanceio´. ´Fazia tempo que a gente tava cutucando ele, dizendo que ele tinha que gravar de novo. Ele fez dois compactos e outros discos, no tempo do vinil, além de vários cordéis´. Hugo Linard chama atenção para aspectos peculiares da trajetória de Correinha. ´Ele mantinha um bar aqui no Crato e ainda trabalhava como agente carcerário. Era tão querido que os presos pediram à família por ocasião do seu velório, para deixar um pouco o corpo dele lá na cadeia, para eles o homenagearem´.
Dalwton Moura

Jornal do Vicelmo

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AUXÍLIO À LISTA

Dicas de Filmes



Por trás de todo o grande homem se esconde um professor, e isso era certamente verdade para Bruce Lee que aclamava como seu mentor um expert em artes marciais chamado Ip Man. Um gênio do Wushu (ou a escola de artes marciais da China), Ip Man cresceu numa China recentemente despedaçada pelo ódio racial, radicalismo nacionalista e pela Guerra. Ele ressurgiu como uma Fênix das Cinzas graças à suas participações em lutas contra vários mestres Wushu e lutadores de kung-fu - finalmente treinando icones de artes marciais como Bruce Lee. Esta cinebiografia do diretor Wilson Yip mostra a história da vida de Ip.

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